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Original subtitles

Legendas por: J0hnY

Email: John0090@outlook.pt

Ano - 1480 - Europa Oriental

Meu senhor, o inimigo está à porta.

Será o destino tão cruel ao ponto de separar o nosso amor?

Eles vão pagar por isso, meu amor.

Vamos!

Isto é mesmo necessário?

Não podemos todos viver em paz, como Deus nos destinou?

Tu és a razão da minha existência, Elisabeth.

Por favor, cuida de ti, meu rei. Minha vida.

Porque eu não posso viver sem ti.

Já chega, meu senhor. A guerra chama. A vitória é vossa.

Levar-te-ão ao Castelo de Wilmer, a nossa fortaleza, estarás em segurança lá.

Em nome do Príncipe Invencível e das almas justas.

Defendamo-nos.

Que todo o nosso ser seja dedicado ao rito e nos mantenha afastados das armadilhas do demónio.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Ámen.

Esta guerra será sangrenta, Excelência.

O número de mortos chegará aos milhares.

Tem a certeza que é isso que Deus deseja?

O nosso reino é a última fortaleza contra os muçulmanos.

Tens fé em Nosso Senhor?

Tenho.

Estou pronto para morrer por Ele.

Então caça estes bárbaros até ao último soldado.

Lutarei em Seu nome, mas só tenho um pedido.

Diz, meu filho.

Peço que proteja a minha esposa.

Se ela não sobreviver, eu também não viverei.

Tudo perderia o sentido. A vida tornava-se insuportável.

Tem calma! Essas palavras soam a blasfémia.

A vida foi-te dada pelo Senhor. Deves honrá-lo e servi-lo.

Mas ele também me deu o amor.

Não podes culpar-me por não conseguir viver sem ela.

Se ele levar a vida dela, pode levar-me a mim também.

Rezarei pelo teu desejo.

Não, não reze.

Diz-lhe.

Príncipe!

Eles estão aqui, na floresta.

Qual é o vosso plano, senhor?

Deixai-os vir.

Vá Princesa, vá!

Fujam!

Salvem-se!

Abram os barris!

Vlad!

A Princesa!

Fala.

Houve numa emboscada.

Ela conseguiu fugir.

Para onde ela foi?

Para a Floresta dos Lobos.

A minha esposa... está morta.

Tenho rezado por ela desde que partiste.

Então Deus é surdo?

Ou não rezaste com força suficiente?

Meu príncipe.

Deus sabe algo que nós não sabemos. Não nos cabe questioná-lo.

Talvez tenha outro destino para ela.

Ela não tem outro destino. Ela morreu!

E nem me deu a oportunidade de me despedir dela.

Suplico-te, diz a Deus para ma devolver.

Isso é impossível.

Porquê?

Porquê?

Porque Deus não faz transmigração de almas.

Mas pode fazer milagres, não pode?

Não pode?

Se rezares com a força suficiente, Ele irá ouvir-te.

Por favor, diz-lhe.

Diz-lhe!

Ela... ela era uma boa cristã e uma alma pura.

Tenho a certeza de que Deus cuidará dela.

E eu?

Fiz tudo o que ele queria.

A minha alma está manchada com o sangue dos inimigos que matei em seu nome.

Não sei as respostas, meu príncipe.

Sou apenas um humilde... emissário dele.

Ótimo.

Tenho uma mensagem que quero que lhe transmitas.

Diz ao teu Deus...

que até ele me devolva a minha esposa, a minha vida já não lhe pertence.

400 Anos Depois

Quando é que ele chegou?

Bem, há cerca de 10 minutos.

Onde o deixaram?

Bem, na capela. Pareceu-me o lugar mais apropriado.

Fizeram bem. Fizeram bem.

Deixe-o terminar a oração.

Padre?

Ah. Doutor Dumont, suponho?

Sim.

Tendes uma capela muito bonita.

Sim, é verdade. Obrigado por ter feito esta viagem, Padre.

Deve ter sido uma viagem longa e árdua.

Foi cansativa, confesso.

Por isso, estou a refrescar-me com uma bebida que encontrei aqui. Espero que não se importem.

De modo nenhum.

Sois muito amável.

Tenho a certeza de que o sabor é muito melhor do que o da cerveja da minha Baviera natal.

Lamento recebê-lo de forma tão desagradável...

mas receio que a administração do hospital e a diocese não aprovem a vossa presença aqui.

Estou habituado.

A Igreja e as academias científicas não se dão bem.

É por isso que o Vaticano nos confia os casos mais sensíveis há séculos.

Este caso é muito sensível.

A própria Rainha de Inglaterra está preocupada.

Rainha?

Emocionante.

Não, não.

É a cerimónia do centenário da Revolução Francesa.

Dentro de dias, haverá grande euforia por todo o lado.

Feche a porta.

Porquê tantas correntes? Têm medo que ela voe?

Quando a trouxemos, estava bastante agressiva. Uma verdadeira fera.

Até os animais merecem um pouco de humanidade. O que sabemos sobre ela?

Maria de Montebello, 25 anos, de Bolonha, Itália...

noiva do cônsul Henry William Spencer em Paris...

e sobrinha-neta da Rainha por casamento.

É por isso que este caso é tão sensível.

Mais do que sensível. É um assunto confidencial.

Há mais alguma coisa que eu precise de saber?

Segundo os relatos, tudo começou quando Maria se opôs à igreja...

durante o casamento na propriedade da família.

O noivo convidou o Bispo de Westminster para abençoar esta união...

e ao ver o clérigo, a noiva entrou em histeria e num apetite sexual inacreditável.

O apetite pode ser sinal de boa saúde, não é, Doutor?

Claro, dentro dos limites.

Posso ver?

Com certeza.

Data de nascimento 18 de Março de 1759.

Deve ser um erro de digitação. Caso contrário, isso faria dela...

Exatamente cento e trinta anos.

Cento...

Então, acreditais que esta mulher é uma criatura demoníaca?

Seria uma conclusão precipitada, Doutor.

Muitas vezes, quando uma situação ultrapassa a nossa compreensão...

procuramos nela o dedo do diabo.

Ser velha e alérgica aos representantes de Deus...

é apenas um sintoma, não a doença em si.

Nestes casos, é crucial examinar e observar sem preconceitos.

Devemos seguir as regras e leis da natureza, da ciência e da matemática...

não as das superstições e - devo admitir - as um pouco vagas da igreja.

Vedês, Doutor, devemos abordar este caso como uma investigação de homicídio.

Primeiro, estabelecemos um facto.

A partir daí, deduzimos os motivos, as circunstâncias e o local.

Podeis segurar isto, por favor?

E a arma do crime...

A minha ordem estuda este fenómeno há mais de 400 anos.

Pessoalmente, há mais de 30 anos.

E posso dizer-vos, Doutor, para constar...

que sois o primeiro a capturar um espécime vivo.

Parabéns.

Obrigado, Laya.

O que é que eu capturei exatamente?

Vampiro.

Não lhe dês ouvidos, Doutor.

Ajude-me.

Deixo-te fazer o que quiseres.

Sorria, por favor.

Os grandes caninos podem ser uma pista...

mas também pode haver uma explicação natural.

Por isso, temos de olhar para outro lado.

Esta criatura, como as outras, é sem dúvida uma obra do nosso Senhor.

Mas, por uma razão misteriosa, Deus parece ter outros planos para ela.

Ao contrário da crença popular, os vampiros adaptam-se muito bem à luz em geral.

O que não suportam são os raios diretos.

Isto é loucura. Não faz sentido nenhum.

No entanto, podeis ter razão.

Pode ser apenas outra anomalia da natureza.

Por isso, devemos continuar até encontrar uma prova irrefutável.

Acho que temos todas as provas de que precisamos, Doutor, não acha?

Isto está para além da ciência e da razão.

É por isso que estou aqui.

Minha querida criança.

Posso chamar-te Maria?

Podes chamar-me o que quiseres, Padre. Eu quero o teu...

Maria.

Se responderes às minhas perguntas com educação, dar-te-ei o que quiseres.

Conheces os meus desejos.

Eu conheço as tuas necessidades. Permita-me.

Aproxima-te um pouco, por favor.

A ciência requer sacrifícios.

Estais pronto para fazer um?

Eu acho que sim.

O que está a fazer?

Algumas gotas de sangue, uma modesta contribuição para a ciência.

Eu irei comprar-te uma sopa, sentir-te-ás como se tivesses nascido de novo.

Obrigados.

Maria, mostra-me o teu pescoço, por favor.

Vedês? Ela não é um vampiro de primeira geração.

Então, estais a dizer que pode haver mais deles?

Sem dúvida.

Há 400 anos que procuramos a fonte.

Essa fonte...

Sim.

Meu mestre.

Quem é ele?

Qual é o nome dele?

Onde o podemos encontrar?

Não vos incomodeis.

Ele encontrar-vos-á.

Será? Em Paris?

Não.

Muito em breve.

Maria.

Por favor.

Maria.

Maria.

Quem é ele?

É um príncipe.

Um príncipe?

Veio para a celebração?

Não.

Vem à procura da sua princesa.

Da sua princesa?

Quem é essa princesa?

Como é ela?

Muito bonita.

Mais sangue, por favor.

Ah, claro.

Já chega.

Mais seria ganância.

Então, qual é a vossa conclusão?

Agora, vamos encontrar uma princesa que nos leve ao seu príncipe.

Boa sorte.

Chegámos?

Siga por este caminho.

No final da estrada.

Podeis ajudar-me com a bagagem?

Não posso deixar os meus cavalos sozinhos.

Há muitos lobos por aí.

Fico contente por ouvir isso.

Tendes uma cruz convosco?

Não.

Tomai a minha.

Carregai-a sempre convosco.

Obrigado, mas eu não acredito em Deus.

Não rezes, Deus acredita em ti.

Está alguém aí?

Está alguém aí?

Desculpe-me!

Eu, você assustou-me!

Peço desculpa por esta entrada dramática.

Dê-me isso.

Peço desculpa, senhor.

Não me apresentei.

Jonathan Harker.

Advogado.

Sois bastante jovem para um advogado.

Sim.

Eu... entrei no escritório de Filippo em Paris no início deste ano.

Parabéns.

Obrigado, e vós quem sois?

Vlad II.

Príncipe da Valáquia.

Conde...

Drácula.

Vossa Excelência, peço desculpa pela minha impertinência.

Não me foi dada nenhuma descrição vossa.

O meu retrato não é muito conhecido fora destas paredes.

Magnífico.

Isso é um gramofone?

Sim, é.

Nunca vi um antes.

Tenho muita curiosidade...

Talvez mais tarde.

Vinde jantar.

Excelente.

Isto está delicioso.

É um prazer ver o vosso apetite, jovem.

Tudo está tão bom que, para ser sincero, estava a morrer de fome.

Aqui, isso não vai acontecer.

Manter uma residência destas deve requerer inúmeros criados.

Muitos.

No entanto, é surpreendente não ter visto ninguém.

Eles são muito discretos.

Quereis alguma coisa?

Mais tarde.

Experimentai isto.

Um truque engraçado.

Um sabor maravilhoso.

É uma das receitas que trouxe da Índia.

Viajais muito?

Já não, mas... outrora, sim.

Visitei todos os continentes e atravessei todos os oceanos.

Tendes tantas histórias maravilhosas para contar.

Tenho.

Para quê as vossas viagens?

Negócios ou prazer?

É verdade que me ocupei de alguns negócios.

Mas agora estou reformado.

No meu lugar...

deixo os meus sócios viajarem pelo mundo.

Foi o meu sócio, o Sr. Jenkins, que organizou a minha visita aqui.

Permiti-me agradecer-vos mais uma vez por me concederdes o vosso tempo.

Eu tenho tempo de sobra.

Então, o que vos traz aqui, jovem?

Bem.

Entre as muitas propriedades que tendes na Europa...

há uma em particular.

Um antigo mosteiro no coração de Paris.

O cliente que representamos pergunta-se se estaríeis interessado em vendê-lo...

tendo em conta o estado de abandono da propriedade.

Ah, acho que é este.

Não, não é este.

Desculpai.

Devo confessar que, ao vir para aqui, as estradas estavam bastante confusas e as minhas coisas ficaram viradas do avesso.

E o que querem fazer com ele?

Um hospital, creio.

A Grande Exposição de Paris aproxima-se e a cidade receberá milhões de visitantes.

E este?

Perto de Saint-Germain-des-Prés, não muito longe do Sena.

Vou mostrar-vos.

Sois crente?

Desculpai? O que dissestes?

Acreditais em Deus?

Eu não. Foi o cocheiro que me deu isto. Acho que ambas as visões são profundas.

Encontrei.

Por esta noite, chega de conversa. Deixai-me mostrar-vos o vosso quarto.

Este castelo é bem guardado...

mas ainda assim, prefiro que não saiais do vosso quarto em nenhuma circunstância.

Perdoai-me, mas exatamente do que tendes medo?

Castelos antigos como este estão cheios de memórias que vos podem assombrar.

Eu não sou supersticioso.

Que pena.

Vigia-o.

Elizabeth.

Boa noite.

Em que vos posso ajudar, Padre?

Quero falar com o Sr. Henry William Spencer, por favor.

Sim?

Peço desculpa por incomodar a esta hora tardia.

Fui enviado por um amigo meu, o Doutor Dumont do Hospital Hôtel-Dieu.

- Meu Deus, o hospital onde está Maria... - Exatamente.

Aconteceu-lhe algo de mau?

Sim. Não, quero dizer, clinicamente, está viva.

Graças a Deus. Por favor, sentai-vos e contai-me tudo.

Padre, tenho estado louco de preocupação. A saúde dela está pelo menos estável?

Não come muito, bebe razoavelmente, mas tem explosões de energia.

Isso é bom sinal, mas...

É um ótimo sinal.

O que sabemos mais sobre essa coisa demoníaca que a consome por dentro?

Estamos a fazer progressos, mas, como sabeis, a ciência...

é um caminho longo e sinuoso que só podemos percorrer com pequenos passos.

Tendes um lugar muito bonito.

Pertence à Coroa Britânica.

A Coroa sempre soube investir bem.

Em que vos posso ajudar, Padre?

Quero visitar o quarto dela.

Posso perguntar o que procurais?

Nada de especial. É importante não deixar nenhum canto por examinar.

Pareceis um inspetor numa investigação policial.

Absolutamente. Com a diferença de que tento resolver o caso antes do homicídio.

Deixo-vos sozinho.

E se precisardes de ajuda por qualquer motivo, estou ao vosso dispor.

Obrigado. Sois muito amável.

Aqui está...

Princesa Elisabeth.

Não devíeis ter saído do quarto.

Meu Deus.

Não invoques o Seu nome.

Aqui ele não é bem-vindo.

Sois o diabo?

Deus. Diabo.

Duas entidades quase idênticas.

Duas mentes que lutam uma contra a outra sem se revelarem.

E nós... nós somos os seus brinquedos.

Somos apenas marionetas que se movem ao seu comando.

Não!

Não! Não!

Não! Não!

Pensais em matar-me?

Sim.

Mas não imediatamente.

É importante esperar até que o sangue suba ao cérebro.

Quem sois vós na realidade?

Sou apenas uma pobre alma amaldiçoada por Deus.

E condenada a caminhar para sempre na sombra da morte.

Não!

E a sobreviver com sangue fresco.

Recomenda-se sangue humano.

Porquê faria Deus tal coisa? Ele é só amor e misericórdia.

Pensava que não éreis crente.

Agora sou.

És engraçado.

Obrigado.

Qual é o teu último desejo?

Contai-me a vossa história.

A minha história?

Sim.

Por favor.

Quero saber tudo sobre vós.

É isso o teu último desejo.

Ouvir uma história de um velho.

Estou a morrer de curiosidade.

Estás a morrer de curiosidade.

Muito engraçado.

Então, concedamo-lo.

Baixai-o.

Baixai-o.

A vida não é mais do que um caminho longo e árduo, meu amigo.

A morte é um privilégio que Deus te concedeu e a mim negou.

Ainda assim...

Fui um dos Seus servos mais fiéis.

O que aconteceu?

Levou-me a minha esposa.

A minha princesa.

O amor da minha vida.

Deixem-me sozinho.

Desde então, vivo à espera do seu regresso.

Há quanto tempo?

Exatamente?

400 anos.

É bastante tempo.

Mas como podes ter a certeza de que ela voltará?

Às vezes, almas puras podem reencarnar.

E a minha amada era a mais pura de todas.

Perdoa-me, mas...

suponho que não sabes quando, onde ou como isso acontecerá?

Exatamente.

Isso não parece um bom acordo.

Estou ciente.

Se te tivesse conhecido antes, jovem, ter-te-ia contratado como meu advogado.

Procuraste-a todo este tempo?

A tarefa não foi fácil.

A Peste Negra espalhou-se por toda a Europa durante séculos.

Cerca de 200 milhões de vidas foram perdidas.

Metade eram mulheres.

Isso tornou a minha busca ainda mais difícil...

porque todas as mulheres sobreviventes...

se reuniram em lugares sagrados onde eu não era bem-vindo.

Estava tão sozinho que...

comecei a invejar os infelizes que a morte levou.

Viver sem amor é a pior das doenças, meu amigo.

Erosiona lentamente os ossos de um homem...

transformando-o numa esponja disforme, incapaz de se manter de pé...

como uma chuva fina e incessante.

E depois, por mais forte que seja o amor...

perdes a fé.

Ainda assim, dizem que a esperança é o sal da vida.

No meu caso, preferia que a esperança me matasse.

Mas nada disso tinha qualquer utilidade...

porque Deus me negou o direito de morrer.

Com o tempo, todo o desejo desvanece.

Até mesmo o desejo de pôr fim à própria vida.

Resta apenas...

uma melancolia irregular e desagradável...

e a esperança de que um dia a encontrarei.

Mas não podia visitar cada castelo, casa ou aldeia.

Por isso, se eu não podia ir até ela...

tinha de encontrar uma forma de ela vir até mim.

Como?

Com veneno?

Agora vê quem está a fazer drama.

É um perfume que desenvolvi ao longo de mais de um século.

Visitei a grande cidade de Bagdade, conhecida pelos seus jardins mágicos de mil e uma flores.

Depois continuei a minha viagem em Kanash, na Índia...

onde aprendi a capturar as almas das flores mais delicadas.

A minha pesquisa só deu frutos quando regressei à Europa.

Primeiro em França, nos campos coloridos de Grasse...

onde algumas flores embriagam a nossa imaginação há séculos.

E depois, finalmente...

na magnífica cidade de Florença, o coração de Itália...

que na altura era a capital de todos os perfumes...

Meu senhor...

creio que é este.

A cor é bastante agradável.

Esqueça a cor. O aroma é divino e o efeito garantido.

Veremos.

Talvez seja mais sensato experimentá-lo lá fora.

Não, este parece-me um lugar ideal.

Oh, mamma mia.

Este perfume ...

era extremamente eficaz.

Muito mais poderoso do que eu poderia imaginar.

Devo admitir que este período não foi de todo desagradável.

De facto.

E depois...

após visitar todos os palácios da Europa...

terminei a minha viagem no famoso palácio francês de Versalhes.

O rei da época.

Luís... já não sei qual deles.

O pequeno Buttercup teve uma ideia brilhante:

reunir todos os nobres e artistas do seu reino...

para os manter sob uma vigilância mais próxima.

Agora, não tinha qualquer dúvida de que...

se Elisabeth tivesse regressado, estaria ali.

Nunca estive tão perto de a encontrar.

No meu coração, estava tão entusiasmado como no início.

Elisabeth.

Não, não sou Elisabeth.

Sou Isabelle de Touraine, mas se insistires, posso mudar de nome.

Parecia impossível e, nesse dia, caí em desespero.

O esforço, o tempo e o dinheiro gastos...

uma devassidão que não deixava espaço para o amor...

e que só serviu para alimentar uma guerra de artificialidades.

Chegara o momento de confiar a tarefa de encontrar a minha Elisabeth a outros.

Quantas pessoas mordeste?

Isso não importa.

Porque, no final, os meus aliados foram tão desafortunados quanto eu.

Por isso, voltei para a minha Elisabeth.

Desde então, raramente saí deste castelo, com a vã esperança...

de que um dia os meus seguidores encontrassem a minha amada.

Meu senhor, quando se trata de amor, pareces saber do que falas.

E sei.

Então deveis poupar-me, por favor.

Eu tenho uma amada e tu vais separar-nos para sempre.

Em nome de quem?

De Deus?

Não.

Em nome do amor.

És casado?

Pedi-a em casamento pouco antes de partir.

E ela...

aceitou?

Sim, aceitou.

Casaremos assim que eu regressar.

Que infelicidade.

Se me matares, ela morrerá de tristeza. Eu sei disso.

Como é ela?

O medalhão.

Ali.

Ao meu pescoço.

Tem uma fotografia dentro.

Elisa...

beth!

Não, Mina.

Mina ...

Esta mulher é minha, meu jovem...

Mas, em troca de a encontrares para mim, pouparei a tua vida.

Prendam-no na masmorra.

Onde estão os meus cavalos? Preciso de me limpar.

Tenho de estar belo. Preciso de sangue. Preciso de sangue. Muito sangue fresco.

Elisabeth.

Este é o retrato da mulher que o nosso príncipe procura na vossa grande cidade, Paris.

Há mais de 400 anos que procura a sua amada.

E nós seguimos-no durante todo esse tempo.

Mas o fim desta espera interminável...

está agora prestes a acontecer, aqui, no coração de Paris.

Ela é canhota.

Boa observação.

Este livro contém todas as observações recolhidas pela minha congregação ao longo de séculos.

Sabes alemão?

Não.

Então deixa-me ler-te um pequeno trecho.

É provável que a condição destas criaturas seja o resultado de uma maldição divina.

Em alemão, *Göttlich verflucht*.

Se Deus pode dar a vida, também pode, por consequência, dar a morte.

Mas, em caso de um grande pecado ou blasfémia, pode negá-la.

Então, o culpado é condenado a vagar pela terra para sempre.

Mas, mais interessante ainda, Deus...

pode perdoar o culpado em caso de um arrependimento genuíno.

A morte é concedida e a maldição é levantada.

Isso significa que, se conseguirmos destruir este demónio...

todos os que ele mordeu serão libertados da maldição.

Bem, suponhamos que conseguimos encontrar este demónio.

Como planeias livrar-te dele?

Essa é a parte fácil. Cravas-lhe uma estaca no coração com um martelo e cortas-lhe a cabeça.

Ótimo.

Outro livro diz que dentes de alho o manterão afastado.

Duvido que esse método seja eficaz.

Ainda assim, é um método mais acessível para mim.

Não nos precipitemos. Primeiro temos de encontrar esta mulher...

porque ela é a única que nos pode levar até ele.

Estranho.

O que?

Bem, a jovem do retrato.

Sim, o que tem ela?

É incrivelmente parecida com a jovem que me pediste para manter na sala ao lado.

Minha senhora?

É o Doutor Dumont?

Sim, sou eu. Como posso ajudá-la?

Sou amiga de Maria de Montebello.

Soube que está sob os seus cuidados e vim informar-me sobre o seu estado.

Claro.

Com quem tenho a honra?

Mina. Mina Murray.

Estive no casamento de Maria no dia da tragédia.

Conhecia-a bem?

Conhecia-a?

Não, não. Por favor, perdoe-me. Ela está bem. Quer dizer, estável.

Graças a Deus.

De facto, minha filha.

Importa-se que lhe façamos algumas perguntas? Pode ajudar na recuperação.

Sim, claro.

São parentes?

Não, de todo.

Não sou daqui.

Pode falar-nos da vossa relação, do comportamento dela?

Conheci a Maria há alguns dias...

numa festa de chá organizada pelo seu futuro marido.

Henry.

Quando me viu, tomou-me sob a sua proteção.

Não me deixou sozinha nem por um momento.

Olhe para isto.

Foi como se sentisse que eu não pertencia ali.

Levou-me para o seu quarto e nós...

Falámos... rimos.

Foi muito agradável.

Sobre o que falaram?

Ela conseguia falar sobre tudo.

Ela...

Especialmente...

gostava de falar de amor.

Ao ponto de me incomodar.

Estava muito entusiasmada.

Sobre o quê, exatamente?

Sobre tudo.

E depois...

De repente, ela simplesmente...

Perdeu-se.

Por que foste ao casamento?

Eu...

Acompanhei o meu noivo.

É ele quem conhece toda a gente.

Parece que...

suponho que vem de uma família muito respeitável.

Supões?

Sim.

Eu... não sei.

Traz-me um pouco de água, por favor.

Minha querida filha.

Tens diante de ti um médico e um padre ligados pelo mais estrito sigilo.

Podes expressar-te sem medo.

Para ser honesta, este casamento deixou-me abalada.

Como um mau... pressentimento.

O meu noivado foi tão rápido.

Eu...

Não sei.

Se o amas.

Amo.

Claro.

Ele é maravilhoso.

Qualquer jovem ficaria satisfeita com tal união.

Mas tu não és uma jovem qualquer.

Não consigo evitar sentir-me como se...

Como se eu...

Como se?

Como se não pertencesse a esta era.

Desculpai-me.

Devem achar-me incrivelmente ingénua e...

Estou a aborrecê-los com os meus problemas.

De modo algum.

Pelo contrário.

Podes escrever o teu endereço, por favor?

Claro.

Estou numa pensão até o Jonathan regressar.

És canhota?

Sim.

Muitas vezes recomendaram-me que usasse a mão direita.

Não mude nada.

É muito charmoso.

Obrigada pela sua visita.

Obrigada por me receber.

Agora vou à capela do hospital rezar por ela.

Excelente ideia, minha filha.

Tenha um bom dia.

Que tens, meu rapaz?

Não tenho onde ficar nem comi nada há séculos.

E estou com frio.

Vou levá-lo à capela.

Por favor.

Entre.

Entre.

Obrigado pelo convite.

Espere aqui.

Vou buscar uma tigela de sopa quente para si.

Você é muito gentil.

Quem é você?

Conde Drácula.

Ao seu serviço.

Obrigado pela sopa.

Mas preciso de algo mais substancial.

Não te preocupes.

Não vais pegar fogo.

Os teus feitiços demoníacos não funcionam na casa de Deus.

Acham que sim?

Em nome do Pai, do Filho e do espírito demoníaco...

Venham, minhas irmãs.

Vejam o que Deus fez de vós.

Corações de pedra e corpos adormecidos.

Sufocando sob os seus próprios tecidos espessos.

Deixem-me libertar-vos desta prisão.

Meu mestre.

Boa noite.

O hospital está fechado.

Encontrei-a.

Bom trabalho.

Mereces uma recompensa.

Vem, aproxima-te.

Aqui estás.

Desculpe-me por interromper, Padre. O Doutor Dumont quer vê-lo imediatamente.

Já vou.

O desaparecimento deste paciente, pelo menos por enquanto...

pode permanecer em segredo das enfermeiras...

Podes vir ajudar-me.

Aqui.

Perdeu muito sangue. Estava a pensar fazer uma transfusão.

Tenho a certeza de que ele adoraria.

Sim, claro. Desculpe-me.

Usa um perfume agradável.

Nem tinha reparado.

Como conseguiu escapar com tantas correntes?

Havia alguém de fora.

Um homem.

Foi visto a circular pelo hospital.

Há alguma descrição?

Trinta e poucos anos.

Elegante e bem vestido.

Olhos azuis.

Alto e de postura direita.

A Mina está em perigo.

Tens de a avisar.

Estás com frio, minha filha?

Não.

Sempre gostei de ver o fogo.

Estás à espera de visitas?

Não.

Vou ver quem é.

Surpresa!

Mas tu estás curada.

Completamente.

É um milagre.

Estou tão... tão aliviada.

Não te preocupes.

O mal veio e foi-se tão rápido quanto chegou.

Não falemos mais disso.

Como te sentes?

Como nova e pronta para celebrar o meu regresso em grande estilo.

O Doutor Dumont deixou-te sair?

Hoje tenho tanta energia.

Não creio que me possas parar.

E o teu noivo?

Na Escócia.

Olha o que tenho!

Põe o chapéu e vamos.

Para onde?

Três bilhetes na primeira fila para a celebração de hoje.

De nada

Três?

Sim, um amigo.

A pessoa de que te falei está na cidade.

E está ansiosa por te conhecer.

Rápido, vai vestir-te!

Vai vestir-te!

Onde me levas?

Ao nosso Grandmose.

Têm chocolates quentes fantásticos.

Tens de experimentar.

Sei que a minha amiga é muito bonita.

Mas estou um pouco ofendida.

Perdoa-me.

A sua beleza ilumina este lugar cheio de fatos escuros...

e chapéus de coco.

Muito bem dito.

Minha senhora, é uma honra e um prazer voltar a vê-la.

Já nos conhecíamos?

Talvez num sonho.

Sinto algo estranho, como se nos conhecêssemos há muito tempo.

Isso é muito romântico.

Terrível.

Desculpe-me.

Parece que perdi a cabeça e as boas maneiras.

Vlad II, Príncipe da Valáquia.

Conde Drácula.

É um prazer conhecê-lo.

Maria.

Prometeste-me um chocolate quente.

Sim, mas primeiro vamos divertir-nos um pouco.

Desculpe-me.

Vamos lá. Olha para isto!

Quero ver isto.

- Boa noite. - Até logo.

"Meu Deus, olha que lindo!"

Uma velha barbuda.

Lindo

Ei! Olha.

- Mina! - Bons espetáculos e bem-vindos.

É uma sereia verdadeira, claro, é real, sim, senhor.

Senhoras e senhores, peço um pouco mais de silêncio.

Vou alimentar o monstro.

Mina, isto é assustador!

Por aqui.

Enquanto esperais pelo espetáculo desta noite, tomei a liberdade de preparar bebidas.

Excelente.

Maria, não é muito apropriado

visitar o quarto de um homem que acabámos de conhecer...

Não te preocupes, não te largarei o braço.

Que achas?

Maravilhoso.

Não sei quanto a ti, mas eu estou a morrer de fome.

Eu estou exausta.

Está bem, está bem.

Senta-te aqui, Princesa, e eu trago-te chocolate quente.

Obrigado por aceitardes o meu convite.

O vosso apartamento é digno de um rei.

Sou apenas um príncipe.

Desculpai.

Viveis em Paris?

Não.

Longe, no norte, no campo.

A nossa vida é mais tranquila.

Gostais da tranquilidade?

Nem um pouco.

Adoro a natureza.

Os pássaros.

As árvores.

E o vento que os faz cantar.

Posso perguntar-vos onde viveis?

A minha casa de família é um antigo castelo.

Na Roménia, aos pés dos Montes Cárpatos.

Lá, só conheço o inverno e a solidão.

Adoro o inverno.

Com as suas paisagens rigorosas.

Os meus pais sonham com a Andaluzia.

Talvez seja uma memória de outra vida, mais antiga.

Acho que sim.

Posso mostrar-vos uma coisa?

Sim.

Muito bonito.

O que é isto?

É uma caixa de música.

Muitos pensam que foi inventada pelos suíços no século XVIII.

Mas eu encontrei-a na banca de um mercador em Constantinopla.

Datada do século XV.

Incrível

Ofereci-a à minha esposa como prenda.

Sois casado?

Viúvo.

Perdoai-me.

Estais perdoada.

E ainda funciona?

Claro.

Conheceis esta melodia?

Parece-me tão familiar.

Como gravada na minha memória.

Não sei de onde, nem de quando.

Continua a procurar.

No teu coração.

E na tua pele.

Na tua alma.

Na tua alma.

Sentes-me, Elisabeth.

Que tipo de mim Você está fazendo mágica?

Nenhum, Mina.

Apenas a memória da minha esposa me assombra.

O meu único amor.

E assemelhais-vos tanto a ela que isso me perturba.

O nome dela era Elisabeth.

E quando me queria, tocava esta pequena melodia que ecoava pelo castelo.

Era o sinal para eu correr para ela.

Tudo isto é muito comovente.

Eu sou Mina.

Mina Murray.

E vou casar-me dentro de poucas semanas.

Sim, claro.

Peço desculpa por vos incomodar com as minhas histórias.

São todas dores revividas pela vossa presença.

E por isso peço desculpa de todo o coração.

Por favor.

Senhor, não posso aceitar isto. É demasiado valioso.

Uma prenda nunca se recusa.

E talvez esta melodia traga de volta algumas memórias.

Mina! Vem!

Vai começar em dez segundos!

Ah, sim.

Três!

Dois!

Um!

É aqui.

Obrigado por esta noite maravilhosa.

Passou um século desde que provei tal felicidade.

A felicidade é-vos estranha?

A minha esposa levou-a consigo.

Então, boa noite.

Bem...

Boa noite.

Charlotte!

Charlotte!

O que te aconteceu?

Pensei que nunca mais te veria.

Por favor.

É melhor, Iris.

Ele saiu.

O que lhe aconteceu?

Mina?

Sabes para onde ele foi?

Não.

Não exatamente.

Para um castelo.

O lugar onde foi mantido como prisioneiro.

E de onde escapou milagrosamente à custa da vida.

E sabes quem é o dono desse castelo?

Não.

O grande amigo de Maria, o Conde Drácula.

A pessoa que lhe transmitiu a doença.

E a muitos outros.

Não.

Deveis estar enganado.

O Conde...

O Conde é encantador.

E...

Encontraste-lo?

Sim, o Conde...

É um perfeito cavalheiro.

Acompanhou-me até à porta.

Não entendo.

Como te encontrou?

Não sei.

Tudo aconteceu tão depressa.

Maria ...

Vim para aqui... E ela disse-me que a libertastes.

Maria fugiu, derrubando três guardas no processo.

E esvaziando a maior parte do sangue do meu escrivão.

- Eu... eu... não acredito. - Sentai-vos.

Acalmai-vos.

Porque o que vos vou contar vai ser difícil de ouvir.

E ainda mais difícil de compreender.

Aquele homem é um hematófago.

Alimenta-se apenas de sangue fresco.

Principalmente sangue humano.

É um vampiro.

Sim.

É.

Morde as vítimas geralmente no pescoço e suga-lhes o sangue até à morte.

Algumas são, por assim dizer, poupadas, mas também se transformam em vampiros.

Meu Deus.

Maria é uma delas.

Tenho de me certificar de que vós não sois uma delas.

Maria... Claro que não.

Nunca me tocou de forma desrespeitosa.

Comportou-se como um perfeito cavalheiro.

Usa um perfume para seduzir as vítimas...

uma espécie de elixir que destrói toda a vontade e remove todos os obstáculos.

Podeis estar sob o seu encanto e nem sequer saber.

Um cheiro forte!

Sim, absolutamente!

Mas é fácil confirmar.

Posso ver o vosso pescoço, por favor?

Está tudo bem.

É realmente um milagre.

Por favor.

Por favor.

Por aqui.

Boa noite, senhor.

Padre.

Silêncio, por favor.

Temos crianças. Estamos a dormir.

Sim, desculpai.

Não tenhas medo.

O que estais a fazer?

Se derdes um passo, começo a gritar!

Mina, não tenhas medo.

Não te farei mal.

Sim?

Senhora, lembro-me de ter sido extremamente claro sobre as regras da casa...

incluindo nada de música depois das 8 da noite e já passou da meia-noite.

Por favor, perdoai-me.

Não me apercebi da hora.

Ótimo.

Agora, senhor.

Se fôsseis um cavalheiro como dizeis, sairíeis imediatamente deste quarto.

Compreendo.

Com os meus respeitos.

Não! Não!

Não por aí. Sai pela mesma via que entraste.

O que estás a fazer?

O que estás a fazer?

Não podes saltar, é muito alto!

Mina para ver você de novo Eu esperei quase 400 anos.

Então, se quiseres que eu vá, posso ir.

Sim.

Não, vai.

Não.

Proíbo-te de te matares debaixo da minha janela.

Então, queres que eu morra mais longe?

Sim.

Não.

Sim.

Apenas desce dessa janela imediatamente.

Mentiste-me.

Nem uma vez.

Usaste o teu encanto para me seduzires, como fazes com todas as tuas vítimas.

Tens razão.

É um perfume.

Mas nunca o usei contigo.

Disseram-me que bebes o sangue das tuas vítimas.

É verdade.

Mas tu não és a minha vítima.

És o meu amor.

Cala-te.

O meu único amor verdadeiro.

Quem és tu para falar-me assim?

Estou amaldiçoado, Mina.

Sou um homem morto condenado a viver pela vontade de Deus.

Porquê faria Deus tal coisa?

Porque te tirou de mim.

Por isso, amaldiçoei-o e abandonei-o.

Ao contrário da crença popular, não gosto de sangue.

Embora o teu tenha um sabor delicioso.

Mas sem sangue, seria um velho repugnante com um coração mudo que ninguém ousaria olhar.

São só palavras.

Palavras sedutoras ditas para me enganar.

Tens razão.

Às vezes, as palavras podem enganar.

Segura nas minhas mãos.

As mãos nunca mentem.

Dir-te-ão a verdade sobre mim...

mas também sobre ti.

Quem és realmente.

E o prazer que têm em acariciar...

o teu rosto, o teu pescoço e as tuas ancas.

Lembras-te da última coisa que me disseste?

Disseste: "Cuida bem de ti, meu príncipe."

"Meu rei."

"Minha vida."

"Porque eu não consigo viver sem ti."

Ah, meu amor...

Tive tantas saudades tuas.

Quero ficar contigo para sempre.

Quero que me tomes.

Toma-me.

Quero que me tomes.

Agora.

Tens toda uma vida pela frente.

E eu só ofereço isto.

Quero estar na tua pele.

No teu sangue.

Por favor...

Por favor, meu marido.

Por favor.

Sentistes?

Sim?

Aquele cheiro.

O mesmo do hospital.

O mesmo perfume.

Ele está aqui.

Meu Deus.

Desapareceram.

Mas para onde?

Só há um lugar.

Pelo visto, Mina desapareceu.

Com ele?

Receio que sim.

Aquele homem é o próprio diabo.

Tem de ser parado imediatamente.

Absolutamente.

Então, achais que nos podeis guiar...

até ao seu castelo na Roménia?

Sim.

Padre, não podemos ir assim, despreparados, sem ajuda.

Acho que conheço alguém que nos pode ajudar.

Então, sentiste a minha falta?

Claro, meu amor.

Rezei por ti todos os dias.

O que aconteceu?

É um milagre?

Assim.

Deus ouviu as tuas preces.

E aqui estou, completamente curada...

e pronta para te amar pelo resto da minha vida.

Henry.

Sem ti, estava a enlouquecer.

Mas pedi que me avisassem quando fosses alta do hospital.

Eu sei, eu sei.

Saí há apenas uma hora e vim diretamente para aqui.

- Estás completamente curada? - Absolutamente!

Não me aborreças com perguntas.

Não estás contente por me ver?

Claro.

Ah, Henry.

Senti falta dos teus braços.

E das tuas belas mãos.

E dos teus lábios.

Especialmente do teu pescoço.

Depressa.

Como te atreves!

Meu Deus, o que fizeste?

Não te preocupes, não te preocupes.

Há uma explicação para isto.

Podemos explicar tudo.

Ah não, o meu sangue!

O que fizeste?

O que me fizestes?

O meu sangue está no tapete!

O que fizeste?!

Minha querida...

Socorro!

Para! Para!

Não... me deixes.

Fronteira da Roménia

Bem-vinda a casa.

Meus amigos...

A Princesa Elizabeth regressou.

Deixa-me falar com eles.

Não demorará.

Senhor...

já vos seguem e em breve estarão em cima de vós.

Acho que é hora de partirdes.

Obrigado pela tua preocupação.

Mas finalmente estamos em casa.

Não há outro lugar onde estar.

Toma isto.

Já não precisarei dos vossos serviços.

Ide em paz agora.

Elisabeth.

Meu príncipe.

Achais que Deus nos perdoará por nos amarmos tanto?

Deus é amor.

Ele compreende.

E se não compreender...

que vá para o inferno.

Aprenderão o que significa acordar um dragão...

fica aqui.

Ali. É onde ele dorme no caixão.

Num caixão? É o último lugar onde quereria dormir.

Para lá vamos um dia...

Soldados! Quero cinco voluntários comigo. Os outros, descansem.

Ali está.

Lá dentro.

Soldados!

Não o podeis matar assim.

Deixai connosco, Padre.

Desta vez não escapará.

Apontar! Fogo!

Disse-te que te pouparia a vida. Não me faças mudar de ideias.

Então...

és o padre que persegue o meu povo há todos estes anos.

Sim.

Mas fica descansado, não vim lutar contigo.

Eu luto com Deus.

Não me interesso pelos Seus servos.

Não. Não lutas com Deus, filho. Lutas contigo mesmo.

Não. Não, não. Lutei e matei em Seu nome.

Vivemos e respiramos em Seu nome.

Porquê quereria ele que destruíssemos a sua própria criação?

O homem mata em seu próprio nome.

E tu estás a fazer o mesmo outra vez.

São palavras bonitas. Deus enviou-te para me matares.

Deus enviou-me para te salvar.

Então, Deus quer salvar-me agora.

Depois de me negar o direito à morte durante séculos.

Mas não é um castigo. É uma oportunidade.

Arrepende-te pela tua salvação, Drácula.

A minha salvação é ela.

Mas tu és a maldição dela.

Preciso de um pouco mais de tempo.

Abre a porta!

Elizabeth!

Elizabeth, se eu fizer isto, a maldição desaparecerá.

Voltarás a ser livre.

Mas a minha liberdade és tu. A minha liberdade és tu, meu amor.

Se tu fores, eu também vou.

Drácula.

Acreditais amá-la, mas esperais que ela sacrifique a vida por vós?

Por favor, não vás, fica aqui.

A tua alma ainda pertence a Deus.

Se a amais verdadeiramente, deixai-a regressar à vida.

E regressai a Deus.

Drácula!

Abre a porta!

Abre a porta!

Há quatrocentos anos, pedi a um padre que Deus poupasse a minha esposa.

Não o fez.

Por favor!

Ouvirás a minha prece desta vez?

Ouça ou não...

só tu podes mudar o destino dela, filho.

Salva-a.

Então, encontrarás paz eterna.

Meu amor...

Espero...

Não me deixes!

Despacha-te antes que mude de ideias.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo te proteja dos pecados.

Libertar-te-ei de todos os pecados em Seu nome.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo te proteja dos pecados.

Libertar-te-ei de todos os pecados em Seu nome.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Ámen.

Não!

Cessar fogo!

Pelo sofrimento de Nosso Senhor Jesus Cristo...

pelos méritos da Santíssima Virgem Maria e de todos os santos...

todo o bem que fizeste e todo o mal que suportaste...

que te sejam concedidos o perdão dos pecados, o aumento da graça e a recompensa da vida eterna.

Ámen.

Porquê fizeste isto, meu amor?

Porque te amo.

Eu também te amo.

Mina?

A maldição acabou.

Bom, bom...

Agora está tudo bem.

Bom..

Obrigado.

Até breve.

Sim, sim.

Legendas por: J0hnY

Email: John0090@outlook.pt

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