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"Os acontecimentos seguintes s�o baseados
em eventos ocorridos durante a 2� Guerra Mundial,
quando 61.000 prisioneiros aliados foram obrigados...
a construir a Ferrovia Tail�ndia-Birm�nia".
Como eu sinto falta da Esc�cia...
E o mar... o mar.
N�o h� nada igual em toda a Terra...
o sal em seu rosto, o vento em suas costas...
e todo o mundo diante de voc�.
E voc� � mais livre que um p�ssaro no ar ou um peixe no oceano.
Para ser livre.
Eu participei da Segunda Guerra para acabar com todas as guerras.
Eu estava na universidade estudando
para ser um professor quando a convoca��o ocorreu.
Eu estava muito ansioso para colocar de lado meus estudos para a gl�ria da a��o.
Eu parei de ler a hist�ria...
...e tornei-me parte dela!
Eu me juntei aos soldados da Argyll & Sutherland das Terras Altas...
e me tornei o Capit�o Ernest Gordon.
Meu oficial comandante era o Tenente Coronel Stuart McLean...
o melhor comandante que o 93� Batalh�o jamais teve,
um homem de profunda lealdade ao seu pa�s...
ao seu dever e aos seus homens,
uma lealdade que em pouco tempo era comparada ao segundo em comando,
Major Ian Campbell...
um homem com apaixonada devo��o ao coronel, assim como � causa
E nossa lealdade eventualmente era testada
Os Argylls tiveram o legado de serem a �ltima linha de defesa,
e n�s ir�amos provar aquele legado mais uma vez...
diante da derrota...
e capturados pelo inimigo.
COSTA DA TAIL�NDIA - AP�S A CA�DA DE SINGAPURA - 17 DE FEVEREIRO DE 1942
Voc� est� bem, senhor?
Voc�s parecem o diabo de cara com o orgulho, rapazes!
E tentem n�o cagar em seus kilts.
Os desgra�ados est�o apenas brincando com nossas mentes.
quando voc� se rende na guerra...
voc� � estripado da sua dignidade como soldado.
Tudo que lhe resta s�o seus companheiros camaradas,
muitos dos quais voc� acabou de conhecer.
O Tenente Jim Reardon, marinha mercante,
era um dos poucos americanos na �rea.
Juntou-se sozinho aos Argylls durante a rendi��o dos Aliados.
N�s o cham�vamos de "Yanker," pois ele era ao mesmo tempo um americano...
e um pouco estrangeiro.
CAMPO KANCHANABURI, TAIL�NDIA
Forma��o, alto!
Que fedor � este?
� a morte, major!
Senhor!
Forma��o, convers�o � direita!
Forma��o, alto!
Flanco esquerdo!
Descansar!
Descansem.
Que diabos significa "tenko"?
Deve ser a chamada.
Hoje, voc�s ir�o contar em Ingl�s.
Mas amanh� e para sempre, em Japon�s.
Comecem a contar! - Um!
- Dois! - Tr�s!
- Quatro! - Cinco!
- Seis! japa Orelhudo!
Desgra�ado!
� uma cultura vergonhosa. Voc� os encara, voc� pagar�. Fique parado.
Isto � uma atrocidade!
Sou um oficial de alto escal�o...
e n�o tolerarei este comportamento b�rbaro!
Este homem tem direitos!
Levem este merda desrespeitador daqui.
Voc� ir� respeitar a hierarquia.
Sujo...
Aten��o, prisioneiros. Voc�s agora s�o cativos...
de Sua Majestade Imperial, o Imperador.
Vejam. O castigo extremo para os que tentarem escapar.
Isto � para o seu pr�prio bem.
Voc�s assinar�o estes pap�is prometendo que n�o escapar�o.
- N�o escapar, meu rabo Yankee! - Isto � contra a Conven��o de Genebra.
Eles n�o d�o a m�nima para a Conven��o de Genebra.
Amanh�...
voc�s trar�o estes documentos assinados por todos os prisioneiros.
Voc�s est�o dispensados.
V�o! V�o!
- O que voc� disse? - Eu disse a ele que voc� era est�pido.
N�o sei se te agrade�o ou se te chuto o rabo.
Ian Campbell.
Dusty Miller.
Onde voc� aprendeu a falar japon�s?
E o Coronel?
Voc� quer o seu Coronel de volta?
Eu devo a ele minha vida.
- Mais cabelos, mais piolhos. - Ai.
Um conselho: mantenham-se perto dos seus companheiros.
No final, a coisa se reduz � lei do mais forte.
Cada um por si.
Permuta � o nome do jogo, senhores.
Eles chamam o hospital de "Casa da Morte". N�o queiram acabar aqui.
Saboreiem sua sa�de agora, senhores.
� a �ltima vez que a ver�o.
Existem milhares de prisioneiros em campos � beira do rio.
N�o teremos muita informa��o do exterior.
Os japoneses nos mant�m no escuro.
Sem r�dios.
Eles descobrem um, eles o matam.
Oficiais, tentem manter sua camisa vestida.
Ela o distinguir� dos soldados, e � a �nica coisa...
que impedir� de nos degenerarmos em uma maldita anarquia.
Merda!
Ernie, onde voc� vai?
Descobrir algo sobre o coronel.
Voc� est� procurando problemas!
- Doutor. - Traga-o aqui.
- Vamos. - Calma. Calma.
S�o minhas costas. Minhas costas. Minhas costas.
Que diabos aconteceu?
- Parece que voc� n�o fez rever�ncia. - O qu�?
Sempre fa�a rever�ncia diante de um guarda, coreano ou japon�s.
Nunca olhe nos olhos deles quando eles passarem por voc�.
� simplesmente desafi�-los. Sempre olhe para os lados. S�o as regras do Bushido.
- Bushido? - � um tipo de cavalheirismo.
Respeito e obriga��o.
Se voc� n�o os respeita, eles se sentem obrigados a golpe�-lo.
- N�o � nada pessoal. - Bem, se parece algo bastante pessoal.
Sim, bom, funciona dos dois lados: Eles fazem o mesmo com eles pr�prios.
- Isto � um conforto. - Agora escutem:
Voc�s devem entender, estes monstros...
realmente acreditam que n�s somos uma ra�a inferior, menos que seres humanos.
Para eles, bater num prisioneiro � como bater num cachorro desobediente...
e quanto mais violento � o golpe, maior � a sua dedica��o ao Imperador.
Voc� ficar� bem, filho.
Abram espa�o para o coronel.
Voc�s gostam de um castigo, todos voc�s.
Voc� deveria t�-los deixado me levar, senhor!
Podemos fazer algo pelo senhor, coronel?
Ah. Comecem a se preparar.
Nos preparar para qu�?
Para escapar. Para qu� mais, seu Yanke loiro?
Obrigado.
Coronel, eu tenho observado esses japoneses...
Nunca h� mais que um punhado deles guardando o per�metro em qualquer hor�rio,
e n�o o vigiam rigorosamente.
- N�o me parece l�gico, a menos que... - A menos que o qu�?
A menos que todos os prisioneiros foram
capturados ou mortos em milhares de kil�metros da selva hostil.
A menos que os camponeses entreguem um prisioneiro por um punhado de arroz.
A menos... Escapar � imposs�vel.
Excelente.
Yanker.
Encontre a melhor rota para escapar, ok?
- Ian?
- Sim, senhor. - Comece a conseguir...
equipamento para sobreviv�ncia, ok?
Ernest, organize as coisas.
- N�s podemos fazer trocas com os locais. - Sim, senhor.
Assim que eu estiver melhor, n�s partiremos.
- Sim, senhor. - Ok? - Sim, senhor!
- Bom. - Senhor.
Bons garotos.
Eles s�o bons garotos.
S�o os meus garotos.
Ei, que tal algum extra para o meu coronel?
Ele est� na "Casa da Morte".
Se seu coronel n�o p�de vir, � por que ele n�o pode trabalhar.
Se n�o pode trabalhar, n�o pode comer. Regras nip�nicas. Mova-se.
Vamos l�, amigo. Estarei em d�vida com voc�.
Ei, voc� ouviu. Ele disse para voc� se mover!
Voc� parece um montanh�s trepando com uma ovelha.
Vamos l�!
- Sim! - Fa�a!
- O que � voc�? Uma maldita galinha? - Vou te dar uma surra!
Vamos, seu ingl�s fodido!
Bem, venha, ent�o, ot�rio!
Venha!
J� basta.
O que � necess�rio para que um homem perca a sua dignidade?
Anda, ingl�s viado!
Qu�o baixo se pode cair para pagar o pre�o da sobreviv�ncia?
Dusty construiu um santu�rio fora do campo...
Chamado "Igreja Sem Muros".
N�s t�nhamos permiss�o para visit�-la livremente.
Sabiam que n�o t�nhamos para onde ir.
EM MINHA MEM�RIA
Vou lhe dizer o que eu farei assim que voltar para Glasgow.
Farei uma visita ao meu pub favorito.
Beberei... 14 whiskies e 7 cervejas.
E passarei a noite nos bra�os de minha doce e amada esposa.
- Voc� � casado, senhor?
- N�o, mas se voc� tem uma irm�, estou dispon�vel.
E voc�, Ernie?
Provavelmente ensinar.
Sempre gostei de ensinar.
Pensei em primeiro ver o mundo.
- Seu desejo lhe foi concedido. - Sim.
Quando eu sair daqui...
Montarei um neg�cio e ficarei muito rico.
Que tipo de neg�cio?
Mercado negro. Prostitui��o.
N�o ganhar� muito dinheiro como prostituto, isso eu te asseguro.
E voc�, senhor?
O que voc� far� depois da guerra?
Come�ar a me preparar para a pr�xima guerra.
No c�digo do Bushido, a Na��o � tudo.
O indiv�duo n�o � nada.
Conformismo � como eles conquistam seu senso de prop�sito...
e eles esperam que n�s acatemos esta filosofia.
O que estamos dizendo, Dusty?
Lealdade, cortesia, frugalidade. O dever do soldado.
Bem, isto n�o � magn�fico?
Leve-os, sargento-major.
Forma��o! Sentido!
Meia-volta!
Todos mostrem respeito ao honor�vel tenente-coronel Nagatomo...
chefe da Administra��o de Prisioneiros da Tail�ndia.
Acho que ele gostou de mim.
� um grande prazer para mim...
v�-los neste lugar.
Voc�s s�o os poucos esqueletos que restaram...
da nossa vit�ria e de nossa lastimosa v�tima.
Voc�s deveriam chorar de agradecimento...
ante Sua Majestade Imperial, o Imperador...
que tem miseric�rdia de voc�s por serem covardes.
- O que eles sabem sobre covardes? - As regras do Bushido.
Acreditam que os perdedores deveriam se matar.
Voc�s me dar�o grande prazer...
de construir uma ferrovia...
atrav�s da selva pela gl�ria de Sua Majestade Imperial...
o Imperador...
Salvador do Jap�o!
Salvador da �sia!
Construiremos esta ferrovia...
mesmo que precisemos faz�-lo...
sobre o cad�ver do homem branco.
Isto ser� a sua purifica��o!
A ferrovia ter� 420 kil�metros...
desde o acampamento base de Chungkai at�...
Thanbyuzayat, ao norte.
Voc�s construir�o a ferrovia em 18 meses.
Dezoito meses?
Como meus homens far�o isso com as ra��es que voc�s lhes d�o?
Os oficiais tamb�m trabalhar�o.
O engenheiro real supervisionar� a constru��o.
Onde est�o os documentos assinados?
Cavalheiros...
como voc�s violaram a Conven��o de Genebra...
a Conven��o de Haya...
e todo direito humano para a adequada supervis�o de prisioneiros de guerra...
eu devo respeitosamente recomendar...
que voc�s...
e seus macacos fascistas...
enfiem suas cabe�a nos seus traseiros!
Porque n�s n�o assinaremos seus malditos documentos!
Agora traduza isto!
Eu estou farto dessas besteiras!
- Cavalheiros. - Senhor.
Cuide dos meus garotos, Ian.
� lament�vel, mas...
pegaremos cada um de voc�s e atiraremos em um por um!
- Por favor. - Senhor!
At� que respeitem o Imperador!
Andem. Fora daqui. Fora daqui!
- Foda-se! Foda-se ele! - Vamos! Vamos, cara! Vamos!
- Merda! - Vamos, cara! Fora daqui!
- Desgra�ado! Maldito desgra�ado! - Fora daqui!
- Merda... - Vamos.
- Major, o que aconteceu? O que aconteceu? - O maldito atirou!
- Onde est�... - Porra... o maldito atirou!
� o sangue do coronel. � o sangue do coronel!
O desgra�ado atirou!
- O filho da puta! - Major.
Major, o coronel...
Seus olhos-puxados filhos-da-puta...
N�o o deixem ir! Campbell!
N�o seja outra v�tima! J� chega! J� chega!
Fodido filho-da-puta!
N�o h� nada que voc� possa fazer. N�o h� nada que voc� possa fazer.
Como ele p�de morrer?
- O que n�s faremos? - Est� tudo bem.
- Que merda n�s faremos agora? - Shhh!
Que merda n�s faremos agora?
Apenas fique deitado, major.
"Verdadeiramente, verdadeiramente eu lhes digo...
exceto um gr�o de trigo que cai na terra e morre...
cair� sozinho.
Mas se ele morre...
produzir� muitos frutos".
H� o sofrimento antes da gl�ria.
H� uma cruz...
antes da coroa.
Em forma��o!
Devagar... marchem!
- Sauda��es. - Eu n�o estou indo.
O qu�?
Eu disse que n�o irei.
E o nosso plano?
Eu devia ao coronel a minha vida!
E eu o vi morrer na minha frente...
e eu fiquei l� parado sem fazer nada.
Voc� acha que � o �nico que est� sofrendo aqui?
- Voc� acha que � o �nico... - Agora acordem!
H� um motivo pelo qual toda fuga falhou...
E existe uma raz�o pela qual os japoneses n�o d�o a m�nima para a seguran�a.
N�s fomos tolos em pensar que pelo menos ter�amos uma chance.
Agora eu tenho meus pr�prios planos.
Voc� � um ego�sta desgra�ado!
Vamos, Ernie.
Ernie!
Tudo bem!
Yanker, espere um pouco!
Yanker, espere!
Voc� nunca o far� sozinho naquela selva. � suic�dio!
D� uma olhada em volta de voc�. Olhe nos olhos desses homens.
Me diga o que voc� v�.
� isso mesmo, Ernie. Eles j� est�o mortos.
Voc� sabe disso, e eu sei disso.
Todo mundo l� dentro sabe tamb�m,
exceto que eles t�m medo de admitir o �bvio,
E isso me faz morrer de medo!
Porque ao menos com a fuga...
n�s ganharemos uma coisa: esperan�a.
Esperan�a, Ernie. Porque sem isso, poderemos ficar sentados aqui...
com nossos polegares enfiados nas bundas esperando o fim chegar.
� isso que voc� quer?
Deixe-me contar algo sobre mim.
Eu n�o sou um homem est�pido...
e n�o sou um kamikaze.
Se eu n�o posso escapar, eu farei o melhor que me resta.
Eu cuidarei de mim mesmo.
E isso � exatamente o que eu planejo fazer.
Yanker, n�s estamos todos nessa! Todos n�s, juntos!
Claro, garoto. Cada um de n�s.
28 DE OUTUBRO DE 1942 - IN�CIO DA CONSTRU��O DA FERROVIA
Os japoneses est�o se preparando para invadir a �ndia.
A ferrovia seria a sua linha de abastecimento.
N�s ser�amos o meio para este fim.
Quando se vive para morrer, cada minuto � uma eternidade.
Os dias se perdem.
Os meses se fundem entre si.
E a �nica realidade que voc� conhece � a do momento...
E o momento p�ra sobre voc� como a morte
� dif�cil descrever como � viver...
com a fome permanente em sua barriga...
E o fedor da enfermidade e da morte em volta de voc�, cada vez que voc� respira.
A mal�ria, a difteria...
A pelagra, a disenteria...
sugam cada gota de flu�do do seu corpo.
Seus m�sculos t�m c�imbras, e sua circula��o entra em colapso.
Major! Ele est� queimando...
Eu n�o conhe�o nada que pode sobreviver a isso.
Oh, Ernie, filho.
Voc� � um bom soldado...
e um bom amigo.
Ent�o, esta � a morte.
Escura.
Fria. Solit�ria.
Sem mais raz�o para lutar...
ent�o eles desistem de voc�.
Na morte n�o existem segunda chance.
� isso que voc� pensa quando est� morrendo...
o valor real de tudo o que voc� com a sua vida...
e tudo o que voc� poderia ter feito...
se voc� tivesse uma segunda chance.
Droga de inferno! Estes japas desgra�ados comem como o Pr�ncipe de Gales!
A vida n�o espera pelo indiv�duo...
especialmente a vida como prisioneiro de guerra.
Se voc� quer sobreviver, voc� precisa de um pouco de sorte...
algum talento e um colega que te levante quando voc� cai.
Onde estou?
Voc� esteve inconsciente por dias.
Pensei se eu poderia tir�-lo da "Casa da Morte" para tomar ar fresco,
voc� teria melhores chances de sobreviv�ncia.
Bem, eu n�o sei se eu quero mais sobreviver.
Abra!
Como conseguiu a comida na fila?
Eu tenho contatos. Vamos. Abra!
Porqu� voc� est� fazendo isto?
Ol�, Ernie.
Ei, eu e meus parceiros est�vamos meditando...
e, bem, come�amos a pensar.
Qual � o prop�sito para que temos sofrido?
Quero dizer, onde est� a justi�a em...
os japoneses nos baterem e nos fazerem trabalhar at� morrer?
E o que � pior, n�s estamos nos matando para salvar nossas pr�prias peles.
O qu� exatamente voc� est� me perguntando?
Voc� disse que gostaria de ser professor.
Sim.
N�s pensamos que voc� talvez tenha algumas respostas, senhor.
Voc� gostaria que eu...
desse um discurso sobre o significado da vida?
Uma id�ia maravilhosa, senhor.
Por favor...
apenas me deixem em paz.
Foi o que pensei.
Sabe, um homem suporta
uma grande quantidade de sofrimento se tiver esperan�a.
Quando ele perde a esperan�a...
� quando ele morre.
REGI�O DE TARSAU FERROVIA: 132 KIL�METROS
Muito bem.
Merda, eu tenho que cagar.
Vamos.
Reardon conseguiu um contato no mercado negro tailand�s.
- Deixe-me ver. D� o fora daqui! Ele n�o compartilhava com os demais...
com medo de ser descoberto pelos japas.
Pelo menos, foi o que ele nos disse.
Bom Deus, Yanker, isto est� fedendo!
Bem aqui, major Campbell...
est� o aroma da felicidade.
N�ctar dos deuses. Nosso passe para o atordoamento.
�lcool de arroz fermentado. Este � por conta da casa.
Desgra�ado.
Ele o fez.
� claro que eu o fiz.
Oh, �timo, Yanker. Vamos dar um trago.
Opa opa, senhores.
Se querem caridade, v�o a uma igreja.
Da minha parte, tenho barganhado o meu caminho para a felicidade.
Portanto, d�em-me alguma coisa. Qualquer coisa que tenham.
N�o sejam t�midos. A fila come�a bem aqui.
Dois cigarros.
Voc� deve sair desta chuva.
Vamos. Ande!
Ernie, seu desgra�ado.
- Voc� continua vivo. - Ol�, Lazarus.
- Voltou dos mortos, meu filho. - Bem, eu desejaria ter ficado l�, senhor.
Besteira, soldado. N�s precisamos de voc� vivo. Ei...
- Vamos. - O que est� errado?
Ele n�o tem comido.
Ele estava conseguindo algumas ra��es extras.
Ele nunca conseguiu ra��es extras, Ernie. Ele estava lhe dando as dele.
Ajude-me com suas pernas.
Eu percebi que enquanto Dusty estava cuidando de mim...
o major preparava seus pr�prios planos.
Quais eram?
Eu n�o poderia dizer.
Onde voc� conseguiu a comida?
De v�rios doadores an�nimos.
Coma.
Eu resolvi abrir a escola para o pessoal.
Uma universidade na selva.
Eu j� fiz o meu pr�prio quadro-negro.
Yanker roubou para mim um livro de texto...
por um pre�o nada barato.
A primeira aula � esta noite.
J� tenho seis alunos.
Eu sei que � pouco, mas...
� um come�o.
Eu n�o quero ser ecl�tico aqui, Ernie...
mas como diabos voc� espera ter um grupo ativo...
sem que os japas te vejam?
No �nico lugar em que os japas nunca chegam perto.
- Este fedor � intoler�vel. - Cale sua boca!
N�s estamos fazendo o melhor que podemos. Se acostume com isso!
Certo, senhoras. Sintam-se confort�veis o quanto puderem...
e vamos come�ar, ok?
Eu gostaria de falar com voc�s a respeito de Plat�o.
Muito bem.
O que...
�...
a justi�a?
PASSAGEM DO FOGO ETERNO FERROVIA: 148 KIL�METROS
Com licen�a, senhor. Senhor.
- � verdade que voc� est� dando aulas? - Humm...
N�s gostar�amos de ajud�-lo a ensinar.
Bem, qual � a sua hist�ria?
Sou Roger Primrose, treinado em belas artes.
O tenente Foxworth aqui costumava ensinar Shakespeare em Cambridge.
Sou o sargento de seu pelot�o.
O pobre homem est� perdido sem seus livros e seu poeta.
Suponho que se eu o mantiver ocupado por bastante tempo...
ele n�o acabar� suicidando-se.
Eu... n�o estou brincando, senhor.
Bem, infelizmente, n�s n�o temos nenhum Shakespeare.
"Morrer, dormir...
n�o mais.
E num sono n�s acabamos com os desgostos...
e as in�meras dores que lhe cortam a carne.
Esta � uma consuma��o que dever�amos desejar.
Morrer, dormir...
dormir, possivelmente sonhar.
Ai, a� est� o obst�culo; para naquele sono da morte...
que sonhos poder�o vir quando n�s tivermos trocado este anel mortal...
deve nos dar uma pausa,
A� est� o respeito que faz a calamidade de t�o longa vida.
Por quem devemos usar o chicote e o esc�rnio do tempo.
O erro dos opressores, o desprezo dos homens orgulhosos...
o sofrimento de um amor desprezado,
a lentid�o da lei, a insol�ncia dos empregados...".
Humm, parece que n�s temos o velho Shakespeare depois de tudo, senhor.
- Parece que sim. - N�s iremos us�-lo.
Vamos, Foxworth.
"O erro dos opressores, o desprezo dos homens orgulhosos...
o sofrimento de um amor desprezado, a lentid�o da lei...
a insol�ncia dos empregados, e o menosprezo...
o m�rito daquele paciente que n�o tem valor...
quando poderia ele mesmo evit�-lo e procurar a quietude com um punhal?
- Muito bom, David. - "Quem poderia tolerar tal opress�o...
gemendo, suando, cansado da vida...
se n�o fora pelo temor...
de que existe algo depois da morte... um pa�s desconhecido...
de cujos limites nenhum viajante retorna,
estarrece-nos, e nos faz sofrer dos males que n�s temos...
ent�o voar pros outros dos quais n�o temos conhecimento?".
No segundo livro da Rep�blica...
Plat�o disse: "O que ir� acontecer ao homem justo...
que entrar neste mundo?"
Bem, o homem justo ser� espancado...
contestado, proibido.
Ent�o depois de todo tipo de mis�ria,
ele ser� crucificado num poste para que todos o vejam.
Alguma pergunta?
Eu tenho uma pergunta.
- Me permite? - Claro.
Minha pergunta:
Se o homem justo...
� tratado como voc� disse...
ent�o, onde est� a resposta justa?
Dar a volta e deixar que o mal fa�a a seu modo?
Bem, o que voc� recomendaria, major?
Oh, eu recomendaria o desafio.
Justi�a para os captores.
- Olho por olho. - Qual � o pre�o da miseric�rdia?
Sim, miseric�rdia.
O �ltimo baluarte dos traidores e covardes.
Ent�o, voc� pegaria um homem
e o crucificaria num poste para que todos o vissem?
Eu buscaria justi�a.
Algum de voc�s?
Sargento-major.
Puxem!
O major Campbell era um l�der natural entre os homens.
Ele parecia atrai-los de todas as naturalidades e grupos,
e ele tinha uma maneira de un�-los numa causa comum.
Sua causa comum.
Melhor levar mais dois de n�s.
A guarda muda entre 5:00 e 5:30 todos os dias,
ent�o teremos que estar aqui. - Desculpe, major.
Estamos interrompendo um servi�o da igreja?
Ent�o, qual � a est�ria?
Major, digamos que seu plano funcione, certo?
Voc�s confiscam as armas, capturem os guardas,
e dominam o campo inteiro.
E depois?
Continuar�o n�o tendo para onde ir.
E quando os japas descobrirem,
n�s teremos um regimento de mil fortes...
atacando-nos com vingan�a.
Voc�s n�o podem ter esperan�a de sobreviv�ncia.
Quem est� falando de sobreviv�ncia?
Ent�o, � disso que se trata, uma miss�o suicida.
Venha c�. Venha c�.
Ent�o, o que voc� vai fazer, h�? O que voc� vai fazer?
Vai entregar a si mesmo � merc� do Bushido?
Isto sim seria um suic�dio.
Poupe-nos dessas besteiras, major.
Quanto te pagam, Yanker?
Hein?
Oh, ele n�o te disse, n�o �?
Algumas de suas melhores barganhas s�o com os japoneses.
Bem, como voc� acha que ele consegue t�o bons rem�dios?
N�o est� certo, Yanker?
Diga a eles, Yanker, h�?
Voc� est� colocando em perigo a vida de cada homem deste campo.
Eu n�o acho que eles concordem com a sua id�ia de justi�a.
Bem, ent�o, voc� agora � a voz do povo, h�?
Ou voc� talvez esteja simplesmente agradando aos japoneses.
N�s, da Argyll, temos que permanecer unidos.
E voc� sabe que seria isso que o coronel diria.
Bom garoto.
O maior amor que um homem pode mostrar...
� o homem que d� a vida por seus amigos.
Voc� ouviu o que foi dito,
que voc� deve amar o seu pr�ximo...
e odiar seu inimigo.
Mas eu digo a voc�, ame o seu inimigo,
e reze por aqueles que o perseguem.
De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro...
...se ele perde sua alma?
O que dar� um homem em troca da sua alma?
Voc� est� cometendo um terr�vel engano. Eu posso lhe dar tudo o que voc� quiser.
Chocolate americano, whisky, cigarros. Que tal um rel�gio?
O major pensou em Reardon como uma amea�a.
Para ele, um homem sem senso de dever,
leal a ningu�m sen�o a si pr�prio,
j� � um traidor. - Merda.
Tragam estes livros.
Levem-no!
N�o, por favor. Por favor.
� a minha escola. � a minha escola!
Major Campbell fez um trato com os japoneses.
Eu seria deixado em paz.
Em sua mente, isto n�o seria considerada trai��o.
A escola havia atrasado seus planos.
Os homens estavam mudando de opini�o. E Dusty tinha sido o catalisador.
B�BLIA
Este livro...
ensina a dar a outra face.
N�s lemos estes livros,
e nos tornamos melhores escravos para o Imperador.
Ele disse que o livro � supersti��o.
O capit�o Noguchi disse que o progresso da rodovia � muito lento.
Ele recebeu ordens do quartel-general...
mandando-nos terminar seis meses antes do que estava programado.
Honor�vel senhor, isto �...
Voc� est� dispensado.
Supersti��o.
Sou um yanke.
Yanke fa�a ou morra.
Um sobrinho digno do Tio Sam...
nascido em quatro de julho.
Eu tenho uma linda garota yanke
Ela � minha yanke
O yanke veio a Londres
S� para montar os p�neis
Eu sou aquele garoto yanke.
Eu ainda estou vivo, seus malditos japas!
Voc�s podem entender isto, n�o podem?
Eles podem ter tirado de n�s nossos livros e aulas...
mas est�vamos decididos que eles n�o nos tirariam...
o que hav�amos aprendido em nossas universidades.
Dusty tirou alguns homens da "Casa da Morte"
para ajudar a drenar a �gua.
Seu exemplo de que n�s est�vamos aprendendo nos inspirou a trabalhar como nunca.
PASSO DAS TR�S PAGODAS FERROVIA: 305 KIL�METROS
E nossos captores notaram.
E quanto ao major, nos recus�vamos a peg�-lo...
e pagarmos com a mesma moeda.
E isso come�ou a corro�-lo.
O capit�o Noguchi disse que lhes devolveria seus livros...
para voc�s continuarem aprendendo.
O capit�o Noguchi graciosamente lhes mandou estes presentes...
por estarem sendo bons trabalhadores.
O que � isto?
N�s estamos de volta aos neg�cios, garotas!
- S�o de tr�s anos atr�s. - As leis de importa��o japonesas.
- Tem correspond�ncia aqui! - Ah, vamos ver.
Deste dia em diante, Yanker nunca mais falou muito.
Algo havia mudado em seu interior.
Era dif�cil dizer se tinha ficado melhor...
ou pior.
Espalhem-se, cambada. A cerim�nia de gradua��o est� chegando.
Eu quero performance de ponta de todos voc�s.
Continuem.
Senhores...
vamos continuar.
Se estamos fadados a morrer, estamos prontos a faz�-lo pela p�tria.
E se temos que viver, quanto menos homens formos, maior ser� a honra.
Aquele que deve viver e chegar � velha idade...
arrega�ar� suas mangas e mostrar� suas cicatrizes, e dir�:
'Estas feridas eu ganhei no dia de S�o Crispin'
Homens velhos esquecem,
tudo que deve ser esquecido
Carne! Carne!
Bife!
A OPINI�O DE PLAT�O SOBRE A JUSTI�A
Yanker decidiu se juntar a n�s...
um pouco tarde para a classe, mas ansioso por participar.
Voc� � um bom professor.
Como se chama?
Sou Nagase. Takashi Nagase.
Ol�, Takashi.
Sou Ernest.
Eu tenho me perguntado...
onde aprendeu um ingl�s t�o excelente.
Eu estudei em Cambridge.
Para ser um bom tradutor,
pensei que deveria entender a cultura.
Ent�o, o que voc� acha dos brit�nicos?
Eu acho que h� muito o que aprender sobre eles.
Posso te perguntar, honor�vel Takashi...
o que voc� est� fazendo aqui neste campo?
Eu fui classificado como baixa forma f�sica.
Um campo de prisioneiros de guerra
n�o � um lugar honor�vel para o soldado japon�s.
� como um castigo.
Uma vergonha para toda a sua fam�lia.
Bem, e o que me diz...
do sargento Ito?
Sem d�vida � um soldado realizado.
Assumiu a culpa pela m� decis�o que tomou o seu superior.
Isto resultou na morte de quase todo o seu pelot�o.
- Claro. Por isso ele � t�o amargo. - N�o.
No Bushido, � uma honra ser castigado no lugar de seu superior.
De acordo com nosso Decreto Imperial...
no ex�rcito do Imperador...
Uma �nica vida pesa menos do que uma pena.
N�o importa quantas coisas boas fa�amos...
n�s seremos sempre escravos construindo uma ferrovia...
estando morrendo de fome.
Milhares de n�s em uma d�zia de outros campos de prisioneiros.
E como se n�o fosse suficiente,
o major e seu plano perigoso pareciam prestes a explodir a qualquer momento.
Nos pusemos a pensar e nos demos conta de que...
n�o �ramos os �nicos escravos usados em nome do Imperador.
Eles a chamam "mulheres consoladoras".
O despojo da conquista japonesa.
Uma conquista cuja inten��o original era purificar o esp�rito...
onde o verdadeiro guerreiro considera a sua espada a alma do Bushido...
a chave do c�u e do inferno.
Um s�mbolo do que ele carrega em seu cora��o...
lealdade e honra.
16 DE OUTUBRO DE 1943 - CERIM�NIA DA FINALIZA��O DA FERROVIA
N�s terminamos a ferrovia em outubro de 1943...
seis meses antes do programado.
Uma verdadeira raz�o para comemorar.
Como nos disseram bem no princ�pio...
eles a constru�ram sobre o cad�ver do homem branco.
Esses malditos amarelos, mongol�ides japas.
Agem como se eles a tivessem constru�do.
Maldita ferrovia da morte.
Esta � a menor de nossas preocupa��es.
O que quer dizer?
Constru�mos a ferrovia.
J� n�o precisam mais de n�s.
Aqueles de voc�s que est�o � minha direita ser�o transferidos imediatamente...
para outro campo.
Aquilo parecia o obst�culo final para o plano do major.
Metade dos seus homens foram separados naquele dia. Nunca mais os veria.
Aten��o, prisioneiros...
Est� faltando uma p� no almoxarifado.
Aquele que a pegou deve devolv�-la agora.
Se n�o devolverem a p�...
a companhia inteira sofrer� um castigo.
Voc�s v�o nos respeitar.
A p� foi encontrada.
Houve um erro na contagem.
Simplesmente erraram na contagem.
Voc�s est�o dispensados.
O que for�aria um homem, um homem t�o ego�sta...
a sacrificar-se pelos demais?
Rapazes, eu n�o sinto minhas pernas.
N�o sinto minhas pernas.
Esta noite � a cerim�nia de gradua��o.
Os japoneses foram todos convidados.
Isto significa que n�o h� chance de ningu�m ficar no quartel.
Major, voc� ainda n�o planeja levar isto adiante, n�o �?
S� existem seis de n�s.
N�s perdemos seis homens.
Eu j� achava imposs�vel com doze.
Deus do c�u sabe que n�s n�o temos uma chance com apenas seis.
Ent�o, voc� tem conhecimento do que sabe Deus do c�u?
N�o, mas...
Eu n�o tolerarei duvidosos.
Eu continuarei.
Bem, assim somos cinco.
N�o se preocupem, rapazes.
N�o se preocupem, rapazes.
Teremos nossa justi�a.
Major Charlie Fraser, Idiomas.
Sargento Bingo Johnson, Filosofia.
E por �ltimo, por�m n�o menos importante...
soldado Wallace Hamilton, �tica.
Senhores...
os graduados...
de nossa universidade da selva.
Bem, que comecem as celebra��es.
A m�sica que ouvimos esta noite foi menos que perfeita.
Na verdade, foi terr�vel.
Mas n�s n�o nos import�vamos.
Em nossos cora��es, ouv�amos o que deveria ser.
Ouvimos o verdadeiro esp�rito da m�sica, e aquilo foi pura liberdade.
Se estamos fadados a morrer, estamos prontos a faz�-lo pela p�tria.
- Vamos l�. Fa�a-o. - Guarda. Abaixe-se. Abaixe-se.
Andando. Andando.
Fico feliz por voc� ter conseguido.
Bem, a m�sica era horr�vel.
Aquele que viver este dia e viver a velhice...
se elevar� em gl�ria quando este dia for nomeado.
Ent�o arrega�ar� suas mangas e mostrar� suas cicatrizes,
e dir�...".
- N�o h� muni��o nesta coisa. - Encontrem-nas!
"Homens velhos esquecem. Todos ser�o esquecidos".
- � um B-24. Vindo nos libertar. - Como voc� tem certeza?
� inconfund�vel, cara.
M�sica suave, homens. V�o nos libertar!
Avi�es aliados.
Eles n�o nos podiam ver,
por�m n�s pod�amos ouv�-los.
E n�s sab�amos que a guerra estava virando.
R�pido. R�pido.
R�pido, minhas n�degas!
Aten��o, prisioneiros.
Estes homens s�o culpados de assassinar dois guardas...
representantes do Ex�rcito Imperial...
e de conspirar para cometer insurrei��o.
Eles violaram a miseric�rdia do Imperador e de seus benevolentes s�ditos.
Esta deplor�vel conduta deve ser punida.
O honor�vel sargento Ito administrar�...
o prescrito e justo castigo.
- Major? - Am�m.
Deus!
Filho da puta!
O que voc� disse? O que voc� disse?
Levem estes homens aos seus lugares.
Ao cemit�rio.
Voc� est� livre.
Meu garoto.
Major? Major, o que ele disse?
Major, por favor, o que Dusty disse?
Major!
Meus garotos, eu lamento.
Eu lamento.
Supersti��o.
Fa�a!
Quando Dusty Miller morreu, algo no cora��o...
e na mente de cada homem morreu com ele.
O que n�s t�nhamos de alguma forma conseguido em anos de sobreviv�ncia...
agora parecia n�o ter sentido,
como se o pr�prio Deus estivesse jogando um jogo cruel com todos n�s,
At� hoje eu me lembro das palavras de Dusty h� muito tempo atr�s:
"Exceto um gr�o de trigo que cai na terra e morre...
cair� sozinho.
Mas se ele morre...
produzir� muitos frutos''.
Eu nunca descobri o que Dusty disse � Ito naquele dia,
mas soube que havia testemunhado o poder do perd�o.
Aten��o.
Em breve, todas as ra�as inferiores se inclinar�o...
diante da majestade do Imperador e dos cavaleiros do Bushido.
Quando ouvimos novamente os avi�es,
ach�vamos que nossa liberta��o finalmente havia chegado.
Ent�o aconteceu.
Viva os cavaleiros do "bullshitdo"!
Nossos aliados acharam que n�s �ramos o inimigo.
Me ajude!
V�o! Eu estou bem! Ajudem os outros!
Depressa. Me ajude! Me ajude, Ernie!
Apenas n�o olhe para ela, cara. N�o olhe!
Acharam que f�ssemos japoneses, Ernie.
Eu quase consegui. Eu fui morto pelos meus pr�prios companheiros, Ernie!
N�o te mataram. Voc� est� comigo, cara.
- Acharam que f�ssemos japoneses! - Calma. Calma.
N�o me deixe, cara.
N�o me deixe, cara. N�o me deixe, cara!
Fique comigo, cara. Fique comigo, cara! Fique comigo, cara! N�o!
Levantem-se. Levantem-se, merda!
Um alvo inimigo tamb�m foi alvejado ali perto.
Os feridos abandonaram seus postos em busca de ajuda.
Sua chegada ao nosso campo nos for�ou a tomar...
a decis�o mais importante de nossas vidas.
Uma decis�o que desafiaria o c�digo do Bushido...
de honra e vergonha.
N�o deixem o caminh�o entrar.
Devem ir embora agora.
N�o tragam estes cachorros aqui.
Movam o caminh�o.
Tirem este caminh�o daqui.
N�o valem nada. N�o valem nada!
Capit�o Gordon, eu o pro�bo de cooperar com o inimigo.
Major...
Eles... s�o seres humanos...
seres humanos moribundos.
N�o nos causar�o danos.
Ernie, volte para os seus homens.
Algu�m poderia me trazer �gua, por favor?
Algu�m poderia me trazer �gua, por favor?
N�s fomos deixados sozinhos pelos nossos captores. N�o t�nhamos para onde ir.
N�o t�nhamos nada para fazer.
Um futuro incerto,
com apenas um r�dio provis�rio deixado para tr�s,
esperando por qualquer palavra de fora,
"A todos os prisioneiros aliados.
As for�as japonesas se renderam incondicionalmente...
E a guerra acabou".
"Para aqueles que hoje derramaram seu sangue comigo...
ser� meu irm�o.
Por mais vil que seja...
este dia ser� pac�fico...
desde hoje at� o fim do mundo.
Mas n�s seremos lembrados, poucos de n�s...
felizes poucos de n�s...
um grupo de irm�os".
15 DE AGOSTO DE 1945 O DIA DA LIBERDADE
Aonde est�o os guardas?
Eles... eles se foram.
Fugiram para a selva... de n�s.
Em qual dire��o?
N�o fa�o id�ia.
Voc� � um homem de verdadeiros princ�pios e devo��o.
E sabe...
eu quero ser igual voc�. Igual a voc�.
Major Campbell?
Ernie! Voc� chegou a tempo.
Voc� est� cometendo um erro.
Eu estou fazendo justi�a, cara.
Fazendo justi�a.
Voc� acha que eu quero isso?
Todos n�s merecemos v�-lo sofrer,
mas isto n�o est� certo.
Certo.
Porra!
Seu est�pido... garoto est�pido!
Garoto est�pido!
Deus me perdoe.
Oh, Deus, perdoe-me!
Oh, Deus, perdoe-me, garoto!
Perdoe-me, garoto!
Qual � a conseq��ncia de uma simples vida pesar menos que uma pena?
Desgra�ado! Desgra�ado!
Qual � o objetivo do �dio?
Quando voc� olha nos olhos do inimigo...
e voc� v� a si mesmo...
Venha c�.
Qual � o pre�o da miseric�rdia?
Quem � o meu pr�ximo?
Quantas vezes eu devo perdoar meu irm�o?
O que significa amar os inimigos?
O que um homem pode dar em troca de sua alma?
Estas s�o as perguntas com as quais me deparei no meu campo de prisioneiros.
As respostas...
mudaram minha vida para sempre.
CEMIT�RIO DE GUERRA DE KANCHANABURI
"55 anos ap�s a guerra, o capit�o Ernest Gordon...
e o tradutor imperial reformado Takashi Nagase...
se encontraram no Cemit�rio da Ferrovia da Morte, na Tail�ndia".
"Ernest Gordon veio a se tornar reitor...
da Universidade de Princeton, durante 26 anos".
"Takashi Nagase se converteu em sacerdote budista".
"Sobreviventes da divis�o 93 dos soldados da Argyll & Sutherland".
"Em mem�ria de Ernest Gordon.
31 de maio de 1916 - 16 de janeiro de 2002".
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