Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Merda!
Não digas nada.
- Está ocupada. - É a polícia. Temos de ligar ao patrão.
FBI! Mãos no ar! Senta-te!
- Algema-os. - Certo.
- Mãos atrás das costas. - Levanta-te! Vira-te.
Vira-te!
Tira-os daqui.
- Levanta-te. Aqui! - Está bem.
Acalma-te.
DEZEMBRO, 2019
Abram os bancos.
Feliz Natal.
Como sabias?
Foi um palpite.
GALERIA JACON
Onde está ela?
A minha mulher?
Acho que foi fumar lá fora.
Vai chamá-la. Quero apresentar-lhe uma pessoa.
Já te ligo.
Eu ia chamar-te.
- Não preciso de uma ama, Nina. - Anda cá.
- O que foi? - Faz assim.
O Nile anda à tua procura.
Está bem.
É bom ver-te, Cynthia. Obrigada por teres vindo.
Olá!
Aqui está ela.
Maddie, este é o Pedro Dominguez, um amigo empreiteiro de Miami.
- Muito prazer. - Igualmente.
Os seus pais disseram-me que angaria arte para a fundação da família.
Sim. Há formas mais fáceis de fugir aos impostos, mas eu gosto.
- Tem bom gosto. - Menos em homens.
- Agarra-te a esta, Nile. - Eu sei, com as duas mãos.
Isto é só conversa. Ele quase não me dá atenção.
Ele tem um caso amoroso com o Jarvis Yards.
Tive de dar esta festa para ele tirar uma folga.
Nile.
Pedro, conheces o Nick Ryder, o nosso advogado?
- Claro. - Nile, preciso de ti.
- Ele é divertidíssimo. - Feliz Natal e assim.
Acho que temos um problema. O Abbott está aqui.
Com licença. FBI, deixem passar.
Com licença.
- Agente Abbott. - Sr. Jarvis.
- Mas que merda? - Madison!
Isto é uma festa privada e o senhor não tem um convite.
- Não, mas tenho um mandado. - Para quê?
Pedro Dominguez, está preso por transporte de dinheiro não declarado.
Tinha de fazer isso aqui?
Tem o direito de permanecer em silêncio e a um advogado.
- Porque é obcecado pelo meu marido? - Minha senhora…
- Está apaixonado por ele? - Madison!
Só estou a fazer o meu trabalho. Alguns de nós têm de trabalhar.
- Saia da minha galeria! - Madison!
- Não vires isto contra mim! - Vamos. Anda.
Volto já.
É de loucos.
Bateste no fundo.
Um ex-recluso na tua festa. Não passa uma boa imagem.
Ter jogadores aqui não me torna jogador de basebol.
Veremos quando localizarmos o destino daquele dinheiro.
Muito bem.
Peço desculpa pela intromissão. Acho que a festa vai ficar por aqui.
É o agente do FBI que anda a assediar o Nile?
Sim, ele anda a persegui-lo há dois anos,
à procura de algo, seja o que for, e é uma treta.
Isto não atrasará a construção?
Não, o dinheiro da sua fundação está seguro, Sr. Ingram. Relaxe.
Conduzam com cuidado.
E Feliz Natal.
Agora não. Deixa-me tirar todos daqui.
O MONSTRO EM MIM
CAPÍTULO 7
FANTASMAS
- Manda beijinhos à Samantha. - Boas férias.
Obrigado. Feliz Natal.
Feliz Natal.
Queres dizer-me o que acabou de acontecer?
E não me faças perguntar duas vezes.
No ano passado, quando as taxas de juro subiram
e tínhamos um défice de 200 milhões, pedi aos Ingram para cobrir metade.
E o Pedro Dominguez cobriu o resto. Diz-me algo que eu não saiba.
O dinheiro do Pedro
é do cartel.
O Pedro tem uma imobiliária na República Dominicana.
É uma fachada.
Sabias disto quando aceitaste o dinheiro?
E não me contaste?
Para teres uma negação plausível.
Valha-me Deus!
O Ryder é o único ligado a isto,
porque o dinheiro entrou na conta dele e mais ninguém sabe.
E se o Pedro fizer um acordo com o Abbott para te incriminar?
Não o fará. Ele deu-nos 80 milhões.
Se o Pedro se virar contra nós, o cartel perderá tudo.
O Pedro não é um problema.
O nosso problema é que o Abbott, de alguma forma, já o ligou ao Ryder.
Alguém lhe disse.
O Abbott está a trabalhar com um de nós. Alguém com acesso.
- Com o Ryder? - Impossível.
Vi a cara dele quando o Abbott entrou. Ele ficou surpreendido.
Então, quem?
Tens alguma ideia?
Talvez.
Nunca vai parar. As intimações, as auditorias.
O Nile não fez nada de errado.
Não podemos ter só uma noite sem drama?
Ele está a tentar humilhar-nos. Mais boatos para o jornal.
Importas-te que atenda? Eu já vou.
Está bem.
Olá. Ligo-te quando chegar a casa.
Ainda estou com a Madison.
Já está no Twitter.
O Pedro a sair algemado.
O Abbott deve ter informado a imprensa antes de chegar.
É isso que ele quer. Mais fotos.
E o FBI deixa-o fazer o que quer vezes sem conta.
Somos cidadãos comuns.
Temos direitos.
E, de alguma forma…
O que estás a fazer?
O quê?
Estavas a mexer nas minhas coisas. Eu vi-te.
Estava à procura da tua medicação.
Viste-a?
Acho que está no meu escritório.
Mas tens tomado?
Caramba, Nina! Sim!
Está bem.
Desculpa.
Isto é demasiado. Tudo isto.
Eu…
Desculpa.
Queres um copo de água ou assim?
Não.
Obrigada por me emprestares este vestido. Vou mandar limpá-lo a seco.
Fica com ele. Fica-te melhor do que a mim.
Meu Deus! Não. Não sejas parva.
Nina. Eu disse para ficares com ele.
Por favor.
Está bem.
Boa noite.
Boa noite.
Que merda! Os malditos cartéis.
Como foi tão imprudente?
O Nile sempre brincou com o fogo.
Credo! Talvez me tenha convencido de que ele já tinha superado isso.
Tiraste as mãos do volante.
Pronto.
Temos de arranjar alguém do FBI. Alguém em quem possamos confiar.
Alguém próximo do Abbott que descubra quem lhe passa a informação.
Tens contactos no FBI?
Talvez.
Vou tratar disso hoje.
Ainda estás acordada.
Aquele homem está a tentar arruinar-nos.
Ele não descobrirá nada porque não há nada para descobrir.
A Nina está feliz?
- Feliz? Como assim? - Com o emprego atual.
É bom que esteja.
Recebe demais.
Metade por baixo da mesa.
Além disso, criou relações com todos os galeristas da cidade.
Tudo graças a mim.
Parece que vocês têm discutido mais.
Às vezes, ela passa dos limites.
Porque perguntas?
A Nina vem a nossa casa. Ela tem acesso a muita coisa.
Isto é por causa do Pedro? Disseste que estava tudo bem.
O Abbott sabia que ele ia estar lá esta noite.
Preciso de saber se alguém próximo não anda
a causar problemas.
- A Nina é minha amiga. - E é ambiciosa.
Ela nunca o faria.
Acredita.
IMOBILIÁRIA MHJ
Olá, Nile.
Temos de falar.
Está bem. Estás no teu gabinete?
Não. Vai ter lá acima.
Lá acima?
Descobriste quem disse ao Abbott sobre o Pedro?
Tenho uma ideia.
Estou a tratar disso.
O FBI deve conseguir seguir o dinheiro do Pedro até à minha conta.
O único com ligação a isto és tu.
Ou assumes a culpa por todos nós ou vamos todos ao fundo.
Ou seja, tens uma decisão a tomar.
Mas serás bem recompensado.
Dez vezes o teu salário anual por cada ano de prisão.
Mais uma percentagem do Jarvis Yards.
Riqueza geracional, Nick.
Entregas-te e fazes um acordo.
Deves apanhar, no máximo, três anos e servir 18 meses.
O meu casamento durou menos e pareceu uma eternidade.
Aqui tem.
Muito bem. Eu falei com o procurador.
Foi uma conversa longa.
Ele retira a acusação de negligência criminosa,
se o Frank se declarar culpado de conduta imprudente.
Isso ainda é crime.
Sim.
E implica pena de prisão.
Dado os ferimentos da vítima, não lhe dará um pequeno delito.
Apesar de o Frank não ter cadastro e de ter cooperado?
Lamento.
É isso? Não temos opções?
Como falámos, podemos ir a julgamento,
argumentar que o Frank é independente, trabalha com orçamentos curtos
e não sabia que o betão violava as normas. - Eu comprei o betão ilegalmente.
Devia ter feito perguntas.
Se formos a julgamento, como acha que acabará?
A vítima não deve voltar a caminhar e isso influenciará o júri.
Devia aceitar o acordo e poupar o dinheiro para o processo civil.
Que nos levará o dinheiro todo.
Uma confissão torna mais provável que seja considerado responsável, sim.
E se nos divorciarmos?
O quê?
Em papel.
Separamos os nossos bens.
Eu declaro falência.
Não podem ir atrás de ti e os miúdos estarão protegidos.
- Frank… - Já para não falar da tua carreira.
Um marido na prisão é…
É mesmo isso que queres?
Eu quero resolver isto por mim, por nós.
Talvez eu não mereça isso.
Então?
Temos dois filhos que precisam do pai.
O que merecem eles?
Desculpa, Erika.
- Eu sei. - Desculpa.
Tretas!
Quanto é que o Nile te está a pagar? Ou talvez te esteja a chantagear.
- Nada disso. - Eu posso ajudar-te.
Ninguém me está a pagar.
- Não tens de fazer isto. - Estou a dizer a verdade!
Se fosse ao contrário, achas que o Nile Jarvis…
Achas que ele ficaria com as culpas por ti?
Achas que ele quer saber de um merdoso como tu?
Tu podas culpá-lo.
És um cobarde!
- Larga-me! - Baza!
- Respira fundo. - Acreditas mesmo naquela merda?
Não se trata daquilo em que acredito, mas do que podemos provar.
Eu passei três horas a rever as finanças com a análise forense digital.
Não encontram nada que ligue os pagamentos ao Jarvis.
Tem de haver uma forma. Estamos perto.
Não, tu estás perto há dois anos, Brian.
A única ligação é o Ryder, que acabou de confessar tudo.
E a minha fonte?
Ela confiou em mim. Ela arriscou tudo. Isto não acabou. Isto…
Isto não pode acabar. Eu consigo apanhá-lo.
Já leste o Moby Dick?
Eu também não, mas sei que o tipo morre a perseguir a baleia.
Desculpa, Brian.
Sim, sou eu. Temos de falar. Pessoalmente.
Desculpa o atraso.
Não te preocupes. Ela está a cansar-se.
- Vemo-nos depois das festividades. - Sim. Feliz Natal.
Igualmente.
Qual é a sua?
A de casaco azul.
Já nos conhecemos?
Acho que não.
O seu marido trabalha na construção?
Sim.
Ouvi dizer que ele se meteu em sarilhos.
Tenha um bom dia.
O que estão a fazer ao Frank não está certo.
O procurador quer fazer dele um exemplo pela reputação dele.
Acumular algumas vitórias.
E se alguém lhe desse uma oportunidade para uma vitória maior?
Talvez mudasse de ideias.
E acusasse o Frank de um pequeno delito.
Pode conhecer o meu marido, mas não me conhece.
Sugiro que tenha cuidado com o que diz.
Eu sei como é estar nessa situação, Agente Breton.
Estou a oferecer-lhe uma saída.
Eu posso pô-lo na prisão só por me fazer essa proposta.
É verdade. Mas, assim, saíam todos a perder.
Sobretudo o homem cujas pernas foram esmagadas pelo edifício.
O que acha que ele ganha, se for atrás de vocês?
Quando o Frank declarar falência,
depois de anos de espera e honorários, ele não vai ver um cêntimo.
E se alguém lhe oferecer dinheiro?
Não seria um final feliz para todos?
O que quer?
Um favor.
Se estiver interessada, ligue-me. Fique bem, Agente Breton.
Já estava preocupado.
Vim o mais depressa possível. Pensei que estava a ser seguida.
- Por quem? - Foi da minha cabeça.
Entrei numa livraria e esperei.
Não posso continuar.
Ele sabe que alguém está a falar contigo. Acha que é a Nina.
Estás quase a prendê-lo?
O que foi? O que se passa?
O Ryder entregou-se. Ele confessou.
Sim.
Mas ele disse que o Nile não sabia de nada.
Isso é absurdo. Tens de o fazer falar.
Eu tentei. Ele sabe que vai ser preso,
mas ele e o Pedro estão a contar a mesma história.
O que vai acontecer?
Talvez…
Se te apresentares como testemunha…
Não.
O acordo não foi esse. Não tenho nada a dizer!
Eu contei-te tudo!
Então, acho que estamos sem opções.
Vais desistir?
- Maddie, ouve-me. - Não.
A minha supervisora vai pôr um fim a isto.
Sem uma testemunha a incriminar o Nile, não temos caso.
Credo!
Escuta. Eu tentei, Maddie. A decisão não é minha.
- Eu tenho chefes. Eles têm chefes. - Tretas!
Usaste-me.
Usaste-me, porra!
Como podes dizer isso? Tu vieste ter comigo.
Quando a tua investigação estava morta. Tu não tinhas nada.
Eu dei-te informações boas que devias ter usado para o prender.
Eu tinha razão em relação à imobiliária e ao avião.
Agora, tens o Ryder e o Pedro e não queres saber de mim?
Por favor! Maddie, vá lá. Sabes que não era isto que eu queria.
Sabes o quanto eu queria prendê-lo, mas, mesmo que não o faça,
podes deixá-lo, Maddie.
Podes não ficar com o dinheiro, mas que se foda!
- Achas que é por isso? - Não sei. Foda-se!
- Muitas pessoas divorciam-se. - Não posso.
Porquê?
- Não entendes. - Porquê?
Porque ele mata-me!
Ele mata-me.
Ele magoou-te?
Olha para mim.
Ele magoou-te?
Ainda não.
Ainda não?
Há dois anos, trabalhei com um escultor chamado Theo.
Um miúdo que tinha saído da Academia Nacional de Oslo.
O Nile tinha ciúmes, achou que andava a traí-lo e confrontou-me.
Nunca o tinha visto tão zangado. Eu neguei e pensei que ele acreditou.
Duas semanas depois, o Theo foi esfaqueado até à morte à porta de um bar.
Supostamente, foi um assalto que correu mal.
Achas que o Nile…
- Porque só me dizes isso agora? - Porque não posso prová-lo.
E sei o que isto parece, mas há mais pessoas.
Várias pessoas desapareceram à volta dele. Um orientador, quando ele tinha 17 anos.
Uma empregada doméstica num hotel em Paris, em 2010.
Foi morta numa noite em que o Nile devia estar em Milão, mas não estava.
Ele estava num hotel diferente, a dois quarteirões.
- Tem calma. - A sério, ouve-me.
Há algo dentro dele. Algo que ele esconde muito bem.
E eu não estarei segura até estar preso.
Ele não é como nós. Tens de me proteger. Por favor.
- Está bem. - Não tenho mais ninguém.
Disseste que gostavas de mim.
E gosto.
Então, prova-o.
Eu vejo como olhas para mim.
- Não. - Diz-me que estou errada.
- Não. - Vá lá, diz-me.
Para!
Maddie, eu gosto mais de ti do que devia,
mais do que desejava, mas talvez…
… precises mais de ajuda do que de proteção.
Vai-te foder!
- Maddie. - Não me toques.
- Por favor. - Não me toques.
- Por favor, Maddie! - Deixa-me.
Deixa-me em paz!
O que estás aqui a fazer?
- Estava preocupada. - Andas a seguir-me?
- Não. - Mas que merda, Nina?
Tu partilhas a tua localização. Não atendias as minhas chamadas.
- Tinha medo que… - O quê?
Diz lá!
Encontrei o teu lítio, está bem?
- Credo! - Estava no teu escritório.
Mas deixaste de o tomar. Estava cheio. Mentiste-me.
- Tu não és a minha mãe! - Eu gosto de ti, Maddie.
- Não estás bem. - Não fazes ideia do que estou a passar.
- É impossível entenderes. - Eu sei!
E é isso que me assusta. Quase te perdemos da última vez.
E eu não vou estar aqui para sempre para cuidar de ti.
O que significa isso?
Eu…
Ofereceram-me um trabalho na Threlkeld.
Galerista associada.
Tenho tentando dizer-te, mas nunca é a altura certa.
- Certo. - E vão anunciá-lo amanhã.
Claro. Porque não há ninguém em quem possa confiar.
Os idiotas são usados e eu já fui usada até não dar mais.
Por ti e por toda a gente na minha vida!
Eu usei-te?
Merda!
Não. Isso não é justo. Quando me contrataste,
eu perguntei se havia oportunidades para eu crescer.
Sempre que falava contigo, tu ignoravas-me
e dizias que falávamos sobre isso depois.
Tu nem te dás ao trabalho de ter uma conversa comigo.
Tu não tens talento, Nina.
Tu vês tendências, não talento. O talento não se finge.
Vai para a Threlkeld. Socializa com os contactos que te dei.
Porque não passas de uma oportunista de Nova Jérsia
com demasiada maquilhagem e mau gosto.
Não enganas ninguém.
Tem uma boa vida.
Olá, pai.
Onde estás?
Ainda estou no escritório. Falaste com o advogado do Ryder?
Sim, mas não é por isso que estou a ligar.
Fizemos alguns progressos com o nosso verdadeiro problema.
O Rick descobriu uma pessoa.
Alguém com acesso ao Abbott,
que pode descobrir onde ele obtém a informação.
Quem?
Não importa quem é.
O que importa é que estamos a tratar disto.
Por isso, mantém-te quietinho.
Entendido?
Sim.
Diz-me que entendeste.
Eu entendi.
A trabalhar até tarde.
Não pensei que estivesse aqui alguém.
Acredito.
Vim deixar os teus documentos de viagem.
Não queria que os voos se misturassem. Sei que gostas de ter tudo impresso.
Vou deixar de trabalhar para a Maddie.
Amanhã vou ao apartamento para levar as minhas coisas.
Ela despediu-te.
Eu despedi-me.
Não aguento mais.
Desculpa.
Boa altura.
O quê?
Achas que não sei o que se passa?
- De que estás a falar? - Alguém anda a dar informações ao Abbott.
Alguém com acesso.
Estás a acusar-me?
Odeias-nos assim tanto?
Porque não consigo imaginar o que o Abbott te prometeu.
Não sou eu.
- Não mintas. - Não menti.
Tretas!
É a Madison.
Não.
Sim.
Ela começou a sair às escondidas, usando as mesmas desculpas de sempre.
Pensei que tinha outro caso, por isso, segui-a.
E eu vi-a com ele.
Com o Brian Abbott.
Porque faria isso?
Porque é que ela faz metade das merdas que faz? Está louca.
Achas que não sei que podias arruinar a minha vida?
Achas que ia correr esse risco?
Não sou estúpida!
E não sou louca.
Toma o lítio dela.
Ela deixou de o tomar.
E os comprimidos para dormir.
Reparei que ela não andava bem e escondi-os.
Tinha medo que voltasse a tentar.
Mas sabes que mais?
Estou farta de tentar salvá-la dela mesma. Desisto.
Acredita no que quiseres.
Meu Deus!
Meu Deus!
Pronto.
Olá, querida.
Caramba!
Assustaste-me.
O que fazes aqui?
Não vieste para casa.
Vim buscar o meu passaporte para St. Croix.
Nós não…
Só partimos para a semana.
Pensei em vir buscá-lo com antecedência, para variar.
Não costumas estar tão bem preparada.
Estou a melhorar.
Onde estiveste esta noite?
Fui ver uma galeria em Red Hook.
Não encontrei nada. Daí ter vindo aqui por impulso.
Encontrei a Nina.
A sério?
Foi deixar papelada no escritório.
Disse que se despediu.
Tinhas razão.
Ela estava a esconder-nos algo.
Um emprego novo na Threlkeld, no SoHo.
Queres dizer-me mais alguma coisa?
Como assim?
Não me lixes, Maddie.
Eu é que despedi a Nina.
- O que quer ela tenha dito… - Também o comeste?
Ou só lhe disseste os meus segredos?
Desde que te encontrei naquela banheira,
com a cara toda azul, tenho esperado que fiques melhor.
Que voltes aos vivos.
Suponho que já voltaste, há algum tempo, mas eu não reparei.
Vou-me embora.
Eu salvei-te.
Eu salvei-te, Maddie! Mas isso não foi suficiente.
Tinhas de me apunhalar pelas costas vezes sem conta.
- Porquê? - Vou-me embora.
Diz-me porquê!
Porque, quando te olho nos olhos muito tempo, vejo um animal!
Talvez sempre o tenha visto, mas já não desejo morrer.
Não, Maddie! Não!
Não me obrigues a fazer isto!
Não me obrigues a fazer isto.
Eu amo-te.
Foda-se!
Não!
Para! Por favor!
Pai?
Meu Deus! O que fizeste?
Ela andava a falar com o Abbott.
Seu monte de merda!
O que se passa contigo?
Alguém te viu?
Há aqui um chuveiro?
Acho que sim.
Pronto. Vai tomar um duche quente.
Põe a roupa num saco do lixo.
Vai.
Temos duas opções.
Primeira opção, ajudamo-lo.
Na melhor das hipóteses, viverá sob suspeita.
Pensarão que foi ele, mas não haverá provas.
Mas, na pior das hipóteses, há uma câmara de vigilância.
Uma mensagem, ADN, algo que prove isto.
E também estaremos em sarilhos.
A segunda opção é ligares agora para o 112,
entregá-lo
e ver o que acontece.
Se quiseres um conselho…
… protege o teu legado.
Protege-te.
DESCULPA.
MADDIE, DIZ-ME SE ESTÁS BEM.
- O primeiro a chegar ao café. - Sim.
Posso…
Claro. Desculpa.
Já te tinha visto, mas não fomos apresentados.
Erika Breton.
Brian Abbott.
Estás no caso do Jarvis, certo?
Sim. E tu?
Cibersegurança.
Muito prazer.
Fugir é uma palavra grata.
Procurei respostas, mas vim dar aqui.
Houve amor verdadeiro na minha vida
e estou grata por isso.
Mas estou demasiado cansada da luta.
Não sou suficientemente forte.
Perdoem-me.
Madison.
ATERRO
Ela pode estar em qualquer lado.
Não sabemos, mas as pessoas não desaparecem sozinhas.
É mesmo muito difícil. Não é trabalho para uma pessoa.
Já passou uma semana e ainda não a encontraram.
- Isso é de loucos. - Certo.
Estamos a falar do Nile Jarvis.
O que estás a ver?
Só barulho de fundo irritante.
Claro. Podes ter um Pulitzer agora,
mas tu adoras dramas de tabloides como toda a gente.
Não sei. Acho que…
Atenção!
Acho que tenho todo o drama de que preciso aqui.
Olá.
Olá.
Legendas: Maria João Fernandes
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.