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- Anteriormente em Tracker... - Eu devia ter ido
buscar a minha filha Hailey.
Agora não consigo
- contactá-la nem à minha ex. - Lisa.
O que foi? Lisa!
Tem de salvar a minha filha.
Encriptação, servidores redirecionados,
circuitos fantasmas,
nada do que eu já vi antes.
Mas encontrei a última chamada
que ela atendeu no seu telemóvel pessoal.
Um tipo chamado Raymond Ockman.
Então, foi este o homem que raptou a Hailey?
Não tive escolha.
Vão matar a minha irmã.
Pois, acabei de falar com o meu amigo
do Departamento do Xerife de Denver.
O corpo de Harriet Ockman foi encontrado há uma hora.
Pois, o que é que isso significa, Colter?
Nada de bom.
Vá lá, Colt. Olha,
A Hailey está bem. O trabalho está feito.
- A Mãe está bem? - Está no hospital.
"Interrompeste o Processo."
"E haverá consequências."
Boa noite, Nicky.
Boa noite, Hoppy.
Dorme bem.
Isto não pode estar a acontecer outra vez.
Temos o Nicky de volta.
Fizemos tudo o que era suposto fazermos.
Eles enviaram uma mensagem.
Dizia: "Bem-vindo de volta ao Processo.
O teu sucessor falhou."
O que é que tiveste de fazer?
Tive de lidar com a irmã do Ockman.
Não podemos continuar assim. Temos de chamar a polícia.
Não. Não...
Não.
Eu matei alguém. Percebes?
E sabes o que acontece às pessoas que tentam
- ir à polícia. - Fugimos.
Eles vão encontrar-nos e vão matar o Nicky.
Queres arriscar isso?
- Não. - Então não temos escolha.
A única saída é atravessar.
Está bem, Reenie. Mantém-me informado.
A Reenie está na prisão agora, está a falar com o Ockman,
a ver se consegue mais informações sobre o Processo.
Aquele tipo estava aterrado quando o encontrámos.
A Lisa também.
Instruções aleatórias por mensagem eram
suficientes para eles arriscarem a própria vida.
E quanto às mensagens que recebemos?
O que é que a polícia disse sobre isso?
Pois, eles dizem que o Ockman
é professor de informática do ensino secundário
capaz de montar toda a operação.
Não sei, há qualquer coisa que não parece bem.
Pois.
Randy.
Eh, então, pá?
Deves ser o Russell. A lenda é real.
Deves ser o Randy. A lenda também é real.
Bem, obrigado.
Arranja-nos umas T-shirts.
Posso começar por vos trazer algo?
Pois.
Posso pedir exatamente o mesmo que ele?
Mais uma dose extra de bacon.
E bolachas com molho. E um pão de canela.
Achas que pediste comida suficiente?
O quê? É comer por stress, pá.
- Todo este trabalho, é para ti. - O que é que tens?
Finalmente tracei o remetente dessas mensagens que recebeste.
O número foi falsificado usando salto de chamadas,
o que significa que saltou da fonte original
para dezenas de locais antes de chegar a vocês.
Deu muito trabalho voltar para trás,
mas quando cheguei ao número 105,
adivinha a quem pertence.
Raymond Ockman.
Na sua morada de casa.
- Então ele enviou as mensagens? - Não.
Acho que é uma pista falsa,
para o caso de alguém como eu fazer uma busca profunda.
Querem que pensemos que o Ockman é a fonte.
Porque a questão é esta, a encriptação do remetente
para o telemóvel descartável da Lisa é ultra-sofisticada.
Portanto, ou
o Ockman é um génio da informática,
e não estou a dizer que um professor não possa ser,
ou temos algo completamente diferente nas mãos.
Então o Processo é real.
Temos de descobrir
quem está por trás deste jogo, e pôr-lhe um fim.
Quer ser o meu advogado?
Sim.
Raymond, compreende
as acusações que lhe são imputadas?
O rapto de Hailey Rodgers e o homicídio
de Kurt Foster, bem como da sua própria irmã?
Mas eu nunca mataria a minha própria irmã.
Eu estava a tentar salvá-la.
E teria conseguido se aqueles dois tipos não tivessem interferido.
Está bem.
Está bem, acredito em si.
Então, quem faria isto consigo?
É o Processo.
Já expliquei isso aos detetives.
Tive de seguir instruções.
Sou uma vítima aqui.
E por que razão o Processo o teria como alvo?
Não sei, mas pareciam saber tudo sobre mim.
Está bem, vamos a isso.
Raymond, preciso que me diga tudo o que sabe
sobre este Processo, está bem?
Desde o início. Nenhum detalhe é pequeno demais.
Então, quando foi a primeira vez que o contactaram?
Eu estava,
a voltar para casa de um encontro de natação da escola.
Acho que provavelmente foi a primeira vez.
Pois, encontro de natação. Continue.
Conhece-o?
Quem, o guarda?
- Não. - Sim, conhece,
acabou de lhe fazer um sinal. Eu vi.
Raymond, estava apenas a ser educada.
Meu Deus, você é um deles, não é?
- Um de quem? - Das pessoas a comandar o Processo.
Devia ter percebido.
Vir aqui, oferecer-se para ser a minha advogada.
- Eles não me vão deixar ir. - Raymond...
Nunca é assim tão simples.
- Guarda. - Raymond.
Acabei por aqui. Pode levar-me de volta.
Raymond, espere, não. Posso ajudá-lo. Raymond.
Isto é um pouco estranho. Olhe para isto.
É o único ping sem morada, apenas coordenadas.
- Estranho, não?
Também reparei nisso, e já fui verificar.
Não há nada ali.
Quer dizer, só um terreno vazio.
Pode valer a pena verificar. Onde fica?
Duas horas a oeste,
-no Condado de Eagle.
-Reenie, o que descobriste?
Bem, o Ockman assustou-se.
Tudo estava a correr bem até ele pensar
que eu fazia parte do Processo e ele enlouqueceu.
Bem, eles mataram a irmã dele.
Talvez ele tenha pensado que fariam o mesmo com ele.
Sim. Quer dizer, ele disse que nunca o deixariam ir.
Ela descobriu como o Processo conseguiu os nossos números?
Não, infelizmente.
-Espera um segundo.
Acabei de receber um SMS do Cal.
A Lisa acordou no hospital. A Hailey está com ela.
-Okay, isso são ótimas notícias. -Sim. Vou para lá agora
ver se descubro como é que ela se envolveu nisto tudo.
Está bem, adeus.
Vou verificar estas coordenadas,
ver o que encontramos.
Eu vou ficar aqui,
sentar-me aqui e deixar a comida digerir.
Parece-me um plano.
Achas que a Reenie me leva até lá?
Achas que a Reenie quer ser a tua motorista?
-Provavelmente não. -Não?
-Vou perguntar-lhe na mesma. -Okay.
Bom plano.
Amo-te, Hailey.
Também te amo, Mãe.
Vejo-te mais tarde.
Não sei como te agradecer por a teres encontrado.
Talvez me possas dizer
como é que te envolveste em tudo isto.
Lisa, eu sei que isto não é fácil.
Só estou a tentar obter algumas informações para...
perceber o que raio se está a passar.
Este... pesadelo começou
quando recebi aquela chamada.
Estou?
Tenho a tua filha Hailey.
O quê?
Só estou a fazer isto porque
eles têm a minha irmã. Vais receber
uma mensagem em breve com as instruções a seguir
-se quiseres salvar a Hailey. -Quem fala?
Sou uma vítima como tu. Se seguires as instruções,
eles libertam a minha irmã. Agora fazes parte do Processo.
Hailey!
Hailey? Hailey?
Hailey, onde estás?
Hailey!
Meu Deus.
Encontrei o Kurt morto.
- Meu Deus. -A princípio pensei que tinha sido
alguém do mundo dele, alguém obscuro.
Hailey!
Mas agora eu sei.
Hailey!
Percebi que ele estava só
a tentar impedir aquele homem
de levar a Hailey.
Meu, meu Deus.
Meu Deus, meu Deus.
Precisava de dinheiro rápido.
Eles avisaram-me que estava a ser rastreada.
Não podia usar o meu cartão multibanco ou bancário.
Eu sabia que o Kurt tinha dinheiro no cofre.
O cofre biométrico.
Foi por isso que cortaste a mão dele.
Eu sou cirurgiã.
Estava desesperada.
Por isso fui
ao apartamento dele e tirei o dinheiro e a arma
do cofre,
comprei um telemóvel descartável e enviei uma mensagem.
Foi aí que as instruções realmente começaram.
Tive de roubar um carro,
ir a uma casa de câmbios e transferir 10.000 dólares
e levantar um envelope com uma chave de um escritório.
Eu devia encontrar
o escritório 109, apanhar uma mala
e entregá-la num local.
Lisa. Lisa.
Depois apareceste,
e eu nunca cheguei a entrar.
Tens alguma ideia de porquê
que foste escolhida?
Eles sabiam coisas sobre mim.
Coisas que eu tinha feito.
De que não me orgulho.
Depois de o Cal me ter divorciado, estava numa má fase.
Depois conheci o Kurt,
e eu queria que funcionasse,
por isso talvez estivesse cega.
Sabia que ele andava num esquema,
e eu ajudei-o a convencer os meus colegas
e a minha família a investir dinheiro com ele.
Eles sabiam que não irias à polícia
porque não querias ser apanhada pelo que fizeste.
Eu queria salvar a Hailey.
Parecia que era minha culpa ela ter sido raptada
porque eu estava a ser castigada.
Já me sentia tão culpada.
Não podia desobedecer às instruções
e deixá-la morrer por minha causa.
Deves achar que sou uma mãe terrível.
Eu não acho isso.
Eu não julgo.
Tenho medo que isto ainda não tenha acabado
para mim.
Eles contactaram-te outra vez?
Não, mas acho que devem ter pessoas em todo o lado.
A observar e à espera.
Está tudo bem?
Isto é para ti.
Pensei que tinha terminado.
Não, nunca terminamos.
Pensei que tinha acabado há sete anos. Enganei-me.
Quantas pessoas estão envolvidas nisto?
Não sei. Não faças perguntas.
Apenas sabe que podes sempre ser chamado
para lidar com interrupções e pontas soltas.
Faz apenas o que te pedirem.
-Tu sabes o que acontece se não o fizeres.
Bem, isto é agradável, não é?
Tu, eu, apenas a estrada aberta.
Vês, não estás contente por eu te ter convencido a vir?
Eu... não tenho a certeza
de como podes estar tão relaxado, dadas as circunstâncias.
Não sei, sou apenas um daqueles tipos, sabes?
Bom a compartimentar.
Sabes, a parte preocupada do meu cérebro não se mistura
com a parte que se diverte.
Sim. Talvez eu não tenha esse tipo de capacidades.
Sim, mas tu tens capacidades.
Está bem.
Quer dizer, tu... tu...
És resiliente, certo?
O Colter contou-me um pouco
sobre o que te aconteceu.
-Contou? -Sim.
E tu?
Disseste que estás entre trabalhos?
Sim. É verdade.
-Então? Tens algum plano? -Não sei.
Não sei.
Normalmente surge-me de repente.
Sabes? Talvez compre alguns terrenos no Arizona,
monte um campo de tiro tático.
Gosto do calor seco.
E tu?
Eu? Eu tenho definitivamente um plano.
Envolve aquele teu amigo advogado?
Se tens mesmo de saber...
...o Elliott e eu acabámos na semana passada.
Não.
-Estás bem? -Sim.
Foi mais ou menos mútuo, acho eu.
Estou só a processar tudo pelo que passámos.
Sabes?
Olha, se alguma vez quiseres falar sobre isso,
a sério, está bem? Estou aqui.
Agradeço.
Sabe... sabes, é assustador.
Houve um momento em que pensei que era
o fim, sabes?
Quer dizer, ele podia ter morrido.
Sim, mas não morreu.
Não morreu,
e tu conseguiste chegar ao outro lado,
e é isso que importa.
Pois.
Bem...
...se quiseres falar sobre isso,
estou sempre
pronta para papaguear.
Porque o meu irmão... é como falar com uma parede.
-Mas eu estou aqui por ti.
Está bem.
Vamos parar na próxima bomba de gasolina.
Preciso de ir à casa de banho.
O quê?
Acabámos de sair à estrada.
Bem, não sei que te diga.
Quando se tem de ir, tem-se de ir.
Está bem.
-Randy, que se passa? -Estás no local
onde a Lisa devia estar? O apartamento 109?
-Estou a chegar à porta. -Sim, bem,
infiltrei-me na lista de inquilinos do edifício,
descobri quem o alugou.
É um tipo chamado Jed Hoo.
Pagou adiantado por seis meses,
mas o número de telefone deste tipo está cortado
e a sua morada não existe.
Acho que o tipo não é real.
Colt, estás aí?
Estou à porta agora.
Vês alguma coisa?
Acho que ninguém está a usar este espaço.
E a mala? Encontraste-a?
Ainda não.
Já a tenho.
Está trancada.
Fotografias.
De quê?
Do Ockman e de um rapaz do secundário.
Tipo um dos seus alunos?
Sim, pode ser.
É definitivamente uma relação imprópria.
Não são fotos que o Ockman queira que se tornem públicas.
Então é isto que eles fazem.
Tinham poder sobre a Lisa,
isto é o poder que têm sobre o Ockman.
Randy? Recebeste a foto
da mala que te enviei?
Sim, meu, mas não esperes milagres.
Encontrei o fabricante,
mas o número de série está praticamente obliterado.
Está bem.
Faz-me outro favor, sim?
Verifica a lista de inquilinos,
vê quem mais está no rés-do-chão.
A verificar.
Sim, está maioritariamente vazio.
Há um exportador de fruta seca e
-uma empresa de roupa de dança. -Está bem. Obrigado, Randy.
Está bem.
Obrigado por me informares.
-O quê? O que é? -O Raymond Ockman está morto.
O Raymond Ockman está morto.
Foi encontrado enforcado na sua cela.
Matou-se?
É o que eles dizem,
mas quando me encontrei com ele, ele estava assustado,
está bem? Não suicida.
Ok, bem, se o Processo lhe chegou à prisão,
-então tem um alcance sério. -Quer dizer, ele estava
paranoico que um dos guardas fosse parte do Processo.
Talvez ele tivesse razão.
Vou pedir à polícia que envie alguém
para verificar a Lisa e a Hailey.
Pois.
Estás bem?
Pensei ter visto alguém a seguir-nos há bocado.
-Espera, estás a falar a sério? -Agora não vejo ninguém,
por isso ou desistiram ou não era nada.
Mas, por segurança,
acho que devia ser eu a conduzir.
Nada contra as tuas habilidades... és ótima.
Mas... ia fazer-me sentir melhor, está bem?
Sim, está bem, tudo bem.
Só que, tenho este carro há três meses, está bem?
Por isso não faças nada "à Russel".
-Sim, senhora. -Obrigada.
Já te contei sobre a vez em que passei um ano
a fingir ser empregado de bar num pub irlandês em Moscovo
-só para obter informações? -Não contaste.
Pois. Foi...
Bem, essa história vai ter de esperar.
Temos perseguição de volta.
O quê, o sedan azul?
Pois.
Ouve, eu sou treinado para isto, está bem?
Disse-te para não fazeres nada "à Russel".
-Aguenta-te.
O que-que-que-que é que estás a fazer?
Estás bem?
Sim, estou bem.
Não te mexas ou disparo!
Acorda e cheira o café.
Eu... Onde é que estou?
Eu não me preocupava com isso.
Vais matar-me?
Isso depende das respostas que me deres.
Não te posso ajudar.
Acho que podes.
O que é que o Processo quer comigo e com o meu irmão?
Não sei do que estás a falar.
Pensas que não vou usar isto?
Vais dizer-me a verdade.
-Compreendes-me?
O Randy está a verificar a carta de condução deste tipo.
É uma casa segura. Tenho recursos.
-Como está a Reenie?
Ela está bem, está a tentar obter
mais informações sobre a morte do Ockman.
Também pus a polícia a fazer uma vigilância
à Lisa e à Hailey.
Se o Processo descobrir que a Lisa está a falar,
-eles podem estar em perigo. -Boa observação.
O tipo está em mau estado.
-Foste tu que lhe fizeste isso? -Não.
Não, foi do acidente de carro.
Conseguiste alguma coisa dele?
Ainda não. Estou apenas a começar.
Bem, agora estás com problemas
porque o executor chegou.
Porque eu sou o simpático, por isso...
Nós sabemos que trabalhas para o Processo.
Não trabalho.
Tens de mo dar.
Já trataste
do Russell Shaw? E se dissermos que não?
Não podem,
ou vão levar o meu filho outra vez.
Não trabalho
para o Processo, mas eles obrigam-me a fazer coisas
e... não consigo sair.
-Eles escolheram-te. -Sim.
Levaram o Nicky, o meu filho.
Mas recuperámo-lo, e pensei
que tinha acabado. Recrutámos a próxima pessoa,
mas... ele f... ele falhou.
A próxima pessoa era o Raymond Ockman?
Então, e depois o Processo volta para ti?
Sim.
Podes ser chamado a qualquer momento
para tratar de interrupções.
Qualquer coisa que impeça o Processo de avançar.
Como eu e o meu irmão.
Está bem, diz-nos quem está a comandar esta coisa.
Não faço ideia.
A pessoa antes de mim disse-me que o Processo
já dura há muito tempo, pelo menos dez anos.
O que queres fazer?
Acho que vamos ter de te matar.
Isto é do corredor fora da cela do Ockman.
Ele usou o lençol como uma corda para se enforcar.
Espera, espera. Olha.
O Ockman só sai de cena
durante uns segundos.
Isso não é tempo suficiente para o que aconteceu.
Havia um guarda colocado
na sala de visitas quando eu estive aqui antes.
Está bem? O Ockman tinha muito medo dele.
Por favor, gostava de falar com ele.
Ele trabalhava no turno da manhã. Era um temporário a part-time
a substituir uma falta de pessoal.
Preciso de um nome e morada.
Não damos informações confidenciais de funcionários.
Vão dar, se não quiserem ser
processados por uma ação cível por morte injusta.
A escolha é vossa.
-Está bem, já tenho.
Isso vai dar-nos umas horas.
Então,
quem é que devia tratar do meu irmão aqui?
Não sei.
Pode ser qualquer pessoa que já tenha estado
envolvida no Processo.
Não podes confiar em ninguém.
Pois, bem, nós vamos pará-lo.
Não podes. Eles vão descobrir,
e depois o meu filho está em perigo.
Por favor.
É o aniversário dele hoje.
Liga-lhe.
Liga ao teu filho.
É o aniversário dele.
Meu querido, é o papá.
Sim, eu... eu sei. Eu sei que prometi estar aí, mas...
Volto em breve, está bem?
Porque é que não me guardas um bocado de bolo?
Está bem. O papá ama-te.
Obrigado.
Eles sabem...
eles sabem que eu faria tudo pelo Nicky.
O que é que o Processo tem sobre ti?
É assim que esta coisa toda funciona, certo?
-Alavancagem? -Sim.
Roubei dinheiro ao meu antigo patrão.
Lá vamos nós.
O que é que diz?
Diz: "O Processo pode retomar.
Tens três horas para chegar."
O que é que isso significa? O que é que isso quer dizer?
Há um novo alvo.
Eu sou o último elo. O Ockman falhou,
por isso o Processo voltou para mim,
e agora tenho de contactar o próximo alvo.
E se eu não aparecer,
eles matam o meu filho.
Pois, o Ockman não se matou a si próprio.
Acabei de vir da prisão.
Viste o vídeo de vigilância?
Sim, tenho quase a certeza de que foi adulterado.
Mas temos um problema. Temos um diretor da prisão
que não está motivado para investigar.
Basicamente cortou-me porque não sou
tecnicamente o advogado do Ockman
e não tenho jurisdição alguma lá, por isso...
Espera,
-O Randy quer falar contigo. - Colt,
Analisei as fotos da mala que me enviaste.
-Rastreaste o número de série? -Sim, tenho o que queres.
E tenho informações sobre o envio deste modelo.
-Bom trabalho. -Não, Colter,
és suposto dizeres trabalho excelente, está bem?
Porque afinal não venderam muitas
destas malas, mas um monte foi vendido
a uma Dra. Susanna Tate
na Universidade do Sudeste do Colorado
em 2002.
Conseguiste informações de contacto dela?
Sim, ela está reformada agora
e vive nos arredores de Denver,
mas acabei de te enviar a morada.
E, sim, de nada.
Obrigado.
Colter.
Diz ao Russell que ainda estou zangada com ele
e que quero o meu carro de volta, por favor.
Pois, sobre isso.
Ele vai precisar do teu carro por mais algum tempo.
-Espera, porquê? -Porquê?
Acho melhor não saberes.
Sim, esta...
parece ser uma das minhas.
Costumava dá-las como presentes de boas-vindas aos meus alunos.
Fazia-os sentirem-se importantes
ao levarem os seus papéis numa pasta.
Como se o seu trabalho fosse valioso.
Exatamente. Parecia ultrassecreto.
Tanto do nosso pensamento pode ser modificado
por pequenas coisas.
Sim, fizeste muita investigação
sobre modificação comportamental sob coação, certo?
-Sim. -Sim.
Coisas bastante avançadas.
Eram, mas e-eu estou reformada agora.
Com o que é que esperavas que eu te pudesse ajudar?
O que podes dizer-me sobre o Processo?
Como é que sabes disso?
Está a acontecer neste momento.
-Isso é impossível. -Já morreram três pessoas.
Por isso, por favor... diz-me o que sabes.
Foi uma experiência numa aula que leccionei
sobre alavancagem e obediência.
Os voluntários eram ou vítimas de chantagem
ou os próprios chantagistas
que obrigavam as suas vítimas a seguir regras rígidas.
Foi de curta duração.
Então terminaste a experiência? Porquê?
Um dos sujeitos acabou por magoar gravemente a colega.
Tornou-se demasiado perigosa,
e não só para os sujeitos.
Vários dos estudantes de mestrado que estavam no projeto,
eles... eles simplesmente... começaram a exibir
comportamentos desviantes.
Que tipo de comportamentos?
Embriaguez de poder,
capacidade aumentada para a crueldade.
Por isso, eu fiz o que era correcto e terminei-a.
Enterrei a investigação
e segui em frente para novas áreas de estudo.
Achas possível que um dos teus antigos estudantes
tenha continuado a tua investigação no mundo real?
Espero que não.
Eu tinha, de facto, três estudantes em particular
que se opuseram fortemente ao meu encerramento do projeto.
E quais eram os nomes deles?
Lembro-me sempre deles porque foram tão insistentes.
Don Schneider, Gillian Meeks e Phillip Jost.
O Schneider, em particular, preocupou-me.
O meu estudo expôs
algo nele, uma espécie de sadismo punitivo.
Ele sentia prazer nas regras do Processo
e achava que os sujeitos mereciam ser castigados.
A experiência terminou.
Ele continuou a tentar contactar-me.
Bloqueei-o,
disse-lhe para seguir com a sua vida.
Mas eu... acho que criei um monstro.
Tinhas medo deste tipo.
Sim.
Tens alguma ideia de onde este tipo pode estar agora?
Não. Não sei. Perdi o contacto com todos.
Ouvi dizer que a Gillian Meeks está em Londres,
mas os outros dois... eles...
podem ainda estar na área.
É estranho.
Eles não foram atrás de mim.
Criaram um sistema
em que, se alguém saísse da linha,
ou os chantageavam ou matavam-nos.
Não tinhas forma de saber que isto estava a acontecer.
Mas sinto-me responsável.
Eles pegaram na tua ideia e deturparam-na.
-Há quanto tempo isto acontece? -Há muito tempo.
-Demasiado tempo.
O importante é que ponhamos um fim a isto
antes que mais alguém se magoe.
Está bem, então, chegámos.
E agora?
Esperamos.
Acho que não consigo fazer isto outra vez.
Temos de fazer.
Aí está.
Meu Deus.
Não grite, não grite.
Na verdade, estou aqui para salvar a tua vida,
mas tens de seguir as minhas instruções
com muito cuidado, entendes?
-Sim. -Está bem, vamos.
Russell, estás bem?
Sim. Até agora, tudo bem.
O Processo não sabe que estamos a enganá-los.
-Deram novos alvos ao Harith? -Sim.
Sim, é um casal jovem. Recém-casados.
Fingimos raptar a mulher, e o marido
recebe a primeira mensagem
do Processo num telemóvel descartável.
Deixa-me adivinhar. Não digas a ninguém,
deposita fundos numa conta...
Sim. Sim. Estamos a tentar avançar devagar aqui,
por isso ele vai fazer uma transferência daqui a pouco,
ganhar-nos algum tempo.
Acho que descobri quem está por trás disto.
Antigos estudantes de mestrado de psicologia
que desapareceram do mapa.
Obtém o número do remetente, entrega-o ao Randy.
Já o fiz.
Sim, por isso é que... é que estava a ligar.
Então, ele rastreou o número falsificado.
Um dos pings veio das coordenadas em Eagle County
onde eu e a Reenie íamos visitar.
Isso não pode ser ao acaso.
Certo?
Sim. Sim, concordo.
Está bem, encontro-me contigo lá.
As coordenadas são a cerca de milha e meia para ali.
Acho que é melhor irmos a pé daqui.
É este que procuramos.
Já a tenho.
E eu a pensar que não havia nada aqui.
Pois.
-Oh, filho da mãe.
O que foi aquilo?
Apanhei. Apanhei.
-Sim. -Pois.
Pare!
Pare!
Da próxima vez não falho, prometo.
É bom ver um homem morto.
Não estou armado.
-És tu o responsável? -Não.
-Quem é? -O Schneider.
Dá-me as chaves.
Anda.
Não te mexas. Acabou.
Vais disparar contra mim?
Porque isso não vai parar o Processo.
E-Ele não precisa de mim.
Posso mostrar-te uma coisa?
O que estarias disposto a fazer para salvar
a tua mãe e a tua irmã?
Responde à pergunta.
E qual delas salvarias primeiro?
Não estou aqui para jogar o teu jogo.
Tens medo das escolhas que farias.
Porque fizeste isto?
Sei que fizeste as tuas vítimas transferir-te dinheiro,
mas isto não é só sobre ficares rico.
Há mais por trás, certo?
O Dr. Tate diz que eras um sádico punitivo,
Por isso isto é...
...isto é prazeroso para ti.
Dr. Tate?
Aquela académica falhada? O qu...
Não tens curiosidade sobre como tudo funciona?
Criámos um algoritmo
para selecionar alvos automaticamente.
É auto-sustentável.
Não há nada que possam fazer para o parar.
Estás orgulhoso disto.
Queres ser admirado.
Por isso é que me estavas a enviar essas mensagens.
Certo? Querias que te encontrasse.
Entrar aqui e ver-te.
O teu poder, a tua superioridade.
Já estás anónimo há muito tempo.
Nem tu consegues bater ao algoritmo, Colter.
Ele escolhe indivíduos com falhas
que preferem não ir à polícia.
Quão bem conheces a tua família?
Quais são as probabilidades de alguém
ter um segredo para esconder?
-Estás bem? -Estou bem.
Consegui o que precisava dele.
Ele estava a tentar usar a Dory e a Mãe como alavanca?
Tentou. Não resultou.
Está bem, estás pronto para causar estragos...
...desligar o Processo?
Vamos a isso.
Então, o Don Schneider foi detido.
Ele não fala. Nenhuma surpresa aí.
Mas o FBI está a fazer análise forense aos servidores.
Bom, ainda bem que não destruímos tudo.
Pois, e...
os especialistas de informática confirmaram
que paraste o Processo.
A Lisa está muito grata a ti.
Como está o Harith Holmes?
Está pronto a responder pelo que fez,
mas está contente que o filho está seguro.
Então isto tudo está mesmo terminado?
Esperemos. Quero dizer, os federais tentam
encontrar esta terceira estudante, Gillian Meeks,
sabes, só para ter a certeza.
Ainda não a encontraram?
Tenho a certeza que é só uma questão de tempo.
Mas enfim, tenho de ir. Tenho um almoço com um cliente.
E vou enviar-te a conta do arranjo do meu carro.
Liga-me. A qualquer hora.
-Quero dizer, qualq...
Vamos ter de falar sobre Echo Ridge e a Mãe
a dada altura.
Pois.
Bem, não estou pronto para falar com ela,
-se é isso que estás a perguntar. -Bom, só preciso de saber
o que lhe dizer quando ela me perguntar.
Diz-lhe, sabes, que preciso de mais tempo.
Está bem. Sim, quer dizer, leva o tempo que precisares.
É que, sabes, coisas de família.
O tipo de coisas que gosto de varrer para debaixo do tapete
e esquecer, mas isso não é a tua praia.
Está bem.
Não, não está.
O, o número de telefone
que encontraste no diário do Pai.
Se quiseres, posso investigar isso por ti.
-Farias isso por mim? -Claro.
Não tenho grande coisa na minha agenda agora.
O que é que se segue para ti, aliás?
Não sei.
Não sei.
Talvez gostasse de ser o meu próprio patrão.
Sabes, talvez algo aventureiro.
Ajudar quem precisa de ajuda. Esse tipo de coisa.
Alguma dica?
Estou todo ouvidos.
Estás a pedir o meu conselho?
Sim. Parece que tens algo bom a funcionar aqui.
Sim, não é mau.
Quero dizer, a Airstream é um bocado estranha,
-mas, sabes, estás a sair-te bem.
A Airstream é fixe, pá. Não é estranha, é fixe.
Acho que só quero fazer alguma coisa...
Usar as minhas habilidades para o bem.
Tipo o bem maior.
Não sei.
Descobriste quem foi que te pintou as unhas?
-O quê? -Quem te pintou as unhas,
O macaco? Jacarta?
Sabes que mais? Essa história é melhor contada com uma cerveja.
-Ou várias cervejas.
E tu é que pagavas.
Conheço um sítio.
Sim? E bife.
-Eles têm disso. -Estou dentro.
Parece-me um plano.
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