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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal,

as pessoas s�o representadas por dois grupos distintos mas importantes.

A Pol�cia que investiga o crime e o MP que processa os casos.

Estas s�o as suas hist�rias.

Senhoras e senhores, n�o sou criminoso,

apenas preciso de dinheiro para medicamentos.

Por isso, ajudem-me a n�o quebrar a Lei.

Obrigado!

N�o me arranja uns trocos? Obrigado, amigo. Muito obrigado!

N�o me arranja uns trocos? E o senhor, n�o me arranja uns trocos?

Desculpem, podem arranjar-me uns... isso, virem as costas e ignorem-me!

Afastem-se! Pensa que n�o vou sair daqui?

"Sr. Cora��o de Pedra", tenho uma novidade: n�o tenho para onde ir!

N�o me arranja uns trocos?

Desculpe, senhor, n�o me arranja uns trocos?

Tamb�m tenho o direito de estar aqui!

Meu Deus!

Faltam seis meses para me reformar. Vou pass�-los numa sala de audi�ncias!

Vamos l� come�ar com o seu depoimento, sim?

O que posso dizer? � hora de ponta, vou a caminho do centro da cidade

e um tipo atira-se do passeio para a frente do meu cami�o.

Se queria suicidar-se, para que tinha de me usar?

Que compaix�o!

Eu � que tenho de fazer os testes de sangue! N�o podia ter evitado!

O tipo � louco! Tenho a certeza de que o empurrou deliberadamente.

Um dos pedintes sem-abrigo estava a incomodar os transeuntes.

Bem, vou precisar de uma descri��o.

Tinha um casaco azul, todo sujo, e um cachecol xadrez...

E estava imundo.

Isso j� reduz o n�mero de suspeitos. Viram-lhe a cara?

Quem se importa com a cara?

- Boa sorte. - Obrigado.

Estava a pedir trocos.

O dinheiro sai-me do corpo, n�o o dou assim, sem mais nem menos.

Lembram-se de alguma coisa, acerca dele?

- Tent�mos afastar-nos. - Ele n�o percebeu essa deixa!

Talvez dev�ssemos ter-lhe dado qualquer coisa.

P�s-me um copo de cappuccino da Bon Matin � frente.

Custa tr�s d�lares, cada. N�o precisa dos meus trocados.

Logan?

- O Sr. Keeley estava junto � v�tima. - Como est�. Sou o detective Logan.

- Conseguiu ver a cara do sem-abrigo? - Vi aproximar-se e virei as costas.

Ent�o, n�o viu ningu�m ser empurrado, de facto?

- Ouvi um grito. - Certo. Contactamo-lo se precisarmos.

Obrigado.

N�o � f�cil ler a identifica��o. "Renkmeyer, Harry". 32 anos.

Teria sido melhor ter-lhe dado uns trocos, n�o?

LEI & ORDEM - S�RIE 4 VELHOS AMIGOS

Na compra de um cappuccino, oferecemos o segundo.

Esses vadios v�o buscar copos de papel ao lixo e v�m c� ench�-los.

- J� viu algum com um cachecol xadrez? - Sim, claro! � o "Bruce Springsteen".

� uma esp�cie de m�sico. Finge tocar guitarra, entre biscates.

Usa o cachecol para lavar p�ra-brisas.

- Ent�o, � um "cliente" frequente. - �. Vem c� algumas vezes por semana.

Vive aqui no bairro... o sortudo!

No bairro, onde?

Bem, uma vez, convidou-me para ir a casa dele, mas n�o fui.

O "lava-vidros guitarrista"? Sim, s� pode ser o Rudy.

Tem um "emprego" em part-time no manic�mio, em Bellevue.

- Durante o resto do tempo, vive aqui? - Alguma vez esteve em Bellevue?

Parece que est� na hora dos exames mensais do Rudy.

- Esta � a barraca dele? - Ter�o de voltar de noite.

- De dia est�o a trabalhar. - A trabalhar?!

- � assim que lhe chamam. - Est� bem. Voltamos no turno da noite.

Vamos fazer uma visita ao falecido Sr. Renkmeyer.

SALA DE AUT�PSIAS TER�A-FEIRA, 7 DE ABRIL

N�o h� muito que ver nele.

Sem a carta de condu��o, nem seria poss�vel identific�-lo.

V�o chamar a esposa para identific�-lo?

Ela telefonou, mas queremos voltar a "col�-lo", antes,

e certificar-nos de que � mesmo ele.

N�o � poss�vel identific�-lo pela cara?

Tente fazer de lomba para um cami�o de 18 rodados e ver�!

Vamos fazer um raio-X ao corpo

e tentar encontrar obtura��es ou marcas de cirurgia.

- Tem muito trabalho pela frente! - Mas ele trazia algo.

Estava debaixo das unhas das m�os. Fibras azuis arrancadas.

Fibras azuis? Ent�o, agarrou-se ao tipo que o empurrou.

� melhor enviar isso para o departamento forense.

Achas que o Rudy, "o guitarrista", j� ter� voltado do trabalho?

Bem-vindo ao "Strawberry Fields" ocidental.

A fruta aqui cheira a podre!

Velhote, conhece um tipo chamado Rudy?

Parece que n�o.

O que eu gostava de dormir assim t�o bem.

Bem, ele tem um dia mais comprido do que o teu.

Rudy? Rudy? Acabou o espect�culo, amigo.

- Este � o meu grande sucesso! - Anda l�, Elvis. Vamos embora.

Para onde foram todas as flores...

Deixem-me dizer-vos: advogados, banqueiros...

- Chefes �ndios...? - O sistema, meu!

� t�o forte como o seu membro mais fraco.

E est�o a olhar para ele.

- Aposto que isso te irrita. - Fico em brasa! Vejo-os todos os dias!

Gastam mais num fato do que eu ganhei nos �ltimos dez anos!

E, quando lhes pe�o uns trocos, viram-me as costas!

E tu d�s-lhes um "empurr�ozinho"?

Est�o convencidos de que fui eu?

- N�o... nem pensar! - H� muita gente que te viu, Rudy.

Curioso, n�o d�o por mim, quando estou de m�o estendida, a pedir trocos.

Est�s, ent�o, a dizer que n�o empurraste ningu�m para a estrada?

Um tipo fica esmagado na minha zona e dizem logo que fui eu!

- � mau para o neg�cio, pensem bem! - N�o, pensa tu nisso!

E temos uma cela semiprivada para que possas pensar, l� dentro!

N�o podem prender-me! Qual � a acusa��o?

Cantar desafinado.

- O meu cliente quer voltar para casa. - Casa? Aquilo est� cheio de ratazanas!

N�o estou aqui para defender o mobili�rio, s� os seus direitos.

N�o t�m prova nenhum contra ele, no que respeita a este homic�dio.

Estava apenas por perto.

- Estava a discutir com os transeuntes. - Estava a conversar com eles.

Foi visto a empurrar algu�m?

O tecido debaixo das unhas da v�tima n�o coincide com o casaco do suspeito.

Ent�o, voltamos � estaca zero.

N�o h� d�vida de que foi atropelado por um cami�o.

Brilhante, Rodgers. J� t�nhamos reparado nisso.

Mas o cami�o n�o o matou. J� estava morto.

Ataque card�aco?

O que "atacou" o cora��o do Sr. Renkmeyer foi um peda�o de chumbo.

Levou um tiro?

O raio-X permitiu encontrar um ferimento anterior, no �trio esquerdo.

Atravessou o cora��o e alojou-se na coluna vertebral.

Calibre 32.

Achei que talvez a quisessem.

Vou contactar a CSU? e pedir-lhes que comecem a procurar uma c�psula.

CASA DA FAM�LIA RENKMEYER SEXTA-FEIRA, 10 DE ABRIL

N�o entendo. O que posso dizer?

Estamos a tentar descobrir quem matou o seu marido, Sra. Renkmeyer.

Foi morto por um sem-abrigo louco.

Parece que nos engan�mos em rela��o � forma como o seu marido morreu.

Levou um tiro.

- Por um sem-abrigo? - N�o sabemos.

- Algu�m amea�ou o seu marido? - O Harry? Claro que n�o!

O Sr. Renkmeyer trabalhava numa empresa chamada Nature's Way?

Era director financeiro. Fazem comida de beb�.

Ele andava com problemas ou com comportamentos estranhos?

Pensam que algu�m o matou propositadamente?

Porqu�?

- O que se passa? - Detective!

Alguma vez ouviu a hist�ria da filha do lavrador e da agulha no palheiro?

Ainda bem que o criminoso n�o usou um rev�lver!

Abrimos os gradeamentos, remexemos as sarjetas...

Nem imaginam a porcaria que as pessoas deitam fora, na rua.

- N�o deitam fora c�psulas de balas. - Deitam, se usarem armas autom�ticas.

- Diria que � calibre 32. - E eu diria que � muito recente.

NATURE'S WAY - COMIDA DE BEB� QUARTA-FEIRA, 15 DE ABRIL

Quando ligou, achei que deveria falar comigo e com o meu s�cio.

O Harry trabalhava muito pr�ximo de n�s.

Steve Green, estes s�o os detectives Briscoe e Logan.

Cavalheiros, sentem-se.

- Querem tomar um caf�? - N�o, obrigado.

O que vos parece? O sem-abrigo que matou o Harry andava a segui-lo?

Parece-nos que n�o foi o sem-abrigo.

Est� a dizer que algu�m queria v�-lo morto?

O Harry? N�o me parece.

Digam-nos, o Sr. Renkmeyer tinha v�cios?

Quando abri esta empresa, queria algu�m fi�vel, � frente da contabilidade.

Ningu�m era melhor do que o Harry Renkmeyer.

E o Sr. Renkmeyer era feliz, a trabalhar aqui?

Somos uma empresa em crescimento, era bem pago...

Tamb�m era respons�vel pelas finan�as. Alguma vez pediu aumento?

Talvez fosse viciado no jogo ou tivesse umas namoradas...

N�o, n�o, n�o! O Harry era muito conservador.

Costum�vamos gozar com as camisas com bot�es nos colarinhos que usava.

E inimigos no ramo?

- Ele despediu algu�m? - O habitual.

Despediu uma contabilista, h� cerca de um ano.

Disse que era incompetente.

Foi algo pessoal.

Foi o que ele me disse. Tinha havido qualquer coisa entre eles.

- Steve? - N�o sabias.

Eles perguntaram se ele tinha tido namoradas.

Trabalh�mos juntos tr�s anos e nada.

Depois, come��mos a fechar o ano fiscal, a fazer horas extraordin�rias...

Sabe como s�o essas coisas.

Sim, v�o beber um copo, depois do trabalho.

E, pouco tempo depois �: "Em tua casa ou na minha?", certo?

Embora n�o parecesse, o Harry gostava de se divertir.

Pass�mos bons momentos.

- Era esbanjador? - N�o. Cada um pagava a sua parte,

mas n�o importava, convenci-me de que era s� por divers�o...

- Deixou-se envolver... - Fizemos planos.

Ia juntar algum dinheiro e divorciar-se.

A Miss Torvald n�o pareceu muito contente por ter levado com os "patins".

Achas que guardou ressentimentos durante um ano?

Ou ent�o, a mulher dele guardou.

Se � que ela sabia do conceito de "relacionamento profissional" dele.

- As mulheres n�o sabem sempre? - A minha sabia.

- A tua n�o contratou um atirador. - At� agora, n�o...

Estivemos casados nove anos. N�o foi a primeira vez.

Eu disse-lhe para acabar com aquilo e foi o que o Harry fez.

Ela disse-nos que ele estava a juntar dinheiro para se divorciar.

Ele andava a mentir-lhe. Tudo mudou, depois do nascimento do Sam.

- O Harry queria ficar comigo. - E a senhora queria ficar com ele?

- Claro que sim! - Ent�o, estava tudo perfeito?

N�o entendo. Se o Harry tinha algum problema, n�o era no casamento.

- E tinha algum problema? - S� as consequ�ncias de tudo...

Do caso, de ter um beb�...

Andava cansado e falava em mudar de emprego. O que tem?

Era infeliz no trabalho? Disse-lhe o que o incomodava?

H� umas semanas, a meio da noite, ouvi-o na cozinha.

Estava a deitar fora a comida de beb� que tinha trazido da empresa.

Porqu�?

S� disse que n�o voltar�amos a dar daquela comida ao Sam.

Mandou-me comprar comida de outra marca.

O problema n�o est� na mulher.

O "tango horizontal" com a contabilista tinha acabado.

Mas andava � procura de outro emprego.

Para virar uma p�gina na vida.

Os magnatas da comida de beb� dizem que era feliz no trabalho,

mas a mulher diz que ele andava a enviar curricula

e nem queria produtos da empresa em casa.

L� por n�o gostar do trabalho, n�o quer dizer que deite fora os produtos.

Talvez se passasse algo com a comida de beb�.

Ou com a empresa. Talvez n�o quisesse a comida em casa

por lhe recordar os problemas no emprego.

Quando pensamos que o emprego n�o vai durar muito,

procuramos mudar de rumo.

Vamos dar uma vista de olhos nos registos. Vou tratar da intima��o.

Mandem os auditores do MP l�.

Parece que estavam numa situa��o cl�ssica de "aperto" inicial.

A comida de beb� estava a vender muito bem.

- Ent�o, estava a entrar dinheiro. - As coisas n�o funcionam bem assim.

H� que pagar os condimentos para produzir a comida,

meses antes de se receber o lucro das vendas.

Quanto mais se vende, maior � a necessidade de dinheiro.

Basta ir ao banco e mostrar os registos de vendas

e pedir um empr�stimo. - � dif�cil vender ideias novas.

A Miss Madsen tinha um empr�stimo de dois milh�es de d�lares,

mas teve de penhorar os bens pessoais, como garantia,

e de pagar um juro seis pontos percentuais acima da taxa m�dia.

- Foi um bom neg�cio para o banco. - Pelos vistos, n�o foi t�o bom assim.

Cancelaram o empr�stimo, h� seis meses.

BANCO NACIONAL TER�A-FEIRA, 21 DE ABRIL

Esforcei-me muito para obter um empr�stimo para a Ann Madsen,

mas o per�odo n�o nos era favor�vel.

O banco estava a ser pressionado para ajudar mulheres empres�rias.

Mas n�o estava a ser pressionado para manter essa ajuda?

Enfrentei a comiss�o de empr�stimos, durante meses, por causa deste caso.

A contabilidade dela estava desequilibrada, tecnicamente.

- Tivemos de cancelar o empr�stimo. - Desequilibrado? Faltava dinheiro?

N�o, nada disso.

O problema � que o invent�rio, juntamente com as potenciais receitas

estavam abaixo do perspectivado. Tentei salv�-lo, mas...

Deve ter gastado parte desses dois milh�es. Como pagou?

- Pediu um empr�stimo a outro banco? - Arranjou um s�cio novo.

O dinheiro deve ter vindo de algum lado.

Ela disse que o Steve Green era o novo s�cio?

N�o pergunt�mos.

Parece que estava a trabalhar sem meios de apoio financeiro aparentes.

Numa situa��o dessas, onde se v�o buscar dois milh�es de d�lares?

Certamente, n�o � � "Dona Branca" da vizinhan�a.

E porque ter� o director financeiro acabado com uma bala no cora��o?

Come�o a pensar que tens raz�o. Isto � tudo uma grande m�fia!

Acho que devemos fazer-lhes umas perguntas acerca dos investidores.

Depois de o Harry ter sido morto,

tent�mos encontrar alguma poss�vel liga��o � empresa.

Demos uma vista de olhos nos registos, antes de vo-los entregarmos

e estava tudo em ordem.

Ouvimos dizer que o Sr. Renkmeyer andava � procura de outro emprego.

N�o posso crer... ele ter-me-ia dito.

Porque n�o quereria ele que o filho comesse produtos da Nature's Way?

Levou umas embalagens da empresa... Talvez voc�s nos possam esclarecer.

O que tem isso que ver com ele ter sido morto?

O Sr. Renkmeyer trabalhava no departamento financeiro.

Deve ter feito um bom trabalho, pois, ap�s o cancelamento do empr�stimo,

conseguiram levar a empresa para a frente, sem dinheiro nenhum.

O Harry tratou disso, trazendo o Steve para a empresa,

Ele conseguiu um novo financiamento. Era parte da nossa sociedade.

Empenhei os meus bens. Acredito nesta empresa.

N�o havia nada a esse respeito, nos seus registos.

O financiamento veio de um grupo de investimentos de risco.

- Eles gostam de operar com discri��o. - Onde podemos encontr�-los?

Porqu�, detective? Tem alguma ideia para um produto novo?

Onde podemos encontr�-los?

Eu trato disso.

- N�o � propriamente Wall Street. - Nem "Little Italy".

N�o est� c� ningu�m, caro senhor. Tem de marcar uma reuni�o.

E com quem devo marcar essa reuni�o?

Deixem os vossos nomes, aqui, e eles contactar-vos-�o, sim?

- Minha senhora... n�o � assim. - Eu n�o sei de nada!

N�o me parece que esta gente seja grande concorr�ncia para o Citibank.

N�o admira que o Steve Green n�o quisesse falar deles.

Foi a s�cia dele que nos deu a morada.

CASA DE ANN MADSEN QUINTA-FEIRA, 23 DE ABRIL

Quando o Harry trouxe o Steve, salvou-me a vida.

Come�ar a ter de recusar encomendas que n�o conseguia satisfazer.

O banco ia tirar-me a casa que herdei da minha m�e.

Ia perder tudo! O Steve arranjou-me o capital de que precisava.

Acreditou que foram os Brooking que lhe concederam o empr�stimo?

Estava ocupada a promover comida de beb�. O Steve tratou de tudo.

- S� tive de assinar os pap�is. - Ent�o, confiou inteiramente nele?

� honesto, proactivo... Um filho de imigrantes, trabalhador.

O Steve Green? Imigrantes de onde? Scarsdale?

O nome verdadeiro dele � Sasha Gruskov. Nasceu na R�ssia.

- Que taxa de juro teve de pagar? - 25%.

� um ponto percentual abaixo da taxa imposta pelos agiotas.

- N�o achou um pouco alto? - Sim, mas n�o tinha alternativa.

Faz sentido que o Steven Green tenha mudado de nome.

Fam�lia Gruskov: extors�o, fraude com cart�es de cr�dito, prostitui��o.

A m�fia aprende com eles.

Para dinheiro da fam�lia Gruskov, 25% � claramente um favor para a fam�lia.

Emprestam dinheiro a 20% por semana.

E a "Miss Org�nica" n�o sabe com quem est� a lidar?

Talvez o Harry Renkmeyer soubesse. Meteu o Steve Green na empresa.

Aqui est� o relat�rio da impress�o digital.

Por ser parcial, recorremos ao sistema de identifica��o de impress�es digitais.

E ainda s� come�aram a inserir dados no computador.

Em que ponto estamos? Um milh�o j� est�, faltam seis?

Sorte a tua, terem come�ado pelos falhados.

Sorte a nossa, a impress�o pertencer a um deles.

Nikolai Rostov, de Brighton Beach. Agress�es e mais agress�es.

Brighton Beach... fam�lia Gruskov... achas que conhecia o Steve Green?

Vamos fazer-lhe uma visita... com mandado.

Isto n�o me agrada. Devia esperar por ele.

- N�o se preocupe com isso, est� bem? - O Nick deve ter um bom emprego!

Tem um Camaro!

A s�rio? Tem-no visto por aqui, ultimamente?

Claro, vi-o esta manh�.

Gosta de fatos de seda, para condizer com o Camaro.

Que bom para ele!

Sabem o que mais?

A julgar pelo gosto por muni��es...

... tamb�m gosta de balas de calibre 32.

Encontrei um casaco de farda. Material da Marinha.

N�o se mexa!

Das vadanya, Nickie! Est� preso.

Tem o direito ao sil�ncio. Se abdicar desse direito,

tudo o que disser ser� usado contra si em tribunal. Percebeu?

Nickie, esta � a especialidade da semana?

Processo n�mero 96522, povo versus Nikolai Rostov.

A acusa��o �: homic�dio simples.

Mata um homem, empurra-o para a frente de um cami�o...

J� vi muitos casos de exageros em homic�dios, mas isto � rid�culo!

Como se pronuncia?

- Inocente. - Aplica��o de fian�a?

O meu cliente � muito ligado � comunidade.

E a outra comunidade, 20 mil quil�metros daqui.

Sr. Dr. Juiz, o meu cliente � um cidad�o.

Diga l�: "Est� cansado, � pobre, � mau"...

- Dra. Kincaid? - Devido ao risco de fuga, Sr. Dr. Juiz...

Obrigado. Era isso que precisava de ouvir.

Concedo os direitos a este cidad�o. Fica detido, sem fian�a. Pr�ximo?

H� seis anos que o MP de Brooklyn pergunta se o Steven Green

far� parte desta fam�lia e agora apanh�mo-lo.

Apanh�mos o atirador!

E vamos us�-lo contra ele, at� fazer mortais!

O motivo est� claro?

Calcul�mos que o Harry Renkmeyer soubesse da comida adulterada

e tivesse ligado para o controlo de lactic�nios.

T�nhamos raz�o. A Nature's Way foi encerrada esta manh�.

O Renkmeyer podia ter dado cabo da empresa.

Dois milh�es de d�lares � um preju�zo significativo para os Gruskov.

Matar um homem por causa disso?

Certamente, tinham outros meios de persuas�o.

Os russos? Ao p� deles, os colombianos parecem a fam�lia Von Trapp.

Adam, os colombianos atacam-se entre si, os investidores de bancos tamb�m,

mas um atirador russo?

Espremam-no at� "deitar sumo". Apertem com ele.

SALA DE CONFER�NCIAS SEGUNDA-FEIRA, 11 DE MAIO

O meu cliente tem uma geladaria, em Brighton Beach.

- Uma fachada para a fam�lia Gruskov. - Tenho um neg�cio pr�prio. � meu!

Nick!

Ontem, fui dar uma volta pela cidade e vi a parada de testemunhas alinhada.

O meu cliente era a testemunha n�mero dois. A n�mero seis era muito popular!

Como dizem na faculdade de Direito, Larry:

"Testemunhas oculares s�o como a sobremesa.

S�o boas, mas desnecess�rias".

O Sr. Rostov deixou a impress�o digital numa c�psula de bala

e foi encontrada uma fibra do casaco dele debaixo das unhas da v�tima.

N�o falaram da bala encontrada na v�tima.

Conseguiram provar que foi disparada pela arma do meu cliente?

Parece que n�o...

E aposto que n�o conseguem fazer coincidir o ferimento com a c�psula.

- � muito dif�cil com uma 32, n�o �? - Continue a fazer malabarismos, doutor.

O seu cliente pode come�ar a contar 25 anos.

Sem motivo? Basta uma falha nas provas para ele sair em liberdade.

N�o tinha qualquer motivo para matar o Sr. Renkmeyer.

O Steven Green tinha um motivo. O dinheiro dos Gruskov.

V�o transformar isto num julgamento acerca da m�fia russa.

Nenhum juiz o permitir�!

Nem sequer poder�o encomendar "galinha � Kiev" para o almo�o.

Ent�o, em que ficamos? Querem fazer uma proposta? Por favor, fa�am-na.

Homic�dio privilegiado e o seu cliente aponta Steven Green

como autor moral do homic�dio de Harry Renkmeyer.

O senhor vai ser condenado, apesar dos "malabarismos" do seu advogado.

A prop�sito, quem paga os honor�rios do seu advogado?

Que interesses representa ele, realmente?

Nick, aconselho-o a voltar para a sua cela.

CONTROLO DO CRIME ORGANIZADO QUARTA-FEIRA, 27 DE MAIO

Pela altura em que o Nixon foi corrido da Casa Branca,

o pai do jovem Stevie levou um tiro e o mi�do foi para um col�gio, em Maine.

- E os primos montaram o neg�cio... - Sim.

E tem o sucesso suficiente para emprestar milh�es de d�lares ao Steve?

Actualmente, poderiam pagar a d�vida do Terceiro Mundo.

O que sabe acerca do atirador, o Rostov, no canto inferior esquerdo?

Este tipo, um primo, apanh�mo-lo em 1989, com um cami�o cheio de peles.

Apropria��o ind�bita, pela terceira vez. Entreg�mo-lo e ia depor.

Saiu sob fian�a. Quando o encontraram, tinha uma bala no cora��o.

- Disparada pelo Sr. Rostov... - Estamos convencidos disso.

E n�o foi a primeira vez.

Dois anos antes, t�nhamos uma testemunha, em Rikers,

na mesma altura em que estava l� o Joe Andreyev, outro amigo da fam�lia.

A testemunha caiu de um dos corredores superiores

e, se acreditarem nisso, apresento-vos a Fada dos Dentes.

- Ent�o e o Steven Green? - Mudou de nome, foi para Brooklyn,

tirou um mestrado em Gest�o e nunca mais olhou para tr�s!

- N�o est� dizer que tem a "folha limpa"? - N�o!

Fica bem, num fato caro, mas n�o consegue esconder a porcaria.

- Qu�o fi�veis s�o estas informa��es? - Eu acredito, o meu chefe tamb�m...

Convencer um j�ri...?

Talvez n�o possamos mencionar a m�fia russa,

sem uma liga��o melhor ao Rostov. - Mesmo assim, podemos conden�-lo.

Mas n�o nos permite meter o Steven Green na pris�o.

E a Ann Madsen? A Pol�cia est� convencida de que n�o est� envolvida.

Se n�o estiver envolvida, para que precisamos dela?

O que n�o lhe pareceu importante na altura pode s�-lo agora.

V� se consegues marcar um encontro com ela... hoje � noite.

N�o sabia. Pensava que a fam�lia do Steven era do ramo imobili�rio.

Sabia que eram russos de Brighton Beach.

Por favor, cresci em Westchester.

Para mim, Brighton Beach � o lugar de uma pe�a do Neil Simon.

� claro que conheci a fam�lia do Steven.

Sabia que n�o faziam compras na Brooks Brothers,

mas nunca pensei que fossem gangsters.

Alguma vez viu o Nikolai Rostov com o Steven Green?

Isto est� a assustar-me...

Miss Madsen?

Estava no escrit�rio do Steven, j� tarde...

... na noite antes de o Harry... ter sido alvejado.

Sabe porque o mataram.

A Pol�cia disse-lhe que ele n�o dava o seu produto ao pr�prio filho.

Uma semana antes de tudo acontecer,

o Harry disse que o Steven andava a comprar damascos da Pol�nia.

Estavam cheios de bolor.

Receava que os beb�s adoecessem ou morressem.

Amea�ou ir ao Governo. O Steve disse que n�o era verdade.

Ia falar com o Harry, garantir-lhe que n�o era verdade.

Uma semana depois, aparece morto.

N�o � uma coincid�ncia estranha?

Perguntei ao Steve, depois de a Pol�cia ter ido � empresa,

se ele tinha alguma coisa que ver com o caso,

e ele disse-me que eu era maluca, porque haveria de matar algu�m?

N�o sabia da fam�lia dele.

Quando prenderam este homem, vi a fotografia dele no jornal.

O Steve sabe que o vi no escrit�rio.

- � a liga��o de que precisamos. - Pode ligar o Steven Green ao atirador.

Sim, e eu posso ligar o meu barbeiro, de Broome Street,

a metade dos assassinos da cidade. Se um deles degolar algu�m,

n�o podemos provar que foi o barbeiro que o ordenou.

O que estava o Rostov a fazer no escrit�rio do Green?

A vender f�rias de Primavera no B�ltico?

N�o, a discutir gelados para beb�.

N�o t�m material suficiente para prender o Steven Green.

O j�ri pode chegar a uma dedu��o.

N�o pe�am ao j�ri que pense. O que eles querem � ouvi-lo!

Liguem o Green � fam�lia e o j�ri encontrar� um motivo.

APOSENTOS DA JU�ZA BARRY SEXTA-FEIRA, 5 DE JUNHO

O atirador, o arguido Rostov, nasceu em Minsk,

tal como o Sr. Green e o pai, o Sr. Ivan Gruskov.

O povo pretende condenar o meu cliente com base num dialecto comum?

Espere l�, Dr. Weaver.

L� porque a liga��o � ef�mera, quem nos garante que n�o � real?

Com o historial da fam�lia Gruskov

e o empr�stimo do Sr. Green � Nature's Way,

o povo vai provar por que raz�o o Sr. Rostov matou o Sr. Renkmeyer.

- Que �...? - Renkmeyer era uma amea�a

para um investimento da m�fia de dois milh�es de d�lares.

N�o h� a m�nima prova que ligue o meu cliente a uma alegada m�fia russa.

O Rostov � inquilino da fam�lia!

Bem como centenas de residentes do munic�pio de Brooklyn.

- Isso n�o faz dele um mercen�rio. - Que mais tem, Ben?

Uma s�rie de deten��es, na d�cada de 70...

Sim, os Gruskov foram implicados num caso de extors�o.

N�o o Steven Green, nem o meu cliente.

Sra. Dra. Ju�za, permitir isto � condenar por associa��o.

N�o foi por acaso que o seu cliente se encontrou com o Sr. Green

na noite anterior ao Renkmeyer ter sido alvejado.

Muito bem! Entendo que preciso de um motivo, Ben.

Se este fosse um caso de extors�o, tudo bem.

Se provasse que o Rostov trabalha para a fam�lia do Sr. Green, tudo bem.

Mas ligar isto a comida de beb�, com base num simples empr�stimo?

N�o haver� qualquer refer�ncia � m�fia russa, no julgamento do Rostov.

- Rid�culo! - Adam, n�o � de espantar.

Est� a ser muito literal.

A ju�za Barry cr� que devemos fornecer uma bela indument�ria aos r�us

para que o j�ri n�o seja influenciado.

Talvez devamos esquecer a ideia de apanhar o Steven Green.

Metemos o assassino na pris�o e ele arranja outro...

Que se lixem os ramos! Vamos cortar a �rvore!

O assassino recusou o acordo.

N�o quero nada abaixo de homic�dio privilegiado.

O que disse aquele pol�cia acerca dos delatores?

Os que entregaram os Gruskov?

Estes senhores s�o Marshals federais.

Est�o aqui para lhe oferecer protec��o.

N�o digo nada acerca do Steven Green.

- Acha que sobrevive � pris�o? - Ele � resistente. Sempre foi.

Sr. Rostov, este � o documento da transfer�ncia do Sr. Joseph Andreyev.

Foi transferido para aqui, para Rikers, de Attica.

Pediram a transfer�ncia dele?! Trouxeram-no para aqui?

O Sr. Andreyev matou a testemunha contra a sua fam�lia, h� dois anos.

Imagine que ele est� no p�tio, consigo, e que tem uma faca...

Isto � coer��o!

Podemos transferi-lo para uma pris�o federal de alta seguran�a...

- Se colaborar. - Ou pode ficar aqui.

A proposta vai de oito anos e quatro meses a vinte cinco anos...

... e diz-nos quem encomendou o homic�dio.

Ele n�o tem nada a dizer. J� chega. Acabou-se!

Sr. Rostov, sabe o que acontece a quem preocupa os Gruskov.

Sabe o que aconteceu h� dois anos. Aconteceu o mesmo em 1989.

- Meus senhores... - Espere!

Nick...

Digo-lhe o que quer saber.

O Steve Green � capaz de j� ter sa�do da cidade.

Para a Costa Rica, talvez...

O surf e a areia n�o parecem fazer o g�nero dele.

Talvez um s�tio mais frio, onde possa esquiar.

Um s�tio mais frio, onde possa fazer placas de matr�cula.

Ali est� ele!

Sasha Gruskov, est� preso pelo homic�dio de Henry Renkmeyer.

- Chamo-me Steven Green. - N�o deixa de estar preso.

Tem o direito ao sil�ncio. Se abdicar desse direito,

tudo o que disser ser� usado contra si em tribunal. Percebeu?

Tem direito a um advogado...

O Steven Green vai passar o 60.� anivers�rio numa cela.

- H� a� algum rancor, Ben? - Para ser sincero, sim.

- Ossos do of�cio. - Ben?

A Ann Madsen est� c�. � melhor ires falar com ela.

O meu telefone tocou �s onze horas, ao meio-dia e � uma hora,

sempre � hora certa. Ningu�m respondia, do outro lado.

- Vamos coloc�-la sob protec��o. - Meti-me num t�xi, para vir aqui

e algu�m apontou-me uma lanterna � cara.

Ficar� num programa de protec��o de testemunhas, tiramo-la da cidade...

Como souberam que estive aqui? Fiz tudo o que podia, ao falar convosco.

- N�o posso depor contra o Steve. - Miss Madsen, ou�a com aten��o...

Tem de sair de Nova Iorque, aconte�a o que acontecer.

Encare a realidade: a sua vida n�o voltar� a ser como era.

- N�o me fa�am isto. - Um homem est� morto.

Tinha mulher e um filho e, a menos que tenha mudado de ideias, era seu amigo.

Por favor, � claro que eu gostava do Harry,

mas, agora que sei quem o Steve e a fam�lia s�o, como posso depor?

Se se recusar a depor, ser� indiciada por obstru��o � Justi�a.

- Por favor! - Miss Madsen,

quem se mete com o Diabo, pensa que pode escapar.

N�o pode!

Era s� comida de beb�!

Meu Deus, como cheguei a esta situa��o?

Coagiu uma testemunha. A deten��o de Steven Green � uma farsa.

- O que fez, Ben? - Diga-lhe.

- Larry, tamb�m estava l�! - Dr. Packard, tamb�m sei falar.

Deixe-me fazer as perguntas!

- Ben? - Sim, Sra. Dra. Ju�za,

pedi a transfer�ncia de um prisioneiro.

Para que o cliente dele se sentisse amea�ado?

Se o cliente dele n�o tivesse nada a esconder,

n�o tinha porque se preocupar.

� uma quest�o de sem�ntica? Disse-lhe que seria esfaqueado no p�tio!

Sugeri isso e o senhor disse que eu estava a fazer bluff.

Vai permitir que avancem com o processo contra o Steven Green?

Isto � um esc�ndalo!

� uma situa��o limite,

mas o Sr. Rostov sentiu-se amea�ado, fosse a amea�a real ou n�o.

A decis�o � dele.

Vamos para julgamento.

SUPREMO TRIBUNAL QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO

A nossa equipa foi analisar o local, depois de receber o vosso telefonema.

O que encontrou o Departamento de Agricultura?

Os inspectores que foram � Nature's Way enviaram amostras de 16 lotes

para o nosso laborat�rio em Washington,

dos quais, doze continham comida estragada.

E que medidas tomou o Departamento?

Obtivemos uma ordem do Governo, para encerrar a linha de produ��o.

Sabem em que data foram processados os lotes estragados?

Sim, na semana de 10 de Mar�o do corrente ano.

Foi nessa semana que o Sr. Renkmeyer morreu, certo?

Protesto!

Indeferido.

Sim, foi nessa semana.

Se tivessem encontrado os lotes estragados nessa altura, em Mar�o,

o que teriam feito? - Precisamente o mesmo.

Ter�amos encerrado a empresa.

O Steve tinha outros neg�cios. Recebia muitas visitas no escrit�rio.

Alguma vez teve a oportunidade de ver essas pessoas?

Por vezes, via-as, mas nunca me foram apresentadas.

Alegou que, ap�s a morte do Sr. Renkmeyer,

viu a fotografia do alegado homicida no jornal.

Antes disso, alguma vez tinha visto o Nikolai Rostov?

N�o.

- Miss Madsen... - Vi a fotografia dele no jornal.

- Nunca o tinha visto antes. - Pense bem no que vai responder.

Lembra-se de me ter dito que tinha visto o Nikolai Rostov?

- Protesto! A testemunha j� respondeu. - Deferido.

Sra. Dra. Ju�za, pe�o um breve intervalo.

Preciso de falar com a minha testemunha.

- Alguma oposi��o, Dr. Packard. - N�o, de modo algum, Sra. Dra. Ju�za.

- N�o tenho de falar consigo. - Sugiro-lhe que o fa�a.

- Quer ir presa, para proteg�-los? - � melhor do que morrer.

Est� t�o bem protegida quanto poss�vel! Eles nem conseguem chegar perto de si!

Hoje, talvez n�o, mas para onde me v�o mandar?

Para o Kansas? Para o Iowa? H�o-de encontrar-me.

Miss Madsen, ou diz a verdade ou processo-a.

Lamento, Dr. Stone, fiz tudo o que estava ao meu alcance.

Agente, a acusa��o � perj�rio. Leve-a para a 5� Esquadra.

Um momento, agente!

Ben, tens a certeza de que queres fazer isto? N�o vai faz�-la mudar de ideias.

Agente, leve-a.

- N�o me venhas dizer que tinha de ser. - Ela perjurou e deu cabo do caso!

� essa a quest�o?

Ou ser� o facto de teres feito m� figura em frente ao j�ri?

� perj�rio!

Quantos casos de perj�rio tivemos no ano passado?

Mentiu! Sem o depoimento dela n�o temos motivo, nem liga��o ao Green,

nem corrobora��o do depoimento do Rostov.

No ano passado, tivemos quatro casos de perj�rio.

E s� o fizemos a criminosos, n�o a cidad�os inocentes.

Se mentir, deixa de ser inocente e eles n�o ser�o presos!

Est�s preparado para depor contra ela, em frente a um juiz?

- A palavra dela contra a tua? - E a da Claire.

Queres mesmo processar a Ann Madsen!

Se tiver de ser... mas, talvez algumas noites em Rikers...

... a fa�am mudar de ideias.

SUPREMO TRIBUNAL SEXTA-FEIRA, 26 DE JUNHO

Foi contratado para matar o Sr. Renkmeyer?

Contratado financeiramente? N�o. Digamos que me pediram para faz�-lo.

- Quem lho pediu? - O Steve Green.

Pediu-lhe que cometesse um homic�dio e n�o lhe ia pagar?

- Porqu�? - A fam�lia do Steve...

- Quando pedem... - Protesto!

- Podemos aproximar-nos? - Aproximem-se.

A Dra. Ju�za tinha decidido que n�o se falava nisto.

Sra. Dra. Ju�za,

a forma como a testemunha foi compensada pelo arguido � relevante.

Acabou de dizer que n�o foi compensado.

- Por ser membro da fam�lia Gruskov. - Isto n�o leva a lado nenhum, Ben.

- Sabe disso. - A testemunha s� fala daquilo que sabe.

Porque o fez, quem lhe deu instru��es.

Est� a ligar a testemunha ao arguido, atrav�s da fam�lia.

J� lhe disse, pode influenciar o j�ri e n�o vou permiti-lo.

Dra. Ju�za, aqui para n�s, essa decis�o levou-me a processar uma mulher

que cometeu perj�rio, temendo pela pr�pria vida.

O que quer que lhe aconte�a

� tanto da sua responsabilidade, quanto da minha.

Excep��o registada, doutor. Voltem para os vossos lugares.

Sr. Rostov, quem lhe ordenou que cometesse este homic�dio?

O Steve Green.

Disse-lhe a raz�o por que queria o Harry Renkmeyer morto?

Ele ia falar. N�o sei sobre o qu�.

N�o tenho mais perguntas.

Sra. Dra. Ju�za, posso ser ouvido nos seus aposentos?

Uma mo��o para anular o depoimento � prematura!

Tenho de considerar, Ben.

O povo s� concluiu que o Sr. Rostov � o assassino.

N�o h� qualquer prova que ligue o meu cliente ao assass�nio.

Ben, se esta � a sua �ltima testemunha, lamento.

Os estatutos s�o claros.

N�o podemos condenar com base apenas no depoimento de um c�mplice.

Sra. Dra. ju�za, como bem sabe, a outra testemunha que eu tinha

n�o quer depor por ter sido amea�ada.

Est� a insinuar que ameacei uma testemunha?

- N�o estou a insinuar nada, doutor! - Ben!

- Tenho de tomar uma decis�o. - Ainda n�o desisti, Sra. Dra. Ju�za.

Tem at� amanh� de manh�. Se, at� l�, n�o tiver nada, concedo a mo��o.

N�o posso.

- Ent�o, vamos ter de process�-la. - Ent�o, Ben. N�o posso crer.

Vai mand�-la um ano para a pris�o?

A pena por conspira��o de homic�dio vai de 25 anos a pris�o perp�tua.

- N�o se atreveria. - Isto � de loucos!

- N�o tive nada que ver com isso! - Quem me garante? A senhora?

Est� a proteger o Sr. Green ou a si mesma?

N�o acredita nisso. Est� s� a tentar assustar-me.

N�o h� provas que liguem a minha cliente � morte do Harry Renkmeyer.

Se estiver inocente e n�o o fizer, continuar�o a matar.

Mataram o Harry Renkmeyer e mat�-la-�o a si.

- Se n�o prestar depoimento, n�o. - A s�rio?

Poder� ir ao cinema, sem olhar por cima do ombro?

Poder� ficar descansada, quando um filho seu for para a escola?

Se prestar depoimento, arranjamos-lhe uma identidade nova,

se n�o o fizer, estar� por sua conta.

N�o sou pol�cia, n�o sou do MP... Isso n�o me compete!

N�o pode fazer isso, pode?

N�o tenho de fazer isto!

N�o lhe minta.

Ann, sou funcion�ria do tribunal e compreendo o que quer fazer,

mas n�o � correcto da minha parte dizer-lhe que � correcto.

� uma cidad�, testemunha de um crime.

- Se n�o o fizer, o sistema n�o funciona. - Quero l� saber do sistema!

Admito que devia ter desconfiado do Steve Green, mas n�o mere�o isto.

Cometi um erro, s� isso.

Um erro, est� a cometer ao n�o contar a verdade.

Acreditava que podia tornar-me empres�ria, criar um produto decente

e fazer do mundo um lugar melhor.

Talvez tenha sido ing�nua, mas acreditava nisso.

Quando percebeu que o Sr. Green n�o partilhava dos seus valores,

o que fez?

Disse-lhe que n�o t�nhamos de poupar, arriscando a sa�de das crian�as.

Disse-lhe que o Harry Renkmeyer estava certo.

- E o que lhe disse ele? - Disse que discutiria isso com o Harry

e que tudo correria bem.

Ouvimos o Sr. Nikolai Rostov afirmar ter matado o Harry Renkmeyer.

Anteriormente, disse que nunca tinha visto o Sr. Rostov pessoalmente...

Disse, mas menti.

Porqu�?

Temi pela minha vida.

Importa-se de dizer ao Tribunal, agora, se alguma vez viu o Sr. Rostov,

antes de ver a fotografia no jornal?

Sim, vi.

Por favor, diga-nos onde e quando?

No escrit�rio do Sr. Green...

... pouco depois das 23h, na noite que antecedeu a morte do Harry.

Obrigado.

SUPREMO TRIBUNAL QUINTA-FEIRA, 6 DE JULHO

No julgamento que op�e o povo a Steven Green,

com a acusa��o �nica de homic�dio simples,

o j�ri chegou a um veredicto?

Cheg�mos sim, Sra. Dra. Ju�za. Consideramos o arguido culpado.

O j�ri est� dispensado, com os agradecimentos do Tribunal.

O arguido dever� ficar detido, at� que seja proferida a senten�a.

Est� encerrada a audi�ncia.

Ben?

Estavam a transferir a Ann Madsen de casa. Levou um tiro, em plena rua.

Rodeada por pol�cias?

Alvejaram o tipo que a matou. N�o tinha identifica��o.

Ainda n�o sabem... quem �.

E ela nem resistiu at� chegar ao hospital.

Conhecendo-te como conhe�o, Ben, n�o tinhas alternativa.

Nunca pensei que me entregasses uma carta de demiss�o.

Pensei que fosses ficar por c� muito mais tempo do que eu.

N�o �... inteiramente por sua causa.

� simp�tico da tua parte. Obrigado.

O Steven Green apresentou recurso.

- Com base em qu�? - Coer��o da testemunha Ann Madsen.

Tendo em conta que a testemunha est� morta,

o tribunal do recurso vai achar piada.

Pedi � Claire que me ajudasse a acelerar os casos pendentes.

Ela vai ficar bem.

E tu?

Comigo, est� tudo cristalino.

ESTA HIST�RIA � FICT�CIA.

Tradu��o e Legendagem Fernando Fernandes / CRISTBET, Lda.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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