All language subtitles for T1E8 - Episódio 8 - Dupla Identidade online no Globoplay

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Original subtitles

Saudável de dizer a ordem no local do crime.

Tá achando que ele tá perto da gente?

Oi. Oi. Eu sou a Tati, a filha do Diz. Eu sabia que o Diz tinha uma filha.

Esse Edu foi um achado.

Vamos trazer esse rapaz mais pra perto de nós.

Você não dominicou?

Você não quer casar comigo?

Tchau, amor.

Ela se abaixou pra ajudar um rapaz que deixou uns livros caindo no chão. Eu

lembro que ele tava com um gesso no braço. Aquela garota desapareceu.

Entrada do colégio.

Esse ataque tinha um predador.

Esse desgraçado tem conhecimento de técnicas policiais.

Tô, tô anotando sim.

Tentando falar com o Edu.

Não era ontem que você ia jantar? Ele ia trazer as alianças, você vai ficar

noiva? É, só que ele desistiu.

Bom dia, senhor. Queria falar com o senhor Edu.

Fala que eu não cheguei ainda.

Antônio, ele não chegou ainda, não.

Senhorita, ele não está.

O que é isso, Rai?

Agora? Só tudo o que ele te pediu. Passa no escritório para acertar suas contas.

Vocês estão me despedindo?

Vera. Eu vou te denunciar para convencer meu amigo.

Ele tinha um gesso no braço. Estava usando um boné e uma camisa com desenho

flores nas costas.

Você lembra que você falou que o Edu tinha um gesso em casa, né?

Eu sei quem foi que matou aquelas mulheres.

Foi meu namorado.

O gesso não tem nada quebrado. O cara tem um gesso em casa.

O nome dele é Eduardo Borges.

Ele trabalha com o senador Otto Veiga.

Você falou gesso? Como ele tem um gesso em casa?

Ele tem um gesso, um gesso, um gesso de colocar no braço, de colocar na perna. O

cara não tem nada quebrado e tem um gesso em casa.

Está entendendo?

Qual é o seu nome?

Alô?

Alô?

Alô, por favor, me fala seu nome.

Você está me ouvindo?

Eu não quero que meu nome saia em jornal, não quero que saia em revista,

quero que saia em nada.

Não, não, não, não. Seu nome não vai sair em lugar nenhum. Fica tranquila.

tá falando com a Vera Miller, eu te garanto isso. Seu nome não vai sair em

nenhum. Por favor, me dá seu nome.

Você não prefere que a gente se encontre pessoalmente? Eu vou até você.

Alô?

Alô?

Alô, por favor?

Alô?

Alô? Alô?

Alô, fala comigo?

Alô?

Alô?

Quer que eu descubra a pera?

Não, não, não precisa.

Até que tem sido interessante escutar o que essas pessoas têm pra dizer.

Se precisar de mim é só me chamar. Com licença.

Aquele pãozinho de queijo.

Esqueci uma pasta.

Qual uma pasta?

Eu deixei em algum lugar aqui na sala, não sei. Não, porque parece que o seu

endereço você esqueceu também.

O que você tá falando, Celina?

Dias, você vai me dizer onde você passou a noite ou você prefere que eu te

conte? Celina... Não, na polícia?

É que não foi, não é verdade?

É? Por que que houve? Você ligou pra lá, algum distraído atendeu... Não, eu não

liguei pra lá. Eu não liguei pra lá. Eu fui lá.

Você falou a que horas? Eu fui em plena madrugada.

A Ledita disse que ele já foi pra casa.

A senhora quer falar com o detetive Nelson?

Não, não.

Pode fazer a denúncia pra ele. Não, não, não precisa.

Não precisa.

Quer dizer que o delegado Dias não volta hoje. É isso, né? É, acho que não.

Parece que já aconteceu tudo o que tinha que acontecer hoje. Tá, tá bom.

Obrigada. Eu fiquei lá, te esperando.

Até o dia amanhecer. Você não apareceu.

Eu não trabalho sentado numa mesa, Celina.

Se eu não estava lá é porque eu estava em alguma operação.

Operação Vera.

Você tem acompanhado o noticiário? Você tem ideia do que tá acontecendo na

cidade? Tenho, Dias.

Tenho. Então, parece que você não quer que eu preme a ninguém.

Desde que essa mulher chegou, você não é o mesmo, Dias. Eu não mandei buscar a

Vera, Celina. Foi o governador que chamou. O que você quer que eu faça,

Que eu entregue o comando da força -tarefa?

Ou que eu fale pro governador que eu não posso trabalhar com a Vera porque minha

mulher tem ciúme? Até na mão de Deus. Você casou com um policial e parece que

você tem esquecido disso.

Diz onde você passou a noite. É só isso, Dias.

Cícero, quem te autorizou a dizer onde eu vou e onde eu não vou?

O que eu fingia? Eu quero saber o que você disse pra minha mulher. Já soube

ela veio aqui ontem de madrugada.

Ah, desculpa, doutor. Ela não falou que era sua mulher.

Eu só disse que o senhor não tava.

E o senhor não tava mesmo.

O que eu podia dizer?

Tá que pariu.

Tá tudo bem, Vera?

Se não tá, vai ficar.

Eu vou dar um jeito de fazer.

Dias. A Adelina tá achando que a gente passou a noite. Hã?

Acha não, ela tem certeza.

Vem me procurar aqui ontem à noite. Dias, eu recebi uma denúncia. Procede.

Envolve uma pessoa daqui de dentro.

Como é que é?

O Edu. A garota se identificou com uma namorada dele.

Espera. A descrição das roupas desse cara está em todo o noticiário. Nós

mandamos divulgar. Se é esse o fundamento... É claro que não é só isso,

já tinha concluído que o criminoso estava aqui muito perto da gente.

Ah, é?

Tudo bem, não dividi isso com você. Mas sabe por que não dividi? Porque no dia

que eu entrei para tocar nesse assunto, você me mandou de volta para casa. Como

é que eu ia conversar? Você sabe que tem problemas de escuta, Dias. Quando você

não está disposto, você não ouve ninguém. Espera aí, eu só quero entender

coisa. O que está te dando respaldo para acreditar nessa denúncia? Dias, eu já

tinha desconfiado que o criminoso estava aqui muito perto da gente. Eu joguei

uma isca e ele mordeu.

Liliana. Liliana?

Sei.

Ela se machucou hoje na escola.

Sério? Sério. Coitada, o que ela tava fazendo?

Ela tava jogando futebol.

E você?

Tava jogando bola também?

Eu tava.

Aí depois... Não entra não.

Vem cá, vem cá, vem cá, vem cá.

Tá com lembrei?

Vem cá.

Que se o gatinho sozinho em casa, você põe leite pra ele pra mim? Põe. Vai lá

geladeira e põe no potinho dele, tá? Tá, deixa eu pôr. Não, não, não. Põe comida

porque isso que vai.

Não sai daí, hein? Não sai daí.

Pelo amor de Deus, não faz isso com você. Pelo amor de Deus, não faz isso

com você. Eu peço tanto.

Você cuida, por favor. Só você pode fazer isso. Isso se trata. Isso tem

tratamento. Não tem condição de você chegar nesse estado.

Você tem uma filha. A gente está aqui com você. Não faz isso.

Não faz isso com você, por favor. Pelo amor de Deus.

Pelo amor de Deus.

Esse biscoito tá na validade, dona Silvana? Tá fresquinho. Nelson, coisa

Nelson, obrigado.

Traz a garota que deu o depoimento de volta.

Eu quero que você vá sozinho. Não diz pra ninguém que tá trazendo.

Qual é a boa?

Nada, só uma dúvida aqui.

Calma, sem precipitações.

Ok.

Acompanhe meu raciocínio.

No caso da Angela, eu me lembro exatamente de você aqui na sua sala

para o Nelson sobre o scanner.

Nelson, eu quero uma batida em toda aquela área da mata onde a moça foi

encontrada. Scanear o outro lado da estrada também, a região toda.

Fez a porta?

Não, vou deixar aberta.

O Edu estava aqui, Dias, fazendo o retrato falado, passando pelo polígrafo,

foi exatamente quando o padrão foi quebrado.

Houve um deslocamento do corpo.

O óbito da Ângela não se deu por afogamento, ela não tinha água nos

deslocou esse corpo. Qual seria o sentido disso?

Quando você manda escanear a área toda, você amplia demais o espaço onde ele não

pode deixar nenhum tipo de vertigem. O que ele tem que fazer? Evitar o scanner.

O que ele faz? Desloca o corpo.

Só que não fomos nós que descobrimos o local onde estava o corpo da Angela. Ele

que nos disse antes do scanner chegar.

Além do que, teve aquela digital dele naquele isqueiro que foi encontrado no

local onde a Angela sumiu.

E a manipulação naquele caso das mensagens criptografadas. Não é possível

isso não te diga nada.

Calma, calma. Eu mandei trazer a testemunha de volta, não mandei?

Calma.

Desculpa, eu estou nervosa. Tudo bem.

Eu vou dormir na casa de uma amiguinha.

Fica tranquila que eu já falei com a mãe dela, tá tudo combinado.

A gente vai cuidar de você, tá?

Já marquei consulta com o psiquiatra e você vai.

Nem seja amarrada.

Quero que esse Edu se perra.

Idiota.

Acho que vai ser senador só porque é Otto Weigl e não tinha ninguém pra

no lugar de suplente.

Você tá me ouvindo, Rai? Ele vai ver quem é que ele vai ser na vida dele. Vai

ver onde é que ele vai chegar.

Rai, vira essa página, vai. Deleta esse cara.

Esse cara aí não me conhece, não. Mas vê o susto que ele vai levar comigo.

Isso, isso.

Mostra pra ele que você é capaz de sair dessa dependência.

Chega de prejuízo. Já deu.

Já deu mesmo.

Já deu.

Vamos lá, eu vou cuidar de tudo que você precisa.

Aqui?

Acabou de entrar.

Não, não vi não.

A gente trouxe você aqui pra ver se você lembra de mais algum detalhe. O rapaz

que pegou a Nila, você não viu ninguém parecido com ele aqui pela rua, aqui

prédio, talvez?

Não. Eu não sei, eu acho que não.

Eu vou te mostrar umas fotos, Kikis.

Não, não foi ele.

Era só uma referência.

Se você não lembra de mais nenhum detalhe, não tem problema. Está tudo

Você está liberado, tá?

Nelson, dá uma xingadinha aqui, por favor.

247. Nota aí.

Um minuto, seu amor.

Oi,

gatinha.

Como é que é?

Perguntando se você quer que eu passei para te buscar.

Que shopping, Edu?

A gente já combinado. Hoje tá um pouco confuso aqui, gatinha.

Mas pode ficar tranquilo que se a gente não for hoje, vai amanhã.

Tá?

Você acabou de induzir a garota.

Você nem esperou a gente botar a foto do Edu junto com as outras fotos.

Não ia ter o menor valor se ela tivesse reconhecido.

Dias, eu... Eu trouxe essa menina aqui na minha sala exatamente pra ela passar

pelo Edu.

Ver se ela ia reconhecer, achar parecido.

Aí sim, ela ia entrar na minha sala falando sobre isso.

Dias eu só tentei ser prática.

Não dá mais pra gente perder tempo, as mulheres estão morrendo lá fora. Você tá

falando isso pra mim? E saiba você que eu não estou convencida, viu? Não, o que

você tá querendo dizer é que você está convencida que é o Edu.

O que eu estou querendo dizer é que eu continuo inquieta.

Diga -me que você esteja certa.

Que o criminoso de alguma forma tenha acesso a alguma informação aqui, tá ok?

Quantas pessoas estão envolvidas nessa força -tarefa?

Todos têm família. Todos têm amigos.

São passíveis, sim, de alguma indiscrição. O que eu estou querendo te

que eu continuo inquieta.

Eu, particularmente, acho que essa suspeita é muito inconsistente. Você

o telefonema da namorada, achou que se encaixava, que fazia sentido para você.

Vera, você é muito precipitada.

Tem isso, Dias? Essa é você.

Eu não estou fazendo uma crítica, não. É uma característica que você tem.

A gente passa o dia inteiro aqui atendendo telefonemas de denúncia.

São mulheres entregando seus maridos, seus namorados, seus amantes, seus

conhecidos. Funcionários entregando seus chefes.

Não parece muito fácil pra você essa denúncia contra o Edu se encaixar nesses

casos?

Pode ser.

Vera. Eu disse pode ser.

Ok.

Deixa comigo.

Estranho, Nelson.

Ele só quer saber qual é do cara. Você não viu o Edu cercando a filha dele, os

dois de cochiche, no meio da sala, onde é que ela veio aqui? É isso.

Vai embora.

Fome da minha vida. Eu não quero te ver nunca mais. Ah, eu quero falar com você.

Por favor.

Me esquece. Eu já disse. Me esquece. Eu te amo.

Fome daqui.

Desaparece.

Eu vou ficar aqui nessa porta até você abrir, tá ouvindo?

Nem que eu tenha que morrer aqui até você abrir, eu vou ficar aqui.

Morre então.

Dane -se.

Tô nem aí pra você.

E então?

Melhorou da sua inquietação?

Ai, Deus.

Talvez eu tenha supervalorizado mesmo os cientistas que apontam para a dor.

Talvez não seja ele.

Mas a minha intuição diz que esse criminoso está muito perto da gente. De

verdade.

Diz sobre nós.

Nós?

Eu sei que a gente tá no meio de um tiroteio e não temos cabeça pra nada.

Mas a gente não vai falar sobre a gente, é isso mesmo?

Diz, eu não vou te incentivar a terminar o seu casamento.

Se você quiser fazer isso, faça pelos seus motivos.

Eu não preciso de incentivo nenhum.

Eu quero saber de você. Eu quero saber o que você está sentindo.

Se preocupe com os seus sentimentos. Você faz parte deles.

Eu não consigo entender como eu fui parar na cama com você de novo.

Eu tenho certeza que você entende.

Você teve... Doutor.

O celular do local aí.

Algum dado novo?

Tem, tem.

Novo?

Quero te ver nunca mais na minha vida.

Perdi meu emprego por sua causa.

Eu não vim aqui te cobrar nada.

Fiz o jantar que você pediu.

Gastei o que eu não podia comprando roupa. Pra quê?

Pra que você foi inventar essa história de noivado, de aliança? Pra quê? Pra

curtir com a minha cara?

Fiquei lá te esperando igual uma idiota.

A noite toda te esperando. Não, mas eu não acertei.

Tava nem... O quê?

Overdose.

Quando você foi no GAV eu não pude descer porque eu tava falando com o

na linha.

O plano de saúde não tava aceitando a internação da minha mãe.

Eu tive que pegar dinheiro emprestado no escritório.

Mãe é uma drogada.

Eu nunca tive mãe.

Eu fico vendo o jeito como você trata a Larissa.

O carinho que você tem com ela.

Eu nunca tive isso.

para o Rio de Janeiro, para fugir da decadência que era a minha casa.

Minha mãe.

Você nunca reparou que eu travo.

Eu travo toda vez que você pergunta da minha família.

Você é a única pessoa que eu amo de verdade.

Eu tenho vergonha.

Eu tenho tanta vergonha disso, Rai.

Não quer que a gente prejudica, não, Edu.

Não acredito. Não acredito que a gente prejudica.

O cadastro que ele usou pra estrangular não é o mesmo do tênis da garota.

Então esse cadastro é dele.

Mandaram pro DNA?

Não, não deu pra colher nada.

Ah,

ele usou luvas, claro.

A boa notícia é que esse é todo personalizado.

Joguei a foto na net, olha aqui ó. Esse tênis é com uma tiragem limitada, vieram

só 50 aqui pro Rio.

Se é personalizado, tem a ficha de quem encomendou.

Eu vou mandar levantar todas as lojas que venderam esse tênis.

Ué?

O que que tá acontecendo aqui?

Ô, Dave.

Pois não?

Você tirou os cadastros do meu tênis? Eu não.

Ué, mas por que que eles não tão aqui?

Você acredita, amor, que eu nunca fiz nada pra te prejudicar. Ai, eu não tô

chateado por causa do carro.

Esquece isso.

Pra mim o que importa é isso aqui, ó.

É você aqui.

Mais nada importa, só você do meu lado.

Acho que se eu fosse por esse problema da minha mãe, minha vida estaria

perfeita.

Ainda mais agora que o senador não quer isso cliente dele.

A filha de povo dele falou que acha que eu sou um homem de confiança.

Ela falou isso?

Ela precisa falar.

Eu só falo.

Eu saco.

Eu percebo.

Eu tenho uma sensibilidade muito boa para poder entender o que as pessoas

dizer.

No olhar gestual, eu percebo.

E é nítido que ela não suporta vocês também.

E o senador?

O senador?

Eu vou provar para ele que eu sou um homem de confiança dele.

Tá com alguma coisa aqui?

E agora eu preciso ir, porque eu tenho que ouvir a palestra da Dona Silvia.

eu não vou embora. Não, eu não posso.

Eu prometo que eu vou voltar para dormir aqui, tá?

Ai, que chato.

Que chato que eu sou.

Igual a Larissa, prometendo que eu não vou dormir.

Não posso, tenho que trabalhar.

Eu que me precipitei.

Ferrei com o carro dele.

Ferrei com o meu emprego.

Estraguei tudo, né? Sempre estrago tudo.

Não, não.

Peraí, Rai.

Peraí. A mãe dele, minha filha, teve uma overdose.

Por isso que ele não veio ontem.

Overdose? A mãe dele é uma drogada. E é coisa pesada. É crack.

Eu sempre falei isso.

Eu já te contei que ele fica todo estranho quando eu falo da família dele.

causa disso.

Todo traumatizado, coitadinho. Ai, não tô acreditando nisso. Pior que eu fiz

coisa horrível.

Horrível.

Pior do que é carro, pior do que é meu emprego.

Ele não vai me perdoar nunca se ele souber. O que você fez dessa vez?

Eu denunciei ele pra polícia, foi isso.

Quê? Ah, você também me influenciou. Ficou falando que a roupa dele era igual

roupa do cara que sequestrou a menina. Eu tava louca de raiva, fui lá e falei

mesmo. Agora a policial falou que fica tudo entre a gente, mas isso não fica. E

se ela contar pra ele? Como é que vai ficar? Ah, que ele tava com a mesma

que ele tava. Você viu também.

Ai, Dina, você acha mesmo que o Edu... Pô, o cara tá se dando bem.

O cara tá conseguindo tudo que ele quer na vida dele. Vai entrar pra política.

Você acha que ele vai sair de tempo sequestrando, matando menininha por aí,

Acorda. Ele não tá fazendo isso com menininha, ele tá fazendo isso com você,

Rai. Rai, esse Edu tá matando sua personalidade. Ele tá brincando de

assim, ó. Com seu sentimento, Rai. Quer saber de uma coisa? Vai seguir meu

coração, minha filha. Eu não tô nem aí pra nada, não. Dane -se o resto.

Sabe o que eu vou fazer? Eu vou seguir meu coração. Não tô nem aí. E você que

dane. Você, essa Vera, que se dane. Tô ligando pra isso, não.

Onde você tá indo?

Eu vou lá. Me fala, me joga aos pés dessa Vera, se for preciso.

Boa noite.

Você é a Vera.

Eu falei com você hoje de manhã.

A namorada do Edu.

É mentira.

Ai, que vergonha.

Tudo que eu falei era mentira. Eu briguei com o Edu, inventei aquele tudo.

Ele não tava com a roupa que eu falei que ele tava.

Não sei nem o que mais que eu falei, mas era tudo mentira. Inventei tudo.

Calma. Por que a gente não conversa um pouco mais? Não, não vou entrar aí, não.

Não, tudo bem. Não vou entrar aí de jeito nenhum. Não precisa entrar. Mas a

gente pode sair daqui, a gente pode entrar no meu carro pra conversar. Não,

só vim aqui dizer que tudo que eu falei era mentira.

Mentira. Pelo amor de Deus, o Edu, ele nunca vai perdoar uma traição dessas.

A gente vai casar. Foi ele que pediu pra você vir até aqui?

Se eu tô pedindo pra você não contar?

Ele nunca vai me perdoar por uma traição dessa.

Por favor, o Edu é a melhor pessoa que eu conheço. Ele é um pai pra minha

Não está na minha vida, não. Vamos conversar por um pouco mais de tempo.

não ganha nada estragando a minha vida, tá bom? Calma, calma. Eu não vou fazer

nada.

Ai,

será que eu posso?

Deve.

Estava assim, eu estou...

E assistiu esse valor?

Muito bem.

Não. Claro que não, Helda. Não falei nada pra ele.

Eu tava na cara que a tal namorada tava mentindo.

Ou no telefone quando veio aqui. Mas não é com o Edu que eu vou tirar a dúvida,

né?

Não quero mais fazer exposições. Porém, estou alerta.

Conseguiu pensar em mais alguém aqui dentro?

Sabe quando você se sente observada, mas não consegue intuir de onde é que vem o

bote?

Acho que vem dali, ó.

Posso falar com você um minuto?

A tal que se diz namorada do Edu é uma doidinha.

No dia que ela te telefonou, daqui a data e hora, ela acabou com o carro do

Riscou o carro dele inteirinho no estacionamento do GV.

Mandou o Nelson levantar.

Ela nunca apareceu por lá e os seguranças disseram que o pessoal que

com o Edu nunca viu namorada nenhuma.

Que porra, Javier?

Javier é o grupo de assistência à vida, Vera.

Ele presta serviço lá, faz atendimento. Você não sabia, não?

Não.

Pra você ver que eu não tô de braços cruzados, eu atendi as suas

Aquele pendrive que a gente recolheu no caso das mensagens criptografadas, que

tinha uns vídeos, eu preciso achar esse pendrive, Silvana, pelo amor de Deus. Se

recolheram, tá aqui, doutora.

A senhora quer ver de novo?

Acha o pendrive pra mim, por favor.

Eu preciso levar.

Doutora, eu preciso tirar uma dúvida.

Obrigado, doutora.

Eu continuo a achar precipitado aquela foto com o Edu. E eu sabia que você ia

achar uma foto assim. O que é uma foto? É.

E depois dessa foto, hein?

Quem você acha que a imprensa vai procurar quando quiser explorar uma

Qualquer bobagem que o Edu disser vai colar em você.

Isso ficou muito claro pra ele. Só quem fala sou eu.

É?

E é isso que ele vai ter que dizer aos jornalistas? Só quem fala é o senador?

Isso por si só já é uma piada.

Eu não preciso responder.

Atenda, Otto. Pode ser que ela não ligue de novo.

Fique à vontade, eu estou de saída.

Silvia, por favor, Silvia. Nós não precisamos fingir essa parte, Otto.

Principalmente na presença do seu assessor para assuntos de alcova.

Edu!

Dessa vez sem espinhos.

É, por mais que sejamos acostumados a lidar com eles, é sempre melhor evitar

espinhos, não é?

Parece que hoje não deu pra evitar.

Por favor.

Você é sagaz.

E você é maravilhosa, Silvia.

Eu não consigo entender como alguém pode não enxergar isso.

E eu não sei porque eu ainda me preocupo com isso.

Eu podia estar vivendo em Paris com o meu filho.

Já já o Júnior está voltando e vai insistir pra eu voltar pra Paris com

Eu entendo sua posição.

De verdade, entendo.

E você vira nosso?

Por favor.

Posso? Claro.

Você tem muito pouca idade pra entender isso, Edson.

Tem muita coisa em mim que não é da minha idade, Silvia.

Eu nunca me interessei por ninguém da mesma idade que eu, por exemplo.

Sempre admirei as mulheres com atitude, personalidade, com mais experiência de

vida.

É isso que me encanta numa mulher.

Então você é aquela exceção que confirma a regra, porque esse tipo de

sensibilidade não faz parte do DNA do seu gênero.

Engraçado.

Eu só consigo falar da minha vida pessoal com meu filho e...

E agora com você.

Tintin, por favor.

Você vai longe, Edu.

E eu vou te ajudar a chegar lá.

Eu fiz o óculos.

Eu vou fazer você.

Estranho. Polícia?

É uma investigação, então.

Vocês trabalham em turnos aqui?

É... Cada equipe vem duas vezes por semana.

Entendi.

Algum problema aqui com o GAV? Não exatamente com o GAV. Cassiana Maia.

Esse nome de alguma maneira é familiar para vocês?

E aí?

Me conhece?

Lúcia.

Cassana Maia?

Quem que é?

Provavelmente alguém que já deve ter ligado pra cá.

É que assim, pelo nome fica difícil da gente saber, sabe? É porque eles nunca

dão sobrenome. A gente não sabe nem se o nome que eles dão é verdadeiro. Nós

encontramos muitos vídeos suicidas na casa dessa mulher.

Daí talvez se vocês e as outras pessoas também que fazem os turnos aqui ouvirem

o que ela fala, da maneira como ela fala, talvez isso possa ajudar. Eu

pendrive também com a história dela pra facilitar isso tudo.

Obrigada.

Se bem que a história aqui não varia muito, viu?

Quero morrer, tô sem dinheiro pra pagar o aluguel, estou em depressão, mulher

que traiu, ah, marido que não paga pensão.

Gente, cadê o cabo pra ligar o computador aqui?

Ai, pelo amor de Deus, segunda gaveta, toda semana eu tenho que falar?

E aí, neném?

Nunca tinha visto você lá?

Tava procurando alguém ou passou por acaso?

O que é isso?

Essa voz... Estela, não é a Ana.

É ela, é ela.

Você falou Cassiana, porque ela só se identificava como Ana. Você tem certeza

que é a voz dela?

Tenho, tenho sim o jeito de falar. É igualzinho, é a Ana. E essa aqui? Essa

é a velha conhecida nossa.

Ela se matou?

Não, vocês ficaram sabendo da história da mulher que foi encontrada amarrada

as cordas?

Aquela mulher das cordas?

Era a Ana?

Esses dias ainda a gente mandou o bombeiro lá na casa dela, lembra?

Verdade, é. Até o Edu que anotou o endereço dela.

Anotou o endereço dela.

Vou estar de valor. Vou estar.

Boa noite.

Boa noite, meu amigo.

Perdão, eu sei que eu tô errado, é que eu tô com um parente passando mal.

Nem percebi a velocidade que eu tava.

Perdão, pode mudar.

Documentos.

Carteira de motorista.

Documento do carro.

Solta o carro, por favor.

Traz a cara.

Velharia que eu juntei pra jogar fora.

Vamos resolver isso na delegacia.

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