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A LEI DO MAIS VALENTE
O Oeste foi colonizado por valentes pioneiros como
Lewis, Clark e Luther "Yellowstone" Kelly, ca�ador, explorador e amigo dos �ndios
e o primeiro a atravessar o imenso vale de Yellowstone.
Leme todo para a esquerda!
Leme todo para esquerda!
-Voc� est� atrasado este ano, Kelly! -� abril, n�o �?
Abril? � junho!
Quem � ele, capit�o?
Seu nome � Kelly.
Um ter�o a bombordo.
Um ter�o a bombordo, senhor.
Yellowstone Kelly?
Assim que o chamam.
Boa noite.
Boa noite.
Parecem boas peles.
- Elas s�o de lobos? - A maioria.
Vai vend�-las em Forte Buford?
� o meu plano.
- Meu nome � Harper. Anse Harper! - O meu � Kelly!
Eu sei.
Ouvi falar muito do senhor e desejava conhec�-lo.
�. S�o muitas peles.
- De onde elas vem? - Do lago Snake.
� territ�rio dos Sioux.
Isso mesmo. Se pretende negociar com peles boas...
t�m que ir onde est� a ca�a. Vai encontrar ca�a, e �ndios tamb�m.
� dif�cil sair de l� vivo, verdade?
�s vezes, sim.
- Sr. Kelly! - Sim?
Me permite convidar-lhe para um trago?
N�o � muito jovem para tomar u�sque?
Tenho 21 anos.
Farei daqui h� dois anos.
Est� certo. Vamos l�.
Ora, um �ndio!
Eu acho que � um �ndio sim.
-Deixe a garrafa. -Sim senhor.
Ei, olhe isso ali.
Pensei que n�o fosse permitido vender bebidas para �ndios.
O que acha que � sargento, Sioux ou P�-preto?
Se parece mais com um Shoshone morto de fome.
Por que n�o vai l� e pergunta pra ele?
-Acha que sabe falar? -N�o sei. Vai l� e pergunta.
Est� bom, est� bom. Eu vou l�.
Olhe, os rapazes e eu estamos tentando descobrir de que tribo voc� �.
-Eu disse que estamos... - J� ouvi!
Ei rapazes, ele fala a nossa l�ngua.
-Voc� deve ser um �ndio manso. -N�o tenha tanta certeza.
Sargento! J� chega!
- Tenente eu s� estava... - J� disse que chega!
- Sim senhor. - Nem eles se entendem.
Sr. Kelly! O Major Towns envia cumprimentos e gostaria de falar com o senhor.
- Gostaria? - � urgente, senhor.
Diga ao major que estou sem beber h� muito tempo. Ter� de esperar.
Ele disse que � muito importante, senhor.
Para ele, ou para mim?
Isso ele n�o disse.
- N�o disse? - N�o senhor.
V� perguntar a ele.
Sim senhor.
N�o ser� necess�rio.
- Pedi a ele... - Tudo bem, tenente. Ouvi a explica��o.
O capit�o disse que n�o � de receber ordens sr. Kelly.
Exatamente.
Sou o major Towns. Gostaria de falar-lhe um momento. A s�s.
S� ser� um minuto.
Por qu� n�o?
- Pague homem. - Sim senhor.
Irei direto ao assunto, sr. Kelly.
Estou para assumir o comando do Fort Buford.
Minha primeira miss�o ser� expulsar os sioux desde...
Yellowstone e empurr�-los at� Dakota.
O territ�rio ao sul n�o est� mapeado. � desconhecido.
E ningu�m pode faz�-lo melhor do que o senhor, sr. Kelly.
Para evitarmos qualquer surpresa eu vim falar com o senhor.
Sei que � um explorador e trabalhou para o general Brooks...
no territ�rio ind�gena contra os apaches...
Bem, suas atividades aqui em Yellowstone...
tem sido elogiada tanto pelo ex�rcito como em Washington.
Por isso � o homem para este trabalho.
Trabalho?
Preciso de um guia, sr. Kelly.
Um guia que conhe�a bem os h�bitos dos sioux.
N�o vai precisar de um guia e sim de muitos homens.
Creio que n�o ouviu falar do elemento surpresa.
J� enfrentou os Sioux, major?
N�o fiz guerra com os �ndios, se � isso que quer dizer.
� isso que quero dizer sim. A terra do sul pertence a eles.
O governo n�o pensa assim.
Eles pensam. E pretendem mant�-las.
Do modo que eles vigiam, eles pretendem lutar at� o fim por elas.
Eu levo o senhor at� Snake, sabendo que o senhor...
n�o tem ningu�m at� mesmo para enterr�-lo l�.
O tratado de 74 estabelece...
Palavras no papel major. Eles n�o v�o cumprir nada a n�o ser ficarem vivos.
Eles n�o tem o direito...
Eles n�o t�m mais nenhum direito.
N�s, os brancos, cuidamos disso.
Eu compreendo que vem fazendo suas ca�adas...
no territ�rio sioux j� h� algum tempo, Sr. Kelly.
Sete anos.
Ser� que n�o est� com medo do que poderia acontecer aos...
seus neg�cios se n�s peg�ssemos a terra?
J� que estamos falando t�o claramente o que pensamos, major,
o senhor n�o estaria atr�s de uma pena sioux para o seu chap�u?
O qu�?
Quero dizer que a promo��o vir� r�pida para o homem que expulsar os sioux.
Poder� torn�-lo at� um general.
Especialmente depois do que aconteceu a Custer.
Estou vendo que a gente se entende, sr. Kelly.
Ser�?
Quer dizer... que o senhor recusa?
Exatamente, eu recuso.
O senhor vai ficar algum tempo em Buford?
N�o.
Pensei que ia ficar depois de tanto tempo sozinho.
Assim que entregar minhas peles, voltarei para Snake.
O senhor n�o tem muita chance de gastar seu dinheiro, n�o �?
Eu troco por armadilhas.
E assim, vou expandindo meu neg�cio.
Espero ter algum dia, armadilhas suficientes...
para colocar em todas as trilha de Yellowstone.
Quando esse tempo chegar, acho que vai precisar de algu�m...
pra colocar essas armadilhas.
N�o �, sr. Kelly?
Talvez.
O senhor n�o pretende...
contratar algu�m pra ajudar?
Pra ajudar com as armadilhas... ou cozinhar.
Sabe cozinhar?
Bem, eu... posso aprender.
Ser� que voc� tem alguma id�ia do que � passar...
um inverno inteiro nas montanhas?
Sem ver nenhum branco, falando consigo mesmo.
Sozinho o tempo todo.
Voc� � jovem, muito jovem. Voc� n�o
ag�entaria o frio.
Na primeira noite, sem d�vida eu teria que
enxugar o seu nariz e mand�-lo de volta pra casa.
Eu posso ficar mesmo no inverno.
N�o comigo.
Mas por qu� n�o?
Olhe rapaz, eu...
gosto de estar s�. � melhor assim.
E pretendo continuar assim.
Foi um prazer conhec�-lo.
POSTO DE TROCAS
At� o ano que vem sr. Kelly.
Eu estarei aqui.
- sr. Kelly? - O que �?
Tem certeza que n�o vai mudar de id�ia?
Claro que tenho.
Ei, �ndio, voc� e esse outro jumento a� est�o bloqueando
o caminho do ex�rcito.
Ent�o, d� a volta.
Eu vou fazer o poss�vel.
Como � mesmo seu nome, rapaz?
Harper, Anse Harper.
Muito prazer, Harper.
Vamos, vamos sair daqui.
O Snake.
Sr. Kelly?
- Sr. Kelly? - Eu j� vi.
Vamos tentar atravessar essa clareira para termos uma chance.
- A gente n�o vai correr? - Vamos sim.
E come�ando, agora!
Abaixe-se rapaz. Fique abaixado.
Os que eles querem?
J� vamos saber.
Voc� � aquele que chamam de Kelly?
Eu mesmo.
Procuramos voc� por muitos dias.
Estou feliz que tenha vindo.
Eu n�o vim. Fui amarrado e trazido aqui como um cachorro.
Sayapi, � verdade?
Eles fugiram. Fui obrigado a fazer isso.
- Eu mandei que o trouxesse em paz. - Eu n�o tive escolha.
Voc� � um mentiroso!
Sayapi, quieto! Sayapi!
Vai com calma, sr. Kelly.
N�o fraqueje com eles.
Se sentirem que est� com medo, ser� muito pior.
Meu sobrinho � jovem.
Seu cora��o est� cheio de �dio pelos brancos.
Gall, como � o cora��o dele?
Voc� sabe o meu nome?
Como o meu pr�prio.
Gall, o grande pai, chefe das sete na��es.
Odeia os brancos, assassino de mulheres e crian�as.
Acredita nisso, n�o �?
Os homens falam muito.
Voc� me conhece. Mas n�o se lembra de mim.
Isso foi h� muitos anos.
Eu era ent�o, um guerreiro.
Soldados brancos, me deram um tiro e me deixaram para morrer.
Perto da garganta Snake. Voc� me encontrou.
E tirou o ferro que mata do meu corpo.
Aqui.
- Agora se lembra? - Sim, eu me lembro.
Salvou minha vida.
E agora far� o mesmo com outra pessoa.
Arapaho cativa est� ferida na minha tenda.
A bala tem que ser tirada.
Sen�o a cativa morre.
Tudo isso por uma arapaho.
Ela tem que viver. Venha.
Ela tem muita febre.
Morrer� antes do amanhecer.
Ela n�o vai morrer.
N�o h� nada que eu possa fazer.
Voc� vai tirar o ferro do corpo dela como tirou do meu.
Se eu puser uma faca no corpo dela, ela morre mais depressa.
Durante sete anos deixei voc� ficar nesta terra.
Voc� pode ca�ar em paz.
Eu dei a vida a voc� como voc� deu a vida a mim
na garganta Snake.
Estamos quites.
Voc� vai curar a arapaho.
E se eu n�o curar?
Mato voc�.
A bala est� na espinha.
O que � que o senhor vai fazer?
A �nica coisa que posso fazer. Me arranje um cobertor.
Sim senhor.
Coloque este manto por baixo dela.
Vai sair sangue.
Pegue.
Eu preciso de mais luz.
Tragam mais madeira.
Quatro estacas de madeira para amarr�-la.
Anse, pegue a corda na mula para mant�-la quieta.
N�o.
A mo�a n�o vai suportar a dor.
Vou ter que tirar a bala da espinha.
Se ela se mexer, ela morre.
- Fa�a isso Sayapi. - Ela � minha prisioneira.
Amarre! Amarre firme.
Traga a corda e roupa limpa tamb�m.
Pode deixar.
Ela est� pronta.
Sr. Kelly?
Alguma coisa que eu possa fazer?
Conhece alguma ora��o?
Conhe�o uma.
Ent�o reze.
Ser� que ela vai morrer?
N�o sei.
E o que eles far�o se ela morrer?
Depende.
Esse � o problema com os �ndios. Voc� nunca sabe o que far�o.
E nem eles.
Esse Sayapi. Gostaria que ele tirasse aquela express�o do rosto.
� o orgulho. Ele quer dar o golpe em n�s.
Golpe?
Aquele bast�o que ele usou para me bater. Bast�o de golpe.
De cima de um cavalo, os �ndios acham que podem bater
em qualquer um e sa�rem ilesos.
Mas se voc� chegar bem perto e tocar nele e
sair com vida, isso � uma coisa que deixa o �ndio preocupado.
Bobagem.
Mas � assim que eles encaram isso.
Isso nunca teria acontecido se eu n�o tivesse ca�do daquele cavalo.
A culpa foi minha.
Eu nunca deveria ter trazido voc� comigo.
Mas...
Ela vai viver.
N�s vamos embora.
N�o. Ela ainda pode morrer.
Isso � verdade.
Eu j� fiz tudo que podia.
Anse, pegue os cavalos.
Espere.
Eu disse que matava voc� se falhasse.
A parte n�o falada dessa conversa, � a liberdade, pelo que entendi.
Ser� que a sua palavra n�o � melhor que sua marca?
Voc� se sentou num cobertor em Laramie e jurou que
n�o mataria mais nenhum homem branco.
Voc� deixaria eles tomar suas terras e seus
cavalos e suas esperan�as?
Voc� deu a sua palavra.
Em todos os dias do meu povo, os �ndios n�o foram os
�nicos a quebrar um trato.
V� em paz, meu amigo.
N�o, meu tio fala como uma mulher.....
Cale a boca, agora!
E d� gra�as por n�o matar voc�.
A arapaho cativa deixou ele desse jeito.
Ele quis que ela o aceitasse, mas ela n�o correspondeu. Entende?
Eu compreendo.
Ent�o, v� em paz.
Estamos em casa.
D� uma m�o aqui, certo?
Sim senhor.
Assim que terminar aqui, vou dar �gua e comida para os
cavalos e voc� vai arrumar alguma coisa para se comer.
Pode deixar.
O que � isso?
Ovos de pomba.
De pomba?
� sim.
Est�o mal feitos?
�. Est�o sim.
Olha, eu posso colocar...
N�o, n�o, n�o. N�o importa.
Voc� fez caf�?
Sim senhor.
Daqui por diante, eu mesmo cuido da cozinha.
Se o senhor me der algum tempo, eu posso aprender, sr. Kelly.
N�o, n�o comigo.
Onde que o senhor vai?
Arrumar alguma coisa para fazer a sua cama.
N�o. N�o precisa se preocupar.
N�o pode dormir no ch�o.
Eu pressinto que esse vai ser um longo inverno.
Ovos de pomba!
Sr. Kelly.
Est� acordado?
Isso � lobo, sr. Kelly?
Espero que sim.
Ele parou.
O lobo.
�.
Boa noite.
Boa noite.
Pai nosso que est� no c�u
santificado seja o vosso nome
venha a n�s o vosso reino
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no c�u
Ser� que voc� n�o pode ficar quieto?
O que � que est� resmungando?
Eu estava rezando.
Estava fazendo uma ora��o.
Ora��o?
Foi o meu pessoal que ensinou.
E eles sabem que voc� anda perdido por esse mundo?
N�o senhor.
A febre os levou. Sou sozinho.
Quer dizer, eu era.
N�o sabe montar e nem cozinhar.
Pela manh� vou lhe ensinar como arriar uma mula.
Sim senhor.
Essa ora��o. Foi a mesma que voc� rezou pela arapaho?
Foi sim.
Deve ser muito boa.
Boa noite rapaz.
Boa noite sr. Kelly
Se eu fosse voc� ficaria mais de lado.
Eu acho que posso fazer por aqui mesmo sr. Kelly.
Olhe a orelha dela.
Coice!
Est� machucado?
N�o. Acho que n�o.
Eu vou tentar outra vez, sr. Kelly.
N�o. Hoje n�o.
Se continuarmos ela pode perder os bons modos e,
se isso acontecer, eu terei de cortar a cauda dela.
O que?
� assim que o ex�rcito faz para saber que a mula � brava.
Pra saber que n�o foi amansada. Rabo aparado, eles chamam.
Quer dizer, como um novo tenente.
� mais ou menos isso. Um novo escrit�rio, burro, � tudo a mesma coisa.
O senhor j� esteve no ex�rcito?
- Dois anos. - Onde?
Num territ�rio sioux, a maior parte.
- Arizona? - Novo M�xico todo o tempo l�.
Eu era guia do General Clark.
Cheguei ao ponto de ver um �ndio h� uma milha.
Como aquele que vem l� agora.
Vamos.
� a arapaho.
Vamos lev�-la pra casa.
- Ela est� morta? - N�o, mas est� quase.
Temos que abaixar essa febre.
Tire as roupas dela. Vou pegar um pouco de �gua.
Est� bem.
Sr. Kelly.
O que �?
Eu vou buscar a �gua.
Sr. Kelly.
Sr. Kelly.
Viemos buscar a arapaho.
Eu sabia que viria.
N�o pode lev�-la agora.
Agora.
N�o.
Eu pensei que t�nhamos olhado um para outro e falado como irm�os.
Falamos.
Ent�o fa�a como eu disse.
N�o tem condi��es de viajar.
Ela pode roubar um p�nei e cavalgar no meia da noite, cega.
N�o � s� a noite que � cega.
Como ela poderia saber que fui eu que tirou a bala de seu corpo?
Seus olhos estavam cerrados pela dor enquanto estive na sua aldeia.
Ela veio a este vale por acaso.
Mentira.
Se mexer com ela, ela morre.
Mentira.
N�o. � verdade.
Ela � minha prisioneira. Vou lev�-la agora.
Sayapi!
Ou�a. S�o muitas milhas daqui at� nossa aldeia.
A arapaho vai ficar at� estar curada.
Eu escuto o senhor, meu tio.
E digo que o senhor n�o quer que eu a leve, porque
gostaria de ficar com ela pra voc�.
Eu n�o desejo o que n�o � meu.
Voc� far� o que eu disser.
A mo�a deixou o senhor fraco.
N�o obede�o mais suas ordens.
Sayapi!
Eu sinto muito ter feito isso.
N�o importa.
Ele jurou matar voc� de qualquer forma.
E quanto � mo�a?
Logo vir� a grande neve.
Quando ela cessar, eu virei busc�-la.
� verdade, n�o �?
Voc� a est� querendo.
Quando ela ficar boa, poder� dizer com quem deseja ficar.
Parece muito justo.
Lembre-se. Sayapi matar� voc� se puder.
E eu n�o posso det�-lo.
Tenha muito cuidado, meu irm�o.
Tome. Coma isso.
Voc� gostaria que eu n�o estivesse aqui.
Eu queria nunca ter posto os olhos em voc�.
Eu vou ficar boa logo. E a� eu vou embora.
Para onde?
Para o meu povo. Para a terra onde nasci.
S�o muitas milhas para cima at� o territ�rio arapaho.
N�o iria conseguir.
Voc� poderia me levar.
Poderia sim.
Mas n�o vou.
Vai deixar eles me pegarem?
�. Eu vou.
Mas eles v�o me matar.
N�o, depois de todo trabalho que tiveram para mant�-la viva.
Ent�o, ainda sou uma cativa.
Depende de como se v� isso.
O inverno chegar� logo.
Mas ele n�o vai manter Sayapi longe.
Ele j� olhou para mim.
Escute!
Devo a minha vida a voc�.
E quando ficar boa, vou cozinhar e arrumar
madeira e �gua pra voc�.
Farei tudo que voc� pedir.
Qualquer coisa.
Mas se eu tiver uma chance, vou roubar a mula e ir para meu povo.
Sr. Kelly?
Abaixe essa arma.
Sim senhor.
Eu j� trouxe a �gua.
- Trouxe a �gua? - �.
Eu n�o vi o senhor chegar.
Ent�o n�o vai ouvir os �ndios tamb�m.
Se eu fosse eles, j� teria seu escalpo pendurado em meu cinto.
Trope�ando pelo escuro como uma mula como se estivesse b�bada.
Me desculpe.
Desculpar n�o vai manter voc� vivo.
Da pr�xima vez, procure um canto escuro e fique l�.
Agora v� se entra e descansa um pouco. Eu vou
- Sr. Kelly. - Sim?
Quanto tempo a gente vai ficar nisso, hein?
Vigiando, esperando!
Depende.
O senhor acha que Sayapi voltar�?
Eu sei que ele voltar�...
e prefiro perder minha noite de sono do que meu cabelo.
Tudo bem.
E a mo�a? Como ela est�?
Estar� de p� em uma semana. Talvez menos.
Ela � muito bonita.
Acho que � a mo�a mais bonita que eu j� vi em toda minha vida.
Ela n�o � feia.
N�o senhor. N�o �.
At� a meia-noite.
At� l�.
Voltarei antes de escurecer.
Eu posso ir tamb�m?
Algu�m tem de ficar aqui para cuidar da mo�a.
E se a gente fizesse ela dar sua palavra?
N�o adiantaria nada.
Ela tentaria qualquer coisa para voltar para seu povo.
Pertence a eles.
Por que n�o deixamos ela ir?
Levei sete anos preparando minhas ca�adas aqui.
N�o posso jogar tudo fora de uma hora para outra.
Gall vir� buscar a �ndia.
Isso n�o parece direito.
E quem falou sobre direitos?
Estou falando sobre ficar vivo.
Eu cuido dela.
�. � melhor cuidar.
- Posso te ajudar? - N�o, obrigado.
O Sr. Kelly disse para que eu ficasse de olho em voc�.
Cuidar para que voc� n�o trabalhe enquanto estiver fora.
Fora?
Lago Snake. Foi olhar as armadilhas.
Ele voltar� antes de escurecer.
N�o sei se me importo em ficar de olho em voc�.
Olhe, eu nem sei mesmo qual � o seu nome.
Wahleeah.
Wahleeah.
� um nome bonito.
Ent�o ele disse a voc�.
Me disse?
Que eu poderia fugir.
Disse que se tivesse uma chance, fugiria para o seu povo.
Devo cuidar para que voc� n�o fuja.
Eu sei.
Olhe, n�o � que ele n�o queira ajudar.
�. Eu sei.
Ele tem medo de Gall.
- Medo? - E de Sayapi.
� por isso que me mant�m.
Por isso n�o me leva para o meu povo.
Ele teme o que eles far�o se n�o me encontrarem...
N�o � por isso n�o.
Ele tem que cuidar das armadilhas. Elas ficam longe.
Ele n�o pode ir ao territ�rio de Montana por uma...
Uma �ndia.
Ele salvou sua vida.
Eles o teriam matado se ele n�o fizesse aquilo.
Eu vou tomar banho no rio.
Ele disse a voc� para me vigiar aqui tamb�m?
N�o. N�o!
Ent�o fique de olho na mula.
N�o poderia ir a p� at� o territ�rio Arapaho.
Est� bem.
O que aconteceu, sargento?
Os sioux major. Eles nos atacaram.
Quantos eram?
N�o deu para saber. Nos atacaram e fugiram, senhor.
N�s perdemos um homem.
Disse que fugiram?
- Exatamente. - Para o sul, senhor.
Eles foram para o acampamento de inverno.
- Com sabe? - Levaram as mulheres e os c�es com eles.
N�o podemos pegar a trilha.
Pegue outro cavalo. Voc� ir� at� o local comigo.
Major, os sioux conhecessem bem o Snake. N�o teremos chance.
� meu trabalho fazer com que tenhamos chance.
Sim senhor, mas se o....
Ningu�m pediu sua opini�o.
N�o senhor. Ningu�m me pediu nada.
Aten��o! Marchem!
O Major est� com pressa de ser enterrado em Montana.
Flecha sioux.
Significa que o ex�rcito est� indo para o Snake.
Mas � uma patrulha.
� poss�vel que seja a guarni��o toda de Bufford.
Esse Major. Qual � o nome dele.
- Towns. - Towns.
Ele disse que ia cruzar o Yellowstone e pular sobre os sioux.
Ele vai tentar uma coisa louca dessas?
Ele vai sim. E o ch�o vai ficar cheio de soldados.
Vou sair logo de manh� e ver se posso achar sua trilha.
N�o vai haver trilha. Vem tempestade.
� verdade. Vai chover antes de amanhecer.
E quanto ao ex�rcito?
Provavelmente seguir� o rio.
Me ajude com os animais.
Vamos amarr�-los por causa do tempo.
O vento soprar� do norte.
Do oeste.
Do oeste.
Aperte bem os n�s.
N�o sabemos a velocidade do vento.
Sim senhor.
- Sr. Kelly? - O que �?
Eu estive pensando.
O senhor acha que devemos Wahleeah de volta para o seu povo?
Quem?
Wahleeah, a arapaho. Esse � o nome dela.
Foi o pai que deu esse nome.
Significa que ela tem os olhos claros do c�u de ver�o.
Significa �?
� sim.
Parece que est� come�ando a conhecer a �ndia bem de perto.
Eu espero que a trate melhor.
Ela tem olhado para voc� meio melosa, n�o tem?
Eu n�o estou entendendo.
Voc� sabe o que eu quero dizer. Se insinuando.
N�o senhor.
Se ela fizer isso � porque quer arrumar um jeito
de sair do vale. S� isso.
� verdade.
Acho que seria uma grande besteira um homem branco
levar a s�rio uma �ndia.
Levar a s�rio como mulher.
Mas voc� tem.
- Tem o qu�? - Levado a s�rio.
Ah, sim. Um pouco.
Por acaso j� disse a ela?
- Disse o qu�? - Que voc� a quer.
N�o senhor.
Ent�o, n�o diga.
N�o funciona.
Quando voc� era menino, alguma vez foi � floresta
e pegou algum animal selvagem?
Um coelho, um p�ssaro, e o levou para casa para guard�-lo?
- J� sim. - E o que aconteceu?
- Bom, �... - Eu lhe digo o que aconteceu.
Ele ficou doente, ou fugiu ou morreu.
Assim � com os �ndios.
Se prend�-los, eles morrem.
S�o s� palavras.
Agora, traga a sua sela.
Sim senhor.
Eu quero dar uma olhada nas suas costas. Vire-se.
Est� boa.
Fa�a o que mandei.
- D�i aqui? - N�o.
- E aqui? - N�o.
- Ficar� uma cicatriz. - N�o importa.
Devia me deixar morrer.
Foi isso que andou dizendo ao rapaz?
Para que com isso sentisse pena de voc�.
Para levar voc� de volta para seu povo.
Foi s� isso que voc� pensou? Por eu ter fugido.
Eu n�o gosto disso nem mais um pouco do que voc�.
Mesmo assim me mant�m aqui.
Voc� pertence a Gall.
N�o � essa a raz�o.
N�o?
N�o. No come�o voc� ficou com medo do que pudesse
acontecer a voc� se eu fugisse.
E agora?
Voc� tem olhado para mim.
E o que tem isso?
Uma mulher pode saber, sem palavras.
Voc� n�o conseguiu nada com o rapaz e agora
est� tentando comigo, n�o �?
Salvou a minha vida. Dormi embaixo do seu cobertor.
E da�?
Muita coisa poder� acontecer antes da primavera.
Pois ent�o, se voc� tiver que sair deste vale, n�o ser� comigo.
N�s veremos.
Nem sinal deles, major.
Devem ter voltado por causo da tempestade.
Ent�o eles cruzaram o rio atr�s de n�s?
Cruzaram senhor, mas n�o se sabe onde.
Podemos atravessar aqui?
Podemos senhor, mas n�o pense que vamos circular por a� e...
- Soldado! - Sim senhor.
Re�na todos e preparem-se para atravessar o rio.
Sim senhor.
Tenente, o senhor vai...
Pode deixar.
Est� dispensado sargento.
Sim senhor.
- Major. - Kelly.
Est� planejando cruzar o rio?
Eu disse a voc� que ia expulsar os Sioux de volta para Dakota.
E � isso que pretendo fazer.
Eu conheci um homem que tencionava matar um urso com um bast�o.
Acabou enterrado.
N�o entendi a compara��o.
- Cruze esse rio e ver�, major. - Agora, escute...
Ou�a o senhor major. N�o tente matar um �ndio qualquer.
Existem milhares de sioux ao sul de Yellowstone.
Como eu disse antes, sr. Kelly.
O elemento surpresa.
Acontece que eles est�o de olho em voc�s desde que
sa�ram da garganta Snake, Major.
Deixaria os �ndios sa�rem impune depois do que aconteceu em Big Horn?
Custer era um homem bem crescido, major.
Eu tamb�m sou, sr. Kelly.
� uma quest�o de opini�o.
- Colunas prontas, senhor. - Muito bem.
Vou dizer mais uma vez, Major. Deste lado n�o correm perigo.
Do outro, estar�o mortos.
- Tenente! - Sim senhor.
Fa�am com que atravessem o rio.
Sim senhor.
Coluna direita, em marcha.
Iremos em frente, mesmo sem a sua ajuda, sr. Kelly.
N�o h� d�vida que senhor � louco, major.
Voc� vai voltar.
- Voltar? - Para seu povo.
Voc� vai me levar?
Algu�m tem que levar.
- Mas e Kelly? - Ele n�o pode prend�-la aqui.
N�o tem direito.
Tudo que ele sabe � sobre armadilhas e trilhas.
Sobreviver em territ�rio hostil, ele tamb�m sabe.
Mas n�o sabe coisa alguma sobre pessoas.
E o que as pessoas sentem por dentro.
N�o importa de s�o �ndios, brancos ou sei l� o qu�.
Vou buscar os cavalos.
Ele n�o vai perdo�-lo.
Eu j� pensei nisso.
Pensei bastante nisso.
E ele est� errado.
E eu espero estar certo.
Eu vou arrumar...
Vamos.
Anse. Anse!
Anse.
Ele a levou sr. Kelly.
Sayapi.
�.
N�s temos que busc�-la.
Tenha calma!
Eu ia fugir com Wahleeah.
Lev�-la para o seu povo.
Eu acho que tudo que arrumei foi encrenca para o senhor.
N�o diga isso.
Eu n�o quero mais sair deste vale.
Wahleeah disse que ele fica todo verde na primavera.
Ela disse que os deuses caminham por toda esta regi�o.
O senhor acredita nisso?
Acredito.
Sr. Kelly, eu nunca falei nada contra o senhor.
Mas, o senhor est� errado.
Errado?
Em ficar s�. N�o � o jeito certo.
N�o pode dar certo. E Wahleeah precisa do senhor.
Se quer saber, o senhor precisa dela tamb�m.
Encontre-a. Por favor, encontre-a.
Voc� agora � minha mulher.
E ningu�m vai tirar voc� de mim.
Ningu�m.
A terra que queima.
Siga para o norte e ela levar� voc� at� o territ�rio alto.
Territ�rio alto?
� o que Anse queria.
Gall vai matar voc�.
Ele vai tentar.
Ele � um grande guerreiro.
Voc� quer voltar para ele?
Nenhum homem ter� o meu amor.
Ter� que ser dado, como o sol d� calor para as plantas.
Prefiro morrer a ficar com Gall.
Eu n�o olhei para ele.
Olhei para voc�.
Nos pegaram no desfiladeiro.
N�o tivemos chance.
Onde est� o major?
Morreu. E eu tenho que levar estes rapazes de volta � Buford.
Voc� tem que nos ajudar.
- Eu n�o posso. - Voc� n�o quer.
Eu disse que n�o posso!
Eles v�o nos atacar novamente?
T�o duro como puderem.
N�s pod�amos tentar fugir.
N�o teriam nenhuma chance.
� melhor espalhar os homens pelas �rvores.
O senhor ouviu tenente.
Est� bem sargento. Ent�o, espalhe os homens.
Sim senhor!
Espalhem-se!
Por que n�o vem? Est�o quietos.
Estamos nas suas m�os. Eles n�o tem pressa.
- Kelly? - O que �?
Eu queria dizer que sinto muito.
Sente �?
O que eu e os rapazes fizemos a voc�.
Ora! Eu � que devia pedir desculpas.
�. Talvez seja isso mesmo.
O que ser� que ele quer, Kelly?
Voc� me entrega a mulher.
Voc� disse que ela poderia escolher com quem queria ficar.
Voc� vai deix�-la morrer com os soldados?
- E se eu entreg�-la a voc�? - Voc� poder� ir em paz.
- E quanto a eles? - Eles morrem.
Para cada soldado que matar aqui haver� dez para tomar seu lugar.
Lutarei enquanto meu corpo estiver respirando.
- Me d� a mulher. - Ela fica comigo.
Voc� n�o me deixa escolha.
- Preparem-se - Preparem-se.
Agora!
Cessar fogo! Parem o fogo!
Eles v�o voltar.
Sr. Kelly, n�o vamos suportar mais um ataque assim.
�. Eu sei.
Por que a gente n�o d� a �ndia para eles?
- Voc� poder� sair vivo daqui. - Ela fica.
- Eu e os rapazes poder�amos... - J� disse que ela fica!
- Ela deve ser muito especial, n�o? - � sim.
Ela veio pra mim, pra salvar voc�.
Ela arriscou a vida pra voc� viver.
Ela j� escolheu sua companhia. Cuide bem dela.
- V�o embora. - E os soldados?
Eles morrem.
Quantas pessoas queridas morrer�o antes do final da batalha?
Quantos v�o se sentir, como estamos sentindo agora?
Pegue seus guerreiros e v�o embora deste lugar.
Esta terra j� n�o sorri mais para o seu povo.
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