Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
O NAUFRÁGIO DO HEWELIUSZ
VARSÓVIA, POLÔNIA, 13 DE JANEIRO 22 HORAS ANTES DO PEDIDO DE SOCORRO
Caros ouvintes, sei que hoje é quarta-feira,
mas talvez possamos mudar a realidade um pouco.
Se ouvirmos essa música, será que a sexta chega mais rápido? Vamos tentar.
O quê? A Monika ainda está dormindo?
Felizmente, sim.
Tem uma IKEA em Malmö.
Vou comprar um berço.
Quando você volta?
Mais cedo do que você gostaria.
É pra cuidar da sua mãe e da sua irmã
em vez de ficar de bobeira com o Macioszek.
Se quer ser homem, aja como tal.
Não fique implicando com ele. Aqui está seu chá.
- Obrigado. - De nada.
Querem ovos mexidos ou fritos?
- Mexidos. - Fritos.
Fritos, então.
Não sei, vamos ver. O que tiver que ser, será.
Venha logo!
- Estou indo. - Aga!
Os seus sanduíches!
- Que dia é hoje? - Dia 13.
Ainda bem que não é sexta.
Vai pegar um Scania, seu MAN está em revisão.
Está bem?
Claro.
E isto.
Boa viagem.
Obrigado.
FORÇAS ARMADAS POLONESAS
Bom dia.
Demorou pra chegar.
Greve dos agricultores.
Quanto tem aí?
Nós não vamos carregar isso.
Eita, porra…
É, bastante coisa.
Pra caralho.
Hoje é quarta-feira, 13 de janeiro, e são 8h30.
Da costa até Warmia e Masúria,
são esperadas rajadas fortes de vento, chegando a 120km/h.
Haverá chuva forte e granizo.
- Temperaturas… - Olhe.
…de 2°C a 5°C, com sensação térmica de frio mais intenso.
Puta que pariu.
Sra. Kaczkowska, seu marido viajava com frequência pra Suécia?
Às vezes, chegava a viajar quatro vezes por mês.
Então conhecia bem a rota?
Era a única rota em que ele trabalhava.
E com que frequência ele navegava no Jan Heweliusz?
Não sei ao certo, mas era frequente.
Ele chegou a comentar sobre algo diferente lá?
Talvez ele tenha falado sobre algo inquietante.
Alguma preocupação? Talvez ele tenha notado algo.
Meu marido não gostava de navegar no inverno.
Ele tinha medo das tempestades.
- Quando estava no Heweliusz? - Não só nele.
E no Heweliusz?
Também.
E no Karkonosze?
Com licença.
Perdão, mas isso não tem relação com o caso, se me permite.
Estou apenas tentando mostrar
que o Sr. Kaczkowski tinha medo de cruzar o Mar Báltico no inverno,
e não especificamente no Heweliusz. Certo, Sra. Kaczkowska?
Muito bem, vamos voltar ao assunto, certo?
Repito a pergunta: seu marido falou algo sobre o Heweliusz?
Algum comportamento estranho do capitão ou da tripulação?
Não pode sugerir nada aos interrogados.
Silêncio, por favor, Sr. Budzisz.
Então poderia nos dizer…
Seu marido disse algo
sobre o capitão Ułasiewicz ou a tripulação?
Senhor, não sei aonde quer chegar.
Nem qual o objetivo desse espetáculo, ou o que estou fazendo aqui.
Fui enganada por todos.
Ninguém se desculpou comigo pelo que aconteceu.
Fui buscar meu marido em Świnoujście, porque me disseram que tinha sobrevivido.
E quando cheguei lá com meu filho, era um engano.
Um engano, entendem?
Enganos acontecem ao discar um número de telefone,
não ao identificar um sobrevivente.
Sabe como me senti quando percebi
que fui lá receber um completo estranho?
Senhora, entendemos como se sente…
Lamentamos profundamente esse erro.
Mas se o Heweliusz tivesse sido mantido em ordem, talvez…
Senhor…
Garanto que carrego muita raiva e revolta em relação ao capitão e à tripulação,
mas consigo ver o que está acontecendo aqui.
Posso ser uma mulher simples, mas não sou burra.
Vejo o que estão fazendo.
Tão importantes, tão influentes, mas só zelam pelos próprios interesses.
E sou eu quem tem que pagar as dívidas do meu marido!
Sra. Kaczkowska, se acalme…
Não! Por favor, não me interrompa. Me deixe terminar.
Não sei de quem é a culpa.
Pode ser do capitão ou não, mas uma coisa é certa.
Foi o Estado que falhou, o Estado que os senhores representam aqui!
Os senhores todos falharam! Não foram vigilantes o bastante!
E quem paga o preço são as viúvas e as famílias das vítimas.
Eu só queria…
que deixassem todos nós em paz.
Que tudo isso acabasse.
Porque eu sei…
que não vai haver justiça aqui.
Ninguém aqui quer realmente saber a verdade.
Percebi isso quando me disseram qual depoimento eu deveria dar.
Quem disse?
E eu só quero…
Quero saber o que meu marido sentiu…
quando estava morrendo.
Será que pensou em mim, em nossos filhos?
Como assim disseram que depoimento dar?
Deixe para lá.
- Desculpe. - O que seu marido transportava?
- Armas e munições? - Silêncio!
Eu exijo silêncio.
Silêncio, por favor!
Por favor, silêncio, senhoras e senhores!
Silêncio, senhoras e senhores!
O tribunal chama a próxima pessoa a depor.
Com licença, uma pergunta. Seu marido sabia o que transportava?
Vaza daqui, porra!
Calma.
O senhor é especialista em toxicologia, certo?
Sim.
E examinou o conteúdo estomacal
dos tripulantes falecidos do Heweliusz?
Sim, de alguns deles.
Algo relevante chamou a atenção do senhor?
Foram encontradas pequenas quantidades de álcool
no estômago de uma pessoa.
Então faria sentido supor
que os tripulantes poderiam estar bêbados?
Não posso confirmar isso com total certeza…
Mas também não posso descartar.
Se não pode ser confirmado, não pode ser usado para acusar.
Advogado, não dei a palavra ao senhor.
O senhor mencionou traços de álcool.
A quem exatamente isso se referia?
Ao oficial Skrzypczyński.
- Impossível. Meu marido odiava álcool. - Ordem.
- Mas é uma mentira absurda! - Exijo ordem!
- Sem mais perguntas. - Obrigado.
- Com licença, tenho uma pergunta. - Vá em frente.
O corpo do capitão Ułasiewicz foi examinado
para verificar traços de álcool?
Sim, claro.
E?
Não havia traços de álcool.
Sem mais perguntas.
- Obrigado, pode se retirar. - Obrigado.
Agora gostaríamos de chamar como testemunha
o major Artur Ferenc.
Silêncio agora, por favor.
Por favor, diga seu nome.
Meu nome é Artur Antoni Ferenc, sou major.
Investiguei o naufrágio do Jan Heweliusz para os serviços de Inteligência.
Lembre-se de que está sob juramento.
Posso fazer uma pergunta?
- Vá em frente. - Obrigado.
Sr. Ferenc, por que a Inteligência iniciou a investigação?
Foi por causa da carga?
Não entendi a pergunta.
Investigamos sabotagem ou terrorismo como causa possível.
E?
E descartamos rapidamente.
Na investigação, encontramos outros fatos interessantes.
Que fatos?
Aqui estão os prontuários médicos do capitão Andrzej Ułasiewicz.
Apresente os documentos ao tribunal, por favor.
Obrigado.
Ano passado, ele sofreu um acidente grave.
Os documentos de alta hospitalar
diziam que ele poderia estar inapto para operar veículos.
Após consultar um neurologista, meu marido foi liberado para dirigir.
Muito bem, isso será registrado, Sra. Ułasiewicz.
Mas vamos precisar de um atestado.
- A senhora tem o atestado? - Entreguei ao Kubara.
E o senhor, major, pode prosseguir.
Obrigado.
O capitão não era o único com sérios problemas de saúde
que poderiam afetar as habilidades de navegação
e a capacidade geral de avaliar as condições no mar.
Um dos oficiais, Waldemar Skrzypczyński,
passou recentemente por uma cirurgia ocular. Os documentos.
Que maldade! Mataram meu marido e agora o insultam!
Ordem, por favor!
Ao pedir ajuda e emitir o pedido de socorro,
o oficial em questão informou a localização errada do cargueiro,
o que naturalmente pode ter atrasado a missão de resgate.
- Como assim? - A cirurgia deu certo, ele enxergava bem.
Preciso que fiquem em silêncio!
Do que está falando?
Os senhores são um bando de amadores.
Sabem tanto de navegação quanto eu sei de sumô.
Quem dá a posição do barco é o capitão, não o oficial.
Confere, capitão Kubara?
Ordem, por favor.
Senhoras e senhores, ordem!
Como sabemos que deram a posição errada?
Não encontrei isso em nenhum documento.
Até o resgate atrasou porque a posição era desconhecida.
Me diga, Piotr…
Por que está sabotando tudo?
Eu não estou.
Só acho isso desprezível.
Transformar o Ułasiewicz num alcoólatra incapaz de operar cargueiros?
Heniek, isso é desprezível.
Talvez tenha sido culpa dele, mas não pode ser difamado assim.
- O veredito deve ser imparcial. - E será.
O Andrzej também era meu amigo.
Ele realmente deu a posição errada. Eu estava na ponte na hora e o ouvi.
Como sabe que estava errada? Não foi até lá.
Estava errada! Eu ouvi as mensagens.
Era como se estivessem em terra.
Duvida de mim?
Tente manter um mínimo de objetividade.
Por que a responsabilidade da empresa é ignorada? Ou os defeitos do cargueiro?
Piotr, o cargueiro também era seu.
Você também era responsável pela segurança.
Se olhe no espelho e reflita:
o que você fez para evitar essa tragédia?
Você veio pedir conselhos?
Não, agora já é tarde.
Você tinha razão. Eu devia ter ficado de fora.
Vão ferrar com o Ułasiewicz e a tripulação
sem nem hesitar.
E vou acabar assinando embaixo.
Estão fazendo o que querem.
- Não tem ninguém supervisionando. - Você.
Você está lá.
Me colocaram ali de enfeite.
Filho, você só percebeu isso agora?
Estamos cruzando um mar de merda. Sempre estivemos.
No passado, se navegava pela aventura.
Hoje, são só negócios.
E isso não vai mudar.
O Kowalik é um grande babaca.
Mas ele prospera nesse novo mundo.
Por isso ele vai sair por cima.
E vocês vão perder.
Vamos entrar?
Não.
O mar está lindo hoje.
Trouxe algo pra mim?
Sua mãe está aqui perto?
Já está indo?
Sim, volto quando as audiências acabarem.
Sabe, quando você era pequeno, eu costumava ir nadar no mar
e você ficava na beira da água
gritando bem alto pra eu voltar.
Você se lembra?
Você tinha medo de eu não voltar.
Filho…
Sabe que o mar não é o mais importante, né?
Tudo passa.
Não quero que você acabe como ele.
Mãe…
Acho que ainda vai demorar mais.
Logo vou pirar de vez aqui.
A tia não me deixa em paz. Fica perguntando como estou.
Aguente só mais um pouco.
Mãe, por que eles estão ferrando com a imagem do meu pai?
Não sei.
Mas tente não pensar nisso.
Não leia os jornais, está bem? E não acredite no que vir na TV.
Eu não acredito.
- Eu te amo. - Também te amo.
Tchau.
Não sei se tem mais alguma coisa útil aqui.
Perdão. Estou fazendo o que posso.
Vão colocar a culpa no Andrzej?
Tem noção de como a Aga está?
Tem que provar que guinar na direção do vento
não foi um erro.
- Ele deve ter tido um motivo. - Também acho.
Mas se não descobrirmos qual foi…
o caso estará perdido.
E a carga militar?
Deve ter causado uma sobrecarga significativa.
Talvez seja possível tirar algo concreto disso?
Cargueiros costumam sair sobrecarregados e ainda assim chegam aos portos.
O Heweliusz virou por causa da manobra.
Foi atípica para as condições.
Quer que a gente vá com você?
Não, obrigado. Eu me viro.
- Tem certeza? Se precisar… - Tenho certeza.
Só deixe isso acabar de uma vez.
E aí volto pro mar pra ganhar mais dinheiro.
Sério?
Obrigado, Sr. Janicki.
- Sem mais perguntas. - Obrigado.
Há mais alguma pergunta para o Sr. Janicki?
Sim, por favor.
Vá em frente, advogado.
Sr. Janicki,
eu gostaria de esclarecer algumas coisas
já que o senhor tem a expertise que me interessa.
O senhor sabia que o Heweliusz tinha problemas de estabilidade?
Sim. Acho que todos sabiam.
E sabe por que ele não era estável?
Com licença. Isso foge à competência da testemunha.
Talvez porque depois do incêndio do convés superior em 1986…
para economizar, jogaram concreto no conserto,
sobrecarregando o cargueiro em 115 toneladas
a três andares acima da linha d'água.
Advogado, navios passam por reparos, e é normal que o peso mude.
Assim como a estabilidade. Aonde quer chegar?
Fico pensando como um cargueiro instável pôde sair em plena tempestade.
Mas quando o Heweliusz partiu, o tempo não estava tão ruim.
O vento era de seis ou sete na escala Beaufort.
Então o capitão não fez nada errado ao zarpar.
Força seis ou sete não é muito para um cargueiro daquele porte, certo?
Não é.
Então repito:
considerando as informações que tinha, o capitão não colocou ninguém em risco.
- Aparentemente, não. - Aparentemente?
Por que "aparentemente"?
Ele recebeu a previsão dos senhores, da Capitania dos Portos, não foi?
Foi.
Também autorizaram o cargueiro a sair, não foi?
Foi.
Então, por gentileza, explique como é possível
que permitiram o Heweliusz a partir,
se sabiam que o tempo depois de Rügen estava ruim?
- Não, não sabíamos. - Interessante.
Tenho aqui…
um alerta meteorológico alemão.
De 13 de janeiro, às 23h.
Avisava sobre um furacão que vinha do Mar do Norte.
Pois não?
Vim para depor. Witold Skirmuntt.
Certo. Pode se sentar. Ainda estão pressionando o Janicki.
Não sabíamos desse alerta.
Esse alerta foi enviado a todos os portos do Báltico.
Mas vocês o ignoraram. Por quê?
Talvez porque ninguém na Capitania dos Portos,
me permitam frisar: no escritório de Świnoujście,
sabe alemão?
Devia ter sido em inglês.
Vocês deixaram de alertar sobre um furacão com força acima de 180km/h!
O furacão não foi tão forte assim.
Senhor, aqui está escrito claramente: "98 nós".
Equivale a 180km/h. Nem matemática os senhores sabem?
Não tem furacão assim aqui.
Parece que tem.
Obrigado. Sem mais perguntas.
Muito obrigado, advogado.
Com licença, Excelência.
Mesmo assim, Sr. Budzisz, outros cargueiros, inclusive o meu,
conseguiram chegar ao porto.
E o senhor, capitão Kubara, também deixou de alertar o Ułasiewicz.
Mesmo sabendo que seus sensores de vento registravam valores bem acima do comum.
- O senhor navegava de Rügen, não? - Senhor, não me acuse aqui.
O tempo estava ruim, mas não terrível.
O capitão Ułasiewicz fez uma manobra desnecessária
pra se abrigar atrás de Rügen.
Foi por isso que o cargueiro começou a emborcar, entende?
Por que o capitão quis se abrigar atrás de Rügen
se o tempo não estava terrível?
Está tentando achar falhas em tudo, senhor!
A hipótese de culpa do capitão está cheia de falhas.
O Heweliusz era um cargueiro instável, com propulsores de proa defeituosos
e sistema de lastro falho.
É um milagre não ter afundado antes.
Cortaram custos sacrificando a segurança, e esse foi o resultado.
Senhor, o Heweliusz passou por reparos em estaleiros renomados.
Chega dessa falácia.
- Sr. Janicki, pode se retirar. - Mais uma pergunta.
- Silêncio, por favor! Silêncio! - Tenho mais uma pergunta!
Tribunal suspenso por dez minutos.
Depois chamaremos a próxima testemunha. Muito obrigado.
Que bagunça do caralho!
Quem juntou a Sra. Ułasiewicz com esse Budzisz?
Como eu vou saber?
Jaś, calma.
Porra!
Estou calmo como um trem de monges tibetanos! Quem foi?
Fui eu.
Pronto. Agora sabemos.
- Que caralho… - Era meu dever cuidar da Sra. Ułasiewicz.
Senhores, se acalmem.
Agora vamos falar com o oficial…
- Skirmuntt. - Certo. Vai dar tudo certo.
- Jaś, vai dar tudo certo. - Assim espero.
E nós vamos conversar depois.
Lembrando: o senhor está depondo sob juramento.
Sr. Skirmuntt, o senhor estava na ponte pouco antes do desastre.
Sim, por um tempo.
Pode nos contar, com suas palavras, o que acontecia na ponte?
Acontecia o esperado.
Lutávamos contra a natureza.
Assim como vocês no Karkonosze.
E pode nos dizer o que fazia na ponte?
Era o meu turno.
- E onde estava o capitão? - Dormindo.
Silêncio, senhoras e senhores.
Silêncio, por favor!
O senhor está dizendo
que o capitão não estava na ponte durante a tempestade?
Claro, quando os problemas começaram, o capitão apareceu.
Senhor, foi sua decisão carregar o lado bombordo?
Não. O oficial Skrzypczyński decidiu isso no primeiro turno.
Como o vento inclinava o navio para estibordo,
decidimos equilibrar carregando o lado bombordo.
Isso ajustou a inclinação por um tempo.
Por que só por um tempo?
Quando guinamos na direção do vento…
as forças se somaram, e emborcou.
Mas por que guinaram na direção do vento?
Não sei.
Eu já não estava na ponte naquela hora.
- E onde estava? - Como é?
Onde o senhor estava?
Na casa de máquinas.
O capitão me mandou checar as válvulas de lastro.
Sr. Skirmuntt…
o senhor costuma beber?
Isso é um absurdo!
Silêncio, por favor!
- Silêncio, por favor! - Isso é ridículo!
Ordem, por favor!
Eu soube que, no hospital, o senhor estava com uma garrafa de bebida alcoólica.
Sim, estava. Um funcionário da embaixada me deu.
E então? Os senhores beberam juntos?
Com licença.
Podemos parar com essa história ridícula de a tripulação estar bêbada?
Não é o senhor, advogado, quem decide o que será discutido aqui.
Mas vou contestar essas insinuações.
Sente-se, por favor.
Sr. Skirmuntt, pode nos dizer como exatamente virou oficial?
Fui promovido.
Então nunca frequentou nenhuma escola náutica?
Fui promovido de marinheiro a oficial trabalhando com o capitão Ułasiewicz.
Certo, mas sua promoção foi por preferência dele.
Não entendo aonde quer chegar. Minha experiência vem da prática.
O que quero dizer é:
o senhor era a pessoa certa pra estar na ponte
durante uma tempestade daquelas?
O capitão estava na ponte. Sabem disso, o corpo dele estava lá.
Talvez ele tenha aparecido lá quando o cargueiro já tinha emborcado.
Um momento, capitão Kubara.
Não é estranho que um capitão experiente
cometa um erro tão amador
e faça aquela manobra num cargueiro com lastro desigual?
Não sei. Talvez não tenha sido um erro.
Talvez não tenha sido erro dele?
É o que questiona o capitão Binter,
que acredita que o Ułasiewicz era experiente demais
para cometer um erro assim.
Talvez tenha sido o senhor quem emborcou e afundou o cargueiro?
É interrogatório ou linchamento?
Sr. Celej, sente-se!
Ordem, por favor!
Excelência, quero ouvir a resposta do oficial sem interferências.
Capitão, não podemos perguntar sobre qualquer coisa.
Estamos aqui para elucidar as causas do desastre.
E os fatos são o que são.
E quanto ao senhor, Skirmuntt, conte o que aconteceu.
Eu não emborquei o cargueiro!
O capitão fez a manobra.
- Ele teve que fazer. - Por quê?
Não sei. Eu não estava na ponte na hora.
Sr. Skirmuntt, se não estava na ponte naquele momento,
como pode saber que foi o capitão quem fez a manobra?
Oficial!
Por favor, espere.
- Oficial… - Capitão, eu não afundei o cargueiro!
Não fui eu!
Eu não fiz aquilo.
Por que não me conta logo o que aconteceu?
Por que o Ułasiewicz teve que fazer a manobra?
Witold.
A resposta está nas gravações da rádio Ostsee.
CERTIDÃO DE NASCIMENTO
APÓLICE DE SEGURO WITOLD SKIRMUNTT
Venha, gatinha.
Aqui está.
Me deseje sorte.
FRONTEIRA POLÔNIA-ALEMANHA
Rádio Ostsee, aqui é o Kempen!
Estamos no local do acidente!
Repita, o sinal está fraco!
Rádio Ostsee, aqui é o Kempen!
Com licença. Estas são as gravações das 4h, certo?
Sim, das 4h às 5h15.
Kempen, que embarcação é essa?
Preciso verificar.
Obrigado.
Rádio Ostsee, aqui é o Kempen!
Estamos no local do acidente!
O cargueiro Heweliusz está a bombordo. Vamos começar o resgate!
Passe suas coordenadas!
Rádio Ostsee, aqui é o Kempen!
Estamos no local do acidente!
O cargueiro Heweliusz está a bombordo. Vamos começar o resgate!
Passe suas coordenadas!
Estamos 16 milhas a leste de Kolliker!
Dezesseis milhas a leste de Kolliker!
Kempen!
Aqui é o Kempen! As condições estão muito difíceis.
Somos pequenos demais. Vamos embora.
Kempen!
Entendi certo que estão indo embora?
- Sim. - Entendido.
Não temos informações sobre o Kempen.
Mas vocês se comunicaram com eles, não?
Sim, mas não temos informações.
Posso levar uma cópia das gravações?
Leve as originais.
Não costumamos fazer cópias.
Pode me devolver depois?
Obrigado.
Aqui é o Budzisz.
É o Binter.
Advogado, escute com atenção.
O Heweliusz estava em rota de colisão com uma embarcação alemã.
O capitão teve que fazer a manobra.
O quê? Não entendo. Rota de colisão? Como assim?
Não havia outras embarcações lá.
Ninguém mencionou nada. Como sabe?
Isso pode ser deduzido das gravações da rádio Ostsee.
- Gravações? - Sim.
Do dia do naufrágio.
Estou com elas. Vou apresentar ao tribunal amanhã.
Advogado, isso muda tudo, entende?
A embarcação alemã tinha a preferência.
Após o acidente, o capitão da embarcação disse
que o Heweliusz estava a bombordo deles.
Pode ir.
Preciso ir.
Até amanhã.
Esqueceu algo?
Obrigado.
Merda.
- Era o Binter? - Sim.
O que ele disse?
Conseguiu algo bom pra nós.
Hoje é o último dia de audiência, com considerações finais.
Depois, o Tribunal Marítimo vai analisar as provas
e emitir a decisão em até um mês.
Quase toda a Polônia aguarda a sessão de hoje.
Principalmente os moradores locais,
incluindo famílias das vítimas e marinheiros.
Vamos mantê-los informados sobre o andamento da audiência.
Cinco minutos.
Hora de ir.
Cadê o Binter?
Senhoras e senhores,
esta manhã recebemos uma notícia muito triste.
Ontem à noite houve um acidente fatal,
que tirou a vida de um dos nossos juízes civis,
o capitão Piotr Binter.
Por isso, adio a audiência de hoje para amanhã.
Jola, você deveria ficar até o fim.
Já chega. Quero voltar pra minha filha.
Mas amanhã teremos as considerações finais.
É o final de quê?
- Posso te dar uma carona? - Não precisa.
Preciso fazer uma coisa, e você tem que se preparar.
Tchau.
Oi, amor. Estou em Świnoujście.
Tivemos um atraso por um problema técnico.
Talvez nem saiamos do porto.
O tempo tem estado feio esses dias.…
10 HORAS ANTES DO PEDIDO DE SOCORRO
Deve ser porque esqueci no carro a Baba Yaga. Mar agitado.
Ontem, uma tempestade nos atingiu com força
e batemos no cais com a popa.
Os rapazes estão tentando consertar o estrago.
Não gosto de navegar com o Heweliusz nessas condições.
Ainda não consertaram o propulsor.
Diga à Aga que comprei chocolate Daim, mas ela precisa estudar mais inglês.
E me desculpe por aquilo…
Quando estou cansado, fico irritado.
- Vamos esquiar quando eu voltar? - Andrzej!
Andrzej, vamos!
Sim, já vou! Esperem!
Por favor, grave as músicas da rádio Trójka.
Tem uma fita virgem perto do cesto.
Tenho que ir…
Amo vocês duas. Mande beijos pra todos. Pra Hania e pro Janusz também.
Nos vemos daqui a cinco dias. Muitos beijos!
O Andrzej é o nosso cara. Boto minha mão no fogo por ele.
- Ele não vai reclamar? - Imagina!
Eu conheço bem o Andrzej.
Oi, Andrzej!
Oi.
Este é o Sr. Ferenc.
Capitão Ułasiewicz.
Escute, recebemos um pedido dos caras de cima.
Podemos adiar a partida?
- Adiar ainda mais? - Só um pouco.
As condições estão difíceis. Pode ter vendaval à noite.
Estamos esperando uma carga diplomática importante.
Você consegue navegar em qualquer tempo.
- Andrzej… - O quê?
Isso é muito importante, entende?
Você dá conta?
Eu até dou. Mas o Heweliusz dá?
Obrigado.
Vamos.
Eu disse que daria tudo certo.
O Andrzej é o nosso cara.
Vou só cumprimentar e vocês cuidam deles.
Vamos.
Que recepção formal!
Raramente temos gente importante no cargueiro.
- E, Marta… - Segure a minha mão.
- O comissário os levará às cabines. - Olá.
Esse jovem marinheiro pode passar na ponte se quiser, depois.
Obrigada.
Ele está assustado. É a primeira vez fora do país.
Claro. Podemos pedir à Ola para cuidar dele.
- Claro. - Pode ir com a Ola?
- Vamos. - Venham comigo.
E aí? Já terminaram?
Certo, está feito!
Avise o chefe que o portão de popa foi consertado.
- Mas… - Ande logo.
Olá, pessoal.
Oi, Waldek. E os olhos?
- Estão novinhos. - Ótimo.
Tinha esquecido como o mundo pode ser feio.
- Quando olho para vocês… - Oi, Waldek.
Oi.
Oi, Zajdel.
Capitão, o portão de popa foi consertado.
Então comecem o carregamento.
Mas sem pressa porque…
- Ainda falta uma carga. - Entendido.
Que carga?
Algo para a embaixada.
Não dorme muito, né?
Agora está nascendo dente, então chora mais.
Mova aquele caminhão branco para a posição dois.
- Senão vamos inclinar muito pra direita. - Certo.
Chefe, venha aqui.
Pare!
Pare!
Pare!
- Que porra está acontecendo aqui? - Nada. Não é da sua conta.
- É da minha conta, sim. - É mesmo? Aqui está.
Merda…
Ande logo!
Estacione na popa, no meio, garoto!
- Não entendi. Onde coloco? - Na popa.
Certo. Entendido.
Se preparem. Vai chacoalhar bastante.
Infelizmente, eu sei. A que horas partimos?
Obrigada.
Em breve, espero.
Que horas são?
Capitão, posso falar com o senhor?
- Com licença. - Claro.
Pois não?
- Temos um problema. - Qual?
Um dos caminhões é bem mais pesado que o peso declarado.
- Quanto? - Trinta toneladas.
- Então tirem do cargueiro. - O problema é que não podemos.
É esse.
Como está o calado?
Estamos no limite e ainda faltam três caminhões.
Não deixe que embarquem.
- Encerrar carregamento? - Isso.
Carregamento encerrado!
Repito: carregamento encerrado!
Carregamento encerrado!
Como assim? Está de brincadeira?
Decisão do capitão!
Mas preciso zarpar, tenho contratos urgentes.
Então pega o próximo. É a vida.
Nem fodendo!
- O que ele disse? - A gente fica.
Assim não dá!
Muito bem, vamos partir.
Estamos com três horas de atraso.
Força maior. Fazer o quê?
Com quatro motores, talvez recuperemos tempo.
Não sei…
Capitão, os alemães falaram algo no rádio
sobre um furacão perto de Arkona.
Furacão?
Capitania do Porto, aqui é o Heweliusz.
Sim, Andrzej, pode falar.
Ouviram algo sobre um furacão? Os alemães falaram no rádio.
Não sabemos de nada. O vento está forte, mas suportável.
Aqui não é o Caribe.
Então todos zarparam?
Tudo funcionando normal. Podem zarpar.
Obrigado.
Liguem quatro motores e dois propulsores de proa.
- …minha esposa. - Certo.
Sabe…
agora ela diz que moram em Strzelin.
Espere… Certo.
Ela sempre cozinha bem pra caralho.
Levantar rampa. Soltar todas as cordas.
Levantar rampa. Soltar as cordas.
Rampa levantada.
Bombordo livre.
Proa livre.
Vamos zarpar.
Pronto pra fechar.
Fechar portão.
Porra de dia 13.
Portão fechado e travado.
Assuma o leme. Rumo 055.
Leme assumido, 055.
Afirmativo, 055.
ENTRADA DO PORTO DE ŚWINOUJŚCIE
4 HORAS E MEIA ANTES DO PEDIDO DE SOCORRO
Aqui está a sopa.
- Obrigado. - Bom apetite.
- Pegou a sopa? - Sim.
- Assado ou frango? - Assado.
Aqui é o capitão. Fim das manobras. Mudando para navegação.
Mantenham quatro motores e os geradores.
Waldek, fique até as 2h. Depois o Witek assume.
Mantenha 355. Se sair da rota, corrija para 350.
Certo.
Se acontecer algo, me avisem.
- Boa noite. - Boa noite.
Acidentes como o naufrágio do cargueiro Jan Heweliusz
nunca têm uma única causa.
Então nunca há uma única pessoa responsável.
Uma tragédia é a soma de muitos fatores.
Muitas coincidências infelizes precisam acontecer
para que um desastre ocorra.
14 DE JANEIRO 3 HORAS ANTES DO PEDIDO DE SOCORRO
Por que está inclinando tanto?
Porque está ventando pra caralho.
Chefe!
Se não endireitarem, não dá pra fazer nada!
Ponte, aqui é o Celej.
Ponte. O que foi, Marek?
Precisam endireitar. Com essa inclinação, não dá pra trabalhar.
Certo, entendido.
Vamos girar a estibordo, ondas na popa, e acionar tanques antibanda.
Estabilizará. Ligue quando prenderem tudo.
- Curso 030. - 030.
Pronto, 030.
Zajdel.
Aqui é a ponte. Vamos encher o bombordo, abra aí.
Entendido, câmbio e desligo!
MANTER FECHADA NO MAR
Oi, pessoal.
- Como está indo? - Balança, mas não muito.
Curso 030, vento sudoeste, força oito.
Inclinamos pra estibordo, mas corrigi com os tanques.
Válvulas fechadas. Marek e os rapazes prendem com correntes.
O desvio nos empurrou um pouco à direita da rota.
Quando o Marek terminar, retome a rota.
Velocidade de 13,5 nós. Avise se algo acontecer.
Certo. Rota livre?
Livre, nada no radar.
- Boa noite. - Boa noite.
Marek, como vai aí? Está tudo preso?
Sim, tudo preso. Obrigado.
Caminhões se mexendo muito?
Como Testemunhas de Jeová pelo bairro.
Que merda de tempestade…
MAR BÁLTICO 30 MINUTOS ANTES DO PEDIDO DE SOCORRO
Ainda estamos desviando.
- Vamos corrigir mais um pouco. Curso 335. - 335.
- Afirmativo, 335. - Ótimo.
Jan Heweliusz!
O que foi isso?
Não sei.
Jan Heweliusz!
Aqui é o Kempen!
Jan Heweliusz! Aqui é o Kempen!
Estamos a estibordo de vocês!
Vocês estão em rota de colisão!
Merda.
Estamos a estibordo de vocês!
O que houve? Por que estamos reduzindo?
- Estamos em rota de colisão. - Colisão?
- Como assim? - Não sei! Algum barco alemão.
Não viu antes? Que porra você fez?
- Eu reduzi porque… - "Porque" o quê? Reduziu numa tempestade?
Não adianta. Vamos bater.
Assumindo. Temos que acelerar.
- Todo o leme a bombordo. - Todo a bombordo!
O que está havendo?
Todo a bombordo!
- Leme pra ala. - Leme pra ala.
Pronto, leme pra ala.
Mande a casa de máquinas abrir os propulsores.
Atenção, abram os propulsores agora!
Propulsores abertos.
Por que estamos inclinando?
A água está no tanque antibanda de bombordo.
Por que não relatou isso? Passe para estibordo!
Zajdel, vamos encher o estibordo, abra aí!
Que merda é essa?
Porra!
Por que a inclinação não diminui?
Zajdel, e os tanques antibanda?
- O que está acontecendo? - Não sei!
Então vá checar!
A inclinação está aumentando.
Quantos graus?
Vinte e aumentando.
Atenção, tripulação e passageiros! Aqui é o capitão!
O cargueiro precisa ser evacuado.
Repito: o cargueiro precisa ser evacuado.
Com ondas daquelas e água por toda parte, os radares podem falhar.
Não detectam todos os objetos, ainda mais embarcações pequenas.
Como o barco alemão, que surgiu de repente de forma perigosa perto do cargueiro.
Ele estava em rota de colisão com o atrasado Heweliusz.
O navio alemão tinha prioridade, daí a manobra para deixá-lo passar.
O acidente foi causado por fatores externos.
Os defeitos do cargueiro,
a falta de informações sobre as condições do Mar Báltico,
e o azar.
Mas não por incompetência do capitão.
A conduta do capitão foi exemplar.
Ele cedeu a prioridade.
Por favor, me diga…
O senhor tem alguma prova para sustentar essa hipótese?
Infelizmente, não tenho.
Ela pegou fogo no carro do Piotr Binter.
Algum dos senhores tem mais perguntas?
Obrigado, advogado.
Após analisar os materiais e as provas,
assim como os depoimentos de testemunhas e partes interessadas,
a banca julgadora
do Tribunal Marítimo de Stargard Szczeciński
decide o seguinte.
O capitão do Jan Heweliusz, Andrzej Ułasiewicz, falecido tragicamente,
é responsável por causar o naufrágio.
Por favor, sentem-se.
O capitão negligenciou os deveres dele.
Demonstrou falta de responsabilidade
ao tomar decisões arriscadas durante uma tempestade.
A tripulação, por sua vez,
falhou em manter os protocolos de segurança no trabalho.
Isso é mentira.
Silêncio, por favor.
O Jan Heweliusz não estava livre de defeitos,
pelos quais a empresa também é responsável.
Além disso, o clima naquela noite foi de fato severo.
No entanto, falhas da tripulação
e a incompreensível decisão do capitão de fazer uma manobra brusca
foram os fatores determinantes nessa tragédia.
Merda…
Ponte, responda!
Ponte na escuta.
Homem ao mar a bombordo!
- Homem ao mar! - Certo, entendido!
Joguem a boia!
A sentença saiu?
Que tal viajarmos juntas?
Esquiar, o que acha?
Quero estudar navegação.
Você ainda tem tempo para pensar melhor.
Oi.
Oi.
A tragédia do Heweliusz levou ao reforço do princípio
de que é o capitão quem tem a palavra final sobre a partida.
Em 2005, as viúvas dos marinheiros ganharam um processo contra o Estado.
A corte europeia de Direitos Humanos concluiu que três Tribunais Marítimos
julgaram o caso do Heweliusz sem a devida imparcialidade.
A viúva do capitão, Jolanta Ułasiewicz, não quis participar do julgamento.
Até hoje, o caso do Heweliusz segue sem explicação e causa comoção.
Em 2025, o obituário oficial citou uma 56ª vítima do naufrágio,
a filha de 17 anos de um caminhoneiro austríaco.
LISTA DE VÍTIMAS DO NAUFRÁGIO DO JAN HEWELIUSZ
Legendas: Jenifer Berto
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.