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Original subtitles

Permiss�o dada. Quando quiser lan�ar.

- A zona do alvo est� clara. - Est� pronto. Lan�ar!

Esse antia�reo l�bio estava a um nanossegundo

de lan�ar um m�ssil terra-ar.

Assegurar que n�o havia civis na �rea valeu o tempo extra.

Evitar mortes de civis era a nossa prioridade.

Nem toda a informa��o do mundo muda o fato

de que, se voc� est� pilotando, a culpa � sua.

Voc�s precisam viver com as decis�es que tomam.

Certo, por hoje � s�, senhores.

Aquilo foi incr�vel.

C de Charlotte. A sua equipe a chama de Charlie?

Eles me chamam de "comandante".

Queria saber como virou piloto.

Podemos conversar tomando um vinho.

Tenente, o que o faz pensar que tem chances comigo?

O seu anel novo. Diamante, esmeralda e rubi.

Verde, branco e vermelho.

As cores da bandeira italiana. Em minha homenagem, n�?

Boa tentativa. At� amanh�.

Quero v�-la.

N�o quero brigar com voc�, s� quero falar com ela. Ad�le!

Ela n�o quer mais voc�. Chegue perto dela, e mato voc�.

Yannick n�o � um mau sujeito.

� gentil comigo.

Ele � teimoso, admito.

Tem vindo aqui toda manh�, h� 10 dias.

- Como voc� est�? - Bem.

- Dormi a noite toda. - O pior passou.

Vou voltar ao trabalho hoje.

Se este diabinho aqui lhe der ideias, me ligue.

Comandante Charlotte Dumas. For�a A�rea.

Tem identidade da escola militar aqui perto e as chaves do carro.

O ferimento n�o � profundo. Talvez um estilete.

Tem uma c�mera de seguran�a, mas virada para o outro lado.

Nenhuma testemunha viu ou ouviu algo.

Em frente � tumba de Napole�o? Deveria estar cheio de turistas.

Foi muito r�pido.

Nenhum ferimento defensivo nem briga.

Hemorragia em 30 segundos.

Ela foi treinada para isso, mas n�o se defendeu.

O ataque foi inesperado.

De algu�m que podia chegar perto o suficiente.

Talvez este cara. Vejam.

"Ainda mais gostosa por tr�s. Belo traseiro."

N�mero desconhecido. Foi a �ltima mensagem.

Talvez ela fosse encontr�-lo aqui.

Ajude-me aqui.

- O dedo dela. - Ele pegou uma lembran�a.

O dedo dela tem uma marca de anel.

O cara cortou o dedo para pegar o anel.

Talvez ele o tenha dado, mas queria de volta.

Mesquinho e homicida. Que gal�!

A comandante Dumas ensinava T�ticas e Opera��es aqui.

Ela era incr�vel, uma de nossos melhores pilotos.

Ela pilotou em miss�es no Afeganist�o e na L�bia.

Ela morava na escola?

N�o, na base 107, em Velizy.

Ela vinha de carro, que est� no estacionamento.

- Ela tinha marido ou namorado? - N�o, era solteira.

Nunca mencionou namorado, mas era atraente,

ent�o presumo que houvesse algu�m.

Ou algu�m que queria ser o namorado dela.

- E os estudantes dela? - Eram 9 alunos.

Pilotos treinados de outros pa�ses da OTAN.

- Homens? - Isso.

Quero falar com eles.

Diga � Angel que preciso v�-la.

Ela sempre ia � cantina ap�s a aula para tomar caf�,

mas hoje n�o foi.

Algu�m a viu l� fora depois da aula?

- N�o... - N�o, senhor.

Dra. Alassane. Obrigado por vir.

Eu queria saber quando teremos o resultado da aut�psia.

- Quando eu terminar. - Obrigado.

Na pr�xima vez, use o celular.

Obrigado.

Podem ir.

Voc� gostou do traseiro da minha colega, Ten. Zavaglia?

Como �, comparada � da comandante Dumas?

Essa pergunta � muito ofensiva.

"Ainda mais gostosa por tr�s. Belo traseiro."

Acho que sabemos quem mandou.

Foi uma piada, est� bem?

Ela viu a mensagem �s 18h02, j� a caminho de Invalides,

ent�o voc� estava l� fora secando a bunda dela.

Por que n�o falou quando perguntei se algu�m a viu?

Porque cantar a professora pode gerar puni��o.

Eu estava na aula quando ela foi morta.

- Pergunte aos outros. - Vamos perguntar.

Eu s� estava me divertindo. N�o tinha chances com ela.

Ela tinha um namorado novo, que cuidava muito bem dela.

Ela apareceu com um anel novo.

Esmeralda, diamante e rubi. Qualidade de primeira.

Esse namorado dela tem muito dinheiro.

Charlotte n�o falou nada sobre o dinheiro dele,

s� que ele era de alta patente no QG da OTAN em Bruxelas.

- O nome dele? - Ela n�o me falou.

Voc�s n�o v�o encontrar fotos dele.

- Por que tanto segredo? - Ele era casado e tinha filhos.

Tinha um trabalho muito sens�vel.

Um esc�ndalo acabaria com a carreira brilhante dele.

S�o as desculpas de sempre quando n�o querem nada s�rio.

Soubemos que ele deu um anel a ela.

Ela ficou impressionada. N�o parecia ser novo.

Devia ser de uma loja de penhores.

Charlotte deu a ele um ultimato?

N�o, ela n�o tinha experi�ncia.

Pilotar avi�es era tranquilo, mas relacionamentos...

Ela guarda as coisas em algum outro lugar?

O arm�rio dela, na base.

O cara vai querer ser encontrado por voc�s antes de n�s.

Se o encontrarem primeiro, s� precisam entreg�-lo vivo.

O que � tudo isso?

Amuletos. Pilotos s�o supersticiosos.

O bumerangue significa que sempre voltaria.

Este parece novo. H� quanto tempo ela tinha?

H� uma semana.

"G-Force".

Eu a reconhe�o.

Ela mandou muito bem h� uns dois s�bados.

Ela foi 12 vezes seguidas sem vomitar.

- Ela estava sozinha? - Tinha um cara com ela.

- Ele a desafiava a repetir. - Como esse homem era?

Uns 30 anos, da minha altura. Olhos azuis, bon� de beisebol.

Cabelo louro. E tamb�m tinha uma queimadura feia no bra�o.

Ouviu o nome dele? Talvez ela tenha falado.

O �nico nome que ela usou foi "babaca".

Ela estava b�bada, eles brigaram.

Ele pegou as chaves do carro, mas ela n�o gostou nada.

Se ele esteve no carro, temos as digitais.

O carro foi limpo h� alguns dias.

Todas as digitais pertenciam a ela.

Ele deixou a bolsa de gin�stica no carro dela.

Ele pratica triatlo.

Estes t�nis servem para correr, nadar, pedalar. E s�o caros.

Etiquetas.

Isso � bom. A comandante tinha a mesma etiqueta no uniforme.

A mesma fonte e o mesmo padr�o de letras e n�meros.

Eles usavam a mesma lavanderia.

Antoine � minha, trabalha para mim, diga onde est�.

Ou o qu�? Faz vodu e manda um esp�rito atr�s de mim?

Como sabe o que farei?

Antoine me disse que sua m�e � uma kindoki em Brazaville.

Eis o que eu vou fazer.

Mandar um esp�rito grand�o atr�s de voc�. O Esp�rito Santo.

Ele vai grudar em voc� e fazer seu pinto cair!

Antoine est� sob minha prote��o. Ela n�o pertence a voc�!

Eu teria cuidado, essas pessoas acreditam em seus fantasmas.

E eu, no meu. Como vai a Ad�le?

Est� limpa h� 12 dias.

Ela � forte,

- mas o namorado deve sair fora. - Yannick?

Isso n�o � decis�o dela?

Est�o juntos h� 3 anos. Ela o ama, ele n�o � violento.

� um vagabundo. Fez ela roubar rem�dios do hospital.

Yannick fez isso na escola t�cnica.

Gosta de trabalhar com metal.

N�o acha emprego desde que se formou.

S�o as etiquetas utilizadas pela lavanderia da base.

Ent�o o namorado est� aqui, n�o em Bruxelas.

Por que ela mentiria?

Na minha �poca, havia regras contra fraterniza��o

entre soldados da mesma base.

Na verdade, n�s desencorajamos isso.

Por isso ela mentiu.

Quanto tempo vai demorar para rastrear a etiqueta?

Alguns dias. Se puder ser rastreada.

Voc�s t�m uma equipe de triatlo?

Temos.

Tem fotos?

Fiquei em 2� no campeonato deste ano.

- Posso ver? - Fique � vontade.

Aqui.

Veja.

T�nis amarelos. Cabelo louro. � ele.

� um erro. A comandante Dumas nunca se envolveria com ele.

Comandante Dumas e eu?

Senhor, diga a eles.

Uma piloto nunca ficaria com um mec�nico.

Tenho mais chances com a Carla Bruni.

Mostre-nos o seu bra�o direito.

- Como foi com a Carla Bruni? - Voc� vem conosco.

Fa�a o que eles mandam, sargento.

O cara est� mentindo. Eu n�o estava l� com ela.

Encontramos os seus t�nis no carro. Amarelos.

N�o s�o os meus. Os meus est�o no meu quarto.

Sente-se. Est� me deixando nervoso.

- Eu nem estava aqui no s�bado. - N�o, teve uma folga de 2 dias.

- N�s verificamos. - Fui ao Golden Bowl.

A corrida de resist�ncia em moto. Tenho fotos.

Eu vou todos os anos. Aqui est�.

Esse foi o come�o da corrida, no s�bado?

E nenhuma outra at� o final, no domingo � tarde.

E no meio-tempo?

N�o sei. Fiquei b�bado.

- Voc� foi com algu�m? - S� com o meu beb�.

Uma Ducati MHR.

1978. Eu reconstru� pe�a por pe�a.

Foi assim que ganhou a cicatriz? Na moto?

N�o, erro de um piloto.

O cara entrou na cabine, tocou na marcha e ativou os flaps

enquanto eu esvaziava o sistema de voo.

Espirrou flu�do hidr�ulico quente em mim.

Voc� n�o gosta de pilotos, n�o �?

Eu n�o matei Dumas.

Voc� saiu da base �s 14h na tarde de quinta

e s� voltou �s 17h.

Fui ver um carburador pra moto com um cara de Montreuil.

- Vamos precisar do nome dele. - Ele n�o apareceu.

O bar em que �amos nos encontrar estava fechado.

S� tenho o nome dele no eBay. Tony243.

Acreditem em mim. Eu nem gostava de Dumas.

Eu gosto de garotas. Dumas agia como se fosse um cara.

O eBay disse que o login foi criado um dia antes da morte

usando uma identidade falsa.

O endere�o IP � de um caf� a 3km da base.

Ent�o Barron criou o pr�prio �libi.

Ele n�o tem um �libi pra quando foi visto com Dumas?

Da corrida de moto, mas teve um intervalo.

Ele poderia ter vindo ficar com ela

e depois voltado pra corrida.

S� que o cara do G-Force n�o identificou a foto dele.

E tem outro problema...

As etiquetas da lavanderia no short

s�o de um piloto que est� no exterior h� 6 meses.

Ele doou roupas pra loja de segunda m�o pr�xima � base.

- Barron compra l�, e da�? - N�o vejo motivo.

Eles estavam tendo um caso, ele deu um anel a ela

e a matou de repente?

�, porque acaba a emo��o de namorar um mec�nico.

Ela termina, ele fica louco e a mata.

Dumas n�o estava agindo como se tivesse d�vidas.

Ela usava o anel em p�blico.

Ela era uma mulher inexperiente e animada.

N�o fiquem analisando o comportamento dela.

Barron cortou o dedo dela pelo anel.

Encontrem o anel.

Mark Zuckerberg deve amar esse cara.

A vida dele est� no Facebook.

Nenhuma foto da comandante Dumas.

Aqui est�. 3 fotos apagadas no dia da morte.

- Pode recuper�-las? - Claro.

Ele tem tirado a vara.

Ele esconde os pertences pessoais.

N�o confia nos companheiros de trabalho.

Mas nenhum anel.

Porque deve ter escondido em outro lugar.

Aqui est�o, as fotos apagadas.

� uma oficina em Grande Arm�e. Parece que ele � cliente.

Barron vem aqui de duas em duas semanas.

"Ducati isto, Ducati aquilo..." Ele gosta de motos.

- Ele veio aqui na �ltima quinta? - � o meu dia de folga. Espera.

Sabe o Barron, o cara da queimadura?

Ele esteve aqui na quinta?

Veio por volta das 17h. Usou o banheiro.

Bayard.

Voc� n�o devia ser mesquinho. Devia ter jogado no rio.

N�o � meu. Os caras da oficina erraram. N�o fui l� na quinta.

Voc� conhece este anel.

Quero um advogado. N�o vou mais falar com voc�s.

Os ministros da Justi�a e da Defesa est�o em cima.

Precisamos acertar. Associem o anel a ele.

Encontrem um recibo ou quem vendeu pra ele.

Tornem este caso � prova de balas. Por favor.

Certo, vamos mandar uma foto do anel a todas as joalherias

e casas de penhores num raio de 160km de Paris.

E passe pelo banco de dados de roubos.

Talvez ele tenha roubado da av� dele.

Estou gr�vida.

De quase 3 meses.

Quando a mam�e adoeceu, decidi que queria uma fam�lia.

Isso... � bom.

- Pode ficar aqui. - Tudo bem.

Yannick vai ficar comigo.

Ele quer ser um bom pai.

Ele nem tem um emprego.

Boa noite, pai.

Ad�le contou para a m�e antes de morrer.

Foi ideia da m�e dela eu entrar em contato com voc�.

Ela queria que o neto tivesse todas as vantagens.

Duvido que pensasse em mim como uma vantagem.

Ela pensava muito em voc�, Jo.

Ad�le vai voltar a morar com o namorado.

Voc� est� preocupado.

Penso nas mulheres e meninas que vieram at� nossa porta.

Aqui, no leste europeu...

Algumas foram salvas, outras se afogaram.

Me preocupei com todas elas, eu rezei.

Mas, no final, s� podia estar pronta para elas

quando entrassem pela porta.

Boa noite, Jo.

Ent�o, essa � a gata que endireitou voc�.

Espero que esteja lhe dando muita alegria.

Ela � freira.

Freira?

Voc� se superou mesmo.

Achei que n�o gostasse mais de mim.

Pois quando um policial, mesmo um que cresceu com voc�,

acha a religi�o, ele pode ir longe demais.

Sabe, dar as costas aos velhos amigos.

Mas n�o acontecer� com voc�.

Voc� reatou com a sua filha,

est� tentando ser um bom pai.

Digo, eu entendo. Alguns amigos n�o entendem,

mas eu entendo.

Arrisquei meu pesco�o por voc�, Jo.

N�o fa�a com que me arrependa.

Uma freira...

Voc� vai arder no Inferno.

E a�?

Nenhuma resposta das joalherias.

Estou investigando as lojas de penhores.

Bayard est� vendo os roubos.

- O que tem? - C�ibra. Vou dar uma volta.

O meu pai teve sorte, se aposentou

antes de tudo ser computadorizado.

Quando eu comecei, o escrit�rio era assim.

Voc� n�o mudou nada desde que veio pra c�.

Eu deveria mudar?

Onde Barron ficava antes de Velizy?

Na 125� Base A�rea, em Le Tub�.

� perto de Aix-en-Provence.

Os policiais l� denunciaram um anel roubado h� um ano.

Diamante, esmeralda e rubi com duas safiras no meio.

Podem ter removido as safiras.

Encontraram um anel caro e mudaram a apar�ncia dele.

Contate Aix-en-Provence. Quero ver o relat�rio completo.

O anel foi roubado com outras joias ap�s um homic�dio.

Os 4 membros de uma mesma fam�lia.

O Sr. Barron inicialmente era suspeito.

Ele estava namorando a filha de 17 anos, Sybil.

N�o � jogo ser namorada dele.

O caso ainda est� aberto.

N�o por muito tempo.

Foram mortos numa sexta � noite.

A empregada os encontrou dois dias depois.

A m�e, Sra. Legoff, foi encontrada aqui.

A mancha de sangue mostra que ela morreu primeiro.

Golpe na cabe�a com um taco de golfe,

que foi encontrado ali.

Sybil foi encontrada aqui, tamb�m golpeada com o taco.

O filho foi morto esfaqueado com uma faca da fam�lia.

Encontramos a faca na pia da cozinha, limpa.

- Nenhuma digital. - E o Sr. Legoff?

O sangue dele foi encontrado aqui embaixo.

Ele devia estar l� em cima quando come�aram as mortes,

desceu, foi atacado, mas o corpo n�o foi encontrado.

A casa est� trancada desde ent�o.

Enquanto o caso estiver aberto, � uma cena do crime ativa.

Voc� est� convencido de que foi Barron.

Isso mesmo.

A empregada disse que a menina brigava com os pais por ele.

Barron e a menina sa�ram para beber naquela noite.

Transaram. Encontramos o s�men dele dentro dela.

Ele a trouxe pra casa pouco depois da meia-noite.

Ela discutiu com os pais, e foi a� que tudo desandou.

Acreditamos que Barron tenha roubado as joias

para que parecesse um roubo.

Se o achava culpado, por que o libertou?

Nenhuma prova direta.

E dois amigos dele comprovaram o �libi.

N�o acreditou neles?

Soldados n�o cuidam dos amigos?

Talvez a comandante Dumas tenha suspeitado

quando ele deu o anel para ela.

Ela encontrou uma liga��o entre ele e este homic�dio.

Talvez por isso ele a tenha matado.

E o pai? Acha que Barron o sequestrou?

Sabemos que sequestrou. Temos uma fita.

Isto foi �s 3h da manh� num banco pr�ximo � base.

Achamos que Barron amea�ou Legoff.

Usou-o para conseguir dinheiro.

E como Barron levou Legoff at� o banco? De moto?

Ele usou o carro de Legoff, um SUV da Mercedes.

Encontramos abandonado a uns 16km da cidade.

Procuramos o carro de Legoff, mas nada.

Os Legoffs eram que tipo de fam�lia?

Fam�lia rica. Os filhos em escolas particulares.

- Religiosos? - N�o especialmente.

Iam � missa no Natal e na P�scoa.

Viol�ncia dom�stica?

N�o, nem nada relatado pela empregada tamb�m.

Os neg�cios de Legoff?

Empresa aliment�cia.

A maior cliente dele era a base a�rea.

Provavelmente porque ele foi paraquedista por 4 anos.

Sei o que est� pensando,

mas Legoff n�o parece algu�m que mataria a fam�lia toda.

Os neg�cios iam bem, sem hist�rico de problemas mentais.

Nada que o deixasse deprimido.

Caso achem que somos um bando de idiotas aqui,

ficamos de olho na conta banc�ria dele.

Tem $ 300 mil l�. Intocados desde os homic�dios.

� a mesma coisa com o cart�o de cr�dito.

Ele est� morto.

Barron o matou e enterrou o corpo.

Isto � do Facebook de Barron?

Tudo o que tinha l� na �poca do homic�dio.

Esta � a filha, Sybil.

Ele tirou as fotos dela desde ent�o.

Que decente!

N�o, ele fez outra coisa com as fotos.

Veja. Ele cortou esta foto para se livrar do armaz�m.

Uma lente de �culos. Manchada com sangue.

�, aqui tem manchas de sangue nas paredes.

Marcas de corte aqui. Com sangue e cabelo.

Parece que Barron cortou o corpo.

N�o acredito que me trouxeram aqui de novo.

Acredite. Encontramos sangue e cabelo do Sr. Legoff

e uma lente dos �culos dele num armaz�m.

O mesmo armaz�m que voc� cortou desta foto.

Eu n�o cortei a foto. Eu n�o matei os Legoffs.

Meus amigos falaram que eu estava na base.

Fatos n�o mentem.

Voc� tem que tomar agora a decis�o mais importante

da sua vidinha med�ocre.

Pode ir a julgamento e descobrir se o juiz ser� benevolente

com um assassino degenerado

ou pode ser homem e assumir o que fez.

Sem chances!

Isto tudo � mentira. Por que eu os mataria?

N�o queriam voc� com a filha deles. J� falamos disso.

Eu falei que n�o estava apaixonado pela Sybil.

N�o era nada de mais. Eu n�o era o �nico dela.

Como sabe?

Ela teve gonorreia.

Duas semanas antes de eu a conhecer.

Eu n�o ia perder o sono por ela.

Que sentimental!

Imagino que n�o v� confessar.

V� se ferrar.

Voc� procurou esses outros namorados?

N�o. E, mesmo que existam, Barron � o �nico que importa.

O advogado de Barron vai procur�-los.

Ele vai us�-los para levantar d�vidas sobre a culpa de Barron.

� melhor encontr�-los antes dele.

� perda de tempo.

Se perder o seu caso contra Barron, eu perco o meu.

Eu n�o gosto de perder.

Ela est� morta h� um ano.

Deve ter tido namorados que nem as amigas conheciam.

Ela teve uma doen�a. O m�dico sabe quem transmitiu.

Lembro-me dela. Ela morreu no ano passado, com a fam�lia,

em Aix-en-Provence, num roubo.

�, mas, algumas semanas antes, voc� a tratou de gonorreia.

Os registros do hospital mostram que voc� receitou

amoxicilina e probenecida.

Receitei. N�o sei o que tem a ver.

- Ela disse quem a infectou? - N�o.

N�o deve informar os parceiros de que algu�m foi infeccionado?

N�s recomendamos que a paciente os informe.

Pelo que eu lembro, ela j� sabia o que tinha,

o que � estranho para algu�m da idade dela.

Acreditei que ela fez a coisa certa.

Ela veio sozinha?

Algu�m a trouxe. Eu a vi entrando num SUV

quando fui at� o meu carro.

- Um SUV de que marca? - Mercedes.

- Um homem estava dirigindo... - Doutor.

Com licen�a.

� o carro do pai. Ele a trouxe.

Mas � estranho. A m�e a teria trazido.

N�o est� certo. Ele a levou a uma cl�nica a 150km de casa?

- Para n�o os reconhecerem. - Isso n�o me cheira bem.

Incesto? Do que est�o falando?

De acordo com o hospital, uma semana antes,

Legoff fez exame de gonorreia.

N�o � relevante. Legoff morreu.

Por qu�? Porque encontramos sangue e cabelo?

Primeiro voc� suspeitou que Legoff havia matado,

mas ele n�o tinha o perfil, problemas financeiros...

Mas isto � um motivo.

A filha dele chegou em casa, cheirando a bebida e sexo.

Ele deve ter ficado louco de ci�me.

Talvez ele tenha batido nela, mas ela estava b�bada

e bateu de volta.

Ela revelou tudo na frente da m�e e do irm�o,

disse o que o pai fazia com ela.

Legoff entrou em p�nico, a matou.

Matou todos eles.

� fantasia pura. Barron os matou.

Faz sentido. Este caso � meu.

Eu n�o me importo com o que fazem com o seu.

Saiam da minha sala. LaBrecque!

Eles precisam ir � esta��o.

N�o os deixe perder o trem para Paris.

Ele tem raz�o, faz sentido. O armaz�m, o sangue...

Certo. E como encontramos o armaz�m?

As fotos do Facebook cortadas.

Voc� estava fora da sua jurisdi��o.

N�o tinha que conduzir uma investiga��o

sem rela��o com o seu caso.

Eram provas de motivo no caso de Dumas.

N�o fale nada. Voc� � o mais inferior daqui.

Quanta burocracia eu sou obrigado a aceitar?

Temos 4 cad�veres, incluindo 2 crian�as.

Voc� nem se preocupa...

- Voc� � a chefe. - Obrigada.

E agora tenho que fazer as pazes com o nosso amigo do sul.

Se ela passasse mais tempo vendo cad�veres...

Ela j� viu muitos cad�veres. Um conselho, Bayard:

n�o d� tanto de si em todos os casos,

guarde um pouco para a sua esposa e seus filhos.

Sim.

As fotos foram apagadas dia 9 de fevereiro,

5 semanas ap�s o homic�dio dos Legoffs.

O Sr. Barron havia ido para o porta-avi�es De Gaulle,

estava em miss�es no Golfo, sem comunica��o externa,

incluindo Internet.

Ent�o n�o foi ele que cortou as fotos.

� exatamente isso.

Se n�o foi ele, quem foi?

Talvez o mesmo que criou a conta falsa no eBay.

O mesmo cara que se finge de morto h� um ano.

Ent�o Legoff forjou a pr�pria morte,

fingiu para a c�mera do caixa eletr�nico e sumiu.

Um ano depois, ele se disfar�ou e teve um caso com Dumas,

a matou e usou o anel para culpar Barron

pelos homic�dios dela e da fam�lia dele. Isso resume?

Muito bem.

Quero ver com os promotores.

V�o me perguntar por que Legoff esperou um ano?

Ele estava vivendo das joias que roubou.

Deve ter sobrado pouco.

Ele tem pelo menos $ 300 mil intoc�veis no banco

e a casa.

Mas, se Barron for condenado,

ele estar� morto, e os pais dele ficar�o com tudo.

Ele espera que eles possam ajud�-lo e fiquem calados.

Espero que os promotores n�o riam de mim.

Aqui.

Rastreei as joias que o Sr. Legoff roubou.

Partes de um colar que pertenciam � esposa

foram recuperadas na pris�o de um falsificador da C�rsega.

Ele est� preso em La Sant�.

N�o, nunca vi esse tal de Legoff.

Louis e Maria.

Eles est�o na C�rsega com a m�e.

� um longo caminho se vierem visitar.

Se voc� for transferido para a pris�o de Borgo,

� meia hora de �nibus.

Nos d� um motivo para agrad�-lo.

Dois meses atr�s, ele queria um passaporte,

o novo nome e o n�mero do passaporte.

Laval. Henri Laval.

Como o encontramos?

N�o sei.

As crian�as crescem r�pido. Elas v�o esquec�-lo.

O cara tem liga��es na S�rvia. Se descobrirem, estou morto.

N�o me importa.

Eu entreguei o novo passaporte num restaurante.

Ele lava lou�as l�.

Com licen�a, procuramos Henri, o rapaz da lou�a.

- Onde est� o outro rapaz? - O que est� havendo aqui?

O seu rapaz da lou�a, Henri, onde est�?

Acabaram de passar por ele. Ele � meu ma�tre agora.

- Tem o endere�o dele? - Claro.

Tinta loura de cabelo, lente de contato azul...

Tudo para se tornar Barron.

Da loja de penhores de Velizy.

O cara armou para cima de n�s.

As lentes s�o da S�rvia.

Talvez estivesse escondido l�.

A filha de Legoff. Ele a destruiu antes de mat�-la.

A garotinha dele.

Voc� o odeia. E quer mat�-lo.

Eu j� prendi babacas doentes. Nunca matei um.

Meses ap�s voltar � sobriedade,

eu tinha uns acessos de raiva.

Eram t�o brutais...

Toda emo��o que eu afogava nos copos de u�sque voltavam.

Tome cuidado, Jo.

Jo, encontrei a liga��o de Legoff na S�rvia.

Quando ele tinha a empresa, comprava pimentas servas

de um tal de Milan Plavic, um franco-s�rvio.

Eles serviram juntos como paraquedistas.

Achava que Legoff estava morto.

Ele era s� um cara que conheci no Ex�rcito.

N�s t�nhamos neg�cios juntos, mas nada de mais.

Tenho muitos problemas com a minha pr�pria fam�lia.

Os chineses t�m um ditado que talvez voc�s conhe�am.

S� se pode confiar em 3 tipos de homens:

aqueles com quem voc� cresce,

aqueles com quem voc� � preso

e aqueles com quem voc� serve ao Ex�rcito.

J� falei. Legoff n�o era nada para mim.

Para de me enrolar!

Mande-os ir para o ch�o!

Lealdade � bom, menos quando o torna cego.

O seu amigo assassinou a fam�lia, estuprou a filha,

a pr�pria filha, Sybil.

Voc� est� mentindo.

Venha ao meu escrit�rio. Vou mostrar os documentos.

Os relat�rios m�dicos, os depoimentos.

O seu amigo � um assassino estuprador.

E voc� o protege.

N�o confia em n�s? Pergunte a ele.

Depois me ligue.

Ou talvez voc� n�o veja nada errado no que ele fez.

Talvez seja como ele.

Este presente para Ad�le � o qu�? Uma moldura?

Oi, Marty.

Este � o garoto de que lhe falei. Yannick.

Gosta de trabalhar com metal.

O presente para Ad�le

� um emprego para voc�.

Obrigado.

Saint-Clair.

Voc� deve se achar um g�nio. Voc� me viu no restaurante.

Quem �?

Achou que eu tatuaria o meu nome na minha testa?

Identifique-se.

Sou o cara de quem voc� tem falado mentiras.

Eu n�o menti. Voc� sabe, e o seu amigo tamb�m.

N�o, n�o, voc� n�o sabe a verdade.

Vai, diga a verdade.

Tinha uma gangue na base a�rea.

Barron fazia parte dela.

Eles extorquiam dinheiro da minha empresa.

Eu n�o podia mais pagar.

E falei que iria � pol�cia.

Eles foram atr�s de mim, mataram a minha fam�lia,

me sequestraram.

Eu fugi, mas vieram atr�s de mim. Por isso me escondi.

Est� bem, Sr. Legoff.

Eu vou ajud�-lo. Onde est�?

N�o � t�o simples assim.

Eles est�o at� dentro da pol�cia.

Eles mataram a piloto.

Eu vou proteg�-lo. Voc� tem a minha palavra.

Vou ficar onde estou.

Eu s� liguei para deixar tudo claro.

Deve ter sido terr�vel ver sua fam�lia morrer.

A sua filha, Sybil.

Voc� n�o faz ideia.

Ela era muito bonita.

Era.

- Quase uma mulher. - Pare.

- N�o fiz o que voc� me acusa. - N�o o estou julgando.

Voc� mostrou amor a ela do seu pr�prio jeito.

N�o fale isso.

- Eu o entendo, Sr. Legoff. - Cala a boca!

Eu nunca fiz mal � minha filha.

Acho que o seu amigo, Plavic, n�o aprova esse tipo de amor.

Voc� devia ter visto a cara dele quando contei sobre voc�s.

Agora est� mentindo de novo. Plavic n�o ligaria pra isso.

Os s�rvios mandam as pr�prias filhas se prostitu�rem.

- Amizades t�m limites. - Eu estou bem. Ele me deve.

Deve voc�? Por qu�? Salvou a vida dele?

Salvei a pele dele. Esses crimes de que est� me acusando,

ele fez muito pior na �frica, no Ex�rcito.

Eu dei cobertura a ele, ent�o...

Seu filho da m�e. V� se ferrar.

- Normand? - Oi.

- Gravou? - Cada palavra.

�timo.

Plavic n�o ligaria pra isso.

Os s�rvios mandam as pr�prias filhas se prostitu�rem.

- Amizades t�m limites. - Eu estou bem. Ele me deve.

Deve voc�? Por qu�? Salvou a vida dele?

Salvei a pele dele. Esses crimes de que est� me acusando,

ele fez muito pior na �frica, no Ex�rcito.

Eu dei cobertura a ele.

Deixe-me cuidar dele. � melhor para voc�.

Como consegue dormir t�o bem?

Eu nunca coloquei as m�os nela.

Eu a amava. Foi uma conspira��o. Por favor.

Eu juro! Por favor, n�o me machuque.

Tchau, pai. Nos vemos na semana que vem?

Tudo bem.

Espere!

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