All language subtitles for T1E10 - Episódio 10 - Dupla Identidade online no Globoplay

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Original subtitles

Bramala, vamos resolver isso na delegacia.

O Edu foi parado numa blitz. Estava dentro do carro dele.

Pra que fazer registro, levar isso adiante?

Você não acredita quem teve aqui ontem.

Uma policial.

Vera. Ô, Vera, acabei de saber que você foi no GV.

Que tragédia essa história da Ana.

O tio Edu vai fazer uma festa bem bonita amanhã pra você, tá? Tá.

Caralho.

Foi esse cara que me prendeu.

Foi ele.

Foi você que me pegou no carro. Seu merda. Diego, você me conhece? Por

vamos para o juiz. Na minha profissão não se conhece ninguém, Eduardo. O

está preso.

Preso? Nós vamos indiciar o Edu.

O juiz concedeu a minhas corpos. Vamos embora. Eu sou inocente. Não vou lhe

manter como suplente.

Mas você conta comigo que eu estou do resto.

Oi, gatinha.

Oi. Onde é que você está?

Fica longe de casa que eu vou te ligar assim que acabar aqui.

Tá bom.

Beijo. Vou começar por você, Gui.

Edu.

Me sustou.

Edu.

O que você está fazendo, Edu? Tira isso.

O que você está fazendo?

Te olhando.

Estou te olhando.

Edu, você está estranho. Edu!

Dias, eu estou exausto. Eu preciso dormir. Mas eu vou entrar mesmo assim.

Tem certeza que você não quer saber os próximos passos?

Conseguiu a preventiva? Não. A situação da minha casa está insustentável.

E eu vou contar tudo para a Celina.

Dias, o nosso assunto é o Edu, não é a Celina.

Bom, só queria que você soubesse.

Vamos ao Edu.

Posso pegar um whisky?

Por favor.

Fora preventivo, o que mais poderia ter acontecido nessa última meia hora disso?

Passei para a imprensa.

Mandei levantar a ficha médica de todas as vítimas.

Vamos ver se a gente consegue pegar algum material biológico que permita um

exame de DNA.

Nossa, muito bem pensado.

Tem mais alguma coisa nas suas investigações que eu não saiba, Vera?

Vamos botar as cartas na mesa, né?

Não é hora de a gente esconder mais nada um do outro.

Impressões, como você mesmo diz, são só suposições.

Nada realmente que vai te interessar.

Mesmo.

Amanhã cedo eu vou mandar intimar o Edu e pedir um mandado de busca pra casa

dele.

Tome bem.

Oi. Tudo certo pra hoje?

Tá. Meio dia, no shopping.

Tá bom. Te encontro lá.

Beijo.

Pai, avisa pra minha mãe que eu tenho um treino depois da aula, tá? Não vou

voltar cedo. Beijo.

Bom dia pra você também, Tati.

Celina, a Tati tá entrando de folha hoje depois da aula.

Celina, deixa eu te falar uma coisa.

Aquele dia que eu dormi fora de casa. Hoje não, foi trabalho.

Mas aquele dia eu fui pro apartamento da... Celina.

Você bebeu demais.

Celina, eu só tô querendo ser verdadeira. Celina.

Celina, abre essa porta. Celina.

Celina, abre a porta, por favor.

Alô, Edu.

Me liga quando ouvir esse recado, tá? Eu tô preocupada com você.

Me liga.

Tá, um beijo.

Olha só, você viu isso aqui? Já viu?

O que é isso?

Vou ver.

Mentira.

Mentira, ele tava aqui comigo. Tá escrito aqui. Acordei com ele aqui no

quarto. Como é que ele tá detido?

Mentira.

Mentira isso aí.

Como é que é?

Edu agredindo prostituta.

Ah, e tem mais, ó. A polícia acredita que o suspeito pode estar envolvido em

outros crimes.

Isso é uma ação.

Tá na cara.

Eu sabia, viu, que essa proximidade com o Otto Veiga não ia dar certo. Eu não

falei que ia dar problema?

Eu não cansei de falar que ia dar problema? Pronto, tá aí.

Estela, eles estão achando que ele seria o killer.

Ah, não fala beijo. Eu não quero nem ouvir isso. Para.

Isso é o Otto Veiga querendo jogar os podres dele pra cima do menino.

O Edu é muito... É muito inocente.

Muito confiante.

O Edu... Ele não imagina um terço do que a humanidade é capaz de fazer.

Eu acho que eu vou desistir.

Eu desistir de você?

O possível.

Você sabe que você é muito especial para mim, sabe?

Sei.

Sabe?

Talvez. Talvez? Talvez.

Para com isso. Oi.

Oi.

Agiliza essa história do cadastro, Nelson.

Nós já pedimos o nome do comprador para todas aquelas lojas.

Pediram, mas não mandaram ainda.

Eu preciso que você pressione. Não cai na burocracia desses caras. A gente

precisa de mais alguma coisa para garantir uma provisória. Eu quero que

pessoalmente. Corre a essas lojas. A caminho.

Intimei o namorado da Cassiana também e todo o pessoal do turno do Edu no JV.

Dias, eu acho que o nosso problema é que as nossas perspectivas de vida ainda

são muito diferentes.

Você precisa de garantias, de planos a longo prazo.

Eu não sei lidar com garantias e com planos a longo prazo.

Ei!

Dona Celina mandou, doutor.

Bom, qual delas eles acharam aqui?

Adivinha?

A que você queria tanto ver das rodas.

Cassiana.

Eu não estou ireditando.

Eu sei tudo sobre a Terautilha. Ah, é?

Onde é que acharam ela?

Você não confia em mim?

Ó, tô até punindo.

Para, para, não faz isso.

Vem pra cá.

E a sua brincadeira favorita, qual era?

Nada relacionado a insetos.

Ah, então você é fresquinha.

Não, eu não sou fresca.

Tem medo de insetos.

Mas qualquer pessoa tem medo de insetos.

E eu não tenho medo de insetos.

Pode aparecer um, eu te salvo. Fechado?

Fechado.

Vem, por aqui.

Olha lá.

Olha, querido.

Que susto.

Que irado.

Que irado é esse aqui, ó.

Graças a Deus.

Graças a Deus.

Pra que ela morreu?

É assim que eu como namoro, viu?

Eu só fui com a corda.

Apertando.

Já levaram a intimação?

O que essa barricada tá fazendo aqui?

Lício, leva isso tudo pro meu carro e põe na mala.

Doutor, o carro a dona Celina levou.

Como é que é?

Ela levou.

Não, não, não. O carro fica comigo.

Não, o carro fica comigo.

Não, não quero saber se você vai precisar do carro.

Eu também vou precisar do carro. É, eu vou precisar do carro.

Aliás, para onde você vai todas as noites, você não precisa desse carro,

disso?

Não é verdade?

Vai para o inferno. Vai para o inferno!

Celina! Celina!

Esse cadastro não foi comprado no Rio. Talvez em São Paulo. Estão averiguando.

O que houve?

Nada, não.

Obrigado.

Uma pedra.

Muito curioso.

conseguindo falar com o Edu.

Olha só, saiu mais coisa, olha.

A polícia acabou de publicar a data que aquelas mulheres desapareceram. Todas as

datas. O que que é?

Agora a polícia tá fazendo isso. Também. Agora pra polícia o Edu é o tal do

serial killer. Não, não. Ninguém tá falando claramente que foi ele, mas

deixando no ar que talvez seja, Rai.

Rai, dá uma olhadinha aqui, vai, verifica os horários, vê as datas, vê se

consegue lembrar de alguma coisa, vai. Lembrar de quê?

Lembrar de quê?

relação com o Edu, mas você não vai conseguir não. Eu tentar estragar sua

relação com o Edu? O que é isso?

Você tá sozinha? Não, não acredito que eu tô ouvindo isso. Para!

Para com isso!

Você fez a minha cabeça pra eu denunciar o Edu? Ai, pelo amor de Deus! Se isso

tudo for verdade, será que você consegue avaliar o risco que você tá correndo,

que a Lala tá correndo?

Você não vai me perdoar nunca por uma traição dessas.

Nunca.

Alô?

Se ferra. Alô?

Eu tô esperando, me liga.

Se for

ele

mesmo, por que ele viria ficar aqui com a gente, trabalhar do nosso lado, correr

esse risco?

Pra se deleitar, Helda.

Não tente encontrar uma motivação pro psicopata baseada nas coisas que você

sente. Um psicopata não pensa como você, ele não sente como você.

Você entende tudo do corpo humano, dos ossos, das veias, das entranhas, das

fibras.

Agora a mente humana é muito mais misteriosa, muito mais complicada.

Consciência, moral, essas coisas não saem em radiografia, não se apal.

Calma. Calma. Calma.

Calma. Calma. Calma.

É uma obra de arte.

Eu comprei hoje cedo lá pra casa.

Mas eu não quero deixar lá porque tá sob um monte de coisa.

Pelo menos eu comprei lá no morro.

Tudo tranquilo, eu guardo pra você.

Você sabe que eu não pediria isso pra outra pessoa, não sei.

É que você não entende.

Ótimo.

Como é que é?

Meu amor, porra, eu ia fugir de você.

Claro que não.

Eu só tava com saudade de você, queria te ver.

Te olhar.

Você viu na internet?

Estão falando coisas horríveis de você.

Sai uma coisa e acusa, a outra coisa é provar.

É claro que pode ficar tranquilo, meu amor.

Eu vou passar na sua casa, tá?

Muito.

Deixa eu terminar de trabalhar aqui.

Beijo.

Beijo, te amo.

Não é possível isso, Dia.

A prostituta reconheceu, a namorada denunciou, o isqueiro dele estava lá

Angela foi sequestrada. O que mais você quer? A gente precisa demais, Vera.

Algo que liga ele a outro crime, sem ser esse ataque da prostituta. A gente

precisa demais.

Eu queria entender por que você... Aí, chegou a resposta.

Mandado de busca?

Escuta, o juiz autorizou, escuta.

Não, você agiria isso rápido para mim, por favor.

Chefe, chefe.

O cara está no grampo desde ontem já.

Boa.

Você tinha me convidado para conhecer a sua casa, eu resolvi aceitar.

Meu reino.

Silencioso, né?

Muito.

Eu também gosto de silêncio.

Quantos livros, Edu?

É impressionante como nós somos parecidos, Vera.

Estamos aqui, nós estamos... Prontos.

Era pra eu ficar tenso com todas essas acusações.

Era pra você estar tenso.

Mas estamos aqui como se não houvesse amanhã.

É assim que pode se ver.

Pera, eu não tenho nada a ver com essa história.

Nada. O que o Dias tem pra me acusar desse jeito?

Nada.

Tem coincidências.

Só isso.

Aquela história do isqueiro.

Uma das vítimas ser cliente do Gabi. Só isso, mais nada.

A polícia não gosta de coincidências, mas elas existem na vida real.

Coincidência.

Gosta de arte, Edu?

Sim. Né?

Gosto muito.

Agora vou na cozinha e já volto.

Obrigado.

O que foi?

Nada. Por quê?

Você tá horas trancada nesse quarto.

Você vai perguntar de novo.

Mãe, eu já falei que eu tava no shopping.

Não teve trem, eu fui pro shopping.

Tá certo.

Eu tomei uma decisão em relação ao seu pai.

Mãe, deixa eu resolver uma coisa minha primeiro, por favor?

Tá, depois você não diz que eu não tentei conversar com você, tá certo?

Você pode me dar um tempo, por favor? Para, para. Só um tempo.

Suco vermelho, você gosta?

Nos artísticos.

Muitos livros de arte.

Você realmente gosta, hein?

Eu fiz vários cursos de arte, mas nunca fui muito meu forte.

Sempre achei que se você não pode ser o melhor naquilo que faz, a melhor coisa é

mudar de ramo.

E daí deixa os meus artísticos ficarem de hobby.

Não vai tomar seu suco verde, Vera?

Claro que eu vou.

Não tem nada dentro.

Pode confiar, sou suco.

Eu não estou duvidando, Edu.

Por que a gente não troca?

Era, me diz uma coisa.

Como é que você me enxerga?

Eu tenho mandado de busca, Du.

Assim a gente clarece todo tudo isso.

Tem visita.

Checar uma intuição disso. Uma intuição, Vera.

E deu certo.

Deixa eu te mostrar o que eu... Pronto, governador.

Pois não, Excelente.

O governador está ligando pessoalmente para o Dias.

É uma aberração o que estão fazendo com esse rapaz.

O Dias está fazendo a espuma, Otto. Ele não tem nada para fundamentar uma

prisão. O que ele faz com a espuma dele? Mas em cima de mim?

Ele está determinado a me atingir? É isso?

Não, não, senhor. Não existe nenhuma animosidade para com o senador.

Ok, excelência. Marcado no seu gabinete.

Começou a pressão?

Difícil trabalhar pensando em política também.

O outro está pressionando para me tirar do comando. Se a gente não fecha esse

caso, ele consegue.

Vera, não tinha nada naquele pico verde. É, Alda.

Eu sabia que já tinha visto essa imagem em algum lugar.

Eu peguei esse livro na casa do Edu. É mesmo imagem, Alda.

Valeu, pessoal.

Vou abrir, hein?

Vá!

Dá uma olhada nisso aqui.

Aquela mancha de sangue não é nada.

O senhor aqui sim vai dar um bom dinheiro.

Leva isso aqui para a análise e o Edu para a interrogatória.

Pode vir. Olha para aí, Nelson.

Vem aqui.

Leva isso aqui.

Vou levar isso aqui para o outro.

Vou fazer ele botar o pé no freio.

Boa.

Boa, garotão.

Está comigo.

Cátia, alguém pode me explicar o que uma família inteira, três cachorros e dois

gatos estão fazendo na minha casa?

Morando. Se venderam pra eles. Como assim, venderam a casa?

Venderam.

Júnior, você disse que só chegava amanhã. Olha só, eu só vou subir pra

minha volta.

Quem tá aí, Cátia? Aquele delegado.

Mãe, você escutou o que eu falei? Mãe! Ela tá nervosa hoje.

Mas venderam pra quem a casa, Cátia? Não sei.

Será possível que nessas suas investigações todos os caminhos levem a

Começou tratando de me acusar. E agora acusa o meu suplente. E não é pessoal.

Não vamos tratar de um caso policial como um caso político, senador.

Então prove que não é político. Prove! Se você me deixar falar... Você não deve

ter tido o menor contato com ele para realmente acreditar que ele é capaz de

sair por aí tentando dar calote em prostituta. Não foi só uma prostituta. É

menino educado, fino, sensível. Eu estou aqui como amigo. Você está aqui porque

o governador foi claro com você.

E eu também vou ser claro.

Estou pressionando para limarem você disso.

E eu vou conseguir.

Fizemos uma busca na casa do Edu.

Eu trouxe isso aqui para você.

Sangue. A maioria das vítimas tinha lesão na cabeça.

Elas foram atacadas provavelmente por alguma coisa compatível com isso.

Dentro de algumas horas, Otto.

Eu vou ter o resultado do DNA.

E aí? Eu fecho esse caso.

Otto, eu sei muito bem o que você fez por mim. Eu sou muito grato, mas por

favor, me ouça como um amigo.

Desligue o seu nome do nome desse rapaz. Se preserve, porque ele é culpado.

Se antes nós tínhamos indícios, agora eu tenho a prova.

Tinha.

Acabou de destruir uma prova do crime. Não destruí nada, não destruí prova

nenhuma. Aqui tinha alguma prova, Otto?

Eu vou responsabilizar você por isso. E você vai ter que responder.

Experimente. Experimente porque será a sua palavra contra a nossa.

Você... Você me espanta, Silvio. Eles que arrumam outro Cristo para

O Edu não, ele não.

Você está apaixonada por esse capaz, é isso?

Seu filho chegou.

Explique pra ele o que foi que você vendeu a carta.

Cadê a lasca do bastão? Tão com dificuldade pra poder recolher o sangue

terra.

Eu só fiz uma grande burrada.

Doutor, delegado!

Doutor, vocês tão prendendo um inocente, deixando o assassino na rua!

Deixa eu me superar aí, não me toca! Vambora, vambora, vambora! Ô, delegado,

quero falar com o... Vambora! Me chama isso, não entenda! Eu achei o chiqueiro

do Eduardo no mesmo lugar do sequestro.

Ele foi roubado na mesma noite pelo mesmo cara que levou a Ângela.

Nós fizemos um retrato falado juntos.

Eu vi o sequestrador da minha janela. Eu vi o cara. Não era o Eduardo.

O cara foi sempre super solidário comigo.

O cara me ligou o tempo inteiro pra saber o cara que tava em pé, como é que

tava me sentindo.

Ele me deu uma bíblia de presente.

Ele me ligou como psicólogo especializado em luto.

O que tá acontecendo ali dentro é um erro.

Isso é um absurdo. Não foi o Eduardo.

Só pra conversar com você, Rainha.

Eu já te falei que eu menti.

Eu tava com raiva, Edu.

Eu fiquei tentando de mulher e denunciando marido, namorado. Por que

atrás dela? Não é importante.

Eu saio aqui de maluca, não.

Abre pra mim aqui, por favor.

O Edu foi pra delegacia e dessa vez ele vai ficar.

Eu não sei por que vocês estão fazendo isso com o Edu.

O Edu não tava com prostituta nenhuma, não.

Ele tava aqui na minha casa, comigo.

Vamos deixar essa história da prostituta de lado. Vamos falar sobre as noites em

que o Edu não estava com você. As noites em que o Edu não dormiu com você.

Ah, mas mesmo quando a gente não está junto, a gente se fala o tempo todo.

Eu sei o que ele está fazendo, ele sabe o que eu estou fazendo.

Você não conhece o Edu.

O Edu é incapaz de fazer mal para uma música.

Não existe ninguém mais sensível nesse mundo do que o Edu. Com bicho, com

Com todo mundo.

O outro, ele sabe quando uma pessoa tá precisando de ajuda, sabe?

Ele sabe quando uma pessoa tá vulnerável.

Pode passar de gente, mas ninguém vai lá. Ele vai, ele saca, ele vai lá e

Então, Rayane não é Ray, tá? Por favor, não chama de Rayane não. É Ray.

Realmente, já havia me dito no corpo.

Ray, essas pessoas, elas usam máscaras de normalidade.

Pra desaparecerem no meio de todo mundo.

E essas máscaras são geniais, porque são absolutamente perfeitas. Eles conseguem

enganar todo mundo. Eles enganam a polícia, os especialistas, todo mundo.

tá falando de máscara, mas tu não usa máscara nenhuma.

A gente olha pro Eduardo e a gente sabe o que ele tá pensando. Ele não engana

ninguém, não.

Bom, se você tá tão certa disso, então por que você não responde algumas

perguntas minhas e me convence também?

Vocês estão brincando comigo, não estão?

Como é que eu posso explicar uma gota de sangue numa bota velha? Você quer

sangue?

Já foi pra perícia?

Já colocaram reagente pra saber se é sangue de verdade?

Não, né?

Eu compro, irmão.

Já começaram o blefando.

Quer ver o lado do... Não.

Até porque eu não vou aceitar o lado nenhum de vocês.

Eu tenho direito a uma perícia particular, Dias. E eu vou pedir.

O jogo acabou, Edu.

Nem começou pra gente.

Mas você não pode me manter aqui.

Principalmente se é mandado de prisão contra mim.

Com o que nós achamos na sua casa, eu tenho o direito de te interrogar, sim.

E eu tenho o direito a um advogado.

Pode chamar o advogado. Tem alguém pedindo de ligar para o advogado aqui.

Eu preciso fazer uma ligação.

Os telefones já voltaram a funcionar.

Pois é, rapaz.

Deu pano geral.

Você tem um celular aí, Edu?

Tenho.

E se você desligar o bloqueador?

Isso você me acha capaz de cada coisa.

Bom, enquanto não estabilizam os telefones, eu acho que a gente pode

conversando.

O sangue no bastão.

Você tem alguma explicação?

Nunca.

Nunca me senti ameaçada por ele.

Nunca, nunca levantou a voz pra mim.

Nem quando eu me descontrolo.

Falando sobre descontrole, por exemplo, o pessoal do GAV comenta comigo que teve

uma vez que teve uma cena na rua, que ele não quis conversar com você, ele não

quis te atender.

Foi isso?

O que que nem?

O que que tem que isso prova? Que nem sempre você sabe onde o Edu está.

Que nem sempre você está em comunicação com o Edu.

O que você quer de mim?

O que você quer?

Eu quero que você pense.

Eu quero que você pense em você.

Nessas mulheres que estão sendo assassinadas. Na sua filha. Você tem uma

mulher.

E tem o seu testemunho.

Sem esconder nada.

Tá escondendo o que? Não tô escondendo nada. Eu não tô querendo dizer que você

esteja escondendo.

25 anos.

19 anos.

Não quero ver isso não.

Por favor, guarda.

Não quero ver isso não. Não quero ver isso.

Mas elas vão continuar morrendo.

Se a gente não fizer nada, depende da gente.

Tira isso da minha sala.

Vou tirar, desculpa. Eu sei que isso é pesado, eu sei que essas fotos são

fortes, mas eu quero que você entenda o que eu vim fazer aqui. Eu preciso que

você entenda isso tudo.

Essas mulheres são sonhos também, como você tem, como eu tenho.

Elas têm um filho, sai.

Independe da gente prender esse assassino, senão essas mulheres vão

sendo assassinadas.

Eu não quero tomar seu tempo.

Eu vou deixar aqui meu cartão.

Pra você saber como me encontrar.

Tá bom. Obrigada pela sua água.

De nada.

Pra falar do bastão, não tem explicação.

Quem tem que explicar o porquê eu tô aqui é você, Dias, não eu.

Ok.

Nós vamos pedir um teste de DNA.

Negativo.

Eu conheço bem os meus direitos.

Eu não sou obrigado a criar prova contra mim mesmo. Eu não vou fazer.

Eu vou te dar um tempo pra você pensar se não é melhor a gente acabar com essa

queda de braço.

Aproveita esse tempo pra pensar em como vai se defender na corrigidoria.

Vamos embora, Nelson.

Eu preciso te mostrar umas coisas. Eu espero que você tenha uma boa explicação

pelo que você fez hoje. Pode acordar que valeu o resultado. Dias, eu preciso...

Eu vou dar uma olhada na sala de escuta.

É importante... Como é que tá aí?

Por enquanto, nada.

Tô saindo aqui do gato, vô.

Chego pra jantar, sim.

Quer que eu leve alguma coisa?

Não, moça. Vem logo pra cá.

Muito obrigatório.

Só pra avisar que eu já cheguei em casa.

Tati. Ai, fica tranquilo. Que eu tô cuidando...

Filha da puta Olha aqui

Filha da puta Olha

pra mim

... ... ... ... ...

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