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Ele comprou alguma terra e comprou uma mulher.
Nootka era da tribo da minha m�e.
Essa pequena terra ser� muito valiosa para os americanos.
Venda essa terra por um pre�o razo�vel.
Nootka Sound n�o est� � venda.
Eu tenho algo de grande valor para sua na��o,
algo pelo que os ingleses querem me matar.
Algu�m foi trazido para Londres para tentar me matar,
e precisarei dos seus olhos e ouvidos agora.
Voc� costumava a subir a saia
e sair andando com se nada tivesse acontecido.
E o que, exatamente, meu pai devia a voc�?
Tudo que � obriga��o de um marido para uma mulher.
Esta vi�va ter� direito exclusivo sobre Nootka
em caso de morte de Delaney
um evento que pode ser iminente.
Equipe Li4rs apresenta...
Monk lucasvsribeiro o-o btsix
Matvix F�l AlexandreMT Tulio Caio
Epis�dio 3
Ali, um corpo.
Olhe os bolsos dela.
� um homem.
Os peixes comeram o cora��o dele.
Talvez os peixes, ou talvez n�o.
O dente de prata � meu.
Quem tem uma l�mina para Odontologia?
Relaxe, Sr. Delaney.
Voc� est� em boas m�os. Seu dem�nio o salvou.
Eu tinha te seguido.
Meu agente disse que viu alguns atos indescrit�veis.
Eu tive que dar uma folga para ele.
Seu cara est� no rio.
Os ingleses te querem morto.
Mas o queremos vivo. Isso � algo, n�o?
Voc� leva a dor como uma pedra.
Um costume africano talvez?
Quantos mais restaram?
Eu dei seu nome para nosso amigo.
Ele disse algo sobre uma terra no Pac�fico.
Ele disse que voc� est� esnobe pela cidade com seu chap�u...
como um pav�o cheio de penas.
Voc� n�o parece esnobe agora.
Eu preciso falar com o pr�prio Carlsbad.
Preciso que ele leve um recado para Thomas Jefferson...
e o Presidente dos EUA.
Em Ponta Delgada, Colonnade me disse...
que me encontraria um emiss�rio para Thomas Jefferson.
Diga-me o que voc� quer dizer para Carlsbad...
que eu vou costur�-lo e deix�-lo ir.
N�o?
Faca interessante que usaram para te atacar.
Voc� acha que � chinesa?
Ou malaio?
Quando voc� chegou aqui...
com peda�os de carne humana entre os dentes...
T�nhamos um acordo silencioso.
Eu o costuraria e voc� me daria informa��es.
Diga-me o que quer em troca pela Nootka.
Qual � o seu pre�o?
Eu n�o tenho um pre�o.
Ent�o o que voc� quer?
Ch�.
- Ch�? - Diga � Carlsbad que quero ch�.
Carlsbad disse:
"Delaney pode ser louco bastante para lutar com todos n�s...
o rei, a empresa, e os Quinze Livre."
Talvez ela estivesse certa.
Diga � Carlsbad...
que eu...
cederei a posse de Nootka Sound para qualquer na��o
que me ofere�a seus monop�lios...
no com�rcio de peles e ch�s
de Fort George � Canton.
Um monop�lio.
� isso que eu quero.
Todo o ch� na China.
Deveria ter dito isso desde o in�cio.
Poderia ter lhe poupado muita dor.
E voc� disse...
"ela",
n�o disse, quando se referiu � Carlsbad?
Agora sei que procuro por uma mulher.
Com grande canh�es!
E cuspindo fogo, ela vai deslizar sobre o Lago Ont�rio,
ir pela fronteira tempor�ria
at� que eles aprendam a fazer um brinde para o rei.
- Vossa Alteza. - Coop.
Vossa Alteza, estou com pessoas
da Companhia das �ndias Orientais.
N�o, n�o, n�o.
Estou com muito bom humor para falar sobre as �ndias.
James Delany, um empreendedor individual,
herdou recentemente um terreno...
Nootka Sound.
Esse terreno oferece uma possibilidade
de um com�rcio direto com a China.
Se olhar mais de perto,
ver� que o terreno em quest�o
est� na fronteira da nossa disputa com os americanos.
N�o. Isso � uma obra de Deus. Uma boa oportunidade.
Se esse terreno fica na fronteira,
isso � um problema para a Coroa.
Um problema de guerra.
E quem � esse homem? Ele � leal?
Bom, n�o achamos.
Um republicano?
Um aventureiro com uma p�ssima reputa��o.
Hist�rico de loucura, selvageria,
roubo e coisas piores.
Ent�o, Sr. Coop...
ele � um homem com quem voc� ser� capaz de lidar.
Voc� dormiu em ninho de p�ssaro.
- Precisamos de um carpinteiro. - �, a porta emperra no inverno.
Raspe-a que ela ficar� boa no ver�o.
Meu Deus.
Temos neg�cios no rio, voc� e eu,
mas, primeiro, preciso colocar um curativo novo nisto.
- D�-me aguardente e bandagem. - Quem fez isso?
Um malaio com uma faca e um americano com agulhas.
Aguardente e bandagem, homem.
- Eles tentar�o novamente. - Quem, pelo amor de Deus!?
Ent�o, quando o carpinteiro vier,
diga-o que quero todas as janelas refor�adas...
e a escotilha do rio, quero fechada tamb�m.
Ent�o, estamos cercados.
Eu deveria usar o mesmo carpinteiro
que refor�ou as janelas que o seu pai usava
quando ele estava cercado...
para ele p�r os pregos antigos nos buracos antigos.
Voc� pode ficar l� com a mesma arma no colo.
E quando ficar l� com aquele mesmo olhar arrogante,
farei a mesma pergunta...
Por que arrisca a sua vida?
Voc� pode soltar essas ataduras para eu me mover?
Levante-se. Vamos. Levanta.
Bill, o que est� fazendo?
- Aqui, pegue isso. - Sim, chefe.
N�o h� motivo para n�o rirmos um do outro
j� que somos parceiros.
Eu n�o diria que voc� � meu parceiro.
O que dizem no Wapping Wall
� que voc� matou um assassino e comeu as suas tripas.
Trouxe as minhas armas?
N�o confie numa cobra.
10 Richardson Man Stoppers.
Tem a mesma pot�ncia de mosquete
mas voc� pode segura um em cada m�o.
Bom. Muito bom.
- Tudo bem. - Se n�o somos parceiros,
- o que somos? - Bom...
eu sou um comerciante e voc� � meu fornecedor.
Voc� poderia ser o meu ferreiro. N�o sei andar pelas estradas...
n�o por enquanto, pelo menos.
V� o pag�o?
Ele � o meu cunhado.
Ele diz que a melhor parte do homem para se comer � essa.
- O tend�o. - Voc� me trouxe carne salgada?
- Porco. - N�o.
- Fresco de um saveiro... - N�o.
- Um aviso... Tudo bem. - N�o comemos porco!
Os produtos dele est�o armazenados h� anos.
Provavelmente, mas confio nele,
ent�o, por favor, pague-o. Obrigado.
- Quem � voc�? - French Bill.
- Est� tudo bem? - N�o.
Posso sugerir ir para Tilbury, enquanto voc� se cura?
N�o, n�o deixarei de Londres.
- Atticus, fale com nele. - N�o, eu n�o deixarei Londres.
- V� para casa. O que � isso? - Um barco.
- Eu sei. Mas ele boia? - Sim, claro.
- Qual � a lota��o? - N�s. Onde estamos indo?
- Lincoln's Inn. - Lincoln's Inn. Para qu�?
H� uma carta na minha escrivaninha, no s�t�o.
Preciso que entregue ao secret�rio de Sua Majestade.
Entregar na m�o dele.
Hoje, Brace!
- Um tal de Sr. James Delaney. - Santo Deus.
Veio com homens armados e um canibal, senhor.
Diga-lhe que morri.
Ele disse que quer fazer um testamento.
COMPANHIA BRIT�NICA DAS �NDIAS ORIENTAIS
N�o me encha.
- Senhor, trago not�cias. - Falei: "N�o me encha."
Not�cias sobre James Delaney, senhor.
Entre.
Minha nossa.
Os c�es abatidos e suas desculpas.
O assassino que mandamos para matar Delaney...
est� morto.
Delaney est� vivo, senhor.
N�o � novidade, sr. Pettifer. Eu soube disso no raiar do dia.
Isso, contudo, � novidade.
Entregue em m�os por Thoyt h� uma hora.
Leia.
"Este � o meu testamento, de James...
Em caso de morte, meus bens e terras
ser�o legados...
...integral e definitivamente...
� na��o soberana dos EUA."
Agora sabemos que o rapaz, al�m de selvagem, � astuto.
Quando se instituir a paz e esta fronteira for tra�ada,
n�o ser� por soldados...
mas por mais malditos advogados.
Centenas deles, dos dois lados.
E toda marca��o de territ�rio
ser� considerada precedente legal.
E n�o s� n�o podemos resolver esse desastre matando Delaney,
como agora nos interessa mant�-lo vivo a todo custo.
Tragam 4 pregos, uma t�bua
e um homem chamado Solomon Coop a esta sala amanh� ao meio-dia.
S�o capazes disso?
At� meio-dia, Sr. Pettifer.
Fa�o o poss�vel com o lixo podre que Atticus traz das docas,
ent�o ao menos sente-se antes de recusar.
E se o jovem degenerado � porta est� o protegendo
de assassinos da �ndia Ocidental,
saiba que, �s 2h da manh�, as putas o distraem facilmente.
N�o se preocupe com a Cia. das �ndias Ocidentais.
Nem com a Coroa. N�o precisa mais.
S� estou sob amea�a dos americanos,
mas creio que eles sejam meus menores advers�rios
n�o concorda?
J� procurei em todo canto desta casa,
menos no por�o, ent�o preciso vencer a mar�.
Preciso vencer a mar�.
Ol�?
Winter, o que faz aqui?
Venho dormir aqui �s vezes.
Voc� dorme aqui?
Eu te vi.
Eu vi o que fez com o malaio.
Arrancou o cora��o dele como um lobo,
e depois o jogou no rio: "splash".
Ent�o ele boiou... bem nos meus bra�os.
Est�o tomei os seus esp�lios.
Pegue. � para voc�.
Ensine-me m�gica.
Quero ser um lobo tamb�m.
Ou um p�ssaro, para voar. O p�ssaro do seu pesco�o...
Sei o que �. O Sankofa.
Volte para casa, com Helga...
porque n�o est� segura aqui.
Seus ovos e seu caf� est�o esfriando, senhor.
Quando foi a �ltima vez que minha m�e esteve aqui?
- Quando estava doente. - Doente?
Para fins de aprisionamento?
N�o. Para o bem dela.
O que � aquilo?
Aquela marca.
Foi ela que fez?
Que marca?
Nos dias finais, ela fazia coisas...
incompreens�veis.
Antigamente...
quando ela n�o podia andar nas ruas,
nem mostrar o rosto em p�blico,
nem falar ingl�s,
nem sua l�ngua selvagem porque ela era louca.
- James. - N�o.
Explique isto.
Tenho a mesma marca em mim...
de quando fui prisioneiro na �frica.
O que �?
Diga-me.
Voc� n�o fala, mas tem respostas.
Voc� tem.
E voc� me dar� as respostas.
� solo n�o consagrado. � para hereges, pag�os...
e para aqueles que se mataram.
Est�o esvaziando Bedlam.
Em breve, n�o haver� mais ningu�m aqui.
Sr. Solomon Coop, Sir,
secret�rio particular de Sua Majestade Rei George.
Obrigado, Godfrey.
A n�o ser que achemos um objetivo em comum.
Nenhum objetivo de Rei � "comum"...
e, no momento, s� se dir� "a Companhia"
com um grau de desgosto para conseguir aten��o.
Esque�a �ndia. Fale para ele esquecer a �ndia.
O Rei n�o esquecer� da �ndia.
O Regente faz o que voc� e seu cl� mandam.
Voc� o subestima.
Eu subestimei o Delaney.
Olhe isto. Ele escreveu um testamento.
- Voc� sabia? - Tem 104 espi�es em Londres.
N�s temos 202.
Ent�o quem voc� colocou no gabinete Thoyt?
- S�o todos meus. - N�o estrague o jogo, Stuart.
Eu sei de tudo. Sempre presuma que sei.
Ent�o, sabe que temos um problema
que n�o ser� resolvido com um mosquete ou uma faca.
Voc� tem um problema, o Rei n�o.
Recebi uma carta de Delaney de manh�.
Acho que voc� chamaria de movimento de pin�a.
Ele diz estar feliz pelo tratado de Nootka,
pela defumadora e pela f�brica
serem incorporados ao territ�rio da Coroa Brit�nica...
Mas s� se dermos monop�lio no com�rcio
de pele de lontra da...
Costa de Vancouver at� Canton.
Canton?
Curiosamente, a palavra "ch�" n�o aparece na carta.
Ent�o responda-o e mande-o ir para o inferno.
Talvez, antes de eu escrever para Delaney,
dever�amos conversar sobre a �ndia.
Permitir� que esses selvagens fa�am nossa pol�tica americana?
Nossa pol�tica americana � simples...
restitui��o de todas as terras tomadas � for�a.
Oeste de Michigan,
a linha da fronteira ser� feita por advogados,
o que significa, quase com certeza,
que Delaney pode nos dar Vancouver.
E, em troca, venderia a �ndia Oriental?
Resolva sua disputa com o Rei sobre Bombay e conversaremos.
Parece bastante f�cil e bem simples para mim.
Voc� percebe que tudo isto � por vingan�a?
E por que James Delaney odeia tanto a Cia.?
O que fez com ele, Stuart?
Sempre presuma que sei.
Ent�o saiba disto...
Delaney vender� tamb�m Nootka para os americanos
se o oferecerem o mesmo monop�lio.
Nisso, o Rei e a Companhia
podem achar um objetivo em comum.
Meus espi�es dizem que h� uma vi�va.
Milady, sinto muito por trazer essa not�cia.
A morte do meu pai
n�o foi trabalho do destino, mas de um homem!
O an�o franc�s amaldi�oado com uma bala na cabe�a!
Napole�o!
Que envergonha o cora��o da na��o exausta.
- Cabe�as cortadas... - Fodam-se os franceses!
- Foda-se o Napole�o! - ...como cad�veres no Sena.
E, nas ruas, ainda h� quem diz
que s� um monstro pode domar um monstro!
E para vingar a morte do povo,
como meu querido pai,
devemos encontrar nosso monstro e cham�-lo Napole�o!
Deus salve o Rei!
Deus salve nosso Rei gracioso
Vida longa ao nosso nobre...
Perd�o, senhor, o espet�culo est� acabando.
Qualquer garota do coro que desperte seu interesse,
s�o 0,5 xelins cada pela hora.
As garotas que falaram s�o 2,5 xelins.
H� rapazes no coro tamb�m, senhor, caso prefira.
A dama infortunada a qual o pai foi,
de uma forma, morto pelo Napole�o.
- O que tem ela? - O nome dela � Lorna Bow.
Sim, mas receio que a Srt.� Bow n�o est� dispon�vel.
Sempre ou s� hoje?
Sempre, senhor, � por ser uma vadia bem vagabunda.
Estou em nome da Sua Majestade, o Rei.
D� isso a Srt.� Bow.
Apenas para a Srt.� Bow.
Sobre pena de execu��o.
Seu homem muito malvado.
Continue fazendo isso.
Estou ocupada, senhor.
Meu Deus.
- Estou ocupada, senhor. - N�o mudou nada, Godders.
Eu preciso falar com voc�.
Seu segredo n�o ser� mantido por muito tempo
na Companhia das �ndias Orientais.
- Chantagem? - Sim.
Mas, entre amigos, qual o mal?
Agora tome os minutos de cada reuni�o
e ou�a tudo que disserem quando levantarem a m�o.
Eu quero essa informa��o.
Vou pagar.
Vou pagar uma libra mensal.
Como soube sobre mim?
Porque tenho olhos e ouvidos em todos os lugares
pela cidade toda, como uma Companhia.
Honestamente lhe n�o desejo mal, Godders.
- Se eu for pega... - O qu�?
Se eu for pega passando segredos da Companhia para um Delaney...
Voc� n�o ser� pega, porque eu te protegerei.
No semin�rio, eu era apaixonado por voc�.
Claro que voc� sabe.
Claro.
E eu pensava que apenas �ramos irm�os de batalha.
�s vezes, n�o divid�amos uma cama no grande sal�o?
Era uma tortura.
Intenso.
Ent�o pode confiar em mim...
Eu vou proteg�-la.
Seu trabalho come�a agora.
Deus.
Qu�o justa � a divis�o entre a �ndia Ocidental e o Rei?
Estou um pouco b�bada para neg�cios.
Encontraram uma causa ou est�o divididos?
Fale algo, porra.
Querida irm�...
Estou restaurando os escrit�rios do nosso pai.
Registrei a Delaney Empresa de Com�rcio
com os Lloyds de Londres e estou preparando meu navio
para quando for a hora e a Companhia falir...
n�s podemos partir.
Estou adquirindo uma equipe de servos fi�is,
nenhum deles com valor para mim
al�m da facilita��o desse bem maior.
Quando deixei a Inglaterra, eu era um garoto.
Agora que voltei, muita coisa mudou.
Sua partida da Inglaterra
foi um estalo de dedos de um hipnotizador.
Eu acordei do transe e percebi a gravidade do pecado.
Eu encontrei perd�o em Deus e no meu marido.
N�o quero nenhuma parte nos planos ou no seu futuro.
Mas n�s somos o futuro.
Seu marido j� morreu,
voc� pode ver isso do jeito que ele te olha.
Deveria deix�-lo ir, pobre alma.
Voc� o tortura.
J� h� muita infidelidade ao nosso redor,
e n�o h� necessidade de adicionarmos mais.
A chegada das cartas n�o passa despercebida.
Meu marido � r�gido e crist�o.
Eu o aceito. Eu o mere�o.
Seu marido tamb�m � um tolo.
Ele n�o v� o que voc�s s�o.
Eu naveguei a lugares onde n�o h� condena��o.
Fal�vamos um com outro sem palavras, na escurid�o.
Sua curiosidade e desejo por tudo que existe l� fora,
jamais ser� saciada pela moral religiosa...
um seguro mar�timo, e porcelanas novas.
Entenda que a partir de agora, queimarei suas cartas
sem nem sequer abri-las.
Ent�o visitarei voc� em seus sonhos, minha amada.
Por favor, sou sua irm�.
Esque�a todo o resto.
Tem uma mulher aqui querendo v�-lo
e s� conseguiria impedi-la se usasse a pistola que me deu,
e n�o seria capaz de atirar nela porque ela � louca
- e disse ser minha patroa. - Sua patroa?
Ela disse que � dona desta casa.
Certo.
Contratei os servi�os do melhor advogado de Londres.
Este � seu advogado?
Meu advogado garante que, como vi�va de Horace Delaney,
segundo a lei, esta casa � metade minha.
- � uma c�pia. - Agora s�o cinzas.
Meu criado quer atirar em voc�.
Seu criado tamb�m � metade meu.
Acabei de queimar um aviso ou uma conjetura?
Na verdade, queimou uma carta de inten��es.
E o que pretende fazer com a minha casa?
Primeiro vou tirar estas t�buas horr�veis.
- Srt.� Bow... - Sr. Delaney!
Srt.� Bow, sabe por que t�m t�buas nas janelas?
Para que os ricos l� fora n�o vejam o estado desse lugar.
N�o. Porque h� homens maus l� fora que me querem morto.
Por�m, nem a Companhia ou o Rei v�o te matar
por causa do seu testamento.
Os �nicos que se beneficiariam seriam os americanos,
mas voc� j� est� negociando com eles,
ent�o quando tirar as t�buas, poderemos p�r cortinas.
Voc� parece saber muito para quem sabe t�o pouco.
Voc� devia saber que sou um homem perigoso.
J� me falaram isso.
E quem fica te contando essas coisas?
Soube detalhes da sua situa��o por um representante
da Sua Majestade, o Rei, George.
E foi o Rei que financiou indiretamente a elabora��o
daquele papel caro, que acabou de queimar.
O Conselho do Rei raramente faz neg�cios com uma atriz,
a menos que esteja no beco de Maiden Lane.
Aquele papel tamb�m declara que, como vi�va de Horace Delaney,
sou dona de metade da feitoria de Nootka Sound
e acredito que Nootka � valiosa para voc�
e tamb�m para o Rei.
Como pode ver, � uma troca simples.
Sua metade da casa pela minha metade das terras
que n�o tenho interesse ou uso.
Tamb�m tenho uma mala com pertences do seu pai,
cartas para voc�, e do seu pai para sua m�e.
Pinturas de Nootka, esbo�os...
N�o!
Brace! Brace!
Devo pegar a pistola?
N�o. Arrume um quarto para esta mulher.
- Queria uma vista para o rio. - Concedida.
V�, acenda a lareira no quarto da minha m�e agora.
Odeio ver essas coisinhas aprisionadas.
Se est� em contato com o Rei, ent�o est� em s�rios apuros.
Pode ficar aqui enquanto resolvemos nossa situa��o.
Boa noite, Srt.� Bow.
Estou de passagem, vindo de Greenwich.
Vim a neg�cios.
Li na gazeta que voc� tem um barco.
Leio a gazeta todos os dias �s 7h.
Minha esposa gosta de torrada.
Procuro navios rec�m-comprados.
- Sou segurador do Lloyds. - Caf�?
N�o.
Disponho-me a cuidar da seguran�a de seu navio.
Garantirei que o casco esteja bem alcatroado.
Que fa�am a manuten��o corretamente.
Ou o sal e os vermes entrar�o e voc� afundar� na �frica.
Meus neg�cios n�o s�o na �frica. S�o para o Oeste.
Esta carta � do meu carpinteiro.
Na minha profiss�o acreditamos em sorte.
Em neg�cios de seguros de navios
sorte � a Deusa do Lucro.
Sua sorte, Sr. Delaney, � ruim.
Sua ficha � ruim.
Voc� afunda navios.
Voc� t�o bom quanto um buraco no casco.
Verifiquei os registros.
Voc� estava em um navio que afundou na �frica.
Um navio de escravos?
Acredito que um homem seja capaz de mudar.
E tamb�m acredito
que isso n�o seja da sua conta.
E j� que est� aqui...
Este documento te mostrar�...
que meu navio j� tem seguro
de um corretor de seguros chamado Cope.
E se prestar aten��o, ser� capaz de reconhecer minha assinatura.
Pergunto-me...
a oferta do caf� ainda est� valendo?
Sabe...
Isso me deixa animado.
Pensar que...
uma mulher mais pobre do que eu...
� capaz de fazer o que fez.
Ela pode parecer fria.
Pelo menos, costumava ser.
Agora eu sei o segredo que ela guarda.
E isso me deixa furioso...
E muito irritado.
Ela gosta disso.
Desde que voc� voltou...
nosso sexo se tornou mais violento.
� exaustivo.
Em pensar...
que tenho essa maldita...
maldita pobre mulher...
e � o dever da minha vida puni-la.
� exaustivo para n�s dois.
Uma bela exaust�o.
Pela manh�...
eu leio o jornal, e ela come torrada.
Como um doce passarinho.
N�o vim para te vender seguros, Sr. Delaney.
Vim para agradec�-lo.
Voc� me chamou.
Estou aqui agora. O que quer?
Devemos orar?
Eu achava que f�ssemos a mesma pessoa.
N�s somos.
N�o somos.
Agora...
n�o quero ver voc� nunca mais.
- Vamos nos falar de novo. - N�o, n�o vamos.
Pode apostar que sim.
- Madame. - � Srt.� Delaney.
Voc� aceita vinho?
- N�o antes de uma apresenta��o. - N�o ter� apresenta��o hoje.
Vai ter apresenta��o,
ou haver� uma confus�o em Covent Garden.
At� que as medidas necess�rias sejam tomadas,
eu a aconselho a ir para lugar nenhum.
A partir de agora... voc� est� debilitada.
Essas fantasias n�o s�o para mim.
Se sair l� fora...
eles te encontrar�o e achar�o um uso para voc�.
Eu raramente sou �til.
N�o h� "eles" e haver� apresenta��o.
Est� armada?
Pode me trazer uma carruagem para Drury Lane?
Tem que tirar essa mulher dessa casa,
ou juro que mato ela e seu maldito can�rio.
Brace...
Traga duas carruagens.
Vejo que est� sangrando de novo.
Encontrei sangue.
Como?
Onde? Procurou na lavanderia?
Isso � de meu interesse tamb�m.
Parece que somos incapazes de impedir o nascimento da lua.
Pode pegar umas laranjas? Gostaria de umas laranjas.
Eu tamb�m posso fazer o que voc� faz.
Sabia que n�o podemos comprar nem lou�a nova?
Essa � seu motivo para n�o aceitar?
Os rapazes das docas que pago tem ninhadas de crian�as.
Eu s� ganho sangue.
Minha querida Zilpha...
pe�o desculpas...
se n�o tenho parentesco com voc�.
Mas podia permitir a sua boceta
engolir o trabalho de um homem honesto,
que promete lhe comprar a melhor lou�a
se voc� concordar
em para de sangrar, porra.
- Laranjas, madame. - Ela n�o quer as laranjas!
Todos sabemos o que ela quer.
N�o gosta do alem�o, sobrinho do Duque de Sax�nia?
Muito repugnante de manh� quando est� s�brio
e ainda mais � tarde quando est� b�bado.
No seu melhor � um pouco pior que um homem
e no seu pior � pouco melhor do que uma besta.
- R�pido! - Vestris!
Vestris!
Se vieram bater uma,
fechem as cal�as e v�o embora
e deixe o resto de n�s apreciar Shakespeare.
A Vestris � melhor do que voc�!
Vestris! Vestris! Vestris! Vestris! Vestris! Vestris!
Lorna Bow?
Sou uma admiradora do seu trabalho.
Por favor, aceite uma carona.
Venha, venha.
Se puder me deixar na velha estrada, eu encontro um t�xi.
Parecia estar fugindo de algu�m.
Estava me seguindo?
Tem muitos pretendentes entre a ral�, eu imagino,
e eu, por muito tempo, era um deles.
Sou uma mulher com gostos peculiares.
Uma admiradora secreta da alta sociedade.
Desculpe...
mas voc� ter� que continuar sendo secreta.
Por que viramos?
Seu nome foi nos dado.
- O pre�o eram duas moedas. - N�o sou uma cortes�.
Mas j� estamos aqui...
e temos um quarto com cama e fogo.
Agora, esse senhor � um Duque.
Ele te pediu especificamente e o gerente do teatro lhe disse
que voc� aceitaria.
Ele pagar� para ficar no quarto com a gente enquanto brincamos.
- Ent�o lhe deram o nome errado. - A� est� ela.
Traga-a para mim.
Muito bem.
Seu gerente me vendeu a roupa que usou
quando fez A Princesinha.
Voc� usar� para mim hoje � noite.
Parece que temos um mal entendido.
Algu�m lhe deu o nome errado.
Sou a porra do Duque de Richmond.
Essa vadia est� morta.
Essa biscate estar� na forca...
em um piscar de olhos.
Aqui embaixo.
Talvez agora me ou�a.
Esse diamante...
Isso � seu.
Tenho um homem que a levar� para Paris
e ficar� l� at� eu acabar com esse neg�cio.
Voc� � um ponto fraco.
Ela acabou de voltar.
Foi direto para a cama.
N�o acendi o fogo no quarto dela � toa.
Quantas pessoas sabem que ela est� aqui?
Fora eu e o can�rio, ningu�m.
O que tem de errado?
Entregadores?
S� o Atticus faz entregas.
Ela s� pegou uma carruagem. Por qu�?
Porque essa noite ela esfaqueou o Duque de Richmond.
- Por qual motivo? - Porque era o plano deles.
Sabiam que n�o era puta e ela resistiria...
e agora eles tem um bom motivo para virem atr�s dela.
E eles vir�o.
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