All language subtitles for Toata lumea din familia noastra.2012.DVDRip.x264-mafalda

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Original subtitles

TODOS EM NOSSA FAM�LIA

V� pra porra!

Porra de merda!

Voc� � nojento, cara. Seu suor � terr�vel.

- D� o fora! - Melhor lavar o sobaco.

Alguma bolsa de presente, para colocar esse bicho?

S� papel de presente do Ano Novo.

Ao menos, lave as outras partes. Sabe quais.

- J� est� acordada? - Claro, querido.

Deixe-me beij�-lo, cora��o.

Tem fome, Mariusica?

N�o, tenho pressa. N�o posso ficar muito.

S� um lanche. Fiz uma coisa para que voc� leve.

Torta de cerejas. A preferida de Sofia.

- Tomou caf� da manh�? - J� lhe disse que t� com pressa.

Mona Lisa, Mona Lisa

Voc� � como uma brisa!

- Como vai a vida, professor? - Bem, papai.

- Quer comer algo? - N�o, t� com pressa.

Viu as not�cias?

Uma panela de repolhos recheados matou um homem.

Uma mulher deixou a panela no peitoril da janela.

Caiu em sua cabe�a e ele bateu com as botas.

Que estupidez!

O interessante � que o homem havia jantado repolho recheado

e tinha uma panela igual em sua casa.

Que puta coincid�ncia.

N�o d� para controlar tudo. Est� tudo um caos.

Deus meu!

N�o comece e chamar por Deus, como a porra de um padre.

- A Senhora Sabe Tudo! - Estou certa de que Ele existe.

Conhece essa?

A for�a divina = a massa divina x a acelera��o divina.

Pegue um peda�o!

Saboroso.

No entanto, o meu seria saboroso.

Ent�o vamos ver!

Oh, meu Deus!

A rainha lhe deu autoriza��o, rapaz?

De qualquer jeito, pegarei a menina durante dois dias.

Dois dias?

Foi o acordo. Exce��es n�o s�o permitidas!

- N�o tenho tempo para piadas sem gra�a. - Mas eu falo s�rio.

N�o podemos ter uma conversa decente, como dois amigos?

- Deixe-o em paz. - Como quer que eu o deixe?

Visita-nos uma vez por ano e n�o pode bater um papo com os pais?

E sou o �nico que lhe faz um favor.

Nesse caso, enfie seu maldito carro. N�o sabia que tinha que deitar de quatro.

Pobre m�rtir, n�o tem que deitar de quatro para mim.

Mas lavei o carro para voc�, num calor de 40�

Pedi alguma coisa em troca?

- N�o. Ent�o, ao menos, agrade�a. - Agrade�o.

Ent�o sente-se e diga-nos como vai a vida. S� temos um filho, n�o 100 mil.

Est� bem, fique frio.

Mexa-se e sirva um cafezinho.

Ele disse que n�o quer.

Esque�a o que ele disse.

Voc� n�o quer saber o que ele realmente quer...

- Quer um pouco, querido? - Est� bem.

Vamos at� o jardim?

N�o gosta mais de torta. Que cachorrinha.

- A��car? - N�o, pois engorda.

Quando tempo ficar� com ele?

Devolvo-lhe na segunda.

Pobrezinha. Uma viagem t�o longa ir� mat�-la. Fica uns dias mais.

Nem pensar. Tenho que trabalhar.

Por que mente? Aquela cadela n�o deixa!

N�o � isso. Ainda tenho uns dias.

Tirei 10 dias no inverno, agora tenho 2, ent�o restam-me 3.

- Ent�o, poderia ficar mais. Mas n�o quero. - Bem que avisei que seria um transtorno.

E n�o torne a cham�-la de cadela.

Chamarei de puta, inv�s de cadela.

- Nem isso. - Voc� ensinou-me como cham�-la!

Seja gentil. Nossos problemas n�o s�o assunto seu.

Como posso chamar-lhe se ela age como uma raposa do submundo?

Chamo-a de Senhora?

N�o � uma raposa do submundo.

� uma situa��o dif�cil e fazemos o que podemos.

� o que fazem as fam�lias modernas.

Paci�ncia.

Antes n�o posso. Estou sem dinheiro.

Sei que estou lhe devendo, mas n�o tenho dinheiro.

Meu filho est�. Ele vai levar minha nora � praia...

Escute. Por que n�o levamos Sofia � casa de campo da tia Lica?

- Nem me fale isso! - Ar fresco, animais dom�sticos...

- N�o podemos. - Um churrasco.

Que se foda o churrasco, n�s vamos para a praia.

Uma viagem t�o longa! Vomitar� no carro...

N�o comece novamente.

Que tipo de homem voc� �? S� 15 dias por ano com sua filha!

De que corno voc� � filho? Nosso, n�o.

- Est� ficando hist�rico. - N�o me chame de hist�rico.

V� dormir, coroa!

Aonde vai?

Se � assim que trata a "dama" entendo que seja um pat�tico perdedor.

- Um troglodita! - Maur�cio, pe�o-lhe. Pare!

Deixe de pedir. Tudo est� t�o na cara.

Tudo � culpa dessa maldito advogado.

Agora conta os dias como um padre...

- Que padre? - Maur�cio, a hora n�o � boa.

Nunca a hora � boa.

Se fosse por mim, ele ficaria com a menina e a "dama" estaria mendigando.

N�o sei que diabos estou fazendo aqui.

Parte-me o cora��o ver qu�o baixo tratam meu filho.

A mim parte ver que

meu pr�prio pai n�o escuta o que eu falo.

Voc� � bitolado!

Voc�s dois falam como acad�micos.

Poderia nosso Mariusica ter criado um filho sozinho? Olhe para isso.

E como n�s o criamos?

A diferen�a � que t�nhamos 20 anos.

N�o piore as coisas.

Tudo isso est� morto e enterrado.

S� quero as chaves, est� bem?

Se me derem, bem. Se n�o, j� vou.

Estou aqui porque meu carro est� quebrado.

Est� aqui s� pelo seu interesse, maricas!

Exato!

- Sim? - sim!

Somos idiotas, dizendo tolices!

- Os reis de todos os perdedores, n�? - N�o!

Se somos idiotas, perdedores,

pegue o carro do idiota, agora que tem a permiss�o de sua esposa.

Enfie essa porra no cu!

- E n�o � minha esposa. - E quem se casou com ela? Eu?

J� vou. Obrigado pelo meu primeiro dia de f�rias.

Mam�e, sinto que tenha que ficar com esse monstro t�o horr�vel.

Covarde!

S� traz desgra�as ao sobrenome Vizureanu!

Obrigado.

- Leva isso tamb�m. - N�o.

- Deixe-me em paz! - Espere, filho.

Desgra�ado!

Leve-as!

Apesar de suas falhas, gostaria que as levasse.

O que tem a�?

Uma tenda.

- Vai acampar com ela? - Por que n�o?

O acampamento � mais bonito. Tamb�m tenho minha bicicleta.

Ca�aremos le�es nos bosques, como Gilgamesh.

Voc� ainda � uma crian�a.

Passe bem. Tchau.

Diga-lhe que devolverei as chaves na segunda-feira.

Sinto brigar com papai.

Esque�a-se das malditas chaves e aproveite.

Adeus.

Venha, quando voltar.

Prepararei uma sopa de pierogi para Sofia.

Volte para a casa. Adeus!

- Tire umas fotos para a gente. - Est� bem.

Dirige com cuidado!

Adeus!

Pare!

Pare ou lhe quebro a cabe�a.

Vou lhe dar um chute na bunda!

- D�-me dois lei. - Estou sem grana.

- 2 lei, tio! - Acredite-me estou sem um puto.

Para um pouco de p�o.

Muito obrigado.

- Que flor � essa? - Rumania.

- E essa? - Brom�lia laranja.

- Para quem? - Uma senhora.

- Sua namorada? - N�o.

Tenho esta. Copo de leite preta.

- Quanto custa? - 100.

A senhora n�o merece tanto. E esta?

50.

- Tome 40, est� bem? - Bom dia. Obrigada.

- Quem �? - Marius.

- Bom dia, Coca! - Bom dia!

Espero que goste.

� linda.

Parece um l�rio.

Chama-se Brom�lia Laranja.

- Brom�lia? - Laranja.

Colocarei em minha casa, n�o tenho flor alguma.

- Obrigada. - De nada. Espero que dure.

- Entre. - N�o. N�o quero mal-entendidos.

N�o quero que Ot�lia diga que infrinjo nada.

- Entre, rapaz! - N�o, prefiro esperar aqui.

Oti n�o est� em casa e Sofia ainda est� dormindo.

Bem, se me puxa como se eu fosse um animal.

Que bagun�a!

Como vai Sofia?

Ainda dorme. � noite, n�o esteve bem.

Para uma viagem t�o longa...

Voc� n�o sabia?

Oti n�o lhe disse?

Disse que ligaria ou que lhe enviaria uma mensagem.

- Honra e virtude! - � t�o esquecida.

Sim, passou a noite doente.

Esse voo de merda se atrasou.

- Espere, Coco. - Eu o farei.

O que quer dizer que estava doente?

Teve febre de 38�, vomitou.

Toda a noite em p�. Ot�lia tentou entrar em contato com voc�.

Onde est� Ot�lia agora? N�o atende meus telefonemas.

Foi a um sal�o de beleza para que deem uma olhada numa unha infeccionada.

N�o lhe mandou nenhuma mensagem?

N�o vai me mandar uma mensagem, se vai para um sal�o de beleza.

Ou se est� imersa em suas pesadas atividades f�sicas.

N�o, quero dizer ontem � noite, com Sofia.

Sim, foi isso.

Mas planejei essas f�rias faz tempo.

Teve um ano inteiro e foi ficar doente na �ltima noite.

� uma merda deixar sua filha doente e ir se divertir.

Mas a menininha estava bem melhor.

- Est� fumando? - Cigarro eletr�nico.

Busu disse que o tempo iria piorar.

Ainda confia em Busu...

N�o conseguem fazer uma boa previs�o nem para a pr�xima hora

mas fingem saber o futuro com dias de anteced�ncia.

Eles s�o idiotas.

Superidiotas.

Tenho que trabalhar em uns documentos importantes.

N�o, n�o � a dentadura. Eu mesmo a fiz. Devem ser os fixos.

Ent�o, o que fa�o?

- Quando posso lhe marcar hora? - A qualquer momento.

Segunda-feira, ent�o.

Ficar� caro?

Dizem: "As coisas baratas n�o duram e as gr�tis n�o existem.

- Vou ver. Eu pagarei. - Obrigada.

De nada.

Mas a pr�tese est� bem. Eu mesmo a fiz, caramba!

Obrigado pelo caf� e pelas bolachas.

Eu vou ao banheiro para lavar.

Era uma vez um coelhinho, Hank

Que andava na beira do rio

Levava a viola s� para cantar uma musiquinha.

A velha raposa estava de tocaia

Apontando de longe

O coelho Hank logo estaria morto. Que medo, que medo.

Deixe-me dormir!

Oh, que bruxinha temos aqui...

Tem 100 anos? Acorde!

- Quero dormir. - Dormir� no carro.

Levante-se ursinho polar.

Voc� ouviu isso? Acorda, ursinho dorminhoco!

Acorde!

Essa � a minha menina, n�o tenha d�!

- Voc� gosta deles - Amo! S�o super!

Aurel os viu numa vitrine o os queria.

Este � Kostas, ela � Cassandra e ele, Kitzos, seu filho.

- E Marius, o Chefe dos Dentes. - O qu�?

Marius, o Chefe dos Dentes.

Monstro de 4 olhos!

Eu sou um monstro de 4 olhos?

D�-me um beijo, senhorita.

Um presente. Feliz anivers�rio!

Gostou?

O que �?

- Um polvo. - Um polvo.

Um grande artista fez Karakiri especialmente para voc�.

Escute o que ele fala!

S- O-F-I-A. SOFIA.

Ainda est� com febre?

Fria como um crocodilo! N�o est� com febre.

Vista-se e vamos embora.

Onde est� sua roupa?

Isso era para Halkadiki.

J� arrumou sua bagagem? - N�o.

Vamos arrumar, ent�o.

- Aonde vai? - Fazer xixi.

Ficarei aqui, Sofia.

- A fada est� forte como um touro. - Por que a acordou?

Quem? Eu?

Fui ao banheiro e ouvi o barulho.

Abri a porta e a pequena estava arrumando a bagagem.

Um Haiku japon�s diz:

"Um filho querendo, n�o h� verdade na flor de cerejeira."

Como passa o tempo.

Parece que foi ontem o lance de lavar fraldas e fazer ch�.

- Ela ainda est� com febre? - J� lhe disse que n�o.

Irei ajud�-la.

Coco, voc� viu a pasta de meus "documentos importantes'?

Marius! Eles o tiraram!

Boa menina!

Temos pressa. Ao diabo com o caix�o dos ciganos.

- Mas por que est� em uma caixa? - Est� morto.

- O que sentem os mortos? - Nada; � como se dormissem.

Ent�o, quando durmo estou morta?

A gente respira enquanto dorme. Por�m quando morrem, n�o respiram.

Por que n�o tentam? Eles est�o entediados?

N�o podem se aborrecer. Est�o mortos.

Levem-no para longe, J� n�o est�o neste mundo!

Essa m�mia est� agora no Ju�zo "Fatal"?

Ou � depois do enterro?

Quem lhe falou do Ju�zo Final?

Mam�e me disse que quando as pessoas morrem

os bons v�o para o c�u e os maus n�o se queimar no inferno.

Era isso que falavam na praia de Halkidiki?

Em vez de catar conchinhas?

N�o. Mas aonde v�o as pessoas quando morrem?

Como lhe disse sua m�s: os bons v�o para o c�u e os maus para o inferno.

E aonde eu irei?

Pelo amor de Deus, Sofia, estamos com pressa.

Vamos falar disso em outro momento.

Se n�o me disser, n�o irei � praia.

Claro que voc� vai para o c�u.

Ainda que eu n�o ligue para voc�, mam�e, Aurel e para a vov�?

Ent�o, as coisas podem mudar.

E voc�?

Devido aos meus sofrimentos na terra, espero ir para o c�u tamb�m.

Ali terei uma certa tranquilidade.

E mam�e e Aurel?

Ao c�u, claro.

Todos em nossa fam�lia. Menos um tio meu.

Pobre coitado, j� est�o levando-o.

- Adivinhe quem eu conheci ali. - Diga-me.

Um gar�om que dizia �frito� "frito" em vez de "feito".

O que est� querendo dizer?

Quero dizer "feito". Aurel o chamava de "Frito". Ele tirou uma foto nossa.

E jogamos pingue-pongue no hotel.

- Gosta desse aqui? - sim.

Normalmente, a gente nada no mar.

N�o fica jogando pingue-pongue e outras merdas.

- Mas eu prefiro o pingue-pongue. - Eu, n�o.

Vou com�-la viva.

Vou lhe contar um segredo. Sabe o que Aurel e eu fazemos, quando mam�e n�o est�?

O qu�?

Fazemos um torneio de pingue-pongue na cozinha.

Que travessos!

- E vov� n�o a entrega para Ot�lia? - N�o.

N�o me bata!

Ela s� acha ruim quando escrevo na mesa.

Claro.

Senti muito sua falta, enquanto esteve fora.

Eu sei. Mas por que n�o veio ao meu anivers�rio?

- N�o foi poss�vel. - Por qu�?

Irei lhe dizer quando for maior.

A�, irei lhe contar muitas coisas.

Mam�e n�o deixou que viesse? Ou foi voc� quem n�o quis vir.

Esque�a.

- Sabe o que cantei em meu anivers�rio? - N�o, diga-me.

"Volevo un gatto nero."

- Cante para mim. - Est� bem.

N�o me lembro do resto. Gostou?

Claro! Como se chama? "Volvo, volvero"?

"Volevo un gatto nero."

Estes s�o para que voc� os use. Por ter cantado t�o bem.

Obrigada. Fazia muito tempo que n�o me dava dentaduras.

Sabe o que mais?

Aurel disse que meu talento musical vem de vov� e de mam�e.

Est� certo.

Agora entendo por que Ot�lia grita como uma coruja, quando nervosa.

Ontem gritou comigo por causa de minha bagagem.

- Grita sempre com voc�, n�? - Sim.

- Tamb�m bate em voc�, n�? - Sim.

Como lhe bate?

D�-me chineladas na bunda e me puxa as orelhas.

- Aurel tamb�m lhe bate? - N�o. S� grita como uma coruja.

E o que voc� faz, para que o maldito vocifere?

Fica bravo com a mam�e e com a vov� quando as luzes est�o acesas.

Que mais?

Odeia que eu assista desenhos animados.

O que mais? N�o vou contar para ele.

Fala "mexa a bunda" e faz com que eu escove os dentes por uma hora.

- Ele diz: "mexe a bunda!"? - Sim, "Mexa a bunda e v� para a cama!"

Interessante.

Mas n�o lhe diga nada.

Vai ficar bravo e n�o voltar� a ler contos na cama.

N�o direi.

- Promete? - Prometo, princesa. D�-me um beijo.

- Como est�, querida? - Bem.

- Tem certeza? - Sim.

Voc� � um senhor artista!

Seu rosto divertido � perfeito para o Show de Buzdugan.

Quisera ganhar tanto.

- Papai, sabe o que cantamos? - O qu�?

Uma can��o.

- Que lindo! - N�o �?

Franzl Lang, um alem�o que desfila.

- N�o fa�o ideia. - Deixe que eu o ensine.

V� pegar para Marius.

- Sofia, estamos com pressa. - Mas � importante.

J� encontrou?

- Est� carregando. - Podemos ver outra hora.

Vamos!

Sofia, j� est� tarde.

- Diga-lhes at� logo! - At� logo.

Coloque as sand�lias.

- O que est� fazendo aqui? - J� estamos saindo.

- Agora? - Agora.

- Aonde vai? - Ao mar.

- Longe. - Ao Mar Negro, a Constanta.

Pensei que fossem ao parque.

Ent�o ligue para Ot�lia, ela pensou que a menina ficaria em casa.

Ligue voc�, amigo, e libere-me de tarefas t�o humilhantes.

Ligarei. Saia.

Sabe de que gosto, Coca?

Ver as pessoas respeitando-se e querendo-se bem.

Muito bem, meninos!

- Seu telefone est� desligado. - N�o me diga.

Eu lhe disse, ela est� no sal�o de beleza.

N�o me importa. Pode estar fazendo parapente na Coreia.

Beijos. Adeus.

Deveria esperar Ot�lia. Sofia poderia comer alguma coisa.

N�o estou com fome.

Querida, deveria esperar pela mam�e.

Gostar�amos de que ela ficasse em casa. Ela est� doente.

Doente?

Sofia est� s� e contente.

- Outras pessoas est�o enfermas, ela, n�o. - Mas estava nauseada.

Deus sabe o que comeria nessas f�rias fantasmas.

Agora est� bem. Verifique sua temperatura.

Seria melhor para todos que Ot�lia estivesse aqui.

Seria melhor que ficasse em casa. Est� doente.

Seria melhor para quem?

Coca e eu pensamos que ficaria melhor...

N�o estou entendendo. Voc� e Coca ou voc� e Ot�lia?

- Papai, deixe que lhe ensinem. - Um momento, querida.

Ent�o, quem est� de acordo com quem?

Ot�lia disse que a menina n�o deveria sair sem seu consentimento.

Desse modo, Coca e eu pensamos...

Cara, n�o v� que est� deixando as coisas ainda piores?

Voc� fica repetindo os 3 nomes, mas o que eu entendo �:

Eu sou o pai, mas todos voc�s decidem por mim.

Quero ouvir voc�, Cocuta. Decide minhas coisas por mim?

N�s n�o decidimos nada. Voc� est� enganado.

Pens�vamos em pedir que adiasse suas f�rias, pois a menina est� doente.

Isso j� soa melhor, mas deveriam ter me informado.

- Pens�vamos que Ot�lia lhe havia dito. - Por favor, espere por Oti.

- Quanto tempo? - Uma hora, no m�ximo.

- Uma hora? - Est� bem, meia hora.

De acordo, professor.

Muito obrigada.

N�o posso crer, cara!

Ela est� enrolando, fazendo-nos perder tempo. N�o sejamos idiotas.

"Nosso povo vai e vem. E n�s, como idiota, sabe?"

- Certo? - sim.

Espere um momento. Al�.

- N�s vamos. - N�s vamos.

Marius, n�o pode ir. Volte a cham�-la. � a m�e, a tutora legal.

Chega, Coca! J� estragamos as f�rias da menina.

N�o podemos esperar mais. Tenham um bom dia.

Ficar� furiosa. Deixe-me ligar novamente, por favor.

Espere um momento.

Mais 10 minutos e chegar� em casa.

Sinto muito, senhor, mas n�o. Meu humor e o de Sofia j� acabaram.

O que est� fazendo, cara?

Por favor, espere um pouco mais. Por que est� dificultando?

Amigo, voc� � que dificulta, intrometendo-se. Afaste-se.

Mais 15 minutos n�o � o fim do mundo.

Juro que eu o faria.

Mas tenho medo do hor�rio de pico na estrada.

Repare, est� ficando tarde.

Est� brincando com fogo, sr. Capanescu!

- Tira suas m�os sujas de cima de mim. - N�o posso permitir que se v�.

Prometi a Ot�lia e sou um homem de palavra.

Quem voc� acha que �? Quem lhe d� o direito, ot�rio?

- O problema n�o � esse. - Aposta sua vida.

Deixe-me dizer-lhe qual � o problema.

O problema � voc�, desgra�ado,

um indigente que se arrasta como um rato pelo apartamento que eu paguei.

Voc� s� colocou esse papel de parede ingl�s.

Voc� obteve sua parte depois do div�rcio e at� mais.

Mas quanto estava o euro ent�o?

Qual era o pre�o de um apartamento, coroa?

Controle sua l�ngua, como eu controlo a minha.

- Voc�? - sim.

Tamb�m quando diz � minha filha "mexa a bunda"?

Nunca lhe disse isso.

Ent�o ela mente? Sofia, ele n�o lhe disse que "mexesse a bunda"?

N�o.

Voc� a deixa com medo, n�o pode nem responder.

Tire as m�o de cima de mim, imbecil!

Marius! Voc�s s�o adultos!

Espere um pouco mais. Estou lhe pedindo. Sofia estava doente, eu lhe disse.

Basta com a maldita "aldeia Potemkin", n�o brinque comigo!

Sofia est� bem!

Mostre-me o "certificado epidemiol�gico"!

Agora tamb�m entende de medicina?

Confie em mim, estava doente.

Tem um certificado de sa�de ou n�o, cavalo?

- N�o, mas estava doente. - Ent�o n�o tem.

Sofia, pe�a ao papai que espere pela mam�e.

N�o toque em minha filha, cobra!

Como se atreve a toc�-la, cobra suja?

- O que voc� disse? - Eu disse para o inferno, psicopata!

Voc� me chama de psicopata, verme? Na frente de minha filha?

N�o me toque!

Pare, ou chamo a pol�cia!

Puta merda!

Vamos, Sofia!

- Voc� abriu a cabe�a dele. - N�o chore, Sofia!

N�o chore. N�o h� motivo.

Tenho outra surpresa para voc�.

Pegamos a bicicleta. Podemos ir de bicicleta.

D�-me a m�o.

Traga-a de volta ou ser� bem desagrad�vel.

Vai acabar na cadeia, filho da puta!

Aonde vai, Sofia?

Onde est�, Sofia?

- Sofia est� aqui? - Maldi��o, Marius, est� louco?

Coloque gelo.

- Deveria controlar seu jeito. - Controlar meu jeito.

- Somos adultos, n�o crian�as! - Acalme-se, Coco!

Eu n�o vou a lugar algum.

Rat�ozinho!

Por que n�o?

Por que gritou e bateu eu Aurel!

Perdoe-me! Quem bateu em Aurel?

Voc�!

Eu n�o, est� enganada.

- Bateu, sim. - N�o, foi um mal entendido.

Ele n�o deixava voc� sair comigo.

Quem lhe deu o direito de nos deter? Ele estava errado.

Est� certo, mas n�o deveria ter batido nele.

Assim ele compreende que errou. Vamos, princesa!

Vamos pular as ondas, querida!

Eu quero ficar em casa com mam�e, Aurel e o Latoso.

- N�o vou com voc�. - Por que n�o?

Porque voc� � mau.

N�o sou mau. Sou bom.

J� basta, Sofia.

N�o quer ir � praia?

N�o quer pular as ondas como os golfinhos pequenos do Planeta Animal?

- N�o. Por que bateu em Aurel? - Juro que n�o bati.

Confie em mim. Ele bateu sozinho contra a porta.

- Mam�e, Marius bateu com for�a em Aurel. - O qu�?

N�o minta, Pin�quio, ou seu nariz ir� crescer!

Marius bateu em Aurel e foi muito feio.

Vai crescer seu nariz, Pin�quio...

Aurel gritava, eu assustei-me e comecei a chorar.

Est� crescendo seu nariz!

- Bom dia, Ot�lia. - O que aconteceu?

- Absolutamente nada. - Ent�o, o que faz aqui?

Vou levar a menina em f�rias. Como hav�amos combinado.

- Fui convidado a entrar e polidamente aceitei. - Poupe-me, mam�e.

O que aconteceu?

- Nada. - Levarei as cerejas!

O que quer dizer com nada? N�o brigaram?

Brigaram como arruaceiros.

Marius tentou ir e Aurel op�s-se

e Marius golpeou a porta contra sua cabe�a.

Mam�e, v� para seu quarto, por favor.

- Cuide-se. - Estarei bem.

- N�o vou inferir. - N�o h� motivo.

Marius bateu em Aurel assim que eu n�o quis ir.

Ningu�m bateu em Aurel. Chega de me difamar.

O sr. Banderas aqui pressionou Sofia e n�o a deixava sair.

N�o pressionei ningu�m. Pedi, educadamente, que a esperasse

porque Sofia estava doente.

- N�o est� doente. - E ele queria sequestrar Sofia.

Mas eu me opus, segundo nosso acordo. Fui educado, mas ele me bateu com a porta.

Eu?

- Fui educado o tempo todo, n�o? - N�o.

Ele abra�ou Sofia e depois me atacou como um louco.

Foi defesa pessoal. Ele come�ou.

- Mas voc� bateu nele! - N�o, querida, s� abri a porta.

Voc� est� queimando. Vou buscar seu rem�dio.

Sinto pelo incidente, cara.

Mas ocupe-se de suas coisas, por favor!

� s� que lhe pe�o.

Pois eu n�o me meto nas suas.

Minhas desculpas!

- E assistiremos desenhos animados. - N�o acredito em voc�.

- Prometo. J� lhe menti alguma vez? - N�o.

- V� brincar em seu quarto. - Primeiro, um beijo.

Que bagun�a! Arrume tudo, por favor.

Escute.

Espere, deixe-me explicar-me.

Dever�amos comprar Nurofen e um antigripal.

Eu irei.

- E alguns lim�es. - Podemos falar um instante?

E vitamina C.

Ou algum ch� com vitamina C. Tem ambos.

- Precisa de alguma coisa? - N�o.

Iremos �s compras em Kaufland, mais tarde.

Vamos ao concerto em Green Hours?

Depois veremos isso.

O que disse o m�dico? Sua unha est� inflamada?

Falaremos depois.

J� pode ir.

Imediatamente. Assim que pegar Sofia e "senete".

Isso quer dizer: adeus e fique bem.

Voc� est� indo imediatamente. Sozinho.

- O que quer dizer? - Quero dizer: caia fora.

� bem-vindo aqui, por causa de Sofia, mas est� incomodando.

Pego Sofia e damos no p�.

- V� embora agora! - Tire as m�os!

Saia, babaca!

- Voc� arruinou minha vida. - Acalme-se!

Pegarei Sofia e n�o amolarei mais voc�s.

- N�o ir� lev�-la. - Por que n�o?

Porque n�o. Caia fora!

A lei garantiu-me essas f�rias.

Chamarei a pol�cia, se n�o respeitar meus direitos constitucionais.

- Voc� n�o tem mais direitos! - E quem disse isso, governador?

Voc� � um canalha que ataca a gente.

Ningu�m atacou ningu�m. Relaxe!

N�s vamos � praia, fadinha.

Mas mam�e j� disse que n�o iremos.

Claro que vamos. Vamos mais tarde.

N�o vai a lugar algum.

Papai vai para casa, pois est� muito ocupado.

Papai n�o est� ocupado. Vamos agora.

- N�o � poss�vel. - � sim.

- N�o. - sim.

- N�o. - Sim. � nosso direito.

Meu e seu, Sofia Alexandra Elenuca Vizureanu.

- Sofia est� doente. - Parece que est� bem.

- Solte-a, seu anormal. - Viu? Mam�e fala como os ciganos.

Voc� nunca dever� falar dessa maneira!

Nem mesmo com Aurel!

- Vamos ver desenho animado. - Mas Aurel n�o me deixar�.

O que � isto?

Uma planta. Um presente. Brom�lia Laranja.

N�o queremos plantas suas. Pegue isto e d� no p�.

- Lindinha, � um presenta para Coca. - Jogarei fora.

Fa�a como quiser.

O que est� fazendo?

Poderia ser am�vel e ir pra merda?

N�o irem sem Sofia.

- Por que bateu nele? - N�o bati.

Ele entrou entre mim e a porta. Defesa pessoal.

Que defesa pessoal, porco? Voc� � t�o grande quanto um javali!

Pois se ele � t�o fraco, deveria ter mais cuidado.

- Bateu com a porta na cabe�a dele. - Isso � mentira.

Se tivesse tido assim, estaria pegando o c�rebro no capacho.

- Vai embora ou eu chamo a pol�cia. - Pois chame a pol�cia.

Assim ver�o que n�o me deixa exercer meus direitos paternos.

- N�o v� que ela est� doente? - Ela est� bem.

E se estivesse doente, daria o rem�dio, ela n�o morreria.

Como voc� � ego�sta. S� pensa em voc�!

- Est� colocando a vida dela em perigo. - N�o h� perigo algum!

Esta foi a �ltima vez que viu Sofia. Coloque isto na cabe�a.

- N�o cabe a voc� decidir. - N�o voltar� a v�-la.

Somente a lei decide isso, bombom.

Veremos o que diz a lei sobre um criminoso.

Sofia � minha filha.

A lei diz que tenho direito legal de passar um tempo com ela.

- Fiat justitiae pereat mundus! - Isto � o que veremos.

Voc� sempre quis me tirar da vida dela. Aqui tem a prova.

V� para a porra, seu babaca.

Mam�e, � feio dizer essas palavras.

Sinto muito, querida.

Por que n�o est� assistindo TV?

Estou com fome. Vou � cozinha.

Est� bem, querida, v�.

Nem sequer me deixou...

Nem sequer me deixou v�-la em seu anivers�rio.

- Voc�? No anivers�rio dela? - Sou o pai biol�gico.

Um pai n�o se comporta como um maluco.

N�o me deixou v�-la em seu anivers�rio, cadela!

O anivers�rio dela n�o caiu num dia que lhe cabia.

V� aos tribunais.

Ent�o s� posso ver Sofia em seu anivers�rio se coincidir de cair

num fim de semana legal que me concedeu essa porra desse juiz?

Exato. A culpa n�o � minha.

Nem sequer atendeu ao telefone.

Eu s� queria falar com ela.

Est�vamos na montanha e n�o havia linha.

Sofia passou muito bem com sua fam�lia.

- Eu tamb�m sou sua fam�lia. - N�o �.

Encontre uma saia e tenha seus pr�prios filhos.

Sofia tem uma fam�lia e � feliz.

Aurel � am�vel com ela, e ela gosta dele como se fosse seu pai.

V� atr�s de uma mulher.

Embora isso me surpreendesse, porque voc� � um idiota.

Voc� est� sendo terr�vel comigo.

N�o se d� conta que � uma m�e perversa?

N�o sou sua m�e, entenda bem.

J� est� na hora de amadurecer.

Veja quem est� falando!

Um suposto "pai" que nem foi ao hospital

quando Sofia quase morreu de apendicite.

Voc� � uma cadela sem cora��o que n�o tem vergonha.

Como eu poderia saber da cirurgia?

Voc� faz tudo o que pode para afast�-la de mim.

- Que puta cadela! - Olhe como fala.

Olharia com muito prazer, mas estou sem meus �culos.

V� embora ou chamo a pol�cia.

Ficar� em apuros, por ter batido em Aurel.

N�o me encoste, ou vai tirar minha maquiagem.

Pego Sofia e sigo meu caminho.

- N�o me fa�a chamar a pol�cia. - V� em frente.

- Juro que chamarei. - Pois chame.

Chame a pol�cia!

Ol�. Quero denunciar um caso de viol�ncia dom�stica.

Meu nome � Ot�lia Neamtu.

Quero denunciar meu ex-marido, que bateu em meu noivo.

- 07222... - Agarre minha bolas.

326 171.

Avenida Carol.

Carol Zephyrinus von Hohenzollern-Sigmaringen.

Apartamento 13, 1� andar, interfone 13.

Sim. Meu ex-marido.

Vizureanu. Marius Emanuel.

- N�o est� ferido, apenas machucado. - Ele est� com um galo.

J� n�o est� violento, mas n�o quer ir embora.

Nunca fui violento.

Voc� quis.

N�o tenho problemas, Pode chamar a KGB.

- Sou inocente. - Claro.

Mal posso esperar para ver seu �libi quando a pol�cia chegarem

Acha que pode me fazer de idiota?

Corte a merda e chame a pol�cia.

J� chamei. Devem estar chegando.

Chame-os de volta e diga-lhe para n�o virem. Diga que foi engano.

- A pol�cia vem? - sim.

Mam�e os chamou para que me coloquem na cadeia e me batam.

- � isso o que quer? - N�o.

N�o ir� preso, s� falar�o um pouco.

Cuidado, est� quente.

Diga que n�o venham.

- Agora � imposs�vel. - N�o � imposs�vel.

Chame-os e diga que foi engano.

E prometo que Sofia e eu iremos imediatamente.

Voc� � super rid�culo.

Chame, por favor.

N�o lavamos nossa roupa suja em p�blico.

- Explique a ela! - N�o, j� tive o suficiente.

Chame-os, n�o fa�a essa merda comigo!

N�o fale assim na frente de Sofia.

Vamos conversar.

- Estou ocupada. - Por favor.

Pe�o-lhe de joelhos, chame-os.

N�o v� que � um absurdo?

Se for inocente, n�o tem o que temer.

De todos os modos, necessitarei de sua informa��o para usar nos tribunais.

Acha que vou ficar de bra�os cruzados?

- Vai fazer o qu�? - O correto.

Conseguir� uma ordem restritiva por ser violento.

- Eu? - Quem, ent�o?

Sou perigoso por querer bem a essa menina?

Encontraremos uma solu��o.

Como a seguran�a n�o deixar� voc� se aproximar do jardim da inf�ncia.

Sua peste maldita!

Maravilhoso! V�o prend�-lo tamb�m por abuso verbal.

- Sofia, v� para seu quarto! - N�o briguem!

- V� para seu quarto! - N�o grite!

Puta malvada.

- V� se foder, babaca de merda! - Est� louca?

O que quer, esc�ria?

Quer me ver no sanat�rio?

Quer me destruir, cadela?

Apodre�a no inferno!

- Chame-os, chame a pol�cia! - N�o!

Coma isso, cadela de merda!

- Engula, puta! - Acalme-se!

V� para a porra!

V� embora!

Espere, por favor!

Pare!

- Mam�e! Mam�e! - Oh, querida!

Est� assustando a menina.

Chamou a pol�cia, n�? Para que me levem preso?

Deixe-me em paz!

Saia, sua puta diab�lica!

Saia, ou eu mato voc�!

Cortarei a cabe�a dele, se voc� n�o se for.

Meu Deus, voc� est� louco!

Cale-se! Cale-se!

Saia!

Acalme-se, Marius!

Saia!

Voc� passou dos limites!

O que est� fazendo?

Saia!

Maldi��o, est� louco?

V� para o inferno!

Vou cham�-los se n�o se for!

- O que est� acontecendo? - Fique com Sofia.

Pare, por favor!

Cale a boca, n�o vou machuc�-lo.

- Pare! - S� estou amarrando-o.

Comportem-se. Voc�s dois. N�o irei machuc�-los.

N�o se mexa!

- Logo me acalmo! - V� embora.

Espere!

- Deixe-me em paz! - Caia fora.

Chame a pol�cia. Que me prendam.

Que me destrocem.

- Que venham! - Acalme-se, eu lhe pe�o!

Vamos ver quem vai lhes abrir a porta.

Est� louco? Est� perdido!

- Perdoe-me! - Fique aqui, por favor.

Irei quando a pol�cia chegar. N�o me provoque.

Est� cavando sua pr�pria sepultura.

Voc� piorou as coisas.

A pol�cia derrubar� a porta e voc� ir� para a pris�o.

N�o! N�o t�m ordem judicial! Pensa que sou idiota?

Voc� perdeu a cabe�a?

Voc�s s�o pessoas educadas! N�o s�o animais.

Fique com Sofia, mam�e!

Fique no quarto com Sofia!

N�o se meta nisso.

Fique com a vov� e em seguida iremos � praia.

O Apocalipse est� chegando!

- Desamarre Aurel! - Daqui a pouco. Assim que eu me for.

- Est� piorando as coisas! - Fique a�!

Sofia, fique em seu quarto!

Tranquilos, amigos, tudo vai bem!

Esperem 5 minutos!

- Aurel est� bem? - Est� bem, n�o se preocupe.

- Desamarre Aurel! - V� para a sala de estar.

Babaca!

Voc� ficou louco, babaca!

Sente-se!

Que Deus o perdoe!

Como quiser.

Fiz o melhor com voc�, para ter uma rela��o decente com Sofia.

Que surpresa!

Sim. sr. ir�nico! Fiz para seu pr�prio bem.

Para que pudesse ver o seu verdadeiro pai de vez em quando.

"De vez em quando." Isto resume tudo.

Mas me dou conta que n�o vale a pena, cretino irrespons�vel.

Que mal eu lhe fiz?

Levar essa menina � praia? Dar-lhe um pouco de alegria?

Est� muito doente, tem que ficar de cama.

Est� um pouco resfriada. Corta o drama!

Se estivesse t�o doente, deveria ter um atestado m�dico.

- Sabe se eu n�o tenho? - Mostre-me.

Ir� v�-lo no tribunal.

Acha que n�o posso conseguir um atestado m�dico?

Voc� � a puta mais descarada com quem me deparei em toda minha vida!

- Continue. - A vaca mais sem piedade.

- Est� deixando as coisas mais f�ceis para o juiz. - A puta mais asquerosa!

A maior desgra�a de minha vida.

D�-me nojo pensar que j� quis tamanho lixo.

N�o minta, voc� nunca me quis!

Quem nunca a quis? Cadela est�pida!

Eu a quis com loucura. Teria dado minha vida por voc�.

Foi um idiota ao n�o enxergar que voc� era uma sem-vergonha.

N�o devia ter tido um filho com voc�.

Essa � a diferen�a: voc� se arrepende, eu n�o.

- Eu amo Sofia. - Eu tamb�m a amo. Pare com o drama!

Se a amasse, n�o teria feito tudo isso.

Faz�-la passar por tudo isso, estando doente.

Tudo o que queria era que minha filha crescesse numa fam�lia normal.

Mas voc� teve que se unir a esse miser�vel contador.

Deveria ter se comportado como homem de fam�lia e n�o como um adolescente retardado.

Vi-me envolvido.

Fiz o que pude at� h� dois anos quando voc�...

Acabe com isso!

come�ou a foder com o sr. Capanescu.

- Voc� fodeu com nossa fam�lia. - Sabe que n�o � verdade!

� verdade porque o amor � cego, n�o?

Sacrificou tudo por esse idiota e agora est� destruindo Sofia.

N�o � verdade! Aurel entrou em minha vida depois que nos separamos.

Continua mentindo. N�o era seu contador?

E da�? Isso n�o significa nada, babaca.

Tampouco tenho que lhe dar explica��es.

Pare�o-lhe um cliente? Para comprar suas mentiras?

Voc� � burro e chato.

Se tivesse me amado, teria me compreendido.

Por isso, enamorei-me de Aurel.

Por fim, algu�m me trata como uma mulher.

E me dei conta de como era infeliz com voc�.

Agora abriu a boca! Era infeliz! Era!

Meu Deus, voc� � t�o idiota.

Isso quer dizer que j� estavam fodendo.

Caso contr�rio, teria dito: a infeliz que havia sido.

Voc� mesmo se entrega.

Lapsus linguae.

- N�o entendi. - N�o faz diferen�a.

Falta-lhe intelig�ncia.

N�o pensou que essa pobre menina precisa de um pai?

Esque�a-me!

Quantas vezes a levou ao parque, quando est�vamos juntos?

Bastantes vezes.

Quantas vezes trocou-lhe as fraldas?

Se voc� foi um bom pai, eu sou Nadia Comaneci!

Merda! Coca fazia todo seu trabalho.

Voc� envergonha-me, monstro ego�sta!

- Por que est� gritando? - Porque voc� � idiota.

E considerando seus argumentos comoventes:

quem trazia dinheiro para casa, babaca?

Quem lavava Sofia com ch� todas as noites?

Eu ganhava dinheiro e...

Cale-se, ou eu amarro voc� tamb�m.

- Coca! - Est�o chamando pelo interfone.

- Espere aqui. - Deixe que responda, pelo amor de Deus.

Quando a pol�cia chegar, eu me vou.

Fique a�!

- Responda! - Cale-se!

- Por que n�o responde? - Cale-se!

Deixe-me responder! � Maricica com meus rem�dios!

� meu! d�-me!

- D�-me meu telefone! - Tome!

O que est� fazendo?

- Est� completamente louco! - Irei comprar-lhe um novo.

Que babaca!

Voc� est� cometendo um grande erro.

Volte comigo.

Por favor, volte para mim.

- O qu�? Pare com isso! - Por favor! Para sempre!

Ficou louco? Para agora mesmo!

- Preciso tanto de voc�. - Deixe-me em paz.

Basta! N�o sabe o que est� fazendo.

Amo tanto voc� e nossa filha.

Toda minhas desgra�as v�m deste amor louco que lhe tenho!

Um homem que ama, n�o se comporta assim.

Assim � como se comporta um homem desesperado, louco de amor.

Amo voc� e Sofia mais do que tudo no mundo.

Por favor, mande esse idiota embora.

"Queimaremos as penas e o temor do passado na fogueira da paix�o que voc� acende"

Voc� n�o � capaz de viver comigo.

Eu serei. Volte para mim.

Imposs�vel!

Estamos ambos mais maduros.

Juntos poder�amos alcan�as as estrelas!

Nunca havia lhe dito isto antes.

Eu a amo, minha querida foca.

Eu a amo e suplico-lhe.

- Por favor, voltar� para mim? - N�o � poss�vel, Marius.

Por que n�o? Pense bem.

Eu lhe disse que ficasse ali.

- Deus, olhe seus hematomas! - Est� bem.

- Voc� � um idiota integral! - Deixe de gritar.

Sente-se.

- Aonde vai? - Colocar gelo.

Eu trarei. Fique aqui.

N�o o deixe no ch�o, como se fosse um animal.

- Melhor aqui? - Est� bem, Aurel?

Melhor do que merece. V� para o sof�.

Est� doendo sua cabe�a? Os dentes? Quer vomitar?

Deixe-me em paz!

- Solte-o Marius! - N�o confio em nenhum dos dois.

Entendemos o seu ponto, mas solte-o.

Se n�o fizer o que estou mandando, irei amarr�-la tamb�m.

Ot�lia, juro por Deus!

Voc� me obrigou a amarr�-lo.

Chamou a pol�cia para me separar de minha filhinha?

Para que isso?

Sente-se. D�i mais se voc� se mexer.

Est� vendo, est�pida?

Tinha que chamar a porra da pol�cia!

- Solte-me, cara! - Acalme-se!

Eu lhe disse que n�o chamasse a pol�cia.

Acalme-se. N�o tenha medo.

Aqui est� a porra de sua cust�dia.

Olhe para mim!

Est� satisfeita?

Ningu�m atende.

Estar� numa boa merda, se n�o atender.

Cale-se!

- Isso � s�rio. - Logo v�o embora.

N�o ir�o.

Sua escolha.

Direi que era brincadeira.

N�o.

- Pagarei a multa. � melhor assim. - Cale-se!

- Perdoa-me, Marius! - N�o.

� melhor que lhes diga...

- Voc� poderia vir comigo. - N�o, cale-se!

Deixe-a em paz!

Leve nosso dinheiro, mas deixe-nos.

Por favor!

Cale-se!

- O que est� acontecendo? - Estou mijando.

O que est� acontecendo.

N�o se mexa ou quebrar� sua m�o.

Basta!

Vou entrar.

Est� louco? O que est� fazendo?

- N�o se meta nisso! - Mas o que est� acontecendo?

Venha c�. Deixe de gritar!

Meu bra�o est� doendo.

Por que est� no ch�o, mam�e?

- O que est� fazendo, Marius? - Estamos brincando, querida.

Fique a�!

Pare, Marius!

Vou fech�-los um pouco.

Fique a�.

Fique com Sofia, assim posso falar com Ot�lia.

Marius, abra a porta!

J� vejo que n�o h� outro jeito, amigos.

Sinto muito, n�o tenho outra escolha.

Voc�s me obrigaram a amarr�-los.

N�o tive escolha, a culpa � de voc�s.

J� me humilharam muito.

O que fiz para voc�s? Por que me fodem dessa maneira?

Por que querem me destro�ar? Por que n�o podemos viver bem?

Que se fodam.

Porra!

Sinto muito.

- Quero um chocolate quente, Marius. - Um momento.

- J� acabou? - Quando a pol�cia for, n�s iremos.

- Onde est� a pol�cia? - L� fora, num carro.

N�o quero que levem voc� para a pris�o.

N�o me levar�o, querida.

Eles ir�o embora, pois n�o abriremos a porta.

N�o abriremos e prepararemos um chocolate quente.

- Voc� os soltou? - Quando a pol�cia for embora.

Desculpe-me, as coisas escaparam do controle, n�o � culpa minha.

Deveria ter escutado Aurel. N�o teria acontecido esse desastre.

Teria escutado, se ele tivesse sido educado.

Por que tenho que desperdi�ar meu pr�prio tempo?

� uma quest�o de princ�pios. N�o me importo com as coisas deles.

- Por que se metem nas minhas? - A mim n�o importa, mas...

Eu sei, mas � porque falamos de cora��o a cora��o.

O que est�o fazendo n�o � normal.

O normal seria levar numa boa.

Sabe que estou muito doente.

- N�o chore, Coca! - N�o chore, Texugo.

Logo morrerei e parte-me o cora��o deix�-los com todo esse �dio um com o outro.

Se n�o podem ser amigos, ao menos poderiam ter uma boa rela��o.

Para que esse anjinho tivesse uma vida normal.

Isso era o que eu queria.

Veja, eu j� tenho manchas na pele.

Eu sei. Perdoe-me.

Eu tamb�m queria uma vida normal para Sofia.

Ent�o, por que brigou e os amarrou?

N�o s�o animais!

Creia-me, n�o tive alternativa.

Voc� falava em estar em paz, de budismo e do Dalai Claca...

At� o Dalai Lama admite que �s vezes n�o resta outra op��o

e deve-se usar da viol�ncia.

At� Jesus fustigou os mercadores do Templo.

Acha que eu gosto de ver minha filha assim?

N�o seja bobo, fa�a as pazes com eles!

Irei fazer. Logo, logo.

Irei acalmar Oti. Confiar� em mim, sou sua m�e.

Eu sei. Falar� com ela mais tarde.

Senta-se, por favor.

Estou muito decepcionada com voc�.

Sempre o tratei amavelmente.

Sinto que esteja decepcionada, n�o tive escolha. N�o se meta nisso!

- Quero chocolate quente. - Claro.

Vou sair. Promete-me ficar aqui?

N�o vou trancar a porta. Posso confiar em voc�?

Fa�a as pazes com eles.

Farei, mas n�o saia, por favor.

Irei cuidar de tudo, n�o se preocupe.

Por que mam�e est� amarrada assim? E Aurel?

Estamos brincando, querida.

Voc�s est�o brigando, isto n�o � um jogo.

E eu n�o gosto deste jogo.

� um jogo para maiores. Pergunte a eles.

Mas eu n�o gosto. N�o me entente, imbecil?

Controle essa boca ou eu castigo voc�.

- Pe�a desculpas. - Perdoe-me.

Sofia, preste aten��o.

Vou lhe dizer umas coisas s�rias.

- Escute bem e n�o se esque�a. - Est� bem.

Voc� sabe desde o jardim da inf�ncia que os homens n�o podem dar � luz. � verdade.

Assim, foi mam�e quem a teve.

Quase morreu, porque lhe fizeram uma cesariana.

Mas era eu quem lhe dava banho e limpava sua caca.

Levava voc� passear, lhe dava comida e a colocava no carrinho.

Era o que mais brincava com voc�.

Acordava para lhe dar �gua.

Ensinei-lhe boas maneiras.

Sempre lhe dei banho, desde que nasceu.

Ensinei-lhe poemas bonitos, gram�tica e matem�tica.

Comprei-lhe jogos e roupas.

Sua m�e tamb�m cuidou de voc�.

Por�m, menos do que eu.

S� algumas vezes.

Um dia, sua m�e se juntou a essa coisa, Aurel.

Com esse desperd�cio humano.

Enamorou-se, eu diria.

Tem que ouvir a dolorosa verdade sobre sua m�e.

A verdade � que at� hoje eu lhe escondi

porque proteg�-la de suas mentiras.

Escuta com aten��o. Sua m�e � uma maldita cadela.

- O qu�? - Uma maldita cadela. Recorde-se.

Ele tirou seu pai de sua vida.

Com a ajuda da justi�a e com subornos.

Claro que eu tive meus problemas.

Estive sem trabalho e deprimido.

N�o podia lhe dar tudo o que precisava.

O que fez sua m�e?

Quando eu sofria uma terr�vel depress�o?

Esteve comigo, como uma esposa enamorada?

N�o. Sua m�e me tratou como uma merda e me deixou.

N�o ficou comigo, como havia prometido a Deus, na igreja.

Voc� tamb�m traiu Jesus Cristo, n�o somente a mim.

Sabe como sofre a minha alma?

Imagine minha alma em peda�os, � noite!

Quando estou longe de Sofia, os pensamentos e os sonhos me atormentam.

Ladr�es que entram nesta casa,

esse pervertido entrando no quarto de Sofia, chegando perto dela.

Deixe de se fazer de inocente, colega!

Eu sei o que um pervertido indecente como voc� pode fazer. Masturbador!

N�o tem vergonha de destro�ar um inocente homem de fam�lia?

N�o? Invasor!

O que � isso?

Um homem mau.

Sabe, Sofia, o que o sr. Aurel � para a gente?

Um vagabundo sem escr�pulos, um lixo e um peda�o de merda,

que dorme como um rei em nossa casa, em nosso sof�.

Sente-se bem brincando com minha filha em minha casa!

Claro, j� n�o � um beb�, n�o tem que lhe trocar as fraldas.

N�o � dif�cil cuidar dela, como nos primeiros anos...

Seu maldito retardado macaco!

Escute-me!

Se voltar a se meter entre mim e minha fam�lia

juro que o matarei como um frango.

Juro por Deus que se tocar em Sofia ou em Oti,

rasgo sua garganta. Ficou claro?

Sofia, quero que saiba que estarei aqui,

para ajud�-la com suas necessidades e problemas.

Se precisar de ajuda, eu serei o �nico que a ajudar�.

Sabe o que mais?

- Quer um celular? - N�o!

Vou lhe comprar um celular, para que ligue para mim, quando precisar.

� s� chamar e papai aparecer�!

Sou o oficial Paul Cioran, da pol�cia romena.

N�o se esque�a: ainda que esteja divorciado de Ot�lia, n�o estou de Sofia.

Recorde-se pelos s�culos e s�culo. Am�m.

- Mam�e, quero um chocolate quente. - Farei para voc�.

Mas eu quero que mam�e o fa�a.

- Voc� quebrou tudo isso. - Tem raz�o.

Ent�o, vamos comprar coisas novas!

- Eu comprarei. - Quando?

Quando eu receber meu sal�rio.

Por que voc� est� chorando?

- Aqui est� bom? - Sim.

Repare, isto est� quebrado.

Sim, mam�e quebrou-o.

Eu compro, outros quebram.

Calma.

- Est� bom? - Sim.

Vou lhe dizer uma coisa que ficar� entre n�s dois.

- Dois? - Dois. Entre mim e voc�.

Primeiro, nada neste mundo ama voc� mais do que eu.

- Nem mesmo a mam�e? - Ningu�m.

- Nem o texugo? - Ningu�m.

Segundo, dentro de 5 anos, quando tiver 10 anos,

voltarei aos tribunais!

Para que voc� possa dizer a todos que quer viver comigo.

Eu quero ficar aqui com mam�e, com Aurel e com o texugo.

Viremos visitar mam�e e o texugo.

Mas voc� viver� comigo. Ficaremos bem o dia inteiro.

Far� tudo o que quiser.

Mas eu n�o quero!

Logo veremos.

Voc� vai crescer e ver� as coisas de outra maneira.

Espere aqui.

Abram a porta!

Sim, vou solt�-la, n�o diga uma palavra sobre isso.

Irei solt�-la s� para que fale com eles.

N�o acreditar�o em voc�.

Est� brincando?

N�o confio em voc�.

N�o tenha medo! Espere aqui.

Conta at� 100 e depois v� abrir a porta para o texugo.

N�o vai me dar dinheiro?

- 100 lei para voc�. - Nossa, como sou rica!

Tudo seu.

- J� vai? - N�o, vou ao banheiro.

N�o se esque�a de abrir a porta ao texugo.

Adeus! Amo voc�!

Merda!

Ol�. Desculpe-me. Poderia...

Foda-se, cadela!

Cadela maldita!

Sra. Jacob!

Sra. Jacob! Est� me escutando? Chame algu�m!

Foda-se! puta maldita!

O que est� fazendo a�, seu anormal?

Que o diabo foda os seus pulm�es!

Ol�.

- O que houve? Uma briga? - N�o. Um acidente.

Ol�. Eu preciso de um curativo para a sobrancelha.

Mam�e! Uma emerg�ncia.

Minha m�e j� vem.

Oh, meu Deus!

Abri o superc�lio.

- Entrou em briga? - N�o, ca� da escada.

Estava com a bicicleta e tropecei em alguma coisa.

Bati a cabe�a contra a borda do degrau

- Segure isto. - Claro, querida.

- O que aconteceu, senhor? - Um maldito acidente.

Afaste-se, senhor.

Deveria ir a um hospital para lhe darem uns pontos.

Sim, eu sei.

- Quer um tranquilizante? Est� tremendo. - N�o, obrigado.

Um pouco de �gua.

- Traga-me �gua. - Claro, querida.

Segure a atadura bem.

Uma venda!

Obrigado.

- Tem que ir a um hospital. - Sim.

Meu olho!

Outra venda!

Tudo bem?

- Tem um cigarro de verdade? - Claro.

Levante-se e ande, L�zaro!

Obrigado.

Legenda em portugu�s do Brasil: Lu Stoker - Doe Sangue

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