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Queridos convidados, bem-vindos ao nosso casamento.
Não se sentem, por favor. Convido-vos para a pista de dança.
Desculpa interromper, mas não te venhas na minha boca.
- Está bem, linda. - Estás avisado.
- Estás avisado. - Está bem.
A CASAR
Olha que faço uma cena. Juro que...
Por amor de Deus, não pares!
- Anormal! - Tu foste o máximo.
- Não consegui parar. - Não te avisei?
Não sejas tão dramática.
É o teu presente de casamento para mim.
Filho da mãe! Tens uma pila minúscula!
Ia dar-te uma prenda porquê?
Uma prenda de casamento?
- Que raio... - A tua mãe que ta dê.
- Diz-me isso na cara! - Esmago-te a cabeça!
Anda cá fora, anda!
- Imbecil! - Para. Espera.
- Repete lá. - O que estás a fazer?
- Vai-te lixar. Ajoelha! - Calma!
Isso pode disparar. Desculpa.
- Pega isto. - O que é que ele fez? Bateu-te?
Apertou-me o braço e veio-se na minha boca, o cabrão!
Vai para o carro e lava a boca. Eu já vou.
Vai para o carro. Vai!
Desculpa, meu!
Se soubesse que era tão grave, não o tinha feito.
- É que... - É o quê?
O quê, anormal? Ejaculaste na boca dela?
A rapariga não queria.
Eu não sabia, meu. Desculpa.
Não sabias. Pois vou-te dizer.
Abre a boca.
Abre a boca!
- Está bem, meu. - Abre!
- Está bem. Desculpa! - Abre e fica quieto.
- Para, por amor de Deus! - Anormal!
Não faças isso, por favor!
Para. Não te mexas!
Caramba!
Não vires a cara, anormal!
- Não vires a cara. - Não viro.
Não vires a cara, cabrão!
- Gostas? - Por amor de Deus, pá!
Não! Por favor, não!
- Dá-me o dinheiro! Dá-mo! - Pega, meu.
Cuidado.
- Assim dás cabo dos pastéis. - Não faz mal.
Peço com açúcar extra, mas nunca põem.
Sefa, traz chá.
- Falaste com o Apo? - Falei.
Não há casas para o nosso bolso.
- E? - E o quê?
Continuo a dormir no sofá.
O preço desta carteirinha.
- Deixa-me ver. - Vê.
Que cena.
Não te preocupes. Vamos arranjar-te um bom cliente.
Come lá o teu pastel.
Obrigado.
Bem...
- Estás a rir-te de quê? - Não me estou a rir.
Olha para estas pessoas.
- Yasemin, são miúdas do OnlyFans. - Sim.
O que foi? Não querias isto.
Não ia mandar fotos do rabo a adolescentes por uns trocados.
- Não é isso. - Então, é o quê?
O pessoal tira boas fotos e carrega-as aqui.
As imagens são sensuais.
Percebes? É tudo publicidade.
Pode ser um ponto de vista. Potenciais clientes.
Posso tirar uma foto de minissaia.
Queres que te tire fotografias, Yasemin?
Se for preciso.
Para além de chulo, vou ser teu fotógrafo.
Serviço completo.
Não és o meu chulo. És o meu segurança.
É a milésima vez que te digo!
Mandei-te fotos para o website na segunda.
Tantas fotos. O que fizeste? Carregaste-as?
Não?
Espero que tenhas respondido às mensagens. Respondeste?
Não respondeste às mensagens?
Meu Deus! Ias falar com o fotógrafo.
O fotógrafo do café da Internet onde vais.
Talvez não tenhas de tirar fotos. Vocês falaram?
- Ele fugiu para as montanhas. - Não tem piada.
Tenho de gerir isto tudo.
Yasemin, até lutas com as tuas tretas. Come!
Temos de arranjar homens de topo. Não percebes?
Estou farta de ter de meter
pilas na boca, nas esquinas.
Fazes-me falar assim numa confeitaria.
O chuveiro avariou há 2 semanas.
Tenho de tomar assim, agachada.
Tudo custa dinheiro.
O dinheiro é para isto e para aquilo.
Não conseguimos agarrá-lo e eu vou morrer.
- Que ridículo. - Não vês isso?
- Não sejas ridícula. - Vou morrer nova.
- Para. - Nem te apercebes.
Yasemin, olha para mim.
Isso não vai acontecer.
Prometo-te que não vai acontecer, está bem?
Isso é a fome a falar.
Come!
Que se lixem os pastéis e o chá!
Yasemin.
Sefa, está aqui o dinheiro.
Então, miúda?
Aguenta-te. Aguenta.
Anda miúda. Aguenta!
Posso com os dois.
Força!
Maldito jóquei!
Maricas!
O que foi, Tufan? O jóquei vendeu-se, outra vez?
Claro. Faz de conta que corre.
É a última volta. Os cavalos já vão com a língua de fora.
A minha linda vai a galopar.
Língua de fora?
Se é assim, porque apostas só num cavalo?
Conheço a minha égua, meu.
Podia tê-los ultrapassado.
- O jóquei foi um cretino. - Se fosses tu, ganhavas.
Ganhava à vontade.
Tufan, e se fosse uma mula, também ultrapassava?
Uma mula?
Mula és tu. Conheço a mãe daquela égua.
- É uma égua árabe. - Meu Deus!
Qualquer outro cavalo perdia.
Percebes?
É a filha da égua que tu montavas?
É.
A mãe pariu quando eu estava preso.
Se estivéssemos juntos, tudo era diferente.
- Está a sonhar. - Pois.
Montou a mãe e queira montar a filha.
- Mãe e filha. - Mãe e filha.
Estão a rir-se de quê?
De nada. É só conversa.
Volta para a tua corrida. Diverte-te.
- Lamentamos muito, Tufan. - Sim, lamentamos.
Contei-vos isto e estão a gozar comigo?
- Calma, Tufan. - Um minuto.
- Voltem para o vosso jogo. - Tudo bem.
Ouçam. Jóqueis com a minha altura
e o meu físico ganham milhões.
Estão a perceber?
Se não fosse a lesão na perna, fazia rios de dinheiro.
E vinha cá metê-lo na vossa boca.
Mas parece que ganhas muito dinheiro.
A tua irmã dá-te bom lucro.
- Dou cabo de vocês! - Então?
- Deixa! - Eu acabo contigo!
- Bolas! - Anda cá!
JASMINE, ESTOU CHEIO DE TESÃO. MANDA UMA FOTO DAS TUAS.
Pensas que isto é a casa da mãe Joana? Palerma.
TRANSFERIDAS 2430 LIRAS
Porque me mandaste este dinheiro?
Que valor é este? Não percebo.
Teve de ser à pressa, mas serve.
ÉS A RAINHA!
Desculpe.
Por favor...
Sra. Yasemin?
Jasmine para si.
Tem um segundo? Temos de falar dos resultados.
Temos?
- Vieste visitar o paciente? - Sim.
O que faria aquele desgraçado sem ti?
Não sei.
O que é que tu tens? Queres enlouquecer-me?
Não gostas?
És uma provocadora.
Ai sim?
E como está o paciente?
Estável.
Ninguém costuma vir aqui?
Não sei. Nem me interessa.
Não atendas.
- Gökhan, por favor. - Não atendas.
Estou?
Felizmente, a arma não está registada.
É assim que proteges a tua irmã?
Tanto tempo preso e não aprendeste nada?
Olha para mim. Olha para mim!
Se te apanho aqui outra vez,
nem ela, nem a família toda te protege de mim, percebeste?
Agora sai. Fora!
Ele andou à bulha porquê?
Gozaram com ele.
Disse que devia ter sido jóquei.
Disse uns disparates.
Ainda bem que ninguém apresentou queixa.
Graças a Deus!
Ia ser outro problema.
Chefe, Deus o abençoe!
Não sei como dou conta disto sozinha.
Agradeço-lhe muito.
Posso fazer alguma coisa?
Ainda não recebi o ordenado. Depois, podes.
Não diga isso. Quando estiver aborrecido, escreva.
Não espere pelo ordenado. Fico triste.
Eu ligo.
Tenho de ir. Não o quero ocupar.
Quando estiver aborrecido, ligue.
Santo Deus!
Disseste que não apostavas mais em cavalos.
Às vezes aposto.
Apostas? Muito bem.
Se eu não dormisse com alguns, matavam-te e largavam-te numa valeta.
Continua.
Devo agradecer-te por seres acompanhante?
Sim, porque ficam em dívida comigo.
Deixa-me ficar aqui.
Vamos para o bairro.
Yasemin, estou furioso.
- Não me irrites! - Que homem!
- Bolas! - Olha para isso.
Fazes-me rir. E ainda perdeste a arma.
Como me vais proteger? Só fazias isso.
Tens algum plano?
O chulo anda a passear.
Carregaste as fotos no website?
Yasemin, para.
Tenho de ir fazer depilação.
Vais levar-me à depiladora?
Quero lá saber disso! Para!
Não me grites!
- Lunática! - Merda!
Quando estás sozinho, só fazes merda.
- Hoje ficas comigo. - Muito bem.
- Eu sou. - Para a depiladora.
- Tu vens. - Vou depilar o cu.
Esperas como um cão!
- Parvo. - Eu espero.
- Bimbo. - Bimbo? Cala-te.
- Não acendas esse cigarro! - Bolas!
Coraste?
Coras com tudo. Porque perco tempo contigo?
Trabalho porquê? Que bimbo!
- Cabra de merda! - Orelhudo de merda!
- Orelhu... - Olha o carro!
- Não o estragues! - Maldito!
Também queres que bata?
Partiste tudo!
Calma. Estás a arrancar com muita força.
Mana, para de te queixar.
Mana, ainda bem que despediste a miúda.
Pegava-se com toda a gente
por ser lenta.
Estou a esforçar-me para te pôr linda. Não gostas, faz tu.
- Filha da mãe. - Tu...
Onde estás?
Onde estás? Dou cabo de ti.
Vê lá o que dizes.
Parem de gritar, meninas. Que dor de cabeça!
Não aguento mais.
Estão a ver? Irritaram a Nalan.
E o que é que ela faz? Desfaz-nos?
- Falas de mais. - O que está ela para aí a dizer?
O que estás a fazer aqui? Que tal o trabalho?
Nem queiras saber. Uma merda.
Preciso de um cliente habitual de qualidade, mas...
E um homem de qualidade vinha ter connosco porquê? Ridículo.
Esquece. Vai com quem te ligar. Ganha dinheiro.
Não devíamos ir assim.
Ainda nos metem a todas numa mala.
A sério. É só psicopatas e loucos.
Também devias ter cuidado.
São esses tarados que têm dinheiro, certo?
Temos um tipo.
- O Sr. Erdem. - O Sr. Erdem.
Às vezes, chamo-lhe Ender, não sei porquê.
Sabes o que é que ele quer?
- Fantasia com irmãs. - O quê?
Que parvalhão!
Vocês as duas? Irmãs?
Sim.
Eu não queria, mas ela lá me convenceu.
- Mas dá-nos um carro. - Um carro dá jeito.
- Claro, um carro. - Ela quer o carro.
- Sabe-la toda! - Mais apertado.
Para cair quando eu puxar e ter alguma paz.
Quando dizes "vai cair" ainda tenho mais medo.
Está bem.
E o inútil do teu irmão?
Disseste que ia arranjar uma casa.
Vais embora? Como? Que casa?
- Não vou nada. - Ela não gosta disto.
- A rainha quer ir embora. - Mana.
- Eu disse-te isso? - Para onde vais?
As rendas são insuportáveis.
- Fica onde estás. - Não é assim.
Preciso de me afastar do Tufan.
Estou farta de viver na mesma casa que ele.
Vi o Tufan de manhã.
O olho dele... Andou à bulha? Porquê?
O que fez ele? Diz-nos.
Para de falar do Tufan.
- O meu creme? - Afasta-te do negócio deles.
Eu caso-os um com o outro.
- Queres o Tufan? - Eu...
Eu junto-vos. Estou tão cheia dele.
Não posso correr com ele.
Há quem herde terras e outras coisas dos pais,
mas eu fiquei com ele.
Vínhamos para cá e voltámos a pegar-nos.
Deixei-o no meio da rua.
Se quiseres, junto-te com ele.
Pelo menos, passa a ter cama.
Pode ser bom para ti. E podias fazer dele um homem bom.
A sério?
Mana!
Mana!
Para a próxima mais vale comeres-me.
Ia doer menos.
Nem comigo perco tanto tempo. És uma ingrata!
Cuida de ti, Nalan.
Coitado do Latif.
A pila do Latif foi levada por gaivotas.
Quando tento meter-me com ele, ele diz:
"A economia está terrível.", e foge.
É lixado. Parece o Ministro da Economia.
Manda-o vir ter comigo.
Leva-o e abusa à vontade!
Mana, as tuas mãos dão-me sorte.
- Tenho marcação com dois clientes. - Sim?
- Boa! E já está. - Obrigada.
Leva estes cremes e aplica muitas vezes.
Que tenhas um dia de sorte.
- Estás tão macia. - Fi-lo para ti, meu amor.
- Gostas? - É ótimo.
Tinha de comer alguém antes da reunião.
- É importante? - Muito.
Em breve, nesta mesa, o gerente...
- Nesta mesa? - O presidente, o RP,
os figurões vão todos sentar-se a esta mesa
com os patrões.
- Os patrões também? - Sim, também.
Perdemos dois milhões.
- Vão dar-nos cabo da cabeça. - Isso é mau.
- Lamento. - É mau.
Não me interessa. Não mexe comigo.
Nenhum deles é homem suficiente.
Nenhum. O homem és tu!
A tua é a maior.
Ninguém come as mulheres como tu.
- Claro que não. - Pois não.
Vi a pila do Sr. Hasan na casa de banho.
Deve ter uns 13, 14 centímetros.
E é quando está tesa. Está lixado.
Saca da tua e mostra-lha. Diz que a tua é a maior.
Bate com ela na mesa.
Como é que se come uma mulher? Quem tem a pila maior?
Eles vão ver.
- Estou a vir-me. - Força, querido.
- Estou a vir-me. - Isso, querido.
- Estou a vir-me. - Sim.
Que bom! Foi mesmo bom.
Estou a gravar isto, mas não há problema, pois não?
- Não. - Ninguém vai ver.
É só para eu ver.
Liga-me, se sentires a minha falta.
- Amor? - Sim, meu amor?
Ouviste-a? O que dizes, chamamo-la outra vez?
Claro que sim. Ela é linda.
Não tem de ir embora. Pode ficar connosco para sempre.
Isso quer dizer o quê?
A tua mulher está a ver-nos.
E depois?
Abre as pernas.
Deixa-me ver essa coisa linda.
Vamos, lambe-a.
- Não estavas com fome? - Como queiras, amor.
Fica connosco esta noite. Dormes no meio de nós.
Isso fica muito caro.
Quanto?
Querida, vou indo.
Está bem, querido.
- Adeus. - Adeus.
- Gostei de te conhecer. - E eu.
Se não provaste este queijo, experimenta.
É delicioso.
- É italiano. Experimenta. - Está bem.
Ele gosta de coisas deliciosas.
Como vês, somos um casal aborrecido.
Todos os casais são. Desculpa, não queria dizer isso.
Ser um casal torna-se aborrecido, imagino.
Na verdade, é maravilhoso,
mas com o estimulante certo.
Acredito que sim.
Não sei, não tenho ninguém.
Nunca tiveste uma relação duradoura?
Deve ser difícil para os homens estar com alguém como tu.
- Que idade tens? - Vinte e quatro.
- Estudas? - Saí no secundário.
Gostava de ter terminado, mas...
... fui expulsa. - Porquê?
Era uma miúda popular.
Os rapazes não me largavam.
Foi uma época caótica.
O meu irmão foi preso.
Perdemos a nossa mãe muito nova.
Um problema de coração.
E o teu pai?
Desculpa.
O meu menino chegou.
Tenho de o ir buscar.
Mas para te pagar, tenho de ir ao banco.
- Vens comigo? - Claro.
Vou só passar pelo escritório. Podes vir comigo.
- Dou-te boleia. - Tudo bem.
- Pronto. - É melhor eu...
- Põe-te pronta. - Sim.
GALERIA DE ARTE
- Tens uma galeria? - Sim. Sou curadora.
Organizo exposições.
Compro obras especiais para clientes especiais.
Interessas-te por arte?
Não é bem um interesse,
mas adorava as aulas de arte no secundário.
A minha professora incentivava-me.
"Não desistas da arte, és boa nisto", dizia ela.
- A sério? - Sim.
Digamos que abracei outra carreira.
- A vida é estranha. - Pois é.
E foleira. Mas adoro a vida.
Recebi peças novas, que estive a instalar ontem.
Gostava que viesses espreitar.
Podes dizer-me o que achas.
- Eu? - Sim.
O que dizes? Anda lá.
Isto não pertence aqui.
Eu volto já.
Vai dando uma vista de olhos.
Anormal! Lá porque me deito por dinheiro,
não me podes mandar a pila sempre que te apetece!
Da próxima vez processo-te.
Da próxima, encontramo-nos no tribunal.
Há muito tempo que não ouvia disso numa galeria de arte.
Uma performance artística, diria eu.
Chamo-me Koray Cemil Aytunç.
Yasemin Jülide Aktaş.
Há quem me chame Jasmine, é tipo nome artístico.
- Yasemin é mais bonito, não é? - Não. É Jasmine.
É o que eu gosto. Entre três nomes, era mais fácil escolher.
Mas quando digo os três nomes, soa bem.
Um a seguir ao outro.
O melhor é usar só um nome.
Temos de ser muito importantes, para usar um só nome.
Agora percebi.
O que a traz aqui?
Vim com a Sra. Nalan e...
- Não é a dona, é a... - Curadora.
Curadora. Sim, a Sra. Nalan.
Foi ela que me trouxe.
Estou a ver.
A menina foi a aventura da noite de ontem.
Tem planos para esta noite, Jasmine?
Então? Não estás na cela da prisão.
Desculpa.
Porque é que vieste?
O que vais fazer esta noite? Aonde vais?
Vou estar com um homem.
Que tipo de homem?
Rico. O ideal.
Um pouco velho, mas tudo bem.
- Idade? - Sessenta, setenta, talvez.
O que vais fazer? Vais investigá-lo?
- Não achas que devo perguntar? - Não.
O Serhan arranjou-me uma arma.
Liga-me quando acabar. Vamos juntos.
Vai acabar tarde. Só para que saibas.
- Eu vou buscar a arma depois. - Tudo bem.
Estás a olhar para onde?
Não a roubaste, pois não? Isso não era bom.
Consegui o que querias, por amor de Deus!
É uma falsificação, claro.
Achas que nado em dinheiro?
- Tens problemas com isso? - Não.
- Ele disse que era igual à original. - É igual!
- Não gostas de nada. - Claro que gosto.
- Vai-te lixar! - Adoro. Eu ando com ela.
Nunca mais a largo.
- Ele irritou-te? - Irrita.
Faz sempre isso, sempre.
O que é que ele te é? Porque é que o aguentas?
De certo modo, é tudo para mim.
Já foi o meu chulo e agora é o meu guarda-costas.
Acima de tudo, é meu meio-irmão. Não tenho mais família.
E a tua mãe e o teu pai?
- Não vamos fazer sexo? - Não.
- Porquê? - Já não faço disso.
- E com comprimidos? - Não tomo comprimidos.
- Só te quero a ti. - Como?
Como é que eu hei de explicar...
Quero o teu entusiasmo, a tua energia,
a tua beleza, a tua jovialidade.
Essas coisas fazem-me sentir jovem.
Sempre que quiseres, quero beijar-te,
dormir contigo, fazer-te feliz,
comprar-te presentes.
Queres que continue? É isto que quero.
Já percebi. É tipo sugar daddy.
Chama-lhe o que quiseres.
Sou só alguém que te quer fazer feliz.
Jasmine, está tudo bem?
- Posso chamar um médico. - Não.
Tenho um medicamento na carteira.
Isto passa. Acontece, às vezes.
É normal.
Podes abraçar-me?
Desculpa, estraguei-te a noite.
Eu sei, mas...
Não quero morrer.
Isso quer dizer o quê?
É...
... a doença da minha mãe.
Uma doença cardíaca genética.
Eu também a tenho.
Estas palpitações, convulsões, são normais. Acontece.
Vou precisar de um transplante.
- Caso contrário... - Caso contrário, o quê?
Morro.
O que é que é preciso fazer?
Deves estar numa lista de espera de transplantes, não?
Sim, desde o ano passado, mas não posso esperar.
Sei que não tenho muito tempo.
Foi por isso que arranjei eu própria alguém.
Como?
Um médico conhecido arranjou-me um velhote sem família.
Todos os meses pago a conta dele do hospital.
E pago ao médico também.
Isto para o coração não ir para outra pessoa.
Estou a tentar criar a minha própria sorte.
Para viver um pouco mais.
Talvez consiga ser feliz.
Talvez não morra como a minha mãe.
Apostei tudo.
- O que te parece? - Lamento muito.
É uma situação difícil.
É, não é?
Mas não fiques triste.
O jasmim floresce à noite.
Tradução e Legendagem: María José Ferreira
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