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Original subtitles

ALPHA

Ficou bem melhor assim.

Quer que eu te conte um segredo?

Quero sim.

Acorde!

Acorde!

E então, qual é o segredo?

Flagrei uma cena.

Onde está o Adrien?

Alpha!

Vá lá!

Acorde. Abra os olhos.

Alpha!

Você ainda me ama?

Tive um dia cansativo, Alpha.

Não é uma pergunta boba! A resposta é sim, claro!

Sim! Claro que sim!

Preciso da sua ajuda, querida.

Mãe...

Lembra quando o Flipper pulava em cima da gente quando chegávamos em casa?

Bom...

Quando chego em casa,

ainda tenho o reflexo de me encolher, como se ele ainda estivesse aqui para pular em mim.

E não sei o que fazer para isso parar.

Por que você quer que isso pare?

O que é isso?

- O quê? - Como você fez isso?

Você foi a uma loja?

- Uma loja? Como assim? - Um estúdio de tatuagem, sei lá!

Quem fez isso em você? Com o quê?

Não sei!

Um cara, a gente ficou na casa dele, não o conheço.

Como era a agulha?

Ele usou ela em outra pessoa também?

- Era afiada... - Droga!

Estava limpa ou suja?

De onde ele pegou ela?

De uma gaveta. Acho que sim...

Amanhã você vai comigo ao hospital.

Precisa tomar uma dose da vacina do tétano.

Vamos ter que esperar antes de fazer um exame.

Não se mexa!

Um exame de quê?

Isso não pode continuar.

Primeiro você, agora ela. Vocês dois estão me matando.

De novo...

Não consigo continuar lutando, não aguento mais...

Fecha a porta, por favor.

Droga...

Mãe!

Mãe!

Mãe, venha cá!

Alpha!

Me dê a mão.

Me dê a mão!

Olhe para mim.

Olhe para mim!

Pronto...

Vem, vamos...

Venha cá...

Desculpe, mãe...

Lamento...

Perdão.

Abra a porta Por favor

Pai Inouva

Pai Inouva

As pulseiras tilintam Mãe

Menina Ghriva

Tenho medo do monstro na floresta

Pai Inouva

Pai Inouva

Eu também tenho medo Minha filha

Minha Ghriva

- Vamos lá. - Espere!

- Só um momento. - Está tudo bem?

Não gosto nada de agulhas.

Ninguém gosta.

Vamos lá.

- Não consigo! - Finge que não estou aqui, não olhe.

- Não posso, você está aqui! - Ajude, se fizer você?

O quê?

Você enlouqueceu?

Eu oriento, você aplica e injeta a vacina, é muito simples.

Minha mãe sabe disso?

- Não precisamos contar a ela. - Precisamos, sim!

Se não contarmos, significa que é grave e perigoso.

Tudo bem, vamos contar a ela. Pode ser?

Pronto...

Aplique aqui.

Espere.

Pronto. Perfeito.

Viu? Não doeu tanto assim.

Já acabou?

Sim.

Pronto.

Mas minha mãe falou de um teste...

Sim. Mas por hoje, é só isso. Volte aqui daqui a duas semanas.

Para que é isso?

Você sabe que anda circulando um vírus por aí, não sabe?

Mas...

Eu só tenho 13 anos.

Cadê todo mundo?

As refeições no carrinho são de ontem. Ninguém comeu?

- Não sei, não trabalho mais neste andar. - Mas você trabalha neste hospital, não?

- Eu também não trabalho neste andar. - Não precisa falar assim comigo.

Não me sinto culpada.

Todos foram embora.

Todos. Só sobrei eu.

Sozinha, não conseguia fazer nada.

Pode me acusar do que quiser, mas, ao menos, estou aqui!

- Então não tem ninguém para ajudá-los? - Nem a eles, nem a nós.

Desculpe, está frio aqui.

Seu médico já vem.

Desculpe, está frio aqui.

Seu médico já vem.

Desculpe, está frio aqui.

Seu médico já vem.

De pé, entre o estrondo Das ondas batendo na costa

Seguro entre os dedos

Grãos de areia dourada

Tão poucos

Olá, bom dia.

Tão poucos Mas como escorrem

Por entre os meus dedos Para as profundezas

Enquanto eu choro

Enquanto sonho

Meu Deus, não vou conseguir segurá-los

Se eu os apertar mais?

Meu Deus, não vou conseguir salvar

Nem um sequer dessa onda implacável?

Será tudo o que vemos ou parecemos

Apenas um sonho

Dentro de um sonho?

Muito bem...

Com algumas palavras que espero que tenham reconhecido

e com a ajuda da imagem...

Alguém pode me dizer o que aconteceu com o narrador?

O cara está passando por uma espécie de crise existencial.

Sim, muito bem. O que te leva a dizer isso?

Ele chora muito e diz: "Meu Deus, meu Deus!"

Está se fazendo de vítima.

E você conseguiu entender por que o cara está chorando?

Não sei...

Por ser homossexual?

Não vejo relação nenhuma.

Nem sei como você chegou a essa ideia. Não tem nada disso no texto.

O pessoal entendeu que ele está se lamentando,

mas o cara está em uma praia tranquila, não é morte de ninguém.

Mas sim, exatamente, há um homem que morre.

Há um homem que morre. "A onda implacável..."

Ondas mortais. E a areia dourada...

Essa é a sua interpretação.

Ninguém é obrigado a pensar igual.

Certo. Então me explica.

Não sei, sua leitura foi estranha.

Certo. Então o problema sou eu, é isso?

E por que foi estranha? Você falou uma coisa há pouco, me diz.

Pareceu um pouco gay.

Muito bem, muito bem...

Bom...

Alpha, me dê sua justificativa pelo atraso e nos diga...

... o que você acha disso tudo, por favor?

Quanto a nós dois, conversamos quando a aula acabar.

Obrigado.

Silêncio. Acham que podem...

Só dois minutos. Sem zoação.

Então, o que você acha?

Um sonho dentro de um sonho, diz ele.

Certo. Boa. Desenvolva.

Um sonho dentro de um sonho, quer dizer que é tudo falso, não?

Boa.

Talvez seja apenas um pesadelo.

- Setor? - Sim?

Há sangue na parede.

Droga.

Vamos nos acalmar. Não somos feitos de fantasia.

Mas o que é isso? O que aconteceu?

Eu não fiz nada. Desenharam isso em mim.

E desenharam com o quê? Uma caneta?

Com uma agulha.

Vá até a enfermaria.

Adrien, ela não precisa de você. Adrien, fique aqui.

- Adrien! - Me solta!

Vou com ela, caso o braço dela tenha um problema sério ou algo assim...

Alpha, espera!

Essa sua tatuagem não deveria já estar cicatrizada?

Não são brincadeiras de criança, senão todo mundo faria.

De qualquer forma, não deveria estar com essa aparência.

Espera.

Você ouviu isso?

O quê?

Tem alguém aí. Esconde o cigarro. Ouvi um assobio!

Outra vez.

Você ouviu?

Você está ficando louca, menina! É só o barulho dos banheiros!

Para!

- Espera. - O que foi?

Bem... não aqui!

Calma, foi só um beijo!

Precisa que eu te dê flores ou reserve um quarto no Ritz?

Se for para meter a mão, devia ter preservativos.

- O quê? Nem pensei nisso! - Pois, fala isso para sua namorada.

Você...

... pensou nisso?

Não foi isso que eu disse.

Preciso ir no banheiro.

Tem problema?

Espera, não me acorde ainda, por favor.

Vamos, Alpha, abre.

Não se lembra de mim?

A polícia está chegando.

Ótimo, sua mãe vai adorar.

- Não te falei que eu ia ficar aqui? - Quem é você?

Imaginei que não seria uma boa ideia ficar no seu quarto.

Esta família não tem limites.

Somos irmãos.

- Eu e sua mãe. - Minha mãe só tem irmãs.

Só porque eles não te contaram sobre mim, não quer dizer que eu não existo.

Como se chamam meus avós?

Papai...

... e Mamãe.

Hissu e Ouzna.

Uma vez, cuidei de você. Não se lembra?

Por acaso, você sabe onde sua mãe guarda os cigarros?

Senta aí.

Senta aí, já disse!

Não acredito!

E para de tremer! Qual é o seu problema?

Não estou exatamente em forma, minha querida.

Estou um pouco desorientado.

Como é que eu nunca te vi?

Claro que já te vi, já te falei! Até te levei à praia!

Mas para com isso, você é muito menos simpática do que eu me lembrava.

Dou 20 reais e você some?

Me dá aqui.

- Não tenho eles aqui, mas... - Volte para a Casa Partida.

Vou chamar a polícia.

Pensei que já tivesse chamado.

Não encoste em mim!

- Vou pro nosso quarto. - Vamos lá...

Sr. Munchausen?

Sabe onde está o resto do pessoal?

Estamos vivendo exatamente o episódio em que ninguém acredita!

É seu irmão?

Sim.

É o Tio Amin.

- O último da família. - Não me interessa!

- Pensei que ia me matar! - Você não explicou para ele?

Sim, mas você viu meu estado?

Desculpa, querida. Não queríamos te assustar...

Pensei que você se lembraria dele.

- Vá, dê um beijo no seu tio. - Não! Por quê?

- Porque ele é da família! - Desde quando?

Deixa para lá...

Alpha.

Dê um beijo no seu tio!

Pronto.

Não fique no meu quarto.

Não durmo com o meu irmão, não somos animais!

Então dê a ele o cesto do cachorro! O irmão é seu e o quarto é meu!

- Vou esperar ali. - Fique aqui.

Seu tio não se pendurou aqui,

não ficou aqui, isso não é um favor, ele tem o direito de estar aqui, entendeu?

Durma comigo, se quiser.

Amin?

Vamos, só mais um andar.

Benny!

Droga.

- Chame uma ambulância! - Eu estava com ele agora mesmo, juro que...

Esquece! Chame uma ambulância!

O que houve com ele?

Ele não está se sentindo bem?

Alguém viu ele assim? Os vizinhos estavam vendo?

Ninguém viu nada, deixe-me resolver isso.

Benny! Preciso de você aqui!

Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem.

Fique comigo.

Mãe, saia daqui!

Saia daqui, mãe!

Droga!

Droga...

Pare!

Mãe, você enlouqueceu!

Pare!

Você enlouqueceu!

É o Vento Vermelho, impeça-o de respirar!

Vejo-o nas veias dele.

O Vento Vermelho...

Ele sopra, bloqueia tudo.

Precisamos limpá-lo por dentro.

Que Vento Vermelho?!

Você vai afogá-lo, droga!

Benny!

Benny, venha cá!

Saia daqui.

Vá embora.

Peguei as seringas dele esta manhã, joguei todas fora.

Quer dizer...

Ele deve ter usado as de outra pessoa...

Amin...

Bom dia, pode vir comigo, por favor?

Podemos sentar em outro lugar?

Desculpe, será que pode...

Vamos lá! De qualquer jeito vou morrer!

Pare!

Ela é minha aluna.

E daí?

Será que estou vendo coisas?

Ou você acha estranho eu beijar seu professor?

Pare, por favor.

Não, não...

Não é pior do que ver seus pais se beijando, espero.

Bem...

Nunca vi meus pais se beijando.

Como é possível?

Isso mesmo tem que ser?

Só tenho um deles.

- Qual? - Minha mãe.

Aí está!

A mãe é o principal.

Sim?

Sim.

Mesmo com essa cara...

Minha mãe diria que eu pareço uma estátua grega.

Ela teria me achado tão belo quanto Apolo.

Não, mas...

Acho lindo.

Sério.

Alpha, vem comigo?

- Pronta para tirar sangue? - Não!

É meu!

É meu!

Pronto.

- Por que não a pegaram? - Avisem!

Mais uma vez.

Vai lá.

Nina!

- Fez de propósito? - Faz parte do jogo, só isso!

Não param de me acertar!

Parem, parem, parem!

É meu!

Que pena. Outra vez.

Vamos jogar!

- Jogue, em vez de discutir. - Tudo bem, entendi.

É um esporte! Atire!

Cale a boca.

Setor?

- O que houve? - Estou cheia de sangue, mas não é meu.

- Então se limpe. - E se ela me passou algo?

- Se te passou o quê? - Sei lá, aquilo! E se entrar na minha pele?

Vá ao banheiro e limpe isso com água.

Vamos lá!

Use essa!

Alpha, sente-se no banco, apenas neste jogo.

Descanse.

Qual é o problema com a sua garota? Ela sabe sobre nós?

- Você contou a alguém? - Não!

Do que você me acha?

- Qual foi o resultado do exame? - Que exame?

Da tatuagem. Você está contaminada por aquela cena?

Você está brincando? Acabei de fazer o exame!

Quando você tiver os resultados?

Não sei, mas é um procedimento normal, não significa nada.

E...

Se é normal, você acha que eu também deveria fazer?

Que besteira é essa?

Estávamos nos divertindo.

Se você estiver doente, eu também estou, entende?

O que há com você? Você me conhece!

Que se dane essa merda!

Só porque eu te conheço não quer dizer que não possa pegar isso.

Me diga a verdade.

Você está se sentindo doente ou não?

Sei lá! Que negócio é esse? Não sei!

Se você está doente, precisa me dizer.

Não escondi nada de você! Você estava lá!

O que está tentando fazer comigo?

Não fiz nada! Nos beijamos, não foi como se tivéssemos transado!

Droga, eu sabia!

Então você está mesmo doente?

Alpha, o que está fazendo?

Puxa, que calor!

Está um calor infernal. Ligue o ar-condicionado.

O carro não tem ar. Não sou a Rainha da Inglaterra. Abra a janela.

Conheço um cara que consegue um baratinho para você.

Aproveita.

E você?

- Não está com calor? - Não sei, talvez um pouco.

Viu?

Até a menina está com calor!

Por que eu tive que vir?

Preferia ter ficado trancado?

Eles é que preferiam que eu ficasse trancado!

Abre.

Vamos.

- Não funciona. - Está aberta!

Por que sempre cheira tão mal aqui, de onde vem esse cheiro?

Mais respeito!

Fantástico, uma comissão de boas-vindas...

Não podiam fazer isso lá dentro?

Lá está a mãe.

Não olhe para o meu irmão.

Eles não têm nada a ver um com o outro.

E o seu irmão, como ele está? Não estou olhando para nada.

Sim...

É isso aí.

Droga!

Amin?

Vamos!

Olhe por onde anda, querida.

Sobremesa? Nem começamos ainda!

Mãe?

Mãe!

- O que ela disse? Traduza, por favor. - Não sei.

Devia ser sobre a comida, não sei, não ouvi direito.

Já pedi para você não me deixar sozinha! A vó fala comigo e eu não entendo.

Eu também tenho uma vida, Alph! Ela perguntou se você come cordeiro.

Não, ela só come sêmola com leite e açúcar.

Nem come cordeiro no dia da Eid?

Assim, ela vai perder os dentes.

Sim, mãe, mesmo na Eid.

Nunca vi ninguém perder os dentes por não comer cordeiro.

Você podia lavar o cabelo!

Que idade ela tem, sério?

Benny, você come cuscuz com garfo?!

Claro, para comer com colher.

- Não, isso se come de colher! - Come-se à francesa!

Estamos na França!

O cuscuz não é salada, tem que comer de colher.

Sim.

Entendeu?

Sim, entendi!

Ela está zoando comigo?

Está zoando comigo.

Não está nada!

Tem presunto na geladeira?

Se quiser carne de porco, precisa trazer você mesmo. Como sempre.

O cordeiro de vocês está com cheiro ruim.

- Que absurdo! Fiz com muito carinho. - Não dá para perceber.

Se não querem se integrar, falem! Façam um esforço!

Só pedi um pouco de presunto.

Vamos lá, nem se esforçam!

Vou na charcutaria!

Vai lá! Vai!

Vai em paz e não volte!

Vamos, dance comigo.

Vai em paz, não vou atrás de você!

Tchau!

- O Benny é um grande racista! - Sim, é super racista.

Não entendo.

Crescemos juntos. É como se fosse da família.

Você viu? Ele estava chorando.

Perdeu o melhor amigo. Nunca se recuperou.

- Espera, para onde você vai? - Já volto.

- Não quero mais, não estou com fome. - Vai lá!

Senão a vovó vai dizer que estragamos a comida.

Tudo bem, você vai fazê-la engordar.

E daí? Ser gordo não é doença. Ela come porque está feliz.

- Seja feliz, minha filha. - Que bobagem!

- Viu? Você a fez se sentir culpada! - Não, vou só ao banheiro.

Aqui não, droga!

O que sua mãe faz? Não quer ficar com a gente?

Mamãe está dormindo.

Melhor não acordá-la, não entrar!

Abra!

Acalmem-se, é inútil! Recuem, é inútil...

Que porcaria é essa? Quem é você?

O diretor disse que estamos lotados e eu disse a eles,

mas eles não querem ouvir! - Ele mandou fechar as portas?

Disse para não deixar ninguém entrar. Só estou fazendo meu trabalho.

- Não podemos fazer isso. - Recuem!

Vou falar com ele para entender o que está acontecendo. Também não sei nada.

Ouça.

Não sei o que fazer.

Lamento muito.

Entendo, mas não faça isso.

Assim, não conseguem entrar. Precisam se acalmar.

Primeiro, precisam se acalmar. Fiquem calmos.

Esperem, esperem!

Me solta! Me solta agora!

Espere!

Estou com o meu irmão, ele está ali! Deixem ele passar!

É o meu irmão!

Entrem ali, entrem ali.

Esperem! Esperem!

Só quero ver os pacientes! Apenas os pacientes!

Tudo bem, venham!

Venham!

Venham, vá!

Venha também.

- São meus pacientes. - Recuem, já disse.

Eles estão comigo, são meus pacientes.

Abra a porta! Abra, já disse!

Vá!

Deixem eles entrar, só os pacientes!

Vocês, venham!

Venham, entrem!

Deixem eles entrar! Apenas os pacientes!

Acabou!

Não leve a mal, mas ninguém quer você na água nesse estado.

Tudo bem, eu não vou. Mas me deixem sair.

Você está contagiosa!

Quem está com essas bobagens é você! Eu não estou doente!

Droga!

Vou chamar a mãe.

Eu não fiz nada.

Eu sei.

Vamos deixá-lo falar primeiro.

Você não falou sobre o tio, não é?

O quê?

Você não disse a ninguém que o Amin está lá em casa?

Por quê? Não entendo, o que isso tem a ver?

Alpha, fale mais baixo.

E então, sim ou não?

Acho que não.

Não fale dele com ninguém.

Promete?

Mas por quê?

A piscina é responsabilidade do professor de vocês.

E, francamente, é bem normal sangrar um pouco depois de tirar sangue.

Bom, não é a melhor hora para estar sangrando!

Você sabe disso melhor do que eu!

Então, o que minha filha fez de tão terrível que querem expulsá-la?

Nada. Ela não foi expulsa.

Então podemos ir?

Senhora...

Doutora...

Me dê só um minuto, por favor.

Muitos pais me ligaram, preocupados com a saúde física e mental dos filhos.

Estão todos abalados.

Tem alunos acordando à noite chorando, com medo de terem sido contaminados.

Deve ser horrível para você, eu imagino...

Mas será que você não poderia esclarecer as coisas para eles?

Mas...

Eu não tenho formação para isso!

Nós...

Ninguém sabe de nada.

Mas sabemos algumas coisas.

Você pelo menos poderia me informar sobre os resultados dos exames?

Pode contar comigo para não divulgar nada, claro.

Você enlouqueceu? Não acredito!

Eles vão me matar se eu ficar aqui.

Você está bem. Todos estão bem, está?

Não!

Ela deve ter levado um baita susto.

Quando éramos crianças, a pior lição era nos queimar ao tocar no fogo.

Que inferno ser criança hoje em dia...

Quando é que colheram o sangue?

Dia 27 de setembro.

Apenas duas semanas depois do contato com a agulha.

Fizemos o teste assim que possível. Disse que era urgente.

Mas duas semanas serão suficientes para detectar o vírus?

Se é que há um vírus.

É o mínimo. Mas sim, seria detectável após duas semanas.

Vamos repetir o teste.

Acho que não é necessário.

Sério.

Vamos repetir o teste.

Você acha que vai encontrar algo?

Tire a camiseta.

Faça de gato.

Miau, miau.

Não é para imitar o gato.

Curve as costas. Assim.

Respire fundo...

Segure. Pode soltar.

Mais uma vez.

Respire fundo...

Segure.

Pode soltar.

Mais uma vez.

Respire fundo.

Continue respirando.

Não consigo respirar.

Claro que consegue! Senão não conseguiria falar comigo.

Respira fundo, Alpha. Isso aí.

Mãe, estou com medo...

Não.

Deite-se de costas, querida. É a única maneira.

O que é isso? Estou sangrando?

Não, é só saliva.

Fique aqui à tarde.

Acorde.

Você tem uma filha, tem um irmão. Você tem uma filha, tem um irmão.

Você tem uma filha, tem um irmão...

O que está fazendo?

Vamos.

Não!

Não é nada.

Não muda nada.

Se algo acontecer com você, também vai acontecer comigo.

Droga!

Não aguento mais.

Seu quarto é muito pequeno.

Bom, você já ficou preso.

E...?

Você é muito exigente, para alguém que já teve que fazer suas necessidades na frente de caras de 200 kg.

"Amin, você tem visita!"

Isto é um consultório médico. Sua mãe tem pacientes.

- E daí? - Nem devíamos estar aqui.

Deveria estar na escola, não?

Não vê que estou doente?

Sim?

Não parece muito doente.

É médico agora?

Não entendo.

Quer ficar doente?

Fique quieta!

Este quarto é pequeno demais para você me falar assim.

E você? Por que ainda está aqui?

Não deveria já ter se arrumado?

Também não parece doente.

Só parece um drogado,

mas isso é uma escolha sua, não é doença.

É só uma desculpa, porque quer se matar, mas não consegue.

Sabe...

Não dá para dizer que estar aqui comigo seja realmente uma escolha,

não é?

Definitivamente não é a vida que eu sonhei.

Mesmo que eu tivesse tido uma escolha de verdade,

eu teria feito tudo...

Tudo!

Para não estar aqui.

Com você.

Ouvindo essas bobagens.

Vou anestesiar você para poder fazer a biópsia, tudo bem? Não vai doer.

Você tem saído?

Faria bem você pegar um ar no campo.

Ou ir simplesmente a um parque.

Como posso sair, se posso morrer por causa de um iogurte vencido?

Sinto que renasci como um mosquito.

A menina está na casa da mãe?

Não, está aqui.

Ela está fazendo os deveres de casa com as enfermeiras.

Posso ir vê-la?

Você vai vê-la quando engordar mais dois ou três quilos, está?

- Você tem medo que ela se assuste? - Não, ela não tem medo de nada.

Minha filha é um pitbull.

Exatamente, os cães farejam a morte.

Vou parar já, se é para ouvir essas bobagens.

Que idade ela tem agora?

Ela tem cinco anos.

Deve ser estranho passar o tempo num hospital, com essa idade.

Imagina nada, todo mundo adora ela! É a mascote da enfermaria!

Sim.

É...

É uma vida difícil para uma menina.

O que é isso?

Nada!

- Nada, o quê? - Nada, nada!

Pare! Deixe-me enfaixar isso!

Deixa para lá.

Eu senti.

Eu senti...

Isso aqui parece um zoológico!

Não sabia que além disso era preciso não incomodar os clientes.

Da próxima vez, escolha uma clínica de reabilitação cinco estrelas com jardim, está bom?

Querida, tome.

Você precisa beber, está desidratada.

Vamos, mais um pouco.

Mais um pouco.

Isso... Pronto...

Ainda vou me afogar!

Eu sei o que você está fazendo.

O que você quer dizer?

Não comecem com esse papo esquisito! Não tenho cinco anos!

Você sabe muito bem o que eu quero dizer.

Você age igual à mamãe.

Não vá por aí, Amin.

Você já acredita nessa história do Vento Vermelho?

Não se fala disso.

Do quê? O que ele disse?

Sério?

Pelo menos...

... a mamãe tem uma desculpa.

Ela é de outro mundo, outro meio.

E você?

Você é uma burguesa!

Ateia!

Médica!

- Qual é o seu problema? - O problema sou eu.

Ela está bem quando você não está.

Com você, a culpa é sempre de outra pessoa!

Pensei que os resultados tinham sido negativos.

Não podemos confiar nos resultados.

Há muitas variáveis.

E vai curá-la com água?

Isso não limpa!

Não exorciza nada!

Não lava o seu Vento Vermelho!

Só me deu vontade de me afundar ainda mais!

Para tentar esquecer...

que a minha família...

... que a minha família tentou me afogar!

E do que sei...

... continuo bastante possuído!

Vê o Vento Vermelho soprando em minhas veias?

O que é o Vento Vermelho?

Se voltar a falar no demônio

na minha casa...

Que você pensa que está fazendo?

Vai me expulsar?

Não se incomode, eu mesmo vou embora.

Fique aqui!

Fique aqui!

Qual é o seu plano?

Vai me manter aqui preso até a menina fazer 30 anos?

Desde quando você se importa com o seu próprio futuro?

Você não tem plano nenhum.

Não me provoque, Amin. Não me provoque.

- Por que não esquece disso? - Porque é assim mesmo!

E não comece, Alpha!

Também já estou cansada de vocês! Com vocês, sempre tem alguma coisa!

Com vocês dois!

Saia.

Saia daqui!

Vamos, anda! Vamos!

Onde você estava? Vem?

Vamos, preciso ir.

- Mas para onde vamos? - Só preciso de dois segundos.

Amin, vamos embora!

Mas onde estamos? Você está me assustando!

Me responda!

Me solta!

Eu não sou seu pai!

O que você quer?

Acho estranho você estar aqui.

Eu venho aqui milhares de vezes.

Mas não é a mesma coisa...

Eu pirei, Alph...

Juro para você...

Quase chorei esperando pelos meus resultados.

Pensei que era o meu fim.

Fiquei pensando como ia contar para minha mãe...

E aquele idiota do médico, em vez de me acalmar, ficou me dando sermão.

E eu pensava: "Mas eu sou virgem, poxa!"

E você é?

Não, estou negativo.

Não, virgem.

Sim.

- O que é isso? - O quê?

Não é nada.

Você pode apagar a luz, por favor?

Você fez isso por mim?

O quê?

Não... É o A do Adrien... Não seja boba.

Mas quando você fez isso?

- Logo depois de você. - No mesmo dia?

Por que você não me contou?

Por que você não me contou?!

O que você queria que eu dissesse?

Usamos a mesma agulha, Alpha.

Todo mundo pensou que você tinha pegado e...

Não queria que as pessoas me vissem do jeito que te viam.

Que me tratassem do jeito que te trataram.

E o escândalo que você fez, como se fosse morrer por minha causa!

Desculpe.

- Boa noite, posso ligar? - Sim.

Sim, mãe.

Desculpe ter te acordado.

A Alpha e o Amin estão aí em casa?

Liguei para casa, mas ninguém atendeu.

Estou de plantão à noite, ele ficou cuidando da Alpha.

Ele está melhor, mãe.

Sim, confio nele!

Não vamos começar com isso! Boa noite.

Boa noite, mãe.

O que você está fazendo aqui?

Isso eu que pergunto.

Vai para casa?

Nem sei para onde esse ônibus vai.

Você acha que é possível eu não ter nada?

Eu sei que você não tem nada.

Como você sabe?

Como? Só olhar para você!

Quando se tem isso, percebe-se.

Por que será que minha mãe acha que estou doente?

Principalmente ela! Achava que era uma boa médica!

Claro que ela é uma boa médica. É uma boa mulher, uma boa mãe, é por isso.

Às vezes, amar demais...

... enlouquece as pessoas!

Você pode me fazer um favor?

Enquanto ainda me ama um pouco?

Preciso tomar alguns remédios...

... para me acalmar, está bem?

Se eu adormecer...

... não me acorde.

Não, sério.

Aconteça o que acontecer...

... não me acorde.

Você faz isso por mim?

Não sei, então o que eu faço?

Por favor!

Espera aqui um pouco, já volto.

Fica aí.

Droga!

Você ficou louca?!

Não funcionou. Não sei o que fizeram. Talvez tenham cortado com cafeína.

Confiei minha filha a você!

Seu egoísta nojento!

Pára!

Pára!

Não é nada, está tudo bem.

Mamãe está aqui.

Estou aqui.

Não vai acontecer nada, estou aqui.

Não se preocupe!

Escuta, escuta bem...

Esconda-se aqui, está?

Esconda-se aqui, igual quando o Papai Noel vem trazer os presentes.

O Papai Noel vem?

Mas não é Natal.

Sim, mas...

Não te contaram que o Papai Noel

dá umas voltas extras para os meninos certinhos?

E quem é a menina certinha?

- Quem é? - Sou eu.

Isso mesmo, é você.

Não faça batota.

Nada de batota!

- Promete? - Sim, prometo.

Você não é meu irmão.

Ah é? Então quem sou?

Essa agulha está suja. Você não tem outra?

O que isso te importa? Pensei que você fosse um estranho ou sei lá o quê para você.

Digo isso como médica.

O que mais eu poderia pegar?

Já peguei o maior peixe!

- Você pode pegar uma infecção secundária. - Secundária? Isso quer dizer "depois"...

Com isso, não há "depois".

Qual era o seu plano em relação à Alpha?

Ela ficaria lá,

sozinha com seu cadáver?

Não responde?

- Não tem resposta. - Não tenho escolha.

Não sei...

Se quiser, posso ir morar com vocês.

Se insistir em me manter vivo.

Não vai me salvar, mas...

nós três nos divertiríamos, vendo TV e comendo sorvete...

Não posso passar meus últimos dias no hospital com os outros.

Não posso, Amin.

Não posso.

Não depois desta noite.

Não com a Alpha.

Ela é muito nova.

Não podemos expô-la a isso.

Você sabe bem o que pensarão.

Vai querer dizer...

esqueça as festas de aniversário...

Esquece as festinhas com as amigas...

Não posso fazer isso com você.

Nem mesmo por você.

Eu quero uma família normal.

Sem confusão, com quem todos se sintam à vontade.

Até as coisas se acalmarem.

Espero que não seja tarde demais para ela esquecer...

O quê?

A mim?

Tudo.

Também a você.

Para.

Droga...

Bom, deixa para lá.

Quer que eu te conte um segredo?

Presenciei uma cena.

Amin!

Não, não!

Amin, acorda!

Não, mãe! Ele não quer acordar! Ele não quer!

Larga ele!

- Acorda! - Não, mãe!

- Deixa ele dormir, por favor! - Larga ele, já disse!

- Acorda! Amin, acorda! - Não faça isso, por favor.

Fica comigo!

Deixa isso.

Eu prometi a você.

Não vou te deixar ir.

Me dá minha bolsa.

Eu disse, me dá a bolsa.

Me dá a bolsa!

- Me dá a bolsa! - Não!

Solta!

Solta!

Não faça isso!

O que você está fazendo?

Já nos despedimos.

Não.

Não.

Desculpe.

Posso?

Sim, claro.

Máscara e luvas?

Não precisa.

Então...

Sempre lindo, meu irmãozinho.

Vem cá.

Vem cá.

Quando eu digo que você é lindo, irmãozinho, é porque você não se acovardou hoje, o que já é um avanço!

Como você está se sentindo?

Isso não vai rolar no meu hospital. Eu mato você antes, não se preocupe.

Que cena é essa com a linguagem de sinais?

Vá! Abre a boca, preguiçoso!

Isso...

dói...

pare...

... droga!

Vou aumentar a morfina.

Li que tem um novo tratamento experimental que parece que...

Não...

me deixe acordado...

... desta vez.

Você é burro?

Você é completamente burro!

O que você está fazendo comigo? Amin, fique aqui!

Mãe?

Você está acordada?

Ele não pode ficar com a gente.

Deixe-o dormir.

Depois levamos ele para casa.

Não.

Eu sou muito nova.

Você mesma disse isso, lembra?

Sou muito nova, mãe, não posso.

Eu entendo, mãe.

Acabou agora.

Já passou.

Você fez tudo certo.

Abre a porta para mim, por favor.

Pai Inouva.

Pai Inouva.

Faça soar as pulseiras, mamãe.

Menina Ghriva.

Tenho medo do monstro na floresta.

Pai Inouva.

Pai Inouva.

Eu também tenho medo, minha filha.

Minha Ghriva.

Você está bem?

Sim.

Entende o que eu digo?

Só a canção.

Vou te levar para casa, meu irmão.

Nós também éramos muito jovens, sabe?

ALPHA

Um filme de

Roteiro

Produção

Produção

Co-produção

Produção Associada

Fotografia

Montagem

Música

Legendas Sara David Lopes

Adaptação pt-br: kephasmnc

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