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Meu marido e eu economizamos durante tantos anos.
Fizemos de tudo para juntar nosso p�-de-meia...
e n�o sermos um fardo para a nossa fam�lia.
Depois que Ronald faleceu, eu me mudei para uma casa de repouso.
Um lugar agrad�vel. Eles me disseram que cuidariam de tudo.
Mas um dia, disseram que meu dinheiro acabou.
Como isso � poss�vel?
Onde foi parar tudo?
Se voc� ou um ente querido reside em um Sandpiper Crossing...
-ou outra comunidade... -Meu Deus. Usou sua pr�pria voz?
S� para economizar.
-A coisa toda custa... -Sim.
ligue para o escrit�rio de advocacia Davis & Main.
505-242-7700.
Custo de produ��o: US$ 647.
Uma �nica exibi��o custou US$ 700, muito barato.
Acha que � quest�o de dinheiro?
S� estou tentando dar todas as informa��es aqui.
Essa exibi��o foi uma experi�ncia e pelo resultado...
-foi um sucesso. -Voc� fala em experi�ncia...
como se fosse um dos irm�os Wright.
Quando ia nos contar sobre essa experi�ncia?
Hoje. De manh�.
Admito que me precipitei. Fui meio exuberante...
e, por isso, eu me desculpo.
Mas o importante aqui...
� que recebemos quase 200 liga��es desde que foi ao ar.
Cliff, desde que n�s conversamos ontem, mais 72.
E est�o ouvindo? A�.
-� o som da vit�ria. -Jimmy, pare de vender.
E n�o aja como se n�o soubesse qual � o problema.
-Eu n�o estou. -Voc� nos atravessou.
-Tomou uma atitude sem nos consultar. -Exuber�ncia n�o � desculpa.
Cliff...
Aux�lio ao cliente � meu departamento. Voc� me falou isso.
Se estivesse a cargo da folha de pagamento...
seria normal distribuir um milh�o de b�nus?
N�s discutimos a possibilidade de um comercial.
A possibilidade abstrata...
que n�o durou 30 segundos quando eu estava saindo.
Eu pensei ter ouvido um entusiasmo e tomei certa iniciativa.
Certa?
Somos uma equipe na Davis & Main. � um trabalho em equipe.
Voc� trabalhava individualmente, sei que requer aprendizado.
Mas se n�o puder se encaixar na equipe...
Eu posso me encaixar.
Estou aqui para ajudar voc� e a HHM...
derrotar a Sandpiper. Por isso o comercial.
A Sandpiper n�o � a �nica coisa importante aqui.
Temos clientes que n�o gostariam de ser associados com isso.
Nossa imagem e reputa��o...
� algo que constru�mos com cuidado h� anos.
Vale mais do que um �nico caso. Algo assim poderia prejudicar isso.
Nem preciso dizer que o clima aqui n�o est� bom.
O voto � dois contra um para despedi-lo por justa causa.
No entanto...
eu acredito em segundas chances.
Mas saiba que voc� j� queimou duas.
A partir de agora, pode esperar bem mais rigor.
Sim, senhora, deixe-me anotar o seu telefone.
Vamos l�.
Al�, voc� ligou para Kim Wexler.
Por favor, deixe sua mensagem e retornarei assim que puder.
Kim, me ligue assim que puder, est� bem?
� algo urgente, ent�o...
Quero dizer, talvez eu tenha...
Bom, me ligue antes de falar com o Howard, est� bem? Tchau.
Por favor... DEIXE ELETR�NICOS AQUI!
� uma pergunta simples, Kim.
Sabia ou n�o sobre esse comercial?
Eu... Sim.
-Ele mostrou para mim... -Mostrou?
-Sim, h� alguns dias. -E n�o disse nada para ningu�m?
N�o, n�o disse.
-N�o achou que eu merecia saber? -Eu n�o percebi...
Na ocasi�o, n�o achei necess�rio.
Voc� se enganou.
Fomos pegos de surpresa pelo nosso s�cio.
O que, n�o preciso dizer, n�o reflete bem na HHM.
Ou em voc�.
Isso � tudo.
Pode ir.
O que vai fazer?
Ent�o, o que acha?
Daqui voc� tem uma boa no��o do lugar.
Mas quem estiver l� dentro n�o pode v�-lo.
Tuco e eu ficamos ali. Ele sempre senta virado para fora.
Parece coisa de g�ngster, mas � para ele ver o carro dele.
Toda ter�a, n�s vimos aqui para receber...
o pagamento dos traficantes.
Tuco gosta de ficar frente a frente.
Fala tudo que precisa na cara.
Encarando. Como se olhasse para dentro da pessoa.
Ele faz isso por uns cinco, dez minutos.
E o que ele consegue com isso?
Ele chama de detector de mentiras.
Por isso leva o dia todo.
S� voc�s dois? Nenhum seguran�a?
N�o precisa. N�s cuidamos do nosso neg�cio.
Enfim, demora. Coletar a grana. Contar. Detector de mentiras.
Um por vez. O cara entra, paga e depois vem o pr�ximo.
Ent�o, quando acabamos, Tuco entra no carro dele...
eu pego o meu e seguimos caminhos separados.
� a� que voc� entra.
Quando ele sair, aproxime-se...
encoste ao lado do carro. Tiro na cabe�a e vaza.
F�cil.
A sa�da para a via expressa fica a oito quadras para l�.
Estar� longe antes que algu�m pisque. E essa � a parte boa.
Todos esses traficantes? Eles sabem que estamos aqui.
A hist�ria �:
um deles cresceu o olhou, decidiu matar Tuco e ficar com uma parte.
Para o cartel, pode ser qualquer um deles.
Essas ter�as-feiras... � dia ou noite quando terminam?
-Dia. -Ent�o, bastante luz e muito tr�nsito.
Como n�o serei visto? Meu carro, pelo menos.
Algu�m vai anotar a placa.
Certo, compre um carro no ferro-velho.
S� precisa ficar no carro.
Ningu�m vai v�-lo. E se o virem, e da�?
Por isso que voc� � perfeito. N�o tem conex�es.
� um fantasma.
Ent�o eu estaciono ao lado dele. Ou seja, vai ter uma vaga.
Os caras estacionam ao lado dele. E sempre partem do mesmo lugar.
Quando o �ltimo sair, voc� entra.
Se algu�m parar atr�s de mim, fico bloqueado.
-Quem vai parar atr�s de voc�? -Algu�m que gosta de tacos.
E da�? Como eu saio?
N�o sei. Saia e corra.
Joelho ruim.
Olhe. Os detalhes? � para isso que estou pagando.
Tem um plano melhor? Pode falar.
Sou todo ouvidos.
Tem certeza sobre isso?
Matar seu parceiro...
� algo que n�o se desfaz.
Est� vendo isso?
Sabe como consegui?
Em 96, 97, Tuco e eu trabalh�vamos...
com uns motoqueiros de Riverside.
Eles vendiam pasta de metanfetamina.
Coisa pesada, mas barata. Consegu�amos vender r�pido.
O Tuco viciou na parada.
E essa droga � poderosa, deixava o Tuco imprevis�vel.
Nosso contato era um cara chamado Dog Paulson.
Um dia, Tuco conversando com Dog, decide iniciar o detector de mentiras.
O Dog: "Que diabos?"
Tuco o encara, depois fica quieto.
"Acha que sou idiota, Dog?"
Ele acha que Dog est� fornecendo para
um concorrente e tirando ele da jogada.
Dog nega.
"Nem a pau, n�o sou eu."
Tuco nem levanta a voz, mas de repente saca a arma...
e atira na cara do Dog.
Eu estava atr�s dele.
A coisa mais louca que j� vi at� hoje, e isso...
� um peda�o do cr�nio do Dog embaixo da minha pele.
Tentei tirar, mas entrou feio.
N�o � o tipo de coisa para mostrar a um m�dico.
O problema � que o Tuco adorava o Dog.
Ficou se sentindo mal depois.
Mas quando ele est� usando...
O cara fica louco. N�o tem outra forma para se explicar.
E ele est� usando de novo, cristal, muito mais perigoso.
Ent�o, como voc� disse, se Tuco descobrir os meus planos...
a hist�ria do Dog vai se repetir.
� ele ou eu.
Ali.
Um cara com um fuzil de precis�o poderia atirar.
S� um disparo, desaparece antes de algu�m saber o que aconteceu.
Nenhuma testemunha, sa�da livre.
� muito longe.
Consegue acertar?
Consigo.
Ent�o vai fazer?
Cinquenta mil.
Eu vou ver.
-Oi, colega. -Seu irm�o n�o est� aqui, Sr. McGill.
Eu sei. Ele me mandou pegar seu mata-borr�o. Levar� um segundo.
-Cuidado. O ch�o est� escorregadio. -Obrigado, Gesualdo.
Lamento pelo ch�o.
Ah, n�o.
Est� procurando a Srta. Wexler?
-Cheguei tarde, n�o? -N�o, ela ainda est� aqui.
Onde?
Kim.
Eu sinto muito.
-Devia ter lhe contado ontem. -Voc� acha?
Eu achei que podia consertar isso.
Achei que eles fossem entender quando vissem os n�meros.
Eu sabia que funcionaria, e funcionou.
Howard n�o pode coloc�-la revisando documentos por algo que eu fiz.
Al�m disso, � outra firma. Que sentido isso faz?
Eu avisei que isso aconteceria.
-Ele n�o pode culp�-la por isso. -Eu lhe avisei que ele culparia.
Eu vou falar com o Howard.
O qu�? Vai xing�-lo de novo? �, vai ajudar.
Eu pisei na bola. Eu sei disso.
Mas isso � sacanagem. Vou falar com ele hoje.
-Jimmy, n�o. S� vai piorar as coisas. -Eu vou explicar para ele.
N�o.
N�o estou pedindo, estou mandando.
Se falar com o Howard, isso ser� o nosso fim.
Ent�o ainda n�o terminamos?
Eu preciso deste emprego.
E estou 40 horas atrasada na quota de faturamento...
ent�o poderia sair?
Desculpe.
Chuck.
Chuck!
Abra!
Eu n�o vou embora.
Est� bem, voc� pediu.
Estou entrando.
Chuck?
Chuck.
Consegue me ouvir? Pode falar comigo?
-Quer que eu leve voc� ao hospital? -N�o, nada de hospitais.
Eu ficarei bem.
Um pouco de �gua, por favor.
Prote��o extra aqui.
Aqui. Sente-se.
-Consegue se sentar... -Certo.
Est� bem. Tome.
Esse � o Armalite AR-50.
�ltima gera��o, precis�o at� 2.400 metros.
Pus uma mira Leupold Mark 4...
mas posso trocar por uma Schmidt & Bender.
Tiro �nico, ferrolho. Simples, eficiente, confi�vel.
Dispara um calibre.50 BMG. Muito eficiente contra alvos f�ceis...
em pouca luz, atr�s de carros, �rvores finas e tal.
Como sempre, eu risquei o n�mero de s�rie.
Se n�o raspar por completo, �cido ir� recuper�-lo.
� verdade, mas eu tamb�m uso...
uma prensa de marca��o.
Esconde os padr�es e a densidade do metal.
Despista difra��o de raio-X e outros m�todos mais avan�ados.
Nada � perfeito, claro, mas isso chega perto.
Parece uma h�rnia com mira.
Quinze quilos, sem incluir o bip�, que o deixa mais pesado.
� muita coisa.
Para a maioria das finalidades, eu concordaria.
Fuzil de precis�o SR-25.
Eugene Stoner semiautom�tico. Esse tem cinco quilos.
N�o tem o alcance ou o impacto do AR-50...
mas a medida angular ainda � de 0.5. Passa dos mil metros.
-Ouvi dizer que eles travam. -Sei que j� aconteceu...
mas n�o tem nenhum semiautom�tico que nunca trava.
Se isso lhe preocupa, escolha um com ferrolho.
Se travar com fuzil de ferrolho, aposto que fez de prop�sito.
O que nos traz ao M40.
Confi�vel, testado em combate.
Basicamente, o mesmo fuzil usado pelos fuzileiros navais desde 1966.
� leve, preciso, bom para alvos f�ceis em um alcance de oito a 1.200 metros.
Parece conhecer esse.
Ah, sim.
Pode-se dizer que sim.
Esse � o modelo A1. N�o muito diferente do original.
A maior diferen�a � a coronha. Fibra de vidro em vez de madeira.
-Mudaram por volta de 1970. -�timo.
A de madeira entortava.
Se molhasse e pegasse sol, adeus.
Algu�m devia ter percebido isso...
antes de us�-lo em uma maldita selva.
�, provavelmente.
Se n�o gostou, eu posso descolar outros.
N�o, eu mudei de ideia.
Obrigado.
N�o preciso de nada desta vez.
-Pelo seu inc�modo. -N�o, n�o � inc�modo.
Gosto de manter meus clientes.
Quando precisar de algo, sabe como me encontrar.
Voc� continua aqui.
Sim, continuo.
Conseguiu dormir?
Um pouco.
O suficiente.
Como est� se sentindo?
Um ch� cairia bem.
Obrigado.
-Voc� me assustou ontem. -�.
Acontece �s vezes.
�s vezes, eu exagero, s� isso. Mas passa.
Ir ao escrit�rio acaba com voc�, n�o �?
Se eu ficar muito tempo, sim.
� dif�cil n�o ficar.
Tem muitas coisas importantes para fazer l�...
como punir Kim Wexler.
O que eu fiz com Kim Wexler?
Ela voltou para o milharal, n�o?
Eu n�o fiz nada com a Kim.
Quero dizer, eu estava presente...
mas gest�o de pessoal � decis�o do Howard.
Que �timo. Quando Howard estava tomando essas decis�es...
ele estava sentado no seu colo com seu bra�o no rabo dele?
Ele pode falar enquanto voc� bebe �gua?
Isso � desnecess�rio. E se Howard fosse meu fantoche...
ele n�o teria recomendado voc� para Davis & Main.
Na verdade, acho que foi Kim Wexler que o convenceu.
-Por isso, a raiva dele. -N�o puna a Kim.
Se est� zangado comigo, desconte em mim.
Eu sei que pensa que o mundo gira em torno de voc�...
mas isso n�o tem nada a ver com voc�.
Kim tinha uma responsabilidade com a Hamlin Hamlin McGill.
Deveria ter pensado nos interesses da firma.
O erro dela foi n�o nos avisar sobre voc�.
N�o pode ficar zangado com ela por causa disso.
Eu n�o estou. Howard est�.
-E por que n�o deveria? -Porque ela n�o sabia.
N�o sabia que eu ia p�r o comercial no ar.
Ela n�o sabia que eu n�o tinha aprova��o.
Ela n�o sabia.
-Entendo. -Ela n�o sabia que havia algo...
para contar ao Howard.
Para ela, Cliff Main j� estava sabendo.
Disse para ela que ele estava?
Eu dei a entender. A culpa � minha.
N�o dela.
Ela n�o falou nada sobre isso.
Ela n�o falaria. Ela n�o diria nada contra mim.
Admita que faltou bom senso da parte dela.
Ela o conhece. J� deveria saber.
-Como voc� � babaca. -Por qu�?
Por apontar que o erro dela foi acreditar em voc�?
Podemos ter um pouco de perspectiva aqui?
Foi um simples comercial. Foi ao ar uma vez, s� isso.
Posso lembr�-lo que funcionou? Funcionou como um sonho.
Esse � o seu problema. Achar que os fins justificam os meios.
E sempre fica chocado quando explode na sua cara.
O que eu fiz de t�o errado?
Infringiu as regras.
Transformou Kim em c�mplice.
Envergonhou Howard, que... Deus o ajude.
inexplicavelmente indicou voc� para Cliff Main.
Fez Cliff e seus s�cios parecerem idiotas. Devo continuar?
Como ele n�o o despediu por isso me surpreende.
"Perspectiva".
Quer perspectiva? Eu lhe darei a minha.
� meu irm�o e eu amo voc�...
mas voc� parece um alco�latra que n�o admite que tem um problema.
Algu�m lhe deu as chaves do �nibus escolar...
e eu n�o deixarei voc� gui�-lo em um penhasco.
Podemos falar do que importa?
O que eu posso fazer para p�r Kim de volta no lugar dela?
Quer que eu saia da Davis & Main? Eu saio.
Nunca quis esse emprego para come�ar.
Voc� n�o desiste. A vida n�o � um jogo de toma l�, d� c�.
� sim. O que tem reservado para mim?
O que tenho que dar?
Quer que eu pare de ser advogado?
�. Sou um chimpanz� com uma metralhadora, n�o �?
O que me diz? Voc� ajuda a Kim, eu largo a advocacia.
-Temos um acordo? -Eu n�o disse isso.
N�o disse, mas � o que quer, certo?
Por isso puniu a Kim. Para me pressionar!
Eu n�o disse isso e jamais diria.
-Por que n�o? -Porque dificultar a carreira...
de uma funcion�ria, obrigando voc� a fazer algo contra sua vontade...
-seria extors�o. -�, seria.
E ent�o? Vai me extorquir, Chuck?
Para voc� ser� tranquilo. N�o vou contar para ningu�m.
� muito f�cil. S� acerte as coisas com a Kim.
Ponha ela de volta na sala dela...
e eu largo a advocacia para sempre.
Nunca mais Exmo. Jimmy McGill.
Como se ele nunca tivesse existido.
Mas eu preciso ouvir as palavras da sua boca.
Voc� � um homem de palavra. � um cara correto, certo?
-Pelo amor de Deus, Jimmy. -Vamos, pode me extorquir!
Diga "largue" e eu largo, mas preciso ouvir da sua boca.
Voc� quer que eu cometa um crime.
Porque � isso que voc� faz, certo?
No fundo, quer acreditar que eu sou um hip�crita.
Vamos descobrir. Vem, Chuck...
role na sujeira comigo. Seus sonhos v�o se realizar.
Vamos, fale! Fale!
Eu n�o sou o vil�o aqui.
Se n�o quer ser advogado, isso � entre voc� e a Ordem dos Advogados.
Se quer sair da Davis & Main, � vontade.
N�o precisa da minha ajuda para afundar sua carreira.
Est� fazendo isso por conta pr�pria.
Falando nisso, leva uma hora para chegar em Santa F�.
Mesmo que voc� saia agora...
chegar� pelo menos 20 minutos atrasado no trabalho.
Outra bola fora com Clifford Main.
Ent�o?
Eu n�o vou fazer.
Est� negociando agora?
Nenhuma soma em dinheiro faz disso uma boa ideia.
-Para voc�. -Olha, cara.
-J� disse que n�o sou... -� uma p�ssima jogada.
-N�o resolve seu problema. -E qual � o meu problema?
N�o � o Tuco. � guardar segredo.
Tuco morto atrai os Salamanca como moscas.
O cartel se mete nos neg�cios.
Procura quem matou um deles.
Vai conseguir guardar seus segredos?
Algo tem que rolar.
Com voc� ou sem, eu n�o me importo.
Mas algo precisa acontecer.
Voc� mesmo disse.
N�o precisa dele morto. S� precisa dele longe.
Dedurar?
Se eu dedurar o Tuco, quem voc� acha que o cartel vai procurar? Eu.
E se eu ligar para a pol�cia, eles tamb�m me levam. Estou junto.
Ent�o fico preso com o Tuco...
que vai procurar quem o p�s l�.
-Como isso me ajuda? -N�o precisar� falar com a pol�cia.
N�o ficar� preso.
Ningu�m morre, mas seu problema com o Tuco...
desaparece.
Est� tudo a�.
Deixe o cara contar.
Est� certo.
Ent�o...
at� a pr�xima?
Tuco.
Certo.
V�.
Est� bem.
At� semana que vem, Tuco.
-Nacho. -At� mais, Domingo.
Ele tem bons n�meros.
Est� se esfor�ando.
O que acha?
Confi�vel?
Sim, eu gostaria de relatar uma briga...
no restaurante El Michoacano, altura do n�mero 5.000 da Isleta Boulevard.
Tem um homem amea�ando outro com uma arma.
Parece ser coisa de gangue.
Ah, desculpe.
Eu s� estou passando.
N�o quero me envolver.
Que diabos?
Voc� viu aquilo?
-O qu�? -Aquele velho.
Ele bateu no meu carro.
Ol�.
Deixe-me ver.
Quero o n�mero quatro, o pollo, por favor.
-Para levar. -Sim, senhor.
Ei, voc�.
Ei, vov�.
Voc� bateu no meu carro.
Est� falando comigo?
Olha esse Sr. Magoo.
Sim, senhor.
Est� vendo aquele carro onde parou sua lata-velha?
� meu.
Voc� bateu nele.
-N�o, acho que n�o. -Est� me chamando de mentiroso?
N�o.
Eu tamb�m vi. Vai continuar negando?
Eu n�o sei o que dizer.
Acho que n�o bati no carro de ningu�m, mas se bati, desculpem-me.
Ent�o...
US$ 6,33.
Fique com o troco.
-Obrigado. -Com licen�a.
N�o me deixe falando.
Vov�, � melhor ouvi-lo.
Por favor, rapazes.
Vamos agir como amigos, est� bem?
Eu n�o sou seu amigo.
Olhe. Est� vendo? Voc�.
-Voc� fez isso. -Ah, isso sai.
Voc� vai dar um jeito nisso.
N�o vai embora at� fazer isso.
-Est� bem. Tem uma caneta? -Uma caneta?
Uma caneta. N�s trocaremos informa��o.
Seguro. Tenho uma �tima cobertura. Eles cuidar�o disso.
Eu n�o mexo com seguro.
Dinheiro.
Escute, eu estou disposto a me responsabilizar.
Mas se n�o aceitar o seguro...
ent�o tenho talvez 20 ou 30 d�lares comigo.
Agora est� mentindo para mim.
Eu vi sua carteira. Voc� tem bastante a�.
Mostre.
Vamos ver juntos. Reavivar sua mem�ria.
Voc� ouviu. Mostre sua carteira.
Acabei de sacar minha aposentadoria. � tudo que tenho at� o fim do m�s.
E n�o vou dar para voc�.
N�o?
Eu ofereci fazer do jeito certo. Se n�o aceita, n�o posso ajud�-lo.
Ah, qual �?
Eu vou simplificar para voc�.
D� sua carteira para mim...
e talvez possa sair dessa.
Eu n�o vou lhe dar nada.
N�o?
D� sua carteira.
Vamos manter a calma.
Eu pare�o nervoso? Carteira.
Carteira.
Carteira.
Tem uns 400 aqui.
Como voc� � mentiroso, velho.
Sua vida vale US$ 400?
Tuco, hora de vazar.
Sim, vai, vai.
Voc� � um velho sortudo.
Que diabos? Solte.
Solte.
Solte.
Solte.
Solte.
Solte.
-M�os ao alto. -M�os.
M�os ao alto! Agora!
No ch�o.
Acabou?
Para o ch�o!
Olhe para voc�.
Ter� que testemunhar?
Os policiais o pegaram cometendo um crime.
Minha carteira no bolso dele.
Ele estava armado. Pegar� de cinco a dez anos.
Vinte e cinco.
Sem d�vida, voc� mereceu.
Mas poderia ter ganhado o dobro por um d�cimo do inconveniente.
Teria feito um favor ao mundo.
N�o ficaria com a cara desse jeito.
Al�m disso, quando Tuco sair...
ele pode ir atr�s de voc�.
V� direto ao ponto.
S� estou dizendo que voc� fez de tudo para n�o puxar o gatilho.
Por qu�?
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