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RASTRO DE ÓDIO
Ethan?
Quieto, Prince.
É o seu tio Ethan.
Seja bem-vindo, Ethan.
Lucy, você não cresceu tanto desde a última vez que a vi.
Eu sou Deborah. A Lucy está ali.
Deborah. Debbie.
-E você é Lucy? -Sim, sou Lucy.
Estou muito feliz em vê-lo, tio Ethan.
Ela tem um namorado e fica aos beijos.
-Ben, poderia... -Já chega.
Vá com a Lucy e ajude-a com o jantar.
Deborah, você também. Ben.
Eu só ia perguntar ao tio Ethan o que ele vai fazer com o sabre.
Bem, eu pensei em dá-lo a você.
Obrigado. Obrigado, tio Ethan.
-Como foi na Califórnia? -Califórnia? Como vou saber?
-Mose Harper nos contou... -Mose Harper?
Aquele bode velho continua andando por aí?
Por que ninguém o enterrou?
Eu não estive na Califórnia.
E nem pretendo ir.
O jantar estará pronto assim que você se lavar.
Deixe-me pegar seu casaco, Ethan.
Seja bem-vindo, Ethan.
Obrigado, Aaron.
Marty, o tio Ethan está aqui.
Debbie, sente-se.
Boa noite, tio Ethan. Seja bem-vindo, senhor.
Martin. Martin Pawley.
Desculpe-me pelo atraso, tia Martha.
Nossa, poderia tê-lo confundido com um mestiço.
Não creio. Tenho sangue cheroqui, mas o resto é gaulês e inglês.
-Pelo menos é o que dizem. -Cresceu bastante.
Foi Ethan quem o encontrou, berrando embaixo de um arbusto...
depois que seus pais foram massacrados.
Fui eu, por acaso. Não foi nada demais.
Obrigado, Lucy.
Boa noite, tia Martha.
Boa noite, Martin.
-Tio Aaron. -Boa noite, Martin.
-Boa noite, tio Ethan. -Boa noite.
Venha, Ben.
Boa noite, mãe. Boa noite, pai.
Tio Ethan, vai nos contar sobre a guerra?
A guerra acabou há três anos, garoto.
Acabou? Então, por que não voltou para casa antes?
Ben, vá com Martin. Ande.
Tio Ethan, Lucy está usando o pingente dourado que deu a ela...
quando ela era pequena.
Ela não o usa muito porque o pescoço dela fica verde depois.
-Deborah. -É verdade.
Eu não me importaria se me desse um pingente dourado...
mesmo se o meu pescoço ficasse verde.
-Um pingente dourado. -Debbie.
Lucy, onde está o meu alforje?
Veja o meu pingente dourado!
Que bonito.
-Ethan, ela é muito nova... -Ah, deixa-a.
-Não é muita coisa. -Para cama, mocinha.
-Sim, papai. -Obrigada, tio Ethan.
Vamos para a cama.
Passei pelo Todd antes de vir para cá. O que aconteceu?
Ele desistiu e voltou à colheita do algodão.
Bem como os Jamison.
Sem Martha...
Ela não deixaria um homem desistir.
Ethan, você também estava assim antes da guerra.
Você queria partir.
Você ficou sem um bom motivo. Por quê?
-Aaron, por favor... -Está me pedindo para ir embora agora?
Você é meu irmão, Ethan. É bem-vindo a ficar...
enquanto quiser. Certo, Martha?
-Claro que sim. -Eu vou pagar minhas despesas.
Tem 60 pratas aí dentro.
E mais do que o dobro aqui. São dólares yankees.
Estão novas em folha.
-Não têm qualquer marca. -E daí?
Aaron, abra! É Sam Clayton.
Aaron.
-Reverendo, entre! -Bom dia, Aaron.
-Bom dia, irmã Edwards. -Bom dia, reverendo.
-Bom dia, Ben e Debbie. -Bom dia, Charlie.
-O que houve, reverendo? -Lars disse que alguém...
invadiu seu curral, noite passada, e roubou suas melhores vacas.
Sim. Da próxima vez, vou criar porcos! Por Deus!
Você nunca ouviu falar de alguém roubando porcos, eu aposto.
-O café está pronto, se quiserem. -Café será ótimo. Bom dia, Lucy.
-Bom dia, reverendo. -Debbie, você já foi batizada?
-Não, senhor. -Aaron, chame Martin.
-Martin! -Obrigado, irmã.
Esse café vai me fazer bem. Passe o açúcar, filho.
Muito bom. Espere um minuto, irmã.
Ainda não me servi de café. Ah, rosquinhas. Obrigado, irmã.
Claro que adoro rosquinhas.
Aaron! Martin, venha aqui.
-Venha. Levante a mão direita... -Martin.
-Sim, senhor. -Levante a mão direita.
Vocês assumem os cargos de voluntários no batalhão A dos Texas Rangers.
-E lealmente vão... -Senhor, posso ir com você?
-Vá pegar a minha camisa. -Quieto!
-Onde eu estava? -"Cumprir lealmente."
-Estão lealmente liberados... -Sra. Edwards...
Cale a boca!
Estão lealmente liberados de suas obrigações, bem como...
a isenção de recompensa ou consideração monetária.
Amém. Significa "sem pagamento". Melhor vestir uma camisa, Aaron.
Não serei voluntário até tomar o meu café.
-Beba o seu, reverendo. -Pode me chamar de "capitão".
Capitão. O reverendo Samuel Johnson Clayton.
Muito impressionante.
Ora, o irmão pródigo.
Quando você voltou? Não o vejo desde a rendição.
Pensando bem, eu não o vi na rendição.
Não acredito em rendições. Eu ainda tenho meu sabre, reverendo.
E não me tornei um amolador.
Os índios sim, Sra. Edwards.
Caddos ou Kiowas. O velho Mose sabe. Sim, senhor.
-Cale a boca, Mose. -Obrigado.
-O meu rebanho foi... -Ethan, eu conto com você...
para cuidar das coisas, enquanto eu estiver fora.
-Você não vai. -Claro que vai.
-Já fiz o juramento dele. -Então, desfaça.
-Eu vou com você. -Não acho que deveria...
Fique aqui, Aaron. Isso pode ser perigoso.
Pode ser que esse velho idiota não esteja tão errado.
Pode ser coisa dos comanches.
Palavras gentis, Ethan. Obrigado pela gentileza.
Crianças, vão com a Lucy.
-Mãe, eu quero... -Ben.
Comanche, hein?
Tudo bem. Eu faço o seu juramento.
Não precisa. Não seria legal de qualquer jeito.
Por que não? É procurado por crime, Ethan?
-Café, Ethan. -Obrigado, Martha.
Está perguntando como capitão ou pregador, Sam?
Pergunto como ranger do estado soberano do Texas.
-Tem um mandato? -Você se parece com muitas descrições.
Creio que um homem só faz um juramento por vez.
Eu fiz o meu para os Estados Confederados da América.
E você também, Sam.
Fique aqui, Aaron.
Obrigado, Sra. Edwards. Precisamos ir.
Obrigado, Sra. Edwards.
Agradeço a hospitalidade de sua cadeira de balanço, senhora.
-Brad e Lucy, Lucy e Brad! -Brad e Lucy, Lucy e Brad!
Debbie e Ben Edwards, vou falar à mãe sobre isso!
Brad! Bem à frente!
Tio Ethan.
Há algo suspeito sobre esta trilha, tio Ethan.
Não me chame de "tio". Eu não sou seu tio.
Sim, senhor.
Não precisa me chamar de "senhor", também.
Nem "avô", nem "Matusalém".
Eu posso dar-lhe uma lição.
-Como quer que eu o chame? -Meu nome é Ethan.
Agora, o que há de tão suspeito sobre esta trilha?
-Bem, primeiro... -Vejam! Vejam!
Reverendo!
Veja!
Caddos ou Kiowas, hein?
Só uma tribo usa uma lança como essa.
Pai, o seu touro premiado.
Mataram todos.
Nem foi por causa de comida. Por que fariam isso?
Roubaram o rebanho para nos tirar de lá.
Tentativa de assassinato.
Assim, eles podem atacar sua casa ou a casa do meu irmão.
Mama! Laurie!
Por favor, Deus. Por favor, não!
Brad! Brad! Filho!
A casa de Jorgensen está mais próxima, Ethan.
Se não estiverem lá, iremos à sua procura. Vamos, Charlie.
Faça isso.
Você vem ou não?
A fazenda fica a 64 km daqui. Os cavalos precisam descansar e comer.
Nada de Caddos ou Kiowas. Comanches, claro!
-Prepare a comida. -Sim, senhor. Sim, senhor.
Quieto, garoto.
Vou ver se pego duas aves antes do jantar.
Sim, faça isso, Aaron.
-Os dias estão escurecendo mais cedo. -Lucy, não precisamos do lampião ainda.
Vamos aproveitar o pôr-do-sol.
Está tudo bem, mãe. Eu dei uma olhada.
-Só... -O quê, Ben?
Queria que o tio Ethan estivesse aqui. Não queria, mãe?
Feche as portas e as janelas, Ben. Bom garoto.
-Mãe, não posso... -Lucy!
Vamos brincar de escapar.
Lembra-se de quando se escondia com a vovó?
-Onde ela foi enterrada? -E você rastejava pela vala...
-bem quietinha, como... -Como um ratinho.
Rápido, Martha. A lua está aparecendo.
Não faça barulho e não volte, independente do que ouvir.
-Promete? -Eu prometo.
Espere. Posso levar Topsy?
-Não há tempo. Não há tempo. -Aqui está ela, querida.
Aqui.
Agora, abaixe-se e corra!
Querida!
Prince, volte. Volte, Prince.
Volte. Prince! Volte. Volte, Prince!
Prince, volte. Volte, Prince! Prince!
Tio Ethan!
Tio Ethan.
Espere um minuto, tio Ethan.
Da próxima vez, obedecerá ao seu tio Ethan.
-Muitíssimo obrigado. -Espere! Podemos ir juntos, Mose!
Mose, espere!
Mose!
Martha! Martha!
Tia Martha.
Tia Martha.
-Deixe-me entrar. -Não entre lá, garoto.
-Eu quero vê-los. Deixe-me... -Não entre lá.
Não o deixe olhar lá, Mose.
Não fará bem a ele.
Lucy! Debbie!
-Coloque um "amém" nisso! -Eu ainda não terminei.
Não há mais tempo para preces. Amém!
Brad, Martin!
Amém.
Ethan, aquelas garotas eram como família para mim.
Talvez não saiba, mas o meu Brad estava namorando Lucy. Minha Laurie...
Ficarei grato se for direto ao ponto, madame.
Eu sei que Martha gostaria que você...
tomasse conta dos filhos e das filhas dela.
Se as filhas morrerem, não deixe os filhos desperdiçarem a vida com vingança.
Prometa-me, Ethan!
Ande, se quiser vir conosco.
Capitão! Capitão Clayton!
Outro, hein? Dê uma mão, Charlie.
Esse andou bastante antes de morrer, capitão.
Bem, Ethan, pode marcar mais um ponto para o seu irmão.
-Eu não gosto disso! -Do que você não gosta?
Índios em ação geralmente escondem os seus mortos.
E se não se importam que saibamos...
só pode dizer uma coisa...
Eles não têm medo que os sigamos ou que esbarremos com eles.
Você pode voltar quando quiser, Nesby.
Ethan, eu não disse isso!
Não disse!
Calma, Nesby. Calma.
Jorgensen!
Por que não termina o serviço?
-Quem bem isso faz a você? -Pelo que você prega, nada.
Mas pelo que esse comanche acredita...
se ele não tem olhos, não entra na terra prometida.
Precisa vaguear para sempre entre os ventos.
Você entendeu, reverendo. Vamos, cabeça oca.
Certo, pessoal. Vamos partir.
Eles acamparam à beira do rio, a cerca de 30 km daqui.
Vamos esperar anoitecer e depois cercá-los.
Assim, podemos surpreende-los antes de clarear o dia.
Está certo de querer surpreende-los, Ethan?
Foi para isso que viemos, não foi?
Achei que tentávamos tirar as garotas deles. Vivas.
Se surpreendermos os comanches, eles vão matá-las. Sabe disso.
O que faremos, então, reverendo? O que devemos fazer, Ethan?
Bem, eu pensei em talvez roubar os cavalos deles.
Um comanche a pé estará mais disposto a conversar.
Acho que o reverendo tem razão, não acham?
Você acha que o reverendo...
O que um reles mestiço cheroqui sabe sobre o antigo truque comanche...
de dormir amarrado ao seu melhor cavalo?
Você tem mais chance de assustar aqueles cavalos do que...
Do que você encontrar aquelas garotas vivas com um ataque direto.
Vamos fazer do meu jeito, Ethan. E esta é uma ordem.
Sim, senhor.
Mas se estiver errado...
nunca mais me dê outra!
-Eles estiveram aqui. -Claro, eles estiveram aqui.
Agora, eles estão por aí, esperando para nos surpreender.
Mais alguma ordem, capitão?
Sim, vamos continuar.
Então?
Quer desistir, Ethan?
Vai chegar o dia.
-Cavalos. -Cavalos.
Continuem.
Continuem avançando.
Reverendo, parece que você está cercado.
Mas eu já sei como deixar de estar cercado.
Mose, estamos longe do rio?
Eu já fui batizado, reverendo. Eu já fui batizado.
-Cale-se, seu idiota. -Obrigado pela gentileza. Obrigado.
É melhor você se preparar para outro...
porque quando eu der o sinal, quero que se mexa como Billy B. Jigger.
Vamos!
-Calma, Nesby. -Você ficará bem, Nesby.
-Mantenha-os do outro lado do rio. -Eu mando aqui, Ethan!
Então, mande!
-Calma, Nesby. -Você ficará bem, Nesby.
Vamos, vamos.
Pronto.
Aqui está minha Bíblia. Segure.
Você se sentirá bem.
Obrigado, reverendo. Muito obrigado pela gentileza.
Ethan, acha que eles vão nos atacar?
-Está me perguntando? -Estou.
Obrigado.
Sim. Música de morte.
Eles planejam a guerra para evitar constrangimento.
Sim, senhor. Eles vão estar atrás de você em um minuto.
Por aquilo que vamos receber, nós te agradecemos, ó Senhor.
Você o pegou, Marty!
Aleluia!
Que droga!
Pegue, está carregada.
Não, deixe-os cuidar dos que se machucaram e morreram.
Reverendo, já chega!
A partir de agora, fique fora disso. Todos vocês.
Não quero vocês comigo.
Não preciso de vocês para o que preciso fazer.
Bem, Edwards, eu...
Acho que está certo. Precisamos levar Nesby de volta.
É um trabalho para um batalhão de rangers...
ou é trabalho para um ou dois homens.
Agora, não somos muitos e não somos o suficiente.
Eu vou sozinho.
-Alguma objeção? -Boa sorte.
Só há um jeito de me impedir de procurar por Lucy, senhor.
Só me matando!
Eu também me sinto assim, tio Ethan.
Ethan, senhor.
Tudo bem. Mas eu dou as ordens, entenderam?
Eu dou as ordens.
E vocês obedecerão, ou nos separamos aqui, agora.
Claro, Ethan.
Só estamos aqui por uma razão, não é? Para encontrar Debbie e Lucy?
Se elas ainda estiverem vivas.
Vamos partir.
Eles precisam parar uma hora ou outra.
Se são humanos mesmo, precisam parar!
Não. Humanos andam a cavalo até ele morrer. Depois, andam a pé.
Os comanches levantam o cavalo, andam mais 30 quilômetros...
e depois o comem.
Devagar com isso.
Desculpe-me.
Nós nem sabemos se Debbie e Lucy estão nesse bando.
-Talvez se dividiram. -Eles estão com elas, certo...
-se ainda estão vivas. -Você já falou muito isso!
Talvez Lucy esteja morta. Talvez ambas estejam mortas.
Mas se ouvir isso novamente, vamos brigar, Sr. Edwards!
Vai chegar o dia.
Preparem-se.
Encontrei uma trilha principal...
mas quatro deles cortaram por aqui e foram por aquela passagem.
Por que fizeram isso, Ethan?
Vou dar uma olhada. Continuem procurando os outros.
-Quer que atiremos em caso de... -Não, nada de fogo ou barulho.
Eu encontro vocês do outro lado.
Mexam-se!
Quer água, Ethan?
A trilha leva para lá.
Por que eles desviaram?
Tem água naquele canyon?
Não tem água.
Você está bem, Ethan?
Eu estou bem.
O que houve com o seu casaco dos Confederados? Você perdeu?
Talvez.
Mas não voltarei para pegá-lo.
Eu as encontrei!
Encontrei Lucy!
Acamparam a cerca de um quilômetro para lá.
Eu estava voltando e vi a fumaça.
Alcancei o cume e lá estavam eles, bem abaixo de mim.
-Você viu Debbie? -Não, mas vi Lucy.
-Ela usava aquele vestido azul... -O que você viu não foi Lucy.
-Foi, eu estou lhe dizendo. -Você viu um pele-vermelha...
usando o vestido da Lucy.
Eu encontrei Lucy no canyon.
Enrolei-a ao meu casaco...
e a enterrei com minhas próprias mãos.
Achei melhor esconder de vocês.
Eles...
-Ela foi... -O que querem que eu faça?
Um desenho? Que diga detalhes?
Não me pergunte!
Enquanto viver, não me pergunte mais.
Brad, eu sinto muito.
Brad, espere um minuto!
Espere! Volte aqui, Brad!
Brad, volte aqui!
Por que você não diz logo?
Perdemos e você sabe disso.
Não.
Nosso retorno não significa nada.
Não a longo prazo.
Se ela está viva, está segura.
Por enquanto. Vão mantê-la...
e criá-la como um deles até...
Até ela chegar à idade para...
Você acha que talvez haja uma chance de ainda encontrá-la?
Um índio persegue algo até achar que chegou a hora.
Então, ele desiste.
Mesma coisa quando corre.
Parece que nunca aprende que existe algo como...
uma criatura que sempre continuará voltando.
Então, nós os encontraremos, no final. Eu lhe prometo.
Nós os encontraremos.
Tão certo como a rotação da Terra.
-Oi, Ethan. -Olá, senhor.
-Oi, Marty. -Como vai, senhor?
Marty.
Recebeu minha carta sobre seu filho Brad?
Sim, há exatamente um ano.
Ah, Ethan, este país...
Marty?
Martin Pawley!
Ele provavelmente se esqueceu de você.
Provavelmente, nem lembra o seu nome.
O nome dela é Laurie.
Mas eu realmente esqueci o quanto ela era bonita.
Ethan.
E Debbie?
O que acha que está fazendo?
Não mexa nisso!
Nem vale a pena arrumar.
Por que ficou tão vermelho? Eu tenho irmãos.
Mas eu não sou um deles.
Preste atenção, Martin Pawley. Eu sou uma mulher.
Nós, mulheres, lavamos e costuramos suas roupas sujas a vida inteira.
Quando era pequeno, dávamos banho em você.
Como banca o tímido diante de uma mulher, eu nunca saberei.
Você fala como alguém que anda por aí pelada.
Não me incomodaria.
Claro que eu não faria isso na frente do meu pai, se fosse você.
Nós continuamos seguindo-os até começar a nevasca.
Depois, perdemos a trilha deles.
Não preciso dizer para onde fomos.
Forte Richardson, Wingate, Cobb.
Posto Anadarko.
O problema é que não sabemos a qual tribo aquele grupo pertencia.
Você fez o possível, Ethan.
-Deixei o seu filho morrer. -Não se culpe por causa disso.
Foi este país que matou o meu filho.
-Por Deus, eu lhe digo, Ethan... -Agora, Lars...
acontece que somos texanos.
O texano nada mais é do que um humano excluído. Este ano, no próximo...
e talvez por mais cem. Mas não acho que será para sempre.
Algum dia, este país será um ótimo lugar para se viver.
Talvez estejamos mortos antes que esse tempo chegue.
Hora de dormir.
Ela era professora, sabe.
Mãe, as roupas de Marty estão uma vergonha.
Podemos dar a ele algumas coisas de Brad?
Claro, estão no baú da vovó.
-Ethan, você vai dormir no barracão. -Por Deus, a carta!
Está no baú sueco.
Chegou para você no inverno passado. Charlie MacCorry trouxe.
Estou procurando por aquela carta que Charlie MacCorry...
Ah, já sei.
Aqui está. Por Deus, me esqueci.
Com licença.
Sra. Jorgensen, dê uma olhada nisto.
-Um pedaço de pano. -Já viu isso antes?
Talvez de um vestido da Debbie?
Sim, era um avental.
Ethan, encontraram-na?
Ainda não.
Ainda não.
Você poderia ao menos ter deixado minhas calças!
Está na hora de dormir, de qualquer jeito.
-Experimente estes. -De jeito nenhum.
Possivelmente, precisam de uma encolhida.
Você está magro. Minha mãe fará um peru amanhã, no jantar...
Laurie? Laurie, venha. Deixe os rapazes dormirem.
Tudo bem, pai.
-Boa noite, Marty. -Boa noite, Laurie.
-Boa noite, Sr. Edwards. -Boa noite, Srta. Jorgensen.
Jorgensen está cuidando do meu rebanho como se fosse dele.
Seu rebanho?
Quer dizer, o rebanho de Debbie.
Ele concordou em acolhe-lo...
e a separar o aumento no meu gado, enquanto estiver fora.
Estou partindo amanhã.
Eu é que não vou ficar aqui. Comecei a procurar por Debbie...
-e pretendo continuar. -Por quê?
Por quê?
-Bem, porque ela é minha... -Ela não é nada sua.
Ela não tem parentesco algum com você.
Mas sempre achei que tivesse.
A maneira com que os pais dela me acolheram, me criaram...
-Isso não cria parentesco. -Tudo bem, talvez não.
-Mas pretendo continuar de qualquer jeito. -Como?
Tem um cavalo ou dinheiro para comprar um?
Você não tem dinheiro nem para munição.
Jorgensen está lhe oferecendo uma boa vida aqui.
Martin, tem algo que eu quero que saiba.
Eu sei o que você quer que eu saiba.
Que eu não tenho parentesco, não tenho dinheiro ou cavalos!
Tudo o que eu tenho é um monte de roupa de morto para vestir!
Você já me disse isso. Então, cale a boca!
-Bom dia, Laurie. -Bom dia, Martin. Dormiu bem?
Bem, não...
Eu fiquei virando de um lado para o outro...
e sonhando.
Vou pegar um café para você.
Sabe, Laurie, estive pensando que...
talvez seja hora de começarmos um namoro, não acha?
Martin Pawley, estamos namorando desde os três anos de idade.
-Estamos? -Estava na hora de descobrir.
Nossa, Laurie, eu sempre gostei de você...
mas com todo esse problema envolvendo Debbie e Ethan, eu...
Ethan partiu há uma hora.
Martin, não sei o que pode fazer sobre Debbie que ele não pode.
Ele vai encontrá-la, Martin. Honestamente, ele vai!
Esse é o meu medo, Laurie.
Que ele a encontre.
Eu vi os olhos dele quando ele disse "comanche".
Eu o vi pegando a faca e...
Esqueça. Ele é um homem que pode ir à loucura...
e eu pretendo estar lá para impedi-lo, caso isso aconteça.
Gostaria de segurá-lo aqui, mas acho que já deveria saber.
Aqui.
Eu roubei isto para você.
"Eu comprei um..."
Deixe-me ler para você.
"Eu comprei um vestido pequeno de um índio.
Se esse é um pedaço do vestido da criança, traga recompensa.
Eu sei aonde eles foram.
-Jerem Futterman." -Jerem Futterman?
Laurie, ele tem uma pequena loja no sul de Brazos.
Eu preciso de um cavalo! Acha que seu pai...
-Termine seu café da manhã! -Laurie, eu preciso encontrá-lo!
-Certo, vá e encontre-o! -Laurie, você não entende?
Laurie, esse é o seu próprio cavalo, o Sweetface.
Pegue-o de bom grado!
Mas não espere me encontrar aqui, quando voltar.
Eu estou nesta droga de lugar há dois longos anos esperando por você.
Não quero virar uma solteirona.
Desculpe-me, Laurie. Mas preciso encontrar Ethan.
Então, vá em frente e encontre-se com ele!
COMERCIANTE
-Futterman? -Sim?
Vamos conversar.
-Você me enviou uma carta. -Sim?
Sobre um vestido.
Como conseguiu?
Você falou em uma recompensa de mil dólares.
-Foi o que eu disse. -Trouxe consigo?
Você terá a recompensa quando eu encontrá-la e se ela estiver viva.
Um homem tem o direito de esperar algum pagamento.
Eu paguei pelo vestido e enviei-lhe a carta.
-Vinte dólares yankees. -E o tempo também é valioso.
Fale.
Um jovem pele-vermelha me vendeu isso no verão passado.
Disse que pertencia a uma criança prisioneira do cacique Scar.
Scar? Nunca ouvimos falar dele, ouvimos?
Nem eu. Mas o pele-vermelha disse que era um cacique guerreiro...
-dos comanches Nawyecky. -Continue.
O grupo de Scar seguiu para norte, para passar o inverno no Forte Wingate.
Foi o que o pele-vermelha disse. Talvez, ele mentiu.
Talvez você minta.
Neste caso, amigo, você não vai encontrá-la...
e eu não ganho mil dólares.
Olhe, vocês podem pernoitar.
-Uma boa diversão, e se quiserem... -Não, obrigado.
Não se esqueça de voltar com os meus mil dólares.
Ainda não é seu.
Ei, Ethan?
Você tem a sensação de que talvez estejamos sendo seguidos?
Isso é o índio em você. Vá dormir.
Os cavalos parecem estar bastante nervosos.
Eles sentem uma mudança no clima.
Por favor, Ethan! Não coloque mais lenha na fogueira.
-Eu estou queimando. -Podemos congelar antes do amanhecer.
Além disso, estou ficando como o velho Mose Harper.
Meus ossos estão gelando esta noite.
Sabe, é engraçado, mas...
no último inverno, quando passamos pelo Forte Wingate...
eu não me lembro de mencionarem os comanches Nawyecky.
Não é engraçado se soubesse o que "Nawyecky" significa.
-E o que é? -Mais ou menos uma reviravolta.
O homem diz que foi para um lugar e significa que foi para outro.
Agora é sério, Ethan. Não coloque mais lenha na fogueira!
Eu estou queimando.
-Confortável? -Ethan, você está bem?
Só estou dizendo boa noite para você.
Bem, boa noite.
-Boa noite. -Boa noite.
Futterman.
Obrigado. Você fez bem.
É o senhor Futterman.
Ethan, o que está fazendo?
Pegando meu dinheiro de volta, seu idiota. O que você acha?
Nós nos demos bem.
"Nós"? Você me ajeitou ali feito uma isca!
Acendeu a fogueira e armou tudo para que arrebentassem os meus miolos!
E se tivesse errado?
Não passou pela minha cabeça.
Vamos sair daqui.
Olá, Sr. Jorgensen.
-Charlie! -Tenho uma carta.
Por Deus, uma carta?
Para a senhorita Laurie.
Duas cartas em um ano! Por Deus!
Mama! Mama! É Charlie MacCorry.
Ele traz uma carta e vem de primeira classe. Por Deus!
Venha.
-Bom dia, Charlie. -Olá, Sra. Jorgensen.
Laurie, uma carta para você. Charlie trouxe.
Suponho que sejam notícias esperadas, então...
-Obrigada, Charlie. -De nada.
-Eu lhe trouxe umas guloseimas. -Obrigada, Charlie.
Sente-se e fique à vontade, enquanto Laurie lê a carta.
Eu preciso ir andando...
-Não. Sente-se, Charlie. -Não, fique. Afinal de contas...
Charlie trouxe a carta, Laurie. Ele tem direito a ouvi-la.
-Vou sentar um pouquinho. -Vamos, Laurie. Leia a carta.
-Mãe, a carta é minha. -Claro, querida. Mas leia.
Vamos, leia.
Por favor.
"Querida Srta. Laury..."
Escrito com Y ao invés de I-E.
-Ele deveria saber. -Ah, só um errinho. Por favor.
Qual é a diferença? Leia a carta.
"Querida Srta. Laury, eu peguei um lápis para que saiba...
que Ethan e eu ainda tentamos alcançar os comanches...
que o falecido Sr. Futterman nos contou a respeito."
O falecido Sr. Futterman.
Significa que o Sr. Futterman está morto. Por Deus.
Pobre homem. Continue, Laurie.
"Cortamos para o norte, em território indígena e não tivemos problemas...
ao encontrar Kiowas, Wichitas...
e até alguns comanches...
acampados perto de um dos postos.
Mas nenhum deles era Nawyeckys...
ou alegava conhecer um cacique guerreiro chamado Scar."
Scar.
"É com ele, segundo o falecido Sr. Futterman, que está Debbie.
Em um dos postos...
nós negociamos vários tipos de objetos...
imaginando que seria mais fácil para nós ir e vir.
Você riria se eu contasse qual foi a nossa melhor venda."
Vamos. Acho que descobri algo.
Scar? Você o encontrou?
Quando vai aprender a manter essa boca fechada?
Pegue seu cavalo e vamos sair daqui.
-Acabei de comprar um cobertor... -Esqueça. Mexa-se!
O que eu soube foi que um grupo de comanches hostis...
passou ali há menos de uma semana.
Perguntei se havia uma menina branca com eles.
Eles ficaram calados e desconfiados.
-Você acha que pode... -Eu não sei.
Por que ela está nos seguindo?
Você pode voltar agora. Vamos.
Olhe, eu mudei de idéia. Pode ficar com o cobertor.
Você não entende. Não quero isso!
Você não entende, seu cabeça dura.
Você não comprou um cobertor.
Você a comprou.
Você arrumou uma esposa.
Não, Ethan. Diga a ela para voltar.
E colocar a família dela inteira atrás dos nossos escalpos...
por exibir uma de suas mulheres? Não, senhor.
Venha, Sra. Pawley.
Venha, Sra. Pawley. Junte-se ao marido.
"Sra. Pawley"?
Ah, não.
"Há outra coisa que preciso contar...
antes que ouça de Ethan.
Como eu arrumei...
uma esposa."
-Foi? -Bom!
Um jovem deve casar-se cedo. Certo, Mama?
Continue lendo a carta, Laurie.
"Uma pequena companheira comanche..."
Companheira!
-Laurie, você merece apanhar! -Laurie, volte aqui...
-e leia a carta. Agora mesmo. -Isso é uma vergonha.
Volte e leia. Por favor.
Aqui, Mama. Você lê a carta.
Charlie, minha esposa era professora. Ela sabe ler bem.
Eu vou ler.
Então, ele casou-se com uma comanche.
Por Deus.
"Ela não era tão velha quanto você."
Quantos anos ele pensa que eu tenho?
Olhe, café. Eu, café.
Posso beber um pouco, Sra. Pawley?
Sim, senhor.
Parece que a Sra. Pawley será uma boa e prestativa esposa.
Pare com isto, sim?
Olhe, eu gostaria de fazê-la entender.
Olhe?
Olhe.
Ela disse que o nome dela é Ganso Selvagem Voando no Céu Escuro.
Mas ela atenderá por "Olhe", se isso lhe satisfaz.
Isso é motivo para divórcio no Texas.
Você é mesmo durão!
Pois eu não vejo graça nenhuma.
Se quer fazer alguma coisa boa, por que não pergunta a ela sobre Scar?
Ela ouviu você.
-Pergunte a ela. -Olhe, Scar?
Sabe aonde ele foi?
Ele tinha uma garota com ele? Uma garota branca?
Não. Não uma mulher...
Irmã.
Martin!
Olhe se foi.
Partiu durante a noite.
Ela não voltou para a sua família, certamente.
Ela seguiu o caminho apontado pela seta.
Acha que devemos segui-la?
Como vou saber?
Ela é sua esposa.
Talvez ela tenha deixado outros sinais...
"...mas nunca saberemos...
porque nevou naquele dia e durante toda a semana seguinte."
Seguíamos para o norte, na região dos búfalos...
quando aconteceu algo que ainda não entrou na minha cabeça.
Mas nesse dia avistamos uma pequena manada.
Precisávamos de carne...
então circulamos e fomos em direção a eles a pé.
-Ethan, isso não faz sentido. -Fome! Estômagos vazios!
Isso faz sentido, seu cabeça oca!
Precisa parar!
Pelo menos, não vão alimentar nenhum comanche este inverno.
-Ethan, escute! -Matar búfalos não faz diferença.
-Você só precisa... -Escute!
Vamos!
Eram os comanches Nawyecky.
Aqueles que estávamos procurando todo esse tempo.
Marty.
É a Olhe.
Olhe?
Por que aqueles soldados a mataram? Ela nunca fez mal a ninguém.
Precisamos alcançá-los. Talvez eles estejam com Debbie.
Talvez o cacique deles seja o Scar.
Então, concluímos que Debbie esteve na vila.
O que Olhe fazia ali, se veio alertá-lo...
ou talvez encontrar Debbie para mim, nunca saberia.
-Vamos, continuem andando. -Sigam lá para cima.
Vamos, sigam para lá. Depressa, sigam agora.
Vamos, rápido. Juntos. Vamos, subam. Rápido.
-Boa noite. -Sim?
Procuramos por uma garota. Garota branca, prisioneira.
Deve ter cerca de 14 anos agora.
Quatorze? Temos duas com essa idade.
-Onde? -Sargento?
Todas as mulheres brancas estão na capela.
O que essa garota é sua?
-Ela é minha sobrinha. -Ela é minha...
Um momento.
-Mulheres brancas? -Sim, senhor.
Pode se levantar?
Levante-se, por favor.
Debbie?
Difícil acreditar que são brancas.
Elas não são mais brancas.
São comanches.
Onde estão suas baixas?
Talvez possa nos ajudar a identificá-las. Todas brancas e prisioneiras.
A garota branca está ali.
Não.
"Então, seguimos para o território do Novo México de manhã.
Desculpe-me por não voltar...
para o Natal, novamente, este ano.
Coloco o lápis de lado, esperando que você esteja bem de saúde...
bem como os seus pais.
Continuo lealmente...
seu querido Martin Pawley."
Nunca encontrarão aquela garota.
Não, nunca.
"Seu querido."
Mãe, ele tinha de assinar o nome completo, "Martin Pawley".
Não apenas "Marty".
-Não me importo se não voltar mais! -Laurie, Laurie!
Charlie, fique para o jantar. Não aceitarei não como resposta.
Dizer não nunca passou pela minha cabeça, Sra. Jorgensen.
Não existe outro lugar onde eu queria estar, a não ser aqui...
e agora.
-Reconhece? -Esse?
Não poderia haver dois iguais no mundo inteiro. Mose!
Mose Harper!
-Ei, Mose! -Bom revê-lo!
Mose, você parece mais porco do que nunca.
-Que tal uma bebida? -Sim. Obrigado pela gentileza.
-Tequila. -Não tenho ido tão bem.
Não, senhor. Não muito bem.
-Estou ficando velho. -Você nasceu velho.
Tenho-o ajudado, Ethan. Tenho observado o tempo todo.
A recompensa ainda é válida.
Não quero nenhum dinheiro, Ethan. Nada de dinheiro, Marty.
Só um teto sobre a velha cabeça de Mose...
e uma cadeira de balanço perto da lareira.
Minha própria cadeira de balanço perto da lareira, Marty.
Ajude-nos a encontrar a garota e tem sua cadeira de balanço.
Jura, Ethan? Dá sua palavra?
Eu já disse, não foi?
Ethan, eu encontrei o homem que a viu.
Sabe onde Debbie está.
Onde está ele? Quem é esse homem?
-Promete? -Quem é esse homem?
Eu sou esse homem, señor.
Emilio Gabriel Fernandez y Figueroa.
Ao seu serviço. Por um preço.
Sempre por um preço.
-Acho que eu gostaria... -Espere até crescer.
Vamos falar de negócios.
Por que não?
Mamacita, más frijoles, por favor.
Vamos.
-Mas eu estou com fome. -Enquanto forra o estômago...
eu vou sair para conhecer um comanche chamado Cicatriz.
Nunca ouvi falar.
Cicatriz significa "scar" no México.
Território de cura, hein?
Coisa ruim, eu acho.
Esse é o grande Cicatriz...
-cacique guerreiro... -Scar, hein?
Fácil saber de onde tirou seu nome.
Você, Grandes Ombros.
O jovem, Aquele Que Segue.
Você fala muito bem americano para um comanche.
Alguém ensinou a você?
Certo. Viemos para negociar. Mas não aqui.
Não gosto de falar ao vento.
Você fala bem comanche. Alguém ensinou a você?
-Você fica aqui. -Nem pensar.
Seus filhos estão mortos. Por isso, as esposas sentam-se no lado de honra da oca.
Todas são esposas dele?
Dois filhos mortos por homens brancos.
Por cada filho, eu tiro muitos...
Escalpos.
Nós vimos escalpos antes.
Isto antes?
Eu vim para negociar, não para admirar sua coleção.
Diga a ele que vamos acampar do outro lado do riacho.
-Falamo-nos amanhã. -Amanhã?
-Não que eu esteja com medo. -Não se desculpe. Você foi bem pago.
Mas ele sabe quem você é e por que está aqui. Eu não sabia disso.
Tome. Não quero dinheiro de sangue.
Você acha que o velho Scar quer nos matar?
Ele precisa.
Estamos pedindo por isso há cinco anos.
Por que ele não agiu antes?
Hospitalidade, eu acho. Hospitalidade comanche.
Por quê? Quer ir embora também?
"Grandes Ombros."
Debbie?
Debbie, não se lembra? Sou Martin, seu irmão.
Lembra-se?
Debbie, lembre-se de antes.
Lembra-se de como eu deixava você cavalgar no meu cavalo?
E contava histórias?
Não se lembra de mim, Debbie?
Eu me lembro.
Sempre.
Primeiro, eu rezei por você...
"Venha me buscar...
e leve-me para casa."
Você não veio.
Mas eu vim agora, Debbie.
Essa é minha gente.
Vá, Martin. Por favor.
Afaste-se, Martin.
Nem pense, Ethan.
Ethan! Nem pense!
Afaste-se!
Debbie. Debbie.
Bem...
parece que eu terei de abrir esse ombro de novo...
para retirar o veneno.
Não sei como conseguiu sobreviver por tanto tempo.
Eu quero que...
leia isso.
"Eu...
Ethan Edwards...
estando em plena consciência...
e...
sem qualquer parentesco de sangue...
por meio desta..."
"Outorgo". Significa "deixo".
"Outorgo...
todos os meus pertences...
de todo tipo...
para...
Martin Pawley."
Como assim, não tem nenhum parentesco de sangue?
-Debbie é sua parente! -Não mais. Ela não é.
Pode ficar com o seu testamento!
Eu não quero seus pertences!
Não me esqueci de você preparando-se para matá-la.
-Que tipo de homem você é? -Ela vive com um pele-vermelha!
-Ela não é nada mais... -Cale essa boca suja!
Espero que morra.
Vai chegar o dia.
Um, dois, três, quatro!
Boa noite a todos! Boa noite, irmã. Conseguimos!
-Olá! -Olá. Onde está Charlie?
Irmã, aqui está ele! Todo arrumado, penteado e de orelhas lavadas.
Charlie, está lindo! Eu mal o reconheceria.
Sim, minha senhora. Eu mal me reconheço também.
Vamos lá, Luther!
-Ei, parceiro. -Olá, Charlie.
E seu violão?
-Não vai beber, reverendo? -Não, Nesby.
Não até terminar a cerimônia. O bar está fechado, certo, irmã?
-Certo. -Vamos lá! Vamos prosseguir!
Charlie!
Vá em frente, Lars.
Bíblia.
-Tire essas esporas. -Sim, senhor.
Certo. Alinhem-se, rapazes.
Música.
Você não acha que estão dando uma festa para nós, acha?
Vai chegar o dia.
Eu estou bem.
Ethan, Marty! Vocês não podem entrar!
-Os rangers estão aí dentro. -E o que isso tem a ver?
Vocês são procurados por assassinato, os dois!
Aquele comerciante, o falecido Sr. Futterman.
O reverendo e os rangers estão aí dentro esperando.
Mas o que está havendo?
Parece que vocês dois têm muito para conversar. Vamos.
-Ethan, esconda-se no celeiro. -Para quê?
Por favor! Olhem, todos!
Olhe, Mama. Veja quem está aqui.
Boa noite.
-O bar está aberto? -Ethan...
novidades sobre nossa garotinha?
Ela não é mais uma garotinha.
-Você a viu? Ela está viva? -Eu a vi. Ela está viva.
Boa noite, reverendo.
Ou devo chamá-lo de "capitão"?
Vim aqui para um casamento, Ethan.
Até isso terminar, "reverendo" será apropriado.
-Depois, conversaremos. -Marty está com você?
Sim.
-Charlie, por favor. -Charlie!
Mama! Mama, não!
Bom vê-lo de volta, Ethan. Vamos nos juntar a você.
Mas eu escrevi uma carta.
Uma carta em cinco anos.
Eu a li até o papel secar e a escrita desaparecer.
Acho que não era uma carta muito boa, não é?
Não, não era.
Poderia ao menos dizer que me amava.
Poderia pedir para eu esperar por você. Ao menos, seria alguma coisa.
Mas eu sempre te amei.
Achei que você sabia disso sem eu precisar dizer.
Não é justo, Martin Pawley.
Não é justo e você sabe disso!
-Eu preferia que não chorasse, Laurie. -Quem está chorando?
Acho que a melhor coisa a fazer é eu ir embora.
Faça isso, Martin Pawley, e eu morrerei!
Eu agradeceria se soltasse a minha noiva.
Não está me dizendo que vai se casar com ele?
-Charlie MacCorry? -Claro que ela vai!
E não pense que sua volta vai mudar alguma coisa.
Bem, sobre isso, eu não sei, Charlie.
Nós não paramos para falar sobre casamento.
Que direito você tem para falar de casamento com uma mulher decente?
Se está falando daquela acusação de assassinato...
E outras coisas.
Talvez você ache que estava sendo esperto...
sobre aquela esposa índia que arrumou.
Aposto que ela foi a primeira companheira que você...
Seu salafrário, filho-da...
Marty, você fez de novo!
Saia da minha frente!
Marty, Charlie! Eu não quero briga na minha casa.
Então, nós vamos brigar lá fora.
Eu não estou armado.
Bem, isso não é problema.
Mãe! Pai! Reverendo Clayton!
-Depois de você, Marty. -Depois de você, Charlie.
Pai! Reverendo Clayton! Pai!
Aqui.
Obrigado.
Cuspa nesse pedaço de lenha.
Pare com isso, Marty! Isso não é justo!
Martin! Martin! Charlie!
-Marty, pare com isso! -Marty! Charlie!
-Marty! -Pare!
-Sargento MacCorry! Sargento! -Sim, senhor?
Isso é uma disputa a trabalho?
Não, senhor. Diz mais respeito a uma briga particular.
Continuem, então. Mas sejam justos. Nada de mordidas ou unhadas.
E nada de chutes também!
Peguem-nos. Façam-nos lutar direito.
Certo. Seja justo, Martin!
Espere um minuto, Marty.
-O violino de alguém. -Ei, Seth.
-Sem enforcar. Sem unhar. -Vamos, Charlie. Dê nele.
Pai! Sr. Edwards, faça-os parar!
-Por quê? Você começou. -Marty, olhe o pé dele!
-Ethan, não! -Não se esqueça que é uma dama.
-Vamos! -Luta justa, agora.
Luta justa!
-Não deixe Charlie... -Vamos, Charlie!
-Isso, Charlie. -Vamos, Charlie!
Charlie, Charlie! Vamos, Charlie, levante-se.
-Charlie, você está bem? -Marty, vamos.
Creio que sim.
Vamos. Quero que dêem as mãos e fiquem amigos.
Desculpe. Eu mordi sua orelha, Marty.
Não doeu nada, Charlie.
Agora limpem-se, pois vamos continuar com o casamento.
-Onde está minha Bíblia? -Não haverá casamento.
Não até deixarmos claras algumas coisas por aqui.
Irmã Jorgensen, foi uma boa festa de casamento...
considerando-se que ninguém se casou.
Ethan, preciso pedir a você e Martin para me acompanhar até a capital.
Isso é um convite para uma festa formal, reverendo?
Eu não diria isso.
Possivelmente, você teve suas razões para matar Futterman.
Provavelmente, foi necessário.
Agora estou falando como ranger, não como pregador.
O fato de que os três homens foram atingidos pelas costas...
é a única coisa que levanta dúvidas.
Isso...
e o sumiço de determinado ouro que estava em sua posse...
antes de sua morte.
Ethan, preciso pedir a sua arma.
Se não faz diferença para você, reverendo...
-eu não vou para Austin. -Você vai se o capitão decidir.
-Rapazes! Charlie! -Pare! Pare!
Vou colocar ambos no celeiro para esfriar!
-Marty, sente-se! -Sargento!
Boa noite, madame. Capitão Clayton.
Com licença, madame.
-Capitão Clayton, senhor. -Não.
Eu sou o capitão Clayton.
-Você é o capitão Clayton? -Sim, sou o capitão Clayton.
Os cumprimentos do coronel Greenhill, senhor.
-O coronel quer... -Está com frio na cabeça?
Não, senhor.
Desculpe-me, senhor. Perdão, madame.
Certo, volte para o início.
Os cumprimentos do coronel Greenhill. O coronel quer...
Espere. Quem é esse coronel de que está falando?
Coronel Greenhill é coronel Greenhill. Comandante...
-E você? -Sou o tenente Greenhill, senhor.
O que o seu pai quer saber?
Vamos, continue.
Meu pai quer saber... O coronel Greenhill quer saber...
-em quanto tempo reúne um batalhão... -Vire-se, filho.
Sim, ele é um infante yankee.
O coronel Greenhill quer saber em quanto tempo poderia...
-Eu não gostei disto, senhor. -Só estou brincando, filho.
Ele quer saber em quanto tempo consegue homens...
para juntar-se a uma ação punitiva contra os comanches.
-Juntar-se a quê? -Juntar-se a uma ação punitiva.
Recebemos informações sobre um grupo de comanches liderados pelo cacique Scar.
-Que informações? -Que ele não está longe...
-escondido em algum lugar. -O que o faz pensar que não está longe?
Ontem, uma patrulha capturou um homem...
que alegava ser prisioneiro de Scar dois dias antes.
Ele falava esquisito, mas o trouxemos conosco.
Ele disse que vive aqui. Vive mencionando uma cadeira de balanço.
Mose. Mose!
Mose!
Segure os braços dele, Sam.
-O velho Mose. -É o Mose!
Boa noite, madame. Vim para a cadeira de balanço.
Tragam-no perto do fogo.
-Cuidado! -Peguem-no!
Levantem-no.
-Peguem uma cadeira. -Charlie.
Traga uma bebida para ele.
-Cuidado com a cabeça dele. -Pronto, Mose.
-Dê uma boa golada. -Beba.
Beba bastante. Vai se sentir melhor.
Mose. Scar, onde está ele?
Minha cadeira de balanço. Prometeu uma cadeira de balanço.
-Onde está Scar? -Pergunte sobre Debbie.
Debbie está bem, Mose?
Eu fingi que era louco.
Você não acha que sou louco, acha, madame?
-Não, você só está doente e machucado. -Obrigado, madame.
Mose, tente se lembrar. Você estava no acampamento de Scar.
Comi sujeira, masquei grama. Eu os enganei...
Onde Scar se escondeu?
Não vou lhe dizer.
Direi a Marty.
Sete Dedos, Marty.
-Sete Dedos. -Já chega. Vamos levá-lo para cama.
Espere um minuto. Sete Dedos?
Deixe-me informar, senhor. Foi o que ele nos disse...
mas não existe tal lugar no mapa.
Esperem...
Não é aquele nome Caddo para onde todos os canyons se juntam em Malpais?
-Sete Dedos. Sete Dedos de Brazos! -Caddo ou Kiowa.
-Nossa! -Vamos levá-lo para o quarto.
Eu quero minha cadeira de balanço.
Nós vamos levar.
Diga ao seu pai que um batalhão de rangers...
quatorze, armados e equipados, estarão prontos ao amanhecer.
Seguiremos para o extremo sul de Malpais.
Se ele puder nos encontrar, será bom.
Capitão, não podemos partir amanhã.
-Para a sua própria proteção. -Nossa prote...
Filho, lá fora há um grupo de assassinos...
com escalpos texanos e uma garota branca prisioneira.
Se quer nos proteger, fique fora do nosso caminho.
Agora, corra de volta para o seu pai!
Ethan, você e Martin assumem os postos de patrulheiros civis, sem pagamento.
Charlie, pegue os rapazes e volte para o quartel para reunir o batalhão.
Martin?
Você não vai. Não desta vez.
-Você é louca? -É tarde demais.
Ela é uma mulher crescida agora.
Mas preciso ir, Laurie. Trazê-la de volta para casa.
Para qual casa?
Os restos dos peles-vermelhas comanches serão vendidos...
-junto com os rebentos dela? -Cale a boca!
Sabe o que Ethan fará se tiver chance?
Colocará uma bala na cabeça dela.
Martha gostaria que ele fizesse isso.
Só se eu estiver morto.
Podemos chegar a cerca de 200 metros deles.
Há um ponto certo bem à esquerda.
Quantos você imagina?
Cerca de uma dúzia cada.
Suficiente para cercar.
Vejo vocês mais tarde.
Bem, nós os encontramos.
Agora, homens...
o estado do Texas paga a vocês 12 dólares yankees por mês.
Chegou a hora de fazer por merecer.
Apertem suas cilhas. Vamos atacar ao raiar do sol.
-Tenham certeza de... -Espere um minuto, reverendo!
Se atacarmos, eles vão matá-la e você sabe disso!
-Estou contando com isso. -Eu sei que está!
Não vai ser desse jeito. Ela está viva e continuará viva.
-Estar com comanches não é viver. -Melhor do que ter os miolos estourados!
Filho, sei que isso é difícil de dizer, mas há coisas mais importantes aqui...
-do que sua irmã. -Claro que há.
Vou dizer-lhe algo.
Eu não queria falar, mas vou.
Lembra-se daquele escalpo amarrado na lança de Scar?
-Longo e ondulado? -Eu vi.
Não tente me dizer que era de Martha ou Lucy!
Era da sua mãe.
-Venha, filho. -Mas isso não muda.
Isso não muda nada!
Dê-me uma chance de penetrar e tirá-la de lá antes de vocês atacarem.
-E se você for pego? -Eu não direi nada a eles.
-Serei um homem sozinho. -Eu disse não.
Vá em frente, filho.
Mas ao primeiro sinal de problemas, vamos invadir.
E não teremos tempo de escolher nossos alvos.
O funeral é seu.
Capitão Clayton! Capitão!
-Capitão Clayton! -O que é isso?
-Capitão Clayton, senhor. -Droga... Continue!
Por que não toca uma corneta para estragar o ataque, já que é para atrapalhar?
-Senhor? -Ah, esqueça.
-Seu pai sabe que está aqui? -Sim, senhor. A tropa está há 16 Km.
-O coronel me mandou procurá-lo. -Você me encontrou. Bom trabalho.
-Bom trabalho. Adeus. -Existe algo que eu possa fazer...
Deus me perdoe. Apenas volte e diga ao seu pai onde estamos.
-E onde ele está. -Mas ele sabe disso, senhor.
Posso ficar? Por favor?
Tudo bem. Mas me observe, rapaz.
Eu sou jogo duro, ao contrário daqueles selvagens infantis.
E se não ouvir o meu primeiro chamado, é melhor ler a minha mente...
porque eu não pretendo falar duas vezes sobre qualquer assunto!
-Sim, senhor. -Nossa!
-Cuidado com essa espada! -Desculpe-me, senhor.
Alto!
Montem!
Monte. Monte! M-O-N-T-E, monte!
Debbie.
Debbie.
Debbie, não diga nada. Sou eu, seu irmão Marty.
Eu vou levá-la embora. Vou tirá-la daqui, Debbie.
Sim, Marty. Sim, Marty.
Irmãos, vamos na direção deles!
Tocador!
Entre ali!
Charlie, Nesby, peguem aqueles cavalos...
-Rapaz, cuidado com essa espada! -Sim, senhor.
Vamos!
Não, Ethan! Não, Ethan!
Não, Ethan!
Debbie!
Não, Ethan! Não!
Vamos para casa, Debbie.
-Isso dói, reverendo? -Cale a boca!
Vamos.
Bom trabalho, capitão. Bom trabalho, filho.
Está machucado?
-Bala? Uma flecha? -Não.
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