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O PEQUENO BUDA
H� muito tempo, numa aldeia da �ndia antiga...
havia um bode e um sacerdote.
O sacerdote queria sacrificar o bode aos deuses.
Ele ia cortar o pesco�o do bode,
quando de repente o bode come�ou a rir.
O sacerdote parou, admirado, e perguntou ao bode...
"Por que ri? N�o v� que vou cortar sua garganta?
'Sim', disse o bode.
"Depois de morrer e voltar como bode 499 vezes...
dessa vez, voltarei como ser humano".
Ent�o o bode come�ou a chorar.
O sacerdote perguntou: "Por que est� chorando?"
E o bode respondeu: "Por voc�, pobre sacerdote."
"500 vidas atr�s, eu tamb�m era um sacerdote...
e sacrificava bodes para os deuses."
O sacerdote caiu de joelhos, dizendo...
"Perdoe-me, eu imploro.
"De hoje em diante serei o protetor de todos os bodes da terra."
O que esta lenda antiga nos ensina?
Que nenhum ser vivo deve ser sacrificado.
- O que aconteceu com o bode? - Ah, sim, o bode.
O bode teve muitas vidas como um ser humano...
at� que um dia, transformou-se em uma pessoa...
muito estranha.
Champa!
Mostre-nos algo de sua vida anterior.
Telegrama para o Lama Norbu.
Esperei nove anos para receber isto.
- � sobre Lama Dorje? - Sim.
Acharam-no?
Talvez!
Rezaremos pelo �xito de sua miss�o.
E lembre-se de tomar seu rem�dio.
MOSTEIRO PARO BUT�O
Esperem.
Esta � a tigela de Lama Dorje.
Vai precisar dela em sua procura.
Seattle!
� maravilhoso v�-lo novamente,
mas deve estar cansado ap�s um v�o t�o longo.
Um pouco cansado.
Fale de novo sobre seus sonhos.
Meus sonhos come�aram um m�s ap�s Lama Dorje morrer.
Eles eram t�o intensos e me levavam sempre ao mesmo lugar.
- O lugar vazio? - Sim.
Lama Dorje andava na minha frente, em uma colina.
Apontava para um lugar vazio...
mas n�o havia nada l�.
Ent�o encontrei o lugar...
por acaso, alguns meses depois, tal qual nos sonhos.
Vi que come�aram a construir uma casa.
que pertencia � fam�lia de um engenheiro...
cujo �nico filho se chamava Jesse.
Ele nasceu um ano ap�s Lama Dorje morrer.
Lama Dorje estava de jeans?
Oh, sim. Aquilo era diferente,
porque em vida, ele sempre vestiu t�nica.
Claro, eu me senti t�mido para me aproximar deles,
mas ent�o tive sorte.
H� tr�s semanas...
Um belo dia.
Sim, � sim.
Sou monge budista do Tibet. Kenpo Tenzin.
- Prazer em conhec�-lo. - Agora sou professor em Seattle.
Tamb�m sou professora. De matem�tica.
Oh! Eu tamb�m!
Tamb�m ensino astrologia. Principalmente.
Que diferente.
A astrologia dos tibetanos � muito avan�ada.
Com licen�a.
Jesse!
Posso saber em que dia seu filho nasceu?
- Primeiro de mar�o. - Maravilhoso! A que horas?
De manh� cedo. 6:30
Maravilhoso! 6:30 Muito especial.
- Isso eu n�o entendo. - Claro, claro!
Aceita este cart�o?
Obrigada.
Jesse!
Tudo bem, Maria, eu atendo.
Sra. Conrad? Lembra-se de mim...
Sim, da escola do Jesse. O astr�logo tibetano...
Kenzo...?
- Kenpo Tenzin. - Kenpo Tenzin, Sim.
Recebi seu convite para ir ao Centro Dharma e eu...
quero ir, mas estive sem tempo, mas quero muito ir.
Meu amigo Lama Norbu chegou do But�o. Nunca esteve na Am�rica.
� um Lama muito importante. Veio em miss�o especial.
Mesmo? Gostariam de entrar?
� muita gentileza sua. Seria interessante para ele.
Esta � a Sra. Conrad. Este � Lama Norbu.
Por favor entrem.
Est� um pouco desarrumado.
Meu marido construiu esta casa.
Ele � engenheiro.
Como v�em, ainda estamos desembrulhando caixas,
Mas a cozinha est� pronta.
Nos mudamos h� poucas semanas.
Muito espa�o.
Muito bonita.
Meu marido adora o que faz. Passa horas apreciando.
Sra. Conrad?
- Posso ir agora? - Claro, Maria, tudo bem.
Obrigada. At� amanh�.
Gostariam de vir pra sala?
Muito emocionante.
- Mesmo? - Sim.
Posso oferecer algo pra beber?
N�o, obrigado.
Tudo bem. Por favor sentem-se.
Tem certeza Sra. Conrad?
- Tudo bem, Maria. - Est� bem...
Fiquem � vontade.
Lama Norbu � meu professor no monast�rio do But�o.
Entendo.
Veio numa miss�o importante para todos n�s.
Ficar� no Centro Dharma que abrimos em Seattle.
- Claro. - Lisa.
� meu marido. Com licen�a.
Oi querido.
Qual o problema? Parece cansado.
Eu estou.
- Tenho uma distra��o para voc�. - O que �, querida?
Voc� vai ver.
Quem � essa gente?
Monges tibetanos.
Simplesmente apareceram.
- O redondo � professor de astrologia. - E o quadrado?
Professor do professor.
- Onde est� Jesse? - Terminando o dever de casa.
Podemos?
- Este �... - Lama Norbu.
- Kenpo Tenzin. - Meu marido Dean.
Estavam admirando o vazio da sala, querido.
Nenhuma sala fica vazia se a mente estiver cheia.
Aprende-se isso numa cela de pris�o.
Somos Budistas do Tibet.
Por muitos anos vivemos exilados...
h�spedes de nossos irm�os no But�o, Nepal e �ndia.
Desde a ocupa��o em 1959.
No Budismo Tibetano...
acreditamos que todos renascem...
repetidamente.
Mas h� alguns seres muito especiais.
que voltam como guias espirituais...
pessoas especiais, que podemos identificar.
Por isso estamos aqui.
- Procuram algu�m em Seattle? - Sim, meu professor, Lama Dorje.
O homem que me encontrou.
Procuramos sua reencarna��o.
Jesse, � voc�?
Apare�a. Venha dizer ol�.
Vem.
Vem aqui.
Este � Jesse.
Este � Lama Norbu.
E voc� se lembra de Kenpo Tenzin da escola?
- Por que est� sem sapatos? - � um antigo h�bito Tibetano.
- Gosta da minha m�scara? - No meu pa�s, adoramos m�scaras.
Eu a fiz. � um rato vermelho.
- Querida, preciso de um whisky. - Eu tamb�m.
Meu professor, Lama Dorje...
que foi professor do Dalai Lama...
perto do fim da vida, sentiu que sua presen�a...
era necess�ria no Ocidente para ensinar o Dharma.
o caminho do Buda.
Ent�o, veio para Seattle, onde morreu h� 9 anos.
Procuramos sua reencarna��o em muitos lugares...
e achamos que pode ter nascido como seu filho.
- Jesse? - Sim.
Lama Dorje tinha grande senso de humor.
Este � Champa, e este � Punzo.
Champa! Ent�o voc� acordou!
Queiram nos dar licen�a.
Foi uma grande honra visit�-los, mas agora temos que ir.
Devia ver o monotrilho. Eu vou te mostrar.
Champa...
Esse livro � para voc�.
Ent�o, voc� ser� meu guia...
Jesse.
- At� logo. - Boa noite.
"O Pequeno Buda. A Hist�ria do Pr�ncipe Siddhartha."
Agora os dedos.
Cuidado com o livro.
M�e, de onde vieram aqueles homens?
S�o tibetanos, querido.
S�o do But�o, um pa�s que fica no Himalaia.
O que � Himalaia?
S�o as montanhas mais altas do mundo.
M�e... adeus!
Adeus.
"Buda nasceu h� 2500 anos...
em um pequeno reino na �ndia antiga.
Como era costume naquele tempo...
sua m�e, a rainha Maya...
voltava para a casa dos pais para ter o beb�.
Como a viagem era muito longa, no caminho...
a caravana real parou para descansar perto de uma floresta.
Andando entre as �rvores, a rainha entrou em uma esp�cie de transe...
e lembrou de um sonho estranho que teve quando ficou gr�vida.
No sonho, um filhote de elefante apareceu ao lado dela.
e a aben�oou com sua tromba.
A rainha Maya estava no meio da floresta.
quando sentiu as dores do parto.
Ent�o, dizem que uma �rvore...
compreendendo este grande momento.
curvou-se devagar para proteg�-la...
oferecendo seus galhos para ela se apoiar.
A crian�a nasceu quase sem dor...
com pele dourada brilhante. Estava plenamente consciente.
Tinha os olhos bem abertos e era forte o bastante para ficar em p�."
Eu nasci para alcan�ar a ilumina��o...
e livrar todas as criaturas do sofrimento.
"E dizem que flores de l�tus nasciam onde ele pisava."
Onde est� nossa reencarna��o? Onde est� Lama Dorje?
Lendo seu livro.
Como "Os Tr�s Reis do Oriente"...
Incr�vel.
Ao menos, n�o disseram que Jesse nasceu de concep��o imaculada.
N�o sei, a id�ia de reencarna��o me agrada.
Eu gostaria de voltar e visitar lugares e pessoas que amo.
E se voltasse como formiga?
Qual o problema? Muita atividade em grupo, piqueniques...
Voc� pode ser pisada.
As pessoas s�o pisadas tamb�m.
� verdade.
N�o est� chateado assim por causa dos monges tibetanos...
- Qual � o problema, Dean ? - � o Evan...
Foi � fal�ncia.
Como?
Evan foi � fal�ncia?
Ele tenta esconder de todos. At� de mim.
Mas...
Como isso aconteceu? Voc�s s�o grandes amigos...
...e fazem tudo juntos.
Sabe o edif�cio do centro? Ele n�o consegue alugar um cent�metro.
Estava desesperado.
E o que far� agora?
N�o sei.
Se o Evan se afundar, talvez percamos a casa.
Ent�o seremos pobres novamente. E permaneceremos felizes.
Mam�e, venha ler pra mim.
J� vou, Jesse.
"O rei Suddhodana, pai do beb�...
deu ao filho o nome de 'Siddhartha'...
que significa 'aquele que traz o bem'.
E deu uma grande festa para apresentar o filho ao povo.
De repente, na cerim�nia, para surpresa de todos...
chegou um convidado inesperado.
Era o venerado eremita e astr�logo Asita...
que ningu�m via h� anos.
Quando Asita olhou para o beb�...
a rainha Maya viu l�grimas nos olhos dele."
N�o se assuste, rainha. S�o apenas l�grimas de um velho...
que n�o viver� para aprender os ensinamentos do seu filho.
Ele ser� um grande rei?
Ser� o senhor do mundo, ou o seu redentor.
Quando envelhecer, Siddhartha poder� ser professor como o senhor.
Mas antes, ele deve me seguir...
e ser um rei. - Como queira...
mas os deuses geralmente traem os desejos dos mortais.
Ele ser� rei!
Parem!
Ele ser� rei!
"A rainha Maya teve um estranho pressentimento...
como se soubesse que n�o viveria para ver o destino do filho."
"Uma semana depois, ela caiu muito doente."
Presepati...
minha irm�.
Por favor cuide dele...
como se fosse seu filho.
Maya!
Sei por que est�o aqui. Est�o procurando seu professor, n�?
Sim, e ratos vermelhos t�m orelhas muito grandes.
- Como se chama seu professor? - Lama Dorje...
que significa "raio" em tibetano. - Lama Raio!
Acho que deviam procurar a pol�cia para encontr�-lo.
A pol�cia n�o poder� nos ajudar. Lama Dorje est� morto.
Mas como v�o encontr�-lo se est� morto?
� dif�cil explicar, mas cremos que ele tenha renascido.
- Como um fantasma? - N�o. Como uma crian�a.
- Eu poderia ser o Lama Dorje?
Poderia ser... Sim.
Eu acho que sou. Sou Lama Raio.
- Precisamos ter certeza. - Por que n�o vai � minha casa?
Voc� faz muitas perguntas.
Isso, Maria! Posso lhe mostrar o Buda.
Mostre-lhes o edif�cio que seu pai construiu.
Meu pai construiu esse edif�cio. O da c�pula verde...
para o Evan, amigo dele, mas est� sempre vazio.
- Buda era um deus? - N�o, era uma pessoa.
- Como Jesus? - Muito parecido com Jesus.
Embora tenha nascido muito antes.
O que aconteceu com Buda quando cresceu?
Ele n�o era chamado de Buda ainda.
Era o jovem pr�ncipe Siddhartha...
e se casou com a linda princesa Yashodhara.
Tornou-se um grande cavaleiro, um grande arqueiro...
e jogava com seus amigos um antigo jogo chamado "Kabadi".
- Ent�o, ele s� se divertia? - Sim.
Wendikali!
Siddhartha!
Wendikali!
Siddhartha!
O rei tinha dado tr�s pal�cios a Siddhartha.
Um para o inverno, um para a esta��o chuvosa e um para o ver�o.
Assim, esperava proteger seu filho...
do conhecimento da dor e da preocupa��o.
Mas, ent�o, um dia...
Siddhartha ouviu uma misteriosa can��o de divina beleza.
De in�cio, ele n�o sabia de onde vinha.
A can��o era em uma l�ngua que ele nunca ouvira.
O que dizia? O que significava?
Que m�sica � esta?
� de uma terra distante, meu senhor.
Fala das belezas do pa�s que ela conheceu na inf�ncia.
Suas montanhas, lagos...
que ela nunca esqueceu.
Estranho.
Existem tais lugares t�o bonitos quanto aqui?
Dizem que s� h� sofrimento fora daqui.
O que significa ''sofrimento''?
O seu pai o ama muito.
Ele nos deu tudo que queremos.
N�o � preciso sair daqui com tanta beleza em volta.
� verdade, temos tudo, e tudo � perfeito.
Ent�o...
que sensa��o � esta que eu tenho?
Se o mundo � t�o bonito, por que eu nunca o vi?
Nunca vi nem minha pr�pria cidade.
Tenho de ver o mundo, Yashodhara!
Com meus pr�prios olhos.
- Este deve ser o Centro Dharma. - Parece uma igreja!
Jesse!
Oi, Champa. Oi, Punzo.
� lindo.
Mas... preciso de me ir embora. Jesse, vem-te despedir.
- O seu pai vir� busc�-lo �s quatro. - Ok.
Certo, amor.
Desculpe, Lama. Fiquei preocupado.
Um dia, Champa, mas ainda n�o.
Hei... � o Lama Raio.
Sim.
Essa � a tigela dele?
Olhe.
Est� empoeirada.
- O que � isto? - � uma corneta...
feita de osso humano.
� mesmo? Osso humano?
Onde foi que paramos?
Siddhartha queria ver o mundo.
Sim. Ele queria ver o mundo.
Em segredo, no entanto, o pai dele preparou tudo...
para que nada que Siddhartha visse na cidade...
pudesse perturb�-lo.
Todos deveriam ser jovens e saud�veis.
Alto!
Siddhartha! Siddhartha!...
De repente, ent�o, no meio da multid�o...
o jovem pr�ncipe viu algo que nunca tinha visto.
Channa!
Channa!
Quem s�o aqueles homens?
Diga-me. Quem s�o aqueles homens?
S�o homens como n�s, senhor, que um dia mamaram em suas m�es.
- E por que s�o assim? - Est�o velhos, senhor.
Como assim? "Velhos"?
A velhice destr�i a mem�ria, a beleza e a for�a.
No fim, acontece com todos n�s.
Com todos? Com voc� e comigo?
N�o se preocupe com isso, senhor.
Para onde est�o levando eles?
Channa!
N�o, meu senhor! N�o v� l�, n�o deve.
N�o, meu senhor!
Meu senhor Siddhartha!
O que h� com essa gente? Por que ela est� chorando assim?
Ela est� sentindo dor, senhor. Est� muito doente.
Doente? O que significa?
Ningu�m chega ao momento da morte...
sem ter ficado doente uma vez.
Nem os reis?
E a morte? O que � o momento da morte?
Mostre-me a morte.
Isto � a morte, meu senhor.
As cinzas s�o jogadas no rio, meu senhor.
A morte � o momento de separa��o...
que chega para todos, de qualquer fam�lia.
Quando o corpo esfria e enrijece como a madeira...
deve ser queimado como a madeira.
Foi nesse dia, desse fogo...
com essas pessoas, que Siddhartha conheceu o sofrimento...
e descobriu a Compaix�o.
Elas eram ele, e ele era elas.
Papai!
- Estou interrompendo? - Claro que n�o. Entre.
Olhe. � um osso humano.
D� medo.
Jesse, quero falar com Lama Norbu a s�s.
Certo, pai.
Venha, vou lhe mostrar o Centro.
Eu estava contando ao Jesse a hist�ria de Siddhartha.
� uma linda hist�ria, um lindo mito.
� um modo de se contar a verdade. E as crian�as adoram.
Lama Norbu, tenho grande respeito por...
...sua cultura e sua religi�o.
Sei da invas�o do Tibet e das trag�dias que aconteceram.
Mas nem eu nem minha esposa acreditamos em reencarna��o.
Por que acreditariam?
No Tibet, consideramos a ess�ncia e o corpo...
como o conte�do e o recipiente.
Agora a x�cara n�o � mais x�cara, mas o que � o ch�?
- Ainda � ch�. - Exatamente.
Na x�cara...
na mesa ou no ch�o...
ele passa de um recipiente a outro...
mas ainda � ch�.
Como a ess�ncia depois da morte...
passa de um corpo para outro, mas n�o deixa de ser a ess�ncia.
Mesmo no pano, continua sendo ch�.
- O mesmo ch�. - N�o quero, obrigado.
Quando tivermos a certeza sobre a reencarna��o...
o menino receber� educa��o especial.
Ele se tornar� uma figura muito poderosa em nossa sociedade.
- Um l�der espiritual. - Mesmo americano?
Est� sugerindo que Jesse viva em um monast�rio budista, � isso?
Claro! Se voc�s quiserem.
Ou ele pode continuar aqui e decidir quando ficar mais velho.
Mas, primeiro, para termos certeza da reencarna��o...
levaremos Jesse para o But�o...
consultaremos o abade do mosteiro e todos os peritos.
- Agora parece zangado. - E estou...
Tirar uma crian�a de sua fam�lia � sequestro.
- Entrega especial para Lama Norbu. - Obrigado.
Gostar�amos que voc� e sua esposa fossem com ele.
- Para o But�o? - Sim.
� um lindo pa�s.
Bem, parece que h� outro candidato...
a reencarna��o do Lama Dorje.
- Um garotinho de Katmandu. - H� muitos de n�s Lama Norbu?
- Quero conhec�-los. - Vamos, vamos.
Isso j� foi longe demais. Vamos embora.
- Jesse. Jesse. - Lama Norbu!
Diga adeus, Jesse.
N�o se esque�a de seu livro. Jesse "Orelhas Grandes".
Lama Norbu!
Meu pai, por que escondeu a verdade de mim por tanto tempo?
Por que mentiu quanto a exist�ncia do sofrimento...
da doen�a, da pobreza...
da velhice e da morte?
Se menti pra voc�, Siddhartha, � porque te amo.
Seu amor tornou-se uma pris�o.
Como posso viver aqui como vivi antes...
quando tantos sofrem l� fora?
Voc� nunca quis sair.
Pai...
tenho que achar uma resposta para o sofrimento.
Pode me trair, Siddhartha...
mas n�o tem pena da mulher e do filho que deixa?
- Meu filho nasceu? - Nasceu esta noite.
Pense neles, Siddhartha. Voc� tamb�m � pai.
Voc� tamb�m tem obriga��o. N�o pode ir embora agora.
Nem mesmo meu amor por Yashodhara e pelo meu filho...
nada pode apagar a dor que sinto.
Pois eles tamb�m ter�o de sofrer...
envelhecer...
e morrer.
Como voc�...
como eu...
como todos n�s.
Sim...
Todos n�s vamos morrer...
renascer...
morrer de novo, renascer, morrer, nascer e morrer de novo.
Ningu�m pode escapar dessa maldi��o.
Ent�o essa � a minha tarefa.
Vou acabar com essa maldi��o.
Tranquem os port�es.
Dobrem a guarda! Se o pr�ncipe tentar escapar...
deve ser impedido � for�a!
Al�.
Evan?
N�o acredito.
Quando?
Como foi?
Meu Deus! Em S�o Francisco?
Tentarei pegar um avi�o � noite.
O que houve com Evan?
Sofreu um acidente.
Ele morreu?
S� um instante, Jesse.
"Assim que deixou seu pai...
Siddhartha foi ver sua esposa e o rec�m-nascido.
Seu cora��o estava dilacerado, mas havia se decidido."
Eles pareciam t�o lindos...
mas estavam adormecidos, e ele estava desperto."
Channa!
Channa!
Channa!
"Uma n�voa m�gica havia descido sobre tudo.
Toda a corte dormia profundamente."
Channa. Acorde! V� buscar Kantaka.
Que ningu�m os veja. Encontre-me no port�o vermelho.
S� os grandes elefantes est�o acordados, meu senhor.
O mundo todo est� adormecido. Channa.
"Mas para Siddhartha, o sonho estava acabando.
Sua grande jornada de despertar tinha come�ado."
Quem s�o eles, Channa? Ladr�es?
N�o, senhor. S�o Ascetas.
Ascetas? Por que t�o magros e nus?
Renunciaram a todos os confortos da vida, senhor.
Juraram s� deixar a floresta quando atingirem a Ilumina��o.
Ilumina��o?
Isto � para voc�.
Channa...
Estou fazendo isso por todos.
Estou procurando a liberdade.
"Ent�o o pr�ncipe deu suas vestes a um mendigo...
e entrou sozinho na floresta...
e dizem que, uma �rvore, sens�vel a essa Compaix�o...
nunca vista antes, curvou-se com rever�ncia.
"Os cinco Ascetas testemunharam estes milagres...
e ficaram maravilhados.
Tornaram-se os primeiros disc�pulos de Siddhartha."
- Sinto muito pelo Sr. Evan. - Obrigado, Maria. Eu sei.
- Tudo bem com Jesse? - Sim, ele...
leu a tarde inteira e est� dormindo agora.
Obrigada, Maria, por ter ficado.
- Querem que prepare uma refei��o? - N�o, obrigado.
- O t�xi espera para lev�-la. - Obrigada. Boa noite.
Venha.
Lisa, acho que Jesse devia ir para o But�o.
Como?
Acho que Jesse deve ir para o But�o.
Est�s a brincar?
Acabei de mudar de id�ia sobre muitas coisas.
Est� dizendo que, de repente, come�ou a acreditar...
que Jesse � o monge tibetano?
N�o � voc� que gosta da id�ia?
� loucura. O que est� acontecendo?
N�o est� acontecendo nada.
Pense que Jesse poder� fazer uma carreira.
Pode... vestir uma t�nica, sentar-se no ch�o...
...e meditar com outros monges. - Isso n�o tem gra�a, Dean.
- Jesse n�o pode ir para o But�o. - S�o s� algumas semanas.
N�o, n�o pode.
Ele tem escola. Estou no meio do semestre.
- E n�o posso lev�-lo. - Pensei em ir com ele.
S� voc�s os dois?
Enquanto eu fico aqui? Mas nunca cuidou do Jesse antes.
Ele nunca ficou longe de mim.
N�o tenho o que fazer agora al�m de esperar e falar com advogados.
Talvez seja um tempo para pensar no que fazer da vida.
E Eu?
Eu te amo, Lisa.
Espero que sim.
� s� por algumas semanas.
Vai ficar tudo bem.
E o que vai acontecer se eles decidirem Que Jesse � essa reencarna��o?
Eles n�o v�o...Eles j� tem um outro candidato...
Um Garotinho de Kathmandu.
Me desculpe, Dean.
S� estou zangada comigo mesma por estar preocupada.
Por n�o apoiar voc� e por... n�o poder estar com voc� e Jesse.
E porque voc� vai fazer uma aventura sem mim.
Papai.
Papai.
Champa.
Bom dia, Jesse "Orelhas Grandes".
- Estava dormindo, Lama? - N�o. Estava meditando.
O que � meditar?
� estar totalmente calmo e relaxado...
desligado de tudo que nos cerca...
e com a mente livre como um p�ssaro.
Ent�o voc� v� os pensamentos...
como se fossem nuvens que passam.
Olhe.
Se aprendermos a meditar direito...
podemos todos chegar � Ilumina��o.
Durante 6 anos, Siddhartha e seus seguidores...
viveram em sil�ncio e nunca sa�ram da floresta.
Para beber, tinha a chuva...
Para comer, tinham gr�o de arroz ou lama...
ou o excremento de um p�ssaro que passava.
Estavam tentando dominar o sofrimento...
fazendo suas mentes t�o fortes, que esqueceriam seus corpos.
Ent�o, um dia, Siddhartha ouviu um velho m�sico...
que passava em um barco falando para seu aluno.
Se esticar muito a corda, ela arrebenta.
Se deix�-la frouxa demais, ela n�o toca.
De repente, Siddhartha percebeu...
que estas palavras continham uma grande verdade.
E que todos estes anos ele havia seguido o caminho errado.
Se esticar muito a corda...
ela rebenta.
Se deix�-la solta demais, ela n�o toca.
Uma alde� ofereceu a Siddhartha sua tigela de arroz.
E, pela primeira vez em anos, ele provou comida de verdade.
Mas quando os Ascetas viram seu mestre...
banhando-se e comendo como uma pessoa normal, sentiram-se tra�dos...
como se Siddhartha tivesse renunciado a grande busca da Ilumina��o.
Venham...
...comam comigo. - Traiu seus votos, Siddhartha.
- Renunciou � busca. - N�o podemos mais segui-lo.
- Nem aprender com voc�. - Aprender � mudar.
O caminho da Ilumina��o � o Caminho do Meio.
� a linha que fica entre os extremos opostos.
Se posso alcan�ar a Ilumina��o...
esta tigela flutuar� contra a correnteza.
O Caminho do Meio foi a grande verdade que Siddhartha encontrara...
o caminho que ensinaria ao mundo.
Papai, olhe!
O outro garoto estar� aqui hoje, Sangay?
Claro. Est� sempre aqui.
Papai, n�o � legal?
- Est� olhando para n�s. - � uma c�pula...
como a do seu edif�cio.
Sua face quadrada representa o elemento Terra.
A c�pula representa a vis�o superior...
...nos diferentes n�veis de Ilumina��o.
No elemento Fogo.
O guarda-chuva acima representa o Ar.
Podem dar uma volta, vejam por si mesmos.
Encontramo-nos em meia-hora.
Em um lugar ali chamado Stuperview Coffee Shopp.
Posso mexer naquelas coisas?
Nas rodas de ora��o? Claro.
Mas lembre-se: ande sempre em sentido hor�rio.
- Posso, papai? - Ele est� totalmente seguro aqui.
Tudo bem. At� mais tarde.
Vou ficar te olhando.
Hei, papai.
Oi, filho.
- � esse o garoto? - Sim, � Raju.
Olhe, Champa. O outro candidato.
No meio de toda essa gente, os dois se encontraram.
Quanto voc� d�?
10 r�pias? 5 r�pias? 1 r�pia?
- N�o tenho dinheiro. - O que tem no bolso?
- � meu Game-Boy. Quer jogar? - Sim, sou campe�o de Katmandu!
�s bom.
- Sou campe�o de Katmandu! - O que est� ele a fazer?
- Eu pego de volta! - Volte!
Papai?
Mantu!
Mantu! Volte aqui.
Garoto americano!
O meu irm�o � malandro, mas canta bem.
- Obrigado. O meu nome � Jesse. - Sou Raju. Venha.
- Hei, aqui em cima, filho. - Pai, pai!
Champa, posso perguntar uma coisa?
Lama Norbu est� doente? Eu o vejo tomando p�lulas.
Ele... n�o est� muito bem, mas � muito forte.
Pai, esse � meu novo amigo. Me achou quando me perdi.
Sabemos, Jesse. Est�vamos esperando voc�s dois.
Muito prazer em conhec�-lo, Raju.
Sangay nos falou muito de voc�.
� bom que os dois candidatos tenham se encontrado desse modo.
Agora, temos de visitar um terceiro candidato...
de quem apenas ouvi falar. Ser� uma longa viagem.
Vamos esperar que seja a �ltima brincadeira de Lama Dorje.
Lama Dorje sempre brinca com a imperman�ncia.
Lama, o que � imperman�ncia?
Voc� v� as pessoas, todos n�s...
que estamos vivos no mundo hoje?
Daqui a 100 anos, estaremos todos mortos.
Isto � imperman�ncia.
Jesse?
Quer ligar para sua m�e?
Mam�e?
Sim, sou eu.
Sim.
Estou com saudade, m�e! Estou com muita saudade.
O qu�?
Tenho um novo amigo...
ele � de circo e tem um macaco.
O qu�?
Ele est� aqui.
Lisa? N�o consigo ouvir nada!...
Agora consigo. Se me tornei Budista? Bem...
Jesse? Acho que estou aprendendo.
Lisa? A liga��o est� falhando.
A liga��o est� falhando.
Lisa... n�s te amamos.
Trarei ajuda, Sahib.
O carro quebrou, Sahib?
P�ssimo Karma.
Espero que a viagem n�o tenha sido cansativa.
Obrigado. Agora gostaria de conhecer a crian�a.
Aqui est� minha j�ia. Gita, venha conhecer Lama Norbu.
Gita, estes s�o Jesse e Raju.
Eu sou Lama Dorje. Voc�s s�o impostores.
- Lama Dorje n�o era mulher. - Foi abadessa de um convento.
Como sabe? Desculpe, voc� n�o frequenta escola...
e voc� � estrangeiro.
Tenho um jardim secreto.
Venham. Garotos ignorantes.
Bem aqui, neste jardim...
meu av�, que era Raj� e um grande santo...
foi devorado por um tigre.
Claro!
Havia muita fome...
e o tigre procurava comida para os filhotes.
Ent�o, meu av� se ofereceu.
Devia ser muito idiota para fazer isso.
S� um grande ser pode fazer algo assim.
Devora-me pobre tigre! Devora-me!
Est� com tanta fome, pode me engolir!
Esta presa era do tigre que comeu meu av�.
Legal!
Voc� n�o me engana. Ouvi essa hist�ria mil vezes...
mas ele n�o sabe disso.
Seu av� tinha carne dura...
para o pobre tigre perder o dente.
Pelo poder do dente de tigre...
voc�s agora s�o membros da Sociedade Secreta da Cobra-rei.
Meu falecido marido, homem de grande f�...
fazia doa��o todo ano para o Mosteiro do Lama Dorje.
Ent�o, um dia, Lama Dorje veio aqui...
sem avisar, aparecendo na porta feito um milagre.
Ele ficou dois dias.
Quando estava saindo...
p�s a m�o...
na minha barriga...
assim...
durante muito tempo. Eu n�o sabia o que significava.
Mas, assim que Lama Dorje morreu, fiquei gr�vida...
algo que meu marido e eu consider�vamos imposs�vel.
Um m�s atr�s, ela me escreveu para vir logo...
porque uma coisa incr�vel acontecera.
uma noite, a crian�a...
Gita estava cantando ora��es em tibetano...
dizendo coisas que eu n�o entendia.
Falou tibetano enquanto dormia?
O Sutra do Cora��o, um pequeno milagre. Como poderia saber?
Ela estava falando s�nscrito.
- Olha o macaco! - Parece o meu macaco.
- S�o todos meus. - Como se chama aquele?
N�o ria. Vai assust�-los.
Siddhartha alcan�ou a Ilumina��o debaixo desta �rvore.
Bem, foi uma �rvore como esta.
Lama? � verdade?
- A �rvore de Siddhartha era assim? - Talvez seja bastante parecida.
Foi perto de uma aldeia chamada Bodgaya.
Siddhartha sentou-se sob uma grande �rvore igual a esta.
Tinha encontrado o Caminho do Meio e restitu�do a sa�de do seu corpo.
Ent�o, cinco garotas apareceram.
Pareciam inocentes alde�s...
mas na verdade eram as cinco filhas de Mara...
o Senhor das Trevas.
Eram os esp�ritos do Orgulho...
Cobi�a, Medo...
Ignor�ncia e Desejo.
Mara as enviara...
para persuadir Siddhartha a abandonar sua busca.
Vou me aproximar.
Mara tentou persuadir Siddhartha...
do modo mais astuto...
disfar�ando as tenta��es da vida nas formas mais simples.
Mas Siddhartha olhava al�m do mundo da forma...
al�m do presente.
E Mara ficou furioso.
Parecia que Mara havia sido derrotado...
mas, na verdade, ainda n�o havia desistido de lutar.
E atacou de novo.
Voc�, que vai aonde mais ningu�m ousaria ir, quer ser meu deus?
Arquiteto, finalmente o encontrei.
Voc� n�o construir� sua casa de novo.
Mas eu sou a sua casa, e voc� vive em mim.
� senhor do meu Ego...
voc� � pura ilus�o. Voc� n�o existe.
A terra � minha testemunha.
Siddhartha ganhou a batalha contra um ex�rcito de dem�nios...
atrav�s da for�a de seu amor...
e da grande compaix�o que desenvolvera.
E ele alcan�ou...
a grande calma que alcan�a quem se separa das emo��es.
Ele foi al�m de si mesmo.
Estava al�m da alegria e da dor...
afastado do julgamento...
e podia lembrar que havia sido...
uma menina, um golfinho, uma �rvore, um macaco!
Lembrou seu 1� nascimento e os milh�es depois desse.
Ele podia ver al�m do universo.
Siddhartha...
podia ver a ultra-realidade de todas as coisas.
Compreendia que todo movimento no universo...
era um efeito provocado por uma causa.
Sabia que n�o havia salva��o...
sem a compaix�o por todos os seres.
Daquele momento em diante, Siddhartha passou a chamar-se "O Buda"...
"O Desperto".
O que foi, Jesse?
Estou com medo, pai.
Eu tamb�m estou com medo, mas o que vamos dizer � m�e?
Ele vai querer saber o final da hist�ria.
Jesse!
Vem!
Bem-vindos ao nosso lar.
Juntem-se a eles, se tiverem coragem.
Onde voc�s t�m aulas?
Come�aram a fazer essa mandala no dia em que deixei o mosteiro.
E agora est� quase completa.
� linda. Por que � feita de areia?
Para mostrar a imperman�ncia de tudo dentro do universo.
Ent�o, quando estiver completa...
ser� destru�da com um gesto...
assim.
� um grande mist�rio, santidade.
As tr�s crian�as mostram os mesmos sinais.
Devemos v�-las.
Venha Raju, defensor dos macacos.
Tenho um teste para voc�.
Est� vendo aqueles chap�us vermelhos?
Por favor, escolha o que voc� mais gosta.
S�o todos iguais.
Iguais, embora cada um seja diferente.
Obrigado, Raju.
Al�.
Entre, Gita.
Escolha o chap�u que voc� mais gosta.
Obrigado, Gita.
Bem-vindo, Jesse "Orelhas Grandes".
Ent�o, Est� vendo aqueles chap�us?
Por favor, escolha o que voc� mais gosta.
Este aqui.
Jesse, por favor...
Tenha cuidado...
Esse � o chap�u do Lama Dorje.
Sinto que me resta pouco tempo...
Santidade.
Ent�o, devemos perguntar ao Or�culo, Lama Norbu.
Embora, no fim, s� voc� possa decidir.
Raju!
� meu professor, estou t�o feliz por reencontr�-lo!
Raju, des�a!
� meu professor, estou t�o feliz por reencontr�-lo!
Meu professor...
estou t�o feliz por encontr�-lo, finalmente!
Talvez, um dia, voc� me encontre.
Estou feliz de verdade. Tr�s vezes feliz.
Mas como podemos os tr�s ser Lama Dorje?
� muito raro, mas j� aconteceu antes.
Manifesta��es separadas do Corpo, do Verbo e da Mente.
Nenhuma das tr�s existe sem as outras.
Todos n�s estamos ligados...
como o mundo ao universo.
Mas lembrem-se disto: a coisa mais importante de todas...
� ter compaix�o por todos os seres.
� doar-se e acima de tudo...
passar adiante o conhecimento, como o Buda.
O senhor est� bem?
Sim...
Obrigado.
Um pouco emocionado, s� isso.
Temos vivido momentos de grande emo��o.
Temo n�o ser um bom exemplo de desprendimento budista.
Crian�as, somos crian�as velhas.
Esta tigela � para Jesse.
E isto � para voc�.
Meu trabalho est� feito.
Agora posso descansar.
Posso at� voltar para o Tibet...
minha terra natal.
Ainda n�o acredita em reencarna��o, n�o �?
Ontem, ele falou em voltar ao Tibet.
Acho que quis dizer outra coisa.
Algu�m como Lama Norbu pode ficar assim...
durante 10 dias.
Ou at� mais.
Parado como uma montanha, sereno e im�vel.
Consegue meditar vasta e profundamente como o oceano...
Ent�o, enquanto medita...
entra no estado de morte, por vontade pr�pria.
- Ele est� morrendo. - N�s morremos a cada minuto.
Faz parte da vida.
Cada vez que respiramos, n�s morremos.
E a paix�o dele pela vida? E as pessoas que vai deixar?
Ele voltar�.
N�o sei se acredito, mas gostaria.
Lama Norbu morreu.
Lama Norbu morreu.
Raju!
Jesse!
Gita!
Est�o a cantar o Sutra do Cora��o.
Uma linda prece.
Guardem-na em seus cora��es para sempre.
� Shariputra...
a forma � vazia...
o vazio � a forma.
N�o tem olhos...
ouvido, nariz...
l�ngua...
corpo, mente...
sem cor... som...
cheiro... sabor...
tacto...
exist�ncia...
Lama Norbu disse agora: "N�o tenho olho, ouvido, nariz...
Nem Jesse, nem Lama...
nem voc�!
N�o h� morte nem medo".
N�o existe velhice ...na morte.
Nem fim para a velhice na morte.
N�o h� sofrimento nem causa...
ou fim... do sofrimento.
Nenhum caminho...
nenhuma sabedoria...
e nenhum ganho.
Nenhum ganho...
assim Bodhisattwas vivem...
em perfeita compreens�o, sem obst�culo � mente.
Sem obst�culo, portanto, sem medo.
Muito al�m dos pensamentos iludidos...
Este � o Nirvana...
- N�o consigo abrir. - Eu te mostro.
Este � o Kata de Lama Norbu.
Este � o Lama Norbu.
Filho!
Vem me ajudar aqui!
Sou o novo dono dessa "banheira".
Vamos, Lisa. Todo mundo vai.
J� vou.
Queria um guindaste para p�r-me a bordo.
Estou ouvindo ele chutar!
Ou ela.
Jesse... Est� na hora?
Sim. Acho que est� na hora.
EM MEM�RIA DE FRANCIS BOUYGUES
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