All language subtitles for My Son Jeffrey The Dahmer Family Tapes - S01E03 - Unleashed

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Original subtitles

O n�mero de mortos nos assassinatos em massa

de Milwaukee foi estimado em 17 essa noite.

A pol�cia prendeu o Jeffrey Dahmer, de 31 anos,

que mora no apartamento.

A rua na frente do pr�dio est� cheia de gente h� horas,

obviamente curiosos para ver

onde estes assassinatos macabros ocorreram.

No dia em que o caso do Jeffrey Dahmer

veio � tona, no dia 23 de julho de 1991,

tinha muitos jornalistas,

muitos m�dicos, muitos policiais l�.

Algu�m veio at� mim e me mostrou uma foto

de uma cabe�a decapitada.

Eu sabia instantaneamente que aquele era o garoto

que eu segurava nos meus bra�os.

Foi assim que eu soube o que aconteceu com ele.

Isso podia ter sido prevenido, isso n�o devia ter acontecido.

Isso d�i na minha alma.

ESSAS GRAVA��ES S�O ENTRE JEFFREY DAHMER

E SEU PAI, LIONEL

ELAS NUNCA FORAM MOSTRADAS AO P�BLICO

Lembra daquela primeira visita que eu lhe fiz na cadeia?

Sim.

Que tipo de pensamentos voc� estava tendo?

Bem, eu estava...

T�o atordoado com o que tinha acontecido

que eu n�o queria ver ningu�m.

Eu n�o sabia qual seria a rea��o.

Voc� estava pensando em mim, na vov�, ou algo assim?

Sim, em todos. Em voc�, na vov�...

Familiares encontraram ossos no lixo

e um tanque de produtos qu�micos malcheirosos

que continua ossos e res�duos viscosos.

Tr�s v�timas aparentemente morreram

na casa da av� de Dahmer,

em West Allis.

Dahmer diz que os assassinatos ocorreram

quando a sua av� estava fora de casa

ou dormindo.

Estou tentando encontrar pistas de como isso aconteceu.

Eu estava t�o envolvido no que eu estava fazendo.

� uma obsess�o.

QUER SE JUNTAR A N�S? E-MAIL | loschulosteam@gmail.com

MEU FILHO JEFFREY: AS GRAVA��ES DA FAM�LIA DAHMER

Essa � a parte frontal da casa.

EPIS�DIO TR�S: � SOLTA

Ela foi constru�daem 1939, certo?

Mal tinham casas ao redor dela naquela �poca.

V�DEOS CASEIROS DA FAM�LIA DAHMER

WEST ALLIS, WINSCONSIN CASA DA AV� DE DAHMER

Estamos no por�o de Catherine Dahmer agora,

e esse � o gato que o Jeff tanto ama.

E a Jody gosta muito do Jeff.

Eles ficam abra�ados no ch�o da sala de estar.

Ela tamb�m fica feliz de v�-lo quando ele vem visitar.

� o fim da d�cada de 80,

Lionel Dahmer decide que seria uma boa ideia

se o Jeffrey fosse morar com a sua av�,

a m�e do Lionel, em West Allis, Winsconsin,

que � um pequeno sub�rbio de Milwaukee.

Lionel acha que o maior problema que temos aqui

� que o seu filho est� tendo fantasias sobre homens

e que talvez esteja vendo pornografia.

Lionel pensou:

"Se ele ficar com algu�m equilibrado,

talvez ele entre no caminho certo".

Mas, anos depois, quando Dahmer foi preso,

ele contou para o seu pai as coisas que ele fez l�.

Tem uma coisa que eu queria lhe contar.

Lembra quando voc� visitou...

A vov�?

Lembra aquela...

caixinha de madeira?

Ela era de madeira,

mas tinha uma cobertura de metal.

E voc� insistiu muito para que eu a abrisse,

porque voc� achava que eu tinha revistas pornogr�ficas.

Sim, eu pensei.

E eu nunca pensei em nada al�m disso.

Lionel est� agora descobrindo a verdade realmente macabra

sobre o seu filho.

Eu briguei com voc� porque n�o queria abrir a caixa.

-Entendi. -Sim, n�s quase nos batemos,

ent�o eu sa� pela porta e voltei dois minutos depois

pedindo desculpas, e voc� estava descendo

para o por�o, para quebrar os cadeados da caixa.

Jeffrey Dahmer frequentava os bares gays e as saunas,

trazia homens de volta com ele e depois os matava.

Voc� sabe o que tinha l� dentro, n�o �?

N�o.

A cabe�a mumificada

e os genitais

da �ltima v�tima da casa de West Allis.

Lionel n�o fazia ideia.

Por que algu�m faria ideia do horror

que o Jeffrey Dahmer estava criando

no por�o da sua av�?

Estamos saindo do por�o,

e vamos para o quintal pela porta de tr�s.

Certo.

Estamos caminhando pela lateral.

Est� vendo as grades nas janelas de baixo?

Jeff e eu instalamos essas grades

para deixarmos a vov� mais segura.

Meu nome � Ron Flowers,

eu tive um encontro com Jeffrey Dahmer

em abril de 1988.

Ele tentou me matar.

MILWAUKEE, WINSCONSIN ABRIL DE 1988

Era uma noite normal no Clube 219.

A minha vida era bem compartimentada naquela �poca.

Eu n�o era abertamente gay.

E o 219 era um lugar seguro,

porque era l� que todos os meus amigos estavam,

e voc� n�o precisava lidar com ningu�m

que fosse racista ou anti-gay.

Em algum momento entre meia-noite e uma da manh�,

eu sa�, atravessei a rua para o estacionamento

onde o meu carro estava,

e eu n�o consegui ligar o carro porque a bateria tinha morrido.

E ent�o, essa pessoa, que se apresentou como Jeff,

disse que pod�amos pegar um taxi para a casa dele,

assim ele podia pegar o carro dele

para voltar e fazer uma chupeta, e assim eu poderia sair.

No taxi, ele parecia meio estranho,

ele tinha uma voz mon�tona,

ele estava nervoso, extremamente nervoso,

quando n�o havia motivo para ele estar nervoso.

Eu n�o sei, eu n�o confiava nele.

N�s entramos na casa e ele disse:

"Eu vou lhe levar de volta, mas primeiro,

eu quero fazer um caf�".

E ent�o, eu ouvi algu�m dizendo: "Jeff, � voc�?".

Ele se levantou bem r�pido

e disse: "Sim, sou eu, v�,

eu s� estou fazendo algo para comer".

Ele n�o tinha mencionado que morava com a av�

ou com algu�m mais.

Ele parecia muito nervoso, ele estava tremendo,

ele faz uma coisa engra�ada com o l�bio,

que � como um tique nervoso,

ele prende e solta o l�bio.

Eu estava tentando sair de l�.

Eu tomei o caf�, eu o tomei bem r�pido,

e eu notei que ele relaxou.

Eu me lembro de levantar a cabe�a assim

e de olhar para cima.

E eu sei exatamente o que eu disse,

porque eu me lembro. Eu disse: "Filho da...",

perd�o pelo linguajar.

Depois, eu me lembro de cair para frente

e a �ltima coisa que eu vi foram os sapatos dele,

antes de cair no ch�o.

Eu passei quatro dias naquela casa.

A maior parte das mem�rias, eu precisei reconstruir.

E eu demorei um tempo para juntar as partes, ent�o...

Eu s� me lembro do medo. Do medo paralisante.

Eu me lembro de brigar

com algu�m no por�o.

Eu tamb�m me lembro de desmaiar de novo,

e isso aconteceu algumas vezes.

Eu me lembro de uma vez em que eu acordei

e vi com minha vis�o perif�rica que tinha uma luz atr�s de mim,

mas ela estava subindo as escadas.

Eu me virei e corri em dire��o � luz.

Eu me lembro de chegar at� o topo das escadas,

colocar as m�os no ferrolho da porta.

E eu senti uma m�o me pegando pelo tornozelo

e me puxando de volta para baixo.

A minha cabe�a quicava.

Eu pensei que eu ia morrer.

Jeffrey Dahmer morava com a sua av�.

E enquanto ele morava l�, ele matou tr�s v�timas

no por�o.

Ele descartou totalmente alguns daqueles corpos,

e guardou algumas partes de outras v�timas

Quando Flowers estava no por�o,

a av� dele desceu e o interrompeu,

e o Dahmer pensou: "� melhor n�o matar esse cara,

eu preciso tir�-lo da casa".

A minha pr�xima mem�ria

� dele tentando me estrangular.

Eu estava em outro lugar.

Eu n�o sei como ele me tirou da casa.

A minha teoria � que a av� dele me viu l� v�rias vezes,

ent�o ele n�o p�de me matar l�.

Ent�o ele precisou me levar para outro lugar para isso.

Eu estava em um campo.

Assim que eu abri os olhos,

tinham duas mulheres andando na cal�ada,

e elas come�aram a gritar para ele.

E ele disse algo, tipo: "Cuidem das suas vidas,

v�o embora!".

Elas gritaram e xingaram, dizendo:

"N�o vamos para lugar nenhum".

E eu me lembro de desmaiar de novo naquele momento.

Eu me lembro da grama, das �rvores, da luz do sol,

e dessas duas mulheres.

Quando eu me dei conta,

eu acordei em um quarto,

em uma maca, no hospital.

Eu sabia que ele matava pessoas e que ele tentou me matar.

Alguma coisa me dizia que essa n�o era a sua primeira vez.

Eu fui at� a delegacia.

Eu contei que ele tentou me matar,

dava para ver as cicatrizes de quando eu fui arrastado

por muito tempo, e ainda dava para ver

a marca da corda no meu pesco�o.

Eles me levaram de volta at� o Clube 219,

para que eu pudesse refazer o caminho para a casa dele.

Eu bati na porta, mas ningu�m veio abrir.

Eu chamei a pol�cia no dia seguinte,

perguntei para eles, e eles disseram

que ele contou uma hist�ria completamente diferente.

A pol�cia de West Allis fez essa investiga��o,

eles foram conversar com o Dahmer na �poca,

Dahmer negou que o tinha drogado,

ele s� disse que Flowers bebeu e que desmaiou de b�bado.

Uma das vezes que eu voltei para a delegacia,

um deles perguntou: "Voc�s fizeram sexo?".

E eu disse que n�o,

ent�o eles olharam um para o outro

e come�aram a rir.

Eles disseram:

"Se voc� tinha sido drogado, como voc� sabe

que n�o fez sexo?".

E eles ficaram rindo.

Eu n�o entendo como eles n�o ouviram quando eu disse

que sabia que ele ia fazer isso de novo

e que ele j� fez isso antes.

Eles simplesmente deram de ombros.

POL�CIA E CORTE MUNICIPAL CIDADE DE WEST ALLIS

Todos com quem eu falei, disseram:

"Voc� precisa entender a mentalidade da pol�cia.

Eles n�o v�o fazer nada porque voc� � negro,

voc� estava em um bairro branco,

e isso envolve um criminoso branco.

O caso n�o foi mais investigado.

O fato de Flowers ter ido voluntariamente � casa dele

certamente influenciou a decis�o da pol�cia.

Mas isso � apenas mais um exemplo

de uma �poca na qual o Dahmer podia

enganar qualquer um.

Houve v�rias ocasi�es nas quais,

ao lembrar delas, a pol�cia gostaria de ter feito mais.

DIA 25 DE SETEMBRO DE 1988

Nessa �poca, Jeffrey Dahmer estava ficando

cada vez mais ousado.

E o seu comportamento est� ficando cada vez mais

preocupante para o Lionel e para a sua av�, Catherine.

A sua av� decidiu que j� estava farta.

Ent�o, quando Jeffrey Dahmer � expulso da casa da sua av�,

agora ele est� livre, deixado por conta pr�pria,

em um apartamento.

DIA 26 DE SETEMBRO DE 1988

No dia seguinte, Dahmer levou Somsack Sinthasomphone,

um garoto de 13 anos, para casa com ele.

Lembrem-se, Dahmer n�o sequestra nenhuma das suas v�timas.

Ele � t�o convincente que elas v�o com ele.

Ent�o, o garoto foi com Dahmer, Dahmer o drogou,

abusou sexualmente dele, e depois...

Inexplicavelmente, o deixou ir embora.

Ent�o, quando o garoto chegou em casa,

os seus pais notaram que ele n�o estava bem.

Ent�o, a pol�cia foi buscar o Jeffrey Dahmer

e ele foi preso.

Lembra de quando...

Aquele caso de abuso sexual surgiu

por volta de 1988?

Sim, lembro. Acho que sim.

Lionel Dahmer ligou para o Jerry Boyle,

um advogado de defesa bem destacado de Milwaukee,

e perguntou se ele o representaria.

Eu recebi a liga��o, fui at� a cadeia,

conheci o Jeffrey e ouvi a hist�ria dele.

Ele foi acusado de dar algum sedativo ao menor

e de abusar do menor.

Dahmer n�o tinha nenhum antecedente

antes daquele crime.

Ent�o, eu fiquei pensando: "O que faremos agora?

O deixamos pegar dez anos de cadeia?

Ou conseguimos ajuda para ele?".

Eu achei que ele era um jovem perturbado

Ent�o eu acabei achando que esse garoto precisava

de ajuda psiqui�trica.

Se conseguirmos a liberdade condicional,

talvez ele fique bem.

Naquela �poca, eu respeitava muito o Boyle,

o Gerry Boyle.

E n�s n�o sab�amos o quanto voc� estava doente.

Mas quer�amos fazer tudo que estivesse ao nosso alcance.

Ent�o, na posi��o do juiz, naquele caso na corte,

ele v� um r�u, o Jeffrey Dahmer,

que aparenta ser e falar como ele,

como um ser humano normal,

que est� com o pai, e o pai dele o est� ajudando.

O Juiz Gardner olhou para tudo que estava diante dos seus olhos

e viu um r�u penitente

que tinha o apoio da sua fam�lia,

que tem um dos melhores advogados de defesa,

e disse:

"Casa de corre��o com dispensa para trabalhar".

DAHMER � SENTENCIADO A UM ANO DE PRIS�O

MAIS CINCO ANOS DE LIBERDADE CONDICIONAL

MAIO, 1990

Quando Dahmer sai da pris�o,

ele come�a a procurar qualquer lugar potencial

onde ele possa matar algu�m e se livrar do corpo

sem que ningu�m suspeite dele.

Ent�o, ele se muda para os Apartamentos Oxford.

APARTAMENTOS OXFORD

A �rea ao redor dos Apartamentos Oxford

era considerada a "cidade das drogas".

Quanto �s rondas policiais,

esque�a, isso n�o existia.

E havia uma boa chance de que se eles tentassem

fazer isso, eles acabariam sendo baleados.

Mas o pr�dio Oxford era um dos melhores.

Era um lixo melhor no meio de outros lixos.

Certo, meu nome � Vernell Bass,

eu tinha acabado de sair da cadeia

e eu acabei indo morar nos Apartamentos Oxford.

O que mais me surpreendeu

foi o fato de que o meu vizinho do outro lado do corredor

era um cara branco.

Ningu�m sabia nem o nome dele.

Eu n�o sabia o nome dele. Eu s� o conhecia como Jeff.

Ele andava vestido, barbeado,

ent�o eu comecei a dizer "bom dia", e essas coisas.

E como ele n�o tinha nenhum problema

com a cor da minha pele, eu n�o tinha nenhum problema

com a cor da pele dele.

N�s chegamos a falar de coisas pessoais,

ele me contou que morava com a sua av�.

N�o � nada de especial, acredite,

� bem austero, mas d� para viver.

Voc� pode mostrar como �?

Sim, eu quero que voc� venha se tiver vontade.

Eu n�o fiz nenhuma faxina nem nada disso,

eu fa�o isso aos domingos.

Eu acho que estive dentro do apartamento do Jeff

umas tr�s ou quatro vezes.

Eu diria que ele era uma pessoa muito asseada.

Ele era limpo.

A pia dele n�o estava cheia de pratos sem lavar,

seu aqu�rio estava sempre limpo.

Lembra quando eu fui ao seu apartamento?

Eu achei ele muito...

Eu fiquei com uma impress�o de limpeza e ordem,

n�s ficamos impressionados.

Eu fui ao apartamento dele uma vez

e vi que ele tinha um barril azul.

Eu perguntei: "Jeff, para que voc� usa isso?".

E ele disse: "Eu s� queria um desses".

Eu disse que estava imaginando

ele andando de �nibus com esse barril, e n�s rimos.

Ele virou as costas para mim e foi em dire��o ao banheiro,

e quando ele se virou de costas, eu balancei o barril

para ver se tinha alguma coisa dentro,

mas ele estava vazio.

Eu nunca tive motivos para ter medo dele

como meu vizinho.

Eu nunca teria imaginado que o meu vizinho,

que eu conhecia e que morava do meu lado,

tinha antecedentes criminais.

Ele me disse que trabalhava

na F�brica de Chocolates Ambrosia, ali perto.

Apesar de que ele nunca reclamou do trabalho dele,

ele me dava a impress�o

de que ele estava procurando ou querendo algo melhor.

O que voc� tem feito ultimamente?

Trabalhando, trabalhando e trabalhando?

Vou trabalhar na semana que vem, a partir da segunda-feira,

eu vou voltar a trabalhar nas noites de domingo.

Caramba, ent�o voc� volta a trabalhar esse domingo?

Sim.

E na semana que vem,

eu vou trabalhar doze horas a semana toda.

Isso � bom, porque preciso de dinheiro.

De dinheiro extra.

Lionel est� fazendo o que pode para colocar o seu filho

em um caminho que ele considera bom.

Mas o Jeffrey Dahmer n�o quer saber disso.

COMPANHIA DE CHOCOLATES AMBROSIA

Quando estava trabalhando,

Jeffrey Dahmer levou um dos cr�nios de suas v�timas

para o seu arm�rio e o deixou l�.

Assim ele tinha uma mem�ria de uma das suas v�timas.

Voc� pode falar livremente a�?

Certo.

Anos depois, Lionel queria entender

qual foi o seu papel ou a sua culpa em tudo isso.

Voc� se lembra de me ver envolvido com ossos

quando voc� estava interessado em ossos?

N�o.

Lembra que est�vamos comendo frango uma vez

e voc� perguntou o que aconteceria

-se voc� branqueasse os ossos? -N�o.

Certo.

Ent�o eu nunca "participei", por assim dizer, no...

Sabe, colocando cloro em um balde?

-N�o. -Nem trabalhando com ossos?

-N�o. -Eu j� lhe descrevi algo?

N�o que eu me lembre.

N�o que haja algo de errado com isso,

porque podia ser apenas uma curiosidade cient�fica.

N�o, nada que eu me lembre, eu estava fazendo essas coisas

-no meu pr�prio mundo. -E guardando o segredo.

Sim.

Quando eu ou�o essas fitas,

eu ou�o um pai procurando respostas.

A sua fam�lia n�o faz ideia da profundidade

da decad�ncia do comportamento dele.

Dahmer � agora um assassino em s�rie completo.

� ap�s a mudan�a para os Apartamentos Oxford

que ele parece estar disposto

a acelerar sua matan�a.

Ele at� usou o termo "estar atrasado".

Ele tinha corpos de v�timas no seu apartamento

enquanto trazia novas v�timas,

e ele disse que nunca tinha feito isso antes.

Ent�o, sim, ele estava ficando mais descarado.

Eu encontrei o Jeffrey Dahmer de novo no Clube 219.

Ele estava saindo do clube, entrando em um carro

com um homem negro.

Eu n�o consegui me aproximar dele,

mas eu gritei com todas as minhas for�as:

"N�o fa�a isso!

Ele mata pessoas, n�o v� com ele!".

Isso chamou muito a aten��o.

Um cara que estava em um taxi

abriu a porta e saiu andando,

e o Jeffrey Dahmer entrou no taxi,

fechou a porta e saiu dirigindo.

Ent�o eu n�o fazia ideia

que o Jeff era a pessoa que ele era.

Ele n�o usava drogas, ele n�o tinha dinheiro,

ent�o ele n�o podia ser roubado,

ele n�o estava interessado nas mulheres da rua,

nas prostitutas,

ent�o ele era visto mas n�o era enxergado.

A vida pessoal dele era s� isso: Pessoal.

Eu n�o fazia ideia do que ele gostava,

de quem ele gostava,

eu n�o sabia nem que ele gostava de homens.

Ent�o, no final de 1990,

Jeffrey Dahmer j� tinha matado nove homens.

Nos meses seguintes, ele mataria mais oito homens e garotos.

Ent�o ele estava matando cada vez mais frequentemente.

Eu me lembro de conversar com meu amigo,

e dizer: "O Jeffrey Dahmer gostava de homens negros,

eu me pergunto por que ele n�o veio atr�s de mim".

E o meu amigo disse: "� �bvio. Todos sabem quem n�s somos.

Se voc� sa�sse com ele, todo mundo saberia,

e seria uma loucura, porque voc� desapareceria,

e isso seria o fim dele".

Eu trabalhava para o 219,

fui um dos drag queens por muitos anos,

e eu tinha apenas 18 anos na �poca.

Tinham alguns caras que iam para l�

para me ver dan�ando.

E eu me lembro que tinha um adolescente muito gentil

que amava me ver, ele sempre vinha aos shows,

e eu sei que ele n�o tinha muito dinheiro

porque ele sempre me dava gorjetas t�o pequenas,

mas ele era muito legal, o Tony Hughes.

Eu conheci o Tony no Clube 219,

ele era um cara muito legal, muito social.

O Tony � surdo, ent�o ele sempre leva

um bloquinho de notas com ele.

Era assim que ele se comunicava com as pessoas.

N�s fizemos amizade com ele

e um dia, eu cansei de ficar escrevendo para ele,

ent�o eu pedi para ele me ensinar libras.

Eu ainda sei o alfabeto,

gra�as ao Tony.

A, B, C, D, E, F,

G, H, I,

J, K, L,

M, N, O, P, Q,

R, S, T,

U, V, W,

X, Y, Z.

DIA 24 DE MAIO DE 1991

A m�e do Tony Hughes estava andando por a�

durante a festa do orgulho de 91,

procurando por ele com uma foto do Tony,

perguntando se algu�m o tinha visto,

e ningu�m tinha visto, ningu�m sabia,

ningu�m tinha nenhuma resposta para ela.

Shirley Hughes era uma boa m�e. Ela amava o seu filho.

Ela aceitava o fato do seu filho ser gay

e ela sabia que ele sa�a para os bares gays

para se divertir, mas ele sempre voltava

no dia seguinte.

Quando Tony Hughes n�o voltou para casa,

Shirley Hughes sabia que havia algo de errado.

Esta noite, Tony desapareceu.

Ele est� desaparecido desde a �ltima sexta � noite.

E para piorar, ele n�o pode falar nem ouvir.

Ele � surdo, mas ele sabe libras.

Se o Dahmer sa�sse por a�

procurando garotas jovens e loiras,

isso n�o aconteceria,

mas ele procurava jovens negros gays.

Eram v�timas f�ceis para ele,

porque ningu�m os procurava.

Os garotos gays que desapareciam,

ningu�m os procurava.

TR�S DIAS AP�S A DESAPARI��O DE TONY HUGHES

DAHMER ATACA NOVAMENTE

Uma coisa que eu queria saber

-era sobre seu aqu�rio. -Sim.

-Tinham peixes de briga nele? -N�o, n�o.

Eu s� tinha cicl�deos africanos.

E voc� gostava desses?

-Eles lhe fascinam? -Sim, eles parecem

golfinhos em miniatura, eles t�m personalidade.

O meu nome � Dan Craft, eu sou um analista aposentado.

O Jeff era controlador.

O que eu quero dizer com isso � que ele precisava estar

totalmente no controle.

Quando voc� diz que eles tinham personalidade,

-o que voc� quer dizer? -Eles interagem com voc�,

-eles comem na sua m�o. -Est� brincando!

O que ele realmente queria era uma v�tima submissa

que n�o tinha vontade pr�pria, que n�o fosse embora.

Eles olham para voc�, sabem quando voc� chega,

eles ficam animados e nadam felizes.

Isso � incr�vel.

Era controle total sobre um corpo que n�o resiste.

Era como um bicho de estima��o que lhe recebe em casa.

Sim, era divertido chegar e v�-los,

v�-los de manh�, de noite,

e eu deixava a qu�mica da �gua t�o perfeita,

era incr�vel.

E quando ele obtinha o controle,

ele podia fazer o que quisesse.

No dia 27 de maio de 1991,

era o Dia da Mem�ria,

eu tinha 17 anos,

eu estava viajando de carro

e eu vejo uma pessoa nua � dist�ncia.

Totalmente nua, cambaleando, caindo,

e eu sa� do carro para ajud�-la.

Quando eu cheguei at� ele,

ele literalmente caiu nos meus bra�os.

Eu n�o sei qual � o problema, mas h� algo de errado.

Ent�o, eu ligo para o 911.

Tem um homem ou garoto completamente nu,

ele foi espancado.

As pessoas est�o tentando ajud�-lo a se levantar,

ele n�o consegue ficar de p�, ele est� nu e muito ferido.

-Ele est� acordado? -Ele n�o est� acordado.

Est�o tentando faz�-lo caminhar

mas ele n�o consegue andar nem ver nada direito.

Os olhos dele estavam dilatados, ele estava suando muito,

e ele estava me segurando,

ele n�o queria que eu o soltasse.

Ele parecia ser um garoto,

para mim, ele n�o parecia ter mais de 17 anos.

Ent�o, aparece um homem.

Ele era branco, alto, estava arrumado,

mas a sua aura, sua energia era macabra.

A linguagem corporal do garoto era defensiva,

ele demonstrava resist�ncia contra ele.

Eu disse para ele que tinha ligado para o 911

e que a pol�cia estava vindo, e isso irritou aquele homem.

Ele me disse:

"Isso n�o tem nada a ver com voc�,

ele est� bem, pode ir embora", e eu disse:

"Eu n�o vou deixar voc� lev�-lo".

A pol�cia demorou quase duas horas.

Tr�s policiais conversaram com o homem,

ele foi t�o educado

e explicou que o garoto estava b�bado e era seu namorado

e eles acreditaram em tudo o que ele disse.

Um dos policiais

deu uns tapinhas nas costas desse homem.

Ent�o, eu toquei no outro policial,

e ele disse: "Eu sou policial h� oito anos,

e n�o quero ningu�m tocando em mim,

fique quieta ou voc� vai para a cadeia".

E eu fiquei, tipo: "Eu n�o acredito

no que ele acabou de dizer".

Sim. � inimagin�vel.

Ainda � inimagin�vel que isso tenha acontecido.

Eu estava pensando em chamar a minha tia,

porque aquele homem estava mentindo

e era �bvio que ele estava mentindo.

Talvez eles a ouvissem.

Ent�o, eu fui cham�-la,

e demorei no m�ximo seis minutos,

mas quando voltamos, eles tinham sumido.

Ent�o, a minha tia ligou para a delegacia.

Voc� precisa de nomes

ou de alguma informa��o sobre eles?

N�o, era s� o namorado b�bado

de outro namorado.

Quantos anos essa crian�a tinha?

N�o era uma crian�a, era um adulto.

-Tem certeza? -Sim.

-Tem certeza disso? -J� cuidamos de tudo, senhora.

E eles estavam rindo.

A pol�cia levou o garoto

de volta para o apartamento desse homem.

E os policiais literalmente entraram no apartamento

e decidiram que ele estava dizendo a verdade.

Eles foram at� o apartamento, deram uma olhada,

e os policiais acreditaram

que estava tudo �timo.

S�o apenas dois caras que t�m uma rela��o

e n�o tem o que fazer.

N�o tinha nenhuma causa prov�vel

para que os dois policiais dissessem:

"Queremos ver o resto do apartamento".

Se eles tivessem entrado,

teriam ido at� o quarto do Dahmer

e visto o corpo de Tony Hughes em cima da cama.

Jeffrey Dahmer est� tentando pensar

em como manter o Tony Hughes com ele.

Ele mant�m o corpo dele na cama para realizar suas fantasias.

Todos gostariam que eles

tivessem investigado o apartamento.

Mas os policiais voltaram para o carro,

falaram com a central

e disseram: "J� terminamos".

Um homem asi�tico nu e b�bado...

Foi devolvido para o seu namorado s�brio.

Vamos demorar um pouco,

o meu colega precisa tirar os piolhos na delegacia.

"Piolhos"!

Os policiais disseram que devolveram

o homem asi�tico b�bado,

mas assim que os policiais foram embora,

Jeffrey Dahmer o matou.

Mais tarde, a pol�cia o identificou

como Konerak Sinthasomphone.

Ele tinha 14 anos.

Pode imaginar como ele se sentiu?

Isso � inacredit�vel, isso d�i na minha alma.

Quando eu penso, eu quero n�o lembrar,

mas � demais, d� para imaginar?

Jeffrey Dahmer tinha drogado

o Konerak, e os policiais imaginaram

que ele estava extremamente b�bado.

Dahmer n�o era bobo, ele planejava tudo.

Ele planejava suas a��es, planejava como ia mentir,

e era assim que ele podia continuar agindo.

E infelizmente, o que ele fez

com Konerak Sinthasomphone foi apenas outro golpe

que ele conseguiu dar.

Incrivelmente, todas as vezes que eu devia ter sido pego,

eu n�o fui.

Sim, � incr�vel.

Eu podia ter sido pego v�rias vezes.

E depois daquele caso de abuso de 1988...

Com Somsack Sinthasomphone.

A v�tima de abuso sexual

que levou o Dahmer a ir para a cadeia

era o irm�o de Konerak Sinthasomphone.

Se a pol�cia tivesse ouvido, se fizesse o seu trabalho,

se tivesse pesquisado seu nome,

teriam descoberto que ele estava em liberdade condicional

por abuso sexual de menores.

Eles saberiam na hora,

ele teria sido algemado na hora.

Mas ele o pegou e continuou.

Ele continuou, continuou e continuou.

Se em vez de levar homens gays adultos

para casa, Dahmer levasse

estudantes universit�rios solteiros,

essa investiga��o teria sido bem diferente.

N�o h� d�vidas de que a pol�cia de Milwaukee

podia ter trabalhado melhor,

n�o h� d�vidas de que a pol�cia em geral

podia ter trabalhado melhor.

Eu o devia ter colocado no carro.

Eu o devia ter colocado no carro.

Eu devia t�-lo levado para o hospital.

Ele ainda estaria aqui.

Eu n�o fiz a coisa certa.

Eu pensei que estava fazendo

a coisa certa chamando a pol�cia.

Ent�o sim, isso ainda me incomoda.

O fato dele ter enganado tanta gente

� dif�cil de engolir.

Mas isso explica claramente

por que ele se safou por tanto tempo.

JULHO 1991

Eu n�o via o Jeff t�o frequentemente

quando eu o via antes.

VERNELL BASS VIZINHO

Eu n�o sabia, mas ele tinha perdido seu emprego,

e todo mundo come�ou a notar

um fedor.

Ningu�m sabia de onde vinha.

O cheiro era t�o nojento.

Parecia um cheiro de lixo podre.

De carne podre.

Quando n�s reclamamos,

ele disse que os peixes tinham morrido,

e que ele os tinha deixado no tanque, na �gua.

E que era da� que vinha o cheiro.

Eu bati na porta dele,

e notei que o olho m�gico

ficou escuro.

E depois, eu vi a luz de novo, porque ele saiu.

Ele sabia que eu estava batendo na porta.

Em outro momento, eu ouvi uma ferramenta el�trica.

Eu n�o fazia ideia se era uma serra ou uma furadeira.

Eu s� sabia que era uma ferramenta el�trica.

Ele cortava os corpos, os dissecava,

e depois colocava as partes dos corpos

em um barril de 250 litros

que continha �cido.

E depois, ele jogava na privada.

Ele tamb�m disse que tirava fotos

de todas as suas v�timas.

Ele colocava as fotos na frente dele,

e comia um peda�o do corpo enquanto se masturbava.

Ele fez...

Houve algumas v�timas que ele...

Ele cortou um peda�o do cad�ver,

grelhou e comeu,

como ele disse, como um bife.

A �nica evid�ncia que temos

do Dahmer cometendo canibalismo

s�o os seus depoimentos,

n�o h� nenhuma evid�ncia f�sica disso.

Mas quando voc� v� todos os seus depoimentos,

e a totalidade deles,

eu n�o tenho motivos para acreditar que ele

n�o contaria a verdade.

Ele tinha uma fascina��o pelo corpo,

pelas partes internas do corpo,

e isso era parte de suas fantasias.

Ele sentia que ao comer um peda�o do corpo,

ele se tornaria parte dele.

E que ele seria o dono daquela pessoa.

O Jeffrey Dahmer est� acelerando agora.

Ele desenvolveu uma rotina.

Ele encontra algu�m na rua, ou em um clube,

oferece dinheiro para fazer sexo ou para tirar fotos er�ticas,

eles v�o ao apartamento com ele,

Dahmer serve um drinque com drogas

e quando eles come�am a desmaiar,

Dahmer os estrangula

e normalmente, faz sexo com o corpo.

Conforme o n�mero de corpos aumenta,

a vida do Jeff come�a a se descontrolar.

Ele come�a a ter problemas para se livrar dos corpos,

os corpos est�o literalmente

se empilhando no seu apartamento.

Ele estava fora de controle.

A SEGUIR

Lembra aquela noite de segunda,

de 22 de julho de 1991?

Sim, o que tem?

Uma descoberta macabra em Milwaukee hoje.

E eu ouvi uma batida na porta.

Uma batida da pol�cia.

Voc�s sabem como a pol�cia bate.

A equipe de materiais perigosos foi chamada para remover

um barril de 250 litros de conte�do desconhecido.

Os policiais me disseram: "Evacue o seu apartamento.

Voc� tem que sair agora."

A quantidade de mortos do assassinato em massa

em Milwaukee foi estimado em 17.

� uma hist�ria inacredit�vel.

O suspeito est� preso esperando as acusa��es.

Os detetives da pol�cia dizem que o n�mero de v�timas

desse crime � astron�mico.

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