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Levanta-te.
Deixa-me em paz.
- Levanta-te! - Para.
Sai desta casa!
Que cheiro é este?
Mijaste-te outra vez. Bebeste até perder os sentidos outra vez!
- Desculpa. - Não peças desculpa, se não és sincero.
Não tens remorsos por teres bebido, mas por teres mijado no chão da cozinha!
Olá, pai.
Não consegues chegar à retrete?
Então, não mereces estar dentro de casa.
A partir de hoje, nunca mais voltas a entrar nesta casa.
Vais dormir no celeiro.
Mija-te ao lado das bestas.
Não me podes expulsar.
Esta é a minha casa, mulher!
Nunca ganhaste um centavo para esta casa.
Nunca mexeste um dedo.
Não!
Desculpa, Augusta. Desculpa.
Voltas a pôr aqui os pés, George Gein…
… e será a última coisa que farás.
Eddie…
Nunca deves tocar numa mulher.
Estás a ouvir? É isto que acontece.
Nunca deves infligir a uma mulher o fardo de uma criança.
Eu devia castrar-te.
Vamos limpar aquilo.
Eddie!
É a última vez que teremos de o fazer.
Eddie!
Vou pôr música.
Sim?
Eddie Gein?
Sim, senhor?
É o xerife.
Está bem.
Queres vir à porta?
Claro.
Só um momento.
Olá, xerife.
Arrefeceu.
Em que posso ajudá-lo?
Eddie, queremos perguntar-te sobre a Mary Hogan.
Quando foi a última vez que a viste?
Mãe!
Ela não se vai lembrar.
Viste a Mary ultimamente?
Sim.
Sim, talvez há uma semana.
Não estiveste no bar ontem à noite?
Não.
Não, estive aqui com a mãe.
Alguém que estava lá disse que viu uma carrinha como a tua.
Não, a minha…
Não consegui ligar a minha carrinha ontem.
Então, não estiveste no Mary's Tavern, ontem à noite?
Não.
Quer falar com a mãe? Posso acordá-la.
- Ela dir-lhe-á o mesmo. - Não. Não a acordes.
Ela não tem estado bem, pois não?
Agora é um dia de cada vez.
Nunca se sabe como ela vai estar.
Sim, está bem.
Obrigado pelo teu tempo.
De nada.
Xerife.
O que aconteceu?
A Mary está em apuros?
Achamos que alguém a alvejou ontem à noite, Eddie.
Alvejou-a, levou o corpo dela e ainda não a encontrámos.
Não.
Sim, sabemos que ela era tua amiga.
Mary.
Lamento ter de dar a notícia.
Sim.
Ela tinha um passado, sabem.
Em Chicago.
Indivíduos duvidosos com quem ainda podia estar envolvida.
Sim.
Sim, é o que estamos a pensar.
Lamento imenso.
Cuida de ti, Ed.
Podem crer.
O que estás a fazer? Levanta-te!
Bem me parecia que reconhecia aquela carrinha.
Estás viva?
- O quê? - Eu só…
Pensava que nunca mais te veria.
Eu sei.
Senti-me mal pela forma como me fui embora, mas eu…
Fiquei um pouco assustada, Ed.
Tive medo.
A culpa foi minha. Fui muito depressa.
A tua casa está uma confusão.
E a tua mãe? Ela nem se virou para olhar para mim.
Acredita, dei-lhe uma bela descasca. Ela pediu desculpa.
Pediu?
Pediu.
Prometeu portar-se melhor para a próxima.
Está bem, ótimo.
Ela não está bem, sabes.
Em parte, é por isso. Deixa-a muito rabugenta.
Obrigada, Eddie.
Sinto-me melhor a falar disso.
Eu também.
Pensei mesmo que te tinha perdido.
Não. Será preciso muito mais para te livrares de mim.
Olha.
Quem é essa?
Christine Jorgensen. Agora olha para isto.
E quem é aquela?
É a mesma pessoa.
O quê?
Não percebo.
Espera.
Ele veste-se como uma senhora.
Não, ele é um… Chamam-lhe transexual.
Ele foi à Dinamarca
e cortaram-lhe os genitais.
E deram-lhe seios fartos.
Estás a brincar.
- Não, é verdade. - Não, é verdade.
- O que foi? - O que foi?
Tive uma ideia.
Está bem. Sexta-feira.
Vou surpreender-te.
Está bem.
Adeus.
Sexta-feira.
Sim.
Ela vai adorar isto.
- Que chique. - Isso mesmo.
Obrigado, senhor.
Nunca bebi vinho.
Eu também não.
Meu Deus.
A nós.
A nós.
É bom.
Não usariam os pés descalços para pisar uvas.
Não.
Pelo menos, acho que não.
Vamos descobrir.
Cheira a chulé.
Um bocadinho.
Sabe a chulé?
Não sei.
Espero que ainda esteja tudo lá.
Eddie. Isto é um cemitério?
Podes crer. Anda. Espero que gostes.
Eddie.
O que é isto?
Bem, eu…
Queria trazer-te a um sítio especial
para te perguntar uma coisa.
- Vá lá, senta-te. - Eddie, estás a deixar-me nervosa.
Porque também estou nervoso.
Se não te sentares, deixas-me nervoso.
Eu sei que não andamos juntos há muito tempo e…
Sabes quando me perguntaste o que queria da minha vida?
Bem, eu… acho que já sei.
Casas comigo?
- Não. Não devia ter feito isto. - Não!
Fiquei surpreendida. Não fazia ideia.
Eu disse-te que te ia fazer uma surpresa.
Eddie.
Não sei o que dizer. Sim.
Claro que caso contigo.
Estou a tremer.
Está bem.
Fica quieta.
É lindo.
Sim.
É muito grande.
Sim, os dedos da senhora eram muito mais gordos do que os teus.
De quem?
Da senhora que mo vendeu.
É um diamante.
E o que é isto? Esmeraldas?
Não sei.
Eddie.
MÃE
Não. Espera!
- Desculpa. - O que aconteceu?
Não posso,
sabes, fornicar.
A mãe diz que só devemos fornicar para tentar fazer bebés.
E estou muito preocupado por vir a ser pai.
Porque, sabes, íamos fazer isso.
E quero mesmo, só que distraí-me a pensar nisso.
E o meu pai era…
Eddie, para.
- É que… - Está tudo bem.
Eu compreendo.
Estás nervoso porque tal como a maioria dos homens que não têm famílias grandes,
nunca estiveste com crianças.
Tenho uma ideia.
Olá.
Olá, Sra. Heller.
Este é o Eddie.
Olá.
Entrem.
Já tomou conta de crianças?
Não, eu não diria isso,
mas dou-me bem com crianças.
Acho que é por, às vezes, sentir que ainda sou uma.
Gosto de fazer o mesmo que as crianças, como perseguir coisas pela floresta
e desenterrar coisas.
Então, tens uma alma jovem.
Não estás disponível?
No ano passado estava, mas agora não.
Arranjei um part-time na loja da esquina a ajudar com a contabilidade.
Não estou disponível.
Bem, olha…
O Frank Jr. e a Enid, adoram a ama, a Mna. Evelyn.
Choram quando ela sai.
Mas como a Adeline te deve ter dito,
ela está no hospital com poliomielite.
- Não. - Acham que vai sobreviver.
Ela não ficará paralisada.
Mas vai andar com uma bengala. Coitadinha.
A mãe tem dificuldade em andar. Tenho de a levar ao colo.
Sra. Heller,
posso responder pelo Eddie.
É homem para o serviço.
E é barato.
Só dez centavos à hora,
o que é um bom valor, com toda a diversão que ofereço.
Então,
qual de vocês é a Enid?
Era uma piada.
Porque Enid é um nome de rapariga, por isso, tinhas de ser tu.
Está bem.
Gostam de jogar a algum jogo?
- A Mna. Evelyn é mais divertida. - Ela sabe fazer truques de magia?
Não.
Está bem, então, sou mais divertido do que ela.
Faz um truque.
Não trouxe nenhum.
Aonde nos levas?
A um sítio onde a tola da Mna. Evelyn nunca vos levaria.
Estou a brincar. Vai ser divertido.
Está frio.
Vamos acender o lume.
Cheira mal aqui.
Vocês os dois queixam-se muito.
Devia dizer à mãe. Ela mandava-vos logo calar.
És mal-educado.
Vá lá, sentem-se.
Estão prontos para o espetáculo?
Não respondam os dois ao mesmo tempo.
Vamos.
Querem ver um truque?
Esperem aí.
Preparem-se para ficar deslumbrados.
Três taças. Certo?
Não têm nada.
Três.
Agora, veem isto?
O que é?
- Um osso. - Que tipo de osso?
Um osso do dedo.
Não, não é.
Vamos descobrir.
Agora, sigam o dedo, está bem?
Não o percam de vista.
Onde está?
Têm a certeza?
Absoluta?
Vamos ver.
Vês? Foi fácil.
Eu disse-vos que era um dedo.
Como fizeste isso?
Não é verdadeiro.
É, sim.
Não importaria se não fosse. Ainda assim, é um bom truque.
Isso é um dedo verdadeiro?
Sim, senhor.
- Onde o arranjaste? - Não interessa.
Caiu de uma velhota que ia à minha frente.
- Estes truques são terríveis. - Quero ir para casa, por favor.
Aguentem os cavalos.
Já disse que me consigo transformar numa senhora?
Sim.
Posso transformar-me numa senhora
e… arrancar a cabeça.
Isso é impossível.
Sim?
Vou prová-lo.
Vou transformar-me
numa senhora.
- O que está a fazer? - Estou…
Não sei.
… a transformar-me… nela.
Não tenham medo.
Olá.
Chamo-me Mildred.
É um prazer conhecer-vos.
Mas,
dói-me tanto a cabeça.
O que devo fazer?
Já sei.
Podia arrancar a cabeça.
Sim, é o que vou fazer.
Ficou muito melhor.
Isto é estúpido.
Isso nem é verdadeiro.
Claro que é!
É a marca de um bom espetáculo de magia.
Quando vos comove.
Mesmo que vos faça chorar.
Qual é o teu problema?
Onde estavam? Para onde os levaste? Edith, querida!
Fomos a minha casa para um espetáculo de magia. Qual é o problema?
Foi assustador. Tinha uma máscara e arrancou a cabeça.
Agora já é assustador.
- Vamos, para casa. - É ele?
- É ele? - Sim!
Estava prestes a chamar a Polícia. Devia dar cabo de ti!
Estavam aborrecidos! Só tentei mantê-los entretidos. Desculpe.
Caramba.
Disse que só chegavam às 21h30.
Se alguma vez
te voltar a ver vais arrepender-te, ouviste?
Não me volta a ver!
Sai daqui e não voltes!
Estou a ir!
Deve-me 40 centavos!
Estavas a seguir-me, não estavas?
Também me seguiste ontem à noite.
Tiraste-me o emprego.
O quê?
Sou só uma ama.
Isso mesmo.
Era o meu trabalho.
Ajudava-me nos meus planos familiares.
Olá.
- Meninos, adivinhem quem é? - Mna. Evelyn!
- Sentimos a sua falta! - Olá!
- Sentimos a sua falta! - Olá, Enid!
Tive tantas saudades vossas!
Posso tocar-lhe?
Claro que podes.
Não vais apanhar poliomielite por tocar na minha bengala.
Toca na minha perna.
Quem está a fazer aquilo?
- É ele! - Quem?
- O homem do chapéu. - Deixem-me ver.
Vá lá. É só a vossa imaginação.
Vão buscar os brinquedos.
Que mal se esconde nos corações dos homens.
O Sombra sabe.
Mais uma vez, o agente Blue Coal do seu bairro
traz-vos as emocionantes aventuras do Sombra.
A luta árdua e implacável de um homem contra as forças do mal.
Estas dramatizações são concebidas para demonstrar
a jovens e velhos que o crime não compensa.
O Sombra, que ajuda as forças da lei e da ordem,
é, na verdade, Lamont Cranston, rico…
Está aí alguém?
Há anos, no Oriente, Cranston soube de um segredo estranho e misterioso,
o poder hipnótico de toldar as mentes dos homens para que não o possam ver.
Amiga e companheira de Cranston, a adorável Margot Lane é a única pessoa…
Resultou.
O quê?
Tomar conta de crianças.
Estou pronto. Sei que vou ser um bom pai.
Estou pronto para casar, Adeline.
Isto é ridículo!
Estás a delirar! Não estás a falar a sério!
E isso estaria fora de questão!
Não conhecemos essa gente!
Ninguém gosta da mãe dele!
Ela está doente.
Tudo bem, mas as pessoas já não gostavam dela quando estava bem!
Aonde vais?
Aonde vais?
Espera!
Tinha esperança de que viesses, por isso, arrumei um bocado.
Vou deixar a casa impecável para não teres de te preocupar.
Está bem.
Deixa-me…
É melhor ir ver como está a mãe. Dizer-lhe que estás aqui.
Ela está bem?
Sim.
Adormeceu na cadeira.
Não a quis acordar.
Aonde vais?
Vi um par de coelhos junto às árvores.
Vou ver se apanho um.
Para fazermos o nosso primeiro jantar em família.
Está bem.
És tão querida que até te comia.
Mãe?
Sente-se bem?
Sou eu, a Adeline, mãe.
A amiga do Eddie.
Sra. Gein?
Sra. Gein?
É assim em todo o lado.
Parabéns.
Agora posso fazer o que quiser.
A FILHA DE SATÃ SÓ MAIS UMA SEMANA - PSYCHO
Olá. Dois para o Psycho.
São 20 centavos.
Obrigado.
Claro, fui eu que sugeri.
Mas detesto pensar nisso.
Ela precisa de mim.
Não é que ela seja louca,
uma coisa delirante.
Ela… enfurece-se, às vezes.
Todos nos enfurecemos, às vezes.
Vocês não?
Tenho de dizer, foi de loucos fazer um broche ao Norman Bates
enquanto ele via o Norman Bates.
Não sou o Norman Bates.
Olha, eu trouxe-te aqui porque te queria dizer que eu…
Esta vai ser a última vez, está bem?
Não vai haver mais nada entre nós assim que saíres. Acabou.
- O quê? Ouve… - Acabou.
De que estás a falar?
Trouxe-te aqui para te dizer que,
bem,
ando com uma mulher.
Toca-me, Norman.
E estava excitado?
Quando lhe tocou no peito?
Estava excitado, sim, mas também…
O quê?
Também estava… aliviado.
Talvez todo o esforço que tenho feito não tenha sido em vão.
Tem sido um longo caminho, como sabe.
Tem sido, sim.
Também me senti aliviado.
Como se eu estivesse…
O quê?
Curado.
Desta coisa horrível que odeio.
Que se me esforçasse
e me mantivesse vigilante,
talvez desaparecesse.
Talvez eu já não fosse um monstro.
Já passaram anos, Gary. Só me oferecem papéis tipo Norman Bates.
Estou tão frustrado como tu, Tony.
Mas, na verdade, és uma vítima do teu próprio sucesso.
A sério? Porque nada disto parece sucesso.
Às vezes, uma interpretação é tão icónica, tão indelével,
tão enraizada na consciência coletiva
que se torna a forma como o público te vê.
Vá lá. A Vivien Leigh era indelével como Scarlett O'Hara.
- Vai ganhar outro Óscar. - Sim, mas o Norman Bates era estranho.
O Ed Gein é estranho e, agora, para o público… tu és estranho.
Sou o Norman Bates para sempre, é isso?
Sou o Ed Gein para o resto da vida?
Fala-se de uma sequela, Tony.
Só podes estar a brincar.
Vamos aceitar. É motivo de orgulho, Tony, se pensares bem.
Deixaste mesmo a tua marca. É algo pelo qual deves estar grato.
Sim, muito obrigado, Ed Gein.
Mary Rose será a seguir.
A encantadora e excêntrica história de J.M. Barrie
de um fantasma melancólico das Hébridas Exteriores.
Ele gostou mais do que do Peter Pan e eu também.
A Grace Kelly gostou muito.
De certeza que ainda gosta.
Há…
Não há muito interesse em Mary Rose.
Então, a Tippi Heren?
Não da parte dos atores, Alfred. Do estúdio.
Não é
o que eles querem agora.
E o que é que eles querem?
Bem…
A Universal quer capitalizar com o sucesso do Psycho.
Um filme que já fiz
há vários anos.
Alfred, eles gostam muito da ideia de ir mais longe. Mais longe…
Chamam-lhe um novo género. Não gosto do que lhe chamam.
- Mas chamam-lhe… - O quê?
O que lhe chamam?
Chamam-lhe terror erótico.
Já não querem o Drácula. Querem Le Viol du Vampire.
Querem o Bloody Pit Of Horror.
Odeio isso. Não quero fazer isso.
E o No Bail for the Judge?
A Audrey gostou da reescrita, não foi?
Gostou.
Alfred,
não o querem fazer.
- Deixa-me falar com o Lew. - Acabei de falar com ele.
Foi o Lew que o rejeitou.
Devagar, por favor, Max.
O que é?
É o Bloody Pit Of Horror.
Há uma maldita fila à volta do raio do quarteirão.
Vamos ver o porquê de tanto alarido?
E agora um aviso de William Castle. Realizador de The Night Walker.
Sabe que um sonho o pode matar?
Sacana atrevido.
Pensamento macabro, não é?
- O que são sonhos? O que significam? - Acho que vou buscar mais…
- Sonha que vagueia… - … pipocas.
… para outro mundo onde tudo é estranho e aterrador.
Quando sonha, torna-se num Night Walker.
Agora é a tua vez!
- Travis! - Também vais pagar!
Não!
Larga-me! Para!
Larga-me!
Já vi o suficiente. Vou-me embora.
Com licença. Desculpe.
- Não é verdade. - Desculpe.
- Não. É impossível! - Desculpe.
Não!
Não!
Não, não aguento!
Gostava que dissesses o que achas, mãe.
Porque não me dizes o que queres que eu diga?
E eu digo-o.
Foste tu que o provocaste, Alfred.
Sabias o que o teu filme ia libertar, mas fizeste-o na mesma.
Tens outras histórias para contar, Alfred.
Mas a quem as contaria?
O público mudou.
Fui eu que o fiz mudar.
Vão querer cada vez mais.
Como porcos que provaram sangue.
Agora não há volta a dar.
Agora já não.
Eu disse para parares! Para de chorar!
Devia ser eu a chorar lágrimas de crocodilo, não tu.
- Conseguiste mesmo, não foi? - O quê?
O que fiz?
Tiraste-me o trabalho de ama!
Ia pagar o meu casamento com aquele trabalho. E agora?
Não há fato elegante! Não há bolo chique!
Apenas um copo d'água com porco e feijão!
A Adeline merece mais do que isso!
Por favor! Por favor!
Por favor, não me faças isto!
Para! Estão todos a falar.
Sabes…
… às vezes, não percebo as vozes.
Estou só a tentar pensar. Estou a tentar pensar.
Pensar no quê?
No que fazer com eles.
- A Enid e o Frank Jr… - Não.
- … e aquele tipo, o Frank Sr.! - Não!
São só miúdos! Não os podes magoar! Por favor! Não lhes podes fazer mal.
Olá, mãe.
Tens a certeza?
Não, não estou a duvidar de ti.
Está bem.
Sim, mãe.
Fizeste-a mesmo bonita.
Para que é isso?
Para que é isso?
A mãe não quer sujar nada.
Ela matava-nos se desonrássemos a nossa família.
Por favor.
Por favor, não. Por favor.
Não. Não, por favor.
Não!
Agarra bem.
Por favor.
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Não! Não!
Chateaste a tua mãe!
Não! Não! Não!
Por favor, não!
Cala-te!
Bate na cabra!
Vai para cima! Fica aí em baixo!
Falhaste! Outra vez!
Bate na cabra! Vá lá!
Bate-lhe! Acerta-lhe!
Bate-lhe, avô!
Vamos! Com força!
Sim!
Corta! Vamos repetir.
PROD. - MASSACRE NO TEXAS REALIZADOR - HOOPER
MONSTRO: A HISTÓRIA DE ED GEIN
Legendas: Helena Cotovio
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