All language subtitles for Guyana Crime Of The Century (1979)

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Original subtitles

Os eventos descritos neste filme s�o baseados em tr�gicos suic�dios.

E assassinatos reais acontecidos na Guiana em novembro de 1978.

Nomes foram alterados para proteger inocentes.

CONFER�NCIA DE IMPRENSA

MODESTO, CALIF�RNIA MAR�O DE 1979

GUIANA O CRIME DO S�CULO

TEMPLO DOS POVOS

SAN FRANCISCO, CALIF�RNIA IN�CIO DE 1977

Meus filhos, meus irm�os.

O Dia do Julgamento est� chegando.

Amea�as e dificuldades amea�am o caminho.

De cada passo.

� o desejo do Senhor que nos preparemos.

Para entregar nossas almas e corpos pra Ele.

Pra sermos dignos da sua divina gra�a.

Para adentrarmos os port�es do para�so sem vergonha nenhuma.

Vou lider�-los primeiramente ao ref�gio.

Iremos ao Eden onde seremos purificados.

De todos nossos pecados.

Nossos julgamentos estar�o findados e nossos esp�ritos prontos.

Para o Dia do Ju�zo Final

Nossos filhos ser�o entregues.

O mundo se afunda num p�ntano de pecados.

Sim, meus irm�os. O mal entrou no cora��o dos homens.

Alienando-os do caminho da verdade.

Uma associa��o de corrup��o e sujeira transformaram...

...o templo dos homens.

Trag�dias, assassinatos, drogas e fornica��o s�o suas ilhas.

Grandes homens de nossa na��o foram assassinados.

Lincoln, Caufield, McKinley.

John F. Kennedy, Robert Kennedy.

O reverendo Martin Luther King.

Nossas transgress�es.

E nossos crimes est�o marcando nossos cora��es.

Aqui, neste estado. A Calif�rnia.

Uma empregada colocou um rec�m-nascido no forno.

E serviu ele para os seus pais no jantar.

Nossos jovens, nossos filhos.

Rastejam na lasc�via.

Suas almas sendo devastadas em orgias, drogas, lux�ria.

E fornica��o. S�o dias do final da moral.

Este n�o � o caminho do Senhor.

N�o, meus irm�os. Pois ele em sua infinita miseric�rdia.

Ir� nos liderar at� nossa salva��o.

Ele disse: "Eu sou a ressurrei��o".

"E a luz".

E atrav�s Dele viveremos eternamente.

Podemos n�s aguentarmos uma sociedade que tolera.

A exist�ncia de soldados do mal?

Como a Klu Klux Klan?

N�o.

Estamos afligidos por uma doen�a do esp�rito.

Que nos afasta de Deus e da irmandade.

E nos conduz ao abismo do racismo.

Essas sociedades de Sat�.

N�o nos permitir�o vivermos em paz.

E em bom conv�vio com nossos irm�os.

Negros e brancos de todas as ra�as.

Pois todos somos Seus filhos e nascemos pra Ele.

Na sua gra�a.

Estamos nas gra�as do Senhor.

Enquanto respeitarem institui��es.

Do crime organizado.

Algumas que chamam de Cosa Nostra, m�fia.

Ou do nome que quiserem.

E mantiverem nos seus meios, os mais vis...

...homens e mulheres que descaradamente se desviaram...

...do caminho de Deus.

Continuar�o criando her�is que nossos filhos idolatrar�o.

Eles se infiltraram nos nossos meios de comunica��o. Televis�o.

Filmes e literatura.

S�o um exemplo horr�vel para nosso povo seguir.

O que vamos adorar?

Vamos adorar �dio.

Nossos anjos?

Viol�ncia e obscenidade.

Nossos caminhos?

Os caminhos da iniquidade.

Eu imploro a voc�s. Deus implora a voc�s.

Devemos continuar?

Permitindo nossos filhos nascendo e se criando num pa�s como esse?

N�o.

� este o pa�s que v�o querer que seus filhos.

Vivam, cres�am e que suas fam�lias morram?

N�o.

� esta a terra prometida?

A terra do leite e do mel?

N�o.

Seria esta a terra escolhida pelo Senhor, nosso Deus.

Para seus filhos?

N�o.

N�o, irm�os e irm�s.

Esta n�o � a terra aben�oada.

� a morada para atos imorais.

De valores desprez�veis e abusos.

V�cios em drogas.

20 milh�es dos nossos filhos. Filhos de Deus.

S�o viciados em drogas.

Esta � a terra do diabo.

Deus tenha piedade deste pa�s.

De esp�ritos contaminados e almas decadentes.

De putrefa��o.

Esta m�o, a m�o de Deus.

� a minha m�o, e vai gui�-los.

E voc�s estar�o livres para serem...

...entregues ao para�so, enquanto os �mpios ser�o...

...lan�ados no inferno.

O Senhor me instruiu.

A lider�-los para esta terra.

Onde um assentamento ser� levantado em Seu nome.

Se chamar� Jonestown.

E ele nunca ser� destru�do.

O Primeiro-Ministro deste bondoso pa�s socialista.

Nos deu 27 mil acres de terra.

Para nosso assentamento e desenvolvimento.

Por sua vez.

Ajudaremos a economia deles atrav�s de nosso trabalho.

Nossos sonhos se tornaram realidade por causa de voc�s.

Meus irm�os e meus filhos.

A doa��o de voc�s ajudaram a tornar este momento poss�vel.

Sei que alguns de voc�s enfrentaram dificuldades.

N�o � tarefa f�cil voc�s se livrarem.

De suas riquezas e posses.

Mas esse � o caminho da justi�a.

Porque o que voc�s deram de cora��o.

Para o Templo dos Povos, receber�o de volta.

Com felicidade e paz.

N�o apenas na vida, mas ap�s a morte receber�o essas d�divas.

D�divas de amor nesta terra, pois Deus � amor.

E eu com esse amor deverei conduzi-los nesta terra.

Onde colheremos nossos frutos maravilhosos.

Nosso novo lar.

Tamb�m devemos agradecer a nossos irm�os e irm�s.

Em posi��es governamentais de destaque que de alguma maneira.

Tem contribu�do significantemente para a nossa causa.

Somos agradecidos � nossa 1� Dama e ao presidente.

Pelas suas cartas de apoio, assim como ao...

...Secret�rio de Sa�de.

Educa��o e bem Estar.

Tamb�m temos que agradecer a alguns dos principais representantes.

Do Estado.

O vice-governador do Estado da Calif�rnia.

O Prefeito e ex-prefeito da cidade de San Francisco.

Entre outros que todos conhecemos bem.

Nossos amigos no Senado e nossos irm�os.

E irm�s no Congresso tamb�m devem ser agradecidos.

Pela sua dedica��o altru�sta � nossa causa.

E agora vamos orar.

GABINETE DO senador O'BRIEN SACRAMENTO, CALIF�RNIA

Lamento muito pelo seu filho.

Os meus mais profundos sentimentos, William.

Tenho certeza de que n�o foi um acidente, Lee.

Bill tinha abandonado Jim Jones s� h� um dia?

Foram eles. Tenho certeza que sim.

Recebi muitas queixas de algumas.

Pessoas de Jonestown.

Me custa acreditar que sejam capazes de cometer assassinato.

S�o mais de 30 mil membros.

Na congrega��o de Jonestown, e ponha na cabe�a.

Que est� acusando um reverendo que � o porta-voz.

Da palavra de Deus.

Bill me disse que sairia.

Eles o amea�aram.

Essas pessoas s�o maldosas, possessivas.

Tem que fazer algo, Lee. Por favor.

Farei o que for poss�vel, William.

Se tiverem cometido um crime, prometo a voc�.

Que ser�o punidos.

O CASO DO TEMPLO E CONGREGA��O DE JIM JONES

REVERENDO JIM JONES L�DER DA CONGREGA��O

APLICA TORTURA F�SICA E MENTAL...

SELVA, REP�BLICA DA GUIANA IN�CIO DE 1978

JONESTOWN, TEMPLO DOS POVOS DA COMUNA

Na pr�xima vez que quiser ir at� o rio.

N�o tire seus sapatos.

Jenny, vamos l�. Preciso te levar at� o pavilh�o.

Por que ele est� nos reunindo a esta hora do dia?

Geralmente ele n�o faz isso, doutor. Vamos.

Por meses desde que chegamos aqui.

Temos trabalhado arduamente juntos.

No amor e na f�.

Para criar esta col�nia, criamos Jonestown.

Um verdadeiro para�so, uma terra de promessas.

Atrav�s da f� e eu.

Limpamos a selva e constru�mos estradas.

Atrav�s da irmandade, constru�mos nossos lares.

Com refei��es em instala��es recreativas.

Centros m�dicos, escolas e parques para as crian�as.

Temos eletricidade e sistemas de comunica��o.

Atrav�s de contato de r�dio da col�nia.

Com o mundo exterior.

Temos aqui a prova de meu amor infinito.

Tudo que prometi a voc�s.

Mas apesar desse grande feito, ainda h� aqueles.

Que se op�e a n�s.

Que falam falsamente de nossa igreja.

Ainda h� aqueles que s�o inimigos do...

Templo dos Povos.

Tivemos alguns desertores no caminho.

Do amor e da verdade.

Eles vagar�o pela terra em retribui��o.

Aos desfavores com Deus.

Aqueles que se op�e ao Templo dos Povos, se op�e a mim.

E aqueles que se op�e a mim, se op�e a Deus.

E devem morrer na vergonha e pecado.

Sentindo o golpe poderoso de Deus.

E no Dia do Julgamento.

Eu devo faz�-los pagar.

Cristo � Deus.

Cristo � Jonestown.

N�o h� poder na terra.

Que possa desviar nossa reivindica��o de gl�ria.

Temos inimigos atrav�s do mundo inteiro.

Inimigos nos Estados Unidos da Am�rica.

Que querem nos destruir, mas antes de fizerem isso.

Devo ser um escudo e a luz de voc�s.

Nessa miss�o sagrada.

Um momento revolucion�rio de verdadeira pureza.

Onde depositaremos nossos corpos.

Pelas nossas m�os, como hav�amos combinado...

...fazer, na Calif�rnia. Ensinaremos a eles.

Seremos um exemplo para o mundo.

Joey finalmente adormeceu.

Se ele chegar atrasado novamente pra nossa...

...reuni�o comunit�ria, ser� punido por desobedi�ncia.

Ele tem que aprender.

Mas, John Paul � s� uma crian�a.

Todos sem exce��o.

Devem obedecer minhas palavras.

N�o posso ser desafiado.

N�o acha que todo esse castigo.

S� aumentar� a desilus�o deles?

V�rias pessoas est�o muito infelizes, Jim.

Est�o falando sobre voltar para os EUA.

N�o, eles n�o v�o.

N�o permitirei infiltrados para trair aqueles.

Que acreditam em mim.

Dei a eles tudo isso e tamb�m posso tirar deles.

Eles seriam fracos sem minha orienta��o e prote��o.

Ficariam perdidos.

Se eu cair, mulher, voc�, meus filhos.

Todos cair�o comigo.

Jim, voc� est� me machucando.

Estava te esperando.

Como foi?

Conversou com Petrulia?

Sim, ele me disse para passar a inscri��o.

Para Moscou.

A comunidade inteira pode fazer um �xodo.

Atrav�s da Uni�o Sovi�tica, mas ele n�o...

...recebeu uma resposta ainda.

Bem, quero salv�-los.

Quero salvar cada um deles.

Idiotas est�pidos, eles n�o respondem.

Petrulia acha que n�o haver� problema com os vistos.

Para a delega��o ir at� a Uni�o Sovi�tica.

Analisar a situa��o.

Vai comigo, Anna.

E voc� transferir� o dinheiro necess�rio.

Exigido para o �xodo.

Farei tudo que disser.

Por favor, me d� um pouco.

Encontramos, Anna.

Encontramos a natureza em contato com a natureza.

Sem pecados, corrup��o.

Sem promessas.

De alegria e para�so. Encontramos bem aqui.

Bem aqui na terra, Anna.

Aqueles que n�o lembram do passado.

Ficam condenados a repeti-lo.

Minha Anna.

Minha doce Anna.

Vai ficar comigo esta noite?

Sim.

Porque amo muito voc�.

Sabia disso, Anna?

Minha esposa sabe disso e as mulheres e homens.

Deveriam saber porque nasci pra eles.

Depressa.

Por aqui.

Seu filho, Freud.

Seu filho, Lida.

E seu filho, Thomas.

S�o todos meus filhos, mas me envergonharam.

Eles desafiaram minhas leis, as leis deste templo.

Eles roubaram aquilo que � mais precioso.

Pra todos e n�s e a todos n�s pertence.

Comida.

Diga-me, Fred, o que devo fazer com seu filho, Mark?

Puni-lo.

E voc�, Lida?

O que devo fazer com seu filho, Samuel?

Puni-lo.

Thomas Gees, o que devo fazer com seu filho, Tommy?

Puni-lo.

Todos voc�s. O que devo fazer com estas crian�as?

Puni-los.

Ent�o, que assim seja.

Aqueles que n�o lembram do passado.

Ficam condenados a repeti-lo.

Eu os perdoo, porque os amo.

E mostrarei � voc�s minha verdadeira express�o de amor.

Eu sou um cidad�o livre.

JONESTOWN PROJETO AGR�COLA

Eu sou um cidad�o livre.

Um irm�o que depende.

Vamos l�, m�os � obra.

Voc� j� teve seus 10 minutos.

Sim, sr.

Uma irmandade de homem.

Ei, aquele bastardo est� fugindo.

Um homem melhor.

Eu amo voc�s.

Eu amo voc�s.

Com amor.

Por favor, n�o o machuque.

San Francisco, est� na escuta?

Positivo.

� urgente resolver o caso Jeremy.

Weston, voc� est� a�?

Weston, estamos no ar novamente ao mesmo tempo.

Sim, Reverendo Jones.

San Francisco, estou sofrendo interrup��es, c�mbio.

Weston, estou com voc�.

Como est� sua fotografia?

�tima, reverendo, estou aprendendo mais a cada dia.

Bem, ent�o deveria aceitar meu convite.

Para vir at� Jonestown.

Aprenderia um monte de coisas aqui.

Coisas muito interessantes que deveria ver.

Posso te assegurar, meu amigo.

Jonestown � um para�so.

Farei o que puder para visitar.

E encontr�-lo pessoalmente, Reverendo Jones.

�timo, quando mudar de ideia, me avise.

Pra enviar algu�m para peg�-lo.

No aeroporto de Georgetown.

E n�o esque�a de trazer a c�mera.

Tem muitas coisas pra fotografar aqui.

O que est� acontecendo, Gary?

Susan Ames est� aqui.

Ela acabou de chegar em Georgetown.

Reverendo Jones, est� a�?

Deixa-a entrar.

Certo, Weston. Entraremos em contato novamente amanh�.

Mesmo canal, hor�rio de sempre. C�mbio e desligo.

Entendido, Jonestown, frequ�ncia 028, c�mbio e desligo.

Enviei pra voc� h� alguns dias atr�s, Susan.

O que te impediu?

Desculpe, Reverendo Jones, mas as coisas...

...em Georgetown ficaram um pouco complicadas.

O que h� de errado?

� sobre a cust�dia legal de John Paul Stern.

O tribunal da Calif�rnia decidiu em favor.

Dos Stern.

O caso chegou a embaixada americana.

Isso pode significar problemas pra voc� e pra comunidade.

Reverendo, deixe-me levar a crian�a at� a embaixada.

V�o envi�-lo de volta para os EUA.

Entretanto, advirto voc� a n�o ir at� Georgetown.

Imbecis, como ousam me amea�ar?

Esta � minha terra, minha cidade. Eu a conduzo. � minha.

Ela pertence � mim.

E as pessoas daqui s�o minhas tamb�m.

Eu fiz elas, autoridade e a lei.

Todos me devem justi�a.

N�o v�o afastar essa crian�a de mim.

John Paul � minha pr�pria carne e sangue.

Aquela traidora, Glenda Stern pode testemunhar esse fato.

Que sua alma seja amaldi�oada.

Se eu quiser ir � Georgetown.

Ent�o por Deus, irei � Georgetown.

Gary?

Esta caso est� sendo usado contra mim pelos meus inimigos.

Nos Estados Unidos.

� a CIA. Precisam de uma desculpa pra virem aqui.

Para eliminar Jonestown.

E Jones seria uma desculpa.

Sim, parece que est�o se aproximando.

Sem carne?

Arroz com molho, de novo.

Depois de trabalhar 13 horas sob sol escaldante.

N�o acha que seria justo.

Termos um pouco de carne, Sam?

Carl, fa�o o que posso com o que nos d�o.

Ent�o se quiser reclamar.

V� at� o Pastor Jones.

Sempre a mesma coisa.

Est� tudo bem, Tina.

Teremos que cortar despesas com alimentos ao m�nimo.

Se quisermos financiar nossa jornada em seguran�a.

Debbie Moore nunca devia ter se envolvido.

Em nossos assuntos financeiros.

Ela desertou e nos traiu.

Espalhou mentiras manchando a reputa��o.

De nosso templo no pa�s todo.

At� os benef�cios sociais dos idosos que recebemos...

...est�o em risco por causa de suas declara��es.

Estamos falando de 65 mil por m�s.

Por isso que tantos se foram.

E pararam com suas contribui��es.

Debbie n�o � a �nica inimiga que temos.

H� muitos parentes de nossos membros.

Que se op�e totalmente � n�s.

Deveria saber disso, Anna.

Seu pai � um deles.

Isso mesmo, o nome de Albert Kazan est� no relat�rio.

Que nosso advogado Dave Cole nos enviou.

Percebeu que em maio 75 parentes enviaram cartas.

Para o Secret�rio de Estado nos acusando.

De estarmos conduzindo um campo de concentra��o e...

J� � o bastante, Susan.

Nunca mais repita isso aqui novamente.

Agora voc� est� no comando de Georgetown.

E parte do seu trabalho � prevenir que mentiras.

Entrem ou saiam de Jonestown.

N�o devemos ser contaminados.

Agora, quero que voc� e outros membros capazes.

De nossa comunidade escrevam cartas pra envio.

Para nossos parentes e amigos.

Dizendo � eles o quanto estamos felizes aqui.

Precisamos acabar com essas mentiras repugnantes.

Eu pessoalmente inspecionarei cada uma das cartas.

Tamb�m incluiremos fotos.

Muito bem, crian�as. Sorriam, sorriam. Assim.

Est� muito bonita, sra. Russel.

Sorria, vamos.

Muito bem, sorriam, vamos. Mostrem seus dentes.

Digam Jones.

Assim ficar� bonita.

Certo.

Sorria, Billy. Est� parecendo pior do que o macaco.

Est� bem, est� bem.

Vamos, alegria.

La vamos n�s.

Sorriam.

Se certifique do cozinheiro dobrar.

A dosagem de estimulantes nos sandu�ches.

E nas bebidas.

Cada um dos nossos membros devem estar em condi��o.

Quando for a hora de convocarmos o ensaio para a noite branca de novo.

Don?

Como permitimos que isso acontecesse conosco?

S� confie em Jim Jones.

Pastor Jones, por favor, eu amo Rebecca.

Larazus?

Voc� encenar� o ato sexual com um homem.

A comunidade inteira ser� testemunha.

ESCRIT�RIO DO ADVOGADO DO TEMPLO, RICHARD GABLE

Sr. Gable?

V�rios ex-membros da seita declararam.

Que o Reverendo Jones utiliza guardas armados.

Para reprimir seu povo?

N�o h� guarda armada em Jonestown, sr. Harvey.

E n�o h� armas em Jonestown?

Eu n�o vi arma nenhuma.

Bem, disseram que h� grupos armados.

Que patrulham os limites de Jonestown.

Est� afirmando que isso n�o � verdade?

Deveria ir l� ent�o.

E ver por si mesmo.

Jonestown � uma j�ia, sr. Harvey.

Uma j�ia que o mundo deveria ver.

Alerta, aten��o.

Todos no pavilh�o.

Alerta, alerta.

Temos inimigos nos EUA, a CIA.

O movimento pela liberdade humana.

H� mercen�rios que nos cercam

Esperando o momento certo.

Para nos destruir, devido termos alcan�ado.

A verdadeira liberdade e o amor interracial.

Assim como os nazistas fizeram com os judeus.

Eles os massacraram.

� isso o que os EUA est� preparando.

Cremat�rios.

Querem exterminar os negros.

N�o.

N�o permitiremos.

Porque antes de fizerem isso.

Mostraremos ao mundo um momento para lembrarem.

De uma verdadeira revolu��o.

Um ato de salva��o da humanidade.

Teremos a nossa noite branca.

Nossa noite de liberta��o, na qual iremos...

...ganhar paz e perd�o.

E uma felicidade eterna.

Primeiro a verdade.

E depois, n�s mesmos.

J� ensaiamos isso muitas noites antes.

Temos que nos preparar para a noite final.

Sangro por voc�s.

Morro por voc�s.

Levantem as m�os.

Aqueles que morreriam por mim.

Voc� n�o � um dos advogados que contestou...

...a comiss�o com seus relat�rios.

Sobre o assassinato de Kennedy?

Isso mesmo. E outras conspira��es.

No momento Reverendo Jones me contratou.

Para checar poss�veis infiltra��es da CIA.

Em Jonestown.

Na verdade, senador.

O seu interesse no Reverendo Jones parece pra mim.

Mais uma ca�ada pol�tica.

Receio que, se continuar com essa investiga��o.

Acabe causando um constrangimento consider�vel.

Para o governo americano.

Pretendemos prosseguir.

Sem inten��o de persegui��o ou ca�a �s bruxas.

E tamb�m a citada refer�ncia na cria��o...

...de uma situa��o pol�tica constrangedora.

Para o governo americano.

N�o me impressiona nem um pouco. Adeus, sr...?

- Cole. - Sr. Cole, temos muito trabalho a fazer.

Claro, s� achei que... talvez eu poderia...

Obrigado pelo seu tempo, senador.

Agora estamos sendo acusados de ca�a �s bruxas.

O conte�do da carta do advogado me preocupa.

Aquela em resposta ao telegrama que enviou para Jones.

Gostei da parte de Jones ridicularizando...

...os EUA ao levar seu povo...

...para um dos dois pa�ses comunistas.

Que lhe concederam asilo.

Isso mesmo, as amea�as desagrad�veis de sempre.

Uni�o Sovi�tica ou Cuba.

Ora, vamos.

Se um senador ligar...

...para todas amea�as e press�o que sofre.

Ele n�o teria nem tempo pra ser um senador.

Sabe, sr. o pessoal do departamento de estado.

� totalmente contra essa viagem.

Dizem n�o ter informa��es o suficiente sobre esta seita.

Al�m do mais, nossa embaixada na Guiana alega.

N�o saber de nada o que acontece l�.

Em Jonestown e sobre alguma reserva.

De visita nossa.

Sou obrigado a seguir adiante.

N�o posso ignorar tantas queixas.

De parentes preocupados.

Afirmando que seus filhos est�o sendo mantidos...

...� for�a em Jonestown.

Ora, vamos. Voc�s dois.

Relaxem. Essa � s� outra miss�o.

Enquanto isso, sejamos gentis...

...com os cavalheiros da imprensa.

- O que acha, Leslie? - N�o sei.

- Bom dia. - Bom dia.

Como est�o? Fico feliz em v�-los todos aqui.

Bem, sres. Queiram se sentar.

Obrigado, sr.

O que posso fazer por voc�s?

Sr. senador, meu nome � Ron Harvey, do Indiana News.

Meu colega Albert Brook e eu fomos...

...escolhidos pra ir � Guiana com voc�.

Prazer em conhec�-lo.

Sou Bert Powers, sr. Do San Francisco World.

Como vai?

Sou George Karn, sr. Do Washington Reporter.

Ol�, George.

Ted Rutherford, senador. Do San Francisco Post.

� um prazer, Ted.

Cliff Robinson, sr. Fui designado pra acompanhar Ted nessa viagem.

Bem, sou agradecido a todos pela companhia.

Sr. esta ser� uma miss�o perigosa?

N�o sei, mas se for, terei todos voc�s por perto.

Sr. estamos felizes por estar nessa viagem...

...com voc�, mas gostar�amos de saber.

Se � verdade que Jonestown seja algum tipo de...

...campo de concentra��o?

Sres, tenho recebido v�rios tipos de relatos sobre tortura.

Extors�o, viola��o dos direitos humanos.

Abuso infantil e outras coisas, mas n�o temos...

...evid�ncias, e � por isso que estamos indo l�.

Pra descobrir.

Tenho lido relat�rios, sr. que est�o confiscando.

O passaporte de todos e objetos de valor.

Para que n�o possam sair.

Isso seria o nascimento de um novo Hitler.

Sabe como � tudo isso, sr. O'Brien.

N�o seria algum tipo de especula��o pol�tica?

Em que sentido, sr. Rutherford?

Um homem capaz de convencer milhares de pessoas.

De que seja o Messias e tamb�m pra dizer � eles..

...pra fazerem tudo o que quiserem.

Com todo respeito, sr. Rutherford.

Mas n�o acredito que esse Jim Jones

Seja o Messias.

Concordo, mas como explicaria todas aquelas cartas?

Que Jim Jones recebeu da Primeira-Dama?

Do Vice-Presidente e de outros oficiais governamentais?

Bem, se Jones recebeu cartas de agradecimento.

De v�rios bra�os pol�ticos.

Agradecendo por sua coopera��o nas suas campanhas.

N�o significa necessariamente que...

...essas figuras pol�ticas apoiem o Templo dos Povos.

Sr, fomos informados que o Sr. Jones usou...

...estas cartas para conseguir acesso � Guiana.

Bem, se o Ministro de Estado da Guiana.

Escolheu usar estas cartas como n�vel de refer�ncia.

Ent�o isso seja assunto dele e de seu pa�s.

Tem mantido contato com o l�der.

Do Templo dos Povos?

Sim, tenho.

Enviei-lhe uma carta amig�vel declarando.

Que tenho ouvido todo tipo de relatos.

Sobre sua comuna e que eu gostaria.

De fazer uma visita verificando eu mesmo.

Se cidad�os americanos est�o sendo mantidos l�.

Contra sua vontade.

Agora, sres, sei que t�m tantas perguntas.

Quanto eu, toneladas delas.

E posso assegurar que teremos as respostas.

Quando sairmos de Jonestown.

Muito obrigado por virem.

Obrigado.

A m�e de Tony Thompson disse.

Que seu filho j� cumpriu a pena e que deve ser libertado.

Ele foi o garoto flagrado roubando drogas.

Ele j� n�o teve o bastante?

Sim, claro. Todos os dias.

At� ele ficar completamente intoxicado.

Est� bem, diga pra deixarem ele ir.

Certo.

Stuart est� aqui?

O que voc� quer com ele?

Nada s�rio, v� busc�-lo.

Nada do que voc� me deu ajudou.

A dor continua a aumentar de intensidade.

Sua doen�a piorou, Jim.

N�o h� nada que eu possa fazer.

Engra�ado como...

A f� pode ajudar as pessoas.

Eu costumava ajudar as pessoas s� com palavras.

Fingia extrair o c�ncer de seus corpos.

E eles melhoravam.

E n�o posso ajudar a mim mesmo.

Meus inimigos enfraqueceram a minha f�.

S�o meus filhos, que provocam isso.

S�o tudo pra mim.

T�o desamparados.

Eles ficariam perdidos sem mim.

E voc� sabe o quanto os amo.

Tony?

Tony, Tony, o que ele fez � voc�?

Tony, o que fizeram � voc�?

O que voc� fez ao meu garoto?

Voc� o matou.

Arrancaram sua alma.

Tony?

Sei que as coisas est�o dif�ceis em Georgetown.

Mas eu preferiria que voc� estivesse l� com a congrega��o.

Do que aqui.

Continue jogando basquete.

Pai, tem algo de que eu n�o saiba?

N�o, filho.

N�o. Voc� sabe de tudo e se algo acontecer.

Voc� saber� o que fazer.

Papai, vai demorar na Guiania?

Guiana, querida.

N�o sei, Lin.

Pela primeira vez na minha vida.

N�o estou interessado em assumir uma tarefa.

Algo te incomoda, Ron?

Tenho tido muitos pesadelos, Rommy.

Bem, ent�o n�o v�.

Deixe isso pra outra pessoa.

Acredito que eu seja quem mais est� por dentro.

Por isso que est�o me enviando.

Volte logo, papai.

Sentiremos demais a sua falta.

Quer que eu embale seu casaco, papai?

N�o, obrigado.

A Guiana � um pa�s quente.

Sim, e a sua capital � Georgetown.

Abaixo do n�vel do mar.

Sua �rea � de...

...214.970 quil�metros quadrados.

E sua popula��o � de 800 mil pessoas.

Como sabe tanto?

Bem, cada vez que voc� sai em uma viagem.

Mam�e e eu fazemos pesquisas.

Est� esquecendo que � um pa�s socialista.

Ora, ora, ora.

Parece saber mais sobre isso do que eu.

Talvez deveria ir voc� em vez de mim.

Papai, posso ir com voc�?

N�o, voc� � o mais velho e ter�...

...que cuidar de todos enquanto eu estiver fora.

N�o vou demorar.

Assim que voltar, tirarei longas f�rias, est� bem?

Est� bem.

Ol�, Al.

Estava receoso de n�o chegar a tempo.

O que h� de errado, papai?

Eu j� me despedi.

S� queria te ver mais uma vez, Cliff.

Vamos, papai.

� s� um trabalho.

Sim, eu sei... mas cada vez...

Que te vejo ir, temo n�o v�-lo mais.

Tenho que ir agora. N�o quero perder o avi�o.

Cuide-se, Cliff.

AEROPORTO DE GEORGETOWN, GUIANA

TER�A, 14 DE NOVEMBRO DE 1978

Senador O�Brien, eu sou Alex Dressler.

- Da embaixada. - Como vai?

N�o esperava um grupo t�o grande de pessoas.

Bem, s�o rep�rteres e parentes.

De membros na comuna de Jonestown.

Estamos todos aqui pelas mesmas raz�es.

Percebo.

Gostaria de apresentar minha secret�ria Leslie Stevens.

E meu assistente Mike Lile.

Ol�, como v�o?

Acho que temos lugares o bastante.

- Para acomod�-los todos. - Obrigado.

�timo assim.

N�o percamos tempo.

Jesus, Cliff? Espero que todas essas c�meras sejam �teis.

Claro que sim, sou um profissional.

Minha c�mera?

Voc� � um rato.

Muito engra�ado.

Sr. Kazan, eu sou Ron Harvey do MDM News.

Queria conversar com voc� no avi�o.

Prazer conhec�-lo.

Este � meu filho, Peter.

- Ol�. - Ol�.

Sr. Kazan, voc� � pai de Anna Kazan.

Ela � uma amiga muito pr�xima do Reverendo Jones.

Pode me dar uma ideia � respeito dela?

Sua personalidade? Por que se juntou � seita?

Sr. Harvey, te pe�o pra esperar mais alguns dias.

N�o estou em condi��es agora de fazer qualquer declara��o.

Entendo, sr.

Sr. O'Brien, n�o acho que voc� ou sua equipe.

Tenham tomado as precau��es necess�rias para esta miss�o.

E n�o deveria ter trazido aqueles rep�rteres.

Sr. Dressler.

N�o ligo para o que voc� pensa. J� estamos aqui.

Me desculpe se insistir, mas o embaixador e eu.

Consideramos sua miss�o muito perigosa.

Principalmente com todos esses rep�rteres.

E os outros juntos � voc�.

N�o deixar�o voc� entrar em Jonestown.

Dressler voc� n�o d� a m�nima.

Se eu entro em Jonestown ou n�o.

S� se preocupa com rela��es diplom�ticas.

Levarei comigo todos que quiserem voltar para os EUA.

Senador O'Brien?

Como pode ver, mais de cem membros.

Assinaram esta declara��o afirmando.

Que n�o querem voc� ou seu povo em Jonestown.

GEORGETOWN, ESCRIT�RIO DE SUSAN AMES

RELA��ES P�BLICAS DE JONESTOWN

QUARTA-FEIRA 16 DE NOVEMBRO DE 1978

Entendo que h� mais de mil pessoas l�.

Recebemos visitas ocasionais.

De amigos e parentes, mas nunca os convidamos.

E n�o estamos interessados na sua preocupa��o.

Est� falando s� por voc�, sra. Ames?

Ou pelo Reverendo tamb�m?

Senador, o Reverendo Jones est� impossibilitado.

De autorizar sua visita � Jonestown.

Devido estar doente n�o sendo poss�vel encontr�-lo.

Tenho que ir.

Sra. Ames se eu descobrir que os relatos.

Dos parentes de que as condi��es aqui...

As m�s condi��es sejam inverdades.

Ent�o n�o haveria fundamento para acusa��es.

Entretanto caso negue � mim e � minha comitiva acesso.

Devo presumir que Jonestown.

Seja uma pris�o.

Ningu�m do Templo.

Em todas cartas que recebi.

Fez alguma men��o � Deus.

Se isto n�o for uma institui��o religiosa.

Por que voc�s s�o isentos de impostos?

Leis podem estar sendo violadas nesse momento.

Lei do imposto de renda. Do seguro social.

Passaportes irregulares. Pretendo levar isso.

A todos os �rg�os de governo.

Ent�o pode dizer � Jones que vou entrar em...

...Jonestown com ou sem autoriza��o dele.

EMBAIXADA AMERICANA, GEORGETOWN QUINTA, 16 DE NOVEMBRO DE 1978

Sr. embaixador, depois do que ouvimos aqui.

Em Georgetown, o motivo pra minha miss�o foi confirmado.

Sabemos agora o que pode acontecer em Jonestown.

Devemos prevenir isso.

Senador, � princ�pio n�o concordava com sua miss�o.

Mas mudei de ideia.

Recebemos relatos.

De que ensaios para um suic�dio em massa estejam em andamento.

Aquelas pessoas l� embaixo s�o perigosas.

S�o fan�ticos.

� por isso que tenho sido cauteloso, aguardando agora.

Instru��es do Departamento de Estado.

Aconselharia que voc� esperasse.

N�o podemos esperar mais.

N�o posso esperar. Assumirei o risco.

N�o posso impedi-lo, mas advirto.

Estamos num pa�s socialista e temos relatos confi�veis.

De que Jonestown tem mantido contatos pr�ximos.

Com a embaixada russa e que ela tem.

Um ex�rcito pr�prio muito eficiente.

N�o posso garantir sua seguran�a.

Ou das pessoas que est�o viajando com voc�.

Voc� e Dave Cole devem persuadir seus homens.

A n�o virem.

N�o tenho garantias de que n�o haja algum agente da CIA.

Entre todos aqueles jornalistas.

Cole e eu fizemos o poss�vel para dissuadi-lo.

Mas ele � t�o teimoso em rela��o � ir l�.

Quanto voc� em n�o querer que ele v�.

Provavelmente j� deve estar � caminho.

Por Deus. Que tipo de advogados voc�s s�o?

Disse pra virem � Guiana pra prevenir isso.

Voc� tem duas op��es.

Uma, mandar a imprensa e o senador para o inferno.

Garanto que se fizer isso, ter� muitas dificuldades.

Em explicar para o governo americano.

E a outra, sr. Jones. Liberar acesso.

� imprensa e a quem mais tiver interesse.

Em vir e olhar por si mesmo.

Certo, Gable. Deixe-o entrar.

Mas em hip�tese alguma Albert Kazan deve vir com eles.

Esse homem � da CIA e n�o o quero aqui.

Voc� e Dave, venham com ele.

Temos muito o que conversar. C�mbio e desligo.

Vamos ent�o para o aeroporto.

Fez a coisa certa.

Ent�o, senador.

Finalmente conseguiu permiss�o pra visitar Jonestown.

Vamos participar para ajudar nas entrevistas.

�timo.

Sr. Kazan, receio que n�o possa vir junto.

Por que n�o posso ir?

Minha filha est� l�.

Honestamente falando, o Sr. Jones n�o o quer l�.

Agora, Gable, s� um minuto.

N�o vamos criar problemas, certo?

Melhor fazer o que ele diz.

Lamento. Lamento muito.

Vai dar tudo certo. N�o se preocupe.

Vamos.

Leve isso.

LINHAS A�REAS GUIANESAS

AER�DROMO DE PORT KAITUMA NO MESMO DIA

Que diabos � isso?

Nunca pensei que voc�s rep�rteres tivessem m� reputa��o.

Veremos.

Todos est�o prontos.

Pra sentir.

Senador O'Brien, essa � a sra. Jones.

- Bem-vindo � Jonestown. - Como vai?

Senador O'Brien? Como foi a viagem?

Gostaria de me acompanhar para conhecer o Pai?

Sim, muit�ssimo obrigado.

Esse � o motivo.

Pra ter amor.

Esse � o motivo.

Pra ter amor.

Esse � o motivo.

Pra ter amor.

Esse � o motivo.

- O Pai. - Sr. O'Brien.

Quer ver a verdade sobre Jonestown?

Sim, toda a verdade.

Eis aqui.

Bem-vindo.

Obrigado.

Me siga.

Anna?

Anna, espere.

Anna?

Por que diabos voc� veio aqui?

N�o preciso de voc�, do meu pai.

Nem de ningu�m mais.

Voc�s n�o entendem que sou feliz aqui?

Mas Anna, todos n�s te amamos.

Vim pra te tirar daqui.

Papai est� esperando por voc� em Georgetown.

Est�o perdendo tempo.

Gosto daqui e sou feliz.

Nunca vou deserdar.

Esse � o motivo.

Pra ter amor.

Estou feliz por estar aqui.

Quero dizer � voc�s, que recebi v�rias.

Cr�ticas e acusa��es negativas.

Contra Jonestown.

No entanto, o que posso te dizer.

� que olhando nos semblantes.

Percebo que h� pessoas aqui hoje.

Que sentem que esta foi a melhor coisa.

Que j� aconteceu � elas.

Esperem um minuto.

Esperem um minuto.

Eu n�o imaginava que faria tanto sucesso.

Olhem, sou amigo de voc�s.

Vim pra me encontrar e conversar com voc�s.

Tem algu�m aqui que queira me dizer algo?

Diga.

Bem, tenho que ser franco.

N�o quero enganar nenhum de voc�s.

Trata-se de uma investiga��o do Congresso.

Entendo.

Que sejam muito pr�ximos.

O que pode nos dizer em rela��o.

�s pr�ticas de puni��o feitas aos membros de sua comuna?

Eu rejeito a viol�ncia.

Rejeito a viol�ncia corporal e f�sica.

O que tem a falar sobre esta foto?

Ela foi duramente castigada.

N�o praticamos mais puni��o f�sica.

Paramos com isso h� alguns meses atr�s, talvez um ano.

O que voc�s fazem?

As pessoas est�o dispostas a entregarem o controle total.

De suas vidas pra voc�.

Sou um socialista. Acredito na democracia absoluta.

Odeio o poder, e n�o quero dinheiro.

A �nica coisa que queria � nunca ter nascido.

Percebo isso cada vez mais a cada dia.

N�o me preocupo mais com minha imagem.

Sr. Jones, o que tem a dizer sobre o caso de Glenda Stern?

Ela afirma que mant�m o filho dela aqui contra sua vontade.

Glenda n�o tinha interesse naquela crian�a.

At� ver sua foto impressa.

Pe�a a Helen que traga John Paul at� mim.

Certo.

Sabe que ela � uma �tima atriz.

Uma dama terrivelmente sedutora.

Sabia que ela queria que eu me casasse com ela?

Respondi: Como, se sou casado com Marilyn.

Durante 27 anos.

Ela � uma dama terr�vel.

Me sinto muito culpado sobre nosso relacionamento.

John Paul, venha aqui.

Abra sua boca e mostre seus dentes.

Est�o vendo?

V�em isso?

Ele n�o se parece exatamente comigo?

John, me diga. Gostaria de ir morar com Glenda?

N�o.

Est�o vendo? N�o se pode brincar com a vida das crian�as.

Certo, John.

Ouvimos dizer que sexo � somente privil�gio seu.

Aqui em Jonestown.

Que bobagem.

Como se pode ter beb�s sem sexo?

Sabia que j� tivemos 30 beb�s que nasceram aqui?

Desde o ver�o de 77?

Infelizmente, eles...

...seriam v�timas de nossos inimigos.

Inimigos que formaram uma conspira��o.

Sabia que atiraram em mim?

Quem estaria por tr�s dessa conspira��o?

Ora, as mesmas pessoas que conspiraram...

...para a morte de Martin Luther King, Kennedy.

Malcom X.

Tenho tentado construir uma comunidade aqui.

Uma cultura alternativa �quela dos EUA.

Tudo que quero para meu povo � paz e tranquilidade.

Gostaria que esse embate parasse.

Sen�o, n�o sei o que poderia acontecer.

�s 1200 vidas que est�o aqui.

Gostaria que se encontrasse e conversasse com eles.

Preciso saber como eles realmente se sentem.

- Ol�. - Ol�.

Poderia se aproximar? Gostaria de conversar com voc�.

- Gosta daqui? - Sim.

- Muito, certo? - Sim.

- E voc�? - Sim.

O que voc� n�o gosta?

Da comida.

Comida, certo.

E voc�? O que n�o gosta?

Da escola.

Bem, nenhuma menina da sua idade gosta de escola.

Onde est� sua m�e?

Est� l�.

E a sua?

L�.

Bem ali, estou vendo.

E quem � o seu pai?

O Pai Jones.

O Pai Jones? E o seu?

O Papai.

O Pai Jones.

Gostaria de voltar comigo para os Estados Unidos?

N�o.

- E voc�? - N�o.

Por que n�o?

Porque sou muito feliz aqui. Estou feliz aqui.

Porque sou feliz.

Fico feliz que estejam felizes aqui.

J� olhou para o rosto daquele homem?

Tire-o daqui.

N�o permitirei que passem a noite aqui.

Madame, gostaria de ficar a noite.

Justamente para termos uma perspectiva melhor, da comuna.

Lamento, isso � imposs�vel.

O Pastor Jones n�o poder� ajud�-los.

E n�o temos lugares para ficarem aqui.

Ter�o que ir para o hotel em Port Kaltuma.

Mas n�o temos reservas l�.

Voc�s t�m. Reservamos pra voc�s.

Somente o senador O'Brien e sua comitiva.

Est�o liberados pra ficarem aqui.

Bem, � melhor fazer o que Jones quer, companheiros.

Esperarei por voc�s cedo da manh� aqui.

Melhor irem.

- Te vejo depois. - Sim.

Senador O'Brien, gostaria de vir.

Comigo at� suas acomoda��es, por favor.

Obrigado.

Sr?

Aqui.

O que acha de tudo isso, Harvey?

Acho que tudo esteja desmoronando.

D� uma olhada nisso.

POR FAVOR, NOS AJUDE A SAIR DE JONESTOWN

Isso � bastante pesado.

Sua febre passou. Acho que voc� est� bem.

Me sinto melhor. Obrigado, Gary.

Bem, vou pra cama. Foi um dia duro.

Sim, eu tamb�m. Tentarei dormir um pouco.

- Boa noite. - Boa noite.

Acho que conseguimos.

O senador pareceu muito impressionado.

N�o ficarei em paz.

At� que todos saiam da comuna.

JONESTOWN, S�BADO 18 DE NOVEMBRO DE 1978

O �LTIMO DIA

Por ali.

Sres, bom dia.

Senador, como est�?

Muito bem. Que tal um caf�?

- Ol�. - Ol�.

Ei, aonde pensam que v�o?

Ningu�m entra ali.

Sou um rep�rter, gostaria de ver o que tem dentro.

N�o podem entrar.

Mais um passo e atiro em voc�s.

Espere um minuto, pare.

O que est� acontecendo aqui?

Este homem n�o quer nos deixar entrar no local.

Acho que ouvi gemidos.

Precisa nos deixar dar uma olhada.

� por isso que estamos aqui.

N�o posso deix�-los entrar. S�o ordens.

Se n�o quiser problemas.

Com o Reverendo Jones, melhor deix�-los entrar.

Ele disse que poderiam olhar o que quisessem.

Est� bem?

- Est� bem. - Certo.

Vamos.

Meu Deus, o que � isso?

Meu Deus, parece uma galeria de escravos.

Estou determinada � ir embora.

J� avisei aos jornalistas.

Tamb�m estou. N�o posso mais ficar aqui.

Fui enganada.

Vejo tudo bem claro agora.

Tem que vir conosco, sra. Milliard.

Sim, Catherine, esse homem � nossa �nica esperan�a.

Se n�o tentarmos agora.

Poderemos nunca mais ter outra chance.

N�o sei, eu gostaria, mas...

Ainda tenho f� no Pastor Jones.

Fa�a como quiser, mas n�s iremos com o sr. O'Brien.

Vamos.

Ouvimos dizer que voc� est� sempre armado.

Uma mentira descarada. Basta olhar ao seu redor.

O que pode dizer sobre isso?

Pessoas fazem jogos, amigo.

Isso � uma mentira. O que posso fazer com mentirosos?

Escutem. Poderiam por favor, nos deixar em paz?

Por favor, imploro. S� nos deixem.

Permitiria que algum dos seus membros fosse embora?

Todos s�o livres pra sa�rem.

Todos v�m e v�o o tempo todo.

Reverendo Jones.

Estas sete pessoas querem ir.

Fui tra�do. Isso nunca para.

V�o, saiam da minha vila.

N�o quero ouvir nada de voc�s, nunca mais.

S�o traidores, mentirosos.

Todos voc�s s�o traidores e mentirosos.

Deixe-os irem. Quem se importa se 7 ou 71 v�o embora?

N�o podem mudar o que conquistaram aqui.

Me sinto apunhalado pelas costas.

Sr, quero sair daqui com minha filha, por favor.

N�o, n�o vai tirar minha filha de mim.

Por favor, pessoal, essa discuss�o.

N�o levar� a lugar nenhum.

Somente um tribunal poder� decidir.

A cust�dia da crian�a.

Sr, ajude-me a tir�-la daqui, por favor.

Todos cidad�os americanos que quiserem ir comigo.

Fiquem � vontade para faz�-lo.

� uma trama.

Querem nos destruir.

N�o se preocupe, Reverendo. Ningu�m quer.

Machuc�-lo. Posso assegurar.

Isso n�o precisa virar uma investiga��o completa do congresso.

S� quero levar comigo as pessoas.

Que querem voltar para os Estados Unidos.

- Senador O'Brien? - Sim.

Voc� � um porco.

Sr. O'Brien?

Isso muda tudo?

N�o tudo, mas algumas coisas.

Certo, vamos. R�pido.

Levem essas pessoas para o avi�o.

Sr. O'Brien?

Sr. O'Brien?

O n�mero de fam�lias que querem ir est� aumentando.

Vou esperar pela pr�xima remessa.

Diga � eles no aeroporto, que eu...

Certo, vamos l�.

Leslie, vamos.

Lee?

Aquele n�o est� de fato indo embora.

� um deles, � uma trama.

Algo vai acontecer.

Vamos, temos que ir.

AER�DROMO DE PORT KAITUMA O �LTIMO DIA

H� muito ressentimento contra voc�s dois.

N�o sei o que vai acontecer.

Fiquem numa das casas de h�spedes.

N�o tenho d�vidas de que seja melhor morrer.

Do que ser perseguido de um continente para outro.

O avi�o do senador O'Brien.

Cair� do c�u.

Vamos.

Formem fila por aqui.

Abram suas malas.

Est� bem. Coloque-os pra dentro.

Ficar� apertado, veja.

- Espere, a�. - Senador O'Brien disse que poderia ir.

- No primeiro avi�o. - Tudo bem, mas se apresse.

Obrigado.

Cuidado, ele est� armado.

Atirem. Atirem neles. Matem todos eles.

Fa�am algo.

Algu�m, socorro.

Socorro. Socorro.

Algu�m, por favor, fa�am alguma coisa.

O senador O'Brien est� morto, assim como todos os fi�is.

As for�as de defesa guianesas, estar�o aqui em 45 minutos.

Agora devemos morrer com dignidade.

Chegou a nossa hora.

Minha hora.

N�o podemos viver em paz.

Ent�o devemos morrer em paz.

Minhas irm�s, tragam � mim meus filhos.

Me passe a outra.

Eles v�o primeiro, meus filhos.

Consegue mais algu�m?

- Continuem mexendo. - ...e voc�s meus irm�os.

Morreremos com dignidade.

N�o h� outra escolha.

Eles pagar�o por tudo isso. V�o pagar por tudo.

� a revolu��o.

Vamos todos morrer.

Chegou o grande momento, vamos todos morrer.

Eles pagar�o por isso.

Por que, o que est� acontecendo l� fora?

Jim Jones ordenou um suic�dio revolucion�rio.

Num protesto contra o fascismo e racismo.

- N�o tem outra alternativa? - N�o tem.

Vamos todos morrer por nossa causa.

Richard e eu vamos escrever sobre isso.

O mundo precisa saber sobre este grande momento.

Estaremos na hist�ria.

Jones tinha raz�o ao nos dizer pra escrever sobre isso.

Ser� um grande momento hist�rico.

Melhor sairmos daqui antes que as tropas cheguem.

Assim, n�o nos impedir�o de escrever a verdade.

Qual o caminho mais r�pido pra sair daqui?

E estaremos livres.

Agora estamos prontos pra morrer com dignidade.

Crian�as, estou em casa.

CASA DE SUSAN AMES GEORGETOWN, GUIANA

Onde voc�s est�o?

Tenho o direito de escolha, e escolho n�o morrer.

Quem tomou esta decis�o pelas crian�as?

Elas t�m o direito � vida e a felicidade.

Quando eu morrer.

Ningu�m mais estar� feliz.

Sua vadia ingrata, quando todos n�s morrermos.

Voc� ir� primeiro, certamente vai morrer.

Sem Jim Jones, voc� n�o tem vida.

Venham.

Gary, arrume a po��o.

As tropas est�o chegando, v�o torturar...

...as crian�as e matar a n�s todos. Devemos morrer com dignidade.

Depressa, depressa. As crian�as primeiro.

Morrer hoje � melhor do que daqui a 20 anos.

Adormecendo num lugar apodrecido.

Nos levaram � isso.

N�o, n�o, n�o.

Roubaram a nossa terra.

Nos levaram � isso at� nos cansarmos.

Agora � tarde demais. N�o podem te separar...

...dos seus irm�os e irm�s.

De jeito nenhum eu queria fazer isso.

Me recusei, me recusei.

N�o sei quem disparou o tiro que matou...

...o senador, mas no que me diz respeito.

Eu o matei.

Entendem o que estou dizendo?

Eu matei ele.

Crian�as, definitivamente...

N�o, n�o.

Deus, mam�e.

Mam�e, mam�e, n�o fa�a isso.

N�o fa�a isso, d� sua vida pelo seu filho.

Mas n�o fa�a isso.

Deite-se.

Apelo a voc�s que parem com essa bobagem.

Pe�o que parem de incitar seus filhos.

Quando tudo que est�o fazendo �...

Se tiver um pouco de respeito, tudo estar� terminado.

� bom.

N�o continuem assim.

Est�o incentivando seus filhos, n�o continuem...

...assim mais.

Nunca menti pra voc�s. Acham que menti?

Tudo est� terminado.

Depressa, depressa, meus filhos.

Tudo que pe�o � pra n�o ca�rem nas m�os inimigas.

Mantenham-se calmos, filhos, n�o vai doer.

Fiquem calmos, n�o achem que isso nunca foi feito antes.

Isso j� foi feito por v�rias tribos ao longo da hist�ria.

Muitas tribos que encararam a aniquila��o.

�ndios do Amazonas est�o fazendo isso agora.

Eles matam cada crian�a que vem ao mundo.

Porque n�o querem viver neste tipo de mundo.

Paci�ncia, tenham paci�ncia, meus filhos.

Estamos tentando.

Pare de chorar, amigo, relaxe.

O melhor que pode fazer � relaxar.

N�o vai ter problema.

N�o ter� problema nenhum com nada.

Se apenas relaxar.

N�o h� nada a temer. N�o h� motivo pra ter medo.

� um amigo, � um amigo.

Calma, mantenham a calma. N�o podemos fazer nada.

N�o podem nos separar do nosso pr�prio povo.

Abrace a morte como uma amiga.

Eu n�o quero morrer.

N�o quero morrer.

Impe�am essa histeria.

N�o quero morrer.

Eu n�o quero morrer.

Ficar� tudo bem, Norma.

N�o quero morrer.

Beijem-se.

Aproveitem seu �ltimo abra�o terreno.

Ficaremos todos juntos.

Nos encontraremos novamente na pr�xima vida.

Fiquem calmos, fiquem quietos.

Deitem comigo. Deitem comigo.

Parem de chorar. Parem de chorar.

Porque ningu�m ir� fazer isso.

Mais r�pido, mais r�pido.

Mais r�pido, mais r�pido.

Fa�a-os serem bons, fa�a-os serem bons.

� bom morrer, � bom morrer.

Esta � uma boa causa, esta � uma boa causa.

Quando eu descansar, quando eu descansar.

Preciso de um estetosc�pio.

Eu pego, doutor.

Sim, sim. Eu pego.

Leve isso, depressa.

Aqui.

AQUELES QUE N�O LEMBRAM DO PASSADO

FICAM CONDENADOS � REPET�-LO

Legendas: Adailson Dezembro 2025

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