All language subtitles for Divina Creatura (1975) DVDRip Oldies

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Original subtitles

DIVINA CRIATURA

Baseado no romance de Luciano Zuccoli "La divina Faciulla"

Quando seu amante come�a a ter acessos de lealdade

para com seu marido

voc� pode ter certeza que este � o come�o do fim.

Absolutamente. Porque o que ele me fez

Isso n�o pode continuar. � vulgar.

Um grande velho amigo!

Hip�crita sujo!

Enquanto o corno do meu marido,

sim, o corno do meu marido

ele sabe de tudo, entende?

Ele estava apenas com medo das fofocas das pessoas

ou do que a imprensa diz.

Porque ent�o, adeus ao senado! Especialmente pelo esc�ndalo!

Tornar-se um senador do reino merece ser enganado.

Ent�o, voltamos de carro.

Eu sentei no banco, furiosa, meu marido...

ele nem olhou para mim.

Teria morrido se fizesse uma car�cia? N�o, ele s� fala da pol�tica,

com o senador.

Eu n�o existo!

O amante de sua esposa pode servir se for o Duque de Bagnasco.

� um eleitor influente em potencial! Pode apostar que sim!

...nua no arm�rio! Engra�ado, n�o �?

"� um dever concorrer para o Senado" disse meu marido.

"O parlamento atual � uma vergonha. "

Ent�o ele, para irritar-me, inflama-se,

ele fala da luta, da educa��o das massa.

O que ele sabe sobre as massas?

Pelo menos o outro corno � coerente.

"Bagnasco, o povo � servil. Temos que decidir por ele,

tome a iniciativa, Bagnasco!"

Fui eu que levei um fora.

- Eu coloquei minha m�o sobre a... - Dolores!

Meu marido afastou a cabe�a.

e Bagnasco me deu uma bofetada...

Mas a minha pobre pequin�s, minha Ping-pong, levou tudo!

O pobre bicho estava no meu colo!

Ela n�o tinha feito nada!

Devia ter ouvido o grito!

O casal, no canto ao fundo, � esquerda...

No canto inferior esquerdo!

Eles v�m todas as noites. � o Sr. Ghiondelli e sua noiva.

Boa noite.

Boa noite, obrigado.

"Dorme tranquilo na bendita sombra o filho do prazer e do luxo"

"Acordar-se, oh, que esfor�o!"

Que noite horr�vel, Sr. Duque.

O telefone n�o parou de tocar.

A Baronesa enviou duas vezes o seu cocheiro

e uma vez o seu motorista

com esses bilhetes.

Exigindo uma resposta imediata.

Nenhum servidor fechou o olho...

Eu pago por isso tamb�m!

Sim! Para proteger o meu sono.

Convites para esta noite.

Eu n�o irei a nenhum esta noite.

Mas eu vou jantar fora.

�s suas ordens, Excel�ncia.

Tenho certeza de que vai ser

uma casa de campo ideal.

Voc� me v� ficando em uma igreja?

Mas n�o, � uma casa paroquial.

Desculpe-me!

O que voc� faria se herdasse

uma casa paroquial?

Na verdade, eu herdei muito pior:

uma capela palatina.

Cheia de rel�quias

de santos totalmente esquecidos.

Voc� foi enganado.

N�o foi um engano, mas um privil�gio.

Ainda assim, � um engano, voc� ver�.

Enfim, eu nunca vou ver.

- Est� vendo? - Por favor, Manoela.

Senhor Duque, a cabra velha da minha av�

deixou sua casa de praia para as freiras

e para mim, a casa paroquial nas montanhas.

- O que fazer? Transformar em uma casa comum! - � justo!

- Com Cristos em cima da cama? - N�o!

Em uma igreja, h� inevitavelmente!

Transform�-la seria sensato.

Como disse o senhor...

Desculpe.

Martino Ghiondelli e minha noiva, Manoela Roderighi.

Daniel Bagnasco.

N�s o conhecemos, Sr. Duque.

Oh, mas como � grande! Obrigado.

Por que servem fais�o com as suas penas?

A galinha tamb�m merece.

- N�o? - Talvez.

Vamos ver.

Como far� para contentar seu noivo?

Livrando-se da igreja.

- Sem ter visto? - Eu n�o quero ver.

Esses tipos de casas reformadas est�o na moda.

V�rias abadias francesas

tornaram-se casas bem originais. Se a casa paroquial

tem um teto com vigas e ros�cea,

dar� um bonito sal�o no mezanino.

Est� vendo? Eu Ihe disse!

E se n�o houver nada disso?

A senhorita � pessimista.

E se, antes de decidir visitasse essa maldita casa?

Sim!

Ou n�o?

Um verdadeiro ninho de poeira!

Que bagun�a, n�o �?

Ela resiste!

Senhor!

N�o entre, est� cheio de poeira!

Voc� gosta de mim?

Por qu�?

De Ihe ter trazido at� aqui.

H� uma boa raz�o.

Quer ser minha amante, Manoela?

Por que n�o?

Se o meu futuro marido concordar, eu vou perguntar a ele.

Voc� n�o me compreende.

A paix�o de meu noivo e minha indulg�ncia Ihe enganaram.

Eu entendo melhor. Por quem voc� me toma?

Manoela estava certa.

Como sempre, infelizmente.

Caro Duque, n�o h� ros�cea ou vigas nem janela.

Eu n�o vejo mais nada que fazer: nada.

"Pode-se ser um homem s�rio e pensar na beleza das unhas... "

"Levava muito tempo para vestir-se para esquecer aquilo que vestia. "

Tem sido meses desde que n�s dissemos:

n�o deve ceder �s provoca��es.

Enquanto isso ningu�m ousa enfrentar Mussolini.

Avante, povo, para o resgate! O socialismo triunfar�!

Dani!

Pare.

Voc� se lembra do meu nome.

Onde voc� vai?

- Eu estou passeando. - Algu�m Ihe espera?

Eu estou sozinha, estou entediada!

Quer vir � minha casa?

Fazer o qu�?

Venha e ver�.

- Quer estragar o meu passeio? - Sim.

Pal�cio Bagnasco, por favor.

O que voc� est� fazendo aqui?

A seu servi�o, Sr. Duque.

Eu Ihe chamarei, Pasqualino.

Queira me desculpar.

O que voc� acha, ele me viu nascer.

Como voc� � bonita!

"J� conhece todos os segredos do amor... "

Voc� � divina.

Seu noivo...

� seu amante, n�o �?

O primeiro?

O �nico?

Quantos amantes voc� j� teve?

Um?

Tr�s?

Cinco?

D�-me o cigarro.

Voc� quer manter o mist�rio?

Voc� pode me contar tudo.

Eu n�o sou ciumento.

Senhorita Dolly Carol, a Baronesa Dolores la Frassineti.

A Duquesa de Flavis.

Boa noite, senador.

Venha, Dolly.

Eu organizei um baile, n�o um saf�ri.

� lindo aqui!

Tenho sede.

- Girando, girando... - Entendo.

Ela odeia o l�quido ele Ihe deram.

- Voc� mente. - Eu quero beber desta �gua.

Nada � bom demais.

Venha!

Excelente!

Venha para minha casa, verei se sabe realmente dan�ar.

Fa�a-me um pequeno n�mero.

Dani!

Que Deus Ihe amaldi�oe.

Leve-a.

Voc� n�o viu nada.

Isso n�o aconteceu.

"Incidentes mon�tonos de sua vida multicor".

Eu passo.

Eu vou.

Um par.

Parece que em Roma,

houve um tiro de pistola

que tinha um destinat�rio.

Eu j� ouvi falar.

Ele diz tantos disparates.

Eu n�o queria

atingir o seu alvo.

- O que voc� est� fazendo aqui? - Voc� est� sozinho?

N�o verdadeiramente, como voc� v�.

Meus amigos.

Gianriccardo Montieri

Ludovico Della Notte

Lanfranco Selpa, ca�ador da �frica.

Nenhuma mulher?

Sim.

Elena.

A governanta.

Permite que eu verifique?

Senhores.

O rei est� morto, viva o rei.

A cara que ele fez!

Ele vive um inferno.

N�o tem ningu�m!

Eu perdi minha chance. Minha visita surpresa caiu na �gua.

N�o Ihe entendo, minha cara mas terei uma boa noite.

Garantiram-me que voc� tinha uma amante.

Uma outra que Ihe deu um tiro de rev�lver.

Ah, voc� sabe tamb�m...

Roma sabe tudo sobre voc�.

E por que n�o poderia ter uma outra amiga?

Eu aprecio sua sinceridade. Ela se chama Cecilia Folchi.

Eu n�o sou irrespons�vel para receb�-la aqui.

Assim voc� pode ficar com a sua Cecilia! Mas que ela se vista um pouco melhor.

Quer que eu Ihe confie uma chave da minha casa?

Poder� vir quando quiser...

De que me serviria sua chave? Voc� tamb�m pode ir ver sua amante!

Eu n�o...

Eu n�o farei face ao seu deboche, entendeu!

N�o, eu n�o Ihe amo.

Eu gosto muito de voc�.

Mas eu n�o Ihe amo.

Eu n�o Ihe amarei, talvez jamais.

Por que voc� me diz isso?

Eu n�o Ihe pedi nada.

Eu n�o Ihe amo.

Eu n�o Ihe amo.

Eu gosto muito de voc�.

Mas eu n�o Ihe amo.

Eu n�o Ihe amarei, talvez jamais.

Seu cocheiro pode me levar?

Sim, a carruagem est� pronta.

Vem novamente amanh�?

N�o, eu n�o posso.

Eu moro com minha tia, voc� sabe.

Amanh� n�s temos visitas a fazer.

Mas depois...

quando?

Depois de amanh�, �s 15 horas.

Para que Ghiondelli n�o suspeite.

Est� certo.

"Caro Dani, meu amor... "

Aconteceu uma coisa estranha hoje � noite.

Voc� sabe, os tr�s amigos que voc� viu...

Geralmente quando eles v�m, n�s jogamos p�quer.

Eu ganho sempre.

Mas esta noite foi um desastre.

N�o cheguei a nada.

E voc� chegou. � bizarro, n�o?

Acredita no velho prov�rbio que diz:

"Feliz no jogo, infeliz no amor"?

Eu mudei de id�ia. N�o virei depois de amanh�.

Que houve?

Nada. N�o virei depois de amanh�.

- Ent�o quando? - Eu n�o sei.

- Quer me deixar? - Talvez.

Que Ihe fiz?

Eu n�o tenho que me justificar.

Como voc� queira.

Vou esperar. Estou sempre em casa �s 15 horas.

Adeus.

Bom dia, Senhor Duque.

- O professor est�? - No laborat�rio.

O que voc� est� fazendo aqui?

Eu queria Ihe ver.

Agora fique � vontade e tire seu capacete.

Voc� vai ficar para o almo�o. Pratos r�sticos, sem frescuras.

Sem os venenos da cidade.

- Eles tamb�m seguem a moda. - Quem?

Os venenos.

O homem moderno quer se matar com um veneno da moda.

Hoje a moda � a coca�na, a morfina, a hero�na.

Est� a�.

Se ele estava pretendendo em vida cometer suic�dio

deveria ser um veneno excepcional, �nico.

N�o aquele dos rec�m-chegados da aristocracia.

Precisaria alguma coisa a mais...

Por exemplo...

A morte por toxina tet�nica.

Uma morte fabulosa. Voc� sabe como?

Pela contra��o dos m�sculos da nuca

e dos m�sculos dorsais.

O corpo fica na posi��o de ponte, como essa.

- Apoiado nos saltos e no pesco�o. - Engra�ado!

Engra�ado? Sensacional!

Melhor do que a grande cicuta!

Seu problema � a rotina.

Almo�os, jantares, teatro,

ou ent�o o clube

os bailes, as festas, as mulheres, as putas!

� uma monotonia!

Olhe, voc� nem pode respirar!

- Gostou do meu macarr�o, Sr. Duque? - Magn�fico!

Como estava dizendo,

eu n�o me perd�o por ter permanecido preso por tr�s dias.

- Voc�? - Sim, eu! Voc� pode imaginar?

Preso todo esse tempo para esperar aquela cretina.

Aquela "cretina" utiliza seu t�dio de acordo com seus interesses.

Voc� n�o compreende? Sou eu que vou explicar?

Pode ser que o use para preencher meu pr�prio interesse.

Quem sabe?

Quem sabe, quem sabe...

Quantas vidas in�teis esconderam-se sob esse "quem sabe"?

Eu tenho uma id�ia. Mande seu motorista � Roma.

Traga suas malas

e fique no campo comigo.

Est� parecendo um cad�ver! Olhe para mim!

Vamos, uma pausa vai Ihe fazer bem!

Bem-vindo! Gostou da estadia no campo?

O campo embrutece, meu querido.

Dorme-se, boceja-se.

Entedia at� a morte.

N�o se v� mais que as estradas.

Nem convites, nem mulheres,

jamais um baile.

Sim, meu querido, � uma vida completamente absurda, imoral.

Os primeiros dias, foi um horror!

Os seis outros eu passei dormindo.

S�o todos uns bobocas!

N�o, n�o aqui!

Eu prefiro a agita��o da cidade.

Se eu estou entediado, posso ficar confortavelmente na minha casa.

Senhor Duque!

A Senhorita Roderighi veio duas vezes.

"Furor das mulheres, eu Ihe adoro, oh, selvagem del�cia... "

Voc� estava com ela!

Voc� � amante de Cecilia Folchi

aquela loura oxigenada que voc� mant�m

e que se veste daquele jeito!

Como voc� pode amar

uma mulher assim t�o mal vestida?

- Eu estava na casa de meu amigo Pisani. - Eu n�o o conhe�o!

- Mas o conhecer�! - Eu n�o conhe�o. � um cafet�o!

Est� bem, voc� estava no campo, mas com sua amante!

Essa rid�cula Cecilia Folchi!

Pode escutar por um instante?

Est� tudo acabado com Cecilia.

E a carta?

"Perdoe-me por n�o vir".

"Estou esgotada. Pensarei em seus beijos. "

Est� rindo?

Vamos olhar em seu quarto.

Eu queimei, assim como as outras, antes de sair.

Como por acaso...

Diga-me mais... E voc� se esqueceu do seu noivo?

Deixe-o em paz!

Eu j� era sua noiva quando voc� tentou me seduzir!

Eu n�o conhe�o suas amantes

que voc� me passa na cara!

Os homens s�o infantis e insaci�veis!

Eu j� sabia aos quinze anos!

Aos quinze anos?

"Ter que trair, ter que falar, traiu-se. "

Eu fui uma idiota nessa idade, acreditei em tudo que me diziam.

Este cavalheiro parecia ser um bom amigo da fam�lia,

como dizia minha tia.

Voc� sabe, eu sempre vivi com ela.

Minha m�e sofre de nervos. Ela mora em Mil�o, eu a vejo pouco.

Um dia,

sa�mos os tr�s para Mil�o.

No caminho, minha tia teve uma c�lica hep�tica.

O "bom amigo da fam�lia" prop�s imediatamente

que fic�ssemos em sua casa na Villa de Reggio Emilia.

"Prosseguiremos amanh�", disse ele.

Naquela noite,

ele vem ao meu quarto e me estupra.

De volta � Roma eu j� era sua amante!

A partir da�, ele me perseguia implacavelmente.

Nosso relacionamento foi constru�do em chantagem.

Ele era casado,

mas sua esposa passava mais tempo em Paris do que em Roma.

Quem � esse sujeito?

Que importa?

Voc� n�o o conhece.

Uma vez eu mesma Ihe de um tiro de pistola.

Como ele se chama? Diga-me.

Por que se preocupar?

� poss�vel que eu o conhe�a.

Eu vou acabar sabendo.

Sem mesmo ter que procurar.

Quantos segredos nessa cabe�a!

Somos como os vaga-lumes!

N�s brilhamos na escurid�o!

N�s vivemos em um mundo fatal!

N�s somos as flores do mal!

Senhor Duque!

Pare! � o Duque de Bagnasco!

D� marcha � r�, ligeiro!

Voc� n�o viu?

Vamos, pare aqui!.

Querem uma ajuda?

Engui�ou? Como est�?

Se quiser eu chamo Gaspare. Gaspare, venha c�!

Estava testando, ele est� � venda.

Penso que Lelio vai se arrumar sozinho.

Manoela, venha ver o Duque!

Qual � o problema?

Fico feliz em v�-la novamente.

Como vai, Senhor Duque?

Vai demorar uma meia hora.

Venha ent�o almo�ar conosco na La Rota Blu.

Seu motorista ir� juntar-se a n�s mais tarde.

Apresento-Ihe meus amigos, Augusto Roari,

Giuseppe Longarola,

Dico Fau...

Dico Faustini. Venha com a gente.

- N�o h� espa�o. - Sim, ao lado de Manoela.

Dico, v� na frente. Por favor, Senhor Duque.

Voc�, Augusto, v� ali, e Giuseppe atr�s.

Todo mundo est� a�? Motorista!

Vamos � La rota Blu!

Tr�s quil�metros � direita... N�o ter� que procurar. Vamos!

Meu peixinho, minha bem amada, venha!

Muito bem! Bravo, senhoras!

Bravo para voc� tamb�m!

Que bela truta voc� pegou!

Eu vou contar os fatos.

N�s t�nhamos apenas come�ado a jantar,

sob o caramanch�o

quando perto de outra mesa,

vimos um homem

todo ensanguentado.

Sa�de!

Gritos! O cara tinha ido embora!

N�s chamamos logo, sim sem demora, um transporte

mas n�s vimos chegar um policial

com esse cara que tinha apanhado.

E ele Ihe disse:

"Porra!

"Onde est� sua faca!"

Eles a encontraram no forno!

Venha ao menos tomar um caf� conosco!

� importante ir para o resgate do pobre Dani.

Depois disso, acabou a gra�a.

Os frangos assados nos s�o deixados goela a dentro!

Voc� est� mais engra�ado do que Petrolini!

Desculpe-me.

Quem s�o eles? Explique-nos o mist�rio.

Um mist�rio? "Cherchez la femme. "

Quem � ela?

Eu mal a conhe�o. O nome dela �... Roderighi, eu acho.

Um italiana? N�o parece.

Claro que sim!

Mas ela � not�vel. Voc� mal conhece, voc� diz...

N�o minta!

Que faria voc� com essa gente, se n�o fosse...

Eu ia comprar um autom�vel

Este... jovem � um vendedor.

N�s o testamos at� agora.

Mas quem � a jovem?

Isso me parece que n�o � a quest�o.

Ela � quem quer.

Voc� est� falando sobre a mulher ou o carro?

Acho que vou ser o adquirente de um como da outra.

Venha, Manoela!

Voc� gosta?

Dico!

Voc� tenta a sua sorte?

Voc� diz qualquer coisa.

Voc� tentou o golpe, eu sei.

Voc� viu?

Gosta da Srta. Roderighi?

Pelo menos sabemos o nome dela.

Isso foi h� muito tempo, Daniel.

� verdade.

Voc� nunca veio me ver.

Vou visit�-lo.

Ele n�o esperava ver-nos aqui.

Excel�ncia!

Adeus.

J�? Eu Ihe pe�o, fique comigo.

Meu carro est� pronto.

Amanh� �s 15h.

O truque, o golpe de beijar a m�o!

E o duque? Aonde foi?

Ele j� vai?

- Adeus. - Bom, adeus.

O autom�vel perfeito de um celibat�rio

ideal para escapadelas rom�nticas.

Enfim deixou seus autom�veis!

Voc� deve praticar um esporte. Isso mant�m vivo e alerta.

Voc� comprou?

O carro novo? Sim, eu comprei.

Voc� parecia estar de mal humor ontem.

De fato estava desconfort�vel.

Eu n�o conhecia essas pessoas at� recentemente.

Fica para o caf� do clube?

N�o, tenho o que fazer. Quando vem me ver?

Hoje, se quiser.

Muito bem. Passe antes das 17 h.

�s 17 horas.

Voc� viu um pouco suas companhias?

E seu Ghiondelli que palha�o de noivo!

N�o o compreendo em nada!

Ele quer se o capit�o do navio

ou se contenta com um lugar � bordo?

Que idiota eu fui!

Eu ia pedir para voc� escolher.

Continue se quiser! Encontra tudo bem pr�tico.

S� um imbecil como ele pode se casar com uma prostituta como voc�!

Espero que voc� saiba o que voc� �.

Olhe para voc�!

Voc� sabe o que vale a sua beleza?

E esse Faustini! Se eu v�-lo se comportar dessa forma...

Eu n�o posso viver desse jeito, estou ficando louco!

Senhor Duque, o marqu�s de Barra.

� muito tarde!

Voc� ainda est� aqui, Pasqualino! Quantos anos voc� tem agora?

Eu perdi a conta.

Por que voc� n�o vem mais aqui Senhor Marqu�s?

Roma � muito longe?

Sim, para uma provinciano como eu.

Por que n�o vemos mais o Sr. Marqu�s, Senhor Duque?

Pasqualino.

Meu primo, Michele Barra, Manoela Roderighi.

Eu vi a senhorita ontem no La rota Blu.

Vamos nos sentar. Por favor.

Yvonne est� em Paris?

Sua esposa n�o vem � Roma por luto

ou por casamentos.

De fato ela est� em Paris at� o pr�ximo funeral.

Ou do pr�ximo casamento.

Tem sido assim por muito tempo... Eu tenho tantas perguntas para fazer.

Voc� n�o est� preocupado com a suas terras,

com as reformas que o Estado amea�a fazer?

Deixe os socialistas falar, suas horas est�o contadas.

Os fascistas est�o de olho neles.

A nova ordem levar� o pa�s para o caminho certo.

Por outro lado, minha casa

perto de Reggio...

Eu quero livrar-me dela.

Tem raz�o.

Essas casas de ancestrais s� d�o preocupa��es.

Exatamente.

E traz lembran�as ruins.

N�o, nem sempre.

S�o frequentemente mem�rias deturpadas.

Seria o c�mulo

perder um bom neg�cio por uma hist�ria amorosa.

Um novo rico me ofereceu uma fortuna, eu me rendi.

- Voc� me oferece uma bebida? - Desculpe-me.

Seu habitual champanhe ou ch�?

Champanhe.

Voc� me censura por ter sido usada e abusada?

Eu entendi tudo no albergue ontem!

Eu o vi olhar para voc� como se fosse seu patr�o ciumento!

E continua!

Porventura, n�o reparou?

Voc� est� louco. Acho que voc� est� louco.

Por que voc� o convidou? Eu o evitava h� anos!

Agora ele tem o direito de falar comigo onde eu o encontrar.

Por que fez isso, Dani?

Eu Ihe amo, Manoela.

Vai entender no fim

que eu Ihe amo?

Eu n�o quero acabar!

Por que faria isso?

Porque eu estou Ihe pedindo.

Eu n�o quero Ihe fazer mal,

especialmente a voc�.

Mas eu n�o quero!

Eu deveria Ihe dar de volta sua liberdade para um cara que voc� diz que � louco por voc�,

mas isso n�o Ihe d� qualquer garantia!

Eu sei.

Eu sei, mas eu o amo.

Essa � a verdade.

Eu o amo.

A culpa � minha. � verdade...

Eu sou muito est�pido.

Eu n�o entendo mais nada!

Se eu prestasse aten��o, poderia ter evitado essa aventura.

Provavelmente.

Escute, vamos esquecer tudo e come�ar do zero, vamos!

Eu preciso de algu�m como voc�.

Quem perdoa meus atos.

E que quer se casar comigo.

Mas isso n�o est� certo.

Eu n�o Ihe faria isso e eu n�o quero.

Eu n�o quero machucar ningu�m.

Ent�o, quais s�o os vencedores? Grande coisa!

Hoje � noite, jantamos juntos.

No Colonna. Voc� vem?

- Quem estar� l�? - Todos, Selpa, Montieri, Raffaelli, Barra.

Convidei a Srta. Roderighi.

- Srta. Roderighi? - Sim, a sua...

Armellino, voc� gostaria que eu viesse com ela?

Eu espero que n�o esteja apaixonado.

Eu?

� capaz de acreditar em mim?

Eu gosto da Srta. Roderighi, � verdade mas � s� um capricho.

Em fase de acabar.

Deus seja louvado!

Ela foi vista com voc� em seu carro, na sua carruagem...

O que voc� faz com sua etiqueta?

- Podemos conversar? - Estou sempre aberto ao di�logo.

Apaixonado pela Srta. Roderighi!

Assim, a vejo discretamente, sem demonstrar!

Um suco de tamarindo?

Gar�om! Dois sucos de tamarindo, por favor!

As pessoas pensam que a coisa � s�ria entre voc�s.

A Duquesa de Bagnasco!

Quando sabemos

que Manoela vende seus encantos na casa de Madame Fernanda Fones...

Nossos amigos pediram-me que abrisse os olhos.

Eu entendo, Armellino.

Come�a com uma boa inten��o,

mas n�o era realmente �til.

Aqui, Senhor Duque.

N�o s�o fofocas.

Como v�, Sr. Duque, eu mudei os espelhos de lugar,

coloquei flores

e essas belas cortinas pretas.

Apesar de tudo, o quarto ficou como o senhor gostaria,

com apenas uma novidade:

luz el�trica acima da cama.

N�o era necess�ria.

Quanto tempo eu tenho que esperar a honra de receb�-lo?

N�o vai me perguntar sobre as infidelidades, pelo menos?

A concorr�ncia � formid�vel.

Ou�a, Fernanda.

Preciso de algumas informa��es.

Eu adoraria poder ajud�-lo.

Recentemente, vi uma menina que me interessa muit�ssimo.

Eu n�o sei como abord�-la, est� sempre acompanhada.

O nome dela �...

Um momento, qual � o nome dela? Talvez voc� a conhe�a!

Manoela, eu acho.

A Roderighi! Mas claro!

Eu a conhe�o. Quer um encontro com ela.

Hoje � quinta-feira.

O tempo de prevenir e tomar algumas precau��es,

e espero t�-la para o s�bado se Ihe convier.

S�bado...

Voc� � o dem�nio!

Como voc� a conheceu?

Vou ser sincera.

Foi um dos seus que me apresentou.

- O Marqu�s de Barra! - Ent�o voc� sabe absolutamente tudo.

E voc� teve a id�ia de a prostituir. Voc� Ihe fez uma oferta.

Depois uma outra! Voc� �... voc� �...

Faltam-me as palavras.

Eu sou a melhor, Senhor Duque.

� um eufemismo. Precisa inventar uma palavra para voc�.

Voc� chega, vai embora,

e volta totalmente de surpresa.

Eu Ihe previno agora:

n�o tente ficar no campo.

Eu n�o estou de acordo.

N�o se preocupe, eu n�o vou ficar.

Eu estava preocupado. N�o ouvi mais falar de voc�.

Desde quando tem essa preocupa��o?

Eu me perguntava se voc� estava doente.

Voc� est� doido.

N�o adianta tentar ser gentil.

Eu nunca Ihe vi assim t�o p�lido.

Pode me dar um cigarro?

N�o, n�o, daqueles que est�o no meu quarto.

S�o estes?

Voc� n�o quer falar?

Devo interpretar o seu sil�ncio?

Se voc� tem algo a me dizer, fale.

Qualquer coisa que venha de voc�

n�o pode ser negativo.

- O Duque est� vivo? - Como disse?

- Ele se sente mal? - N�o creio, senhor.

Tenho ordens para n�o perturb�-lo.

Eu quero v�-lo de qualquer maneira.

Ele dorme... com uma senhorita.

Voc� est� louco de os deixar trancados?

Desculpe, eu n�o posso abrir.

Eu Ihe ordeno para procur�-lo, entendeu?

Est� faltando.

No ch�o?

Voc� teria roubado veneno para jog�-lo no tapete?

Isso pode ser verdade.

A concentra��o � enorme. Como voc� diluiu?

Voc� � muito curioso.

Eu pensei que voc� fosse meu amigo.

Por que voc� roubou?

N�o quer responder?

Jure por sua honra que n�o guardou o resto.

Vamos ver...

Quer que chame Manoela? Ela est� repousando ao lado.

De jeito nenhum.

Eu Ihe pe�o perd�o, Manoela.

�s vezes eu perco a cabe�a.

Nesses momentos, qualquer boato me p�e fora de mim.

E eu n�o respondo pelos meus atos.

Perdoe-me.

Fizemos bastante mal por hoje.

Amanh�, �s 16h, est� certo?

Sim, meu amor!

A garota est� prevenida?

Naturalmente, Senhor Duque, desde ontem.

Est� certo para �s 16 horas?

Com certeza, amanh� �s 16 h.

"Oh meu amanh� feito de turbul�ncia do talvez e provavelmente... "

Boa noite, Senhor Duque.

Naquela noite, fui ao clube.

Eu joguei...

...e ganhei.

Senhor Duque.

A Srta. Roderighi Ihe chama ao telefone.

Tenho de acompanhar uma prima veio fazer compras em Roma.

Eu estarei na sua casa �s 18h, est� certo?

N�o, Dani, n�o!

N�o se preocupe, eu n�o estou armado.

Sinto-me desonrado.

Pelo amor de Deus, deixe-me ir para sempre!

Por que voc� est� aqui? Pelo dinheiro?

Neste caso...

o merece.

Tire a roupa!

Tire a roupa!

Voc� poderia me pedir dinheiro.

Vender minhas j�ias.

N�o precisa de j�ias em um bordel!

Mentirosa!

Nessa cama, Michele Barra Ihe iniciou na prostitui��o!

E voc� se meteu at� o pesco�o!

Voc� tocou fundo, puta.

Puta!

Eu vou gastar seu tempo.

Eu n�o vou perder a oportunidade.

Se existe um culpado, e h� um,

ele deve pagar.

A refei��o est� servida.

Eu li no jornal, a hist�ria de uma senhora,

uma mulher respeit�vel,

surpreendida em um bordel.

E eu me perguntava por que uma mulher como ela,

casada,

sem d�vida tinha um caso com um amante apaixonado por ela,

ela era uma prostituta?

Pode ser que ela odeie os homens, que ela os despreze.

"� doce no amor o jogo alternado de v�tima e carrasco"

Escreva.

"Caro Michele: sou prisioneira de Dani.

"Ele me deixou longe de todos.

"Preciso de sua ajuda.

"Mas seja cuidadoso.

"Entrarei em contato assim que pudermos nos ver.

"Manoela. "

� preciso que o excite.

Antes de humilh�-lo.

Que voc� atice suas esperan�as

antes de o repelir.

Voc� tem que o bajular

tortur�-lo.

Voc� vai ter que fingir amor que, por causa de mim,

voc� n�o poder� demonstrar.

E no dia seguinte

voc� vai ter que fingir amor por mim que far� voc� esquecer Michele.

Voc� acha que eu preciso fingir?

Voc� Ihe dar� o encontro ao qual voc� n�o ir�.

Voc� deve levar Michele � loucura do desespero.

- Voc� quer sua vingan�a? - E eu a terei gra�as a voc�.

N�o deveria vir, Dani est� aqui.

Havia um cabe�alho no envelope do seu hotel.

Um cabe�alho no envelope?

Vejo que voc� n�o fez de prop�sito como de costume.

� um hotel. Eu tenho o direito de permanecer.

N�o precisava vir.

- Voc� precisa de ajuda. - N�o me aborde!

Ningu�m compreende que voc� � minha.

V� embora!

Farei contato com voc�.

Nosso amor acabou com uma carta falsa.

Eu tinha sido um covarde, mas eu ainda Ihe amo.

Voc� voltar� para mim isso � minha vida!

Sua carta atraiu Michele Barra!

E agora? Nossas f�rias est�o arruinadas!

Ele j� chegou...

Voc� usou de prop�sito um envelope com o endere�o.

Voc� procura problemas, Dani.

Pense em mim, n�o v� que eu sofro?

Estou exausta!

- Ele falou com voc�? - Ele me abordou.

Eu odeio os homens!

Se eu estou com um, o outro me tortura. Que fazer?

Escreva-Ihe um bilhete.

Diga-Ihe que preferiu me advertir de sua presen�a no hotel

e que eu o convido para um caf� conosco amanh�.

� para voc�.

Abra.

H� uma inscri��o.

Leia.

"Voc� �... o cordeiro

"entre os lobos. "

Que est� fazendo, Dani?

Voc� admira o mar?

Gostaria de voltar. O sol me incomoda.

Desculpe-nos.

Ele alugou um apartamento na cidade. Ele quer me ver amanh�.

Ele me pediu que mentisse para voc� para poder encontr�-lo.

Ele encontrou um outro bordel. O que voc� respondeu?

Eu aceitei, claro.

No entanto, a fim de inform�-lo antes, eu adiei para depois de amanh�.

Perfeito. Partiremos amanh� � noite. Voltaremos � Roma.

Dani, eu estou contente!

Esta com�dia � insuport�vel.

A id�ia de Ihe trair com ele repugna-me.

Sinto muito, mas vamos continuar fingindo em Roma.

Pare!

Senhorita o Marqu�s de Barra Ihe acena.

Voc� est� me sacaneando!

Nada de esc�ndalo!

- Onde � que podemos nos ver? - Eu n�o sei.

No caf� Greco, est� certo?

Est� certo, amanh�.

�s 13h, estar� deserto.

At� amanh�. Vamos!

Posso ir, senhorita?

V�!

Ent�o eu cometi um crime.

Mesmo sem estar orgulhoso...

Os outros

tinham-Ihe como amante.

Mas eu s� Ihe tinha como virgem

e inocente.

Voc� est� b�bado!

Um caf�!

Qual ser� a raz�o

de manipular o �nico homem da sua vida?

De que est� falando?

Ou�a-me.

Por que voc� mudou de id�ia?

Voc� aceitou o encontro.

Porque eu sabia que eu estava partindo.

Voc� me pediu ajuda.

Por qu�?

Uma fraqueza da minha parte.

Eu estava com medo

que o amor exclusivo Dani me sufocasse.

Mas eu o amo e eu n�o o trairei mais.

Foi um erro. Pe�o-Ihe perd�o.

Voc� confundiu minha cabe�a. Voc� gosta de me ver nesse estado.

Em que estado?

Voc� ver�.

Voc� n�o me fez esquecer.

De fato.

Voc� ainda se lembra dos meus beijos.

Sim. Leve-me, Dani est� me esperando.

Voc� me disse que gostava de fazer amor.

Por favor...

Ele Ihe acaricia como eu Ihe acariciava?

Claro, ele me ama.

Eu tamb�m, eu Ihe amo!

Eu n�o Ihe acompanharei at� a casa de Dani.

Voc� � rude, vulgar e desprovido de esp�rito!

Voc� o viu?

No caf� Greco.

O que ele disse?

Palavras de amor, muitas delas.

- Ele me ama, ele sofre. - Perfeito.

Isto � o que quer�amos.

Amanh� voc� vai voltar.

Eu n�o virei mais.

- Por qu�? - Eu j� tive o bastante.

Por qu�?

Eu tive o suficiente!

Voc� acha que isso � o suficiente o que eu Ihe dou?

Eu n�o quero mais Ihe ver!

Recebi um convite de Dani para jantar amanh� � noite. Eu Ihe verei!

Muito bem, voc� vai me ver, mas com ele.

Voc� gostaria disso, hem?

Que eu assista a sua felicidade conjugal.

Ent�o n�o venha e n�o assistir� nada disso.

N�o, amanh� � noite eu janto com voc�s.

Mas depois de amanh� voc� estar� comigo.

Voc� est� doido! Eu cederia por um jantar?

Eu n�o estou brincando!

Depois de amanh� �s 13 h esteja l� ou eu me mato!

Vou Ihe esperar 15 minutos. Eu juro pela minha falecida m�e.

Seria �timo se fosse verdade.

Voc� perdeu peso, Michele. Voc� tem que olhar bem.

Como foi isso?

- Eu estou apaixonado. - Voc�, apaixonado?

Como � isso? Ele est� apaixonado!

Como no tempo de D. Pampaloni, a ornit�faga noturna!

Ele vai nos dizer de quem?

� um amor plat�nico.

Branco como um cheque.

- O que � que voc� conhece? - O amor ou os cheques?

De amor plat�nico, branco como a neve.

Essa paix�o o impede de beber?

Isso vai animar voc�, Michele, voc� vai ver!

Agora, proponho um brinde � nossa divina anfitri�!

Minha hist�ria de amor foi um fiasco.

A bela n�o quer saber de mim, nem em sonho.

- Nem mesmo em pesadelo? - N�o!

Eu a segui por todos os lugares, teatro, clube, compras...

Eu ofereci chocolates.

- Ela os rejeitou? - N�o, ela os comeu.

N�o � assim, vejamos!

Um, dois, tr�s, quatro.

Voc� v�? Relaxe, Dani!

Dei-Ihe uma pulseira e um anel: ela usou logo.

A pulseira de p�rolas um colar de p�rolas!

Ela usou logo.

- Ela usou logo tudo isso! - Tudo, tudo, tudo!

Ele era um v�cio irreprim�vel.

Eu at� queria at� Ihe dar uma casa.

Meu pai recusou: era dele.

E como ela poderia colocar os tijolos?

Eu sei qual o nome que figura no seu cheque.

Um caf�, senhor Marqu�s?

Sim, sem a��car.

- Senhor Conde? - N�o, obrigado.

De agora em diante ele est� destru�do.

� verdade.

Eu Ihe escrevia tr�s vezes ao dia.

As cartas, ela me devolveu sem sequer abri-las.

H� cartas que n�o precisariam ser escritas ou abertas.

O que devo compreender?

Voc� tem algum remorso?

Dani...

Rua Cavour, n�. 12, amanh�.

Voc� sabe como isso terminou?

Eu cometi suic�dio.

Mas como todos os suicidas amadores,

foi um fracasso.

Eu confundi o Veronal com um laxante.

Pare no n�mero 12.

O n�mero 12 � aqui, senhora.

Espere por mim, por favor.

N�o se aproxime!

Na d�vida, preferi vir. N�o me arrependo.

N�o, voc� n�o vai embora.

Um acesso de loucura e...

Fique longe.

Eu quero Ihe beijar.

Permane�a onde voc� est�.

Eu escrevi para meu irm�o. Contei-Ihe tudo.

Ent�o � verdade?

Voc� ia se matar por mim, que n�o Ihe amo?

Que importa?

Eu amo voc�.

- Adeus, Michele. - Voltar� em outro dia?

E se eu Ihe retiver?

Voc� n�o vai fazer isso, adeus.

Eu teria preferido terminar a minha maneira.

Uma hist�ria de amor infeliz, mas maravilhosa

n�o merece esse fim vergonhoso.

Que voc� esperava?

Nada, nem mesmo sua visita.

N�o far� nenhuma estupidez?

N�o, voc� me estragou o momento.

Voc� ainda me ama.

Eu obedeceria se n�o Ihe amasse?

Deixaria voc� partir?

Vamos l�, basta.

Venha c�.

A� est�.

Para mim

voc� ser� sempre a jovem menina de ent�o.

Voc� n�o parece normal.

Voc� est� toda desalinhada.

Onde voc� estava?

Levantei-me tarde.

- E Michele? - Eu o vi.

Tamb�m no Caf� Greco?

Onde voc� quer que eu o veja?

Ontem tamb�m?

Sim, meu querido!

Voc� o viu antes de ontem tamb�m?

- Eu Ihe disse que sim. - Isso n�o � verdade.

Antes de ontem, eu estava no Caf� Greco das 13h �s 14h.

E voc� n�o estava l�.

Onde voc� est� se escondendo?

Por que est� mentindo, Manoela?

Eu n�o minto.

Por que nos esconder�amos?

Voc� me faz confundir as id�ias.

Antes de ontem, eu n�o o vi.

Meu Deus, que tortura! Esta vida tornou-se infernal!

Desculpe, estou com dor de cabe�a.

Eu estou ficando louca!

E ent�o? Ser� que voc� fala?

Ele iria me matar.

Estou exausta!

Vamos!

Vamos para o estrangeiro! Ambos desapareceremos.

Eu quero que voc� inteira para mim!

Ele iria cometer suic�dio.

Portanto � duas horas comigo e o resto com ele?

N�o grite comigo, deixe-me refletir! D�-me um tempo.

Depressa! Precisa ser depressa!

Caso contr�rio, vou contar tudo a Dani pessoalmente!

Se voc� fizer isso, eu Ihe deixo.

- Srta. Roderighi? - Quem � voc�?

Voc� me conhece pelo nome, Marco Pisani.

O que voc� quer?

O que est� acontecendo?

Desculpe, mas suas entrevistas com Michele Barra se espalham.

Sabemos hora, e o endere�o, da� a minha vinda.

N�o falemos na rua. Venha comigo.

Isso significa que Armellino quer provocar uma trag�dia?

Ele quer que Dani abra os olhos e Ihe deixe.

� por isso que ele gritou aos quatro ventos.

Os rumores chegaram at� mesmo no campo.

Eu n�o Ihe compreendo, Manoela. Voc� diz amar Dani,

mas � amante de Michele Barra.

Ele me obrigou!

Mas � claro...

Ele me chantageou com o suic�dio!

Quando eu cheguei na sua casa, ele escreveu a seu irm�o, com a arma pronta.

Voc� n�o deveria ter que ir!

Voc� deve ter visto do que ele � capaz.

N�o se encontre mais na Rua Cavour.

Os rumores cessar�o e tudo ser� como antes.

Pense em Dani, em nosso amigo.

Confesso que seu amor me parece...

monstruoso.

Voc� se enche de ilus�es, querido Dani. Al�m disso, voc� sabe...

eu estou menos contra eles que antes.

Eles t�m a fibra necess�ria.

Ele vai acabar aderindo aos fascistas.

E depois os italianos precisam.

Pena que eles sejam t�o grosseiros

vulgares, como burgueses,

mal-educados a tal ponto...

Sua conduta � imperdo�vel!

Mas eu n�o sou ainda um fascista.

Pouco me importo!

Voc� � um canalha, um agitador, um espi�o!

Voc� est� brincando, espero?

Absolutamente n�o.

Ele disse a quem quiser ouvir que eu sou amante de Michele Barra

todos os dias entre meio-dia e duas horas na Rua Covour.

Ele gritou aos quatro ventos!

Ele ia me investigar com porteiros e os comerciantes!

Covarde!

- Quem responde por ela? - Eu, naturalmente.

E se passa como her�i e muito mais!

V� embora, desgra�ado!

Olhe que confus�o que voc� me meteu.

Voc� ultrapassa os limites.

Voc� vai duelar com esse canalha?

Nossas testemunhas v�o decidir.

Eu considero que esta Roderighi n�o vale o golpe de espada

que voc� me infligir� ou que voc� receber�.

Mas, posto que ela me acusou de covarde e de cr�pula,

eu n�o tenho mais escolha.

Dani, eu n�o menti.

� verdade. A Srta Roderighi se encontra com Michele Barra.

Ele se v�em entre o meio-dia e duas horas da tarde.

Em um apartamento.

Rua Cavour, n�. 12.

Se quiser pode verificar pessoalmente.

Basta ir l�.

Manoela � uma mo�a

que d� aos olhos, voc� sabe bem.

As testemunhas que se lembram s�o facilmente encontradas.

Eu n�o inventei suas atividades na casa da Sra. Fones.

Eu n�o minto agora.

- Ser� que voc� colocaria por escrito? - Ante testemunhas e advogados.

Excel�ncia...

Voc� n�o vai me botar em apuros, pelo menos?

Algu�m pode vir a qualquer momento.

Estas s�o quest�es delicadas.

Obrigado. Venha e siga-me.

Voc� tem um cravo branco na lapela.

Presente de Michele.

Michele n�o tem esse requinte.

Voc� o acusa errado.

N�o � brincadeira.

� melhor para voc� que confesse.

O que devo confessar?

Que voc� me traiu da maneira mais mesquinha.

Que voc� � a amante de Michele Barra.

Mas por que voc� cedeu?

Como passou do �dio ao amor?

Essas s�o cal�nias de um celerado!

Armellino n�o mente.

Ele disse a verdade sobre suas visitas � casa da Sra. Fones.

No lugar de acreditar nesse idiota deveria ir � Rua Cavour.

Por que n�o foi l�?

� uma id�ia...

Mas n�o, eu n�o vou.

� uma pena. Voc� teria a prova da minha inoc�ncia.

Tem certeza de que � inocente?

Se esse canalha do Armellino est� t�o seguro de si mesmo

por que n�o d� por escrito essas suas cal�nias?

Se ele pode dizer mentiras, tamb�m pode escrever!

Eu quero voltar estou morta de cansa�o.

Vejo voc� amanh�, ser� melhor.

Amanh� � outro dia.

Passaremos o dia juntos.

Voc� se lembra do dia que eu dei um tapa?

Eu tinha colocado veneno em seu ch�.

Voc� quis me matar?

Voc� seria capaz.

Um homem perguntou sobre mim e o Marqu�s de Barra?

Eu n�o disse nada.

Ele veio por mim, voc� deve ter ido mostrar o apartamento.

Sim, eu mostrei a ele. Eu mesma o acompanhei.

Tudo estava certo? Os cravos brancos tamb�m?

Sim, os cravos brancos habituais. Tudo estava pronto.

Eu mesma tive que abrir a janela.

S�o vantagens de ter um Bagnasco como amante.

Minha tia me entende bem.

As j�ias s�o para voc�, mas n�o o dinheiro.

Eu ganhei. N�o me pergunte como.

Voc� n�o pode escapar dessa maneira.

Eu tenho vivido para Barra, Ghiondelli, Bagnasco e voc�.

Eu quero viver minha vida.

- Eu queria fazer de voc�... - Uma duquesa?

Pare! Voc� n�o regula bem!

Insolente!

Certamente voc� n�o pode fingir que n�o v� nada, n�o sabe nada.

� f�cil esconder a realidade.

"Toda mulher sente que a �nica maneira de ir � fugir. "

N�o, na minha opini�o

ele n�o a encontrar�.

No entanto, ele contratou detetives.

Somente ela

sabe onde ela est�.

Coca�na!

N�o � s� ele que precisa ser consolado.

Ela perdeu uma boa pens�o, a querida tia.

E Michele Barra, quem vai Ihe consolar?

Ele n�o precisa de coca�na para esquecer.

Tenho certeza que ele j� encontrou uma sa�da para a sua bestialidade.

Desculpem-me.

Elas se hospedaram no hotel

sob o nome de Theodora Langdon e Regina Hargrave.

A morena, que parece com o retrato que n�s temos,

se chama Srta. Hargrave.

Srta. Manoela, Dani Ihe procura desesperadamente.

Perd�o?

O que disse?

N�o compreendo.

N�o se preocupe.

� isso a�,

porque, depois de duas horas, tinham deixado Paris.

Morfina!

Viva o vinho que � sincero

que nos permite ver mais claro

quem est� se afogando em id�ias obscuras

na bebedeira e na ternura.

Champanhe!

Olhe isso!

� sua sa�de!

Um lindo brinde!

Engula, porca.

Voc� j� tomou um banho de champanhe?

Eles n�o iriam fazer, esses dois a�!

Devo dizer, com todos os morangos eles v�o se empanturrar!

E n�s?

Ele n�o vai levar os morangos!

Onde voc� vai?

Deixe-os!

D�-me!

Deixe! Voc� vai deixar, sim!

Voc� enche os olhos em tudo? V� trabalhar, v�!

Voc� percebe? Deixe-o experimentar para ver...

O qu�?

Voc� deveria ser uma modelo.

Especialmente para n�s, da velha escola naturalista

voc� deveria provar!

Olhe! Uma mulher de verdade com curvas de verdade!

Infelizmente, hoje em dia, com os futuristas

voc� seria obrigada a mudar de profiss�o.

Volte aqui!

Voc� vai causar uma apoplexia a esse pobre velho!

Voc� n�o ri?

Manoela Roderighi.

Era uma boa amiga minha.

Voc� a encontrou na casa de Fernanda?

- A fotografia? - A mo�a.

Isso n�o � complicado.

Cale-se!

Voc� ainda a ama?

Voc� n�o pode esquec�-la?

O que voc� sabe?

Eu, nada.

Procuro por Ritina

e n�o consigo encontrar.

Estou procurando Ritina, mas n�o consigo encontrar

Aqui est� ela, minha Titina!

Agora, me faz c�cegas!

V�!

Senhor Duque!

Pasqualino, voc� n�o est� na cama?

V� para a cama.

Boa noite, Sr. Duque!

Tente novamente, minha querida.

A juventude

� a primavera

da beleza.

O fascismo

� a garantia

de nossa liberdade.

Soberbo! Novamente!

De nossa liberdade.

Tradu��o das legendas: PARENTE - BRASIL

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