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- Ol�, Larry. Como est�? - Bem.
�ptimo. Escute, � verdade?
Ouvi dizer que foi ao concerto dos U2 ontem � noite.
Tenho estado a pensar nisso e n�o o imagino l�.
Fui arrastado pela minha mulher. Tinha bilhetes...
Por isso, fui para lhe fazer o favor. � embara�oso.
N�o tem de ter vergonha. Gosta de rock.
Como soube que eu tinha ido ao concerto dos U2?
A Marge, da recep��o, telefonou para confirmar a sua consulta
e a sua governanta disse-lhe.
A minha governanta disse � Marge que fui ao concerto dos U2?
Foi o que... parece que sim.
N�o sabia que gostava de rock & roll.
S� n�o gosto que a minha vida
seja revelada a qualquer um pela minha governanta.
N�o sei que mais fez ontem.
� a �nica coisa que sei que fez ontem.
N�o diga a ningu�m que fui ao concerto dos U2.
Est� bem. Vamos esquecer isso. Ent�o, qual � o problema?
Tenho uma coisa na garganta.
- Deixe-me ver. - Tenho um...
Tenho um p�lo p�bico.
Tem um p�lo p�bico na garganta? Est� bem...
Deixe-me l� examin�-lo.
N�o � assim t�o invulgar. � frequente ter doentes com isso.
C� entre n�s, n�o � coisa que fa�a frequentemente...
N�o preciso de saber sua agenda.
- Eu s�... - Vamos l� ver...
Abra bem a boca. C� est� ele.
Estou a v�-lo. Est� l� atr�s.
Est� bem l� atr�s e enrolado...
Posso tir�-lo, se quiser,
mas aviso-o desde j� que ser� um pouco doloroso.
Sinceramente, vai doer. H� outra alternativa.
Beba l�quidos e o p�lo sai. Tr�s dias, no m�ximo.
Credo. Est� aqui preso a arranhar-me a garganta.
Parece que consigo cuspi-lo, mas n�o consigo.
A escolha � sua. Se quiser posso tir�-lo,
ou pode deix�-lo sair sozinho.
- O que quer fazer? - Est� bem. Eu espero.
- Quer um conselho? - Sim?
Fosse o que fosse, n�o repita nos pr�ximos dias.
N�o se preocupe. N�o vou repetir por muito tempo.
�ptimo. � sempre um prazer v�-lo.
- O prazer foi meu. - Certo...
- Coragem, sim? - Est� bem. Obrigado.
- Como correu a consulta? - Vou passar mais dois dias com isto.
Examinou-me e disse-me que sairia por si.
Escuta, temos muito que fazer antes de os meus pais chegarem.
O qu�? O que h� para fazer?
Temos de fazer as compras de Natal, arranjar uma �rvore. Temos de...
Espera, espera, espera.
Que conversa � essa? �rvore de Natal?
Sim, vamos escolher uma �rvore e decor�-la.
Uma �rvore de Natal?
Os meus pais v�m c�, vamos festejar o Natal. Est�s surpreendido?
Temos de ter �rvore de Natal?
Claro que sim. � Natal.
- � muito estranho, demasiado estranho. - Vais gostar.
Sou judeu, ter uma �rvore em casa d� azar.
O meu tipo pode pensar que vou trocar.
O teu tipo n�o se importa.
Desculpa.
J� trataste das gratifica��es de Natal?
N�o. Vais tratar disso?
Sim, e depois vou buscar o Jeff para gratificarmos o pessoal do clube.
- Nesta �poca, isto nunca acaba. - Mas vais sentir-te bem.
Est� bem. At� logo.
O que devo dar... esquece.
Dora?
Pode fazer-me um favor?
Quando as pessoas telefonarem a perguntar por mim,
importa-se de n�o lhes dizer onde estou?
- Est� bem. - Quando telefonaram do m�dico,
disse-lhes que fui a um concerto dos U2.
N�o quero que as pessoas saibam onde vou.
- Est� bem. - Diga que n�o estou em casa.
- N�o est� em casa. - � capaz?
- O Sr. Larry n�o est� em casa. Certo. - Obrigado.
E aqui tem uma pequena...
lembran�a de Natal.
Tome l�.
- Feliz Natal. - Feliz Natal, Sr. Larry, e obrigada.
- Pronto... - Divirta-se.
A Dora, tamb�m.
Adeusinho, Sr. Larry.
- Carlos. - Senhor Larry.
- Como vai a jardinagem? - Bem.
- O jardim est� bem? - Est�.
- Jardinar � bom, n�o �? - �, sim.
- Jardinagem � bom. - Pois �...
Carlos...
tenho uma pequena lembran�a de Natal para si.
- � muito generoso. - Sabe uma coisa?
Trate-me por "tu".
- "Tu"? - "Voc�" � um pouco formal para n�s.
Porque n�o usamos "tu"?
Pode ser? Um "tu" informal entre n�s, n�o precisamos do "voc�."
Constou-me que foste ao concerto dos U2.
A minha mulher obrigou-me a ir, nada mais.
- Conheces algu�m da banda? - Conhe�o o cantor.
- Como se chama ele? - Sei o nome.
- N�o sabes. - Idiota. Sei o nome dele.
- Queres apostar? - Cem d�lares.
Apostado. O nome dele � B-O-N-O.
- Pronuncia-o. - N�o sei como se diz.
N�o sei se � "Bo-no" ou "Bon-no."
� Bon-no. Como soletraste, empat�mos. N�o te devo nada.
- Quites. - J� agora, quem te disse?
A Dora.
- Telefonei para l� e disse-me. - Acabei de falar com ela sobre isso.
At� o meu m�dico sabe. Disse o mesmo ao m�dico.
Tens de falar com a tua empregada.
Se fores l� a casa, daqui a dias, vais ver uma �rvore de Natal.
Porqu�?
- Os pais da Cheryl v�m c�. - N�o vai parar por a�.
Nunca tive uma �rvore de Natal. � perturbador.
- Pois �... - Judeus com �rvores � o pior que h�.
Ao menos, a tua mulher n�o � judia. E aqueles casais?
Dois judeus a comprar �rvores? N�o podem ficar com o feriado deles.
- Temos de o a�ambarcar? - Fico possesso.
- N�o podem ficar com o feriado. - Escuta...
A Susie vem a�. H� umas semanas, ela esteve fora
e eu telefonei, por volta das 2h00 da manh�
a uma pessoa, a uma mulher - � s� plat�nico, n�o h� nada -
mas descobriu a conta do telefone e disse-lhe que foste tu.
Disse que tinhas discutido com a Cheryl, dormido l� e feito o telefonema.
- Que hist�ria. - N�o me parece m�.
- � boa. - � muito boa.
- Acho que � boa. - Obrigado.
Porque n�o lhe contaste a verdade?
22h00 � o limite para amizades plat�nicas. Depois das dez, � estranho.
Ol�, querido. Larry, n�o sabia que estavas c�.
- Esqueci-me que vinhas. - Como est�s, querido?
- Prazer em ver-te. - Aqui tens as chaves.
- Obrigado. - Ent�o...
O que tens? Qual � o problema dele?
Tenho uma coisa na garganta.
Bebe �gua.
A prop�sito, devo-te alguma coisa pelos telefonemas que fiz...
N�o. Estavas num mau momento. Fica por conta da casa.
- N�o deve ter sido pequena. - � um prazer.
A quem telefonaste �s 2h00 da manh� de minha casa?
� minha governanta, � Dora.
Espera a�. Discutes com a Cheryl,
dormes em minha casa e telefonas � tua governanta �s 2h00 da manh�?
Ela ia demitir-se. Tem muitos problemas com a Cheryl.
A Cheryl n�o encontra nada. N�o encontrava o pijama.
Gritou com ela, e tive de convenc�-la a n�o se demitir.
- �s 2h00 da manh�? - Ia-se embora no dia seguinte.
� um ou outro, mas um dos dois est� a mentir. S� n�o sei qual �.
- N�o estamos a mentir. - Est�o, sim.
N�o, n�o estamos.
N�o acredito.
- � verdade. - Por favor, tenho coisas para fazer.
Vamos ao clube gratificar o pessoal.
Feliz Natal.
Feliz Natal tamb�m para si. Obrigado por tudo.
Feliz Natal.
Obrigado. Foi muito simp�tico.
Feliz Natal.
- Foi �ptimo. - Que tal correu?
Lindamente. Foi �ptimo, est�o todos felizes. O que se passa?
Gratifiquei aquele?
Acho que lhe dei duas gratifica��es.
N�o, ele teria dito alguma coisa.
N�o teria tanta certeza. Sabes que mais?
Andei por a� a dar gratifica��es e fiquei...
- Dei-lhe duas gorjas. - A s�rio?
- Confundi-me. - Porque n�o disse nada?
Recebeu o dobro do dinheiro. Ainda perguntas porqu�?
Bem, s� que �...
Ol�. � um pouco constrangedor,
mas estive a dar as gratifica��es de Natal...
Foi muito generoso. Muito obrigado.
N�o tem de qu�. Tenho a certeza
de que n�o se apercebeu, mas gratifiquei-o duas vezes sem querer.
Duas vezes? N�o. Aproximou-se, disse-me "Feliz Natal"
deu-me algum dinheiro e foi ter com outra pessoa.
Sim, e fiz isso duas vezes.
- N�o, n�o. S� fez isso uma vez. - Bem, eu... Foram duas vezes.
- De certeza que n�o notou. - Teria notado, se tivesse acontecido,
mas como n�o aconteceu...
Diz que s� o gratifiquei uma vez?
Sim.
Quer que lhe devolva a primeira gratifica��o?
Quero reaver a segunda gratifica��o.
N�o houve segunda.
Uma grande bola dourada ali...
- Sim, aqui. - Perfeito.
- Tens o teu tri�ngulo dourado. - Vou p�r esta mesmo aqui.
- Ol�, Larry. - Feliz Natal.
J� cheg�mos. O que achas? Gostas?
- � um pouco grande. - Sim, � grande.
- Pega numa bola. - Faz um gancho. Eu ensino-te.
- Faz um gancho. - N�o, talvez mais tarde.
� a maior que j� vi.
Quanto maior, melhor. A Cheryl est� na cozinha com a Becky.
- Est�o a cozinhar. - A fazer biscoitos.
Que maravilha.
- J� acabaste as compras de Natal? - Ainda n�o. Est�o quase.
O que compraste para a Cheryl? Podes dizer-me...
Sabes, acho que lhe vou dar o tallis do meu av�.
- Tallis? O que � um tallis? - N�o sei.
- Parece um len�o. - Ele vai oferecer-lhe um len�o.
- S� isso? - Sim.
Tens alguma coisa na garganta?
Um pezinho de uva.
Pois �...
- Toma, bebe um pouco... - Deixe estar.
Esta n�o tem gancho.
- Ol�, Becky. - Como est�s?
- Bem. - Boas festas. Como est�s?
- Bem. - Ol�, querido.
Porque n�o usas o len�o que a Dora te ofereceu no teu anivers�rio?
Sabes, aquele vermelho?
Porque me d� comich�o. Pica-me.
Ela falou nisso, hoje.
Achou que n�o tinhas ligado ao presente encantador que te deu.
E disse-me que lhe gritaste por ela dizer �s pessoas onde vais.
N�o lhe gritei, s� convers�mos
porque o meu m�dico soube que fui ao concerto dos U2.
Foste ao concerto dos U2?
Ela obrigou-me a ir. O que � que tem de mais?
E ficou chateada por teres dado o dobro da gratifica��o ao Carlos.
O qu�? Est�s maluca? N�o fiz isso.
Deste-lhe duas gorjetas.
- N�o podes fazer isso. - Mente, tal como o empregado.
- Do clube. - Que empregado?
Gratifiquei-o duas vezes porque n�o me lembrei...
- Porqu�? - Estava a gratific�-los a todos.
N�o sabia a quem j� tinha dado. Esqueci-me de a quem dera.
Sabes que mais? Devias lev�-la a almo�ar no clube.
- � uma boa ideia. - Oferece-lhe um bom almo�o.
Concordas com tudo o que ela diz?
- Se me levasses, ficaria contente. - Podes discordar dela.
Ela pensa que estou certa na maioria das vezes.
Achas mesmo que devia lev�-la a almo�ar?
Querido, ela ficaria t�o contente.
Pronto. Levo-a a almo�ar fora.
Acho maravilhoso.
- Bela �rvore. - Obrigada.
- Carlos. - Senhor Larry.
Carlos, vou perguntar-te uma coisa. Disseste � Dora
que recebeste uma gratifica��o maior do que a dela?
N�o.
Porque ela disse � minha mulher que disseste isso.
Porque inventaria uma coisa destas?
N�o achas curioso?
Sabes o que eu adoro?
Adoro como sabes que o leite de soja est� a acabar.
Antecipas-te e p�es outro pacote no frigor�fico,
para haver sempre leite frio.
- J� reparei nisso. - Est� bem, Sr. Larry.
E dobras muito bem a roupa, muito bem mesmo.
Sobretudo as t-shirts.
H� um pequeno truque que fazes no fim,
vira-las e as mangas ficam dobradas como se fossem uns pinguins.
J� vi isso, j� reparei nas dobras.
O papel higi�nico. Vamos falar do papel higi�nico.
Nunca estou na casa de banho a olhar para a cartolina.
Assim que o rolo acaba, j� l� tens um rolo novo.
Nunca sa� de l� com as cal�as em baixo,
a gritar, "Mais papel higi�nico."
Que mais � que tu fazes?
Papel higi�nico,
dobrar a roupa,
leite de soja.
Colocar esponjas novas n�o � um dos pontos fortes, para ser franco.
Est� bem, Sr. Larry.
- J� acabou? - N�o, n�o.
Que conversa foi aquela?
Natal.
- Ol�. - Ol�. Greene.
O Larry est� c�. Ol�, Lar.
- Vejam s�. - Ol�, Sammy.
Ol�, Larry.
Susie, apresento-vos a Dora, a minha governanta.
- Ol�. - � a tua governana, a Dora?
Escutem, cometi um erro. Lamento imenso.
- Podes crer que cometeste. - Pe�o imensa desculpa aos dois.
- Para a pr�xima, n�o grites comigo. - Estava a pensar parvo�ces.
Pensava que falavas com uma mulher.
- Lamento imenso. - Sinceramente, fiquei ofendido.
- Jeff. - Ol�, Chris. Como est�s?
- �ptimo. - Prazer em ver-te.
- Larry. - Christopher. E, os 20 d�lares?
Parece ser uma mulher encantadora. Porque n�o gostar� a Cheryl de si?
De certeza que n�o � pelo trabalho, j� vi a casa...
N�o foi a melhor coincid�ncia?
- Quem diria? - Pois.
Quem diria? � incr�vel.
Vamos chamar o pap�.
- Querido, a Sammy tem fome. - Vamos l�, ent�o.
- �ptimo. Vamos, Sammy. - Lar, mais uma vez,
pe�o desculpa.
- Todos cometemos erros. - Eu sei.
H� algum problema?
Foi aquilo da esponja?
Vinde, homens de f�
Alegres e triunfantes
Vinde a mim, vinde a mim
Para Bel�m
Vinde e admirai-O
Que nasceu rei dos anjos
Vinde e deixai-nos ador�-Lo
Vinde e deixai-nos ador�-Lo
Vinde e deixai-nos ador�-Lo
O Senhor Jesus Cristo
Salv�, Senhor, a Ti saudamos
Nascido nesta manh� feliz
Jesus, a Ti toda a gl�ria...
Anda.
- Junta-te a n�s. - N�o me parece.
- As letras est�o aqui. - Tir�mo-las da Internet.
Quanto tempo pensam que demorar�o os c�nticos de Natal?
- At� calhar. - N�o sabemos.
Posso dar-te uma palavrinha?
Claro.
Vinde e deixai-nos ador�-Lo
Vinde e deixai-nos ador�-Lo
- O que se passa? - Bem, a Dora demitiu-se.
- O qu�? - Perguntei porqu�
e ela disse-me que a Susie Greene lhe disse que n�o gosto dela,
por isso, falei com a Susie para descobrir o que se passava.
- Por amor de Deus... - A Susie contou-me uma hist�ria
sobre a discuss�o que tivemos
e tu foste l� passar l� a noite
e telefonaste � Dora.
Mas expliquei � Susie que tu e o Jeff s�o uns aldrab�es.
O pequeno Senhor Jesus
Deitou a cabecinha
As estrelas no c�u
Iluminavam as palhinhas
O pequeno Senhor Jesus
A dormir na palha
O qu�?
- O qu�? - O que aconteceu aos biscoitos?
- O qu�? - Os biscoitos.
Os biscoitos de ontem � noite?
- Pois �. - O que foi? Comi-os.
O qu�? Comeste-os?!
Eram para o pres�pio.
Comeste o menino Jesus e a m�e, a Virgem Maria.
Pareciam biscoitos em forma de animal.
- Est�s a brincar? - Jesus Cristo n�o � um animal.
Pensei que fosse um macaco.
- Um macaco? - Por favor.
- O Filho de Deus era um macaco? - Pass�mos o dia a fazer biscoitos.
- Desculpem. - N�o viste as palhinhas?
O coco tostado era o feno. E o est�bulo?
Pensei que fazia parte do zool�gico.
Porque ter�amos um zool�gico no dia de Natal? Pronto...
- Vou compens�-los. - Como?
- Comeste o Nosso Senhor e Salvador. - Vou arranjar outro pres�pio.
- Onde? - N�o h� nada aberto. � Natal.
Vamos visitar o nosso primo.
- Lamento. - Pois...
- Vou compens�-los. - Meu Deus.
� melhor ires ver isso.
Seu mentiroso. Sai de minha casa.
- Porqu�? - Sai de minha casa.
- N�o menti. - Mentiste, pois.
- N�o menti. - Espera at� eu p�r as m�os...
no Larry David, o cabr�o desse oculista. Vou mat�-lo.
Somos pessoas simples, humildes.
Viemos de longe.
Desculpem... Posso falar consigo um segundo?
- Continuem. - Como est�?
Ol�.
Ol�. Deixe-me fazer-lhe uma pergunta.
Como posso alugar um destes pres�pios?
Alugar? Somos um grupo de volunt�rios da igreja.
- Por isso... - Estou metido numa alhada.
� dia de Natal, n�o temos pres�pio. Isto � um pres�pio?
Da Natividade, claro.
N�o temos esta cena l� em casa, porque eu a comi.
Eram biscoitos e...
H� alguma forma de poder levar o seu grupo at� � minha casa?
- Hoje? - Sim.
- � dia de Natal. - Sim, eu sei.
S� por umas horas.
Compreendo. Na verdade, estamos quase a fazer um intervalo.
Talvez consegu�ssemos ir a sua casa.
� �bvio que seriam recompensados.
Um donativo para a igreja seria algo positivo.
- Est� bem. Um donativo. - �ptimo.
Se calhar, � melhor discutir o donativo.
O que acha justo?
N�o queria dizer, mas sou obrigado a faz�-lo.
500 d�lares.
E uma refei��o, porque � quase hora de almo�o.
N�o sei cozinhar. Teria de vir de fora.
Pode ser.
Est� bem. Dou-lhe 500 d�lares.
E a refei��o. N�o quero abusar...
Quem � voc�?
- Sou o Jos�. - Jos�, sou o Larry.
- Ol�. � um prazer. - Igualmente.
- Ent�o, eu s�... - Aquela ali � a Virgem Maria.
� claro que � Maria, a M�e de Deus.
E p�e esta tralha toda numa carrinha?
N�o � tralha, mas cabe tudo numa carrinha. D� mesmo jeito.
Que maravilha. Bem, � fant�stico.
- � bom para todos. - Estou encantado com isto.
Estava numa alhada e voc�s ajudaram.
Ainda bem que pude fazer isto. � um prazer.
- Preciso das indica��es do caminho. - Claro.
- V� l� onde pomos a manjedoura... - Jos�?
- Ol�. - Ol�.
- Caramba. Que rapidez. - As indica��es eram �ptimas.
Carregam a tralha em cinco minutos e l� v�o.
Todos t�m a sua fun��o e colaboram.
� pena o Natal n�o ser o ano todo. Ganhavam uns belos trocos.
Por acaso, fazemos uma pe�a de P�scoa.
E, por volta do 4 de Julho, fazemos de revolucion�rios.
�s vezes, em Novembro, fazemos um equin�cio.
Pronto. Pensei em montar tudo aqui, nesta zona.
Excelente. Estava a pensar o mesmo.
Pode ser assim? �ptimo.
- Ol�, Maria. - Ol�.
- Olha para o bebezinho. - Sim, j� cheg�mos todos.
- Temos o Jesus e o resto do grupo. - Vamos preparar tudo rapidamente.
- Avisem-me, se precisarem de algo. - Com certeza. Obrigado.
Um anfitri�o generoso e simp�tico. Vamos l� tratar de tudo.
� fant�stico. Olha s� para isto.
- Est� o m�ximo. Adoro isto. - Obrigado.
V�o ficar encantados, quando chegarem a casa.
Obrigado, Jos�. Obrigado, Maria, pastores...
- � um prazer. - Jos�, posso fazer-lhe uma pergunta?
H� pouco, falou em comida.
De facto, fal�mos sobre uma refei��o.
Querem que lhes v� buscar alguma coisa?
- Pode ser. - Chinesa? Salgados? O que prefere?
- Sim, sim. - Sim �s duas?
- Sim �s duas. - Quer as duas?
Obrigado.
Deve ficar cheio de fome por estar a� de p� sem fazer nada.
- Mais do que imagina. - � curioso.
Quer um pouco de galinha com laranja?
- Parece-me bem. - Parece-lhe bem?
Tem muitas malaguetas.
- N�o coma as malaguetas. - Gosto das malaguetas.
- Aguento o picante. - O Jos� gosta das malaguetas.
Pois gosto. Confesso.
Permite-me uma pergunta?
Sente-se bem?
- Tenho um p�lo p�bico na garganta. - Que azar.
N�o me livro dele. Est� a dar cabo de mim.
Est� a deixar-me louco, Jos�. Louco.
A sua vida n�o me interessa...
Caramba. A prop�sito, a Virgem Maria tem c� um corpinho.
O qu�?
Joey, c� entre n�s,
voc� e a Maria n�o t�m apetites de vez em quando?
N�o. Sabe que mais? Vamos embora. Arrumem tudo.
- V� l�, Joe. - N�o aturo isto. Vamos embora.
- Retire o que disse. - Largue-me.
- Retire j� o que disse. - Cavalheiros.
Retire o que disse.
- Mata-o, Jos�. - Cala-te, Maria.
Saia de cima de mim.
Espere a�.
O p�lo p�bico.
Saiu.
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