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Original subtitles

- Sinto-me usado. - Vai-te lixar!

Sinto-me especial.

Como uma noiva.

Sim, pareces uma.

Onde acha o teu marido que estás?

Onde acha a tua mulher que estás?

A fazer algo importante.

Um serviço público.

Não está enganada.

Não.

Tenho fome.

Vou pedir o serviço de quarto. Queres algo?

DESCONHECIDO

É ele a saber de ti?

Não. Deve estar a dormir no escritório,

a tentar resolver outro caso.

Entretanto, nem temos dinheiro para alimentar a maldita gata.

Porra!

Estou?

A ementa é estranha. Frango para o pequeno-almoço?

Sim, sou eu.

Sim.

Desculpe!

Vá-se lixar!

POLÍCIA DO SUL DE OXFORD

Como lhe pareceu ele, da última vez que o viu?

Igual.

O mesmo Joe de sempre.

E pode descrever como era o Joe de sempre?

Igual ao Joe, mas o Joe prestes a ir ao bar.

Mais alguma coisa?

Sim! Parecia um homem que não estava a planear cortar os pulsos.

Com todo o respeito, nunca sabemos o que vai na cabeça da outra pessoa.

Com todo o respeito, só diz asneiras.

Esteve casada com ele 30 anos? Eu sabia o que lhe ia na cabeça.

- "Tenho de cagar, comer um bolo…" - Ela não…

"… bater uma, ouvir o Dizzy Gillespie."

Ele era um homem impulsivo e de entusiasmos.

A depressão não era para o Joe.

- Tinha muitos livros de poesia. - Não disse que ele não era inteligente.

Portanto, uma mente genial presa numa existência enfadonha.

Está a tentar ser ofensiva?

A minha colega quis perguntar

se o estilo de vida dele poderia ser causa de depressão.

O Joe não estava deprimido. Ele queria ser detetive privado.

Estava a viver o sonho dele.

- Como corria o trabalho para o Joe? - Como sempre.

Dependia da vossa competência.

Quero dizer, devíamos estar a nadar em dinheiro.

Mas havia muitas dívidas.

Onde esteve ontem à noite?

Estive com um amigo.

Desculpe a pergunta, senhora…

… Mna. Boehm,

mas o estado do vosso casamento

poderia ter levado o Joe a "tomar medidas"?

Ele parecia dormir no escritório com frequência.

O sofá é desconfortável.

Não é um motivo para se matar.

Ele foi encontrado com uma lâmina na mão.

O Joe não gostava de sangue.

A matar-se, escolheria outro método. Em que mão?

Na esquerda.

Ele é destro.

Pode ter passado a lâmina de uma mão para a outra.

Vou andando.

Infelizmente, tem de identificar o corpo.

- Ainda não trataram disso? - É a parente mais próxima.

Então, pode nem ser o Joe?

Mna. Boehm, perder alguém para o suicídio é muito traumático.

A negação costuma ser a primeira fase.

Podemos referi-la a serviços de apoio, se assim o desejar.

Falar pode ajudar a aceitar a realidade.

Está bem.

Vamos a isso.

Vamos ver o meu marido morto.

Quer indicar o caminho?

Não quero.

- Que faz ela aqui? - Depoimento de testemunha.

Ela encontrou o seu marido.

Quem era aquela mulher? Conhecia-la?

Merda, Sarah!

Contrataste um detetive para procurar uma criança que não conheces.

Onde tinhas a cabeça?

Ela era a mulher do Joe.

Obrigada.

Se não encontrarem o cabrão responsável, encontro-o eu.

A luz brilhou sobre ti, esta noite

CONFIDENCIAL

Mas eu caminharei Pelas ruas escuras sozinha

E adormecerei com um sorriso

A poupar os cêntimos Porque o oráculo mo disse…

BASEADA NO LIVRO DE

Aprendi a confiar Na minha cabeça para virar

Céus!

Que se lixe!

Desculpa, Betty. Não há nada para comer.

A menos…

Não.

Não te censuro.

Merda para isto!

Zoë, é a tua sogra.

Agradecia que me devolvesses as chamadas.

Vamos juntar-nos amanhã para celebrar a vida do Joe.

Não pode ser o shivá oficial, porque ainda não libertaram o corpo dele.

Vou receber amigos em casa à tarde.

Agradecia que arranjasses tempo para vir.

Olá.

Não queres dormir uma sesta?

Sim?

Vou dar-te uma manta.

Vais para o trabalho?

Não, vou trabalhar em casa.

O escritório está horrível.

Estão a investigar os meus negócios.

Como se não tivessem nada melhor para fazer.

Não, isso é um lenço. Não é uma manta.

É do tamanho de um campo de futebol.

Sim. Quanto maior, mais chique.

É da Paula.

Porque temos o lenço da Paula Inchon?

Ela deixou-o cá.

Tentei devolvê-lo, mas o Gerard já se tinha ido embora.

Isto pode ser…

É a minha oportunidade. É uma desculpa para contactar o Inchon.

Certo.

Vamos lavá-lo a seco e mandar entregá-lo.

Ou podemos dar-lho pessoalmente.

Vamos à casa deles.

O quê? Até às Cotswolds?

Sim!

Não gostavas de ver a casa deles?

Olha.

Vê isto.

EM CASA COM OS INCHONS, NO SEU ENCANTADOR CHALÉ

- Meu Deus. - "Chalé."

É maior do que a maldita aldeia.

Não sei se eles vão gostar. Não quero ir.

- Acho que eles não… - Não, ar fresco e campo.

Vai fazer-te bem.

Toma.

Queres lavá-lo hoje?

Se não tiveres mais nada para fazer.

Mark, eu…

Estou em choque, estou de luto.

Vá lá! Mal conhecias aquele Joe.

Está bem.

Podemos ter um dia normal, por favor?

- Que estás a fazer? - Vou à lavandaria.

Depois, vou ter um dia normal.

Porque está tudo bem.

Não encontrei um morto. Não estou nada traumatizada.

Aliás, talvez até faça um piquenique junto ao rio.

Sim! Ótimo.

- Podes acalmar-te? - Não me parece.

Que se lixe! Vou trabalhar.

- Adeus. - Adeus.

INVESTIGAÇÕES DE OXFORD CONTABILIDADE ADEKWE

CONTABILIDADE ARVINGDALE

Contabilidade. Porta aberta, estamos no segundo andar.

INVESTIGAÇÕES DE OXFORD

Está perdida?

A fita na porta tem uma razão de ser.

Desculpe. Estava só…

A intrometer-se?

Sim, apanhamos muitos da sua laia.

Alunos entediados, mirones, aspirantes a ter um podcast de crime.

Mas não se costumam envolver tanto como a Sarah.

Como sabe o meu nome?

Os polícias falam entre si.

Acha que está a ajudar com a sua investigação, mas não está.

Está a atrapalhar e, com todo o respeito,

não faz ideia da figura de parva que está a fazer.

Posso ir-me embora?

É livre de ir quando quiser.

Um conselho, Sarah.

Arranje um jogo de tabuleiro.

O Capitão Partridge na sala de jantar, com um tubo de cobre.

Leia um policial.

Mate a curiosidade dessa forma. É melhor para todos.

Professor McGrath, bem me parecia que o encontraria no seu gabinete.

Tem espaço para mim?

Tenho sempre espaço para alguém com uma garrafa cheia de bom vinho.

Já não a via há algum tempo nem ao seu marido encantador.

Como está o estuporzinho?

Ele…

Sabe como é.

Então, como vão as coisas consigo, Tony?

Continua inexplicavelmente sem ser cancelado?

A universidade está nas garras da ideologia.

É só espaços seguros, justiça de género e ser envergonhado no TikTok

só por ler passagens inofensivas de Updike.

Deve ser horrível.

A única voz da razão contra a luz moribunda.

É a verdadeira vítima no meio de tudo isto.

A Joana d'Arc dos docentes ingleses.

Bem, preciso de si.

Esplêndido! A Zoë Boehm precisa de mim.

Sarah Trafford. Antes chamava-se Tucker.

Deu-lhe aulas.

Espera que me lembre de todos os idiotas obstinados

a quem dei aulas de Inglês?

Não, só das mulheres.

E isto?

"Saltou da torre da universidade…

Sob a influência de alucinogénios…

- Sobreviveu contra as probabilidades." - Etcétera, etcétera. Soa-lhe familiar?

Na verdade, sim.

Uma rapariga inteligente.

Decorou o poema The Waste Land e as notas de rodapé.

Não é muito normal.

Sim, uma mulher inteligente. Não é muito normal.

Tive pena quando ela se espatifou.

Mas não me surpreendeu.

É…

Alguns alunos olham para lá do parapeito e veem um futuro desesperadamente vulgar.

Neste caso, ela foi mesmo para lá do parapeito.

Sei que ela é atraente, mas não esperava que se lembrasse tanto dela, Tony.

Sim, porque ela continua por Oxford.

Vejo-a na universidade.

Como um assassino a regressar ao local do crime.

Até ajudava, mas o mais perto que estive de uma galinha foi com um garfo.

Raios para os bófias, a deixarem porcarias não biodegradáveis.

Sim.

De repente, porque estão tão interessados numa casa ocupada ardida?

Não sei. Conhecia as pessoas que lá viviam?

A mulher não era dada ao paleio.

Os outros iam e vinham.

Dava uns ovos à miudinha.

Tinha piada.

Ovos.

Isso, sim.

Sim. Não põe nada desde a explosão.

É terra que não dá fruto.

Sei bem o que isso é.

Então, não está na rede de gás?

Não.

Como a maioria por aqui. A Câmara cortou o gás há anos.

Malditos.

- Sim. - Dê cá, eu levo isso.

Obrigado.

- Tenha uma boa noite. - Obrigada.

Espero que ponha ovos em breve.

Está ciente da pressão sobre o departamento?

Não poderiam considerar esta situação como um jogo de xadrez?

Assistimos durante horas e pensamos que não está a acontecer nada,

mas é porque só vemos o que se passa à superfície.

Poupe-me essas parvoíces zen.

O seu agente lunático não percebeu que não queremos mais civis mortos?

Foi uma decisão no terreno…

Uma decisão no terreno, Malik? Outra?

Tenho de visitar esse terreno, um dia destes.

E de lhe pegar fogo.

Qual dos irmãos Kray de segunda calhou na rifa?

O…

O mais novo.

Certo. Não admira a ladainha de queixas.

Com esse caos ambulante envolvido.

Eu expliquei-lhe que não o poderia proteger eternamente.

Não o protegeria nem que ele o usasse como preservativo.

Já lidaram com a metediça?

O Amos conversou com ela.

Ótimo. E a criança?

Está na casa segura.

Porque não fui informado?

E as provas?

Sei que é difícil de acreditar,

mas até eu tenho de prestar contas, de vez em quando, ao ministro.

Peço desculpa. Nota para mim mesmo. Tenho…

Tenho de melhorar a comunicação.

- Sim. - Sim.

Se calhar, devíamos criar um grupo no WhatsApp.

Na verdade, é uma excelente ideia.

Acho que ainda tenho o seu contacto…

Saia da minha mesa.

Onde está o nosso alvo?

Ainda não sabemos, mas havemos de o encontrar.

Vou ter de reportar que os loucos tomaram conta do manicómio, é isso?

Diga-lhes que está no papo.

Sim, e vou acrescentar: "Tu consegues, miúda."

Para manter as coisas descontraídas. Sabe o que eu acho, Malik?

Que esta situação lhe está a escapar

e que tem de levar esse rabiosque suado de volta para Oxford

e tomar as rédeas do seu agente,

antes que expluda com uma carrinha cheia de criancinhas

e nós percamos todos o emprego.

Talvez não tenha sido uma ótima ideia

voltares ao escritório onde aconteceu aquela atrocidade.

Não me sai da cabeça.

Recordar memórias traumáticas pode ser muito…

Qual é a palavra?

Névoa mental, percebes?

Não. Não é o caso.

É cada vez mais nítido.

Tive de lá voltar, Wigs.

Eu não…

Não acho que tenha sido suicídio.

O quê? Porque não?

Eu…

Não acho que tenha sido.

Sabe bem dizê-lo em voz alta.

- Boa! Isso é bom. - Sim.

Meu Deus!

- Todos agem como se eu fosse louca. - O quê?

O Mark acha que eu procurar a Dinah é uma espécie de psicose.

O quê?

O polícia no escritório do Joe tratou-me como uma idiota sem nada para fazer.

E como te sentes em relação a isso?

Meu Deus!

- Que foi? - Essa é a tua voz de assistente social.

- O quê? - Também me achas louca.

- Não disse isso! - Meu Deus!

- Disseste, sim. - Não.

E nunca usaria essa palavra.

Só acho que…

… talvez estejas um bocadinho instável.

Está bem?

- Foi só uma explosão de gás. - Está bem.

O Rufey voltou a explicar-me tudo, ontem à noite.

E a Dinah deve voltar ótima quando as coisas acalmarem.

E o pobre do Joe Silvermann…

Sare, ele devia estar a passar por uma fase horrível.

Só acho…

Acho que tens de esquecer o assunto.

Esquece-o.

Está bem?

Quando tinha dez anos, encontrei o meu avô morto na casa de banho.

Eu sei.

E só ultrapassei esse trauma 20 anos depois,

numa cabana de cura de ayahuasca, em Glastonbury.

E olha para mim agora.

Tenho o Rufus.

Sarah?

Olá, Lucy.

- Lucy? - É uma das minhas mães.

É um bocado cabra.

Tem uma energia muito sombria.

Olá, querida.

- Olá. - Como estás?

Conheces a Sarah?

Já nos encontrámos.

Adeus. Até para a semana. Adeus, Gracie.

Adeus, querida.

- Adeus. - Gracie.

Não é a Dinah?

Estás bem, Sarah?

Ando atrás de uma criança, e nem é ela.

Nem é ela.

Meu Deus!

Sou mesmo idiota. Desculpa.

- Lamento imenso. - Não.

Desculpa. Não sei o que estou a fazer.

- Sare. - Meu Deus! Não sei…

O Silvermann teve de ir.

Eu poderia ter sugerido algo mais plausível.

O Axel é um assassino.

É um psicopata. E não o digo como um elogio.

Chegou ao seu destino.

Onde estás?

O GPS diz que cheguei.

Santo Deus!

Onde…

Sai.

Certo.

Vamos despachar esta inspeção.

Imbecil.

Aqui vai.

Quero o meu ursinho.

Eu sei que sim.

Steph, olha.

Olá.

Certo.

Belo Montessori que temos aqui, não é?

Podias ter-lhe dado umas tintas.

Que foi? Disseste para a manter em segurança.

Isto é seguro. Ela tem um brinquedo.

Ela quer o ursinho de peluche dela.

Por favor, por amor de Deus! Temos de lhe dar o peluche.

Não somos monstros.

Ela deixou-o em casa.

E o meu problema, Amos, amigo…

Mais depressa.

… é que não tenho a certeza do que estás a tramar.

É muito simples, Hamza, amigo.

Ficamos quietinhos à espera de que o alvo venha até nós.

Usamos a C-R-I-A-N-Ç-A como I-S-C-O.

Como vai isso resultar se estamos aqui, com as cortinas fechadas?

Não sabemos onde está o alvo nem temos como o descobrir,

porque o Axel Crane não atende a merda do telemóvel!

- Olha a linguagem. - Peço desculpa.

- Não lhe dês ouvidos. - Eu ligo-lhe.

Mas vamos dar-lhe liberdade.

O meu irmão é…

Ele é um artista.

Não o podemos sufocar.

Meu Deus!

Caramba!

Parece um recreio soviético.

Raios! Não vai voltar a tentar voar, pois não?

Que faz aqui?

Achei boa ideia vir ver.

Que tem aqui?

Malandreca.

Importa-se?

Vim aqui descobrir quem matou o meu marido.

Qual é a sua desculpa?

Isto faz parte do seu processo de cura?

A polícia disse que foi suicídio.

Lamento imenso.

O Joe nem um bolo cortava, muito menos os pulsos.

Eu estava redondamente enganada.

Lamento, mas o seu marido matou-se.

Antes de a Sarah ter aparecido, o trabalho do Joe era uma seca.

Roubos de cães.

Fraudes de seguros.

Esperar à porta de um motel rasca que um gerente suado

acabasse de comer a ama. Não era nada.

Depois, a Sarah apareceu, falou na Dinah Singleton,

ele está morto, e a Sarah está num telhado.

Não tem nada que ver comigo.

Tudo bem. Volte à sua vidinha de capa de revista,

ao seu kimchi e aos seus batidos,

às suas almofadas desinteressantes, mas de bom gosto,

e não volte a pensar no pobre Joe, que morreu porque a decidiu ajudar.

Porque se reduziu à insignificância?

Que aconteceu à rapariga que veio para Oxford para voar?

Também estive a pensar em si, Zoë.

Onde estava quando o seu marido morreu?

Tem uma escolha, Sarah.

Pode atirar-se do telhado

ou ajudar-me a dar uma réstia de dignidade e significado à vida do Joe.

Ou pode ajudar-me e depois atirar-se do telhado.

Estou-me nas tintas, mas decida-se,

porque de nada vale estar aí a confundir as gárgulas.

Céus! Tem de ser sempre tão cáustica?

Tem razão. Peço desculpa.

Peço desculpa.

Desça quando estiver pronta para conversar.

De preferência, pelas escadas.

- Foi um caos no hospital. - É um hospital.

Sim, mas vi uma enfermeira a pôr uma criança num carro.

E havia um homem de negócios, o Gerard, que eu pensava estar envolvido.

Afinal, não estava.

E o homem que acha que a está a seguir?

Como é ele?

Tem rabo de cavalo e barba.

Conduz uma carrinha cinzenta.

Mais nada?

Sim, ele é negro.

Sim.

Porque não disse logo?

Não sei. Pareceu-me mal.

Caramba, mulher!

Desculpe, disse "mulher". Parece-lhe mal?

Quem matou o Joe pode ter sido o homem do rabo de cavalo

ou outra pessoa.

Provavelmente, também pôs a bomba na casa.

Mas porque viraram as atenções para o Joe? Que fez para ficar em perigo?

Porque, sem ofensa, mas a sua investigação e a do Joe

até agora não deu em nada.

Espere. Acha que explodiram deliberadamente com a casa?

Sim.

O gás estava cortado.

Eu vou aqui para a esquerda.

Está bem. Eu levo-a a casa.

Apanho um táxi de lá.

- Obrigada. - Não é pela companhia.

É perigoso andar sozinha.

Eu vivo aqui.

Boa.

Certo.

Quase me esquecia.

Ele deixou-lhe isto.

Não fique emocionada. É só o seu recibo.

Pagável no prazo de 28 dias.

O Joe pode estar morto, mas as contas têm de ser pagas.

Lamento muito pelo Joe.

Também eu.

Na verdade…

Tenho de mijar.

- Posso… - Sim, claro.

O meu marido está a dormir.

Raios!

Merda.

Espere.

Merda.

Espere.

Desculpe. Está sempre a sair.

Não me diga.

Espere. Eu levo-a…

… à porta.

Merda.

ASSISTENTE EMMA OLÁ! TUDO BEM? LIGA-ME QUANDO PUDERES

É da tua assistente.

A torrada fez alguma coisa que te irritou?

Não sabes porque estou chateado?

Meu Deus! Fiquei acordado à tua espera.

Tinhas o telemóvel desligado. Liguei à Wigwam, quase liguei à tua mãe.

- Estive prestes a ligar à polícia. - Está bem.

Então, não vais pedir desculpa?

Tu não vais pedir desculpa?

Pelo quê?

Encontrei uma pessoa morta.

Podias ter-me apoiado,

mas, em vez disso, só falavas de lavar o lenço da Paula Inchon.

Tinhas uma tarefa.

- Aposto que nem o levaste à lavandaria. - Meu Deus!

Eu mesma lavo essa porcaria!

Que estás a fazer?

- Vou lavá-lo aqui. - Não, já é demasiado tarde!

O Inchon desistiu do negócio.

Ainda bem.

- Não quero que faças negócios com ele. - Isso é óbvio.

Que queres dizer?

Soube que estiveste no hospital

a fazer perguntas por causa da tua obsessão pela Dinah Singleton.

Não é uma obsessão.

Apanhei-te a ver fotografias da explosão no meu telemóvel!

Estavas à procura dela?

Essa tua fixação deve ter estragado o meu acordo de adultos.

- De adultos? - Sim, de adultos.

É a vida real.

Não é andar atrás de uma miúda imaginária.

Ela não é imaginária!

Está bem. Ela não é a criança que eu imaginei, mas…

O quê? Não estás a fazer sentido nenhum.

Estou só a tentar proteger uma criança vulnerável.

Que ninguém te pediu que ajudasses!

Não te diz respeito, Sarah.

É tudo uma projeção.

Tens…

Tens de o esquecer.

Como uma pessoa normal.

Sabes que mais?

Vou passar a noite em Londres.

Peço à minha assistente que me reserve um hotel.

Céus.

Olá.

Preciso de falar com alguém.

Com alguém responsável. É urgente.

Sra. Trafford? Posso ajudá-la?

Olá. Posso mostrar-lhe uma coisa?

- Acompanhe-me. - Sim.

- Está bem? - Sim, só quero que veja uma coisa.

Muito bem. A porta de fora estava ligeiramente aberta.

Empurrei o painel de vidro.

O lenço ficou preso na maçaneta.

Soltei o lenço e entrei no escritório.

E foi quando vi o Joe.

E de certeza que não entrou no escritório?

Não tocou no corpo do Sr. Silvermann?

Não, tenho a certeza.

Não posso prometer um resultado.

Sim, preciso de enviar algo para a equipa forense.

PEQUENO H

Estou na pausa do almoço.

Desculpa, deves estar exausto de passares o dia

sentado no carro a fazer nenhum.

Que queres?

Quero saber porque continuam a investigar o caso do Silvermann.

Pensei que lhe tinhas pregado um susto,

mas uma certa pessoa voltou a meter o bedelho.

Talvez tenhamos…

… de tomar medidas mais drásticas.

Talvez?

Não trabalho com talvez.

Está bem.

Envia-o.

Mas diz-lhe que seja discreto. Plausível.

Doméstico.

Refiro-me a engasgar-se com uma espinha,

não a uma matraca espetada numa narina.

Mark, ainda aqui estás?

Olá?

Olá?

Mark?

Merda.

- Sarah? - Meu Deus!

Mas que raio? Assustaram-me!

- Desculpa. Íamos agora à tua casa. - Sim.

O Mark disse que estavas sozinha.

Decidimos levar-te umas coisinhas.

Não precisamos de saber o que se passa

entre ti e o Markey. Isso é da vossa conta.

Mas, se nos quiseres contar tudo, estás à vontade.

Estava um estranho na minha casa.

Imagino que, por vezes, possa parecer isso, mas ele…

Ela não está a falar do Mark.

Viste como ele era?

Ele saiu pelo portão das traseiras.

Vamos voltar para dentro, sim?

- Sim. - Vamos.

Vamos, Sare. Está tudo bem.

Porque não distribuímos os teus cartões de negócio aqui, Rufey?

Ele sabe tratar de tudo.

Canos entupidos, jardinagem.

É muito habilidoso.

- Wigwam, chega. Isso é embaraçoso. - Que foi?

Não, estou só orgulhosa de ti, Capitão Prestável.

És uma mais-valia para a tua comunidade.

Temos de ir buscar os miúdos.

Ficas bem, Sare?

Sim, eu fico bem.

Posso ficar um pouco…

Sim, por favor.

Sim, só um bocadinho.

Não te importas?

O Capitão Prestável volta a atacar.

- Certo. - Adeus.

Podes entrar primeiro?

- Sim. - Obrigada.

Sim. Claro.

Olá!

Está tudo bem.

- Queres que leve? - Sim.

Vamos deixar-te confortável. Sim?

Vou verificar as fechaduras,

e tu fazes um chá?

Parece-me ótimo. Obrigada, Rufus.

Chá.

A Wigwam está sempre a dizer

como é assustador quando as mulheres estão sozinhas.

Como se sentem indefesas.

Sim, às vezes, é assustador.

As janelas estão bem. Vou ver a porta das traseiras.

Pronto. Já está.

Seguríssima.

Tal como estava.

Que tal esquecermos o chá e bebermos algo como deve ser?

- Vamos esquecer o chá. - Sim.

- Minha senhora? - Não.

Finalmente, decidiste honrar-nos com a tua presença.

Desculpe.

Desculpe. Tenho andado ocupada.

Desejo-lhe uma longa vida.

De que serve viver sem o meu Joey?

Olha para nós.

Devíamos estar no shivá, em vez de estarmos a contar histórias.

Estão todos a fazer perguntas.

Quando podemos fazer o funeral?

Não lhe sei dizer. Lamento.

Ele não faria isto.

Ele não era assim.

Era uma pessoa alegre.

Não querias continuar casada com ele, e ele sabia disso.

Tens deveres, enquanto viúva dele.

Não os podes negligenciar.

Com todo o respeito, Janice, não imagina

o pesadelo administrativo com que tenho lidado.

Não, não foi isso que quis dizer, Zoë.

Tens de fazer o luto dele.

Não por ele ou por mim, mas por ti.

Deve ter-vos abalado muito, a ti e ao Mark.

Aquilo com o…

Como se chamava ele?

Joe.

- Sim. - Coitado.

Imagina estar tão mal para fazer uma coisa daquelas.

Nunca sabemos o que as pessoas estão a passar.

Sim, mas, Rufus,

acho que ele não se suicidou.

Certo.

Sabes porque o contratei?

Desculpa, relembra-me.

A Dinah Singleton.

Acho que ela foi raptada.

Acho que ela está algures em perigo.

Acho que alguém explodiu com a casa.

E que o estão a tentar encobrir.

E acho que entraram no escritório do Joe,

lhe cortaram os pulsos e fizeram com que parecesse suicídio.

Bela teoria.

Eu sei. Todos pensavam que eu estava louca,

até ter ido hoje à polícia com provas.

- A sério? - Sim.

Havia sangue do Joe na maçaneta.

Ficou no lenço que eu estava a usar.

O assassino foi descuidado.

Bolas!

És uma verdadeira Nancy Drew.

Queres mais vinho?

Eu vou buscar.

Traz um Barolo do Mark.

Ele não se importa.

Muito.

Tudo bem?

Encontrei isto no chão.

Parece importante.

Não, é só o recibo do Joe.

Vou buscar outra garrafa.

INVESTIGAÇÕES DE OXFORD

- Rufus? - Vou já.

Não encontrei o Barolo.

Ele deixou-me uma carta. Ia abandonar o caso.

"Pelo lado positivo, organizo uma noite de jogos de tabuleiro por mês.

É sempre bem-vinda.

Às vezes, jogamos ao Cluedo."

Ele era tão simpático.

- Queres que eu… - Por favor.

"Por mais que fingisse o contrário, não passo de um detetive medíocre.

E esta está a revelar-se uma investigação extraordinária.

Se continuar, investigue quem morreu na explosão.

Solicitei um pedido de informação sobre os Singletons.

Pode ser que lhe indique a direção certa."

Merda! Ele descobriu alguma coisa.

Devia ligar à Zoë.

Podes dar-me a carta…

Estás bem? Queres…

- Queres mais vinho? - Estou bem, obrigado.

Não quero beber muito.

Ainda fico descuidado.

Tu sabes.

Ainda deixo sangue na maçaneta.

Rufus, isso não tem piada.

Não é para ter.

Mas sabes o que teve piada?

O som que o Silvermann fez quando morreu.

Parecia uma menina.

Tive de lhe enfiar os dedos no nariz para o calar

enquanto ele sangrava para o seu lindo soalho de madeira.

Quem és tu?

Podes chamar-me Rufus.

Mas o meu nome é Axel.

O simpático assassino do bairro.

- Puseste a bomba? - Sim, e sabes que mais?

Não foi o meu melhor trabalho.

A miúda.

Foi uma confusão.

Adiante, está na hora

- de acabarmos com isto. - Não!

Afasta-te de mim!

Céus!

Olho em frente

Vejo o perigo a chegar

Quero uma pistola

Quero uma arma

Tenho medo, querido

Quero fugir

Este mundo é de loucos

Dá-me a arma

Querido, querido, não é verdade?

Sou imortal quando estou contigo

Mas quero uma pistola na mão

Quero ir para outro lado

Conheci um homem

Legendas: Lara Kahrel

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