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Rio das P�rolas, perto de Cant�o, China 10 de Mar�o de 1839
A China era uma terra desconhecida e proibida.
Durante quatro s�culos o Ocidente n�o tocou nas suas margens.
Mas no tempo dos grandes veleiros, mercadores ocidentais
atra�dos pelas maravilhas do ch�, seda e jade, atracaram � sua costa
com a sedu��o do suborno e do �pio.
No Sul da vastid�o da China, junto � cidade de Cant�o,
eles corajosamente constru�ram uma feitoria, e desafiaram o Imperador a agir.
Posto Europeu Cant�o, China
Tai-Pai
Baseado no romance de James Clavell
O tribunal permite-vos negociar com estrangeiros
para vender ch�, seda e jade.
Os estrangeiros envenenam-nos com �pio,
Voc�s aceitam os seus subornos, e at� os ajudam!
Jin Qua!
Do Alto Comiss�rio de Sua Majestade Imperial e do Tribunal Celestial
Ele quer ver imediatamente o l�der, o Tai-Pan.
- Somos todos Tai-Pans. - S� um � o Tai-Pan, Capit�o Brook.
N�o v�. Ele quere-o morto ou para ref�m.
Voc�s n�o podem cercar os cidad�os brit�nicos.
Ele deseja uma conversa com o Tai-Pan.
Aben�oa-me Buda.
Que os meus ancestrais me perdoem o meu amor por um b�rbaro.
Eu sofro insultos e dor.
Estou perdida na minha fraqueza.
Foi ordenado ao teu senhor para ir a Cant�o
ver o Comiss�rio Imperial.
- Tu n�o vais a Cant�o. - Ele mandou chamar-me.
Terrivelmente verdade, ele mata o Tai-pan, e todos os b�rbaros deixam a China.
Acaba-se o �pio.
May-May, eu sou brit�nico. Ele n�o se atreve a tocar-me.
Quando o teu navio mais r�pido navega para Inglaterra, n�o o v�s por 9 meses.
Um ano.
O teu corpo estar� horrivelmente podre
mesmo antes da tua rainha b�rbara saber que morreste.
A Inglaterra tem os melhores navios de guerra de todo o Mundo.
Sim, mas j� alguma vez vemos um na China?
Porque, Tai-Pan, at� a tua rainha b�rbara sabe mais do que tu.
Nenhum homem resiste ao Imperador Celestial. Queima o �pio. N�o v�s.
A May-May � tua escrava.
Mas por favor, concede-lhe um desejo em toda a sua vida.
- N�o v�s ter com ele. - N�o me ajoelho perante ningu�m.
- Mata-me, ent�o. - N�o tenhas medo.
Ele j� matou muitos mercadores. As cidades est�o aterrorizadas.
N�o pensas que um b�rbaro que ele muito odeia
o vai fazer ser meigo.
Poupe-me, Comiss�rio Lin. Poupe-me.
Eu n�o fiz nada contra o Imperador.
O senhor autorizou-me a negociar com estrangeiros.
N�o me castigue por isso.
Poupe a minha vida.
Matem-no!
O Alto Comiss�rio Lin do Tribunal Celestial ordena o seguinte.
Os b�rbaros devem entregar todo o �pio que possuem.
Ou submeter-se como piratas �s penas m�ximas da Lei.
- Se o Tribunal Celestial me permite... - N�o fale!
Honr�vel Comiss�rio Lin, emiss�rio do Tribunal Celestial,
a China tem muitas riquezas.
Se nos for permitido negociar livremente toda a riqueza da China, n�s...
Quando o Imperador do Reino Celestial quiser negociar com b�rbaros,
far� leis, n�o os diabos estrangeiros que vendem �pio.
Se desistirmos do �pio, precisamos de ser compensados.
E depois haver� perigo do �pio cair nas m�os erradas.
N�o haver� compensa��es. O �pio ser� queimado.
Queimado?
Estamos a falar de milhares de libra de �pio.
Treme perante as ordens do Imperador.
N�o resistas.
Os humildes mercadores do Ocidente sabem
que o Tribunal Celestial tem muitas despesas.
Como te atreves?
Tentas corromper o Comiss�rio Imperial?
Mereces morrer!
A pr�xima vez que te atreveres a vender �pio ou subornar oficiais
ser�s executado e a tua cabe�a ser� pendurada para que todos vejam.
Levem-no.
Tai-Pan, o �pio ser� destru�do.
Tu e todos os mercadores devem deixar Cant�o.
Ide para o Inferno!
Pai! Pensei que ia ficar para levar a May-May para Macau.
Se for esse o teu desejo.
Sim, mas tem cuidado. N�o confies em ningu�m.
Tenho pena por isto...
Eu devia t�-lo olhado nos olhos antes de assumir que era como os outros.
Mas com ele ou sem ele, a Casa Nobre viver� por 200 anos.
Lembra-te disso, Gordon.
Struan! Eu devia ter-te partido as costas quando eras um ajudante arrogante.
Queria faze-lo. Fui louco em n�o o ter feito!
Enclave Portugu�s de Macau
Devem ter remado toda a noite!
Mr. Brook, o que aconteceu?
O com�rcio na China acabou.
Queimaram o �pio!
- Manuel, quero mostrar-te uma coisa. - Muda o rumo. Este-nordeste.
Vou mostrar-te a oferta do destino ao Tai-Pan.
A ilha de Hong-Kong
O sonho dos marinheiros, Vargas. �guas profundas, seguras.
E agora ela vai ser inglesa.
Inglesa?
Sim, Manuel, vou voltar para Inglaterra.
E vou usar todo o dinheiro que tiver para convencer o Parlamento
que o Pa�s n�o pode permitir que os seus mercadores sejam humilhados
por um monarca medieval.
Vamos exigir uma parte da China para Inglaterra. Esta parte...
Eu, Capit�o Glessing, da Marinha Real
tomo posse desta ilha, Hong-Kong,
neste dia 26 de Janeiro de 1841!
Este solo � agora solo brit�nico!
Deus salve a Rainha!
Soldados!
Apresentar armas!
Forma��o de parada!
Esquerda, volver! Em frente, marche!
Sauda��o � esquerda!
Naveg�mos e lut�mos nestas �guas como piratas durante anos.
E quando finalmente convencemos a Marinha a correr com os chineses,
o Governo reclama este...
...este peda�o de rocha como trof�u.
Parece-me o porto mais seguro que j� vi nestas �guas, Tyler.
N�o � de um porto seguro que precisamos.
Pod�amos ter exigido direitos comerciais em 6 cidades chinesas. Xangai, Nanking...
Em vez disso, temos esta maldita rocha.
Eu posso fazer o mesmo que ele no Parlamento.
Vou fazer o Governo ter ju�zo.
- Parab�ns, Capit�o Glessing! - Obrigado, Struan.
- Muito bem conseguido. - Penso que dev�amos comemorar.
Conhece o Horatio?
Uma ocasi�o hist�rica. Deve estar orgulhoso!
Obrigado!
Gostaria de fazer uma proclama��o, se n�o se importa, Capit�o Glessing.
Claro!
Em nome da Casa Nobre, da qual eu sou o imodesto Tai-Pan,
gostaria de convidar todos os mercadores, as suas bonitas mulheres e senhoras,
para um grandioso baile que se realizar� dentro de 2 meses,
quando o meu edif�cio estiver contru�do naqule outeiro.
- Tai-Pan! - Sobe para aqui!
E para honrar a beleza que veio hoje connosco de Macau,
darei um pr�mio de 1000 libras � senhora mais bem vestida do baile.
Para ju�z dessa tarefa �rdua, Aristotle Quance!
Elas v�o arruinar-me, Tai-Pan!
E aposto contra qualquer um que um navio da Casa Nobre, o Morning Cloud,
ser� o primeiro navio comercial a ancorar naquele porto, a inveja de todo o Mundo!
Tenho aqui 200 libras
em como o White Witch ser� descarregado
antes do Morning Cloud aparecer no horizonte.
Por Deus, Brock, andaste no rum antes do padre aben�oar a festa?
Deus salve a Rainha!
- Muito bem, Tai-Pan! - Foi horr�vel.
Mary, se o teu Pai veio para a China para salvar almas,
n�o devia ter feito uma filha que pode t�o facilmente levar os homens a pecar.
Concordo plenamente, Struan.
Reparei que nunca o tentei at� agora, Tai-Pan.
Mary, querida irm�!
Apenas porque me submeto � superioridade do Capit�o Glessing.
"The Heart of Loch Lomonds" D�em-me licen�a.
Um homem extraordin�rio. Voc�s sabem da sua "senhora" chinesa?
Sabemos tudo sobre o Tai-Pan desde que somos crian�as.
E devemos-lhe muito.
- Querem dizer, desde a morte do vosso Pai? - E antes. Muito antes.
� espera de outra cerim�nia para completar o esbo�o?
Estou � espera da licita��o mais alta, devia p�-lo no centro.
E voc�, Tillman, gostaria de ficar na Hist�ria?
Gostaria que fosse decente.
A minha sobrinha disse-me que a tem tentado convencer a deixar-se pintar nua!
Da mesma maneira que todos os homens aqui s�o viciados em �pio ou em navios,
tamb�m todos tentam seduzi-la numa altura ou noutra.
Atrevo-me a dizer que pode confi�-la � Arte.
E eu prometo que nenhum homem o ver�.
- Excepto o meu futuro marido. - N�o � a Arte que me preocupa, � o artista.
Um homem que vive num bordel, escondido da mulher.
Tio, por favor!
Que dist�ncia?
- Duas milhas. Talvez tr�s. - � o suficiente?
� o suficiente para dar cabo deles.
Estibordo! N�o v�s o vento a mudar?
O Orlov � um g�nio. Quando Deus lhe deu a corcunda, p�s uma b�ssola na cabe�a.
O meu Pai venceu o Orlov. E por Deus, um dia eu farei o mesmo!
Eles n�o nos apanham.
Aproximamo-nos destas �guas. O Mar do Sul da China.
Ser� a tua nova casa...
E aqui � a Hong-Kong do teu Pai. Acho que ele cometeu um erro grave.
Quem sabe? O Tai-Pan tem uma joss fant�stica.
Joss?
Sorte.
� chin�s. O que significa realmente � favorecido por Deus.
N�o tenho a certeza se isso � verdade...
Parece um navio da Casa Nobre.
Morning Cloud.
Culum!
- Estou t�o contente por te ver! - Pai, pelo amor de Deus, n�o...
- Nada em nove meses me fez mais feliz! - Pai, a peste grassou em Glasgow outra vez.
A M�e, o meu irm�o, as minhas irm�s, a av�...
Por vontade de Deus morreram todos. S� sobramos tu e eu.
Meu Deus, eu sabia.
Desejei tanto esta ilha. Que pre�o terei que pagar?
- Sim, Gordon? - As minhas desculpas. O Sr. Brook pediu-me
para lhe entregar 200 libras. - Obrigado, meu filho.
� o White Witch!
Miss Tess, deseja fazer comigo um brinde de despedida?
Capit�o, eu...
Pode ser a nossa �ltima oportunidade para tal civilidade.
Esta tarde a sua M�e vir� a bordo.
E o seu irm�o, Mr. Gorth, trar� o seu Pai a bordo.
Tess...
Eu amo-te.
Eu amo-te!
- Quero-te em macau amanh�. - L� estarei.
Sonhei em ir a Macau durante meses.
Mr. Brock...
Quero tudo descarregado at� � mar� do meio dia.
Avisa a tripula��o, partimos ao amanhecer.
Benvindo a bordo, senhor.
Vim ver se a Miss Tess estava bem.
- S� a vim ver, senhor! - Vai l� para baixo.
N�o quero discutir isto em frente da tripula��o.
Mr. Brock, eu n�o lhe toquei!
Por Deus, eu n�o lhe fiz mal!
- �s um homem morto, Nagrek. - Eu n�o fiz nada, juro!S� fui ver...
Tu puseste as tuas patas debaixo do vestido dela!
Eu n�o lhe fiz nada, juro! S� estava a brincar.
- Eu s� o quero morto. - Ele vai morrer.
Mas n�o morrer� homem.
O primeiro foi o pequeno Willie. Depois a Jamie.
Engra�ado, o Willie ficou doente primeiro mas durou mais tempo.
Tenho que fazer isto? Tomei banho antes de sair de Glasgow.
Tens que tomar banho todas as semanas. Tu cheiras mal.
Toda a gente cheira mal. N�o � saud�vel tomar banho.
Eu n�o cheiro mal. Os chineses n�o cheiram mal.
- Quando lavaste isto pela �ltima vez? - Nunca! Isso arruinaria o corte!
Dou-te umas novas, e vais lav�-las todos os dias.
E quando usares a latrina, limpas o rabo com papel e lavas as m�os.
Porqu�?
Os chineses pensam que a porcaria � que faz com que as pessoas adoe�am.
Isso � loucura! Em Londres...
Esquece Londres. Os chineses n�o cheiram mal.
E n�o ficam doentes com este calor como os europeus.
S� porque n�o constroem canh�es, n�o te deixes enganar.
S�o pessoas espertas e s�bias.
E todos os meus navios seguem as suas regras. Eles ensinaram-me.
Tu pensas que eles s�o mais espertos do que...
E bebes ch� como eles, e n�o �gua.
Sim?
- Est�o aqui Mr. Brock e Mr. Gorth. - Obrigado, Orlov.
N�o quero interromper o teu h�bito chin�s.
Vim dizer-te que tenho pena pelo que aconteceu � tua fam�lia.
Obrigado.
Tenas andado ocupado com a tua ag�ncia em Londres.
Bem, eu tamb�m tenho andado ocupado nestes �ltimos dois meses.
Mas com com�rcio, n�o a perseguir ilhas est�reis.
A �gua do rapaz est� a arrefecer. Diz o que queres.
Com prazer.
Est�s falido, Struan. Falido.
O Gorth voltou de Londres com 1,2 milh�es de libras em notas de cr�dito
do Banco de Londres em nome da Casa Nobre.
Os meus agentes compraram-nas todas. E tens que as pagar dentro de um m�s.
E n�o dou cr�dito, a n�o ser a bens reais.
Quando terminar o prazo tomarei todos os navios da tua frota.
Eu afundo-os antes.
Tu, afundar um veleiro? Nunca!
Restam-te 23 dias como Tai-Pan.
Aproveita-os, se puderes.
Vamos, Gorth.
A tua joss est� a mudar, Struan.
Orlov! Vargas!
Quanto precis�mos de vender para comprar os votos?
O Banco vendeu notas de cr�dito em troca de com�rcio futuro. Tu autorizaste.
Vendeu a quem?
No mercado. N�o dei instru��es espec�ficas. N�o imaginava que ele descobrisse.
Meu Deus! Foi ao Brock.
Talvez a minha joss tenha mudado.
Pela tua grande perda, o meu cora��o est� cheio de tristeza.
May-May...
Tenho muito que fazer hoje. E farei alguns acordos.
Tens que fazer exactamente o que eu disser.
Claro. N�o fa�o sempre? A maior parte das vezes?
Talvez tenha que te vender, May-May.
Ser� a algu�m gentil.
E tentarei conseguir-te o lugar de Senhora Suprema.
Obrigado, senhor.
Queimei incenso pela reencarna��o segura da tua Suprema Senhora e dos teus filhos.
Hoje em todo o lado me disseram que
a Casa Nobre tem que pagar em prata. N�o h� cr�dito.
A n�o ser que o Tai-Pan fa�a um milagre, os navios regressar�o sem seda ou ch�.
A carga do Tai-Pan hoje n�o tem milagres.
� dif�cil de acreditar Tai-Pan.
Tenho que dizer-lhe que a minha M�e passou a noite a chorar.
Sim, a tua M�e...
No mar aprendemos que o que nos � dado pode ser tirado, Gordon.
Preocupa-te contigo, rapaz, e n�o comigo.
J� fui pirata antes.
E antes da semana acabar, tiro o Morning Cloud
de debaixo do nariz do Brock e torno-me num de novo.
E depois volto para o ca�ar.
- Tai-Pan, posso ajudar? - Estava a contar com isso.
J� ouviste falar do pirata Wu Fang Choi? - Claro.
Ele est� em Amoy, disseram-me.
Vai ter com ele. Preciso de um porto seguro.
Casa Nobre precisa de ajuda. Estes homens gui�o-te a um amigo.
Vem em segredo.
N�o v�!
Preciso de amigos Gordon, mesmo que sejam perigosos.
N�o digas nada at� ao p�r-do-sol.
Se ent�o ainda n�o tiver dado not�cias,
traz o Orlov e a tripula��o do Morning Cloud e procura-me.
Tu, v�!
Mary...
Ol�, Tai-Pan.
N�o precisas de te preocupar, o Jin Qua desceu pelas outras escadas.
Eu n�o estou preocupado. Estou enojado.
Porqu�?
Porque gosto de ir para a cama com chineses?
Esse sentimento � estranho em ti.
�s uma mulher.
E uma crian�a.
N�o quero a tua bebida.
- Porque fizeste isto? - Porque tu precisas da minha ajuda.
E para te provar que ta posso dar.
Eu preferia ter tentado fazer-te meu.
Pelo doce Jesus... Estou perdido!
Esta n�o � a Mary Sinclair que eu conhe�o.
� sim...
A Mary Sinclair, inocente, que adora a Igreja, cantar e tricotar tamb�m sou eu.
Somos todos assim, Tai-Pan. Olha para ti!
Diabo, contrabandista, pr�ncipe, assassino, marido, Pai, fornicador...
Santo...
Qual deles �s tu?
- Vou enviar-te de volta para Inglaterra. - Agora j� n�o tens o poder.
Mas Jin Qua pode restaur�-lo.
E Jin Qua � meu amante.
Ter�s que pagar um pre�o.
Mas vais faz�-lo.
Eu devo-te isso.
- N�o me deves nada! - Tu nunca foste espancado!
Tu impediste o meu Pai de me bater...
Mas n�o impediste o meu irm�o...
... de me "reconfortar".
A May-May aos 14 anos era mais virgem do que eu, Tai-Pan.
Encontra-te com o Jin Qua.
Ele vai voltar para Cant�o.
Ele estar� � tua espera.
Aristotle!
Mr. Quance!
Mr. Quance!
Mr. Quance! Tem que vir r�pido!
Pelo amor de Deus! Que se passa Mrs. Fortheringill?
� o Gorth! E ele n�o p�ra!
Aquele homem � uma amea�a.
Abre esta porta, maldito!
Abre!
O que queres?
Pega nas tuas roupas e desaparece!
Cuidado com ela!
- Meu Deus! - N�o te quero aui de novo!
Isso � por ela...
E isso � para manteres a boca fechada.
Maldito! Tu � que devias ser espancado assim!
O tempo do Tai-Pan est� a acabar.
E quando acabar, irei procurar-te.
N�o sei porque se preocupam.
De qualquer maneira, voc�s apanham-nas na rua.
Eu voltarei.
Jin Qua...
Por favor, come.
Ouvi dizer que o Comiss�rio Imperial Lin foi banido.
Oh, sim...
Foi acusado de perder Hong-Kong para os brit�nicos.
-40 Lac-d�lares. Tudo em prata. -40 Lac?
Isso dava para me livrar do Brock.
N�o fazia ideia que estava aqui.
Pedi emprestado.
Se o Tai-Pan quiser que eu lhe empreste, eu penso que o Tai-Pan ir� pagar.
- Como � que o Tai-Pan paga? - A Casa Nobre s� compra ao Jin Qua,
e aos filhos de Jin qua, durante 10 anos.
Se o Jin Qua vender ao pre�o de mercado.
Mais 10%.
Cinco.
Oito.
Cinco.
Sete.
Cinco.
Sete.
De acordo.
Vendes ao Jin Qua 5 Lac-d�lares de terra em Hong-Kong.
O plano de Hong-Kong � s�bio.
Vendes ao Jin Qua no nome do teu filho chin�s, Gordon Chen.
Se � esse o teu desejo.
Bem, depois da meia noite levarei a prata ao teu armaz�m.
E depois estar�s em d�vida comigo.
Podes usar o meu barco para descer o rio at� Hong-Kong.
O risco � teu.
Vou enviar os meus homens mais seguros. Mas...
40 Lacs de prata fariam muitas fam�lias chinesas muito ricas, durante gera��es.
E tu n�o �s mais que um b�rbaro.
Bem...
Deixo-te para apreciares a tua refei��o.
- O que �s tu ao Jin Qua, Gordon? - O que o Tai-Pan � aos brit�nicos,
o Jin Qua � aos chineses. Tenho orgulho em ser brit�nico,
mas tamb�m me orgulho de ser chin�s.
Eu orgulho-me de ti! Agradece ao Jin Qua,
diz-lhe que gostaria de saborear as iguarias que ele ofereceu.
Noutra altura.
Come. Fazem-te muito potente.
� fantasticamente verdade. Os camar�es s�o bons para a tua figura.
At� pode ser que sim, mas tens que comer as cabe�as?
S�o a melhor parte.
Isso vai ensinar-te!
Eu acho...
... que eles est�o a come�ar...
... a fazer efeito.
Por Deus, j� te dei demais.
Mais...
S� mais um...
Quero que sejas fantasticamente bom.
Tu deves grande dinheiro �quele peda�o de carne de c�o Brock. � verdade?
Quem te disse?
� fantasticamente simples resolver esse neg�cio.
N�o vendas a May-May. Diz ao Brock. J� � tempo.
� uma maneira. J� tinha pensado nisso.
De uma maneira ou doutra, tu vais conseguir.
Vou?
Vais.
Depois desta noite, de certeza que te vais lembrar
que n�o queres perder a May-May.
Eu paguei por ti. E foi demais.
Tu n�o �s o �nico homem na China.
Quando eu era virgem, Jin Qua podia ter-me vendido facilmente a pr�ncipes.
At� ao Imperador, por 1000 taels!
Eu fui o presente que Jin Qua te deu pelo com�rcio na China!
Eu sei.
Tu n�o �s est�pido.
Tu vais vencer o Brock.
Porque...
... eu te agrado muito.
Agora, vem ter comigo, Tai-Pan.
N�o... d�-me prazer.
E � o meu dever.
O vosso costume � que o homem s� tenha uma mulher, certo?
�.
O costume chin�s � melhor.
Muitas mulheres.
Quando vais casar de novo? Como � o vosso costume?
N�o penso que volte a casar.
Devias! Uma inglesa... Ou uma escocesa...
Mas primeiro devias casar comigo.
Para que por uma vez eu seja a tua Senhora Suprema.
- Sim, talvez eu deva... - Sim, talvez tu devas...
Anda. Chegou a hora.
Esta sujidade destr�i a minha perfei��o.
Deves-me 50 d�lares para me arranjar. - Anda!
- Levar duas f�meas? N�o, n�o! - Qual o teu nome?
- Wung. - Duas f�meas pertencem-me.
Vamos l�, Wung.
Vamos atac�-lo quando ele voltar ao conv�s. Preparem-se!
E agora tu, rapaz!
Anda c�!
Que quer isto dizer? O Culum vai dirigir o leil�o das terras?
Exactamente, meu caro Tai-Pan.
O Capit�o Glessing queria honr�-lo.
E esperar que devido � honra, n�o o embara�asse ao licitar.
Quaiquer que sejam os seus motivos,
n�o pensei que o homem tivesse tanta coragem.
Meu Deus, h� quanto tempo dura aquilo?
Os jovens escolhem os seus pr�prios amigos.
� uma das li��es mais duras de ser Pai. - Tu � que sabes?
Bem, posso n�o agir como um Pai, mas sofri como um.
Tenho a certeza.
Posso precisar do Aristotle. Se espalhasses que vou estar muito tenso hoje � tarde.
E especialmente ao Mr. Brock.
Com prazer!
A prop�sito, enquanto uma certa senhora posava para mim,
descobri que ela tem uma queda por ti.
Absolutamente apaixonada!
Agora que �s solteiro de novo, ganhaste um certo charme.
Ainda que estejas falido...
M�e, este � Culum Struan, futuro herdeiro da Casa Nobre.
- Culum. - O prazer � meu, senhora.
- Nunca pensei em mim como herdeiro. - Mas � verdade, rapaz.
Tudo o que sobrar quando o teu Pai pagar as contas ser-te-� deixado.
Soube que �s temente a Deus. Logo, n�o �s amigo do teu Pai,
e eu tenho muito prazer em te conhecer. - Tyler!
Bem, � melhor que o rapaz saiba a verdade.
Ainda que ele esteja contra mim para vencer o Pai,
espero que o leil�o de hoje seja justo.
- Vai ser, eu garanto. - Esta � a minha irm� Tess... Culum Struan.
- � uma honra, Miss. - Mr. Struan.
O Tai-Pan pediu ao meu Pai para trazer as notas de cr�dito contra a Casa Nobre.
Ele decidiu n�o licitar?
Eu n�o sei.
Eu sei que ele quer muito o outeiro, mas espero que n�o licite.
- Mary. - Tai-pan...
- O Quance anda a pintar o teu retrato? - N�o.
Ent�o, champanhe?
Bem, tu sempre tiveste estilo. Mesmo na derrota.
Sinto-me honrado por teres vindo. Mrs. Brock. Tess.
Tu tamb�m, Gorth.
Agora, Tyler, fazes-me a costesia de me mostrar as notas de cr�dito
da Casa Nobre que dizes que possuis?
N�o digo. Est�o aqui. Para que as possas ver.
- Confirme-as Mr. Vargas. -1200000. Tenho a certeza que est� correcto.
A comida est� bem condimentada.
Podes dizer ao teu cozinheiro que ter� emprego com o novo patr�o.
Eu passo a mensagem.
Agora, se puderes libertar a m�o, gostaria que me assinasses estes recibos.
- Para que � isto? - Est� tudo correcto, Mr. Struan.
Decidi pagar em dinheiro.
Suponho que seja aceit�vel.
N�o me venhas com os teus malditos truques.
Capit�o Orlov...
- Se fizer o favor... - For�a, rapazes!
Meu Deus, ele conseguiu!
Foi todo pesado, mas est� a� uma balan�a, se quiseres confirmar.
Que apodre�as no Inferno, Struan.
Gorth, desembarca os teus rufias, r�pido!
Todos os piratas da �sia estar�o em cima de n�s.
Capit�o Glessing, pode pedir aos seus homens que guardem isto at� que esteja no veleiro?
Sim, Mr. Brock, ser� um prazer.
Compra um caix�o.
Mr. Brock!
Deixa-me dizer-te isto...
Vais ser justo no leil�o, ou ningu�m salva o teu Pai nem quem quer que seja.
E vou ter aquele outeiro. Se ele tentar licitar mais alto,
uso a sua pr�pria prata para lev�-lo de novo � bancarrota. Diz-lhe isso.
Brock & Filhos ser�o os Tai-Pans!
E o �ltimo lote, 112 B.
As licita��es come�am a 100 libras.
Que queres dizer com o �ltimo lote? E ent�o o outeiro?
- Sim, o outeiro? - O outeiro j� foi entregue.
- Entregue a quem? - Entregue a mim. Para a Igreja.
O Capit�o Glessing concordou. Uma libra por ano.
Ser� contru�da uma Igreja no outeiro e que ser� de todos.
Tu sabias que aquela terra era para a Casa Nobre.
O outeiro pertence � Casa de Deus.
Atreves-te a atrai�oar-me?
Cala-te, Brock.
Diz ao Culum que o quero ver no outeiro.
Mr. Struan, tenho a certeza que n�o fez por mal.
Quero v�-lo sozinho.
Amanh� de manh�.
Os teus dias est�o contados, rapaz.
Tu sabes como fazer inimigos em todos os lados.
A vista � fabulosa, n�o achas?
Se a Igreja n�o for contru�da no outeiro...
Eu sei tudo acerca da Igreja.
N�o tenho medo de ti. Podes matar-me, mas sofrer�s por isso.
- Achas que eu te mataria? - Quando cheguei c� eras como Deus para mim.
Agora acho que �s o Diabo. Sei que �s um assassino, e pior.
Anda c�...
Senta-te.
Estou bem em p�.
Do lado de l� destas �guas est� uma terra maravilhosa, Culum.
Um mundo estranho e silencioso que se estende por quil�metros,
como um mar por navegar. E mais pessoas do que as que podemos imaginar.
Elas odeiam-nos.
sim, algumas odeiam-nos.
Eu sinto que o meu objectivo � aproximar-nos.
Sobre a Igreja...
Quero que entendas que eu n�o te estava a desafiar.
Era a �nica sa�da.
Com toda aquela prata o Brock teria dado cabo de n�s.
Eu n�o podia ter parado. O outeiro era uma quest�o de face.
- E n�o ficaste zangado? - Fiquei... ao in�cio.
Mas depois vi que me salvou. E que te deu face.
Mas tu perdeste face.
Sim, mas eu tenho o suficiente para poder perder.
Porque seria eu o Diabo?
Tu fazes com�rcio com �pio. Contrabandeias. Fazes isso h� anos.
E o que pensaste que eu fazia?
Pensei que fazias com�rcio. Bens ingleses por ch� chin�s.
O Imperador n�o nos deixa vender bens ingleses. Ele quer prata pelo seu ch�.
E se pag�ssemos em prata, a Inglaterra ia � fal�ncia num ano.
Ent�o, vendemos �pio aos chineses pela sua prata.
E devolvemo-la pelo ch�. � assim que funciona o com�rcio da China.
- �pio por ch�? - Sim, porque n�o?
Eu n�o inventei o �pio nem o com�rcio.
Sim, tamb�m n�o inventaste o adult�rio, mas isso n�o faz com que seja correcto!
Culum, tu n�o compreendeste...
- Que idade tem o Gordon? -19 ou 20 anos...
Tem a minha idade e tamb�m � teu filho.
E quanto te cansaste vendeste a M�e dele e compraste uma nova amante.
Eu n�o a vendi! Eu dei-a com um dote.
Ela tornou-se casada. E � respeitada.
E depois compraste uma mulher mais nova.
Culum, eu n�o vivo na baixa de Londres. Aqui isso � o costume.
- O Mr. Brock tem uma mulher. - A mulher do Brock est� aqui!
A tua M�e esteve um ano em Macau,
e depois foi para casa para nunca mais voltar.
Culum, eu quero que me substituas.
Eu tenho que estar em Londres para impedir as manobras do Brock.
E quero ser teu amigo.
Tu �s o meu Pai. N�o posso fazer nada quanto a isso.
Mas eu escolho os meus amigos.
Tillman!
Desculpe aparecer sem ser convidado, mas a Shevaun insistiu.
� um velho costume americano, para desejar boa sorte.
S�o os dois benvindos!
N�o podemos demorar, mas trouxemos algumas coisas para a casa.
Para dar sorte. P�o feito com as minhas pr�prias m�os.
- As suas pr�prias m�os? - Sim! Um pouco de sal...e vinho...
E uma coisa que eu encontrei no mercado em Macua.
Foi inesperado. Estou muito agradecido.
Agora que cumprimos o nosso dever, vamos andando.
T�m que ficar para um xer�s.
N�o, o tio tem raz�o. J� incomodamos o suficiente.
Estou ansioso por a ver no baile.
Ouvi dizer que os homens est�o a apostar na vencedora do seu pr�mio.
Assim ouvi dizer. Mas n�o seria justo da minha parte fazer o mesmo.
Posso assegurar-lhe em quem apostaria.
Ch�...
Aquela boneca de boca de farinha anda atr�s de ti para casamento!
Para casar, n�o para casamento.
E como sabes? Nem sequer a viste!
Porque � que estudei os planos desta casa hora atr�s de hora?
Para ver sem ser vista.
Beijar a m�o, hah? Porque n�o beijas a minha m�o?
Porque lhe fazes olhos de carneiro?
- "Homenses"! - Homens, n�o "homenses".
Homens!
"Ouvi dizer que os homens est�o a apostar na vencedora do seu pr�mio."
E tu ficas ali e devoras-lhe os peitos.
O que t�m os meus peitos para tu n�o olhares para eles?
May-May, eu olho! A s�rio!
Senhor, onde ponho isto?
Duas est� bem, mas tr�s � extravag�ncia!
May-May, p�ra com isso, vieram de Inglaterra!
Espl�ndido!
Devo dizer que est�s muito bonita.
Ah, olhe para eles! Franceses, alem�es, russos, americanos...
Nunca estiveram na China, mas agora podem aportar aqui, fazer com�rcio aqui.
� uma noite gloriosa Mary Sinclair!
Todos eles pensaram que eras louco. At� eu tive as minhas d�vidas!
Teve de ser. Eu sabia que era o meu destino, acontecesse o que acontecesse.
Pode ter o seu pre�o.
Digo-te, aqui, a milhas de casa,
podem acontecer mais coisas entre um rapaz e uma rapariga
num baile destes do que num ano de vida normal.
Como � que sabes? Isto � a tua casa.
Talvez.
Quando a frota regressar � �ndia,
o Capit�o Glessing ficar� como Comandante do porto.
- Ele pediu a minha m�o. - A s�rio?
Pode ser s� por causa do baile, mas estou muito tentada.
- Ele � um bom homem. - Sim.
Mas achas que a Mary que tu conheces ser� uma boa mulher?
Se casares como deve ser, ele ser� um homem aben�oado.
Qualquer que seja o passado.
Meu Deus, ela n�o lhe est� a dar muitas hip�teses no que diz respeito � escolha.
Manuel, �s como os outros, fascinado pelas mamas dela.
� verdade, elas s�o impec�veis.
Mas o concurso � para a mais bem vestida, n�o para a mais despida.
- Eu acho que podemos ter um casamento. - Est�s doido!
Louco? Tenho-o encorajado de todas as maneiras que posso.
Eles n�o precisam de casar, apenas de estarem noivos.
Eles devem casar.
Eu sei que ela o ama. E ele a ela.
Isso � o suficiente para ultrapassar seja l� o que ela tiver feito.
Tanto faz.
O Tai-Pan quer regressar a Inglaterra.
E se lhe aparecerem problemas financeiros, ter� de ir.
Vai deixar o Culum encarregue de tudo.
Antes de dar por ela,
ser� "Brock, Struan & Filhos".
Como � que �s t�o chegado ao Culum?
Eu disse-lhe, os nossos Pais podem-se odiar,
mas n�o seria crist�o fazer o mesmo.
Em vez de nos destruirmos um ao outro, dev�amos ser amigos.
E o Culum � um rapaz muito religioso. - E tem raz�o!
O Struan sempre teve a mais fant�stica joss.
Mas afinal, Deus deu-te a mim, Gorth. E a ele s� o Culum.
Deu-me a minha joss.
May-May, mandaste chamar-me numa altura muito importante!
A Suprema Senhora disse sentar, por favor.
Santo Deus!
Quero dizer...
Est� muito bonito...
May-May!
May-May, abre a porta!
Perdoa-me senhor, perdoa-me!
May-May, apanhaste-me de surpresa!
P�ra!
Espera. Eu arranjo...
- Eu arranjo... - Est� bem.
May-May, pousa essa faca!
Estavas � espera de ir ao baile?
N�o.
Era s� para tu veres.
P�ra, est� tudo bem! Foi s� a surpresa...
Por favor, tu ir, senhor.
Tudo bem, agora. N�o importa. Ah Gip pode. N�o preocupar.
Vigia-a de perto. Vou mandar a Ah Sam ajudar.
Ela ser� uma mulher excelente.
Em Londres, faria um homem fazer boa figura na sociedade.
Sim, cara mas �til...
O Capit�o Glessing parece estar enamorado pela Mary.
Se algu�m do teu estatuto lhe mencionasse a Shevaun,
ele concerteza ia perceber que estava a perder uma oportunidade excelente.
Eu sei tudo sobre o Glessing e a Mary.
E eu n�o gostaria de saber de algu�m que eu conhecesse, que eu conhecesse bem,
que interferisse com a decis�o deles.
Tai-Pan! Chegou a altura da competi��o.
Muito bem, Aristotle.
Tu �s o centro da festa, que se passa?
� a May-May, ela perdeu face para mim.
� a maldi��o chinesa. Tens de lhe bater. Tu tens que ser o homem!
Mr. Quance!
Pelas barbas da morte!
� ela, a minha aben�oada mulher!
Mr. Quance, devias ter chegado a Inglaterra h� tr�s anos.
S� pela gra�a de S. Patrick � que arranjei uma passagem para este covil imoral.
Agora, toma a minha m�o, porque chegou a hora de dizeres boa noite e irmos andando.
Mrs. Quance!
O Aristotle tem que desempenhar uma tarefa.
Sim!
N�s vamos andando. Diz boa noite, meu velho.
Boa noite, Tai-Pan. Lembra-te, castiga-a!
E agora fic�mos sem juiz!
Tai-Pan, como estrangeiro pela primeira vez em Hong-Kong, posso ter essa honra?
- Salvos pela frota do Czar! - Claro!
Senhoras e senhores, como muito bem sabem, h� uma competi��o esta noite.
Temo que o Aristotle Quance j� esteja comprometido.
Mas Sua Alteza, o Arquiduque Zergeyev,
ofereceu-se para fazer a escolha de 1000 libras.
Eu acho que isto pertence...
...a si, Miss Brock.
Muito bem.
Esta escrava pede ao seu amo que a venda.
Tu n�o �s uma escrava. E n�o ser�s vendida.
Por favor, vende. A qualquer um. A um bordel, ou a outro escravo.
Tu n�o est�s � venda!
Esta escrava n�o tem face perante o seu senhor e amo, n�o pode viver aqui.
Levanta-te.
Tu n�o me ofendeste. Tu surpreendeste-me!
As roupas europeias n�o te ficam bem.
N�o te vou vender, mas se n�o quiseres ficar,
�s completamente livre para partir.
Por favor, vende. At� um amo a vender, a escrava n�o pode partir.
Por Deus...
Tu �s uma escrava miser�vel!
Estou a pensar vender-te na Rua das Lanternas Azuis!
Mas quem quer comprar uma escrava suja como tu? Eu n�o ia querer!
Paguei boa prata por ti! E, por Deus, fui enganado!
- N�o sou bom para ti? Generoso? - Sim, amo.
Escrava e ladra miser�vel. Vou chicotear-te at� me doer o bra�o!
Deita-te a�! Despacha-te!
Atreves-te a mandar fazer roupas pelas minhas costas.
N�o chicoteies com muita for�a, estou gr�vida de tr�s meses!
E atreves-te a us�-las sem a minha aprova��o!
Escrava suja e sem valor!
Como � que aquentei contigo estes anos todos?
P�ra de te lamuriar! Anda, tira-me os sapatos.
� verdade? Est�s gr�vida?
Vai lavar-te. E traz-me ch�, desperd�cio de mulher. R�pido!
Gorth! Ainda bem. Quero pedir ao teu Pai a m�o da Tess.
Vai para casa, Tess.
Boa noite.
Parece que tens calor.
Eu sei do que precisas... Vamos!
Est�s � espera de uma crian�a?
Nesse caso, talvez te d� outra oportunidade.
Sim, por favor. Por favor, perdoa!
Mas � bom que seja um filho.
Anda para a cama, tenho frio.
Com tempo, talvez te perdoe.
Com tempo...
Gorth, eu acho mesmo que n�o devia...
N�o te preocupes, Culum, aqui n�o h� pecado.
� apenas com�rcio. As raparigas precisam de neg�cio.
Boa noite, meninas.
N�o, n�o!
Tens de aprender, Culum. � o que se espera.
E acredita em mim, n�o te vais importar de aprender.
Pois n�o, rapazes?
Ah, ser virgem, como o Culum.
- Fizeste-o? - Fiz, mas foi um pecado.
Tu est�s habituada ao pecado.
Bem, pelo menos agora n�o poder� casar com a Tess.
Nunca, por Deus! Ele pensa que vai casar com a Tess.
Mas ele nunca casar�!
O nosso Culum crist�o est� um pouco excitado nas virilhas.
E na� est� habituado a beber.
Ela meteu-o com a prostituta mais sifil�tica de Macau.
Ele est� a faz�-lo, com ela, agora mesmo!
Quando tiver terminado, ele n�o servir� para nenhuma mulher.
E nunca para a Tess!
N�o! N�o, ouve!
Est� tudo bem, tu �s muito bonita.
� s� que... quando eu senti este medalh�o...
Se o visses ias compreender!
Eu n�o consigo!
Muito bom amo. Eu posso fazer especial.
Talvez depois brincar.
- Sem pagar mais! - N�o, ouve! Eu pago na mesma!
Cristo, se eu n�o adoecer...
O teu filho e o meu s�o como velhos camaradas.
Sim, s�o.
Venho ver-te por causa da Tess.
O teu filho quer casar com ela. Eu sou contra.
Mas a rapariga e a M�e convenceram-me.
Achei que o fariam.
O seu dote ser� o maior de toda a �sia.
- Casam-se no pr�ximo ano. - Primeiro vejo-te no Inferno!
Isso ser� mais tarde, Dirk. Primeiro, casam-se.
Eu sei qual � o teu plano... ...e do Gorth.
Mas n�o vos deixo destruir a Casa Nobre atrav�s das saias de uma rapariga.
Eu odeio-te, e sempre odiarei. Mas ela ama o Culum.
- E essa � a verdade. - Isso passa-lhe.
Tu n�o amas o teu Culum como eu amo a minha Tess.
Digo-te isto, d�s-lhes uma oportunidade justa, e eu farei o mesmo.
Sabes, quando eu era um marujo e tu eras um imediato rufia,
eu desprezava-te. Mas, por Deus, nunca imaginei
que fosses t�o baixo para usar a tua filha para tomar uma coisa
que n�o �s homem para tomar por ti pr�prio.
Eu usaria o Diabo para te destruir.
E, por Deus, vou destruir-te.
Eu sei porque est�s na cama.
Comes demasiados camar�es.
N�o est�s zangado comigo por termos voltado para a antiga casa, pois n�o?
N�o, se queres ter o beb� aqui em Macau, tudo bem.
Talvez para o pr�ximo m�s n�o esteja doente. Vamos para Hong-Kong.
- Sim. - Amo!
Amo! Jovem amo Culum l� fora. Parece muito maltratado.
- Agora est�s triste de novo. - Eu tenho que o recuperar.
Eu tentei de todas as maneiras, mas o Gorth tem-no na m�o.
- N�o adianta matar o filho do Brock. - Porque n�o?
Arriscas vingan�a da louca lei b�rbara,
que exige olho por olho, quem quer que o tenha, o que � uma loucura!
- N�o, n�o te levantes. - Eu caminho contigo com muito cuidado.
N�o discutas, fazes-me mais doente.
Agora, o meu conselho � faz aqui r�pido o casamento do Culum e da Tess.
Est� fora de quest�o.
N�o tenho nada contra a Tess, mas com algum tempo ele arranja outra rapariga.
Concordo contigo, Tai-Pan.
S� te lembras desses costumes b�rbaros.
E se por uma vez seguisses o s�bio costume chin�s?
A rapariga vai para a casa do marido.
Assim, quanto mais cedo a filha do Brock casar,
mais cedo o Gorth perde o controlo sobre o Culum.
N�o tenho a certeza se o Gorth n�o se vai sentir ainda mais no direito de interferir.
Porque anda o teu filho t�o doido da cabe�a?
Precisa de lev�-la para a cama. Fantasticamente!
� isso que o faz estar doido. Est� fantasticamente excitado!
Ent�o, ele ouve com a l�ngua de fora tudo o que o doido do Gorth diz.
Por favor Tai-Pan, deixa-o ter a rapariga.
Depois vai estar horas atr�s de horas a ouvir o Gorth?
Por Deus, n�o!
Ele vai estar todos os minutos na cama a brincar com os peitos,
a cansar-se a fazer beb�s...
E vai detestar interrup��es!
De ti ou do Gorth!
Estamos a chegar � �poca das tempestades.
Em pouco tempo vais ter que prender o cabelo num rabo-de-cavalo, como eu.
Falei com o Orlov. Ele acredita que o ch� tamb�m crescer� na �ndia.
Eles t�m a mesma terra e a mesma temperatura.
Provavelmente.
Os chineses n�o te deixar�o levar sementes ou plantas.
� um �dito do Imperador, e definitivo.
Com coragem suficiente e alguma persuas�o,
podemos ter centenas de plantas. O Gordon j� tem dezenas!
Est�s a sugerir que subornemos, contrabandeemos e roubemos?
- Prefiro fazer isso a contrabandear �pio. - Discutiste isto com o Gorth?
Ainda n�o.
Vou enviar-te hoje � tarde para Hong-Kong. Vais no Morning Cloud.
E vou p�r o Orlov sob as tuas ordens. Nesta viagem, ser�s o comandante.
- Isso � assim t�o importante? - Para mim �.
- Tenho tempo de me despedir da Tess? - Tens. Podes apanhar a mar� do meio-dia.
J� que est�s t�o convicto nisso, mudei de opini�o em rela��o � Tess.
S� � uma pena que o Brock insista em que esperem um ano para casar.
Sim, mas ele nunca vai dar o bra�o a torcer.
Para ser honesto, estou surpreso que n�o considerem seguir o vosso pr�prio caminho.
- Fugir? - Sim, porque n�o?
N�o... suponho que o Brock ficaria furioso. E o Gorth tamb�m.
� uma m� ideia...
Sei que n�o � preciso, mas quero que expliques ao Capit�o Orlov
que tu �s o senhor absoluto.
E pelos poderes em mim investidos, eu pronuncio-vos homem e mulher.
E que o Senhor tenha piedade de n�s quando o teu Pai souber disto.
Tai-Pan, espere l� fora.
Ela est� bem. Fraca, mas bem.
Sinto muito pelo beb�...
Era um rapaz. Mas n�o teve hip�tese.
Ela quer v�-lo.
M� joss perder o beb�, Tai-Pan.
Escrava sem valor tem muita pena.
Escrava sem valor n�o se deve preocupar.
Ela tem boa joss.
De que outra maneira teria vindo para o Tai-Pan?
N�o me assustas com os meus desastres antigos. "N�o � justo, rapazes."
- Eu quero muito um filho teu. - Eu sei, mi�da...
Eu sei...
Agora dorme, mi�da.
Se te despachares a melhorar, dou-te 100 taels de prata.
D�s-me muita face, Tai-Pan.
A May-May ficar� mais maravilhosa depois da trag�dia,
e ir� fazer-te fantasticamente feliz.
Struan!
Tu planeaste tudo! Disseste ao Orlov para os casar!
A nossa Tess...
...com aquele filho da m�e sifil�tico!
P�rem-nos!
Larguem-me, pelo amor de Deus!
- Ele sabe que o Culum tem s�lilis! - O Culum n�o te s�filis.
Tem! Toda a gente sabe! Ele esteve no bordel em Macau!
Fui eu mesmo quem pagou!
- Soltem-no rapazes. - Isto n�o � s�tio para lutar!
Amanh�. Ao amanhecer.
Ser�s um homem morto.
Eu fui desonrado. Quero testemunhas e uma luta justa.
Escolho lutar com ferro.
Tai-Pan!
Meu Deus!
A tua maldita joss..
...um dia...
...um dia...
O Gorth atacou-o com uma faca.
A culpa n�o foi dele, Tyler. N�s todos vimos.
O Gorth � que come�ou.
Struan...
Quero-te no outeiro que era para ser teu.
Vem sozinho. Ao amanhecer.
- Sei agora que � a vontade de Deus. - O Gorth � que come�ou, Tyler!
- Ele n�o teve inten��o. - Tretas!
Ele matou o meu filho!
Despachem-se, � um tuf�o!
Tu planeaste a fuga, n�o foi?
Planeei.
- Planeaste matar o meu Gorth. - O Gorth escolheu o seu destino.
Todos o fazemos, Brock.
A tua ilha acabou, Tai-Pan.
Vamos tirar-te este maldito rochedo.
Est� a chegar um Comit� Real, e isso � obra minha.
Por isso � que queria que viesses aqui.
Devia ter-te morto h� anos atr�s.
Agora, por Deus, vou faz�-lo!
Louco!
Enquanto eu respirar n�o estar�s seguro!
O que est� a fazer?
O Tai-Pan est� a lutar com o Brock.
Tenho que ir ter com ele.
N�o est� suficientemente bem. Fique.
Por favor fique connosco.
O olho...
O olho da tempestade.
Vamos entrar no olho da tempestade.
� a calmaria. O olho da tempestade.
Est� t�o calmo, Senhora.
O Tai-Pan vem a�!
Eu sabia que ele ia voltar vivo!
- Parou? - Sim, mas � um engano.
Pega nas tenazes. Tr�s brasas do fogo.
Tr�s as tenazes, eu tenho que o cauterizar! Podes ficar maldisposta mais tarde!
Culum, viste o Capit�o Glessing?
Tai-Pan! Tai-Pan, viste a Mary? Ou o Glessing?
Eu tenho que a encontrar!
Eu apanhei a empregada dela, e arranquei-lhe a verdade ao chicote!
A Mary � uma prostituta!
Eu tenho que avisar o Glessing!
Ele nunca casar� com uma prostituta dos chineses!
Ela voltar� para mim! Ela n�o tem escolha!
Arranja abrigo Horatio! Est� a voltar!
Meu Deus, Tai-Pan! Nunca me deixes!
Nunca, mi�da! Eu nunca te deixarei!
Onde nos escondemos?
N�o se esconde de um tuf�o. Ou o vences ou n�o.
Esperamos juntos pelo Sol.
N�o me amas, "mi�da"?
Tu �s a minha Senhora Suprema.
Tens que rir quando dizes isso, ou partes-me o cora��o.
N�o � assunto para rir.
Ali...
Esta era a senhora chinesa...
Porque n�o fui capaz de falar com ele?
Mr. Quance, por favor, deixe-me sozinho.
Desculpa rapaz, n�o tenho for�as para voltar para a cidade.
Sinto muito pelo teu Pai.
Foi o seu destino.
- No fim a joss governa-nos a todos. - Odeio essa palavra!
A hist�ria mais antiga do Mundo � sobre os filhos
que n�o deram valor aos seus Pais at� que eles morreram.
Eu n�o faria disso uma trag�dia.
Olha, eu sei que � uma m� altura para falar no assunto, Tai-Pan, mas
podes encarecidamente emprestar-me 150 guin�us?
O que � que disseste?
Isto � t�o embara�oso para mim como � para ti, Tai-Pan, mas
aquela velha bruxa da Fortheringill est� tao preocupada com os danos
na casa do barco que vai correr comigo a n�o ser que eu lhe pague!
Tu chamaste-me Tai-Pan.
Bem...
�s tu, n�o �s?
Senhor Culum!
Sim?
O Capit�o Brock mandou um monte de ordens para bordo do meu navio!
Que ordens?
Ordenou que se pusesse a bandeira a meia-haste.
Uma coisa que en�o era preciso que ele dissesse.
Tamb�m ordenou que a tua mulher fosse para bordo do White Witch.
E para n�o te dizer para n�o te preocupares que ele est� a tratar do funeral do teu Pai,
e de se desfazer da senhora chinesa.
Ele disse que tu agora estavas com ele, e que eu ia...
S�o esses os teus desejos?
O Gordon tratar� do funeral do nosso Pai.
E � meu desejo que ele e a sua senhora sejam enterrados juntos.
Depois, vai a bordo do White Witch e "busca" a minha mulher.
- "Buscar"? - Sim.
Buscar. E leva os homens que achares que precisas.
E, Capit�o Orlov...
D� isto ao Brock, s�o os seus soberanos de ouro.
Diz-lhe que se ele deseja tratar de um funeral,
o Tai-Pan sugere que ele compre um caix�o para si pr�prio.
Sim...
Tai-Pan!
Tradu��o e Legendagem: OSIRIZ
:: Re-sincroniza��o ferneiva::
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