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Original subtitles

Levanta-te!

Levanta-te.

Sra. Agu, Nkem.

Tenho uma boa notícia.

O Dr. Madsen enviou-me o resultado do raio-X

e… o crescimento parou.

Está em remissão.

Conseguimos.

Conseguiste, mãe.

Conseguimos as duas.

- Obrigada, Sr. Doutor. - Graças a Deus.

Vou pedir-lhe que regresse a Londres

para fazer mais um raio-X com o Dr. Madsen

daqui a seis meses.

Eu trato da marcação da consulta.

Parabéns.

HOSPITAL DE COPTIC

Bem-vinda, senhora.

Sim! Obrigada.

O almoço está pronto?

O chef está pronto quando quiser.

Que bom!

Amaka, por favor.

Podes preparar-me um banho?

Quero refrescar-me antes de comer.

Sim, senhora.

Detesto estas escadas, mãe.

Eu…

Sim, entra.

Olá, mãe.

Olá, meu amor.

Como te sentes?

Estou ótima.

Feliz.

Mais que feliz.

E tu?

Estou feliz.

Estou só a processar a notícia.

Atende.

Não vale a pena, mãe.

Filha, devias falar com ele.

E dizer-lhe o quê?

Não tenho nada para lhe dizer.

Vou mesmo divorciar-me.

Há sempre algo a dizer.

Acredita em mim.

Acredita.

Não, não.

É muito citadino.

Pedi-te uma roupa simples, Amaka.

Olá, mãe.

Olá, querida.

O que se passa?

Vou…

Vou viajar.

Tão cedo?

De certeza que já recuperaste?

Já vivi com medo demasiado tempo.

Agora está na altura de ir viver e vai correr tudo bem.

Está bem. Então, onde vais?

A Londres?

A Paris, Nova Iorque, LA?

- Ao Dubai… - Vou a casa.

À aldeia?

Quando achamos que vamos morrer, começamos a pensar na vida.

O que é?

Fala.

Não sei, achava só que…

Pensava que não gostavas da Nsukka.

Por causa do pai, da família dele e dos problemas que tiveram.

Mas a família nunca deixa de o ser.

Nunca.

Certo.

Então, quanto tempo vais ficar lá?

Uns dias.

Talvez uma semana.

E vai correr bem.

Enquanto estiver fora, pensa no que disse sobre o Victor.

A vida é demasiado longa e demasiado curta para a passares a sofrer e zangada.

Ok

Está bem, mãe.

Adoro-te, mãe.

Também te adoro.

Aqui!

Kolawole.

Olá.

Chisom.

És mesmo tu?

E se vieres aqui dar-me um grande abraço para teres a certeza?

Meu Deus!

Há quanto tempo! Olha para ti.

Envelheceste bem.

Bem… tu também. A sério.

Estás a viver bem.

Chisom.

O que fazes aqui?

Não tenho direito a uma receção à Chisom?

Nada de: "Chichi, vamos entrar"?

"Chichi, queres sopa de pimenta e…" O que mais?

Vinho de palma.

Vinho de palma e sopa de pimenta?

Anda.

Aqui tens.

Obrigada.

Que bom!

Então…

Desististe de decorar a casa em 1986.

Está muito…

… vintage.

Sim.

Isso é que foram bons tempos.

O que fazes aqui?

Vim ver como estavas.

Eu? Porquê?

Não posso visitar um velho amigo?

Passados 30 anos.

Já se passou tanto tempo?

Chisom, eu contei.

Trinta anos, uma vida.

Sim.

E agora a vida está muito mais curta.

Não quero desperdiçar nenhuma.

Então, estás reformado?

Sim, estou. Sim.

Os meus pêsames pela Ronke.

Obrigado.

Isso já foi…

Foi há dez anos.

Sim.

E não voltaste a casar?

E tu? Como está o teu marido?

Morreu há cinco anos.

Que pena! Lamento.

Lamentas mesmo?

Como estão os teus meninos?

Estão ótimos.

Estão ótimos.

E tu?

Tenho uma filha, a Nkem.

Ela… Ela é um amor.

Tem um nome bonito.

Sim.

Onde estão os teus filhos?

Isto é uma discoteca sequer?

Só vim porque gosto disto.

- Detesto essa discoteca. - Isso já passou.

Sr. Kola,

- onde está o meu dinheiro? - Gbo-gbo.

Gbo-gbo, que brincadeira é esta?

Gravaste no meu estúdio e não pagaste.

E, passado tanto tempo, ainda tens a lata de me pedir a tua música?

Estás a dizer que não me conheces? Qual é o teu problema?

Qual é o teu problema?

- Estás a gozar? - Então, enlouqueceste?

- Meu, sai daqui. O que queres dizer? - Qual é o teu…

Isto está delicioso.

Já não comia disto há tanto tempo.

Sopa de pimenta fresca?

Sopa com pimenta acabada de apanhar.

Apanhada por ti.

Não foste tu que a apanhaste?

Chisom,

não achas que está a ficar tarde?

Para voltares a Lagos, quero dizer. Para não apanhares trânsito.

Estava a pensar ficar aqui.

Desculpa?

Se não te importares, claro.

A mulher rica quer ficar aqui comigo em 1986?

Se é suficiente para ti, também é para mim.

Aqui tens.

Obrigada.

Não é bem aquilo a que estás habituada.

Está ótimo.

- Tens a certeza? - Sim.

É que o hotel ao fundo da rua era capaz de ser mais confortável.

Kolawale, só preciso disto.

Bem, então…

Está bem.

Trouxe uma coisa que tem de ir para o frigorífico.

Sabes onde fica a cozinha?

Claro que sei.

Eu limpo o sebo a quem se meter comigo.

Kola.

Pai.

O que é isto? O que aconteceu?

Deixa-me ver.

É uma coisa pequena, pai.

- O quê? - Não é nada. Há comida, pai?

Estás a pedir comida? Que disparate é esse?

Andaste outra vez a lutar.

Ainda há pouco te paguei a fiança na prisão.

O que queres, pai?

Não lutei, caí da mota.

Caíste?

Sim, pai.

Olá, Kola.

É a Chisom, uma velha amiga de Lagos.

Sim. E este é o Kola, o meu filho.

É um prazer conhecer-te finalmente.

Sim.

A Chisom vai ficar connosco até…

Algum tempo.

Algum tempo. Vou ficar uns tempos.

A sério?

Quero agradecer-te por partilhares a tua casa comigo.

Vou deixar-vos falar.

- Pai! - Sim?

O que faz aquela mulher no quarto da mãe?

É o único quarto livre da casa.

Certo, e porque é que ela não fica no meu quarto e eu no da mãe?

Kola, o teu quarto não é digno nem para ratazanas.

Escureceste as paredes todas com aquela porcaria que fumas.

Pai, ouve…

Não te vou dizer para não trazeres uma mulher para casa.

És um homem viril.

Mas não a ponhas no quarto da mãe. Não gosto nada disso, pai!

- Não gostas? - Não, não gosto.

Mas quem és tu?

Não, Kola. Quem julgas que és?

Foste tu que construíste esta casa?

Já dei a minha opinião. Não gosto.

Se não gostas do que faço na minha casa, podes ir embora.

Fumaste alguma coisa?

Como te atreves a falar assim comigo?

Tu.

- Estás louco? - Pai…

Não digo para não trazeres mulheres, só não gosto de as ver no quarto da mãe.

Já falei. Não gosto.

Kola?

Kola!

Volta aqui! Kola!

Chisom.

Estou bem.

Certo, vou buscar-te um candeeiro.

- Vou buscar um candeeiro. - Obrigada, isso era ótimo.

Entra.

Desculpa, lamento muito.

Que bom!

Assim ficas melhor.

Está tudo bem.

Estou lá fora se precisares de alguma coisa.

- Obrigada. - Sim.

Kola.

Kola.

A Chisom é só uma amiga.

Pai, achas que sou idiota?

Como assim?

Sei quem está em nossa casa.

A mãe contou-me.

O que é que a tua mãe te contou?

A mãe disse que aquela mulher igbo era com quem te ias casar.

Mas os teus pais não deixaram porque és iorubá e ela é igbo.

- Não é verdade? - Tens razão.

Foi por isso que casaste com a mãe.

Kola, é verdade.

A tua mãe disse-te a verdade, não mentiu.

Mas já se passaram 30 anos.

Crescemos todos e estamos a envelhecer.

Está bem?

Ela veio só visitar-me.

Pai, não me protejas.

Não a convidaste?

Não!

Ela apareceu de surpresa.

Kola,

sei que sentes falta da tua mãe.

Eu também.

Não há um único dia

em que não pense nela.

Pai.

Pai.

Não te posso dizer para não namorares. Não tenho esse direito.

Já passaram mais de dez anos

e nunca te vi com outra mulher.

Tentas, pai. Mas não…

Kola.

Kola.

Ko…

É verdade.

A Chisom que está no quarto

é a mulher com quem me ia casar,

mas a tua mãe…

A Aderonke!

Ela foi a melhor coisa que me aconteceu.

Não há nada neste mundo que eu quisesse

que ela não me tenha dado até morrer.

Nenhuma mulher vai substituir a tua mãe.

Tem calma.

Olá, K.

Então? Olha para ti.

Estás muito bonita.

Obrigada.

Estava a pensar fazer uma boa caminhada até à aldeia.

Vais precisar de um guia.

Sou uma mulher simples.

Não tenho dinheiro para essas coisas extravagantes.

Conheço um guia muito bom.

Sim, passou aqui a vida toda.

Ele é caro?

Muito.

Mas a primeira excursão é de graça.

Vamos?

- Desculpa, é a minha filha. - Está bem.

Olá, amor.

- Não me ligaste. - Esqueci-me, desculpa.

Adoro-te.

Adoro-te.

- É a tua filha? - Sim, estava preocupada.

Está sempre preocupada comigo.

Isso é bom. Tens uma filha muito boa.

- Vamos? - Sim.

Vamos.

Estou?

Olá, meu.

O que se passa?

Desculpa incomodar, mas preciso de falar contigo.

Meu, por favor,

não tenho dinheiro para te dar.

Mano, não estou a ligar para pedir dinheiro.

- Certo, então o que é? - O pai trouxe uma mulher para casa.

O pai trouxe uma mulher para casa. Lembras-te da mulher de que a mãe falou?

A Chisom, ou lá como se chamava?

Quem?

Aquela mulher igbo

com quem o pai ia casar.

Ela está em nossa casa, está a dormir no quarto da mãe.

Já disse ao pai que não gostava.

Não está bem pôr uma mulher no quarto da mãe.

Estás a gozar?

Achas que te ia mentir?

Estou a vê-los agora a passear juntos.

Bem, a casa é dele.

Não importa.

Ele não pode substituir a mãe só porque a casa é dele. Ela não gosta.

A mãe não disse que não gostava.

Não faz mal. Ela não precisa de dizer.

Não precisa. Nós sabemos, nós percebemos.

Tem calma, espera. Deixa-me pensar nisto.

Não uses isto como desculpa para fazer merda.

Kola? Estás a perceber?

Sim, percebo.

- Cuidado. - Sim.

Cuidado.

- Aí à frente? Aqui? - Sim.

- Aqui? - Sim. Podes sentar-te ali.

- Obrigada. - Sim, eu ajudo-te.

Sim.

Isto é tão agradável.

Porque é que a vida não pode ser sempre assim?

Chisom, diz a verdade. Porque vieste aqui?

Estive quase a morrer.

Tive cancro.

O quê?

Linfoma não-Hodgkin.

Já estou bem.

Sabes, foi…

O tratamento que fiz…

Deixa-nos as unhas negras e…

Depois…

Vês?

Aparecem-nos manchas pelo corpo todo.

E depois…

Isto é o pior.

Chisom.

Credo!

Chisom.

Já estou bem.

Estou bem, mas isto fez-me perceber que…

Ia morrendo sem corrigir o meu maior erro.

Lamento.

Lamento muito.

Lamento que as coisas não tenham corrido bem no passado.

Éramos novos.

E os nossos pais fizeram o que acharam correto.

Devíamos ter fugido.

Isso foram ideias loucas de um jovem tolo.

Passei todos os dias a pensar no que a vida poderia ter sido.

Serias pobre.

Muito pobre.

- Sim. - Seria feliz.

Deixei o medo forçar-me a cometer um erro terrível.

Chisom.

A minha mulher…

A minha mulher passou a vida inteira…

… a criar esta família.

Achas que posso conhecer o Moses antes de ir embora?

O Moses.

O Moses…

… está a trabalhar no duro em Lagos.

Sim. E eu…

Duvido que ele queira deixar tudo só para vir conhecer…

… uma velha amiga.

Compreendo.

Sim?

Sabes…

Vai haver um festival.

Em breve.

Se ainda estiveres aqui, podemos ir juntos.

Isso era ótimo.

Sim.

O Moses também vai?

CHISOM AGU NAMED EMPRESÁRIA DO ANO

CHISOM AGU PERDE O MARIDO

Meu amor,

não te zangues. O que se passa contigo?

É o quarto da minha mãe.

Porque é que ele fez isto?

Eu sei.

Não faz sentido.

Não te zangues.

Kola.

Tawa.

Tawa.

- O que é? - Aproxima-te.

Meu amor.

Minha mulher.

Minha alegria.

Minha pomba.

O que se passa?

Ouve,

quando fores minha mulher…

Tua mulher?

Não quero que te aconteça nada de mal, Deus nos livre.

O que me pode acontecer?

Mas se acontecer alguma coisa, não quero outra mulher.

Não vai acontecer nada.

O que se passa contigo?

Tenham lá calma.

Tenho de ir.

Vemo-nos depois, está bem?

Tudo bem? Vemo-nos depois.

Está bem.

Boa!

Joga.

Meu, ela é toda boa.

És o piorio.

És o piorio. Joga lá!

Olá, chefe.

Isto é muito grave!

Não podemos fazer nada.

- O que aconteceu? - O que é?

Cobraram-nos 5000.

- Sr. Kola. - Só por peixe.

Bem-vindo, senhor.

- Há quanto tempo, senhor. - Desejo-lhe saúde.

- Está tudo bem? - Obrigado.

- Senhora. - Cuide-se.

- Há quanto tempo, Sr. Kola. - Bom dia.

- Bem-vindo ao mercado. - Sr. Kola.

Bem-vindo ao mercado, Sr. Kola.

- Tudo bem? E a família? - Olá. Já digo.

- Está tudo bem. - E a família?

- Toda a gente se conhece. - Sr. Kola.

- Sim? - Deus me ajude.

- Senhora, está a dever-me uma coisa. - Sr. Kola.

- Toda a gente te conhece. - Sim.

Achava que ia passar despercebida.

É impossível.

- Sr. Kola. - Tudo bem?

- Como está? - Boa tarde, senhor.

- Sim. - Que belo dia!

Ainda gosta de caracóis?

- Quanto quer pelo tecido? - Lembras-te?

Claro. Olha.

- Como podia esquecer? - Quanto é?

Senhora, a quanto está a vendê-los?

- Vinte por… - Boa tarde.

- Tawa! Como está? - Muito bem, senhor.

- Ainda bem. - Boa tarde, senhora.

- Olá. - Não podemos comprar.

É muito grande.

É a namorada do Kola.

Bolas.

- Vinte? - Vinte.

Criança consagrada, Deus abençoou-me.

A rosa de ABK floresce lentamente

Deus está sempre comigo

O CAC faz 20 anos, aleluia

Estamos cada vez maiores

DG, está demais.

- Boa, meu. - Está demais.

- Juro. - És bom demais.

Meu amor.

Minha pomba.

Minha querida.

Estou bem.

Como estás?

- Tive saudades tuas. - Estou bem.

Onde foste?

Fui ao mercado.

Como estás?

Estou bem.

- Como estás. - Não lhes ligues.

Não lhes ligues.

- Como estás? - Hoje estás mesmo bonita.

Olha para ti, meu amor.

Para com isso.

Tens alguma coisa para mim?

Fala comigo.

Pronto, vou embora.

Vou fazer um ewedu muito bom e puré de batata-doce como gostas.

Tawa! Tawa, dás cabo de mim!

Queres casar com outra, ou quê?

Já disse, é contigo que vou casar.

Hoje estás tão bonita.

Deixa-me olhar bem para ti.

Para com isso.

Vi o teu pai no mercado com aquela mulher de que falaste.

A mulher é tão bonita.

O quê?

Juro.

Tawa, como assim?

Viste o meu pai e a Sra. Chison no mercado?

Sim! Estavam a fazer compras.

Acho que o teu pai gosta dela.

Pai!

K-tunez, o que é?

O que é? O que é que eu disse?

- Tawa, vai para casa. Vemo-nos depois. - O quê?

- O que é? - Vai. Vemo-nos depois.

Kola?

Kola, o que se passa?

Kola!

K-tunez.

K-tunez!

Surpresa!

Anda cá cumprimentar-me. Está tudo bem contigo?

Olha para ti.

- Quando chegaste? - Há pouco.

Queria fazer uma surpresa.

- A sério? - Está alguém em casa? O pai?

É por causa dele que estou zangado.

Sabes quem é que o pai levou ao mercado?

- O pai levou aquela mulher ao mercado? - Juro.

Agora que estás aqui vais ver

a forma como eles agem juntos.

Tem calma.

Enervas-te muito depressa. Calma.

Tens de viver com calma.

Não é assim tão grave.

Esquece isso, o que me trouxeste?

Onde está a tua mala?

Não toques nas prendas do pai.

Calma.

- Esquece lá. - Trouxe-te uma coisa.

Calma, já disse que tens uma prenda. Não te preocupes. Quando vires…

- Quando vires… Calma. - Confio em ti.

Confia.

Os meus ossos estão a ficar gastos, já não consigo fazer isto.

Não digas isso.

- Mos-mos. - Bem-vindo, pai.

Quando chegaste?

Há pouco.

Não disseste que tinhas muito trabalho em Lagos e não podias vir?

Queria fazer uma surpresa.

Que bom!

Boa tarde.

Sou o Moses.

Boa tarde.

Sou a Chisom Agu, uma amiga do teu pai.

- Prazer em conhecê-la. - É maravilhoso conhecer-te.

Como está a correr o trabalho?

Bem, graças a Deus.

- Tenho muito trabalho. - Imagino.

Vamos sentar-nos.

- Chisom. - Vou buscar água fresca para nós.

Obrigado.

Anda cá. Anda sentar-te.

- Pai! - Não sejas tolo.

O que é? Ele é esquerdino?

Sim. Sim, é.

A minha filha, a Nkem, também é esquerdina.

A sério?

- Sim. - Também come com a mão esquerda?

Sim.

Isto está muito bom.

Vês?

Devias vir cá mais vezes.

Tenho o trabalho, pai.

Eu sei.

Vais ficar para o festival?

A Chisom vai ficar para o festival.

Vou tentar, pai.

Muito bem.

O teu pai disse-me que trabalhas numa empresa de petróleo.

Sim.

É uma empresa pequena.

E a senhora?

O que faz?

Tenho algumas empresas.

Isso é incrível.

Então, vai ficar cá muito tempo?

Acho que vou ficar mais algum tempo do que estava a prever.

Se não te importares.

Acabei de decidir isso.

Bem, espero que goste da sua estadia.

Vou gostar de certeza.

Este rapaz…

Meu.

Ainda fumas disto?

Por falar disso…

Trouxe-te uma prenda.

O que é isto?

Porque é que me envergonhas sempre?

És um tolo.

Vai com calma.

Já lhes fizeste a graxa toda?

Não metas nojo, meu.

Certo.

Não vais partilhar?

Queria que a mãe estivesse aqui.

Sim, eu também.

Sabes que o pai gosta dela, certo?

Sim, ela é muito simpática.

Acabaste de chegar e ela já te hipnotizou.

Não é isso, meu.

Tem calma.

Só acho que a Sra. Chisomago vai fazer muito bem a pai.

Meu, isto está forte.

Não sentes nada?

- Não estás habituado. - Pareces uma chaminé.

- Não estás habituado. - Porra!

- Eu ensino-te. - Estás louco?

Isto é tão bonito!

É incrível, não é?

Como envelhecemos e perdemos a beleza.

Depois apreciamos como a natureza consegue manter a beleza dela.

O que estás a dizer?

Ainda és bonita.

Muito bonita.

Vamos sentar-nos.

Quase disse ao Moses hoje de manhã.

Eles têm de saber a verdade, principalmente o Moses.

Chisom.

Tínhamos concordado.

Tínhamos concordado.

Fizemos uma jura.

E passei os últimos 30 anos arrependida.

Manter esse segredo destruiu-me, Kolawole.

E odiei-me tanto

que o meu corpo se virou contra mim.

Quando tive cancro, achei que era Deus a castigar-me pelo que fiz.

Pelo que fizemos.

E aceitei-o.

Alterei o meu testamento.

Deixei metade ao Moses.

Decidi que, já que não estive presente na vida dele,

podia ajudá-lo de alguma forma depois de morrer.

Mas superei o cancro.

Sabes que mais?

Soube que tinha uma segunda oportunidade.

Uma oportunidade para corrigir os meus erros.

Foi por isso que vim cá, Kolawale.

Temos de dizer ao Moses que eu sou a mãe dele.

Por favor.

Preciso disto.

Moses.

Moses.

Senhor!

Quero que venha comigo ao rio.

Vamos pescar.

E a Sra. Chisom?

Ela vem?

Não se sente bem.

Quer descansar.

Kola, anda.

Vamos pescar.

Pai, isto está mau.

Hoje não há peixes.

Tens de ter paciência.

Vão aparecer. Andam por aí.

Andam por aí. Vão aparecer. Pescar…

Pescar ensina-nos a ser pacientes.

Está bem?

Pai, começaste outra vez.

Eu ouvi.

Lembras-te quando te implorava para ir pescar contigo?

E a mãe nunca me deixava.

Depois, eu fazia greve de fome

e ela dizia:

"Eu não matei a minha mãe e tu não me vais matar a mim."

- Aquela mulher… - Não havia ninguém como ela.

Sim.

Pai,

quando é que a Sra. Chisom vai voltar para Lagos, mesmo?

Sim, já está aqui há muito tempo. Está na altura de voltar.

- Moses, o que achas? - E se te calasses?

Quem julgas que és?

A dizer-me quando é que as pessoas podem vir para a minha casa

e quando têm de sair?

Pai, tem calma.

Não. Tenho calma?

Tu saíste de casa, trabalhas no duro,

tens vida própria

e deixas o teu pai orgulhoso enquanto que ele anda por aqui

a estorvar-me na minha casa.

Qual é o problema? Sou o único que vive em casa do pai?

Estás sempre a dizer que vivo em tua casa? Aquilo é uma casa?

Os teus amigos constroem mansões para os filhos em Lagos.

- Cala-te, Kola! - Não me voltes a dizer isso.

- Pai, ainda cais. - Deixa-me…

Deixa-me cair.

Deixa-me cair para aquele idiota saber que foi ele que me matou.

Deus nos livre, pai. Não digas isso.

Gastei tanto dinheiro convosco,

dei-vos uma educação.

E ele fez alguma coisa?

Não.

Estudou alguma coisa?

Não.

Só sabe estorvar.

Só diz disparates!

Este meu filho ingrato.

Construí uma mansão para o Moses?

Não andaram os dois na mesma escola?

E tu ficaste aqui a fazer figuras tristes,

a achar que a culpa foi minha.

- Não… - Pai, por favor.

Não te zangues, ele não sabe o que diz.

Não fales por mim, meu. Eu sei o que digo.

À mínima provocação, é o Moses isto e aquilo.

Toda a gente sabe que o pai gosta mais de ti.

É verdade.

Nada do que digo agrada ao pai. Nada.

Tu espirras e ele elogia-te.

Se fosse eu, insultava-me. O que querem?

- Tive culpa de nascer? - Que conversa é essa?

Meu, interpreta como quiseres. Não tenho nada a ver com isso.

Não tenho nada a ver.

Estás a ver? Vês?

Vês como ele perdeu o juízo?

Este rapaz perdeu o juízo.

Aquelas coisas que ele fuma toldaram-lhe o juízo.

Pai, achas que o filho pródigo não fuma?

Vê se te calas!

- O quê? - Ouçam.

Pai, quero saber quando a mulher vai sair do quarto da mãe. Não a quero ver mais.

Não tens o direito de perguntar isso.

- Disseste mesmo isso, Moses? - Sim.

A mim?

Com o pai aqui falas muito bem, não é?

Já me ouviste, Kola. Para.

Para com isso.

Tu não tens culpa.

- Pesquisaste e viste que é boa mulher. - Qual é o teu problema?

Agora estás do lado dela, não é?

- Que pesquisa? - Não é nada, pai.

Pai, ele não te contou?

Desculpa.

Ele pesquisou a mulher.

Pai, não é como ele diz.

É só… Sabes como é.

Estive só a ler umas coisas sobre ela.

Só para saber.

- Não tens o direito de fazer isso. - Sim, mas…

Queria só saber…

Não! Alguém disse que eu precisava que cuidassem de mim?

Disse?

Tem bom aspeto.

Sim, está quase pronto.

Sim.

Não percebo porque estás tão zangado com o Moses.

Ele fez só o que qualquer filho faria.

Até estou orgulhosa dele por ter tomado essa iniciativa.

Ele não tem nada que se meter na minha vida, Chisom.

Pareces o teu pai.

Não pareço nada.

Desculpa.

Estás a fazer uma tempestade num copo de água.

Era disso que eu não gostava nele.

Estás a exagerar muito.

Porque é o Moses e ele…

Não é por isso.

Traz o prato.

Já está bom.

Então,

não conseguiste falar com o Moses hoje,

quando vais fazer isso?

Se eu falar com ele.

Sabes que é importante para mim.

Chisom.

Eu tentei.

E olha no que deu.

Um barco cheio de homens zangados.

- O quê? - Um barco cheio de homens zangados.

Arranjaste peixe para o jantar.

Sim, arranjei peixe para o jantar.

- Vinho de palma fresco. - Sim.

Muito bom.

- Deve ser. - Não se arranja em Lagos.

Veio direto de Ajura.

Certo.

Vou falar com o Moses sobre o festival.

Satisfeita?

Satisfeita.

Bom dia, Kola.

Kola.

Quero falar contigo.

Que seja rápido.

Sobre o desentendimento

que tiveste com o teu pai.

Não estou a perceber.

Quero que saibas que não estou contente

por a minha presença estar a criar problemas

entre ti e o teu pai.

Isso tem uma solução fácil.

Kola, espero que acredites quando digo que não vim para prejudicar esta família.

Seria incapaz disso.

A minha mãe disse-me que a senhora ia casar com o meu pai,

mas ele acabou por casar com a minha mãe porque os pais deles não deixaram.

Ela disse que o meu pai lhe implorou

para fugirem juntos, mas não aceitou.

Nem sabia que ela sabia isso.

A minha mãe era uma mulher boa.

Não há ninguém nesta vida que goste de mim

como a minha mãe gostava.

Nada do que eu fizesse a fazia gostar menos de mim.

Ela podia lutar por mim, até morrer por mim.

Tiveste uma boa mãe.

As mães fazem isso pelos filhos.

A única coisa que a deixou infeliz nesta vida foi o meu pai amá-la mais a si

do que a amava a ela.

- Kola, ouve. Lamento, mas… - Estou?

Sim, já vos vi. Já vou.

Kola, temos de falar.

Tenho de ir.

Kola, é importante.

Kola.

- Salve, Ogun! - O protetor!

- Salve, Ogun! - O protetor! Temos a vida feita!

Bom dia, pai.

Pai, não fiques zangado.

Perdoa-me, por favor.

Fiz aquilo porque achei que era o mais correto.

Mas, agora que pensei nisso,

percebi que passei dos limites.

Desculpa.

Pai.

Então, o que descobriste quando espiaste a minha velha amiga?

Pouca coisa.

Ela é muito rica.

Tem empresas e é viúva.

E tem uma filha.

O que ias fazer depois de a teres espiado?

Bem, tendo em conta a pessoa que é,

ela não tinha necessidade nenhuma de ficar aqui contigo,

mas ficou na mesma.

Deve querer dizer que veio aqui em busca de algo

mais valioso para ela do que dinheiro.

E o que achas que é?

Veio à tua procura, obviamente.

O que mais poderia ser?

Moses.

Os anciães dizem:

"Quando repreendemos um filho com a mão direita,

puxamo-lo para nós com a esquerda."

Sabes o que significa.

Então, estás perdoado.

Obrigado, pai.

O festival é daqui a poucos dias.

Vais ficar aqui ou…

… vais voltar para o trabalho?

Vou ficar aqui.

Muito bem.

Olá, mãe.

Quando voltas?

Em breve, meu amor. Em breve.

Em breve não é uma data, mãe.

Está bem, que tal daqui a duas semanas?

Duas semanas?

Mãe, passa-se alguma coisa que não me estás a dizer?

Tem calma, filha. Estou bem.

Vês? Olha.

Não pareço feliz?

Pareces.

Mãe, espera. Que quarto é esse?

Estou?

- O quê? - Estou?

Mãe?

Sim.

Chega.

Levamos este.

Estou bem assim para o festival?

És a mulher mais bonita da aldeia.

Que querido!

O que estão a fazer?

Todas as famílias têm de levar alguma coisa para o festival.

Este ano, vamos levar vinho de palma.

- Vamos levar isto ao palácio. - Estou a ver.

Para os rituais do festival.

Depois, voltamos aqui

- para te levar à praça da aldeia. - Está bem.

Para a cerimónia oficial.

E onde está o Kola?

Ele arranja sempre maneira de ir para o festival.

Costuma ir com os amigos. Encontramo-nos lá.

Está bem. Então, tenho os dois homens mais bonitos

da aldeia para me levar ao festival.

Chegaram.

Esperem!

Estão a ver isto? É o nosso pai, o Kolawole!

Já chega! Akolawole!

Se procuram uma pessoa de bom coração

Quando o veem ficam satisfeitos

Alegria

Alegria

Estamos cheios de alegria

O destino deu-nos alegria

Deus deu-nos alegria

A vida é boa

Aquilo que nos traz é doce

Alegria

Estamos cheios de alegria

O destino deu-nos alegria

Deus deu-nos alegria

Vamos celebrar e dançar

Chisom?

Chisom.

Não está aqui.

Sra. Chisom.

Ela não está aqui?

Vê no quintal.

Sra. Chisom.

Sra. Chisom!

Sra. Chisom!

- Sra. Chisom! - Moses.

Não a encontraste?

Já viste no quintal?

Kola.

Pai, o que foi?

Não percebo.

Quando fomos ao festival,

deixámos a Chisom aqui.

Agora que voltamos,

não a encontramos.

Pai, talvez…

Ela pode ter voltado para Lagos, ou isso.

- Pai. - Estás bom da cabeça?

Que disparate estás a dizer?

Pai.

Por favor.

Pai, por favor.

Peço, por Deus.

Peço em nome de Deus!

Não, por favor!

Não me magoes, por favor.

Dou-te o que quiseres.

Abre isto.

Já disse para abrires.

Deus nos livre.

Ouve.

Coitada da mulher.

Pai, e a família da Sra. Chisom?

Não lhes vais ligar?

Vou ligar-lhes.

Traz-me o telemóvel.

- O telemóvel? - Eu ligo.

Vou ligar-lhes. Vai para a estação.

- Nkem. - Nkem. Eu sei.

Vai para a estação. O Kola conhece toda a gente desta floresta.

- Sabe onde procurar. - O Kola?

- Kola! - Está ali.

- Kola. - Pai.

Onde estavas?

Despacha-te.

- Vai, despacha-te. - Já estamos a ir.

Pai, lamento.

No outro dia, estava a brincar. Não sabia que isto ia acontecer.

Ouve, esquece isso.

Depois falamos disso. Despacha-te, mas é. Tens de a encontrar.

- Tens de a encontrar. - Sim, pai.

Veem? Obrigado, já estão aqui.

Obrigado. Que Deus vos ajude.

Ajudem-me a encontrá-la.

- Têm de a encontrar. - Sim, senhor.

- Rápido. - Vamos.

Obrigado. Fico grato.

- É a Nkem. - Eu sei. Vai para a estação.

- A estação? - Não te preocupes.

Está bem.

Olá, mãe.

Fala a Nkem Agu?

Quem fala?

O meu nome é Moses.

Moses Kolawale. Estou a ligar de Abeokuta.

É sobre a sua mãe.

O que se passa? O que aconteceu?

Porque tem o telemóvel dela?

Lamento, mas a sua mãe desapareceu.

Isso é impossível.

Ela…

Não pode ser.

Se…

- Se isto é uma brincadeira… - Nkem, por favor. Lamento,

mas não é nenhuma brincadeira, nem uma partida.

Vou ligar à polícia.

O meu pai já vai a caminho de lá.

O meu irmão está à procura dela.

Prometo que vamos fazer tudo para a encontrar.

Achei só que devia saber.

Isto é a sério.

É mesmo a sério?

Lamento, mas é.

Meu, o que se passa?

Ela está aqui, está bem.

Quando vens para fazermos a chamada?

Despacha-te.

O pessoal está a ficar aborrecido.

Traz álcool contigo.

Faz-nos esse favor.

- Kola, então? - Pai.

O que se passou?

Não a foste procurar?

O que fazes aqui?

Pedi a umas pessoas para procurar no rio, pai.

Muito bem, mas e tu?

E tu? Não vais?

Vou procurar no monte e nas grutas, pai.

Está bem, despacha-te. Muito bem.

Rápido, Kola.

Obrigado.

Muito obrigado. A sério.

Muito bem.

- Quando é que ela disse que chegava? - Está quase.

Espera!

É…

Parece ser ela.

Nkem?

Bem-vinda, filha.

Sou o Sr. Kolawole, mas chame-me Baba Kola.

Este é o meu filho, o Moses.

Olá, preferia que nos conhecêssemos noutras circunstâncias.

Há novidades?

Ainda não, mas há pessoas à procura por todo o lado.

E a polícia?

Onde está a polícia?

- Onde está a polícia? - Espera. Calma, Nkem. Calma.

Está toda a gente a ajudar. Toda a gente.

A polícia também nos está a ajudar.

Toda a aldeia de Siun está zangada

com o que aconteceu à tua mãe.

- Tem calma, sim? - Nem todos.

Nem todos.

Quem a levou não está.

Onde está a minha mãe? Quero ver a minha mãe!

Pai, acho que devias ficar aqui.

Caso haja novidades.

- Sim. - Eu levo-a à polícia.

Boa ideia.

Sim.

Nkem, tem calma.

Vamos encontrar a tua mãe.

Ouviste? Prometo.

Vamos encontrá-la.

Sim?

É melhor irem depressa.

Eles não têm a situação controlada.

As pessoas estão à procura, o meu irmão está à procura.

E ele conhece este sítio melhor do que ninguém.

Calma, vamos encontrá-la.

A minha mãe não está bem.

Ela…

Estou assustada.

Estou…

… assustada.

Eu sei.

Vamos tentar manter-nos positivos, está bem?

Não te preocupes. Vamos encontrá-la.

Estou?

Moses.

- Sra. Chisom. - Dá-me isso.

- Dá-me isso. - Espera.

Mãe?

Mãe, onde estás? Estás bem?

A sua mãe está connosco.

Ligamos daqui a uma hora com as nossas exigências.

Quem fala?

Dê o telefone à minha mãe.

- Quero falar com a minha mãe já! - Silêncio!

Deixa-me falar com ele.

Senhor, por favor.

Podemos falar com a senhora, por favor?

Façam o que mandarmos e não lhe vai acontecer nada.

Se fizerem alguma coisa estúpida,

ou se ouvirmos a sirene da polícia…

Estão avisados.

Não! O que vais fazer?

Ouviste o que ele disse.

Achas mesmo que um homem qualquer à espera de abastecer

vai ajudar a tua mãe?

Ouve, conheço o meu pai.

Ele saberá o que fazer.

Temos de ir ter já com ele. Eles deram-nos uma hora.

Não temos tempo.

Confia em mim, está bem?

Vamos recuperá-la.

Mas temos de ir agora.

Eles disseram uma hora.

Há duas horas, disseram uma hora.

Deve ser pela hora do mato.

A minha mãe não vive pela hora do mato.

Devia ligar ao inspetor-geral.

- Espera. - Pai, deixa-me falar com eles.

Está bem. Põe em alta-voz.

Estou?

Queremos 50 milhões de nairas.

Se pagarem, não acontece nada à senhora.

Se não…

É muito dinheiro.

Acham que somos estúpidos?

Esta senhora é rica.

Cinquenta milhões.

Se não…

Espere, por favor.

- Diga. - Se querem os 50 milhões,

têm de garantir que a Sra. Chisom não está ferida.

Estou?

- Estou? - Mãe! Mãe, estás bem?

Estás bem?

Estou bem.

Não me magoaram. Estou bem.

Estou bem.

Mãe?

Mãe?

Cinquenta milhões.

Em dinheiro vivo!

Fico à espera.

Estou?

Cinquenta milhões.

Não há problema.

Consigo arranjar 50.

Não, devíamos avisar a polícia.

Sim, sem dúvida.

Porque não podemos ir entregar tanto dinheiro

- a uma voz. - É a vida da minha mãe

- que corre perigo. - Mais um motivo para não fazer isso.

Pai, eles disseram-nos para não fazer isso.

Não temos experiência com isto.

Consigo arranjar 50 milhões.

- Nkem. - Consigo.

O problema não é arranjar os 50 milhões.

Temos é de recuperar a Chisom.

Pai, com todo o respeito,

e se a polícia estiver a colaborar com os raptores?

Já aconteceu.

Então, se ela consegue o dinheiro, é melhor fazer isso para lhes pagarmos.

Falar é fácil.

Ouçam, queremos todos o mesmo, certo?

Recuperar a Sra. Chisom ilesa.

É como disseste, pai. Vamos concentrar-nos nisso.

Onde é que ela vai? Aonde vais?

Olá.

Olá.

Ouve, eu…

Quero que saibas que a vamos recuperar.

- Tenho medo. - Eu sei.

Tenho…

Tenho medo.

Eu sei.

Vai ficar tudo bem.

Prometo.

Não quero perder a minha mãe.

- Por favor. - Come.

Por favor.

Já houve algum desenvolvimento com as negociações?

Ouvi a chamada e quero só saber

porque sei que é o chefe aqui.

Come!

Por favor, acabei de me curar de um cancro

e preciso de medicamentos.

Por favor. Peço-lhe.

Kola.

Kola.

Kola.

Kola, ouve. Ouve.

Kola, ouve.

Kola.

- O que aconteceu? - Nada!

O que é?

Desculpa.

Está tudo pronto, não te preocupes.

Olá.

- Olá. - Como estás?

O que achas?

Sabes que mais?

Vamos.

Anda comigo.

Ouve, tenho os dois telemóveis. Podemos estar em qualquer lado.

Se, ou quando ligarem, estaremos prontos.

E se ficarmos aqui sentados…

Não sei.

E conheço um sítio muito bonito.

Confia em mim.

De carro?

Abriste o carro?

Sim.

O Kola disse que o meu pai conheceu a tua mãe aqui.

Tens saudades dela?

Da tua mãe.

Muitas.

A minha mãe é a única coisa que tenho neste mundo.

O meu pai morreu.

O meu marido deixou-me por outra mulher.

É um idiota.

Acho que sabia que ia acontecer, pensando bem nisso.

Na verdade, quando soube,

já estava preparada.

Fiquei tão feliz.

Tão feliz.

E agora isto.

Não posso perder a minha mãe.

Agora não e não assim.

Passaram…

… dez anos desde que perdi a minha mãe.

E, mesmo assim…

… a dor nunca desaparece.

Sentimo-la sempre.

Só aprendemos a viver com ela.

Lamento. Pela tua mãe.

Ouve, a minha mãe morreu,

mas a tua não.

O que queres dizer?

Estou?

Temos o dinheiro. Para onde o levamos?

Se queres ver a tua mãe viva,

leva o dinheiro para um edifício que não foi acabado

com uma porta azul, em Ajura.

Ajura?

- Está bem. - Depois de fazerem isso,

encontramo-nos no cruzamento perto do monte.

Podes vir buscar a tua mãe.

Percebido.

Se não virmos o dinheiro, matámo-la.

Calma.

Como está a senhora… Estou?

Mas, como sabemos?

Ouviste o que ele disse.

Está tudo bem.

Não sei.

Talvez seja melhor pensarmos noutro plano.

- Talvez seja melhor eu levar o dinheiro. - O plano mantém-se.

Levamos o dinheiro.

Obrigada.

Moses.

- Pai? - Fica perto do telefone.

Está bem?

Se eu ligar, tens de vir a correr.

- Ouviste? - Sim.

Certo.

Merda!

É esta a porta azul.

Estou?

O que é?

Já pegaste? Viste o que tinha?

Ótimo! Tawa, meu amor.

Confio em ti. Fazemos assim:

pega no dinheiro, sim? Faz como combinamos. Vou ter contigo.

Sim, eu vou ter contigo.

Confio em ti.

Kola, tudo bem?

Olá, meu. Está tudo pronto.

- Tens o dinheiro, certo? - Sim, foi como disseste.

Mas…

Precisava de falar de uma coisa.

- O que é? - Naquele dia em que me ligaste,

a Sra. Chison ouviu o meu telemóvel a tocar.

Ela descobriu que eu estava envolvido.

O quê? E só me dizes agora?

Tem calma.

Irritas-te com facilidade.

E não é caso para isso? Que merda é esta?

Isto é um desastre!

Meu, não tem importância.

Nós resolvemos isto.

Estás a ver?

Era por isto que não te queria envolver nisto, nem os teus amigos drogados.

Vocês não têm juízo.

Não podemos ter pontas soltas.

Calma, mano. Eu disse que resolvia.

Exato, Kola.

Resolve tu isto.

Porque não vais libertar aquela cabra velha.

Ela não pode ser nossa refém para sempre.

Não disse que ia ser refém, pois não?

Meu, isso já é demais.

Quando me falaste do plano, não era para a matar.

O plano nunca foi matar ninguém

até tu fazeres asneira, está bem?

Tu é que nos puseste nesta situação.

É a única saída.

Chega de falar inglês.

Não és desta aldeia?

Não matamos visitas. É tabu.

Meu.

Escolhe uma.

Uma abominação ou a cadeia.

Não posso fazer isso.

Tudo bem.

Tudo bem.

Kola, não saias daí.

E não a deixes ir a lado nenhum.

Eu trato disto.

Onde é que ela está?

- Onde está a minha mãe? - Nkem, tens de ter paciência.

Temos de ter calma.

Temos de esperar para… Temos de…

Certo…

Joga, meu.

És o único que sei que faz batota.

Não faço batota. Tu é que não sabes jogar.

- Escondeste isso no bolso. - Eu ensino-te.

Não me podes ensinar. Não sabes como se faz.

Joga.

K-tunez.

Abençoado, o que se passa?

Já temos o dinheiro.

Isso é fantástico!

Vamos fazer assim: vocês vão embora.

Eu trato do resto.

K-tunez, não é dinheiro a mais para levar contigo?

- Calma. - Cinquenta milhões.

- Podemos confiar nele. - Sim.

Podemos.

- Somos amigos. - Sim.

Abençoado!

Cinquenta milhões!

Certo.

Foi graças a vocês.

- Adeus. - Meu amigo.

- Vamos lá. - Vamos.

K!

K-baba!

Kola.

Kola, o que é?

Não fales.

Vou libertar-te.

Querem que eu te mate, mas não te odeio assim tanto.

Não gosto de ti, mas não és má.

Obrigada.

Os sapatos.

Quando te libertar, vai direta para casa.

Não faças desvios.

O meu pai e a tua filha estão à tua espera no cruzamento.

Vai.

- E tu? - Não te preocupes comigo.

Vou pegar no dinheiro e fugir. Nunca mais me vês.

Não vás embora.

Juro que não digo a ninguém.

O teu pai adora-te.

Gostava que fosse assim simples.

Vai!

- Onde é que ela está? - Ela é forte. Fugiu.

Deixaste-a fugir?

Não, ela é que se escapou.

Porque és tão inútil? Só tinhas um trabalho. Estás bem?

- Sabes por onde foi? - Não sei.

- Calma. - Sabes por onde foi?

- O que queres fazer? - Se não a encontras…

Estás à procura de quê? Calma.

Não, meu.

Porque é que a queres matar?

Calma, mano.

Calma, mano!

És um idiota.

Moses!

Levanta-te!

Lamento.

Moses.

O que é isto?

- O que estás a fazer? - Cala-te.

Tu não és assim.

- Não me conheces. - Não és assim.

- Moses, por favor. - Cala-te.

- Cala-te. - Sou a tua mãe.

Sou a tua mãe.

- Desculpa. - Achas que sou estúpido?

Achas que sou estúpido, não é?

Achas que não sei que vais dizer qualquer coisa para te safares?

Mas mentir e dizer que és minha mãe? Isso é ridículo.

Achas que acredito nessa merda?

- É verdade. - Para.

- Não é mentira. - Para.

- Mentira! - Vim aqui por ti.

Vim à aldeia para te ver.

Fui eu que te dei o nome de Moses.

Tive de te abandonar.

Lamento.

- Tive de te deixar. - Estás a mentir.

- Para, és uma mentirosa. - Moses…

- Tive de te deixar. Desculpa. - Mentirosa. Para.

- Não mintas. - Não é mentira.

Sou a tua mãe.

Estás a mentir.

Afasta-te.

Afasta-te. Mentirosa.

Credo!

Se fizesses o que pedi, isto tinha acontecido?

És sempre tão idiota.

- Mãe. - Chisom.

- Mãe. - Chisom.

Mãe, estás bem?

Estás bem?

- Mãe. - Meu Deus!

Moses.

Consegues levantar-te?

- Moses, por favor. - Ajuda-a a levantar-se.

Pega nesta mão.

Desculpa.

Moses!

A tua perna.

Cuidado.

Começa a falar.

Não vou dizer nada sem um advogado.

Quando a Sra. Chisom veio para a nossa casa,

sinceramente, não gostei dela.

Disse isso ao Moses.

Ele disse-me que a vida lhe corria mal, que tinha sido despedido.

Disse que devíamos planear isto juntos. Tinha receio que o nosso pai descobrisse.

Foste tu que planeaste isto?

Responde!

Achas que estou a brincar?

- Então, o plano foi do Moses. - Juro.

O plano foi dele, não foi meu.

O plano era raptar a Sra. Chisom

e pedir dinheiro.

Quando entregassem o dinheiro, íamos libertá-la.

Só queríamos assustá-la para ela voltar para a casa dela.

Mas ele tentou matá-la!

Quando ela soube que eu estava envolvido,

disse ao meu irmão que tinha sido exposto.

Disse-lhe que a devíamos libertar, mas o Moses não quis saber.

Sei que ele tinha receio que o nosso pai descobrisse

que ele tinha sido despedido por ter roubado.

Mas não admitiu que o fez.

O Moses…

Sr. agente,

eu sou a ovelha negra,

mas toda a gente adora o Moses.

Gostam todos do Moses.

Mas sinceramente, Sr. agente, ele é muito manipulador.

O Moses é manipulador.

Sr. agente, por favor.

O que vai acontecer agora?

- Sai da frente. - Que menino bonito!

Ponha-o aqui, Sr. agente.

- Ainda temos espaço que somos magras. - Muito espaço.

Não urinei o dia todo.

Sai-me da frente. Quero comer pão.

- Sr. agente. - Só pão? Até vais comer akara.

Então?

Pensava que tão cedo não íamos a um hospital, mãe.

Nkem, desculpa ter-te preocupado.

- Sabes… - Não faz mal, mãe.

Quando chegarmos a casa, quero que me…

Nkem, não vamos para casa.

Ainda não.

Mas, mãe…

Ouve, Nkem.

Tenho de te contar umas coisas.

Podes ouvir?

Tenho escolha?

Pai.

Pai.

Como está a Sra. Chisom? Ela está bem, pai?

Pai, não fiques zangado, por favor.

Foi sem querer, só queria ajudar.

Ajudar o Moses. Não sabia que ia acabar assim, pai.

Pai, não fiques zangado, por favor.

- Kola. - Estou a ouvir.

- Kola. - Estou a ouvir, pai.

- Quantas vezes te liguei? - Três vezes.

Três vezes, pai.

Sabes qual é o maior medo de um pai?

É que os filhos sejam uns falhados.

E ainda pior é quando esse medo se concretiza.

Passei tantos anos

a pensar como te poderia ter educado para seres um homem melhor.

O nosso povo tem um provérbio.

Um corpo nunca é pesado ao ponto de o seu dono não o carregar.

Mas este fardo, esta responsabilidade

tornaram-se tão pesados.

Acho que me vão deitar ao chão.

E depois temos o teu irmão, o Moses.

Era tudo…

Tudo o que um pai poderia querer que o filho fosse.

Trabalhador,

bem-sucedido, honesto.

Honesto.

Fui tão palerma.

Que palerma!

A única coisa no meio disto tudo que me dá alguma paz…

… é a vossa mãe não estar aqui para ver isto.

Pai, não digas isso.

Pai, não digas isso. Por favor, pai.

Pai, perdoa-me. Não digas isso.

Pai!

A Sra. Chisom é mesmo minha mãe?

- Pai. - Pai. Por favor.

Por favor.

Por favor.

Está bem.

Vou dizer-te.

Moses.

Vou dizer-te.

Sabes…

Eu era novo.

Era novo quando conheci a Chisom.

Sim, era jovem e apaixonado.

E tu, Kola… Conheci a tua mãe, a Ronke,

um mês depois de os nossos pais nos obrigarem,

a mim e à Chisom, a separar-nos.

A Aderonke era iorubá.

E…

Os meus pais aceitaram-na e casámo-nos.

Mas a Chisom voltou.

Ela voltou,

grávida e sozinha.

Ela não queria que os pais soubessem.

A Aderonke,

Deus a tenha,

soube logo o que fazer.

Sim.

Ela escondeu a Chisom na nossa casa

e quando nasceste… Moses, quando nasceste,

a Chisom teve de voltar a estudar e…

A Ronke ofereceu-se para te criar, para ficar contigo,

para cuidar de ti.

Como se fosses dela.

Fizemos o que achamos melhor.

Sim.

E a Ronke amou-te do fundo do coração.

Sim.

Ela amou-te.

Tal como tinha prometido.

Mentiste-me, pai.

Sim.

E mandaste a minha mãe embora.

Sim.

Então, não sou o único mentiroso

- desta família. - Moses, cala-te!

Não! Deixa-o!

Não é verdade, pai?

Moses.

- Kola. - Pai.

- Pai. - Ouçam-me bem.

Fiz o melhor que pude por vocês.

Agora façam o resto.

Pai, por favor.

Pai, por favor.

- Pai, por favor. - Bonitão, porque estás a chorar?

- Pai, por favor. - Não chores.

- Eu disse ao agente para te pôr aqui. - Sr. agente, traga-os para aqui.

Estás a partir-me o coração. Não chores, está bem?

- Pai. - Eu cuido de ti.

Eu cuido de ti.

Kolawole.

Olá, Moses.

Ou será: "Olá, irmão"?

Senta-te.

Mandei-te sentar.

Porque fizeste isto?

Confiei em ti.

Até gostava de ti.

Então, diz-me. Porque fizeste isto?

Nem todos temos a sorte de nascermos ricos, pois não?

- Ser pobre não é desculpa. - Como é que sabes?

Já experimentaste?

É que eu já e não gostei muito.

Viste como vive o meu pai, como vive o meu irmão.

Diz-me, gostavas de viver assim?

É que eu não queria viver mais assim.

Por isso, esforcei-me muito. Fartei-me de estudar

e consegui sair de lá.

Até fiz algo da vida.

Mas depois tiraram-me tudo.

Ninguém te tirou nada.

Falei com o teu patrão e ele disse-me como mentias,

como vivias,

como o enganaste e o roubaste.

Foi assim que a tua mãe te educou?

- Foi assim que a tua mãe… - Não fales da minha mãe!

O que é? Achas que ia ficar orgulhosa ou com vergonha?

Raptaste a minha mãe.

Tentaste matá-la.

Foi o que fizeste.

E, ainda pior, meteste o teu irmão nisto

e tentaste fazer dele um assassino.

E quando ele provou ser um homem melhor do que alguma vez serás,

tentaste matá-lo.

Sabes, quando cheguei aqui,

achava que ia odiar-te,

desprezar-te e maldizer-te.

Mas, na verdade, o que sinto é pena.

Pena pela tua mãe.

Pelas tuas duas mães.

Cuidado.

Cuidado, entra.

O que quero agora é tomar um banho

e depois quero ir ver os teus filhos.

Desculpe

Preciso de ir ver os teus filhos.

K.

Posso sentar-me contigo?

Chisom.

Peço muita desculpa.

Não precisas de pedir desculpa.

- Os meus filhos fizeram-te isto. - Ele também é meu filho.

Look.

Kolawole.

Um pai não deve julgar os filhos

quando ele próprio já pecou.

- Eles fizeram… - Fizeram…

Fizeram algo imperdoável.

Cometeram um grande erro.

Um erro? Isto?

Fizeram más escolhas.

Não, tentaram matar-te.

Sim.

Sim, e eu não vim aqui para matar esta família.

Vim aqui para curar uma ferida profunda que tinha dentro de mim.

E até agora ela só aumentou.

Chisom, isto não é uma ferida.

Isto é um crime. Um crime.

E eles vão pagar por ele.

Vai fazer-se justiça.

Mas eles não podem enfrentar isto sozinhos.

Precisam do pai ao lado deles.

E da mãe.

Se eles me quiserem.

Se tu me quiseres.

Eu?

Kolawole.

Tudo o que sinto aqui dentro, tudo,

quer cuidar dos nossos filhos.

Agora a nossa responsabilidade é concentrarmo-nos neles.

Juntos.

Percebes?

Podia ter deixado o cancro levar-me.

Era o que queria.

Mas depois a Nkem ficava sem mãe

e a última memória que teria de mim seria de uma mulher

que se rendeu ao medo.

Uma mãe que desistiu da vida e dela.

Kolawale, não permitas que a última memória

que aqueles rapazes têm do pai seja a de um pai que desistiu deles.

Olá, meninos.

Kola.

Olá, filho.

Não saiam daqui.

Sentem-se.

Sentem-se, por favor.

Como está?

Ferida, mas está a passar.

Como é que vocês estão?

Desempregados.

Falidos.

Frustrados na prisão.

E perdemos o nosso pai, pelos vistos.

O teu pai ensinou-te a ser egoísta?

- Isso é tão baixo. - Ele ensinou-me muita coisa.

Ensinou-te a culpar os outros pelos teus erros?

Ensinou-te a achar que a tua vida

era mais importante do que a dos outros?

A afundares-te e levares o teu irmão contigo?

Ensinou-me muita coisa.

Ensinou-me a mentir.

E tu também.

Sim.

E peço desculpa.

Desculpa ter-te abandonado.

Desculpa não ter voltado mais cedo.

Moses, desculpa

não ter ficado aqui para ser uma mãe melhor.

Não és a minha mãe.

Ainda não.

Mas ainda vou a tempo.

E se me ajudares, Moses, posso aprender.

E podemos compensar os dias todos que perdemos.

Como?

Diz-me como.

O mais provável é que fique preso dez, 15 ou até 20 anos.

E ele também.

Então, como vamos fazer isso?

Se isso acontecer, venho aqui todos os dias

durante esses dez anos, vinte anos, ou quanto tempo for.

Conheço pessoas.

E se eu sou capaz de perdoar,

talvez os tribunais também sejam.

Farias isso por mim?

Faria isso pelos dois.

Pelos meus dois filhos.

Kola.

Kola, se me aceitares.

Kola.

Desculpa, mano.

Estraguei tudo.

Sim.

Se nunca me perdoares, eu percebo.

Faz sentido.

Só quero que saibas que lamento.

Pelo menos, já não sou a única ovelha negra da família.

És tão estúpido.

É como ela disse,

és a minha família.

Sim.

Pai.

Venham.

Venham.

Venham.

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