All language subtitles for Greys Anatomy S22E01 Only the Strong Survive 1080p AMZN WEB-DL DDP5 1 H 264-Kitsune

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Original subtitles

O que foi isso?

- Meu Deus! - Saiam da frente.

Quando um paciente autoriza uma cirurgia,

n�o est� s� confiando a vida a um cirurgi�o,

mas a uma equipe inteira.

Tudo bem.

NEURO - UTI PEDI�TRICA

O anestesiologista pode controlar a seda��o sem cessar,

controlar a respira��o, batimentos, press�o sangu�nea.

Vamos!

- Saiam da frente. Cuidado. - Vamos. Depressa.

- N�o pode entrar. - N�o entendeu.

- N�o entende! - Precisam evacuar agora!

Saia agora!

O 1� assistente faz a suc��o e retra��o, auxiliando em cada sutura e grampo.

A instrumentadora organiza e entrega materiais cir�rgicos,

poupando um tempo valioso e perda de sangue.

Enfermeiras circulantes documentam o caso,

registrando quem toca no paciente, o que � usado e quando.

Socorro! Ajudem a gente!

Precisamos de ajuda aqui! Socorro!

Algu�m ajude a gente!

Cada membro tem uma responsabilidade para a sobreviv�ncia do paciente.

Se algu�m n�o est� presente�

voc� est� em apuros.

Se n�o ficar quieto s� um�

- Dr. Webber! - Sem elevador.

Saiam pela escada leste.

Senhor.

Fiquem calmos. S�o os geradores ligando.

Telefones ligados pra receber alertas.

Contataram o 6� andar?

- Dr. Webber. - O que foi?

� o tanque de acetileno. N�o estava vazio. Estava vazando g�s.

Meu Deus.

Preciso falar com o chefe dos bombeiros.

Voc� vai descer pra examinarmos essa cabe�a.

N�o d�. Preciso interditar o hospital.

Fa�a isso no caminho, ora!

Todos os pacientes do terceiro andar e acima ir�o a uma �rea segura.

Pedimos sua coopera��o. N�o saiam das zonas de seguran�a.

CUIDADO

Os bombeiros est�o trabalhando

pra avaliar a integridade estrutural do lado norte do pr�dio.

Se ficarmos calmos, os pacientes tamb�m ficam. Obrigada.

O que eu fa�o?

Vamos evacuar a UTI c�rdio e Nora Young.

O estado dela � grave demais pra ficar, quero transferi-la.

- Teddy. - Suba.

- Ela era m�e da minha paciente. - N�o sabemos se tem rela��o.

Se eu tivesse me sa�do melhor�

- Amelia. - Onde posso ajudar?

Evacuo pacientes, fa�o triagem, qualquer coisa.

Richard sofreu uma lacera��o.

Est� indo ao PS. Precisa de um exame.

Aqui. Obrigada.

Oi, Nick, sou eu.

Aconteceu algo no hospital.

Voc� vai ver no notici�rio,

mas eu estou bem.

- Te amo. - N�o pode entrar.

PS lotado. Ordem dos bombeiros.

T�, sou Meredith Grey e trabalho aqui.

Seu crach�.

SEGURAN�A

Trabalho aqui h� tempos. Sou cirurgi�.

� meu nome ali. Meredith Grey.

Crach�, sim?

Fala com Teddy Altman ou Richard Webber.

Seu telefone quebrou?

Tem gente ferida aqui.

- Os bombeiros� - Aonde eles v�o?

Alguns, ao Presbiteriano,

outros aguardam leitos.

- E se n�o der tempo? - Os bombeiros�

Voc� j� falou. J� entendi.

O que�

- Trabalham aqui? - Em oito horas, sim.

Acabamos de ter orienta��o.

Queremos ajudar, mas ele s� deixa se formos ativados.

�timo. Algu�m sabe o que faz.

- Venham comigo. - Sim.

O resto procura macas. Cad� as macas?

- E seu jaleco chique? - Agora n�o.

SERVI�OS DE EMERG�NCIA

- Trancada. - O qu�?

- Me d� esse suporte. - � pra um paciente, algo assim?

Tudo bem.

Se afastem.

ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com

Cl�nica aberta.

Vamos, pessoal.

Precisamos retirar os pacientes da SO.

Macas de lona. Entramos em equipes de quatro.

Se ficarem tontos ou sem ar,

avisem imediatamente.

Viu a Miranda?

Ela avisa quando tem cirurgia, mas pode estar ocupada.

Cheguei com os bombeiros trabalhando.

A explos�o foi na SO 2. Tinha algu�m l�?

- Vamos ver o cronograma. - S� saio quando ach�-la.

Mantenha a mangueira est�vel na porta da escadaria.

BOMBEIROS DE SEATTLE

Ben.

- Tudo bem? - Estou bem, mas Lincoln n�o est�. Venha.

Mais ajuda. Preciso de macas.

Venha.

Seis cent�metros.

Est� tudo bem.

Jo foi pra casa, n�? Ela n�o estava no pr�dio?

Vi ela sair. Est� segura. Ligo pra ela?

N�o. Ela vai querer vir aqui. N�o � seguro.

A press�o dela e os beb�s. Ligamos se precisar.

Trauma contuso no t�rax, sist�lica em 90.

- Frequ�ncia card�aca em 110. - T�.

Link, d�i mais de um lado?

O corpo todo d�i muito,

mas n�o sinto o bra�o direito, comece a�.

Sim, Ben.

Est� bem.

Tudo bem.

N�o, parem. Temos que parar.

O que houve?

Digam alguma coisa.

Entrou um estilha�o abaixo da sua clav�cula.

Tem que tirar. Tira, por favor.

- Calma. - Link�

- Est� em p�nico. - Calma.

- Tire. - Fique calmo.

- Calma. - Tirem daqui.

- � pesado demais. - N�o brinca.

Socorro! Ol�!

Est� sem ar?

N�o. Acho que parte da minha p�lvis quebrou.

Me preocupo com o Parker.

Ele precisa de voc�. Vai.

Sem queimaduras nem ferimentos por estilha�os.

Sinais vitais?

Est�veis por enquanto. N�o h� sangramento nas incis�es.

Ol�! Tem algu�m a�?

- Sim! Socorro! - Estamos aqui!

Estamos tentando tirar voc�s da�. Calma.

Oxig�nio caindo.

Como vamos manter o Parker vivo sem anestesia?

Sem p�nico por ora.

Diga que h� novidades.

Os bombeiros n�o sabem a extens�o do inc�ndio,

os danos, ou se demora pra controlar.

- Mortes? - Pelo menos uma. Um paciente na SO.

- Eu mesma quero avisar a fam�lia. - Claro.

- Como est�? - Estou dizendo que estou bem.

N�o h� les�o cerebral ou concuss�o no exame f�sico.

Ainda precisamos descartar hemorragia.

Leva dez horas ap�s o impacto.

- Vou arriscar. - Aonde pensa que vai?

- O hospital est� em chamas. - Voc� vai apagar?

Pode cuidar disso daqui.

Ela tem raz�o. A tomografia � r�pida.

Deixe o celular ligado. Ligo se tiver novidades.

Dra. Altman. O que eu fa�o pra ajudar?

Ajude o Kwan com as evacua��es.

Vou ligar pro Jackson.

Se sair desse leito,

vai pagar caro, Richard Webber.

Oi. Tive que entrar pela manuten��o.

- Voc� est� bem? - � s� um arranh�o.

Sei. Voc� viu o Link?

Ele n�o atende o celular. Ele estava indo pra cirurgia.

Onde ele est�?

No centro cir�rgico.

Hunt e Bailey v�o traz�-lo o mais r�pido poss�vel, est� bem?

H� uma ambul�ncia de sa�da pro Presbiteriano.

Meu Deus.

Avisa que preciso de mais morfina.

J� est� chegando. Precisamos desse sangue.

- Aqui. - Ser� les�o subcl�via?

O que mais seria? Precisamos examinar.

Precisamos fazer o sangue trabalhar�

Precisamos sair daqui. N�o sabemos se � est�vel.

Isto pode estar tamponando algo.

Se formos muito r�pido, ele morre.

Press�o inst�vel. O sangue n�o fez efeito.

- O tempo est� acabando. - Certo.

Prontos?

No tr�s. Certo, um, dois, tr�s.

- Press�o. - Precisa pin�ar.

Tudo bem, depressa. Vai.

Certo. Vamos ver.

Sim, consegui.

Se vou ao Presbiteriano, temos que nos mexer.

Pessoal, os elevadores pararam.

Vamos de escada.

Est� bem.

Me informe.

S� ou�o respirar do lado direito. Pneumot�rax esquerdo?

H� sinal de trauma contuso?

N�o vejo nada.

Aposto que o tubo endotraqueal foi mais fundo com a explos�o.

Tento reposicionar?

Sim. Continue ventilando,

puxe o tubo e ausculte.

Tudo bem.

Sons bilaterais.

- Satura��o melhorando. - Bom trabalho.

Como est� a dor?

- Mal sinto. - Precisamos tirar voc� daqui.

Ou o Parker antes que a anestesia passe.

Precisamos tirar os dois daqui. Que demora!

Est�o resolvendo. Por enquanto, n�s precisamos fechar as incis�es.

E "n�s" quer dizer "voc�".

Altman me mandou pra ajudar.

Que bom que n�o morreu.

Nora Young. Altman e Ndugu criaram uma aorta pra ela h� duas horas.

UTI CARD�ACA

A PAM deve ficar entre 65 e 80 durante o transporte.

- Se n�o ficar? - Baixo demais, ela morre.

Alto demais, a aorta nova estoura, e ela morre.

Que legal.

Viu a Simone? Ela n�o me responde.

N�o desde o vesti�rio. E n�o vi a Millin.

Voc� e a Simone voltaram?

Sim.

Sim. �timo. Bom pra voc�.

Taquicardia.

Outro bolus antes de irmos.

Ela deve estar bem.

- Entendido? - Sim.

Certo.

Comece � esquerda.

A Dra. Grey me mandou procurar um Griffith.

Cad� o Griffith?

� Dra. Griffith.

Doutora, ent�o t�. E tive tempo de descobrir isso ontem � noite?

V�. Examine aquela mulher.

Est� bem.

Voc�, de bon�, preciso de um Doppler.

Certo. Doppler.

Aqui.

Pode pedir as coisas pra mim a partir de agora.

Por qu�?

� que�

- Desculpe. - Certo. Internos.

- Todos aqui. R�pido, por favor. - T�.

Tudo bem, escutem.

N�o pe�o que ningu�m fa�a uma Whipple.

Acomodem os pacientes, tomem notas.

� triagem b�sica. H� um motivo pra estarem no Grey-Sloan.

Me mostrem esse motivo. Alguma pergunta?

Oi. Sou a Dani, Dani Spencer.

- Dra. Spencer. - Isso.

E se tiver um paciente que sofreu trauma contuso no abd�men

e agora est� sentindo dor tardia?

Que paciente?

Eu.

Coloque ela num leito.

Vamos, andando! Tirem eles daqui.

Cuidado. Fique de olho nos fios.

J� escolheu os nomes das meninas?

Jo contou antes de mim, n�?

- N�o. - Suas g�meas s�o meninas?

- Eita. - Parab�ns.

Essas meninas v�o te botar na palma da m�o

- antes que perceba. - Mal posso esperar.

Parem. Precisamos parar. Tudo bem.

Droga. Precisamos de um plano B.

Temos que continuar.

Preciso que veja esse sangue todo na droga da escada.

Ele chega no Presbiteriano?

A UTI � no andar de baixo. Operamos l�.

- Eles evacuaram. - Algu�m tem uma ideia melhor?

Vamos.

Vamos. Andem. Cuidado. Vamos.

Pega meu calcanhar outra vez.

A bomba vai chegar antes da Nora.

Ela � a proeza da chefe. N�o quero mat�-la.

ALERTA DE VOLUME ALTO

- Tubo est� l� dentro. Tudo est� no lugar. - Na tela diz "volume alto".

- Entende de respiradores? - E voc�?

O controle n�o tem uma press�o inspirat�ria?

Mas o volume corrente oscila.

Podemos configurar pra controlar o volume.

Ou chamamos um residente da Anestesia.

Que se dane.

Como sabia que funcionaria?

Eu n�o sabia.

Vamos.

Hematomas � direita. Ela disse que uma maca bateu nela.

N�o aqui. No sexto andar.

Aconteceu durante o estrondo, ou explos�o, seja l� o que for.

N�o contou pra ningu�m?

AGUARDE

Tecnicamente, n�o devia estar l�.

Eu queria tirar uma foto numa SO.

A integra��o tinha acabado, eu quis tirar uma foto pro meu pai,

est� t�o orgulhoso.

Ele passou meu jaleco umas tr�s vezes pra amanh�.

Posso come�ar amanh�, n�?

Temos que garantir que o hospital ainda esteja de p�.

- Est� certo. - Ultrassom.

Posso fazer? Pra fins de aprendizado.

S� se for por via vaginal.

Aqui � uma cl�nica de reprodu��o.

Isso � muito humilhante.

Metade da luta do ano de interno � se destacar do resto da turma.

Est� em vantagem.

Certo, pronto?

Me diz o que v�.

V� com calma, devagar.

Tem fluido livre na janela hepatorrenal.

Mas s� ali. Ela parece est�vel.

Far� tomografia quando pudermos entrar no hospital.

At� l�, prestem muita aten��o nela.

Bem-vinda ao Grey-Sloan.

Certo, terminei a incis�o periumbilical.

- E agora? - Agora feche as incis�es laterais.

Tudo bem.

Tem hipotens�o e taquicardia.

- Ele est� acordando? - Ele est� distendido?

- Deve ter hemorragia interna. - As incis�es n�o estavam sangrando.

O movimento pode ter cortado algo.

Pode ter se acumulado.

Tem que abri-lo.

N�o. A anestesia est� acabando.

Ent�o seja r�pida.

Nunca fiz cirurgia sozinha num adulto, que dir� numa crian�a.

Millin. A gente sempre faz isso.

Voc� entra em p�nico, eu te salvo,

e n�o temos tempo agora.

Ent�o, se n�o quiser ver esse garotinho lindo morrer,

sugiro que o abra. Agora.

Bisturi.

Deixe o trauma 2 aberto.

Talvez haja mais pacientes graves do p�s-operat�rio.

Transfiro Dylan Gatlin?

A culpa n�o foi dela, n�o quero que ela vire manchete.

Est� bem. Podemos tentar,

mas o Presbiteriano j� recebeu 15 pacientes da UTI C�rdio.

Soube que est�o fazendo triagem nos corredores.

Perdemos mais pacientes no centro cir�rgico?

N�o posso falar disso ainda.

O exame do Richard deu negativo. N�o h� mudan�a. Isso � bom.

Gostei. Continuo esperando o estado do Link.

Link. O que aconteceu com o Link?

Trauma 2 precisa ir pro Presbiteriano de Seattle.

Vamos ver se querem ajuda.

Sua esposa disse que voc� n�o pode sair da cama.

Est� vendo ela?

Bailey?

Oi. Antes que diga qualquer coisa,

pare�o pior do que estou.

Cad� voc�? Quero te encontrar.

N�o � seguro.

Se algu�m te deixar subir aqui, vou acabar com a pessoa.

Ou espalhar um boato, algo assim. Sei l�, sei de uns podres.

Eu te amo.

Eu te amo e amo nossos filhos.

Eu me sinto muito idiota

por demorar tanto a me recompor pra dizer isso.

Diga quando estiver aqui.

Digo.

- Precisamos continuar. - N�s vamos.

Vai ficar tudo bem,

mas, s� pra garantir,

minhas senhas est�o na 2� gaveta esquerda da mesa.

- O qu�? - E adote um cachorro.

Link, o que � isso?

Amelia vai ficar louca, vivemos negando pro Scout,

mas adote um c�o.

D� pra parar?

E ache um com patas grandes.

Patas grandes significa que � um cachorro grande

pra proteger minhas meninas.

- Link? - Vamos. Comece as compress�es.

Bailey?

Digam o que est� acontecendo. Link?

Est� bem. Esta � a �ltima bolsa.

- Est� em choque. - N�o � s� isso.

- Deve ter les�o pulmonar. - Ou pneumot�rax hipertensivo.

Vamos descomprimi-lo. Tem cateter 14G a�?

- Cateter. Tenho. - Eu seguro o bra�o dele.

- Tudo bem. - Est� bem. Certo.

- Segura pra mim? - Sim.

- Sinto um pulso fraco. - Ele ainda est� hipotenso.

Precisa de um tubo. Vamos pra UTI.

Seguro o cateter. Pega as pernas?

- Tudo bem. - Certo.

Ajudo com a cabe�a.

- Pronta. - Um, dois, tr�s.

N�o sei de onde vem a hemorragia.

Vou ter que dizer � m�e dessa crian�a

- que a matei� - Qual �, Millin. Se concentra.

Deve vir do mesent�rio, n�o tenho certeza.

T�, pince e procure sangramento em outra �rea.

Certo.

Pin�a posicionada.

Fiz minha 1� cirurgia solo infantil no meu 2� ano, como voc�.

Meu respons�vel me deu um bisturi

e saiu para cochilar na SO ao lado.

Diga que o final � feliz.

O nome do paciente era Demetrius.

Ele tinha quatro anos e adorava o Homem-Aranha.

Ele me pediu para implantar teias nos pulsos dele.

- A cirurgia era essa? - N�o, foi uma ressec��o intestinal.

O coitado teve uma obstru��o, mas se saiu bem.

E eu me sa� bem.

Eu estava t�o apavorada. Quase desmaiei.

Mas a� eu pude dizer aos pais dele que ele estava bem.

N�o h� nada melhor do que o abra�o de gratid�o de uma m�e.

Faz a gente se sentir uma super-hero�na.

O sangramento parou.

Os sinais vitais est�o melhorando. Que ponto eu uso pra ligar?

O que acha?

Seda 3-0?

Viu? Nem precisa de mim.

Est� 140 por 90. Ainda est� um pouco alta.

Continue respirando fundo.

S� estamos casados h� 36 horas.

O smoking do Link ainda est� no ch�o do banheiro. Os pais dele estavam aqui.

Os pais dele.

Ser� que ligo pra eles? O que eu digo?

Vemos milagres aqui todos os dias.

Eu ainda n�o desisti, e voc� tamb�m n�o deveria.

Ele � a �nica fam�lia que tenho.

Sabe que n�o � verdade.

Dra. Roy, ao PS. Dra. Emily Roy, ao PS.

- Trabalhamos bem juntos. - Aquilo foi errado.

N�o teria acontecido se eu soubesse�

Que voc� � minha chefe?

- O qu�? - Fale mais alto.

Estou muito cansada. O primeiro ano n�o � todo assim, n�?

� como um primeiro dia muito ruim?

- Ningu�m tem um primeiro dia bom. - Est� muito hipotensa.

- Estou vendo. - Estou o qu�?

Descompensou!

- Que foi? - PA caiu para 70 por 40.

Batimento em 130, acima dos 100 de antes.

Abd�men distendido.

Hematomas no flanco e agora no umbigo.

O que � isso?

Sinais de Grey Turner e de Cullen.

Indicam hemorragia retroperitoneal.

�tima dedu��o, Dra. Spencer.

Vamos prepar�-la pra laparotomia.

- T�. - Ent�o vou pra SO?

Algo assim. Sim.

Kit de intuba��o e bandeja cir�rgica.

Vai fazer aqui, na cl�nica?

Quer matar um interno no 1� dia?

- N�o esta. - A bandeja cir�rgica.

Simone est� ajudando pacientes. Como n�s.

- Como soube que terminamos? - O qu�?

Ela te contou ontem? Estava chateada?

Segura ela.

N�o sei o que houve. Aumentamos a seda��o?

- A press�o dela n�o vai cair muito? - Vamos arriscar. Faz.

Eu? A ideia � sua.

N�o sei fazer. � a enfermeira que faz.

E eu sei fazer isso?

- Est� acordando. - Essa n�o. N�o.

Vamos extubar?

Na pior das hip�teses, recolocamos o tubo.

Ou ela pode abrir o t�rax com a tosse e sangrar at� morrer.

Tubo colocado.

Disseque um pouco mais.

Estou tentando, mas ele tem muito m�sculo.

Certo, a�.

- Meu Deus. - Qual � o estado dele?

Trauma no peito, les�es nos vasos subcl�vios,

fraturas nas costelas com pneumot�rax.

Parada card�aca,

ressuscitado com RCP e oito bolsas de sangue.

Precis�vamos de muita ajuda.

Ele � A negativo. Precisa de tomografia.

Descartaremos hemorragia cerebral.

- Press�o caiu. Epinefrina. - D� sangue.

- Pode deixar. - Ent�o se mexam.

- Tire ela daqui. - N�o.

- Amelia, respira. - N�o.

Me solta. Estou bem.

- Estou bem. - Sabe?

- Est� tudo bem. - Amelia.

- Estou calma. Estou bem. N�o. - Vamos.

- N�o me toque. Estou bem. - Vai.

- Amelia, vamos! Agora. - N�o. Quero ficar!

Preciso entrar a�. Por favor, quero ajudar.

Preciso de retra��o.

- N�o temos um Bookwalter. - N�o precisa.

- Dr. Bryant. - Sim.

Pegue uma toalha e venha aqui.

Coloque as m�os nas minhas.

Certo.

Que jeito de come�ar o ano.

N�o ligo de servir de afastador.

Falei dela.

Ela vai ver como � ser paciente.

Alguns internos nunca aprendem a se portar.

- Certo, n�o fa�a muita press�o. - T�.

- N�o deixe o intestino dela escapar. - Que irado.

Griffith, e agora?

Na SO, eu dividiria a f�scia de Toldt com um eletrocaut�rio.

No retroperit�nio, isolaria a veia cava�

Entrei.

Dissecou o retroperit�nio com o dedo?

Ele est� sempre dispon�vel.

- Meu Deus. - Consegui.

N�o, eu menti. Isso � que � irado.

Vamos ligar a lombar e fechar o mais r�pido poss�vel.

Tire o tubo. � o �nico jeito de mant�-la viva.

Uma vez, pensei assim e quase perdi a resid�ncia.

J� vi ela morrer. N�o vou ver de novo.

Est� bem.

N�o caia.

Boa respira��o.

Confira a incis�o.

Oi, Nora.

� o Dr. Kwan.

Eu sei. Ouvi voc�s o tempo todo.

Por que estamos no corredor?

Explicamos no caminho.

Enxerto colocado.

Continua hipotenso.

N�o h� sangramento e h� pouco sangue no dreno.

Por que n�o estabiliza?

Errei. N�o o mandei ao Presbiteriano.

N�o perdemos ele na escada, n�o vamos perder aqui.

Esque�a o que n�o fizemos ou dever�amos ter feito.

Pense no que podemos fazer.

Vamos fazer toracotomia e procurar les�es no t�rax.

Sem sangue no dreno, n�o h� indica��o.

Vamos ressuscit�-lo e lev�-lo ao Presbiteriano pra laparotomia.

- Talvez n�o sobreviva. - De peito aberto n�o.

Tudo bate: Trauma tor�cico, costelas fraturadas, hemot�rax.

- Se faz toracotomia. - Num ambiente controlado.

� arriscado demais.

Eu dirigi uma ambul�ncia daqui

- ao Presbiteriano cem vezes. - Ben�

Com luzes, sirenes e Deus do lado, leva, no m�nimo, oito minutos.

Link est� sangrando. Quer mesmo arriscar oito minutos?

O tubo obstruiu. Ele tem hemorragia no peito. Quer tamponar?

Est� bem. Cad� o bisturi?

Pode deixar.

- Vamos. - Voc� consegue.

Certo.

Vamos.

Est� bem.

O sangramento parou. A ligadura funcionou.

Tente agir naturalmente na pr�xima.

Agora, irrigue e cubra com uma toalha molhada como fechamento tempor�rio.

E depois?

Depois esperamos eles nos tirarem daqui.

E torcemos pra todos estarem bem.

Eu�

detesto beb�s.

O nascimento, a depend�ncia deles,

os �rg�os min�sculos que s�o imposs�veis de suturar.

Tamb�m n�o gosto muito de crian�as,

mas o Parker�

pode ter me conquistado. Sabe? Ele pode ser o meu Demetrius.

Dra. Beltran?

Dra. Beltran?

N�o.

Droga. Est� bem. Dra. Beltran, preciso que abra os olhos, est� bem?

Acorde.

Acorde. Preciso que acorde.

Vamos. Anda.

Perdi meu pai quando crian�a.

Foi o que definiu minha vida.

Essa�

aus�ncia implac�vel.

N�o quero isso pro Scout.

Nem pra Jo.

A morte dele destruiu minha m�e.

Talvez pra sempre.

Ele vai sair dessa.

Se n�o sair, a culpa ser� minha.

E eu nunca vou me perdoar.

- E ent�o? - Procurando.

Tudo bem. Vamos l�.

Ali. Na art�ria intercostal.

E uma lacera��o pulmonar.

- Faz o reparo. - Certo.

Senti. Grampeador.

Sim. Est� aqui.

Afastem-se! Vamos entrar.

Tarde demais.

Ela se foi.

Conseguimos coloc�-lo no tom�grafo.

Os reparos est�o aguentando

e, fora a da parede tor�cica, n�o h� les�es.

Mas, Jo, a recupera��o pode ser dif�cil.

Ele perdeu muito sangue.

Eu te amo.

Eu te amo muito.

N�o vejo ningu�m aguentar tanto h� muito tempo.

Esse homem n�o queria te deixar.

Ele � meu melhor amigo h� 20 anos.

Ele � tudo para mim.

Ent�o, obrigada. Muito obrigada.

Voc� tem meia hora

e depois v� aferir a press�o.

S�rio, estou bem.

Ordens do Dr. Webber.

Cheque hemograma e coagulograma em uma hora.

Warren.

Te vejo em casa.

Perd�o. N�o quis questionar.

- Eu s� - Apoiar Owen na toracotomia

foi o certo a fazer.

Nunca chegar�amos ao Presbiteriano.

E Link morreria.

Eu era como voc�.

Corria riscos e tomava decis�es por instinto.

Eu n�o questionava tudo.

Agora, sou uma engravatada, fiquei cautelosa

e n�o devia te culpar.

Amanh�, vou ligar pro conselho

e dizer que vai concluir sua resid�ncia no Grey-Sloan.

Obrigado. N�o vai se arrepender.

Mas se eu mandar fechar o trauma�

Entendi, chefe.

Beleza!

Desculpe.

Parker est� est�vel.

Precisamos fazer o fechamento permanente,

- mas podem v�-lo� - Obrigada.

Muito obrigada.

Voc�s t�m um menino muito forte.

Millin.

Oi. Soube que estava com a Beltran.

Voc� est� bem?

Millin.

N�o.

Est� com dor?

Esperava que fosse s� um pesadelo.

Rompeu a veia lombar.

N�s consertamos.

Vai ficar bem.

Eu nunca vou superar isso.

No meu lugar, transferiria o curso?

Ser cirurgi� � dif�cil.

Haver� dias em que sentir� que tudo que faz � um erro.

Isso n�o muda, esteja onde estiver.

Trabalha aqui h� muito tempo?

O suficiente pra saber que vale a pena ficar.

Mesmo sem as SOs?

As SOs n�o nos tornam cirurgi�s.

Os professores e os pacientes, sim.

Obrigada, Dra�

Dra. Grey.

Tipo, voc� � Meredith Grey?

Sou. Nem por isso posso entrar no pr�dio, mas�

Meu Deus.

Por que continua aqui? Seu turno come�a em uma hora.

Sei l�. Pensei em tomar banho, me arrumar.

N�o.

- O qu�? - Sem sorriso. Sem flerte.

Nada� disso a�.

A gente se conheceu hoje.

Sim. Um recome�o. Sem problemas.

Por favor, estranha.

Depois de voc�.

- Oi. - Oi.

Quer ir para casa, dormir por tr�s dias e comer comida gordurosa?

Acho que n�o devemos voltar, Lucas.

Dissemos muito um pro outro aquela noite.

Eu retirei.

Quase morremos como ref�ns.

Isso n�o � a vida real.

Acho que precisamos de tempo, focar no trabalho.

- Se resolvermos voltar� - N�o quero dar um tempo.

Simone, eu te amo.

E a gente sempre se acerta.

Dormi com algu�m.

Quando convivemos muito tempo com algo, podemos nos esquecer desse algo.

Seja uma pessoa ou um lugar, �s vezes, n�o valorizamos isso.

- Oi. - Oi.

Obrigada por ontem � noite.

Link est� est�vel, ent�o vou buscar o Scout

e n�o soltar ele por horas.

Vou s� mandar os exames da Dylan Gatlin pra Beltran e vou embora.

O qu�?

� o Link?

O que aconteceu?

� a Beltran.

A Monica�

ficou presa no centro cir�rgico.

N�o.

Ela n�o sobreviveu.

A Monica morreu.

N�o achamos que nunca mais vamos entrar por aquela porta,

ouvir aquela voz.

E a Nora?

Foi ao Presbiteriano.

Satura��o forte, incis�o �tima.

Ela parece outra pessoa depois da cirurgia.

- Obrigada, Kwan. - T�.

O hospital foi liberado

e considerado estruturalmente seguro.

- Vou pra uma coletiva. - Acha que ainda vamos ser o que fomos?

Melhores amigos?

N�o sei.

N�o sei mais se sei quem eu sou.

Vou ver as crian�as e procurar um quarto de hotel.

Mas isso acontece todos os dias.

As pessoas sofrem perdas inesperadas.

E, embora pare�a imposs�vel�

n�o desista.

A Engenharia disse que podemos ficar semanas sem esse andar.

Sei que tinha saudade da SO e que ficaria pra fazer cirurgias,

mas isto�

Estou aqui pra tudo.

O que vamos fazer, Mer?

O de sempre.

Reconstruir.

Temos que acreditar que reencontraremos a esperan�a.

Legenda Juliane Livramento

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