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Original subtitles

LONDRES, INGLATERRA, 1872

Por favor, identifique o acusado

Dr. William Chester Minor, capit�o cirurgi�o, do ex�rcito dos EUA, aposentado.

Dr. Minor chegou �s nossas praias em busca de salva��o.

No seu pa�s de origem os Estados Unidos,

foi perseguido implacavelmente por um homem que prometeu tortur�-lo e mat�-lo.

Naquela noite fat�dica de 17 de fevereiro, o r�u acordou com um sobressalto.

Soube naquele momento que tinha sido seguido e encontrado.

Que seu perseguidor, um tal de Declan Reilly, estava, de fato, em seus aposentos.

O Dr. Minor alcan�ou seu rev�lver de servi�o e o perseguiu.

Fenian!

Nas ruas, encontrou um homem correndo.

Socorro! Socorro!

Socorro! Socorro!

Socorro!

Eliza, abra a porta! Eliza!

Eliza! - Na confus�o da noite,

... ele n�o conseguiu perceber a diferen�a

entre seu agressor e o inocente George Merritt.

Eliza.

- Pare a�! - Este n�o � o Fenian!

N�o!

- Este n�o � o Fenian? - N�o!

Eu sinto muito! Eu sinto muito!

N�o!

N�o!

Meu senhor...

O Dr. Minor atirou no homem errado.

Ent�o...

ele n�o tinha inten��o.

Ent�o, senhor, talvez o tribunal devesse simplesmente libertar o bom doutor

com um pedido de desculpas pelo mal-entendido que ocorreu.

Exmo.

Declan ... Declan Reilly � o nome dele.

Ele tem uma marca no lado esquerdo do rosto!

Ele chega � noite! Ele vem com outros!

Eles v�m ... me perseguem. Entram em meus aposentos!

N�o acredito, senhor Esta Corte n�o acredita no senhor.

Sil�ncio, por favor!

Sil�ncio no tribunal! Sil�ncio, por favor.

Sil�ncio! Sil�ncio!

N�s, membros do j�ri de Sua Majestade, decidimos que, doutor William Chester Minor...

n�o � culpado pelo assassinato de George Merrett.

Sil�ncio! Sil�ncio!

Por motivos de insanidade.

Eu n�o sou louco, senhor.

Sil�ncio, por favor!

William Chester Maynor.

� por decis�o desta Corte,

que dever� ser detido e levado em seguran�a ao Asilo Broadmoor,

para criminosos insanos

at� que a decis�o de Sua Majestade seja conhecida.

Sil�ncio, por favor!

Corra! Corra!

MILL HILL, INGLATERRA

Seus malditos idiotas, inferno!

Olha, se seguir assim, voc� est� fora!

Harold!

- Tenho de voltar, pai. - Eu sei. Num piscar de olhos, rapaz.

Tome f�lego!

Cuidado no longo trajeto at� a lateral.

Se voc� ver que o grand�o est� chegando, esquive-se.

n�o deixe ele te puxar, tudo bem? E tente pegar a bola.

- Sim senhor. O jogo, senhor.

Harold, controle suas palavras.

- Sim, senhor! - Bom.

- Ent�o v� rapaz! Vamos! - Sim, senhor!

- Tive uma palavrinha com ele. - Sim, eu vi.

Leia no jornal, uma hist�ria terr�vel. Um tiroteio em Lambeth.

Envolveu um americano, um oficial do ex�rcito.

E uma pobre mulher deixada sozinha com seis filhos.

Sim, eu li.

N�o sei o que faria, James. Se voc� fosse levado desta maneira.

Sim!

� isso a�! � isso a�!

Sim! Sim!

Que tal isto, suas mulas ensanguentadas.

- Chega. Voc� est� fora! - O que h� de errado com "ensanguentadas"?

- Saia! - Harold! Harold.

Desejo afirmar que possuo um conhecimento geral, lexical e estrutural

de l�nguas e literatura

de aulas de Ariano e S�rio-�rabe.

Recentemente, apresentei meu estudo sobre a declina��o de verbos alem�es

- para a sociedade filol�gica... - Sr. Murray...

Entendo que o Senhor n�o possui um diploma universit�rio.

Uh, n�o, senhor. Uh...

sem diploma. Eu sou um autodidata, tive meus pr�prios estudos.

Eu estou ciente do significado. Escolaridade?

Deixei a escola aos quatorze anos para ganhar a vida.

Honestamente Freddie, isto � um pouco demais.

Um pouco demais, sim.

� claro que n�s, augustos delegados da Imprensa da Universidade de Oxford,

temos tentado fazer este dicion�rio nos �ltimos vinte anos.

Apesar dos maiores esfor�os de todo um ex�rcito de acad�micos,

incluindo a mim, n�o conseguimos chegar a nenhum lugar.

Perdoe-me, mas, isto � incorreto. N�s estamos, de fato, indo para tr�s.

A l�ngua est� se desenvolvendo mais r�pido do que progredimos.

Esta nossa l�ngua importante, que tem alcance mundial,

sacou suas armas, afiou suas baionetas e declarou que n�o ser� domada.

E n�s, com nossos debates "ad nauseam" sobre o alcance, o modo,

e o prop�sito destas palavras...

nos ajoelhamos em s�plica diante dela,

banhados em humilhante derrota.

Neste momento, o esfor�o est� morto.

Isso � demais, Max?

Senhores, receio que precisamos de uma panaceia.

� minha convic��o que o extraordin�rio, o n�o convencional,

do Sr. Murray � a solu��o e a nossa salva��o.

Sua considera��o, embora um pouco dram�tica, � verdadeira, Freddie.

Mas precisamos mais do que uma defesa apaixonada.

Penso em qualifica��es. Talvez um diploma de bacharel.

Qualifica��es, sim. Bem, hum ...

Eu sou fluente em Latim e Grego, claro.

Al�m desses, tenho �ntimo conhecimento das l�nguas rom�nicas,

Italiano, Franc�s, Espanhol, Catal�o

e em menor grau Portugu�s, Vaudois, Proven�al

e outros dialetos

No ramo teut�nico, estou familiarizado com o Alem�o,

Holand�s, Dinamarqu�s e Flamenco.

Eu me especializei em Anglo-sax�o e Moeso-G�tico

e preparei ensaios para publica��o em ambos os idiomas.

Tamb�m tenho um �til conhecimento do Russo.

Eu tenho conhecimento suficiente de Hebraico e S�rio

para ler, por cima, o velho Testamento e o Peshito.

E em menor grau, Aramaico, �rabe, Copta e Fen�cio.

at� o ponto onde foi deixado por G�nesis...

Perdoem-me por ser tagarela. Tenho certeza que t�m perguntas.

Sr. Murray, uma palavra vem � mente

"Inteligente."

Voc� pode defini-la e contar-nos sua hist�ria?

Vou lhe dar um bom soco, uh, no casco, por assim dizer.

Inteligente: adjetivo.

Significado - h�bil, �gil, destro.

Provavelmente do alem�o simples, Klover.

Ou talvez do m�dio holand�s, Klever,

significando brilhante ou esperto.

Uh..

O Sr. Murray tamb�m � um mestre de sapateado escoc�s.

Perdoe-me por manter isto em segredo.

Eu mesmo mal acreditei na chance.

Isso � tudo meu, Ada, a l�ngua inteira.

Eu nunca soube como resistir. Sua exuber�ncia...

Mas � t�o repentino.

E abandonar tudo isso, a escola, a rotina.

Isso � realmente o que voc� deseja? Para todos n�s?

Ada, sou um rapaz de Teviotdale, que confecciona roup�o de linho,

agora, de repente, com uma oportunidade real.

Levei a vida inteira me preparando para isso.

Seja o que for que eu fiz, eu fiz com voc�.

Nunca teria conseguido, sem voc�.

Mais uma vez, me apoie.

Se eu for fazer um livro, vou precisar de um pref�cio.

- Pai? - Elsie. Crian�as.

Estamos indo a algum lugar?

Para Oxford.

Seu pai � o editor do Novo Dicion�rio Ingl�s em Princ�pios Hist�ricos.

O que � isso?

Oh, � um livro muito grande. Com muitas palavras.

Todas as palavras da L�ngua Inglesa.

Como o dicion�rio do Dr. Johnson?

Sim, mas... mas... seu... seu...

seu livro � composto somente por um mero punhado de palavras.

Eu estou encarregado de identificar e definir

at� a �ltima palavra que h�.

- "Feliz" estar� l�, pai? - Sim, "feliz" estar� l�, Elsie.

Meu dicion�rio vai precisar de muitos volumes como estes...

para caber toda a l�ngua inglesa.

- E "triste"? - A palavra "triste" vai estar l�, sim.

E "grande"? A palavra "grande" vai estar?

"Grande"? Sim. E "pequeno", tamb�m.

N�o h� uma palavra que imaginar que n�o estar� neste grande livro.

- Pai? - Sim, Ozwyn?

Ozwyn estar� l�?

Provavelmente... talvez.

Nunca brinquem com livros, tudo bem? Isso �... errado.

BROADMOOR, INGLATERRA

Quarta-Feira, 17 de abril de 1872. Prisioneiro n�mero 742.

7-4-2. Admiss�o.

Minor, William Chester. Americano, 48 anos de idade.

Cirurgi�o, capit�o do ex�rcito dos Estados Unidos.

Religi�o n�o definida.

Classificado como perigoso para terceiros.

Designado para o Bloco 2.

O prisioneiro est� furioso, cuspindo dezenas de vezes.

Faz isso tentando n�o engolir.

o veneno revestido nas barras de ferro frio

que foram pressionadas contra os dentes dele.

Aqui est�...

17 de mar�o, faz tr�s dias agora, que o prisioneiro

continua sem dormir.

Constantemente pulando de sua cama para

verificar embaixo dela, em puro terror.

Repetidamente alegando que procura

por aqueles que entram � noite para peg�-lo.

Doutor Richard Brayn.

Superintendente para Alienados,

do Asilo Broadmoor.

L� estava, parado, me encarando.

O ministro do Interior n�o se enganaria ao aceitar.

Podem acreditar nisto?

Como o Orthrus, o cachorro de duas cabe�as.

Escrito! No Ateneu! Em uma �nica frase!

Seu livro, Sr. Murray, precisar� estabelecer

regras estritas proibindo tais ofensas.

Al�m de que deveria corrigir todas as grafias

estabelecer pron�ncias adequadas e firmeza na corre��o da fala.

J� estivemos aqui antes, Max.

E qual de todas as confus�es, n�o...

deveria e n�o poderia vir no futuro?

A l�ngua est� em seu ponto mais alto.

T�o refinada que pode daqui para a frente s� se deteriorar.

Depende de n�s corrigir isto de uma vez por todas.

As altera��es nela podem ser permitidas ou n�o.

E quem deveria dar a permiss�o?

Voc�, Max? Eu? N�o.

Todas as palavras s�o partes v�lidas da l�ngua.

Antigas ou novas, obsoletas ou robustas,

estrangeiras ou locais.

O livro dever� inventariar todas as palavras, todas as nuances,

cada reviravolta da etimologia e cada poss�vel cita��o ilustrativa

de cada autor ingl�s.

Tudo ou nada.

Isso significaria ler de tudo.

Citando tudo que explique algo,

que tenha a ver com a hist�ria das palavras que ser�o detalhadas.

A tarefa � gigantesca, monumental.

E imposs�vel.

H� um caminho.

Uma tarefa que pode levar cem vidas de um homem.

poderia levar apenas uma de cem homens.

Volunt�rios! N�s tentamos antes, James, e falhamos.

Temo que n�o h� suficientes acad�micos na terra.

Quantos voc� listou?

Oitenta, talvez noventa.

Com mil poderia concluir isso em alguns anos.

Onde voc� acha encontrar mil homens?

Em todo lugar onde o ingl�s � celebrado e falado.

Em todas as livrarias, escolas, locais de trabalho ou lares.

Quer dizer pessoas comuns? Amadores?

Qualquer um que fale Ingl�s. Sim.

Vamos pedir para lerem e buscar as palavras que queremos.

E lev�-los a escrever a palavra

em um peda�o de papel,

junto com a cita��o que encontrarem ilustrando a pr�pria palavra.

E depois enviem isso para n�s.

Um ex�rcito inteiro cobrindo toda a extens�o do Imp�rio e al�m,

desenhando uma rede de varredura por toda a literatura inglesa,

listando a totalidade de sua pr�pria l�ngua.

Um dicion�rio democr�tico.

Logicamente editado por n�s. Homens instru�dos.

E com este sistema, Sr. Murray,

quanto tempo voc� estima para terminar esta tarefa?

Cinco anos, sete no m�ximo.

Todas as palavras e suas hist�rias completas?

Cada uma delas.

Querida Inglaterra.

Estamos prestes a embarcar na maior aventura que a nossa linguagem jamais conheceu.

Vamos come�ar em Aardvark

e n�o parar at� alcan�armos Zymurgy.

"Zymurgy"?

Bem, aposto que esta � a �ltima palavra da l�ngua.

Certamente n�o existe nada depois de z-y.

- O que quer dizer? - H�...

Voc� poder� buscar em alguns anos.

- Tem um afeto pegajoso. - Sim.

E este sotaque escoc�s rachado.

Por que acha que ele n�o tenta esconder?

Pelo bem dos nossos t�mpanos?

Suas ideias s�o bastante radicais. Justamente o que precisamos.

N�o acha que ele seja um seguidor deste horr�vel panfleto nascido na Alemanha, acha?

N�o, n�o, n�o, meu querido.

O homem est� claramente gritando para fazer parte deste nosso pequeno mundo.

J� quase seduzido, eu diria.

Sinto muito, Ada.

Pelo qu�?

Por esta mudan�a.

Por deixar o lar. Por arrastar voc� at� aqui.

Sem d�vida, James, sem nervosismo.

Eu preciso que voc� me prometa.

Agora que come�ou, vamos seguir, firmes e decididos.

Um apelo ao p�blico leitor ingl�s da Gr�-Bretanha,

Am�rica e Col�nias Brit�nicas.

ler livros e fazer resumos

para um novo e digno dicion�rio da L�ngua Inglesa.

N�s vivemos hoje sabendo as origens da terra,

dos homens e dos animais.

N�s sabemos a quanto a �gua ferve. Quanto � uma jarda.

Nossos mestres de navios sabem como medir a latitude e a longitude.

Ainda n�o temos nem carta, nem b�ssola

para nos guiar atrav�s do vasto mar de palavras.

Chegou a hora de conferir a esta nossa grande linguagem

a mesma dignidade e respeito

dos outros padr�es definidos pela ci�ncia.

Mandem suas palavras para Oxford.

Vamos estar conectados, todos n�s neste grande esfor�o,

atrav�s do maravilhoso labirinto de interliga��o do nosso correio.

O que est� fazendo, pai?

Bem, Sr. Bradley e eu fizemos um grande buraco no ch�o.

Mas, para qu�?

Para o scriptorium.

Essa � uma sala como nos mosteiros medievais

onde escribas mon�sticos usavam para copiar manuscritos.

Veja. Olhe isso. Olha o que achei!

Um tesouro.

- Limpa isso para mim? - Sim, Pai.

Tudo bem.

� um longo caminho, mas podemos elevar a linguagem.

Sr. Bradley.

Com voc�, e os volunt�rios como degraus em uma escada,

podemos elevar o ingl�s at� mesmo �s portas do c�u.

Vamos!

Ei! Solte-me!

Perd�o, homem.

- Ei, se afaste! Maldito! - Quem fez isso comigo?

Afastem-se! Saiam do caminho!

Saiam do caminho! Se afastem agora! Andem!

Olhe para mim, olhe para mim!

Meu filho, meu filho! me ou�a, me ou�a.

N�s vamos levantar o port�o, um pouquinho

veja se voc� consegue puxar sua perna.

Eu... Eu n�o sei, senhor.

Temos que fazer isso, filho. N�s temos que fazer isso.

Vamos tentar? eh? eh?

Bom garoto. Bom garoto.

Depois do tr�s... Um... dois... tr�s.

Saiam do meu caminho! Saiam do meu caminho!

A que dist�ncia fica o serralheiro mais pr�ximo?

Crowthorne.

O cirurgi�o mais pr�ximo?

Vila Crowthorne. Pelo menos meia hora para ir e voltar.

Quero uma faca afiada e uma serra.

Levante-o.

Em meia hora esse homem sangrar� at� a morte.

- Coleman. - Sim, senhor?

Pegue uma faca afiada e uma serra.

R�pido!

Ei, me escute, doutor.

eu sei quem voc� � e como chegou aqui.

E acredite em mim quando digo que nada da sua fortuna lhe servir�

se voc� tentar alguma coisa.

A serra.

Voc�! Envolva a ferida em panos quentes.

Mantenha o cinto firme e leve-o a um cirurgi�o.

Seu torniquete segurou bem e a hemorragia foi pequena ...

Sua condi��o � delicada, mas est� vivo.

Estamos todos muito gratos a voc�, Dr. Minor.

A ferida foi limpa e coberta com fenol?

Felizmente, nosso cirurgi�o local est� bem atualizado na mais recente assepsia de Lister

e de m�todos antiss�pticos, como pode ver.

Calmante do Rush.

Dr. Rush, ele foi tamb�m um cirurgi�o do ex�rcito americano por um tempo, eu acredito.

Dr. Rush acreditava que se o paciente podia ser mantido...

totalmente imobilizado durante crises de loucura...

o ataque de loucura em si poderia ser contido.

Fant�stico, em sua simplicidade.

� uma rel�quia, de dias obscuros da minha profiss�o

Mas, ainda tem seus usos quando combinado com t�cnicas modernas.

Voc� acha que sou louco?

N�o somos todos, at� certo ponto?

Sua grande experi�ncia � estar sob amea�a, n�o �?

Um homem...

vindo � minha procura.

Do meu confinamento. E n�o vou v�-lo chegar.

Ent�o, se me permitir, posso pedir vigil�ncia,

e que seus homens possam me alertar?

� facilmente identific�vel.

Ele tem uma marca no lado esquerdo do rosto.

Dr. Minor, fique tranquilo. N�s faremos tudo ao nosso alcance

para garantir sua seguran�a.

Mais alguma coisa em que eu possa ajudar?

Tenho uma pens�o do ex�rcito dos EUA.

E desejo que a maior parte dela seja doada

� Sra. Merrett para sustento dos seus filhos.

Bem, tenho certeza que isso pode ser arranjado.

Senhor?

Eu gostaria de cuidar desse homem.

A� est� voc�, Dr. Minor.

Voc� tem o nosso melhor homem neste caso.

Obrigado, Sr. Muncie.

H� crian�as dormindo aqui.

� apenas uma carta para ser entregue, senhora.

� tarde para entregas, n�o �? Voc�s s�o uns terr�veis mentirosos.

Eu n�o sou jornalista. Ou da pol�cia, ou outra coisa.

N�o estou aqui para incomod�-la.

Precisava ter certeza se realmente foi voc� que a recebeu.

Eu vou passar por debaixo da porta.

Eu n�o sou jornalista.

Quem � voc�, ent�o?

Eu sou Muncie, senhora.

Meu desejo � ajudar.

Isso � seu?

N�o, senhora. A carta vai explicar.

De quem �?

N�o considere importante agora.

Obrigado, Sr. Muncie.

Olhe de novo. N�s devemos ter isso.

Procuramos e n�o encontramos.

Eu tenho cita��es disso nos s�culos 14, 15, 16 e 19

Mas n�o nos s�culos 17 e 18.

Como isso � poss�vel? Como Ruskin pode escrever

A escultura foi aprovada e recebeu seu valor pela cor em 1849.

Como posso, agora, usar isto todos os dias

se voc� est� me dizendo que desapareceu no s�culo 17.

- N�o, eu n�o... - Onde foi por 200 anos?

N�o estou dizendo que desapareceu, senhor.

Estou s� dizendo que n�s n�o temos provas.

Procure novamente, Charles.

Onde exatamente eu procuro, senhor?

Nos cart�es de anivers�rio, talvez?

Ou em, uh, receitas m�dicas?

Ou em manuais de instru��es?

Ou talvez nas mensagens di�rias de Guy Fawks.

E estamos apenas lidando com as palavras em "A" aqui!

O que acontecer� com B-C-D-E-F-G-H-I-J-K?

Isso n�o tem esperan�a, senhor!

Sr. Hall! Por favor...

Tente manter a compostura.

Henry, qual �, exatamente o problema que est� acontecendo?

� a palavra de Arov: "Aprova" Sir. H� um elo perdido.

"Se nada for dito sobre a palavra Arte:" Arte - Arte: Arte -

Estamos perdendo "Aprovar" nos s�culos 17 e 18

N�o conseguimos encontrar uma �nica pista disso.

Procure no Para�so Perdido.

Nossa l�ngua teve uma reviravolta crucial com Milton.

Ele era um pouco purista

querendo reafirmar o significado de seu Ingl�s.

A chave estar� a�.

Talvez possamos pular o s�culo 17, senhor.

N�s temos seu nascimento em 1380 com John Wyclif.

"Cristo confirmou sua lei e aprovou sua morte"

E temos Ruskin aqui neste s�culo.

Sr. Bradley, devemos ir passo a passo.

Isto n�o � sobre os s�culos.

Isso � sobre registrar a evolu��o do significado.

V� para Milton, est� bem aqui.

Sim, sr.

- Sr. Bradley? - Charles.

Aceito.

Navalha! Traga minha navalha!

Sir Richard! Acalme-se!

- A navalha! Tragam minha navalha! - Rapazes, inferno, depressa!

Tragam! Tragam-me a navalha! Tragam-me a navalha!

- R�pido! - Sim!

Pai! Pai! Pai, pai!

Pai! Pai!

Este homem, Declan Reilly, � um desertor.

Marquem-no pelo que ele �.

Guarda!

O zinco ... Vou precisar de uma folha de zinco.

Ele deve ter vindo de baixo.

E �gua, em uma tigela, at� a borda. Com isso... o dem�nio n�o vai passar.

O que tem do outro lado, doutor?

� a noite. Ele quer me levar l�.

Com seus olhos cegos, ele s� pode me ver no escuro.

Como voc� se sentiria se o expus�ssemos � luz?

- Como tratamento. - Eu n�o preciso de tratamento!

N�o como tratamento! Eu preciso v�-lo chegar!

- Para que eu possa me defender. - � uma experi�ncia!

E autoprote��o.

� nisso que embarcaremos juntos, doutor. Sim?

Deixe-me dar uma olhada nestes.

M�ltiplas lacera��es superficiais pelo rosto.

Como voc� se sentiria, doutor?

Se nos propiciarmos alguns dos confortos de um lar.

Mand�bula ortognata, �ngulo facial de 80 graus.

Talvez algumas roupas.

Amatividade, 8 inclina��o. Philoprogenitividade, 4 decl�nio.

- Como isso seria? - Meu pr�prio guarda-roupa como prote��o.

- Como prote��o, precisamente. - Sim. Sim.

Adesividade, 3 constantes. Combatividade, 6 de inclina��o.

Secritude, 8. Esperan�a, 4. Constante.

Sim, coisas simples que podemos arrumar ao seu redor.

Acontece tamb�m que a c�lula tornou-se dispon�vel.

Acontece tamb�m que a c�lula adjacente tornou-se dispon�vel.

Voc� poder� esticar as pernas.

Eu terei espa�o para pintar...

Certamente.

Espanto, Idealidade, Sagacidade, Forma. Todos, 8 de decl�nio.

Teria algum outro pedido, doutor?

Meus livros. Posso ter meus livros?

Certamente. Algo mais?

Minha arma.

Talvez n�o concordemos com isso

Obrigado, doutor.

- Por favor, n�o me agrade�a. - Faz muito tempo desde que algu�m ...

- Isto � diferente. - Meu querido amigo, nada de obrigado.

Nada de obrigado!

Um novo come�o.

Sim.

Novo come�o, sim.

Como pode um homem de t�o alta educa��o,

ter regredido pela doen�a a algo perto da animalidade?

Doutor?

Sr. Muncie?

- Todos os garotos contribu�ram. - O que temos aqui?

� um livro, senhor. Somos todos gratos a voc�.

Sim. Obrigado, S.r. Muncie.

Pois voc� salvou a vida do jovem guarda, senhor.

Vou ler avidamente e valoriz�-lo para sempre.

Agrade�a aos seus homens em meu nome.

Feliz Natal, senhor.

Feliz Natal, a cada um de voc�s.

Presunto, Sr. Muncie!

Senhor?

Eu acho que um bom presunto quente � sempre melhor para enfrentar o frio

do que v�rios cobertores e carv�o na lareira.

Especialmente, nesta �poca do ano.

-Ele gostou do livro, senhor? - O livro?

- Sim. - Eu n�o sei.

- Por que? Ele leu? - Bem, ele abriu a embalagem.

- Sim, senhor? - E, ent�o ele abriu o livro.

- Sim? - E ent�o ele jogou pela janela.

- O qu�? - Sim.

Acho que um dem�nio evaporou da p�gina e penetrou as suas narinas.

- Narinas? - Agora est� l�...

Tentando tirar todo o pelo do nariz.

Para tra�ar a vida de cada palavra,

devemos come�ar com um registro de seu nascimento,

quando foi escrita pela primeira vez.

De l�, as palavras vieram at� n�s atrav�s dos tempos,

girando e retorcendo-se, tecendo seu caminho.

Os significados delas, deslizam e escorregam, como peixes,

adicionando e removendo sutilezas de nuances delas e para elas mesmas.

Mas elas deixam rastros.

Na grande extens�o da literatura da l�ngua inglesa.

N�s vamos persegui-las, ca��-las e desentoc�-las.

Todas elas. Cada simples palavra.

De todos os s�culos de escrita.

E faremos isso lendo todos os livros.

Isto pode ser feito?

Seu bobo louco e lindo!

Guarda! Guarda!

- Tinta, preciso de tinta. - Sim, entendi, senhor.

E papel.

- Sim senhor. - Muitos... muitos e muitos.

- Vou ver o que posso fazer, doutor. - E Coleman...

Sim?

Seria t�o am�vel a ponto de desfazer-se disso por mim?

- O que � isso, senhor? - Voc� n�o consegue ver?

Sim. Sim, claro que posso, senhor.

� pelo nasal. Cuidado com vapores demon�acos.

Certifique-se de lavar as m�os.

E eu vou me certificar de tirar mais alguns depois.

- Obrigado senhor - Obrigado, Coleman.

Sinto muito frio, tenho que voltar para casa.

N�s nos aqueceremos bem, um ao outro. Vamos.

Oh, voc� sorri.

Oh, vamos l�. Est� frio demais.

N�o!

N�o, n�o, voc� prometeu. Voc� me prometeu!

Deixe-me! N�o te devo nada.

Como vou alimentar minhas crian�as, hem?

Eu n�o sei. Pe�a ao pai deles.

Como est�o indo os jogos?

M�e, voc� est� bem?

Sim, sim eu apenas preciso de um tempo.

- Senhor, posso ajud�-lo? - Boa noite.

Eu ficarei bem.

Gostaria de saber se sua m�e est� em casa?

Vamos terminar estes jogos, at� o fim da noite.

Tem um homem. Na porta.

Diga a ele que � Natal e ele vai embora.

- Poderia voltar amanh�? - Claro.

Voc� poderia apenas dar isso a ela para mim?

Diga a sua m�e, que o Sr. Muncie deseja a ela um feliz Natal.

Boa noite, garotas.

M�e?

Este � um presunto. O outro, ele n�o disse.

Ele disse "diga a sua m�e Feliz Natal".

Feliz Natal da parte do sr. Muncie.

Est� tudo bem ent�o n�o �, mam�e?

Sr.

S.r., pare. Sr., por favor!

Sim, querida?

- Tem certeza que � para mim? - Ha-ha, sim.

- Boa noite ent�o, senhora Merrett. - Boa noite.

E lhe agrade�o.

Perdoe-me por dizer isso, senhora

mas isto n�o tem que ser assim.

As crian�as... elas n�o precisam passar fome.

H� algu�m que espera aliment�-las.

Me leve a ele.

Deixe-me olh�-lo nos olhos e ver se posso suport�-lo.

Fui a um banquete e comi ma��s, bananas e uvas.

Fui a um banquete e comi ma��s, bananas e uvas...

E... um cachorro.

Isso n�o pode. N�o pode comer cachorro.

- Sim, eu posso. - N�o, voc� n�o pode. M�e!

M�e?

M�e?

Feliz Natal para todos!

Est�o atirando em n�s, Sr. Bradley.

Lembra do nosso primeiro Natal na escola?

Harold n�o tinha mais do que oito ou nove meses de idade.

Um tiquinho de beb�.

- Lembra como ele chorava? - N�o.

Uma noite ele gritava t�o alto

que n�o sei como aquele corpinho podia fazer aquilo.

Cada grama dele gritava.

Nada que eu tentava acalmava ele. Estava com medo.

Ent�o voc� chegou em casa.

Voc� o levantou nos bra�os, segurou-o no seu peito.

E ele parou.

Ele estava t�o exausto que adormeceu instantaneamente.

Sempre foi assim. Com todos eles.

Voc� tinha algo que eu n�o tinha.

Ent�o aprendi a ser o que voc� n�o era.

Rigorosa. Firme. Imut�vel.

Uma rainha e um palha�o. Juntos, em um par perfeito.

E se isso mudasse? E se n�o estivesse l� para ser o palha�o?

Sei que n�o estou t�o presente ultimamente.

Mas a mudan�a vir� e para melhor.

Queria ter a sua certeza.

Por favor, apague o fogo quando for para a cama.

Pensei que voc� ficaria aqui, senhor.

Tenho poucas horas antes das crian�as acordarem para a manh� de Natal.

Achei que poderia dar uma outra olhada em Aprovar.

Assim seremos dois a fazer isso.

William?

Dr. Minor?

Eu tenho uma proposta para voc�.

Houve pedido para uma reuni�o.

Tristram Shandy.

Um presente do Sr. Muncie e seus homens.

Mas muito mais.

Isso � muito delicado.

Vou precisar de livros, bem mais volumes do que tenho ao meu alcance.

William, acho que isso poderia ser muito importante para n�s.

A Universidade de Oxford realizou um invent�rio de todo o idioma Ingl�s.

Eles pediram ajuda.

Voc� est� me ouvindo, William?

Ficarei bem ... com o trabalho.

Com esse trabalho...

Eu ficarei bem.

Mas preciso de livros. S� preciso de livros.

Fa�a uma lista de todos os t�tulos que precisa.

Se eu tiver, vou mand�-los para voc�.

Obrigado, Doutor.

William.

Quando ela quer vir?

Sra. Merrett.

- Onde ele est�? - Apenas um momento.

S� queria ter certeza que todos estavam respirando.

� uma real generosidade a sua visita de hoje, Sra. Merrett.

Uma coragem verdadeira.

Coragem, Doutor, n�o � por isso que vim.

Seria...

Seria poss�vel... que eles esperassem?

- A carta. - Sim.

Tudo certo.

- Tem como? - N�s vamos cuidar de tudo, senhor.

- Obrigado, doutor - Obrigado, senhora Merrett.

Isto n�o o torna correto.

Quanto voc� deseja mandar para ela?

Tudo.

Alguns dos primeiros livros que j� foram lidos...

Dos s�culos 17 e 18, e todos mais recentes.

que se precisa ajuda urgentemente,

por todos esses s�culos que ainda teremos que revisar.

Podem se concentrar nos raros, tamb�m antigos, antiquados, novos e peculiares...

mas evitem o que for cotidiano ...

...porque cada palavra que tenha a��o ficar� linda...

� luz do seu pr�prio significado.

Sr. Muncie!

Sr. Muncie!

Desculpe lhe acordar. Preciso da sua ajuda com o correio.

Sim, bem. � noite?

� que h� muito disso para enviar.

Precisaremos de muitos envelopes, eu acho. E um saco grande.

Sim, senhor.

E um carpinteiro. Pode trazer um carpinteiro?

Pela manh�, claro.

Bom dia, senhor.

N�o t�o bom, como receio, Henry.

Isto � arte. Nada disso est� funcionando.

Tem certeza, senhor? Eu mesmo verifiquei na noite passada.

A constru��o est� desconexa.

Perdeu todo o senso de coer�ncia.

E est� faltando muitas varia��es de significado.

Vamos ter que come�ar de novo.

Mas senhor, vai demorar semanas apenas para redefinir os conceitos.

Sr. Gell me convocou para as oficinas de imprensa esta manh�.

Gostaria muito de ver a Arte selecionada � parte, e recome�ar quando voltar.

- Tudo certo? - Muito bem, senhor.

Obrigado, Henry.

Seu livro, Sr. Murray, tem sido...

uma contribui��o irretoc�vel para o conhecimento dos estudos em ingl�s.

Isso vai lhe tornar famoso quando terminar.

Olhe ao redor, Sr. Murray. O Imp�rio.

Um quarto da terra e povos desta terra.

O maior dom�nio comercial jamais conhecido.

Se algu�m deseja participar disso,

deve se curvar � Sua Majestade e falar a l�ngua dela.

O Ingl�s.

Me perdoe, Sr. Gell,

mas diga por que n�o posso continuar meu trabalho esta manh�.

A B�blia, Sr. Murray.

Trouxeram a imprensa para modernizar o com�rcio.

Da academia, para vender.

E sabe onde encontrei o primeiro bolo quente?

A B�blia de King James.

Ele vendeu. Em toda parte.

Em cada retiro e p�ntano...

onde um ingl�s estivesse fazendo o trabalho de Deus dentro de um h�bito.

Temos opera��es em todos os continentes.

Departamentos em Edinburgo, Toronto, Melbourne e Calcut�.

Imprimindo, encadernando, despachando toda a publicidade.

E tudo, agora, pronto para o pr�ximo bom livro.

Todos esperando... por voc�.

- O que quer dizer? - Seu trabalho est� demorando demais.

Nossas expectativas, constantemente revisadas, e nem uma �nica p�gina pr�via para mostrar.

Os delegados t�m concordado, por unanimidade,

que eu assuma a tarefa de manter o trabalho em dia.

Para todo efeito, voc� tem em suas m�os

sugest�es sobre como restringir o objetivo do trabalho.

O que precisamos � mais rigor nas sele��es,

que sobrevivam apenas as palavras mais fortes.

Estou cansado. Minha equipe, estamos todos al�m do limite.

Por meses, meus pedidos por ajuda foram ignorados.

Se recusaram at� a pagar um �nico assistente a mais.

Comecei este projeto para criar algo sem precedentes.

Para ordenar o mundo das palavras, fazendo-as universalmente acess�veis e �teis.

Jurei que eu n�o iria me curvar a nada, para que isso acontecesse.

E, a partir de agora, neste exato momento,

minha determina��o � maior do que nunca.

Est� � beira do cancelamento.

Essas regras s�o criadas para ajudar a manter o trabalho funcionando.

Voc� pode n�o gostar delas, Sr. Murray, mas que outra forma existe?

Meu modo, Sr. Gell.

Sr. Murray...

Estamos vendo isto com olhar aflito.

Vejam ent�o. E fiquem at�nitos.

Deus do c�u, me ajude. Estou perdido.

Senhor!

Senhor! Senhor!

- O qu�? - � um milagre.

- Imposs�vel. - Acalme-se, respire.

"Aprovar", senhor, est� completo.

- Completo? - Tinha raz�o, senhor.

"Outros que concordam n�o ir al�m do seu exemplo"

Para�so Perdido de Milton. - Voc� achou?

N�o. N�o n�s, senhor. � melhor ler isso.

"� com grande privil�gio que me ofere�o como volunt�rio..."

Por favor, senhor, continue lendo.

Incluso a esta, cerca de mil palavras com cita��es correspondentes

de toda altura e profundidade da literatura.

Eu tenho como sistema, um tipo de dicion�rio dentro de um dicion�rio,

que permite reunir palavras com cita��es adicionais.

Meu pedido � simples. Para tornar sua tarefa leve.

Escreva para mim.

Diga-me que palavras espec�ficas, atualmente

brilham e desaparecerem do seu olhar.

Deixe pessoas �teis pescar nos oceanos com suas amplas redes.

Vou jogar minha linha e arrancar as cita��es que fogem delas.

Quando me pedirem dizendo que eu fa�a isso.

Verdadeiramente seu, W.C. Minor, Crowthorne, Berkshire.

Olha, est� tudo a�.

Ele nos deu "Aprovar" nos s�culos 17 e 18.

- E "Arte"? - Essa n�o, mas muitas outras.

Todas no "A", todas as palavras em que estamos trabalhando

e, � primeira vista, tudo e bem utiliz�vel.

Deus nos enviou um salvador.

Agora tudo o que temos a fazer � tentar acompanh�-lo.

Obrigado, Sr. Hall.

Vamos dar uma boa olhada nessas dicas.

Voc� n�o pode entender o impacto de ambos, sua oferta e tempo de trabalho.

Sou seu grato destinat�rio.

Deixe o papel e a tinta serem a nossa carne e sangue,

at� que tenhamos o privil�gio de nos encontrar.

Em anexo, uma lista de palavras que, atualmente, est�o nos confundindo.

A palavra "Arte" est� se tornando particularmente problem�tica

Anexo, encontrar� as cita��es que solicitou.

Ao refletir sobre "Arte" me lembro das palavras

de um grande homem de nosso tempo que disse:

Todo �timo e belo trabalho veio de um primeiro olhar

sem se encolher na escurid�o.

Posso, senhor?

Sim.

"Arte."

Estou muito familiarizado com essa escurid�o.

Obrigado...

Por deixar emprestar minha luz para a sua.

Juntos vamos reduzir a escurid�o, at� que haja apenas luz.

Vosso, W.C. Minor. Crowthorne, Berkshire.

Aha! Aqui est�.

Agora, vamos p�r tamb�m seu nome nisto.

Sr. Bradley, pode me dar outro fasc�culo, por favor?

Conhe�o algu�m que teria uma alegria imensur�vel ao v�-lo.

Sim, senhora.

- O Sr. Muncie est� trabalhando? - Sim, est�.

Poderia, por favor, dizer que a Sra. Merrett est� aqui para v�-lo?

Certamente, minha senhora.

- Ol�, madame. - Sr. Muncie.

Fico feliz por ter retornado, Mrs. Merrett.

Venha ent�o, senhora.

�...

...muito interessante.

Entre, doutor.

A Sra. Merrett lhe trouxe um livro.

� da Maggs, a livraria.

Me disseram que voc� gosta de ler.

Obrigado.

Se importaria de dar um passeio pelos jardins, senhora?

Est� um lindo dia de primavera.

Voc� leu?

As Grandes Expectativas? O livro que voc� me trouxe.

� seu favorito?

N�o. N�o. A loja sugeriu isso.

Eu vim para dizer...

Obrigada.

As crian�as. Elas n�o est�o mais passando fome.

Eles t�m roupas quentes agora. At� para o pr�ximo ano, mas...

Nunca � tarde demais, para as crian�as. Suas vidas inteiras s�o cheias de amanh�s.

Mas n�o posso continuar recebendo seu dinheiro. Isto... n�o est� certo.

- Por favor, senhora Merrett ... - N�o, � um dinheiro sangrento.

Eu sei. Mas � meu sangue tamb�m.

Minha vida pertence a voc�. Eu fiz isso naquela noite.

Tirei uma vida e, por uma terr�vel troca, coloquei outra em suas m�os.

Por direito, tudo que possuo � seu.

N�o sei o que pensar. Eu...

N�o sei porque vim.

Sra. Merrett, por favor.

Bem, me avise se ela voltar.

Vamos dar uma olhada nessas correntes.

Obrigado.

Posso ajudar, Senhor?

Sim. Estou aqui para ver o superintendente.

- Voc� � esperado? - N�o, apenas resolvi vir.

Sou James Murray.

Sou amigo do Dr. Minor. Mas s� atrav�s de cartas.

- Dr. Minor? O superintendente? - Sim, sim. Vim trazer isto para ele.

Fruto do nosso trabalho.

Sei quem voc� �, senhor.

Postei todas as cartas para ele. Eu mesmo lambi os selos.

Bem, obrigado pela sua aben�oada l�ngua.

Sim, vou ver o que posso fazer.

- Ent�o, esse � o bom m�dico? - Sr. Murray, senhor.

Dr. Maynor! Tenho orgulho em conhec�-lo, senhor.

- N�o consigo acreditar nos meus olhos. - Nem eu. Nem essa... surpresa.

Como conseguiu entrar?

Vim por acaso... para lhe trazer isso.

Nosso encontro, at� agora manso, mas pronto para herdar a terra.

Eu que agrade�o. Voc� merece estar orgulhoso.

- Estupefato. - Tem sido um baluarte para n�s, doutor.

Estou feliz por ter ajudado, embora seja apenas um oper�rio da rainha.

O alv�olo � seu.

Ah, voc� enviou a cita��o para "Alv�olo"? De...

Baret. 1580.

Claro, os primeiros dicion�rios de Ingl�s, Latim, Franc�s e Grego,

mas claro, voc� conhece.

Claro que n�o. Conhe�o os poetas.

Voc�, em suas cartas, conhece os escritores.

Agora, minha tarefa � descrever.

"Alv�olo" Uma sibil�ncia t�o encantadora.

Que tal "cosh", ou "fettle"?

Bom.

"Louche". Eu lembro disso da inf�ncia.

Parecia sempre esquisito.

"Commotrix", adoro esse. Parece procurando problemas.

Bem problem�tico, e dif�cil de encontrar.

"Gyre".

- Uma revolu��o. Um turbilh�o - "Entrecruzado".

Formado com linhas cruzadas, como um X. Uma intersec��o.

Talvez voc� devia escrever as defini��es e eu... bem,

seria in�til atender seus pacientes, ent�o deixemos assim.

Apenas come�amos. Parceiros. Palavra por palavra.

Um americano... e um escoc�s?

Como um americano v� estas portas?

� assunto para outro dia. Vamos continuar a compara��o.

Um de Oxford, um de Yale.

- Ambos grisalhos. - Um brilhante, um louco.

Sim, mas qual � qual?

Daqui vamos aonde?

Antagonismo para Fartar.

Da palavra "Adversidade" para "Banhar"

De "C�lera" para "Disenteria".

"Disenteria" para "Eczema".

"Eczema" para "Fungo".

- Por que n�o ir direto para "Lepra"? - Isso � pular muito.

Quem �?

- Murray, senhor. - Quem � Murray?

O homem do dicion�rio, aquele com quem o doutor est� trabalhando.

Bom Deus!

Bem, ele teve um dia muito ocupado. Vamos ser breves, certo?

Sim, Senhor.

Sr. Muncie...

� concedido ao Dr. Murray, plenos privil�gios de visitas.

Preciso saber quando elas ir�o acontecer.

- Sim, senhor. - Obrigado.

Vamos documentar todas as reuni�es. Guardar todos os detalhes.

Algu�m poderia ousar dizer, que aqui � lindo.

Ou�a as folhas raspando o ar.

�s vezes parece um tiroteio. �s vezes � como...

- Como aplausos? - Sim, aplausos.

- Sr. Murray... - Bem, eu devo sair, ent�o.

Verifique suas postagens.

Vou guardar minhas ideias e desprezar as suas.

Como ferro afia ferro, ent�o o homem agu�a a considera��o de um amigo.

Escritos. � um homem de Deus. Isso n�o deveria me surpreender.

� s� pela Sua gra�a.

Gostaria de experimentar isso com mais frequ�ncia.

Voc� vai, meu amigo.

Bondade e miseric�rdia me seguir�o por todos os dias da minha vida.

Sim, embora eu ande pelo vale da sombra da morte...

Voc� n�o est� sozinho, bom m�dico. Estamos ligados agora.

Pelo sangue.

Irm�os.

Procurei por voc� esta manh�.

Queria compartilhar com voc� as boas not�cias.

- Que not�cias tem? - Novo volunt�rio. Um milagre.

Ele est� nos tirando das trevas.

Com ele, j� duplicamos nosso progresso.

Oh, isso � maravilhoso, James!

Quem � ele?

Um amigo.

- Uma carta do nosso superintendente, senhor. - Oh!

Obrigado.

Henry, poderia ficar de olho em todas as futuras cartas vindas do bom doutor?

Ele �, com toda a certeza, um homem reservado, e eu gostaria de honrar isso.

- Trouxe outro livro para voc�. - Eu percebi.

Qual �?

Um da lista que o Sr. Muncie me deu.

Perguntei se � um daqueles que voc� queria?

Voc� leu?

Vou adivinhar qual �. Leia um par�grafo...

- Ou uma frase. - Desculpe, doutor.

Sra. Merrett. Sra. Merrett.

Sra. Merrett, espere. O que eu fiz?

Voc� n�o sabe ler.

Me perdoe. Eu deveria ter presumido.

N�o preciso que traga livros, Sra. Merrett. S�o as suas visitas...

Por favor, doutor, deixe-me ser como sou.

Eu posso lhe ensinar.

- Sou quem eu sou. - Voc� pode ensinar seus filhos.

Isto � liberdade, senhora Merritt.

Posso voar para fora deste lugar nas costas dos livros.

Vou para os extremos do mundo, nas asas das palavras.

- Eu n�o posso. - Quando eu leio...

...ningu�m est� atr�s de mim.

Quando eu leio, sou o �nico que est� perseguindo.

Perseguindo a Deus.

Por favor, eu lhe imploro.

Junte-se � essa persegui��o.

Kumquat.

Oblongo.

Atrevido.

Ameixas.

Cocos.

Chitty.

Minha vit�ria, Murray.

- O que pode ser chitty? - Forma longa de chit.

Claro que sim. Carta ou nota. Origem indiana, n�o?

Certo.

- Quem � ela? - O imposs�vel.

Quanto mais imposs�vel, maior � o amor.

Realmente acredita nisso?

Meu cora��o est� t�o doente.

Bem...

O que eu sei de amor, � que a doen�a muitas vezes se torna a cura.

Ela � minha amiga.

Ela � a minha querida amiga.

Sofreu uma perda terr�vel.

Talvez a gra�a de Deus venha a ela atrav�s do seu amor, William.

"Comer"? Ent�o n�o deve dizer o "eu".

"W-a-s-h"

- Ah! "Brush" e "Fish". - Sim.

- "Wash". - Voc� est� aprendendo muito r�pido.

"O c�rebro � mais extenso que o c�u,

para coloc�-los lado a lado".

"Um incluir� facilmente o outro, voc� tamb�m. "

"O c�rebro � apenas o peso de Deus,

para avali�-los, libra por libra"

"E eles ir�o divergir se o fizerem

como s�laba do som".

Eles cortaram o resto do cabelo daquela garota?

- Sra. Merrett. - Est� fazendo um tremendo progresso.

Sra. Merrett.

Acredito que quanto mais ele se exp�e ao mundo al�m desses muros,

mais r�pida ser� sua cura.

Acha que ele pode ser curado, doutor?

Eu acho que... Eu...

Deve haver esperan�a para todos n�s.

At� a mais prejudicada das almas.

Eu penso isso.

Meu querido amigo.

Recomendei aos Delegados que seu nome seja reconhecido

no primeiro volume do "Novo Dicion�rio Ingl�s em Princ�pios Hist�ricos",

para o qual sua mente vibrante tem t�o fortemente dado o sopro da vida.

O �ltimo fasc�culo j� est� completo. Na expectativa, James.

Parab�ns, doutor Murray.

Por ter nos fornecido v�rias palavras, de A at� "Bysen".

E para o resto, come�ando com "cabina".

Obrigado Sr.

N�o est� vendendo.

Apenas 4.000 pedidos de um ponto a outro do Imp�rio, e n�o ser� mais r�pido.

Somos motivo de risos de toda a academia.

Me pergunto se j� est� na hora

de deixar nosso am�vel escoc�s sair fora do seu pequeno poleiro.

Tudo ficar� bem. Eles s�o bons garotos.

N�o temos que fazer isso, se voc� n�o quiser.

Olhe para min.

William...

Tudo ficar� bem.

Crian�as, eu gostaria que conhecessem um amigo. Seu nome � William.

Voc� deve ser Olive, estou certo?

Sim.

- Iris? - M-hm.

- Jack? - Hm.

-E Peggy. - M-hm.

Voc� deve ser Peter.

� um prazer conhec�-lo, Peter.

E voc� � Claire, ent�o?

Claire.

� uma verdadeira honra conhec�-la, Clare.

Claire!

Claire!

Sr. Muncie...

- Atenda-os para mim. S� por um momento. - M-hm

Doutor! Espere, espere!

Eu sinto muito. Nunca quis que isso acontecesse. Sinto muito... eu...

Me lembro de estar segura e firme. Eu me lembro de saber quem era.

Ent�o acordei e tudo tinha ido embora.

E te odiei tanto e por muito tempo.

Mas agora eu te conhe�o. Sei quem voc� �.

E sei que o mesmo aconteceu com voc�.

Escrevi uma coisa para voc�.

- "Eu posso..." - Eu posso...

...por sua causa.

Saudades do meu marido.

Vim aqui naquele primeiro dia para te odiar.

Para pegar seu dinheiro e te ver trancafiado, ver voc� acabado.

Voc� ainda deve me odiar.

N�o mais.

Olha o que tem feito! Olha o que fez!

E n�o uma s� vez, senhor.

Escrevi algo para voc�.

N�o, leia quando tiver ido embora.

Sinto muito, Eliza.

Mas e se eu n�o...

Eu o matei de novo.

� tudo culpa sua.

Eu o matei de novo.

SE N�O � AMOR... ENT�O � O QU�? - No seu cora��o!

Sr. Coleman!

Talvez tenha que deixar a cl�nica saber.

Eu me machuquei.

Meu amigo. N�o tenho mais um lugar para isso.

Pensei que poderia aceitar isso. Lembrar de mim por isso.

Como prova da nossa amizade e daquilo que criamos juntos,

neste breve e fugaz momento,

quando gra�as a voc�, pude confiar na minha mente. William.

Sr. Murray. Sou Richard Bryan. Superintendente.

Prazer em conhec�-lo, Sr.

Estou muito orgulhoso da contribui��o que o Dr. Minor fez, � claro.

Sua doen�a entrou em uma nova fase. E voc� talvez fique chocado.

Devo avis�-lo tamb�m que ele pode mostrar hostilidade.

Voc� veio.

Claro que vim.

Sabia que faria isso.

Seu Deus � muito exigente.

Um sacrif�cio era preciso.

- Recebi sua carta. - Seu amor!

Sua esposa.

Eu a roubei dos mortos.

J� chegou ao "e"?

Tenho algumas para adicionar �s suas palavras,

mas eu n�o posso, uhm, parece...

Eu n�o consigo encontrar minhas canetas.

Nossas palavras, William. Nossas palavras.

Talvez isso seja verdade. Talvez...

...a loucura nos deu as palavras.

Mas voc� fez as fez suas. Carregam sua assinatura secreta.

Por que veio at� aqui?

- Trouxe os outros? - Estou sozinho, William.

Tenho motivos para acreditar que eles est�o se escondendo

entre os espa�os do andares, aguardando um momento.

Sinto muito, James. Eu sinto muito.

Eu... por um momento eu...

Me atrevi a ter esperan�a.

Suas palavras, seu... perd�o.

� mais do que perd�o.

Ela... Ela me deu isso.

Leia depois, se voc� realmente quiser saber.

Saber o qu�?

Assythment.

Assythment. ("recompensa ou ato que possa redimir erros ou danos causados a algu�m")

Uma cita��o de Austin, 1832.

Enviei, s� por expectativa,

mas n�o tinha certeza, n�o, at� agora.

N�o... eu... eu n�o consigo me lembrar da cita��o.

Procure! Procure!

Voc� viu agora, e j� terminamos.

Pode deixar o lun�tico com suas ilus�es.

Eu vim aqui para... para ver meu amigo.

N�o sou amigo de homem nenhum. Sou um assassino

Tudo o mais era pretens�o.

Ent�o saia. Saia.

Saia, saia, saia.

E n�o volte! Eu n�o quero ver voc�!

Por favor, Dr...

Se sua alega��o de que � meu amigo, � verdadeira

Voc� vai respeitar esse simples desejo!

Sim.

Acho que n�o h� mais visitas para o Dr. Minor.

Bondmade.

Faltando incluir no volume um.

S�lida palavra inglesa de uso di�rio e, n�s n�o a temos.

N�o sei como isto foi acontecer.

Eu mesmo verifiquei as provas.

A Universidade de Viena percebeu isso.

Os cru�is austr�acos! � uma desgra�a.

Calma, Phillip!

Vamos consertar isto. Vamos fazer um adendo.

Queria discutir isto com todos voc�s...

Quer delegar a outros?

Sim, os donos desta grande loucura,

tamb�m consideram indigno incluir substantivos e adjetivos sobre pa�ses.

Da� nenhuma men��o a africano, �rabe, americano e assim por diante.

No maldito F�garo!

Justo o que exp�e as virtudes dos dicion�rios concorrentes.

Na Fran�a, na Alemanha, na Holanda.

Esta � uma guerra sobre o propaga��o da l�ngua colonial.

N�o vencida com balas e baionetas

- mas com influ�ncia e apar�ncia. - Isso � totalmente absurdo.

N�o, absurdo � a abordagem do seu obstinado cabe�a dura.

Uma superabund�ncia de redund�ncia, Dr. Murray.

Precisamos de foco. A linguagem est� fugindo de voc�. Est� se perdendo.

O que est� dizendo, precisamente, Sr. Gell?

Isso � Oxford. N�s n�o perdemos.

Claramente, o �nico rumo que resta para...

- Bondmade... - O que � isso? Fale, Freddie.

Bondmade. Um...

Eu emprestei a comprova��o do scriptorium,

para us�-la em uma das minhas palestras.

Esqueci de substituir.

- Sou respons�vel por sua exclus�o. - Isso n�o muda nada.

Tamb�m a aus�ncia de africanos, �rabes e americanos.

Convenci James a n�o os incluir.

Ent�o, como v�m, senhores, est�o incriminando o homem errado.

- Freddie... - Voc� est� certo, Philip,

existe apenas um rumo para as a��es.

Vou me demitir do posto na mesa diretora dos Delegados.

Vamos fazer um an�ncio sobre isso. E o projeto continuar�.

Com James.

- Realmente n�o vejo como isso... - Phillip, por favor!

Leve isto, escrito, para a Imprensa logo pela manh�.

- Est� mentindo entre os dentes. - Claro que est�.

- Ent�o, por que deixar sa�rem com isso? - Bem, voc� n�o viu?

Dr. Murray est� a um passo do colapso.

E sem a interven��o de Furnivall, tudo o que podemos fazer � esperar.

Seja gentil com Bradley.

Suspeito que ele � apenas o recado

por um par de m�os mais male�veis no leme.

James, qual � o problema?

Estou sem rumo, Ada.

O dia foi in�til.

Preciso te dizer uma coisa.

N�o h� nada que voc� diga que possa consertar isto.

Tanta sabedoria, tanta determina��o e simplesmente ficar procurando...

H� quanto tempo sabe da loucura dele?

Quanto tempo ainda vai passar com este homem?

Por que est� t�o brava? Que diferen�a isso faz?

Seu trabalho no dicion�rio prova que ele � s�o.

Ele enganou aquele j�ri, e ele te enganou.

E quanto ao arrependimento? Ada, e quanto � reden��o?

Os delegados, a equipe, a fam�lia.

Todos n�s merecemos mais do que ter tudo manchado por um...

Pare!

N�o pudemos questionar a moral de cada volunt�rio an�nimo

que j� nos ajudaram.

Um bate em seus filhos, outro viciado em u�sque,

esse aqui, voc� n�o viu? Trapaceia as palavras cruzadas do Times.

Remova o canalha da lista.

Ele � um assassino. Mentiu para voc�.

Voc� nunca mentiu? Voc� n�o?

Do que tem tanto medo? Que um homem mau possa ser resgatado?

N�o � nisso que acreditamos. O que sussurramos para os filhos todas as noites?

Pelo que n�s oramos? Perd�o.

N�o sei para quem voc� est� pregando.

Nem eu.

Assim, ficaram em p�, e humildemente arrependidos

Orando no santu�rio

a gra�a divina desceu, removeu a rocha de seus cora��es e fez nova carne.

Milton. O Para�so Perdido.

Gra�a divina, Ada. De antes da queda.

� salva��o para todos se decidirmos abra�ar isso.

"Se n�o � amor... ent�o � o qu�"?

O que � isso?

Uma nota. Da vi�va. Fazendo pergunta... ao assassino...

Assythment - satisfa��o por uma les�o feita.

Compensa��o, repara��o, indeniza��o.

Por lei, a esposa e a fam�lia dos assassinados ainda t�m o direito ao "assythment".

Eu n�o entendo.

Significa pagar pelo que aconteceu no passado. Os culpados compensam a v�tima.

Eu pensei que ele j� tinha lhe dado dinheiro.

N�o, Ada. A vida dele. Com a vida dele.

Se n�o � amor... ent�o � o qu�?

� o que ela escreveu para ele.

E a resposta dele...

"...ent�o nenhuma chance de reden��o."

O que vai fazer?

O que posso fazer?

�s vezes, quando nos afastamos

� quando mais precisamos ser atendidos.

Por favor, me deixe entrar! Me deixe entrar!

Preciso ver ele! Me deixe entrar!

Sr. Muncie, por favor! Eu sei que pode me ouvir.

Me deixe entrar! Preciso ver ele.

Deixe-me entrar!

- Sra. Merrett? - Preciso ver ele. Por favor.

� melhor ir embora agora. E n�o voltar mais.

- Por favor, preciso v�-lo. - Sra. Merrett, sinto muito.

- N�o, preciso ver ele. - Por favor, n�o.

Eu preciso ver ele! Por favor!

� hora de come�ar um curso de tratamentos mais invasivos e experimentais.

Todos os procedimentos ser�o totalmente documentados.

William?

Est� pronto?

Obrigado, Doutor.

Segure seus bra�os.

Tudo bem. L� vamos n�s.

� isso a�. Calma, garoto.

Vamos, vamos nos mexer.

Tudo bem.

- Doutor, seja paciente comigo. - M-hm Sim.

Tudo certo! Isso � tudo. Isso � tudo.

Sente-se. Sente-se.

Fique calmo.

- Novamente. - O mesmo, de novo, senhor.

- Novamente. - Deixe-o l�.

- Vamos, senhor. - Eu perguntei primeiro.

De p�, agora. De p�, agora.

- Voc� entendeu? - Sim.

Sra. Murray.

Meu nome � Church. Sou do South London Chronicle.

Posso falar com seu marido, senhora?

A hist�ria ser� publicada amanh�, Senhor.

Tudo, voc�, ele, o grande livro, a vi�va Merrett.

N�o h� nada que possa fazer sobre isso agora.

S� queria dar ao senhor um aviso justo.

Mas estes... Eu n�o os entreguei ao jornal.

Pensei que, talvez, voc� deveria guard�-los.

Parece que ele est� mal, Senhor.

Mam�e!

Por que n�o sobem ao quarto da mam�e, brincar um pouco?

James...

Se posso dizer, senhor entre n�s.

Estou preocupada com algumas t�cnicas m�dicas do Dr. Bryan.

N�s... tivemos que tomar precau��es.

William?

� James, William.

- William. - Receio que � in�til.

Ele n�o est� aqui.

N�o sei onde est� mas n�o est� aqui.

Espere por mim l� fora.

Dr. Murray, devo pedir que me avise antes de fazer uma visita.

Vim assim que soube.

Sim, mas n�o � um clube, senhor. Isto � um centro m�dico.

- Dr. Minor � um paciente. - Ele � meu amigo e meu irm�o.

Sim, � meu amigo tamb�m.

E � um dos mais corajosos homens que j� conheci.

No entanto, isso � uma catalepsia severa.

S� fica a d�vida se a alma j� tenha deixado o corpo.

Dividido entre si mesmo e seu julgamento justo;

Sem o qual somos meras figuras

ou meras bestas.

Como isso p�de acontecer?

Devo lhe pedir para sair imediatamente.

N�o, n�o pode ficar aqui, n�o desta maneira.

Pelo contr�rio, n�o pertence a nenhum outro lugar.

Por favor, deixe-nos continuar nosso trabalho. Temos muito a fazer.

Est� bem, William.

Por favor.

Est� bem, William. Est� bem, William.

Est� tudo bem.

Os �ltimos 400 anos foram definidos apenas por suas cita��es.

Est�vamos em nosso momento mais sombrio. Ele nos deu a vida.

Estou aqui pedindo sua ajuda, Ben.

Para falar a verdade sobre o que ele fez.

Que isso seja conhecido, e n�o isso.

Meu �nico arrependimento

� que voc� n�o avan�ou com isso muito mais cedo.

O que h� para ser conhecido j� foi dito ... bem aqui.

Escrito. Voc� n�o viu?

Mas esta � a vida de um homem.

Tudo o que ele �, terminar� com ele neste lugar.

E ele est� onde deve estar.

Pra que serve um ato de caridade sem sentido?

Ent�o, eu me demito.

N�o haver� necessidade para tal teatrinho.

William Minor ser� isolado de todos os agradecimentos.

Ser� bem-vindo, sempre que quiser, como contribuidor secund�rio do dicion�rio.

A dire��o passar� imediatamente para Bradley.

Vou propor isso em reuni�o de emerg�ncia com os delegados, esta tarde.

N�o quero nenhuma deser��o.

- N�o vou roubar mais seu tempo. - Nem eu o seu.

- Sim senhor? - O dono da casa est�?

James.

Est� tudo bem?

Me desculpe, Freddie. N�o sabia mais onde ir.

Perdi tudo.

Tudo se arruinou.

Queria documentar a hist�ria de todas e de cada uma das coisas.

Para oferecer ao mundo um livro que ofere�a o significado de tudo o que Deus criou.

Ou pelo menos o a parte inglesa disso.

Mas fui derrotado.

E agora, pagarei por isso, com tudo que j� significou algo para mim.

Sabe, existe outro livro que pretende fazer exatamente isso.

Mas isto j� te feriu profundamente...

Venha comigo. Venha. Quero te mostrar algo.

Disse a ele que se me levasse para passear, precisaria de novo material de estiva.

O que? Com um espadim? Como fez isso?

Disse que era uma libra e desviei o resto pra mim.

Estiva? Espadim? Desviar?

Quantas novas palavras substituindo as antigas?

Quantas palavras novas para coisas que ainda n�o foram imaginadas?

Quantas delas h� em seu livro?

Nenhuma l�ngua pode permanecer sempre igual, James.

N�o se ela brota da vida.

Mas como pode o trabalho ser considerado terminado, se nunca for conclu�do?

Voc� nos deu seu cora��o, junto a uma grande sacudida.

Para come�ar os primeiros passos.

Gera��es depois de voc� ir�o continuar esse trabalho

porque voc� lhes mostrou o caminho.

Mas nunca ser� completado, de fato.

Deixe que v�. Cuide de voc� mesmo. Deixe o projeto para mim.

Eu tenho alguns truques para Jowett e seu lacaio Gells

que eles n�o consideraram em suas manobras.

Ada.

Com Bradley no comando e a universidade dirigindo firmemente o esfor�o.

N�s acreditamos que podemos manter a nossa meta

de 704 p�ginas por ano, dobrando estimativas atuais de vendas.

Obrigado, Sr. Gell.

Bem, senhores, acredito que estamos suficientemente informados

para colocar a mo��o em vota��o.

Desculpe, meu marido est� impossibilitado de comparecer.

Gostaria de pedir permiss�o para dizer algumas palavras em seu lugar.

Sra. Murray, esta � uma reuni�o fechada. Receio que tenha que sair.

Minha fam�lia e eu temos dado muito pela gl�ria dos delegados, Sr. Gell.

Tenho certeza que eles podem dar alguns minutos de seu tempo, em troca.

Claro, Sra. Murray. N�s estamos aqui para escutar.

Por favor, v� em frente.

Meu marido tem esse rid�culo pergaminho de couro,

onde, ele gravou uma cren�a:

"Apenas uma vida mais diligente".

Dilig�ncia. Eu procurei no seu dicion�rio.

Esfor�o constante e s�rio para realizar o que se pretende.

Persist�ncia. Dedica��o. Mas tamb�m, trabalho... e dor.

Alguns de voc�s acham meu marido um tolo, obstinado. Ing�nuo.

Dirigido ao que ele �, pelo medo do que nos espera do outro lado.

Mas ele n�o �.

Ele v� o mundo, todo ele, com suas in�meras op��es.

E ele escolhe ser o que �.

No entanto, dois desses homens se encontraram em nosso tempo.

Meu marido e seu amigo, o louco assassino.

Juntos eles nos deram algo extraordin�rio.

Vim aqui para pedir para desconsiderarem nossas naturezas predominantes.

Estou aqui para lhes pedir, a n�o os punir por isso.

Bradley me disse que voc� desistiu.

Fiz o que pude l�, mas eles s�o muito dif�ceis.

Vamos sair deste lugar. Vamos voltar a Londres.

E o livro? N�o � apenas seu. � nosso, lembra?

� meu, dos filhos e de muitos outros.

E eles podem, James, se houver amor.

Sei a resposta, agora.

Sei a resposta � pergunta da vi�va.

Quero que fa�a algo por mim.

Eu farei.

Quero que v� at� ela e olhe nos olhos dela.

E se voc� sentir perd�o, se sentir amor...

Ent�o, quero que ajude seu amigo.

Sim.

- Este � meu camarada! - Obrigado. Sr.

Ele me deu isso a �ltima vez que o vi.

A �ltima vez que estava l�cido.

N�o me deixam v�-lo.

Pode faz�-los me deixar entrar?

N�o faz mais sentido. Ele n�o � mais como voc� o recorda.

Se eu o perdoei, por que eles continuam a puni-lo?

Obrigado por me receber em t�o curto prazo, S.r. Charles.

Freddy � um velho amigo.

Tenho que avis�-lo, Sr. Murray, o assassinato do americano, � uma mancha.

- Talvez por ser recente demais. - Talvez isso vai lhe curar.

Dificilmente.

Qualquer pol�tico que defender sua causa, sabe que vai enfrentar a indigna��o p�blica.

As chances de perd�o ou indulto s�o praticamente inexistentes.

Justi�a a que pre�o? Miseric�rdia a que pre�o?

Caro, para a primeira.

Barata, mas impopular, para a segunda.

Olhe aqui, acordos podem ser feitos. Consiga uma audi�ncia.

Mas se fosse voc�, faria tudo o que pudesse para...

descobrir quem seria chamado para ela. E embaralharia o baralho.

William?

William, pode me ouvir?

- Todo mundo pra fora. � o James.

- Saiam. - William, voc� precisa nos ouvir.

Voc� pode me ouvir? Trouxe a Sra. Merrett para te ver.

- Deixe ele em paz! - Ela precisa falar...

Deixe ele em paz!

Com todo o respeito, Senhor.

Deixe-os em paz!

William?

William?

William, estou aqui.

� Eliza.

Voc� se lembra, William?

Se n�o � amor ... ent�o � o que?

Se n�o � o amor ... ent�o � o que, William?

Se � amor....

ent�o � mais amor.

Se � amor, ent�o � mais amor.

Por favor, fique em p�.

Sabe porque voc� est� aqui, Dr. Minor?

Sim, eu sei.

E na sua opini�o, sargento, as circunst�ncias mudaram?

N�o, Senhor.

Sob quais condi��es ele entrou em catalepsia?

- Procedimentos documentados do tratamento. - Com o consentimento do paciente?

Claro.

Senhores, com respeito, o assunto aqui, pede uma quest�o diferente.

Onde e quais m�os poderiam libert�-lo de uma compaix�o equivocada?

N�o h� outro lugar. Esta � a sua casa.

Obrigado, senhora Merrett.

H� alguma coisa mais que gostaria de dizer?

Sim, gostaria.

Meu marido n�o merecia o que aconteceu com ele.

Ele trabalhou duro. Manteve sua fam�lia unida.

Ent�o um dia ele se foi. E nada poder� traz�-lo de volta.

O que aconteceu com ele n�o � justo.

Depois de muito tempo que se foi, n�o queria me lembrar dele.

Nem mesmo como ele era.

Quero dizer que sinto por isso.

Ele merecia mais que isso.

Meu marido era um homem doce. Mas tamb�m ficava com raiva.

Uma vez ficou t�o zangado, que chutou o aquecedor porque n�o estava funcionando,

p�s o p� direito embaixo. Se queimou no carv�o quente. Ficou mancando por semanas.

Um dia ele flagrou Jack, atr�s dele,

mancando junto, e todos mancando igual a ele. Voc� se lembra?

Ele olhou para Jack.

e come�ou a rir.

Ele riu t�o forte e mancando, que quase caiu.

Eu acho que � por isso que ele muitas vezes ficava t�o aflito.

� porque se preocupava com os seus beb�s,

todos voc�s eram seus beb�s

queria que lhe fizessem rir.

Acho que se George estivesse aqui agora

pensaria que tudo isso � injusto. Acho que isso o deixaria com raiva.

N�o teria muitas palavras am�veis para dizer algo sobre isso.

Mas acho que ele desejaria que isto acabasse.

Senhor, por favor, quero um momento do seu tempo.

Entregarei meu relat�rio em dois dias. A� voc�s saber�o.

N�o estamos pedindo pela sua total delibera��o.

Apenas uma pista de para onde voc� vai se inclinar.

A libera��o ser� negada.

Os detalhes do seu tratamento que vieram � luz s�o preocupantes...

Bem, isso n�o basta...

...mas s�o uma acusa��o contra todo o insano sistema criminal.

do qual esta mesa n�o � competente para julgar.

O Dr. Minor � um homem muito perturbado.

Para sua pr�pria seguran�a, a recomenda��o �

que n�o pode ser dada a ele a libera��o.

Senhor, n�o h� outro caminho?

O que for que o Sr. tente fazer, Dr. Murray, tem um dia.

Ent�o terei que apresentar meu relat�rio.

Podemos tentar uma �ltima medida, James.

Mas � melhor voc� estar preparado para fazer de tudo.

N�o poderia ser em pior momento.

Uma gangue armada de let�es se escondeu em um pr�dio na Sidney Street.

Os guardas escoceses cercaram o pr�dio.

e a coisa toda virou um cerco total da �rea.

Um maldito desastre.

Isso o deixou de mau humor.

Esperem aqui.

Sinto muito, camaradas. N�o v�. P�ssimo momento.

Senhor?

Senhor?

Mr.Churchill, por favor!

Me perdoe, isso foi insolente.

Eu n�o o conhe�o, Senhor.

N�o sei o tipo de homem que �.

Mas o escrit�rio que ocupa me permite ter expectativas

quanto ao tipo de homem que eu gostaria que voc� fosse.

Suas decis�es afetam todas as vidas nesta terra.

Estou aqui, de p� diante de voc�, por uma �nica vida.

Complicada, dolorida e amarga. Mas uma vida, no entanto.

E, portanto, merecedora, digna e preciosa.

Se voc� acredita, como gostaria que acreditasse

que toda vida individual merece sua pr�pria chance,

Ent�o por favor, ou�a o que vim dizer.

- Por favor, Senhor. - Tudo bem.

Suponho que disse que fizemos tudo.

Charles.

Eu n�o vou libertar o Dr. Minor.

O primeiro-ministro n�o vai concordar. O p�blico n�o suportar� isso.

Felizmente o seu dicion�rio nos fornece os meios para disfar�ar o intrag�vel.

O que vou fazer � deportar o Dr. Minor.

- Sei que ele tem fam�lia em Connecticut. - Sim ele tem, senhor.

Vou deixar o conselho saber que ele deve ser liberado, e mandado para casa.

Como estrangeiro indesej�vel. Deixemos a Am�rica suportar seu filho errante.

Resolva este assunto, Dr. Murray. Volte ao trabalho.

A na��o precisa de voc�.

- E permita-me voltar para o meu. - Obrigado, senhor.

- Parab�ns, doutor. - Obrigado! Obrigado.

Deixe me apresentar Freddie Furnivall.

- � uma honra, doutor. - N�o. Isso seria imposs�vel.

Eles est�o prontos, Sr.

- Espere um momento, por favor. - Sim senhor.

Estarei bem aqui, William. Logo ali.

Tudo bem?

Est� bem. E se puder aguentar at� as tr�s.

Um, dois, tr�s.

Isso � nosso. Algo para ler no navio.

Ela sabe?

Sim, sabe.

Diga a ela que eu...

- Apenas diga. - Farei isso.

Viu as �ltimas provas da capa?

Ver�, a sorte dessas pessoas horr�veis,

e que acreditam no divino direito do governo do monarca.

Seu sistema cair� aos peda�os se eles n�o respeitarem suas complexidades bobas.

Assim, usaremos isso contra eles.

Seu livro est� seguro, James.

E estar� seguro em seu leme pelo tempo que desejar

ou at� se desviar deste v�u mortal.

- Sim? - E agora?

Agora, sempre e at� o fim, meu querido Gell

Dr. Murray se encarregar� do dicion�rio.

Talvez voc� devesse considerar um descanso.

Ouvi dizer que o Sul da Fran�a � um lugar ideal para...

recarregar o esp�rito de uma pessoa.

Sir James A.H. Murray foi nomeado Cavaleiro da Coroa, por sua majestade em 26 de junho de 1908.

Completou tudo at� a letra "T" Morreu de pleurisia em 26 de julho de 1915. O Dicion�rio foi deixado de lado.

Dr.William Chester Minor, depois de receber tratamento no Hospital St. Elizabeth, em Washington, DC,

foi finalmente diagnosticado esquizofr�nico. Morreu dormindo em sua casa, de pneumonia, em 26 de mar�o de 1920.

O Dicion�rio estava em revis�o. Composto por 12 volumes, 414.825 palavras e 1.827.306 cita��es ilustrativas,

a primeira edi��o do Dicion�rio Ingl�s de Oxford, foi finalizado em 1� de janeiro de 1928,

setenta anos depois de sua primeira concep��o.

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