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Ma�onaria,
uma irmandade antiga envolta em mist�rio.
Com ra�zes que remontam aos pedreiros medievais,
as suas tradi��es seculares
permaneceram praticamente inalteradas durante s�culos.
Quando as pessoas ouvem a palavra "ma�om",
pensam em apertos de m�o esquisitos
e em cal�as arrega�adas.
Se pesquisarem um pouco no Google,
� uma cabala de gente que se est� a apoderar dos governos e das coisas.
Ma�onaria, sigilo, sociedade secreta, totalmente.
Agora, quando a irmandade comemora o seu 300� anivers�rio,
a Grande Loja Unida de Inglaterra
permite que as c�maras entrem, pela primeira vez,
para revelar o que se passa realmente entre quatro paredes.
P�es-te a andar?
Com acesso sem precedentes, levantamos o v�u do sigilo
para descobrir o que significa ser um ma�om dos nossos dias.
Sinto-me um pouco inadequado.
H� muitos aventais chiques. Muitos mesmo.
Desde as ins�gnias...
A minha m�e, se calhar, diria que pare�o um tonto,
mas nunca se consegue agradar a m�e.
Avancem, irm�os.
... �s cerim�nias luxuosas...
Selar� isso com os seus l�bios.
... e rituais antigos...
Tem alguma coisa para dar em nome da caridade?
N�o.
Todos os rituais que fazemos, que s�o como pequenas pe�as,
adoro-os.
... e, claro, os la�os inquebr�veis da irmandade.
Toma l� essa, irm�o.
Ao descrev�-la, pensamos: "Porque quereria algu�m fazer aquilo?"
Mas, uma vez l�, percebemos.
Os ma�ons t�m de acreditar num ser supremo � sua escolha
e � proibido adorar o diabo.
H� cerca de 200 000 ma�ons
por toda a Inglaterra e Pa�s de Gales,
embora a raz�o ao certo para entrarem seja um tema de especula��o generalizada.
H� 300 anos que a Grande Loja Unida de Inglaterra,
no cora��o do centro de Londres,
� a sede desta irmandade sigilosa.
Para quem n�o � ma�om, o que se passa por tr�s desta fachada imponente
� tema de especula��o infind�vel.
As portas est�o sempre fechadas, n�o sei se posso...
Nem imagino que loucuras acontecem ali atr�s.
Sociedade secreta.
Muito.
- Onde n�o se entra. - Sim.
A n�o ser que...
... tenha o aperto de m�o secreto e saiba o que se passa.
Quando penso em ma�ons, n�o sei,
n�o tenho uma boa sensa��o.
- Acho que � religioso... - N�o sei.
Sempre achei que era como uma seita.
Sir David Wootton, antigo Presidente da C�mara de Londres
e um dos ma�ons mais graduados do pa�s,
est� bem ciente das suspeitas da opini�o p�blica que rodeiam o Of�cio.
Como a ma�onaria tem fama de ser secreta,
os outros t�m tend�ncia a imaginar
o que se passa
e s� precisam de olhar para a Internet
para ver algumas das teorias mais loucas.
Que estamos a conceber uma nova ordem mundial
ou a fazer "coisas m�s".
Os ma�ons nem sempre foram sigilosos.
Antes da II Guerra Mundial,
desfilavam pelas ruas locais principais com as ins�gnias todas.
Mas o Hitler mudou isso.
N�o � do conhecimento geral que, durante os anos 30 e 40,
cerca de 200 000 ma�ons morreram
sob a ocupa��o nazi.
E a perce��o de que isso poderia acontecer...
BIBLIOTECA E MUSEU
... se os alem�es sob as ordens de Hitler chegassem a este pa�s,
era uma fonte de preocupa��o s�ria.
A �nica parte dos pa�ses brit�nicos
que foi ocupada foram as Ilhas do Canal
e h� fotografias aqui
do saque do templo ma��nico em Saint Helier.
Esse foi um dos fatores que conduziu,
durante e depois da guerra,
a que a ma�onaria se tornasse um pouco secreta, discreta.
Hitler assassinou ma�ons por serem uma for�a subversiva,
e nas d�cadas ap�s a II Guerra Mundial,
com o segredo a passar a ser a norma,
as suspeitas do p�blico em rela��o ao Of�cio cresceram.
O elemento do segredo fez da ma�onaria um alvo f�cil
e leva tempo a recuperar-se disso,
porque quando estas teorias da conspira��o, estas perce��es
se tornam comuns,
est�o sempre a ser repetidas nos m�dia e em todo o lado.
Leva tempo.
Mas para muitos n�o-ma�ons, agarrar-se a uma cultura de segredo
n�o � a �nica forma pela qual a ma�onaria est� presa ao passado.
Somos uma Grande Loja s� para homens h� 300 anos.
H� pessoas que t�m opini�es muito fortes
de que n�o se deve permitir a entrada de mulheres
e outras acham que se deve permitir,
e acho que � simplesmente...
� uma daquelas coisas.
N�o fa�o a m�nima ideia
do que aconteceria se as mulheres fossem ma�ons,
mas o que sei � que nunca acontecer�...
... neste pa�s.
Acho que algumas pessoas sentiriam que talvez
a natureza de uma reuni�o mudaria se tivesse os dois g�neros,
se houvesse homens e mulheres na mesma reuni�o.
N�o h� nada de mal nisso.
N�o faz mal a ningu�m
e as nossas mulheres amam-nos como ma�ons,
porque sabem onde estamos.
Acho que qualquer mulher de mente aberta
que me esteja a ver e a ouvir
pode pensar:
"E depois? N�o quero ser ma�om."
Eu diria: "Ora, a� est�."
Embora o n�mero de membros seja pequeno, em compara��o,
as mulheres t�m a sua pr�pria organiza��o ma��nica separada...
- Prontos? - Quando quiser.
... e para muitos membros
da Grande Loja Unida de Inglaterra toda masculina
� assim que deve ficar.
Se a ideia � de que a ma�onaria � um clube de meninos grandes,
� mesmo isso. Um clube de meninos grandes.
Em Bedfordshire,
Dean O'Connell � Vener�vel Mestre da Loja Russell.
Tradicionalmente, a ma�onaria �, de h� muito tempo,
uma coisa masculina.
Sempre foi uma coisa masculina, exclusivamente,
e, desde que continue pr�xima da vers�o atual,
ser� sempre uma coisa puramente masculina.
� como sempre foi e como deve ser sempre.
Eles est�o a alinhar-se, portanto, deve demorar um minuto.
Os irm�os v�o ficar de p� enquanto o Vener�vel Mestre...
As mulheres podem ser exclu�das deste antigo clube de rapazes,
mas isso n�o significa que sejam ignoradas.
A ma�onaria e os ma�ons
t�m as nossas senhoras em alta considera��o.
E todas as Lojas, todos os anos, t�m uma noite da mulher,
um grande baile, um grande evento
para agradecer �s nossas mulheres muito especialmente por nos deixarem sair,
pois queremos voltar a sair no m�s seguinte.
Quantos temos de fazer?
Tens os �ltimos dois.
Temos 98.
Como chefe da sua Loja,
Dean tem a responsabilidade de organizar o evento deste ano,
ajudado pela sua mulher, Mitch.
Refei��o de tr�s pratos, vinho, um presente
e somos tratadas como damas uma noite.
S� uma noite.
Mais do que isso s�o noites a mais.
Para a noite da mulher,
� tradi��o o Vener�vel Mestre ser chamado "Presidente" durante a noite.
Ent�o, Mitch � a Primeira-Dama
ou a...
... mi�da do Presidente.
Como "mi�da do Presidente",
embrulhar prendas para as convidadas n�o � a �nica contribui��o de Mitch.
Uma parte tradicional da noite da mulher
� que h� um brinde �s senhoras,
feito por um dos irm�os da Loja,
a agradecer-lhes por tudo o que fazem.
Depois, a dama da noite far� um discurso de agradecimento.
� uma situa��o em que me meteram, n�o fui eu que a escolhi.
O Dean � um Mestre
e, na minha perspetiva, se � ele o Mestre,
porque tenho de ser eu a fazer o discurso?
N�o gosto de discursos nem de ser o centro das aten��es.
Est�o todos a olhar para n�s e temos de dizer alguma coisa.
Tens de beijar estas mulheres todas,
por ser a noite da mulher, para as cumprimentar?
N�o necessariamente todas.
- Talvez... - Noventa e oito mulheres?
Acho que consigo suportar.
As coisas que tenho de fazer...
Quando ele entrou,
disseram-me: "Ele s� vai sair umas duas vezes por m�s",
mas depois ele envolveu-se a s�rio
e agora � membro de cinco Lojas
e gosta muito.
Mas, � semana, � bom para ele.
Se trabalhou tanto, pode sair e fazer-se de duro com...
A fazer os ma�ons.
As mulheres podem tornar-se ma�ons,
com duas Grandes Lojas delas,
e, mesmo assim, tratam-se por "irm�o".
A ma�onaria, tradicionalmente, tem sido s� para homens,
mas, no s�culo XVIII, uma senhora chamada Elizabeth Aldworth
conseguiu, sub-repticiamente, entrar numa reuni�o de uma Loja,
manter os segredos secretos e tornaram-na ma�om.
Muito bom.
- Consegui? - Sim. Ficou bom.
�timo.
Alto, alto, baixo, alto... baixo...
Em Bedford, o Vener�vel Mestre Dean O'Connell
prepara-se para acolher a noite da mulher anual da Loja Russell
num hotel local...
Isto vai com isso para o empregado.
... onde se espera que a sua mulher, Mitch,
a primeira-dama, fa�a um discurso de agradecimento em nome das convidadas.
Preciso de uma bebida.
Preciso de um copo para me acalmar, para descontrair.
A Mitch tem estado extremamente nervosa,
n�o tem dormido muito bem e anda a stressar muito com isso.
- Sa�de. A uma boa noite. - Sa�de.
Como te sentes quanto a hoje?
N�o vou conseguir comer em condi��es.
Serem s� seis na mesa
significa que me sentirei ainda mais exposta.
N�o � bom estarmos l� todos a apoiar-te
e n�o estares numa sala cheia de estranhos?
N�o, seria melhor...
- A s�rio? - Sim, acho que seria,
porque n�o ia importar se o fizesse mal.
Tamb�m ningu�m vai saber se o fizeste mal.
Quando o disse a primeira vez, chorei.
Deus te aben�oe.
E sei que vou chorar.
Apoio-a imenso e o m�ximo que posso.
Ela pode achar que n�o, mas, � minha maneira, apoio-a imenso.
Digo muitas vezes: "Vai correr bem."
Vai correr lindamente.
- Olhos brancos. - Est�s fabulosa, querida.
- Estou? Olha. - Fabulosa.
Careca aqui, olha.
Anda, despacha-te.
- Est� na hora de ir. - Tenho de ir buscar a carteira.
Esperar que a nossa mulher se arranje
� sempre algo que exige uma quantidade enorme de paci�ncia.
Desculpa, tenho de retocar o meu batom antes de irmos.
- Desculpa. - Est� bem. Despacha-te. Vamos.
� o momento desesperador.
� o �ltimo preparativo antes de descermos as escadas
e de nos apresentarmos � frente de todos.
Acho que preciso de urinar.
Pe�o imensa desculpa. N�o consigo evitar.
Se preciso de urinar, � melhor faz�-lo j�.
Sim, vai agora.
� um momento bastante desesperador.
N�o sei se quero ir.
Est� na hora.
- Estou bem? - Sim. Linda.
- Tenho os olhos muito vermelhos? - N�o, est�o bem.
Senhores e irm�os,
por favor, permane�am em p� para receber
o Presidente a acompanhar a sua linda mulher.
Para homens como o Dean, mordidos pelo bicho da ma�onaria,
pode ser um passatempo viciante e que exige muito tempo.
Sorri.
Sorri como se te estivesses a divertir.
As noites da mulher s�o uma oportunidade rara
para as mulheres e companheiras participarem na festa.
Acho que a maioria das mulheres e companheiras dos ma�ons,
quando come�am a perceber um pouco o que se passa,
preferiam cozinhar os olhos do que ter algo a ver com isso.
Hoje, chamo-te Princesa ou Rainha Mitch?
N�o sei. Chama-me qualquer coisa. Estou aterrorizada.
Para mim, n�o � um interesse, mas o lado social
e as reuni�es fraternais
s�o algo de especial para eles.
Eles levam-no muito a s�rio. Eu sei disso.
E acho que tamb�m,
das pessoas com quem falei,
incluindo o meu marido, o acham muito emocional.
� estranho. As coisas...
N�o as coisas que fazem,
mas o avental, para mim, � um pouco estranho,
n�o t�o estranho que pense; "Por favor, n�o fa�as isso."
Gosto de o apoiar e gosto do lado social disso,
mas n�o estou interessada no que se passa por tr�s do avental.
O brinde �...
... �s senhoras.
�s senhoras.
Com a refei��o, as formalidades
e a tradicional Can��o dos Ma�ons �s Senhoras resolvidas...
Sou mulher de um ma�om, tirem-me daqui.
... est� na hora de Mitch fazer o seu discurso...
Senhoras, senhores e irm�os,
pe�o uma resposta da nossa Sra. Mitch O'Connell.
... um agradecimento em nome de todas as mulheres,
em forma de um poema.
Ol�.
Ol�.
Muito bem.
"Estar aqui � vossa frente � muito assustador,
algo que tenho de ultrapassar embora tenha vontade de chorar.
Mas os meus medos ponho de lado para vos agradecer
pelo apoio e incentivo que me v�m dar,
s� n�o sei bem quanto ao vosso cantar.
Obrigada, Ben, pelo teu discurso, em nome de todas as senhoras,
mas, para nos agradeceres,
compra-nos a todas um Mercedes."
Muito bem.
- Muito bem. - Gra�as a Deus.
- Conseguiste. - Consegui!
Ser� que a aventura ma��nica de Mitch
lhe deu um gostinho para entrar?
Obrigada, pessoal.
Obrigada.
N�o, estou satisfeita.
N�o tenho um desejo de ser ma�om.
Eu... N�o.
N�o, e nem sou do tipo de querer saber sobre isso.
Basicamente, � um clube de rapazes.
� uma desculpa para um grupo de homens se juntar
e fazer uns rituais ma��nicos, apertos de m�o engra�ados e...
... tomar um copo, conversar e sair bastante.
As mulheres podem ter dificuldade em ver o encanto da ma�onaria,
mas n�o h� d�vida de que fascina muitos homens.
Gosto de todos os lados da ma�onaria.
As cerim�nias, o trabalho que fazemos na comunidade, tudo.
Gosto da ma�onaria na totalidade.
Gosto de me aperaltar.
Gosto de aprender os rituais. Adoro hist�rias.
Adoro o legado. Adoro hist�ria.
Todos os rituais que fazemos, que s�o como pequenas pe�as,
adoro-os.
O skirret aponta para essa linha de conduta reta e sem desvios
estabelecida para a perseguirmos no Volume da Lei Sagrada.
Em geral, a maioria das reuni�es de ma�ons
n�o seria nomeada para um pr�mio BAFTA.
O l�pis ensina-nos que as palavras e os atos
s�o observados e gravados pelo Todo-Poderoso Arquiteto,
a quem temos de prestar contas da nossa conduta na vida.
� um pouco como treinar o c�rebro,
mas quando acertamos, h� uma sensa��o de realiza��o.
O compasso lembra-nos da sua justi�a infal�vel e imparcial,
que, tendo definido para n�s os limites do bem e do mal,
recompensar� ou castigar� dependendo de termos obedecido
ou ignorado as suas ordens divinas.
Com certeza que h� Lojas onde as pessoas se orgulham
em aprender uma pe�a de tr�s para a frente
e de a apresentar como uma atua��o em miniatura.
Talvez surpreendentemente,
realizar rituais fa�a parte da atra��o para muitos ma�ons.
Chas Elliott, um antigo ator e produtor de teatro,
� Vener�vel Mestre de uma Loja que � famosa
por apresentar rituais muito bons. - Ol�. Como est�s?
Ol�, Vener�vel Mestre Chas. Como est�s? Bem?
A Loja Chelsea � uma loja de entretenimento.
Foi fundada em 1905
por um grupo de artistas.
Anteriores membros incluem Bob Monkhouse,
Dick Emery e Peter Sellers.
Nesta Loja, dar um bom espet�culo � uma quest�o de orgulho profissional.
O crit�rio para entrar
� que trabalhem na ind�stria do entretenimento.
Temos comediantes, ventr�loquos, m�sicos,
portanto, sabemos o que se espera de uma boa atua��o.
- Vener�vel Mestre. - Jones.
Bem-vindo.
E espera-se que os membros da Loja Chelsea fa�am uma boa atua��o,
com ma�ons de todo o pa�s
a reservarem com anteced�ncia para irem �s reuni�es da Loja.
O sucesso da Chelsea vem de ter muitos visitantes.
Temos, literalmente, excurs�es.
Como est�s, Ian?
Acho que s�o observadores de estrelas.
Acho que n�o v�m para me ver.
As estrelas atuais que v�m observar
incluem o ventr�loquo Roger De Courcey...
... sem esquecer o Urso Nookie.
S�o ambos bons a aprender o ritual?
Sim.
- Sou... - Brilhante.
- Desculpe? - "Brilhante."
Sim. N�o digo o "d" e o "r".
Somos os dois brilhantes.
E o roqueiro progressivo dos anos 70 Rick Wakeman.
Algumas lojas s�o muito r�gidas. Temos de...
Em Chelsea, espera-se que se aprenda, n�o apenas que se debite.
Espera-se que se compreenda, que o projete e que o represente.
Ao contr�rio da maioria das lojas,
Chelsea re�ne-se uma vez por semana para aprimorar as aptid�es de representa��o
sendo conhecida como uma "Loja de Instru��o".
Hoje, est�o a ensaiar uma cerim�nia de Segundo Grau
para um dos seus membros mais jovens.
Jonathan Chandra Pandy. JC-001 � o seu nome art�stico.
Sei que o Jonathan � um rapper
e artista de beatbox.
� fluente em Franc�s
e parece ser muito conhecido em Fran�a.
Portanto, quem disse que a variedade est� morta, enganou-se,
pois est� viva, de sa�de e a viver na Loja Chelsea.
Irm�o Jonathan,
onde se preparou para se tornar ma�om?
Numa sala adequada cont�gua � Loja.
N�o me parece.
� muito dif�cil porque n�o rima
e n�o tem batida.
N�o posso fazer um rap.
Onde se preparou para se tornar ma�om?
Numa sala adequada cont�gua � Loja.
N�o.
P�e-nos o c�rebro numa perspetiva diferente.
Temos de come�ar a usar outras partes do c�rebro.
A poucos dias da cerim�nia
e com um p�blico esperado de mais de 200 pessoas,
cabe a Chas certificar-se de que tudo corre sobre rodas.
A press�o est� no Vener�vel Mestre, seja quem for,
e acho que o Mestre tem de assumir a lideran�a.
� a S�ndrome do Cisne.
Temos de deslizar elegantemente em cima da �gua
e remar como loucos por baixo para garantir que tudo vai bem.
A data do jornal � 14 de janeiro de 1966
e foi �timo.
Felizmente, Chas tem d�cadas de experi�ncia no mundo do espet�culo.
Esse sou eu com cerca de 19 anos, penso eu.
J� fui um Butlins Redcoat, um Bluecoat, um Greencoat.
Depois, trabalhei num cruzeiro como oficial de entretenimento.
Foi a primeira pantomima em que entrei.
Est� �tima, n�o est�?
Acho que a ind�stria do entretenimento � mesmo...
� t�o absorvente que se torna...
As pessoas tornam-se apaixonadas pela ind�stria.
Temos isso em comum na Chelsea.
A ma�onaria e uma ind�stria que todos adoramos.
Temos essas conversas a toda a hora.
Somos como velhotes divertidos sentados, a p�r o mundo na ordem
e, sobretudo, a ind�stria do entretenimento.
Falamos em amor fraterno, dentro da ma�onaria,
e sem ser demasiado sentimental quanto a isso,
h� uma liga��o e isso � muito especial.
Trabalho no mundo do espet�culo.
Beijo homens.
E beijo homens em reuni�es da Loja
e eles beijam-me e � maravilhoso.
Ma�ons do mundo do espet�culo incluem: Rick Wakeman, Joe Pasquale...
Harry H. Corbett, Jeremy Beadle...
E Peter Sellers.
N�o sei quem � essa gente.
Depois de fazer os tr�s graus, �-se Mestre Ma�om.
Depois, h� toda uma infinidade de graus diferentes em que se pode entrar.
As ordens de acompanhamento.
As chamadas ordens de acompanhamento incluem:
Rosa-Cruz, Real Arco,
Mark Mariner, Cavaleiros Templ�rios,
Mark Masons, Knights of the Scarlet Cord...
Caramba.
As ordens de acompanhamento existem
para aqueles que n�o se fartam da ma�onaria.
O avental do Mestre Ma�om...
O Vener�vel Mestre Chas Elliott
completou os primeiros tr�s graus, ou passos, da ma�onaria
h� quase 40 anos,
mas continuava sedento de mais.
O que � conhecido como o quarto passo
�...
... o Real Arco ou Cap�tulo.
Depois, junta-se outro grau e chama-se...
... Mestre de Nota.
Depois, temos um avental colorido
para Nautas da Arca Real.
Estou interessado noutro grau,
por isso espero continuar de boa sa�de para conseguir continuar a viagem.
Acho que muitos ma�ons, depois de fazerem o terceiro grau,
n�o querem ficar por a�.
Querem descobrir o que vem a seguir.
H� um mundo gigantesco de ma�onaria e de graus diferentes,
todos a contar hist�rias diferentes e com significados diferentes.
Costumamos chamar-lhes "ordens de acompanhamento",
o que evoca imagens de an�is de cebola.
�s vezes, se formos a demasiadas ordens numa semana,
esquecemo-nos em qual estamos
e fazemos tudo mal.
Acho bastante f�cil tornarmo-nos um ma�om semiprofissional,
se n�o tivermos cuidado,
descobrimos que temos a agenda cheia de reuni�es ma��nicas.
Cada grau na ma�onaria
ajuda-nos a entend�-la um pouco mais.
E cada grau tem uma li��o que podemos aplicar na vida.
Sou Real Arco.
Tamb�m sou Rosa-Cruz,
que � uma ordem maravilhosa.
Sim.
Pr�ncipe do Oriente e do Ocidente.
Podem chamar-me Pr�ncipe (Prince).
N�o como Prince, o cantor.
Um pr�ncipe real.
Com as suas in�meras ordens de acompanhamento,
a ma�onaria � uma hist�ria extraordinariamente complexa,
com uma mensagem moral, alguns estatutos sonantes
e uma s�rie de trajes coloridos.
Mas, para muitas pessoas de fora,
isso n�o chega para explicar a popularidade duradoura da ma�onaria.
Sir David Wootton,
um dos dirigentes da ma�onaria, est� em cinco ordens diferentes.
H� uma perce��o
de que a ma�onaria tem um elemento de interesse pessoal.
Grandes Porta-Estandartes,
Segundo Assistente Grande Peregrino...
As pessoas acham que a ma�onaria � um clube exclusivo
e que as vantagens s�o distribu�das,
em benef�cio dos membros e em preju�zo das outras pessoas,
e, na minha experi�ncia, n�o � esse o caso.
Grande Escriba Ezra.
Nas regras, dizem-nos para n�o usar indevidamente,
para fins profissionais ou pessoais,
as nossas liga��es ma��nicas.
E do que vi do processo disciplinar ma��nico,
� muito r�gido.
Marche em frente.
Em todas as organiza��es, h� quem viole as regras.
Advogados, contabilistas, arquitetos.
As pessoas v�o sempre achar que se passa algo
entre quatro paredes,
mas, de modo geral, as pessoas n�o se tornam ma�ons
por raz�es de interesse pessoal
e, se o fizessem, iriam ficar desiludidos.
Se nos fazem favores? N�o.
Se assim fosse, n�o teria pontos na minha carta de condu��o,
em vez de montes deles.
� outro daqueles grandes mitos urbanos.
Nunca tive uma conversa de neg�cios na ma�onaria.
Seria demasiado aborrecido.
Para ser sincero, quando se trabalhou dez horas, ou mais,
o que menos se quer fazer
� explicar o nosso neg�cio aos nossos amigos.
N�o se vai obter nenhum dinheiro dali.
N�o se vai ter um n�vel de vida
nem uma taxa de juro melhor.
N�o se vai mesmo.
N�o h� benef�cios financeiros em entrar para a ma�onaria.
Na verdade, at� pode ser bem caro.
- Ele j� te co�ou as costas? - De todo.
A m�o fica por dentro.
Mas a ma�onaria olha pelos seus de formas mais transparentes,
atrav�s de obras de caridade ma��nicas.
Em Swansea, o cangalheiro local, Matthew Simms,
colheu os frutos de um sistema estabelecido h� centenas de anos
como uma rede de seguran�a para ma�ons e suas fam�lias.
A m�sica foi muito recente.
Fiz o meu mestrado em 2012 e 2013,
com ajuda financeira
do Royal Masonic Trust for Girls and Boys.
Sem a ajuda deles, n�o teria tido dinheiro
para fazer o mestrado,
que era algo que sempre quis fazer.
Nem toda a gente tem a possibilidade de fazer um mestrado.
Mas ainda quero dar...
Ainda quero dar algo de volta.
Ainda tenho muita gratid�o.
Matthew, prazer em v�-lo.
- Ol�. Como est�? - Ol�.
O desejo de Matthew de dar algo em troca � ma�onaria
est� prestes a concretizar-se.
Precisamos de 147 pessoas no total, incluindo os dais.
Durante mais de 18 meses,
ele tem estado a trabalhar para montar uma loja nova.
H� algumas com costas mais altas por causa da minha POC?
Todos os membros da loja nova partilhar�o a paix�o de Matthew pela m�sica
e a cerim�nia oficial de consagra��o est� a menos de 24 horas.
S�o pessoas muito importantes, por isso decidimos reservar-lhes um lugar
e isso ajuda o Diretor de Cerim�nias,
que vai trazer as pessoas.
Ajuda-os a conseguir identificar onde t�m de se sentar.
N�o precisamos disto...
A trabalhar com o Matthew
est� o Grande Diretor de Cerim�nias da Prov�ncia,
o Vener�vel Irm�o Peter Jones.
Pode p�r uma l� atr�s?
Uma consagra��o � como um nascimento
e estamos ansiosos por isso, agora, com a Loja da M�sica.
- N�o. A grande n�o. - N�o?
- Precisamos de uma pequena. - Sim.
� um trabalho que adoro.
J� sei o que nos falta.
Faltam-nos tr�s aqui.
Nem posso dizer que � um passatempo, porque n�o acho que seja.
N�o � s� um passatempo. � mais do que isso.
Mas podemos acabar a fila e p�r mais algumas ali.
Pete, o perfecionista.
� como ser encenador de uma pe�a.
Temos de olhar para a cerim�nia,
depois, temos de descobrir exatamente como vai funcionar.
Estes s�o os colarinhos novos dos oficiais.
Os novos oficiais da Loja.
E n�o t�nhamos onde os pendurar
e achamos que seria apropriado se trouxesse um suporte de partitura,
que cumpre a fun��o.
E cai por terra.
Como fundador da Loja,
que n�o se diz muitas vezes,
� quase como o nosso beb�.
Portanto, � importante que corra correta e tranquilamente,
que possamos consagrar a Loja da M�sica em grande estilo.
Qu�o tranquilamente a cerim�nia vai correr ir� depender grandemente do Peter.
Estamos prontos...
Sim.
... para amanh�. S� precisamos de gente.
Como Diretor de Cerim�nias, estamos c� para dirigir a cerim�nia,
para dirigir o elemento dram�tico da coisa.
Falamos com toda a gente e garantimos
que t�m a certeza absoluta do que est�o a fazer.
"Est� satisfeito com a sua parte?
Est� contente com a forma como a estamos a processar?
Est� satisfeito com isso?"
E depois entro em p�nico um bocadinho
para me certificar de que fiz tudo.
Vamos beber uma cerveja.
Acho que a m�sica nos pode ajudar muito a entender como a ma�onaria funciona.
A letra do ritual, para mim,
funciona um pouco como se fosse m�sica.
Quando vemos um ritual bem feito,
sabemos que algu�m passou muito tempo
a aprender as notas para saber a m�sica.
Se o ritual for bem feito, ent�o, acho que percebemos a mensagem
que l� est� contida muito melhor.
Se for mon�tono, as pessoas t�m tend�ncia a adormecer.
Acho que todos os ma�ons s�o atores muito secretos, no fundo, sem d�vida.
Sem d�vida.
Quando comecei como ma�om,
fiquei t�o impressionado a olhar para as pessoas de todos os tipos
que estavam a arrasar no ritual.
H� lojas por a� que s�o superestrelas do ritual,
que, sem d�vida, me fazem querer l� ir v�-los.
Em Freemasons' Hall,
as superestrelas da Loja Chelsea, lideradas pelo Ven. Mestre Chas Elliott,
preparam-se para o subir do pano.
Temos de andar sempre com uma destas.
Se fico nervoso antes das reuni�es da loja?
Sim, fico.
Mas acho que os artistas sabem
que se n�o estivermos nervosos, n�o fazemos um bom trabalho.
O medo s� � mau quando se nota.
V�-me a suar?
De certeza que correr� bem.
Temos cerca de 200 pessoas aqui, est�o todos muito entusiasmados
e ainda n�o tive um instante para ir a um canto
e murmurar a cerim�nia para mim.
De certeza que correr� bem.
O maravilhoso Roger De Courcey estar� � minha esquerda, como capel�o.
E vais ajudar-me, n�o vais, Rog?
N�o.
Tens sapatos novos.
A minha m�e deu-mos nos anos.
A encerrar a cerim�nia de hoje
temos o artista de beatbox, Jonathan Chandra Pandy,
outrora o rapper mais r�pido do mundo.
H� algumas pessoas ali que s�o cantores de �pera, bateristas.
Sentiram o cheiro da fama. Sabem como � a ribalta.
Sabem o que � o barulho da multid�o.
N�o �s assim t�o especial.
�s s� mais um irm�o.
Com os seus irm�os do mundo do espet�culo,
as reuni�es em Chelsea s�o algo diferentes de uma loja normal.
Irm�os, est� na hora do espet�culo.
Aqui, eles d�o mesmo um espet�culo para as visitas.
Vener�vel Mestre, � o seu desejo
que agora falemos com uma l�ngua c�mica?
� para isso que vivo, Fred.
Como temos v�rios profissionais comediantes como membros,
mal podem esperar por se levantar e preencher uma pausa embara�osa.
H� uma prenda de Natal muito boa. � um GPS para quem tem mais de 70,
porque vai dizer-vos para onde ir, como l� chegar
e, quando l� chegarem, tamb�m vos diz porque foram.
A Tesco, agora, tem uma ag�ncia de encontros nova,
ent�o inscrevi a minha m�e,
mas, infelizmente,
ningu�m quer uma velhota para a vida toda.
Aben�oa-me, m�e. Ela adora aquela piada. Adora mesmo.
Quando o riso cessa,
os assuntos ma��nicos s�rios podem come�ar.
O mito de que os ma�ons levam cabras para a Loja nunca foi verdade,
mas sobrevive como uma forma de os ma�ons animarem os iniciados.
Os rituais na ma�onaria destinam-se a ser uma experi�ncia partilhada
que fortalece os la�os de...
Pe�o imensa desculpa. Estou afetado.
Para muitos membros,
fazer um ritual � a parte mais agrad�vel da ma�onaria
e os ma�ons do espet�culo da Loja Chelsea, liderados pelo Ven. Mestre Chas Elliott,
orgulham-se de estar entre os melhores.
Irm�os, o nosso Irm�o Jonathan Chandra Pandy,
esta noite, � um candidato a passar do primeiro para o segundo grau.
Est�o prestes a descobrir se o rapper e artista de beatbox,
Irm�o Jonathan, consegue estar � altura dos seus padr�es altos.
Irm�o Jonathan, onde se preparou para se tornar ma�om?
No corpo de uma Loja, simplesmente perfeita e normal.
E quando?
Quando o sol estava no seu meridiano.
Neste pa�s, as Lojas de ma�ons costumam realizar-se � noite.
Como explica isso, que, � partida, parece um paradoxo?
O sol, estando no centro do nosso sistema solar,
e a Terra girando consistentemente sobre o seu eixo � volta dele,
e a ma�onaria estando universalmente espalhada pela superf�cie da Terra,
da� resulta
que o sol tem de estar sempre no seu meridiano,
no que diz respeito � ma�onaria.
Ele saiu-se incrivelmente bem.
Foi...
Nunca vi uma atua��o daquelas.
Quem s�o as pessoas adequadas para serem ma�ons?
Homens justos, �ntegros e livres de idade madura,
bom senso e moral r�gida.
Eu simplesmente...
Acho que ele achou que est�vamos no Globe.
Sim, foi...
Aben�oado seja.
Irm�os, essas s�o as perguntas normais.
Se algum irm�o quiser que fa�a outras, assim farei.
Irm�os, agora, vou passar ao nosso mestre de cerim�nias, Roger De Courcey.
Com Jonathan a passar em seguran�a para o segundo grau,
est� na hora do evento tradicional p�s-reuni�o,
conhecido como o Jantar Festivo.
Mas sendo esta a Loja Chelsea, este tem uma diferen�a.
Um cabar� interpretado pelos membros...
Boa noite. Ol� a todos.
... e apresentado por Roger De Courcey e o Urso Nookie.
Vamos fazer algumas imita��es, imita��es de filmes, de t�tulos.
- T�tulos de filmes. - Isso.
Sim. Paix�o Proibida.
N�o.
Para o Vener�vel Mestre Chas Elliott, � o c�u ma��nico.
Adoro as reuni�es da Chelsea. S�o sempre boas.
N�o sei se a minha mulher fica muito contente quando digo isto,
mas � como estar no nosso casamento.
As pessoas que desconfiam da ma�onaria,
creio honestamente que est�o a perder alguma coisa.
Temos esse la�o comum e esse � o grande atrativo para mim.
Todos os meus melhores amigos s�o ma�ons.
O p�blico pode continuar a achar que, entre quatro paredes,
os ma�ons est�o a congeminar uma nova ordem mundial
e a ajudarem-se uns aos outros a subir na vida.
Mas, pelo menos, para o Chas, essa n�o parece ser a prioridade.
Se o mundo fosse gerido como a ma�onaria,
seria um lugar muito melhor.
N�o sei onde estaria sem ela.
Seria uma alma perdida.
Sem d�vida que h� pessoas que entram na ma�onaria
pelo lado misterioso,
o lado em que pensam
haver segredos do tipo do Dan Brown para descobrir.
Illuminati, adoradores do diabo...
Mas uma coisa vos digo.
Se n�o entendem algo, como o podem julgar?
� uma pena haver uma ideia p�blica da ma�onaria
de que � uma esp�cie de rede profissional quando n�o �.
O que representa
� uma irmandade que ajuda e se preocupa com as outras pessoas.
E, ao mesmo tempo, podemos divertir-nos muito a faz�-lo.
Podia ir a qualquer lugar no mundo e visitar uma loja.
E vou conhecer algu�m
com origens totalmente diferentes das minhas,
mas ele foi iniciado.
Temos isso em comum.
� uma coisa maravilhosa. Mal posso esperar que entrem.
Para quem entrou,
a ma�onaria pode tornar-se muito mais do que um passatempo.
- Como est�? - Como est�?
O seu nome est� na lista.
Em Cardiff, a consagra��o da nova Loja da M�sica,
h� dois anos em planeamento, est� por minutos.
Vamos p�r este espet�culo a andar.
Mais pronto que nunca.
Est� na hora do membro fundador, Matthew Simms...
Senhores, t�m de ir para os lugares reservados.
... e do Diretor de Cerim�nias, Peter Jones,
descobrirem se o trabalho �rduo compensou.
Nervoso, mas eu s�... Est�vamos � espera...
N�o h� nada pior do que esperar que o evento aconte�a, pois n�o?
Lembre-se que, quando nos alinharmos ali,
vai liderar atr�s.
Sim, est� bem. C� vamos, como eles dizem.
Sim... Bem, mais ou menos.
Tive uma sensa��o de orgulho,
porque � um dia hist�rico
e vamos trazer uma Loja para a prov�ncia de Gales do Sul,
que, esperemos, vai ficar na hist�ria por muito tempo.
Correu magnificamente bem.
Cada elemento fluiu.
Toda a gente fez o seu trabalho na perfei��o.
Se algu�m nunca tivesse visto uma consagra��o e viesse ver aquela,
ficaria de boca aberta.
Valeu a pena cada minuto,
cada hora sem dormir quando estava a pensar nisso,
cada ensaio que fizemos,
cada reuni�o que tive com a equipa.
Valeu a pena cada minuto.
Foi fant�stico.
Ol�, meninos.
Fiquei euf�rico por tudo ter corrido t�o bem.
� o orgulho e o privil�gio de estar envolvido em algo t�o fant�stico
e esperemos que a Loja continue a ter sucesso por muitos anos.
Falei com o Peter depois
e ele ficou muito satisfeito.
Miss�o cumprida e acho que uma cerveja
ou um grande gin t�nico est� na ordem do dia agora.
Portanto, se me d�o licen�a, acho que vou fazer isso.
Obrigado.
De certeza que tomou o gin t�nico.
E v�rios depois.
E no primeiro Jantar Festivo da Loja da M�sica,
Matthew pode fazer bom uso da sua aptid�o para o canto financiada pela ma�onaria...
Como nuvens
Que com o sol se abrem...
... fazendo uma serenata ao rec�m-nomeado Vener�vel Mestre.
Estarei sempre em d�vida para com os ma�ons.
N�o sou de origens ricas,
sou da classe trabalhadora.
E tive ajuda de pessoas pelo caminho.
N�o h� nada como ajudar outra pessoa
� tornar homens bons melhores
e h� uma s�rie de coisas.
Todos temos entendimentos diferentes.
H� uma liga��o � caridade,
mas tem a ver com tornar um homem bom melhor e n�s somo-lo.
Somos todos uma esp�cie de fam�lia de irm�os,
� isso que a ma�onaria nos d�.
� uma universalidade...
Algo de que tenho muito orgulho em estar envolvido
e encorajaria qualquer pessoa a tornar-se ma�om.
E um brinde � sua sa�de
Um brinde � sua sa�de
E um brinde � sua sa�de
Numa m�sica
E um brinde � sua sa�de
E por a� adiante.
Legendas: Ana Sofia Pinto
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