Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O conflito numa relação é tudo.
Porque o nosso objetivo é resolver as coisas.
O diálogo é a solução.
Vamos lá.
São dois fantoches que vos representam.
Vamos pô-los a falar.
Mas não assim…
Não. Mais assim…
Eles têm de manter a calma. Vamos lá.
É uma coisa séria. Confiem em mim.
Tudo bem.
Apresentemo-nos.
Sou a Margaret e o meu marido está numa crise de meia-idade.
Sou o Nicolau, não estou numa crise, e não sou de meia-idade.
Ele está sempre a jogar videojogos e comprou uma mota.
Estou infeliz.
Mas quem é que é feliz?
- A doutora é feliz? - Cá me arranjo. Os fantoches, por favor.
O Natal deixa-me deprimido.
- Infelizmente, porque ele é o Pai… - Cansado.
Cansado.
Estás cansado? Eu trato de tudo.
Cuido da casa e dos miúdos.
Sou a adjunta na nossa empresa.
Trato do correio dele e, neste caso, não é pera doce.
- Queres ser tu a tratar disso. - Nunca me agradeceste.
- E tu nunca pediste desculpa! - Pedi-vos calma.
Vamos respirar.
Vamos relaxar.
Ele comporta-se como uma criança.
Mas já tenho duas crianças em casa.
Não lhe dê ouvidos.
Ela quer sempre a última palavra.
"Nicolau, faz isto. Nicolau, faz aquilo.
Nicolau, vem à terapia."
Nem queria vir. Sem ofensa. Valha-me Deus.
Achas que gosto deste trabalho?
Tinha outras ambições.
Não queria ser a assistente do Pai Natal.
Porque mencionou o Pai Natal? Porque disse isso?
Quando ela está irritada, chama-me isso.
E, nos nossos momentos íntimos,
ela chama-me "Urso". Ela tem a sua própria…
Podem dizer o que quiserem.
Chama-se confidencialidade profissional. Estamos a pagar um balúrdio.
Temos de lidar com o esgotamento do Sr. Nicolau.
- Sim. - E com o ligeiro delírio psicótico
- da Sra. Margaret. - Bravo.
- Delírio? Eu? - Sim, mas vai passar.
Chamaste-me "Pai Natal".
Doutora, pareço-lhe o Pai Natal?
Ele tem de passar por uma transformação.
Bem…
Não pensei nisso.
Sim, porque o coração dele ilumina-se.
Ele mete uma barriga grande, deixa crescer a barba, o cabelo…
Transforma-te nele. Mostra-lhe!
Que pena. Não temos mais tempo.
Transformar-se-á nele noutra altura.
- Sim, Nicolau? Eu espero por si. - Claro. Obrigado.
- Elfonso, conta-me. - Margaret.
Garante que chegas a horas amanhã. Vamos começar em grande.
O Klaus XVI está aí contigo?
Sim, está. Não te preocupes.
Não queremos que o Pai Natal desapareça.
ALARME ADIAR
Stella, Lampo, acordem!
Stella.
Stella, acorda.
Está bem, vou levantar-me.
Porque tens de me pontapear assim todas as manhãs?
Lampo, estás a jogar videojogos logo pela manhã?
És tal qual o teu pai.
Tenho de bater o recorde dele. Não serei humilhado por um boomer.
Certo. Agora, come. Come, por favor.
E essa sweatshirt?
Está a pedir misericórdia.
Vai sozinha para a máquina de lavar.
- Lavamo-la? - Sou contra o desperdício de água.
Dou cabo do pai.
Certo. Falta o pai.
Levanta-te, vá.
Nicolau.
MARGARET MORETTI INVENTORA DO ANO
Nicolau.
A borboleta dourada. Cuidado com a lagarta preta.
Qual lagarta preta? Sou a tua esposa. Olha aí. Estou aqui.
Querida.
- Olá. - Os miúdos estão prontos.
- Vamos. Estamos prontos. - Posso ir de mota?
Não vês quão desgrenhado estás? Não podes usar a mota.
O carro está um lixo.
Devia lavá-lo.
Sim. Já dizes isso há cinco anos.
Sim?
Não!
Tens o coro às 17h30.
- Pai, é a minha vez. Vá lá. - Toma.
- Stella? - Sim.
Vê se vens a pé.
Se tivesse telemóvel, talvez não te preocupasses tanto.
Outra vez a conversa do telemóvel.
Crescemos sem ele e correu bem. Certo, Nicolau?
- Nicolau! - Claro.
Sim, mas sou a única na escola que não tem um.
E não podes pedir ao Pai Natal por um. Que divertido.
Já sabes o que pensamos disso.
Que diferença faria? Também não podemos ter amigos.
Nunca disse isso. Só digo que é diferente para ti, porque…
Porque a tua família é um pouco diferente.
Stella, a nossa música favorita.
Que confrangedor.
Mãe? Mãe!
Deixa-nos na esquina.
- Não quero causar má impressão… - Stella!
… de mãos dadas…
Disse-te para ficarmos na esquina.
Nunca me ouves.
Que diferença faz?
Lampo.
Odeio-te.
Stella.
- Adeus, mãe. - Adeus, querido. Cuidado!
Klaus, adjunta. Estão um pouco atrasados.
Café?
Obrigada.
Muito bom. Vamos.
Continuem.
Vá, passa.
Como vai isso?
Está tudo bem.
Chegámos aos 2357 milhões.
Estamos quase nos 500.
Ótimo.
Limpa bem, sim? Obrigada.
- Casaco. - Casaco.
- Chefe. - Aqui vem o resmungão.
- Diretor. - Eu trato disto.
Olá, Elfio. Podes contar-me.
Sim, queria contar-lhe
que estamos muito atrasados na inspeção anual das renas.
Eu sei.
Falta polir os cascos, aveludar os cornos,
testes de colisão e um teste do balão para ver se conseguem voar.
E então?
Um simples elfo trabalhador como eu, mesmo que tenha sido eleito "Elfo do Ano",
não pode aprovar procedimentos desses.
Precisamos do Carimbo Dourado do diretor!
Eu sei. Eu trato disso.
Não! É meu.
Eu disse que levo isso.
Eu levo.
- Eu faço-o. - Não, é meu.
- Espera aqui. - Não me mexerei.
Não tenho dúvidas.
O que se passa aqui?
Não, não pares logo…
Meu amor.
Meu amor.
- Estás a usar kajal. - Não. Só um pouco.
O que estás a fazer?
Esta é a minha nova banda. Os Natallica.
Podemos tocar hoje na Aldeia de Natal.
Sim?
Desde quando o Pai Natal tem uma banda?
Também sou o primeiro com esposa e filhos.
Nâo é uma boa altura. Não é.
O Carimbo Dourado?
Não sei.
Podes ajudar-me a encontrá-lo? O Elfio está em cima de mim.
- Cá está. - É isso?
Meu amor.
Tenho mesmo de ir à Aldeia de Natal?
Estou com um esgotamento. A terapeuta confirmou.
- Escuta. - O que foi?
Trabalhas um mês por ano. Um!
Sim, mas no dia 24 de dezembro, faço uma tour mundial em 12 horas.
É stressante, não é?
Stressante? Estás a dizer-me isso? Eu trabalho.
Sou mulher trabalhadora e tenho dois filhos.
- Não me irrites! - Não.
Não me irrites.
Também tocamos outros estilos.
Volta ao trabalho!
Que stressante…
ALDEIA DE NATAL
O que é isto?
"Brilha outra vez."
É maravilhoso.
RESERVADO
É muito deprimente, Nicolau.
- Quem é? - És uma sombra de ti mesmo.
E diria mesmo… bastante tocado.
Conseguia sentir o cheiro de hidromel a um quilómetro de distância,
mesmo sem o meu pequeno nariz apertado.
Olá, Befana.
Deprimido, cansado, letárgico…
Porque não deixas o Natal para aqueles que ainda acreditam nele?
Porque o Pai Natal está no topo na taxa de aprovação das crianças,
e têm medo de ti.
Graças a Deus.
Deixa-me que te lembre que, ao contrário dele,
eu sou meritocrática.
Faço a distinção entre quem se portou bem e mal.
E o Pai Natal é democrático.
E toda a gente o adora.
Que triste.
Esposa.
Secretária, advogada, cuidadora.
- Cuidadora… - Uma grande mulher
por trás de um pequeno homem.
Eras uma fabricante de brinquedos tão promissora.
Inventora, por favor.
Deve ser frustrante viver na sombra do Pai Natal.
Nâo sei, diz-me tu.
Mas eu não sou esposa dele. Graças a Deus.
A verdade é que tens inveja da nossa família.
Só sinto inveja de uma família feliz, minha querida.
Que troca de ideias tão interessante.
Mas as crianças estão à espera, devíamos inaugurar.
- Isso mesmo. - Eu vou, com a tua licença.
Com a tua licença.
- Querida. - Vá, transforma-te.
Põe esta coisa aqui.
- Põe… aqui. - Depressa. Sim.
Tenho de te dizer algo importante.
Marquei um fim de semana num spa maravilhoso, só para nós os dois.
- Sim? Para quando? - Para agora!
- Agora? - Sim!
E voltaremos a fazer as nossas coisas. Tenho saudades disso.
Nicolau, é altura para isso?
- É? - Porquê?
Estão crianças à tua espera. Centenas delas.
Não consigo fazer.
Para com este disparate. Finge como toda a gente.
- Sorri. - Eles saberão que não estou bem.
Já não sinto o espírito natalício.
É tudo um negócio, é stressante…
Não consigo.
És o escolhido.
Escolhido pelo mundo mágico.
É a lei do brilho do coração.
Já não funciona.
Bate como o meu bate.
Vá, transforma-te nele.
Vá, anda lá.
Está bem.
Isto deixa-me cada vez mais cansado.
- O toque final. - Estou cansado.
- Que foi? Espera. - Está tudo bem.
Pronto. Ótimo. Vá, come. Está a ficar tarde.
- Sim. - Come.
Dá-me uma mãozinha.
Está tudo pronto. As crianças estão à espera.
Isso é açúcar?
Vai, Elfo. Vai.
Vai, vai.
Vai.
Deixa-me ver uma coisa.
- Vá, vai. - Por aqui.
Algo a dizer sobre o Natal?
Viva o Natal.
- Aqui. - Aproxime-se.
Dê-nos um grande sorriso, Pai Natal.
Sim. Elfonso!
Aqui, Klaus.
- O que é isto? - Tesouras mágicas.
- Patético. - Abominável.
- Velho macaco. - Inveja?
Chanfrado.
Tesouras.
Mão.
Um sorriso.
- Befana, Befana… - É verdade, Pai Natal?
Sem força. Nada.
Não, o trono é por ali.
Cabeça de vento.
Befana, obrigado por vir.
Vemo-nos a 6 de janeiro, o último dia da Aldeia de Natal.
Vemo-nos na Epifania.
- Que tal uma plástica? - Befana, que idade tem?
Muito stressante.
Adeus.
Estás a mirar a minha mulher?
Vemo-nos a 6 de janeiro.
Vai!
Olá, Pai Natal. És o verdadeiro?
Está escrito lá fora. Não sabes ler?
Não, tenho cinco anos.
Aprendi aos três.
Não és muito simpático.
Volta para o teu papá. Vai lá.
Andrea, que aconteceu?
Quão longa é esta fila?
Gostaria de ter um dinossauro.
Estão extintos. A humanidade também se extinguirá.
Ele só tem de conceder desejos e sorrir.
É assim tão difícil? Concede desejos e sorri.
Estou tão nervoso e stressado.
Onde é que…
Está aqui.
O que queres para o Natal?
- Um supercarro. - Também queres um piloto?
O que está ele a fazer?
O que é isso?
É sumo mágico.
Faz-me sentir o espírito natalício.
Pai, ele cheira mal como o tio.
Então, pede ao teu tio para te comprar um supercarro.
Porque vieste se não queres trabalhar?
Na verdade, não queria vir.
Eu esgano-te.
Assustas-me tanto, Margaret.
Próximo.
- Olá. - Olá.
- O que queres para o Natal? - Posso voltar a ver a minha mãe?
Vais vê-la quando voltares a casa.
Não, ela está no Céu.
Voltarei a vê-la?
Não, ele vai-se embora.
Aonde vai ele?
Aonde vais?
Espera, espera!
- Está a fugir. Talvez vá à casa de banho. - Com a mota?
É estranho.
Sabes o que aconteceu na Aldeia de Natal?
Sim.
Vi tudo na mesa mágica.
Seja como for, gravei tudo.
Lindo menino.
Sempre te subestimei, Toyboy.
És tão linda.
Em ambas as versões.
Eu sei.
O teu gorro é tão sexy.
Vai para o teu quarto, já.
Mete-te em modo vibração e espera por mim lá.
E não tires o gorro.
Às tuas ordens, Sabrina.
Nicolau.
Nicolau.
"Sim, escrever uma carta é para cobardes.
Mas se falar, não me ouves.
Garanto-te, é horrível ter a responsabilidade
de um evento tão importante como o Natal.
E estragá-lo, só porque o teu coração parou de funcionar.
Nasci Nicolau, mas nomearam-me Klaus XVI.
O mundo chama-me 'Pai Natal'.
Tenho três nomes, mas, ainda assim, não sei quem sou.
Perdoa-me, se possível, e lê a carta aos nossos filhos.
Eles têm de compreender que os pais não são super-heróis.
Nicolau. Klaus. Pai. Urso."
O QUOTIDIANO ÉLFICO "KLAUS XVI ABANDONA A ALDEIA DE NATAL"
Já viste?
Sim. Escreveram tantas coisas.
Acham que ele é mentalmente instável.
- Estamos perante uma shitstorm. - Uma quê?
Uma shitstorm. Uma… uma… uma tempestade.
Na verdade, não. Um nevão.
- Um nevão de mer… - Isso foi claro.
Como está o Klaus?
Mãe, é tarde.
- Sim… - Estou esfomeada.
O Klaus teve um colapso nervoso
e um esgotamento.
E então?
Emitimos um comunicado de imprensa.
Sim, mas o que escrevemos?
O que escrevemos?
Que o Pai Natal tem o direito de estar deprimido!
Sim, eu percebo, mas…
- É a adjunta? - Sim.
Preciso do Carimbo Dourado para a inspeção.
Pode ser noutra altura?
- É para o trenó. - Mais tarde.
Está tudo bem?
Está tudo sob controlo.
Está bem.
E o pai?
O pai foi para o escritório de mota.
O pequeno-almoço?
Tomamos no café.
Tenham um bom dia.
- Obrigada. - Adeus.
Adeus, Lampo.
Porta-te bem.
O Pai Natal passou-se.
Que fatela e patético. Que falhado.
Nâo sabem nada sobre o pai.
A quem chamaste "falhado"?
Lampo!
Estou muito preocupado.
Diretor!
- O diretor? - Não sei.
Caros elfos, está tudo bem. Acalmem-se.
Não se preocupem, porque…
Não acreditem no que leem nos jornais.
São mentiras.
O Klaus está muito chateado. Ele veio cedo para o trabalho.
O que está ele a fazer?
Vamos perguntar-lhe? Vamos.
Klaus!
Estás aqui desde manhã.
Daí não teres tomado o pequeno-almoço.
Diz que está a trabalhar desde a alvorada.
Está muito cansado. Por favor, não façam barulho.
Vamos escutar.
Claro, Klaus. Claro. És muito simpático.
E também disse que tudo ia pelos ares sem mim.
Está na hora de fazerem os vossos turnos.
Ótimo. Ouviram? Aos vossos turnos! Já.
- Sejam alegres, felizes e sorriam. Vamos. - Vamos.
- Elfio, vai. - Preciso do Carimbo Dourado para o trenó.
Trabalhas aqui há séculos.
Estavas cá no tempo do Klaus Americano.
Ele era muito divertido.
Adjunta, não! Adjunta…
Leva isto para o 14 326.
Coronel Azzato, por favor.
Bem-vindo.
Boa noite. Olá. Tenho uma reserva.
Estávamos à sua espera, Nicolau.
Como sabe o meu nome?
Li-o no seu formulário de reserva.
- Certo. - E veio ao sítio certo.
Aqui, a sua alma ficará iluminada com imensidão.
E o seu coração voltará a brilhar.
O senhor é-me familiar.
Não.
Sou um perfeito desconhecido.
- Levo isto para o quarto? - Não. Fica aqui
- e trata da receção. - Claro.
- Eu levo-o ao quarto. - Obrigado.
- Vamos, estamos quase. - Sim.
- O Nicolau é alto. - Sim.
Esguio.
Deixe-me falar-lhe das regras do nosso estabelecimento.
São algumas, muito simples.
Aqui, neste lugar,
pode fazer o que quiser.
Vá ao banho turco ou à sauna.
Também pode "apepinar-se".
- O que é isso? - Pôr pepinos na cara.
Pepinos por todo o lado.
Pode fazer uma massagem com pedras quentes.
Fazemo-la de maneira diferente, à distância.
Chamamos-lhe "apedrejamento".
Se também quiser fazer a depilação,
passa a chamar-se "depilação com pedras".
- Dói? - Não.
Faria de uma vez por todas.
E uma condição imprescindível
é que não pode usar o telemóvel nos nossos spas.
E se precisar de ligar aos meus filhos?
Apenas em caso de verdadeira emergência.
Pode dar-mo.
- Aqui tem a chave. - Sim.
Tem a certeza de que nunca nos conhecemos?
Já foi a Génova?
- Sim. - Eu não. Vê? É impossível.
- Ligue-me se precisar de alguma coisa. - Obrigado.
Olá. Ligou para o Nicolau. Deixe mensagem a seguir ao toque.
Por amor de Deus!
Nicolau?
Bom dia.
Befana.
O que fazes aqui?
Sabrina, por favor.
Não vieste de vassoura?
Estou a recarregar. E também faz bem fazer exercício.
Afinal, tenho cerca de mil anos.
O Klaus XVI?
Está ocupado.
A fazer o quê?
A enfrascar-se?
A agredir miúdos e a fugir na mota?
A desaparecer?
Ele também pode estar deprimido.
Margaret, deixa-me assumir o Natal
e o Nicolau recupera.
O Nicolau está bem.
Vê-lo-ás quando acendermos a árvore a 8 de dezembro.
Nâo sei. Ele estava em mau estado naquele vídeo.
Vá, diz. O que queres?
Só falo com o Klaus XVI.
Desta vez, terás de falar comigo, a adjunta e sua esposa.
Dizemos a toda a gente que o Pai Natal tem esposa?
Não quebres as regras do mundo mágico.
Não arruínes a reputação do Klaus XVI.
O Klaus XVI é o único a arruinar a sua própria reputação.
Adeus.
Só estás a fazer isto para te apoderares do Natal.
Achas que sou assim tão má?
Sim.
E tens razão.
Elfonso!
Elfonso!
Porque desapareceu?
Perdeu o espírito natalício.
Sim, mas volta a 8 de dezembro para acender a árvore.
- Não sei. - Não?
Ótimo.
Precisamos de um substituto.
- Um ator? - Não.
Podiam reconhecê-lo.
Precisamos de alguém parecido com o Nicolau
ou alguém melhor.
- Vamos para dentro. - Sim.
- Obrigada. - De nada.
Que tal?
O quê? Quem?
Este lugar. Gosta?
Claro.
O que acontece aqui fica aqui.
O que devia acontecer?
O que…
Bem…
Olá.
O que te aconteceu ao olho?
O diretor ligou-te. O Lampo andou à bulha.
- Com quem? - O que aconteceu ao pai?
Vimos o vídeo na escola.
São notícias falsas.
Não acreditem nesses disparates.
O pai foi inspecionar as renas, como é hábito.
Porque não nos contou?
Teve de ir à pressa.
Disseste-nos que foi para o escritório.
Porque se tinha esquecido do Carimbo Dourado.
Já sabem como é o vosso pai. É um esquecido.
Vão divorciar-se, não vão?
Não.
Não, de maneira alguma.
Vês? Eu disse-te.
Podemos ligar-lhe, mãe?
Não, ele não tem rede onde está.
Ajudem-me a pôr a mesa. Está a ficar tarde.
Não tenho fome. Vou para o quarto.
Stella!
Pizza?
Que bom. Obrigado.
Não, já vi pior. Muito bom. Bela barba.
Obrigado.
Obrigado. Olha para as sobrancelhas dele.
Não tinha nada vermelho?
Obrigado.
Obrigado.
Quantos são?
- Então? - Temos muitos candidatos.
- Isso é bom. - Sim.
Demasiado estiloso.
Demasiado magro.
Este parece maluco. Onde os arranjaste?
Não podemos chamar o Pai Natal de volta?
Não é assim tão simples.
Claro que é. Façam as pazes.
Elfonso, as coisas não funcionam assim entre os humanos.
- Não? - Não.
Nas relações, é preciso manter a calma.
E o outro está sempre errado.
Margaret, devias pedir ajuda neste tipo de situações.
- Ajuda? - Sim, ajuda.
Não preciso de ajuda. Sou determinada,
organizada e prática.
Só preciso de um palerma
que vista o casaco vermelho, assine o acordo,
e aceite dinheiro. Fui clara?
Muito.
Ótimo. Vamos começar.
Às tuas ordens.
Venham, senhores.
Calma. Um de cada vez.
Bom dia.
Ação.
Por favor, não nas orelhas.
- Não. - Não.
De baixo para cima.
Aproxima-te.
Pagam em dinheiro?
Obrigada.
Começa a gravar.
Próximo. Obrigado.
Gosto deste.
Como assim? Estou contratado?
É ele.
Isso! Força para mim!
Eu sabia. Levantei-me, hoje de manhã, e disse: "Vais enganá-los."
Gostaram de mim?
- Chama-se Nando. - O nome é questionável.
- O resto é inaceitável. - Não concordo.
Margaret.
À primeira vista, pode parecer o Nicolau.
Mas é maltrapilho.
E quando fala…
Inventaste estes brinquedos?
Sim, mas deixa-os onde estavam.
- São muito fixes. - Obrigada.
- Até recebeste um prémio. - Eu sei.
Deixa aí. Não toques.
Quem estamos a enganar?
Toda a gente.
Eu trato dele. Eu treino-o.
Confia em mim.
Sim.
Bravo.
- Caríssimo Nando… - Sim?
Klaus.
Onde estás tu?
Talvez não haja rede.
Não Encontrado
Está inacessível.
Estranho.
Por norma, o coração dele tem sempre rede.
Vou continuar.
Desculpa o atraso.
Tínhamos uma marcação?
Não.
Mas estamos os dois sozinhos. Podíamos comer juntos.
Mas posso ir-me embora.
Não, agrada-me ter companhia. Sem problema.
- De certeza? - Sim.
- Faz favor. - Certo.
Espera, desculpa.
Podes segurar nisto por um instante?
Obrigada. Fazem-me comichão.
Certo.
Estou esfomeada.
Acho que quero… Não sei. Um de cada.
- E tu? - Não sei. Talvez quinoa e cenouras.
O detox está na moda, mas…
Só se vive uma vez.
Claro.
- Já sabem? - Sim.
Sim.
Dê cá.
Espera.
À quinoa.
- Arriba, abajo. - Arriba, abajo.
- Al centro, pa' dentro. - Al centro, pa' dentro.
Que pateta.
À nossa.
- Olá. - Olá, miúdos.
- Uma declaração para a imprensa? - O Pai Natal chegou!
Depois. Obrigada.
- O Pai Natal chegou! - Ajeita a barba.
- Sigam-no! - Olá, Pai Natal!
- Filmem tudo! - Direto à árvore.
Não pares.
- Dá-me um autógrafo? - Chegou agora.
Depois.
Pai, porque está o Pai Natal de óculos de sol?
Por ter uma infeção no olho.
O trenó, o ozono, o pó.
- Olá. - Feliz Natal.
Direto à árvore.
- Pai Natal! - Olá!
Quero muitos presentes.
Logo vejo o que posso fazer.
Este é o dinheiro que a fada dos dentes me deixou. Queres algum?
Claro, meu pequenote desdentado. Estou esfomeado. Dá cá.
- Dá-me isso. - Ele deu-mo.
- Não te atrevas. - Ele deu-mo!
Ele tombou.
Vá, levantem-me. Depressa.
Está tudo bem.
Feliz Natal.
Crianças,
vamos acender a árvore?
Sim!
Vamos começar a contagem?
- Sim! - Sim!
- Cinco! Quatro! - Cinco! Quatro!
- Três! - Três!
- Dois! - Dois!
- Um! - Um!
Feliz Natal!
Feliz Natal!
- Lamento incomodar. - Diga.
- Vamos fechar. - Está a…
Porquê? Que horas são?
- Bastante tarde. - Lamento.
Vem cá.
Vem cá.
O que foi?
Tenho uma ideia.
Diz.
Já fizeste algum assalto?
Como assim?
É bastante tarde…
- Não. - Talvez seja hora de…
- … ir para a cama. - Espera.
És misterioso.
Está algo a incomodar-te.
Podes contar-me. Sou uma ótima ouvinte.
Estou de coração partido e não sei como consertá-lo. É isso.
Parece que está a bater rápido.
Como o meu.
Escuta.
Claramente, és uma rapariga atraente.
Mas não posso. Não seria justo.
É melhor ficarmos amigos.
- Toma os teus collants. - Obrigada.
Então, boa noite.
- Adeus. Obrigado. - Adeus. De nada.
Estou?
Queria fazer uma chamada urgente para a minha esposa. Como o faço?
Dois zeros antes do número? Muito obrigado.
Tocam os sinos…
Não parece um pouco magro?
Ele é um pouco magro. Bem, é discutível.
É um caso difícil.
Ele está a acordar.
Olá, Nicolau.
Ou devia chamar-te "Klaus XVI"?
Deves estar a pensar: "Onde estou?"
"Porque estou aqui?"
"Quem somos nós?" "Onde estamos?"
E: "A que horas joga a AS Roma?"
Mas não estás aqui para fazer perguntas.
Queres obter respostas.
Se não lhe tirares aquilo, não percebo nada.
Vá, tira isso.
Vai lá.
Quem são vocês? Quem vos enviou?
Foi a Befana?
Somos teus amigos, amigos do Natal.
Não querias reviver, regenerar,
recuperar o teu espírito natalício?
- Sim. - Estás no sítio certo.
E, além disso, passaste no primeiro teste.
Que teste foi esse?
O primeiro teste.
- Qual foi? - Estás a fingir que não sabes?
Vá lá.
Estás muito diferente.
É mais confortável.
- O que estamos a fazer? - Exato.
Estás pronto para o próximo passo?
No que consiste o próximo passo?
A única coisa que tens de saber
é que voltarás a ser o Pai Natal.
- Não faças essa cara. - Qual cara?
- Já vieste com essa cara? - Sim.
Sendo assim, deixemos isso.
Ainda aqui estou, como um rochedo.
Ele teve uma crise adolescente e fugiu.
O seu marido fugiu?
Sim, o meu marido é o Nicolau, o Klaus XVI, o Pai Natal.
Não, por favor.
Todos nós vimos o Pai Natal, ontem, na televisão, a acender a árvore.
Agora, repita comigo: "O meu marido não é o Pai Natal."
Esse não era o Pai Natal verdadeiro.
Era um vendedor de rua que escolhi para o papel.
- O Pai Natal é um vendedor de rua? - Não.
O Pai Natal é o Nicolau. O vendedor estava a substituí-lo.
O meu marido não percebe quão importante é este cargo.
Talvez o seu marido tenha abandonado a família porque continua com esta par…
Com esta coisa.
Mas o problema não é família. Quer dizer, também é.
O que importa é que as crianças de todo o mundo contam com ele.
Não as desiludirei.
Ele achou que me mandava ao tapete, mas não vou.
Está bem?
Aliás, sabe que mais?
Está na hora de ser reconhecida por todo o trabalho que faço.
Trabalho muito, já lhe disse isso.
Posso ser um exemplo para muitas mulheres.
Gostava de contar a minha história, mas não posso. Percebe?
As regras do mundo mágico não permitem.
Não posso dizer que sou a esposa do Pai Natal.
Não. Não pode dizer que é a esposa do Pai Natal.
Tem de seguir as regras do mundo mágico.
Sem dúvida. Eles não perceberiam.
Mas isto é errado.
É errado. O mundo tem de saber que o Natal
não é apenas coisa de homem.
Se me permite,
não acho que esse seja o seu problema. É apenas a ponta do icebergue.
Eu trabalho num icebergue. Lamento, tenho de ir.
Então, agora trabalha num icebergue?
Sim. Conto-lhe melhor noutra altura.
Mal posso esperar.
- Adeus. - Adeus.
O seu primeiro teste de recuperação.
- Geopolítica natalícia. - Ou seja?
Artigo primeiro da Constituição do Natal.
O Natal é família e…
E a família é…
- Por favor. - É Natal!
Então, agora, conta-me sobre um Pai Natal
do século XV.
Certo. Bem, quer dizer…
- Não sei. Deixem-me… - Diz.
- Leonardo da Vinci. - Bravo! Vês?
- Acertaste logo. - Fico feliz.
- Mais uma pergunta. - Sim.
Quantas crianças,
neste preciso momento, em zonas de guerra e sob bombardeamentos,
podem escrever uma carta ao Pai Natal?
Não sei.
Nenhuma.
- Nando. - Sim?
Com o que deves, pensei que tinhas desaparecido.
Que homem com pouca fé.
Sou um homem mudado. Vejam bem!
As bebidas são por minha conta.
- Inacreditável. - Sabes bem.
Força.
Como te chamas?
- Então? Sabrina. - Sabrina.
Que bonito nome, Sabrina.
- E quem és tu? - Eu?
Chamo-me Nando.
O que fazes, Nando?
És importante, não és?
Se ao menos eu pudesse falar. Mas estou de mãos atadas.
- Gosto de mãos atadas. - Gostas, não gostas?
Conheço os nós todos.
Sabes como me chamam? "O Marinheiro de Trastevere."
Gostas da minha mulher?
Se lhe tocas com um dedo, és um homem morto.
- Posso ver? - O quê?
- Os nós. - Os nós.
- Claro. Para onde me levas? - Anda.
Há alguma sala de recreação? Vamos!
- Anda, anda. - Sim.
Para onde me levas?
- E estes? - O que vamos fazer com estes?
Vira-te.
Não era suposto amarrar os nós aqui?
- Deixa-me ler-te os direitos. - Lê o que quiseres.
Podes ler-me tudo, até as Páginas Amarelas.
Isso. Mexes-te tão bem.
Que linda que és.
Isso.
Que se passa?
És feia!
Quem és tu?
Nossa senhora! Quem és tu? O Polifemo?
- Temos de conversar. - Sim.
E se não colaborares…
Eu conto tudo. Juro pela Banda della Magliana.
Mas livra-te deste Polifemo.
Meu Deus, és tão feia.
Margaret.
Befana, o que fazes aqui?
- O Ferdinando contou-me tudo. - Quem é o Ferdinando?
O impostor, o traste, o vendedor ambulante.
E gravei a confissão dele, só como prevenção.
Dá-me o grande Carimbo Dourado, Margaret. Trata disso.
- Nunca te darei o Natal. - Pensa nisso.
Podias ser a minha adjunta.
Um lobby feminino, está muito na moda este ano.
E, sejamos francas, não precisamos de um homem.
Podias voltar a ser inventora.
Acredito no teu talento.
E se não o fizer?
Serei forçada a contar ao mundo que o nosso querido Klaus XVI desapareceu.
Nunca o farias. Já o terias feito.
Tens 24 horas para pensar na minha proposta.
És uma aspirante, uma oportunista, uma egocêntrica que pisaria qualquer um
- para alimentares a tua alma sombria. - Sim!
É assim que gosto de ti. Aguerrida!
Mas despacha-te. Tens 23 horas e 59 minutos.
Tiquetaque, tiquetaque.
Bruxa!
Se te disser…
Rua Saragozza 27.
O pequeno Sergio e a sua irmã Estella.
- Abajo. - Abajo.
Número 27, abajo.
- Não percebo. - Deixa-me ajudar-te.
A capital da Nicarágua.
- O que tem isso a ver com o Natal? - Manila!
Manila. Sim, Manila.
- Manágua. - Manágua. Vês? Não sabes.
Quando tens de carregar o teu G…
- O GPS. - O GPS do trenó. Como o fazes?
Não sabes os dados nem a geografia.
A Margaret trata dessas coisas.
Mas a Margaret não está aqui. Tens de inserir os dados.
Tens de ser tu a tratar disso.
Está bem, vamos.
- Quero ajudar-te. - Força.
Rua Arquimedes.
Bairro Parioli, Roma. Fácil.
Sim, mas quando chegas à bifurcação,
é um sentido para baixo ou para cima?
- Não sei. - Vês? Não sabes.
Tens de estudar.
Eu trabalho.
Não gostas de chinês?
Não, sou de Quadraro.
Ele é de Quadraro. Ando a ensinar-lhe há séculos.
Não concordo, de todo.
Não podemos arriscar. Não temos tempo. É a única solução.
- Elfio. - Diga.
Elfio, preciso de ti.
Adjunta, toda a gente precisa. Conte-me.
Reúne todos os elfos.
Este ano, vais ser tu a entregar os presentes.
- O quê? - Sim.
O Klaus quer que o faças. Ele não pode, de momento.
- Porquê? - Porque… Porque… Porque…
Porquê tanta pergunta, Elfio?
Não é o teu sonho desde sempre?
Entregar os presentes pessoalmente?
- Sim, é. - Pois, então, não sejas hipócrita.
É uma promoção. Pensa assim.
És ou não és o Empreguelfo do Ano?
Não sei se estarei à altura, Margaret.
Meu querido Elfio.
Vêm aí nuvens escuras.
Vi coisas que vocês, elfos, nem acreditariam.
Trenós de combate em chamas,
em pleno mar, junto às fortalezas…
- Esses mesmos. - Esses mesmos.
Flocos de neve a cintilar na escuridão do Polo Norte.
E vi presentes perdidos, como lágrimas na chuva.
- Temos de os entregar. Agora. - Precisamos da autorização.
Aqui tens.
Vai.
Às suas ordens, obrigado por confiar em mim.
Margaret, nunca entregámos presentes a 13 de dezembro.
Eu sei. Mas é a única hipótese de nos anteciparmos à Befana. Certo?
Fazendo isso, talvez a Befana não nos possa chantagear.
Bravo. Esta é a estratégia certa.
Nunca funcionará.
Cesto!
Estes estão prontos. Para as entregas.
Meus caros empreguelfos,
respeitáveis colegas,
peço-vos a vossa atenção.
O Klaus XVI precisa de nós.
Este ano, serão os elfos a entregar os presentes às crianças.
Nunca o fizemos. Que giro.
Sim, vejam.
O grande Carimbo Dourado.
Temos de trabalhar juntos.
- Pelo coração do Natal! - Pelo coração do Natal!
Olá.
Está aí alguém?
Desculpem.
Aquela criança vive…
O Boytoy?
Ele não é uma criança.
É a minha inteligência artificial.
E chama-se Toyboy.
- Quem te enviou? - O Pai Natal.
O meu carro telecomandado.
Desculpem, tenho de ir. Estou com pressa.
O rock não morre.
Com licença.
O que está a Margaret a fazer? Passou-se?
Estamos a 13 de dezembro.
Mas tu…
Pediste um presente ao Pai Natal, seu cabeça de vento?
É a concorrência.
Mas não é o que queria.
Ótimo.
Presentes errados no dia errado.
Luzia?
Luzia?
Santa Luzia?
Luzia, que bom ver-te.
Aliás, Santa Luzia, como dizemos no norte.
No Céu, aliás.
Porque veio cá?
Onde está o Klaus XVI?
O Klaus foi fazer a inspeção das renas.
Marga, achas que sou estúpida?
Não, Santa, não. De maneira alguma.
Sabes que dia é hoje?
Hoje…
Faltam 11 dias para o Natal. Hoje é dia 13 de dezembro.
Exatamente.
É o dia da Santa Luzia.
- E eu sou ela. - Tudo bem. Nem me ocorreu.
Sou eu quem entrega os presentes às crianças de todo o mundo no dia 13.
"De todo o mundo"? É um pouco exagerado.
São 20 cidades ao longo do Rio Pó.
Não brinques comigo.
Devias saber que sou a padroeira dos olhos.
Vejo tudo.
Acho que nos estamos a confundir.
Estou nesta área de trabalho desde 400 EC.
E nunca me confundi.
Quiçá este não é trabalho para ti.
Luzia, podes parar com este disparate?
Todos sabem que és de Siracusa.
E tu, Margaret,
não só recusaste uma proposta irrecusável
como também passaste por cima da tua grande amiga.
Nem sei o teu nome. Sabrina, Befana. Não sei.
Querida, vá lá. Conhecemo-nos há 780 anos.
Então, devias saber
que estou irritar-me.
E quando me irrito, armo confusão!
Ciuri, ciuri!
Devia ter percebido que tinha que ver contigo.
Não, Margaret. Foste tu quem fez tudo isto.
E, agora, pagarás as consequências.
EUA
ISLÂNDIA
JAPÃO
RÚSSIA
CHINA
ITÁLIA
Então…
Mais um teste.
Todos os Pais Natal têm de saber,
de cor e salteado, como funciona cada brinquedo.
Tens muito que fazer.
Até há um que ensina as crianças o cheiro das coisas.
Depois, temos estes…
Aqui está um animal.
Esse…
O Cubo de Kubrick.
Este é peculiar. É divertido, mas difícil.
Muito bem, eu…
- Deixo-te a sós. - Certo.
- Desfruta do teu trabalho. - Adeus.
Não me parece trabalho.
Estes…
Vamos escutar…
… um pouco de música.
E isto, inevitavelmente, vai para… Isso mesmo.
Como correu?
Bem, admito que me diverti.
Deves conseguir transformar-te no Pai Natal.
Posso tentar.
Não tentes. Faz e pronto.
Pensa numa memória boa.
Uma que te aqueça o coração.
Ele deu-me um cupão para o spa.
Ele deu-me champô para cabeças carecas.
O Pai Natal está maluco.
Traidor infame.
A quem é que chamaste traidor infame?
Lampo!
Margaret, eu disse-te que não era boa ideia.
Adjunta, não tem de me agradecer.
Pés para baixo!
- Alguma coisa de mal? - Tudo.
A bruxa mais maléfica do mundo está a ameaçar-me
enquanto uma santa muito chateada está a inundar a cidade.
E é tudo culpa tua!
Eu avisei que não estaria à altura.
- Sabes o que vai acontecer? - O quê?
Vais reembolsar cada presente. Agora mesmo.
É impossível. Veja o nevão.
- Fá-lo-ás. - Não.
- Porque está a diretora a ligar-me? - Não.
Olá, diretora.
Penteamos as renas?
Eu vou.
Os seus filhos causaram um motim.
E isto é inaceitável e injustificável.
É embaraçoso.
Vá, desembucha.
Ele insultou o pai.
O Pai Natal não é teu pai.
Pois não, Lampo.
Que exemplo têm em casa?
Têm problemas de controlo de raiva.
Provavelmente, não conhece bem os meus filhos.
Talvez você não conheça.
Há quatro crianças que atestarão que foi ele.
Aqui, não toleramos qualquer tipo de violência.
Vamos rever os métodos educativos?
Sim, não, bem, só quero dizer uma coisa.
Na verdade…
Na verdade, é muito difícil lidar
com duas crianças…
Eu lido com 600 crianças, 400 delas a tempo inteiro.
Introduzi as sextas-feiras de sushi e sashimi.
Que bom para si. Queria dizer que é difícil gerir e educá-los
quando se tem uma empresa para gerir
e um marido que…
Ele vai numa viagem de trabalho pelo Natal. Sabe?
Ainda está presa ao mito da feminista antiquada
que se acha a Super-Mulher
e que carrega tudo aos seus ombros?
Faz tudo isto porque nunca pediria desculpa?
Isso é um disparate! Lamento!
- Mãe. - Não dê sermões.
O que é certo é certo.
De acordo com a nossa política, não são permitidos palavrões.
Está suspensa.
E então? Não sou um dos seus alunos.
Então, suspendo os seus filhos, está bem?
Sem aulas em dezembro, ou atividades extracurriculares, incluindo o coro.
- Não! - Não!
- A senhora é má. - Sim, a menos que peça desculpa.
- Nem pensar. - Sendo assim…
Saia daqui, #gameover.
Vamos.
Vamos. Vamos!
Eu consigo.
Eu consigo.
Não consigo.
É inútil. Não vou conseguir. É uma perda de tempo.
Não digas isso.
Vou desistir.
Vais desistir?
Está bem, desiste. Não vale a pena continuar.
Afasta-te disto. Basta.
Mas é evidente, quando todas as crianças souberem que não há Pai Natal,
ou Natal,
as coisas irão complicar-se,
- porque ficarão… - O quê?
Ficarão desesperadas.
Ficarão tristes, vão chorar, vão bater com a cabeça na parede.
Haverá tragédias nos arredores das grandes cidades.
As pessoas vão andar à bulha.
É assim que começam as guerras.
Mas se já decidiste, o que podemos nós fazer?
Quem quer saber das crianças?
Meninos!
Meninos, podem vir cá? Temos de falar.
Sentem-se, por favor.
Queria falar convosco
porque, hoje, não dei um bom exemplo com o meu comportamento.
Lamento imenso.
Mas também há coisas…
Então?
Algumas coisas estão a mudar…
Lamento.
Pode ser uma emergência.
Conta, Elfonso.
Não é boa hora.
Em que canal?
Todo este caos de Natal.
A entrega dos presentes foi feita
por pessoal sem autorização.
O Pai Natal foi-se. Desapareceu.
Sou o Nando, sou de Trastevere.
Vendo isqueiros e lenços de papel. Não sou o Pai Natal.
Certo dia, uma mulher maluca disse-me:
"Queres ser o Pai Natal?" Ela deu-me muito dinheiro.
Disse-lhe que, por aquela quantia,
até podia ser a Branca de Neve e os Sete Anões.
Nunca acreditei no Pai Natal.
Nem quando era criança.
Não tínhamos árvore de Natal em casa. Não montávamos uma. Juro.
Vês? Eu disse-te.
Eu tinha razão.
Não, Lampo.
Lampo!
Stella.
Lampo, Stella.
Meninos!
Meninos!
Desculpa, Lampo.
Por vezes, os adultos vão-se embora. Mas lembra-te…
A culpa não é nossa.
Cantas-me uma canção?
Qual?
Aquela que costumavas cantar com o pai.
Está bem.
A pouco e pouco
Apercebes-te que o vento
Está a soprar-te na cara
E a roubar-te um sorriso
A época quente
Que está prestes a acabar
Sopra-te no coração
E está a roubar-te o amor
E pouco a pouco
Está a desfazer-se em lágrimas
Essa doce memória
Desvanecida pelo tempo
Da altura em que viveste
Comigo num quarto
Não havia dinheiro
Mas havia esperança
E a pouco e pouco
Estás a perder-te E eu a perder-te também
E o que tivemos
Parece cada vez mais absurdo
Daquelas noites Em que te tornavas mais real
E não como agoraNuma noite de sábado
Olá, Nicolau.
Só queria dizer-te que lamento por não estarmos a falar.
E também que esta é uma casa de malucos.
Fiz o que podia.
Mas… é sobretudo culpa tua.
Vou desistir.
As crianças. As crianças de todo o mundo.
Olá a todos.
Caros humanos, obrigado por virem com tão pouca antecedência.
Caros humanos,
obrigado por virem com tão pouca antecedência.
Estou aqui em nome do mundo mágico do Natal.
Relativamente às indiscrições,
aos boatos, aos rumores que ouviram sobre o Klaus XVI…
… é verdade, ele decidiu…
É tudo verdade. O Pai Natal decidiu abandonar o Natal.
Então, está a dizer que, hoje, dia 20 de dezembro,
o Natal foi cancelado?
Sem aviso prévio?
Sim.
Infelizmente, o Natal foi oficialmente cancelado.
Como podem cancelar o Natal de um momento para o outro?
Conte-nos mais. O que dirão as crianças?
Vai, vai. Sem comentários.
Não temos mais nada a dizer. Lamento.
Com licença. Espere. Responda à questão. Não percebem a gravidade disto.
Fiquemos juntos. A união faz a força.
Vão eleger um novo Klaus.
E nós? Vamos ficar desempregados?
Espera.
Sim.
Aí vem ela.
Eu sei, menti-vos.
E lamento por isso.
Na verdade, queria pedir-vos…
Queria pedir-vos…
Sabem o que quero dizer.
Só o fiz para salvar o Natal.
Ter-te-íamos ajudado, Margaret, se nos tivesses contado a verdade.
Elfio. Elfio, espera!
Elfio.
Não, espera.
Elfos, posso explicar o que aconteceu.
Por favor, esperem.
Eu sei, cometi um erro.
Posso explicar o que aconteceu. Não saiam.
Também vou, Margaret.
Mas sabes que podes contar comigo.
Elfonso.
Não aguento mais isto. Não aguento.
Tem de me dizer o que fazer.
Desde que o meu marido partiu,
não soube nada dele. Acredita nisso?
Não sei se está morto ou vivo, ou com outra mulher, o que é pior.
Se ele tiver outra mulher, eu entraria num ciclo de depressão psicológica.
Não sei mesmo o que fazer. Tem de me ajudar.
As crianças estão chateadas comigo. A Befana também.
Os elfos, a Santa Luzia, e o mundo todo.
E esta chuva é por minha culpa.
E esta terapia de 300 euros à hora não está a funcionar. Sejamos francos.
Chega! Pare com isso!
Lamento.
Percebo o seu marido, os seus filhos, os anões, os gnomos, toda a gente.
Faça-me um favor.
Conte-me tudo do início,
porque não percebi nada.
Não é possível que não tenha percebido nada!
Começo do início?
Bem, éramos felizes ao início.
Queríamos as mesmas coi…
Bem, éramos felizes.
Queríamos construir brinquedos, queríamos as mesmas coisas.
Uma casa, uma família…
Bravo, querida.
Mas não consegues ver como eu faço?
Olha a mãe.
O Nicolau estava a brilhar como o escolhido. Era o herdeiro do Pai Natal.
Certo dia, vieram buscá-lo
e ele tornou-se o Klaus XVI.
O primeiro Pai Natal com família. Mas ele teve de esconder isso.
Com os poderes em mim investidos pelo espírito natalício ancestral,
proclamo Nicolau como o sucessor de Klaus XV.
Como tal,
o Nicolau será conhecido
no mundo mágico como Klaus XVI.
Nesse dia, a nossa vida mudou.
Começámos a viver escondidos.
Como se estivéssemos num programa de proteção.
Parecia casada com um chibo.
Margaret, acredito em ti.
Também percebi a metáfora de Natal de que tanto gosta.
- Não, é a verdade. - Pare, vá.
Eu percebo que seja difícil para um casal enfrentar fracassos e feitos.
Há uma linha ténue entre estar certo e errado.
Dou-lhe três dicas.
- Estou pronta. - Silêncio, por favor.
Portanto…
- Acha que estragou tudo. - Sim.
Seja mais indulgente consigo mesma.
E sente-se culpada.
Peça desculpa.
E já não sabe o que fazer.
Peça ajuda.
Obrigada.
- De nada. - Obrigada.
- Não é deontológico. - Quem quer saber? Estamos a sós.
Meninos.
Meninos, voltei.
Lamento. Lamento imenso.
Mãe, está tudo bem?
Sim… Quer dizer, não.
Não. Fiz asneira na escola, com o vosso pai… com o Natal.
Lamento imenso. Quero compensar-vos.
Como podes compensar por tudo isto?
- Vais fazê-lo sozinha? - Nunca o conseguiria.
Preciso de ajuda.
- Adoro-vos. - E eu a ti.
Podemos falar?
Os seus filhos foram suspensos
e a senhora está longe de ser a minha pessoa favorita.
Sim, eu sei. Peço desculpa.
Os meus filhos não deviam ceder a provocações.
O que está a fazer? Está a ser passivo-agressiva?
Por favor, escute. Estou a ser honesta.
Percebi tudo mal.
Muito.
Percebi tudo mal com eles, consigo,
e estou aqui para lhe pedir, oficialmente,
- #desculpe. - #desculpe.
Está bem, Margaret.
Está bem.
Com uma só hashtag, conseguiu fazer a coisa certa comigo,
consigo
e até mesmo com os seus filhos.
E isto
é o que chamamos de bom modelo educativo. Bravo.
Obrigada. Também queria pedir-lhe um favor.
Os meus filhos podem voltar ao coro para o concerto de Natal?
É muito importante para eles.
- O Natal foi cancelado. - Sim, eu sei.
Não há concerto de Natal sem haver Natal.
Eu trato disso.
Vemo-nos no concerto?
Vemo-nos no concerto.
Portem-se bem.
- Adeus. Obrigada. - Adeus.
Alguma vez repararam num comportamento estran…
Uma certa… Algo…
Voltem para a aula. Vão.
Isto vai ser difícil.
Tentei o meu melhor, mas…
Estiveste bem.
Nada.
Que pena.
É uma pena, sim.
Para de fazer isso.
O nosso Natal também será ótimo.
Criei um carvão arco-íris.
Prova.
- É bom. - E inclusivo.
Este ano, não haverá crianças boas ou más.
Serão felizes. Todas elas.
Certo. É o que sempre quis.
Vá, vamos preparar-nos.
Contando todas as crianças em todos os continentes,
a velocidade da vassoura elétrica,
a chuva atual,
devíamos sair…
Nunca.
Porquê?
A vassoura elétrica não funciona à chuva.
E não comeces.
Sabrina.
Befana.
Posso entrar?
Posso?
- Margaret. - Sabrina.
Fiz asneira, desculpa.
- Sei que te portaste mal. - Recusei a tua ajuda.
Recusei porque pensei que me querias enganar.
Só quero que as crianças sejam felizes no Natal. Desculpa.
Espera lá.
Estás a pedir desculpa?
Também estás?
Tréguas?
Paz.
Hurra!
Qual é o teu plano?
- Podes parar a chuva? - Adoraria, mas só a Santa Luzia pode.
Então, não há esperança?
Podemos pedir à minha inteligência artificial. Toyboy.
- Ele é a tua inteligência artificial? - É a que eu tenho.
Como podemos convencer a Santa Luzia a parar a chuva?
Não, desculpa, temos de ser mais específicos.
Como podemos pedir à Santa Luzia para parar a chuva,
até mesmo usando métodos inconvencionais?
Subornamo-la.
Um ótimo método usado por criminosos.
Ela vai aparecer?
O Toyboy nunca se engana, querida.
Vês?
Miúdas?
Queriam jogar à guerra?
Não, não. Queremos paz.
Na verdade, viemos pedir desculpa.
E, como forma de pedir desculpa, raptaram o Pufulet?
Bem… não.
Na verdade, fizemo-lo para atrair a sua atenção.
- Não lhe toquei. - Sim.
Arruinaste o meu feriado, Marga. Porque te devia perdoar?
Porque é uma santa.
Deus perdoa.
- Eu não. - Ela pediu desculpa.
E então?
Vá lá, por favor, Santa Luzia. As crianças do mundo estão tristes.
Confirmo.
Por favor.
Pode parar o nevão? Está a arruinar o espírito natalício.
O meu nevão?
Ou o desaparecimento do Klaus XVI?
Ambos.
Esquece. Ela é tão egoísta. Ela não quer saber do Natal.
- És uma mimada. - Não!
Tu é que és.
- Com esse aparelho. - Qual aparelho?
O que me fizeste?
Vais pagar por isto.
Não, não. Sabrina, não o faças. Por favor, não.
Pufulet.
O meu pequeno burro.
O que lhe fizeram?
Não, Santa Luzia, não!
O que estás a fazer?
O meu namorado não!
Maldita sejas!
Que belo burrinho.
Mataste-o!
Está avariado.
Vais pagar por isto!
Meninas, podemos tentar encontrar outra solução?
Por favor!
Meninas!
Hora de parar!
Queremos encontrar uma solução rápida.
A única coisa que vos vejo fazer é discutir. Não é possível.
Não têm superpoderes? Usem-nos para o bem.
Temos problemas maiores.
Santa Luzia, por favor, pare o nevão.
Junte-se à equipa.
Fique connosco. Precisamos de si.
Podemos salvar o Natal, juntas.
Podemos mesmo salvá-lo.
- Porque devia fazer o que dizes? - Porque ela tem razão.
Lamento.
Lamento mesmo. Arruinei o seu feriado.
E faria qualquer coisa para a compensar por isso.
Qualquer coisa?
Sim, sim. Sim.
- Qualquer coisa? - Sim.
Há uma coisa que gostaria que fizesses.
- O quê? - A Happy Hour.
A Happy Hour?
- Porquê? - Porquê?
Porque sou uma santa que viveu nos anos 400 e nunca tive uma.
Bem, não apareço assim.
Vamos aperaltar-nos.
Felizes?
- Obrigada. - Obrigada.
Esse vestido não é exagerado?
É?
- Não, estás ótima. - Não, não.
O branco fica-lhe bem.
- Vamos dançar que nem malucas? - Não, não.
Eu junto-me a vocês, mas não danço.
Muito bem.
Se não dançarem comigo, juro que faço chover até ao Apocalipse.
Vamos.
Serve-me um?
Obrigada.
Vou parar.
- Saúde. - Saúde.
Há muito tempo que não me divertia tanto.
Acho que, agora, percebo o que o Nicolau queria dizer quando me disse…
Que devíamos voltar a sentir coisas e a aproximar-nos.
O Natal é família, não é um negócio. Ele tinha razão.
Não o sabia tão profundo.
Mas é.
Tentei contactá-lo, mas não tem rede.
Vi-te a dançar com um tipo. Vais ficar noiva?
Não, mas ele fez-se a mim.
- E? - E?
Ceguei-o.
Luzia.
Estou a brincar. Seja como for, fiz um voto de celibato.
Tu sim. Eu não.
Mas avariaste o Toyboy.
Vá, tudo se vai compor.
Como? Ele foi feito à medida.
Talvez encontres um a sério.
Nunca será tão perfeito.
- É verdade. - Achas?
De nada.
Que bem.
- Olá. - Olá.
Sabes que sou um rapaz a sério agora?
Vais deixar-me por uma fada mais jovem?
Nem pensar.
Obrigada.
Vão enrolar-se na pista de dança?
Temos de ir.
- Temos de salvar o Natal. - O Natal. Vamos.
Voltamos mais logo, sim?
Olá.
Caramba, estás pálido.
Parou de chover.
Queres ir passear? Vamos os dois.
Está bem. Deixa-me trocar de roupa.
Está bem. Espero aqui.
Aonde vamos?
Não interessa a viagem, mas sim o destino.
Está bem. Estamos quase lá.
- Boa noite. - Boa noite.
Aí estão vocês.
- Olá, querida. - Olá, chefe.
- Bem-vindos. - Também está aqui, senhor?
Sim, e para de me tratar por senhor.
- Também está aqui? - Bravo.
Cumprimos a nossa missão.
Queríamos despedir-nos…
… com uma última refeição.
- Parece melhor, não achas? - Certo.
Que tristeza.
Estranho. As crianças costumam ser mais barulhentas.
Vá lá, malta, comam qualquer coisa.
Estão assim desde que o Natal foi cancelado.
Então? O que aconteceu?
O Pai Natal desapareceu.
Até que entendo porque o fez, mas estas são as consequências.
- Sabiam? - Porque achas que estamos aqui?
Com licença.
Aonde vai ele?
Urinar. Não sei.
Isso era para ali.
Ou talvez…
Onde é que urinei?
Feliz Natal a todas estas adoráveis crianças.
O que estou a ver?
Aqui está um rapaz muito fofo
e trouxe-lhe…
… um agrafador,
que pode ser transformado numa pequena ratoeira voadora.
Para ti, ao invés,
trouxe
um sabonete com o qual podes lavar
todas as tuas bonecas.
E trouxe-te a língua de um lobo
com a qual podes calçar os teus chinelos.
Feliz Natal.
Flores para uma linda senhora.
E para a sua filha.
- Feliz Natal. - Igualmente.
E, lembrem-se,
o Natal é família e a família é Natal.
- Adeus. - Obrigada.
- Feliz Natal. - Adeus.
- Bravo. - Voltei. Lamento.
Foste ótimo. Bravo.
Mas quem és tu?
Sou o Klaus XIII.
Também fui Pai Natal.
Foste?
Há muitos anos, tive uma crise semelhante à tua.
E vim para este spa para a superar.
Mas, ao primeiro teste,
como não passei, desisti logo.
E então, escolheram alguém para me substituir.
Deixaram-me aqui para ser um guia espiritual.
Para ajudar quem viesse depois, como tu.
Precisava mesmo de voltar a encontrar o meu espírito natalício.
- Certo. - Obrigado.
Obrigado.
Caramba.
Um brinde.
- À felicidade. - À felicidade.
Mas está tudo resolvido, agora. Podes regressar a casa.
Se não estiver atrasado.
Porque dizes isso?
Porque o diz?
Mas porquê?
Desculpa.
Tudo bem. Tentaste.
- Desculpa. - É uma pena.
Que bela vizinhança, não é?
Onde estamos?
Silêncio!
Os miúdos estão a dormir.
- É tarde. - É tarde.
- É tarde. - Na verdade, é cedo.
Temos de salvar o Natal.
Só este ano,
vou dar-vos todas as meias da Befana.
Obrigada, Sabrina, mas não te queremos arruinar o dia.
- Não. - Não. Temos de encontrar algo.
Algo… Presentes com um espírito natalício.
Mãe.
Não vos podem ver assim.
Juntem as vossas coisas!
Mãe.
Mas… quem são eles?
São meus amigos.
Estão aqui para salvar o Natal.
Mas não há mais presentes.
Que tal aqueles?
Estão desatualizados. As crianças de hoje em dia já não gostam deles.
Acho que são porreiros.
A sério?
Mãe, as crianças já não estão à espera de nada.
Ficarão felizes.
Eles são peculiares.
Mas não há que chegue para todos.
Isso não é um problema.
- Elfonso. - Sim?
Reúne os elfos todos.
Encontrámos uma solução.
Que devemos fazer? Que presentes vamos dar às crianças?
Os presentes já não são um problema.
Elfio.
Queria pedir desculpa e agradecer pelo que fizeste.
E este ano, voltas a receber
o prémio de Empreguelfo do Ano.
- A sério? - Sim.
- Obrigado, adjunta. - De nada.
Portanto…
Estamos prontos?
- Pelo coração do Natal! - Pelo coração do Natal!
Mas o pai não está cá.
Para salvar o Natal,
não precisamos do Klaus XVI.
Na verdade, ele não disse "Pai Natal".
Ele disse "pai".
Ele disse "pai".
O Klaus voltou!
- Pai! - Pai!
- Cá estão eles. - Klaus?
Mesmo a tempo.
- Olá. - Olá.
Desculpa.
Desculpa.
- Tive saudades tuas. - E eu tuas.
Estou feliz quando estou convosco.
Desculpa, mas…
Temos uma pequena emergência natalícia para tratar.
Befana, Santa Luzia, o que fazem aqui?
Solidariedade feminina.
Já ouviste falar?
É o nosso carro antigo.
Pensaste em tudo. Quem o fez? E como?
Diretor, o nosso presente de Natal para a sua família.
Foi ideia do Elfonso.
Achei que valia a pena dar-lhe uma nova vida.
Obrigado.
- Nicolau. - Sim?
Vais para a tua digressão mundial e encontramo-nos em casa?
- Não. - Não?
Quê? Não?
Este ano, vens comigo.
- Que fixe! - Meninos, vamos. Subam.
- Casacos! - Casacos!
Deem-nos os nossos casacos!
Por favor.
Cuidado. Força.
Obrigado.
Vistam os gorros.
Abriguem-se.
Gorro.
Tudo a postos?
Estou feliz.
Fixe.
Esta é a nossa casa!
O que se passa ali? Estão a mandar a árvore abaixo.
Sim, porque o Natal foi cancelado.
Temos de fazer algo. Temos de os impedir.
Mas como? Estamos no trenó contigo.
Estão a ver-nos. Sabem quem somos.
Eu trato disso.
A desilusão é palpável. Agora, podemos confirmar.
O Natal foi oficialmente cancelado.
Estamos na Piazza di Spagna com estas crianças.
Estão devastadas. Sem Natal, sem Pai Natal.
Como se sentem, agora que o Pai Natal nos abandonou?
Isso não é verdade! Ele está ali!
Pai Natal! Pai Natal! O verdadeiro!
Olhem!
Vamos lá. Chegámos.
Vem, meu amor.
Stella.
Lampo.
- Bem-vindo de volta, Pai Natal. - Olá.
Olá.
- Feliz Natal. - Feliz Natal.
- Feliz Natal. - Feliz Natal.
Feliz Natal.
Feliz Natal.
Olá, Pai Natal.
Feliz Natal, crianças.
- Olá. - Feliz Natal.
Temos alguns presentes para entregar.
Que fixe!
Parem tudo!
- Pai Natal, uma declaração. - Sim.
- O Natal está de volta? - Sim.
Mas queria pedir desculpa a toda a gente.
Sobretudo a ela.
À Margaret.
O quê? E quem é ela?
- Bem, eu sou… - Foi ela quem salvou o Natal.
E ela não pode ficar nos bastidores.
Esta é a Margaret.
É a mulher que amo. A minha esposa.
Que grande novidade.
Não só temos um Pai Natal como também uma Mãe Natal?
Tudo isto só foi possível graças às minhas amigas.
Estas mulheres estiveram ao meu lado num período difícil.
Befana e Santa Luzia.
Novidade a dobrar. Onde estão? Podemos entrevistá-las?
Não sei. São pessoas muito ocupadas.
- Obrigada. - Muito bem.
Está na hora de irmos.
Olá, Urso.
Sou o Urso, sim.
Que nojo.
É melhor assim, Lampo.
Isto é magia a sério.
Vamos lá.
Venham, crianças.
Feliz Natal.
- Feliz Natal. - Feliz Natal.
Feliz Natal.
- Mas aquilo é… - O coração do Natal.
Sabes, Nicolau, o Pai Natal também pode ser Mãe Natal.
Talvez esteja na hora de haver uma Mãe Natal.
Certo, mas as regras no mundo mágico…
Também as podemos mudar.
Legendas: Miguel Martins
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.