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Original subtitles

Downloaded from YTS.MX

Por mais de 20 anos, os tubarões voadores

dominaram os mares do Sul da África.

Official YIFY movies site: YTS.MX

Era o único lugar na Terra onde os tubarões brancos

saltavam da água para atacar as presas.

Foi na África do Sul que nasceu o conceito

de tubarões voadores.

Os tubarões voadores voltaram!

Mas de repente tudo mudou.

Eles pararam de saltar.

Os tubarões sumiram.

As orcas vieram

e os tubarões brancos foram embora.

As orcas são o repelente natural dos tubarões brancos.

Eu achei que o tubarão branco era o Rei dos mares,

mas as orcas os comem no café da manhã.

E todos os tubarões dessa região vão desaparecer.

Não acredito que eles sumiram.

Seria esse o fim dos tubarões voadores?

Mas, no outro lado do mundo,

há uma nova esperança.

Depois que eles sumiram da África do Sul,

eu pensei que não posso desistir.

Vamos tentar na Nova Zelândia.

Existem dezenas e dezenas de tubarões aqui.

Cuidado com o cabo.

Mas será que esses tubarões também saltam?

Estou convencido de que a Nova Zelândia

é o novo território dos tubarões voadores.

Legal!

A última fronteira.

TUBARÕES VOADORES: A ÚLTIMA FRONTEIRA

NOVA ZELÂNDIA

O cinegrafista Andy Casagrande

veio para a Nova Zelândia em busca de um novo território

para os tubarões voadores.

Os tubarões voadores são viciantes.

E a característica que me deixa mais empolgado

com os tubarões brancos é quando eles saltam da água.

Os primeiros de tubarões brancos saltadores foram documentados

na África do Sul, no final dos anos 90.

Um cinegrafista com uma foca de borracha atrás do barco

reproduzindo uma presa natural.

Tubarão voador!

O salto é característico do tubarão branco.

Não existe outra espécie de tubarão no planeta

que usa essa técnica regularmente

para caçar e matar sua presa favorita.

As focas.

Mas com o declínio de registros de saltos na África do Sul,

Andy está louco para encontrar

a nova casa dos tubarões voadores.

É por isso que eu estou na Nova Zelândia.

Mas não será fácil.

Até hoje, esse é o único salto de tubarão

registrado em águas neozelandesas.

Isso!

É um dos poucos saltos vistos fora da África do Sul,

mas oferece a promessa de um novo lar

para os tubarões voadores.

Acredito que os tubarões brancos nasceram para saltar.

E se eles estiverem no ambiente certo,

nas circunstâncias ideais

com as presas na superfície e os tubarões caçando,

é possível registrar esses saltos em qualquer lugar.

Mas essas águas são novidade para os tubarões voadores.

Quando, onde e com que frequência saltam,

permanece um mistério.

Andy precisa ter sorte

e muita ajuda dos amigos

para encontrar o novo lar dos tubarões voadores.

Esse é o Fluff.

Ele é um pescador local.

Se alguém viu um tubarão voador, é esse homem.

Fluff, preciso da sua ajuda.

Tudo bem. Aceito um café?

Sim, um café cai bem.

Eu vou fazer.

Sabe por que estou aqui.

Eu estou procurando tubarões brancos saltadores.

Saltadores?

É um modo de falar.

Quero ver tubarões brancos que saltam da água.

- Você já viu isso? - Sim, eu já vi.

De vez em quando eles saltam.

Eu vi um tubarão pegando um Molly Mork.

Molly Mork é uma espécie de ave marinha

parente do albatroz.

E o Fluff disse...

que já viu um tubarão branco atacando essa ave.

Vi os tubarões pegando essas aves no ar,

mas eu não os vi comerem as aves.

Eles só as pegaram no ar.

Eles estavam só treinando.

Eles gostam?

É por causa da barriga branca.

Então é parecida com o atum ou o golfinho.

Se o senhor fosse escolher um lugar

que tem a maior chance de ver

um tubarão saltando, que lugar seria?

Provavelmente na ilha Edwards,

aqui nessa ilha, mas do outro lado.

Então, aparentemente, os tubarões estão atacando

as aves na ilha Edwards.

Não é exatamente o que estou procurando.

Andy está procurando uma zona de ataque

dos tubarões brancos na Nova Zelândia.

Na África do Sul, a zona de ataque

é uma área relativamente pequena,

na ponta de Seal Island, onde as focas vêm e vão.

É o lugar perfeito para os tubarões brancos atacarem

saltando em cima das focas.

Aqui, as águas fundas ajudam a esconder os tubarões

procurando uma foca distraída na superfície.

Até que, de repente, eles atacam.

É uma emboscada aérea que dura menos de dois segundos.

E uma caçada bem-sucedida, traz os tubarões de volta

para o mesmo lugar repetidamente.

Se Fluff estiver certo sobre os tubarões

atacarem aves na ilha Edwards, pode ser o lugar certo

para encontrar uma zona de ataque.

Agora, Andy pediu ajuda a um especialista

em tubarões da região, Peter Scott.

Falaram que o lado leste da ilha

é um bom lugar para procurar uma zona de ataque.

Zona de ataque?

É o lugar onde os tubarões

ficam a espreita antes de saltarem.

Entendi.

Peter leva Andy a um ponto da ilha

conhecido pelos tubarões de grande porte.

Dezenas de tubarões entre quatro e cinco metros

foram vistos aqui.

E com águas fundas,

é o lugar ideal para uma zona de ataque.

Qual é a profundidade aqui?

A sonda está marcando 18 metros.

Pode ser perfeito para os tubarões.

A sonda está indicando que tem vida marinha, sim.

Alguém me dá as iscas, por favor?

Você pesca aqui há quase 20 anos.

Você já viu os tubarões saltando?

Não.

O primeiro tubarão se aproxima.

Uma fêmea de mais de quatro metros e meio.

Está vindo para cá.

Uma das melhores maneiras de encontrar um lugar

onde os tubarões caçam as focas,

é procurando pontos onde os tubarões brancos

ficam nadando e interagindo.

Tubarão à sua esquerda.

Eu sei que todos os tubarões brancos

nasceram para saltar da água.

Todos são capazes.

Eles mudam a técnica de ataque, dependendo da presa,

do local e de como eles se sentem no dia.

- Ela comeu a isca toda. - É?

Vários tubarões aparecem.

É um bom sinal.

Andy pode ter encontrado uma zona de ataque

na Nova Zelândia, na primeira tentativa.

A água é funda, meio escura.

É a zona de ataque perfeita para os tubarões brancos.

Mas na Nova Zelândia, as focas estão menos presentes.

Sim, existem colônias de focas, mas não é nada

como na África do Sul.

Lá tem rochas, com milhares e milhares de focas.

Só vemos as focas.

Agora é hora de usar a foca de borracha.

E registrar o segundo salto de tubarão na Nova Zelândia.

A foca está se movendo perfeitamente,

criando muita turbulência na superfície.

A turbulência, o tamanho, a forma e a cor da foca,

são os atrativos para um ataque de tubarão.

Só que na natureza, nada é garantido.

Vir pra Nova Zelândia nos deu uma nova esperança.

Quem sabe, esse pode ser o território novo

dos tubarões voadores.

Mas depois do primeiro dia, segundo dia,

terceiro, quarto, quinto,

todos os dias, por duas semanas e nada.

Nós ficamos o tempo todo no mar,

mas os tubarões não se interessaram pela foca.

Eles não estavam nem aí.

Mas Andy ainda tem esperança de registrar um salto aqui

e encontrar a Nova Casa dos Tubarões Voadores.

Que loucura, cara, muito louco.

Um lendário cinegrafista chegou à Nova Zelândia.

- Isso! - Caramba!

Jeff Kurr foi a primeira pessoa a filmar tubarões voadores

na África do Sul, 23 anos atrás.

Não existe ninguém no planeta

que capturou mais saltos em mais lugares

e com mais sucesso do que o Jeff.

Jeff também filmou o único salto

registrado em águas neozelandesas

É!

Se o Jeff fez isso aqui cinco anos atrás,

acho que podemos fazer de novo.

Mas a busca pelos tubarões voadores...

Cuidado!

...pode ser fatal.

Sai daí!

Quando tubarão branco de cinco metros...

Olha que monstro.

...surge das profundezas.

Jeff, nós achamos um tubarão voador.

Olha o tamanho desse animal.

A Nova Zelândia possui uma das populações

mais robustas de tubarões brancos do planeta.

É um dos lugares favoritos dos tubarões brancos.

Mas nem todos os predadores são iguais.

Nessas águas, tubarões voadores são extremamente raros.

Tem dezenas e dezenas de tubarões brancos aqui, agora.

Mas a minha missão é tentar

registrar apenas um deles saltando.

Andy está contando com seu mentor, Jeff Kurr,

para ajudá-lo a encontrar o novo lar

dos tubarões voadores na Nova Zelândia.

Quando eu estava assistindo televisão, em 2001,

eu vi um tubarão saltando da água.

E o meu amigo Jeff Kurr filmou tudo.

Já que as orcas estão matando muitos tubarões brancos,

os tubarões estão saltando menos na África do Sul.

E aqui na Nova Zelândia, não vemos muitos saltos.

Eu passei horas, dias e semanas tentando registrar um salto,

mas só consegui filmar um salto.

É muito, muito difícil.

Os tubarões não saltam aqui como fazem na África do Sul.

A era dos tubarões voadores acabou?

Talvez.

Mas Andy Casagrande não irá existir tão fácil.

Não existe ninguém no planeta

que capturou mais saltos em mais lugares

e com mais sucesso do que o Jeff.

Ele é o meu grande mentor, é a pessoa ideal.

Se eu conseguir filmar um salto, vai ser com ele.

Oi, Jeff, é você?

Tudo bem, Jeff?

O Jeff se virou,

só que ele não parecia muito feliz em me ver.

Mas eu sei que, no fundo, ele está animado.

O que está fazendo aqui?

A foca de borracha?

O que você vai fazer com isso?

Filmar um tubarão saltando na Nova Zelândia.

Nada deu certo até agora e eu preciso da sua ajuda.

Cá entre nós, isso me trouxe muitas lembranças.

Eu adorava essa foca de borracha e a doei há um tempo,

Eu fiquei com vontade, mas eu não sei

se vou conseguir fazer isso de novo.

Eles não saltam aqui.

É claro que saltam aqui. Você filmou um tubarão saltando.

Vim pra Nova Zelândia em 2018

para filmar um tubarão saltando da água e tive sorte.

Registramos um salto, mas deu trabalho.

O único motivo de ter vindo pra Nova Zelândia

é porque a África do Sul estava com esse problema

das orcas matando os tubarões.

A quantidade de saltos diminuiu muito.

Tem menos tubarões lá.

E os tubarões grandes não aparecem mais.

É por isso que a Nova Zelândia

pode ser o novo território dos tubarões voadores.

Filmar na Nova Zelândia é uma escolha natural.

E uma oferta tentadora, eu admito.

Os tubarões estão no nosso sangue.

Eu adoro vê-los saltando da água.

- Isso! - Caramba!

Então eu acabei aceitando esse pedido do Casagrande,

mas não é fácil filmar um tubarão saltando aqui.

CINCO DA MANHÃ BAÍA PATTERSON

Eu percebi que o Jeff é viciado em tubarões voadores.

Ele não consegue ficar longe.

O Jeff adora essas coisas.

A Nova Zelândia tem um problema.

A água aqui é bem mais limpa do que na África do Sul,

onde vimos os tubarões saltando.

Para filmar um tubarão saltando da água,

para ter um mínimo de chance,

precisamos seguir algumas regras básicas.

Primeiro nós temos que acordar muito, muito cedo,

e sair ao mar antes do sol nascer.

E considerando que são predadores de emboscada,

é mais difícil para os tubarões caçarem e se esconderem aqui.

Exato.

A minha teoria é que os saltos de ataque dos tubarões

acontecem antes do sol nascer, quando ainda está escuro.

E deve ser por isso que ninguém vê os tubarões saltando aqui.

A equipe vai para o lado oeste da Ilha Edwards,

onde Jeff filmou um tubarão voador em 2018.

Aqui eles irão procurar o lugar ideal

para os tubarões usarem como zona de ataque.

Uma foca de borracha, posicionada aqui,

que é o lugar de atividade.

A foca está pronta. Esse lugar parece bom.

A câmera está pronta?

Vamos filmar um tubarão saltando.

Tudo bem, lá vai.

O que eu fiz agora foi puxar esse cabo

para a foca de borracha se mover de uma maneira mais realista.

Para a foca aparecer um golfinho na água.

E assim faz mais barulho.

Então se houver algum tubarão na região,

ele vai ouvir a foca fazendo barulho na superfície.

Vamos lá.

Essa foca se parece com as focas que ficam na praia.

Desse jeito, a foca de borracha está nadando bem na área

onde os tubarões brancos passam.

Um tubarão pode olhar e pensar, nossa!

Hoje é o meu dia de sorte.

NOVA ZELÂNDIA

O cinegrafista Andy Casagrande.

Esse lugar parece bom, Andy.

Juntou forças com o lendário câmera

de tubarões voadores, Jeff Kurr.

Tudo o que precisamos é ver um tubarão na água.

Na tentativa de filmar um tubarão branco saltando.

Para confirmar que a Nova Zelândia

é a nova casa dos tubarões voadores.

Olha lá, tem um tubarão chegando.

Ele está na superfície.

Vou trazer para perto.

Vem, tubarão.

Lá vai ele.

Meu Deus, ele já pegou a foca.

Ele pegou.

Pegou a foca.

Cuidado.

- Cuidado, cuidado com o cabo. - Cuidado.

Cuidado.

Cuidado, sai daqui.

Minha nossa.

Você filmou isso?

O predador de quase cinco metros não saltou da água.

Mas o ataque destruiu a foca com uma única mordida.

Precisamos de uma foca nova.

ILHA STEWART

Nós começamos bem,

mas ainda falta ver um tubarão saindo inteiro da água.

A sensação é que o tubarão não estava caçando.

Ele ficou curioso com a foca.

O que precisamos fazer

é procurar evidências de que os tubarões

estão atacando e comendo as focas.

Se acharmos evidências de mordidas e cicatrizes,

vamos saber que estão caçando.

E se estão caçando, devem estar saltando.

A equipe retorna ao mar

e se prepara para um mergulho com gaiola.

Eles continuam procurando a zona de ataque...

e os assassinos de focas que nadam aqui.

Antes de filmar um salto,

primeiro precisamos achar evidências

de que os tubarões estão atacando e matando as focas.

A evidência mais óbvia

é encontrar marcas de mordidas nos tubarões.

Quando um tubarão branco caça uma foca,

ele parece uma máquina, parece uma máquina de matar.

Porque quando um tubarão caça uma foca,

a foca se defende como pode.

Ela dá patada nos olhos do tubarão,

nas nadadeiras, morde o rosto do tubarão.

A foca faz tudo que pode para sobreviver.

E se estão caçando as focas aqui...

provavelmente os tubarões estão saltando da água.

Eu vou mergulhar na gaiola.

Tem um tubarão branco grande aqui atrás do barco.

Olha o tamanho desse tubarão, ele é enorme.

É exatamente o que queríamos.

Qualquer tubarão com 5 metros é um tubarão que come focas.

Aqui é o alfa bravo Charlie, está me ouvindo?

Ouvindo alto e claro.

Eu acho que nós podemos descer a gaiola

se vocês estiverem prontos.

Vamos descer a gaiola lentamente até o fundo.

Está descendo.

Fale quando estiver na posição real.

Tem um tubarão chegando.

Ele foi para o fundo.

É o primeiro tubarão que aparece.

Começamos bem.

A gaiola está na posição ideal, pode deixar aqui.

Entendido, vamos prender a gaiola nessa posição.

Joga as iscas.

Vamos jogar tudo que temos.

Pedaços de atum são jogados na água.

A carne oleosa é um aperitivo irresistível,

que Jeff usa há décadas.

Agora eles vão começar a aparecer.

Tem um tubarão lá no fundo.

No começo, os tubarões passam muito longe

para Andy identificar alguma cicatriz.

Mas os pedaços de atum estão funcionando.

Continua jogando iscas sem parar.

Entendido.

Três tubarões.

É isso que queremos.

Ei, oi!

Na minha direita.

Está grande, não?

Esse tubarão é grande.

Ele está aqui do meu lado.

Com um tubarão de cinco metros a poucos centímetros...

Andy consegue ver as marcas de patadas e mordidas das focas.

Esse tubarão está cheio de cicatrizes de luta.

Ele está circulando a gaiola para me ver.

Esse garotão com certeza gosta de comer focas.

O tubarão branco começa a vida comendo peixes,

mas parte para focas e leões marinhos

quando passa de três metros e meio de comprimento.

A presença de tubarões grandes

é mais uma evidência de que o Andy está no lugar certo.

Eles estão se reunindo aqui e são grandes.

É um bom sinal.

O Andy estava lá embaixo e quando eu olhei pela lateral,

vi um dos maiores tubarões que eu já vi na vida.

Ali, ali. Está vendo? Ali na água.

Olhe o tamanho desse animal. Tem 1,80 de largura.

Pelo menos 4,6 de comprimento,

talvez 4,9 metros, é um tubarão enorme.

Tubarões brancos desse tamanho

são capazes de consumir seis focas em uma refeição.

Vamos nos concentrar nesse tubarão.

Olha esse animal.

É um dos maiores tubarões que vi em 33 anos. Um monstro.

Ele é muito grande.

E dá para ver as cicatrizes de batalhas.

E ele tem uma marca de mordida bem no rosto.

Um tubarão desse tamanho

vem para essas águas para caçar as focas.

Ele está começando a subir para a superfície.

Olha que monstro.

Jeff, nós achamos um tubarão voador.

Andy Casagrande está a 18 metros de profundidade.

Cercado por um tubarão gigante.

Ele é muito grande.

Agora tem um tubarão grande e um menor.

O tubarão maior come focas.

Andy acha que esse tubarão tem tudo para saltar da água.

Se aparecer a presa certa.

Nós precisamos dar um nome para esse tubarão fêmea.

Você tem alguma ideia?

A Grande Marge.

Ela é grande e está dominando essas águas.

Então vamos chamar de Grande Marge.

Lá vem ela.

Nas águas geladas da Nova Zelândia,

tubarões desse tamanho costumam ter metabolismo rápido.

Esse tubarão precisa matar e comer focas diariamente

para conseguir sobreviver.

Olha o tamanho.

Tem uns 4,6 metros de comprimento.

Que cena incrível.

Nós filmamos o tubarão subindo

até a superfície com a boca totalmente aberta.

A equipe está com sorte.

Esse animal pode ter mais de 50 anos de idade.

Essa cena foi demais.

O que eu preciso fazer

para esse tubarão ficar perto de você?

Ele está passando do meu lado.

Agora tem três tubarões.

Esse tubarão menor parece nervoso.

Os maiores são os dominantes, mas eles estão cheios de marcas.

Já apanharam bastante. As cicatrizes parecem de luta.

Um tubarão desse tamanho

vem para essas águas para caçar as focas.

Ele me lembra o tubarão que filmamos na África do Sul.

Se os tubarões da Nova Zelândia forem parecidos

com os tubarões voadores da África do Sul,

eles podem ter escolhido esse lugar

para ser a zona de ataque.

Uma coisa que eu descobri depois de anos filmando,

é que eles costumam saltar nos mesmos lugares.

Um salta atrás do outro várias vezes.

Na África do Sul nós chamamos de "zonas de ataque",

porque é o lugar onde o tubarão

se sente confiante para atacar a presa.

Aqui na Nova Zelândia

ainda não descobrimos onde fica a zona de ataque.

Mas se acharmos o lugar,

nós temos chance de filmar um tubarão saltando da água.

Os tubarões estão dando várias voltas na minha gaiola.

Tem alguns pontos fundos aqui, Jeff.

Pode ser um lugar ideal para uma zona de ataque.

Nessa área, o fundo do mar é cheio de depressões.

São pontos profundos, é o ambiente ideal

para uma zona de ataque,

onde os tubarões preparam a emboscada em cima das focas.

É melhor trazer a gaiola de volta para a superfície.

Só um minuto, nós vamos puxar a gaiola.

O que o Andy conseguiu agora, além das evidências

de que os tubarões estão caçando as focas,

o Andy pode ter encontrado uma zona de ataque,

teoricamente, pelo menos.

É raro ver essa quantidade de tubarões brancos

reunidos em uma pequena área.

Mas é exatamente o que Jeff e Andy estavam procurando.

- Esse é o lugar, né? - Sim!

É perfeito para uma zona de ataque.

Aquela fêmea é gigante, a que chamamos de Grande Marge.

- É. - Estava dominando lá embaixo.

Não é o primeiro tubarão dominante

que Kurr encontrou nessas áreas.

Mas com mais de 4 metros e meio

e aproximadamente duas toneladas,

ela entra na lista dos maiores tubarões

avistados na Nova Zelândia.

O tubarão mais famoso é Slash, que apareceu aqui 10 anos atrás,

com uma atitude que podia ser descrita como "raivosa".

Esse tubarão com um corte no rosto

não demonstrava um pingo de receio,

e gostava de investigar os mergulhadores de perto.

Mesmo com pouco mais de quatro metros de comprimento,

Slash merece entrar na lista

dos megatubarões da Nova Zelândia.

Outro tubarão dominante nessas águas é o Phred,

também com quase cinco metros,

um dos maiores tubarões brancos machos vistos.

Phred ficou conhecido pela sequência de ataques

a uma gaiola de mergulho no fundo do mar.

E nesse encontro na superfície,

Phred ficou muito interessado em uma defesa presa na gaiola.

Essa demonstração de força e tamanho

colocou Phred na lista dos megatubarões.

Eu acho que esse tubarão, olhando daqui do barco,

é o maior tubarão que eu já vi na vida,

considerando até o Colosso.

-Ela parece maior que o Colosso. -Ela é enorme.

Ela tem uma marca de mordida no rosto,

e outros três ou quatro tubarões não chegaram perto dela,

e vendo um tubarão do tamanho da Grande Marge,

acho que esse é o lugar perfeito para usar a foca falsa.

PORTO DE OBAN

Tá pronto.

Andy, dá uma olhada.

Esse negócio é uma obra de arte.

Não dá para fazer melhor do que isso.

Nos primeiros dias, usei aquelas focas de borracha.

Com as nadadeiras presas com fita isolante

e abraçadeiras clássicas,

eu não tive sucesso e comecei a achar

que as focas falsas não funcionavam.

O tubarão branco tem uma visão privilegiada.

Ele é uma máquina de caçar.

Está na Terra há milhões de anos.

A presa precisa convencer.

Você fez isso sozinho?

Não. Não consigo fazer algo tão realista,

mas eu tenho um amigo que faz efeitos feisuais em Auckland.

Ele fez para nós.

Essa foca pode fazer um tubarão saltar da água?

Já que a água é tão transparente na Nova Zelândia,

os tubarões percebem quando a presa é falsa.

Então, quanto mais realista a presa, mais chance temos.

E podemos filmar um tubarão saltando da água.

Sem dúvida.

O mar está bom para puxar a foca.

Parece a ameaçador.

Como se algo fosse acontecer?

Boa sorte, Foquinha. Não nos deixe na mão.

Você fica com a câmera e eu vou pegar o drone.

Deixe comigo.

- Tem certeza? - Sim.

- Liguem os motores. - Chegou a hora.

Eu passei a câmera de mão para o Jeff.

Não existe ninguém no planeta

que capturou mais saltos em mais lugares

e com mais sucesso do que o Jeff.

Vai ser perfeito se aparecer um tubarão

bem na minha frente.

Tem um monte de aves seguindo a nossa presa falsa.

Está convincente.

Quando uma ave segue a presa falsa, é um bom sinal.

Porque as aves têm uma visão privilegiada.

Elas olham para a superfície e vê um tubarão lá embaixo.

As aves sabem que o tubarão vai atacar.

E elas ficam com as sobras.

Sempre que registramos um salto,

nós queremos filmar mais um salto e mais.

Mas é difícil ver um tubarão saltando na Nova Zelândia.

Eu acho que temos chance de conseguir.

Seria ótimo ver um salto.

Pela última vez.

Esse foi o nosso último dia.

E eu já estava conformado

de que não ia filmar um tubarão saltando.

Porque passamos o dia todo na água.

Mas nenhum tubarão se interessou pela nossa presa.

O Jeff filmou um tubarão saltando aqui e foi espetacular.

Mas ele sempre fala que foi uma vez na vida

e não vai acontecer de novo.

Mas eu não acredito nele. Nós vamos filmar de novo.

ÚLTIMO DIA DE PUXAR A PRESA

Sinceramente, não queria ajudar o Andy no começo

porque eu achei que não tínhamos chance.

O que você acha, Jeff?

Ah, não sei não, Andy.

Com o sol nascendo, vai ficar cada vez mais difícil.

Os tubarões não gostam de caçar com a luz do dia.

Eles preferem a escuridão.

É o nosso último dia no mar.

É a última esperança, a nossa última chance.

Isso!

Legal!

Isso foi incrível! Você filmou?

Isso!

Eu não acredito!

- Você conseguiu! - Que salto espetacular!

- Ai, meu Deus! - Pode olhar.

Jeff Kurr, o cinegrafista do salto.

- Eu também filmei. - Filmou?

Depois dessa, não falo mais nada.

O rei dos tubarões voadores.

- Como conseguimos isso? - Espero que esteja lá.

Jeff, eu pedi a sua ajuda e você fez acontecer.

Olha isso, cara.

Serei sincero com você.

Achei que não tínhamos chance.

Mas olha o salto, bem na nossa frente.

Foi um belo salto.

O retorno dos tubarões voadores na Nova Zelândia.

No último dia, última chance, nós conseguimos.

Tubarões voadores!

- Não acredito. - Foi real.

Eu já estava quase falando para o capitão Pete.

Vamos voltar para o cais, porque não vamos filmar nada.

Não havia nenhum tubarão visível no mar.

Você perde as esperanças,

porque nós ficamos quase cinco horas no mar.

Nenhum tubarão ia saltar da água.

Isso não ia acontecer, mas de repente...

Pode parecer fácil filmar um tubarão saltando da água,

mas essa foi difícil.

Foi o segundo salto registrado em águas neozelandesas.

E era um belo tubarão.

Os tubarões voadores vivem mais um dia.

Foi um momento especial para toda a equipe.

Tinha que ser, no último dia,

um tubarão branco saltou da água na Nova Zelândia,

no melhor estilo de todos.

Nós filmamos o salto e provamos que eles saltam aqui.

E sei que a Nova Zelândia

é o novo território dos tubarões voadores.

É a última fronteira.

É a fascinação dos tubarões voadores.

Os tubarões nunca me decepcionam.

Os tubarões voadores estão de volta.

- Meu Deus! - Incrível!

O salto foi grande e ele saiu inteiro da água.

Que loucura, esse tubarão é um monstro!

Inacreditável!

Eu não acredito!

Você acredita nisso?

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