All language subtitles for 410 - The Pursuit Of Happiness-por

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam Download
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

No sistema de justi�a criminal,

as pessoas s�o representadas por dois grupos distintos mas importantes.

A Pol�cia que investiga o crime e o MP que processa os casos.

Estas s�o as suas hist�rias.

Ela fez isso numa noite de semana?

- O que hei-de fazer? - N�o a deixes sair.

Ela diz que, se a trancar no quarto, sai pela janela.

J� viste as discotecas que eles frequentam?

Quinze anos... Os teus anos de tortura est�o s� a come�ar.

Duas e meia. Achas que o Cooper j� c� est�?

A uma Quarta? Nem pensar.

- Billy? - Cooper?

Coop!

Cara�as...

O que raio aconteceu aqui? Coop!

Billy!

C'um cara�as...

Repara nisto. Quase chamuscou os bot�es.

Estava a pouco mais de um metro, no m�ximo.

Dois tiros � queima-roupa no peito. N�o queria correr riscos.

Cooper, William. 56 anos. Era o dono do matadouro.

Arrombaram o cofre. Se calhar, foi um drogado apanhado de surpresa.

Certo. Debateram-se e o drogado matou-o.

Espero que o Agente Kenney n�o v� fazer o exame para sargento em breve.

Vai ter dificuldades no teste de visualiza��o espacial.

- Sou bom a geometria. - Ai sim?

Temos um arquivo tombado, uma data de pap�is no ch�o,

mas quase nada pelo meio. Acha que come�aram a lutar,

pararam para petiscar e depois vieram lutar para este lado?

E quando acabou o primeiro round, voltaram para o escrit�rio.

- Talvez n�o tenha havido luta. - � uma ideia a ponderar.

Estava l� fora. A Pol�cia T�cnica acha que foi usado para abrir a porta.

Deixe c� ver. Adoro.

Ele entra, mata o gajo, depois sai e arromba outra porta.

O tipo estava com pressa. Isto estava no beco das traseiras.

Isto est� cada vez melhor.

Mata uma pessoa por trocos e descarta-se de uma arma de $500.

Mandem isto para o laborat�rio.

Se tiverem mais teorias brilhantes, digam.

Pendurarias fotografias da tua filha desta maneira?

N�o � filha dele, a n�o ser que seja adepto do incesto.

S�o um casal.

LEI & ORDEM - S�RIE 4 EM BUSCA DA FELICIDADE

Quem? Quem mataria o William?

O seu marido tinha problemas com os empregados?

- Havia algu�m zangado com ele? - Porqu�? Porque foi ao escrit�rio?

Tem quem trabalhe para ele. Porque tinha de fazer tudo?

E os amigos dele? � poss�vel que tivesse ido ter com um amigo?

N�o conhe�o ningu�m assim. N�o conhe�o os amigos do William.

Podemos ver a agenda de telef�nica dele ou a agenda normal?

Eu vou procurar, est� bem?

�amos celebrar o nosso segundo anivers�rio de casamento em breve.

Vim para a Am�rica para ficar segura e matam o meu marido.

Sra. Cooper, lamento fazer-lhe isto,

mas tenho de lhe perguntar onde esteve ontem � noite.

Eu?

Sra. Cooper...

Eu compreendo.

Em Moscovo, se nos perguntam isso, � porque vamos para a cadeia.

N�o estamos a prend�-la. Por favor, diga-nos onde esteve.

Estive em casa.

Como sempre, � espera do William.

- Certo. Passou a noite toda em casa? - Sim... Bem, n�o.

Fui comprar bolos para o pequeno-almo�o do William.

Podia fazer-lhe bolos, mas ele prefere os da loja.

CASA DE PHIL GUARDINO QUINTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO

Pedi-lhe para n�o ir para l� sozinho. Aquele filho da m�e idiota.

Phil, ele morreu. N�o adianta nada zangares-te.

Estiveram com a Irina? Ela est� bem?

Coitada da mi�da. Foi a melhor coisa que lhe aconteceu.

F�rias na R�ssia. Ach�mos que estava doido, at� ele ter voltado com ela.

Ela disse que tinham papelada para tratar.

Encomendas para o fim-de-semana. Estamos no ramo da restaura��o.

Podia ter despachado isso hoje.

Vai ser uma confus�o pegada, temos de nos preparar para a correria.

Ent�o, devia ter um motivo para ir l� ontem � noite.

Ele e a Irina tinham planos para hoje, era o anivers�rio de casamento deles.

Pergunta-me porque estava l�? Foi um assalto, certo?

- Era �ntimo do Sr. Cooper, n�o era? - Diria que sim.

Sr. Guardino, estamos a investigar um homic�dio.

Acham que o Billy era corrupto?

O neg�cio da carne tem um aroma pr�prio e nem sempre vem das vacas.

O Billy era o rapaz que passou o baile de finalistas encostado � parede.

Esque�a a hip�tese dos inimigos, nem sequer tinha amigos.

O Sr. Entusiasmo. Ele por acaso tinha uma arma?

Sim, uma Browning.

Tinha-a ao lado da secret�ria. Porqu�?

15 milh�es de armas e a maioria � guardada em casa.

Morto com a pr�pria arma. Que surpresa.

Nenhum dos empregados tem cadastro ou liga��es ao crime organizado

e n�o havia digitais na arma ou na chave de fendas.

E uma falsa luta. Ou o assassino o conhecia ou sabia que ele estava l�.

Ou n�o. Algu�m bate � porta, n�o parece amea�ador, deixa-o entrar.

A mulher n�o pareceria muito amea�adora com um casaco de peles.

V� l�. Ela disse que era estudante na R�ssia, n�o actriz.

Eu choro quando levo uma multa. Viu os b�fias e derramou umas l�grimas.

A sa�da de emerg�ncia do pr�dio dela d� directamente para a rua.

Podia ter sa�do sem ser vista pelo porteiro.

As mulheres matam sempre os maridos? Tens um motivo?

Ele tem 56 anos, ela 26. Ele � rico, ela � linda.

� preciso ser um g�nio?

Ele era muito rico? Sabemos quanto valia?

Gastavam $2.000 no Bloomingdale's por m�s, at� h� tr�s meses.

De repente, parou. Ser� que ele lhe anulou o cart�o de cr�dito?

N�o por falta de dinheiro.

Tinha $190.000 em investimentos a curto prazo.

Eras capaz de matar por isso?

Se conseguires viver com juros de $6.000 por ano.

H� dois anos, deu $10.000 � Associa��o Russo-Americana.

Ele devia adorar a m�e-p�tria dela.

Russo-Americana... J� vimos isso.

Os $10.000 n�o foram um acto de generosidade.

Magda, 20 anos.

Svetlana, 22 anos, procura um cavalheiro americano atencioso.

S� falta a parte dos electrodom�sticos. � um cat�logo de esposas.

ASSOCIA��O RUSSO-AMERICANA SEXTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO

Cooper, Cooper.

Uma semana no Hotel Metropol, conheceu v�rias mulheres,

apaixonou-se pela Irina. A primeira Sra. Cooper.

E voc�s, amigos? Ainda s�o unha com carne com as vossas esposas?

N�o, dois div�rcios, continuo avulso. Tem aqui um belo neg�cio.

O Cooper queria o mesmo que muitos homens querem e n�o t�m.

Comida na mesa e nada de dores de cabe�a quando querem mimos.

E a Irina? S� lhe interessava uma carteira recheada, certo?

Como se sentem as Irinas depois de receberem a nacionalidade?

Quando voc�s v�o no primeiro caf�, o Ivan e o Boris v�o na terceira vodka.

Tamb�m achariam o Cooper um mimo. Pode n�o ser amor, mas o que � isso?

Seja o que for, n�o se encontra num cat�logo.

O Cooper queria uma esposa e n�o sabia o que fazer.

- Quem � o senhor para o condenar? - Quem, eu?

Sou o tipo de homem que acha que as mulheres n�o se compram.

Quando � que a Sra. Cooper vai receber a nacionalidade?

Demora dois anos. � Irina, faltam-lhe oito semanas.

� f�cil ou n�o? Est� bem, eu espero.

Comprou a mulher por cat�logo.

O que foi feito das flores e dos chocolates?

O tipo era um tot� de meia-idade. H� que ter pena dele.

Tenho pena dela.

Dois solit�rios na noite? Espera at� chegares aos 55.

Quero l� saber se era muito solit�rio.

Se queres estar com algu�m, tens de conhecer a pessoa,

falar com ela e talvez venha para casa connosco.

N�o � preciso comprar uma russa desesperada.

Desculpa l�, � Robert Redford.

Sim? Est� bem. Obrigado, Eddie.

Caramba, a Imigra��o acredita mesmo no casamento.

Quem se divorciar antes dos dois anos, perde o direito � nacionalidade.

E se ainda estiver casada quando o patrocinador levar um bal�zio?

S�o "circunst�ncias especiais". A Irina recebe a cidadania na mesma.

S� haveria motivo se estivesse a divorciar-se, o que n�o era o caso.

Talvez. O dono da ag�ncia disse que o Cooper mantinha contacto

com outro casal que tinha juntado.

Os novatos gostam de falar com outras pessoas na mesma situa��o.

Anda. Eu levo o carro.

J� passou pelo menos um ano.

O Cooper n�o era l� grande coisa em termos de conv�vio.

- E a mulher dele? - N�o a conhec�amos muito bem.

A Irina e o Billy s�o boas pessoas. Muito simp�ticos e felizes. Como eu.

Dou-lhe tudo o que ela quer, para que ande feliz.

Sr. Berman, a sua esposa disse que os Cooper eram muito felizes.

O senhor disse que n�o se falavam h� um ano, como poderia ela saber?

O que se passa?

Sra. Berman, a Irina tinha problemas em casa?

A Irina quer sair de casa.

- Queria separar-se? - N�o, queria sair.

Ter vida pr�pria, percebe?

Arranjou um emprego para ganhar dinheiro. O William n�o gostou.

A cozinha e a lida da casa n�o a satisfaziam?

A minha mulher fez uma amiga. Eu n�o gostava do Cooper.

N�o era pessoa que convidasse para minha casa.

A Irina � t�cnica de laborat�rio. Eu vou buscar o n�mero dela.

LABORAT�RIOS HUDSON SEGUNDA-FEIRA, 28 DE SETEMBRO

A Irene trabalha tr�s tardes por semana. Disse-lhe para tirar uns dias.

Irene? Parece que era mais americana aqui do que em casa.

O trabalho dela � excelente.

N�o sei como julgam as pessoas, mas para mim � o suficiente.

O marido dela devia ter outros padr�es.

Soubemos que n�o a queria fora de casa.

- Se sugere que... - Francamente, � de loucos.

Com licen�a. Tenho de ver umas an�lises ao sangue.

Tornaram-se amigas.

Talvez nos possa contar o que ela est� a tentar esconder.

O Cooper esteve aqui uma noite destas. A �nica noite em que ela fez ser�o.

Ele queria que ela fosse para casa. Nada de grave.

Estava aqui na noite em que o marido dela apareceu?

Sabe porque o Cooper foi � R�ssia?

Estes tipos querem mulheres que limpem a casa, criem os mi�dos

e depois se pavoneiem de roupa interior quando chegam a casa.

Menina Farrell, refere-se aos problemas da Irina Cooper ou aos seus?

O marido dela era uma besta.

A Irina tem um filho de seis anos na R�ssia.

- O Cooper n�o o queria mandar vir. - Talvez ela achasse que merecia mais.

Mere�o mais deste laborat�rio. N�o quer dizer que v� matar o meu chefe.

Ela tem raz�o. Se todas as esposas descontentes matassem os maridos,

fariam fila at� Poughkeepsie.

Descontente � quando t�m de apanhar as meias do marido do ch�o.

A Irina fez 16 mil quil�metros para come�ar uma vida nova

e o bom do Billy passa-se sempre que ela olha pela janela.

Para mais, deixou o filho dela encalhado em Moscovo.

- Achas que constitui motivo? - Ele cancelou-lhe os cart�es.

Prometeu-lhe o sonho americano e fez-lhe a vida negra.

E, se pedisse o div�rcio, seria recambiada para a R�ssia.

Isso � um motivo. Provem-no e ficarei convencida.

Mike?

N�o sei... Provavelmente, sabia onde ele guardava a arma.

Mas n�o imagino esta mulher a ir at� l�, meter-lhe um bal�zio

e, horas depois, chorar na nossa presen�a. N�o me cabe na cabe�a.

Espera, espera um minuto.

O Cooper estava l� sozinho porque tinham planos para a noite seguinte.

A noite em que ele devia ter ido ao escrit�rio.

O que me interessa saber � quem planeou tudo.

Quinta-feira � noite, "Irene" com o ponto de interroga��o ao lado.

Este gajo apontava tudo e mais alguma coisa.

Como � poss�vel que n�o soubesse os planos dela?

- Isso tem import�ncia? - Tem se ela n�o tinha plano nenhum,

se queria apenas que ele fosse ao escrit�rio sozinho.

O seu marido n�o gostava que a Irina trabalhasse.

O William compreendia. Tenho forma��o, queria trabalhar.

Tem um filho na R�ssia. O Sr. Cooper n�o queria que ele viesse para os EUA.

N�o, n�o. O William queria apenas esperar at� termos um filho juntos.

Sra. Cooper, o seu marido trabalhou naquela noite

porque tinham planos para a noite seguinte, certo?

Pode dizer-nos que planos eram?

Foi ideia do William.

Como gosta de musicais da Broadway, compr�mos bilhetes.

Como duvido que fosse ao teatro na noite a seguir � morte do seu marido,

ainda tem os bilhetes, certo?

O que est�o a fazer n�o � certo.

Acham que queria que o meu marido morresse?

Ligam aos meus amigos, v�o ao meu trabalho...

- Ent�o, n�o tem os bilhetes? - E se n�o tiver?

Acham que menti ao William para poder mat�-lo?

O William gostaria de ter ido.

Talvez possa troc�-los e levar a sua esposa.

Quinta � noite. 65 d�lares cada bilhete. "Guys and Dolls".

� poss�vel. Os bilhetes impedem que v� ao escrit�rio na Quinta, com gente,

e p�em-no l� quando est� vazio. - Ou�am bem o que estamos a dizer.

Sem os bilhetes, estava tramada.

Como tem os bilhetes, tramamo-la � mesma.

S� seria ilibada se tivesse estado na sauna com seis pessoas.

- Ela sabia que ele estava sozinho. - � verdade.

Ai sim? Se � assim t�o esperta, porque n�o fez o assalto parecer real?

Sabes o que acho? Ela lembra-te uma esposa que n�o te agrada.

Pronto, n�o morro de amores por ela.

Pelo que ouvi, tamb�m n�o fiquei f� do falecido.

Eu ouvi-a, observei-a.

Podem chamar-lhe instinto ou que quiserem.

- Nem pensar que premiu o gatilho. - Talvez tenha tido ajuda.

Talvez. Acreditaria que estivesse envolvida.

Imaginem que estava em casa quando ele foi morto.

Ela saiu. Talvez estivesse � espera de um telefonema.

"O trabalhinho est� feito, amor." Depois, vai encontrar-se com algu�m

e combinam as vers�es da hist�ria. Mas n�o pelo telefone.

O porteiro disse que ela comprava past�is num supermercado coreano.

Arranjem uma fotografia da senhora e v�o dar uma volta.

RUA 62 E 3� AVENIDA QUARTA-FEIRA, 30 DE SETEMBRO

J� vamos na oitava. Quantas lojas destas vamos visitar?

Espera, n�o achas que vale a pena?

O Cooper queria que ela ficasse em casa. Era meia-noite.

N�o devia j� ter comprado os past�is e estar em casa � espera dele?

A n�o ser que soubesse que ele n�o voltaria.

Obrigado. Vamos continuar.

Sim... A brasa russa.

- Parece que a conhece muito bem. - � uma freguesa habitual. O que fez?

Viu-a na Quarta � noite, por volta da meia-noite?

Uma vez, apareceu j� tarde, mas n�o me recordo da noite.

Veio �s compras com o marido, o sortudo.

- Meia-idade, com excesso de peso? - De quem est� a falar?

Estava na casa dos trinta, um pouco parecido consigo, mas mais baixo.

Preciso mesmo de saber qual foi a noite.

M�e!

Foi na Quarta. Um puto derramou gasosa no meu livro de Qu�mica.

Conseguiu ver bem o homem que estava com a brasa russa?

Mais ou menos. Estava l� fora. Estava sempre a apress�-la.

Tem aqui o meu cart�o. Vou contact�-lo, est� bem?

- Est� bem. - Obrigad�ssimo.

Estava enganado.

Temos o suficiente para um mandado de busca?

O Juiz Beckall acha que sim.

Acordamo-lo de manh�. Vou levar-lhe uns past�is.

Eu n�o tenho um namorado.

Com quem estava naquela noite, o homem que passeia os c�es?

O empregado olha sempre para mim. Quer sonhar comigo.

O seu namorado estava a tr�s metros. Duvido que o empregado sonhasse.

Mike.

Entregue � Federal Insurance Company por William Cooper.

Uma conta da Cl�nica Feminina Westside, da utente Irina Cooper.

Raspagem e suc��o. Interrup��o volunt�ria da gravidez.

Tive um problema m�dico.

Tivemos pena de perder a crian�a.

A interrup��o foi volunt�ria. O que a levou a faz�-la?

CL�NICA FEMININA WESTSIDE SEXTA-FEIRA, 2 DE OUTUBRO

Talvez me lembre dela ou talvez n�o. Se me lembrasse, n�o vos diria.

Doutor, conhecemos as regras.

Ent�o, sabem que os pacientes t�m direito � confidencialidade.

No que concerne a ficha cl�nica. N�o queremos saber dos exames dela.

Queremos saber o que o marido disse.

- Isso tamb�m � confidencial? - Doutor, vou quebrar as nossas regras.

N�o podemos falar sobre uma investiga��o em curso,

mas avivaria a sua mem�ria se lhe dissesse que o marido dela morreu

e que achamos que foi ela que o matou?

N�o... N�o este casal. O homem adorava-a.

Tinha-lhe segurado a m�o durante a opera��o, se pudesse.

Tinha cerca de 1,80 m e estava na casa dos 30, certo?

N�o reparei na altura dele,

mas estava na casa dos 30. Era um porto-riquenho bem-parecido.

N�o lhe perguntei quem era o pai. Estava a ajudar uma amiga.

Se ela tivesse um beb� moreno e de cabelo ondulado,

diria que s�o mais do que amigos.

O que aconteceu? O marido dela descobriu?

O aborto foi ideia dele, n�o foi?

N�o quis jogar � roleta russa, caso o filho n�o fosse dele.

- Fiz um favor a uma amiga. - Pois, � um grande amigo.

At� foi com ela comprar past�is para o marido dela.

- N�o sei do que est� a falar. - Vamos ajud�-lo, Sr. Nunez.

O senhor e a Sra. Cooper, Quarta-feira, meia-noite, 3� Avenida.

Estava a trabalhar na noite em que o marido dela foi assassinado.

Passei a noite aqui, sozinho.

O registo diz que saiu �s 22:15.

- Tenho trabalho para fazer. - Com licen�a.

Temos uma testemunha que o viu com ela.

N�o, senhor. Fui dar uma volta e regressei 15 minutos depois.

Devo ter-me esquecido de picar o ponto. Se � tudo...

- Reparaste nas luvas dele? - Sim. Se n�o queres deixar digitais...

As luvas t�m talco. Talvez tenha ficado algum na arma.

Fant�stico. A Pol�cia T�cnica usa as mesmas luvas.

Usa o mesmo tipo de luvas, mas ser�o id�nticas?

Estavam no lixo. Quer dizer que n�o as roubei.

LABORAT�RIO FORENSE SEGUNDA-FEIRA, 26 DE OUTUBRO

Devem pensar que � f�cil encontrar talco numa arma.

Tive uma namorada que adorava talco. Ficava s�culos no corpo.

Aposto que nunca procurou digitais nela.

Esque�a. N�o quero saber.

Quando se procuram digitais, a superf�cie fica contaminada,

pelo que desmont�mos a coronha. E voil�... Talco!

A m� not�cia � que o talco das nossas luvas e das do Sr. Nunez � id�ntico.

Espero que venha a� uma boa not�cia.

O agente antitranspirante. A marca do Nunez usa microcristais.

Funciona, mas � mau para o ambiente.

A Pol�cia T�cnica mudou para uma marca com materiais org�nicos.

Hoje, o que me preocupa n�o � o ambiente. Ent�o e a arma?

Tinha o talco do Sr. Nunez. D�em-me duas horas e assino o relat�rio.

O MP vai querer saber porque o namorado alinhou.

Se o j�ri olhar para ela, vai fazer logo as contas.

Talco numa arma? Teremos uma parada de especialistas de Qu�mica.

A testemunha viu-o com ela na noite em que o Cooper morreu.

� circunstancial.

Claire, o namorado estava com ela quando fez o aborto,

mas foi o marido que avisou o seguro. Acha isso circunstancial?

E se o beb� era do namorado?

� um motivo para fazer um aborto, n�o para matar o marido.

Provavelmente, o marido obrigou-a a abortar.

Como se sentiria? "Ou fazes o aborto ou voltas para a R�ssia, querida."

Entretanto, ela tem um filho na R�ssia e ele n�o o quer aqui.

- Eu quereria matar o gajo. - N�o � a si que vamos acusar.

Se o Cooper pedisse o div�rcio, iria imediatamente para Moscovo.

Conhece a posi��o da Imigra��o quanto a casamentos de conveni�ncia.

Ela teria de esperar cinco anos por outra oportunidade.

A mulher provou comidinha gourmet,

nem pensar que vai ficar na fila � espera de uma sopa azeda.

N�o sei onde eles est�o.

A n�o ser que tenham um mandado, est�o em propriedade privada.

Com licen�a.

Agora, v�o levar-me para a pris�o.

� isso mesmo, Sra. Cooper, vamos lev�-la para a pris�o.

Alex Nunez e Irina Cooper, est�o presos pelo homic�dio de William Cooper.

T�m direito ao sil�ncio.

Tudo o que disserem poder� ser usado contra voc�s...

Caso n�mero 680821.

O Estado contra Irina Cooper e Alejandro Nunez.

As acusa��es s�o homic�dio simples e conspira��o simples.

Dr. Morrison, como se pronuncia o seu cliente?

Inocente.

- Dr. Feldman? - Inocente.

A vida � bela e todos os filhos de Deus s�o inocentes. Vamos � fian�a.

O Sr. Nunez tem fam�lia em Porto Rico. O Estado acha que h� risco de fuga.

Pedimos que ambos os arguidos sejam detidos sem fian�a.

Sr. Dr. Juiz, que eu saiba, Porto Rico � um territ�rio dependente dos EUA.

- E duvido que fujam para a R�ssia. - N�o quero que fujam, ponto final.

A Sra. Cooper n�o � cidad� americana. Tem motivos para fugir; sem fian�a.

Fian�a de $200.000 para o Sr. Nunez, em dinheiro ou cau��o. Pr�ximo.

Ora, Ben, circunstancial n�o � a palavra adequada.

Que palavra prefere? Gan�ncia? Adult�rio?

- Ambas indicam premedita��o. - Tamb�m indicam muitas d�vidas.

� verdade que pode afirmar que estas pessoas ca�ram numa armadilha.

- N�o s�o assassinos frios. - Foi um acidente?

Os seus clientes conspiraram para manter o Sr. Cooper no escrit�rio,

para que o Sr. Nunez pudesse mat�-lo.

A ideia foi sua ou foi ela que o persuadiu?

Ela n�o me persuadiu a nada.

Tem algum acordo para propor?

A Sra. Cooper aceitar homic�dio qualificado e o Sr. Nunez simples

e poderemos recomendar uma senten�a mais baixa.

Se n�o diminuir as acusa��es, n�o h� acordo.

- O Sr. Nunez cumpre tr�s a nove anos. - A Sra. Cooper nem um �nico dia.

Sr. Nunez, quer mesmo pagar por tudo porque a ama?

Podem fazer-me o que quiserem, desde que a Irina n�o v� presa.

Pode ser condenado a 25 anos de pris�o ou a pena perp�tua.

- Se ela o convenceu a fazer isto... - Ouviu-o, eles est�o juntos nisto.

Muito bem. Ent�o v�o os dois a julgamento.

Alex.

Tem a certeza que a arma � o suficiente para conden�-los?

Espero bem que sim. N�o contaria muito com a testemunha.

- Acha que ele est� a fazer bluff? - O Tom Morrison?

N�o conseguiria fazer bluff nem com um straight flush.

O coreano n�o tem cadastro. Tem uma vis�o perfeita

e indicou o Nunez numa identifica��o. � a testemunha perfeita.

Pois. Li��o n�mero 12:

as testemunhas perfeitas t�m sempre um rabinho de fora.

Ent�o, qual � o argumento?

A v�tima comprou uma mulher e tratava-a como um objecto.

Ela tem um caso, ele descobre tudo,

assim como o facto de ela estar gr�vida de pai inc�gnito

e obriga-a a fazer um aborto.

Amea�a recambi�-la para a R�ssia.

Diz ao amante que ele vai estar sozinho no escrit�rio e que deve despach�-lo.

Condenem o namorado. Provem que eles tinham um caso

e a noiva de encomenda � devolvida ao remetente.

N�o vai ser f�cil. O porteiro do pr�dio do Cooper nunca viu o Nunez.

O Nunez vive numa cave. Os vizinhos nunca viram a Irina.

Verific�mos as facturas dos cart�es de cr�dito. Nada de hot�is.

Voltem a verific�-los. N�o eram invis�veis.

E n�o consumavam o caso na arrecada��o do laborat�rio.

Algu�m tem de saber alguma coisa.

J� disse � pol�cia. Se tinham um caso, n�o dei por nada.

Viu os dois sa�rem juntos v�rias vezes. Sabia que a Irina ia fazer um aborto.

Porque pediu ao Sr. Nunez que fosse com ela?

Ela precisava de apoio moral. A doutora n�o precisaria?

Se precisasse de apoio moral, pediria a algu�m que me fosse muito querido.

A senhora n�o � parva.

Um homem atraente e uma mulher bonita com um marido mais velho.

O Alex Nunez viu o que queria e foi em frente.

Se n�o depuser, ele safa-se com o crime que cometeu.

Tem c� uma lata. Onde estudou?

Radcliffe? Vassar? Uma dessas faculdades?

O Alex trabalhou para pagar os estudos. N�o � um explorador. N�o � desses.

N�o questiono os motivos deles, apenas o resultado.

O Alex queria ajud�-la. Ia pagar a viagem do filho dela.

Tudo o que o Cooper queria era uma criada de dia e uma pega � noite.

Se me obrigar a depor, n�o vai ouvir o que precisa.

Podemos faz�-los parecerem culpados, mas despertar�o empatia.

Tamb�m mataram o marido dela.

Os jurados n�o v�o ficar com peninha dela.

Mas as juradas v�o. E nenhuma testemunha abona a favor do Cooper.

- Ele comprou uma esposa. - A empatia n�o � o �nico problema.

O problema � saber em que vers�o da verdade o j�ri vai acreditar.

Se concordarem connosco em como o Nunez matou o Cooper,

pode dizer que foi l� falar com ele, o outro sacou da arma e houve luta,

mas que n�o tencionava mat�-lo. - Talvez seja em parte verdade.

S� se tivessem dito logo.

Devassaram o escrit�rio depois de mat�-lo para simular um assalto.

E como � que o Nunez sabia que o Cooper estaria l�?

Podem dizer que foi coincid�ncia. A Irina Cooper pode safar-se.

Ent�o? Liga ao Stan Feldman.

Se eu disser que foi o Alex? N�o, a culpa n�o foi dele.

De quem foi a culpa, Sra. Cooper?

De ningu�m.

Sra. Cooper.

Sra. Cooper.

Mentiu. Enganou o seu marido.

Fez com que ele fosse ao escrit�rio.

O que acha que o j�ri vai concluir da�?

O William tirou-me da R�ssia.

Gostava dele por isso.

Ele n�o era um homem mau.

Era apenas... muito simples.

Ele era como uma crian�a.

- Irina... - N�o!

N�o vou dizer nada sobre o Alex!

SUPREMO TRIBUNAL QUINTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO

Ele mostrou o escrit�rio � Irina, logo depois de ela ter chegado.

Tirou a arma e mostrou-lha.

Como reagiu a Sra. Cooper?

Falou de uma arma russa, uma Tokev, Tokarev, ou coisa parecida,

disse que era tamb�m muito boa e que a usara no Ex�rcito Russo.

Obrigado. A testemunha � sua.

Sr. Guardino, disse que o Sr. Cooper gostava de se gabar da arma.

O que queria dizer com isso?

Mostrava-a a quase toda a gente que entrava no escrit�rio.

Contou-me que tinha tido aulas, era um excelente atirador.

Portanto, muita gente sabia que ele tinha aquela arma.

Qualquer pessoa podia ter entrado e matado o Sr. Cooper, certo?

- Protesto. N�o vejo objectivo. - Deferido.

Sr. Guardino, o seu patr�o era estimado?

N�o posso dizer que fosse, n�o.

O Billy... O Sr. Cooper n�o tinha muito jeito para lidar com pessoas.

Dizia que era para isso que me tinha contratado.

� verdade que ningu�m da vizinhan�a tinha algo de bom a dizer sobre ele

e que tinha enfurecido muita gente por ser mal-educado e hostil?

Sim, pode dizer-se que � verdade.

E n�o � verdade que v�rios empregados se despediram

porque sentiam que o Sr. Cooper lhes tinha roubado horas?

- Sim, � verdade. - Surpreende-me que o tenham matado.

Obrigado. N�o tenho mais perguntas.

Eu sabia onde eles iam, mas isso n�o prova nada.

O facto do amante ter ido com ela fazer um aborto n�o prova nada?

Ela precisava de companhia.

- Quer dizer que tinham um caso? - Eu n�o disse isso.

Sr. Dr. Juiz, pe�o autoriza��o para tratar a testemunha como hostil.

Est� autorizado.

Menina Farrell, o Sr. Nunez oferecia presentes � Sra. Cooper no trabalho?

N�o lhe deu um compacto de prata da Tiffany's?

E n�o � verdade que foi a senhora que escolheu a pe�a

e que o viu pagar com o cart�o de cr�dito?

- Como sabe isso? - O funcion�rio lembra-se de si.

- O que descrevi aconteceu realmente? - Sim.

Tratavam-se de presentes de um amigo ou de um amante?

N�o � verdade que eram mais do que apenas amigos?

Suponho que sim.

Menina Farrell, n�o � verdade que n�o gostava de William Cooper?

- Era um rufi�o. Ningu�m gostava dele. - Mas n�o aconselhou a Sra. Cooper

e a encorajou a ir em frente com o caso com o Sr. Nunez?

- Eu disse-lhe que... - O que lhe disse?

Que as americanas n�o t�m de aturar homens como William Cooper?

Eu s� queria ajud�-la. N�o sabia que isto acabaria...

- Com o marido dela morto? - N�o compreendem!

O que n�o compreendemos, Menina Farrell?

Ela tinha saudades do filho!

Ela queria mand�-lo vir e ele n�o a deixava.

Obrigou-a a fazer um aborto! Disse que ia divorciar-se dela

e que faria com que fosse deportada! Ela n�o tinha escolha!

N�o tinha escolha sen�o matar o marido?

Era a �nica escolha dela?

Porque tinha ela de chorar?

N�o queria dizer que eles tinham um caso. Ao menos, o Ben f�-la admitir.

Se o j�ri ouvir mais uma palavra sobre o falecido Sr. Cooper,

v�o desejar t�-lo matado.

Podem saber que ele era mesquinho e dominador

e podem dizer que haveria motivos para div�rcio,

mas n�o quero que o aceitem como justifica��o para homic�dio.

Desde quando acreditam que eles o mataram?

Ter�o de acreditar quando souberem da arma.

� melhor condenarem o namorado.

N�o v�o acreditar que ela o tenha convencido a faz�-lo.

Se n�o acreditarem que � o assassino, mesmo que haja d�vida razo�vel,

esta choradeira toda vai absolv�-los aos dois.

SUPREMO TRIBUNAL SEGUNDA-FEIRA, 13 DE DEZEMBRO

Ele estava l� fora. Estava com muita pressa.

O homem que chamou a Sra. Cooper da rua est� hoje nesta sala?

- Sim, est� mesmo ali. - Que fique registado nos autos

que a testemunha indicou o arguido, Alejandro Nunez.

- Ficar� devidamente registado. - Obrigado. N�o tenho mais perguntas.

Ent�o, o arguido � o homem que viu?

O homem que indiquei.

- E usava fato e gravata na altura? - Foi o que eu disse.

V� aqueles tr�s homens de fato ao fundo da sala de audi�ncias?

- Protesto, Sr. Dr. Juiz. - Aproximem-se, imediatamente.

- O que est� a fazer? - Isso gostaria eu de saber.

Que tipo de golpe est� a tentar dar na minha sala de audi�ncias?

A testemunha � coreana. Quero ver se consegue identificar ocidentais.

- O que raio est� para a� a dizer? - H� uma liga��o com o caso.

Espero bem que sim, Tom. Aos meus aposentos, agora.

Vamos fazer um intervalo. J� voltamos, n�o saiam daqui.

No caso Estado contra Lawson. Sess�o 48 em Fevereiro passado.

A testemunha ocular � japonesa e o arguido � hisp�nico.

O tribunal autorizou o depoimento dum perito em identifica��o inter-racial.

Os japoneses n�o conseguem identificar pessoas doutras ra�as.

Sr. Dr. Juiz, o que ele est� a fazer � racismo legalizado.

Lamento, Ben, mas h� um longo historial

nos tribunais de Nova Iorque... - No caso Lawson,

a testemunha era do Jap�o, Sr. Dr. Juiz.

Em todos os casos, as testemunhas vinham de pa�ses estrangeiros

e n�o tinham contacto com outras etnias. No entanto, a minha testemunha

cresceu na Rua 28, em Nova Iorque.

- N�o quero esmiu�ar esta quest�o. - Eu fa�o-o por si.

Agrada-me tanto como a si, Ben, mas h� muitos casos em jogo.

S� n�o permito palha�adas como a que acabou de fazer.

- Tem um especialista? - Sim, um psic�logo.

Porque n�o nos informou sobre ele antes do julgamento?

Desculpe l�, Ben. Atrasei-me um pouco na minha pesquisa legal.

Sabia disto h� semanas.

Avisou-me que esta testemunha seria um problema.

- N�o me recordo disso, Ben. - Um aparte, por favor.

N�o tenho provas, mas acho que est� a mentir, Tom.

- Sr. Dr. Juiz, francamente... - N�o se fa�a de parvo.

N�o queria que o Ben soubesse o que tencionava fazer.

Pode chamar a sua testemunha, mas um dia destes ser� apanhado

e expulso da Ordem dos Advogados. E eu estarei l� a aplaudir.

A sess�o foi retomada.

Ben, aquilo foi mesmo necess�rio?

Tente melhorar o seu teatrinho. Quase perdeu a sua carreira.

- O meu dever � ilibar o meu cliente. - A qualquer pre�o?

- Abrindo precedentes destes? - Calma, Ben. N�o h� jornalistas aqui.

Raciocine comigo, pode ser?

Todos os negros deixam de poder identificar brancos e vice-versa?

- � autorizar o homic�dio inter-racial. - Desculpe l�, Louren�o de M�dicis.

Quem o elegeu o grande campe�o da justi�a?

Um chin�s pode mat�-lo e safar-se devido � identifica��o inter-racial.

Foi o pensamento mais reconfortante que tive o dia todo.

� um fen�meno comum, mas n�o tem nada a ver com racismo.

A que se refere ent�o, Dr. Holtz?

Tendemos a ver os rostos dos outros segundo os padr�es da nossa ra�a.

Mas as estruturas faciais s�o diferentes. Se um oriental

tentasse ver os malares dum hisp�nico como se ele fosse asi�tico,

n�o conseguiria fazer as distin��es correctas.

Podemos ser mais espec�ficos? H� estat�sticas neste campo?

O meu estudo revela que as pessoas que identificam outras de outras ra�as

cometem quatro vezes mais erros do que com membros da sua ra�a.

Quatro vezes mais?

Isso � muito, n�o �?

A identifica��o por testemunhas oculares � j� de si arriscada.

A identifica��o inter-racial simplesmente n�o � fi�vel.

Obrigado. N�o tenho mais perguntas.

Est� a dizer �s pessoas desta sala que os americanos brancos, por exemplo,

n�o conseguem identificar negros? - Eu n�o disse isso.

Disse que � mais prov�vel cometerem erros.

- Cometem sempre erros? - N�o, claro que n�o.

Isto � um relat�rio da pol�cia referente a uma identifica��o.

- Reconhece-o? - Sim. O Dr. Morrison mostrou-mo.

Sim. Por favor, pode ler o terceiro ponto em voz alta?

"A identifica��o consistiu em seis homens hisp�nicos,

"todos entre 1,71m e 1,80m.

"A testemunha, Richard Kim,

"identificou o suspeito Nunez como o homem que viu com a Sra. Cooper."

Seis homens da mesma etnia e da mesma altura.

Por�m, a testemunha, um americano coreano, identificou o arguido.

As probabilidades n�o eram de um em quatro, mas de um em seis.

Ele identificou a �nica pessoa com uma liga��o pessoal

tanto com a v�tima como com a co-arguida.

- Ser� uma coincid�ncia? - Bem, estatisticamente,

podemos argumentar que a testemunha cometeu um erro.

Sim, mas n�o podemos argumentar que � um cidad�o americano normal

que reconhece os seus concidad�os e que identificou o homem certo?

- Sim. - Muito bem. Obrigado.

Depressa, tranquem as portas.

Algu�m pode entrar com o caso que possamos ganhar.

Ora, Adam. O j�ri n�o acreditou. Identifica��o inter-racial?

Eu n�o contava com o ovo no cu da galinha, correm o risco de perder.

Ainda temos o motivo. Eles tinham um caso.

Imensas mulheres t�m casos e n�o matam os maridos.

Podes ter duas absolvi��es. Se fosse a ti, propunha um acordo.

Acho que v�o condenar o Nunez.

E a Miss Moscovo vai andar por a� a ganhar concursos de beleza.

Talvez n�o.

E se retirar a acusa��o de homic�dio e a acusar apenas de conspira��o?

- O que vai fazer? - Stan, sejamos francos.

Sei que a Sra. Cooper pode ser ilibada da acusa��o de homic�dio simples.

Sabe que, no caso da acusa��o menor, conden�-la-�o.

- Talvez. - Se a condenarem, � garantido que,

assim que sair da pris�o, volta para a R�ssia.

- A n�o ser que denuncie o Sr. Nunez. - Certo.

Se o fizer, n�o ser� deportada.

Est� bem.

Porque tenho a sensa��o que j� falou com a Imigra��o?

Entre tr�s e nove anos � melhor do que oito a 25 anos.

Se for condenada, vamos apostar na pena m�xima.

Encontramo-nos em Rikers daqui a duas horas.

PENITENCI�RIA DE RIKERS ISLAND QUARTA-FEIRA, 15 DE DEZEMBRO

A minha cliente n�o quer sair da cela. N�o est� interessada.

Disse-lhe o que aconteceria se for condenada?

Quer saber a verdade? Acho que, a ela, tanto se lhe d�.

N�o que acredite nestas coisas, mas acho que ela ama o Sr. Nunez.

Com licen�a.

Talvez o amor dele por ela n�o seja t�o profundo.

Por outro lado, talvez seja.

- N�o dizemos nada. - O Sr. Nunez n�o concorda.

- Irina, ouve... - N�o, n�o vais para a pris�o.

- Irina, podem ir ambos para a pris�o. - Fui eu. N�o podem culp�-la.

Alex, nem mais uma palavra.

Fez tudo sozinho?

Quem lhe disse que o Sr. Cooper estaria no escrit�rio dele?

Pode p�r uma proposta na mesa?

O Sr. Nunez aceita o homic�dio privilegiado e cumpre a pena m�xima.

A Sra. Cooper, c�mplice, tr�s a nove anos. N�o � deportada.

P�ra! Ouve o advogado, n�o lhes digas nada!

Irina, se perdermos, vais presa. Queres voltar para a R�ssia?

Lembras-te porque fizemos isto? Para que pudesses ficar

e o teu filho viesse para c�. - Falas demais!

Eu falo demais? N�o compreendes.

Olham para mim e v�em um hisp�nico ganancioso!

Quando olham para ti, v�em uma rameira!

Est�o a ver esta mulher linda? Sabem at� que ponto � parva?

N�o sabia que andar com um porto-riquenho era uma m� ideia.

Conta-lhes, Irina. Conta-lhes!

O William... O William tratava-me como uma vaca.

Eu sou uma mulher.

Prometeu que mandaria vir o meu filho, mas depois disse que n�o.

N�o queria apaixonar-me pelo Alex, mas aconteceu.

O William viu-nos no trabalho e percebeu.

Disse que tinha de fazer um aborto. N�o queria o filho do Alex.

N�o sab�amos o que fazer. N�o sab�amos se o beb� era meu

e ele queria livrar-se dele,

como se n�o passasse de um trapo sujo.

Depois, disse que talvez tivesse de voltar para a R�ssia.

Disse-o uma, outra, tantas vezes.

Disse ao Alex que ele estaria no escrit�rio.

Eu implorei-lhe. Disse-lhe que aguentasse.

Que aguentasse dois meses e depois a deixasse partir.

Est� a dizer que n�o planeou o homic�dio? Usou luvas de pl�stico.

Sim. Sabia que seria capaz de faz�-lo, se ele recusasse.

A Irina disse-me onde ele tinha a arma.

Eu n�o queria que ela voltasse para a R�ssia.

Ela abala-se da R�ssia para passar tr�s anos numa cela em Bedford.

O Nunez tentou salv�-la,

acabou por matar um homem e foi condenado a 15 anos de pris�o.

Acho que ela vai esperar por ele.

Ela veio em busca do sonho americano. Esperou toda a vida por isso.

Talvez espere por ele.

ESTA HIST�RIA � FICT�CIA.

Tradu��o e Legendagem Lu�sa Ferreira / CRISTBET, Lda.

Ripadas e sincronizadas por: PT-Subs Rips

www.tvsubtitles.net

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.