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ILHA SKORPIOS GRÉCIA
PROIBIDO APROXIMAR, ANCORAR, ATRACAR NA COSTA
SRA. PLAYMEN INSPIRADO EM UMA HISTÓRIA REAL
Em nome do povo italiano, a segunda seção do Tribunal de Roma
no caso entre Hugh Hefner, editor,
e a Editora Tattilo, decide que a Sra. Adelina Tattilo
está proibida de usar o nome "Playmen"
tanto para a revista em andamento e a já impressa…
Sim?
Por que não foi ao tribunal?
O que teria mudado?
- Perdemos mesmo assim. - Sessenta dias.
É o tempo que temos para entrar com um recurso.
Ou terá que achar um novo nome para a revista.
- Vamos apelar, imediatamente. - Sim, se tivéssemos uma base legal.
- Vamos achar uma. - Não é fácil.
Temos que provar que Playmen é uma marca original e não copiada.
Para ser honesto, depois de hoje, não há chance de recorrer.
Temos que encontrar provas ou evidências que nos ajudem.
Vamos fazer o seguinte.
Vou deixar os arquivos aqui,
vou pensar, e nos reunimos de novo.
Obrigada, doutor.
Tchau.
Então? O que fazemos?
- Vamos pensar na revista. - Ouviu o advogado?
- Ele nos deu 60 dias. - Vamos aproveitá-los.
Precisamos encontrar um tópico original e poderoso.
Você tinha uma ideia, né?
- Quero falar sobre o casal. - Um pouco genérico.
Estou falando do nosso ponto de vista.
Além dos relacionamentos normais, do casamento.
Temos amor livre hoje em dia, né?
É uma ideia interessante.
Vamos prosseguir.
Sim.
Claro.
Não, tranquilize o subsecretário. Farei o possível.
Você também.
Era o chefe de gabinete do Ministério do Interior.
- A embaixada americana está pressionando. - Os americanos?
Um fotógrafo italiano está tentando vender fotos
que tirou de Jacqueline Onassis na praia.
E daí?
Ela estava nua.
Parece que a Playboy recusou.
- Só uma pessoa pode querer essas fotos. - Encontre-as e faça-as desaparecer.
Isso, lindo.
O fundo escuro é melhor.
- Planos para hoje? - Estarei dormindo.
- Elsa. - Sra. Tattilo.
Estes são os arquivos do processo contra a Playboy.
Faça uma cópia e envie os originais para o jurídico.
- Tudo bem. - Senhora?
Sim?
Steve Magenta, o gigolô.
- Eu esqueci. - Como pôde esquecer alguém assim?
- Devo dizer que não está? - Não, estou indo.
Alô, Steve?
Esperava um convite para jantar. Disse que ligaria. O que aconteceu?
Desculpe, estava ocupada.
E agora?
Não, hoje está complicado.
Melhor ainda. É uma chance de relaxar.
- Vejo você no Coliseu em meia hora. - Não, não posso.
Confie em mim. Tenho um presente.
Ele desligou.
Aproveite a vida um pouco. Já que você pode.
Obrigado. Pronto.
Era esse meu presente?
Cuidado.
Quer ir a uma exibição na terça? É Nora Schuster.
- É que ultimamente… - Vamos! Venha!
Seria para o trabalho.
É uma espécie de evento com pessoas tirando a roupa.
- Seu tipo de trabalho. - Certo.
- Você me ajudaria também. - Como?
Muitas mulheres ricas vão a essas exibições.
Se me virem com alguém como você, entrariam na fila.
- Então? - Vou pensar.
Aqui está ele.
Quem é?
Seu presente.
Fulvio Garritano é um fotógrafo que deu a volta ao mundo.
Nós nos conhecemos graças à Schuster, ela é…
É uma amiga em comum.
- Por que queria me encontrar? - Tenho fotos que podem lhe interessar.
É ela mesmo? Jackie Kennedy?
Eu tirei em Skorpios, a ilha grega que seu marido atual possui.
Aristóteles Onassis.
Como conseguiu tirá-las?
É meu trabalho.
E eu dei sorte.
- Cinquenta milhões. - 100 e são suas.
Não, não posso ir tão alto.
Dê uma olhada nisto.
Eles são as estrelas agora.
Viúva de um presidente americano,
agora esposa de um dos homens mais ricos do mundo.
Exatamente.
Então deve saber
como, digamos, essas fotos são perigosas.
Por isso valem tanto.
Por isso são difíceis de vender.
Talvez. Mas gosto de correr riscos.
A revista é um presente.
Tchau, Steve. Adeus.
Adeus.
Ei. Sinto muito.
Desculpe o atraso.
Que lugar é este?
Venha.
Escolheu um lugar discreto para conversar.
Não gosta?
Gosto. Eu não deveria dizer o que está acontecendo no trabalho?
Sim, mas talvez depois possamos dançar um pouco.
Isso é um encontro?
Eu…
Sim.
Podia ter perguntado.
Podia ter recusado.
- Eu fico, mas não se empolgue. - Não.
- Algo para beber? - Não.
Vamos dançar?
Algum problema na redação?
Alguém foi oferecer fotos à Tattilo?
Não era um encontro?
Desculpe.
Enfim, ninguém veio oferecer nada.
EDITORA TATTILO
Qual é a primeira coisa que salta aos olhos?
Que o casal está mudando.
Eu diria que está se transformando, certo?
Como é diferente? Vamos descobrir o que está virando.
"Casal", hoje, não significa mais "dois".
- Exatamente. - Poligamia, troca de casais… Amor livre.
Lugares como a Suécia são mais progressistas, já nós…
Somos católicos, certo? Somos possessivos, apaixonados.
Eu apoio a tradição.
Certo. Vamos investigar esse aspecto.
Não a tradição de Selva, mas a transgressão.
Vamos trabalhar.
Com licença, diretor… De que adianta se vamos fechar?
Hefner está em Los Angeles e nós estamos aqui.
Continuamos trabalhando.
- Certo, Foschi? - Certo.
- Bom dia, Adelina. - Bom dia.
A edição está em andamento.
O assunto gera empatia, é moderno,
e estou redigindo um artigo sobre a confiança nos casais de hoje.
Bom. Algo em mente para as fotos?
Estamos trabalhando nisso. Poggi começa amanhã.
Perfeito. Conversamos depois.
Bom.
Nos reencontramos.
- Diretor. - Oi, Elsa.
Bom dia.
O que o traz aqui? Reconsiderou minha oferta?
Pago 25 milhões.
Eram 50 da última vez.
Da última vez.
- Valem mais. - Talvez, mas você as ofereceu a outros.
Talvez até à Playboy?
Eles não quiseram.
Ninguém quer publicá-las.
Agora são 25.
Depois, quem sabe. Talvez menos.
Você é mesmo uma cobra.
Sim, mas também sou sua única chance.
Essas fotos vão nos arruinar.
Se quiserem nos fechar, vamos fazer com estilo.
Primeira-dama, viúva,
talvez a mulher mais amada nos Estados Unidos.
Não podemos publicá-las.
Assim que perdermos o nome Playmen, não sobrará nada.
Mas, graças à Jackie, o mundo vai nos conhecer.
É, e todos ficarão contra nós.
Os americanos e Onassis, o homem mais poderoso do mundo.
São as primeiras e únicas fotos de uma primeira-dama.
- Venderemos muito. - São fotos roubadas!
Desculpe, Adelina, que tipo de revista queremos ser?
Uma que não seja fechada.
A propósito, Chartroux, não se importou com as fotos da Elsa.
- Quanto pagou? - 25 milhões.
Ninguém as queria.
Nem a Playboy queria publicá-las.
Exatamente. Deve haver um motivo.
"Jacqueline Onassis. Amor ou conveniência?"
Desculpe incomodá-la. Acabou de chegar.
Obrigada, Lella.
Tudo bem, senhora?
Sim, não é nada…
São só os papéis do divórcio que pedi para o advogado redigir.
Assine, mande para o seu marido, e tudo vai acabar.
Não era o que você queria?
"Eles viveram felizes e divorciados para sempre."
Não tem graça.
O que quer de mim?
Se quer absolvição para o divórcio, esqueça.
Estou aqui porque não tenho mais amigos.
Minha empresa vai ser fechada.
Já sou uma péssima mãe. Não quero ser uma cristã ruim também.
Por que uma mãe terrível?
Lorenzo não voltou para casa.
E eu trabalho o dia todo preparando uma edição sobre poligamia e swingers.
Pode guardar uma cópia para mim?
Para o sermão de domingo.
- Acha que vou para o inferno? - Não sei.
Se acontecer…
eu vou com você.
Ah, Lella. Com licença, por favor, pode dar isso a Mariotti?
- Sim. Depois quero encerrar. - Claro.
Por que ainda está aqui? O que está fazendo?
Nada. Eu estava tentando entender esse processo de plágio.
Nossos advogados cuidam disso.
Eu sei, mas talvez possa ser útil.
Se quiser ser útil, tente colocar juízo na Sra. Tattilo.
Ela confia em você. Você viu o cara que veio hoje de manhã?
- Sim. - Ele vendeu fotos para ela.
Fotos?
Que… Que fotos?
- Ei. - Oi.
Oi.
- Obrigado. - Por quê?
Este segundo encontro.
É um encontro, né?
Sim.
O que foi?
Nada. Vamos.
Venha. Vamos dançar.
Você parece uma policial.
Assim que isso acabar, talvez eu faça a polícia contratá-la.
Que tal almoçarmos juntos no domingo?
Hein?
O que foi?
Esteve estranha a noite toda.
Se for rápido demais, é só dizer.
Não deve ter sido fácil para você.
- Se não gostou da noite… - Gostei. De hoje e da outra noite.
Então, o que é?
O que aconteceu?
Olhem-se e sorriam. Olhem para mim.
Olhem para mim. Não se mexam. Perfeito.
Certo.
Certo.
Assim. Bom.
Lindo. De novo.
Quero esta na capa.
Ela o beija, mas também deseja o outro cara.
Não concorda, Chartroux?
Não queria falar de amor livre?
Devemos nos lembrar que a maioria dos nossos leitores são homens.
Sim. E daí?
A ideia de compartilhar sua mulher com outro
é ousado demais, especialmente para nós, na Itália.
Então, se fosse um homem beijando duas mulheres na capa,
tudo bem?
Você me chamou, senhora?
Pode mandar entregar o bolo na casa da Sra. Masi?
Vai mandar presentes para ela?
Não. É para meu filho. O aniversário dele é amanhã.
Andem!
POLÍCIA
De Cesari, nem vamos imprimir. Não há nada para confiscar.
Ordens do magistrado.
- Temos que vasculhar o local. - E sair na frente.
Santini! Vamos, pessoal!
Sabe por que estão aqui?
- Não. - Por causa disto.
Tire-as daqui.
Por que eu?
Eu não posso.
E porque confio em você.
Levante a blusa.
Obrigada.
De Cesari. Se me disser o que procura, eu posso ajudar.
Sabe bem o que eu quero, Sra. Balsamo.
É Sra. Tattilo. E não, eu não sei.
- Diga onde estão. - Onde está o quê?
Posso?
Sim, claro.
- Leve todos para baixo. - Entre, assim você pode explicar.
Não adianta abrir isso.
Por que fazem tanta bagunça sempre que vêm aqui?
Desde que publicamos no sábado, De Cesari não é o mesmo.
Quem sabe o que deu nele.
- Podem voltar ao trabalho. - Obrigado.
Elsa.
Sim.
Tem que levar essas fotos para a Suíça. Hoje.
Tenho um cofre lá onde estarão a salvo.
- Não é melhor esperar? - Não há tempo.
Escute.
Há um voo para Genebra às 20h. Vou mandar um carro buscá-la.
Você vai encontrar a passagem e toda a informação.
Nossa sobrevivência depende dessas fotos.
Pegue suas coisas.
O quê?
Como chegaram aqui tão diretamente? Como se já soubessem algo.
Só nós três sabemos sobre as fotos.
Você confia na Elsa?
Voo 654 para Genebra está embarcando
no portão número sete.
Alô?
Feliz aniversário, Lorenzo.
Feliz aniversário.
Eu amo você.
Muito bem!
Sou guloso, estou ferrado.
- Guloso? É só larica. - Sim.
- Quer? - Não.
Aliás…
Fiz um panfleto para o protesto. Dê uma olhada.
- É o filho da grande editora, não é? - Vá se foder.
Uau, é poderoso. A foto funciona.
- Não é? Obrigado. - Muito bem, Flavietto.
- Aqui. - Não.
Fique com ele. Sério.
É assim com vocês dois? Ela se diverte e você fica olhando?
De que merda está falando?
- O que está fazendo? - Vá se foder!
Ei, parem!
Lorenzo!
Quem está aí?
Lorenzo!
Amor, o que aconteceu?
Nada. Estou bem.
Caí da moto, mas estou bem.
Tem certeza de que está bem?
Quer um copo d'água? Está com fome? Quer que eu faça algo?
Não, obrigado.
Anna beijou outro cara.
Eu a amo, mas não como ela quer.
Talvez ela só quisesse…
deixá-lo com ciúmes?
- Não. - As garotas fazem isso.
Não, Anna acredita nisso. Ela quer viver assim.
Com esse amor livre.
E não consigo.
No fundo, eu a entendo.
Não se importava que papai saísse com outras?
Não, eu não disse isso.
Mas com a Anna é diferente.
O pai dela foi embora, não se importa com ela ou com a mãe dela.
E daí?
Se não se apegar a ninguém, ninguém pode abandoná-la.
O único benefício do amor livre é que não há divórcio.
E você e o papai? Vão se divorciar?
O advogado me enviou os papéis.
Tenho que assiná-los.
Posso tomar um banho?
Claro.
Esta ainda é a sua casa.
Lorenzo! Vou colocar suas roupas na máquina de lavar, está bem?
Beleza.
NÃO BAIXE A GUARDA… BATA NELA! POLÍCIA CRIMINOSA
SORA LUCIA ALUGUEL DE QUARTOS
Ela não liga.
Talvez a tenham prendido. Ou ela nos vendeu.
Não, eu confio na Elsa.
Ela ainda está brava conosco.
Ela nos considera responsáveis pelo que houve.
- Não mais. - Não?
Não, ela encontrou uma família aqui. Talvez melhor do que a que tinha.
- Bom dia. Quem procura? - Procuro a Elsa.
É a Elsa.
Como foi?
Tudo pronto.
- Vou ao aeroporto e volto. - Não, fique no hotel.
Alguém irá buscá-la.
Tá. Vou esperar.
Sim. Tchau.
Então?
As fotos estão a salvo, homem de pouca fé.
Alô?
Senhora!
Dos Estados Unidos.
Alô?
Sra. Tattilo?
Sim, falando.
Sou eu, Hugh Hefner, o dono da Playboy.
Sr. Hefner…
Prazer em conhecê-lo e falar com você.
Desculpe, estou tendo aulas, mas meu inglês não é muito bom.
Seu inglês é bom,
mas tenho um advogado italiano aqui que pode traduzir para nós.
Certo.
Estou aqui.
Feche a porta.
Temos uma nova oferta do Hefner.
Ótimo.
Ele quer assumir a Playmen, e manterá os funcionários em troca.
Ele pode ser sincero.
Fomos os primeiros na Itália a lançar este setor no mercado editorial.
Agora confia no Hefner?
Não digo isso, mas…
Se vendermos, não teremos que publicar as fotos de Kennedy,
irritar o marido ou fechar as portas.
Mas ele está nos comprando para eliminar um concorrente.
Ele nos compra, e em seis meses ele fecha.
Não necessariamente.
Ele pode perceber como somos bons.
Como? Não seríamos mais livres para decidir nada.
Não percebe que ele está nos dando uma oportunidade?
- Não seja como o Saro. - O que o Saro tem a ver com isso?
Ele também não venderia.
Ele faria qualquer coisa para ficar no comando.
Afundando o resto de nós sem se importar.
Não sou como ele.
SEM CENSURA HOJE
AMOR OU CONVENIÊNCIA?
Estava pensativa e ainda está.
- Nunca para de trabalhar. - Desculpe.
Afinal, eu mereci este encontro, certo?
Nunca teria comprado aquelas fotos sem mim.
Que cara é essa?
Tem medo que Onassis revide?
Gostaria de saber como ele vai se comportar.
Se eu não publicar essas fotos, não tenho chance de sobreviver.
Bem, Onassis é um homem cauteloso.
Como assim?
"Amor, luxúria e um casal poderoso.
O que acontece quando o poder encontra o amor."
Nada de bom.
"É amor verdadeiro entre Kennedy e o dono de navios grego?
O casamento é governado, como muitas vezes acontece,
por um acordo pré-nupcial…"
O que é isso?
Um contrato que pode estipular quantas vezes tem que fazer amor.
E chamam de amor.
Mas ele estipula "que o magnata deverá 25 milhões de dólares à Jacqueline
se houver um divórcio."
São 25 milhões?
"O acordo é para evitar disputas legais no divórcio."
- Então, se ela cometer um erro… - Ela não ganha nada?
- Você é único, Steve. - Eu sei.
- Lembre-se da exibição de Schuster. - Claro. Obrigada.
- Como tirou essas fotos? - Eu já disse, tive sorte.
Mas como poderia saber que Jackie e Onassis estavam na ilha naquele dia?
Quem contou? Estão sempre viajando. Têm casas por toda parte.
Um informante.
Como chegou lá?
Eles têm um serviço de segurança militar.
Também tenho fontes.
Pergunto de novo. Quem disse que Jackie estava na ilha?
A nova edição foi para a gráfica?
- Claro. - Pare de imprimir.
- Vamos publicar Kennedy. Pare. - O quê? Espere!
É tarde demais para mudar tudo.
Não dá tempo de imprimir de novo.
Nós conseguimos. Elsa está vindo de Genebra com as fotos.
Vamos garantir que ninguém a intercepte e a esperamos na gráfica.
- Então é tudo secreto? - Sim.
- Vou buscá-la. - Não, Poggi vai.
Não entendo.
E o Onassis? O que houve? Ele nos deu permissão?
Basicamente, sim.
Alô, é o Martone, da revista.
Pare a impressão.
Vamos.
CASAL LIVRE EM ESTADO LIVRE AS FOTOS DE JACQUELINE KENNEDY
A Embaixada Americana ligou pela sexta vez!
UM FOTODOCUMENTÁRIO EXTRAORDINÁRIO
A primeira tiragem de 500 mil exemplares
esgotou em dois dias!
- Muito bem! - Muito bem.
Recebemos milhares de pré-encomendas do mundo todo.
Alemanha, Estados Unidos, Austrália. E não param de ligar.
O mais importante, todos querem nosso espaço publicitário.
- Deveríamos comemorar. - Sim.
Obrigada a todos, sério.
Vamos continuar. Bom trabalho!
- Bom trabalho. - Bravo!
Conheço um lugar…
Editora Tattilo.
Sim, estávamos em uma reunião. Fale.
Sim, mãe, mas não se preocupe toda vez que a linha estiver ocupada.
A capa é incrível. Eu me inspirei do filme Bob, Carol, Ted e Alice.
- Sim. Segunda às 10h? - Quarta às 9h30 fica bom para você?
Sim, Claudia, desculpe. Confirmado. Vejo você no Jackie O's às 23h.
- Mãe, não vou comer em casa. - Sara!
Sim.
No Jackie O's. Às 23h.
Perfeito. Vejo você na semana que vem.
Certo. Obrigada.
Era o pessoal da Bulgari.
Querem nossos espaços publicitários.
Tem que me explicar.
Quando percebeu que foi Onassis que mandou o paparazzo?
Se Onassis quisesse proteger a esposa de olhos curiosos,
teria sido fácil.
E, no entanto, aquele paparazzo chegou à ilha sem nenhum problema.
Então, ela causa um escândalo, ele se divorcia.
E ele não deve nada a ela.
Eles têm um acordo pré-nupcial. Não teria motivo para brigar conosco.
Deve ser a Cartier.
Alô?
É o Mario.
Esperava sua ligação!
Recusar a oferta do Hefner foi uma aposta, sabia?
Ele defende a revista dele. Eu defendo a minha. Ele entenderá.
Por que está ligando? Para me parabenizar?
É, isso é evidente.
Mas também dizer que ele ainda quer comprar vocês.
Eu consideraria a oferta.
- Senão, já era. - É bom saber.
- Prepare seus advogados. - Estão prontos, Mario. Tchau.
Agora precisamos vencer no tribunal.
- Sim. E levar a Playmen para a América. - Você está ambiciosa hoje.
Queria me ver?
Sim.
Ouça, Elsa, você foi fundamental.
Obrigada pela confiança.
Playmen é o primeiro lugar onde percebi que sou boa.
- Que sou capaz de fazer algo. - Mas tenho que lhe dar isto.
Você diz que aprendeu como você é boa e digna aqui.
Precisa aprender a ser livre. Especialmente de homens como ele.
Eu sei o que significa confiar em um homem que não merece.
Sei que está mais perto do que pensei.
- Como descobriu? - Eu suspeitei.
Então por que me mandou para a Suíça?
Porque confio em você.
Fiz escolhas por amor que eu pago todos os dias.
Faça seu caminho ser diferente.
RELATÓRIO DE SEPARAÇÃO
ADELINA TATTILO (ASSINATURA DA PARTE)
Saro?
Recebi sua petição ridícula de divórcio. O que está pensando?
Adelina?
A edição da Playmen com Jackie Onassis nua,
exposta ao mundo, é nojenta.
A cada nova edição,
estão passando dos limites.
Encontrando novos significados para a palavra "sordidez".
Não são só as fotos,
que, sem dúvida, são de mau gosto.
São um atentado à liberdade das mulheres.
Não tenho medo de dizer.
Um atentado.
O pensamento desses homens,
escondidos nas sombras só para roubar uma foto,
despreocupados em violar propriedade privada de alguém,
a intimidade de uma mulher,
que, famosa ou não, é uma mulher.
Poderia ser eu.
Poderia ser vocês.
Poderia ser a Tattilo,
que agora está em algum lugar
contando o dinheiro que ganhou com essa emboscada.
Adelina Tattilo é machista, manipuladora.
Ela pegou o pior do poder dos homens.
Ela é exatamente como o marido.
- Na verdade, é pior. - Meu Deus.
Porque, como mulher,
ela deveria proteger outras mulheres,
e não explorá-las.
Muito bem, depois disso…
Sou como seu pai?
Eu exploro as pessoas?
Ele nunca teria feito essas vendas.
Você não é babaca como ele.
Talvez mais.
Qual é o seu plano?
Vai ficar em casa?
Se eu puder fumar maconha, sim.
Não. Sem maconha.
Ainda sou sua mãe. Uma babaca burguesa.
- Está desconfortável? Quer ir embora? - Não.
Eu sou linda.
Sou erótica.
Há quanto tempo não transam?
Legendas: Natalia Serrano
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