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Original subtitles

No sistema de justi�a criminal,

as pessoas s�o representadas por dois grupos distintos mas importantes.

A Pol�cia que investiga o crime e o MP que processa os casos.

Estas s�o as suas hist�rias.

Duas semanas. F�rias separadas, sem perguntas inc�modas.

O meu casamento seria perfeito.

N�o importas com o que a tua mulher fa�a?

A minha mulher passaria o tempo todo com a fam�lia.

- Conhe�o-a de ginjeira. - Tamb�m conhecia a minha ex-mulher.

Ali em frente.

Est�o a comprar ou a vender?

- J� nos toparam. - Espera, o que temos aqui?

Temos um c�digo 27 D, 10-10, esquina da Christopher com a Hudson.

Um Mercedes preto suspeito, matr�cula SZU-766. Vamos investigar.

N�o dispare. O dinheiro est� l� atr�s.

Saia da�.

N�o se vire! Mantenha os bra�os levantados.

- Abra as pernas. - Espere! Quem s�o voc�s?

- Por favor! - N�o se vire, j� disse.

N�o sou um criminoso.

N�o tem nada.

Olha, saiu-lhe a sorte grande.

Estou no ramo imobili�rio. Lido com maquias muito elevadas.

� normal andar com o dinheiro no banco de tr�s, �s duas da manh�?

Posso provar que o dinheiro � meu. N�o cometi nenhuma ilegalidade.

Este � o Dr. Kattleman, o advogado do Sr. Bregman.

Marvin, chegou, gra�as a Deus.

V�o deixar-nos falar?

Meus senhores, d�o-me um momento com o meu cliente?

J� ultrapassou os quatro milh�es e ainda est�o a contar.

Mas estamos a falar do Sol Bregman, n�o do Pablo Escobar.

E depois? Entregamos o caso aos Narc�ticos e vamos para casa.

Aconselhei o Sr. Bregman a explicar porque transportava tanto dinheiro.

O meu filho Jason foi raptado.

Estava a tentar pagar o resgate.

LEI & ORDEM - S�RIE 4 RAPTADO

Chegou a falar com o Jason?

Da �ltima vez que ligaram, passaram uma cassete com a voz dele.

Era not�rio que estava aterrorizado.

N�o ouvia medo na voz dele desde que era crian�a.

- Onde trabalha o Jason? - Tem uma ag�ncia imobili�ria.

O escrit�rio � no meu edif�cio.

Precisamos dos nomes dos funcion�rios.

Ele s� tem uma secret�ria.

Eu n�o vos pedi ajuda. Consigo resolver isto sozinho.

- N�o podemos permitir que fa�a isso. - � o meu �nico filho, tenho de agir.

Compreendemos, mas se quer ajud�-lo, tem de ajudar-nos primeiro.

D�-nos uma lista dos seus funcion�rios,

sobretudo os que se demitiram ou foram despedidos.

E os amigos dele, as pessoas com quem convivia?

N�o conhe�o bem os actuais amigos dele. O meu filho tem a vida dele.

Deixe tocar. Tens isso a postos?

N�o atenda o telefone, Sr. Bregman.

Eu estive l� com o dinheiro. Eu ia pagar-lhe.

N�o pude fazer nada, eu n�o os chamei.

Fiz exactamente o que me pediu.

Jason? Jason, est�s bem? Ja...

Ou�a, eu pago-lhe tudo o que quiser,

mas n�o lhe fa�a mal.

Est�? Est�?

Outra vez a maldita grava��o.

Eles sabem que se envolveram.

Dizem que, se n�o lhes pagar dentro de dois dias, matam o Jason.

... e o Bregman traiu-nos. - Eu n�o os chamei.

Fiz exactamente o que me pediu.

Pai, � o Jason. Estou bem.

Esta gente � perigosa.

Por favor, siga as instru��es ou acabou-se.

Eles v�o matar-me, percebe?

Eu pago tudo o que quiser...

A chamada foi feita duma cabine, na esquina da Rua 42 com a Broadway.

� uma zona movimentada, duvido que haja digitais.

N�o v�o combinar outro encontro por telefone.

Um recado no carro do Bregman, um estafeta, um rapaz das pizzas.

N�o contem com a coopera��o do Bregman.

E a carrinha cinzenta que o nosso agente viu?

Com o ano de fabrico, o modelo e duas letras da matr�cula,

reduzimos as buscas a 3.000 ve�culos.

O Jason Bregman n�o foi raptado do seu quartinho de crian�a.

Quem o raptou sabia quando e onde apanh�-lo.

O gajo n�o era um eremita.

Investigar a vida dele vai exigir muito pessoal.

O Johnson e o Samuels v�o investigar os inquilinos.

Comecem pela casa dele e tenham cuidado.

Nada pode mat�-lo mais depressa do que uma parangona.

CASA DE JASON BREGMAN SEXTA-FEIRA, 13 DE NOVEMBRO

Nunca tive raz�o de queixa dele. O que se passa?

O velhote n�o sabe do filho durante uns dias e chamam logo o Ex�rcito.

N�s aqui metidos e o Jason deve estar na ramb�ia com meninas da praia.

Verdade seja dita, ele � um mulherengo.

Gosta mais do g�nero bo�mio. Sacos de ossos com cabelo comprido.

Parece que � um David Merrick em fase embrion�ria.

"Jason Bregman apresenta 'Blue'." Nunca ouvi falar.

Acho que escolheu a cor errada.

� ele?

Ele vai a todas. Anda de tren�, faz mergulho...

Eu c� prefiro cerveja e uma cama de �gua,

� toda a emo��o de que preciso. - Ele tem muitas obras de arte.

Sim, ele � negociante de arte. Saiu ao pai.

Ouvi dizer que o velhote tem uma placa no Museu Guggenheim.

Parece que o Jason estava mais virado para Times Square.

"Planeta Fantasia". Produzido e realizado por Jason Bregman.

Filme promocional para a Galeria Lisa Cole.

Cheira-me mais ao SoHo do que � Rua 42.

A Lisa � uma das namoradas dele. Uma verdadeira obra de arte.

O Jason e eu andamos, mas n�o existe exclusividade entre n�s.

O que fez o Jason, para al�m de n�o responder �s minhas chamadas?

Quando foi a �ltima vez que teve not�cias dele?

Sexta. No S�bado, �amos � rave dele, mas ele deu-me tampa.

- A rave dele? Organizou a festa? - � o novo projecto do Jason.

S� precisa de um armaz�m, uma banda, 500 putos tresloucados

e uns gorilas para manter as coisas na linha.

Pensei que estava no ramo imobili�rio.

O pai ofereceu-lhe um escrit�rio,

mas n�o o entusiasmava como os seus outros hobbies.

Os gorilas das festas, eram contratados atrav�s dos classificados?

O Jason gosta da chunguice, mas deixa o s�cio tratar dessas coisas.

- Foi ele que vos enviou, certo? - Porque faria ele isso?

Tiveram um desentendimento por causa dumas licen�as

e agora o canalha acha que o Jason lhe deve dinheiro.

- O canalha tem nome? - N�o sei.

O Guido, talvez. Arrendou um dos armaz�ns.

Acho que o pai do Jason � dono do armaz�m.

At� agora, o puto vivia sem preocupa��es.

Trabalhava quando lhe apetecia, tinha tudo.

Se ignorares o facto de ter sido raptado por causa do dinheiro do pai.

- Aqui tens. - N�o, quero isto aqui.

D�em-me o dinheirinho, eu arrisco-me.

E o que o dinheiro comporta?

O mi�do n�o podia abrir um jornal sem ver o pai Bregman a receber um pr�mio.

- � dif�cil estar � altura deste homem. - Tenta estar � altura dum b�bedo.

Sol Bregman tem duas contas pessoais. Tudo estava bem at� esta manh�.

Acreditas nisto? Um saldo de sete d�gitos.

Houve um levantamento de $250.000, em dinheiro vivo,

no dia seguinte ao rapto do rapaz.

O que achas? Pagou um sinal aos raptores?

$250.000 � muito dinheiro para despesas, at� para si.

- Agora trabalham para as Finan�as? - Onde est� o dinheiro, Sr. Bregman?

Tinha de fazer alguma coisa.

Conte-nos o que fez. Somos pessoas compreensivas.

Ap�s receber o pedido de resgate,

pensei que, se contactasse as pessoas certas...

Quem? Uns mafiosos quaisquer?

No meu ramo, conhecemos pessoas. Pensei que poderiam ajudar-me.

- E limparam-lhe um quarto de milh�o? - Foi o que ele disse que ia custar.

Quem?

O Jimmy Ameche. Arrenda alguns dos meus edif�cios.

� s�cio do meu filho. Aquelas festas...

Ter-lhe-ia dado tudo o que quisesse.

- Sente-se. - T�m uma almofadinha?

Fiz uma opera��o �s hemorr�idas com laser.

At� lhe trazemos marshmallows para o seu cacau quente.

Que simp�ticos.

Espero que isto n�o ocupe a manh� toda.

N�s tamb�m. Ent�o, era s�cio do Jason Bregman?

Sim. Tinha um edif�cio vazio e o Jason tinha uma maneira de fazer dinheiro.

- Soubemos que se desentenderam. - E depois? Os s�cios n�o discutem?

O Jason � um bom rapaz, mas tem os seus dias "n�o".

- Sim, como os �ltimos quatro. - N�o fa�o ideia.

"N�o fa�o ideia"?

Foi para isso que o Sol Bregman lhe pagou $250.000?

Estou a ver que chegou o momento de trocar informa��es.

Todos sabemos que o Jason est� desaparecido desde Sexta.

N�s sabemos. O que sabe o Jimmy que valha uma maquia daquelas?

O Sol Bregman ligou-me. Pensou que podia ajud�-lo nestas circunst�ncias.

O Jimmy � algum perito?

Tenho contactos e estava disposto a us�-los.

Pois claro, por um pre�o.

Tinha de fazer circular a guita. Sabem como funciona.

Claro, estamos familiarizados com os mecanismos da extors�o.

N�o faria isso a um amigo. O que teria a ganhar com isso?

Rapazes, posso falar convosco?

Fique a� quietinho.

Os agentes de vigia � casa do Bregman ligaram.

Saiu de carro �s cinco da manh�, seguiram-no at� casa do advogado.

- Entrou na garagem subterr�nea. - Ainda est�o a vigi�-lo?

Pensavam eles. Trocou de carro com o advogado e escapou.

Logan.

Sim?

Muito bem, mantenham-no a�.

Apanharam o Bregman perto do passadi�o, na 10� Avenida.

Pens�mos que o carro tinha sido assaltado ou abandonado.

O tipo estava sentado no banco da frente.

N�o foi muito sensato, Sr. Bregman.

Fiz o que tinha de fazer.

N�o tem telem�vel no carro? Podia ter-nos ligado, certo?

Levaram o telem�vel e as chaves. Fiquei encurralado.

- Como contactaram consigo? - Atrav�s do meu advogado.

Recebeu uma chamada deles.

Se nos tivesse avisado, ter-nos-�amos preparado.

Eu n�o sabia! Deram-me instru��es atrav�s do telefone.

Fizeram-me andar �s voltas e, depois, a vir para aqui.

Foi tudo igual. Tive de me deitar no banco da frente.

Alguns minutos depois, ouvi algu�m tirar as chaves.

Abriram a bagageira e tiraram o dinheiro.

- Quantos eram? - N�o os vi, n�o virei a cabe�a.

Fiz o que me mandaram. Ou�a, acabou-se. Est� feito.

Acabou para quem? J� me fartei de olhar e n�o vejo o Jason.

Para ele, ainda n�o acabou.

Este tipo... Acha que � isto � um neg�cio?

Paga-lhes e eles d�o-lhe o mi�do, como se comprasse um pr�dio?

Se algu�m raptasse a minha filha, borrifava-me para o que me dissessem.

Venderia tudo o que tenho, faria tudo para a recuperar.

E sei o que a casa gasta.

Eles deram-lhe instru��es atrav�s do telem�vel.

Estavam num s�tio onde o observassem e pudessem ver se era seguido.

Ele disse que lhe tiraram as chaves poucos minutos depois, certo?

E se inspeccion�ssemos aquela mercearia?

Antes dele, o �ltimo branco que vi por aqui foi o Clinton.

E esse trazia os Servi�os Secretos.

Quantas chamadas fez ele? N�o o Clinton, o outro gajo.

N�o contei. Fazia uma chamada, sentava-se na carrinha,

depois fazia outra chamada.

- De que cor era a carrinha? - Tamb�m era branca.

Observa-o a fazer telefonemas, mas n�o consegue descrev�-lo?

- Estava a ouvir o Howard Stern. - Ouve com os olhos?

Vamos l�, era alto, baixo, magro, gordo?

Era um gajo normal, da sua altura, bem vestido.

Tinha um casaco amarelo.

Os registos mostram tr�s chamadas da loja para o telefone do Bregman.

A Pol�cia T�cnica diz que a cabina n�o tem digitais que se aproveitem.

- Estamos com azar. - Talvez n�o.

Olha bem para aqui.

Mais duas chamadas, mesma altura, n�mero diferente.

Estava a actualizar quem ficou com o Jason.

Cabina p�blica na zona Sul do Bronx.

Os sacanas n�o podiam viver em Gramercy Park?

Essa coisa ainda funciona?

Tem linha.

H� muitos s�tios para esconder uma pessoa por aqui.

Sim, ou para enterr�-la.

O Jason deixou de ser �til assim que receberam o resgate.

Vou chamar refor�os. Vamos investigar a zona.

Ol�. J� passou a �poca de semear, n�o passou?

- Ainda n�o � tarde para a ab�bora. - Sou o Detective Mike Logan.

Estavam aqui esta manh�, por volta das seis?

Eu disse-te que era tr�fico de droga.

A minha mulher n�o confia em ningu�m.

Estamos interessados em saber quem usou aquela cabina.

Acho que vi um homem branco. Tinha um carro novo em folha.

Esteve ali quase duas horas.

- Que tipo de carro era? - N�o percebo nada de carros.

Era novo e grande. S� posso dar-lhe a matr�cula.

- Assentou a matr�cula? - Fa�o parte do Grupo de Vigil�ncia.

Aprendi todos os procedimentos no curso de patrulhas de cidad�os.

O �ltimo n�mero � um tr�s ou um oito.

Importa-se que lhe d� um abra�o?

Parece uma camisa que a minha ex-cunhada me mandou uma vez.

At� cheira a uma das tuas camisas.

- Sim? - Procuramos o Sr. Shepherd Watson.

Eu sou o Shep Watson. O que desejam?

Sou o Detective Logan e este � o Detective Briscoe.

- Podemos falar consigo l� dentro? - Claro. Entrem.

Perdoem a desarruma��o. Estou a preparar-me para uma exposi��o.

O que aconteceu? Houve outro assalto no pr�dio?

Tem um Chrysler de 92 com a matr�cula 2-PR-508?

Sim, est� na garagem.

Onde estava ontem de manh�, por volta das seis?

Est�vamos na zona Sul do Bronx. Medo... Teriam dado jeito.

Porque foi at� l�?

Tenho um projecto grandioso. Algo... terreal. Como o Christo.

O artista que cobriu as colinas da Calif�rnia com guarda-chuvas.

Um caiu e matou uma pessoa, n�o foi?

Bem, planeio fazer uma coisa bem mais in�cua no Bronx.

Ent�o, � artista. Conhece o Jason Bregman?

J� ouvi falar nele. O pai dele � muito importante no mundo da arte.

Srs. Agentes, n�o estou a perceber. Passei algum Stop ontem?

Trazia aquele casaco vestido?

Odeio cores de Inverno. Fui mesmo parvo. Fiquei congelado.

E se o derret�ssemos na esquadra?

27� ESQUADRA TER�A-FEIRA, 17 DE NOVEMBRO

Sim, estive no Sul do Bronx. Usei umas cabinas.

� poss�vel que tenha usado aquela cabina. N�o sei.

H� algum crime relacionado com isto?

- Falemos da 10� Avenida. - J� disse, nem passei l� perto.

Como o Detective disse, estive no Sul do Bronx.

- Decidam-se ou deixem-nos ir. - Sim, est�o a ser rid�culos.

O Shep vai montar uma exposi��o no Sul do Bronx.

Sabe, j� namorei com uma artista.

Lembro-me que, antes de qualquer evento, preparava esbo�os.

Estamos a criar um conceito, n�o temos nada em papel.

- � tudo inspira��o do momento? - Exactamente.

Mike, porque n�o levas a Menina Navarro para a outra sala

e tentas descobrir o que andavam eles a tramar ontem.

Basta!

Sim, queremos um advogado. N�o dizemos mais nada.

Tent�mos colaborar, mas isto est� a ir longe demais.

Usaram a palavra "A".

Que os vai safar em dois tempos. N�o t�m cadastro.

N�o est�o na base de dados e n�o alugaram nenhuma carrinha.

Isto � de loucos. Temos o carro do Watson na zona Sul do Bronx

e avistaram o casaco dele em Chelsea. - Quem guiava o carro, a Navarro?

- A idosa identificou um homem branco. - Descobriram algo na investiga��o?

Encontraram a �nica testemunha disposta a colaborar.

- Ainda est�o a analisar o carro deles. - Esta gente est� metida nisto.

Pode mant�-los satisfeitos at� podermos revistar o loft?

Arranjem um mandado.

Isto � arte? Talvez me tenha enganado na voca��o.

� muita bagagem para um fim-de-semana.

Ora, ora. Aruba.

Adivinha quem vai perder o jantar a bordo?

O que � isso, o jardim das ab�boras?

Este edif�cio via-se da cabina.

Mais pr�dios, mesmo quarteir�o.

E talvez a morada actual do Jason.

Dev�amos chamar os c�es outra vez.

Detective!

Acho que encontr�mos alguma coisa. Ouvi um barulho.

- Eu c� n�o ouvi nada. - Que barulho?

Na casa de banho, no 1� andar. Ouvi um barulho, depois parou.

- Queres verificar a canaliza��o? - A canaliza��o come�a na cave.

Quando � que o gajo das garras de metal aparece?

Rapazes, querem queimar as calorias dos donuts?

Caso n�mero 935193.

Estado contra Shepherd Watson e Helena Navarro.

A acusa��o � rapto qualificado, roubo qualificado

e tentativa de homic�dio simples.

Um hat trick. Como se pronunciam?

Sr. Dr. Juiz, os r�us ser�o representados

por um Dr. Hastings de Dade County, Florida,

e pe�o um adiamento at� o Dr. Hastings chegar.

Apanhasse o voo da madrugada, quero a pron�ncia.

N�o somos culpados de nada. A acusa��o � rid�cula.

Sim. Inocente.

O Estado pede que os r�us sejam detidos sem fian�a.

N�o vejo o risco de fuga.

Receberam um resgate de quatro milh�es

e tinham bilhetes de avi�o para o estrangeiro.

N�o tencionamos partir. Queremos ficar e resolver este erro absurdo.

Muito bem. Vou dar-vos uma morada permanente.

Os arguidos ser�o detidos preventivamente em Rikers, sem fian�a.

Admiro a sua dilig�ncia, Dra. Kincaid.

O processo-crime foi r�pido, a fian�a foi negada,

e tudo antes do meu jacto sair do espa�o a�reo de Miami.

Os seus clientes terem raptado, alvejado e abandonado um homem

deu azo a uma reac��o r�pida.

O facto de n�o estar a precipitar-se para o Grande J�ri diz-me que,

apesar de todas as desconfian�as, n�o tem provas.

O carro deles foi visto na zona onde encontraram o Jason.

Eles conheciam o pr�dio.

Tem �libis para todas as pessoas que j� se aliviaram naquele antro?

Quando Jason Bregman sair de estado cr�tico,

estou certa que identificar� os seus clientes.

Entretanto, ficam presos. Qual � a pressa? � essa a ideia?

Se n�o est� a par dos procedimentos, fornecemos-lhe um manual.

O manual � o mesmo em Dade County. � quase meio-dia.

Porque n�o conversamos enquanto comemos um prato agridoce?

N�o h� comida chinesa decente em Miami.

Podemos despachar-nos se os seus clientes se declararem culpados.

Que pena, detesto comer sozinho.

A pol�cia tem uma cassete do pedido de resgate.

N�o podem ver se h� correspond�ncia com a voz do Watson?

� sobretudo o Jason Bregman que fala. A outra voz foi distorcida.

Acho que n�o � poss�vel identific�-lo.

N�o era a primeira vez que convenciam o Grande J�ri com quase nada.

Adam, sei que o Sol Bregman � seu amigo.

- N�o tem nada a ver com amizade. - Ent�o, n�o me pressione.

N�o vou avan�ar at� ter uma identifica��o.

Quanto mais esperares, mais hip�teses tem o Hastings na audi�ncia da fian�a.

Quando deres conta, os clientes dele estar�o a vender arte no Panam�.

O Hastings sentir-se-ia em casa. Segundo o MP de Dade County,

foi o primeiro a ser chamado para defender o Noriega.

Um advogado de traficantes com um jacto privado. Pod�amos viver um ano

com o que deve estar a cobrar ao Watson e � Navarro.

Raptaram o rapaz e usaram o resgate para pagar ao advogado.

Fui ao casamento do Sol Bregman.

30 anos depois, estava com ele quando a esposa morreu.

N�o me interessa a gin�stica que tenhas de fazer,

quero uma ac��o criminal.

Sim?

Est� bem.

O Jason Bregman recuperou a consci�ncia. Pode falar.

�ptimo.

HOSPITAL ST. MARY'S QUINTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO

Estive algemado e vendado durante seis dias.

N�o consegui v�-los bem.

N�o sei se conseguiria identific�-los.

- Apanharam-no na rua? - De noite, � porta do meu pr�dio.

Quando dei por ela, estava na bagageira de um carro.

Consegue reconhecer as vozes?

Talvez. S� ouvi uma voz. N�o falavam muito.

N�o sabia se iam matar-me com um tiro ou � fome.

Acho que o meu filho j� suportou o suficiente por um dia.

O m�dico dele op�s-se a isto.

Doutor, s� voltarei a falar com ele quando achar que est� em condi��es.

Quero adiar a identifica��o o mais poss�vel.

N�o sabem se apanharam as pessoas certas?

A minha preocupa��o � o Grande J�ri.

Sem provas, o depoimento do seu filho pode ser in�til.

Est� � espera que lhe caiam fotografias no colo?

Quero que estas pessoas sejam julgadas

ou quando nos voltarmos a ver, ser� no gabinete do Adam Schiff.

O local dos nossos encontros n�o influenciar� o decurso do caso.

O Hastings � esperto. Depressa se aperceber� que est�s a empatar.

Os clientes dele n�o podem ter gasto quatro milh�es num fim-de-semana.

Se encontrarmos o dinheiro, teremos a nossa prova.

Basta uma picareta e uma p� e ningu�m encontra o dinheiro.

At� um rafeiro l� do bairro come�ar a escavar no quintal.

Para que quereria o Watson seis rolos de tecido de algod�o?

Devia querer fazer guarda-chuvas de algod�o para os drogados do Bronx.

- O mandado cobre cartas fechadas? - Agora, cobre.

Para um casalinho de artistas pobres, n�o olhavam a despesas.

Conta do cart�o de cr�dito do Watson: Raoul's, Provence, Greenstreet's...

Bem, as bebidas eram � pala.

Convites para inaugura��es de galerias, desfiles, cocktails.

- Que vida tramada. - Ainda mais quando h� descuidos.

Um aviso de atraso de pagamento, da Sutphin Lock'N'Store.

Apareceu aqui um gajo h� dois dias meia hora antes de fechar a loja.

- Ele era parecido com esta foto? - Sim, claro.

Sem barba e depois da opera��o. O gajo era novinho.

Fato de $1000 e bronzeado a combinar. Tive de indicar-lhe o cacifo.

- E, claro, pediu-lhe identifica��o. - Claro que n�o, se tinha chave.

Aqui est�. A-43.

Diz-se que o espa�o � um bem precioso.

Viu o rapaz com o bronzeado Gucci sair?

Sim, levava tr�s sacos.

Obrigado.

E eu todo preocupado com o jovem Sr. Bregman.

Parece que anda a apalpar as enfermeiras h� quase uma semana.

N�o temos a obriga��o de p�-lo ao seu dispor.

Quando o advogado nega � v�tima a oportunidade de identificar o r�u,

tenho de me perguntar porqu�.

Dr. Hastings, recebe � hora ou vai receber uma percentagem do resgate?

Ent�o � por isso que o seu nariz de menino de coro est� todo deformado.

Nunca me ocorreu perguntar aos clientes a origem do dinheiro.

Estamos interessados em saber para onde foi.

Segundo o plano de voo do La Guardia, o seu jacto partiu para Miami

uma hora depois de um an�nimo ter tirado tr�s sacos

de um cacifo alugado pelos seus clientes.

E o dinheiro est� enterrado no meu quintal em Coral Gables?

Ou num offshore qualquer.

Podia poupar o dinheiro do protector solar

referindo-se ao C�digo Penal, artigo 48.05, al�nea tr�s.

"A propriedade obtida para pagar os honor�rios da defesa, em boa-f�,

"n�o pode ser confiscada."

Com uma ordem do juiz, posso obrig�-lo a mostrar os seus livros.

A velha amea�a do co-conspirador.

Bem, for�a nisso. Deus sabe que j� se tentou.

Mas se quer manter-se ocupado, dedique-se a isto.

Um pedido de justifica��o. Quero uma identifica��o, Ben.

Segundo as enfermeiras, o Jason Bregman come na cantina com o pai.

Se espera por um hamb�rguer, tamb�m faz uma identifica��o.

O Sr. Bregman esteve inconsciente durante dois dias.

As suas mem�rias ainda est�o vagas.

Ou seja, n�o correspondem ao que lhe conv�m.

A Defesa n�o tem o direito de exigir a identifica��o pela testemunha ocular.

- Tem o direito de confrontar os r�us. - Mas s� em julgamento

e as identifica��es nunca foram inclu�das.

Sr. Dr. Juiz, os meus clientes j� est�o a cumprir pena sem pron�ncia,

julgamento e apenas com provas intang�veis contra eles.

O Dr. Stone est� a usar e abusar da Quinta Emenda.

Ben, n�o gosto de ter r�us presos

enquanto esconde algo que pode encerrar este caso.

Vamos em frente. Mo��o aprovada.

27� ESQUADRA, IDENTIFICA��O SEGUNDA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO

Muito bem, estou pronto. Darei o meu melhor.

Mandem-nas entrar.

N�o, lamento. Como vos disse, n�o cheguei a v�-los.

Obrigado. Tragam os outros cinco, por favor.

Sr. Bregman, demore o tempo que quiser desta vez.

N�mero quatro, d� um passo em frente e leia o cart�o.

"O Tribunal Criminal da cidade de Nova Iorque � assim estabelecido

"como um tribunal para toda a cidade, como indicado no artigo..."

Obrigado. N�mero cinco, d� um passo em frente e leia o cart�o.

"O Tribunal Criminal da cidade de Nova Iorque � assim estabelecido

"como um tribunal para toda a cidade, como indicado no artigo..."

N�o sei. As vozes parecem todas iguais.

Pe�o uma nova audi�ncia para estabelecer a fian�a.

N�meros um e cinco.

Espero que tenha mais sorte ao jogo, rapaz.

Uma fian�a de $200.000? Mais valia lev�-los ao aeroporto.

O que esperava? Apresentei um pedido de descoberta de provas.

Isso mant�-los-� aqui durante uma semana, a responder a perguntas.

A n�o ser que achem que uma casa de praia nas Cara�bas � mais confort�vel.

Onde tinha o Juiz Caffey a cabe�a?

Enviei as fotos do Watson e da Navarro para a pol�cia de Miami.

O Depto. Anti-Fraude identificou-os como Robert Martin Sennett

e Marlene Manzo. Procurados por roubo na Florida.

O Sennett � procurado no Nevada h� dois anos por tr�fico de droga.

N�o recolheram as digitais, da� n�o surgirem nas bases de dados.

Det�m-nos com base nos mandados. Aproveita e usa as identidades falsas,

talvez consigamos algo mais.

PENITENCI�RIA DE RIKERS ISLAND TER�A-FEIRA, 1 DE DEZEMBRO

A carrinha cinzenta foi alugada por Marlene Manzo, com carta da Florida.

A branca foi alugada por Robert Sennett, com uma carta do Nevada.

Nomes diferentes, os mesmos rostos.

Dizem que todos temos um s�sia algures.

Continuam a ser provas circunstanciais.

J� prendi pessoas com menos e vou prend�-los.

E se os meus clientes dissessem que h� outro elemento,

algu�m que planeou o esquema? Que acordo proporia?

E se eles recitassem a "Il�ada"? Do que est� a falar?

Nunca observaram o Jason com olhos de ver.

Foi uma ordem do Adam Schiff?

O Jason Bregman planeou o pr�prio rapto?

O velhote queria que ele trabalhasse. O Jason achava isso pouco razo�vel.

Ele � que nos contactou, n�o o contr�rio.

- Implorou-lhe que o alvejasse? - O rapaz queria realismo.

Uma fuga dram�tica com uma bala no ombro.

Quando o deixei, dizia estar bem.

- Queremos negociar, Ben. - Est� � espera que acredite nisto?

Bem, s� se ouvir isto.

Esta gente n�o est� a brincar.

Siga as instru��es deles ou acabou-se tudo.

Eles matam-me, percebe?

Esperem, vamos repetir.

Pai, � o Jason. Estou bem.

Esta gente n�o est� a brincar.

Siga as instru��es deles ou acabou-se tudo.

Eles matam-me, percebe?

N�o obstante as mentiras, n�o podemos ignorar isto.

O Jason diz ter estado manietado e amorda�ado durante seis dias.

Devia ter hematomas, mas os m�dicos n�o encontraram nada.

Sangrar at� � morte num pardieiro tamb�m fazia parte do plano.

Acho que fazia parte do plano da Navarro e do Watson.

Antes dividir entre dois do que tr�s.

� prov�vel que o Jason fosse c�mplice at� ao pagamento.

� imposs�vel provar a tentativa de homic�dio sem a colabora��o do Jason.

Ent�o, primeiro digo ao Sol Bregman que o filho � um ladr�o

e depois pe�o-lhe que conven�a o mi�do a cooperar.

Como sugeres que o fa�a, doutor?

Ouvi a cassete.

Se os sacanas a tinham, prova que s�o culpados. Estou certo?

Sim, mas n�o sei ao certo de qu�.

Os meus colaboradores acham que o Jason estava envolvido,

que n�o houve rapto. - O Jason, n�o. Recuso-me a ouvir.

Se fosse a ti, contratava o melhor advogado criminal que encontrasse.

� um ultraje! O meu filho estava moribundo quando o encontraram.

- � verdade. E se o Jason colaborar... - Como podes fazer isto?

Somos amigos h� mais de 30 anos.

Acreditas naquela escumalha e n�o no meu filho?

Acreditas nestas mentiras?

N�o te conhe�o, Adam. N�o te conhe�o, de todo.

Esperem. Vamos repetir.

Pai, � o Jason. Estou bem.

Com uma arma apontada � cabe�a, recitaria o "Hamlet" �s avessas.

Eles estavam prestes a matar-me.

Tinha de certificar-me que o meu pai compreendia isso.

Sr. Bregman, em todos os meus anos de carreira,

� provavelmente o criminoso mais est�pido que j� conheci.

- Vamos. N�o tenho de ouvir isto. - Jason, sente-se.

Ben, compreendo que estes canalhas digam seja o que for,

mas acho incompreens�vel que acredite nestas barbaridades.

Nick, sabe t�o bem como eu

que um j�ri n�o vai achar incompreens�vel.

Meu jovem, com a cassete, o Watson e a Navarro t�m uma excelente defesa

para as acusa��es de rapto e tentativa de homic�dio.

Isto � absurdo. Nunca os tinha visto antes de me terem apontado uma arma.

Se quer fazer esse jogo, for�a.

Mas posso acusar os tr�s de roubo agravado.

Quando quiser levar o caso adiante, avise-nos, Dr. Stone.

J� passou uma semana desde que lhe entreg�mos o Bregman.

Deixei bem claro que os meus clientes querem um acordo.

- N�o pus nada na mesa, Dr. Hastings. - Talvez o Sol Bregman o tenha feito?

Quer mesmo arranjar um sarilho desses comigo?

Os meus clientes arriscaram-se para colaborar consigo.

- Fazendo alega��es sem provas. - Tem a cassete.

Mas � uma cassete feita sob coac��o.

Precisamos de provas de cumplicidade antes do rapto.

Procurem na casa dele. Vai encontrar um quadro do Sr. Watson.

Ele colecciona arte. N�o tem de conhecer os artistas.

N�o foi por interesse de coleccionador.

Convencemos um avaliador de que a pe�a valia mais de $100.000.

O Jason pendurou-o numa galeria que tinha alugado e... desapareceu.

Declararam o roubo e dividiram o dinheiro do seguro.

- Espero que tenha o tal�o. - O Jason acobardou-se.

Tinha medo que o velho descobrisse. Mas ficou com o quadro.

SEGURADORA SEABOARD QUINTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO

Foi adicionada uma cl�usula � ap�lice do Sr. Bregman Junho passado

referente a uma pintura a �leo em tela, medindo 92 cm por 111 cm,

retratando um nu feminino, assinado por Shepherd Watson.

O roubo foi participado a 26 de Agosto.

- Apresentaram uma reclama��o? - Sim, mas cheirou-nos a esturro.

Uma reac��o instintiva para um agente de seguros.

Um roubo dois meses ap�s a compra. Chamou-nos logo a aten��o.

- Estivemos prestes a chamar a pol�cia. - O que vos impediu?

Recebemos uma carta educada a dizer que o quadro tinha sido recuperado.

Apresentar uma reclama��o falsa continua a ser um crime.

Temos muitos neg�cios com o Sol Bregman.

Se diz que n�o h� inten��o fraudulenta, acreditamos na sua palavra.

- Falou com Sol Bregman? - Foi ele que escreveu a carta.

Asseguro-te que n�o sabia o que estava a tramar at� receber a cassete.

Deixa-te de tretas.

Assim que soubeste que o Watson estava envolvido no rapto,

devias ter-me ligado. - E o que te diria?

Que o meu filho � um criminoso falhado?

Sei que ele poderia contribuir para a comunidade

se conseguisse interessar-se por alguma coisa.

Interessar-se por qu�?

Pode ser o �ltimo favor que te pe�o, Adam.

O Jason foi o �nico que se magoou. Quero que desistas do caso.

N�o posso fazer isso.

- Eu retiro a queixa. - � tarde demais.

Por favor, Adam, tenho de proteg�-lo.

Ficaste de bra�os cruzados e queres que eu resolva o problema.

Tenho medo de perd�-lo definitivamente.

Se o teu filho n�o colaborar, vais perd�-lo durante 20 anos.

Pode insistir o que quiser, Ben, mas n�o lhe vai valer de nada.

O meu cliente nega categoricamente qualquer envolvimento.

Por favor, Jason, p�ra de mentir. V�o mandar-te para a pris�o.

Meu jovem, nem o seu pai acredita em si.

O que acha que o j�ri vai fazer?

O j�ri n�o tem qualquer interesse pessoal nisto.

Por amor de Deus, Jason, n�o estou a tentar fazer-te mal.

De certeza que foi coisa do Watson.

Pois claro, n�o acha que eu seria capaz de uma coisa destas.

Acreditamos nas suas capacidades, Jason.

Quase enganou o seu pai em cinco milh�es.

Teria conseguido, se n�o tivesse chamado a pol�cia.

- Jason... - Foi por isso que o Watson me alvejou.

Gra�as a si, acabei deitado no ch�o com uma bala ao p� do cora��o.

Lamento, Dr. Stone. N�o suporto ouvir mais nada.

Jason...

Dr. Teller, o seu cliente est� disposto a fazer um acordo?

Roubo simples em troca do seu depoimento.

Ele culpa o pai de ter arruinado o esquema imbecil dele?

Aposto que o culpa por todos os seus fracassos.

Porque sente tanta raiva por um pai que o ama e lhe � dedicado?

� um comportamento comum em filhos de pais altamente bem-sucedidos.

Adoram rebelar-se, mas n�o querem pagar o pre�o.

- Esperemos que a justi�a seja cega. - Como assim?

� a �nica testemunha que tenho.

Deus queira que o j�ri n�o veja a ratazana hip�crita e manhosa que ele �.

Bem, se dizer a verdade for uma maneira de humilhar o pai,

acho que ficar� muito motivado. Ser� bastante persuasivo.

SUPREMO TRIBUNAL QUARTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO

O Sr. Watson insistiu em contar o dinheiro,

s� isso levou metade da noite. Como � �bvio, estava l� todo.

O meu pai � pateticamente honesto.

Por favor, conte-nos o que aconteceu a seguir.

Fomos at� Queens.

O Sr. Watson e a Menina Navarro puseram os sacos no cacifo

e depois volt�mos � cidade para executar o resto do nosso plano.

- E o que era o resto do plano? - Teria sido um detalhe inteligente,

se os meus amigos tivessem cumprido a parte deles.

Conclu�mos que libertar-me levantaria suspeitas.

Uma fuga seria mais convincente.

O tiro foi ideia do Sr. Watson.

Obrigado. A testemunha � sua.

Sr. Bregman, n�o lesionou o joelho num acidente de tren� h� quatro anos?

� verdade.

Gosta de mostrar a cicatriz e gabar-se dela?

Mostrei-a a algumas pessoas. E depois?

O seu pai mandou-o para St. Barts para convalescer.

Estou a ver onde quer chegar, mas n�o planeei fracturar o joelho.

Foi um acidente. A culpa n�o foi minha.

Compreendo.

Falemos agora do seu neg�cio imobili�rio.

Era respons�vel pelo armaz�m no n�mero 631 da Rua Dwyer?

� um dos armaz�ns do meu pai.

Na verdade, agora pertence ao Banco First Dominion.

Executaram a hipoteca no ano passado, n�o foi?

- � verdade, j� me lembro. - Falhou um pagamento.

- Porque n�o fez o pagamento? - A minha secret�ria n�o me avisou.

E onde estava, Sr. Bregman?

Estava em Palm Beach. A culpa n�o foi minha.

Nunca tem culpa de nada, pois n�o?

- Sr. Dr. Juiz. - Retiro o coment�rio.

Quanto � primeira acusa��o, roubo qualificado,

como consideram a arguida Helena Navarro?

Culpada.

Quanto � segunda acusa��o, tentativa de homic�dio simples,

como consideram a arguida Helena Navarro?

Inocente.

Quanto � primeira acusa��o, roubo qualificado,

como consideram o arguido Shepherd Watson?

Culpado.

Quanto � segunda acusa��o, tentativa de homic�dio simples,

como consideram o arguido Shepherd Watson?

Inocente.

Os r�us ficar�o detidos a aguardar a leitura da senten�a, a 9 de Fevereiro.

Sr. Bregman, tratarei da sua senten�a nessa altura.

SUPREMO TRIBUNAL TER�A-FEIRA, 9 DE FEVEREIRO

O seu cliente continua sem aparecer, Dr. Teller.

Falei com ele ontem, Sr. Dr. Juiz. Assegurou-me que viria.

Estamos aqui h� uma hora e pe�o-lhe que revogue a fian�a do Sr. Bregman

e emita um mandado de deten��o. - Deve haver uma explica��o razo�vel.

Parece que o Sr. Bregman saiu da nossa jurisdi��o.

Pois parece. Revogo a fian�a e emito um mandado de pris�o.

N�o fa�o ideia de onde ele est�.

Mas sabia que ele n�o compareceria em tribunal hoje.

- Sol, perdeste o ju�zo? - N�o podia deix�-lo ficar mal.

- Agora, vais ajudar-nos a encontr�-lo. - Para o porem tr�s anos na pris�o?

Por favor, Sr. Bregman, n�o fa�a isto. Est� a obstruir a justi�a.

O meu filho conta comigo, Dr. Stone. Ajud�-lo-ei sempre.

E quando fores preso e levado a julgamento, ele ajudar-te-�?

Pede um mandado de pris�o para Solomon Bregman

por obstru��o � justi�a.

ESTA HIST�RIA � FICT�CIA.

Tradu��o e Legendagem Lu�sa Ferreira / CRISTBET, Lda.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

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