All language subtitles for Greenland.2.Migration.2026.2160p.4K.WEB.x265.10bit.AAC5.1-[YTS.BZ]

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic Download
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish Download
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French Download
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian Download
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian Download
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil) Download
pt Portuguese (Portugal) Download
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American) Download
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese Download
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Não é fácil ultrapassar certas coisas.

Não sei como alguém poderia.

Especialmente isto...

75% do mundo, talvez mais.

Ainda não sabemos.

FRAGMENTO DEVASTA FLÓRIDA CENTRAL

Desapareceu.

Cinco anos após o impacto,

Clarke ainda não tinha acabado connosco.

Fragmentos presos na nossa órbita,

atingindo-nos sem aviso prévio.

Tentámos reconstruir,

mas o mundo não estava preparado.

Obrigando-nos a voltar para dentro.

A radiação atingiu cada local de forma diferente.

A maioria dos locais ardeu.

Outros, por razões que não compreendemos, permaneceram verdes.

A vida, a encontrar uma maneira de sobreviver à contaminação.

O nosso bunker está a aguentar.

Estamos a fazer o melhor que podemos.

Não é fácil viver debaixo da terra.

Mas encontramos alegria quando podemos.

Juntos.

GREENLAND: UM NOVO COMEÇO

Teste de microfone. Um, dois. Um, dois.

Alto e claro, John.

Sabes com que pensei hoje ao acordar?

Vamos ouvir.

Biscoitos e gravy.

Isso seria bom.

Daria o meu braço esquerdo por uma chávena de café decente.

O Peckman Diner fazia o melhor.

Do outro lado da rua do Piedmont Park.

Dava para ir a pé a um daqueles concertos de Verão.

Céu azul, relva, pessoas.

Cerveja.

Parece o paraíso.

Era mesmo.

Jesus. Outra fissura se abriu.

Mais lava?

Sim, e estão a ficar maiores.

Parece que temos alguns botes salva-vidas.

E outro navio fantasma.

Um contratorpedeiro.

Boa. Sentes-te com sorte hoje?

Sempre. Vou começar pelos botes salva-vidas,

ver o que há lá.

Boa sorte aí fora.

A caminho do contratorpedeiro.

Estamos a ver uma tempestade a formar-se ao largo da costa,

mas parece que ainda tens algum tempo.

Não vou ficar muito tempo.

Jackpot.

A entrar na ponte.

Encontrei outra coisa.

O quê, John?

A tripulação.

Merda.

Que linda.

John...

John, estás a ouvir-me? John, estás a ouvir-me?

A tempestade acabou de virar na tua direcção.

É melhor saíres daí agora e voltares para cá!

Estou a caminho.

Estou a sair do navio agora. Quanto tempo tenho?

Nenhum. Está mesmo em cima de ti.

Vamos lá...

Estou à frente dela, mas está a aproximar-se.

Merda, base... Está a aproximar-se rapidamente!

John! John, onde estás?

Estou a ir o mais rápido que posso!

Abram o túnel leste!

Abram a porta!

Abram a porta! Abram-na!

A tempestade está muito perto!

Temos de fechar as portas blindadas, John!

Eu consigo!

Fecha, fecha, fecha!

Vai, vai, vai...

John, estás dentro?

BASE AÉREA THULE ESTAÇÃO DA GRONELÂNDIA

Bucareste, Roménia.

A cidade foi destruída pelos terramotos.

Estamos presos debaixo de...

Mumbai, Índia.

A água salgada continua a subir rapidamente.

A FEMA planeou para dois anos.

Esticámos os nossos recursos para cinco.

Então, basicamente, estamos a funcionar com o mínimo?

Sim. Estamos a chegar muito perto.

Esperamos que dentro de um ano estejamos a plantar no exterior.

Bem, medimos uma redução de 4%

O JOHN VOLTOU A SALVO

em coulomb por quilograma nos últimos três meses.

Ainda não podemos prever quando os níveis voltarão a ser seguros, mas...

- Mas está a melhorar, certo? - Sim.

Embora seja principalmente ao largo da costa.

Sim. Esperemos que os ventos

acabem por dissipar a radiação.

Não, não é bem assim que funciona.

A exposição contínua à radiação,

mesmo em níveis baixos, ainda leva à morte.

Devemos discutir os nossos planos de contingência.

Está bem, sim.

O Canadá e grande parte dos EUA desapareceram.

A Islândia desapareceu.

Europa Ocidental?

Há relatos de menos tempestades lá, certo?

- Sim. - Mas o ar é seguro?

Mais seguro do que aqui.

Não acabámos de dizer que morrer lentamente ainda é morrer?

Quero dizer, estou certo, Dra. Amina?

- Não é a mesma coisa lá? - Sim.

Dra. Amina, quais são as últimas notícias sobre a cratera?

Bem, os meus colegas de outras estações

têm a mesma teoria.

E fiz os meus próprios cálculos.

Não conseguimos explicar completamente,

mas parece que o tamanho e a forma das paredes da cratera

impedem a formação de tempestades radioactivas.

Isso, combinado com a sua profundidade

é o que a torna uma zona tão segura.

Acreditamos que é isso que impede

o ar poluído de entrar.

Mas, Dra. Amina, mesmo que fosse verdade,

é no sul de França.

Como vamos chegar lá, exactamente?

Houve relatos de combates,

insurgência e guerra civil.

A Europa está um caos.

Por favor, vamos manter-nos fiéis à realidade.

Atenção, residentes,

este é o aviso diário

para comunicarem qualquer avaria no sistema de filtragem de ar...

Por favor, racionem bem e só...

Há pessoas aqui que dizem que é o novo normal.

Bem, já estamos nisto...

há cinco anos, certo?

Então, não é assim tão novo.

E definitivamente não é normal.

Não é por acaso

que foram seleccionados o dobro de terapeutas

do que cirurgiões.

As pessoas estão a lidar com uma quantidade incrível de trauma.

Porque é que todos fingem que não estão?

- Tu finges? - Fingir?

Às vezes.

Talvez devesses parar.

Talvez me possas recomendar um bom terapeuta

que me possa ajudar com isso.

O meu está muito bom.

Então...

Allison, Nathan, como estão?

Estão a dar-se bem.

Acho, espero.

A abertura é importante.

São bastante abertos comigo.

Eu quis dizer o contrário.

Parece que tem havido mais disto ultimamente.

As placas tectónicas estão a mudar novamente.

Isso está a provocar muita actividade nesta região.

Este bunker sobreviveu ao Clarke.

Vai sobreviver aos tremores.

Há mais uma coisa que devemos discutir.

O sinal de socorro que recebemos do exterior.

Não temos condições de alimentar mais 50 bocas.

Não temos condições para alimentar cinco.

Eu sei, mas essas pessoas estão a viver

em cavernas e poços de minas.

Sim, e não sabemos se trazem doenças

ou quanta radiação absorveram.

Está bem. Vamos deixá-los morrer.

Dizemos-lhes que, neste momento, não estamos em condições

de ajudar.

- Sim? - Não.

Vamos votar, como sempre.

Moção para enviar uma equipa de resgate?

Eu apoio.

General...

A votação está encerrada.

Vamos enviar o Snowcat amanhã.

E quando olhamos para o céu do norte,

que constelação é esta?

- Gémeos? - Não. Não, não é Gémeos.

Nathan?

É Cassiopeia.

Pode-se perceber pelo seu formato em W.

Porque é que temos de aprender tanto sobre as estrelas?

Bem, talvez devêssemos ter prestado

um pouco mais de atenção a elas no passado.

O Clarke não era uma estrela, era um cometa.

Ainda é.

Mas já caiu no chão.

A maior parte sim,

mas os pedaços menores que não caíram,

ficaram presos no nosso campo gravitacional.

Criou o que é conhecido como anel fantasma.

Deixas-me sem fôlego Na luz da manhã

Mil vezes E ainda me surpreende

Adormeço onde gosto de pensar Que os nossos sonhos

Colidem...

Lars, que porcaria é esta?

O quê? É rock and roll clássico.

Se te referes a rock clássico, então não é isso.

Gimme the Stones, Allman Brothers...

Michael McDonald, é rock clássico.

Billy Ocean. Também muito fixe.

É só abrir a válvula.

Vá lá, querida. Aqui vamos nós!

De volta ao trabalho!

Boa!

Podemos voltar a beber água.

Mãe...

Mãe, eu posso explicar.

Nathan, não quero ouvir!

Ouves o teu pai a tossir à noite, certo?

Sim.

Entra.

Detesto isto aqui.

Anda cá. Eu sei.

Está tudo bem.

- Sabes disso? - Sim, claro!

Impossível.

O que perdi?

Ele nunca ouviu esta música.

Nunca ouviste esta música?

- Mas gosto dela, não? - Sim? Então vem dançar.

Está bem. Vamos... Vou dançar

ao som de uma música que nunca ouvi.

Boa.

Sei que é um pouco tarde, mas...

Feliz Dia dos Namorados atrasado.

Onde a encontraste?

Naquele contratorpedeiro. Entre outras coisas.

Finalmente posso consertar o meu rádio.

E a bomba de pressão para dessalinização?

O General Sharpe disse

que os níveis de água estão a baixar.

Desculpa.

Adorei. Obrigada.

Obrigado.

E tu, jovem? Como foi o teu dia?

Bom.

Há mais alguma coisa

que queiras dizer ao teu pai, Nathan?

A segurança encontrou-o lá fora.

Lá fora, fora?

Sim.

Estás a brincar comigo?

Quanto tempo estiveste lá fora?

Só alguns minutos.

- Usaste máscara? - Sim.

E não havia tempestade.

É muito perigoso ires lá fora!

- No que estavas a pensar? - Eu sei.

Avisaste-me sobre a radiação, as cinzas.

Eu entendo.

Olha, filho, sei como é chato estar aqui em baixo.

- Eu entendo. - Tenta ter 15 anos.

Sim, mas, não estás a ouvir-me!

- Olha, espera... - Posso ir?

Ele só está a tentar perceber as coisas, acho eu.

- Não, não... - Ele também é sensível.

Não, ele está a ser idiota.

Como tu.

Ires lá fora.

Sim.

É igual ao pai.

Todos que conheço...

- Vamos lá. - Não, não. Allison, não.

Se a tua senhora te convida para dançar, como podes recusar?

- Obrigada, Lars. - Obrigado, Lars.

Vamos.

Tudo bem, tudo bem.

Estás a cuidar de ti?

Sim.

Base, aqui é Rover Um a regressar com carga completa.

Estamos prontos para receber os migrantes?

Preparem-se para abrir a rampa do Túnel Oeste.

Tenham as equipas de descontaminação prontas.

Entendido.

Vamos, vamos, vamos.

Bom dia, amigo.

Estava a pensar que nós

podíamos começar hoje com a bomba de admissão, Larsy.

Vamos tratar do resto depois do almoço?

Merda.

Confirmado pessoal a caminho...

Entendido. Aguarde, One.

Senhor, solicito autorização para uma segunda viagem.

Deixaram muitas pessoas para trás.

Uma segunda viagem?

- Nem pensar. - Antes de tomarmos qualquer decisão,

vamos primeiro perceber exactamente do que estamos a falar.

Não estávamos a discutir recursos limitados?

Onde é que vão dormir?

Na tua cama?

Se isso salvar vidas, sim.

...aproximação... agora.

Não percebemos, Rover One. Repita.

Não temos muito tempo...

Estamos autorizados?

Aguarde.

Uma leitura sobre isto...

Rover One, repita.

Lars, ajuda-me.

Estás bem?

Atenção a todo o pessoal...

Allison!

Allison!

Allison, estás bem?

Aí estás. Estás ferida?

Estás bem?

- Sim. - Vamos levantar-te.

Vamos.

- Nathan! - Temos de ir. Agora.

- Viste-o? - Não.

Nathan!

Pai!

- Não consigo respirar. - Estás ferido?

- Consegues respirar. - Temos de sair daqui!

Sim, vamos fazer as malas!

Comida, roupa. Tudo o que temos.

- Está bem. - Tudo bem, Nathan?

Preciso que estejas comigo, filho.

Tu consegues, Nathan.

Ajuda a tua mãe. Arruma as tuas coisas.

Vou buscar algumas máscaras.

Arruma as tuas coisas.

Leva tudo o que precisares. Leva a tua insulina.

Tanto quanto puderes

e enfia tudo no saco, está bem?

Não vamos voltar.

Casaco, roupa, tudo o que couber aí.

Tenho algumas máscaras.

Coloca isto. Certo, filho.

- Estás bem? - Sim, estou bem.

Bem?

Vamos lá!

Estou presa!

Não vamos conseguir passar por aqui!

- Para onde vamos? - Para o túnel leste!

Merda! Vamos!

Desabou!

Não temos outra escolha!

- John? - Allison!

- Está a cair! - Eu agarro-te! Vamos!

Tudo bem, estás bem.

Vamos, temos de ir!

Vamos!

Estamos o mais cobertos possível?

- Sim. - Verifiquem as máscaras!

Está tudo bem.

Vamos...

A radiação, o que fazemos?

Temos de sair desta ilha.

Por aqui, para a praia.

Nathan! Onde está o Nathan?

Para onde é que ele foi?

- Nathan! - Mãe, pai, aqui!

Ali!

Dra. Amina!

- Está bem? - Dra. Casey?

Consegue ficar de pé?

Vamos, levante-se.

Há botes salva-vidas na praia.

Vamos. Vamos!

Sigam-me!

Há mais barcos no final da praia!

Vamos!

Socorro!

Socorro!

- Dá cá. - Não!

John! Aqui!

Allison!

Parem! Larguem-no!

Afastem-se!

Há mais um! Vamos!

Há mais um ali!

Depressa!

Vamos!

Temos de ir. Vamos!

Temos de ir agora!

Vamos...

Chega! Fechem a porta!

Não! Deixe-os entrar! Podemos arranjar espaço!

Já chega! Vamos virar como os outros!

Fechem a escotilha!

Não podemos levar mais ninguém. Desculpem!

Não nos deixem!

Estás bem? Tudo bem.

Esperem! Esperem! Não!

Estão todos bem?

Pai! Pai!

Meu Deus! Meu Deus!

Segurem-se todos!

Meu Deus!

Segurem-se! Segurem-se!

Estás bem, Nathan?

Estou bem.

Desapareceu.

Desapareceu tudo.

Acho que a qualidade do ar está boa. Melhor.

- Podemos tirar as máscaras? - Sim.

- Estás bem? - Sim.

Deixa-me ver.

Para onde vamos?

Não há nada para onde voltar.

A Islândia não é o sítio mais perto daqui?

A Islândia desapareceu.

Precisamos de um destino.

Só precisamos de chegar a terra.

O Clarke mudou a direcção da corrente.

Agora está a fluir para sul.

Temos connosco apenas

um suprimento de rações e água para uma semana.

A Europa é provavelmente a nossa melhor aposta.

Isso é bom. Então, vamos para sudeste.

Até chegarmos a Inglaterra.

Se conseguirmos chegar a Londres, podemos ir à casa da Mackenzie.

Perfeito. Deve demorar menos de uma semana.

Reza para que consigamos.

Sudeste.

Está bem.

Tentamos agora?

Tudo bem. Deixa-me tentar mais uma coisa.

Está bem.

Aí está.

Quantos fragmentos achas que há lá em cima?

Mais do que consigo contar, isso é certo.

Então, pelo menos 50.

É Andrómeda.

É uma galáxia completamente diferente.

Não acredito que estou a ver as estrelas de verdade.

É muito fixe, não?

Espero que nunca percas isso.

Essa... tua maravilha.

Pergunto-me onde aquilo vai cair.

Vou dar uma olhadela.

Não vale a pena.

Estamos sem combustível.

E talvez possamos racionar

mais dois dias de água e rações de combate.

Estamos agora à mercê da corrente.

Onde é que acabaram por ir parar?

- Acabámos em Shenandoah. - A sério?

Sempre quis ir lá.

- Sim, foi óptimo. - Foi?

A minha mulher queria fazer a viagem toda, mas acabei

por encurtá-la para poder aceitar um novo emprego.

Parecia algo importante na altura.

A tua mulher.

Perdeste-a ao sair do bunker?

Não, perdi-a ao chegar, ao chegar lá.

Preciso de...

Preciso de comida.

Cratera.

A cratera tem o suficiente...

Construir um bunker e...

Nadar...

Temos de conseguir.

Meu Deus. Onde é que batemos?

Meu Deus!

- É terra, malta. - O que é aquilo?

Atingimos terra!

É o Edifício Liver.

Estamos em Liverpool!

Inglaterra!

O quê?

Inglaterra? Meu Deus!

O ar está bom, por enquanto.

Temos de encontrar um abrigo.

Onde é que batemos?

Meu Deus.

Estamos no topo de um edifício.

Vamos pegar nestes remos e sair daqui.

- Pronto? - Sim.

Há um caminho à frente, Tenente.

Pode ir por lá?

Está bem.

- Dan, faz para trás. - Sim.

- Com o remo. - Está bem.

Aqui vamos nós.

Muito bem, vamos lá.

Mantenham-se juntos.

Não sabemos o que há aqui fora.

Vamos lá, filho.

Parece abandonado.

Muito bem, primeiro,

temos de encontrar comida e água.

E não podemos ficar aqui em cima o tempo todo,

precisamos de um sítio adequado para todos se abrigarem.

Não havia um abrigo antiaéreo ou um bunker nesta área?

Sim, mas nunca tivemos qualquer contacto com eles.

Mesmo assim, devemos tentar encontrá-lo.

Olhem, há pessoas ali.

Onde estão eles?

Onde estão os vossos políticos?

Os vossos nobres reis?

Estão todos debaixo da terra.

Só o verdadeiro Deus...

Como vivem eles aqui fora?

...desde o início dos tempos...

Provavelmente não têm escolha.

Mas não conseguem sobreviver durante muito tempo.

Há mais pessoas por ali.

Sem crachás! Apenas crachás de autorização!

Sem crachás! Não podem entrar!

Apenas crachás de autorização!

Apenas crachás de autorização!

Nós temos crachás!

Somos funcionários governamentais da Estação da Gronelândia!

E estamos a pedir asilo de emergência!

Mostrem-me os vossos crachás de autorização!

- Crachás. - Aqui. Aqui.

Ela está livre. Pode passar.

Não consigo encontrar o meu crachá!

Então é isso! Só ela!

Ouça, eles estão comigo!

Um crachá! Uma entrada!

Somos a família Allison!

Chamo-me Adam Shaw!

Afastem-se!

Sou do bunker Thule, na Gronelândia.

É só pesquisar o meu nome no vosso sistema!

Sou um funcionário do governo! Chamo-me Adam Shaw!

Devem encontrar-me no vosso sistema!

Sou um funcionário público de...

Cristo!

Deixem-nos entrar!

- Para trás! - Fechem os portões!

O que fizeram?

Adam? Adam!

O que se passa?

- Andem! Andem! - Andem! Andem!

Temos de ir. Temos de sair daqui!

Vamos! Temos de ir!

Tudo bem, está bem. Casey, anda.

- Casey! - Temos de ir! Ele morreu!

Espera! Não, não, não...

Espera, espera...

- Sai da frente, amigo! - Precisamos de uma boleia.

Temos de ir.

Tens de levar a nossa família, por favor.

- Para onde? - Londres.

- Londres! Mackenzie. - Está bem. Londres.

Têm de me dar alguma coisa.

Não temos nada!

Isso serve.

- Entrem. - Vão, vão...

Aqui tens.

Obrigado.

Meu Deus!

Meu Deus.

Olha para mim.

Está tudo bem.

Está tudo bem. Respira fundo.

Vamos ter com a Mac.

Vai ficar tudo bem.

Está bem?

É assim em todo o lado?

O mundo é agora um lugar perigoso.

As pessoas estão tão desesperadas,

que matam por um pedaço de comida.

Uma tempestade de radiação como esta,

aparece do nada.

Mata-vos em segundos.

E se não vos apanhar rapidamente,

vão morrer lentamente de qualquer maneira.

Sim...

Porreiro.

A filtragem do ar aqui, como está?

Funciona,

mas nenhum de nós vai viver até aos cem anos, meu amigo.

Querida, quando foi a última vez que falaste com a Mackenzie?

Há oito ou nove meses.

Dra. Amina?

Acredita que é real? A cratera?

Sim, acredito que seja possível.

Então é como os dinossauros, o evento K-T.

Nathan, sabes o que aconteceu depois do evento K-T?

A vida voltou.

Não apenas voltou.

Floresceu.

O impacto criou as sementes para uma nova vida.

Sem o evento K-T, nem estaríamos aqui.

Estamos perto.

Talvez mais meia hora até Londres.

Vamos fazer isto depressa.

Não quero ficar muito tempo aqui fora.

Como te chamas?

Obi.

De onde és, Obi?

Nigéria.

Certo.

Mudei-me para a Inglaterra há 12 anos.

Ouvia falar da vida aqui.

Era um sonho de infância.

Lamento que tenha sido isto que te calhou.

Não, ainda gosto disto aqui.

Tornou-se a minha segunda mulher.

Embora às vezes me pergunte...

como seria regressar.

Se ainda reconheceria alguma coisa.

O que ouves dizer sobre as pessoas que seguem mais para sul,

para França?

A França é mais perigosa do que aqui.

É por causa do que há lá?

Queres dizer aquilo de que o teu amigo cientista falava?

- Sim. - Parece bom.

Também soa a ashi gi.

"Treta".

Estás bem?

Sim.

O que é aquilo?

Outra tempestade?

Não, não é uma tempestade.

Allison!

Agarra-te a qualquer coisa!

Anda, anda!

Aqui.

Obi! Não!

É tudo o que tenho!

- Estás bem? - Sim.

LONDRES

Espero que ela ainda esteja aqui.

Mac!

Caramba! Raios...

- Entra! Anda! - Mac!

- Entra! - Está carregada?

Olá.

Entra!

Como é que estás à porta da minha casa agora?

Não ouvia falar de ti há tanto tempo!

Já começava a temer o pior.

E o John! Nunca pensei voltar a ver essa cara feia!

Estás com bom ar, Mac.

Mentiroso.

Este deve ser o tal homem, não é?

És tudo o que a tua mãe fala!

- A sério? - Sim.

Quase tudo, acho eu.

Sinceramente, não acredito no que vejo.

Estás a celebrar o Natal mais cedo.

Aqui, todos os dias são Natal.

Podem pousar as malas em qualquer sítio

e fiquem à vontade.

Sinceramente, não acredito...

E o ar aqui dentro é mesmo muito melhor do que lá fora.

Consegui isolar esta ala do hospital

e o gerador mantém o sistema de filtragem a funcionar.

Não é tão bom como o ar a que estão habituados nos bunkers,

mas vai dar-nos mais uns anos.

- Obrigada. - Por favor, nada disso.

São família, a sério.

Ainda sonho com o tempo que passámos na América.

Aqueles rapazes americanos...

Derretem-se por um sotaque.

E as raparigas também.

O que é que tratas aqui?

Alzheimer.

E... corações partidos.

A maioria nem faz ideia do que aconteceu às famílias,

ou do que foi o cometa.

O que, provavelmente, até é melhor assim.

Por isso fiquei.

Mesmo depois de o governo deixar de entregar comida

e as luzes se apagarem.

Não os vou abandonar outra vez.

Aliás, por falar nisso,

está na hora de lhes preparar o jantar.

- Bem, eu ajudo-te. - És tão querida. Obrigada.

John, tu e o Nathan tragam mais carvão.

Apetece-me celebrar!

Volta para dentro. Meu Deus, isto é...

É incrível!

Assim está melhor?

Vês? Ainda é melhor.

Finalmente falámos, finalmente isto é...

- À nossa. - À nossa!

Malta, isto quase parece normal. Quase.

Sim. Quase.

Ainda está a dormir?

Está bem. O miúdo está exausto.

- Lembra-se do impacto? - Sim, lembra-se.

Esperava que com o tempo se esquecesse, mas não.

Acho que ainda está a processar.

Meu Deus, não dá para esquecer o Clarke.

Não quando és lembrado dele sempre que olhas pela janela.

Mac, o que sabes sobre a cratera?

Sabes, o sítio onde o Clarke caiu?

Estás a pensar comprar uma casa de férias?

Não, só ouvi rumores, um monte de rumores.

É que a Casey acha que há uma hipótese

de a vida ter regressado lá, não é?

Sim, acho que sim.

Imagina que tens temperaturas extremamente altas,

certo?

E juntavas matérias-primas e...

a água do mar do tsunami.

Misturas alguns nutrientes das rochas partidas com o impacto,

então é possível que se pudesse...

Criar os blocos básicos para nova vida.

Ar respirável.

Água potável. É... é possível.

É um belo pensamento.

Mas...

O que criei aqui é bom o suficiente para sobreviver.

E é seguro, percebes?

Tornei-o seguro.

Bem, mais seguro do que lá fora.

Então?

Londres já não é Londres.

- John, estás bem? - Sim.

- Meu Deus, estás a sangrar. - Sim.

Sim. Deve ser do ar.

Hemorragia nasal.

John...

O que se passa?

Estou só a sangrar do nariz.

Treta.

O médico disse...

quando os sintomas começam...

...hemorragias...

...seis a oito semanas.

Seis semanas? O quê?

Quer dizer, pode ser mais...

Do que estás a falar? Isso não pode ser.

Estamos aqui agora, com a Mac. Ela tem medicamentos.

De certeza que conseguimos tratar isso.

- Ali, não. Ali... - E tudo vai ficar bem.

Ali...

Não tem cura.

Como assim?

É...

Demasiadas idas lá fora, acho eu.

Porque não me disseste?

- Eu queria... - John!

Eu queria...

- Porquê? - Porque não podia ver isto...

Não podia ver isto em ti. Não conseguia...

Está bem, está bem.

Olha para mim.

Está bem.

Vamos ficar aqui, com a Mac.

Vamos aproveitar o tempo que nos resta,

e ficar juntos, como família.

Não podemos ficar aqui, Ali.

Eu não quero ficar aqui.

Não quero morrer aqui.

Não quero que tu e o Nathan vivam aqui.

Não viemos até aqui para isto!

E se a Casey tiver razão?

Sobre a cratera.

Se houver lá algo, um novo começo.

Para ti. Para o nosso filho.

Metade da vida dele foi a sobreviver.

Temos de levar o Nathan à cratera.

Eu sei.

Aqui, não há vida para ele.

- Está bem... - Está bem.

Tens a certeza de que podemos levar isto?

Bem, tirei-o a outra pessoa.

E deve ter combustível suficiente para chegarem ao Canal.

- Sim. - Leva isto.

E não pares por ninguém.

Vão querer seguir pelo Dover abaixo.

É o único sítio onde podem atravessar o Canal.

Obrigado.

Está bem.

- Cuida da minha menina! - Vou cuidar.

Nate...

- Prazer em conhecer-te. - Adeus, Nate.

Muito bem, segundo este mapa,

devemos chegar lá em cerca de duas horas.

Estás muito calado, campeão.

Lembras-te de jogarmos aqueles jogos de carro?

- Quando eras pequeno? - Sim, lembro-me.

Tipo “Vejo, vejo”...

- “Preferias...” - Esse era o meu preferido.

Eu e a minha irmã jogávamos “21 perguntas” nas viagens de carro.

- Lembras-te desse? - Vá lá, que dizes, Nathan?

- Queres jogar? - Não, obrigado.

Sabes que mais? Vamos jogar mesmo assim, sem ele.

- Sim! - Eu quero jogar “Vejo, vejo”.

- Eu começo. - Não, eu começo.

- Eu é que começo. - Está bem...

- Meu Deus... - Casey...

- Abaixa-te, Nathan! - Nathan, abaixa-te! Fica aí!

Não dispares no motor! Precisamos do carro!

- Avança! Anda! - Quem são eles?

Salteadores! Nathan, abaixa-te!

Anda.

Estás bem, estás bem.

Estás bem, estás bem.

Estás bem, estás bem.

Nathan? Nathan? Nathan?

Nathan, estás bem? Estás bem?

Pronto. Já passou.

Que o Senhor se levante para te acolher.

Que o vento sopre sempre a teu favor.

Que o sol brilhe quente no teu rosto.

E que a chuva caia suave sobre os teus campos.

Porque é que as pessoas rezam nos funerais?

Parece que lhes desejam coisas boas.

E eles estão mortos.

Bem, estás... a desejar-lhes o bem.

É uma tradição antiga.

Pelo mesmo motivo que se põem moedas nos olhos.

- Moedas? - Para subornar o barqueiro.

Atravessar o rio até ao mundo dos mortos.

Mesmo que não acreditem no Céu?

Mesmo que não acreditem no Céu.

Aquilo é o Canal da Mancha?

Era.

Jesus.

O meu pai costumava trazer-nos a França de ferry,

quando eu era miúdo.

- E isso era tudo água? - Sim.

Vinte milhas de mar daqui até França.

Tantas batalhas,

tantas guerras travadas por isto.

Desapareceu por completo.

Bem, pelo menos não precisamos de barco.

Exactamente.

Vamos atravessar isto depressa e encontrar onde passar a noite.

É uma galé espanhola?

Porque é que estão todos parados?

Não sei.

Acho que vamos deixar o carro.

Vamos atravessar aquilo?

Sim. Vamos ter de o fazer.

Cuidado com os pés.

- Eu ajudo-te. - Anda!

Olha onde pões os pés. Não olhes para baixo.

Cuidado!

Está bem. Apertem tudo. Certifiquem-se de que estão presos.

Não consigo fazer isto! Deve haver outro caminho!

Nathan! Põe um pé à frente do outro.

Segue-me. Eu vou primeiro, está bem?

Tu consegues.

Anda lá.

- Pronto. - Estás bem?

- Pronto. Tu consegues. - Tem cuidado.

Está bem.

Continua! Anda lá!

Estás bem?

Anda, anda, anda!

Aguentem!

- Está tudo bem? - Sim, pai.

Anda lá. É isso mesmo.

Sim.

Pronto.

Está bem.

Anda, conseguiste! Conseguiste!

Obrigada.

Certo, quase lá. Só mais um bocadinho.

- Consegues? - Sim.

- Estás bem? - Sim.

É isso.

Terramoto!

Abaixem-se!

- Estás a gozar comigo. - Temos de sair daqui!

Vamos.

Tu primeiro, Allison. Eu vou atrás do Nathan.

Mantém-te concentrado.

Isso mesmo. Estás bem!

Isso. Aí está.

Isso mesmo, Nathan!

- A corda está a ceder! - Aguenta!

- Vamos! - Tira-me daqui!

Continua a mexer-te!

Tira-me daqui! Tira-me daqui!

Continua!

- Não vai aguentar! - Não, não, não!

Não vai aguentar!

- Fica aí! Não! - Não! Não!

Nathan!

- Nathan! - Pai! Pai!

Anda lá! Aguenta-te!

Tu consegues! Está tudo bem.

Por favor, não me deixes cair!

- Aguenta-te! - Nathan! Nathan!

Não me deixes cair!

Anda! Isso mesmo!

Não vai aguentar!

- Nathan! Continua! - Anda!

Anda, tens de ir. Isso mesmo.

Anda, miúdo! Quase lá...

Anda, Nathan!

Depressa!

Dá-me a tua mão!

Não olhes para baixo!

Anda! Está bem, vamos! Vamos. Vamos, Nathan.

Anda! Isso mesmo.

Anda lá!

Meu Deus!

Mas que raio...?

- É ali? - Não. Não é ali.

É muito mais a sul.

Está tudo morto.

E se a cratera do Clarke for assim também?

Isto pode ter sido um fragmento que caiu há uma semana.

Ou há cinco anos.

Olha...

É por isto que o fazemos. Vamos continuar.

- Sim. - Está bem.

Inglês?

Quem são vocês?

Chamo-me John Garrity.

Esta é a minha mulher, Allison.

O meu filho, Nathan.

O que fazem aqui?

Estamos a tentar chegar à Cratera Clarke.

Sou o Denis Laurent.

Olá.

Parecem famintos.

Não temos nada para trocar.

Mas têm, sim.

Chama-se companhia.

Costumas disparar sobre todas as pessoas?

É uma zona perigosa.

Tiveram sorte de ser eu a encontrá-los.

A maioria não é tão simpática.

PAS-DE-CALAIS NORTE DE FRANÇA

É aqui que vivemos.

O que era este sítio?

Isto era o nosso centro de triagem de correio.

Ninguém tenta tirar-vos isto?

Já tentaram.

Isto é a tua fonte de energia. Foste tu que construíste?

Sim. Retiramos energia dos painéis solares

para a bateria do carro, e temos electricidade.

Alimenta os nossos purificadores de ar.

Não é perfeito mas é o melhor que conseguimos.

Querida.

Temos convidados. Desce, querida Camille.

John, Allison, Nathan...

Esta é a minha mulher, a Julia.

E a minha filha, a Camille.

Prazer em conhecê-la.

Ela não fala.

O sistema nervoso...

A radiação fez estragos.

- Está bom? - Muito bom.

- Sim, c’est bon. - Está óptimo, sim.

O mais parecido com um restaurante francês, hoje em dia.

Muito obrigado.

- Está óptimo. - Muito bom.

É tão bom ter uma refeição caseira.

Então, estão a tentar chegar à cratera?

- Sim. - Sim, estamos.

Dizem que a cratera é La Terre Promise...

como se diz... A Terra Prometida.

A última hipótese da humanidade.

Pode ser que sim.

Também ouvimos dizer que...

talvez já haja pessoas lá.

Essa região é demasiado perigosa.

A Aliança Ocidental,

incluindo restos do exército francês,

está a defendê-la de uma invasão pela Coligação Oriental,

que quer a cratera pelos seus recursos.

Há combates pesados em toda a frente.

De Lyon a Berna.

Só restam duas cidades de pé.

É impossível atravessar.

De onde tiraste estas coisas todas?

O meu pai às vezes vai lá fora

e tenta encontrar coisas que não foram completamente destruídas.

Assim conseguimos ter um lar.

Posso mostrar-te uma coisa?

Claro.

Fiz isto no bunker, na Gronelândia.

É o céu que já não conseguimos ver.

O que veríamos se ainda pudéssemos.

Segura essa ponta.

- Qual? - Desculpa. Está bem.

- Tu também, vem cá. - Está bem.

Estas são as constelações.

Sabes qual é o teu signo?

Acho que sou Aquário.

Isso é ali.

Eu sou Peixes.

Sou um peixe.

Li algures que...

Peixes e Aquário dão-se bem.

- Então? - Olá...

Há quanto tempo estás acordada?

Quase toda a noite.

Na noite antes do nosso casamento...

O meu pai chamou-te de parte para uma salinha

ou o que quer que fosse.

Disse-me que me amava.

Como a um filho.

O que é que ele te disse, na verdade?

Fez-me prometer uma coisa.

Que cuidaria de ti...

até ao meu último fôlego.

Então...

Este mapa está mais actualizado que o teu.

A Aliança Ocidental defende a cratera

para que as pessoas possam viver lá como uma sociedade livre.

Como disse ontem,

toda esta região é zona de guerra intensa,

mas há uma rota alternativa.

Recomendo que sigam por aqui.

Clermont-Ferrand.

Depois descem até Valence.

Menos combates.

A cratera é protegida por várias cadeias montanhosas.

Através da primeira, só há um caminho.

A passagem.

Será muito difícil atravessar essa área.

A passagem é protegida por um batalhão amigo meu,

da Aliança Ocidental.

Quando lá chegarem,

peçam pelo Comandante Jeunet.

Jeunet.

E dêem-lhe isto.

Ele saberá que fui eu que vos enviei.

Pode ajudar-vos a passar.

Obrigado.

Há mais uma coisa.

Olha...

Não sei o que vos espera na cratera.

Mas acredito que é lá que o mundo vai renascer.

Levem a Camille convosco.

Por favor.

Levem a nossa filha.

Eu não consigo ir.

A minha mulher não pode viajar.

Vêem isso.

Ainda não encontrei mais ninguém em quem confie para isto.

Imploro-te, John...

- Eu... - Imploro-te.

Nós levamo-la.

Vamos levá-la até lá.

Vamos levá-la até lá.

Vamos levá-la até lá...

Eu amo-te.

Vou ter saudades tuas.

Eu sei que também me amas.

Eu amo-te, minha querida.

Eu amo-te, papá.

Deve ser um caminho directo a partir daqui.

A passagem é antes da borda da cratera.

Estão todos bem?

Talvez devêssemos parar.

Fazer uma pausa.

Sim.

Preferias ler mentes ou ser invisível?

Ler mentes.

Ser invisível.

Ler mentes.

- Sim. - Sim.

Preferias ter mãos muito pequenas

ou pés muito grandes?

Pés grandes.

Como é que andas com pés grandes?

- Pois. Mãos pequenas. - Como é que isso funciona?

- Mãos pequenas. - Já tens mãos pequenas.

- Não tenho nada. - Mostra.

Tenho mãos normais. Olha para as tuas.

- São enormes! - Não...

- Vês? Olha. - Normais. Vês?

Preferias lutar com 50 cavalos do tamanho de galinhas

ou uma galinha do tamanho de um cavalo?

O quê?

Cinquenta galinhas do tamanho de cavalos?

- Cinquenta galinhas gigantes? - Isso é...

- Cinquenta... - Cavalos do tamanho de galinhas.

- Cinquenta... - O quê?

- Disseste galinhas do tamanho... - Está bem!

Civis não devem atravessar esta área.

Têm sorte em estar vivos.

Há insurgentes por todo o lado.

Para onde vão?

Estamos à procura do Comandante Jeunet.

É amigo do meu pai.

Ele apoia estes americanos.

Queremos ir para a cratera.

Para a cratera?

Sabes que vão ter de passar por uma zona de guerra para chegar lá?

Nunca vão conseguir.

Talvez nos possas ajudar.

Entra em contacto com o Comandante Jeunet!

A avançar com alguns refugiados, por ordem do Comandante Jeunet.

Esta passagem é o único caminho.

O Comandante Jeunet está estacionado mais à frente.

Está bem, sigam-me de perto. Façam o que eu fizer, sim?

- Está bem. - Vamos.

Rápido! Rápido!

Para baixo!

Capitão Hénri, a passar com forças amigas.

Vamos, vamos, vamos!

Anda, Nathan!

Segue-me! Corre!

Corre depressa!

Continua a mexer-te!

Fica agachado! Cabeça baixa!

Para, para, para!

- Meu Deus... - Abaixo!

Vamos, vamos, vamos!

Anda! Anda! Anda!

Anda! Anda! Vamos!

Para o bunker! Para o bunker!

Capitão Hénri, a passar com forças amigas.

Venham agora! Nós damos cobertura!

Vamos, anda! Anda, anda, anda!

Dêem-lhes cobertura!

Nathan, cabeça baixa!

Fiquem agachados!

- Salta, Nathan! - Desce para a trincheira!

- John, estás bem? - Sim, estou.

- Está bem. Anda lá, vamos. - Está bem.

Anda!

Anda, anda, anda, anda!

Por aqui.

Sobe a escada! Sobe!

- Vamos, vamos! - Nathan, anda, anda!

Pronto. Pronto! Levanta-te! Levanta-te!

- Anda. - Olha...

Continuem pela floresta, naquela direcção, está bem?

O Jeunet é o comandante dessa zona.

- Está bem? - Está.

Tenho de regressar à minha unidade.

- Merci! - Está bem.

- Boa sorte! - Obrigado!

- Vamos. - Obrigado!

Bonne chance.

Aquele deve ser o acampamento deles.

Aquelas montanhas...

Não estavam lá antes.

Estamos perto da cratera.

Com licença.

Onde está o Comandante Jeunet?

Ele está ali.

Quem está no comando aqui?

Fala inglês?

Oui.

Procuramos...

o Comandante Jeunet?

O pai dela, Denis Laurent,

é velho amigo do Comandante Jeunet,

e disse que o comandante nos levaria à cratera.

Venham.

Comandante Jeunet.

Há pessoas que esperam dias por esse autocarro.

Lamento.

Não há nada que possa fazer por vocês.

Agora, por favor, saiam da minha tenda.

Há mais alguém com quem possamos falar?

Tirem-nos daqui.

Não, esperem...

Esperem, por favor.

Ouça, passámos por muito.

Não queremos magoar ninguém.

Só queremos chegar à cratera.

Só isso.

Estou a morrer.

Não sei por quanto tempo mais, e eu...

Prometi à minha família que os levaria para um lugar seguro.

Por favor, não nos tire isso.

Por favor.

Luc, diz-lhes para arranjarem espaço no autocarro.

Certo, Comandante.

Há um autocarro de transporte ali.

Está a levar pessoas para a cratera.

O Luc leva-vos. Vão agora.

Obrigado.

Bonne chance.

Insurgentes!

Fiquem dentro do autocarro!

- John! - Liga o autocarro!

Todos para fora do autocarro!

Este autocarro é nosso agora!

Vamos! Toda a gente fora do autocarro!

Encostem-se ao autocarro!

Mexam-se! Mexam-se!

Encostem-se ao autocarro!

Prometi-te que te ia levar até à cratera.

Vamos!

- Anda lá. - Mexe-te!

- Segue-me. - Vai, filho. Vai. Está tudo bem.

- Vai correr bem. - Mexe-te!

Tu, anda lá!

Sai do autocarro!

Mexe-te! Mexe-te!

Vamos!

Sai do autocarro!

Não!

Meu Deus!

- Pai? - Meu Deus!

Pai!

Pai, pai!

Estou bem.

Temos de te arranjar ajuda!

Meu Deus!

Pronto, temos de ir. Podem haver mais deles.

Eu conduzo!

- Levanta-te! Levanta-te! Vamos! - Está bem.

Está tudo bem.

Está tudo bem.

Nathan, faz pressão na ferida!

Carrega com força. Isso.

Está tudo bem, miúdo.

Assim mesmo.

Assim mesmo.

Ficámos presos. Consegues andar um bocadinho?

- Sim. - Eu seguro isso.

CRATERA DE IMPACTO CLARKE

Meu Deus, é real.

É tão bonito.

Sim.

Espera.

Deixa-me absorver isto um segundo.

Quase lá, falta só um bocadinho.

Vamos tratar-te.

Vais ficar bem.

Está bem?

Foste incrível, pai.

Conseguimos!

- Conseguimos! - Sim.

Sim, conseguimos.

Que vista.

Pensa no mundo que se podia construir aqui.

- John! - Sim...

John...

John?

Obrigado.

Por seres a minha miúda.

Que as...

Que as estradas se ergam para te acolher.

Que o... que o vento sopre sempre a teu favor.

Que o...

Que o sol brilhe quente no teu rosto.

E que a chuva caia... caia suave sobre os teus campos.

Boa viagem, pai.

Tens uma oportunidade de recomeçar.

A oportunidade de construir um lugar melhor.

Um mundo melhor.

Um mundo guiado pela bondade, pela compaixão

e pela compreensão.

Um mundo não só digno de viver,

mas pelo qual valha a pena viver.

E embora eu não vá ver o nascer do sol...

tu vais.

E levarás essa luz contigo,

porque foi para isso que fomos feitos.

O amanhã pertence-te.

A todos vós.

Boa viagem.

Legenda JoséSantos - Nisbgui

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.