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Sempre h� percal�os quando um novato chega.
S� me lembro de ficar felic�ssima quando entrei.
ANTERIORMENTE EM UMA MENTE EXCEPCIONAL
Devem saber que concorri ao posto de capit�, mas n�o se livraram de mim.
Nick Wagner, seu novo capit�o.
Por que est� sendo legal? Odeio isso.
Estou brava. Deveria ser eu.
Refrigerante num l�bio desprotegido? Voc� � louco.
Est� estressada. Se ela se rebelar e rolar algo� Ela n�o � policial.
Voc� est� bem?
O tiro foi limpo. A corregedoria libera.
N�o � pelo seu distintivo, � por voc�.
Ouvi boatos de que voc� n�o responde bem � autoridade.
�s vezes esque�o como � algu�m cuidar de mim.
At� amanh�, Gillory.
- Novidades? - Achamos Roman.
- Estou mandando a foto. - N�o � ele.
Roman pediu para vigiar voc� e Ava s� pra garantir que estavam bem.
Me permiti crer que ele n�o nos abandonou.
E ainda creio.
Arthur, eu quero a mochila.
Acha que o que est� naquela mochila dar� respostas, e n�o s� mais perguntas?
Que estranho. Est� vendo?
N�o apareceu de novo.
Vou l� ver.
At� agora, limpo.
Tudo certo? Onde voc� est�?
Base, temos um guarda ferido!
UMA MENTE EXCEPCIONAL
- Bom dia! - Morgan, oi. Voc� e Ava est�o bem?
Estamos. O que foi?
Vou ser direto. Tem algu�m me seguindo de novo?
O qu�? N�o. Como assim?
N�o sei. Acho que andam me seguindo.
Talvez n�o seja nada.
Arthur, se acha que pode correr risco, chame a pol�cia.
N�o acho uma boa ideia.
Roman n�o curtia muito a pol�cia, lembra?
E tem a ver com ele?
� o que estou tentando saber.
Quer dizer�
Voc� conseguiu saber algo sobre o que tinha na mochila?
Ainda n�o.
Talvez seja melhor esconder por enquanto,
porque a pessoa de quem Roman est� fugindo pode n�o querer que o conte�do vaze, viu?
Beleza, eu tenho que ir.
Olha s�, tenha cuidado. Voc� e Ava.
Fiquem atentas.
Voc� tamb�m.
Ava e eu n�o usamos luvas. � problema?
S� se se acharem suspeitas do sumi�o do Roman.
- Pode nos tirar. - Nada familiar na mochila?
- Algum sinal? - N�o.
E Roman n�o � f� de policiais. Se puder ficar entre n�s�
Ficar� entre poucas pessoas.
Obrigada.
O que est� havendo?
S� revisitando um caso antigo.
� um caso importante. Quero os dois nisso.
V�o, eu resolvo.
E fechem a porta.
Ela chegou semana passada.
Tem nome?
Mo�a no Batente da Janela.
Est�o falando muito dela. � um quadro, n�o?
Pintado por Rembrandt em 1645.
At� ontem, estava aqui com os outros holandeses.
"Este retrato �ntimo captura os momentos mais fugazes da express�o humana."
Poxa, perdi.
Precisamos de uma lista dos funcion�rios.
Claro. Ent�o vou ligar pros Foster. Devem saber por mim.
- Os Foster? - Linda e Greg Foster nos emprestaram.
Sabe quanto vale?
Acho que pagaram mais de US$ 20 milh�es em um leil�o h� alguns anos.
- Trarei a lista. - Obrigado.
Somos da Crimes Hediondos, n�?
N�o estou vendo nada hediondo nisso.
Roubo de arte tem pena de at� 10 anos
at� a promotoria alegar posse, conspira��o e invas�o.
Por qu�? Prefere cad�veres?
N�o, s� vi mo�as sumidas terem menos aten��o.
Goste ou n�o, estar� em todos os notici�rios.
O capit�o quer evitar que exploda em n�s.
A vigia disse que era muita fuma�a para ver o ladr�o.
O outro apanhou na cabe�a, mas deve ficar bem.
- � o ponto de entrada? - �, e de sa�da, pelo que se v�.
O que quer que seja, j� foi ao laborat�rio.
Apresse o laudo e consiga o registro
- dos visitantes recentes. - Sim.
O ladr�o entrou por aqui, mas o Rembrandt est� l� longe.
A maioria prefere n�o detonar a parede.
Certo, ent�o a pessoa se deu ao trabalho de cortar esta janela,
jogar uma corda, deslizar por aqui
e passou por Vermeer, Caravaggio, Turner, Rubens, Delacroix e Goya?
Tem ideia de quanto tudo isso vale?
Sei que vai me dizer.
Bem mais do que o Rembrandt.
Se fosse por grana, o ladr�o teria levado a pe�a mais valiosa.
Nosso ladr�o saberia que este Goya era o ouro.
Vai ver n�o pesquisou.
Cada detalhe aqui foi planejado.
Olhe a moldura, essa linha retinha na costura interna.
Remover a tela exigiu precis�o e tempo.
Algu�m a queria por algum motivo.
Seja l� quem roubou, n�o foi por dinheiro.
Isso foi pessoal.
Eles queriam essa.
Voc� disse 22 milh�es?
�, mas, se Morgan tiver raz�o, temos que saber mais
para ver quem pode ter levado e qual foi o motivo.
ADAPTA��O | REVIS�O | SINCRONIA: QUER SE JUNTAR A N�S? | loschulosteam@gmail.com
Com licen�a. Aqui � a Crimes Hediondos?
Voc� deve ser o Sr. Eastman. Capit�o Wagner. Falamos por telefone.
Sim, me chame de Rhys.
Rhys veio da Cidade do M�xico pra ajudar a encontrar a desaparecida.
Tinha pistas sobre La Mesa Herida, de Kahlo, mas n�o vingou.
Ajudar como?
Sou especialista em recupera��o de arte. Perdidas, sumidas ou roubadas.
Amontoam tudo no t�tulo, n�? Ajuda.
- E voc� �? - Gillory � nossa consultora.
�, e ela acha que esse quadro j� tem aten��o suficiente sem algu�m ter que vir.
Os Foster mandaram voc�?
N�o, a seguradora. Se eu puder recuperar o Rembrandt,
a seguradora pode evitar um cheque bem alto.
Que �timo! � um al�vio!
Certo, ent�o toda a investiga��o � para a seguradora economizar.
Incr�vel, n�? S� queria garantir que voc�s ouviram. Prossiga.
Morgan acha que o Rembrandt dos Foster n�o foi visado por dinheiro.
� poss�vel, mas, na minha experi�ncia, sempre se trata de dinheiro.
Bem, n�o desta vez.
Ladr�es n�o roubam obras-primas para pendurar, Sra. Gillory.
Talvez este sim, Sr. Eastman.
Morgan e eu vamos ver o que os Foster dizem.
�timo. V�o informando Rhys.
Vamos l�?
Quando vimos no leil�o, sab�amos que precis�vamos dela.
De verdade, ter�amos pagado ainda mais.
Pra n�s, n�o tem pre�o.
Greg e eu come�amos um fundo de garantia ap�s a faculdade.
Trabalhamos 80 horas por semana por d�cadas.
Ent�o, quando pensamos em filhos,
n�o nos v�amos perseguindo um beb� aqui, fazendo bagun�a.
Ent�o, sempre tivemos a garota do quadro como uma filha.
Vislumbram algu�m que poderia querer roub�-la?
N�o. Acha que foi pessoal?
- Ent�o, por que dividi-la? - Perd�o, o qu�?
Voc� fala da obra como uma filha, e eu nunca pus a minha num museu.
Me pergunto por que n�o mant�-la aqui.
Emprestar uma obra-prima aumenta sua visibilidade e reputa��o.
E o valor. Um tempo num museu sobe o pre�o e voc�s vendem mais caro.
Ela n�o est� � venda.
Aprendi que ladr�es s�o duas coisas: Gananciosos e tagarelas.
E obras-primas n�o valem o mesmo pre�o no mercado negro do que em leil�es.
Ladr�es gostam de falar com as pessoas.
Eles saem perguntando por a�. Basta uma dessas pessoas me ligar
e eu posso ajudar a negociar a volta da sua ador�vel criada.
Voc� a chama de criada?
N�o � uma criada.
Perd�o?
Ela se lan�a pela janela procurando trabalho. � uma prostituta.
Bem, especula-se que a mo�a era uma cortes�,
mas acredita-se que era uma criada�
Criada com tran�a de ouro? Fala s�rio.
Veja como se curva. � dom�stico, n�o provoca.
� perturbador, porque parece uma crian�a, mas est� trabalhando.
Est� contemplando a vida.
- � importante pra investiga��o? - N�o, n�o �.
O que mais nos dizem sobre o Rembrandt?
Os detalhes sobre a provid�ncia dela est�o todos aqui.
A garota da vitrine viajou o mundo todo.
Paris, Londres, Berlim. Ela teve uma vida bem mais emocionante que a minha.
Mas agora deve estar em um furg�o.
Bem, vamos esperar que ela tenha desanuviado primeiro.
- Que interessante! - Viu algo?
Talvez. Logo depois que Rembrandt pintou a menina em 1645, ele vendeu.
Na �poca, ela meio que circulou uns 100 anos
pela Paris do s�culo 17, esbanjando,
at� um nobre prussiano a comprar e guardar at� morrer.
A fam�lia ficou com ela at� 1932,
at� Franz von Papen dissolver o Estado Livre da Pr�ssia.
Falou que era interessante.
Estou tentando me importar com o caso,
que, no momento, est� evitando que uma seguradora tenha que pagar
algumas pessoas que parecem estar bem.
Aonde foi depois?
Para um empres�rio polon�s em Crac�via, que a pendurou na casa da fam�lia.
E ent�o ela pingou de cole��o em cole��o
at� Greg e Linda pagarem uma fortuna por ela.
E isso � importante?
Ainda n�o sei.
Chegou o resultado das pedras do ch�o do museu.
Positivo para �xido de alum�nio, ent�o fui pesquisar.
O alum�nio combinado com �xido f�rrico
cria uma rea��o quente o bastante para derreter vidro.
Da� n�o ter vidro debaixo da claraboia.
E deu no relat�rio de outro roubo.
H� dois anos, levaram um Matisse do Kunsthal de Roterd�,
e acharam �xido de alum�nio sob a claraboia.
Pode n�o ser a primeira vez do nosso ladr�o.
Voc� e Daphne, procurem outros.
J� encontramos 19 roubos pelo mundo feitos da mesma forma.
Sempre uma obra-prima roubada de galerias, sempre entre 10 e 30 milh�es.
E vest�gio de �xido de alum�nio na cena sob uma janela ou claraboia como a nossa.
Temos ideia de quem �?
A internet acha que sim. Alguns chamam de Jean-Baptiste.
- Franc�s? - N�o, mas a primeira obra que roubou era.
O Pato Branco, Jean-Baptiste Oudry.
Roubado em Paris h� 12 anos.
Diga que algu�m j� viu ele.
S� uma vez.
Tentou roubar um Picasso em Madri h� cinco anos,
mas um guarda o baleou no ombro e ele fugiu sem nada.
- E por que ningu�m acha? - Pode n�o existir.
- Pode ser um mito. - Como?
O trabalho impressiona,
mas o nome Jean-Baptiste sempre surge num roubo n�o resolvido,
se o ladr�o n�o deixar rastro e leva outra obra. Deve ser Jean-Baptiste.
Mas ele existe? Talvez. Podem ser dez caras diferentes.
Olha s�, eu procurei nos registros p�blicos.
Algu�m processou alegando a posse do Rembrandt.
Temos um nome?
Ari Weisman, mas os registros est�o selados.
Seria o primeiro a fazer justi�a com as pr�prias m�os
- quando julgassem contra ele. - Endere�o?
Parece que ele � daqui.
Capit�o, preciso da ajuda de Ozdil e Forrester.
� aquele caso arquivado?
�.
Ouviram a tenente?
Posso ajudar?
N�o, tudo bem. Eu atualizo voc�s.
Por que n�o v�o ver se Ari Weisman atende pelo nome Jean-Baptiste?
S� quer�amos o quadro de volta.
Muito?
Aceitamos processar, n�o roubar.
Desculpa, acha que ele era seu?
Meu, n�o, da minha av�.
Meu pai comprou esse quadro em 1932.
Me lembro do dia em que ele o pendurou na parede.
Sempre que nos reun�amos, l� estava a garota sorrindo para n�s.
Sempre pareceu que ela era parte da fam�lia.
Seu pai tinha bom gosto. A pe�a � especial.
Das minhas favoritas.
Mor�vamos em Crac�via.
Meu pai, minha m�e e meus dois irm�os, Jacob e Samuel.
Eu era a ca�ula.
A �nica da nossa fam�lia que sobreviveu.
Os nazistas vieram�
e levaram tudo.
Sinto muito.
Ainda estamos aqui.
Deve ter procurado por anos em cat�logos de leil�es.
Achei que ela nunca encontraria, e um dia l� estava, � venda.
E os donos
queriam vend�-la para n�s.
Por US$ 20 milh�es.
N�o temos US$ 20 milh�es.
A justi�a diz que n�o podemos provar o roubo.
� s� isso?
Precisamos saber, Ari, onde estava ontem � noite?
Eu estava aqui com a minha av�.
Vi seu nome entre os visitantes.
Foi l� h� alguns dias.
Queria fotografar pra mostrar pra ela.
Voc� saiu do pa�s nos �ltimos anos?
N�o.
Mas ela me pede para lev�-la � Pol�nia.
Ela quer visitar a casa onde cresceu.
J� quase n�o viaja.
O quadro foi o mais perto que ela chegar� de ir pra casa.
Por favor.
Obrigada.
Obrigada pela ajuda, gente.
Quando etiquetarem, fotografarem e embalarem pra per�cia�
Eu pe�o para extra�rem os dados do celular.
Tomara que haja mensagens e registro de liga��es.
- Quer an�lise de fibras na mochila? - Eu quero tudo.
Com tanta coisa, v�o come�ar a perguntar.
O que diremos se o capit�o perguntar?
Mande falar comigo.
E vamos passar essas fotos pelo reconhecimento facial.
Certo.
Vamos repassar outra vez.
- M�e, deixe comigo, confie. - Eu confio.
Por isso eu premio voc�, em vez de contratar bab�.
Voc� negou todas as bab�s da Calif�rnia.
E n�o diria que est� me premiando.
� um sal�rio bem razo�vel pra condi��o atual do mercado.
Olha, a rotina de sonecas da Chloe mudou. Voc� pode me satisfazer?
Soneca de uma �s tr�s, m�sica cl�ssica bem baixa.
No almo�o, meio queijo quente e pur� de abobrinha.
A� ela pode brincar com os blocos. Se ficar frustrada, use a girafa cantora.
Eu vou ser bem clara:
ela vai ficar frustrada e vai jogar os blocos.
- Estarei pronta. - Perfeito.
- M�e, um segundo. - Depois, preciso ir.
Eu sei, s� quero saber o que est�o fazendo com as coisas do papai.
J� acharam alguma coisa?
Isso leva tempo.
Mas n�o pode pressionar pra acelerar?
D� pra ser paciente, por favor?
Eu dei as coisas dele por um motivo. V�o achar algo, e eu te aviso, prometo.
- Beleza. - Obrigada.
E � quase certo que a girafa cantora est� quebrada. Boa sorte, tchau.
- S�rio? N�o, m�e! - Te amo.
O que faz no museu?
Sou atendente de galeria.
Sou curadora-assistente no Harbach h� quase 20 anos.
S� recolho os pagamentos. N�o sei nada sobre o roubo do quadro.
Algo fora do comum nas �ltimas semanas? Talvez algum visitante.
Espirraram num Vermeer dia desses,
ent�o mostrei um Caravaggio como aviso, Judith Decapitando Holofernes.
E o machucado no rosto?
Cochilei no ch�o.
Tem certeza de que n�o viu nada?
Vi um cara rondando o Rembrandt h� alguns dias.
Parecia familiar, como se j� o conhecesse, mas vemos muitos rostos.
Lembra de algo espec�fico nele?
Lembro de pensar que ele parecia ter ido correr.
Sim, � ele.
SUSPEITOS
- Ah, vai! - Temos que p�r Ari como suspeito.
Tem meios, motivo e seu �libi tamb�m quer o Rembrandt.
Porque o quadro � dela. Acertei?
Eu n�o discordo, mas�
N�o, nada de "mas".
Olha s�, os Weisman s�o as v�timas, n�o os suspeitos.
Voc� v� Miriam Weisman fazendo rapel numa claraboia?
Ari � ginasta. Posso imagin�-lo fazendo isso.
Todos os funcion�rios do museu t�m �libis.
- Morgan, o que � isso? - S� consertando o quadro de crimes
e corrigindo a cronologia para p�r a primeira vez que a obra foi roubada.
Em 1939.
Por que nos limitar a solucionar crimes do s�culo 21?
Se acharmos A jovem, devemos devolv�-la a Miriam Weisman, n�o aos Foster.
Vou levar isto.
Morgan, n�o � assim.
Falar o qu�? Deve haver algo a se fazer.
Mesmo se tivesse jurisdi��o pra um crime de 80 anos atr�s,
o sistema n�o funciona assim.
Seria legal fazer mais.
Quem era?
Como?
Quem era?
Falou que ladr�es amam conversar e que as pessoas te ligam.
Elas ligaram?
Um homem ligou.
Disse que sabe onde a tela est� e quer se encontrar comigo.
Onde?
Voc� tem medo de que a pol�cia possa estragar tudo?
Se assustarmos esse cara, talvez nunca recuperemos o quadro.
- Beleza, eu vou. - N�o posso ir com a pol�cia.
Tem alguma pol�cia aqui?
Museu Harbach
Onde est� o cara?
Est� atrasado.
E por que est� te ligando?
N�o quero soar insuport�vel, mas s� eu fa�o o que fa�o.
Estava tentando n�o parecer insuport�vel?
Pelo que entendi, voc� tamb�m � a �nica que faz o que faz.
� meio diferente, mas sim.
Bem, acho que temos um tempo livre.
Vamos ver como ele entrou.
- Divirta-se. - Vamos, voc� vem comigo.
Preciso do seu talento insuport�vel.
DELEGACIA DE POL�CIA N� 11
Se eu pudesse� Al�?
Tenente, tem um segundo?
S� boas not�cias.
A t�cnica se enrolou.
Hobson disse que pode levar semanas. Muitos celulares, poucas mensagens.
Lembre-a da multa que tirei da m�e dela no tribunal de Van Nuys.
Ela me deve.
Sabe a diferen�a entre boa e m� not�cia?
Passei as fotos da mochila pelo reconhecimento.
Nenhuma ficha nas que deu pra comparar. Multas, infra��es, bobagem.
- E nas que n�o deu? - S� uma.
EVID�NCIA
Beleza, eu assumo daqui.
Sabia que h� uma disputa alem� de fraldas?
Todo ano na Baviera.
As pessoas s�o julgadas pela velocidade,
efici�ncia e o toque art�stico da aplica��o da fralda.
- Eu iria bem. - Chloe est� dormindo?
Est�, o que me leva ao pr�ximo ponto.
J� que estou ajudando voc� a cuidar e n�o sendo cuidado�
Eu te dou 10% do pagamento.
Tudo bem, 20%.
Fechado.
- E n�o digo que mexeu na roupa da mam�e. - Que gentileza!
ARTHUR ELLIS PAISAGISMO
SELO DA POL�CIA
E se jurarmos n�o tocar em nada?
Por mim, tudo bem.
J� roubou alguma coisa?
Nada com proced�ncia, e voc�?
Sim, roubei o t�nis de um colega no prim�rio.
A Scotland Yard sabe disso?
Ele mereceu.
Ele chutava a canela de um garoto, Gideon, no recreio.
Voc� os usava na escola?
N�o, doei para um brech� perto do ponto de �nibus.
A� ele podia v�-los sempre que olhava pela janela.
Seu monstro.
- Este vidro � refletivo. - Como assim?
As claraboias t�m um filme unidirecional. O ladr�o n�o veria dentro.
� arriscado quebrar vidros sem saber quem est� l� embaixo.
Com licen�a!
Est�vamos indo.
O vigia viu voc�s subirem. � o Sr. Eastman?
Sim, por qu�?
Um dos docentes achou na entrada.
N�o viram quem deixou.
ENTREGUEM A RHYS EASTMAN URGENTE
13H HOJE PARQUE WOODLEY TRAGA US$ 500 MIL
Voltou � cena do crime sozinha, sem escolta?
- �, eu� - Detetive Karadec, voc� sabia disso?
Do qu�, senhor?
O diretor do museu ligou. Sua parceira levou Eastman
para conhecer a cena do crime,
passando por baixo da fita e cortando o lacre.
Est� tentando sabotar a investiga��o?
Voc� deixou bem claro como se sente.
N�o quero sabotar nada, estava querendo ajudar.
Seja como for, ele ia. Melhor deixar ir sozinho?
Nenhum de voc�s deveria estar l�.
Eu entendo e sinto muito,
mas n�o ter�amos recebido isto.
Quem deixou quer me encontrar �s 13h.
Temos menos de duas horas.
Forrester e Ozdil seguem com a tenente?
Imagina uma vigil�ncia?
�, e precisamos das c�meras do museu. Talvez mostrem quem deixou.
N�o � melhor Rhys cuidar disso?
- Por que far�amos isso? - Sou eu que querem.
Boa! Vou mandar voc� e Morgan pra adulterar mais provas.
Ei, desculpa, t�?
Desculpa ter ido l� sem sua permiss�o.
- J� sei que foi m� ideia. - M� ideia?
Que tal imprudente e insubordinada?
Acabei de me desculpar.
Sei que n�o gosta de regra, mas, na minha central,
espero que siga minhas ordens.
Treinou no espelho?
- Morgan, calma� - N�o me mande ter calma.
Precisamos de algu�m do Servi�o Secreto.
Quanto antes formos ao local, mais cedo come�amos a vigiar.
- Rhys e eu vamos. - N�o.
O Detetive Karadec e eu vamos cuidar disso.
Os consultores j� ajudaram.
Est� me tirando do caso?
Eu subi em um telhado!
�timo. Os Foster est�o a� e querem uma atualiza��o.
Voc� fala, eu espero l� embaixo. R�pido.
O que est� havendo?
Morgan, o que deu em voc�?
J� entendi!
Por isso que trabalho sozinho.
Voc� bebe sozinho?
- Prefiro ter companhia. - �timo.
Boa sorte.
Acredita nesse cara?
Me tira do caso e segue uma pista que encontramos.
Ele sabe como sou. Eu fa�o o meu e resolvo os casos.
Qual o problema?
Nenhum, Rhys. Essa � a resposta pra pergunta.
- Tem direito de se chatear. - Eu sei, ele me fez de crian�a.
Eu n�o falo assim com meus filhos.
O que foi?
Meninos, meninas, ambos?
Ambos, e n�o mude de assunto. Ainda est� dirigindo?
N�o dever�amos estar comendo e bebendo?
Quer que eu acelere?
Olha o seu carro. Um Subaru nos passou.
Deveria ter vergonha.
Onde pegou isto?
Os consultores acharam. O bom � que a obra parece intacta.
Mas e agora?
- � pra pagar resgate? - N�o falei isso, senhor.
A pol�cia n�o paga e n�o sugere resgate.
N�o acredito. O que voc� sugere? Ficamos sentados sem fazer nada?
Detetive, ficamos esperando aqui e n�o tivemos nada, e agora isso?
Quem mandou isso? Tem alguma pista? Qualquer coisa?
Estamos reunindo a equipe para seguir a pista e reaver a obra.
E quanto tempo leva para reunir essa sua equipe?
Est�o reunidos agora mesmo,
e eu deveria estar com eles, e n�o aqui.
Detetive, s� queremos a mo�a de volta.
Eu entendo. Vamos ver isso. Falamos de novo quando soubermos mais.
Agrade�o a atualiza��o, detetive.
Claro.
- S� mais um pouco. Obrigado. - Certo.
- � o Arthur. - Oi, aqui � Ava Sinquerra.
Al�?
S� quis ligar para voc� porque n�o tive uma resposta,
j� que minha m�e surtou na lanchonete.
O que sua m�e acha de voc� me ligar?
Essa liga��o n�o aconteceu.
Ou eu conto logo pra ela n�o me castigar de novo.
Parece uma ideia inteligente.
Olha, Ava, agora estou trabalhando, ent�o�
Voc� disse que eu lembrava meu pai?
Como ele era?
Al�?
N�o vou mais incomodar, prometo. Eu s�
Perd�o, talvez n�o tenha sido uma boa. Vou deixar voc� em paz.
N�o, s� um segundo.
Se quer um papo s�rio sobre seu pai, tem que ser do jeito certo.
Talvez eu, voc� e sua m�e pud�ssemos�
Sei l�, nos encontrar de novo naquela lanchonete.
O que voc� acha?
Claro, sim.
Mas, Ava, at� isso rolar, n�s dois n�o podemos�
Olha s�, Roman nem sempre fez as coisas do jeito f�cil,
mas sempre fez as coisas do jeito certo.
Minha vida tomar rumo teve o dedo dele,
e, acredite, ele me salvou mais de uma vez.
Ele � um cara corret�ssimo.
Ava, eu preciso voltar ao trabalho.
- Arthur? - Sim.
Obrigada.
Disponha, querida.
Est� tudo bem, detetive? Algum problema?
Li em algum lugar que carregar frustra��es n�o expressas
� como carregar um peso.
Cada pensamento n�o dito acrescenta outra pedra � carga,
dificultando muito a jornada.
Ela est� confusa.
Sim, eu tamb�m.
Est� confuso?
Senhor, voc� quer dizer algo?
N�o posso proteger voc� sem saber onde voc� est�.
Se der ruim, preciso estar em posi��o de ajudar.
Preciso saber de tudo,
e n�o porque n�o confio nela,
e sim porque confio.
Continua confuso?
N�o.
�timo. Porque o mesmo se aplica a voc� e a todos os outros. Entendido?
Sim, senhor.
Quando perder a calma com ela, sugiro outra abordagem.
Ah, �? E por qu�?
Porque sen�o ficamos numa posi��o em que a coisa certamente vai dar ruim.
Tudo limpo.
S� estou meio impaciente.
- Relaxe, o resgate j� vem. - Com voc�, detetive.
Impaciente comigo? Por qu�?
N�s dois aqui, quietos. Tempo de sobra pra voc� me contar.
Contar o qu�?
Roman Sinquerra.
Vamos, Adam.
Voc� acha que n�o vejo?
O que quer saber?
N�o temos tempo pra isso. Vai ferrar o disfarce.
Ou assustar o resgate.
Viemos pelo quadro, n�o por um ladr�o de carros.
Deixe quieto.
Aquilo ali � um crime.
Eu resolvo.
Detetive!
Ei! Ei, cara, esse carro � meu!
O que est� fazendo? Saia j� do meu carro!
LAPD, abaixe a arma!
Agora. De p�, vamos. Abaixe j� a arma.
Largue. No ch�o.
�timo. Deixe as m�os onde eu possa ver.
Ei, � o nosso cara! Vamos!
Ei! Ei!
Sai!
- Ei, voc� que est� roubando o carro! - Isso, voc� deu sorte.
- Detetive. - Pegou meu carro, senhor.
N�o pude esperar. Ele ia fugir.
Estou bem atr�s de voc�.
Roubou o carro?
N�o, senhor. Pedi um particular numa emerg�ncia porque voc� me largou.
N�o tive op��o. Falei pra n�o mexer com aquele cara.
Aquilo era um crime!
Saia do carro, detetive. Est� me ouvindo?
Sim, estou ouvindo, senhor.
Encoste agora!
Encoste no acostamento.
Precisa de ajuda?
Tudo sob controle.
- Essa foi por pouco. - Estou ciente.
Vou agir!
Agir como? Nem pense!
Vamos entrar com os dois ve�culos.
Encoste e chame um helic�ptero. Precisamos de olhos no c�u.
Me escute, detetive!
Se estiv�ssemos no mesmo carro, acho que�
Deixa pra l�.
N�o me convenci de que o posto deve ser dele.
A Tenente Soto era qualificad�ssima.
Como ele obteve a promo��o?
Pol�tica, nepotismo, eu acho.
Sabe o que pode ser? Ele � alto.
Altos s�o promovidos mais r�pido, sabia?
Se n�o pode comprar cal�a numa loja, para que viver?
Certo, e quando foi a �ltima vez que comprou cal�a em lojas?
Deve ter um alfaiate em Londres que gravou sua medida.
Bom, eu gosto de roupas que caem bem.
D� para perceber.
Voc� acha que me conhece, mas n�o consegue superar o sotaque, n�o �?
Parece que voc� nasceu segurando um taco de croquet.
Bom, deixa eu te contar uma coisa.
Meu pai era lixeiro.
Sempre coletando o lixo dos outros.
Todas as crian�as da escola me zoavam.
Diziam sentir o fedor em mim,
mas, quando eu entrava num museu, encarava a mesma beleza de reis e rainhas,
este guri de Stevenage.
N�o importava quem eu era.
A Mona Lisa sorria para mim como sorria para todos.
Sinceramente, ainda estou brava e n�o prestei aten��o,
mas ouvi "lixeiro" e "Mona Lisa".
N�o sei qual � a rela��o, mas deve ser comovente.
E � mesmo, mas que bom que n�o ouviu.
Voc� n�o parece do tipo que se atrai por algu�m t�o sentimental.
E o que me atrai?
Acho que gosta de desafios.
Precisa de algo emocionante para tirar voc� dessa sua cabe�a.
S�rio?
Tipo o qu�?
Tenho ideias.
Tentou roubar um Picasso em Madri.
Um guarda o alvejou no ombro e ele fugiu de m�os vazias.
S� eu fa�o o que fa�o.
H� 19 roubos feitos da mesma forma.
N�o � a primeira vez.
Sempre se trata de dinheiro.
RECOMPENSA
J� roubou alguma coisa?
Ele pode n�o existir.
Pode ser um mito. � uma pe�a muito especial, das minhas favoritas.
Preciso atender.
Oi, e a�?
Estou no museu. Voc� vai querer ver isso.
Nosso caso se escancarou.
Quem � voc�?
Onde est�?
Eu quero aquela mochila.
Legenda: Rafael Rodrigues
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