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INGLATERRA - MARÇO DE 1943
EXÉRCITO DOS EUA ESTACADA 4
Muito bem. Todos descendo a escada.
Vamos. Vamos. Depressa.
Dois, três, quatro.
A GUERRA SECRETA DE HARRY FRIGG - Dois, três, quatro.
Dois, três, quatro.
Tenente, o Frigg fugiu de novo!
TUNÍSIA - ABRIL DE 1943
BANHO TURCO
Que maravilha. Este é o meu primeiro banho desde Tobrouk.
É melhor aproveitar. Tenho informações...
de que não ficaremos aqui por muito tempo.
Vamos prosseguir, não? Eu ouvi o contrário.
-Devemos ficar. -Não.
Eu ouvi claramente alguém dizer que os italianos estão batendo em retirada.
Não, não, não.
Desculpem, mas entendi que fariam um pronunciamento.
Não é nada disso. Vocês não entenderam o posicionamento estratégico.
Aqui.
Atropa principal está no centro.
O exército americano tem cobertura da artilharia britânica.
A nossa vila está bem aqui, no setor G.
E, pelo que entendi, o inimigo está aqui.
Não, não, não. Desculpem, mas acho que o inimigo está aqui.
Pelo que ouvi, ele está, com certeza, aqui.
Estão todos enganados. O inimigo está aqui.
Não, não, não.
Senhores. Senhores?
Sinto muito lhes dizer isso, mas estão todos enganados.
Ele está aqui.
É meu dever declarar que vocês são prisioneiros de guerra.
Por favor, digam nome e patente.
Agora.
Roscoe G. Pennypacker, general de brigada.
Andre Rochambeau, general de brigada.
Adrian Smith Cox-Roberts, brigadeiro.
Newton W. Armstrong, general de brigada.
Francis Backstrom Mayhew, Brigadeiro da Contrabateria Militar.
Diretor de veículos de combate...
e inspetor-geral de artilharia das forças expedicionárias britânicas.
São todos generais, não?
NORTE DA ITÁLIA - MAIO DE 1943
Isso, sim.
Senhores, sejam bem-vindos ao Castelo di Montefiore.
Sou o Coronel Enrico Ferruci.
Como podem imaginar, Roma não estava preparada...
para acomodar cinco oficiais de tão alta patente.
Então fui pessoalmente encarregado, pelo alto comando, é claro...
de garantir o conforto e o bem-estar de todos vocês...
como estabelecido nos itens da Convenção de Genebra.
Agora vou apresentar a vocês a nossa equipe.
Este é o Segundo-tenente Carlo Rossano.
Permitam-me expressar o prazer que sinto...
ao ser apresentado...
-à pessoas de tão alto valor e posição. -Rossano...
-E também... -Obrigado, tenente.
Muito bom. O Rossano está estudando inglês com afinco.
Basta. Nosso oficial superior, o Sargento Bernardo Pozzallo.
O sargento é bem flexível.
Podemos dizer que o seu contato com o mercado negro local é bem "produtivo".
-Senhor, eujuro... -Pozzallo, tem que parar de jurar.
Qualquer dia destes, um raio vai cair na sua cabeça.
-Mas... -Mas nada.
Estes soldados farão a guarda de vocês.
Mas também serão garçons e mensageiros.
Agora, em relação às minhas qualificações...
fui gerente do Hotel Ritz-Excelsior...
em Gênova, por nove anos.
É mesmo?
Sim, condessa.
Senhores, vou apresentar a vocês a sua anfitriã.
-Esta é a Condessa di Montefiore. -Senhores.
Ela abriu as portas de sua magnífica casa por causa da guerra.
Por favor. São todos bem-vindos aqui.
-Bom dia, senhores. -Condessa...
Que moça encantadora.
A condessa irá ficar naquela casa ali.
Aposto que ela é casada.
O conde foi assassinado há sete meses, no norte da África, pelos ingleses.
-Sinto muito por isso. -Por aqui, senhores.
Uma curiosidade: o castelo foi construído em 1311.
Em 1614, ele pegou fogo...
e foi reconstruído em 1724.
Por aqui, por favor.
Sei que a ideia de fugir já passou pela cabeça de vocês.
Não fiquem com vergonha. Isso é normal.
Mas devo adverti-los: o castelo é uma fortaleza.
Os muros são grossos, altos e muito bem vigiados.
Além disso, é todo cercado por arame farpado.
E os meus homens têm permissão para atirar.
Não há nada de extraordinário nisso, mas pode acontecer.
Minha sugestão é: relaxem e aproveitem o conforto e a beleza que os cerca.
Entendam, cavalheiros, que não é possível fugir daqui.
O Pennypacker virá a toda velocidade...
até destruir a barreira, neste ponto.
-Missão cumprida. -Quem disse que você...
-é o chefe desta operação? -Alguém tem que ser.
-Com certeza. Mas por que você? -Nós temos a mesma patente.
Então deve ser decidido por tempo de serviço.
-Quem é o mais velho? -Acho que sou eu.
-Não no meu exército. -Desculpem, senhores. Mas...
nunca houve uma situação inusitada como essa...
em toda história militar.
Está é uma unidade composta só de brigadeiros.
E não temos outra alternativa a não ser criarmos um comitê.
-Ótima ideia. -Muito bem, Roscoe.
Vamos votar o plano de fuga do Armstrong?
O que são a favor?
Contra? O plano foi rejeitado. Senhores, eu tenho uma ideia.
LONDRES - AGOSTO DE 1943
GENERAL DE BRIGADA H. PRENTISS DIRETOR DE RELAÇÕES PÚBLICAS
Onze semanas, senhores. O que eles estão esperando?
Onze semanas. Sim.
Este é o tempo que nossos cinco generais...
estão "hospedados" neste clube de campo italiano.
Onze semanas.
Temos que fazer alguma coisa rapidamente.
Sabiam que eles começaram a compor músicas sobre o assunto?
Pois é.
-Capitão Stanley, é a sua vez. -Claro.
-Por que estamos lutando? -Só leia, capitão. Obrigado.
"Por que estamos lutando?
Por que estamos lutando?
Por que estamos lutando?
Se cinco generais estão fora da guerra.
Me derrube, me deite e faça de novo."
Obrigado. E então?
Sabiam que esta música é uma das dez mais tocadas...
nos campos de prisioneiros, naAlemanha?
Pois é, senhores. Então pedi para enviarem um especialista.
Alguém que saiba o que fazer e como lidar com esta situação.
Quem é o nosso homem? Coronel, me passe o envelope.
Obrigado.
Harry R. Frigg.
O Harry Frigg veio para cá, a primeira vez, em fevereiro de 1942.
Pegou 60 dias por ofender os pais de um oficial.
-Ele foi solto seis meses depois. -Mas não eram só 60 dias?
-Ele fugiu sete vezes. -Muito bom.
-O que disse? -Nada. Continue.
Ele voltou há duas semanas e pegou mais 60 dias por acusar um major...
-de agir como o General Arnold. -Quem?
-Benedict. -Quem? Sim, ele.
Foi solto depois de sete meses e fugiu três vezes.
Só três? Ele está perdendo o jeito.
Agora ele ficará aqui por 90 dias por fazer gestos obcenos...
para uma tenente-coronel.
Ele é doido.
-Fugas? -Oito.
Agora, sim.
Ele está aqui, senhor.
Coronel?
O Frigg fugiu de novo.
Que ótimo.
Mas que ótimo. Ande logo. Tenho compromisso às 15h.
Você pode fechar? Ou nunca conseguirei revelar essas fotos.
-Aqui está o Soldado Frigg, senhor. -Obrigado, Clyde.
Frigg?
-Entre, filho. Sente-se aqui. -Vou ficar aqui mesmo, senhor.
-Tudo bem. É Harry, não? -Isso, senhor.
-Posso lhe chamar de Harry? -Pode, senhor.
-Pegue um charuto. -Eu não fumo.
Nada de nicotina. Bom garoto.
-Harry, posso lhe fazer uma pergunta? -Que pergunta, senhor.
Ao verificar o seu histórico, vi que não gosta muito dos seus superiores.
Pode me dizer por quê?
Harry, pode se abrir comigo.
Isso é extra-oficial.
Você pode gostar disso, mas...
não é para mim.
-Étão ruim assim? -É péssimo.
Péssimo mesmo.
-Harry, todos começam de baixo. -Mas ninguém fica lá.
Já sou soldado há muito tempo.
Há quanto tempo, Harry? Uns dois anos?
Desde que nasci. Tenho trinta anos.
Neste caso, acho que podemos abrir uma exceção.
Bem...
Harry, e se eu lhe disse que vai ser promovido?
Capitão Stanley, faça as honras, por favor.
Tem certeza que quer continuar com isso?
As honras, capitão.
Muito bem. Posição de sentido, soldado.
Sentido.
"O soldado Harry Randolph Frigg, matrícula 32843478...
a partir de agora, foi autorizado a usar as insígnias...
e servir na patente de...
general de divisão do Exército dos Estados Unidos."
Você foi promovido, Harry, a general de divisão.
-General o quê? -De divisão!
Foi uma promoção e tanto. E as outras patentes antes desta...
como cabo, tenente-coronel?
Capitão, coloque as insígnias nele.
General, é proibido colocar insígnias no uniforme de soldado.
Como sabe disso? Ninguém nunca tentou.
Ainda pode voltar atrás, general.
Mas se colocar as insígnias, ele será um general de verdade.
-É mesmo. As insígnias. -General de verdade!
Olhe para ele. Só olhe.
Ele nem parece um soldado.
As insígnias, Sidney. Por favor.
Prontinho.
Depois vamos lhe providenciar uniformes novos.
Capitão, você pode nos dar licença?
O Harry e eu temos que conversar, em particular, sobre alguns assuntos.
Papo de generais.
-O que achou das insígnias. -São pesadas, senhor.
Não, Harry. Não precisa me chamar de "senhor".
Eu só tenho uma insígnia. Então eu devia chamá-lo de "senhor".
Mas, entre nós, generais, podemos nos chamar pelo nome.
-O meu nome é Homer. -Como vai, Homer?
Oi.
-Harry, pode fazer algo para mim? -O que é, Homer?
Eu não quis lhe pedir um favor.
Achei precipitado.
Pode falar, Homer.
Significaria muito para mim, Harry... Para todos nós, na verdade.
-Tem certeza que posso... -Pelo amor de Deus, Homer!
Para que servem os amigos?
Nós temos cinco generais...
Você é doido? Por que acha que eu faria isso?
Alguém tem que fazer, Harry!
Alguém tem que tirá-los de lá!
Mas por que um general? Vamos mandar um major ou um capitão.
Por que cinco generais condecorados...
não receberão ordens de um capitão ou de um major.
E um capitão e um major não podem ficar presos...
junto com cinco generais condecorados.
Não há outros generais que gostariam de...
Não.
Mas se você se recusar, Harry, terei que rebaixá-lo.
-Para coronel? -Acho que não.
Terá que ficar na estacada por muito tempo.
Isso seria péssimo. Péssimo.
Aminha proposta, Harry...
é que, se aceitar esta missão e cumpri-la...
será rebaixado para sargento.
-O que acha de "apoio"? -E chefe?
Chefe...
E o seu serviço na estacada será reduzido para 60 dias.
Para 30 dias. Está liberado.
Está liberado. Temos um acordo?
Sim. Tudo certo.
Bom garoto.
Agora quero que vá imediatamente...
à reunião para receber uma série de informações sobre a área...
sobre o pessoal envolvido até agora e todo o resto.
Por enquanto, é só isso.
Harry?
Homer, nestas reuniões de que falou...
todos estarão com insígnias? Como funciona?
Esta é a parte fácil, Harry. As suas insígnias significam...
que tudo que você fizer é melhor, mais inteligente, mais incrível...
do que o que os outros fizerem. Não é a mesma coisa.
-Certo. -Isso!
Certo.
-Sentido! -Isso mesmo.
-Está pegando o jeito. -Homer...
Quer dizer...?
Sim, senhor.
-Ficou bem em mim. -General?
Posso lhe fazer uma pergunta, senhor? Não aceitou esta missão...
-só para se vingar de alguém, não é? -De quem?
-Dos seus superiores. -Por que acha isso?
Há dez minutos, você estava relutante com relação à missão.
Sim. Bem...
Há dez minutos, eu era apenas um soldado.
É como dizem por aí: "Não diga que não gosta antes de experimentar".
Acho que faltei nesta aula, mas é bom poderter a chance de descobrir.
General, talvez este não seja o jeito mais fácil para isso.
Mas, em tempos de guerra, o que vier é lucro.
Nós cinco estaremos lá em cima em exatos 1 min e 42 seg.
-Alguma pergunta? -Sim.
-Como vamos fazer isso? -Usando escadas de corda...
que estão escondidas aqui atrás desta parede.
-Mais alguma pergunta? -Eu tenho.
Quando sugeri este mesmo plano, há duas semanas, porque foi contra?
E quem acha que deu a ideia das escadas de corda? Eu!
Vocês dois foram contra o plano que sugeri há três semanas.
Por que roubou a ideia do plano que apresentei dois dias antes do seu?
Newton.
Senhores, sugiro fazermos uma votação.
Quem é a favor do plano do Mayhew?.
E contra? O plano foi rejeitado, senhores.
Senhores...
Espero não estar interrompendo. Vim lhes trazer uma notícia.
Acabamos de receber munição.
As armas dos guardas já estão carregadas.
Obrigado.
-É o General Frigg, certo? -General de divisão Frigg.
Mas é claro. Sou o Coronel Ferrucci.
Bem-vindo ao Castelo di Montefiore. É uma satisfação poder dizer...
que, por nove anos, fui gerente do Hotel Ritz-Excelsior, em Gênova.
Mensageiro? Carregador?
O castelo foi construído em 1311...
pelo Imperador Henrique VII, de Luxemburgo.
Um autêntico Tintoretto.
Este é o seu quarto, senhor.
O que é...?
O que aconteceu com este quarto?
Nada. É o quarto do Brigadeiro Cox-Roberts.
Brigadeiros têm só uma insígnia.
Você diria que este quarto é melhor...
ou que este outro é melhor?
Pode ficar com esse.
O café da manhã é servido das 7h às 9h.
Pode tomar café no quarto, se quiser.
Por favor, diga ao camareiro se prefere café, chá ou chocolate.
O almoço é servido às 13h e o jantar, às 20h...
no salão de banquetes na ala oeste.
A roupa suja é recolhida às terças e quintas...
e devolvida no dia seguinte. O general gosta da roupas engomadas?
Não. Pode deixar que eu me viro.
Roscoe, já ouviu falar de um general da aeronáutica chamado Frigg?
-Frigg? -Com dois "Gs".
Não conheço, não. Eles promovem os pilotos...
que, há duas semanas, eram só capitães.
Eu não acredito! Estamos ferrados com ele!
Ele teve a ousadia de pegar o meu quarto!
-É mesmo? -Sim!
Francis?
E se o inimigo colocou ele aqui como informante?
Sim. É provável.
É melhor descobrirmos.
Sim.
Pois não?
Excelência, vim lhe apresentar os seus companheiros de Forças Armadas.
O quê?
Estes são os Generais Armstrong, Pennypasher...
Rockambol, Cox-Roberts e Mayhow.
-Mayhew. -Isso.
Bem...
Em que posso ajudá-los?
Queremos lhe fazer algumas perguntas, Frigg.
-Frigg? -Digo... senhor.
-O que querem saber? -Achamos que seria divertido...
vir até aqui para falar sobre como fomos capturados.
Não fui capturado. Deixei que me pegassem.
-Você fez o quê? -Acha que vamos acreditar nisso?
Não sei. O lke achou que sim.
Que lke? O comandante supremo?
Esteve na mesma turma que ele, em West Point, em 1915, não?
Bull. Os seus amigos lhe chamavam de Bull.
-Alguns. -Ele mandou um recado para você.
É sobre a época que serviramjuntos...
É sobre a época que serviram juntos na marinha.
É sobre a época...
Pois é.
Sim, senhor. Obrigado, senhor.
E agora vamos direto ao assunto. Nós não estamos contentes com vocês.
-Nem um pouco. -"Nós" quem, senhor?
O lke e eu.
Sei que devem ter algumas desculpas, mas não queremos saber.
-Queremos saber é de resultado! -Sim, senhor.
E isso significa sair daqui! Entenderam?
Entendemos.
Estão dispensados.
Dispensados!
Harry Frigg, você é um general de divisão e tanto.
Puxa vida! Se ela for um dos guardas, acho que mudo de lado.
Oi.
Você trabalha aqui? É garçonete ou camareira?
Venha aqui.
Você fala inglês?
Eu, Harry.
-Harry. -Harry?
-Isso. Você? -Francesca.
Francesca?
Eu sou general de divisão.
-General de divisão? -Sim.
-E você? -Eu não ser general de divisão.
-Como vou explicar isso? -De onde você é?
Você fala inglês!
-Como? -Você fala ing...
De onde eu sou?
Eu ser grande chefe da guerra...
que caiu do pássaro prateado.
-Entendeu? -Não.
-Você está me enganando? -Como?
-Obrigado. -De nada.
Você é muito bonita, querida...
mas é muito burra também. Venha aqui.
Grande chefe da guerra gostar de café da manhã na cama.
-Café da manhã... -Isso.
-na cama. -Sim.
Você levar o meu café da manhã na cama?
-Sim. -Amanhã, certo?
-Não. -Por favor.
-Obrigada. -Obrigado?
De nada.
-Com licença, senhor. -Quem está aí?
-É o Pennypacker, senhor. -Sim. O Pennypacker.
-Em que posso lhe ajudar? -Posso me abrir com o senhor?
Claro. Fique à vontade. Posso tomar banho depois.
Temos a impressão...
de que acha que gostamos de ficar aqui, general.
Aqui não é igual às prisões de Calcutá, certo?
Nós tentamos fugir daqui várias vezes, mas só que não deu muito certo.
-Acho que não é a nossa área. -Qual é a sua área, Pennypacker?
Sou advogado e dos bons.
O Cox-Roberts é um engenheiro de primeira.
O Mayhew é muito bom com mapas.
O Rochambeau trabalha com finanças...
e Bull Armstrong é um excelente chefe de suprimentos.
Mas não somos bons como oficiais. Não fomos treinados para isso.
General, se, às vezes, parecemos desajeitados...
espero que se lembre que estamos tentando colaborar ao máximo...
com esta situação absurda.
Eu vou me lembrar, Pennypacker.
-Roscoe. -Roscoe.
Vossa Excelência...
o Coronel Ferrucci gostaria de homenagear o General Frigg...
com uma apresentação de boas-vindas...
antes de 21h30.
Me dê uma ajuda.
O Ferrucci vai dar umjantar em sua homenagem às 20h30.
-Sim. -Obrigado. É possível.
-Você entendeu tudo... -Perfeitamente.
Roscoe, vocêjá está aqui há muito tempo.
É possível.
Senhores.
O Coronel Ferrucci me pediu para avisá-los que o jantar está servido.
A madame condessa acaba de chegar e pede desculpas pelo atraso.
Senhores.
Madame o quê?
Madame Condessa di Montefiori. Este castelo é dela.
Ela mandou preparar o jantar em sua homenagem.
-Ela é uma mulher encantadora. -É impossível não admirá-la.
Senhores, temos que esperá-la.
-Boa noite. -Boa noite, condessa.
General, tenho a honra de lhe apresentar a sua anfitriã...
a Condessa Francesca Maria Eugênia Donatello di Montefiori.
-Este é o General Frigg. -O general e eujá nos conhecemos.
-É verdade? -Ele se apresentou esta tarde.
Foi muito charmoso.
Não sabia que os americanos eram tão divertidos.
Ele me deixou sem palavras.
Espero não ter sido grosseira, general.
-Não. Você... -Então estou perdoada? Fico feliz.
Agora que somos todos bons amigos, vamos jantar?
-Posso tomar o seu braço? -Por favor.
-Obrigada. -De nada.
Coronel Ferrucci...
como conseguiu estes aspargos do Vale do Rhône?
Não foi nada fácil, general.
-General Frigg, você não fala francês? -Um pouco...
-Não. -E por que falaria?
Perdoe-nos, por favor. Foi grosseria de nossa parte.
Está tudo bem.
Que belos aspargos. Conhecem Caton, o Ancião? Obrigado.
Foi Caton, o Ancião, no século ll a.C...
que nos deu as primeiras informações sobre a arte de se cultivar aspargos.
Que interessante. E o que ele recomendava, General Mayhew?.
A plantação deve ser adubada com esterco de ovelha...
para se evitar ervas daninhas.
Coronel, a comida está deliciosa.
Quem diria que o restaurante de prisão seria um dos meus preferidos?
Senhores, quero lhes perguntar uma coisa:
Digamos que ficaremos presos, o resto da vida, em um restaurante.
-Que restaurante vocês escolhem? -Só um?
Isso mesmo. E para tornar isso mais divertido...
terão só cinco segundos para responder.
-Umjogo? Que divertido. -Rochambeau, você começa.
-O Ponto, em Viena. -General Armstrong?
O Londres Chop House. Em Detroit.
-Brigadeiro Mayhew?. -O Savoy Grill, em Londres.
-General Pennypacker? -O Locke-Ober, em Boston.
-Brigadeiro Cox-Roberts? -O Mirabelle, na rua Curzon.
-General Frigg? -Bem...
Lembre-se que só tem cinco segundos.
Talvez um restaurante local. Onde você mora?
-Nova Jersey. -E qual o melhor restaurante de lá?
Tem um pequeno restaurante perto de Patterson.
É mesmo? E qual a especialidade dele?
Costeletas de vitela.
-Com que molho prefere, general? -Eu gosto de catchup mesmo.
Catchup?
General, como foi o último a se juntar ao nosso grupo...
gostaríamos que fizesse um brinde.
-Sim. -Isso.
Não. Eu passo.
Por favor, general. Faça como em Nova Jersey.
Um brinde a todos!
Que encantadora!
-Obrigado, Mayhew. -Que olhos!
-Já viu olhos tão... -Encantadores.
Ainda me é estranho. Não podemos ir na casa dela.
Harry, a condessa estava procurando por você antes de ir embora.
-Onde estava, Harry? -Harry?
-Faltou você dizer "senhor". -Sim, Senhor Harry.
E enquanto estamos aqui, fiquem em posição de sentido.
-Mas aqui, Harry? -É uma ordem e não um brinde.
-Sentido! -Sim, senhor.
E vejam só no que os generais se transformaram.
Você pode saber muito sobre aspargos, mas eles não vão nos tirar daqui.
-Eu vou. -Sim, senhor.
-Sim, senhor. -Sim, senhor.
Mas não podem ficar à toa por aí enquanto arrisco a minha pele.
Vocês vão trabalhar um pouco, para variar.
-Trabalhar? Como assim? -Jogos.
Você é bom nisso, Cox-Roberts.
Responda rápido. Quantos guardas há por aqui?
-Há o Frederico, o Bernardo... -Perguntei quantos e não quem são.
-Rochambeau, como é o campo? -É muito bonito, para falar a verdade.
Quero relatórios sobre tudo isso e sobre outras coisas também.
-Farei isso pela manhã. -Quero os relatórios hoje!
-Não aguento mais este lugar. -Mas já é tarde e...
Hoje!
Está me entendendo, brigadeiro?
-Perfeitamente, senhor. -Vou dormir agora...
e não quero ser incomodado.
Detesto estesjantares com a realeza.
-O que há com ele? -Não faço ideia.
-Há um velho ditado francês... -Sim?
Mas, infelizmente, não se aplica a ele.
Bem...
Com licença.
Parece desconfortável aí dentro. Gostaria de entrar?
-Tem certeza disso? -Por quê? Vai me assaltar?
Acho que não.
Então vai fugir. Que emocionante! Posso ver?
-Ver? Fugir? O que...? -Você já fugiu.
Esta casa fica fora do castelo.
Quem diria!
Aporta da frente fica no final da escada à direita.
Final da escada à direita.
Não vai tentar me impedir?
Sou como a Suíça e a Suécia. Neutra.
Quando o meu marido morreu, decidi fazer um protesto de paz solitário.
É por isso que não estou mais envolvida com a guerra.
-Aqui ninguém parece estar. -Eles sabem que você não é general?
-Não. Todos acreditaram. -Já observei muitos generais.
Eles se comportam diferente de você.
Eu sou general...
mas acabei de ser promovido. É por isso que me comporto diferente.
-De quem? -Dos verd... Dos outros generais.
E daí que eles conhecem vários restaurantes?
-Só não consegui me lembrar de nenhum. -E por que não disse?
Você me deixou nervoso.
Não parece ser do tipo que fica nervoso na presença de mulheres.
Eu não conheço muitas condessas. Uma ou duas. Nada demais.
Não parecia constrangido quando achou que eu era camareira.
"O grande chefe da guerra que caiu do pássaro prateado."
Está bem. Está gostando de fazer isso, não?
-De fazer o quê? -Um cara se sentir péssimo.
-Não estou fazendo isso. -E por que me sinto péssimo então?
Porque você é um péssimo general!
-Péssima coisa para se dizer. -Eu sei. Desculpe.
-Foi péssima. Péssima mesmo! -Eu já pedi desculpas.
Você ficaria melhor se soubesse que também não sou general?
-Como assim? Você é condessa. -Não até me casar com o conde.
Fui promovida antes de me casar.
Talvez seja por isso que o identifiquei.
-Mas por que eu não a identifiquei? -Por ainda se considerar soldado...
e eu não.
Como assim?
Não tem a ver com conhecimento, general.
Tem a ver com postura, atitude e confiança.
-Pode me dar um exemplo? -Bem...
Um verdadeiro general não me trataria como condessa...
mas como uma mulher que acabou de se tornar condessa.
Mas você não me trata nem como mulher, general.
Isso é fácil.
Eu disse "confiança" e não "atrevimento".
-E tem algum problema? -Foi grosseiro, desrespeitoso...
e, acima de tudo, foi um desperdício. Você não gostou e nem eu.
Fale por você.
Se eu não gostei, não pode ter gostado também.
É um bom argumento.
Quanto tempo acha que vou levar para me adaptar?
-Ou seja lá do que estava falando. -Não é uma questão de tempo.
-E se fosse? -Bem...
Terá que aprender bons modos, saber colocá-los em prática...
e demonstrar confiança...
Mas não vai ficar aqui muito tempo agora que encontrou a saída.
É mesmo...
-Boa noite? -Boa noite, general.
Por que não me chama de Harry?
-Harry. -Sim. Francesca.
-Harry? -O que foi?
Primeira lição:
Um general, ao deixar os aposentos de uma condessa tarde da noite...
-deve beijar a mão dela. -Vou treinar isso.
Com o General Pennypacker?
-Não foi muito bom, não é? -Confiança, Harry.
Étudo questão de confiança.
Boa noite, querida.
Bom dia, rapazes!
-Bom dia, senhor. -Está tudo bem.
Podem ficartranquilos. Não precisa de formalidades.
Eu dormi como uma pedra. Que cama!
-Viram como o dia está lindo? -Não, senhor.
Senhor? Pare com isso, Roscoe. É Harry. Lembra do que falamos ontem?
Harry.
Harry, o relatório está pronto.
Nós não pregamos os olhos.
Que pena. Da próxima vez, beba leite morno com gin.
Aqui estão a posição e o horário dos guardas.
Estamos prontos para ir embora assim que mandar, Harry.
-Está ótimo, Bull. Muito bom. -Já sabe como vamos fazer isso?
-Fazer o quê? -Fugir.
Olhem, rapazes. Não estão achando que vamos sair rápido daqui, não é?
-Estas coisas levam tempo. -Mas não vai levar muito tempo, não é?
Roscoe, sei que está impaciente. Eu também estou.
Mas vocês ainda não estão prontos.
-Por quê? -Vocês estão barrigudos.
Não há nada de errado com a minha barriga.
Eu sei, Bull. Mas e o seu amigo gordinho aqui?
Gordinho?
Barriga para dentro! Um, dois. Um, dois.
Um, dois. Mantenham a coluna reta.
Um, dois. Um, dois. Para cima e para baixo.
Um, dois. Um, dois.
Mantenham a coluna reta.
Um, dois. Um, dois. Para cima e para baixo.
Os aspargos, Excelência, conforme pediu.
Obrigado.
Eu arrumei a mesa de acordo com as suas instruções.
Que bom.
Está esperando companhia, Excelência?
Não. Só não gosto de ver a mesa vazia.
Excelência, se precisar de algumas coisa...
Cigarros americanos, cereais...
-biscoitos... -Vou pensar.
-Lenço de papel, gilete, gelatina... -Pode deixar. Eu aviso você.
-Chocolate. -Pode deixar.
Obrigado. Bom apetite.
Já que tocou no assunto, há um ótimo restaurante em Nova Jersey.
O aspargo de lá é excelente, mas o do Coronel Ferrucci é melhor.
Obrigado, general. Fico feliz que tenha gostado.
Veja o que encontrei na adega.
A última garrafa de Château Latour, 1932.
-Gostaria de tomá-lo agora? -Não. Acho que não.
Mas é Château Latour, 1932.
-E daí? -Como assim, general?
Étão suave, tão... Como posso dizer...
Tão sutil, tão saboroso.
-Bem, eu... -Insisto que experimente.
-Mas é a última garrafa. -General...
Vinho é para sertomado. E se não gostar...
eu vejo o que faço com ele.
Ele é sutil e saboroso mesmo.
Sim, sim.
Château Latour, 1932, Château Lafit, 1937...
Château Mouton Rothschild, 1929.
Nada mal. Nada mal mesmo.
Vejamos.
"O Nascer do Dia", de John Donne.
"Está bem. É dia. E que importância tem?
Ou, por isso, irás sair do meu lado?
Deveremos levantar-nos só porque é dia?
Deitamo-nos porque era noite?"
-Sim? -Harry?
Não se levante.
Olá, rapazes.
-O que aconteceu? -Vou fazertodos entrarem em forma.
-O Francis fez 30 flexões. -Que bom, Francis.
-Não fiz tudo de uma vez, é claro. -Ele está treinando demais.
-Já faz duas semanas, Harry. -Duas semanas?
-Não. Só uns três ou quatro dias. -Duas semanas, Harry.
Nós estamos prontos, Harry.
-Prontos para quê? -Para fugir!
Presumimos que já tenha encontrado a saída.
-Encontrou, Harry? -Bem, rapazes...
Isso aqui não é um galinheiro. É uma fortaleza!
Eu estive pensando, Harry.
Será que não há uma passagem secreta por aí?
-O quê? -Uma passagem secreta.
A nobreza italiana gostava destas coisas...
por razões "românticas".
Bem lembrado, Andre. Vou procurar.
Todos nós podemos procurar, Harry. Assim não demorará muito.
Não, não. Eu vim aqui para isso. Há outras coisas para se fazer.
Espero que não sejam mais exercícios, senão vou ficar musculoso.
Estamos prontos e sempre estaremos, Harry.
Estão?
-Adrian, em que país estamos? -Itália, não é?
-E que língua se fala na Itália? -Aulas de italiano?
Isso mesmo. Vocês começam amanhã.
Eu gostaria de agradecê-los, do fundo do coração, pelas aulas de inglês.
Não precisa agradecer, Carlo. O prazer é nosso.
-Ensine outra coisa para ele, Francis. -Muito bem.
"Guarda da fronteira".
-"Guar..." -Não. "Guarda da fronteira".
-O que é isso? -Guarda da fronteira...
é um daqueles policiais que pega o seu passaporte e revira a sua mala.
Em italiano é...
Como é?
-Guarda da fronteira. -Muito bem, tenente.
Está indo muito bem. Vamos para a próxima.
"Como chegamos à Suíça, por favor?"
Já faz quatro semanas, capitão!
Sabia que já se passaram quatro semanas?
Não deram nem sinal de vida. Vai ficar parado aí?
Ele leva 20 minutos para fugir das prisões daqui. Mas na Itália...
Anote aí, capitão. Quero uma investigação completa.
Quero as nossas prisões iguais as da Itália.
Se lembra que eu avisei...
Não me venha com esta história de "eu avisei", Sidney.
-Mas eu avisei. -Ninguém gosta de ouvir isso.
-Sim, senhor. -Talvez nem seja culpa dele.
Eu não ficaria surpreso se aqueles brigadeiros...
-estiverem segurando ele lá. -Sim, senhor.
"Comecei, deste modo, o meu reinado com muita habilidade...
tencionando chegar ao fim com êxito completo.
O meu falcão está afiado e com fome...
e, enquanto não ficar bastante dócil, não encherá o papo.
De outro modo, não obedecerá ao meu aceno.
Tenho também...
Tenho também outro processo para deixar manso o gavião.
Tchau.
Fazer que volte e habituá-lo ao meu grito.
Isto é, forçá-lo a ficar acordado, como é de hábito fazer...
com estes milhanos indomáveis que se debatem muito.
Na última noite não dormiu nem há de dormir na noite entrante.
De igual modo que com a comida fiz, acharei meios...
de encontrar hipotéticos defeitos na arrumação do leito..."
-Sim. -Queremos falar com você, Harry.
-Qual é o problema. -Já se passaram cinco semanas.
-Cinco semanas! -Por que ficam me lembrando disso?
-Eu sei contar. -Nós também, Harry.
Em italiano, agora. Queremos fugir antes que esqueçamos.
Rapazes, quando o comandante supremo me deu esta missão...
Chega de conversa mole, Harry.
-Nós vamos fugir ou não? -Sim, vamos.
-Será que pode nos dizer quando? -Você encontrou uma saída?
Eu encontrei, sim. la fazer surpresa, mas vocês estragaram tudo.
-Até que enfim. -Muito bem, Harry!
-Podemos ir hoje à noite. -Já sabemos qual estrada seguir?
-O melhor caminho? -Os nossos helicópteros pousam no sul.
-Por que não vamos naquela direção? -E passar no meio do exército alemão?
-Não, obrigado. -Podemos ir em direção à costa.
-E depois vamos nadar? -Vamos até a Suíça.
-Isso. Vamos para o norte. -E vamos do quê? Apé?
Estava pensando em irmos de trem até Côme ou Stresa, se tivermos sorte.
Muito bem. Quem concorda em pegar o trem para o norte, levante a mão.
Alguém é contra?
O plano foi aceito!
-Formidável. -Vamos hoje à noite.
-Rapazes? -O que foi, Harry?
-Vamos hoje à noite, Harry. -Acho que não.
Pelo amor de Deus, Harry. Do que mais precisamos?
Vejamos, Roscoe.
Onde fica a estação de trem?
Andre, o trem de que falou passa todo dia?
-Acho que sim. -Que horas ele parte?
Provavelmente às...
Francis, iremos pegar só um trem ou teremos que fazer baldeação.
-Como vou saber? -Adrian?
Não adianta nos perguntar estas coisas, Harry.
Não sabemos os horários dos trens.
Pois é...
Acho que entendi o que ele quis dizer.
-Desculpe. -Bata da próxima vez.
Se quiser, posso esperar aqui na lareira.
Está tudo bem.
-Você tem os horários dos trens? -Para a fuga de vocês?
Não. É só para saber mesmo.
Eu já disse que sou neutra, Harry. Não vou ajudá-los a fugir.
Isso significa que quer que eu fique?
Não!
O quê? Não.
Harry?
Há uma estação de trem na vila.
Será que as roupas do meu marido servem em você?
-Bom dia, condessa. -Bom dia.
Acha que a sua neutralidade será violada...
se me disser como é "horário dos trens" em italiano?
Pare com isso.
Obrigado. Agora fale devagar.
Entendi.
-Achei que não iria me ajudar. -Eu também achei.
Não precisamos voltar agora. Parece legal aqui.
-Podemos dar uma volta? -Tudo bem.
-Acha que é seguro? -Claro. Desde que esteja com você.
É muito estranho, durante a guerra, osjovens desaparecerem.
-Você está quieta. O que foi? -Nada.
Pode se abrir.
O que você vai fazer, Harry?
Está perguntando quando vou embora. Não sei. Acho que em breve.
Temos muito em comum, Harry.
Nós dois aceitamos uma promoção que não merecíamos.
-Mas há uma grande diferença também. -É mesmo? O que é?
Você queria a promoção, mas sem assumir responsabilidades...
-e isso não existe. -Sério? Mas sou um ótimo general!
Você não é general, Harry. Só gosta de viver como um.
Mas só será general quando aceitar as responsabilidades.
-Quando isso vai acontecer, Harry? -Bem...
Nós estamos em setembro. Em outubro, pegaremos o avião.
Em novembro, já estaremos em algum lugar seguro.
Então poderemos...
-Que tal amanhã? -Amanhã?
-Amanhã mesmo? -Amanhã mesmo.
Eu trabalhava em uma loja de tintas...
e guardei dinheiro para pagar a faculdade.
Mas quando fui ao banco para sacar o dinheiro, havia uma garagem no lugar.
-Isso acontece na Itália também. -Depois trabalhei em um boliche...
e vendia aspiradores de pó de porta em porta. E estudava à noite.
E, finalmente, arrumei emprego em uma estação de rádio.
Quando parecia que estava tudo bem, aconteceu de novo.
-O quê? -Puxaram o meu tapete.
O alistamento militar.
Eu nunca quis nada...
mas teria dado certo no emprego.
-Aguerra não vai durar para sempre. -Sim, mas quando eu voltar...
os caras de pé chato e tímpanos perfuradosjá tomaram o meu lugar.
Quando descobrem que podem ferrar com a sua vida, vão fazer isso sempre.
Quem fez isso com você, Harry? Quem são "eles"?
Como assim? Ele está lá em cima, ninguém pode alcançá-Lo.
Por que está tão bravo? Você é forte, saudável e está vivo.
Isso é raro hoje em dia. Você não é azarado, Harry.
É uma das pessoas mais sortudas que conheço.
Amanhã?
-Amanhã? -Amanhã mesmo?
-Podia ter nos dito que seria amanhã. -Foi o que acabei de fazer.
Sim, mas...
Se estiver muito em cima da hora, podemos ir semana que vem.
-Não, não. -Pode ser amanhã.
-Está aqui. -Até que enfim!
Vamos lá.
O trem sai à meia-noite e chega em Cremone às 3h16.
-É Cremona. -Isso. Cremona.
Pegaremos o outro trem às 3h24. Chegaremos em Strisa...
-É Stresa, Harry. -Em Stresa. No... Fale você.
-Lago Maior. -Às 5h15.
Esperamos anoitecer e cruzamos o lago até a Suíça.
Alguma pergunta?
-Não. -Não.
Nos encontramos no meu quarto amanhã às 10h.
-Às 22h, Harry. -Dá na mesma.
Senhores, trago ótimas notícias!
Não me diga que a guerra acabou?
Não é isso, não. Eu fui promovido. Agora sou general também.
-Parabéns! -Que ótimo!
-Que maravilha! -Devo isso a vocês.
-A nós? -Sim.
Este posto tem o menor número de fugas em toda a Itália.
Que bom que ajudamos em algo enquanto estivemos aqui.
Aminha promoção só será oficializada depois de amanhã à meia-noite.
Para comemorar o acontecimento, estava pensando em dar uma festa.
Infelizmente, não vamos estar aqui.
Você está brincando, mas eu estou falando sério.
Prometo que terão uma incrível noite de quarta-feira.
-E à meia-noite... -General Ferrucci.
Será um momento de muito orgulho...
poder estar presente quando a sua pessoa...
Obrigado, Rossano.
Imaginem só quando eu voltar para o hotel em Gênova.
Imaginem só.
É claro que vou querer que continuem me chamando de general.
Aminha mãe...
Aminha mãe vai ficar tão orgulhosa de mim.
Eu preciso me retirar. Vou começar a organizar a festa.
Obrigado, Harry.
Muito obrigado.
-Estamos muito felizes. -Vocês são muito gentis.
-Parabéns. -General.
Obrigado...
queridos amigos.
Há um trem...
que vai direto para Stresa depois de amanhã.
Você sabe que se fugirmos, irão retirar a promoção dele.
Mas, pelo menos, ele foi general uma vez na vida.
Não é tão ruim assim.
Os que forem a favor de esperarmos mais um dia, levantem a mão.
O plano foi aceito!
O que está fazendo aqui?
Vou embora amanhã cedo. Achei melhor não estar aqui quando fugirem...
-pois usarão o meu quarto amanhã. -Amanhã? Ouça.
Não se preocupe. Sei que vão ficar.
Só mais um dia. Não podemos fazer isso com o Ferrucci.
Sabia que não ia resistir a brincar de general uma última vez.
Eu vou ficar bem como o Château Latour, 1932.
-Pena que não vai estar lá. -É uma pena mesmo.
É por isso que vim me despedir.
-Você não me contou. -O quê?
Que a passagem secreta terminava aqui.
Você percebeu. É nisso que dájogar conversa fora.
-Eu imagino. -Quer ver o que mais posso fazer?
Não é impressionante?
É incrível.
Como a descobriu?
-Sou especialista. -É mesmo?
-Francesca? -Sim, Harry?
-Como eu digo adeus? -Vocêjá fez isso antes.
Sim, mas não com uma condessa. Deve haver umjeito...
civilizado e elegante de se dizer adeus para uma condessa.
Há, sim.
Mas acredite, Harry. Não há nada...
mais civilizado ou elegante.
O jantar foi impecável, Enrico.
Não me lembro de ter ido à uma festa tão bem organizada.
Obrigado, Harry.
Não posso negar que tenha me esforçado bastante para isso.
Mas não concordo com o vinho que escolheu.
-Era o Pommard, não? -Exato.
Será que o Bordeaux não era melhor?
Acho ele menos ousado.
Sim. Talvez tenha razão.
Senhor general? Senhor general?
Eu ainda sou coronel, Rossano. Pelo menos até a meia-noite.
Sim, senhor general.
Perdoem a invasão.
Estávamos passando quando vimos as luzes acesas...
e ouvimos a música.
Sim. Claro.
-Major von Steignitz. -Ferrucci.
A minha reverência, de forma sentimental, pode ser esquecida...
quando a importância do momento é maior do que o avanço...
Está bem.
Não sabia que tinha convidados tão ilustres, coronel.
São meus prisioneiros, major. Deixe-me apresentar os generais...
Frigg, Armstrong, Cox-Roberts...
Rochambeau, Mayhew e Pennypacker.
Prazer em conhecê-los.
-Vai juntar-se a nós, major? -Achei que já tinha feito isso.
Sim. Claro.
Está gostando da Itália, general?
-Sim. E você? -Claro.
É um país feito para estrangeiros. Eu estava pensando...
que é um desperdício para os italianos.
Os alemães pensam isso de outros países também, não é mesmo?
Gosto muito da música deles.
Vivaldi é bom. Mas Bach...
é incrível.
Coronel, os músicos sabem tocar Bach?
Bem. É só...
Se prefere.
Espere um pouco. Major, o coronel gosta de Vivaldi...
e nós dois somos convidados dele.
Quem sabe um dia, você me dá a honra de ser meu convidado.
Se isso acontecer, terá que me forçar a fazer algo...
que me arrependerei muito.
-O que é, general? -Ouvir Bach.
Excelente! Excelente!
É meia-noite. Chegou o momento.
O glorioso momento.
Rossano, você faz as honras. Pozzallo, ajude-o.
-Parabéns! -Parabéns!
-Parabéns, Enrico. -Muito obrigado.
-Pozzallo. -Senhor general.
Muito bom, Enrico.
Acabei de ser promovido, major. A partir de agora, sou general.
Este é o motivo desta pequena festa.
-Parabéns, general. -Obrigado. Muito obrigado.
É muito gentil.
Champanhe. Cadê o champanhe?
Senhores.
Senhores.
O General Ferrucci não é único que esperava pela meia-noite.
Gruber.
"À meia-noite de 8 de setembro de 1943...
as forças militares italianas anunciam a sua rendição...
aos aliados ocidentais."
Rendição?
Mas acabei de me tornar general.
"Por isso, todos os territórios em poder da Itália...
passarão a ser de jurisdição do Führer e de seu Reich."
Senhores, agora vocês são meus prisioneiros.
E preparem-se para se mudar imediatamente.
General Ferrucci, devido ao ocorrido, você se juntará aos outros.
General Frigg, parece que ouvirá Bach bem antes do que imaginava.
Bom dia, senhores.
Desculpem pela desconfortável viagem.
Terão até hoje à noite para recuperarem...
Como posso dizer... Para recuperarem o senso de humor...
-antes de tratarmos de negócios. -Que tipo de negócio, major?
Vocês não ficarão presos neste campo permanentemente.
Este é o centro alemão de interrogatório, não italiano.
Está acima do posto do capitão.
Quanto tempo vamos ficar aqui?
O tempo que for necessário.
O último grupo que esteve aqui colaborou bastante...
e saíram daqui muito rápido.
Se bem que aqui, o "muito rápido", às vezes, pode ser "muito demorado".
-Mas vai depender de vocês. -Escute aqui...
-Major Steignitz... -Von Steignitz, por favor.
Von Steignitz, posso lembrá-lo, respeitosamente...
o que diz a Convenção de Genebra sobre prisioneiros de guerra...
assinada pelo seu país, em 27 de julho de 1929?
-Convenção de Genebra? -Item 2, artigo 5.
"Nenhuma forma de coerção pode ser infligida...
para se conseguir informações de qualquer espécie."
Parece estar bem seguro sobre isso, general.
-Posso dar uma olhada? -Claro, major.
Não sei o que andaram ouvindo por aí, senhores...
mas, sem dúvida, os nazistas...
Eu lhes garanto que só dissemos a verdade.
Os nazistas são homens comuns...
que cumprem o seu dever pelo país...
como vocês também estão fazendo.
Agora, para que entendam melhor...
vou lhes garantir outra coisa.
Eu sou nazista...
sempre fui e sempre serei.
Então, a sua Convenção de Genebra...
Vou lhes falar sobre a nossa convenção em relação à prisioneiros de guerra.
Artigo 1: Quem desobedecer as ordens, qualquer ordem...
será morto imediatamente.
Artigo 2...
Acho que não tem artigo 2. O artigo 1 já engloba tudo.
Com relação à fugas... Sigam-me, por favor, senhores.
Isso é uma ordem, senhores! Lembrem-se do artigo 1.
Prestem atenção nestes guardas. Eles foram cuidadosamente escolhidos.
Se ele tivesse errado, seria mandado para a Rússia.
Vocês serão observados de perto durante o dia...
e, durante a noite, haverá uma inspeção a cada 15 minutos.
Além disso, os guardas que ficam nas torres...
possuem metralhadoras e holofotes que alcançam toda esta área.
A cerca é de arame farpado...
mas não é preciso que guardas fiquem por aqui.
A energia fica ligada 24 horas por dia e sou eu quem a controlo.
Senhores, se tentarem cavar um túnel...
devem ficar sabendo que foram colocadas minas terrestres...
em diversas profundidades abaixo da cerca.
Não podemos impedi-los de cavar, se suas mãos forem firmes...
mas se o interrogatório for demorado, poderão ficar sem elas.
Já chega. Tenho que sair daqui.
Harry.
Isso não faz parte do acordo. O meu lugar não é aqui.
-O que disse, general? -Acalme-se, Harry.
Me acalmar? É fácil falar. Amanhã eles vão começar a usar...
gilete, chicote, a apagar cigarro no seu pé e...
Se você não aguentar, terá algo para contar para eles...
mas eu não sei de nada! Eu não sou general!
Não sou nem um oficial! Sou apenas um soldado!
É melhor se explicar, general.
Sou um soldado de 2ª classe!
Eles me mandaram para cá para tirar estes caras daqui...
pois sou especialista em fugas. Mas isso?
Rapazes, eu desisto de ser general.
-Soldado Frigg. -Controle-se, homem.
Se isso for verdade...
será transferido para um stalag imediatamente.
É claro que é verdade!
Ligue para o lke. Ele pode confirmar.
Desculpem, rapazes. Isso não estava no acordo.
Senhores, a não ser que haja mais confissões a serem feitas...
o Gruber irá mostrar-lhes os seus aposentos.
Ainda dá tempo de pegar o café da manhã.
E comam devagar, pois não servimos almoço e jantar.
-Ele roubou o meu relógio! -Francis, quanto tempo foi?
Se passaram 9 min e 42 seg desde a última inspeção.
Eu sabia! Não fazem a inspeção a cada 15 minutos.
-Fazem quando querem. -Em todo exército é a mesma coisa.
-Até no britânico. -Isso só complica as coisas.
Temos que encontrar um jeito de sair daqui hoje!
-O que será que o Harry faria? -Esqueça o Harry.
-Ele não era nem mesmo um oficial. -Sempre soube disso, não?
É claro que não! Mas depois do que ele fez, deu para desconfiar.
Temos que admitir que ele foi incrível.
-É. -Mas ele nos enganou direitinho.
Foi por causa das insígnias dele.
As minhas nunca surtiram este efeito.
Não temos muito tempo. Alguma sugestão?
Cavartúneis está descartado. Sou alérgico a minas terrestres.
Então só nos resta a cerca.
Poderíamos tentar pulá-la se não fosse eletrificada.
Mas ela é. Então sugiro investigarmos a possibilidade de um curto-circuito.
Não, não.
-Precisamos encontrar o gerador. -Ele não deve estar longe.
Temos que nos dividir.
Alguém precisa causar um incêndio aqui para a energia ser interrompida.
Os outros podem se deslocar ou ficar esperando perto da cerca.
-Qual é a estimativa das baixas? -Por volta de 25%.
Pelo menos.
O que estão dizendo? Não é apenas um número.
Somos nós. Um homem e meio.
Mas ninguém está forçando você a ir, general.
Se for o "meio" que lhe preocupa, então é melhor ficar.
Permita-me lembrá-lo, general...
que se não tivesse sido promovido, nada disso teria acontecido.
Sim.
A culpa não é minha porque, se tivessem fugido na hora certa...
eu não teria sido promovido e não estaria aqui.
Por favor, senhores.
Aqueles que são a favor deste plano, levantem a mão.
Enrico, você pode votar agora.
Certo. O plano foi aceito.
-Aonde pensa que vai? -Encontrar o gerador.
-Alguém tem que fazer isso. -Não. Por favor, eu vou.
-Não, não. -Estou me oferecendo.
Por favor, não insista. Tome cuidado.
-Boa sorte. -Obrigado.
-Espere até esta luz passar. -Certo.
-Isso é suicídio! Suicídio! -Qual é a sua ideia?
-Ficarmos aqui até a guerra acabar? -Talvez os alemães se rendam...
e osjaponeses venham nos buscar.
-Vem vindo alguém. -Para a cama. Depressa.
-Acama do Armstrong está vazia. -Talvez ele nem perceba.
Se importa? Obrigado.
Alguém está brincando de esconde-esconde aqui.
-Oi, rapazes. -Harry!
-Mas como você... -Bem...
É difícil sair, mas é fácil entrar. Eles não têm este controle.
Ainda mais quando se está vestido a caráter.
O que acham? Observe o movimento dos ombros.
O que foi? Achavam que eu não ia voltar?
-Cadê o Bull? -Foi procurar o gerador.
Como? Está brincando por aí? É melhor voltar para cá...
-senão vai estragar o plano. -Tem alguma ideia, Harry?
Se estiverem dispostos a seguir as ordens de um soldado.
-Nem se você fosse um civil. -E o resto?
-Faremos tudo o que disser, Harry. -Sim.
Vem vindo alguém.
-Tudo bem. Sou eu. -E o gerador?
Já o encontrei. Fica atrás das privadas.
Com certeza.
-Oi, Bull. -Oi, Harry.
Harry!
-Como conseguiu voltar? -Depois eu conto.
-Não temos muito tempo. -O que vai fazer?
Me ajude aqui. Guarde embaixo do colchão.
Harry, se planejava voltar, porque foi embora?
Fui obrigado. Eles prenderam sete pessoas...
mas ficaram seis. Agora somos sete de novo e posso ajudá-los.
-O que quer que a gente faça? -Relaxem.
Enquanto houver seis pessoas aqui, não esperarão nenhuma surpresa...
e, com isso, posso sair por aí.
-É um plano muito promissor. -Não saiam daqui.
Mas não tão legítimo.
-Quem usa tamanho grande? -Acho que só eu.
-Onde você arranja isso? -Vai trazer para todos nós?
Sim.
Para mim, traga um que não seja apertado no pescoço.
Tudo bem.
-O guarda. -Outra inspeção.
Bom Deus, tem um a mais.
Este é seu, Harry. Todos nósjá temos uniformes.
Eu perdi a conta. Estou cansado!
-E agora, Harry? -É o gerador.
-Há guardas lá. -Quantos?
-Só um, mas a porta está trancada. -Vamos esperar ele ir dormir.
-Quem? -O Steignitz. Ele tem a chave.
Como vai fazer isso?
Harry?
Não acredito. Ele já dormiu.
Ele apagou.
Harry, ele apagou.
Eu também. Sabem o que fazer, não?
Aguardem a próxima inspeção, vistam os uniformes e fiquem esperando.
Quando a energia for interrompida, este lugar vai virar uma loucura.
Eles virão direto para cá, então precisam sair rápido daqui.
-Bull, pegue este alicate. -Onde arranjou isso?
Tem de tudo na lojinha: gilete, biscoito...
-Do que eu estava falando? -Da cerca.
É mesmo. Da cerca. Sabe aonde vamos nos encontrar, não?
Quando acabar a energia, vocês correm para lá.
E, depois disso, sigam o plano.
Pode deixar, general.
-Você disse "general"? -Sim, senhor.
E obrigado, senhor.
General combina comigo.
TENENTE GRUBER
Bom dia.
Droga!
Bela tentativa. Pena que fracassou.
Quando voltarmos, os meus homens já terão encontrados os seus parceiros.
Quer apostar?
-Muito bem, Harry. Deu certo! -É um herói!
Você é um gênio, Harry. Um gênio!
-Você é general ou soldado? -Os dois.
-O que vamos fazer com ele? -Nada. Podemos precisar dele.
Vamos nos livrar dele enquanto temos chance.
-O que acham? -Tanto faz.
E você, Harry?
A ideia de matar um nazista é tentadora.
O plano foi aceito!
Nazista? Quem é nazista aqui?
Eu não sou nazista.
Eu sou suíço, sempre fui e sempre serei.
SEIS MESES DEPOIS
-Quando vai me perguntar, Harry? -O quê?
-Por que irá se reportar a mim agora? -Pois é, bem...
Deve ser algo tão nojento que nem tive vontade de saber.
Harry!
Não é nada que eu não possa mandá-lo fazer.
É o piortipo.
Acontece que estamos instalando redes de comunicação das Forças Armadas...
por toda a Europa. E consta no seu histórico...
que já fez este tipo de serviço.
Então achamos que talvez queira ficar aqui, no norte da Itália.
-Está brincando? -Não estou, não.
Estamos aqui para encontrar um lugar.
-O que está tramando? -Nada. É isso.
Não acho que este seja trabalho para um sargento.
E para um segundo tenente? O que me diz, Harry?
-Vai aceitar a missão? -Pelo amor de Deus, Homer!
Para que servem os amigos?
Esperem, rapazes. Nós estávamos aqui.
Podemos entrar um pouco?
-Sim. Temos um tempinho. -Vão em frente.
Oi, condessa!
Condessa?
Condessa!
-Oi, condessa. -General.
Não exatamente, mas serei segundo tenente dentro de semanas.
O que aconteceu? Por que está fazendo isso?
São tempos difíceis.
Sim.
Foi gentil em me avisar que estava bem.
Os outros estão bem? Já os encontrou?
Já, sim.
-Eles ainda são generais, é claro. -É claro.
Harry! Harry! Tive tanto medo.
Eu também.
-Tive medo que tudo... -Como não sou mais general...
Que tudo isso fosse...
-Você pode ficar? -Só por alguns minutos.
Estamos procurando um lugar...
para instalar uma estação de rádio...
Homer! Homer!
-O quê? -Já achei o lugar!
-Espere. Já estou descendo. -Tudo bem, Harry.
Ele já achou o lugar.
Vamos organizar isso rapidinho.
Cobraremos aluguel dobrado.
Terá que se mudar outra vez. Mas com tanta gente por aqui...
-é até melhor. -Podemos morar na outra casa.
-É aconchegante. -Sim.
Mas, antes, temos que fechar aquela lareira.
Isso! Chega de surpresas.
Sei que não é legal se casar com um segundo tenente, mas...
-Não vou nem querer sair na rua! -Logo volto a ser general.
Precisamos colocar os quadros de volta.
Gostei muito do Tintoretto que você tem.
General, eu gostaria de lhe apresentar...
a Condessa Francesca Maria Eugênia Donatello di Montefiore Frigg.
FIM -Prazer em conhecê-la, condessa.
Pronto.
LEGENDAS: jmedeiros17
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