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O Aikman está bem hoje.
Intercetou uma bola.
Não disse que jogava bem.
- Nem se vê a cara com o capacete. - Não falei da cara dele.
- Olá. - Olá.
- Como correu no parque? - A CeeCee teve um pequeno incidente.
Voltou a fazer cocó na caixa de areia?
Não, guardou-o para o caminho para casa. Anda, malcheirosa.
- O que aconteceu? - Mordeu um miúdo.
Caramba. Têm de resolver isso.
Resolvemos. Explicámos-lhe que não se morde,
se estiver zangada, usa palavras.
- O que foi? - Eis uma palavra: patético.
Ensinar à minha filha o que é certo e errado?
Querida, o Aikman dobra-se para apertar o sapato.
É ridículo achar que se pode chamar uma criança de dois anos à razão.
- O que terias feito? - Tê-la-ia mordido.
- Estás a brincar. - Não está.
- Não mordo a minha filha. - Funcionou contigo.
- Mordeste-me? - Tu mordeste-me. Só uma vez.
- Deixaste-a morder-me? - Só uma vez.
Estás preocupado com a CeeCee?
Agora? Não.
Mas e se ela for a miúda estranha que morde, com quem ninguém brinca?
- Isso seria horrível. - Não, falo a sério.
Essas coisas perseguem-te. Um miúdo que fazia chichi na roupa na primária,
no secundário, era o Chichi Peter.
Os miúdos de dois anos, às vezes, mordem.
- Tu mordias? - Não, a Missy é que mordia.
Mas mordia o Sheldon, não podíamos censurá-la.
- Como parou? - Ensinei-a a apertar mamilos.
É o que vais ensinar à nossa filha?
O parque é duro, se não apertas, és apertado.
- Como és o pai da minha filha? - Deixa-me mostrar-te.
- Vá, CeeCee, tens de te vestir. - Não!
- Falo a sério. - Não!
Vamos. Braços para cima.
Pronto, estás de castigo!
Vais ficar aqui sentada a pensar no que fizeste!
Não!
Como está a correr?
- Bem. - A sério?
Pareceu que ela te tinha mordido.
Por isso é que está de castigo.
No quarto com os brinquedos, espero que esteja bem.
Ela é minha filha e educo-a como eu entender.
Parece que está controlado.
- Porque sorris? - A CeeCee mordeu a Mandy.
- Está feliz com isso? - Estou.
Que maduro.
Georgie, se um de vocês a mordesse, isto acabava.
Só sei que amo e apoio a minha mulher.
Muito bem, jovem.
- Concordas com ele? - Se eu disser que sim, mordes-me?
- Bem visto. - Espero que vos morda aos dois.
- Ela era assim quando casaram? - Acalmou.
MCALLISTER OFICINA E PNEUS
- Olá. - Chegaste cedo.
Sim, as coisas estão tensas em casa.
Sinto muito.
- Só isso? - O quê?
Costumas dizer algo estúpido como:
"A Mandy ganhou juízo e pôs-te os patins?"
Adoro interferir com os teus pensamentos. O que se passa?
A CeeCee morde pessoas e a Mandy e a mãe discutem
sobre como lidar com o assunto. - Morde pessoas?
Dão-lhe comida suficiente?
De certeza que é uma fase.
Quando o meu cão era cachorro e mordia,
dava-lhe um osso de borracha para morder.
Queres que dê um osso à minha filha como se fosse um cão?
Porque não?
Deve haver uma boa razão, mas não me ocorre.
Os que têm altos também limpam os dentes.
- O que lês? - Um livro sobre parentalidade.
- Algo útil? - Não sei. Talvez.
Podíamos fazer uma peça com peluches para lhe mostrar que morder magoa.
A minha mãe pôs-me numa peça de Natal. Era uma ovelha.
Ótimo, podes voltar a ser.
Não me dês o mesmo papel, sou polivalente.
E se lhe déssemos um osso de borracha para morder?
- Como um cão? - Sei que parece ridículo.
É mais do que ridículo, é de loucos.
Pois. Mas porquê?
- Estás preparado? - Estou.
CeeCee, a Mamã e o Papá vão fazer um espetáculo para ti.
Quem és tu?
Sou o Doodles, o cão. Quem és tu?
Sou o Billy Bob, o urso.
Olá, Billy Bob. Queres brincar?
Quero, mas não na estrada, é perigoso.
E se seguíssemos o guião, Billy Bob?
Desculpa tentar introduzir uma lição extra.
- Queres brincar às escondidas? - Quero. Eu escondo-me primeiro.
- Não, eu escondo-me primeiro. - Azar.
Então, vou morder-te.
Mordeste-me!
Não, não aplaudas.
- Pois. Estou magoado. - Sim!
Ela pode ser maléfica.
Olá.
Olá.
Achei que iam levar a CeeCee ao parque.
Tivemos de voltar mais cedo, ela voltou a morder.
Céus, não.
- Está tudo bem, resolvi o assunto. - Não lhe mordeste, pois não?
- Não tive escolha. - Não lhe morder era uma escolha.
Não foi com força.
Ela chorou?
Claro que chorou, não está habituada a disciplina.
- Não tinhas o direito de fazer isso. - Alguém tinha de educá-la.
Eu sou mãe dela, eu educo-a, não tu.
- Talvez não deva tomar conta dela. - Talvez não devas.
Não me culpes se a tua filha for canibal!
Residência Cooper. Olá, Mandy.
Ela mordeu-lhe?
Claro, podem ficar cá o tempo que quiserem.
Não é preciso agradeceres.
Está bem. Adeus.
Os Teus caminhos são realmente misteriosos.
- Alguém quer mais uma fatia? - Eu estou cheio.
- Não tinha de nos fazer uma tarte. - Foi um prazer.
É uma das muitas vantagens de viver aqui.
Não vivemos aqui, são só uns dias até as coisas acalmarem.
Até a minha mãe pedir desculpa.
Se calhar, vivemos cá.
- Não quero falar mal da tua mãe... - Por favor, fale à vontade.
Não acredito que ela mordeu aquele anjinho doce.
Ultimamente, não tem sido um anjo.
Achas que fez bem em mordê-la?
Claro que não, devia ter-lhe batido como uma pessoa normal.
- O quê? Não batemos. - Não?
Não. Bateste-lhe?
Não, mas não sabia que éramos contra.
- Somos. - Ela bateu-me e eu fiquei bem.
Não lhe bati muito.
Quando praguejava, quando respondia torto
e bateste-me a sério quando me ri enquanto me batias.
Não falamos de mim, falamos da mãe horrível dela
e de como a CeeCee está mais segura aqui.
Uma vez, atirei uma bombinha para a sanita
e levei uma tareia do diretor, do meu pai e até do zelador.
Que horror.
Talvez, mas não voltei a fazer explodir a canalização.
Diz-se que fizeste o Georgie e a Mandy irem-se embora.
- Hão de voltar. - Até lá, somos só nós três.
Como nos bons velhos tempos.
Também podes fazê-lo ir-se embora.
Boa, Pai. Tinha saudades disto.
- Connor, achas que fui uma boa mãe? - A melhor.
Obrigada. Não sei qual é o problema da Amanda.
Mordeste a filha dela.
Sabia que arranjarias forma de me culpar.
Ela disse-te para não o fazeres.
Ficas sempre do lado dela.
- Dificultas ficar do teu lado. - Queres ser sempre o bom da fita.
Isto parece certo.
O que é isto?
Desculpe, tentava fazer algo que a CeeCee comesse.
Fiz ovos, mas ela não quis, fiz panquecas, mas ela cuspiu-as,
então fiz papas de aveia.
Cá em casa comia-se o que nos punham à frente.
Acho mais importante ela comer bem e não o que seja mais fácil para mim.
Nunca o encarei assim.
Em minha casa, a minha mãe reviraria tanto os olhos
que distendia um músculo. - A geração dela não gosta de mudança.
Pois é.
Se pensares nisso, estou mais perto da tua idade do que da tua mãe.
- Pois. - Fiz as contas, é verdade.
Tenho de tratar de umas coisas, pode ficar com a CeeCee?
Adorava.
Se ela fizer uma birra, treinamos respirar fundo. Lembre-a.
De respirar?
- Sim. - Entendido.
- CeeCee, dá o bloco à Avó. - Não.
- Respira fundo e dá o bloco à Avó. - Não!
Vou pedir mais uma vez, dá o bloco à Avó.
Não te rias, sua...
Fui para a outra casa e depois lembrei-me.
Não faz mal. O jantar está no forno.
O que te aconteceu?
- A tua filha atirou-me um bloco. - Estás bem?
- Estou ótima. - Eu falo com ela.
A Mandy já lhe disse para pedir desculpa.
- Ainda bem. - Ela disse que não.
- Não sei o que se passa com ela. - A culpa não é dela.
- Obrigado. O quê? Eu nem estava cá. - É tua.
A tua filha precisa de limites.
A Bíblia é muito clara: "O que retém a vara, ama o filho."
Não o disseste quando a Mandy disse: "Não batemos."
Não me cabe dizer algo, mas outra pessoa podia dizer.
- Como quem? - Talvez o marido da Mandy
ou o pai da CeeCee? - Sou os dois.
Mary, se tiver uma bolacha, acho que consigo que ela peça desculpa.
Não estavas no duche?
A tua mãe está no duche e a Missy vai a seguir.
Se houvesse um sítio com uma casa de banho só para nós.
Trocavas a segurança da tua filha por um duche?
E uma sanita.
A tua mãe foi longe demais, mas a CeeCee precisa de limites.
- Magoou a minha mãe. - Então, devíamos bater-lhe?
Não é bater, é uma palmada. Vês? Não é nada demais.
Eu mostro-te.
Não acredito que não me apoias nisto.
A Bíblia diz: "O que retém a vara, ama o filho."
- Desde quando citas a Bíblia? - Não sou eu...
... é a casa.
- Já percebi, isto vem da tua mãe. - O quê?
Sim, têm falado os dois de como sou má mãe.
Não, de como somos maus pais. Somos uma equipa.
- És uma treta. - Não, somos uma treta.
Lembras-te? Equipa.
Bem-vindos de volta ao "Foco na Família".
A próxima ouvinte quer banir a irmã do casamento dela.
Boa.
Olá, Jeanette, está no ar com o Dr. Oliver. Fale-me da sua irmã.
Anunciou a gravidez dela na minha despedida de solteira.
Aborrecido.
E acho que o meu noivo é o pai.
Cá está.
Obrigado por ligar para o "Foco na Família", o nosso foco é a família.
A nossa próxima ouvinte é a Mandy do Texas.
Mandy, está aborrecida com a sua mãe.
Ela mordeu a minha filha.
Desculpe, disse bateu ou mordeu?
Mordeu, com um M, como megera, como a minha mãe.
E porque o fez?
A minha filha de dois anos tem mordido
e ela decidiu dar-lhe uma lição. - Já mordeu outras pessoas?
A minha filha ou a minha mãe? Não interessa, sim para as duas.
Obrigada por me avisares.
O que se passa?
Parece que a Amanda está na rádio a dizer coisas horríveis sobre mim.
Não.
Em que estação?
Acha que a forma dela é a única de fazer as coisas.
Desanimou o meu pai e julga que pode fazer-me o mesmo.
Espere. Dizem-nos que temos a sua mãe na outra linha.
- O quê? Não atenda. - Audrey, está no ar com o Dr. Oliver.
Não sei o que lhe disse a Amanda, mas fui uma mãe excelente.
Mordeste a tua neta.
Sem força e só lhe ensinava que há consequências
para o mau comportamento. - Com mais mau comportamento?
Diga-lhe, Doutor.
Estudos recentes sugerem que métodos não violentos como pausas
podem ser mais eficazes a educar crianças.
Toma, Mãe.
Parecem psicotretas ianques. Onde está, Doutor?
- Em Chicago. - Pois está.
Vê como o que lido? Bem-vindo ao Texas,
onde mordemos e batemos o dia todo.
Não sejas tão dramática, o teu pai bateu-te e sobreviveste.
Ele nunca me tocou.
O quê?
Não conseguiu. Só te disse que o fizera.
Jim, sei que ouves, pega no telefone.
Não quero.
Jim!
Estou?
Isso não é bom. Está bem, obrigado.
O que foi?
A Mandy e Mrs. McAllister discutem na rádio.
- A sério? - Não queres ouvir?
- 10.60 AM. - Obrigado.
Não consegui. Ela olhava para mim com aqueles olhos grandes,
seria como bater no Bambi.
Então, a culpa é tua de ela ser assim.
Como? Feliz, bem-sucedida, confiante?
Fraca, mimada e ingrata.
- Já posso desligar? - Não!
Audrey, parece sentir ressentimento para com a sua filha.
Não é verdade.
Ataca-me desde que conheci o meu marido.
E quando dizes que "conheceste" queres dizer que engravidaste?
E referi que ele só tinha 17 anos quando aconteceu?
Mãe!
Posso desligar, por favor?
Dizes ao Dr. Oliver...
- Vais defender a honra da tua mulher? - Nem pensar.
Então, estamos em casa da minha sogra. Ela é problemática.
Fingia apoiar-me, mas, nas minhas costas, dizia que eu era má mãe.
- Típico dela. - Não te metas.
Creio que temos a sua sogra na outra linha. É a Mary?
Pode crer que é.
- E não disse nada nas tuas costas. - Não foi o que o Georgie disse.
Não sei o que ele te disse, mas acredito em bater
e ele ainda tem idade para apanhar.
- Concordamos. - É agora.
- São ambas loucas. - Que se lixe, liga.
COMO É TRABALHAR NA WARNER BROS.
Legendas: Filomena Antunes
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