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Original subtitles

Senhoras e senhores, o filme que estão prestes a ver...

contém um feitiço maligno...

utilizado por praticantes da Bruxaria há séculos.

Mesmo hoje, em diversas partes do mundo...

as pessoas praticam Magia Negra e Bruxaria.

Dizem que talismãs, amuletos, velas de vodu, terra de cemitério...

e chumaços de cabelos podem evocar espíritos malignos e maldições.

Você pode duvidar da eficácia desses feitiços...

mas, em todas as civilizações, as pessoas acreditaram em bruxas.

Estariam todos enganados? Acredito que não...

pois vi seu poder ser provado diversas vezes.

Vou agora afastar todos os espíritos malignos...

que podem sair da tela durante esta apresentação.

Ó criador de Hecate, mensageira do Mal...

Belzebu no submundo, Satã na Gehena.

Controlador das 7 mil e sete maldições e talismãs...

e que tem muitos discípulos.

Controla todos os teus poderes e de quem por ti clama...

e seus familiares, formando um escudo de proteção...

sobre todos aqui reunidos.

Arranca dentre tais corpos aqueles possuídos pelo Mal.

Conceda, ó Magnífico, nenhum mal do feitiço prestes a ser testemunhado.

Não direciona o mal a nós. Este fiel servo te implora.

E agora, com a mente livre e a alma protegida...

pedimos que aproveite "A Filha de Satã”."

"A FILHA DE SATÃ"

FACULDADE DE MEDICINA HEMPNELL

ADMINISTRAÇÃO E REGISTROS

Eu... não... acredito.

Eu não acredito.

Recapitulando: três palavras...

necessárias para destruir as forças do sobrenatural...

da feitiçaria, da superstição, dos poderes mediúnicos, etc.

E estes são um desejo mórbido de fugir da realidade.

E só podem existir numa atmosfera de crença.

Crer é fundamental.

Sem essa aceitação, eles revelam ser...

mais uma tentativa fútil de controlar o ambiente...

e as forças da natureza.

Todos os dias, a Ciência...

Está incluindo superstições domésticas...

como passar debaixo de escadas...

o terceiro fósforo ou pessoas que usam amuletos.

Todos se baseiam em crenças primitivas.

Ao mesmo tempo em que negam as crenças...

as pessoas se defendem dizendo que pode haver algo...

e usam proteções.

Acho que depende de quão pessoal seja a crença.

Um amigo meu da Aeronáutica tinha cabelo da esposa debaixo do capacete...

- para dar sorte. - Funcionou?

Não, ele morreu.

Então, todos os dias, a Ciência...

baseada em anos de pesquisa e verdade...

aparece com proezas que envergonham os mágicos.

Aladim esfregou uma lâmpada e um gênio apareceu.

Hoje, apertamos um botão e toda a humanidade é destruída.

Isto sim que é mágica: o sumiço em uma hora.

Srta. Abbot, pode recolher os trabalhos para mim?

Sim, Prof. Taylor.

Sr. Jennings!

- Não fez o trabalho? - Não.

Aperte um botão, talvez apareça algum.

Talvez aperte o botão que o remove do curso.

Leia e resuma os capítulos seis e sete no fim de semana.

Vocês só precisam ler o capítulo sete.

Obrigado, Margaret. Tenha um bom fim de semana.

Vou estar ocupada com o capítulo sete.

É um capítulo muito curto e um fim de semana longo.

- Você fez papel de idiota. - Você também não se saiu melhor.

Babando pelo Taylor durante a aula inteira.

Acontece que eu o admiro. Algo errado com isso?

De modo nenhum!

Mas da admiração para a paixão é um pulo.

Não seja idiota!

- Bom fim de semana! - Obrigada, boa noite.

Norman!

O jogo de bridge à noite está de pé?

Claro, é sexta-feira, tinha me esquecido.

Claro, por que não?

A Evelyn achou que a Tansy estava doente.

Não, ela está bem.

- Voltou do chalé ontem à noite. - Ótimo.

A noite de sexta não parece a mesma sem bridge.

- Olá, Evelyn. - Vamos, Harvey.

- Certo, lá pelas 20h, então? - Ótimo.

O jogo está de pé.

Fico furiosa em pensar que o Taylor pode ser promovido...

antes de você.

O nível de seus alunos...

é melhor do que o dos outros professores.

Incluindo seu marido?

Não fiz nenhuma exceção, Evelyn.

Bem, ele subiu rapidamente.

O fato é que o Norman e a Tansy são recém-chegados.

Jogamos bridge, trabalhamos juntos...

mas ainda não os aceitamos.

Nunca poderia aceitar uma mulher como a Tansy.

Ela não parece se interessar por nada.

Passa a maior parte do tempo naquele chalé.

É uma desculpa lógica para evitar se envolver conosco...

e com nossas comissões.

- Também queria ter um chalé. - Bobagem!

Contribuímos mais para essa universidade em 15 anos...

do que o Taylor poderia contribuir numa vida.

Só porque ele consegue tirar notas melhores...

de seus alunos idiotas, você e Lindsay ficam de lado.

Ninguém está ficando de lado, Evelyn.

O Taylor não foi indicado... ainda.

Querida!

- Ah, é você, Tansy! - Estou indo!

Olá!

- Ei, eu devia fingir interesse. - Não fiz isso?

Um dia, vou queimar todos os seus livros.

Eles invadem todos os cantos da nossa vida.

Sabe de uma coisa?

Você precisa descansar.

Ou de um pouco de animação, não sei qual dos dois.

Para mim, jantar já está bom.

Ah, como odeio essas noites de sexta!

- Não vai ser tão ruim. - Desculpe, não posso evitar.

Essas mulheres me deixam nervosa.

Elas são gentis.

Posso aturar muitas coisas...

mas não esses acadêmicos mesquinhos...

e suas esposas invejosas.

É só se adaptar.

Eu tento, Deus que me perdoe, eu tento...

mas, quando se tem uma Medusa de meia-idade...

como Evelyn sibilando furiosa...

com a ideia de você ganhar a cátedra de Sociologia...

- Queria ter essa certeza. - Vai conseguir.

A Evelyn sabe disso, o Harvey e a irmã Flora sabe.

E eles formam uma sólida maioria.

E a Hilda Gunnison?

Presa ao Harold e ressentindo-se do fato...

de que ele a admira abertamente.

- O Harold me admira? - É verdade, Norman, a pura verdade.

Sabe o que eu queria?

Queria estar a 4.800 km e dois anos de distância daqui.

Jamaica! Uma excursão.

Poderíamos respirar.

A Jamaica também tem malária e pobreza.

Você é uma romântica incurável.

Está querendo ver aquele feiticeiro, Carubius...

e sua magia negra de meia tigela.

Não caçoe, Norman.

Um bruxo!

É isso que há de errado com você, ele a enfeitiçou.

Lançou um encanto em você.

Você é encantadora.

- Harvey! - Sim, querida?

- Jogou fora meu ás! - Cortem-lhe a cabeça!

Você cortaria a minha, Lindsay, se eu fizesse a mesma coisa.

Da próxima vez, Evelyn, hipnotize o Harvey.

Plante a sugestão para ele jogar só as cartas certas.

Como vai a hipnose, Evelyn?

Pretende hipnotizar a Banca para darem a cátedra ao Harvey.

Lindsay, jogue.

- Falei alguma coisa? - Sim, querido, falou.

- Jogue, Lindsay. - Pronto, o resto é meu.

Eu sabia! Devíamos praticar hipnose, podíamos ganhar às vezes.

Não se pode ter tudo, nem mesmo com hipnose.

Pode hipnotizar o jogador, mas não as cartas.

É só uma questão de memorizar como foi a última jogada.

Como as duplas jogam, como os hábitos de embaralhar...

mudam os fatores de acordo com as apostas, e aí está!

- Aí onde, exatamente? - Onde eu sempre suspeitei.

Lindsay enfeitiçou as cartas.

Lindsay, o que você escondeu de mim?

Sempre achei Lindsay um azarão.

- Acho que é hora de um lanche. - Bela ideia.

- Ainda não acabamos. - Não se apresse.

- Ainda vou fazer café. - Eu ajudo.

Mil e duzentos. Será que isso nos inclui?

Esqueceu as xícaras.

Quando vão decidir sobre a promoção?

No começo da semana, acho.

Acha que ganha do meu cunhado?

- Lindsay, coma isto. - Vou comer, parecem deliciosos.

Na verdade, você não merece, sabe?

Já tem muita coisa: uma linda esposa, uma bela casa...

aquele chalé perto do mar, sua tese excelente...

e sua habilidade para interessar os alunos.

Qual é o segredo? Vendeu a alma ao Diabo?

Cuidado, Tansy!

De corpo e alma. Ela é meu amuleto da sorte.

Sua vida realmente parece encantada, devo dizer.

Lindsay pode ter suas teorias. Ainda acho que é hipnotismo.

Meu Deus, como é tarde!

Tenho muito trabalho para fazer amanhã.

Perdeu alguma coisa?

- Tansy? - O que foi?

- Perguntei se perdeu algo. - Perdi... uma lista de compras.

- Faça outra. - Havia um número de telefone.

De uma costureira que eu queria.

- Pulou aí para dentro? - Não.

Vai encontrá-la de manhã.

Vou dormir.

Eu já subo, querido.

Tansy!

Tansy?

- Tansy! - O que é?

- Onde está o meu pijama? - Está lavando, pegue um limpo.

- O que você está fazendo? - De onde veio isto?

O que isso está fazendo na cama, Norman?

A minha gaveta prendeu, tirei a sua.

O que é isto?

- É uma lembrança. - De quê, pelo amor de Deus?

Da nossa viagem à Jamaica. Carubius me deu de presente.

Algo para poder se lembrar dele?

- Queria que eu ficasse com ela. - Parece muito com ele.

- É por isso que a guarda? - Preciso de um motivo melhor?

- Tem algum significado, não? - Claro, querido.

É um amuleto da sorte.

É por isso que você é tão bem-sucedido.

Vamos, está na hora de dormir.

Afinal de contas, três é demais.

- Encontrou sua lista? - Não, farei outra.

O QUE É A NEUROSE?

UMA MUDANÇA NERVOSA NA BASE DA CONSCIÊNCIA.

- Lavanderia. - Bom dia.

- Obrigado. - Certo, obrigado.

Espere um minuto, por favor.

Quinta-feira à tarde está bom?

- Claro, obrigado. - Obrigado.

JULIA TROCK. CEMITÉRIO, HACKDALE.

PHILIP LASSITAR. CEMITÉRIO, WEMBLEY.

Bem?

Bem o quê, querido?

- Vou guardar isto. - Daqui a pouco.

- Quero preparar o almoço. - Daqui a pouco.

- Você está com uma cara! - O que significa isso?

Tenho que guardar essas coisas, Norman.

- Muito bem, o que quer? - A verdade.

- Eu já disse, são lembranças. - A verdade!

Está bem, eu estava tentando conjurar encantamentos...

fazer feitiços, mudar o futuro!

É o que realmente quer ouvir, não é?

É o que não quero ouvir!

Então, acredite no que lhe disse!

Sobre uma aranha seca, eu acredito, mas tudo isso!

- Areia de cemitério... - Em que quer acreditar?

Quero algum tipo de explicação.

Bem, não é óbvio?

Eu sou uma bruxa.

- Não estou achando graça. - Não tenho outras respostas.

- Escolha como quiser. - Como assim?

Está dizendo que tem praticado Bruxaria?

Eu não acredito!

- Por quê? Como começou? - Isso tem importância, Norman?

Tem! E sabendo o que você sabe?

Falando assim, claro que parece ridículo!

Ridículo? É idiotice!

Mas, quando quer que as coisas aconteçam...

ou não aconteçam a alguém que ama...

Norman, as coisas que eu fiz!

Pareceram funcionar!

- Que coisas? - Pelo menos, a maior parte.

Não vê que as exceções provam que não funcionam?

Havia forças maléficas contra nós!

Não acredito!

Uma mulher com a sua inteligência!

É isso que tem feito no chalé?

E eu achava que estava...

Sinto muito.

Devia estar muito entediada.

Querida...

Olhe para isso tudo, não pode estar falando sério.

Desde que chegamos, encontramos tanta hostilidade.

- Hostilidade? - É!

A raiva deles. Sua inveja mesquinha...

Tive medo que nos destruíssem!

Querida, está imaginando essas coisas.

O que há com você?

É alguma brincadeira?

Norman, estou falando muito sério!

Quando tudo começou? E por quê?

Há dois anos, na Jamaica, quando você quase morreu...

naquele acidente horrível.

Você estava morrendo, Norman.

Os médicos haviam desistido.

Fiquei histérica, desesperada.

Ficava repetindo sem parar: "Deixe-me morrer em seu lugar.

Senhor, deixe-me morrer em seu lugar".

E aí, de repente, pensei em Carubius...

e na vez em que o vimos ressuscitar uma menina...

que a aldeia inteira a considerava morta...

- A garota estava em transe! - Não, Norman!

Um transe catatônico!

Ela estava gelada, Norman, morta!

E então...

Lembra-se de que vimos a mãe da menina...

e Carubius debruçados por cima da garota?

E a mãe gritava: "Leve-me, sou velha.

Ela é jovem, deixe-a viver-".

E Carubius fez seu feitiço e a velha morreu.

E, quando ela morreu, a garota abriu os olhos...

e começou a respirar novamente.

Pensei naquele momento, Norman.

Eu estava disposta a morrer para salvá-lo.

Mas está aqui... e bem viva.

Você recobrou a consciência, não tive que usar feitiço.

Eu sei, Norman, sem sombra de dúvida, que teria funcionado.

E eu estava tão desesperada que estava pronta para tentar.

Tenho certeza de que está convencido de que estou louca.

Não estou convencido de nada.

Se investigássemos todos os rituais estranhos...

realizados pelas mulheres, baseados na chamada intuição...

metade das mulheres estariam internadas.

Não sei o que pensar!

Está bem, pode ter funcionado na época...

mas não há razão para usá-los agora!

- Há, sim! - Vai parar!

- Entendeu? - Não, Norman!

Totalmente!

Não serei responsável pelo que acontecer...

se abrir mão das minhas proteções!

Tansy, por favor! Proteções contra o quê?

Então, tudo o que conseguiu...

foi por causa da sua habilidade, não é?

Ontem, eu era seu amuleto...

- Não vou discutir! - Acha que todos o amam aqui.

Vou lhe dizer, os professores o teriam matado há muito se pudessem.

- Está histérica! - Não, é verdade!

- Só porque é... - Louca?

Ah, Norman!

- Norman, eu te amo tanto! - Eu sei, eu sei.

Norman, o que devo fazer? O que devo fazer?

Tem certeza de que é tudo?

Me fez pôr a casa abaixo, não fez?

- Norman, a sua foto, não! - Tansy!

- A sua foto, não! - Pelo amor de Deus!

Norman, não! Norman, a sua foto, não!

Não! Não...

Não...

Não está sentindo alguma coisa, Norman?

Alô. Alô?

- Quem fala? - Não sabe quem é?

- Não estava esperando? - Quem é?

Tem sido uma tortura esperar por este momento...

saber que logo... logo ouviria sua voz novamente...

ouviria você sussurrar "eu te amo"!

O que?

Venha para mim e me tome em seus braços...

Norman... Ah, Norman, eu preciso de você!

- Norman, não sabe quem é? - Não, não sei!

Depois de tudo o que fez por mim...

Depois de me despir com os olhos cem vezes...

- Quem era? - Ninguém. Número errado.

- Queimou tudo? - Sim, queimei.

Cuidado, seu idiota!

É uma área restrita, não devia estar a 90m/h!

- Eu não estava a 90! - Estava!

Não posso parar para discutir!

Norman?

- Você está bem? - Sim, estou.

Eu podia jurar que não vinha carro.

Que imbecil! Podia tê-lo matado.

- Como vai a Tansy? - Bem.

Parecia nervosa sexta-feira à noite.

Devia estar preocupada com a aposta que fez.

Não precisava, ela joga muito bem.

Atenção, por favor.

Sra. Carr, dirija-se à sua sala imediatamente.

- Tenho problemas. - Obrigada.

Não é um bom começo de semana.

Não. Tenho que correr, estou atrasado.

Acho que já é hora de acertarmos algumas coisas.

Concordo.

Comece pedindo desculpas por seu comportamento sexta.

Começar pedindo desculpas?

Sei o que está tentando fazer.

Por que quer me retirar do curso...

por que reprova todos os meus trabalhos...

Reprovo seus trabalhos, quando você os entrega,

porque não são bons o bastante.

E recomendei a transferência...

porque achei que seu antagonismo em relação a mim...

o estava impedindo de estudar a sério. Laboratório.

Boa desculpa, se o ajuda a limpar sua consciência.

- Cuidado! - Faz as provas em cima de aulas que faltei!

Assistir às aulas é sua responsabilidade.

Só posso ensinar, não posso aprender por você.

Alô, Bates?

Pode preparar os slides para a aula de hoje?

Certo, obrigado.

Começou a me discriminar quando comecei a namorar a Margaret.

- O quê? - Pôs os professores contra mim.

Quer que eu seja expulso para poder ficar com a Margaret.

Percebe a gravidade dessa acusação nojenta?

- É nojento mesmo! - Saia!

Estava disposto a não acreditar...

mas, sábado à noite, quando falei o quanto a amava...

- Sábado à noite... - Ela me empurrou...

e começou a balbuciar o seu nome.

Estava chorando! Foi aí que eu soube!

Ela riu de mim!

Me provocou com os detalhes sórdidos do seu casinho.

Saia.

É melhor reconsiderar, Taylor, e rápido!

Quero boas notas, eu mereço.

O reitor vai se interessar pela minha história.

Entre, Harold.

- Ouviu alguma coisa? - O quê, você e o Jennings?

Não, é outro problema. É bem sério.

Tem relação com você e a Margaret Abbot.

Margaret?

Ela está no centro das atenções, hoje.

Não trate isso como brincadeira.

Ela está na sala da Flora Carr neste momento, histérica.

Alega que você a violentou.

Eu o quê?

Harold...

Ela deve estar louca.

Provavelmente, mas temos que ter cuidado com isso.

Lembre-se, ela é protegida da Flora.

É melhor vir comigo.

Percebe a gravidade dessa acusação contra o prof. Taylor, Margaret?

Eu... pensei muito antes de vir falar com a senhora...

mas eu tinha que falar a verdade.

Estou com medo.

O Harold lhe contou tudo?

Margaret...

Olhe para mim, Margaret.

Quando isso supostamente aconteceu?

Sábado à noite.

Sábado à noite eu estava em casa com minha esposa.

E aposto como ela vai confirmar suas mentiras...

para ajudar a salvar sua preciosa reputação.

É assim que retribui gentileza e atenção?

Gentileza! Atenção!

São apenas palavras para esconder a verdade!

Eu sempre a respeitei.

Gentileza e atenção de um professor para uma aluna, só...

Estava com o Jennings sábado à noite, não é?

- É mentira! - Estava fazendo amor com você.

Isso mesmo.

Finja que sou o tipo de garota que se dá a qualquer um!

Ele acabou de me dizer que você estava com ele.

Está bem, eu estava com ele.

Mas não estávamos fazendo amor.

Não se lembra do que me disse?

Que ninguém mais deveria me tocar?

Ninguém mais deveria me tocar!

Controle-se!

Professora Carr falando.

Não pode esperar?

Está bem.

O reitor.

- Melhor vir comigo, Norman. - Vou ficar aqui.

É urgente, é sobre este assunto.

- Voltaremos logo. - Estou dizendo a verdade!

- Vamos? - Eu não demoro.

- O reitor quer nos ver agora! - Eu não demoro!

Não adianta tratar disso agora...

veja o estado em que ela está.

Ligou para mim sábado à noite, não foi?

- É mentira! - Me fez uma proposta nojenta!

E, quando eu ia desligar, usou uma linguagem baixa...

Baixa e suja!

E isso, vindo de alguém que eu realmente admirava.

Bem, eu... eu não sabia o que estava fazendo!

Eu não sabia, eu não sabia!

Algo tomou conta de mim, eu tinha que ligar!

Eu tinha que ligar!

Margaret.

Eu o odeio!

Eu o odeio!

Eu o odeio!

Falei com o reitor sobre você...

Bill, e ele concordou

que você foi tratado injustamente.

E a Margaret? Foi tratada injustamente?

A Margaret confessou que foi tudo mentira.

Mentira?

É tudo mentira para você, não é?

Conhece bem as mentiras!

É só o que sabe fazer, ensinar mentiras!

Gosta de ensinar garotas? Já vi, todos nós vimos!

Sabe bem ensinar as pessoas a mentirem.

Sr. Gunnison.

Harold, venha para cá, rápido, por favor...

O Jennings está aqui. Sim, tentou me ameaçar com uma arma.

Não, ninguém está ferido.

Isso.

Acha que vai se safar dessa, não é?

Vou espalhar a verdade sobre você!

Não vai se livrar com mentiras dessa vez!

Vou lhe dizer, Norman...

não serei responsável pelo que acontecer...

se me fizer abrir mão das minhas proteções!

- Norman! - Oi.

- Aconteceu alguma coisa? - Aconteceu?

- Aconteceu alguma coisa. - Não, não aconteceu nada.

- O que é isso? - Não sei.

Ah, é uma fita de uma palestra que dei em Manchester...

no mês passado. Quero que ouça isso.

- Quem mandou? - Não sei, o reitor, acho.

Não está assinada.

É papel timbrado, não é?

- Não toque, Norman. - Não comece.

Por favor, por mim!

- É por você que vou tocar. - Norman, por favor!

Que, em determinadas neuroses...

há o perigo de um alívio temporário.

Neurose baseada em rejeição, frustração, falta de amor...

solidão, faz o paciente realizar ocupações estranhas...

inexplicáveis para a mente bem ajustada.

Para começar, a superstição.

Uma boa definição pode ser...

"Ciência desvirtuada sem objetividade”."

Em termos simples, o desejo mórbido de fugir da realidade.

É uma ciência sem nenhum valor empírico...

baseada inteiramente em avaliações a priori.

Após investigações sobre a origem das superstições...

descobriu-se que, em sua maioria...

derivam-se de crenças primitivas.

Deixaram de ser parte de práticas rituais...

exorcizando sua função usual...

A superstição de que se sentar ao sol dá azar...

vem da época em que, para tirar o efeito nocivo da feitiçaria.

E o fato de haver inúmeras superstições...

O que está fazendo?

- O que há com você? - Estou com dor de cabeça.

É melhor eu tomar uma aspirina.

- Há algo que quero que ouça. - Não.

- Vou botar baixo. - Não!

- Por que não? - Você é tão cego, tão cego!

Como vou convencê-lo?

- Venha, quero falar com você. - Para expor sua lógica?

Não atenda.

Alô.

Desligue!

Alô?

Desligue, Norman!

Desligue, Norman!

Controle-se!

Ah, não.

Norman, não abra a porta!

Norman, por favor!

O telefone, onde está o telefone?

Norman, não abra a porta!

Não!

Não vou dizer que acho que havia algo lá fora.

Sei que é o que espera que eu diga, não é?

Sim, foi só uma coincidência.

A fita e o telefonema...

só me deixaram nervosa, só isso.

E a tempestade acabou com a luz.

Está vendo, não estou tão louca assim, não é?

Acho que precisamos de um drinque, não acha?

Deixe-me morrer no lugar dele.

Ouça meu pedido, deixe-me morrer no lugar dele.

O que?

Disse alguma coisa, querida?

- Que tal uma bebida, meu bem? - Não acha que já bebi demais?

- Não. - Estou quase dormindo.

Mais um não vai fazer mal.

- E você? - Bebo com você.

A você.

A nós, Norman.

Beba mais um pouco.

Mais um pouquinho, mais um pouquinho...

Pronto.

- Mais um pouco. - Está tentando me embebedar?

Truques femininos. Beba, querido.

Pronto, já chega.

Vá com calma.

Agora, estamos unidos em espírito, Norman.

Um espírito muito especial.

Muito especial.

Norman...

Norman...

Norman...

Tudo o que é meu, é seu, Norman.

E tudo o que é seu, é meu.

Tudo o que você tem, é meu.

Vai me dar sem inveja...

e de livre e espontânea vontade.

Tudo o que você tem, é meu, Norman, diga.

Diga...

Tudo...

o que eu tenho...

é seu.

Tudo o que você tem, é meu.

Tansy.

Isto é um adeus, meu amor.

É o único caminho para mim, amando-o tanto quanto o amo.

É a única forma de derrotar os horrores...

que tentaram destruí-lo ontem à noite.

Sim, eu... devo morrer em seu lugar.

Você tem tanto a oferecer a este mundo...

Fui embora para que essa terrível maldição...

não possa atingi-lo.

À meia-noite, tudo estará terminado, acabado.

Não há nada que você possa fazer, Norman.

Nada.

Eu te amo tanto!

Eu te amo.

Não há nada que você possa fazer, Norman.

Nada.

Eu te amo tanto!

Eu te amo.

Tan...

- Você está bem? - Hilda!

Tentei ligar, mas seu telefone está quebrado.

Temos reunião na sala do reitor.

Vim para avisá-lo.

- Hilda, viu a Tansy? - Há mesmo algo errado.

O Harold viu a Tansy de manhã, pegando um ônibus.

Achou que ia para o chalé...

- O chalé? - Parecia perturbada.

É aquela horrível garota, Abbot.

Fico surpresa pela Tansy ter acreditado naquilo.

Deveria ser internada!

A menina, quero dizer.

Vou lhe dizer, Norman, não serei responsável...

se me fizer abrir mão das minhas proteções!

Devo morrer em seu lugar, meu amor.

Devo morrer em seu lugar.

DESVIO

À meia-noite, tudo estará terminado, acabado.

Não há nada que você possa fazer.

Nada.

Tansy!

Tansy!

Tansy! Tansy!

Tansy!

Olá! Você está bem?

- Sim, estou bem. - Vamos lá, amigo.

Meu colega e eu o vimos. Pensamos que estava passando.

Dava tempo para ultrapassar.

Eu estava tentando chamar a atenção da minha esposa.

- Ela estava no ônibus. - Teve muita sorte, senhor.

De qualquer modo, o prejuízo não foi grande.

Mas está sem suspensão.

Tenho que ir.

O único lugar ao qual tem que ir é ao médico.

Estou bem.

Olhe, pode estar bem por fora...

mas pode haver danos internos.

Se sabem onde posso alugar um carro...

Podem me dar uma carona.

A primeira coisa a fazer é assinar uns documentos.

Digam que foi tudo culpa minha.

Regras da empresa, senhor, não vai demorar.

Tansy!

Tansy!

Tansy!

Tansy!

Tansy!

Tansy!

Tansy!

O DIABO

RITOS E PRÁTICAS DE MAGIA NEGRA

"...na casa do morto, no lugar do morto."

Sua esposa está em estado de choque.

Não reage de maneira nenhuma.

- O que realmente aconteceu? - Sofremos um acidente.

Se esconder informações, não poderei fazer muito.

- Já falei. - Certo, um acidente.

Pode ser verdade.

Não sou psiquiatra, mas lido com pessoas há muito tempo...

e sei dizer quando estão tentando esconder algo.

O senhor está tentando esconder algo de mim, o que é?

Por que sua mulher esteve no mar depois do acidente?

Está pegajosa, as roupas estão úmidas...

cheirando a maresia...

Não quero interferir...

mas sua esposa pode estar em condições muito graves.

O que está me escondendo...

pode ser a chave para sua recuperação.

Está bem.

- Não sei como explicar. - Não.

Tansy? O que foi?

Não diga nada.

Tansy, não estou entendendo.

Me leve... para casa.

Não pode ir a lugar algum a não ser o hospital.

Me leve... para casa.

- Vou chamar uma ambulância. - Não, vou levá-la para casa.

A decisão é sua, claro.

Mas lembre-se de que sua condição...

pode ser pior do que nós dois pensamos.

Ao não dizer a verdade e autorizar a internação...

pode tirar a única chance de recuperação.

Espero que saiba o que está fazendo.

- Número, por favor. - Telefonista?

Ligue-me com o hospital.

- Não! - Tansy.

- O que faz fora da cama? - Norman, estou bem, mesmo.

Querido, está com uma cara horrível.

Deve ter passado maus bocados!

Não se lembra?

De nada?

Foi como um pesadelo.

Um pesadelo horrível.

Lembro-me de ser puxada para dentro d'água...

Cada vez mais fundo...

Eu gritava por socorro.

Eu gritava, mas ninguém me ouvia!

Ninguém me ouvia!

- Tudo bem. - Estou tão cansada!

Vamos, vou levá-la de volta para a cama.

Venha.

É isto que está procurando?

Norman, pensei que fosse um ladrão!

O que tem aí?

É uma foto que tirei semana passada.

Agora, está estragada.

- Tudo bem, tenho o negativo. - Ou era isto?

O que é isso?

- Uma gravação diferente. - Que tipo de gravação?

Vamos ouvi-la, que tal?

Em determinadas neuroses...

há o perigo de um alívio temporário.

Neurose baseada em rejeição e frustração, falta de amor...

solidão, faz o paciente realizar ocupações estranhas...

inexplicáveis para a mente bem ajustada.

Para começar, a superstição.

Uma boa definição pode ser...

"Ciência desvirtuada sem objetividade”."

Em termos simples, o desejo mórbido de fugir da realidade.

É uma Ciência...

Qual é o problema, Flora? A gravação a incomoda?

Não.

Só começou a me dar nos nervos, só isso.

E quanto aos meus nervos? E o da Tansy?

O que está dizendo, Norman?

Por que a hipnotizou? Por que tentou enlouquecê-la?

- Está me achando divertido? - Sim, estou, Norman.

Sei que é ingênuo, mas não sabia que fosse tanto.

Depois de tudo o que aconteceu...

ainda considera tudo "causas naturais"?

Não há nada estranho ou sobrenatural na hipnose.

Está agindo como um garotinho assustado.

Com medo de estar errado. E está errado.

Eu não hipnotizei a Tansy.

Ela tentou me matar hoje.

Sob a sua influência.

Isso não é meio absurdo?

Por que eu faria isso? Por que eu tentaria matá-lo?

Sim, por quê?

Sei que, desde o começo, se ressentiu conosco...

se ressentiu com tudo o que representamos...

e esse ressentimento se transformou em ódio, não?

Um ódio que a fez perder a razão.

Sim, eu entendo...

ou foi por causa da sua preciosa Margaret?

Acredita que eu a tenha violentado?

Medo...

Medo de perder sua posição aqui...

medo de que alguém mais jovem tomasse o seu lugar.

Sabia que a Tansy estava perturbada e usou isso.

Foi fácil estimular sua imaginação, suas fraquezas.

Se minha esposa fosse louca, minha carreira acabaria.

Mas uma mente lógica como a sua...

seria forte o bastante para impedir qualquer interferência.

Não, Norman! Está protestando demais!

Por que o incomoda tanto...

achar que existe algo no mundo como feitiçaria?

É uma das mais antigas religiões do mundo.

Só depende de que você acredita.

A Ciência explica tudo.

É mesmo? Quanta tenacidade!

Qualquer teoria, por mais improvável e inconsistente...

desde que se encaixe na sua visão das coisas.

O que está fazendo?

E quanto ao acidente com o caminhão, Norman?

Que caminhão?

Sim, não é estranho que eu saiba disso?

Qual é a explicação que a sua mente aristotélica dá?

Não seja ridícula.

Pode ter saído no jornal.

Não saiu.

O que está fazendo?

Me preparando para provar algo.

Me preparando para provar...

que você realmente acredita em mágica.

Estas, como pode ver, são cartas de tarô.

Sabe seus significados, é claro: representam a sua casa.

Esta, é claro, irá representar a Tansy.

Pronto.

- Agora... - Sua idiota.

Acha mesmo que vou acreditar nessa bobagem?

Sim, parece bobagem, não parece?

Só uma mulher tola botando fogo numas cartas.

Pare!

Mas, por quê? Você não acredita, Norman.

Não pode estar preocupado com papel queimado.

É só a excentricidade de uma mulher.

É tarde demais para salvar a Tansy.

Ou será que está só na sua cabeça, Norman?

Está imaginando coisas?

Realmente acredita que sua casa está pegando fogo?

Será que vai descobrir, Norman?

Algum dia vai ter certeza?

Sua casa está pegando fogo?

A Tansy está morrendo?

Sua demente!

Queime, bruxa, queime!

Sem nenhum valor empírico...

baseada inteiramente em avaliações a priori.

Após investigações sobre a origem das superstições...

descobriu-se que, em sua maioria...

derivam-se de crenças primitivas.

Deixaram de ser parte de práticas rituais...

exorcizando sua função usual...

A superstição de que...

Norman!

Norman!

E então, não são mais levados a sério...

a não ser por uma minoria...

o significado de acender o terceiro fósforo...

foi confirmado por um atirador francês.

É extraordinário que a crença em mágica e feitiçaria...

ainda exista.

Em alguns lugares, ainda existem...

O que está acontecendo aqui?

Acabei de ver o Norman correndo como um louco pela universidade.

O que está fazendo com isso?

Só ouvindo o discurso do Norman, só isso.

Percebeu que está irradiando pelos alto-falantes?

Está ecoando em todos os lugares.

É mesmo? Que tolice a minha!

- Não sei mexer nisso. - Não, não.

O que andou fazendo?

Desculpe, Lindsay, acho que tenho trabalhado demais.

Venho dizendo isso há tempos.

Eu sei, querido.

Você está certo. Talvez devêssemos viajar.

Por que está me olhando assim, Lindsay?

Algo errado?

Não, acho que não.

Você está pálida e suas mãos estão tremendo.

O que a está perturbando, Flora?

Nada.

Só estou exausta, é só isso.

Venha, vamos.

O Gunnison disse que decidiram...

para quem vão dar a promoção.

- Harvey, suponho. - Não.

Também achei, mas o reitor mudou de ideia.

- Será dada ao Norman Taylor. - Duvido.

- O que quer dizer? - Nada.

Só que é provável que o reitor mude de ideia novamente.

- Não pode entrar! - Minha esposa está lá!

Norman! Norman!

Norman!

Querido!

- Você está bem? - Sim, estou.

O que houve?

Os bombeiros disseram que foi o aquecedor a óleo.

O Norman pode ser um pouco jovem...

mas é um bom homem, não concorda?

Sim, um homem muito bom.

Quem diabos deixou a porta aberta a esta hora da noite?

Venha, Lindsay, não entre aí.

Deixe que o zelador se preocupe com isso.

Não há desculpa para isso, vou denunciar.

Lindsay!

Flora!

Flora!

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