All language subtitles for Will Trent - 04x04 - The Man from Nowhere.SYNCOPY.Portuguese (Brazilian).C.orig.Addic7ed.com

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Original subtitles

Anteriormente�

Me chamo Will Trent.

Desculpem, � dif�cil.

Em espanhol.

N�o conheci minha m�e. Mas�

Ela era

de Porto Rico.

- Antonio. - Tio Antonio.

Voc� � a cara da sua m�e.

- Quero te levar a Porto Rico. - O qu�?

Voc� est� melhorando.

N�o sei. Mas amei conhecer seu lugar de origem.

Uma parte sua � daqui tamb�m.

Talvez, mas n�o sinto ainda.

Mi hijo, voc� se cobra demais. Voc� � especial.

Catalina!

MESTRES DA SALSA FESTA DA SEMIFINAL

O que aconteceu?

Javi, a Catalina est� bem?

Catalina!

WILL TRENT: AGENTE ESPECIAL

M�DICO-LEGISTA

- Est� vendo? - Sim.

- E a� tamb�m. - Sim.

- Aqui tamb�m� - Sim.

Ela era como fam�lia pra n�s.

A m�e dela est� arrasada. A Catalina era filha �nica.

Sinto muito.

Amanda, este � o Ramos Delgado e a esposa, Isabella.

Ele � adido cultural da Col�mbia e patrocinou o visto da Catalina.

Amanda Wagner, subdiretora da AIG. Meus p�sames.

Obrigado. � de cortar o cora��o. Ela era t�o jovem�

- Suspeitam de crime? - Nosso legista e meu parceiro est�o aqui.

Vou checar.

O toxicol�gico pode confirmar.

Como estamos?

O casal de Bogot� quer uma atualiza��o.

- Veneno. - Veneno.

- Como sabem? - L�bios azuis.

J� estavam quando o socorro chegou. Cianose central.

Pontas dos dedos tamb�m.

- Faltou oxig�nio. - Muitos venenos causam isso.

Ela dan�ava momentos antes.

- Agiu r�pido. - A lista fica menor.

- N�o foi injetado. Sem res�duo. - Menor ainda.

Se estava na bebida ou na comida, qualquer um pode ter colocado.

Querem ir pra casa.

Infelizmente, precisamos falar com todos.

Muitos dos estrangeiros n�o falam ingl�s.

A esta hora, n�o vamos conseguir um int�rprete.

Estudo espanhol h� dois anos. Eu dou conta.

Qual � o seu nome e viu alguma coisa?

De onde voc� �?

Atlanta, mas minha m�e � de Porto Rico.

Se � porto-riquenho, por que seu espanhol � assim?

Ali�s, por que seu ingl�s � assim?

A Catalina era talentosa, com a vida toda pela frente.

Sempre haver� pessoas com inveja

de um talento como o dela.

Incompar�vel.

O que ele disse?

A Catalina dan�ava bem.

Ramos, fale em ingl�s, meu amor.

Pe�o desculpas. Pensei que o senhor fosse porto-riquenho.

Eu tamb�m.

N�o acredito que ela se foi. Minha parceira de dan�a.

Sei que � dif�cil, mas preciso que conte

tudo que lembra das �ltimas horas dela.

Ficamos juntos quase a noite toda

ensaiando a coreografia da cerim�nia de encerramento.

Tarde assim?

� na festa de encerramento que se dan�a pra valer.

Os dan�arinos relaxam.

A Catalina era ousada, n�o tinha papas na l�ngua.

Ela comeu ou bebeu algo?

N�o. Ela n�o comia nem bebia nada antes de dan�ar.

Quantos ser� que faltam?

Ent�o� voc� n�o vai falar nada mesmo?

Sobre o qu�?

S�rio? N�o notou nada de diferente em mim?

Cortou o cabelo?

O terno! Voc� trocou o marrom-esverdeado�

Por um verde puxado pro marrom. Muda tudo, n�?

Com certeza. E agora que notei, a diferen�a � enorme.

Tanto que preciso de um tempo pra assimilar, me acostumar.

Sarcasmo.

Sutileza e aten��o aos detalhes nunca foram seu forte.

Como �?

Agente especial Trent.

O marrom-esverdeado virou verde meio marrom?

Amei! Destacou seus olhos.

Bonbon Chiffon.

Obrigado por reparar, Bonbon.

Sempre reparo.

E voc� tamb�m dan�a salsa?

Sou o mestre de cerim�nias, mas sim, dan�o salsa.

Precisam parar de assassinar gente perto de mim.

Minha alma sens�vel, gentil, linda e solteira n�o aguenta.

Voc� conhecia a Catalina? O que sabe dela?

Eu era obcecado por ela.

A ousadia dela, a pele, os peitos�

Eu ficava vendo ela se maquiar todas as noites.

Era como um ritual sagrado.

A �nica experi�ncia quase religiosa que j� tive.

- Voc� a conhecia bem? - Nem um pouco.

Adorava o conceito dela.

- Pode nos mostrar onde ela se maquiava? - Claro.

Era ali que ela ficava, coitadinha.

Que Deus a tenha.

A porta estava aberta, sem c�meras, sem seguran�a.

Ou seja, dan�arinos, m�sicos e at� f�s tinham acesso.

Agente, por que n�o disse antes que � porto-riquenho?

N�o sei, Bonbon. N�o pareceu relevante.

Ser porto-riquenho � sempre relevante.

Solte isso. � uma cena de crime.

Como voc� ficou sabendo?

Todos est�o falando disso.

N�o gostaram de voc�.

Que lado da fam�lia � de Porto Rico?

Minha m�e.

Ent�o seu pai � alem�o!

O qu�? N�o.

- E de onde vem o lado alem�o? - N�o tem.

Deve ter um pouco de alem�o.

Talvez por voc� ser t�o r�gido, sabe?

� por isso que nos damos bem, papi, voc� � assim e eu sou assim. Sabe?

Certo, vamos voltar ao caso.

O Javi disse que a Catalina n�o consumia nada antes de dan�ar.

Se o veneno n�o foi ingerido�

Esta maquiagem � diferente.

- Talvez tenha sido absorvido pela pele. - N�o!

- O contorno a matou? - Vamos levar pro laborat�rio.

Tem um laborat�rio de maquiagem?

Enquanto isso, liberamos os ref�ns?

N�o s�o ref�ns, s�o testemunhas.

E n�o, n�o podemos liberar ainda.

Ol�. Isto est� ligado?

Como eu� Algu�m sabe como funciona?

E� Meu Deus.

CENA DE CRIME N�O ULTRAPASSE

O que � isso?

S� um momento. Pronto! Viram?

Est�o me ouvindo?

Desculpe. Perto demais.

Obrigado a todos�

Ei! Fale em ingl�s mesmo, cara.

- Podemos ir embora ou n�o? - Ainda n�o.

Ainda n�o falei com todos, e aguardamos o laborat�rio.

Ser� r�pido. S� mais algumas horas.

Tenho ensaio!

- Mas vamos trazer sandu�ches. - Do qu�?

Olhe, n�o sei. Provavelmente de atum.

Deve ter uma op��o vegetariana. E de peito de peru.

Quero ir pra casa!

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

Noite longa?

O Max fez uma festa do pijama ontem.

Cinco meninos. Um banheiro.

Parece tortura.

Caramba, Heller!

Coloque um sino.

Lembram daquele simp�sio de ci�ncia forense?

Uma professora de criminologia quis analisar um caso arquivado.

Est�o na sala de reuni�es esperando pra atualizar voc�s dois.

- De jeito nenhum. E o Franklin? - N�o! O Franklin?

Ele n�o veio, est� doente. Sejam legais.

- Idade deles? - Universit�rios.

- N�o! - N�o sei falar com eles!

Espere! Ele vai falar besteira, voc� sabe.

V�o me denunciar pro RH. � o que quer?

Qualquer cad�ver.

Inchado, devorado�

Traumatizante. Por favor.

Divirtam-se.

Investiga��o Caso 76 AR 10831

Beverly Rutledge, 63 anos, vida dedicada ao trabalho,

esfaqueada na marcenaria dela em abril de 2003.

Tinha uma casa de recupera��o l� perto. Foi a conclus�o da pol�cia.

- Faz sentido. V�rios criminosos. - Mas se enganaram.

D� pra parar com esse som?

Prova A: Casa de Recupera��o

Prova B: Toni Hollis

Essa � a Toni Hollis.

Estava na casa de recupera��o ap�s matar o namorado, Andre McCoy.

Alegou leg�tima defesa, homic�dio culposo.

Foi vista na marcenaria v�rias vezes.

A pol�cia concluiu que foi ela, principal suspeita.

Mas o DNA n�o batia.

Ent�o o caso foi arquivado.

Certo. E ent�o?

Lemos as transcri��es dos depoimentos da Toni.

Ela fala de um Cutlass amarelo que a seguia

perto da casa na noite do crime.

E acham que esse cara matou a Beverly?

Algu�m investigou?

N�o, e que bom que perguntou.

A Toni n�o era uma testemunha confi�vel por ter sido usu�ria de drogas.

Detetives machistas n�o a ouviram.

As detetives Wendy Severson e Lacey White.

Misoginia internalizada, muito comum.

T�. O que mais sabemos sobre o Cutlass?

Usamos um software pra checar not�cias por seis meses na �poca do homic�dio,

e encontramos isto.

"Residentes de Lakewood Heights, fiquem atentos.

Uma mulher foi atacada no Crawford Garden.

Homem branco, 1,83m de altura, cabelo castanho, bigode,

em um sed�, Oldsmobile ou Buick,

cor clara, possivelmente creme ou amarelo."

Fica ao lado do bairro da Beverly,

e o Cutlass � da Oldsmobile.

- T�. - Agradecemos.

Pode dar em algo.

Algu�m tem que checar o caso do ataque�

Eu n�o.

Poeira agrava meu c�ncer.

Beleza. Voc� e eu, Kiya. Vamos. Pegue minha caixa de ursinhos.

Pegue sua mochila.

Agrade�o por agilizar. V� dormir.

A Catalina foi morta por um veneno chamado aconitina.

Bate com um res�duo que o Pete achou na maquiagem.

� um p� derivado de uma flor.

Certo. Falamos com quase todas as dan�arinas, menos a Roxy Vasquez.

- A Roxy? Vai ser interessante. - Por que diz isso?

Roxy. Catalina.

O qu�? Como assim?

- Tretas. - Bonbon.

Beleza, t� bom.

A Roxy Vasquez � a dan�arina mais gata, e provavelmente a melhor que j� vi.

Tamb�m � de Porto Rico, como n�s.

Qual � a liga��o com a Catalina?

A Roxy e o Javi dan�avam juntos,

mas a� a Catalina apareceu e o roubou.

- Ela arrasava. - Com quem a Roxy dan�a agora?

Ningu�m. Ela s� vem pra dan�ar sem par.

Mas se ela voltar com o Javi, eles podem ganhar tudo.

Ou seja, o pr�mio de US$100 mil.

�tima informa��o. Podia ter dito antes.

N�o tenho bola de cristal pra saber o que querem.

Precisam me fazer perguntas.

T�, pergunta: Onde a Roxy est�?

Talvez no camarim l� embaixo, no por�o.

Fale com a Roxy. Vou achar o Javi.

Mais uma vez, obrigado, Bonbon, por solucionar o caso pra n�s.

Tome a Chave de Atlanta. Medalha de Honra.

Ingressos pro Cowboy Carter.

Roxy Vasquez?

Um momento. Ainda n�o terminei.

Pois n�o?

Agente especial Will Trent.

� mesmo, o homem de lugar nenhum.

Voc� dan�a?

N�o.

Tentei aula de salsa do YouTube. N�o deu certo.

Vem, eu te mostro.

N�o vou responder se n�o dan�ar.

Por que n�o, n�?

T�, comece com o p� esquerdo � frente,

a� voc� levanta o�

Pode me mostrar?

Claro. Esquerda.

Estamos interrogando pessoas h� horas. Estava se escondendo?

N�o estou me escondendo. Queria treinar. Voc� est� fora do ritmo.

Pare.

T�. N�o grite comigo.

Se eu gritar, voc� vai saber. Olhe pra mim.

E por que est� treinando?

N�o vai competir.

A Catalina roubou seu parceiro.

Mas ele est� dispon�vel agora, n�o est�?

Parece que sim.

Se for r�pido�

talvez consiga peg�-lo, agente Trent.

� um nome inventado?

Sou �rf�o. Foi escolhido pra mim.

Como fez esses hematomas na perna?

Durante os ensaios.

O calcanhar, o joelho�

Faz parte.

Me fale sobre sua rela��o com a Catalina.

A Catalina era uma pendeja.

Ela era uma vaca.

Achava que merecia o melhor de tudo, o que ela quisesse.

Por isso pegou o Javi?

Deve ter te irritado.

Me viro sem o Javi.

E me diga uma coisa�

por que n�o cobriu seus hematomas?

Todo mundo est� cheio de maquiagem, menos voc�.

Est� prestando aten��o demais em mim.

Pode ter certeza.

Desculpe interromper.

Agente Trent, sua parceira o procura.

No fim do corredor.

Continuamos depois.

Obrigado.

Ele confessou. Isto estava na mochila dele.

- Javi. - Eu sinto muito mesmo.

Voc� matou a Catalina?

Sim, eu a matei.

ALTA COBERTURA

Temos o resultado da an�lise,

o veneno que a matou estava aqui.

Explique como fez isso.

Misturei o veneno na maquiagem. Foi o que a matou.

Quanto colocou?

N�o sei. Algumas colheradas, como a��car no caf�.

- Como a��car no caf�? - Sim.

Quando fez isso?

Na hora do almo�o. Mais ou menos ao meio-dia.

Mais de 10 horas antes de ela morrer?

Sim.

Certo.

N�o foi ele.

Como sabe?

O veneno perde efeito ap�s quatro horas. Ela foi se arrumar �s 19h.

Bode expiat�rio.

� o que estou dizendo. Ele est� mentindo. Estamos deixando passar algo.

Vamos trazer a Roxy.

PATRULHA POL�CIA DE ATLANTA

Quanto tempo isso leva?

Depende do caso. Pode levar horas, dias, semanas.

O qu�?

Sandu�che de mortadela de 20 anos.

� mortadela, deve estar bom.

Que nojo.

Por que n�o est� digitalizado?

Refer�ncia cruzada, entrevistas.

Levaria cinco minutos em vez de cinco horas.

Sinto muito, acha dif�cil?

� dif�cil fazer justi�a pela Beverly?

� um caso arquivado. N�s estamos dando uma chance a voc�s.

Pare de reclamar.

Expressar uma emo��o n�o � reclamar.

- Cale a boca. - T� bom! Nossa�

� isto que procuramos?

Sim. �, sim.

� o depoimento da testemunha do ataque.

"Sam Lopez viu um Cutlass amarelo deixando a cena."

Aqui tem algo que n�o estava no jornal. Placa parcial.

Boa.

Certo, vamos l�.

Registros de todos os Cutlass amarelos da Ge�rgia no ano de 2003.

A Kiya fica mandando �udio. Por qu�?

- � mais r�pido. - E mais irritante pra mim.

� como ouvir um podcast que nunca assinei.

E agora? Como reduzimos a lista?

Vemos se algu�m tem antecedentes.

Ser� dif�cil, metade dessas pessoas j� deve estar morta.

A outra metade n�o se lembrar� onde estava no dia.

Prefiro cad�veres ainda quentes.

O que est� fazendo?

Por que segura o celular assim?

- Segure normal. - O que � normal?

No viva-voz.

Viva-voz? Todo mundo odeia quem usa.

Se ouvisse os �udios,

saberia que a Kiya e a Polaski acharam uma placa parcial.

Come�a com L-F-2.

As mo�as tiveram sorte.

L-F-2 pertence ao Wayne Hensley.

O Sr. Wayne Hensley tem v�rias contraven��es,

queixas de viol�ncia dom�stica, nunca foi acusado.

Ainda mora em Atlanta, est� vivo.

T�. Posso checar as redes dele.

Talvez use TikTok.

- Ele tem 65 anos. - N�o julgue pela idade.

Tenho uma ideia melhor. Tocaia.

S�rio?

Vamos, recruta.

Reconhece isso?

Sim, � minha base.

Foi o que pensei.

� a maquiagem que foi usada pra envenenar a Catalina.

- O qu�? - O Javi est� mentindo.

Ele est� acobertando algu�m.

Acho que � voc�.

A Catalina roubou seu parceiro de dan�a, n�?

Ao fazer isso, tirou US$100 mil de voc�.

- N�o a matei. - E por que ela usou sua maquiagem?

N�o sei.

Ela deve ter roubado.

Ela roubou meu vestido ano passado e negou na cara dura.

Ela queria ter tudo.

Pergunte a qualquer um. Ela vivia pegando coisas.

Se a Catalina roubou sua maquiagem, ent�o o alvo n�o era ela, era voc�.

Por que iriam querer te matar?

Se sabe de algo, agora � a hora de falar.

Roxy, n�o sei o que est� acontecendo.

Mas se voc� estiver em apuros, eu posso te ajudar.

Como?

Como pode me ajudar?

Voc� n�o me conhece.

N�o conhece esse mundo, nem essas pessoas.

N�o digo mais nada.

LAVANDERIA TROPICAL BREEZE ABERTA 24 HORAS

Vamos seguir esse cara o dia todo?

Tenho outras mat�rias.

�, eu fiquei de tocaia por tr�s dias uma vez.

Sem banho, sem cama, s� eu e 400 salgadinhos de cebola.

Cairiam bem agora.

N�o podem prend�-lo e testar o DNA?

Pelo qu�? Lavar roupa?

Temos que esperar que ele deixe DNA pra tr�s

em algum lugar bastante p�blico.

Tipo naquele cigarro ali.

Poxa vida!

Quem faz isso?

Boa! Isso a�.

- O que eu perdi? - Ele n�o usa amaciante.

Roupas n�o precisam mesmo de amaciante.

Ei, olhem l�.

� agora.

Deixe a�, cara. S� entre.

- N�o aguento mais! - O que vai fazer?

Uma obra de arte de lixos com DNA?

Preciso sair daqui.

Kiya. V� dar uma volta.

Bem no ouvido, s�rio? Bem no meu ouvido.

Vou parir neste carro.

Minha barriga d�i.

Se algu�m peidar, juro por Deus, ter� outro homic�dio.

E nenhum j�ri vai me condenar.

Ele est� indo embora! Tudo isso pra nada.

Chega. Eu desisto.

Dane-se quem matou a Beverly. Dane-se a justi�a. Quero ir embora.

Kiya, s� faz uma hora e meia.

- Chiclete! - Chiclete!

Aleluia. Vamos pegar o chiclete de assassino e ir pra casa.

Quando descobri que minha m�e era de Porto Rico,

foi a primeira informa��o que tive sobre minhas origens.

E achei que significava que eu poderia fazer parte de algo.

De repente, eu tinha essa hist�ria.

Eu vim de um povo, uma linhagem.

Senti que eu tinha uma �ncora.

Como se finalmente tivesse achado�

meu lar.

Mas, para essas pessoas, eu n�o sou nada.

Sou menos que nada, sou um forasteiro.

Meu espanhol � terr�vel.

N�o dan�o salsa.

Tudo que sei sobre minha origem veio de um livro.

Nem sequer um livro, um audiolivro.

Tanto faz. Quem liga? J� terminamos?

N�o tenho tempo. Estou com um caso.

N�o fale assim. Tudo que voc� diz importa.

E estamos falando do seu caso.

Sabe, quando eu era crian�a e as coisas estavam muito ruins,

eu tentava desaparecer.

N�o chamar aten��o, n�o fazer barulho.

E se eu tentasse muito�

era como se eu estivesse l�, mas eu n�o estava.

� como me sinto.

Sou o homem de lugar nenhum.

� pat�tico, eu sei.

Quando estava na faculdade, fui � Coreia com tr�s coreanos da Ge�rgia.

Todos em Seul perceberam que �ramos "coreanos burros da Ge�rgia".

Mas n�o quer dizer que n�o �ramos coreanos.

Encontrar uma barreira pra fazer parte da sua cultura

n�o significa que n�o seja sua.

Ela � inegavelmente sua.

Eu me sinto t�o fora.

O que voc� pode fazer pra entrar? Em que pode se apoiar?

Solucionar o homic�dio da Catalina Cortez.

�timo. Gostei.

Fa�a seu trabalho, fa�a justi�a por ela.

Essas pessoas n�o te conhecem, mas eu conhe�o.

Esse assassino est� te subestimando. �timo.

Voc� o pegar� de surpresa.

Al�vio G�strico

Tome. Ainda est� criando resist�ncia.

Foram os salgadinhos.

- Pete, diga que correspondeu. - Acharam o criminoso.

- Boa! - Legal.

O DNA do chiclete � compat�vel com tr�s kits de estupro, 100%.

Informei o departamento de abuso sexual.

- E a Beverly? - Incompat�vel.

N�o foi ele que a matou.

- Valeu, Pete. - Imagina.

Voc�s solucionaram tr�s casos de agress�o sexual.

� importante.

Eu sei, � �timo. S� achei que tiv�ssemos solucionado o homic�dio.

Espere, e agora? O caso morre de novo?

N�o. Quero falar com a Toni.

Eles a descartaram porque ela era inst�vel.

� das minhas. Vamos traz�-la.

O Javi est� mentindo e a Roxy n�o fala o que sabe.

Ent�o vieram atr�s da Enciclop�dia Bonbon.

Comece com o que sabe sobre o Javi.

Est� at� o pesco�o devendo grana.

A fam�lia dele tenta sair da Col�mbia.

Ele arranja dinheiro como pode.

Ent�o ele pode estar sendo pago pra levar a culpa.

O que sabe da Roxy?

- A Roxy adora ostras. - Certo.

Tem um cachorro chamado Chu, de Pikachu. N�o � de chuchu, o legume.

Algu�m que poderia querer matar a Roxy, Bonbon?

Estou entrando no Pal�cio da Mem�ria. Leva um tempo.

- O tempo que quiser. - Valeu.

Certo, notei uma coisa, mas me digam se � relevante.

Voc�s s�o os detetives.

Sempre que o Ramos Delgado se hospeda em um hotel a neg�cios,

nas redes sociais vejo a Roxy perto.

A Roxy e o Ramos t�m um caso?

Eu n�o confirmei nada. S� observo os fatos.

Se for verdade, precisamos investigar a esposa, Isabella.

Matar a amante do marido protege a grana e o status dele.

Se quiserem falar com eles, agilizem.

Eles v�o pra Col�mbia ap�s a final.

Ele � convidado de honra de um almo�o chique.

Ou seria uma confraterniza��o? Mesma coisa.

Ela tem imunidade diplom�tica e n�o podemos segur�-la.

Precisamos de provas pra pedir revoga��o ao governo colombiano.

S� temos 24 horas.

Vamos avisar a Amanda.

Vamos traz�-los, dizer que h� novidades.

Talvez a gente tire algo deles.

Posso ir?

Voc�s n�o quiseram me ouvir h� 20 anos.

Pra que vou falar agora?

Nem sempre acertamos. Estamos tentando reparar o erro agora.

Disse no seu depoimento

que s� a Beverly ligava pro que acontecia com voc�.

O que quis dizer?

Ela era gentil.

Poucos s�o legais com ex-detentos.

N�o acham que podemos mudar.

Mas a Bev era diferente. Eu vivia na oficina.

- A marcenaria dela, n�? - Sim.

Aquele lugar sempre cheirava a serragem e pinho.

Eu podia ir quando quisesse.

Ela te ajudou a fazer isso?

Sim. J� virou h�bito.

Posso?

� lindo.

Foi a primeira coisa que fiz.

Me ajudou com o que eu passava.

Na casa de recupera��o? O que estava acontecendo l�?

Se quiser falar sobre isso, estou ouvindo.

Come�ou com favores.

Tipo, se eu violasse uma regra, o Jim�

Quem � esse Jim?

Jim Branson.

O gerente da casa.

- Fazia vista grossa em troca de favores. - Favores sexuais?

Caramba� Mo�a, voc� sabe.

Sim, eu sei.

Acabou virando um pacto com o diabo.

Com meus antecedentes, ningu�m me alugaria nada, e ele sabia.

N�o podia pagar o aluguel? O Jim cobrava do jeito dele.

Trazia caras e cobrava deles.

Sinto muito por isso, Toni. A Beverly sabia disso?

Eu contei a ela.

E ela disse que ia falar com Jim.

Ligar para a pol�cia se precisasse. Acabar com aquilo.

Morreu na semana seguinte.

Faremos tudo ao nosso alcance pra consertar isso.

N�o � o que eu esperava.

Nunca �.

Subdiretora, obrigado por falar conosco antes do voo de hoje.

- Fico feliz em atualiz�-los. - Obrigada.

- Entrem. - Sim.

- Meu Deus. - O qu�?

Ent�o, tem uma atualiza��o para n�s.

Desculpe a interrup��o.

Os pertences da Catalina precisam ser liberados.

Sr. Delgado, poderia vir comigo para assinar a documenta��o?

Isso mesmo. Esqueci completamente.

Obrigada por lembrarem.

� por aqui. Ser� r�pido.

Claro.

Isabella.

Temos pouco tempo.

Vi sua tatuagem, a flor de maga.

A Roxy tamb�m tem uma, s� que a dela � um beija-flor.

Conhece a hist�ria, n�?

Duas pessoas se amavam e n�o podiam ficar juntas.

Os deuses tiveram pena e transformaram uma em beija-flor

e a outra em flor,

assim sempre poderiam se reencontrar.

Voc� e a Roxy estavam tendo um caso.

Seu marido descobriu e tentou mat�-la por causa disso.

- � verdade, Sra. Delgado? - N�o. N�o, por favor.

Vamos embora ap�s a �ltima dan�a. N�o h� nada que possam fazer.

- Podemos proteg�-la. - N�o. N�o podem.

N�o sabem como ele �.

Por favor, n�o se envolvam nisso.

Pode ser? Certo.

Avisem que espero no carro.

E agora?

Vamos peg�-lo.

�timo, obrigada.

Gente, deu certo.

O juiz assinou o mandado pro Jim Branson.

- Cad� a Kiya? Temos que ir. - Cafeteria. Achou que demoraria.

Est� aprendendo. Ela anotou meu pedido h� um tempo, ent�o�

Malditos �udios. Tr�s na �ltima hora.

Vai ouvir algum dia?

T�, vou ouvir. Mas vou p�r no viva-voz, n�o reclame.

Sei que disse que queria caf� coado,

mas j� tomou matcha?

Acho que vai gostar muito.

Me avise se quiser mudar.

Matcha tem gosto de mato.

A fila est� enorme.

D� pra mudar de ideia se quiser matcha.

� �timo com leite de aveia. Vou pegar os dois.

N�o. Pra que isso?

- Eu bebo. - Quantos mais ainda tem?

S� mais um, gra�as a Deus.

Beleza, saindo da cafeteria. Sabe o que � louco?

O endere�o do Jim Branson fica perto daqui.

Vou passar l�.

Se o lixo estiver cheio, posso achar DNA.

Atualizo voc�s.

Poxa vida, Kiya!

COLETA DE DESCARTES DE ATLANTA

O que faz na minha propriedade?

Estou dando voz de pris�o pelo homic�dio da Beverly Rutledge.

O que voc� disse?

Estou dando voz de pris�o como cidad�.

Jim Branson, est� preso por prostitui��o, tr�fico humano�

- Ei, fique. Fique aqui. - Tem o direito de ficar calado.

Tudo que disser poder� ser usado contra voc� no tribunal.

- Voc� est� bem? - Estou.

- Tem certeza? - Sim.

Cara, que burrice.

Vamos.

T�, o est�gio acabou. Voc� vai pra casa.

MESTRES DA SALSA FINAL

� o Javi e a Roxy.

Por que ele n�o est� preso? Ele � um assassino.

N�o vou prend�-lo. Sabe que n�o foi ele.

Como assim? Eu soube que ele confessou.

Tenho uma teoria diferente.

A Catalina foi um dano colateral.

Voc� queria se livrar da Roxy porque a Isabella ia te trocar por ela.

E isso acabou com voc�. Ent�o voc� agiu.

� uma acusa��o grave, agente.

Mas n�o seria a primeira vez.

H� seis anos, o senador Ernesto Casta�o, seu maior rival,

morreu em um com�cio.

Conseguimos o relat�rio da aut�psia.

Carnitina, o mesmo veneno que usou para matar a Catalina.

Deve ter visto que nunca fui acusado disso.

Sim, porque escolheu a dedo o promotor.

Mesmo se fosse verdade, e n�o �, n�o podem fazer nada.

Tenho imunidade diplom�tica.

Isso atrapalha voc�s. N�o atrapalha, hermano?

N�o sou seu hermano.

N�o �.

Eu tamb�m te investiguei.

Deve doer ter crescido sem nada e ainda se sentir de fora.

E pior ainda � saber que n�o pode me prender.

E sabe disso.

A Catalina n�o merecia aquilo.

N�o mesmo. Mas neg�cios s�o assim.

Ningu�m passa por cima de mim.

Nada que � meu ser� tirado de mim.

Nem meu cargo. Nem meu dinheiro.

Nem minha esposa.

Registrado, Faith?

Sim, registrado.

J� falamos com o governo colombiano.

Sua imunidade est� revogada. Voc� ser� processado aqui.

Quero meu advogado.

- Claro. � melhor cham�-lo mesmo. - Vamos.

O beija-flor e a flor de maga.

Agora podemos ficar juntas

porque o homem de lugar nenhum conhecia as antigas lendas do povo ta�no.

Devo ter visto isso no livro.

Obrigada, agente Trent.

Sabe, Porto Rico pode ser um bom lugar pro nosso recome�o.

- Nos faria bem. - Sim.

Podemos nos ver quando eu for passear l�.

Claro.

Quer vir dan�ar? Sua salsa ainda pode melhorar.

�, mas eu preciso ir.

O qu�? Tem alguma garota te esperando em casa?

Talvez.

- Te amo. - Te amo.

N�o � uma garota qualquer que me espera em casa.

� a garota mais linda de todas.

N�o �, Betty?

Olhe s� o que aprendi.

Est� pronta? �.

Essa � minha garota.

Era algo assim, sei l�.

Essa � a minha garota.

Legenda: Jenifer Berto

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