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Ser moderno � estar em um ambiente que nos promete aventura, poder...
...divers�o, crescimento, transforma��o de n�s e do mundo...
...e que de uma vez amea�a destruindo tudo o que temos...
...tudo o que sabemos e tudo o que somos.
Marshall Berman, Todo o S�lido Derrete-se no Ar...
...meu Deus...
...nos conceda a vis�o de nossa cidade...
...qu�o belo �.
Uma cidade de justi�a onde nenhum viver� do outro.
Uma cidade de abund�ncia...
...onde o v�cio e a pobreza deixem de existir.
Uma cidade de irmandade...
...onde todo o �xito estar� baseado em servir.
E a honra ser� dada s� ao homem nobre.
Uma cidade de paz...
...onde a ordem n�o se apoiar� na for�a...
...a n�o ser no amor de todos pela cidade.
A grande progenitora da luz e o bem comuns.
N�o vejo isto como a hist�ria de um grupo pop.
Vejo isto como a hist�ria de uma cidade...
...que uma vez foi brilhante, audaz...
...e revolucion�rio.
E ent�o, de repente, 30 anos depois...
...volta a ser brilhante e revolucion�ria novamente.
No cora��o desta transforma��o...
...h� uns quantos grupos, e um em particular.
V� mais atr�s no tempo.
Mais atr�s no tempo... >
...para outras lembran�as.
O tempo, v�?
...5, 4, 3, 2, 1.
Lembran�a muita bem como era Manchester em meados dos '70.>
Era como um fragmento de hist�ria que tinha sido eyectado.
Este foi o centro hist�rico do mundo moderno.
Inventamos a Revolu��o Industrial nesta cidade.
E embora o fizemos, tamb�m inventamos estas condi��es.
Realmente era imunda e suja.
Uma cidade suja e velha.
Sempre procurava formosura porque era um lugar muito feio.
A n�vel subconsciente.
N�o vi uma �rvore at� que tinha 9 anos.
Aqui est�o seus p�tios de jogos.
Os alpendres e revestir...
...e para qualquer uso que queiram Ihe dar.
S� haviam f�bricas e nada era belo.
Eu gosto disso!
Lembran�a a primeira que fui ao Manchester...
...haviam casas unidas de extremo a extremo.
A seguinte vez que fui s� havia uma pilha de escombros.
Quando fui depois via edif�cios em constru��o.
E logo quando um era adolescente...
...havia uma grande fortaleza de concreto...
...que era futurista para esse ent�o.
E logo chegou o c�ncer do concreto...
...e se v� horr�vel.
Nasci em 1956.
Vivi na casa de meus av�s.
Estavam acostumados a falar da guerra todo o tempo.
A hist�ria de meus av�s foi bombardeada. A casa desapareceu.
Lembran�a que t�nhamos um quarto cheio de m�scaras antig�s...
...cascos de metal, bandeiras brit�nicas...
...equipes de r�dio e outras costure para a guerra.
Estou na escola Bernardine do Salford.
Quando t�nhamos 11 anos, davam-Ihe menos tempo por homic�dio.
Suponho que ao viver no Salford n�o foi ningu�m.
N�o tinha muita op��o de progredir no mundo. >
S� servia para trabalhar nas f�bricas.
Pass�vamos o tempo juntos.
Suponho que diria que fomos meninos normais e tolos.
Tinha milhares de distra��es...
...enquanto estava trabalhando. Era ler o peri�dico da tarde.
Lia os an�ncios e os avisos classificados.
Procurava algo interessante.
"Os Sex Pistols. 50p. Lesser Free Trade Hall".
De onde vamos?
Manchester.
Ao diabo com isso.
Sua banda � uma porcaria.
...4 de Junho de 1976. Concerto de Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall...
...Grava��o pirata som e v�deo...
...Acredito que foi horr�vel. Era como um choque de autom�vel.
"Meu deus, jamais vi nada parecido em minha vida.
Vi a muitos grupos. Deep Purple, Led Zeppelin.
Mas jamais vi algo t�o ca�tico ou emocionante.
E � rebelde.
Assim me senti.
S� queria romper tudo.
Era um esc�ndalo. Pensava, "Eu posso fazer isso.
Eu posso fazer isso".
Essa noite formamos uma banda e logo formamos um grupo.
� f�cil.
"Formamos um grupo". Todo o resto � dif�cil.
fomos ver o segundo concerto dos Sex Pistols...
...onde os Buzzcocks tocaram antes.
E ent�o est�vamos nisso.
Tivemos uma reuni�o com eles na sextas-feiras na noite...
...porque disseram, "N�s gostamos dessa banda, mas necessitamos ajuda".
Porque v�amos que como o punk abrangia tudo...
...necessit�vamos a melhor gente parecida que pud�ssemos ter...
...para que fora uma inquieta��o crescente.
Pusemos um an�ncio para um baterista e cantor.
Um mo�o chamou. E n�o soava demente.
Lhe perguntei como se chamava. Disse-me "Ian".
Disse que era Ian Curtis.
Pinjente, "V�".
Haviam dois mo�os chamados "os dois Ian".
Pusemos um aviso para um cantor e Ian respondeu. Vimo-nos em um bar.
Ao olh�-lo pensava...
"Seu aspecto d� temor". Cal�as de couro.
Jaqueta de combate com "�dio" escrito atr�s.
A gente se perguntava quem era.
Era perigoso fazer isso no Manchester dos '70.
"Os dois Ian. Conhecemo-los no concerto dos Clash o outro dia".
Me estava ficando sem ideais punk ao estar casado.
Disse, "Eu estou casado".
� muito simp�tico. Pensei, "N�o importa".
"Sim, esse sou eu.
"Sim, sim. Muito bem. O posto � teu".
Tudo foi por telefone.
Febrero 2007 Casa de Ian y Deborah Curtis...
...Preparamos o quarto triangular para a composi��o das obras do Ian.
Ele pintou as paredes celeste, o tapete era azul...
...o sof� era azul ao igual �s cortinas.
O primeiro material que escrevemos...
...foi uma c�pia do punk.
Copiamo-lo e o fizemos completamente mal.
Vete ao diabo.
Tolices.
Realmente � horr�vel.
Horr�veis. Can��es horr�veis.
"Busca-se baterista para a banda local Warsaw.
Chama por telefone".
Esperava a um velho e tolo punk.
Ian era muito suave, muito falador.
...O primeiro concerto que fiz com eles...
...foi no Electric Circus.
O Electric Circus foi um dos lugares...
...que rendemos...
...de hippies desconcertados em suas noites tranq�ilas...
...para p�r em cena punk rock emergente.
por que vem ao Electric Circus?
Porque � o melhor lugar onde est�o as melhores bandas punk.
Tem um grande ambiente.
- Parece que logo saiu do Risley. - N�o ir� ver o.
Garrafas para sif�es de pl�stico.
Quero que fa�am algo por mim.
me olhem. N�o sou nada.
� o que o punk faz.
Pode ir e te divertir.
Saltar e te deixar levar. por que n�o?
Se converteu em um clube punk...
...e uma parte muito importante de toda a paisagem.
E de repente nos despedimos dele...
...em uma festa emotiva...
...que infelizmente foi gravada pelo Virgin Records.
Se esqueceram do Rudolf Hess?
Y... sim, Warsaw.
Recordavam ao Rudolf Hess e todas essas tolices.
Quando acontecia algo assim...
...os que est�vamos envoltos...
...n�o duvidamos por um momento que n�o era nada dif�cil.
S� confiava nos instintos da gente, e n�o era dif�cil.
Warsaw At ao Later Date Em vivo no Electric Circus...
...Algu�m no trabalho me deu um par de livros.
Um se chamava Casa de Bonecas.
Sabia que era sobre os Nazistas, mas n�o o li.
Simplesmente o folheei.
Era o prost�bulo aonde foram os soldados...
...e pensei que era um livro de mau gosto.
�... bastante punk.
E a todos aos que os pinjente o nome disseram que era um grande nome.
Sonha muito ordenado, mas parece que todos chegaram...
...quando tiveram o nome.
Era como Roxy Music o Velvet Underground.
Sabia imediatamente desde esse momento que era um desses nomes.
Nesta etapa quando fizemos nosso primeiro disco...
...An Ideal for Living...
...s� fizemos esta m�sica e quisemos que a gente a ouvisse.
Era uma �tica punk de "voc� fa�a-o mesmo".
Independ�ncia.
Esquecer-se dos grandes selos. S� o pequenos.
Ind�strias artesanais.
Ian pediu um empr�stimo ao banco para comprar m�veis de comil�o...
...e pudemos juntar 400 libras para a grava��o do An Ideal for Living.
O empr�stimo se tirou de nossa conta banc�ria mancomunada.
Me tinha esquecido que Ian se emprestou o dinheiro.
Se eu o fizesse agora, minha esposa me mataria.
Como nos sa�mos com a nossa ent�o...
...� de n�o acreditar.
Assim que o gravamos.
O ouvimos no estudo. Cre�mos que soava grandioso.
Um par de semanas depois obtivemos o vinil...
�do An Ideal for Living Desenhei a carranca.
Sabia o que fazer. Lev�-lo ao Pips, o clube onde �amos.
Fomos at� o DJ. "Toca nosso disco,
Somos n�s".
Disse, "N�o, v�o-se ao diabo.
"N�o, vamos. Faz anos que vamos".
A gente em a pista de baile.
O p�s e escutaram-no.
E a prensagem era t�o m� que estava completamente apagado.
Era t�o silencioso que era de n�o acreditar.
Limpou a pista de baile.
Todos... todos afastaram-se.
Retirou-o a metade de can��o.
Dissemos, "Maldi��o, o que temos feito?
N�o tocamos em concertos durante 6 meses.
Ningu�m nos dava um concerto como Joy Divison.
Foi muito dif�cil.
Pensavam que fomos vagos, e o fomos.
Nos fazia ensaiar e ensaiar...
...e escrever e escrever at� faz�-lo bem.
Assim se consegu�amos um concerto, os demonstrar�amos.
Est�vamos acostumados a ensaiar duas vezes � semana.
Nessas tr�s ou duas horas sempre sa�a uma can��o.
T�nhamos um piso enorme de uma f�brica para n�s.
E est�vamos acostumados a juntar tudo o lixo...
...em um extremo da habita��o. Prend�amo-Ihe fogo para nos esquentar.
Lugares que j� n�o existem Salas de ensaio TJ Davidson...
...Est�vamos sozinhos em nossa pr�pria ilha.
Nos asseguramos do que est�vamos fazendo soasse bem.
N�o emprestei aten��o ao que os outros faziam.
Quando tocava devagar, n�o ouvia nada. Ao tocar forte, distinguia-o.
O amplificador do Barney estava muito alto.
Ian te obrigava a tocar alto.
Dizia, "Isso soa bem quando toca alto.
Barney toca o viol�o. Trabalhemos nisso. Isso soa distintivo".
Um acidente feliz como esse deu-nos nosso som.
Ian era uma caixa de palavras.
Tir�vamos algumas palavras e cant�vamos. J� as t�nhamos...
...porque em sua casa escrevia todas as noites.
Haviam uma luta de bandas para as bandas jovens...
...que logo come�avam.
Lugares que j� n�o existem Rafters...
...Paul Morley estava ali, em uma banda.
Kevin Cummins estava em sua banda.
Acredito que Richard Boon tamb�m.
Era como a Banda do Joe e era divertida.
Todos, incluindo ao Joy Division...
...que resultou ser... Ganharam...
...como um prot�tipo estranho de Fator X.
vez vi o outro lado do Ian.
� muito homem muito agrad�vel, am�vel e inteligente.
Mas se n�o obtinha o que queria ao ser assim...
...podia explorar em um frenesi.
Em uma coisa fren�tica. Quando n�o obtinha o que queria...
...o recuero chutar a porta de seu vestidor...
...e dirigir-se ao Paul Morley e Kevin Cummins. "Voc� n�o te apresentar�.
"N�o te apresentar� ou Ihe mataremos.
Se o faz, esmagaremo-Ihe".
Nos vamos apresentar.
Ian tinha ido cedo na noite...
...para queixar-se com o Tony Wilson. Chamou-o "cadela".
"� uma cadela".
Tony disse, "Bom, por que? o que tenho feito, carinho?
"N�o nos por� em seu programa de televis�o".
N�o Ihe respondi, mas lembran�a ter pensado...
"Voc� � o seguinte na lista, maldito idiota".
Passei muitos dias pensando como Ihe explicaria �s pessoas...
...qu�o valente era isto. Como este homem de repente se envolveu.
Informa Tony Wilson.
A Autoridade Sanit�ria de Lamberton-Lewisham...
...� a maior do pa�s.
Bem-vindos ao circo.
Era como ver um extraterrestre com tent�culos e oito olhos.
Quando conheci o Tony Wilson parecia ser de outro planeta.
Estava no mundo do espet�culo. Era uma estrela.
Tony tinha Sou it Goes...
...um dos �nicos programas que defendeu ao punk e � new wave.
E isso foi maravilhoso.
E extra�amente uma defesa dentro do "establishment".
N�o h� nada mais estabelecido, sobre tudo para os jovens, que a TV.
Cada duas bandas essa noite no Rafters...
...subiu ao cen�rio porque queriam estar no cen�rio.
Queriam ser estrelas do rock e estar no neg�cio da m�sica.
Mas eles subiram ao cen�rio porque n�o tiveram outra op��o.
Lembran�a que estava em uma cabine Telef�nica...
�no Spring Gardens no Manchester, junto ao escrit�rio postal.
Tocaram na cabine. Abri a porta. "Sim?"
Estava este homem. Era Rob Gretton.
Conhecia o Rob Gretton porque era um dos DJs no Rafter.
Tenho este quadro na mente. Ainda o posso ver...
...me falando est�ticamente...
...sobre o maravilhosos que eram...
...e que era a melhor banda que tinha visto em sua vida.
Ele os ia dirigir...
...e os la levar a todo tipo de lugares dif�ceis de imaginar.
Uma das primeiras coisas que Rob Gretton fez quando chegou...
...foi deter o disco que t�nhamos feito.
Disse, "Desfa�am-se dessa maldita capa.
"Todos acreditam que est�o loucos. dela desfa�am-se.
"De quem foi a id�ia?
"Faremos uma capa nova e a imprensaremos em 12 polegadas...
...assim soar� forte".
E o fez.
O tocamos e dissemos que tinha raz�o.
Soava fant�stico.
Cadernos do Rob Gretton...
...Quando era DJ, estava acostumado a tocar m�sica soul.
Mas sua ideologia era realmente punk.
Conhecemos um mo�o chamado Richard Searling do RCA Records.
Ian era um visitante regular aos escrit�rios do RCA.
A raz�o principal � que adorava ao Iggy Pop.
E eles queriam uma banda punk.
Uma banda punk.
Eu n�o conhecia ningu�m...
...salvo que Ian tinha uma banda.
Queria que fiz�ssemos uma vers�o...
...deste disco de soul chamado Keep On Keeping On.
Quando a tocou foi bastante impressionante.
H� uma melodia forte de guitarra.
At� o engenheiro deve ser muito bom.
Lembran�a que sempre queria que Ian soasse como James Brown.
Dizia-Ihe que cantasse como James Brown.
Tomou uma garrafa de whiskey e Ihe servia whiskey...
...e Ihe dizia que o fizesse como James Brown.
"N�o � a forma"..
ficou furioso e ficou a uivar como um c�o.
Decidimos que era melhor lev�-lo a casa.
...3-4 de Maio de 1978 Sess�es do RCA canceladas...
...Caminhei pelos limites Da cidade...
...Atra�do por una fuerza Dentro de ella...
...� volta da esquina Onde havia um profeta...
...Uma cerca alambrada Onde os meninos jogavam...
...O punk te permitia dizer "Vete ao diabo".
Mas de algum jeito, n�o podia avan�ar.
S� era uma simples...
...frase de f�ria de duas s�labas venenosas...
...que era necess�ria para voltar a acender o rock'n'roll.
Mas cedo ou tarde...
...algu�m quereria dizer mais que "vete ao diabo".
Algu�m quereria dizer "estou arruinado".
E foi Joy Division a primeira banda em faz�-lo.
Usar a energia e a simplicidade do punk...
...para expressar emo��es mais complexas.
Este � o programa que antes Ihes trouxe...
...a primeira apari��o televisiva dos Beatles aos Buzzcocks.
Queremos mant�-los informados...
...dos novo sons interessantes do noroeste.
Eles, Joy Division, s�o o som mais extremo que encontramos...
...nestes seis meses. S�o uma banda do Manchester...
...com exce��o do Guitarrista que � do Salford.
chamam-se Joy Division.
Tocar�o Shadowplay.
Shadowplay meio doido em Granada Reports, Granada TV
Tony Wilson e Alan Erasmus abrem o clube Factory para bandas locais...
...Lugares que j� n�o existem Factory...
...Quando come�amos no Factory...
...sempre havia um vazio que eram as bandas.
Logo n�o havia nada...
...e depois haviam algumas pessoas...
...que espreitavam. A segunda vez...
...este vazio se fazia cada vez mais estreito...
...e ao final algum at� dan�ava.
"J� temos uma audi�ncia".
Lembran�a que era assombroso.
Era incrivelmente bom.
Senti-me sobressaltado por algu�m que conhecia.
Ian estava ali e come�ou assim.
Era do tipo do C�sar...
...e era de outro mundo.
Pensava, "Este � Ian, que o compra flores a sua esposa".
E estava em o cen�rio e era...
...era completamente inspirador e hipn�tico.
Me deixei levar completamente.
Uma era atra�da.
Funcionava como um sortil�gio.
Foi atra�da ao momento.
Era uma banda interessante ent�o...
...porque estavam informados pelo passado...
...mas tamb�m uma era levada a um momento do presente com eles.
O tempo se detinha.
Eram absolutamente sensacionais. N�o podia acredit�-lo.
Me p�e a pele de galinha ao record�-lo.
Mas n�o em minha cabe�a, em meu est�mago.
Isto me agarrou aqui.
...Originalmente far�amos s� duas can��es.
E logo far�amos um curta-metragem...
...sobre o que ocorria no Manchester com o Anderton.
Era um chefe de pol�cia vociferante de ultra direita.
Acreditava que falava com Deus todas as noites.
Acreditava que Deus enviava-Ihe mensagens.
E se sentia realmente amea�ador.
Sent�amos que era um mau press�gio.
Se sentia que havia porcaria no caminho.
ESGOTOS ANTIGOS DESMORONAM-se
Os esgotos estavam rebalsando.
Uma grande met�fora para o que ocorria.
E logo tinha ao sempre presente Factory...
...criando esta sociedade consumista fascista.
E logo fomos ao sentimento subterr�neo...
...das salas de ensaio...
...onde � quase um grupo de resist�ncia.
de nos fazer conhecer.
...atrav�s de nossa cultura.
Quando Tony se sentou com o Alan e comigo...
...no Natal do '78...
...e disse...
"Acredito que podemos fazer um disco do clube...
...para as bandas que ainda n�o t�m um contrato".
Isto era...
...incrivelmente emocionante.
de repente tivemos um produtor chamado Martin Hannet.
Martin Hannet entrevistado pelo Jon Savage...
...Eram um presente para um produtor.
por que?
- Porque n�o tinham id�ia. - Bem.
Posso fazer muito com poucas coisas para eles.
E n�o brigavam ou discutiam ou perguntavam por que.
O que foi o primeiro que fez?
A Mostra Factory. chamou-se Digital.
Foi enviado do c�u.
A letra de Digital...
...na verdade era digital.
Uma e outra vez. Todos os dias, todo o tempo.
E trocam.
Tamb�m estava, de algum jeito, extra�amente relacionado...
...com a imagem mesma do Curtis...
...que como agora sabemos, � bipolar.
Por um lado temos ao mo�o...
...que vai ao bar com seus amigos...
...para divertir-se.
Por outro lado, temos ao esteta que l� poesia...
...que se empapa de todo tipo de id�ias pomposas...
...e que ser� um her�i rom�ntico e estrela do pop.
Olhe diretamente � c�mara...
...enquanto fuma. S�o os olhos...
...a transpar�ncia de seus olhos que olham � c�mara...
...que faz que a gente se perturbe.
...17, 18, 19.
...20 e 21. Estamos chegando.
Uma era em silhueta e havia uma...
...quando sa�ram do corredor. Obtivemos uns m�rgenes.
Para ent�o, j� havia tomado 2/3 do cilindro do filme.
Estou consciente do fato que n�o pensei que tinha algo.
Caminhei pela ponte e me estavam esperando.
Senti que se viam muito sombrios...
...e que estavam no rock'n'roll.
Tomei dois quadros...
...e logo tome uma foto do mesmo.
� tudo o que fiz com essa foto.
E isso provavelmente converteu-se...
...na imagem mais conhecida do Joy Division.
A id�ia era que sua banda assinasse com um grande.
Estava no Band on the Wall um domingo na noite...
...com o Gretton. Voc� logo volteia-se e me diz...
"por que n�o fazemos o �lbum e vamos ao Warner Brothers?"
Lembran�a que longe de ser incr�vel...
...Ihe disse, "Est� seguro? Quanto custar�?"
Martin disse que custaria 10 mil. Custou 25 mil.
Caderno do Rob Gretton...
...Com o Unknown Pleasures foram tr�s fins de semana.
Acredito que foram tr�s para gravar e mescl�-lo.
Tocamos tudo em vivo. O primeiro que fizemos com o Martin...
...foi fazer a grava��o no est�dio.
E logo seria o momento de experimentar...
...e p�r ru�dos extravagantes, como a grava��o de um elevador.
Era como ir...
...em uma viagem estranha de fic��o cient�fica.
Se fumava muita maconha.
N�o te dizia, "Quero que fa�a-o assim".
Era "Faz-o outra vez...
...mas mais "coquetel"...
...ou um pouco mais amarelo".
Magn�fico mas humilde.
Mais veloz mas mais lento.
J� fora punk ou fora a escola zen da produ��o, n�o sei.
Estamos preparados.
Fa�amos um.
me D� um descanso.
Serve caf�.
Memoravelmente no AMS...
...uma linha de retardo digital.
Apertava o bot�o e Ihe pegava ao tambor.
"S�o meus tambores na caixa".
Como fez isso, Martin? Isso � incr�vel.
Usou essa m�quina onde Martin trocou o som para sempre.
Mas jamais soube que Martin estava muito envolto em criar a m�quina.
Estes dois estranhos meninos g�nios do AMS...
...Burnley, Lancashire, Inglaterra...
...descobriram ao Hannet.
E uma vez ao m�s o viam em um estacionamento...
...nos p�ramos entre o Manchester e Burnley.
E este lun�tico...
...drogado...
...sa�a de seu velho Volto...
...e subia ao autom�vel deles...
...e falava durante 30 minutos...
...sobre os sons que se imaginava em sua mente.
Martin diz, "Isto � uma heresia".
Acredito que Martin prop�s...
...uma forma de compreender ao Joy Divison.
Ele ouviu algo. Viu algo.
Sentiu algo deles.
P�de projetar em sua mente...
...o que poderia ser.
As can��es eram estupendas.
Martin n�o as escrevia. S� as produzia.
Come�ou a intervir quando o necessit�vamos...
...mas esse � o trabalho do produtor.
S� recordo a carranca.
Foi um momento estranho...
...porque pertencia � cole��o...
...junto ao Roxy Music, ao Velvet.
N�o se via mau. Estava junto � Diamond Dogs.
Foi uma grande obra, mas n�o usou essa linguagem.
N�o usou nada dessa linguagem visual.
Era totalmente �nico e n�o sabia como e de onde veio.
Fiz a capa...
...que eu tivesse querido...
...se o tivesse encontrado em uma prateleira de discos.
E ningu�m...
...obrigou a fazer o contr�rio.
N�o ouvi a m�sica.
Eles me deram os elementos. O patr�o de onda � assombros.
Uma imagem t�o incr�vel para um pouco chamado Unknown Pleasures.
O levei a a casa do Rob.
Lhe levei a ilustra��o ao Rob.
Disse, "Tenho um disco de prova. Quer escut�-lo?"
N�o sabia se podia tolerar 40 minutos do Joy Division.
Especialmente diante de seu agente..
Mas n�o podia dizer que n�o.
E depois de um momento...
...soube que tinha uma parte...
...em uma experi�ncia que troca a vida.
Minuto detr�s minuto superou tudo...
...pelo que pude esperar.
Foi insuper�vel.
Foi assombroso.
T�o logo come�ou...
...e os tambores soavam como jamais tinham divulgado...
...e tudo parecia pertencer em seu pr�prio espa�o...
...e que n�o estava conectado...
...algo incr�vel aconteceu.
Imagens de N�o City Fun Um filme do Charles E. Salem...
...Texto da Liz Naylor. Proje��o sincronizada com o Unknown Pleasures...
...Quando saiu Unknown Pleasures...
...era como que esta era a m�sica ambiental para meu meio.
Acredito que isso � o que s�o, uma banda ambiental.
N�o os v� funcionar como uma banda.
� s� todo o som que te rodeia.
Era como uma interpreta��o de fic��o cient�fica.
Se podia reconhecer a paisagem, a forma de pensar e o som do Manchester.
Foi extraordin�rio que fizessem ao Manchester internacional.
Fazer ao Manchester conhecida.
Tamb�m outra impress�o � que � um mundo influenciado pelo iPod.
� urbano, mas n�o o �.
� sobre uma paisagem...
...e essa paisagem � primordialmente uma paisagem interior.
E o que agora � muito importante sobre isso...
...� ver aonde havemos viajado ap�s...
...e exatamente por que...
...ainda soa t�o contempor�neo.
Quando saiu Unknown Pleasures, foi universalmente aclamada.
Devemos ser s� Bernard e eu em todo mundo...
...que n�s n�o gostamos Unknown Pleasures...
...o qual � ir�nico.
� o �nico em o que concordamos.
Ainda depois de que gravamos Unknown Pleasures...
...encontrei que me era dif�cil escut�-lo...
...porque era muito sombrio.
A produ��o ajudou porque fez-o ainda mais sombrio.
Mas senti que ningu�m o escutaria porque era muito pesado.
Era muito impenetr�vel.
Tamb�m acredito que todos vivemos experi�ncias escuras. >
S� t�nhamos 21 anos, mas respeito a mim...
...havia muita morte e enfermidade em minha fam�lia.
Viver essas coisas de jovem...
...Ihe convertem em uma pessoa s�ria.
O que Ian fez em sua obra foi bastante s�rio.
Ian ainda trabalhava para a administra��o p�blica.
Como assistente no escrit�rio do Reasentamiento por Invalidez...
...trabalhou de perto com inv�lidos que reclamavam seus benef�cios de lei.
Tomou interesse pessoal em seus clientes.
Ela Perdeu o Controle era sobre uma garota...
...com a que trabalhava no Centro de Invalidez...
...e que foi... a v�-lo...
...e acredito que gostava. Era uma garota agrad�vel.
Tentava Ihe conseguir trabalho...
...e um dia n�o foi e morreu de um ataque.
Estava aturdido por isso...
...e acredito que isto foi antes de que ele tivesse epilepsia.
Assim escreveu "Ela Perdeu o Controle. "
Agora os ver�o com o Ian cantando a brilhante Ela Perdeu o Controle.
Ela Perdeu o Controle O que h� em Granada...
...2 meses depois Ela Perdeu o Controle Something Else BB2...
...Em setembro do '79 fomos a BB2.
Jamais vi uma apresenta��o em TV como essa.
A atua��o do Ian Curtis e da banda...
...transpassou a pl�stica da imprensa.
De m�sicos que n�o podiam tocar esses instrumentos...
...de repente foram um super grupo.
Fiquei assombrado de ver isto.
Deveram sentir que dentro da unidade faziam algo especial.
A ambi��o do Ian foi a que � larga...
...criou a grande cat�strofe.
Mas tamb�m os outros tinham sua ambi��o...
...ainda se era ser o melhor baixista do planeta.
Queria que f�ssemos como so�vamos em vivo.
Era s� isso. N�o queria que soasse melanc�lico ou que doesse.
Queria assombrar �s pessoas.
Como Iggy Pop ao vivo.
N�o estava interessado no fundo em nada.
S� queria impression�-los.
...16 de outubro de 1979 Plano K, Bruxelas, B�lgica...
...Filmado por Michael Isbecque...
...Joy Divison soava como ningu�m mais.
Era muito poderoso no cen�rio.
Ian no cen�rio era algo fascinante.
Cantava e dan�ava de uma forma �nica.
Plano K era...
...Ian conheceu o Annik.
Jamais viajaram muito de adolescentes...
...e a primeira vez que foram a Europa...
...acredito que algo ocorreu para eles.
� um marco importante.
Deixar seu lar pela primeira vez.
Tocamos o concerto em Plano K.
Cabar� Voltaire estava na apresenta��o.
Era uma refinaria de a��car reformada.
Era bastante art�stico.
Fomos ali e pensamos...
...que fomos importantes.
A grande atra��o era que tinham ao William Burroughs.
Paga tudo, pagamento todo.
Envia todos seus informe.
As bandas tocavam os concertos.
Nos outros sal�es atuava-se.
Em um sal�o gritavam "filmes".En un sal�n gritaban "pel�culas".
Meninos, regadores da escola e piscinas.
Faz�-lo era toda uma arte.
Todos eram uns artistas.
Diziam, "Joy Division s�o maravilhosamente sublimes"...
...em franc�s.
O gracioso foi quando Ian...
...decidiu obter um livro gr�tis do William Burroughs...
...porque leu todos seus livros e os comprou.
Por alguma raz�o estranha pensou que esta vez...
...William Burroughs le dar�a un libro gratis.
Bernard y yo nos divertimos.
Fuimos con Ian a donde William Burroughs...
...onde estava lendo e logo punha sua assinatura.
aproximou-se e Bernard e eu morr�amos de risada detr�s de uma coluna.
N�o recordo o que disse...
...mas de repente ouvimos o William Burroughs dizer, "Te largue, mo�o".
Nos cansou seu lixo comum.
Rimo-nos durante horas.
Ian estava t�o envergonhado.
Ian era um grande fan�tico do Burroughs...
...porque suas obras...
...eram um pesadelo post industrial.
Se tratava de a intoler�ncia...
...e a falta de �tica.
C�nicio, cheio de �dio...
...totalit�rio, escuro. Ambi��o.
A sociedade ocidental enlouqueceu.
A natureza secreta da percep��o.
O corte. Pareciam encaixar...
...e sugeria que havia uma forma de integrar isso...
...mais artisticamente e na id�ia liter�ria...
...no que ent�o seria...
...de outra forma um glam rock pobre...
...e um rock progressivo desordenado.
Ao nos fazer mais populares e dar mais concertos...
...devemos deixar nossos trabalhos.
Deixamos de ser semi profissionais para ser profissionais.
A excurs�o dos Buzzcocks foi nossa primeira experi�ncia real...
...de verdadeiro rock'n'roll...
...com viagens e tudo isso.
� obvio seu grupo e o do Buzzcocks...
...fizeram todo tipo de travessuras est�pidas na viagem...
...como os membros de ambos os grupos.
Urinava no cinzeiro o muito sujo.
Uma parte grande de maconha.
- O zelador entrou. - Comete-o.
E o agarrou enquanto urinava no cinzeiro.
Senti que minha cabe�a cansado-se.
"Me diga o que quer que fa�a e o farei".
- Mostrava-te sua tatuagem. - Vermes.
De seu traseiro sa�am duas m�os.
- Ratos vivos e coloca-os. - As coisas est�o na caminhonete.
Abri a coisa e estava cheia de cerveja.
- Tem que as ter. - Roubou-Ihe ao bar.
E estas duas estrelas vermelhas. "S�o para mim".
O barman saiu com cinco gorilas.
Estava enlouquecido. Alucinante.
ria. O sorriso em seu rosto, como um lun�tico. N�o falava.
� franc�s. N�o compreendia nada.
"Disse,"Muito bem. Larguem-se".
...23 de Fevereiro de 2007 Apollo do Manchester...
...27 de outubro de 1979 Apollo do Manchester...
...Filmado pelo Richard Boon e Bob Jones...
...Uma vez que Joy Division realmente encontrou a nervura...
...quase sempre come�ava com o Dead Souls.
Essa can��o tem uma constru��o muito progressiva e intensa.
S�o quase tr�s minutos antes que comecem a cantar.
Isto d� ao Ian...
...a oportunidade de calibrar e posicionar-se...
...para come�ar a ver como � o ambiente na audi�ncia...
...e para sentir como a banda detr�s dele...
...se est� sintonizando nessa noite em particular.
E para dizer qu�o longe quer viajar.
Muita gente pensava que consumia drogas.
N�o o fazia. Jamais o fez.
Porque parecia que consumia drogas...
...mas parecia que a m�sica o fazia p�r em um transe...
...e come�ava a dan�ar.
ia a outro mundo.
Que algu�m se leve Estes sonhos...
...Que me levam Por volta de outro dia...
...Um duelo De personalidades...
...Que separam A verdadeira realidade...
...Que me seguem chamando...
...Seguem-me Chamando...
...� Joy Division e se chama Dead Souls.
Estes mo�os escolhem temas alegres.
Sei que milhares me escrever�o cartas � a BBC...
...pegunt�ndome sobre isso. N�o posso Ihes dar muita informa��o...
...exceto que est� no selo Sordide Sentimental.
Sordide com "E" ao final para que pare�a franc�s, porque sim � franc�s.
Est� dispon�vel em algumas tenda e vem em uma pasta...
...que o faz mais grande que um disco...
...e mais parecido a um livro.
Amava esse disco. Estava t�o orgulhoso...
...da carranca...
...de t�o formoso objeto.
Foi curioso porque quando saiu...
...em uma edi��o de 1.578...
...Rob estava em Londres e os repartia.
"Tenha um destes. Logo recebi este �lbum".
E logo, j� sabem...
...dois dias depois j� n�o estavam.
Desapareceram para sempre.
Foi grandemente distribu�do em fita cassete...
...porque Peel o tocava todo o tempo...
...porque sentia l�stima pelos que n�o puderam obter uma c�pia.
Prometi tocar o outro lado esta noite, e o farei agora.
Raios, esqueci-o.
O sinto.
� irritante. Esqueci que era um 331/3.
O recordava a metade das vezes que o tocava.
Os franceses...
...invadem o pa�s com milh�es de an�ncios de cart�o...
...e nos enviam discos com a velocidade equivocada. >
S�o quatro jovens que estavam fumando e tremendo.
Assim. Bem.
J� sabem. Mal vestidos, desnutridos.
Isso � o que sempre pensei do norte da Inglaterra.
Era Ihe impacte se vinha da Holanda...
...onde socialmente cuidam de todos. Vinha a Inglaterra...
...e havia uma pobreza extrema.
E a gente bebia e fumava...
...e s� usava uma camisa e um casaco magro...
...para tolerar o inverno.
Era dif�cil acreditar que estes quatro mo�os...
...faziam brincadeiras, e s� eram mo�os, muito jovens...
...que tinham um som profundo e pesado.
E certamente para o Ian, quando estava no cen�rio...
...se transformava. Era uma pessoa diferente...
...pose�do por uma for�a muito poderosa.
Parecia que vinha de outro mundo...
...e que ele estava em outro mundo.
Era muito emotivo.
Ao mesmo tempo se via muito forte, fr�gil...
...e muito vulner�vel.
Acredito que foi muito valente ao cantar e dan�ar como o fazia.
Todos vivemos vistas simples muito aborrecidas.
Com nossos grandes cantores...
...vemo-los e durante essa hora...
...vivemos a vida atrav�s de seus olhos.
Entra e parece um pouco t�mido e tranq�ilo...
...e logo toma o controle do cen�rio. A vida vem a ele.
E se vai dentro.
Era como se estivesse conectado a algum tipo...
...a um enorme voltagem el�trica...
...que criava estes movimentos, sacudidas.
Um s�mbolo em transe para um ser humano.
...18 de Enero de 1980 Eindhoven, Holanda...
...Filmado por Dick Verdult Dick El Demasiado...
...Uma vez que fazia isso...
...onde se sacudia em um frenesi...
...n�o sabia aonde te levaria. Ele era como uma marionete.
E sentia sua vulnerabilidade nesse movimento de marionete.
� um pouco como o que fazem os artistas...
...que se rasgam e se cortam deliberadamente...
...exceto Ian n�o sangrava.
Mas sacrificava algo de si mesmo para ti.
Prova e dava Que o tentou...
...Entrevista com o Ian Curtis na BBC Radio Lancashire...
...J� hav�amos tocado na Europa...
...na Holanda e Alemanha e ir�amos a Am�rica do Norte.
S� iremos duas ou tr�s semanas.
Odiaria estar na companhia disquera de sempre...
...onde se fazem as apresenta��es. J� n�o posso faz�-lo.
A experi�ncia de tocar com os Buzzcocks...
...realmente foi muito destrutiva.
Retrospectiva de faz 1 ano...
...Fizemos um concerto em Hope and Anchor em Londres.
Fevereiro 2007 Hope and Anchor, Londres...
...Lembran�a que Ian estava...
...de um humor estranho, infantil.
N�o era ele mesmo. Foi na manh�.
Fomos e demos o concerto e s� umas tr�s pessoas foram.
Eram como 2:00 da manh� quando est�vamos na auto-estrada.
Eu tinha uma bolsa de dormir.
Ian se queixava do concerto, do som, de tudo.
Disse, "Ou�a, me d� essa bolsa de dormir".
Ele n�o era assim porque n�o era nada ego�sta.
Tirou-me a bolsa de dormir.
Disse-Ihe, "Deixa de incomodar. d�em-me isso E a tirei.
Ele me voltou isso a tirar.
Eu tomei e aferrei a ela. O me arrancou isso das m�os.
Esta vez a p�s ao redor da cabe�a...
...e se envolveu em uma bola.
E logo come�ou a fazer um som estranho, como a grunhir.
S�lo gru��a como...
S� grunhia como um c�o
Qu�o seguinte acontece � que sua m�o sai da bolsa de dormir.
Golpeou ao Steve.
Golpeou o p�ra-brisa.
E logo come�ou a golpear...
...e esses golpes se converteram em uma convuls�o epil�tica...
...no autom�vel...
...enquanto Steve conduzia.
Eu Ihe dizia que se detivera.
Para seu amparo, tiramo-lo do autom�vel...
...e o jogamos ao ch�o em meio da noite escura.
Agarramo-Ihe as extremidades enquanto estava com o ataque.
depois disso diagnosticaram-Ihe epilepsia.
E se voltaram mais freq�entes.
Os que sofrem de epilepsia t�m uma vida mais dif�cil...
...devido ao antigo estigma aderido � palavra "epilepsia"...
...e o temor verdadeiro que a gente Ihe tem.
N�o sab�amos o que fazer.
N�o � uma dessas coisas que um conhece.
Certamente jamais cruzamos com gente...
...que teve algum ataque.
Est�vamos ali...
...n�o sab�amos o que Ihe dizer.
Al�m disso, somos homens. Os homens n�o falam.
E n�s n�o nos fal�vamos.
Assim continuamos nosso caminho, que era trabalhar muito.
N�o Ihe emprestamos muita aten��o...
...para recuperar-se...
...porque o conselho de seu m�dico foi...
"N�o beba, te deite cedo...
...evita as luzes destellantes".".
Tinha 22 anos.
O mo�o se uniu � banda para fazer de tudo.
Beber, consumir drogas, mulheres.
Todo isso est� escrito no guia do Ian.
Tinha epilepsia e ocorreu de repente.
Tudo come�ou em forma muito forte.
Um ataque de epilepsia n�o � brincadeira.
Era muito forte.
Muito forte.
N�o podia ir por sua filha. N�o podia conduzir um autom�vel.
Nas esta��es de trem n�o se parava perto ao bordo.
Ao observar alguns de seus ataques...
...posso-Ihes dizer que era muito Ihe atemorizem.
Era como se estivesse possu�do pelo diabo.
Sei que soa idiota, mas ele estava literalmente...
...elevando do ch�o. Assim o recordo..
Hoje em dia, em um paciente mentalmente normal...
...deve ser poss�vel controlar os ataques...
...em pelo menos 85�%.
Ter� que tomar muitos rem�dios, e esses rem�dios s�o muito pesados.
Um dia vinha renda-se totalmente feliz.
Ao dia seguinte vinha...
...e estava deprimido e chorando.
Antes n�o era assim...
...antes de tomar a medica��o.
N�o era assim. N�o tinha essas mudan�as de humor.
O outro �...
...que tinha problemas com esta rela��o...
...com sua noiva Annik e com sua esposa.
Tinham que tomar uma decis�o crucial que era muito dif�cil para ele.
Tinha uma filha.
N�o sei o que acontecia por sua cabe�a.
D�-me medo pensar o que ocorria em sua cabe�a.
Acredito que ele podia ver limites na forma...
...em que ele estava com a banda.
A banda estava a ponto de trocar...
...porque se estavam fazendo maiores.
Estavam a ponto de ser muito grandes.
Criativo e psicologicamente isso devia ser uma grande provoca��o para ele.
Sentiu que nos estava freando.
Provavelmente essa seja uma das raz�es...
...pela que se exigiu tanto.
Foi porque sabia que todos o quer�amos...
...e todos o desfrut�vamos.
Acredito que seu problema era que n�o queria falhar a ningu�m.
A gente come�ou a escrever sobre eles...
...em fevereiro de 1980...
...como se fora sua segunda chegada.
A espera por eles para que sa�ssem...
...foi o concerto mais surpreendente.
Cada vez que tocavam era algo enorme.
Estava entre o p�blico na Universidade de Londres e pensava...
"Raios, agora t�m isto.
Agora t�m um singre".
Escrevemos "O Amor Apartar�-nos" em 3 horas.
Uma noite encontramos o ritmo e Ian disse, "Tenho uma id�ia para isso".
Quando a cantou, n�o pensamos que era sobre o Debbie e Annik.
S� pensamos que era genial.
"O Amor Nos Apartar�", Ian o voltou a fazer.
Primeiro se ouviu ao vivo "O Amor Nos Apartar�".
E algu�m se dizia...
"Meu deus", porque a gente tinha muito para pensar.
Essa � uma grande can��o pop.
Poderia ser a n�mero 1 nesse momento...
...porque pegava.
Possivelmente � uma das melhores can��es escritas no s�culo XX...
...que algu�m tenha feito.
Porque de uma forma Shakespearana...
...toma ao Calexico ou a Susanna...
...ou ao Paul Young...
...e pode fazer-se em interpreta��es m�ltiplos...
...e constantemente liberar seu significado.
Foi uma obra escrita extraordin�ria.
S� as palavras...
...e muito menos que de algum jeito...
...estes jovens encontraram a forma de unir s�nicamente a m�sica...
...que faziam jogo com a qualidade da letra.
Nenhum se precaveu do poderosa que era a m�sica. >
� como uma hist�ria de amor.
Cada indiv�duo n�o � nada estando sozinho.
E quando estavam juntos era enorme.
Isso era Joy Division. Tinha a luz e o esp�rito.
Quando Ian dizia que tinha o esp�rito, era exatamente isso.
Era algo...
...Uma luz o queimavam por dentro.
Ele estava dotado de alguma forma em que sabia...
...que esto no durar�a para siempre.
Uma vez chamou e disse...
"Quero deixar a banda.
Vou mudar para a Holanda e abrirei uma loja de livros".
Genial.
Um minuto depois dizia, "Tocaremos em algum Buf� na s�bado".
Pensei que Ian era, "N�o, trocou de parecer".
Muito bem.
Fal�vamos sobre id�ias...
...e escritores.
Mas sobre tudo falava de suas emo��es...
...sobre ele e de como sentia-se.
Como cada semana se encontrava cada vez mais afastado...
...pelo que a gente percebia que era.
Haviam duas pessoas que estavam em Curtis.
que era a figura medi�tica e o cantor da banda...
...e o verdadeiro Curtis...
...que estava machucado, zangado, perdido...
...muito sozinho.
E sentia que a gente n�o o respeitaria...
...se Ihes explicava quem era na verdade.
N�o h� d�vida de que haja algo sobre o ponto final no Closer.
...18-30 de mar�o de 1980 Segundo �lbum Closer...
...Unknown Pleasures �...
N�o seria grandioso ser artista?
N�o seria estupendo ser como Burroughs, Bowie, Ballard ou Iggy?
N�o seria estupendo ser assim?
"Talvez possa ser assim". meu deus.
E logo Closer foi o artista.
Ali � quando subiu a esse n�vel...
...e portanto levou a Unknown Pleasures consigo...
...porque esse era o primeiro passo para ser esse tipo de artista.
Manic�mios com portas Totalmente aberto...
...Onde a gente pagou Para ver dentro...
...Como divers�o v�em como Seu corpo se contorsiona...
...detr�s de seus olhos Diz ainda existo...
Este � a forma Entra...
...Se tivesse nesta �poca...
...uma natureza inquisitiva...
...Joy Division � como um efeito. Abre uma janela...
...e v� uma porta a outro lugar.
Existem ra�zes que saem do mundo...
...e que v�o a mundos paralelos.
O exemplo �bvio � Atrocity Exhibition.
Quer saber qual Atrocity Exhibition...
...e logo descobre que � um livro do J.G. Ballard.
E abre outro universo.
Toma algumas das refer�ncias.
Por exemplo Colony � Franz Kafka.
Toma uma can��o como The Kill...
...e v� que a refer�ncia � ao Dostoyevsky.
Era como um ensino.
Principalmente lia ao Dostoyevsky, Nietzsche, Jean Paul Sartre...
...Hermann Hesse e J.G. Ballard.
Foto montagens de Per�odo Nazista era um livro de p�steres anti nazista...
...do John Heartfield, quem documentou graficamente...
...o desdobramento de os ideais do Hitler.
Impactou-me que Ian sempre lia sobre o sofrimento humano.
Acredito que Closer aproximou-se do som...
...que eu queria.
Tamb�m desfrutei da experi�ncia porque est�vamos em Londres.
Viv�amos em dois departamentos.
Ian novamente era da plebe.
O departamento de festa em um extremo...
...e o intelectual no outro extremo.
Lembran�a que fiquei com eles nesse departamento.
Acredito que eu era a �nica mulher.
Ela era... a sofistica��o.
Para algu�m do Macclesfield.
Algu�m que como divers�o montava porcos...
...de repente se v� com algu�m que trabalha em uma embaixada.
Sempre o faz�amos brincadeiras.
P�nhamo-Ihe cereais na cama.
S� eram coisas tolas e est�pidas...
...mas ela se zangava muito.
Uma noite recordo que tinham um cristal na porta.
Estivemo-los incomodando, Ihes Ian�ando cerveja enquanto estavam em cama.
Annik saiu e nos perseguiu.
Corremos ao departamento e fechamos a porta.
Ela ficou a chutar a porta...
...vestida com um salto de cama.
Como o faria um homem.
Foi horr�vel. Acredito que essa foi uma �poca horr�vel.
Ian tinha ao Debbie atr�s.
E Hook tinha a �ris atr�s...
...porque Ian tinha ao Annik ali e �ris pensava que isso estava mau.
No Manchester, caminhava pelo pavimento.
Estava sozinha sem o Ian e passava meu tempo empurrando o carro do beb�...
...Nos tratavam bem no estudo Britannia Row.
Lembran�a que nos davam emparedados...
...ch� e coisas assim.
Elegante, verdade?
Est�vamos acostumados a enlouquecer ao Martin.
Bernard e eu. Bernard em uma esquina, eu na outra.
"Ou�a, Martin". E dizia, "V� voc�".
Dizia-Ihe, "V� voc�. Eu o perguntei".
"Do que est�o sussurrando?" "De nada, Martin".
Enquanto estavam na Britannia Row...
...Rob teve a previs�o de pensar...
"Ser� melhor que vamos a ver o Peter sobre a capa.
"Poderia-Ihe levar semanas ou meses...
...assim vamos agora para que a fa�a".
Eu estava muito nervoso.
N�o queria tirar algo de um livro e Ihes dizer que eu gostava disto...
...e que eles me olhassem e pensassem que eu n�o era um in�til.
Havia algo pelo que eu estava muito emocionado.
Haviam umas fotos do Michael Bernard Pierre Wolff.
Abri a revista, pu-la no tabuleiro e fui.
Escolheram uma e disseram que a queriam.
Queremos esta para a capa.
Aconteceu que ia se chamar Closer.
Foi interessante. Closer.
N�o tinha id�ia...
...que ia ser a �ltima coisa que faria.
� melhor que Unknown Pleasures. As can��es s�o melhores.
Sabes.
Era divertido a maior parte do tempo.
O triste era a enfermidade do Ian, mas a ocultou muito bem.
Lembran�a que uma noite Ihe falei.
Ian me dizia...
...que ao fazer o �lbum foi estranho...
...porque sentia que todas seus palavras se escreviam sozinhas...
...e que no passado havia lutado para completar uma can��o.
Terei que come��-la e lut�vamos por complet�-la.
Mas ele pensava em toda a can��o.
Mas disse que de uma vez tinha uma terr�vel sensa��o de claustrofobia.
Estava em um redemoinho onde se afogava...
...e era atra�do por este redemoinho.
Sempre gravava sozinho.
O grupo gravava a m�sica...
...em outro momento.
A imagem que tenho � que Ian estava muito cansado...
...e estava muito calado.
Cada vez que cantava...
...dava as costas...
...e punha sua m�o em sua cabe�a ou em seus olhos.
Lhe dava as costas a outros...
...s� para estar dentro de si mesmo.
Nenhuma palavra Pode explicar...
...Nenhuma a��o determina...
...S� observa as �rvores...
...E as folhas enquanto caem...
...Todas as letras do CD s�o muito deprimentes e tristes.
E surpreende que ningu�m prestasse aten��o.
Jamais falamos de suas letras.
De fato, jamais escutamos muito suas letras.
� s� anos depois quando as v� escritas...
...quando Debbie publica-as.
meu deus. Isso o que estava cantando?
Talvez para os outros era literatura.
Annik me disse o preocupada que estava.
Qu�o assustada estava.
Eu Ihe dizia, "N�o, n�o, � s� arte. � s� um �lbum.
� maravilhoso, mas n�o h� nada que temer".
Disse, "N�o compreende, Tony?
Quando diz que ele � culpado, fala a s�rio".
Disse-Ihe, "N�o, n�o, n�o, n�o. � s� arte".
Qu�o est�pido pode ser um?
Quando se cortou com a faca de cozinha...
...e disse que estava farto...
...e quando tomou seu primeira overdose...
...pensaria que se deteria e resolveria.
Parece-me uma completa...
...Foi incr�vel que n�o o detiv�ramos e o ajud�ssemos.
Acredito que estava no hospital...
...e j� t�nhamos um concerto reservado.
Se reserv�vamos um concerto, n�o se podia cancelar.
Intento de suic�dio por overdose de medicamentos...
...Ent�o Tony levou ao Ian ao concerto...
...e n�o estava em condi��es para tocar.
Recebi uma chamada do Bernard...
...e me disse, "Ian est� doente e esta noite temos um concerto.
Me pergunto se quiser substitui-lo".
Alan pode cantar um par de can��es e Ian tamb�m pode faz�-lo.
Mas n�o gostou ao p�blico.
Havia uma grande arranjo vitoriano de cristal sobre o cen�rio...
...e algu�m Ian�ou uma garrafa ou um copo.
Pegou totalmente o arranjo.
As garrafas come�aram a voar...
...e as equipes ficaram destru�dos.
Hooky teve vontade de brigar nesse momento.
Twinny gritava, "Muito bem, vamos por eles".
Todos foram brigar com o p�blico.
Mas resultou ser um fracasso total.
Foi horr�vel, e � obvio...
...Ian imediatamente pensou que tudo isto era sua culpa...
...e come�ou a chorar.
Assumiu toda a culpa.
M�e eu tentei acredite...
...Fa�o o melhor Que posso...
...Me envergonho das coisas Que vivi...
...Me envergonho de A pessoa que sou...
...Em lugar disso, estava ao flanco do cen�rio...
...vendo a banda tocar sem ele.
Sentia que olhava para baixo...
...e os outros continuavam sem ele...
...e que continuariam sem ele.
Era estranho.
O concerto Bury era na ter�a-feira...
...e disse ao Tony...
"Pode-Ihe sugerir que venha a ficar em nossa casa".
Porque viv�amos no campo.
Ian veio conosco essa noite depois de concerto.
Nos sentamos na sala...
...fumando e escutando m�sica.
� tudo o que fizemos.
ficou uma semana em minha casa.
Acredito que brigou com a Debbie.
brigou com a Debbie e precisava de um lugar para ficar.
Assim que ficou comigo, mas n�o foi bom para ele...
...porque eu sofria de ins�nia e n�o dormia at� 5:00.
Lembro que um dia retornamos de um ensaio...
...e tomamos um atalho pelo cemit�rio.
Disse-Ihe, "� afortunado. Seu nome poderia estar em uma dessas l�pides...
...se tivesse tido �xito na semana anterior".
Disse, "Sim, tem raz�o".
Sabes.
N�o havia coer�ncia na resposta.
J� tinha decidido...
...fazer isso.
Li um livro sobre regress�o hipn�tica.
Se �s vezes tiver problemas no presente...
...uma regress�o pode destravar...
...problemas que h�o ocorrido na inf�ncia...
...ou se crie nisso em vistas anteriores.
Ian estava interessado e queria faz�-lo.
Disse-Ihe, "por que n�o fazemo-lo agora?"
O gravamos em um fita cassete.
Quero que v� mais atr�s no tempo.
Desde antes de seu nascimento.
O que v�?
S� leio.
O que l�?
Um livro sobre...
...leis.
Sabe que idade tem?
...28.
por que o livro de leis?
O estive lendo...
...h� dois dias.
Lendo partes...
...e fazendo notas.
� parte de sua tarefa ou algo assim?
N�o.
Algo que...
...fa�o na noite.
Te vais despertar...
...completamente.
Sabe quem � agora?
Sim.
Como te chama?
Ian.
Cansado por dentro...
...Nosso cora��o est� Perdido para sempre...
...N�o se pode Substituir o temor...
...Ou a emo��o Da persegui��o...
...Cada ritual mostrou...
...A porta para Nossos desvarios...
...Se abre e logo fecha-se...
...E se fecha de repente Em nossa cara...
...N�o era dif�cil precaver-se...
...que estava...
...seriamente desestabilizado por toda...
...a matriz de coisas que ocorriam nesse ent�o.
Mas tamb�m estava na c�spide pelo que queria exatamente.
O qual era sair...
...de Manchester...
...para viajar e conhecer o mundo para ir a Am�rica do Norte...
...o pa�s de alguns de seus her�is.
por que quis matar-se a noite anterior?
S�o 24 horas da Tulsa, verdade?
...24 horas do avi�o a Am�rica do Norte.
Ir�amos a Am�rica do Norte na segunda-feira.
Ian retornou a viver com seus pais.
O chamei na quinta-feira.
Chamou-me na sexta-feira ou s�bado na noite.
Disse, "N�o posso sair amanh�.
irei ver o Debbie antes de viajar".
Penso, "Raios...
...terminar�o em l�grimas ou brigar�o".
Pediu-me que detivera o div�rcio...
...e Ihe disse que pela manh� ele trocaria de parecer.
Lhe disse, "Est� seguro? iremos beber algo".
"Tenho que v�-la".
...antes de poder retornar a Inglaterra.
...antes de poder regresar a Inglaterra.
A �ltima vez que falamos foi na s�bado na noite.
Foi muito curto e n�o podia-o escutar muito bem.
Estava detr�s decora��es com muita gente.
Disse que era imperativo...
...que nos v�ssemos antes de ir-se a Am�rica do Norte.
Ou do contr�rio seriam umas oito semanas sem nos ver.
Basicamente ficamos que ele me chamaria...
...a minha casa ao dia seguinte.
Disse-me que estava escutando esse disco.
Que ia ver um filme e que estava sozinho.
...18 de Maio de 1980...
...Fui ao primeiro ao que Ihe disse.
Foi estranho...
...porque estava por come�ar a almo�ar...
...com �ris.
E o telefone soou.
Assim foi literalmente e respondi o telefone.
Chamava a Pol�cia que tentava comunicar-se com o Rob Gretton.
Pinjente, "Deve estar em sua casa".
"Chamamo-lo ali e n�o est�". Perguntei, "Qual � o problema?"
Disseram-me, "Lamento Ihe dizer isto...
...mas Ian Curtis h�-se suicidado".
Pinjente, "Sim, bem".
"Se fala com o Sr. Gretton, pode-Ihe dizer que nos chame?"
"Sim, claro. � obvio".
E pendurei.
Sentei-me e almocei.
�ris me perguntou, "Quem Chamou?"
"Ian se suicidou".
Assim foi.
Foi o impacto.
Foi muito estranho. Horr�vel.
Quando tentou suicidarse por overdose...
...foi uma surpresa total.
E quando se suicidou...
...e Rob me disse isso, respondi, "Voltou-o a tentar?
N�o posso acredit�-lo. Voltou-o a tentar".
Disse, "Fez-o. Morreu".
"Tentou-o?" "N�o, est� morto. Est� feito. "
depois disso tudo � impreciso.
Pass�vamos muito tempo todos juntos no bar.
Eu, Twinny, Terry, Barney, junt�vamo-nos...
...e nos sent�vamos no bar.
Era dif�cil assumi-lo.
� dif�cil diz�-lo.
...50�% triste e 50�% zangado.
Zangado com ele...
...por ser t�o est�pido.
E por fazer isso.
Estava zangado comigo mesmo...
...por n�o fazer algo.
Sim.
Cheguei a Londres e nunca me chamou...
...assim pensei que talvez havia um problema e Chamaria a seus pais...
...porque estava vivendo com eles.
Ali devia estar.
E quando chamei...
...seu pai s� disse, "Ian est� morto".
Se enforcou.
Isso foi tudo.
Cantor morre antes de sair em turn�...
...Cheguei a casa do trabalho e vi o peri�dico.
Dizia, "Cantor se mata antes de sair em turn�".
Pensa...
...que n�o � certo.
E logo sente aborrecimento e diz, "por que o fez?"
O cretino.
Deveria ficar conosco.
N�o fomos ao vel�rio.
N�o fomos bem-vindos.
Uma das coisas que mais arrependo-me na vida...
...� que n�o fui ve-lo...
...depois de morto.
Na verdade arrependo-me disso.
Fomos t�o jovens e n�o sab�amos nada.
Ningu�m nos convidou.
Se algu�m dizia, "ir�s ve-lo?" "Eu n�o quero ir ver um cad�ver".
Tenho 22 anos e irei ao bar.
Arrependo-me de n�o hav�-lo visto e de me haver despedido dele.
S� Bernard e eu n�o fomos. Todos outros foram.
Minha tarefa era cuidar do Annik.
N�o fui ao funeral porque era meu trabalho...
...embarcar ao Annik no avi�o a Bruxelas..
E n�o houve nenhuma cena no funeral.
Me fiz cargo do Annik durante cinco ou seis dias...
...mas estou seguro que Annik n�o o recorda.
Ela estava tocando os dois �lbuns...
...sem deter-se...
...as 24 horas do dia...
...durante todo o tempo que ficou na casa.
Assim foi.
N�o fui ao funeral, mas fui ao Factory Records depois...
...e passaram o document�rio The Great Rock'n'Roll Swindle.
Sempre o recordarei e lembran�a estar gelada...
...ao igual a outros.
Gelados pelo acertado...
...pela absoluta estupidez de estar fazendo isto.
Era a cl�ssica atitude de nos fazer os valentes..
E fazer o de uma forma chamativa.
E em realidade n�o nos enfrentar � emo��o.
Est�vamos muito conscientes...
...de manter uma calma rid�cula.
Uma calma que em uma forma...
...nesse ent�o estava feito para destruir...
...mas ainda n�o fal�vamo-nos.
O dia que Tony me Chamou para me dizer que Ian tinha morrido...
...foi durante essa conversa��o que pensei na capa que t�nhamos.
E senti que era necess�rio falar disso.
Tony estava muito preocupado.
As no��es do sensacionalismo ou explora��o estavam ali...
...e pinjente, "Tony, temos uma tomba na capa do �lbum".
Disse, "Maldi��o".
Porque Joy Division acabou...
...Porque tudo termina com um pux�o...
...o pux�o de uma corda.
H� uma tend�ncia a finalizar a hist�ria ali.
Acredito que o importante � n�o terminar a hist�ria ali.
por que decidimos seguir? S� seguimos.
Jamais pensamos se dev�amos seguir ou n�o seguir.
Fuimos al funeral.
Fomos ao vel�rio no Palatyne Road.
"na segunda-feira".
"Vemo-nos na segundas-feiras".
Isso foi tudo.
...1300 segunda-feira depois...
...2007 New Order Blackpool...
...A beleza do Joy Division � que o fizemos os quatro.
N�o sab�amos o que faz�amos nem por que o faz�amos...
...e a qu�mica era incr�vel.
Se nos perguntavam isso, n�o sab�amos.
Talvez Ian saberia.
� algo que jamais saberemos.
Mas era qu�mica pura de quatro pessoas.
E foi f�cil.
Foi f�cil escrever essas can��es.
E tocar t�o bem foi f�cil.
ficou dif�cil quando morreu.
depois de a morte do Ian...
...os tr�s integrantes restantes de a banda se chamaram New Order...
...e foram um dos grupos mais bem-sucedidos e influentes dos '80 e '90.
Venderam mais de 20 milh�es de discos...
...Durante 18 anos raramente tocaram alguma can��o do Joy Division.
A revolu��o que Joy Division criou...
...e estando no centro de tudo...
...inspirou a muitas pessoas a participar.
De n�o diferenciar entre o baile e o rock...
...no que foi a cidade moderna original...
...en lo que fue la ciudad moderna original...
...que se voltou a converter em uma cidade moderna.
A efervesc�ncia da cidade...
...as expectativas da cidade...
...todas essas coisas s�o o legado do Joy Division.
O que conseguiram fazer tinha uma verdade...
...que se manteve durante as flutua��es da moda.
A integridade � algo no que pode acreditar.
Algo que n�o parecia ser s� pelo dinheiro, pela carreira.
Era anti industrial. Todas as coisas importantes...
...para a manuten��o da cultura popular.
A reinvenci�n pelo que � genial.
Os que exploram...
...podem usar bem algo como Joy Division...
...porque explica algumas regra pelo que � ser genial.
As duas obras...
...s�o Unknown Pleasures e Closer.
E isso � tudo.
Todo o resto � comercial.
A comercializa��o da lembran�a.
Vivemos em uma �poca onde as marcas o s�o tudo.
Mas Joy Divison foi mais � frente...
...porque se podia confiar no que faziam.
Joy Division em particular e Factory em geral.
A hist�ria do Ian...
...� uma das �ltimas hist�rias verdadeiras do pop.
H� muito poucas hist�rias verdadeiras...
...em uma cultura pop dominada pelos neg�cios.
� uma hist�ria fabulosa de a reconstru��o de uma cidade...
...que come�a com eles. A hist�ria de um suic�dio tr�gico.
Uma hist�ria moral...
...e uma hist�ria cultural, acad�mica, intelectual e est�tica.
Seu cora��o est� aqui...
...porque escreveram grandes can��es e essas can��es jamais morrem.
Traduzido por: sparta00@hotmail.com
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