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AVISO: O programa a seguir cont�m conte�do perturbador que pode ser prejudicial
ou traumatizante para alguns, al�m de cenas com luzes piscando que podem afet�-los.
Em 2014,
um document�rio amador,
PROJETO MKHEXE
foi colocado na internet.
Ele sumiu uma semana depois, para ningu�m mais assistir.
At� agora
O que se segue � o document�rio de forma original sem modifica��es.
Ah, meus meninos.
Sean sempre foi
uma crian�a t�o curiosa.
Inquisitivo, de bom cora��o.
- Gentil, atencioso. - Confi�vel, engra�ado.
O palha�o da turma, um pouco exibido.
Mas, acima de tudo, Sean era destemido.
Ele amava hist�rias, amava aventura,
amava aprender sobre o mundo.
Sempre fazendo perguntas.
Sempre com o nariz enfiado num livro.
Sempre mexendo nas coisas,
sempre desmontando tudo. Como aquele despertador.
Ele era nosso pequeno milagre, nosso anjo.
O Sean era...
Desculpe, � dif�cil.
Ainda parece irreal.
Fico repassando isso na minha cabe�a sem parar.
Tipo, por que ele n�o disse nada?
� terr�vel e confuso,
e ainda estou tentando entender
e processar o que sinto.
Deus nos deu por apenas um momento...
e quando chegou a hora, Deus o chamou de volta.
Nossa, Tim, sei l�.
Tipo... por que ningu�m fez nada?
N�o d� pra saber...
o que algu�m t� passando...
e por que toma atitudes t�o dr�sticas.
E este document�rio
n�o vai te ajudar a descobrir.
Acabou, ele levou isso com ele.
Quando �ramos crian�as,
meu irm�o Sean e eu faz�amos filmes juntos.
N�o vou te contar nada!
J� sabemos de tudo, Sr. Torrance.
Estamos em toda parte.
Ele sempre topava fazer o que eu pedia.
N�o importava o qu�o bobo...
Suas balas acabaram, camarada. Voc� n�o pode vencer.
Ent�o morrerei como um her�i.
N�o!
Est�pido...
ou perigoso.
Diga onde escondeu o ouro de Alvarado
ou vai andar na prancha!
Nunca!
Sean? Sean!
Vou buscar ajuda! M�e! Pai!
Depois do incidente na casa da �rvore,
prometi a mim mesmo
que estaria ao lado do Sean, acontecesse o que acontecesse.
Mas em 27 de setembro de 2013,
�s 21h33, ignorei uma liga��o dele
porque n�o tava a fim de conversar.
Uma hora depois, o Sean estava morto.
Por favor, digite sua senh...
Voc� tem uma nova mensagem de voz.
Primeira mensagem de voz.
27 de setembro, 2013 21h33pm, uma hora antes de sua morte
Tim, por favor, atende.
N�o sei quanto tempo, ficarei na espera.
Eles me mantiveram aqui a noite toda. Eles querem que eu termine.
ent�o...
"Eu subi a pir�mide."
o que quer que aconte�a... n�o � o que �, eu tentei...
estou cansado...
SCARY CLUB APRESENTA
PROJETO MKHEXE
Um, dois. Testando, um, dois.
Sou Tim, irm�o do Sean.
Tim, pode reformular
a pergunta na sua resposta? Vai ajudar na edi��o.
Claro, sim.
Meu nome � Tim Wilson e sou o irm�o mais velho do Sean.
Me fale sobre o Sean.
- S�... - N�o?
T�...
Por favor, me diga...
por que t� fazendo um document�rio sobre ele.
Porque quero fazer um �ltimo filme com ele.
Porque eu devo isso a ele, devo isso ao Sean.
Por que sente que deve algo ao Sean?
S�...
- S� me pergunte... - Voc� precisa responder...
Pergunte sobre o document�rio, t�?
- T�, tudo bem. - �timo.
Ent�o, voc� acha que o Projeto MKHEXE � real?
A morte dele n�o faz sentido.
Olha, se o Sean estivesse louco ou deprimido, ou sei l�,
haveria algum precedente, certo?
Algum tipo de sinal.
As pessoas n�o enlouquecem do dia pra noite, n�?
Simplesmente n�o enlouquecem.
Ele descobriu alguma coisa, t�?
E acredito que o mataram por causa disso.
Voc� n�o quer descobrir a verdade?
Voc� n�o quer descobrir quem fez isso?
30 de setembro, 2013
Claro, obrigado.
Obrigada por vir.
Era para eu filmar s� o funeral...
como um presente para os meus pais.
Mas continuei filmando.
D� pra largar essa coisa, Tim?
Voc� tem amigos aqui.
Porque a morte do Sean n�o fazia sentido.
N�o faz sentido.
Estamos chocados, cara, confusos.
Se o Sean tinha problemas ou estava chateado ou ansioso
ou sei l�, por que ele n�o disse nada?
Voc�s n�o sa�ram com ele neste ver�o?
Eu e o Jake est�vamos fora da cidade, mas mant�nhamos contato
at� que o Sean come�ou a dar um gelo na gente.
Eu tentei falar com ele v�rias e v�rias vezes.
Tentando v�-lo, tentando sair com ele, tentando...
Mas ele n�o atendia.
Ser� que ele precisava de n�s? Ser� que precisava da nossa ajuda?
Ser� que o decepcionamos?
Sinto muito.
Certo, pessoal. Peguem seus shots.
Meus amigos, Owen e Steve,
decidiram fazer um vel�rio irland�s para o Sean.
Ao Seanie, o melhor de n�s! Ao Sean!
Ao Sean!
Eles acharam que estavam ajudando.
Isso a�.
Escuta, cara.
Fam�lia � uma merda, t�?
Mas n�o �, tipo, culpa deles.
Sabe, toda coisa terr�vel e horr�vel.
Est� nos nossos genes, cara.
Est� codificado desde o in�cio dos tempos,
e estamos todos girando por um mundo
que n�o criamos,
colocados em situa��es sobre as quais n�o temos controle.
� como se f�ssemos todos almas
presas em marionetes de carne, se movendo pelo tempo.
Sim, sim. Somos carne espacial.
Ent�o, n�o � sua culpa...
n�o � culpa do Seanie nem dos seus pais.
� s� a merda toda que todos n�s herdamos, cara.
Sacaram?
- Ah, mer... - Ah, cara!
Pega o balde, cara!
Olha esse idiota!
Ele vomitou em cima de si mesmo!
N�o! N�o! N�o!
Caramba, Sean.
Que diabos?
Certo, isso � estranho.
T�.
Vamos limpar tudo.
Est� t�o sujo.
Vamos arrumar tudo, n�o se preocupe.
Est� tudo impuro.
Meu beb�. Meu anjo.
N�o pense nisso. Apenas relaxe.
Certo, vamos voltar l� para dentro
e cuidar dela.
Uma pergunta ecoava na minha mente: "Por qu�?".
Por que o Sean tinha tudo isso,
por que meus pais estavam jogando fora,
e por que eles n�o entregaram � pol�cia?
A morte do Sean foi considerada suic�dio em tempo quase recorde.
A pol�cia ignorou o que estava bem na frente deles.
Ningu�m tentou juntar as pe�as dos seus �ltimos meses.
Ningu�m sequer se importou
o suficiente pra olhar no computador dele, ou no celular.
Levei quatro horas para desbloquear o celular do Sean.
E o que encontrei me deixou confuso e perturbado.
V�DEOS DO CELULAR DE SEAN 28 DE AGOSTO A 27 DE SETEMBRO, 2013
28 de agosto, 2013 21h56pm
11 de setembro, 2013 duas semanas antes de sua morte
Droga!
13 de setembro, 2013 04h32am
15 de setembro, 2013 02h18am
17 de setembro, 2013 02h04am
10 dias antes de sua morte.
19 de setembro, 2013 01h59am
22 de setembro 03h17am
25 de setembro 21h23pm
Acho que este � o teste um.
Est� funcionando!
Sean! Sean!
- Para com isso! - Desculpa!
Funcionou! Funciona!
27 de setembro, 2013 05h38am
Aproximadamente 17 horas antes de sua morte.
05h47am
Droga! Merda!
Eu te amo. Me perdoe.
Duas c�meras. Um sistema redundante.
27 de setembro, 2013 15 horas antes de sua morte
Quase amanhecendo. Esperando por um vislumbre.
Voc�... voc�... voc� viu isso?
� real!
07h57am
Merda, merda, merda, merda, merda, merda!
Merda.
Merda!
Voc� estava me filmando?
N�o.
N�o tenho tido not�cias suas.
Desculpe?
- O que � tudo isso que voc� tem... - O tempo t� acabando, Nicole,
preciso impedir.
Eu preciso.
Sean, n�o...
N�o fa�a nada, t�?
T� bom, n�o... N�o! Sean! Sean!
27 de setembro, 2013 17h52pm
27 de setembro, 2013 18h22pm
Assisti �s filmagens do Sean v�rias e v�rias vezes,
tentando entender.
O que havia no computador do Sean?
O que era aquela m�quina que o Sean construiu?
Quem eram aquelas pessoas na casa da �rvore?
E o que era aquela...
aquela coisa no c�rculo de pedras?
O que aconteceu com meu irm�o?
E por que ele estava com tanto medo?
4 de outubro, 2013 01h01am
M�e?
UMA SEMANA DEPOIS DA MORTE DE SEAN
Oi, querido.
M�e, o que t� fazendo?
Estou limpando, querido.
4 de outubro, 2013 07h15am
O que voc� quer?
Eu... eu s�... Aquilo � o computador do Sean?
Por que t� me filmando?
M�e, preciso saber a verdade sobre o que aconteceu com ele,
sobre seus �ltimos dias.
Tim, o que aconteceu com seu irm�o foi uma trag�dia.
Foi uma trag�dia. Certo? Est� na hora de seguirmos em frente.
Seu irm�o era um anjo.
E Deus o chamou de volta.
Pai?
Tenha uma boa noite, m�e.
O Sean estava na casa da �rvore, na nossa casa da �rvore.
Mas n�o consegui encontr�-la, n�o estava onde eu me lembrava.
Desesperado por respostas, eu procurei
a �nica pessoa que eu sabia que viu o Sean
no dia em que ele morreu.
6 de outubro, 2013 21h35pm
T�, o que t� fazendo?
Nossa.
Al�?
- Al�? - Nicole?
Quem diabos �?
� o Tim. Tim Wilson. Irm�o do Sean. Podemos...
Al�?
Por que voc� me ligaria do n�mero de um homem morto?
- Por favor, precisamos conversar. - N�o pelo telefone.
Amanh� �s 10h30, no Parque Warren G. Harding.
Certo, pode repetir?
Al�?
Ent�o, obrigado por me encontrar.
Claro.
E por aparecer na c�mera.
- Eu agrade�o. - Sim.
Voc� t� fazendo um document�rio sobre o Sean?
- T� s� filmando por enquanto. - Acho que voc� deveria fazer.
Acho que voc� n�o sabe a hist�ria completa
sobre o que aconteceu com ele,
Meu nome � Nicole Martin. Estudei com o Sean no ensino m�dio.
Est�vamos no clube de audiovisual e cinema juntos,
mas n�o sa�amos muito juntos naquela �poca.
Quando voc�s come�aram a sair?
Reencontrei o Sean numa festa em maio ou junho
e parecia que tinha muita coisa na cabe�a dele,
ent�o fui conversar com ele.
Ele me fez rir.
Seu irm�o sempre foi muito engra�ado.
Ficamos pr�ximos por um tempo.
E comecei a ficar ocupada com as aulas.
O Sean meio que come�ou a se afastar,
passando mais tempo em casa, n�o sa�a,
n�o respondia mensagens, e quando respondia,
era sobre, sei l�, teorias da conspira��o
ou lendas urbanas.
Logo, o Projeto MKHEXE,
e conspira��es governamentais obscuras
era tudo sobre o que o Sean falava ou mandava mensagem.
Eventualmente, o Sean me disse que era
um projeto secreto do governo sobre controle mental,
ou, entre aspas, uma "m�quina de pesadelos".
E ele me mandou links, mas n�o funcionavam.
E ent�o ele come�ou a dizer coisas
- que estavam me assustando. - Como o qu�?
Como se n�o fosse seguro conversar...
ou mandar mensagens, como se ele estivesse sendo vigiado.
- Por isso voc� n�o quis falar ao telefone - N�o sei dizer...
Quer dizer, isso soa louco, certo?
O Sean, todos n�s, n�o somos ningu�m. Ningu�m importante.
Mas a� o Sean me mostrou a fita MiniDV.
O Sean e eu n�o nos fal�vamos havia alguns dias
por causa de... motivos.
E do nada, uma liga��o do Sean
dizendo que precisava de ajuda para captur�-la.
E voc� provavelmente sabe, a menos que tenha uma c�mera MiniDV
ou um deck de captura, n�o d� para digitaliz�-la.
O Sean perguntou se a faculdade tinha um,
e se eu tinha acesso.
Eu tinha, e ajudei. Nos encontramos, fomos para a minha faculdade.
Tentamos captur�-la,
mas a fita tinha, tipo, erros graves de timecode.
O que tinha na fita?
Fragmentos de algum tipo de experimento.
Eu tinha que ir para a aula.
Ent�o, deixei o Sean l�, e quando voltei,
o Sean tinha sumido, e o deck de captura tamb�m.
E tivemos uma briga enorme.
Eu disse coisas que n�o deveria ter dito.
Ele tamb�m disse, e essa... foi a �ltima vez que o vi.
- At�? - At� o dia em que ele morreu, sim.
Acha que ele tava sendo seguido? Que ele descobriu algo?
Eu s� tenho perguntas.
Quem n�o teria perguntas sobre isso?
Se voc� t� fazendo um document�rio,
seria mais f�cil faz�-lo juntos.
Estou estudando para ser jornalista.
Posso ajudar, e tenho acesso a equipamentos.
Posso editar. Voc� n�o quer saber...
se havia algo que poder�amos ter feito para ajudar o Sean?
Sabe, ele me ligou?
No dia em que morreu, logo antes de acontecer,
ele me deixou algo bem estranho...
�s 21h33, ele me deixou uma mensagem de voz.
- Quer ouvir a parte mais louca? - Claro.
Sumiu. Eu salvei, fiz backup por precau��o.
E hoje, quando fui checar meu celular. Nada.
E juro por Deus, Nicole, eu n�o a apaguei.
E se eu n�o a apaguei, algu�m apagou.
Mas quem?
E essa � a quest�o, Nicole. Toda vez que procuro por MKHEXE,
toda vez que tento de forma independente verificar a...
a caixa de pesadelos dele, a cada busca no Google,
encontro algo por um momento,
e depois some.
Simplesmente desaparece.
� como se algu�m estivesse tentando apagar todo vest�gio de...
do que quer que seja isso, MXHEXE, da internet.
� como se estivessem acobertando tudo.
E o Sean tinha medo de algu�m. Voc� mesma disse.
Ele tinha medo de ser vigiado, medo de ser seguido.
Eu disse que o Sean acreditava que tava sendo seguido.
Olha, o Sean nos deixou um mapa.
Ele nos deixou pistas, suas anota��es, evid�ncias, sua pesquisa.
Vamos ver onde isso vai dar.
Vamos ver o que ele encontrou.
Na pior das hip�teses, o Sean n�o encontrou nada, o que...
o que significaria que ele...
E se ele tivesse enlouquecido?
O Sean n�o era louco.
Eu o conhecia, conhecia meu irm�o. Inteligente? Com certeza. Talentoso? Claro.
Um p� no saco? Pode apostar. Mas louco? N�o.
Olha o que temos aqui.
Temos esse cara que compila toda essa pesquisa,
toda essa evid�ncia sobre alguma lenda urbana que n�o existe,
sobre algum projeto secreto do governo.
Ele junta as pe�as, comete suic�dio, e ent�o
todo vest�gio disso desaparece da internet?
At� do meu celular? Isso n�o faz sentido.
O Sean n�o era louco. O Sean n�o era suicida.
Ele descobriu algo, entendeu?
E acredito que o mataram por causa disso.
Voc� n�o quer descobrir a verdade?
N�o quer descobrir quem fez isso?
- Claro. - �timo.
Ent�o vamos encontrar os desgra�ados que...
mataram meu irm�o.
Caronas que desaparecem,
um assassino com m�o de gancho, jacar�s em nossos esgotos.
Lendas urbanas s�o as f�bulas e o folclore ap�crifos de hoje.
Mas seriam elas meros contos de moralidade modernos?
Ou poderiam ser verdadeiras?
Junte-se a n�s enquanto fazemos um desvio em dire��o ao estranho,
ao bizarro e ao ins�lito.
Hoje � noite em F�bulas Ins�litas.
A caixa de pesadelos do Sean: 105 desenhos, 87 p�ginas impressas,
26 fotos de c�mera descart�vel, 13 expostas, 13 superexpostas,
tr�s fitas cassete de �udio, uma fita MiniDV, um HD,
uma fita VHS, um caderno. A soma total da pesquisa do Sean
sobre uma lenda urbana que n�o existe,
o Projeto MKHEXE.
Lendas urbanas s�o contagiantes.
S�o hist�rias que acontecem com um amigo de um amigo
ou na cidade vizinha,
fazendo parecer reais e verdadeiras.
Mas, na maioria das vezes, n�o s�o.
De acordo com a pesquisa do Sean,
esta � a lenda urbana do Projeto MKHEXE.
Ap�s a agita��o pol�tica e civil da d�cada de 1960,
o governo dos EUA estava procurando uma maneira
de implementar o controle mental em massa
atrav�s da combina��o de t�cnicas de hipnose,
mensagens subliminares
e o que havia de mais moderno em tecnologia de transmiss�o.
Este programa secreto do governo se chamava Projeto MKHEXE.
Na d�cada de 1970,
os pesquisadores do MKHEXE conduziram seus experimentos
em segredo em cidad�os americanos em universidades, hospitais,
e atrav�s de transmiss�es noturnas
em pequenas cidades dos EUA.
Infelizmente, os experimentos n�o funcionaram.
Em vez de terem suas mentes controladas,
os sujeitos de teste do MKHEXE foram infectados com pesadelos
e insanidade, levando a resultados horr�veis e violentos
que foram encobertos pelo governo dos EUA.
Ap�s uma s�rie de fracassos, o Projeto MKHEXE foi encerrado.
Sua tecnologia abandonada e sua pesquisa destru�da.
Exceto que muitos acreditam que o Projeto MKHEXE
ainda t� por a�,
escondido nos cantos mais escuros da internet, salvo...
por um grupo invis�vel por raz�es desconhecidas.
Alguns dizem que se voc� procurar pelo Projeto MKHEXE, voc� n�o o encontrar�.
Em vez disso, o Projeto MKHEXE encontra voc�.
Pesquisadores e historiadores modernos
raramente encontraram o cerne da verdade
no cora��o de uma lenda urbana. E mesmo que baseadas em eventos reais,
as lendas urbanas t�m uma tend�ncia a sofrer muta��es a cada reconto.
O problema � que...
o Projeto MKHEXE n�o existe.
As buscas na internet levam apenas a p�ginas deletadas,
imagens quebradas, impress�es indexadas, mas incompletas.
N�o � mencionado em nenhum livro de hist�ria ou artigos de not�cias.
Para todos os efeitos, o Projeto MKHEXE n�o existe.
E, no entanto, de alguma forma, meu irm�o, Sean,
um calouro da faculdade em suas f�rias de ver�o,
compilou toda essa evid�ncia em apenas 106 dias.
O caderno do Sean,
uma cr�nica de sua investiga��o sobre o Projeto MKHEXE
e nosso guia para entender...
o que exatamente aconteceu com ele durante os 106 dias
entre a primeira men��o ao MKHEXE em 13 de junho
e sua morte em 27 de setembro.
Mas por que e como o Sean ficou t�o obcecado
com uma lenda urbana em primeiro lugar?
Aquele n�o era o Sean que eu conhecia.
Para entender a verdade sobre o Sean,
precis�vamos entrevistar aqueles mais pr�ximos dele...
para descobrir o que eles sabiam...
e para lembr�-lo.
E a�, cara? Obrigado de novo por tirar um tempo para falar comigo.
N�o sei se todos est�o prontos para falar sobre tudo.
Por favor, pai. Por mim.
- Por Sean. - Certo. Tudo bem.
Tim, isso que voc� est� fazendo � t�o legal.
Lembrando do seu irm�o.
- Lembrando do nosso Sean. - Aqui est�o algumas coisas
que voc�s precisam saber sobre meu irm�o, Sean.
O Sean era o melhor.
Ele tinha seus problemas.
O Sean adorava discutir. Desculpe. Ele diria que adorava debater.
Ele sempre valorizou muito a l�gica, os fatos.
E voc� nunca poderia acusar o Sean de ser, tipo, um cavalheiro.
Os peidos dele podiam esvaziar uma sala.
Mas o Sean era �timo no que importava.
Fomos � formatura juntos como amigos.
Ele me convidou para sair, para me dar a experi�ncia.
Seu irm�o era esse tipo de cara.
O Sean tava sempre falando sobre como eu e nosso grupo ir�amos longe.
Ele me fez sonhar com uma vida melhor e me inspirou
a seguir meus pr�prios sonhos do meu jeito.
Ele sempre tirava boas notas, sempre dedicado em tudo.
Nunca tive a sensa��o de que escondia algo da gente.
mesmo depois da sua experi�ncia no ensino m�dio,
est�vamos meio preocupados, mas...
Espera, espera, espera. Como assim,
"Depois da sua experi�ncia no ensino m�dio"?
Tim, voc� sabe que n�o facilitou para n�s.
No in�cio do ver�o de 2013,
o Sean voltou para casa nos sub�rbios ao norte de L.A.
Ele tinha acabado de terminar seu primeiro ano de faculdade
e estava ansioso por um ver�o relaxante
com velhos amigos.
S� que isso n�o aconteceu.
O Sean voltou para a cidade no in�cio do ver�o, talvez em maio ou junho.
Conseguimos sair juntos o m�ximo que eu pude.
Bem, o Sean pareceu um pouco chateado
por eu n�o voltar para o ver�o, mas ele entendeu.
Eu tinha um est�gio em banco de investimentos.
Era uma oportunidade, e eu seria est�pido em dizer n�o.
Passei o ver�o na casa do lago dos meus pais,
at� o convidei para ir l�. Mas... O Sean disse que n�o podia ir.
E eu estava em outro relacionamento de merda
com outro perdedor.
Ent�o, o Sean e eu sa�mos, o m�ximo que eu pude,
o que n�o foi muito, para ser honesta.
E eu tamb�m n�o estava l� pelo Sean.
Eu havia acabado de me formar na faculdade
e tava tentando me virar como freelancer em Nova York.
Ent�o, apesar de ocasionalmente sair com a Nicole...
Ficamos pr�ximos por um tempo.
O Sean passava a maior parte do tempo em casa...
com a mam�e e o papai.
T�pica fam�lia americana.
Quer�amos proporcionar uma inf�ncia segura
para voc�s, e um ambiente agrad�vel.
Acho que fizemos isso.
�poca de Natal! O que o Papai Noel te deu?
- � um dinossauro. - Dinossauro, incr�vel!
Um dinossauro?
E voc�, Tim?
� uma c�mera?
� uma c�mera subaqu�tica!
Quando voc�s decidiram ter outro filho?
- N�o decidimos. - Sean foi nosso pequeno e feliz acidente.
Nosso beb� milagre.
O Sean decidiu vir cerca de tr�s semanas antes.
Ele era t�o pequeno, t�o fr�gil.
E ele era um lutador. Forte. Cheio de esp�rito.
Nada nunca o deteve.
Embora seu irm�o tivesse um esp�rito muito forte,
o corpo dele falhava de vez em quando.
Ele ficava doente �s vezes. Toda crian�a fica doente �s vezes.
Mas era meu trabalho cuidar dele
quando isso acontecia.
Sua m�e entrava em p�nico com cada coisinha,
mas n�o havia necessidade, ele estava bem.
Pudemos passar tanto tempo juntos,
aqui em casa, especialmente quando ele n�o se sentia bem.
� por isso que ele era seu filho favorito?
Ah, Tim.
Eu amava voc�s dois igualmente.
- Sou sua m�e... - Voc� tenta amar seus filhos igual.
Voc� tenta cri�-los da mesma forma.
Mas na segunda vez, voc� � uma pessoa diferente.
As circunst�ncias s�o diferentes. O ambiente � diferente.
Seus filhos s�o pessoas diferentes.
Droga, Tim!
Certo.
Pega! Oh, boa tentativa!
Boa tentativa, filho.
S� queria que voc�s dois tivessem se dado melhor.
Voc�s estavam sempre brigando o tempo todo. Era exaustivo.
E seus filmes, quando voc� o inclu�a,
ah, era como se o Sean estivesse nas nuvens.
O que queremos, Sr. Robinson, � a verdade.
A verdade? Eu te disse a verdade. N�o machuquei ningu�m.
Eles est�o pegando toda essa tal de "evid�ncia"
e teceram uma narrativa.
Mas tudo n�o passa de lorota. Neste tribunal de araque,
n�o h� fatos, apenas interpreta��es!
Obje��o!
Certo, em que ato estamos, Nicole?
Certo, n�s montamos e organizamos
- todas as evid�ncias do Sean em... - Na caixa de pesadelos do Sean.
Na caixa de pesadelos, sim.
E come�amos a estabelecer uma cronologia dos eventos
e da investiga��o dele.
E qual � a sua rea��o a tudo isso?
� um pouco avassalador.
O fato de o Sean ter conseguido reunir tanto
em t�o pouco tempo. � meio que... incr�vel.
Ent�o, voc� acha que h� verdade na tese do Sean
de que o Projeto MKHEXE era mais do que apenas uma lenda urbana
- ou uma teoria da conspira��o? - Talvez.
- Conversamos sobre isso, "talvez". - Tim, falamos que n�o...
- Qual �! - T� bom.
N�o h� respostas erradas, t�? S� diga o que t� pensando.
Por qu�?
Deixando todas as evid�ncias de lado...
O caderno do Sean. N�o...
N�o parece que uma pessoa s�
escreveria aquilo. Desculpe, mas �...
- Ent�o, acha que o Sean era louco? - N�o.
N�o � isso que estou dizendo. Tudo � poss�vel.
Tipo, "A aus�ncia de evid�ncia n�o � evid�ncia de aus�ncia".
O caderno do Sean. 13 de junho de 2013.
Sua primeira anota��o sobre o Projeto MKHEXE.
Talvez tenha sido o t�dio que o atraiu.
Talvez tenha sido a solid�o.
Mas, enfim, o Sean come�ou a encontrar fragmentos
sobre a lenda urbana do MKHEXE por toda a internet.
Recortes de jornais sobre estranhas transmiss�es noturnas.
Blogs sobre projetos secretos do governo.
Artigos sobre estranhas transmiss�es sonoras,
e f�runs online dedicados a teorias da conspira��o.
Evid�ncias que n�o consegui encontrar por conta pr�pria.
O Sean criou um registro de achados e perdidos
de cada men��o, cada site, cada vers�o
da lenda urbana que ele conseguiu encontrar.
At� que n�o conseguiu mais, at� que come�aram a desaparecer.
�s vezes em dias, �s vezes em horas,
�s vezes at� mesmo em minutos ap�s encontr�-los.
Os sites apenas sumiram, como se algu�m estivesse apagando
cada vest�gio do Projeto MKHEXE da internet.
Mas quem, e por qu�?
Ao tentar responder a essas perguntas,
o Sean criou sua pr�pria teoria da conspira��o.
Mas e quanto �s teorias da conspira��o?
Eventos mundiais
moldados por atores sinistros trabalhando nas sombras.
De certa forma, � mais f�cil acreditar que h� um homem...
ou homens por tr�s da cortina,
do que aceitar que o mundo em que vivemos
� um mundo de caos e confus�o.
O problema � que...
o Sean n�o era o tipo de pessoa
que acreditava em teorias da conspira��o.
Ele sempre foi sobre ci�ncia e fatos.
Ele odiava a baboseira pseudocient�fica de teorias da conspira��o.
Logo, o Projeto MKHEXE e conspira��es governamentais obscuras
era tudo sobre o que o Sean falava ou mandava mensagem.
O Sean teorizou que talvez o Projeto MKHEXE
estivesse relacionado a outro infame programa secreto da Guerra Fria,
o Projeto MKULTRA.
Come�ando em 1953,
o Projeto MKULTRA foi a tentativa da CIA
de usar t�cnicas de controle mental para criar o espi�o perfeito.
A palavra MKHEXE segue o padr�o de cript�nimo da CIA,
com as letras "MK" designando projetos
administrados pela Equipe de Servi�os T�cnicos da CIA,
as mesmas pessoas que administraram o MKULTRA.
Mas o significado de "hex" ou "hexe" � ainda mais estranho.
Em ingl�s, "hex" � uma maldi��o.
Em alem�o, "hexe" significa bruxa ou feiticeira,
a vers�o folcl�rica da paralisia do sono.
Isso levou o Sean a se perguntar se o Projeto MKHEXE
foi de alguma forma criado por ex-cientistas nazistas
da Opera��o Paperclip,
que combinaram conhecimento oculto antigo
com t�cnicas avan�adas de hipnose,
para criar a arma psicol�gica definitiva.
Mas por que o Sean,
meu irm�o racional e de mente cient�fica,
acreditaria em algo assim?
De acordo com um estudo recente,
quase 50 por cento de todos os americanos
acreditam em pelo menos uma teoria da conspira��o.
- T� todos sejam legais. - T� bom.
- E a�, amigo? - E a�, cara?
- Quem � essa? - Pessoal,
- essa � minha amiga, Nicole. - Oi.
- N�o sabia que iriam filmar. - Vamos dar algo pra filmarem, n�?
As cervejas n�o v�o se beber sozinhas.
Lendas urbanas?
Sim, cara, acho que h� verdade em algumas delas.
H� um pouco de verdade em toda hist�ria, certo?
Teorias da conspira��o s�o uma grande baboseira.
� s� um bando de caipiras paranoicos
tentando entender um mundo que n�o faz sentido.
Com certeza, acho que o governo est� nos vigiando.
Voc�s n�o viram aquela merda? Aquela merda do Snowden?
A vida �...
complicada demais para se preocupar com esse tipo de coisa.
Quando foi que descobrir algo secreto
melhorou alguma coisa?
S�rio? N�o acham que o governo t� nos escutando agora mesmo?
Est�o totalmente nos vigiando agora mesmo.
�, tenho certeza de que eles se importam com o que estamos fazendo.
J� vivemos, tipo, numa distopia entediante, cara.
Temos pol�ticos mentindo, nos roubando �s cegas,
de ambos os lados.
Ainda temos lavagem cerebral em massa. Duplipensar, toda essa merda.
N�o h� muito que possamos fazer de qualquer forma, ent�o, sabe...
Foda-se.
Eles nos querem burros, amedrontados e divididos.
O que quero dizer � que esses caras de chap�u de alum�nio
presumem que h� algu�m no controle, quando...
a verdade � muito, muito mais assustadora.
E o que �, Ashleigh?
Que n�o h� ningu�m no controle. Que tudo � simplesmente aleat�rio.
Isso n�o � aleat�rio! Isso � habilidade, beb�.
Bebe a�!
As teorias da conspira��o seguem um racioc�nio circular
onde a evid�ncia e a falta dela
refor�am a verdade da conspira��o.
Nas teorias da conspira��o, n�o h� coincid�ncias.
27 de junho de 2013.
Uma lista de sites supostamente est�veis.
O Enclave Exo-her�tico,
um f�rum de conspira��o extinto do in�cio dos anos 2000
que aparentemente se desfez
depois que seus usu�rios come�aram a pesquisar a lenda urbana.
Justi�aparaJudson.net,
uma p�gina da web dos anos 90 sobre um homem que desapareceu na d�cada de 70.
Uma fonte que, a princ�pio,
parecia completamente n�o relacionada � pesquisa do Sean.
E o Comp�ndio do Or�amento Secreto.
Um diret�rio de pastas com arquivos desclassificados
sobre projetos secretos do governo.
Dentro da pasta MKHEXE,
o Sean encontrou fotos rotuladas, "Sujeito 23"
e um memorando sobre um "Subprojeto 1101D".
O Sean finalmente encontrou evid�ncias fotogr�ficas
e escritas reais sobre o Projeto MKHEXE.
Mas isso n�o foi o suficiente para o Sean.
O Sean tentou postar suas descobertas online,
talvez na esperan�a de que outros o ajudassem
em sua busca para provar que o Projeto MKHEXE era real.
S� que, toda vez que o Sean tentava,
suas postagens eram quase imediatamente deletadas.
Mas algu�m notou. Algu�m encontrou ele.
A cren�a em teorias da conspira��o,
conhecida como, "idea��o conspirat�ria",
pode se tornar patol�gica,
levando o crente a se tornar paranoico
e at� mesmo perigoso.
No in�cio de julho,
a investiga��o do Sean sobre o Projeto MKHEXE
havia se tornado uma obsess�o.
O Sean meio que come�ou a se afastar.
Eu me lembro de algo estranho.
Por volta do 4 de Julho.
Eu ia a um churrasco e queria que o Sean fosse comigo,
mas ele n�o tava respondendo �s mensagens.
Ent�o, passei na casa dos seus pais.
Mas o Sean n�o atendia � porta. Sua m�e atendeu. Sua m�e disse...
que o Sean n�o podia sair porque tava doente.
Cara, o estranho � que...
enquanto eu voltava para o carro,
olhei para o quarto do Sean e as persianas estavam tremendo.
Como se ele estivesse l�, me observando.
Mandei uma mensagem pra ele, mas nada. N�o tive mais not�cias do Sean.
Seu irm�o tinha acabado de ter um primeiro ano estressante,
e ele precisava relaxar e recuperar as for�as.
Mas sem que ningu�m soubesse,
o Sean come�ou a receber itens pelo correio
enviados por uma fonte misteriosa.
Infelizmente, o Sean nunca descobriu
quem lhe enviou as coisas ou como o encontraram.
Talvez algu�m tenha visto suas postagens online.
Mas como eles rastrearam isso
at� nosso endere�o residencial continua sendo um mist�rio.
A �nica pista que temos � um �nico envelope de cat�logo
com um sigilo estranho como endere�o de remetente.
Em 3 de julho, o Sean recebeu uma fita VHS
com uma grava��o quase inaud�vel de um v�deo antigo
de um interrogat�rio policial
com um tal de Henry Baker Judson, o homem desaparecido
do site Justi�aparaJudson.net.
Obrigado. Obrigado, obrigado.
- Pelo qu�? - Por...
Por me pararem.
Realmente nos ajudaria, Henry,
a entender o que aconteceu.
S�o esses sonhos, cara. S�o esses malditos sonhos.
Voc� quer nos falar sobre seus sonhos?
Perda de tempo,
vis�es sobre aqueles malditos experimentos, t�?
Isso tem me perseguido, entende?
Olha, eu n�o sei o que voc� acha...
que eu fiz com Allison, Brett e Tony, mas n�o foi minha culpa.
Eles entraram na minha maldita cabe�a, cara.
Ent�o, o Sean come�ou a receber desenhos estranhos
ao longo de julho, todos aparentemente semelhantes,
apesar de serem desenhados por m�os diferentes.
Em 6 de julho,
o Sean recebeu 26 fotos de c�mera descart�vel
que ele descreveu como, "F�rias de Primavera de 99".
Treze estavam expostas, 13 estavam superexpostas.
Em 9 de julho, o Sean recebeu um cassete de �udio,
o primeiro de tr�s do que ele chamou de.
"As Fitas de Tacoma", gravado por um homem
que descreve um pesadelo recorrente.
Eu nem sei como gasto meu tempo sendo paran�ico
cada vez que me movo e gravo j� � tarde demais.
ent�o nem sei porque fiz, e n�o entendo
ent�o voc� me perdoe...
Em 11 de julho,
o Sean recebeu uma fita MiniDV que ele chamava de, "Os Experimentos de Chicago",
gravado em algum momento do in�cio de 2007.
O Sean e eu n�o nos fal�vamos
havia alguns dias por causa de motivos.
Mas a�, o Sean me mostrou a fita MiniDV.
Ol�, meu nome � Miriam Yildiz.
Resumo: Embora controverso na ci�ncia moderna,
a terapia ac�stica atrav�s do arrastamento de ondas cerebrais
tem uma longa hist�ria antiga de...
Embora as chamadas Frequ�ncias Solfeggio
tenham recebido o cr�dito, isso foi descartado
e ridicularizado por cientistas de mente fechada
dispostos a... bl�, bl�, bl�.
Remapeamento das vibra��es.
Remapeamento... Remapeamento das sensa��es
da ecologia ac�stica vibrante do mundo.
Minhas conclus�es mostram que talvez possa haver...
Existem aplica��es de procedimentos
ac�sticos ultrass�nicos n�o invasivos que s�o...
Temo que eles vejam atrav�s dos meus resultados,
e tudo isso...
E em 16 de julho,
o Sean recebeu um HD antigo que estava cheio de v�deos
feitos por uma m�e blogueira, por volta de 2010.
Ol�, mam�es e mam�ezinhas. Aqui � a Vlogueira-Mam�e, Kim Eckles.
E hoje vamos falar sobre como � importante
para todas voc�s, m�es ativas por a�,
tirar uma soneca.
Viram o que eu quis dizer?
A princ�pio, o Sean n�o tinha certeza do que esses itens tinham a ver
com o Projeto MKHEXE, mas pelo resto de julho
e em agosto, � medida que ele come�ou a fazer conex�es,
uma narrativa come�ou a se desenrolar.
- O que tinha na sua cabe�a, Henry? - Estava com pouca grana, ent�o
eu vi este panfleto para um estudo do sono. Entendeu?
Pelo menos era o que dizia.
Havia este cientista, este ex-nazista.
- Um nazista? - Sim, cara.
Ele tinha que ser, t�? Doutor Teufel, eu acho.
Ele fez experi�ncias em n�s, fez experi�ncias em mim.
Que tipos de experi�ncias?
Eles nos submeteram a umas coisas estranhas, sacou?
Certo, eles tinham essas TVs que n�o eram TVs,
e os filmes n�o eram realmente filmes.
Num minuto voc� estava olhando para a tela,
e depois, � como se estivesse acordando de um pesadelo. Nem valeu a pena.
Por que isso, Henry?
Ah, os pesadelos, cara.
Eles infectaram minha mente com pesadelos.
Seria a confiss�o de Henry a prova...
de que os experimentos do Projeto MKHEXE foram conduzidos
em segredo em universidades por toda a Am�rica?
Ahmet finalmente me levou aos t�neis sob o Reg
e encontramos algo... algo...
Velhos t�neis da Guerra Fria.
Centenas de caixas, artefatos.
Incluindo esta m�quina, esta...
dispositivo tipo computador. Estou falando de tubos cat�dicos,
interruptores antiquados, alto-falantes enormes!
E, Ahmet...
Ent�o, n�o posso mais confiar nele.
Mas agora sei o caminho para entrar.
O qu�?
O Sean concluiu que Meryem havia encontrado
a lend�ria m�quina de pesadelos do Projeto MKHEXE.
Ele agora tinha evid�ncias em v�deo
do programa secreto do governo.
Mas a lenda urbana do MKHEXE ia al�m disso.
Havia rumores de estranhas transmiss�es noturnas
em pequenas cidades por todo o pa�s.
Eu estava assistindo um filme �s 3 da manh� na sala
Voc� atravessa lembra?
� assim que os sonhos come�am, os sonhos saindo dos sonhos
E o Sean tamb�m acreditava que algu�m havia enviado
o v�deo do Projeto MKHEXE para a internet.
Mas quem? E com que prop�sito?
Admito, foram noites dif�ceis.
Pensamentos estranhos e sonhos estranhos.
E aquele vigarista est�pido e seu v�deo idiota de hipnose.
E ent�o, havia evid�ncias
de que algo ainda mais estranho estava acontecendo.
O que o v�deo do MKHEXE mostrava �s suas v�timas?
Ningu�m conseguia se lembrar.
Num minuto voc� est� olhando para a tela, e no outro minuto,
� como se estivesse acordando de um pesadelo.
Voc� atravessa lembra?
N�o sei por que, mas o universo
me deu um presente.
Preciso documentar tudo,
porque quando ligou...
N�o consigo me lembrar bem.
Acho que o que ele canta...
� hipn�tico. � a melhor maneira de descrever.
Possivelmente um estado alfa induzido.
Algu�m de alguma forma chegou l� primeiro.
Mas isso n�o � um problema. Se preencher as lacunas...
Minha mente parece... aberta.
Estou ciente.
Vejo conex�es entre as coisas.
Vejo o que estava faltando na minha pesquisa.
E eu voltarei.
E por alguma raz�o,
o v�deo do MKHEXE n�o podia ser gravado.
Experi�ncias de Chicago Fevereiro de 2007
23h45. 7 de fevereiro, teste AV 13.
Aqui vamos n�s.
13 de fevereiro, teste AV 21.
Teste AV 34.
Teste 55.
Teste 89.
Todas as tentativas de registrar visualmente
o mecanismo de implanta��o neuromodular da M�quina Phobos falharam.
Como se algo impedisse de ser gravado em fita.
O som grava com sucesso.
O Sean teorizou que o v�deo do MKHEXE
incorporava t�cnicas de arrastamento de ondas cerebrais baseadas em �udio
para hipnotizar seus espectadores. Mas com que finalidade?
Experi�ncias de Chicago. Fevereiro de 2007
O som ficar� mais claro, espero.
Repetindo express�es infrass�nicas.
Aqui, uma a 19 hertz, uma a 12.
Isso pareceu induzir n�o s� um estado alfa,
mas talvez at� mesmo teta ou delta no c�rebro.
Mas ent�o h� isto.
Se transferido para um espectrograma...
O Sean notou que todas as v�timas do MKHEXE
desenvolveram os mesmos sintomas fisiol�gicos e psicol�gicos.
Sintomas que parecem piorar com a exposi��o repetida.
Ap�s a amn�sia inicial do pr�prio v�deo,
o primeiro sintoma era uma mente aberta.
Minha mente parece aberta.
Consigo ouvir sons agora.
ecos atravessando alto...
me levando para outro lugar.
Em seguida, as v�timas experimentavam sonhos e pesadelos intensos.
Pensamentos estranhos e sonhos estranhos.
Eles infectaram minha mente com pesadelos.
O Sean se perguntou se todos experimentavam
o mesmo sonho compartilhado.
Ele recorreu �s Fitas de Tacoma em busca de respostas.
Toda noite tenho o mesmo sonho,
e acordo em outro lugar onde o sonho come�a
e primeiro, eu me for�o, a me levantar...
E eu sei de alguma forma...
que as sombras me traz de volta,
e eu sinto os olhos me olhando me perseguindo,
mesmo que estivesse dentro de mim, eu fiz isso.
sendo engolido pela escurid�o
Eu subi a pir�mide. Eu lhes dei a chave.
antes de eu perceber onde j� estava,
e � puro e brilhoso.
E Ele precisa de mais. O que tememos, n�s criamos.
eu percebo como eles s�o estranhos
mas n�o posso parar, eu tento parar,
eu estou sozinho subindo as escadas,
e est� tudo sujo de sangue da noite passada
eu tento fechar meus olhos
tentando cruzar aquele vale,
Eu vejo eles.
� imposs�vel, � insano, est�o dan�ando,
no c�u, e est�o cantando para o brilho.
E para as v�timas do MKHEXE,
os sonhos eram seguidos de paranoia.
Experi�ncias de Chicago. Fevereiro de 2007.
O vlog de hoje vai ser
um pouco diferente
porque, mam�ezinhas, nossa casa foi violada.
Algu�m invadiu minha casa.
S� n�o sei quando.
Quer dizer, n�o ouvi nada ontem � noite, mas,
h� muitas evid�ncias
de que algu�m esteve aqui, n�o importa o que o Carl diga.
Oh, meu Deus.
O qu�?
Oh, meu Deus!
E o mais estranho?
Quer dizer, o mais estranho, mam�es e mam�ezinhas,
� onde encontrei as facas.
Que... est� acontecendo?
Mas tudo bem, mam�es e mam�ezinhas.
A mam�e da toca tem que fazer o que � preciso fazer
por seus filhotes.
Estou certa?
As v�timas logo experimentariam
perda de tempo,
minutos e horas que n�o conseguiam lembrar.
E ent�o come�aria acontecer durante o dia,
os pesadelos. Num minuto, eu estaria na aula ou na oficina,
e no outro, estaria no pesadelo.
Ent�o, os pesadelos te fizeram fazer isso?
N�o sei. N�o me lembro como eu estava...
N�o sei o que exatamente aconteceu, t�?
Havia perda de tempo, havia lacunas, entendeu?
Os pesadelos, eles pioraram. Come�aram a me assombrar.
Eles come�aram a me seguir. Se eu passasse por uma TV,
eu ouviria aquele zumbido agudo,
e ent�o a transmiss�o, o que quer que fosse, come�aria a tocar.
Olha, o Brett estava bravo com a TV.
Mas eu tive que esmag�-la, entende? Tive que destru�-la.
Eu precisei, porque se ela me infectasse...
E � medida que suas mentes deca�am,
seus corpos logo seguiam.
H� um padr�o. Um padr�o que se repete.
Um padr�o de comunica��o.
Talvez um que possa ser sequenciado.
Ol�, mam�es e mam�ezinhas.
Aqui � a Mam�e vlogueira.
Os filhotes est�o bem. A casa parece bem.
Sem mais intrusos.
Todos est�o seguros... mas o Carl se esqueceu de instalar
aquelas malditas c�meras de bab� como eu pedi.
Ent�o, roubei o cart�o de cr�dito dele.
A mam�e da toca tem que vigiar a toca.
Os trabalhadores v�m a-ma-nh�.
Tenho tido os sonhos mais malucos sobre...
uma floresta.
Fui para a cama ontem � noite,
e acordei aqui em frente � TV.
� a coisa mais estranha. Tenho testado
um novo regime de maquiagem para a "m�e exausta".
Voc�s sabem quem s�o, e espero que eu...
Mas a coisa que mais incomodava o Sean
era para onde essas infec��es do MKHEXE estavam levando.
� por isso que voc� matou o Brett?
N�o, n�o. Aquilo... Olha, entre aquilo
e os pesadelos, foi por isso que liguei para a emerg�ncia.
Foi por isso que eu queria falar com voc�.
Eu estava preocupado que algo ruim fosse acontecer.
Algo ruim aconteceu.
O que tem me incomodado,
� por que voc� arranjou os corpos nesta ordem
e por que voc� pintou s�mbolos sat�nicos
nas paredes com o sangue deles.
Eu n�o... eu n�o... eu n�o...
N�o me venha com essa merda de "eu n�o me lembro"!
Olhe para isto, Henry. Olhe para a foto, Henry!
E explique isto para que eu possa entender.
Voc� n�o v� que isto...
isto... isto aconteceu.
Isto est� acontecendo. Isto vai acontecer.
Os sacrif�cios, eles abrem o port�o,
e os pesadelos nascer�o de novo neste mundo.
Por favor, acredite em mim! Droga, droga!
Voc� n�o v� que a cada momento que estamos aqui
� outro momento que eles est�o l� fora? Por favor!
Temos que det�-los, por favor!
Os Aberrantes, eles est�o vindo! Eles est... Os Aberrantes...
V�DEOS DO VLOG-A-MAM�E Gravado em 2010
Mam�e? Mam�e!
Kim?
Infelizmente, n�o podemos assistir al�m deste ponto.
O caderno do Sean se refere a v�deos da caixa de pesadelos
que n�o conseguimos ver.
A filmagem est� l�, mas os arquivos n�o funcionam.
� como se algo estivesse nos impedindo... de assisti-los.
E ent�o uma anota��o do final de agosto. "Me encontrou!"
O Sean se matar n�o faz sentido.
Onde estavam os sinais?
Normalmente n�o h� sinais para esse tipo de coisa?
Quando voc� notou que havia algo errado
- com o Sean? - N�o notei.
N�o havia nada de errado com o Sean.
Nenhuma diferen�a quando ele voltou da faculdade?
Nenhum sinal de ansiedade, depress�o, nada?
N�o.
O Sean era apenas o Sean.
Ele ficava em casa um pouco demais.
Disse pra ele sair e arranjar um emprego, viver a vida. "Saia de casa, filho.
"Saia do computador, v� viver a vida."
Depois da anota��o, "Me encontrou",
nossa linha do tempo da investiga��o do Sean
se desfaz completamente.
As p�ginas do meio do caderno est�o arrancadas, faltando,
e o que se segue s�o os fragmentos desconexos de uma hist�ria.
O Sean encontrou o Projeto MKHEXE? Eu acredito que sim.
E acredito que aquilo o infectou.
Tim? Tim por favor venha, n�o sei quanto tempo tenho...
A mente do Sean estava aberta.
Ele finalmente entendeu o prop�sito do Projeto MKHEXE.
E logo, o Sean estava tendo pesadelos
de uma floresta sob estrelas estranhas e um campo de cad�veres
diante de uma pir�mide antiga.
A paranoia do Sean come�ou a crescer.
Ele estava preocupado que estava sendo vigiado
e que estava sendo seguido, mas n�o pelo governo.
O Sean estava preocupado com outra pessoa.
V�rias e v�rias vezes,
o Sean escreveu sobre os Aberrantes de Kzathguul.
Os Aberrantes, eles est�o vindo!
Um antigo culto acadiano focado
na adora��o de um Deus esquecido, Kzathguul.
O Sean estava convencido de que os Aberrantes
estavam por tr�s do Projeto MKHEXE estar por a�.
Que eles estavam usando o experimento
para algum prop�sito desconhecido.
Os sacrif�cios, eles abrem o port�o,
e os pesadelos nascer�o de novo neste mundo.
Por favor, acredite em mim!
Estaria o culto usando o Projeto MKHEXE
para de alguma forma invocar Kzathguul?
T�o, t�o faminto, e � t�o cheio de �dio, n�o ofendemos isso...
E apesar dos seus sintomas piorarem,
meu irm�o mais novo tinha um plano.
Eu tenho algo que pode funcionar...
O tempo est� acabando, Nicole.
O Sean construiu uma m�quina, mas seu prop�sito nos escapa.
O Sean passou seu �ltimo dia na Terra
tentando colocar seu plano em a��o.
- Preciso impedir. - T�, n�o! Sean, Sean!
Tenho que fazer parar...
E ent�o, e ent�o ele...
- Quem o encontrou? - Sua m�e.
Como voc� descobriu?
Eu ouvi o grito dela.
Olha, voc� vai perguntar � sua m�e essas coisas?
N�o acha que ela j� sofreu bastante?
E o dia em que ele se matou?
Tim, por que voc� me perguntaria sobre isso?
Por que n�o podemos falar de algo agrad�vel?
O Sean alguma vez procurou voc� e o pai para pedir ajuda?
E o Projeto MKHEXE? O que � isso?
O Sean mencionou isso?
Ele mencionou que pessoas o estavam seguindo?
Ele mencionou que se sentia inseguro? Alguma coisa?
O Sean alguma vez mencionou algo para voc� sobre um Projeto MKHEXE?
N�o. O que � isso?
E o Projeto MKHEXE?
N�o, o que � isso?
� algum tipo de imita��o do MKULTRA?
Pai, o que � o Projeto MKHEXE?
N�o sei. Olha, cansei disso.
Por que voc�s estavam tarde da noite jogando fora as coisas dele?
J� respondi perguntas suficientes.
Seu irm�o Sean era um anjo.
Ele era nosso beb� milagroso.
Voc� se culpa pela morte do Sean?
N�o!
Que voc� n�o fez o suficiente pra salv�-lo?
Deus nos deu por apenas um momento.
E quando chegou a hora, Deus o chamou de volta.
Eu te amo, filho. Eu te amo. Mas eu te desafio. Eu te desafio.
Temos que viver com isso.
Esse � o nosso fardo.
- M�e, eu... - Agora...
se me der licen�a,
tenho que voltar a limpar.
Porque esta casa est� uma bagun�a.
Olha, cansei disso. Tim, eu te amo, filho.
Mas j� chega, entendeu?
Isso � ir longe demais! Longe demais!
Uma mente aberta...
Oito semanas depois.
Ser� que estou s� repassando isso de novo e de novo
por que simplesmente n�o consigo deixar o Sean ir?
Por que n�o me permito sentir? Tipo, h� algo aqui.
H� algo bem aqui. O Sean estava no caminho certo.
E ningu�m o ajudou.
Mesmo que ele tivesse doente, ningu�m o ajudou.
Nem a m�e, nem o pai, nem a Nicole,
nem os amigos dele.
Ou eu. Sei l�, aquelas pessoas nos v�deos
tinham que ter vindo de algum lugar, certo? Mas...
Meu Deus, uma m�quina de pesadelos?
S�rio?
E agora?
M�e?
Todo esse vidro.
Que bagun�a.
Pai, o que h� de errado com a mam�e?
Sua m�e est� bem se voc� parar de incomod�-la.
Como �? Incomod�-la?
Tenha um pouco de respeito e desligue essa coisa.
14 de Dezembro, 2013 10h15am
Certo?
T� bom.
Ent�o, em que ato estamos com o document�rio, Tim?
Sei l�.
- Sean tava construindo uma m�quina... - Certo.
Aparentemente baseada nos experimentos da Meryem.
Algum tipo de dispositivo de som, por qu�? O Sean mencionou ver
e ouvir partes desses v�deos que n�o conseguimos assistir.
Metade dos arquivos da M�e-Vlogueira t�o corrompidos.
Tentei reproduzir os v�deos dos experimentos de Chicago, travou o PC.
tentar capturar os �ltimos momentos da fita,
desliga o computador.
A �ltima Fita de Tacoma? Praticamente s� est�tica.
E metade dessas fotos das f�rias de primavera est�o estouradas.
O Sean tamb�m filmou aqueles experimentos
na c�mera Hi8 da sua fam�lia,
- ent�o, vamos... - Sim, e onde t� isso?
Onde t� isso, Nicole? Porque isso tamb�m sumiu!
Voc� pode respirar fundo rapidinho?
De verdade?
T�.
Agora, qual � a sua preocupa��o?
- Al�m d� metade de uma hist�ria? - Sim, al�m d� metade de uma hist�ria.
- Apofenia. - O qu�?
Apofenia.
Ver padr�es e conex�es onde n�o existem.
Talvez o Sean tivesse apofenia ou sei l�,
e talvez ele tenha nos arrastado para sua vis�o de mundo distorcida
porque quer�amos que houvesse algo,
qualquer coisa para explicar a... a... dele.
No in�cio, eu n�o sabia em que acreditar,
mas ultimamente, tenho me inclinado para a ideia
de que o Sean tava mesmo no caminho certo.
Acredito que h� algo a�,
e isso me assusta pra caralho, t�?
Ent�o, veremos o que podemos fazer
pelo document�rio, pelo Sean, por n�s, e apenas...
n�o importa onde isso nos leve, como prometemos, t�?
Certo.
M�e, o que aconteceu com suas m�os?
Oh, isto?
Oh, � s� o inverno, querido.
Sinto falta do seu irm�o com todo o meu ser,
mas... n�o � meu lugar questionar a vontade de Deus.
Ent�o... eu me viro, como posso.
Cuidando de voc�s dois
e me certificando de que a casa est� limpa.
Mas me preocupo com seu pai.
E por que isso?
Porque o Donald voltou a beber.
N�o sabia que voc� bebia.
�, bem...
Ent�o, estamos tentando juntar
algumas pe�as que faltam sobre o �ltimo m�s do Sean.
H� algo que voc�...
N�s j� n�o falamos sobre isso?
O Sean era um fantasma.
Ficava muito no quarto dele. Sempre em casa,
mas... s� coisa de adolescente.
Quer dizer, nada... nada para se preocupar.
Uma... vadiazinha...
partiu o cora��o do meu anjo.
E ent�o ele voltou para mim.
Ele voltou para a m�e dele, que o amava mais que tudo.
M�e.
Este � o di�rio do Sean.
Tem uma anota��o aqui do final de agosto
e ele disse que falou com voc�
ou que queria falar com voc�.
Aqui, olhe. T� bom?
Quando ele me disse que estava com problemas, quando...
Quando ele veio me pedir ajuda, eu...
Eu s� fiz o que qualquer m�e faria.
Eu o ajudei.
A mam�e levou o Sean a um psiquiatra.
Sim. O encheu de um monte de p�lulas.
Por que � isso que fazemos neste pa�s, certo?
Tem um problema? H� uma p�lula para isso.
Malditos charlat�es.
E voc� n�o acha que essa medica��o
teve algo a ver com o suic�dio do Sean?
N�o.
M�e, que tipo de rem�dios voc� deu a ele?
Eu... eu n�o sei, querido.
Apenas o que o m�dico receitou.
Eram antidepressivos?
Eram o que quer que o meu Sean precisasse.
Por que voc� sabe que antidepressivos
podem aumentar o risco de suic�dio, certo?
O que voc� est� insinuando, Timothy Andrew Wilson?
- M�e, n�o estou insinuando... - Como se atreve!
M�e, precisamos investigar todas as poss�veis...
Por favor, apenas...
Que tal um hist�rico familiar de doen�a mental, pai?
Que tal isso?
Isso � �timo. Inacredit�vel.
O qu�?
Que voc� encontraria uma maneira de culpar isso,
- a morte do nosso filho, em n�s. - Bem, se a carapu�a serve...
O Sean era meu filho! Meu filho!
Eu o amava mais do que tudo. Sua m�e tamb�m.
Assim como amamos voc�.
Que jeito estranho de demonstrar isso.
Tim!
- Eu estava errado. - H�?
Achei que t�nhamos te criado melhor,
mas eu estava errado. Voc� � ego�sta.
Voc� sempre tem que ter algu�m para apontar o dedo.
Estou fazendo isso pelo Sean, pela verdade...
N�o, Tim. N�o, voc� t� fazendo isso por voc�.
Voc� t� tentando se tornar o centro desta hist�ria.
� o que voc� sempre faz.
Preciso preparar o jantar...
e...
- e limpar esta cozinha agora. - T� bom.
- Agora. - T� bom, m�e.
Agora!
Agora!
Agora!
Acabamos.
V� tomar outra cerveja.
Sa�de. D� o fora da minha casa.
14 de dezembro, 2013 3h47pm
Ent�o, depois de entrevistar seus pais, o que achou?
O que achei?
Acho que eles mentiram para mim.
Acho que todos mentiram pra mim. Mentiram pra mim!
O Sean estava claramente doente.
Ele estava claramente passando por algum tipo de surto psic�tico.
Tipo, eles o levaram a um maldito psiquiatra!
Sua m�e o levou a um hospital.
E como sabemos que isso n�o o piorou?
Que ele ir a este hospital,
ver este m�dico e tomar esta medica��o
n�o o levou ao limite e o tornou suicida?
A mam�e e o papai praticamente admitiram
que nossa fam�lia � amaldi�oada.
Somos amaldi�oados. Somos amaldi�oados com doen�a mental.
O alcoolismo secreto e a depress�o do papai.
A superprote��o com S�ndrome de M�nchhausen por procura��o da mam�e, tudo isso.
Eu vi o que queria ver. Eu s� n�o queria encarar os fatos.
T�, e quais s�o esses fatos?
Quais s�o os fatos pra voc�?
Que meu irm�o mais novo, Sean,
ele enlouqueceu...
e ent�o ele veio nesta garagem, e ele...
e ele se matou bem aqui.
A investiga��o dele, a obsess�o dele,
foi s� uma mente doente
vendo conex�es onde n�o existem.
E a evid�ncia, as coisas
- enviadas por um misterioso... - Enviadas por uma fonte misteriosa?
Que viu as postagens do Sean online?
Nicole, voc� j� pensou por um momento,
talvez, que algu�m estava pregando uma pe�a nele?
Que eles estavam s� zoando com ele, h�?
Voc� � a jornalista, a estudante de jornalismo.
Isso passou batido no seu escopo de relatividade
- ou como quer que chame? - T�, eu ser estudante n�o tem nada a ver.
Isto �... isto � s� uma perda de tempo.
Isto � tudo... isto � tudo baboseira!
Estava apenas esperando,
� espreita, s�... nos genes dele, nos nossos genes.
S� esperando pelo momento perfeito
para agarr�-lo e apenas...
Voc�.
O qu�?
- O que foi? - Voc� fez isso.
O qu�?
A mam�e disse...
- O que sua m�e disse? - Corta a fita.
- N�o, o q... - Mandei cortar!
Tim, eu n�o estava!
Me diga como conheceu meu irm�o.
N�s nos conhecemos no ensino m�dio. Estudamos juntos no ensino m�dio.
Eu quis dizer neste ver�o. Me fale sobre este ver�o.
Sim, nos reencontramos em uma festa neste �ltimo ver�o.
E voc�s ficaram pr�ximos, certo?
Sim.
Nossa, Nicole, por favor, reformule a pergunta...
Sim! T�, o Sean e eu ficamos pr�ximos neste �ltimo ver�o.
- Qu�o pr�ximos? - Pr�ximos.
�ramos amigos. �ramos novos amigos pr�ximos.
Apenas amigos?
Apenas amigos.
Mas voc�s trocavam mensagens todos os dias, o tempo todo, correto?
Troc�vamos mensagens com a frequ�ncia que amigos trocam.
Voc�s j� sa�ram em um encontro?
N�s sa�mos.
Voc� consideraria essas "sa�das" encontros?
- N�o. - Por qu�?
N�o, eu n�o consideraria aquilo encontros
porque n�s dividimos a conta no final.
Essa � a sua defini��o de encontro?
- O cara pagando? - Sim! Sim, claro que �.
- T� bom, tanto faz. - O Sean j� tentou algo com voc�?
Nicole, o Sean j� tentou algo com voc�?
- T�, Tim, isso... - S� responda
- � pergunta! - N�o, Tim, foi voc� mesmo quem
falou que estava fazendo conex�es que n�o existiam.
O Sean j� tentou algo?
Sim.
- Por qu�? Onde? Como? - Sei l�... eu n�o sei.
Pense, tente se lembrar.
- Por qu�? - S� tente, por favor!
T�, claro. Sim, tudo bem. O Sean tentou algo
talvez no meio ou no final de junho.
N�o me lembro. Quer dizer, est�vamos saindo.
Fomos ao cinema e depois jantar,
demos uma volta no quarteir�o. E ent�o ele...
ele tentou me beijar na minha porta, mas eu disse n�o.
Por que voc� disse n�o?
Porque �ramos amigos.
Porque... porque �ramos apenas amigos, entendeu?
O Sean s� estava solit�rio, e eu estava,
eu estava estudando. Estava muito ocupada com a faculdade, t�?
E francamente, eu n�o tava procurando um namorado,
e eu n�o me sentia atra�da por ele!
Era isso que voc� queria ouvir?
Nicole,
Por que voc� insistiu para que eu fizesse este document�rio?
Voc� s� pode t� zoando comigo!
Por qu�?
Apenas me diga a verdade, Nicole.
Tim, n�o fa�a isso, por favor.
Foi por que voc� se sentiu culpada?
Tim, n�o foi por isso que queria fazer...
Foi por que voc� sabia que sua rejei��o levou o Sean ao limite?
Ou voc� estava t�o desesperada por uma maldita hist�ria
que voc� me usou? Que voc� usou minha dor,
minha fam�lia, meu irm�o morto, para qu�?
Um projeto de classe? Sua divers�o?
- O qu�, Nicole? - Quer saber?
Eu consegui o que precisava, ent�o obrigada.
Voc� � s� uma oportunista, Nicole.
Voc� usa as pessoas. Voc� � uma mentirosa! Voc� � apenas mais uma mentirosa!
16 de dezembro, 2013 00h44am
Dois meses.
Dois malditos meses.
N�o sei se quero que esta seja a �ltima aventura do Sean.
Cara, eu termino.
Coroa, bem...
M�e? M�e, o que t� fazendo?
O que � tudo isso?
� para o nosso document�rio.
� uma bagun�a.
� uma bagun�a. Tudo est� t�o impuro.
M�e, m�e, isso � do Sean.
M�e, pare!
- N�o! - M�e, por favor!
- Tem que ser purgado! - M�e, por favor!
- Por favor! Por favor! - Voc� n�o v�?
Por n�s, devemos ser purificados! Devemos nos tornar puros!
Deixe sua m�e em paz!
Pai, t� vendo o que ela t� fazendo? Jogando tudo fora!
Meu Deus, Tim! Sabe de uma coisa?
Acho que j� aguentamos merda sua o suficiente.
- Espera, o qu�? - Voc� n�o mudou nada!
Voc� continua ego�sta como sempre!
- Est� falando s�rio? - Voc� volta para c�,
vive da nossa generosidade! Voc� se aproveita de n�s!
Voc� revira nosso lixo! Est� perturbando sua m�e!
Pai, ela est� doente, precisa de ajuda!
N�s lhe demos tudo!
E voc� � ingrato e ego�sta!
Acho que est� na hora de voc� ir embora!
- T� falando s�rio? - Sim, estou falando s�rio!
Estou falando s�rio, fora!
O Sean est� morto, sou tudo o que lhes resta.
Querida, o que est� fazendo?
Se estivermos puros, podemos recome�ar.
M�e?
Querida, querida, querida, querida, querida.
Vem c�, vem c�. Vem c�.
Vem c�, vem c�.
Querida, querida, querida. Voc� est� bem?
- N�o. N�o. - Calma, calma!
Calma. T� tudo bem. Tudo bem. Est� tudo bem.
N�o, n�o est� tudo bem. Nunca vai ficar tudo bem.
Quero voc� fora. Fora!
Voc� estava t�o certo, Owen.
Existem, tipo, essas for�as enormes e gigantescas
que est�o muito al�m do nosso controle,
nos controlando, controlando tudo.
Est� tudo codificado.
Est� tudo predeterminado em nossos malditos genes
e na hist�ria e o caralho.
Tipo, quem diabos pensamos que somos?
N�o h� escolhas. N�o h� nada que possamos fazer.
N�o h� nada que possamos fazer. Simplesmente n�o h�.
N�o h� nada que possamos fazer.
Casa do Owen 20 de dezembro, 2013.
FUI PRA CASA DESCANSAR UM POUCO, ISSO VAI PASSAR, SE PRECISAR ME LIGA - Owen.
� um padr�o.
� um padr�o.
21 de dezembro, 2013 03h33am
O Sean acabou de me ligar.
N�o sei como.
Ele t� ligando de volta.
Al�, Sean?
N�o consigo te ouvir, Sean.
O qu�? A can��o?
Ah, o que est� acontecendo?
Mas que...?
Ah, merda.
O ouro de Alvarado.
T�, t� T�, estava aqui.
Ontem � noite estava... estava bem aqui, mas...
Eu encontrei.
Eu estava l�. Eu estava na casa da �rvore.
De alguma forma, voltei para c�, mas eu estava l�.
Encontrei a fita do Sean.
Tenho a filmagem.
Nossa, n�o estou louco. O Sean n�o era louco.
O MKHEXE existe...
Claro, eu duvidei. Como n�o duvidaria?
Quer dizer, qualquer pessoa s� duvidaria.
� uma daquelas coisas que voc� precisa ver para crer.
E eu vi. N�o consigo articular o que vi.
Sabe, � como se eu...
houvesse um espa�o em branco no meu c�rebro
sempre que tento pensar nisso.
Eu s�... n�o consigo... n�o consigo encontrar as palavras, ou...
ou os pensamentos.
Tive um pesadelo.
Tive o maldito pesadelo.
Eu tenho.
Feliz Natal, m�e.
Merda.
de jeito nenhum!
Nicole.
- Nicole, precisamos... - Escute, me deixe em paz!
Nicole, por favor, precisamos conversar.
- S� v� embora, Tim, por favor! - Olha, sei que estraguei tudo.
Sei que fui um idiota, mas isso � importante,
- Eu preciso... - Escute, n�o quero mais falar
com voc�, e deixei isso bem claro.
- Ent�o, por favor, me deixe em paz. - Eu encontrei!
MKHEXE.
Eu encontrei.
Nicole, por favor. Eu... eu... n�o sei com quem mais falar.
- Eu encontrei. - � mentira?
Vamos!
Temos que ir para o carro! Vamos!
Ent�o voc� viu o MXHEXE?
FACULDADE COMUNIT�RIA DE VIZCA�NO CABINE DE P�S-PRODU��O
Sim, e o que voc� acha?
Eu n�o me lembro.
Eu... eu... n�o me lembro como �, ou...
como cheguei em casa ou o que aconteceu com a casa da �rvore.
Eu... eu s�... n�o sei.
Mas voc� viu minha filmagem, certo?
- Voc� viu que a casa da �rvore estava l�? - Vi.
T� bom.
�timo.
- Nicole? - Sim?
- Eu estou... - Est� pronto.
- O qu�? - Est� pronto, e voc�?
Sim. Sim, vamos fazer.
Eu construirei a chave.
Eu abrirei o port�o.
N�s ofendemos ELe. Seremos punidos.
Ya ir harmur!
Ya r'luhhor Kzathguul!
- N�o podemos... - N�o, precisamos ir � pol�cia.
- Precisamos contar... - Nicole, voc� viu o que Sean filmou...
- Existem grupos e podem te ajudar... - Quem sabe quem pode estar infectado?
Nicole, eu... estou com medo, t�?
- Tenho tido sonhos. - Tim, precisamos te conseguir ajuda.
N�o, n�o podemos. Temos que sair daqui.
N�o � seguro. E n�o sei quanto tempo eu...
Tim? Tim?
Olha, vamos s� entrar,
vamos pegar a caixa, os HDs, tudo.
Depois vamos sair, t�?
T�.
Certo, vamos.
- Pronto? - Sim, entrar e sair.
Ei, pessoal?
Steve?
Owen?
Voc�s est�o bem?
S� pegue a caixa, Tim.
Tim, pegue a caixa. Pegue a caixa!
- Voc� est� bem? - Estou bem.
- T�, vamos, vamos, vamos! - N�o, pegue as coisas! Temos que pegar!
- R�pido! - Est� tudo molhado!
Que diabos eu deveria fazer?
Vai, vai, vai!
- � tudo? - � melhor que seja!
Vamos. Vamos, temos que ir, temos que ir!
Vai, vai! Vai, vai, vai, vai! Vamos, vamos!
Quer explicar essa coisa?
APARTAMENTO DE NICOLE 4 DE JANEIRO, 2014
Sim, pensei que, como voc� foi exposto ao MKHEXE
seria bom registrar seus sintomas.
- Insanidade? - Seus sintomas, por precau��o.
Vamos encontrar uma sa�da para isso, t�?
N�o, ainda acho que dever�amos sair daqui
e sair da cidade, apenas ir, fugir.
Tim, estou preocupada que, se formos,
seus sintomas s� v�o piorar.
Oh, Deus.
Eu estava errado.
Como?
Eu estava errado, Nicole.
Eu... sinto muito.
S� descanse um pouco, t�?
Nicole? Nicole?
Eca!
Ent�o, estive olhando tudo
e acho que encontrei algo.
O Tim n�o entra aqui. Algo sobre o monitor.
Escuta isso.
Tem este cientista, este ex-nazista.
Um nazista?
Sim, cara, ele tinha que ser, t�?
Doutor Teufel.
Teufel ou Teufel, acho que j� ouvi esse nome antes.
O chamado memorando do Subprojeto 1101D,
"Atenciosamente, Dr. Viktor G. Teufel,
"Cientista Chefe, Divis�o de Propaganda, S.T.T."
O Tim disse que n�o conseguiu encontrar nada sobre esse cara,
mas, surpresa, surpresa,
acho que as coisas est�o mudando porque eu encontrei, o Dr. Teufel,
ou pelo menos um Viktor Gerhardt Teufel
em um asilo a algumas horas daqui.
Cara.
Voc� n�o gosta dessa m�sica?
O que � isso?
Voc� n�o ouve isso?
N�o sei como voc� consegue comer essa porcaria.
Como assim? � delicioso.
- � nojento! - N�o.
� queijo falso.
N�o me importo se � queijo falso.
- Ah, vamos, pegue mais. - Estou pegando.
- J� fiz muito isso. - O qu�?
Tipo, deixar o medo guiar minha vida, tomar decis�es por mim.
Voc�, a destemida jornalista em treinamento?
N�o pode ser.
Por qu�?
Voc� nunca teve medo de nada?
Agora tenho.
�.
"O que tememos, n�s criamos." O Sean escreveu isso tamb�m, certo?
Sim, ele escreveu.
Voc� j� ouviu falar da lei da atra��o?
O qu�, aquela baboseira hippie new age
sobre acreditar e fazer acontecer, essa coisa?
Sim, mas mais como pensamentos positivos
levam a resultados positivos, enquanto pensamentos negativos...
Levam a resultados negativos, sim. E da�?
"O que tememos, n�s criamos" meio que soa como isso, certo?
- T� ligado. - � uma vers�o disso.
Claro, talvez. Acho que sim.
Enfim, as pessoas costumavam acreditar no poder dos nomes,
como antigos tabus, coisas que voc� n�o podia dizer como,
esquecemos o nome para a palavra "urso".
- Voc�, voc� acabou de dizer. - N�o, n�o, o nome real dele.
"Urso" significa "marrom". Os povos eslavos tinham medo de dizer seu nome,
seu nome real, com medo de que isso o invocasse.
"O que tememos, n�s criamos." S�, soa como...
Tim!
O cora��o dele est� a mil por minuto. Temos que chamar um m�dico.
Uou, Henry, Henry!
Est� vindo, est� vindo!
A primeira vez foi muito clara!
N�o importa que voc� fa�a,
Os olhos parecem crescer mais e mais.
H� um padr�o. Um padr�o que se repete.
Teste de linguagem Phobos um.
Ele me encontrou.
- N�o leve meus beb�s. - Isso � para o melhor.
Confie em mim,
isso � para o melhor.
Voc� n�o vai roubar meus filhos!
Sua vadia louca!
N�o, n�o, n�o!
- Ya r'luhhor Kzathguul. - Querida?
Ya r'luhhor Kzathguul!
Temos que sacrificar os olhos observam de perto
e podem nos achar, e n�s ofendemos ele.
Eu abri uma porta que atravessa o tempo,
Porque... ele nasceu pra isso.
E ele vai pegar o seu corpo...
e ele olha...
Voc� est� bem?
Onde... onde estamos?
Certo, estamos na delegacia mais pr�xima que encontrei.
Qual � a sua senha?
- O qu�? - A senha do seu celular?
84-44.
Por que... por que estamos em uma delegacia?
Porque precisamos de ajuda, Tim. T� bom? Voc� precisa de ajuda.
Eles n�o v�o nos ajudar.
Tim, n�s vamos, t�?
Quanto tempo... quanto tempo eu fiquei apagado?
Apenas venha aqui por um segundo.
- Pronto? - Sim.
- Posso ajudar? - Sim.
precisamos falar com um policial, um detitive.
Est�o aqui para denunciar um crime?
- Sim, claro. - Que tipo?
Assassinato. Conspira��o para cometer assassinato.
Precisamos falar com um oficial agora.
T�. Voc�s precisam preencher formul�rios.
N�o precisamos.
Ele t� bem? Precisa de atendimento m�dico?
N�o, n�o, ele n�o est� bem.
T�, por favor, nos deixe falar com algu�m que importa.
- Tudo bem. - Agora, por favor,
obrigada.
Besteira! Eu conhe�o meus direitos!
Sei que os p�ssaros n�o s�o reais.
Eles est�o fazendo lavagem cerebral em nossos c�es!
T� bom.
Ent�o, voc�s est�o aqui para denunciar um homic�dio?
Sim, sim, potencialmente v�rios.
- V�rios? - Sim.
E temos evid�ncias, temos v�deos, fotos,
evid�ncias escritas sobre esses assassinatos.
E temos motivos para acreditar que haver� mais.
T�, ent�o vamos com calma e come�ar pelo...
pelo come�o.
Me fale sobre este suposto primeiro homic�dio.
- Foi meu irm�o. - Seu irm�o foi assassinado?
Sim.
Foi hoje � noite? � por isso que tem esse sangue?
- N�o. - N�o, em... em setembro.
- O Sean n�o foi... - Em setembro?
Voc�s disseram que foi, foi um suic�dio.
Ele, ele foi assassinado. Ele n�o se matou.
T�, ent�o quem o matou?
Se te contarmos, isso vai te matar.
- S�rio? - T�, o que o Tim quer dizer...
eu acho, � que temos evid�ncias em v�deo dessas pessoas,
do Sean, o irm�o dele, agindo de forma suspeita na noite em que morreu.
- Sim, exatamente. - Sem mencionar
- perguntas sobre como... - Pare um pouco a�...
- Mas nem cheguei a dizer o que era. - Eu sei.
J� saquei. Olha, temos recebido muito disso recentemente, t�?
Os caras da delegacia est�o chamando isso de,
ei, Chuny, como eles est�o chamando aquilo?
- True Crime, sargento. - Sim,
o efeito True Crime.
- J� ouviu falar disso? - O qu�?
S�o todos os podcasts e os document�rios.
Voc�s assistem F�bulas Ins�litas?
N�o � ruim, n�o � ruim. Assistimos aqui na delegacia.
Olha, por causa disso,
temos todo detetive de poltrona e guerreiro do teclado
vindo aqui me dizer como fazer meu trabalho.
True, o qu�? N�s... n�s temos uma...
temos evid�ncias de um assassinato.
- Uma caixa inteira. - Olhe, olhe!
Mo�a, vou ter que pedir pra se acalmar agora mesmo.
Estou calma, estou calma. Estou calma, t�? S� t� com medo.
Medo de qu�?
Estou com medo das pessoas
que t�m nos seguido,
das pessoas que podem ou n�o ter matado o irm�o dele.
Quem t� seguindo voc�s?
- N�o sabemos! - Como?
Voc�s precisam acreditar em n�s.
- Por favor, escute. - T� bom.
- Por favor. - Aqui t� o que vai acontecer.
Voc�s dois v�o falar com o oficial Chuny ali.
V�o preencher um boletim de ocorr�ncia.
- Feche os olhos! - O qu�?
Feche os olhos! Vamos!
- Vamos! Vamos! - Tim! Tim! O que t� acontecendo?
Voc� est� bem. Voc� est� bem.
Vai!
Merda!
Vamos!
Temos que ir para o carro! Vamos!
Tim, Tim, Tim, Tim!
Tem mais! Tem mais vindo!
Vai, vai, vai! Vai!
Vamos te levar pra o hospital, t�?
- Voc� vai ficar bem. - N�o, n�o.
N�o, voc� tem que ir.
N�o, n�o, n�o. S� me leve pra faculdade.
- Voc� t� sangrando! - Por favor!
Vamos transmitir.
Vamos contar ao mundo.
- Pressione. - T�.
- Voc� t� pronta? - Sim, sim. S�... s�...
Uma �ltima entrevista pelos velhos tempos.
Nicole, n�o precisamos fazer isso.
Tim, eu dou conta, t� bom?
S� que o mundo precisa saber.
Ol�, Am�rica.
Meu nome � Nicole Martin,
e voc�s precisam saber que seu governo est� mentindo.
Durante a Guerra Fria,
o governo tentou criar algum tipo de dispositivo
de controle mental em massa, o Projeto MKHEXE.
- Nicole. - N�o, n�o, n�o.
Preciso terminar.
T�, tudo bem. Projeto MKHEXE.
O governo falhou em controlar as mentes
da maneira que queriam.
Em vez disso, eles criaram uma m�quina de pesadelos.
Nicole.
N�o... Eles abriram uma porta para algo.
Algo inacredit�vel.
Algo que nos quer mortos. Algo que est� usando o MKHEXE...
- Nicole! - Droga, Tim!
- N�o me deixa terminar! - N�o olhe, n�o olhe!
Nicole?
Nicole?
Ei, ei, Nicole. Ei, acorde.
Nicole?
N�o, n�o, n�o, n�o. Por favor, Nicole.
Eu nunca a machucaria.
Eu nunca faria algo assim.
Ya r'luhhor Kzathguul!
M�e?
Pronto, pronto, meu beb�. Pronto, pronto, meu filho.
Est� tudo bem.
Por que n�o fa�o um sandu�che para voc�?
T� bom?
- Sim. - T�?
Obrigado, m�e.
M�e, eu te amo e amo o pai.
E eu amo voc�s.
N�s tamb�m te amamos, querido.
Agora v� para dentro e descanse um pouco, t�?
T� bom.
Ele precisa de ajuda profissional.
Voc� acha que um psiquiatra conhecer� nosso filho melhor que n�s?
Talvez um terapeuta possa ajud�-lo.
Deus sabe que tentamos.
Ele n�o faz nada al�m de, ficar naquele quarto mexendo na internet.
Bem, se voc� n�o o tivesse mimado tanto.
- Sim, l� vamos n�s de novo. - Estou falando s�rio, Gloria.
O garoto � fr�gil, � sens�vel. N�o fui eu que o fiz assim.
Ele tamb�m � seu filho. Voc� � t�o culpada quanto eu.
Olha, s� estou tentando dizer que talvez um terapeuta seja...
o tipo de m�dico que poderia ajud�-lo com o que quer...
Nosso filho n�o � louco.
N�o precisa ser louco para ver um terapeuta.
S� precisamos de algu�m para conversar com o garoto
porque com certeza ele n�o est� falando conosco.
Voc� t� certa.
Pode ajudar a descobrir o que est� acontecendo e...
e poderia ajud�-lo a planejar o futuro.
Porque do jeito que ele est� agora, querido, eu temo por ele.
- Eu tamb�m. - Precisamos tentar.
Ele � nosso anjo.
Ya r'luhhor Kzathguul!
N�o!
Ah, n�o, meu Deus!
- Voc� t� bem? - N�o.
Por favor, n�o!
Oh, Deus.
Oh, Deus.
N�o, n�o. N�o, n�o, n�o.
- Ah, oi querido. - O que t� fazendo aqui?
- Voc� o matou. - Como �?
Voc� matou o Sean!
N�o fa�a nenhuma besteira, filho.
Tim? Tim?!
- Por aqui! - Tim!
Tim!
- Voc� fez isso! - Tim!
O Sean n�o t� doente. Ele n�o � louco.
Olha, n�o precisa ser louco para ver um terapeuta.
S� precisamos de algu�m para conversar com o garoto.
Porque com certeza ele n�o est� falando conosco.
Eu sei.
Pode ajudar a descobrir o que quer que esteja acontecendo.
Poderia ajud�-lo a planejar o futuro.
Porque do jeito que ele est� agora, querido, eu temo por ele.
Eu n�o vou. Eu n�o vou.
Eu... eu estou no controle.
Voc� me ofende!
Vamos para a cama.
- Oh, eu conhe�o esse olhar. - Que olhar?
Por que voc� n�o vai esquentar a cama pra mim?
Porque algu�m tem que levar o lixo para fora.
- Eu posso fazer isso. - N�o, n�o. Deixa comigo.
Sean?
Sean!
Oh, n�o, oh, Deus!
Oh, meu Deus!
M�e. Pai.
N�o, n�o, pare de ouvir, pare de ouvir!
Pare de ver, pare de ouvir!
Pare de ouvir, pare de ver!
O amanhecer se aproxima, eu posso sentir.
Eles me mantiveram aqui a noite toda. Eles querem que eu termine.
Eles querem que eu transmita.
Vamos transmitir.
Para que outros ou�am a can��o tamb�m.
Sinto muito por tudo. Eu assumo a culpa,
mesmo que estivesse dentro de mim, eu fiz isso.
Eu subi a pir�mide. Eu lhes dei a chave.
E Ele precisa de mais.
"O que tememos, n�s criamos." N�o acredite nisso.
N�o acredite em nada disso.
N�o escute isso! N�o escute isso!
N�o d� vida a Ele! N�o! Pare de ouvir!
Apenas pare!
CONFIDENCIAL M�QUINA PHOBOS MARCOS IX
Legenda: Ruiz
PROJETO MKHEXE
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