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Ma�onaria,
uma irmandade antiga envolta em mist�rio.
Com ra�zes que remontam aos pedreiros medievais,
as suas tradi��es seculares
permaneceram praticamente inalteradas durante s�culos.
Quando as pessoas ouvem a palavra "ma�om",
pensam em apertos de m�o esquisitos e em cal�as arrega�adas.
Se pesquisarem um pouco no Google,
� uma cabala de gente que se est� a apoderar dos governos e das coisas.
Ma�onaria, sigilo, sociedade secreta, totalmente.
Agora, quando a irmandade comemora o seu 300� anivers�rio,
a Grande Loja Unida de Inglaterra
permite que as c�maras entrem, pela primeira vez,
para revelar o que se passa realmente entre quatro paredes.
P�es-te a andar?
Com acesso sem precedentes, levantamos o v�u do sigilo
para descobrir o que significa ser um ma�om dos nossos dias.
Sinto-me um pouco inadequado.
H� muitos aventais chiques. Muitos mesmo.
Desde as ins�gnias...
A minha m�e, se calhar, diria que pare�o um tonto,
mas nunca se consegue agradar a m�e.
Avancem, irm�os.
... �s cerim�nias luxuosas...
Selar� isso com os seus l�bios.
... e rituais antigos...
Tem alguma coisa para dar em nome da caridade?
N�o.
Todos os rituais que fazemos, que s�o como pequenas pe�as, adoro-os.
... e, claro, os la�os inquebr�veis da irmandade.
Toma l� essa, irm�o.
Ao descrev�-la, pensamos: "Porque quereria algu�m fazer aquilo?"
Mas, uma vez l�, percebemos.
Algumas das maiores conspira��es ma��nicas
eram que os ma�ons eram respons�veis pelo assassinato de JFK,
de fingir a aterragem na Lua e de afundar o Titanic.
- Isso � verdade? - Sim, tudo.
Tamb�m estamos a reter o carro el�trico.
No cora��o de Covent Garden, em Londres,
fica Freemasons' Hall,
p�tria espiritual dos seis milh�es de membros, em todo o mundo, do Of�cio.
GRANDE LOJA UNIDA DE INGLATERRA
A ma�onaria � um sistema complexo de moralidade
e, durante quase 20 anos, o Vener�vel Irm�o Andrew Ross
tem estado focado num valor central em particular.
Uma cren�a que est� consagrada na pr�pria estrutura do edif�cio.
Aquela janela retrata a prud�ncia,
esta, a temperan�a e esta aqui, a caridade.
E h� uma passagem muito bonita que � dada a todos os iniciados
no primeiro dia em que se tornam ma�ons.
S�o encarregados de deixarem...
... a prud�ncia conduzi-los, a temperan�a moder�-los,
a for�a apoi�-los, a justi�a ser o guia de todos os seus atos,
mas terem o especial cuidado
de se lembrarem dos ornamentos realmente ma��nicos,
a benevol�ncia e a caridade.
Somos lembrados disso mesmo ao entrar neste edif�cio.
� uma bela obra, n�o �?
Ol�, George.
Quando me tornei ma�om, h� mais de 40 anos,
pensei que isto era algo estranho.
N�o sabia bem naquilo em que me estava a meter.
E, ao longo dos anos, entranhou-se em mim.
Esta � a Loja Fortitude e Old Cumberland 12
e tenho muito orgulho em pertencer a ela, porque � uma das primeiras Lojas.
Temos registos que remontam a cerca de 1720,
mesmo no in�cio da ma�onaria neste pa�s.
Hoje, Andrew e os seus irm�os v�o dar as boas-vindas a sangue novo na Loja.
V�o fazer uma cerim�nia de inicia��o,
o primeiro dos tr�s graus por que um homem tem de passar
para se tornar um Mestre Ma�om.
Pela primeira vez, concordaram em mostrar-nos uma parte da inicia��o,
na qual o candidato, despojado de todos os objetos de valor,
� levado a experimentar como � n�o ter nada.
Agora, est�, em todos os aspetos exteriores,
um ma�om justo e �ntegro.
Irei proceder de imediato ao teste dos seus princ�pios
convidando-o
a exercer a caracter�stica distintiva do cora��o de um ma�om.
Refiro-me � caridade.
Naquela cerim�nia de inicia��o, fica-se intrigado com aquilo tudo.
A linguagem � arcaica.
Algumas coisas s�o espl�ndidas, outras um pouco desajeitadas,
mas estas palavras t�m significado e s�o para ser levadas a s�rio.
Tem a ver com integridade, compaix�o
pelas necessidades dos nossos semelhantes.
O que se sentir disposto a dar, deve dar ao Segundo Di�cono.
Tem alguma coisa para dar em nome da caridade?
N�o.
Foi privado de tudo de valor antes de entrar na Loja?
Sim.
Se n�o tivesse sido, teria dado de livre vontade?
Sim.
A resposta natural � dizer: "Claro que darei",
mas, na verdade, n�o se pode,
porque nos tiraram tudo.
Estamos num estado impotente, n�o podemos fazer nada,
portanto, temos de pensar na resposta.
Se, em qualquer altura,
encontrar um irm�o em dificuldades,
lembrar-se-� daquele momento peculiar
em que entrou na ma�onaria pobre, sem nada e grato...
Apesar deste �nfase na caridade e em ser caridoso,
provavelmente, n�o � a primeira coisa
que o p�blico em geral associa � ma�onaria.
Sociedade secreta, Illuminati, esc�ndalos sexuais,
falseamento de resultados.
� um pouco estranho, �s vezes,
quando vejo algumas coisas na televis�o
em que, por vezes, incluem a ma�onaria. Houve um Crimes de Midsomer.
Para come�ar, entenderam tanta coisa mal.
N�o sou um homem violento, mas, �s vezes, at� d� que pensar.
Ouvi coisas sobre cabras e beber sangue.
Como se atrevem? N�o � sangue de cabra, � de ovelha.
Sim.
Como muitos, Rowan Sham, de 27 anos,
pouco sabia sobre a ma�onaria antes da sua inicia��o, h� tr�s meses.
Hoje, prepara-se para uma cerim�nia igualmente assustadora,
o seu casamento com Sharon, a sua namorada desde h� oito anos.
- Est�s bem a�, Row? - Sim, estou bem, querida, obrigado.
- Precisas de ajuda? - Gosto deste,
mas tenho de ver o que diz a patroa,
se me vai deixar us�-lo.
Ela � que manda?
Bem, ela acha que �.
Bem, sim, � ela que manda.
O que o fez querer entrar para os ma�ons?
Para ser sincero, acho que foi sobretudo por causa dos segredos.
Foi por isso que quis entrar. Queria saber sobre isso.
Sorri, querido. Vamos casar-nos!
Costumava ver v�deos do YouTube
e pensava:
"Como posso fazer parte desta sociedade secreta especial?"
Tinha a perce��o
de que se fosse ma�om, haveria benef�cios financeiros.
Sim, vou experimentar esse, por favor. Acho que vou gostar.
Alguns ma�ons dominam o mundo.
N�o sei, talvez um dia, eu domine o mundo.
Agora, sou ma�om de origens humildes.
Talvez daqui a uns anos, seja multimilion�rio ou bilion�rio.
Com os seus sonhos de riqueza incalcul�vel e segredos revelados,
Rowan atirou-se para a ma�onaria,
deixando a noiva Sharon a organizar o casamento deles.
Ligo-lhe � sexta � noite: "O que vamos fazer hoje?"
E ele diz: "J� tenho planos."
Eu pergunto: "Com quem?" e ele diz: "Com os meus amigos." E eu: "Que amigos?"
Ele come�a a citar um monte de amigos de que nunca ouvi falar.
Pergunto quem s�o e ele diz: "S�o os meus irm�os."
"Teus irm�os? Que irm�os?"
Todos os restaurantes chiques aonde quero ir
ele j� l� foi.
Com quem? Com os "irm�os" dele, por isso n�o sei.
Rowan est� a preparar-se para fazer o Segundo Grau
e, hoje, ele e os irm�os v�o encontrar-se para um ensaio final
conhecido como uma Loja de Instru��o.
Esta � a Loja Abbey, em Westminster.
Na verdade, estou com tremores,
mas s�o tremores bons. Nervos bons.
Se o levantares e depois...
A cerim�nia ver� Rowan a passar para o n�vel de Companheiro,
o segundo de tr�s passos no caminho para se tornar um Mestre Ma�om.
Onde o prepararam para se tornar ma�om?
No meu cora��o.
A �nica parte da cerim�nia
que o candidato pode saber antes do grande dia
� uma parte onde t�m de recitar as respostas a 11 perguntas predefinidas.
Cite os princ�pios nobres sobre os quais esta ordem � fundada.
Amor fraterno, aux�lio e verdade.
Tem de se trabalhar muito, estudar muito.
� ligeiramente assustador.
N�o sou muito bom a decorar falas. N�o sou muito bom ator.
Era p�ssimo a teatro, na escola.
Como explica isso
que, � primeira vista, parece um paradoxo?
A Terra est� sempre a girar � volta do seu eixo, na sua �rbita,
e o Sol � uni...
Espalha-se universalmente sobre a sua superf�cie.
� como um exame.
Temos de ir preparados.
Se formos despreparados, ent�o, n�o se valoriza nada.
E a Terra... Desculpe.
Rowan tem duas semanas
para dominar as respostas a estas 11 perguntas.
S� homens �ntegros de... S� homens �ntegros e livres...
Apesar do que muita gente pensa,
o uso da filia��o ma��nica para obter vantagem pecuni�ria
ser� sujeito � disciplina ma��nica.
Este � o avental usado por um Companheiro de Segundo Grau.
O Segundo Grau tem a ver com o modo de vida de um ma�om.
O candidato � visto simbolicamente como atingindo a maioridade.
Onde se fez ma�om? No meu cora��o.
Em Fremasons' Hall, Londres,
o Aprendiz Rowan Sham
prepara-se para passar pela cerim�nia de Segundo Grau.
A minha carreira ma��nica est� a progredir muito bem.
Tenho basicamente tudo na perfei��o.
Portanto, hoje de manh�, antes de acordar, depois de acordar,
estive a tentar aperfei�oar tudo.
O que faz o Segundo Grau? O que significa?
Boa pergunta. N�o tenho a certeza. N�o tenho bem a certeza.
Para mim, a import�ncia do Segundo Grau � introduzir
a lenda que est� por tr�s do Of�cio da Ma�onaria,
na constru��o do Templo do Rei Salom�o
e...
... o papel de Hiram Abiff, o arquiteto do templo,
que se torna muit�ssimo importante no Terceiro Grau.
Estou um bocadinho nervoso, agora. Mais do que j� estava.
Vou come�ar a fazer os meus exerc�cios respirat�rios
para acalmar os nervos.
- Decoraste as tuas falas? - Sim.
- Sabes todas, de cor? - Sim, mas como � �bvio n�o vou...
Bem, � melhor estar preparado do que n�o estar.
Sim.
Irm�os, vamos p�r-nos de p�
para receber o Vener�vel Mestre e os seus vigilantes.
Chegou a hora de Rowan
demonstrar o seu dom�nio do ritual com 300 anos.
Os aventais que nos d�o n�o s�o os melhores, pois n�o?
Irm�os, o irm�o Rowan Sham,
esta noite, � um candidato a passar para o Segundo Grau.
O Segundo Grau tem a ver com o nosso desenvolvimento enquanto ma�om,
come�ar a aprender o nosso Of�cio e a aprender os segredos da ma�onaria.
Entramos e somos Aprendizes.
Um pouco como quando andamos na escola
e n�o podemos brincar no recreio grande.
Depois, chegamos a uma idade
em que j� podemos ir brincar no recreio grande.
Depois, quando chegamos ao fim desse processo,
j� podemos entrar na sala de conv�vio.
� ignorado porque se pensa:
"� s� o do meio."
� um pouco...
"Passa-se por isso antes de fazer o importante,
antes de nos tornarmos Mestre Ma�om."
Examina a caridade, o progresso intelectual,
o facto de nos melhorarmos.
Ap�s uma cerim�nia de duas horas,
Rowan surge como Ma�om Companheiro de Segundo Grau,
um passo mais perto de colher os frutos
que v�m com o facto de ser um membro de pleno direito da irmandade.
- Parab�ns. - Muito obrigado.
Quando decidi que queria tornar-me um ma�om,
pensei que se tinha um monte de benef�cios financeiros e disse:
"Quero muito tornar-me ma�om",
e era tudo � volta de: "Eu quero".
E, agora, n�o tem a ver com: "Eu quero." Tem a ver com: "Eu gosto, eu aprecio."
Muito obrigado, senhor.
N�o me trate por "senhor". Agora � um irm�o.
Muito obrigado.
Quando Rowan se junta aos irm�os no Jantar Festivo,
fica claro que o esfor�o que ele fez compensou.
Vener�vel Mestre, ilustres irm�os, irmandade,
hoje, tivemos dois candidatos � passagem.
N�o foram bons? Foram conduzidos...
Muitas vezes, vejo candidatos a terem dificuldade com as palavras.
Voc�s os dois n�o tiveram problemas. Trabalharam imenso.
Estavam a demonstrar que se derem algo � ma�onaria,
v�o reav�-lo
e estou certo de que isso � um bom aug�rio
para a vossa longa carreira na ma�onaria.
Irm�os, a ma�onaria est� segura com eles
e est� segura com a Loja Abbey, em Westminster.
Muito obrigado.
Pai Sant�ssimo, na Tua miseric�rdia...
Antes de ser ma�om, n�o tinha paci�ncia,
n�o tinha toler�ncia nenhuma, mas isto ajudou a reinventar-me.
A apreciar mais a vida, o facto de dar.
Ainda estou a aperfei�oar isso, porque como ma�om,
queremos sempre progredir, continuar a progredir.
Queremos um aperfei�oamento pessoal,
ser uma pessoa melhor e ajudar os outros.
Am�m
Essencial para as li��es do Segundo Grau
� que um ma�om deve n�o s� esfor�ar-se muito
para melhorar o seu car�cter,
mas tamb�m para beneficiar a sociedade em geral
e, na cave de Freemasons' Hall,
h� um piso inteiro dedicado a fazer isso mesmo.
Posso entrar? Muito obrigado.
O Vener�vel Irm�o Andrew Ross
� um mandat�rio da Funda��o Beneficente Ma��nica,
um fundo central feito de contribui��es de ma�ons por todo o pa�s.
A Funda��o Beneficente Ma��nica est�, agora, na linha da frente
das funda��es beneficentes que fazem doa��es no pa�s...
PELOS MA�ONS, PELAS FAM�LIAS, POR TODOS
... e acho que o p�blico em geral n�o tem no��o disso.
Em 2015, de subs�dios no total de 20 milh�es de libras,
quase cinco milh�es foram para causas n�o-ma��nicas,
como a Associa��o de Escuteiros e a ambul�ncia a�rea.
D�-nos mais pormenores sobre as circunst�ncias.
Os restantes 15 milh�es de libras
foram para ajudar ma�ons e as suas fam�lias,
de hospitais a escolas, ou apenas indiv�duos que precisam.
Algumas destas caridades ma��nicas
s�o anteriores ao nosso estado-provid�ncia umas centenas de anos,
por isso sem d�vida que faz parte da nossa �tica ajudar os nossos irm�os.
� este apoio institucionalizado a outros ma�ons
que conduziu a acusa��es de injusti�a e interesse pessoal
por parte de quem n�o pertence � irmandade.
A ideia de que os ma�ons s� existem
para cuidar uns dos outros � um disparate completo.
Sim, h� uma tradi��o de filantropia
para apoiar as fam�lias dos ma�ons,
mas, al�m disso, queremos fazer o que podemos
para fazer a diferen�a na sociedade.
H� lojas de ma�ons a apoiar causas por todo o pa�s,
al�m daquilo com que contribuem para a Funda��o Beneficente Ma��nica.
H� dinheiro angariado em reuni�es das lojas, rifas,
em eventos sociais,
tais como jantares, bailes e dias de divers�o em fam�lia.
Quando me dizem: "Ent�o, o que fazem os ma�ons?"
Respondo: "Caridade." "O que fazem?"
A �ltima Noite dos Bailes, casinos flutuantes,
caminhadas de caridade ao Kilimanjaro.
�s vezes, gost�vamos de poder dizer: "Foi isto que fizemos."
Pedalar de John O'Groats at� Land's End,
saltar de avi�es, fazer rappel a partir de pr�dios.
Se est� a tentar ser caridoso,
n�o est� muito longe de se tornar um �timo ser humano.
J� chega?
Em Gloucestershire, fazem-se os �ltimos preparativos
para mais outro evento de angaria��o de fundos,
um combate de boxe de executivos beneficente,
organizado pelo irm�o Alastair Chambers, de 35 anos.
� dif�cil porque temos 30 pessoas
e tentamos combin�-las o melhor poss�vel.
Quinze combates beneficentes.
Todos t�m a sua caridade individual.
Vai ser muito emocionante.
Patr�o de uma empresa de constru��o,
Alastair � um Mestre Ma�om de Terceiro Grau
que entrou para a irmandade h� cinco anos.
Era o filho mais novo e, em mi�do, era muito ego�sta
e, provavelmente, em alguns aspetos ainda sou, infelizmente,
mas isso � algo que estou a perder
e a ma�onaria tem a ver com aprender com esses erros.
Sempre quis pav�es. Tinha um macho muito melhor do que ele.
Pav�o-indiano. Lindo. E a raposa deu cabo dele.
� �bvio que se saiu bem.
Tem uma boa casa, pav�es.
� um self-made man?
N�o, s� tenho uma d�vida enorme.
Dez segundos. Vamos l�, for�a.
�ltima s�rie, vamos l�!
Durante dez semanas, os pugilistas amadores
que participam na noite de combate beneficente do Alastair
t�m estado a treinar duro no gin�sio de que ele � s�cio.
Fiz o meu primeiro evento de boxe de executivos em setembro do ano passado.
Angariei mais de 600 libras para caridade
e gostei tanto da experi�ncia que quis fazer parte disso
e dar �s pessoas essa oportunidade
de lutar pela institui��o de caridade que acarinham.
Desculpa, estou s� a rever os nomes.
Temos a Gaby "Hit Girl" Hancock, Cancer Research.
D�-lhes muito mais for�a e pica na noite.
� uma institui��o de caridade para c�es? Est� bem.
Desta vez, o Alastair n�o vai lutar,
pois aguarda cirurgia a um ombro lesionado.
Como vai isso, Lee? Est�s bem?
Em vez disso, convenceu o pintor e decorador de 30 anos
e colega ma�om, Lee Green.
- Nome para a noite de combate. - Pois.
O que te vamos chamar, Lee?
N�o me incomoda, amigo. Escolhe tu.
Dou-te uma ajuda. Lee...
Lee...
Wayne, �s bom com nomes. Ocorre-te um nome para o Lee?
Lee "A Granada".
- Gostas? - Serve.
Lee "A Granada" Green. E que institui��o representas?
- A que tu disseste. - Representas a Sparks por mim?
Obrigado. Significa muito para mim.
- Tudo bem. - Muito obrigado.
O envolvimento do Alastair com as institui��es de caridade � fenomenal,
porque o filho dele teve de ser tratado atrav�s delas.
Quando algu�m tem uma trag�dia na fam�lia,
acho que ou nos quebra, enquanto pessoa,
ou pode tornar-nos mais fortes.
Quando o filho do Alastair e da Steph, Harry, nasceu,
esteve a lutar pela vida e sem oxig�nio durante 20 minutos.
Os m�dicos n�o lhe deram hip�tese de sobreviver.
O m�dico virou-se para mim e disse:
"Lamento muito."
E falaram em irmos com o Harry para um quarto,
que chamavam de quarto lavanda,
e, ent�o, disseram que, infelizmente,
teriam de desligar a m�quina.
Ter�amos uns 30 minutos com o corpo dele.
Lembro-me de olhar da janela do quarto andar para o ch�o
e de querer subir para l� e saltar,
porque a dor era tanta que...
... terminar com a minha vida naquele momento parecia uma op��o melhor.
Depois de recusar desligar a m�quina de suporte de vida do Harry,
Alastair e Steph foram abordados pela Sparks que faz investiga��o m�dica.
A testar uma t�cnica nova, puseram Harry num estado de hipotermia
para dar tempo ao seu c�rebro de sarar.
Salvou-lhe a vida.
Sem isto,
n�o acho que houvesse alguma esperan�a para ele.
Ou n�o teria sobrevivido
ou estaria gravemente incapacitado agora.
E tivemos imensa sorte.
H� pais que olham para fotos destas
e � s� isso que t�m.
Isso deve ser terr�vel para eles.
O Harry tem agora sete anos e est� bem.
No meu caso, foi uma quest�o pessoal
que me fez entrar na benefic�ncia
e � �timo que ande a par com o facto de ser ma�om.
Com a grande noite a aproximar-se rapidamente,
est� na hora de o Alastair revelar aos participantes
com quem ir�o lutar.
Primeiro, bom trabalho por terem conseguido chegar aqui.
Como sabem, muita gente desistiu.
� uma viagem dif�cil. Chegar aqui � uma grande conquista.
Vamos atrair a aten��o e, o mais importante,
angariar dinheiro para as institui��es que escolheram.
INICIANTE A VENCEDOR
O primeiro combate da noite,
Lee Green, da equipa vermelha, contra Carl Pepper, da equipa preta.
LUTADOR
Estou um pouco nervoso, claro, porque nunca
tive um combate a s�rio antes.
Espero que n�o me bata muito.
Ele � maior do que eu. Vou ter de p�r pesos nas luvas.
Muito pouco ma��nico, mas ganhar � ganhar.
Uma Loja ma��nica refere-se � congrega��o de pessoas que se encontram l�,
n�o s� ao nome do edif�cio.
Os princ�pios fundamentais da ma�onaria s�o o amor...
Os princ�pios fundamentais da ma�onaria s�o o amor fraterno, aux�lio e verdade.
Em Gloucestershire, � a �ltima sess�o de treino
antes da grande gala de boxe para benefic�ncia.
Lee, v� l�, despacha-te. Mexe-te, menino, anda.
Esta � a �ltima semana do campo de luta. Arranjem-se e fa�am movimentos bruscos.
Apesar do ombro lesionado,
o organizador do evento Alastair Chambers faz quest�o de dar uma ajuda
ao lutador e colega ma�om Lee "A Granada" Green.
- Lee, quando � a tua vez? - Daqui a nada.
- Vou dar-te mimos. - Devias ter visto a 1� vez.
Vou mostrar-te um amor com cinco dedos.
Vamos l�.
- Sim. Preparado? - Sim.
V� l�. Preparados, vamos.
Toma l� essa, irm�o.
Para o pintor, decorador e �vido ma�om, Lee,
tratar dos seus cavalos � uma boa pausa de levar porrada por benefic�ncia.
Vamos l�, anda. Sabes o que quero de ti.
Sim, t�pico.
� a minha fuga de tudo,
mesmo da ma�onaria, porque, embora adore faz�-lo,
pode ser muito exigente se estivermos t�o envolvidos como eu
e essa � a minha op��o.
N�o vamos a lado nenhum se n�o trabalharmos por isso.
O derradeiro objetivo da ma�onaria � tornar homens bons melhores
e o Segundo Grau, em particular, ensina-nos como a vida deve ser vivida.
Mas irm�os diferentes abordam a ma�onaria de formas diferentes.
H� sempre algu�m como eu, por um lado,
que quer fazer quaisquer dos maiores trabalhos na Loja
e, depois, h� sempre algu�m que � como o Alastair.
N�o encontro o meu blazer.
N�o o imagino a tirar tempo para ler um livro de rituais.
N�o devo ser o ma�om mais organizado que anda por a�.
N�o encontro os meus sapatos pretos nem o meu la�o.
Nem sequer encontro a minha mala.
Vou ter de o levar escondido,
mas, se n�o disserem a ningu�m, n�o h� problema.
� um desmiolado, n�o �?
Mas nunca se esquece da comida, pois n�o?
Nunca se esquece de comer e isso nota-se.
Quanto... Ent�o, tu... Meu Deus.
Lee e Alastair s�o membros de Lojas diferentes,
mas, hoje, Lee convidou o seu irm�o maior, Alastair,
para ir a uma reuni�o � sua, a Loja Royal Gloucester.
Sim, bem, obrigado.
- As senhoras primeiro. - Eu sigo-te.
Parab�ns.
Desculpa, n�o consegui evitar.
Desde que n�o me pendures com isso, tudo bem.
A abordagem do Lee � ma�onaria � bastante diferente da minha.
Ele gosta mesmo daquilo.
Leva-o muito a s�rio, o que � bom.
Bom material.
Espera. Olha para isto.
T�m muito trabalho.
Olha a minha. Olha s�. Est� uma desgra�a.
D� vontade de te dar com ela. Como �?
Acabaste de levar na cara.
Eu sujo as m�os. S�o luvas de quem trabalha.
O Lee � um marr�o ma��nico, at� certo ponto.
Ele sabe o palavreado, lembra-se do ritual,
sem d�vida que est� a absorver tudo.
Mas eu n�o tenho tempo.
O Alastair normalmente evita qualquer papel ativo nas reuni�es,
mas, como convidado do Lee, a tradi��o ma��nica exige
que ele fa�a o discurso do visitante no Jantar Festivo.
Vener�vel Mestre, Irm�os Vigilantes,
ilustres irm�os e irmandade,
o Lee, como sabem, vai participar num combate de boxe,
em que vai doar o dinheiro angariado
a uma institui��o de caridade muito importante de conhecer...
N�o sou o que se chamaria um ma�om ferrenho.
... o meu filho mais novo...
Tenho uma empresa bastante grande
e n�o quero fazer nada sem ser bem feito,
portanto, at� chegar a hora
em que me possa dedicar a isso, f�-lo-ei.
Gosto de alinhar, ver as pessoas faz�-lo.
Muito obrigado, Vener�vel Mestre, por uma noite espl�ndida.
Obrigado.
Muito bem, Al. Muito bem, meu amigo.
� muito gentil. Muito obrigado.
Estamos basicamente a promov�-lo como "Ma�om contra mortal".
Talvez surpreendentemente, a atitude informal do Alastair para com a ma�onaria
� exatamente o que � recomendado.
O equil�brio � bastante simples.
� fam�lia, trabalho, ma�onaria. � essa a ordem.
Pode ser um pouco viciante e podemos juntar-nos a mais de uma Loja
e, consequentemente,
estar mais fora do que seria normal,
o que a nossa cara metade pode n�o gostar muito.
Como se pode justificar que ocupe duas,
�s vezes, tr�s noites por semana,
e que seja preciso passar tempo em casa a estudar para o ritual, se for o caso?
Isso pode ser um problema para qualquer rela��o.
As opini�es das esposas s�o variadas.
Algumas acham-no muito divertido.
Outras s�o muito descontra�das quanto a isso e dizem:
"Pelo menos, agora, tenho o comando da televis�o
e podes seguir em frente."
A fam�lia vem primeiro.
A fam�lia e o trabalho s�o mais importantes do que a ma�onaria.
Mas por pouco.
Em Londres, membros da Loja da Amizade
juntam-se para a sua reuni�o mensal
numa das 23 salas de Loja em Freemasons' Hall.
- Tudo bem? - Sim. E tu?
Sim, acho que sim.
Gary Southam s� � ma�om h� cinco anos,
mas j� � Vener�vel Mestre de duas Lojas separadas.
O Mestre � o chefe,
o derradeiro ma�om na sala.
Isso. Mesmo debaixo da beira do colarinho.
Implica muito trabalho �rduo e, como a minha fam�lia vos dir�,
h� muito poucos dias em que n�o fa�a nada de ma��nico.
� triste, na verdade.
� uma loucura.
Relaxe. Vai correr bem.
Mas, para o Gary, a ma�onaria � s� o �ltimo
numa longa lista de passatempos que ele levou ao extremo.
Boa sorte a todos.
Antes de se tornar ma�om,
o viciado em adrenalina Gary foi paraquedista,
fez base jumping e foi corredor de motas.
Sempre que me envolvo em algo,
quero dar o melhor de mim a 100 %.
Quero ser o melhor.
Nem sempre resulta, mas tenho de tentar.
Anda. Vai buscar.
H� muito pouco na vida de um homem
que lhe d� o que a ma�onaria lhe d�.
Permite-nos recuar, olhar para a nossa vida e refletir sobre ela.
Ent�o, come�amos a entrar na coisa
e torna-se todo um modo de vida.
Onde se preparou para ser ma�om? No meu cora��o.
E depois?
Numa sala adequada cont�gua � Loja.
Atualmente, Gary est� concentrado em aperfei�oar
uma cerim�nia de Segundo Grau que ir� conduzir daqui a uns dias.
Como Vener�vel Mestre,
isso significa memorizar muitas p�ginas de ritual.
Estimaria que passei
algo entre dez e quinze horas
a estudar, a recitar, a rever toda a cerim�nia
e estou certo de que h� muitos passeadores de c�es em Surrey e Hampshire
que devem achar que n�o sou bom da cabe�a quando passo,
cumprimento e continuo a tagarelar comigo mesmo.
O dia para o qual Gary se tem estado a preparar chegou.
N�o meta �gua, n�o se engane e tudo correr� bem.
Muito bem. C� vamos n�s.
Mas n�o foi o �nico a ter falas para aprender.
Espera-se que o candidato tenha memorizado as respostas
a 11 perguntas que testam o seu conhecimento ma��nico.
� a primeira vez que o candidato teve de aprender um ritual,
portanto, h� uma expectativa de que, se lhe foi dada essa tarefa,
ele ir� dar o seu melhor para a desempenhar
e ir� faz�-la com o sentido com que deve ser feita.
Vamos s� rever uma vez e pronto.
Se trope�ar alguma vez, n�o se preocupe, avance.
Est� bem? Se se lembrar,
onde se preparou para ser ma�om?
Avance. Onde se tornou ma�om?
Pense. Esteve nisto.
Esteve aqui, n�o esteve? No corpo de uma Loja.
Sim.
Isto vai ser terr�vel se estiver assim.
Vou levantar-me e sair.
O que � a ma�onaria?
Um sistema...
... peculiar.
Se acho que ele se esfor�ou? N�o.
N�o.
No Segundo Grau, encorajamos...
No Segundo Grau,
somos encorajados a estudar as artes e ci�ncias liberais.
Depois disso, esqueci-me da segunda parte.
Estas colunas ou est�o levantadas ou deitadas,
dependendo se a Loja est� aberta ou fechada.
Em Freemasons' Hall, no centro de Londres,
uma cerim�nia de Segundo Grau est� prestes a come�ar
e o candidato est� a fazer uma revis�o de �ltima hora muito necess�ria.
J� sei a primeira resposta: "No meu cora��o".
A segunda: "Numa sala adequada adjacente... cont�gua...
... adjunta � Loja."
Depois, bloqueio.
A cerim�nia vai ser conduzida pelo Vener�vel Mestre
e perfecionista ma��nico, Gary Southam.
Isto � um esquadro e � colocado aqui
porque, quando ele assumir a obriga��o do Segundo Grau,
o bra�o esquerdo dele � apoiado no �ngulo de um quadrado
e esta cerim�nia toda � sobre acertar a vida e os atos.
Portanto, tudo o que ele faz,
em termos da sua postura, � feito no �ngulo de um quadrado.
Com licen�a, tenho de me ir arranjar.
Pela �ltima vez,
o candidato usa o avental branco liso do Aprendiz.
� medida que um homem avan�a na ma�onaria,
o avental fica cada vez mais elaborado, para mostrar o seu progresso e estatuto.
- Tem de se sentar. - O qu�?
- Tem de se sentar. - Onde?
- L� dentro. Em qualquer lado. - Est� bem.
- N�o preciso das luvas, certo? - Precisa.
- Preciso das luvas? - Sim, precisa.
Disseram-me que n�o.
Precisa sim. Precisa de tudo.
E das respostas �s perguntas. Disso � que precisa mesmo.
Ele vai safar-se. O que poderia correr mal?
Como sempre, a cerim�nia � realizada em privado,
mas, hoje, a Loja da Amizade concordou mostrar-nos uma parte crucial.
O interrogat�rio do candidato.
Onde se preparou para ser ma�om?
No cora��o.
E depois?
Numa sala adequada adjacente � Loja.
Cont�gua.
N�o � "adjacente", � "cont�gua".
Onde se tornou ma�om?
No corpo de uma Loja...
Simplesmente, perfeita e normal.
O que � a ma�onaria?
Um sistema peculiar de mora...
Tente de novo.
Um sistema peculiar de moran... N�o.
Eu sei o tipo de pessoa que ele �.
Sei como ele normalmente � confiante
e ele ficou desorientado.
Ent�o, o que � a ma�onaria?
Um sistema peculiar de morta... mortalidade... moralidade,
encoberto em alegorias...
... e ilustrado... por sinais.
Desiludido, claro, obviamente...
Mas a ma�onaria, na verdade, n�o tem a ver com ter expectativas quanto �s pessoas.
S� lhe pedi que desse o seu melhor.
Mas uma coisa que devia acontecer era,
se vamos fazer algo num templo ma��nico, por exemplo,
esfor�armo-nos o suficiente para o fazer.
Mas �...
... � outra parte da minha educa��o ma��nica.
O Segundo Grau instrui um ma�om sobre como viver a sua vida,
mas, para p�r os seus ensinamentos em pr�tica,
vai precisar de disciplina, trabalho �rduo
e um desejo genu�no de se melhorar.
Mau.
As raz�es erradas para entrar na ma�onaria
s�o as mesmas hoje que foram sempre.
Se est�o a pensar nisso por motivos monet�rios,
de carreira ou financeiros.
Mas se esperam tirar um proveito pessoal,
ent�o, v�o ao lugar certo.
A ma�onaria � uma experi�ncia, � uma viagem
e parece-se muito com uma seita. At� tenho medo de dizer isso,
mas a ma�onaria tem a ver com descobrir a vida como ela �
e torn�-la ligeiramente melhor.
Permitiu-me levar as coisas para outro n�vel,
com coisas como a benefic�ncia
e dar a outras pessoas,
e quanto mais se d�, mais se recebe.
Na C�mara Municipal de Cheltenham,
chegou o dia do evento de boxe para benefic�ncia
e, embora o organizador Alastair posso n�o dar tudo ao ritual ma��nico,
hoje, ser� o culminar de meses de prepara��o.
Stressante. H� muito para fazer.
Estou a tentar perceber o que tem de se fazer
e o que n�o foi feito.
N�o se preocupem em pass�-las t�o bem.
Tirem os vincos,
porque temos estas coisas vermelhas.
N�o comi o dia todo. Estou a p� desde as seis da manh�,
literalmente a montar tudo.
Mas, em termos de benefic�ncia, queremos que seja um sucesso,
porque toda a gente vai doar a uma institui��o de caridade
e n�o � necessariamente para eles.
Senhoras e senhores,
est� na hora do espet�culo!
A combater para angariar dinheiro para a institui��o escolhida por Alastair
est� o seu amigo e colega ma�om, Lee "A Granada" Green.
Pass�mos as �ltimas 12 semanas a sofrer, a ir treinar, a fazer dieta.
Ningu�m gosta de comer br�colos e atum o dia todo.
N�o sabemos o que vai acontecer.
Senhoras e senhores,
Lee "A Granada" Green!
No p�blico, uma mesa cheia de ma�ons da Loja do Lee,
incluindo o pai dele, vieram aplaudir o seu irm�o.
Granada Green!
Cuidado com o soco dele.
Sim. L� est�.
Sim, Lee. V� l�, Lee. Acaba com ele.
� uma coisa brutal,
mas n�o � s� um combate num s�bado � noite.
H� um sentido e uma raz�o
por tr�s daquilo por que pass�mos naquelas 12 semanas
e a ma�onaria faz parte disso.
Senhoras e senhores,
uma salva de palmas para os dois lutadores, por favor.
Por decis�o un�nime, temos um empate.
Mostrem o vosso apre�o por Lee "A Granada" Green!
Foi um empate. N�o fiquei contente com isso.
Achei que tinha ganho, honestamente.
Mas fi-lo principalmente para ajudar a ma�onaria
e uma institui��o de caridade com o Alastair,
e isso � o que me importa, pessoalmente.
Mas a noite est� longe de terminar.
� �ltima hora, um dos lutadores desistiu
e o seu advers�rio, que est� a angariar dinheiro para a institui��o escolhida,
continua a querer competir.
Para Alastair, o verdadeiro trabalho �rduo est� prestes a come�ar.
Vou combater no �ltimo combate, pois algu�m desistiu.
Sim, talvez o �ltimo combate.
Achas que devo ir?
Algu�m tem uma prote��o de dentes a mais?
Vejo o Alastair a ir l� para tr�s e penso:
"Aonde � que ele vai?" Sigo-o
e digo: "O que se passa, Al?" e ele diz: "Tenho de entrar.
Vou lutar contra ele."
O Alastair ia ser operado ao ombro
e n�o tinha treinado nada.
� preciso ter tomates para fazer aquilo, mesmo.
Diria que um tipo que avan�a e d� tudo o que tem
� um bom ma�om, porque...
... mostra que n�o � ego�sta.
A ma�onaria deu-me um segundo conjunto de moralidade.
� como outro degrau no nosso desenvolvimento pessoal.
Endireita-te, depois, ajuda os outros.
Essa � a mentalidade da coisa.
- N�o te preocupes, eu consigo. - D�-me um segundo.
Volta a p�-la por n�s.
Houve uma altura no combate
em que pensei: "Nem sequer quero estar aqui"
e vi os olhos dele e ele estava tipo:
"N�o sei bem se tamb�m quero estar aqui."
Foi como um combate que se veria nos sub�rbios,
dois b�bados � porrada.
Foi como ver o Rocky, percebem?
Ele deu tudo.
E ganhou. Esse foi um momento muito bom.
Alastair "Torpedo" Chambers!
� inspirador
e significa muito para mim, pessoalmente, v�-lo assim.
A noite, do in�cio ao fim,
foi mental e fisicamente esgotante.
Foi dif�cil.
Bom trabalho, Al.
Foi parte de algo maior.
Ao todo, o dinheiro angariado superou as 8000 libras
para v�rias institui��es de caridade.
Isso � um sucesso estrondoso.
Estou cansado. Quero ir para a cama.
Legendas: Ana Sofia Pinto
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