Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Esta série aborda temas que podem ferir suscetibilidades.
Aconselha-se discrição.
Agora vamos mudar por completo de tema.
Diego Bauterman, jogador de ténis argentino. Diz-vos alguma coisa?
Acredito que sim porque, mesmo que não gostem de ténis,
devem ter ouvido o que disse após ter ganhado o último Open da Austrália.
Vamos recordar.
Tenho de agradecer ao Dr. Marlow por tudo o que fez por mim.
Nunca pensei que poderia...
Podem deixar-me um momento a sós, por favor?
Não sei se me está a ver, mas obrigado, doutor.
Devo-lhe tudo.
Lembremo-nos que Bauterman tinha saído do ténis há seis meses
após sofrer um grande ataque de ansiedade durante um jogo.
Pessoas próximas dele disseram que queria dar prioridade à sua saúde mental
e decidiu fazer um tratamento com o Dr. Marlow.
O psiquiatra famoso é conhecido sobretudo
por os seus doentes recuperarem em tempo recorde.
Mas pergunto-me: qual é o segredo do método Marlow?
Qual é?
O doutor nunca dá entrevistas, mas hoje temos connosco o seu braço direito.
Sim, aqui, nas Noites de Abril,
temos a filha do homem considerado o génio da psiquiatria moderna,
a Dra. Eviana Marlow.
EPISÓDIO OITO TENENTE CASTRO
Queria falar comigo?
Sim, entre.
E então?
Desculpe. Seria possível pedir alguma coisa para comer?
Desculpe?
Pedi a um dos seus funcionários,
mas disse que não podia sem a sua autorização.
Vou já avisar um dos camareiros.
Obrigado. Doutora, já que aqui está, talvez me possa dar uma ajudinha.
Acabaram de chegar os resultados toxicológicos e...
Preciso de um perito que mos traduza.
Importa-se?
Todos os doentes mostram vestígios de dexanfetaminas e metanfetaminas,
extrato de cana, alcaloides...
É daí que é extraído o LSD, não é?
Exato.
Que efeitos poderia um cocktail destes ter?
Estado de consciência alterado, distorção da realidade...
Explicaria as alucinações que os doentes sofreram durante o fim de semana.
Seria uma explicação, sim.
Mas não os deixaria inconscientes.
Podem ter-lhes dado um sedativo.
A maioria desaparece do organismo em poucas horas.
Em todo o caso, teria sido administrado na comida ou na bebida.
E eu sou a principal responsável
por tudo o que os doentes ingeriram desde que chegaram.
Eu administrei alucinogénios,
mas não narcóticos.
E admite-o assim?
Sou doutorada em Psiquiatria e Psicofarmacologia.
Conheço o meu trabalho.
Pois, mas drogou os doentes sem a autorização deles.
Isso não é verdade.
Pode abrir a gaveta da direita? Está aí uma pasta.
São as autorizações que assinaram ao chegar.
Página 9, artigo 22.o.
Pode ler em voz alta?
"Consinto a aplicação do método psiquiátrico escolhido
sempre que esteja comprovado
por estudos contrastados e/ou publicados."
As doses foram muito precisas e completamente legais.
Tudo muito bem calculado e controlado.
Incluindo o homicídio do doutor.
Pensa que uns alucinogénios podem tornar uma pessoa assassina?
Porque os administraram então?
Não percebe nada.
O meu pai criou o método Marlow
baseando-se nos estudos de Albert Hoffman,
pioneiro no desenvolvimento de alucinogénios na psicoterapia.
Espere lá.
O seu pai estava a par de tudo e sabia que tinha drogado os doentes?
Não.
Ele desenvolveu a investigação na Suíça,
com o seu parceiro, o Dr. Castell.
Mas descartou-a há muitos anos.
E a senhora decidiu resgatá-la.
As técnicas de análise melhoraram imenso desde então,
como demonstrei na minha investigação.
Eu melhorei o trabalho dele.
Elaborei um tipo de alucinogénio e uma dose
baseada na idade, no sexo, no peso e no problema do doente.
E o que pensava o seu pai de tudo isto?
Esperei que fosse publicado e propus pormos em prática o método.
Impressionante.
Era algo revolucionário.
Se alguma vez sonhares em desenvolver este método,
acabo com a tua reputação.
Seria um sucesso para ambos,
a oportunidade de fazermos algo juntos.
Pensei que iria sentir-se orgulhoso.
Mas depois descobri a razão da sua rejeição.
Ela.
Sofía Hernán.
Foi das primeiras doentes a fazer o tratamento do meu pai.
Era viciada em quetamina e cocaína.
Tinha tido uma recaída após o marido a abandonar.
Tinha um filho que ficaria com o avô
enquanto ela fazia o tratamento inovador.
Ela confiou no meu pai.
Mas algo correu mal e, na manhã após a cerimónia,
as alucinações voltaram.
Provocaram um esgotamento nervoso.
Não sobreviveu.
Nunca relacionaram a morte dela com o tratamento do meu pai.
Mas ele culpou-se sempre.
E com razão, não lhe parece?
As substâncias não foram o problema, Sr. Tenente.
Foi a dose.
Tentei explicar isso ao meu pai mil vezes, mas nunca me deu ouvidos.
E, para o demonstrar,
drogou estes doentes às escondidas do seu pai.
A ciência vale sempre a pena.
Mais cedo ou mais tarde, as suas descobertas aplicam-se.
Porquê neste fim de semana?
- Que têm os doentes de especial? - Não foi por eles.
Foi pelo Dr. Castell.
O antigo colega do meu pai contactou-me
porque tinha lido o meu trabalho.
Estava impressionado com o meu progresso.
Encorajou-me a pô-los em prática.
Quando lhe disse que o meu pai tinha recusado,
respondeu algo que me marcou:
"A utopia é o princípio de todo o progresso."
Que grande frase.
Era com o Dr. Castell que me ia encontrar ontem.
Queria mostrar-lhe o meu progresso, mas não apareceu.
Progresso. Considera progresso drogar pessoas?
Eu mediquei os doentes de forma legal
para os ajudar a chegar ao fundo do seu trauma.
Se falou com eles,
sabe que funcionou.
- Foi um sucesso. - Um sucesso?
Porque é que continua a falar assim? Assassinaram o seu pai.
Um dos seus doentes, após sofrer uma alucinação,
pode tê-lo atacado.
O que lhe deu?
Com a dose que eu administrei...
- É impossível. - Não. Não importa o que diz.
Drogou seis doentes psiquiátricos contra a sua vontade.
Pôs em perigo a vida deles e a vida do seu pai.
- Os contratos... - Os contratos não valem um caralho!
Vou levá-la a tribunal.
Pode começar a despedir-se do seu trono.
Eu não vou a lado nenhum, Sr. Tenente.
- Sente-se, por favor. - Podem dizer-nos o que se passa?
Estou apenas a seguir ordens.
Ana. Por favor, a perna.
Deixa-a. Está nervosa. Como todos nós.
- Pronto, desculpa. - Que simpático.
Podes parar, por favor?
Como está a senhora?
Com vontade de ver o fim disto.
Então, já sabe quem cometeu o crime?
- Não. - Então porque estamos aqui?
Vou dizer-vos o que vai acontecer agora. Espero não ter de me repetir.
Para não se cansar.
Já podemos ligar aos advogados?
Vão poder ligar durante os depoimentos no quartel.
Irão ficar lá detidos à espera da decisão do juiz.
Isto é de loucos...
Sou inocente, o senhor sabe.
A única coisa que sei é que o assassino do Dr. Marlow está nesta divisão.
E as impressões de vocês todos estão na arma do crime.
Todos tiveram oportunidade de drogar o vinho
e alguns de vocês tinham motivos suficientes para matar o Dr. Marlow.
Porque olha para mim?
Neste momento, o melhor que podem fazer é colaborar.
E se não for assim?
Podem ser acusados de obstrução à justiça.
Surpreende-me que faça uma pergunta dessas.
Não me referia a isso.
Referia-se ao quê?
E se nenhum de nós for o assassino?
Bem, nesse caso...
Seria preciso ter em conta vários fatores.
Que fatores?
A adega tem uma vinha extensa.
As câmaras de segurança não a cobrem por completo.
Nesse caso, o assassino teria de ter entrado na propriedade
por um dos ângulos mortos.
Teria acedido à sala das barricas
e lá teria drogado o vinho...
que depois seria utilizado na cerimónia.
Depois teria de ter esperado pelo final da cerimónia
e que todos tivessem ficado inconscientes.
Teria pegado na adaga
e posto as impressões de todos na arma
para acabar por matar o doutor a sangue-frio.
Depois do crime, teria saído da sala,
fechando-a à chave e saído da adega por onde entrou sem deixar rasto.
A mim parece-me plausível, a vocês não sei.
E é, se não fosse um pequeno detalhe.
Só o Dr. Marlow e a filha têm a chave da sala de cerimónias.
A do doutor foi encontrada no casaco dele.
E há pelo menos 20 pessoas que viram a Dra. Marlow num restaurante
na altura do homicídio do pai,
por isso é impossível que tenha cometido o crime.
Tal como é impossível alguém ter matado o doutor
e ter voltado e posto a chave no casaco dele.
Ela tem razão, Sr. Tenente.
Não é possível um de nós ter feito algo desse género.
Olá, Héctor.
Estava à tua espera.
Como é que sabia?
Temos nas Noites de Abril a Dra. Eviana Marlow.
Por causa da entrevista que a Eviana deu há uns meses.
É um prazer para mim e para equipa toda recebê-la hoje.
Sei que em Vrindavan não são muito de aparecer em público e dar entrevistas.
É um luxo e uma honra terem-nos concedido a vossa única entrevista.
O prazer é todo meu. É um prazer estar aqui.
Doutora, tem dezenas de casos bem-sucedidos,
uma lista de espera de muitos meses...
O próprio Bauterman, como ouvimos, define o método Marlow como algo mágico.
Não, não é magia. É apenas ciência.
São muitos anos de investigação e trabalho.
Era um programa de grande alcance
e anunciaram a participação da Eviana durante semanas.
Era impossível não teres visto.
E talvez tenham utilizado a certa altura algum tipo de ajuda extra.
A que se refere?
A nossa equipa de investigação encontrou um estudo dos anos 90 do seu pai
e outro mais recente seu
sobre a utilização de alucinogénios na terapia psiquiátrica.
Pensa que usamos drogas no nosso tratamento?
Foi a doutora que disse.
Garanto que em Vrindavan não utilizamos psicofarmacologia
desde o dia 8 de junho de 1996.
Foi o dia em que a tua mãe morreu.
Não podia ser coincidência.
CASO ENCERRADO
Reviste o processo e encontraste os resultados toxicológicos.
ANÁLISES
Tinham encontrado vestígios de alucinogénios,
mas, como era toxicodependente, não o relacionaram com o meu tratamento.
Mas tu, sim.
Como é que soube?
Que seria esta noite?
Sei quando alguém manipula o vinho.
E a Eviana fica sempre na adega durante as cerimónias.
Hoje, curiosamente, tinha outro compromisso.
Suponho que tenhas tido algo que ver com isso, não?
E com a minha filha ter administrado alucinogénios aos meus doentes.
Enganei-a.
Ela pensa que vai estar com o Dr. Castell.
Fizeste-te passar pelo Castell
para a encorajar a pôr em prática a sua investigação.
Usaste-a para conseguir que todos os doentes fossem suspeitos.
A utopia é o princípio de todo o progresso.
E foi muito fácil.
A sua filha tem muita ambição.
Não.
Não foi ambição, foi desespero.
Quando uma pessoa está desesperada, consegue acreditar
e fazer tudo e mais alguma coisa, incluindo tornar-se uma assassina.
Porque tu vieste matar-me a sangue-frio, não é verdade, Héctor?
Claro que não é a mesma coisa
se a vítima está desperta e te pode olhar olhos nos olhos.
Mas deves avançar.
Assim irás concluir a tua rutura.
Só quero que me digas uma coisa: o que aconteceu à minha mãe?
O que lhe fizeste?
Queria concluir o meu método e a tua mãe era a cobaia perfeita.
Pensei que a mente dela iria até ao final e enganei-me.
Era demasiado fraca
e suicidou-se.
Não. Tu mataste-a.
- Foste tu. - O que importa?
Ela era apenas uma drogada coitadinha.
Não. Não fales assim da minha mãe.
Está bem.
Não falemos assim da viciada.
Não fales assim da minha mãe.
- Foi apenas um erro de cálculo. - Cala a puta da boca.
Disse para não falares assim da minha mãe.
Três, dois, um.
Já estás.
Há indícios de luta?
Para minha surpresa, não.
Não parece ter resistido.
Tenente Castro?
Sr. Tenente?
O que fazemos com a Dra. Marlow?
Vemo-nos no quartel.
Com licença.
Garza.
Bom trabalho.
Sr. Tenente.
Vou levá-la a tribunal.
Pode começar a despedir-se do seu trono.
Eu não vou a lado nenhum, Sr. Tenente.
Senão serei obrigada a publicar isto.
O meu pai não sabia disto, mas de certeza que lhe é familiar.
Já vi o vídeo três vezes. É uma rutura maravilhosa.
Parabéns.
- O que quer? - Para começar, um pedido de desculpa.
Deve pensar que sou burra
se achava que me enganava ao fazer-se passar pelo Dr. Castell.
Garanto que em Vrindavan não utilizamos psicofarmacologia
desde o dia 8 de junho de 1996.
Há maneiras mais eficazes de motivar alguém a agir.
Só precisei de lhe dar o culpado pela morte da sua mãe
para conseguir o que me era negado.
Agora poderei levar a cabo o método Marlow como deve ser.
Não. Não o vou permitir.
Duvido que o consiga evitar da prisão.
Tem toda uma vida pela frente, Sr. Tenente.
Aproveite-a.
Agora está preparado para o seu renascimento.
Não fales assim da minha mãe.
Foi apenas um erro de cálculo.
Três.
Dois.
Um.
Já está.
Para aqueles que combatem os seus demónios e resistem,
aqueles que não soubemos ouvir, aqueles que partiram em silêncio.
Nenhuma dor deveria ser enfrentada em solidão.
Tradução: Susana Loureiro
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.