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E foi assim que acabei.
Um cad�ver num sud�rio.
O Satta, um bom pol�cia.
Fiz-lhe um grande favor. Espero que se lembre.
Satta, que se passa aqui?
Se ele est� morto, deixa-nos entrar.
Onde fica o telefone?
O Creasy est� morto.
Sim.
Christian Creasy, ex-agente da CIA,
morreu, esta manh�, no Hospital Militar Umberto Primeiro.
David
e a sua mulher, Julia,
a �nica mulher que amou.
Acho que fui o �nico homem que ele amou.
Era rec�proco.
Era mais inteligente que eu.
Soube que era a altura certa para deixar aquela profiss�o terr�vel.
� um bocado maluco.
Adoro-o.
Not�cia importante.
Finalmente, conseguiram meter-me num sud�rio.
J� vi muitos sud�rios.
Nunca me imaginei dentro de um.
Creasy Morreu
E, por isso...
Isto foi noutra altura.
Depois do Vietnam, da Am�rica do Sul,
depois de Beirute.
Na altura em que s� queria acabar com os pesadelos.
Nunca tive que dizer isso ao David, ele sabia.
Estou a levar estas pessoas para o Lago de Como.
Foi ele que me arranjou o trabalho.
N�o, o Elio, o irm�o dele, � que arranjou.
Tinha uma ag�ncia e empregou-me como guarda-costas.
Sobre a casa.
Um advogado contratou-me para o seu cliente.
Vire na pr�xima � esquerda.
A ag�ncia deu-lhe uma arma?
Sim, Jane, a ag�ncia deu-lhe uma arma.
Tem de ter uma por causa do seguro.
Raios partam as armas.
Merda. It�lia.
Raptos. Terrorismo.
Continue, Mr. Creasy. Estamos habituados. � s� para controlar.
- Dev�amos ligar para Nova Iorque hoje. - Quero comer alguma coisa primeiro.
Michael.
- Dou-te uma bebida l� dentro. - Sam.
- Est� bem, mas depois vamos comer. - Sim. Muito bem.
- Acho que � cedo para ligar. - Sam.
Bruno, trazes-me gelo?
Vamos jantar cedo porque eu e o Michael temos muito para fazer.
Como se fosse novidade.
- Onde est� a Sam? - N�o sei.
- Pode procur�-la? - Claro.
Ele acabou de chegar, mas tem boas inten��es.
Tens os cigarros que te dei?
Pode acompanhar o Mr. Creasy at� ao quarto?
- N�o, obrigado. - Est� bem.
Ettore, vou ao carro.
Se os pap�is n�o estiverem l�, deixei-os no escrit�rio.
Daquele lado.
Ali.
Chamo-me Samantha. Sam.
Andei na Escola do Bairro de Greenwich Village,
em Nova Iorque.
- Precisa de ajuda? - N�o, obrigado.
- De onde vem? - Da Calif�rnia.
De que parte da Calif�rnia?
- Do Norte. - Do Norte?
Ent�o deve ter lido o livro Ratos e Homens.
� o meu livro preferido.
N�o, n�o li.
Que estranho.
Uma crian�a.
N�o sabia que ia ser uma crian�a.
O David que se lixe, ele sabia.
Como me posso esquecer?
- Mas nem tentaste. Tenta, pelo menos. - David... David...
- Tenta... - Ouve-me, David.
Eu disse para tentares. Pelo menos, tenta.
N�o sei porqu� que est�s preocupado.
N�o sabia que era uma crian�a.
Quero desistir.
Por favor, quero desistir. N�o quero fazer isto.
Creasy, n�o est�s a perceber. N�o tens de fazer nada.
Como � que a vou proteger?
Espera. Estou a falar com o Creasy.
Est� preocupado com o Balletto e o trabalho. Que se passa?
Falei com o Elio. Ele est� aqui.
Ele disse para n�o te preocupares. O Balletto s� quer agradar � mulher.
Sim, n�o vais ser um guarda-costas. Vais ser uma ama.
Est�s a perceber?
Ela � simp�tica.
Onde � que est�s? Numa discoteca? N�o te consigo ouvir.
Chris. Chris.
Diz alguma coisa.
Chris.
Podes baixar mais meio ponto na taxa de juros,
mas a transfer�ncia tem de chegar at� quinta-feira ou ser� um desastre.
Eu sei, mas vais ter de negociar com eles pessoalmente.
Diz-lhes que posso ir a Nova Iorque quando eles quiserem.
N�o te mostres t�o ansioso. Vais p�r-te numa posi��o desfavor�vel.
N�s estamos nessa posi��o, Michael. Por favor, liga-lhes.
N�o, obrigado, Bruno.
Estou? Fala Michael Midler.
E agora, aqui,
nas margens calmas do Lago de Como,
perten�o a uma fam�lia.
- Boa noite. - Boa noite.
E agora, outra crian�a.
N�o consigo fazer isto.
- Sam, vai embora, por favor. - Mas trouxe-te o livro.
Sam.
Por favor.
Voc� gostava de andar na escola?
Mr. Creasy, voc� gostava de andar na escola?
Estou a conduzir, Sam.
Voc� � como o Lennie do livro.
N�o consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo.
Toma.
- J� acabou de ler? - Sim.
Gostou?
John Steinbeck Ratos e Homens
"'Pessoas como n�s n�o t�m fam�lia.
N�o h� ningu�m no mundo que se preocupe com eles.
Mas n�s n�o, ' disse o Lennie.
'porque eu tenho-te a ti, e tu tens-me a mim.
Temo-nos um ao outro, � o que �."'
� a minha parte preferida.
- N�o � bonita? - O qu�?
Nada.
ESCOLA INTERNACIONAL
Sam, espera sempre por mim l� dentro.
E se n�o me vires, fica l�, est� bem?
- Ol�, senhorita. � bom voltar a v�-la. - Ol�.
Quem � este homem?
� o Mr. Creasy. � meu amigo.
Devia ter ido embora nesta altura.
Mas para onde?
Deixei o Balletto no aeroporto.
A m�e saiu. A mi�da deve estar sozinha.
O Bruno est� no terra�o.
E ent�o?
Porqu� que me sinto t�o tenso?
Deve ser do tempo.
Sam, fica no banco de tr�s.
- Que marcas s�o estas? - N�o fa�as isso.
Ouve, Sam.
Os teus pais pagam-me para tomar conta de ti e conduzir, n�o para conversar.
Deixa-me trabalhar, est� bem?
Olha.
Existem muitas coisas m�s no mundo.
- As crian�as n�o deviam ter de lidar... - N�o sou uma crian�a. Tenho 12 anos.
Est� bem.
Sam? Sam?
Merda.
Desculpa por ser est�pida.
Vais dizer aos meus pais?
Que dizes asneiras?
- Anda, vamos embora. - N�o, podemos tomar alguma coisa?
Est�s com um aspecto horr�vel.
Ai sim? Estou com mau aspecto?
Est� bem. O que queres?
Quero que sejamos amigos. � assim t�o dif�cil?
Creasy, sabes quem descobriu a Am�rica?
Estamos a estudar isso.
Foi o Crist�v�o Colombo.
N�o. Foram os vikings.
H� quem diga que foram os irlandeses.
Eu sei, mas n�o acredito.
Os irlandeses acreditam.
Mas � imposs�vel,
porque quando os vikings vieram, n�o existiam irlandeses.
S� existiam �ndios.
E quando o Crist�v�o Colombo chegou...
E perdi.
...pensou que era a �ndia. N�o sabia que estava na Am�rica.
Vivo aqui e os dias passam.
� uma rotina calma.
S� eu e a mi�da. Os pais quase nunca est�o presentes.
Pelo menos, n�o tenho de pensar.
Desculpe por o ter acordado.
Uma mulher triste numa casa triste.
S� precisa de algu�m que a apoie.
Obrigado.
Saia da frente, v� l�.
Vamos.
A minha m�e?
Ela atrasou-se. Disse que ia ter a casa.
Ela disse que me vinha buscar.
- Esperaste por ela? - Um bocado.
- Quanto tempo? - Um bocado, Sam.
Devias ficar com ela. Pelo menos, ela ficava em casa.
Porqu� que n�o falas?
Eu sei que queres.
� nojento.
Tu �s nojento.
Toma, segura nisto.
Isto vai doer um bocado.
J� est�.
Ela estava com o Michael?
- Eu sei que estava. - Relaxa o p�.
- Tens ci�mes, n�o tens? - Meu Deus.
Porque n�o me respondes?
Respondo quando parares de dizer disparates.
Isto d�i? Aqui?
Est� bem, eu paro.
Agora j� me respondes?
Podias ter ganho.
Porque � que desististe?
Ganhar n�o me interessa.
N�o quero ganhar.
Come�aste mal.
- E deixaste aquele mi�do empurrar-te. - J� disse
que ganhar n�o me interessa.
Agora, responde-me.
Se queres conseguir caminhar amanh�,
- aconselho-te a... - N�o quero os teus conselhos.
N�o �s meu professor, nem meu amigo. N�o �s nada. Deixa-me em paz.
Fica aqui.
Fica aqui.
Para.
Desculpa.
Sam.
Encontrei isto numa loja. Abre.
� sobre o Colombo e o Marco Polo.
Disseste que gostavas dessas coisas, por isso...
- Desculpa. - N�o faz mal.
Anda l�. Um bocadinho mais r�pido, Sam.
Anda.
Anda.
Sou eu. Tenho boas not�cias para ti.
O Elio diz que conhece algu�m para te substituir.
N�o, juro. N�o, o que queres dizer?
N�o, eu acredito em ti, David. Acredito, mas n�o.
Como � que o Elio est�?
Toma, queres?
- Em rela��o ao casamento. Est� preparado? - V� l�.
Como � que sabes do casamento? Contaste-lhe...?
Contaste-lhe sobre...?
Ele vem ao casamento.
David?
Talvez leve companhia.
� s� uma amiga.
For�a.
Est� bem, vamos.
N�o est� mal.
Boa.
Boa.
Vamos fazer outra vez.
N�o. Os brancos. S�o muito melhores.
- N�o s�o cor de rosa. S�o brancos... - V� l�, s�o cor de rosa.
- Consigo ver cor de rosa aqui. - Porque s�o cor de rosa.
Espera, aqueles cor de rosa?
Ou preferes aqueles vermelhos? Eu prefiro os brancos.
T�nis.
Porque � que tu � que escolheste se os t�nis s�o meus?
Porque agora vamos come�ar a treinar muito.
- N�o consigo treinar mais. - Consegues, sim.
Parece que Balletto vai � frente.
Ao chegar � curva, parece que a jovem Manuella est� a passar � frente.
Vamos continuar a apoi�-las. Mais uma vez, Manuella. N�o.
Acho que � a Balletto que est� a passar � frente. N�o, ainda est� atr�s.
Chega � curva antes. N�o, � a Manuella. Samantha. �...
Parece que a Balletto est� a ganhar.
Parece ser a Balletto, sim.
Sim, a Balletto ganha.
Em primeiro lugar, Samantha Balletto.
Em segundo lugar, Manuella Revoldi.
E em terceiro lugar...
Anda c�.
Aproximem-se. Muito bem.
Pronto. Sorriam.
Samantha. Samantha.
Levava a guitarra Num saco de serapilheira
Sentava-se debaixo de uma �rvore Perto dos caminhos de ferro
Vieram pessoas de todo o mundo
Para o ouvir tocar Quando o sol se p�s
Talvez um dia, O teu nome fique em destaque
Johnny B. Goode Esta noite
Vai, vai
Vai, Johnnny, vai, vai, vai
Vai, Johnnny, vai, vai, vai
Vai, Johnnny, vai, vai, vai
Vai, Johnnny, vai, vai, vai
Vai, vai, Johnnny B. Goode
Vai, vai, vai, vai, vai
- Vai, vai, vai - David.
Vai, vai, vai, vai, vai
Vai, vai, vai, vai, vai
- Vai, vai, vai, vai, vai - J� chega.
- Vai, vai, vai, vai, vai - Para. Para.
Vai, vai, vai
Para.
V� l�, meu.
S� estava a brincar.
As pessoas v�o ficar a pensar que se passa alguma coisa.
Estava a brincar. Tu sabes disso.
- Sim, eu sei. - Estava a brincar.
- Est� bem, canta tu. Ele vai cantar. - N�o, n�o consigo.
- N�o sei cantar. V� l�. - Canta.
N�o insistam, est� bem?
N�o sei cantar. V� l�.
Agora, o meu amigo americano Creasy
com uma das suas incompar�veis vers�es de "Give Me a Fucking Break".
H� algu�m que anseio ver
Espero que ela seja
Quem cuidar� de mim
Sou um cordeirinho Perdido no bosque
Sei que seria sempre uma boa menina
Para quem cuidasse de mim
� um dialecto. Disse que tens uma filha linda.
Apesar de ela talvez n�o ser
A rapariga que os homens acham
Bonita
Do meu cora��o
Ela tem a chave
"Pessoas como n�s n�o t�m fam�lia.
N�o h� ningu�m no mundo que se preocupe com eles.
- Mas n�s n�o. - Mas n�s n�o.
Porque eu tenho-te a ti, e tu tens-me a mim."
porque eu tenho-te a ti, e tu tens-me a mim."
Temo-nos um ao outro, � o que �.
Mas essa � a minha voz.
Pois �. E eu sou muito bom nisso.
Que marcas s�o estas?
N�o desistes, pois n�o?
Est� bem.
Um dia, um homem estava a fazer-me
muitas perguntas que eu n�o queria responder.
Ele fumava muito. N�o tinha cinzeiro.
V�s, Sam, h� coisas que � melhor esquecer.
V� l�. Estamos a falar disto porqu�?
N�o. Creasy.
N�o. Creasy.
Creasy. Creasy. N�o. Creasy!
Por favor, n�o me matem. Por favor, n�o me magoem.
Creasy!
Foge!
Vai, Sam. Foge!
Mais r�pido!
Foge! Foge!
Foge!
Foge!
Creasy.
Creasy.
N�o. N�o. N�o.
N�o. Creasy.
Creasy.
N�o. Creasy.
Creasy.
N�o.
Creasy.
Creasy.
M�e, pai, eu estou bem.
S� tenho alguns arranh�es.
Foram desinfectados e est�o a cicatrizar bem.
N�o estou a passar fome, nem me est�o a espancar.
Nem a amea�ar.
Estou quase sempre vendada,
mas n�o me incomoda.
Costumam amarrar-me os pulsos, mas n�o � sempre.
N�o tenho medo. E estou bem.
Eles dizem que me libertam quando voc�s pagarem o resgate.
Espero que seja em breve.
Tenho saudades vossas. Tenho muitas saudades vossas.
De todos. Por favor, despachem-se.
Ningu�m me est� a ditar isto.
Estou a dizer o que sinto.
Adeus, para j�.
Com amor, Sam.
V�o ligar a qualquer momento.
Voc� vai atender, Mr. Midler.
O que quer que diga?
A verdade.
Diga que o estamos a pressionar.
Que n�o o deixamos pagar o resgate.
Est� aqui tudo.
Mas se pedirem algo que lhes possamos dar,
algo que tenhamos...
N�o.
Mesmo que vos deix�ssemos,
n�o devem pagar.
Acreditem em mim.
Tenho muita experi�ncia neste tipo de coisas.
Eles s�o profissionais.
Se lhes derem o dinheiro,
eles matam a vossa filha.
- As estat�sticas provam... - Que se lixem as estat�sticas.
Ela � nossa filha.
- N�o nos podem impedir... - Senhor Balletto, tenho todo o direito.
De facto, a amea�a � estranhamente espec�fica.
Parece que � a vida de Samantha Balletto que est� em jogo.
Iremos mant�-lo informado dos �ltimos desenvolvimentos do caso...
Que se passa? Enfermeira!
N�o!
Para, Christian. V� l�, deita-te.
V� l�. Para. Consegui.
- D�em-lhe uma injec��o. - Foram evacuadas mais de mil pessoas
de um escrit�rio e centro comercial, a oeste do Arco do Triunfo.
N�o tens nada nessa cabe�a ou qu�?
N�o percebes?
- David! Dave. - N�o faz mal. Pronto.
- N�o percebes? - Est� bem.
- Mr. Midler? - Sim. Quem fala?
O meu nome n�o � importante.
Queria falar consigo sobre a filha do Balletto.
- Sou todo ouvidos. - Temos a Samantha Balletto.
Fa�a o que eu disser, e nada lhe vai acontecer.
- Se n�o o fizer, vamos mat�-la. - Mas...
Mr. Midler, � melhor cooperar.
Tem tr�s dias. Queremos um milh�o de d�lares.
Quando voltar a ligar indicarei onde e como far� a entrega.
- N�o. Preciso de mais tempo. - Obrigado, Mr. Midler.
- Voltaremos a falar. - Talvez haja outra solu��o...
Caso Balletto: Raptores Profissionais Voltam a Atacar Usando T�cticas De Terror
Rabbia Cremasco.
- Gietse Carlo de Tripols. - N�o.
Bruchese, Mauro.
Viu alguma coisa que nos possa ajudar?
N�o.
Brunzi, Michele.
J� volto.
Desculpe. Quando � que o posso levar para casa?
Mas ele j� est� melhor. J� n�o tem o cateter...
Sim, mas isto � um hospital militar.
Qual � a diferen�a? N�o faz diferen�a nenhuma.
- Posso lev�-lo... - Ele est� em seguran�a aqui.
No meu hotel � seguro. � a mesma coisa.
Est� bem.
Que conversa foi essa?
S� queria saber quanto tempo � que te v�o manter aqui.
Tira-me daqui.
O qu�?
Tira-me daqui.
Porque queres ir embora? O que vais fazer?
David, eles v�o mat�-la.
Eles v�o mat�-la.
De certeza que algu�m os alertou.
Est�vamos a voltar do casamento.
Algu�m lhes disse onde e quando.
O advogado? N�o.
A vivenda. A empregada Maria?
N�o. Bruno, o empregado.
O terra�o nessa noite.
Ele andava sempre nervoso.
Mr. Creasy, pode falar.
Gostaria de falar com o Mr. Creasy.
Sim, o Mr. Crea...
Quem est� a falar? Fale.
Fale, cara�as! Quem �?
Fale!
Estou?
Empregado de Balletto Morto Quando Tentava Falar
O que � isto?
"Calibre .38 Special, Colt .45,
uma Beretta .20 e .92, uma Benelli, granadas..."
Vamos entrar em guerra?
Descobriste alguma coisa?
Olha.
As fotografias que os pol�cias nos mostraram,
eu vou encontrar um desses gajos,
e tu vais ajudar-me.
E...
e eu vou descobrir o que ele sabe.
E? E o qu�?
E se ele n�o souber de nada?
O que vais fazer?
Vais mat�-lo?
Depois apanhas outro. Se n�o souber nada, mata-lo.
Apanhas outro e mata-lo.
Continua.
Aquele velhote.
Ele n�o sabe de nada. Vamos mat�-lo.
Matar toda a gente. Qual � a diferen�a?
Tu �s a CIA, a for�a especial da Marinha.
Sabes o que est� certo e como o fazer.
� isso que queres fazer?
Dave, o que � que vou fazer?
Diz-me, o que � que vou fazer?
Maria, n�o incomodes o Senhor Balletto.
Podes trazer-me a mala verde que est� no meu quarto?
Obrigado.
Creasy.
Como est�s,
meu amigo?
Queres sentar-te?
N�o. A Maria vai trazer a minha mala.
Est� bem.
- Eu seguro. - N�o � preciso. Obrigado.
O David tinha raz�o. Devia ter ido outra pessoa buscar a mala.
N�o precisava da dor de voltar.
"E assim
pessoas como n�s..."
Afinal tinhas consci�ncia, Bruno.
Este s�tio � espectacular, n�o �?
- Est� vazio h� 20 anos. - Sim.
As pessoas j� nem v�m c�.
O Rabbia passa muito tempo naquela casa de meninas.
- Sim. - O Elio viu-o.
Vai l� sozinho todas as noites.
Quero que vejas isto.
Encontrei velhos amigos.
Reconheces?
Usa o que quiseres, eu fico com o resto.
Sei que n�o vais escolher esta. Eu fico com ela.
Essa traz-te boas lembran�as?
Vou ter com o Elio e dois guarda-costas. Eles v�o ajudar-nos.
N�o sei o que v�o fazer. N�o me fa�as esperar muito, n�o?
Se tiveres algum problema com esse maricas, chama-me.
Quer dizer, se precisares de ajuda.
- Mas n�o me fa�as esperar muito. - N�o.
- Este filme... - Olha para a luz.
...� o �ltimo aviso para a fam�lia Balletto.
Gostar�amos de informar
- que o facto da Pol�cia... - Linda.
- ...n�o vos deixar pagar o resgate... - Abre os olhos.
...� inaceit�vel.
Olha para a luz.
- Est�o a brincar com a vida da vossa filha. - N�o olhes para n�s.
- Se n�o fizerem o que mand�mos... - Sorri, est� bem?
...ser�o respons�veis pelas consequ�ncias.
N�o olhes para n�s.
Percebeste?
� isto que quero que lhes envies.
"Este filme � o �ltimo aviso para a fam�lia Balletto.
Gostar�amos de informar que o facto da Pol�cia n�o vos deixar pagar o resgate
� inaceit�vel.
Est�o a brincar com a vida da vossa filha."
Chega-te para tr�s. A tua perna.
Caso Balletto: Contagem Decrescente Final dos Raptores
Abre a boca.
Abre a boca.
N�o te mexas.
Ouve.
Vou fazer-te algumas perguntas.
Enquanto n�o ouvir as respostas certas,
vou come�ar a cortar-te os dedos.
Primeiro de uma m�o, depois da outra.
Depois os dedos todos dos p�s.
Que tipo de perguntas?
Pergunta-me.
Est� bem.
Se quiseres.
Ningu�m te consegue ouvir.
Rabbia.
O raio do guarda-costas?
- Onde est� a Samantha Balletto? - N�o sei.
N�o sei mesmo.
O Sandri sabe.
Quem � o Sandri?
- O outro que trabalha comigo. - Onde � que ele est�?
- N�o me perguntes, por favor. - Quero-a de volta. Onde � que ele est�?
Perto do bar Rialto.
- Onde? - Na Fascona, n�mero cinco.
Sim, mas o Sandri...
� dele que est�s � procura.
Eu disse-lhe:
"N�o magoes a mi�da.
N�o fa�as nada."
- Mas ele n�o me ouvia. - N�o.
Onde � a festa, lindo?
Quem �s tu?
N�o, eu s� quero... N�o, eu...
- Onde est� a rapariga? - Que rapariga?
A Samantha Balletto.
�s maluco. Que est�s a fazer? Vais fazer a casa explodir?
N�o fui eu.
N�o fa�as isso.
Desliga isso. �s maluco. Tamb�m vais morrer.
N�o me importo.
O Conti.
- O Conti? - Sim. Lolos.
Ele sabe onde ela est�.
Ele veio busc�-la com outro homem.
Onde est� o Conti?
- Desliga isso, sim? - Onde � que ele est�?
- Est� bem, eu digo. - Onde � que ele est�?
Onde?
- Onde? - Rua Rambaldi.
- Rua qu�? Rambaldi. - N�mero nove.
Sandri.
Sandri.
V�s um homem a coxear?
Este � pelo Sandri.
Conti? Ouve. O americano est� � procura da mi�da.
Ele � maluco. O Sandri acusou-te. Ele sabe onde est�s.
N�o saias da�. Est� a� algu�m em cinco minutos.
- Conti. - Muito bem.
O qu�?
Desculpe. � engano.
Desculpe.
- Eu mato-te. - N�o.
Tem calma.
- Onde est� a rapariga? - Queres a filha do Balletto?
Sim.
- Ela est� bem. - Est�?
- N�o te preocupes. Ela est� bem. - Quero v�-la.
Eu levo-te l�.
- Eu sei onde ela est�. - Sabes?
Sim.
Tem calma.
- Por favor, acalma-te. - Leva-me at� ela.
Tem calma, est� bem?
Cala-te, Maria!
N�o queria faz�-lo.
N�o queria faz�-lo.
Mas eles queriam o dinheiro. Dinheiro limpo.
- N�o me vais matar, pois n�o? - Despacha-te.
Juro que n�o o queria fazer!
Juro-te!
Ela tem sido bem tratada.
Eu tamb�m tenho filhos.
Ela vai gostar de te ver.
�s o Lennie.
Ela n�o para de falar de ti. O Lennie �s tu, n�o �?
- Hospital. - Sam. Para que lado est� Sam?
- Hospital. - Para que lado est� a Sam?
- Hospital. - Primeiro a mi�da, depois o hospital.
Eu levo-te. Eu levo-te.
Hospital.
Quantos homens?
N�o. Ningu�m.
S� uma crian�a...
Que lhe leva comida todas as noites.
Qual � a carrinha?
N�o sei.
Juro que n�o sei.
N�o me deixes, por favor.
Por favor, n�o me deixes. Disse-te tudo o que sabia.
- Ela est� aqui. - Sim.
Sim, eu juro.
N�o me deixes.
Leva-me ao hospital, por favor.
N�o quero morrer. Leva-me, por favor.
Por favor.
Cabr�o!
Vou matar-te, cabr�o.
Vais morrer.
Morrer!
Sam!
Sam.
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam!
Sam.
Sam!
Sam!
Sam!
Isto foi numa altura em que, para aqueles que enfrentei,
eu tinha de morrer.
Ele est� morto. Tenho a certeza.
H� cinco minutos. Tenta encaixar a not�cia.
Creasy, C-R-E-A-S-Y, morreu.
O texto � o seguinte. Christian Creasy, ex-agente da CIA,
que recebeu o melhor pr�mio de...
...morreu, hoje de manh�, �s 5h45.
Com cumprimentos da embaixada americana.
Daqui para a frente, ele chama-se Lennie Lazarus.
N�o. Est�s a mim�-la.
Querida Sam, li a tua �ltima carta.
Chegou hoje de manh�.
Claro que estarei a� no pr�ximo domingo.
O David disse-me que est�s bem e que podemos passar a tarde juntos.
Pessoas como n�s t�m muito para conversar.
O tempo tem estado bom por aqui, nos �ltimos dias.
Tenho estado a descansar, como tu,
a ver o mar.
Vemo-nos no domingo, Sam.
Talvez a possa levar a passear
- na praia. - Beijos, Lennie.
Ou�a.
Mr. Lazarus?
Por favor,
n�o a canse muito.
Ol�, Sam.
"Pessoas como n�s n�o t�m ningu�m. Mas n�s n�o, disse o Lenny."
"Ratos e Homens"
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