All language subtitles for Sakli.aka.Hidden.S01E07

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English Download
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

INFIDELIDADE

POL�CIA

Por que tanta demora para investigar um simples acidente, Sr. Ilhan?

- O que isso tem a ver com meu livro? - Investiga��es nunca s�o simples.

O seu livro com certeza vai influenciar nesse tema.

Ainda bem que voc� insistiu para eu ler.

Vamos falar sobre tudo isso, por favor.

ENTRADA

Meu livro n�o � prova de nada.

Sabe que � uma hist�ria fict�cia, n�o �?

Ent�o, enquanto eu lia seu livro,

percebi que nunca falamos sobre seus filhos, Sr. Ozan.

Meus filhos?

O que tem a ver?

Do que estamos falando? O que isso tem a ver com o caso?

Deixe que eu, como autoridade, decida isso.

Tenho mais algumas perguntas para lhe fazer.

Fizemos bons progressos com a Su em pouco tempo.

Ela tamb�m enfrentou alguns problemas nesse processo.

Ela quer compartilhar algo com voc�s, por isso estamos aqui.

Su, � com voc� agora.

Lamento que a situa��o da Ceren tenha sa�do do controle.

Tentei defender a R�ya mais do que deveria.

E a culpa caiu sobre mim.

Mas tento controlar tudo.

Porque percebi que aprendi isso com a minha m�e.

Do jeito que ela controla a vida do meu pai,

estou tentando controlar meus amigos.

- Su, o que est� dizendo, minha filha? - M�e,

me deixa expressar, at� aqui est� me interrompendo.

Voc� controla todos n�s, manipula meu pai,

e nem percebe como ele � infeliz com voc�.

- Su, voc� est� bem, querida? - Papai,

pelo amor de Deus, n�o fa�a isso.

Minha m�e nunca acreditou em voc�, nunca confiou.

Voc� tem muitos problemas, todos podem ver.

Mas minha m�e � t�o dominante que voc� nem consegue falar.

Voc� � t�o cego,

que n�o consegue ver que ela est� te traindo.

N�o seja rid�cula, filha!

Su, o que est� dizendo? Escute o que est� falando!

Ent�o, m�e, voc� n�o tem um caso com o tio Murat?

Olha, voc� ficou louca?

- Su, se controla. - O que est� dizendo?

Esse � o progresso que disse? N�o posso acreditar nisso!

Su, voc� se expressou.

Se n�o tiver mais nada em mente, vou conversar com seus pais.

Pedi � sua filha que compartilhasse suas observa��es e sentimentos,

e ela compartilhou.

Sugiro que continuem as sess�es quando voltarem para Istambul.

Tamb�m quero sugerir um terapeuta de casal para voc�s,

- se estiverem interessados. - N�o, n�s n�o precisamos.

� besteira de adolescente, acontece com toda crian�a.

Acho que devemos considerar.

N�o, voc�s disseram...

Disseram para ser franca, ent�o disse o que sinto.

E agora estou sendo punida por isso.

Estamos apenas voltando para casa alguns dias antes, n�o � puni��o.

Quantas vezes temos que dizer, Su?

Voc� nem queria vir, faz isso s� para ser do contra.

Eu fiz planos com meus amigos.

N�s n�o somos suas malas,

que podem pegar e levar quando quiserem.

Est� descontando sua raiva em mim, admita, m�e.

Querida, foi ideia minha voltarmos hoje.

Conversamos no carro, voc� estava de fone e n�o ouviu.

Vou para a fazenda, volto em meia hora, pode ser?

N�o, n�o pode, nada de fazenda.

Estamos arrumando as malas, n�o vai.

- O que voc� ainda vai fazer l�? - Vou me despedir, papai.

- Tamb�m preciso pedir desculpas. - Por qu�, "desculpas"?

Perdi a �gua nova deles.

- Sem p�nico, j� acharam. - Por que n�o disse nada?

Eu disse, foi no dia em que a Asli me trouxe.

Certo, se encontraram, o assunto est� encerrado, gra�as a Deus.

Pode ligar e explicar, n�o temos tempo.

No m�ximo meia hora. Eu vou enquanto arrumam as coisas.

De bicicleta?

Vai levar muito tempo, n�o podemos esperar.

Ele est� assumindo a responsabilidade. Que bom!

Por que est� reagindo assim? Por que n�o lhe d� uma carona?

Beril, tenho que arrumar e carregar o carro, v�o voc�s.

Eu ainda n�o arrumei tudo, as malas n�o est�o prontas.

Voc� n�o sabe o que tem na minha cabe�a.

N�o � grande coisa, por que voc� n�o aceita?

Para n�s dois nos acalmarmos, por favor.

Tudo bem.

Vamos, Can.

- Volte sempre, obrigada. - Por nada, parab�ns. At� mais.

- Aproveite, lembran�as � sua m�e. - Obrigada.

- Irm�o? - Bem-vindo.

Obrigado.

Nossa.

Ent�o, vai embora? Vamos sentir sua falta.

- Tamb�m vou sentir sua falta. - Nos acostumamos com voc�.

Se quiser outro desafio,

voc� � sempre bem-vindo aqui.

- Certeza? Mas perco os cavalos! - N�o, dessa vez vai pegar sozinho.

Se correr atr�s uma vez, n�o perde nunca mais.

O Serkan est� l� atr�s, se quiser v�-lo.

Claro!

- Ol�. - Ol�.

- Volkan, irm�o, pode vir? - Estou indo.

- Ol�. - Ol�.

Voc� tem um filho incr�vel.

Obrigado.

Sei que talvez n�o seja da minha conta, mas...

n�o tire os olhos dele.

Na verdade, ele acha que j� � um adulto.

Mas, na verdade, a crian�a dentro dele s� quer aten��o.

Como todo adolescente.

Exato.

- At� logo, bom dia. - Cuide-se, bom dia.

� isso? Voc� vai embora assim?

Can!

Vamos filho, entra no carro, vamos embora.

Adeus.

Eu sabia que era irracional, mas n�o esperava tanto!

Por que est� exagerando?

� s� uma entrevista em uma revista de fofoca.

- E n�o h� nada de errado nisso. - Como assim, n�o tem?

Voc� tem ideia do impacto do que disse?

Voc� perdeu a cabe�a, mulher!

J� me acostumei com as idiotices da sua fam�lia.

E voc� � mais acostumado do que eu.

Pai, s�rio, isso n�o vai ser assunto por mais de dois dias.

Exatamente!

Ent�o tente escrever um livro voc� mesmo.

J� escrevi!

Se voc� diz, ent�o � isso.

Ent�o por que est� t�o nervoso?

- V� para o inferno, mulher! - Voc� � o pr�prio inferno!

- Aconteceu por sua causa. - Como assim, minha causa?

Voc� arruinou tudo.

Nunca vi algu�m t�o ego�sta como voc�!

- Cala a boca. - Beril, o que est� acontecendo?

Minha m�e deu uma entrevista sobre meu pai para uma revista social.

- Eu preciso ver isso. - Sim, voc� precisa.

"Ser dono de uma empresa a�rea,

n�o significa que voc� seja piloto, eu acho.

Acho que � a mesma coisa.

O Sr. Korhan � um grande empres�rio, como dono de uma editora.

Ele trabalha com os melhores escritores da Turquia.

Mas n�o sei se isso faz dele um escritor."

Estamos juntos h� 25 anos, nunca o vi se divertir tanto com algo.

- Mas querida, isso � muito engra�ado. - J� viram o Twitter?

Vejam, a queen lan�ou um verdadeiro m�ssil.

Deixe-me ver.

"� triste, veja em que m�os a escrita caiu."

"Voc� se considera um escritor?"

Ele quer que publique uma retrata��o, mas minha m�e n�o tem a menor inten��o.

Acha que vai publicar? Jamais, a Leyla deve estar rindo � toa.

Espero que meu pai n�o a mate.

Espero que ela n�o se arrependa de ter dado essa entrevista.

Vamos embora amanh�, Ozan?

Certo, n�o vamos adiar. Olha s� essa cara!

Eu que vou me dar mal no meio disso?

- Toma! - �timo!

J� que come�ou, pode quebrar meu conjunto italiano tamb�m.

Seu ego�sta, egoc�ntrico!

Se eu sou ego�sta, o que voc� �?

- Vamos, suba. - Eu quero ficar,

- por favor. - Vamos, vem.

� isso que recebo em troca?

- Leve ele para cima. - Tudo bem.

� assim que voc� me paga tudo?

Pagar voc�? O que eu fiz?

Quer que eu fa�a uma lista?

Naquela festa que voc� deu na minha casa,

voc� trouxe sua amante, no meio dos meus convidados.

- N�o foi voc� que trouxe ela? - Voc� est� inventando tudo.

Tudo isso � fruto da sua imagina��o.

- Voc� est� inventando! - Maldito seja!

Homens, n�o s�o todos iguais!

S� sabem partir cora��es!

� isso? Vai embora assim?

� isso que acontece quando n�o pede desculpas por 40 anos.

Querida, voc�s arrumem tudo, vou pegar gasolina e j� volto.

N�o quero perder mais tempo.

Tudo bem.

Sr. Ozan?

Bom dia.

O ver�o acabou. Logo voc�s v�o voltar para Istambul.

- Na verdade, vamos voltar hoje. - Nossa, �timo.

Se livrou dessa, n�o �?

- N�o entendi. - Olha s� o que eu pensei,

acho que eu poderia contar para sua esposa.

N�o sei do que est� falando.

Acho que voc� sabe.

Vamos fazer o seguinte, vou te ajudar como amigo.

Me d� 100 mil liras,

e voc� termina suas f�rias de boa.

- Voc� est� brincando comigo? - N�o esperava isso, n�o �?

Juro que acabou de me ocorrer.

- N�o tenho tanto dinheiro. - Vai conseguir rapidinho.

Te dou uma semana.

Se conseguir, �timo,

se n�o conseguir, ligo para sua esposa.

N�o se preocupe, tenho seu n�mero de telefone.

E o da Sra. Beril tamb�m.

Tudo bem, dirija com cuidado.

Estamos voltando para casa.

Voc� relaxou?

E como!

Ser� que ano que vem dever�amos fazer um acampamento em fam�lia?

Aqueles que fazem sem tecnologia, sabe?

Voc� vai ficar em uma barraca?

Tamb�m tem aqueles com chal�.

Com todo o conforto. Eles chamam de glamping.

- Claro. - S� assim mesmo, sem estresse.

�tima ideia, amor.

�tima ideia.

Beren, n�o pode se sentar � mesa com seu urso.

- Deixe ele para a hora de dormir. - Mas ele estava com saudades, m�e.

Ao menos um de n�s sentiu falta de algo.

Eu senti falta do meu computador.

E tamb�m senti falta de conversar entre n�s.

- Olha, uma borboleta. - Onde?

� s�rio?

Est� vindo das comidas secas.

As flores tamb�m est�o secas, as da varanda.

A Sra. Saliha n�o veio, n�o olhou.

Est� tudo com poeira, precisamos encontrar outra pessoa.

Bom apetite! Estou satisfeito, posso levantar?

Coloca o prato na lava-lou�as.

Ele j� est� acostumado a fazer as coisas.

Sei que adquiri h�bitos melhores que os seus.

Voc� era t�o fofo enquanto trabalhava, tipo, nem aparecia.

Queria que ficasse na fazenda.

As brigas come�aram, bem-vindo de volta a casa.

Espera um segundo.

Ficou cansado? N�o se force, se n�o quiser.

N�o, n�o estou t�o cansado assim, s� um minuto.

- Tudo bem. - Espere.

Acho que voc� est� esgotado.

Foi um ver�o dif�cil.

As lendas n�o morrem t�o f�cil, n�o se preocupe.

Lenda?

Onde?

Aqui.

Claro que � aqui. Onde mais seria?

Eu tamb�m estou cansada.

Faremos isso amanh�, na festa de boas-vindas.

Tudo bem.

Me abrace.

- Boa noite. - Boa noite.

Ol�.

Voc� dormiu? Pensei em deixar um pequeno lembrete.

O tempo passa r�pido, voc� sabe?

N�o quero que fique em uma situa��o dif�cil.

Entendido.

Vamos esperar at� a noite.

Vendemos quando atingir 720.

A� esperamos outra posi��o, certo?

Certo, vou te ligar.

O que houve, querido? Voc� est� p�ssimo!

Obrigado.

Preciso de dinheiro.

- Como um empr�stimo. - Assim, sem mais, nem menos?

Para de besteira, diz logo. Quanto?

100 mil liras.

100 mil?

O que houve?

Voc� pode me dar?

- Perguntei o que houve. - Vou pagar, Murat.

N�o pode dar sem perguntas?

Disse como se um filho tivesse sido sequestrado.

N�o posso ajudar sem entender. O que houve?

Estou sendo chantageado.

Vai se ferrar, cara, me diz logo a verdade.

Ent�o est� falando s�rio.

Que chantagem � essa?

Tive um caso no ver�o.

Voc�?

Sim, j� acabou. N�o foi nada s�rio.

Um idiota percebeu e est� amea�ando contar para a Beril.

N�o podemos deixar a Beril descobrir.

Vou pagar o mais r�pido poss�vel.

Cala a boca.

Idiota.

Voc� � um imbecil, cara.

Olha aqui,

nem pense em aliviar sua consci�ncia

contando algo para a Beril, isso n�o vai ajudar ningu�m.

Certo?

Certo.

- Obrigado. - Cara, voc� � um idiota.

Gostaria que voc� parasse de me xingar.

Senhor.

Senhor, voc� est� bem?

Al�, mande uma ambul�ncia.

No caminho do bosque. Mande uma ambul�ncia urgente.

Ser� que est� com anemia?

Voc� est� sentindo tontura ou falta de ar?

Eu disse que � meu cora��o, Beril.

- Parecia que ia explodir. - Se fosse o cora��o,

n�o teria melhorado t�o r�pido.

- Aqui, olha o que est� dizendo... - Beril.

Podemos esperar a m�dica?

Ela chegou.

Ol�, melhoras. As not�cias s�o boas.

Os testes n�o mostram nenhum problema no cora��o.

- Pode ser anemia? - N�o, os n�veis de sangue est�o normais.

- Parece um ataque de p�nico. - Ataque de p�nico?

- Sim. - Tem certeza? Senti dor no peito.

Pode ser, 20% dos casos que chegam � emerg�ncia s�o ataques de p�nico.

Normalmente � por estresse intenso. Voc� tem estado estressado?

Estresse? Acabamos de voltar de f�rias.

- Voc�s t�m filhos? - Quatro.

Ent�o � normal estar estressado.

Se acontecer novamente, recomendo procurar um terapeuta.

Est� bem agora, pode ir para casa.

- Obrigado. - Muito obrigada.

Pensando bem, foi um ver�o estressante.

Meus pais de um lado, Su e Can do outro.

N�o foi nada como as f�rias que te prometi.

Sinto muito por ter te for�ado a ir.

De verdade.

Eu � que pe�o desculpas por n�o ter te dado boas f�rias.

Nossa! Ozan, querido.

Beril, eu preciso te contar uma coisa.

Me desculpe.

Me comportei como um idiota.

N�o foi nada importante.

Eu tentei fingir que n�o aconteceu,

tentei ignorar, mas n�o consigo.

Eu tive um caso neste ver�o.

Como assim? Que tipo de caso?

Foi algo de uma noite s�?

Algumas vezes.

- Com quem? - N�o importa, Beril, quem.

Com a mulher do Arka Bah�e?

Como era mesmo? Asli.

Eu suspeitei.

Especialmente depois daquela noite que saiu com o Murat.

Mas disse para mim mesma, "N�o, Ozan...

Para com isso, o Ozan n�o faria isso."

Quanto tempo durou?

Isso n�o importa, Beril...

Quanto tempo durou! Ozan, n�o me fa�a gritar na emerg�ncia.

- Algumas semanas? - Quantas exatamente?

Tr�s, cinco, quantas?

Oito.

Oito?

Meu Deus!

O ver�o inteiro

voc� me traiu, olhando nos meus olhos, � isso?

Beril, olha, n�o foi nada.

Beril, n�o foi nada. Eu juro, j� acabou.

Beril!

Pode me dar o verde, por favor?

- Papai! - Olha quem chegou?

- Papai, papai. - Corre, corre.

Corre, corre, venham aqui.

- Papai, como voc� est�? - Filha!

- Voc� est� bem, papai? - Estou, querida, estou.

Olha, veja, n�o tenho nenhum curativo, n�o tem sangue.

Ent�o por que voc� desmaiou, papai?

Por que teve que correr por horas no sol?

- Voc� tem no��o da sua idade, papai? - Meu pai n�o � velho!

Claro que n�o, o Can n�o sabe o que est� dizendo.

- Est� bem, n�o �, papai? - Estou bem, filha, estou bem.

- Vamos, abra�o de fam�lia. - Vamos.

Mam�e, vem tamb�m.

No ver�o passado, enquanto jog�vamos, uma crian�a caiu e desmaiou.

Voc� tamb�m ficou assim, papai? Ele n�o tinha bebido muita �gua.

Isso mesmo, meu querida, bebi pouca �gua.

Venham, sentem-se, crian�as, vou contar algo legal.

- Vem, filha, senti sua falta, venha. - Sai.

- Tudo bem, espera. - Vamos l�!

Me digam, quem sentiu mais saudade do papai?

- Eu senti! - N�o, eu.

Quero dizer,

eu n�o sei como lidar com isso.

Uma parte de mim quer que voc� conte cada detalhe.

E uma outra...

daria tudo para nunca ter ouvido isso.

Oito semanas, Ozan!

Como voc� conseguiu mentir para mim por oito longas semanas?

Ela organizou nossa festa.

Enquanto eu enlouquecia com a vagabunda do meu pai naquela festa, a sua...

nos serviu, � isso?

- N�o era nada especial. - Claro...

N�s fomos v�rias vezes ao restaurante dela.

Eu fui at� a casa dela!

Fiz exerc�cios de respira��o com a m�e dela, na casa dela.

Quanto mais eu penso nisso, mais enlouque�o, eu enlouque�o!

Ent�o a Su realmente...

percebeu nosso problema antes de mim.

Mas ela tem certeza de que voc� n�o faria nada disso.

Ela achou que eu estava te traindo.

Eu estava me culpando o ver�o inteiro, porque...

achei que meus pais tinham estragado seu ver�o.

Tentei lhe dar um pouco de espa�o.

Eu n�o pedi nada, n�o te forcei a nada.

N�o vi seu rosto o ver�o todo, para voc� trabalhar tranquilo.

- Beril... - Eu cuidando das crian�as, e voc� com...

Beril, n�o sei por que fiz isso, me desculpe!

Eu n�o sei por que fiz algo assim.

Eu estou muito, quer dizer...

Eu achava que �ramos sortudos. T�nhamos um relacionamento incr�vel,

achava que �ramos bons amigos. N�o venha!

O que quer que eu diga?

- Finjo que n�o aconteceu? - Diga que foi um erro.

Tente me perdoar, por favor.

Olha, eu terminei, acredite em mim.

Acabou. Beril, eu te amo.

Eu amo nosso casamento.

Se voc� amasse um pouco que fosse,

n�o faria algo assim.

Com a filha da mulher que conhe�o desde a inf�ncia.

N�o dormiria com uma mulher do campo.

N�o sei o que dizer sobre esse relacionamento.

- Eu fiz uma coisa est�pida, eu sei. - Parab�ns, s�rio...

- Se sabe, parab�ns. - Estou passando por um per�odo dif�cil!

A responsabilidade � toda minha, eu estraguei tudo.

S�rio mesmo?

Quantos anos ela tem? 25, 30?

N�o � t�o jovem, que diferen�a faz?

Se tivesse 50, te deixaria mais tranquila?

Vai se ferrar!

Ela estava em uma fase dif�cil.

Ela me pressionou muito, me seduziu.

Voc� est� ficando cada vez mais nojento.

Pelo menos assuma um pouco a responsabilidade pelo que fez.

- Pelo menos fa�a isso. - N�o sei, Beril.

Estou me sentindo uma merda.

Depois de dez anos, finalmente lancei um livro, que n�o serviu.

- Ningu�m leu. - As pessoas leram o seu livro.

Quem leu? Pelo amor de Deus, 20, 30 pessoas.

20, 30 pessoas que conhe�o, e s� para n�o ser vergonhoso.

Seu livro recebeu �timas cr�ticas.

Mas recebeu mais cr�ticas ruins, Beril.

Tirando as frequentes cr�ticas do seu pai.

E ainda tive que ouvir elogios sobre o livro do seu pai...

o tempo todo.

Talvez eu esteja me enganando.

Talvez eu seja um escritor pior que o seu pai.

Nem disso eu tenho certeza.

Voc� me pressionou enquanto escrevia o segundo livro, Beril!

Que press�o? Eu...

s� tentei te apoiar.

Talvez ser importante para algu�m,

sentir bem-sucedido me fez bem, n�o sei.

Sou eu quem faz voc� se sentir um fracasso?

Voc� me acha um incompetente, Beril!

Admita isso para si mesma, por favor!

Voc� deixou escapar outro dia.

Voc� disse, "por que est� insistindo?".

Voc� quer que eu seja o homem que se casou, ou seja, um nada!

Eu nunca...

te vi como um nada.

- Acredite, eu te amo muito. - N�o me toque.

Eu ainda te amo muito.

Isso nunca mudou, acredite em mim.

Beril?

N�o aguento!

Como isso pode ter acontecido?

Como p�de?

Como est� a minha cunhada, Beril?

Espero que estejam bem.

Contei tudo para minha esposa, imbecil, suma da nossa vida!

Estamos muito felizes com o Can.

Ele se adaptou t�o r�pido que foi �timo para o nosso trabalho.

- Sentiremos falta dele. - Vem, filho.

- Que bom que deixaram ele trabalhar. - � �timo ouvir isso.

Foi muito surpreendente para mim tamb�m.

Tem certeza que falamos do mesmo garoto?

Afinal, ele � um adolescente, voc� sabe.

� normal ter conflitos com voc�.

Obrigado pelo conselho.

Quando tiver filhos dessa idade, conversamos de novo, pode ser?

Asli!

Voc� j� conheceu o senhor Ozan?

Ele � o pai do Can.

- Minha esposa, Asli. - Nossa, � mesmo?

Sim, nos encontramos.

Eu conhe�o a senhora Asli.

Mas n�o sabia que era sua esposa.

Ela n�o � do Arka Bah�e?

- Sim, como voc� est�? - Bem, obrigado.

N�o vamos mais tomar seu tempo.

Mais uma vez, obrigado! Can!

- Sim? - Vamos, estamos atrasados.

De nada, desde j�, boa viagem para voc�s.

Se vierem no pr�ximo ano tamb�m,

as portas estar�o sempre abertas, Can.

Obrigado, vamos para o carro.

- Adeus. - Adeus, boa viagem.

Ol�, vim s� para te ver, te peguei.

Jamais iria sem me despedir de voc�.

Vou sentir muita falta desse garoto bonito.

- Nossa, ent�o � o �ltimo dia, n�o �? - Sim.

Quem dera voc� n�o fosse embora, e ficasse aqui comigo.

Se n�o fosse a escola, eu ficaria. Quem dera voc� pudesse ir comigo.

- Vou sentir muito a sua falta. - Eu tamb�m, eu tamb�m.

Olha, se precisar de alguma coisa, me liga, sem hesitar.

Certo, voc� tamb�m devia vir a Istambul �s vezes.

Minha irm� est� sempre viajando.

Mesmo se n�o estivesse, voc� se d� bem com ela.

- Para passearmos juntas por Istambul. - Combinado, eu vou.

Eu ia te levar para jantar, mas...

tenho um jantar na m�e Sevim, est�o me esperando.

N�o deixe de aparecer, entendeu?

- Tudo bem, prometo. - Sabe que aqui fica deserto no inverno.

Irm�, por favor, se cuide.

Ou�a, voc� estava muito melhor neste ver�o, continue assim.

Onde devo deixar isso, Asli?

Eu pego, querido, obrigada.

O outono chegou cedo, n�o �?

Sinceramente, quem se despediu, se despediu.

Parece que a fam�lia do Sr. Ozan tamb�m est� indo.

O que vamos fazer?

� o destino.

- Me escreva, certo? - Tudo bem, vou sempre te escrever.

- Me ligue tamb�m, certo? - Tudo bem.

- Um abra�o para sua irm�. - Claro.

- Na verdade, sempre conversamos. - Vou te escrever quando eu for.

- Um beijo, at� logo. - At� logo.

- Ol�. - Bem-vinda, filha.

Eu trouxe baklava e sorvete.

Por que se deu o trabalho? Eu j� fiz a sobremesa.

- Tudo bem. - Coloque o sorvete na geladeira.

Eu cuido da sobremesa.

Tudo bem.

Asli, pode pegar hortel� no jardim?

Vamos agir com calma. Esse canalha adora dinheiro,

se pudermos dar...

- acho que vai calar a boca. - De jeito nenhum.

� um canalha, vai pedir mais.

O melhor � peg�-lo em um lugar isolado e dar uma li��o.

Meu querido irm�o,

n�s somos bandidos? Vamos salvar essa fazenda,

eu quero sair dessa situa��o.

Olha, vamos evitar nos meter em mais encrenca, por favor.

- Tudo bem? - Sim, mas...

Vamos decidir o que faremos porque o material que enterramos � delicado.

- Vai apodrecer, e n�o pagamos a d�vida. - Oi.

- Bem-vinda, amor. - Qual � o assunto?

- O que faremos com nosso amigo �nder. - Bem, primeiro vamos comer.

Depois, iremos at� o �nder.

Vamos conversar de forma suave e resolver isso, tudo bem?

- Asli, conseguiu pegar? - Estou indo!

N�o � hora para isso.

O que houve? Est� bem?

Estou bem, s� estava distra�da.

Fa�a a salada.

- Os ingredientes est�o na geladeira. - Tudo bem.

Eu j� te contei como peguei o Volkan debaixo do lustre?

Debaixo do lustre? N�o.

Ele tinha cerca de um ano.

Ele costumava me seguir por toda parte.

Agora n�o me lembro o que estava fazendo l�.

De repente, um lustre enorme caiu no meio da sala.

Puxei Volkan para o meu lado.

Eu o peguei por um triz. Se eu demorasse um segundo...

Quando me acalmei, pensei muito.

Revivi o momento do incidente em minha mente.

Eu peguei o Volkan...

debaixo do lustre, mas n�o vi o lustre caindo.

Eu senti como se estivesse prestes a cair.

Ou seja, meu filho estava em perigo. Foi uma sensa��o muito clara.

Isso deve ser o que chamam de instinto maternal.

Sempre que esse tipo de sensa��o me invade,

eu fico com muito medo.

Esse pepino � suficiente?

� at� muito.

Hoje, tamb�m estava com essa sensa��o.

Voc� � a raz�o.

Quem � Ozan?

O que significa isso?

Saiu de baixo dos doces que voc� trouxe.

M�e, eu...

Que vergonha!

N�o consigo encontrar uma palavra para te dizer.

Como p�de fazer isso com meu filho?

Como pode fazer isso conosco?

Todos n�s nos preocupamos com voc�.

Meu filho se esfor�ou para te manter de p�.

Ele escondeu sua pr�pria dor. Ele te conhecia.

M�e, se permitir, quero conversar com o Volkan em casa.

- Por favor? - N�o vou permitir.

Voc� n�o vai dizer uma palavra para o Volkan!

Voc� n�o ver� mais esse cara.

Acha que ele � forte s� porque est� de p�?

Ele est� de p� por sua causa. Se ele ouvir isso, ele vai morrer.

Voc� ama tanto esse canalha que o mataria?

N�o, n�o, acabou.

Acabou, me desculpe.

N�o vai contar nada a ele? Vai fingir que nada aconteceu?

Sim, pelo meu filho.

Voc� tamb�m vai ficar calada.

Voc� n�o vai enterrar o Volkan em outro buraco.

M�e, eu n�o consigo, n�o consigo.

N�o posso continuar mentindo,

- � injusto com ele tamb�m. - Voc� s� pensou nisso agora?

Ficar calada n�o vai ser mais dif�cil do que ser� para mim, Asli

M�e, ainda falta muito?

Estar� pronto em meia hora, filho.

Pode dizer que estou com dor de cabe�a e fui para casa?

Voc� n�o vai a lugar nenhum.

E n�o deixe eles perceberem nada.

N�o quero que meu filho se preocupe com voc�.

Termine a salada.

Pega. Essa � mais afiada.

Nossa, ela � uma garota super legal, Serkan.

O que voc� perde em conhec�-la?

O que ele pode perder, amor? A coitada que vai perder.

Est� maluca? Fazer arranjo de namoro para o Serkan?

Por que est�o dizendo isso?

Ele tamb�m saber� conquistar o cora��o de algu�m.

Ele ser� um �timo marido, assim como voc�s.

S� quero que conhe�a algu�m que o valorize.

- Am�m. - Fale, m�e, viva!

Vamos, pare de brincar e coma.

Comam suas refei��es para podermos ir conversar logo.

Agora estamos falando s�rio.

Vamos compartilhar as despesas do hotel?

Ent�o, como isso vai acontecer?

N�o sei, vamos ver o que ele vai dizer.

Afinal, n�o podemos fazer investimentos.

Vamos come�ar o trabalho.

Se ele concordar em cobrir os pagamentos com a renda...

Eu sei que voc� n�o quer essa quest�o do hotel.

- Eu tamb�m n�o quero, mas... - Filho, por que se preocupa com isso?

Se for bom para nossa fam�lia, todos far�o sacrif�cios de alguma forma.

A Asli sabe bem disso.

Ela quer que v� para a pris�o.

Por que est� assumindo esse fardo? N�o � mesmo, Asli?

A m�e Sevim est� certa, meu amor.

Faremos o que as circunst�ncias exigirem.

Obrigado.

Vamos, comam mais r�pido.

Olha, cara, onde voc� vai?

- E vou entrar. - Por qu�?

O que conversamos no carro? Olhe para mim.

Ou�a, falaremos com educa��o e pediremos desculpas, certo?

- Est� bem, calma. - Est� bem, irm�o.

Eu queria que o Hakan tivesse vindo.

Cara, n�o me fa�a arrepender de te trazer.

Por favor, fique calmo. Vamos resolver, tudo bem.

- Tranquilos. - Tudo bem.

Vamos l�, que Deus nos ajude.

Oi, Doruk brothers, o que aconteceu?

Que vento trouxe voc�s aqui?

- Parece uma gangue � noite. - Boa noite, �nder.

Viemos aqui para suavizar a tens�o entre n�s.

Somos vizinhos. Voc� � s�cio da minha esposa.

- Certo. - Precisamos encontrar um meio-termo.

N�o h� benef�cio para nenhum dos lados em prolongar esta briga.

- Certo? - Afinal,

se est�o levantando a bandeira branca, estou de acordo.

Afinal, eu sou um cavalheiro.

N�o quero atrapalhar ningu�m, voc� sabe.

N�s conversamos entre n�s, e decidimos.

N�o vamos interferir no projeto que voc� far�.

Se estiver determinado a fazer o que planejou financeiramente,

se quer fazer dessa maneira, a Asli tamb�m concorda.

Ela vai assinar os contratos. N�o h� problema.

N�o vai tentar fazer nada pelas nossas costas novamente.

Nossa, que �timo...

Se n�o t�m nada para fazer, por Deus, venham aqui

para oferecer algo a voc�s. Eu juro.

Pode ser um pequeno passo para a humanidade.

Mas para os Doruks, � um grande momento hist�rico.

- Vamos, n�o v�o embora sem nada. - Obrigado.

- Outra hora, �nder, boa noite. - Tudo bem.

- Obrigado, at� logo. - Obrigado.

- Seu idiota de merda! - O que est� fazendo?

- Como assim, "o que est� fazendo"? - N�o.

- Desculpe. - Sai, sai.

- Anda, anda! - Desculpe.

- Vamos... - Volkan, venha aqui.

- Sabe como ela descobriu? - Um minuto!

O que ela descobriu? Voc� falou e ela ouviu.

Eu falei?

Eu sou t�o burro a ponto de falar na frente dela?

Acha que isso � poss�vel?

- Vamos... - Acha que sim?

- N�o se questionou? - Vamos...

Espere um segundo, o que est� dizendo? Fale claramente!

Olha, ele est� tentando provocar. Deixe para l�, vamos embora.

Naquele dia, a Asli nem estava aqui!

Volkan, Volkan, vamos l�...

Acorda, filho, acorda! Posso te dizer quem estava aqui?

- Vamos! - Posso contar?

O namorado.

Seu babaca de merda!

Seu filho da m�e!

- Desgra�ado! - Toma isso.

- Seu idiota! - Vai se ferrar.

- Quem � ele? - Volkan, desculpe.

Desculpe por descobrir assim e por eu ter causado isso.

Ele � daqui?

Acabou, acabou de verdade. Juro que acabou.

Ele se foi, algo passageiro.

Maldito isqueiro! Maldito!

N�o se aproxime!

N�o se aproxime.

Eu n�o quero te ver, me d� n�useas.

Estou com medo de que algo aconte�a.

Desapare�a at� conseguirmos conversar sobre isso.

Desapare�a!

Onde vai a esta hora da noite?

- Vai ver ele? - N�o, para a G�k�e.

Vou para Istambul, n�o tenho outro lugar para ir.

N�o vai conseguir �nibus a esta hora.

De manh� voc� vai embora, sua puta maldita!

N�o entendo, como eu pude ser t�o cega?

Como eu n�o vi o que o �nder viu?

Depois de muito tempo, tinha um brilho em seus olhos, sabe?

Eu n�o tinha o direito de fazer isso com o Volkan.

E al�m disso, ele descobriu dessa forma pelo louco do �nder.

Voc� pode ficar brava com o que vou dizer, mas...

eu tamb�m amo muito o Volkan, ele � uma boa pessoa.

Mas voc� tamb�m � humana.

Durante todos esses anos, j� pensou em tra�-lo alguma vez?

Ningu�m pode entender o que passou desde o Poyraz.

Por favor, n�o se julgue tanto assim.

Seu cora��o quer bater novamente.

Voc� n�o estaria com outro se n�o estivesse perdida.

N�o sei, G�k�e, se tenho raz�o em alguma parte disso, � s�rio.

Aconteceu de repente.

N�o sei como me deixei levar por isso.

Toda vez eu me xinguei, disse que era uma idiota.

Mas, por outro lado...

me senti viva pela primeira vez em muito tempo.

Me senti como uma mulher.

Ent�o foi errado, sim, foi muito errado, eu sei, mas...

Era como comer chocolate, n�o era?

Voc� sabe que n�o ser� f�cil perder todo o peso.

Uma vez que provar, � o suficiente.

Como eu consegui dormir?

Voc� fez bem, descansou um pouco. Est� bem?

Tenho not�cias que vai te fazer sentir melhor, venha.

- O que aconteceu? - Eu encontrei o endere�o do Ozan.

Como?

A filha deles marcou a casa nas redes e eu achei tudo por l�.

- Tudo o qu�? - A esposa dele...

tem uma loja de presentes. Fica aqui perto.

Voc� � detetive? Como conseguiu descobrir tudo isso?

� a era da tecnologia, irm�, resolvo tudo em dois cliques.

- Vamos? - Aonde, ficou louca?

- Na a loja. - N�o, pare de ser louca, G�k�e.

Digo, eu n�o posso ir. O que faremos l�?

Eu sabia que ela tinha uma loja. Ela me deu um cart�o.

O anivers�rio da minha irm� est� pr�ximo, vamos comprar um presente.

N�o seja louca, por Deus.

- N�o posso, n�o vou, n�o consigo. - Amiga, relaxa um pouco.

O que aconteceu, aconteceu. N�o adianta lamentar.

Ou�a seu cora��o. Ele est� te mandando ir.

Posso ouvi-lo daqui.

E voc� tamb�m est� curiosa para saber o que tinha na nota.

Ele deve estar esperando por voc�. N�o est� curiosa?

Eu juro que vou, voc� pode fazer o que quiser.

Parece um lugar bonito, vamos entrar?

- Tem aqueles do fundo. - N�o, vamos sair sem ser vistas.

Vamos.

Estou aqui para ajudar. N�o se preocupe.

Ela vai me ver, G�k�e.

Ol�, posso ajudar?

Ol�, estamos procurando um presente de anivers�rio para minha irm�.

Ol�, Asli?

- Ol�, como voc� est�? - Muito bem, obrigada.

Fico feliz em te ver aqui.

Havia algo dentro de mim que eu n�o disse.

O que �?

N�o consegui te agradecer adequadamente.

Voc� salvou a vida da minha filha e tamb�m...

abriu sua casa para a sess�o que fiz com a Efsun.

Essa sess�o me fez muito bem, tanto a mim quanto � minha fam�lia.

Por nada. Eu n�o fiz nada.

Voc� fez, como poderia n�o ter feito?

O que sua m�e dizia? "N�o existem coincid�ncias".

Senhora Beril?

Seu marido est� ligando.

Fiquem � vontade.

Se gostar de algo, que seja um presente meu.

Voc� pode guardar uma lembran�a minha.

Sim, meu amor?

- Por que n�o atende o telefone? - Porque a bateria acabou, por qu�?

Volkan?

Vou at� o mercado.

Por que voc� veio?

Por que voc� acha?

As ervas desapareceram.

- O qu�? - As ervas n�o est�o onde colocamos.

Algu�m esvaziou antes de n�s.

Quem � o homem, Asli?

- O qu�? - Quem � o idiota, Asli?

- Ele sabia onde estava? - N�o, � claro que ele n�o pegou.

� claro que ele n�o pegou.

Como voc� pode estar t�o certa?

O desgra�ado pode dormir com a mulher de outra pessoa,

mas n�o � um ladr�o, n�o �? Ent�o quem � ele?

Quem mais sabe?

Mais algu�m sabe?

Que estamos vendendo ervas? Todo mundo.

Talvez o �nder tenha pegado. Eu n�o sei,

talvez o Serkan tenha pego sem te avisar.

- Eu estou... - Com quem dormiu, Asli?

Olhe para mim,

se acha que vou embora sem saber isso, est� enganada.

N�o me diga que eu n�o o conhe�o!

Quem � ele, Asli?

N�o consigo dormir, n�o consigo fechar os olhos.

Vou enlouquecer.

- Volkan, olha... - Asli, quem �?

O Ozan.

Quem � Ozan?

Qual Ozan?

Ozan, o pai do Can?

Ozan, o pai do Can?

Por qu�?

Volkan? Voc� est� bem?

Beba.

Pare, n�o se aproxime.

Espere, voc� est� descal�a, n�o se machuque.

N�o se aproxime.

Asli, eu fiz algo errado?

Eu te negligenciei?

Sinto muito.

Quando meu pai morreu,

encontrei uma forma de lidar com a dor sozinho.

A dor vem em ondas.

� claro, como toda onda, termina em algum lugar.

E toda vez que a dor chegava, eu come�ava a contar.

Um, cinco... 10, 100, 1000�

Uma vez, eu contei at� cinco mil.

Quando o Poyraz morreu, eu tentei o mesmo.

Eu pensei que isso funcionaria.

Todas as noites... quando acordava suando,

eu tentava contar em sil�ncio, e contava.

Eu contei, ent�o esqueci os n�meros.

As pessoas esquecem como contar?

Eu esqueci.

Mas toda vez que me virava na cama...

e quando te via, eu dizia,

"Minha raz�o de viver est� aqui ao meu lado".

Voc� era a raz�o da minha respira��o.

Eu precisava me recompor para estar ao seu lado e te ajudar.

Mas dessa vez a dor � t�o aguda, t�o grande.

Pensei que de alguma forma superar�amos isso.

Mas tudo ficou pior.

�s vezes, sei que Deus me pune por n�o ter cuidado do meu filho.

N�o, Volkan, isso n�o � verdade.

- Asli, voc� nunca me perdoou. - Eu n�o me perdoei.

Eu me deixei levar.

N�o era para ser assim.

J� acabou.

Desculpe.

Volkan, por favor, v� embora.

Por favor.

Asli, maldita seja!

Que Deus te castigue!

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.