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Original subtitles

SCARRED HEARTS

vagamente adaptado das obras liter�rias de M. Blecher

quando eu procuro reconstruir cada momento passado

em sua particular tristeza ou alegria, tenho a sensa��o da transitoriedade da vida

e da falta de import�ncia do que chamamos de exist�ncia humana

Aqui.

Obrigado, senhor.

- A quem procura? - Dr. Ceafalan.

Primeiro corredor � esquerda...

Fique de lado!

- Est� com medo, Manu? - N�o.

N�o h� nada a temer.

Vai ficar tudo bem.

Prenda a respira��o quando ele mandar.

Eu quero uma boa imagem no raio-X.

Deite-se.

Est� com frio, neste calor?

Um pouco.

Levar� apenas um minuto.

A chapa.

Agora

cansativo desespero estava zumbindo em sua cabe�a.

Bela imagem.

Mas, como eu suspeitava,

isso n�o � um mero reumatismo.

Uma v�rtebra foi afetada, est� faltando um peda�o de osso.

- Faltando? - Sentem-se.

Como, voc� pergunta.

N�o foi roubado, como numa loja. Foi destru�do por micr�bios.

Completamente comido. Como um dente com uma cavidade.

Na coluna vertebral?

N�o � onde as v�rtebras est�o?

Est� destru�da.

Doen�a de Pott: tuberculose �ssea.

Est� nas v�rtebras.

� grave?

Voc� veio para c� para ficar bom.

Este assustadi�o gato choramingando n�o ir� ajud�-lo.

Tenha coragem, pode ser curada.

Outra coisa suspeita...

Bem como o Raio-X mostrou.

Essas s�o as v�rtebras afetadas.

O bom � que n�o h� corcova.

Ou voc� ficaria como Ricardo III.

- Gosta de teatro? - Ele gosta.

Dec�bito supino!

O cinto!

H� um abcesso aqui.

O pus da v�rtebra juntou-se aqui.

- Teremos que perfurar. - Como?

� f�cil...

Incomodo?

N�o.

Faremos isso mais tarde. Tenho a m�o firme.

Pode se vestir.

Vim para lhe dizer adeus e agradec�-lo.

T�o querida...

Como dizem: Os m�dicos prescrevem, mas s� Deus cura!

Espl�ndido!

Ela veio para c� no ano passado.

Espere, em 1935. E agora est� curada.

- Parab�ns. - Obrigada.

- Apare�a a qualquer hora. - Farei isso.

N�o nos esque�a.

- Excelente sa�de! Boa tarde. - Obrigado.

Faz tempo que voc� tem o abcesso?

Est� cheio de pus, do osso doente.

Eu n�o tinha notado. Poderia explodir?

Claro. Bom que pegamos a tempo. Se tivesse explodido...

- Teria sido problem�tico. - Agora percebo isso.

Voc� pode pagar as despesas? N�o � barato.

Eu farei todos os esfor�os. Ele � nosso �nico filho.

- De onde s�o? - Roman.

Aposto que � comerciante.

Tenho duas lojas de cristais.

- Isso � um problema? - Deus nos livre!

ele sentiu-se vagamente colado

Carmen Sylva.

In patria nostra multae silvae sunt.

Quae bestiis abundant.

- Vamos dar uma olhada no mar. - Claro.

- Veio para uma visita? - Sim.

- Junte-se a n�s. - Vou entrar.

H� uma eternidade n�o vejo voc�!

Fui pego em alguns trabalhos est�pidos.

Fui para Kladovo, para ver mam�e.

- Mentiras! - Voltei ontem.

- Um pouco de limonada? - N�o, obrigado.

- Precisa de ajuda nas escadas? - V� ver seus pacientes.

- Odeio isso! N�o sou uma crian�a. - Est� bem.

Seja bom, enquanto estiver aqui.

Mandarei dinheiro, voc� ficar� bem.

Trabalharei.

Farei tudo por voc�, n�o se esque�a disso.

Ambos, eu e sua m�e.

Nossos filhos s�o tudo que temos.

Lamento, estou um pouco agitado.

Eu sinto gratid�o, mas tamb�m culpa.

Essa situa��o faz-me sentir indignado.

Voc� ficar� bom e cuidar� de n�s em nossa velhice.

Cuidarei.

Eu deitarei na cama e gritarei:

Manu! A guerra come�ou!

� a Batalha de Marasesti, pegue meu rifle!

Estamos lutando contra o General Mackensen!

Chame o General Grigorescu!

Como lidar� comigo, meu menino?

Cuidarei de voc�. Com uma bala na cabe�a.

Os pacientes levam vida normal aqui.

Saem, ouvem m�sica, vestem roupas normais...

Deitam ao sol no terra�o...

E nenhuma preocupa��o no mundo!

Eles s� precisam se deitar.

Voc� pode at� conduzir uma carruagem reclin�vel.

Como um adolescente.

Sim.

Eu gostaria de um peixe recheado.

Aqui, gobie recheado!

Volte!

- N�o saiam sem avisar algu�m. - Desculpe-nos.

Seu quarto.

Foi desinfetado com enxofre.

O banheiro fica no final do corredor.

Excelente! Gostou, Manu?

� como um hotel! Grande Hotel Victoria Romana!

Ritzhak Hotel!

Voc� nem ir� se sentir como um doente.

- Quem ficou aqui antes? - Muita gente.

- Algu�m que morreu? - Claro que n�o.

A �ltima foi uma garota, mas ela foi para Berck-sur-Mer.

O m�dico vir� logo.

H� muitos pacientes como eu?

Como voc�? Eu nem mesmo sei como chamar voc�...

"Grite tr�s palavras: champanhe, vinho, Reno!"

- Quero dizer, f�cil? - Sim!

Alguns t�m dez v�rtebras doentes. Ou as pernas...

Voc� est� bem. Ouvi dizer que seu abscesso nem est� fistulizado.

- Fistulizado? - Significa "estourado".

Um furo mal vedado.

N�o est� estourado.

Alguns dizem que um fistule aberto � uma porta aberta para a morte.

- M�dicos? - N�o, pacientes supersticiosos.

Animais.

novas expectativas e novas esperan�as, imensas, brotaram em mim

Anest�sico!

Se o abscesso n�o estiver aberto, quase n�o h� perigo.

Ela terminar� em um segundo.

Precisamos drenar o pus, assim n�o estourar�.

E se ele abrir?

O pus pode ficar infectado em contato com a bact�ria,

causando envenenamento sangu�neo.

Algumas vezes... o paciente sucumbe em poucos dias.

Outras vezes, o paciente � bem sucedido.

E o abscesso continua vazando por anos.

Voc� deveria saber, ent�o evite qualquer agita��o.

O pus deixar� de se formar.

O abscesso desaparecer�.

N�o se mexa!

Feito!

Olhe aqui, meu amigo. Pus!

O abscesso estava cheio.

Deite-se de costas.

Deixe que ele se acostume a deitar-se.

Vamos deixar voc� se instalar.

Ent�o vamos coloc�-lo em um gesso.

- Gesso? - N�o � nada s�rio.

Ir� proteg�-lo de fraturas na coluna vertebral.

uma garra afundou na carne anestesiada-petrificada

Quando ele perfurou sua barriga com aquela grossa agulha,

senti meus joelhos cederem.

Mais um pouco e eu teria desmaiado.

Voc� � t�o valente, filho.

Irei pagar.

N�o v� a lugar algum sozinho, nem ao banheiro.

Toque a campainha e eu trarei o papagaio.

Para voc�, sr. Nelu.

Mas senhor, � muita generosidade.

Cuide dele.

- Ele ainda � um menino. - Ele n�o vai querer nada.

O que precisar, apenas toque a campainha e estarei bem aqui.

Obrigado.

esses ao meu redor pareciam piedosos porque acreditavam ingenuamente

em tudo que faziam e sentiam

Por que est� rindo?

� rid�culo!

Doutor, n�o!

- Vou sentir sua falta. - Pare com isso.

Lembre-se do gramofone.

Eu o mandarei assim que chegar em casa.

- Seja valente. - Serei, n�o se preocupe.

D� um beijo em mam�e e nas minhas irm�s.

Mande o r�dio, tamb�m.

Farei uma lista de livros, tamb�m.

Falaremos por telefone.

- Temos um. - Eles t�m um!

Adeus, ent�o.

Seja forte. E bom.

Fa�a uma viagem segura!

Mantenha um cora��o est�vel, Sua Barriga! Que voc� seja uma carpa peluda em breve!

Boa viagem!

a impress�o que nada � real

Faz tempo que est� doente?

H� muito tempo, mas s� agora descobriram.

A mesma coisa para todos n�s,

Do que sofre?

- Uma palavra que diz muito! - Como?

Doen�a de Pott. Uma palavra que diz muito: Pott!

Conhece aquela propaganda, "Uma palavra que diz muito: Mott"?

Da champanhe Mott.

"Uma palavra que diz muito: Mott!"

Apenas que a minha � Percival Pott.

- E voc�? - Tamb�m.

"Um som que diz muito."

Voc� est� gessada?

- Voc� � est�pido? - N�o se nota.

Ceafalan confecciona-os para o cliente.

O grande mestre de moldes e pun��es estilo a�ougueiro.

- Na realidade, ele � veterin�rio. - � mesmo?

- N�o sei. - Voc� est� brincando!

S� com voc�, pois voc� inspira energia vital.

- Baterei em voc� com essas muletas! - N�o as derrube.

Voc� � o novo paciente?

- Emanuel. - Ernest. Prazer em conhec�-lo.

- Algumas pessoas aqui n�o suportam judeus. - N�o lhes d� aten��o!

- Victor. - Emanuel.

Mas de voc� eu gosto, porque est� doente.

Valentin brinca ser um Legion�rio de Guarda de Ferro.

Brinca? Eu sou um Legion�rio!

Ent�o, o que voc� estuda? Tecel�o de cestas subaqu�tica?

N�o, Qu�mica.

Mas agora estou doente, n�o estou estudando.

Solange! Conhe�a nosso novo irm�o em sofrimento.

Em sofrimento atroz!

� um nome franc�s, senhorita?

Sim. � meu nome.

Solange. "Anjo do Sol".

"Anjo de Deus, meu querido guardi�o..."

Ador�vel.

O nome dela � Zaga, ela apenas chama a si mesma de Solange.

Seu canalha.

Sente-se melhor?

o sentimento de imenso abandono

N�o estamos matando voc�!

Um menino grande como voc� n�o pode aguentar bandagem?

Viu, ele n�o foi um bom garoto.

Por chorar alto... Fora!

Por que est� chorando agora?

Eu disse para voc� parar com a aglomera��o aqui.

Doutor?

- Como vai meu menino? - O menino?

Bem.

S�o apenas aquelas f�stulas perto de seus test�culos.

Eu tenho que lhe dar �ter.

- Mas vai ficar bem? - Sim.

Leve-o para o quarto dele.

Temos trabalho para fazer.

Como v�o as coisas?

Quer o molde feito hoje?

Hoje. Eu me acostumei a deitar de costas.

Menino valente.

Geralmente, os pacientes agem como ratos assustados!

Verdade.

Voc� ter� que us�-lo mais cedo ou mais tarde.

Isso ajuda a cura no lugar afetado.

Assim a coluna vertebral n�o se quebrar�.

Voc� vai ficar com esta camisa, at� que retiremos o gesso.

Por que voc� est� sendo t�o horr�vel?

Peguem mais gesso.

- Gypsum factum! - J� via homens nus antes.

- Voc� viu quil�metros deles! - Milhas n�uticas!

Moby Dick!

Direto na coluna vertebral.

- Finalmente, todos os meus sonhos se realizaram" - Deixe-me coloc�-lo em um molde!

- Respire. - Sim.

Voc� parece tanto com o Inquisidor, de El Greco.

- Talvez ele seja sua reencarna��o! - El Greco, n�o Vel�squez!

O grego!

Voc� pode rolar?

� t�o pesado!

solid�rio com a doen�a deles, com seus moldes

Deite de costas.

Estou como uma est�tua.

� necess�rio fazer grandes coisas para se chegar a uma est�tua.

Enquanto voc�...

Voc� apenas precisa ficar um pouco doente.

- Uma est�tua de pele e gesso! - Exatamente!

Tchekhov disse que as pessoas deveriam ser belas de todos os jeitos:

O rosto, as roupas, a alma, o gesso...

Salsicha na grelha! Vamos sec�-lo.

Ainda n�o acabei a hist�ria sobre o doutor.

Voc� dizia que ele experimentou em prisioneiros.

Em 1870.

Ele alimentou alguns prisioneiros com polenta feita de milho mofado.

Eles tiveram pelagra.

Por qu�?

Para estudar o v�nculo entre isso e a dieta baseada em milho.

Os prisioneiros com pelagra morreram?

Alguns, sim.

A vida que algumas pessoas t�m...

- Doutor! - O que foi?

O calor me deixou doente.

Oh, meu. N�o vomite aqui.

Levantem o pequeno!

Est�o ouvindo? Levantem-no.

Voc� n�o vai secar t�o depressa.

Est�tua de Nelson!

Tenha a certeza de descansar bem.

Quando eu ficar entediado, dan�arei remelexo, foxtrote, e outros ritmos.

O garoto tem humor!

Muito bem! Humor ajuda sua cura!

cada momento, cada dor, cada pensamento, cada evento que considero importante

n�o � mais que um �tomo no vasto oceano de eventos do mundo

Abra.

"Abra o caminho para a aspirina!"

Entre.

Bom dia, senhor! Vejo que conseguiu seu uniforme de General.

Estou em uma po�a de horr�vel.

Est� afundando pela minha pele, em meus ossos, caindo pelas minhas costas.

Isso me desagrada.

Secar� em 2 ou 3 dias.

Nunca me acostumarei com esta porcaria.

Dificulta todos os meus movimentos.

Voc� se acostumar�.

� horr�vel.

Estou feliz que esteja chovendo.

O tempo certo para se estar doente.

Todos internos reduzidos � mesma tristeza.

Quando est� bonito l� fora, as coisas ficam piores.

Prefiro esses dias chuvosos,

quando voc� fica dentro como um c�o espancado.

N�o sei...

Quem � aquela pequena senhora, Solange?

Um ex paciente, vinda da Iugosl�via.

- Uma paciente? - Ela esteve no gesso durante 3 anos.

Mas ela ficou bem curada.

Tr�s anos...

- Por que ela ainda est� por aqui? - Ela trabalha num escrit�rio de advocacia.

Ela n�o quer ir embora.

Este lugar � como uma droga.

Entra em seu sangue.

Ela era casada com um patr�cio.

Ele a abandonou quando ela ficou doente.

Gentil e elegante.

Voc� gosta da garota?

Ela � realmente est�pida. Outros tamb�m rebentaram-se.

Voc� estava apaixonado por ela?

Eu apenas a fodi.

Como eu posso v�-la novamente?

Sangue jovem em bolas jovens!

Vou convidar voc�s dois para o ch�.

um s�bito desagrado misturado com uma pena indescrit�vel

Aqui est� nosso novo portador de gesso!

Emanuel!

Esse vinho � para mulheres que desmaiam!

- Ernest, h� alguma outra coisa? - Sim!

Conhaque, licor...

Cale a boca, est� nos matando!

- Voc� odeia m�sica? - Seu rugido n�o � m�sica.

Pare com isso ou eu vou bater em voc� com a muleta dele!

- Caia fora! - V� embora, ent�o!

No canto!

Eu deixei voc� na poeira!

Todos sabemos que voc� e Isa est�o juntos. Certo, Isabela?

Quem lhe deu a ideia?

Deixe-me fora disso.

Juro, perante esse j�ri honor�vel,

que n�o h� nada entre mim e a srta. Isabela.

Somos apenas amigos.

Se houvesse, isso n�o interessaria a ningu�m mais.

Pensa que somos est�pidos? Voc� a visita todas as noites.

- O que fazem l�? - Nada de sua conta!

Conversamos, seu animal! N�s lemos...

- Voc� sabe que o gesso dela desce todo. - E da�?

Pode-se fazer amor com isso.

Ou�am todos! Voc� tamb�m!

Eu declaro, na minha honra militar,

que nada est� acontecendo entre Isabela e mim!

Todos sabem que seu gesso cobre sua perna toda.

Voc� pode beij�-la toda...

- N�o � verdade! - Voc� beija sua boceta!

Por que eu deveria me desculpar?

Meu chap�u!

Voc� pode me deixar agora.

D�-me alguma coisa para beber.

Voc� � um p�ssimo b�bado!

Solange!

Deixe-me esse chap�u maravilhoso.

Solange, pegue meu chap�u!

Aponte para mim!

Para mim, para mim!

N�o est�o brincando mais?

um vazio atroz em seu peito como uma necessidade de respirar ou chorar

Devemos chamar o m�dico?

- N�o. - Diga-nos onde d�i.

- Passar�. - Diga-nos onde d�i.

Meu f�gado.

- Voc� tem bebido? - N�o.

E voc� est� com gesso, tamb�m.

Aquiete-se.

Eu tenho esses espasmos em redor do f�gado.

Irei lhe trazer uma compressa fria.

Pode ser dor irradiando da coluna.

- Ou outro abscesso. - Espero que n�o.

Todos n�s esperamos.

Eu sou o �nico paciente profissional.

Eu parei de esperar.

Estou no servi�o h� 6 anos.

No pr�ximo m�s, farei a duod�cima cirurgia na minha vida.

Voc� � um paciente her�i, n�o um profissional.

Um Nicador da tuberculose �ssea!

Um Guarda de Ferro, chefe! Capit�o Pott!

"A Guarda e o Capit�o nos transformam em falc�es de gesso"

"A Guarda, o Capit�o e o Arcanjo do Osso!"

N�o riam do Capit�o!

Ou her�is como Belimace e Caranica!

Um bando de assassinos!

- Duca n�o merecia ser morto. - Sim, ele merecia!

Ele se op�s � Guarda de Ferro.

Na Alemanha de Hitler, os Nicadors seriam her�is nacionais!

Aqui, eles receberam senten�as de morte.

O que voc� acha de Cioran, da gera��o jovem?

"Nos Cumes do Desespero" - etc e tal.

N�o gosto muito dele.

� isso o que Cioran pensa de Hitler.

- Passe para ele. - Darei uma olhada.

Penso que Hitler � um louco perigoso.

A despeito da opini�o de Cioran, ou Boran, ou Koran.

Eu n�o sou antissemita!

Exceto politica e economicamente.

Quando os estofados banqueiros judeus...

Est� ignorando o resultado dos artes�os judeus, que mal sobrevivem.

Como todos os antissemitas, voc� continua vociferando contra banqueiros judeus.

Como � essa can��o?

- "Livre-nos camponeses pobres ..." - "De nossos esfor�os e mis�ria",

"Para judeus sujos e estrangeiros suguem a nossa for�a vital incessantemente!"

Isso n�o � racional.

- Eu amo como voc� diz "sugue". - Cai fora!

Sra. Solange, leia aquele fragmento do Cioran.

A opini�o de um jovem.

Publicado em Vremea!

A passagem sublinhada, por favor.

Voc� resumiu-a?

Pode-se aceitar ou rejeitar o hitlerismo

ainda ser� um estilo de vida na Alemanha e al�m das circunst�ncias

em que isso permeia a consci�ncia individual.

Ele corresponde ao significado da hist�ria alem�.

Eu n�o entendi.

O hitlerismo vem do destino da ess�ncia alem�.

Ele aprofundou o abismo separando a Alemanha da Fran�a;

ele � a confirma��o de seu antagonismo hist�rico.

Eu gosto como o hitlerismo cultiva a irracionalidade,

a despesa viril da for�a, sem cr�ticas ou controle.

Um socialista-nacional deve sem pensar participar desta miss�o hist�rica.

Este movimento simplesmente popularizou os princ�pios da filosofia da vida.

Ele introduz o culto m�stico do Solo, em oposi��o ao Esp�rito.

A necessidade de um Fuher...

N�o entendo isso.

N�o importa, tampouco.

- Emanuel tem raz�o. - O qu�?

Que tal isso?

Jovem cuidando de mulheres bonitas:

Os mais po�ticos juramentos do amor tornam-se prosaicos se voc� tiver mau h�lito.

Evite isso consumindo Moinhos de Faia Porca!

S�o Jo�o Cris�stomo tamb�m os usou!

Gostaria de alguns.

Voc� n�o tem mau h�lito.

- Eu n�o saberia dizer. - Eu estou dizendo.

Talvez n�o atinja voc�.

"Quem poderia explicar essa triste hist�ria?"

- Que doce... - Judeu astuto.

Cioran foi influenciado por Nae Ionescu.

Isso � mostrado em seu estilo.

O pa�s est� repleto de pequenos Nae Ionescus.

- Voc� n�o gosta dele? - Um antissemita idiota!

A esc�ria da terra, um desgra�ado nojento.

N�o penso que ele seja antissemita; eu tampouco sou.

Ele diz que a verdadeira revolu��o n�o foi iniciada pelos judeus.

� o que est� acontecendo na Alemanha agora.

Sofismas para idiotas!

Vergonhoso, um homem como ele inclinando-se para sofismas baixos.

Fismos ou n�o-fismos, penso que ele esteja certo.

Vou lhe mostrar Hitler.

Eva, levante-me.

"Afaste de mim este c�lice!"

Eu devo ir.

Tenho muito trabalho para fazer.

Eu come�o �s 8 horas.

Tal turbul�ncia, tal dor,

O navio est� afundando no turbulento mar,

A tripula��o est� afundando nas profundezas,

Afundando com poderosos chutes.

- Para a sa�de dos saud�veis! - E os doentes?

Eles n�o precisam de sa�de.

Eles gostam de ficar deitados

sendo atendidos.

- Voc� pensa assim? - Sim.

Minha situa��o � tr�gica, preciso voltar � "evolu��o da limonada".

Tenho sempre que estar saud�vel.

Na cama, poderia ter febre ou n�usea...

Mas voc� ter� mais liberdade.

E o que eu faria com liberdade?

Cada dia eu escovarei meus dentes, almo�arei,

mesmo se uma cat�strofe do tipo Titanic acontecer naquele dia,

ou se algu�m morrer em dores terr�veis.

- Como Giordano Bruno. - Sim. Como Giordano Bruno.

Eu vou ser reduzido a um animal mon�tono.

- Eu duvido. - Voc� ainda est� nos est�gios iniciais.

E se voc�, de repente, ficasse curado?

Voltado para suas ambi��es e ilus�es passadas...

O que elas importam?

Eu j� vou.

Deixarei voc� com sua filosofia coxa.

Por que coxa?

Porque �.

Durmam bem, Plat�o e Arist�teles.

Ou Pat e Patach�o.

Durmam bem.

N�o posso esperar para v�-la de novo.

- Boa noite. - Boa noite.

neste vazio, criamos manchas vazias existentes apenas no nosso mundo interior,

onde nos imaginamos vivendo, enquanto isso absorva tudo

Limpe a sujeira sob o gesso, tamb�m.

Eu tenho a varinha dourada!

Bem a�!

Deixe-me fazer.

- T�o bom... - Pare, voc� vai se ferir.

- S� um pouquinho! - Voc� est� piorando as coisas.

A coceira n�o vai embora.

Vai lhe dar mais problema.

Para cima.

Voc� vai me meter em confus�o.

a perfeita futilidade deste espl�ndido dia

Em um ano,

um homem doente gasta energia suficiente para conquistar um imp�rio.

S� que est� no eixo negativo.

Cada um de n�s � o cara que n�o foi C�sar,

nem Napole�o, nem Nelson.

- N�o est� com medo da cirurgia? - De maneira alguma.

- N�o � sobre coragem. - D�-me um centavo, chefe.

Quem deixou voc� entrar? Fora!

Deixe a pobre alma em paz.

- Tome. - Obrigado, chefe.

Fora!

N�o estou com medo.

Vejo a cirurgia sob uma luz neutra.

Um est�ico, como Marco Aur�lio:

"O que nos afeta n�o � a coisa em si, mas a nossa opini�o sobre ela".

Talvez.

Em meus 28 anos de vida, j� vi de tudo.

Ambos: bons e maus.

Voltem, corvos.

Quem s�o eles?

Fora!

Quem s�o?

Duas artistas de vaudeville. Duas putas.

Por que tirar uma foto sua com o pau duro?

Eu costumava ter dificuldades ap�s cada cirurgia.

Enquanto eu recupero minha for�a, fico olhando para isso.

Funciona mais que qualquer afrodis�aco.

Quente, n�o?

a impalp�vel realidade da passagem dos dias, como um rio tranquilo

ele podia sentir-se dentro quando deitou-se com os olhos fechados

Que eleg�ncia!

Ol�, Nelu.

Precisa de algo mais?

Est� tudo bem.

Tudo bem que voc� n�o viesse, mas poderia ter me avisado.

Poderia ter mandado um bilhete...

Voc� preferiu me deixar esperando como um idiota.

- Est� exagerando. - De maneira alguma.

Foi voc� quem disse que viria.

Poderia ter me avisado.

Pelo menos um dos pr�ximos dias.

- Havia coisas civis para serem feitas. - Coisas civis.

Est� agindo como um velho marido ciumento.

Venenoso...

Isso me incomodou.

Comprei vinho e chocolates.

Vamos beber o vinho!

Eu bebi com Ernest, seu antigo amante.

Agora est� sendo ciumento.

Odeio homens ciumentos.

"Tinha ci�mes de mulheres bonitas - Creme Tokalon!"

Conhe�o a propaganda, mas prefiro N�vea.

"Em mau tempo, friccione seu rosto com Creme N�vea!"

"N�o s� � noite, mas de dia tamb�m!"

E que tal aquela an�ncio: "Pessoas nervosas morrem jovens"?

Sentindo-se atacado?

N�o gosto disso.

Porque realmente morrerei jovem.

Voc� adora bancar a v�tima.

Desculpe-me por domingo.

Tive tanto trabalho para fazer!

Houve uma fus�o entre as f�bricas e tive que datilografar tudo.

Estou exausta.

Quem � seu chefe?

Um antigo apanhador de cachorros e a�ougueiro.

Ent�o voc� pode imaginar...

- Est� dormindo com ele? - N�o.

�timo!

Sou terrivelmente pregui�oso.

O sil�ncio e o repouso aqui adequam-se maravilhosamente.

As suas costas doem?

- Costumavam doer. - Doem.

Mas ir daqui para ali empurrado na cama, gosto disso.

Eu tinha me esquecido que o sil�ncio e a calma perfeita realmente existem.

Voc� deveria estudar para a universidade.

Sararei rapidamente e voltarei para l�.

- Agora leio outras coisa. - Como o qu�?

Rudolf Carnap.

La science et the m�taphysique devant l'analyse logique du langage.

Suas ideias s�o excitantes.

J� ouviu falar nele?

� f�cil se voc� explicar.

Chegue mais perto.

Voc� n�o � um fil�sofo mis�gino

Mis�gino, eu? De jeito algum.

Bien au contraire

o vertiginoso sentimento de realidade ap�s uma longa espera

Oh meu, poemas!

- Ent�o voc� escreve poesia tamb�m. - Devolva-me!

N�o fique com vergonha, � ador�vel.

- Recite um para mim. - N�o posso.

- Por qu�? - N�o � a hora certa.

Declame um para mim!

Que tal um de Bacovia, meu poeta favorito?

Quero um seu.

Agora n�o.

Est� bem, declame um de Bacovia.

Venha c�.

"H� momentos em que eu tenho tudo, Psicoses silenciosas e ternas".

"Doce hist�rias como sonhos feitos de rosas, Momentos quando eu tenho tudo."

"Veja, h� momentos quando eu tenho tudo."

"A vida flui em uma longa linha de palavras, Uma m�sica feita de velhos e antigos acordes..."

"Momentos quando tenho tudo."

Chama-se "Na Felicidade".

Parece mais de Minulescu.

Como poderia ser de Minulescu?!

Ele � um poeta terr�vel, um idiota.

� Bacovia, nosso mais aut�ntico poeta.

Lembrou-me de Minulescu.

N�o sou experta em poesia, sr. Mis�gino.

Voc� realmente n�o � experta.

N�o.

- Voc� pode se machucar. - Bobagem!

N�o.

- Por favor! - Tenho que voltar para o trabalho.

Por favor! Eu sei que voc� n�o voltar� novamente.

Voltarei, confie em mim.

N�o fique triste!

Este � o comprometimento que posso conceder agora.

Gosto tanto de voc�.

Gosto de voc� tamb�m.

Nunca visito pacientes sozinhos.

Eu preciso de voc�.

Eu sei.

Penso nos rios de sangue em todas as pessoas da Terra,

esta corrida escondida sob a pele enquanto eles caminham ou dormem,

das veias que transportam os mesmos vapores e o mesmo rugido de sangue

t�o triste e impressionante um funeral no calor brilhante,

quando tudo parece maior, como visto atrav�s de um lupa

"Purga-me com hissopo, e eu serei limpo: "

"lava-me e eu serei mais branco que a neve."

a vida de um homem n�o � para os vermes diferente de seu corpo;

ele termina em fedor com todos os bons objetos de sua vida.

Simbolicamente, a doen�a zombou dele at� o fim.

Sim.

O m�dico disse que tinha a ver com o sistema nervoso.

Ao inv�s de gritos, a dor causou risos.

- Voc� n�o � inteligente? - Talvez seja o melhor.

Morrer rindo.

Eu acho que era um riso nervoso.

Seu traseiro est� nervoso!

Victor prometeu-lhe seu gramofone se ela fodesse ele,

mas quis na sala com os tr�s filhos.

- Ela ficou amarela de despeito. - Foi um �timo gramofone.

Odeon Werke Berlin.

"O r�dio � um amigo!"

Algu�m quer mais aspargo?

- Eu! - Eu, tamb�m.

O que h� com os aspargos?

O m�dico queria fazer alguma coisa para a fam�lia enlutada.

Com aspargos.

Damos o conforto que podemos. Palavras, flores ou aspargos.

- Onde est� Isa? - Ela tomou um calmante.

- Quando voc� vai embora? - Dentro de um m�s.

Antes do Natal.

Solange?

O qu�?

Fique comigo esta noite. N�o suporto ficar sem voc�.

N�o posso.

Estou implorando-lhe.

"Stroe e Vasilache!"

Voc� � linda.

Que vida dura!

barreira indiferente do emplastro criou uma organicidade impessoal e �spera

- O que foi? - A ponta do molde machuca minha barriga.

Melhor?

Sim, est� bom.

a escurid�o fica ao nosso redor como um vinho espesso

Eu ainda n�o ouvi seu poema.

- Voc� me enganou. - Lamento.

Aqui.

"O preto � o diabo, mas n�o t�o preto como Vultur, brilho de sapato!"

Deixe disso.

Aqui um poema.

� intitulado "Para uma aluna".

"De volta � escola voc� era a melhor, Eu olhava voc� e me contorcia;"

"Agora que passou em todos os testes, venha conhecer meu rato de biblioteca!"

Eu tenho um amigo, Manolescu, que escreve poesia horr�vel.

Eu o aconselhei a mudar seu nome

para Manolescu-Tumba.

Por qu�?

Soaria t�o dram�tico.

"Al�, aqui � a r�dio, vamos escutar um poema rom�ntico de Manolescu-Tumba."

Ele soava com um g�nio amaldi�oado.

Vou lhe recitar um de Eminescu.

"P�ssaros, quando o anoitecer lan�a sombras, Re�nem-se em conc�rdia"

"Para enfrentarem o granizo das setas da horda do sult�o!"

- N�o sabia que voc� tinha tal humor. - Deus me livre.

- Voc� acredita em Deus? - E voc�?

Algumas vezes. Na maior parte, n�o acredito.

Penso que a vida eterna � tudo com que nos preocupamos.

Algumas vezes ap�s a morte. N�o se Deus existe.

Como assim?

Imagine Deus vindo � Terra.

Aqui, no sanat�rio.

Ele viria "ad majorem Dei gloriam,

com Jesus, com a Virgem Maria, com anjos...

at� com o Guarda de Ferro Arcanjo Miguel.

Boa piada.

Ele provaria matematicamente que Ele existe, que Jesus existe,

mas que os homens s�o mortais.

Nada depois da morte!

Deus existe, mas n�o h� nada ap�s a morte.

Nenhuma religi�o diria isso. � como o Bogomilismo.

N�o sei.

Mas haveria uma possibilidade.

Voc� se importaria com Deus, ent�o?

N�o.

- Quod erat demonstrandum! - Claro, S�crates!

Estou com olheiras.

Que l�ngua Jesus falaria, se ele viesse?

N�o posso imagin�-lo falando romeno.

S�rvio, claro.

J� voltarei.

Se n�o formarem mais abscessos, voc� poder� tirar o gesso no Natal.

Em poucos meses, poder� andar.

Voc� vai me tirar do gesso?

Pode acontecer.

� tudo que posso dizer.

Seria t�o bom!

� nossa profiss�o!

Fora, v� tomar um pouco de ar!

- Tanto quanto poss�vel, at� no frio. - Obrigado, Doutor.

Ei, como vai?

Parece que logo tirarei o gesso.

Parab�ns!

Voc� est� no caminho!

Posso convid�-la para meu quarto?

Podemos conversar, ouvir m�sica...

Recebi um novo disco, um com Mozart... e Marin.

- Claro, eu irei. - Vejo-a hoje � noite, ent�o?

Ei, cuidado!

- Bratianu pode ter uma chance. - Somente com alguma grande fraude!

Se n�o fosse pela minha doen�a, eu teria entrado para a pol�tica.

Eu vi Argetoianu em Capsa.

Numa mesa de fundo, com duas putas.

Bebidas, palavr�es, palha�adas!

ele se lembrou de que era um estudante, com ambi��es, desejos

Quando isso aconteceu?

Importa-se se eu me juntar a voc� em sua cama?

Venha.

"Se minha indigna m�o profana com seu contato esse divino relic�rio, eis a grande expia��o:"

"Rubros peregrinos, meus l�bios"

"Est�o dispostos a suavizar esse toque �spero com um beijo terno."

N�o, por favor.

Solange ficar� aborrecida.

- Quem lhe diria? - Isto n�o se faz.

Ela � minha amiga.

N�o creio que Solange seja essa castidade toda.

Ela n�o � exatamente Santa Teresa de �vila.

Ou Hidegard de Bingen.

Isso n�o importa.

Estamos t�o doentes, Isa, que preocupar-se com morais burguesas

� simplesmente nojento.

O cristianismo destruiu todos n�s.

N�o quero ferir ningu�m.

A vida � um jogo s�rio,

para o qual nos inventamos at� mesmo o revestimento de n�quel.

Para viver, precisamos acreditar em sua import�ncia.

Mas deixe-nos lembrar de que tudo � s� um jogo.

Talvez n�o seja.

Talvez a salva��o exista.

N�s s� estamos desperdi�ando nosso breve tempo.

O tempo n�o pode ser desperdi�ado.

Talvez n�o.

J� lhe falei sobre meus eixos de pensamento?

N�o, deve ter falado com Solange.

Um s�bio homem disse:

"Afortunado � aquele que mant�m a hora da sua morte sempre presente"

"e se prepara para a morte a cada dia".

"De manh�, pense que voc� n�o viver� para ver a noite;"

"� noite, n�o ouse prometer ver o dia".

"Viva de maneira que a morte nunca possa surpreender voc�."

Penso nisso h� anos.

- E ningu�m pensa que eu seja s�bia. - Mas voc� �...

Marcus Aur�lia.

Deixe-me em paz!

Vou soar para o transportador.

- Espero que n�o fique ressentido. - De maneira alguma.

- Voc� tampouco, espero. - N�o.

Leve-me de volta para meu quarto.

- Boa noite, Manu. - Boa noite.

- Voc� precisa dos ritos finais... - Deixe-me em paz!

E se, pensou Emanuel, o pr�dio tivesse embarcado

nas ondas do oceano, com seus pacientes,

antes de afundar-se com todos os moldes, enfermidades e desespero?

Se o diretor ouvir falar nisso,

n�o diga que n�s o ajudamos, ou seremos despedidos.

D�-me um ramalhete de cris�ntemos.

ele sentiu uma s�bita ternura por objetos, casas, pra�as

"Adeus!", Emanuel disse-lhes em sua mente.

"Cure o alcoolismo antes que o alcoolismo infrinja a lei!"

- O que est� fazendo aqui? - N�o me convida a entrar?

Eles me carregaram como Atlas durante todo o caminho.

Entre.

"Senhores, o Inspetor-Geral est� chegando!"

- Quando voltamos para busc�-lo? - Talvez a senhora esteja ocupada.

Fique tanto quanto desejar.

Tenho ch� e biscoitos.

N�o se incomode.

Aqui.

Oh, lamento.

Andrei, Emanuel.

Prazer em conhec�-lo.

- Eu tenho que ir. - Por qu�? Fique um pouco.

� como colocar pernas em uma cobra.

Eu tenho um texto para mandar � revista Royal Foundations.

- Foi um raro prazer, senhor. - Da mesma forma.

Querida senhora...

N�o sabia que seria um inc�modo. Queria surpreend�-la.

Voc� poderia ter mandado um bilhete antes.

Quem � o cavalheiro engomadinho?

- Um amigo. - Amicus Plat�o!

Voc� sabe para que � isto.

Eu lhe direi, mas n�o agora.

As flores foram minhas, s� para que saiba.

Estou feliz que tenha vindo.

Fiquei t�o surpresa!

Deixe-me segur�-la perto de meu gesso.

Como Manole, o Pedreiro

"Manole, excelente pedreiro, o muro est� apertando meu cora��o"

"quebrando meu pobre corpo!"

Agora, n�o. Estou em meu per�odo.

N�o me importo.

- Teremos sangue por toda parte. - Por favor...

o dia emba�ado continua, fervendo com doen�as, bagatelas e des�nimo

Meu turno.

- Quem mais o assustou na vida? - Voc�.

Fala s�rio!

Voc� � linda.

Obrigada.

Acho que quando eu era uma crian�a.

Eu vi alguns entregadores de jornal gritando: "Morram, judeus sujos!"

Achei mais estranho que assustador.

As pessoas estavam falando sobre morte, a minha morte.

Eu estava passando, mal ouvia-os.

Por que � tal f�cil gritar "Morra!", numa rua da Rom�nia

e as pessoas nem se viram para olhar?

A morte � uma coisa s�ria.

Se algu�m gritasse nas ruas pela morte de, digamos, texugos,

mesmo isso pode surpreender alguns transeuntes.

Que horr�vel.

N�o � que tr�s meninos possam gritar "Morram, judeus!"

� o seu grito pode passar desapercebido, sem oposi��o.

Como um sino de bonde.

Nunca falei com algu�m sem imaginar, com medo,

se ele sabia que eu sou judeu.

E se ele me perdoa por isso.

- Para mim, isso n�o importa. - Eu sei.

- Qual foi o seu momento mais assustador? - Sempre tenho medo de alguma coisa.

Medo, medo...

O pior foi 8 de junho do ano passado.

Dia da Coroa��o?

Fui com meu namorado para ver o evento real.

Est�vamos na primeira fileira de assentos, que caiu.

Ele morreu esmagado, eu me salvei.

Deus, aquele outono foi horr�vel.

- Voc� realmente estava l�? - Sim.

Para ver aqueles caras fazendo a sauda��o romana?

Morreram muitas pessoas? Os jornais dizem dezenas.

Muito mais.

Eu vi muitas pessoas esmagadas, seus c�rebros espalhados.

Os jornais mentiram a fim de proteger os pol�ticos.

A Prefeitura toda era corrupta.

Eles abarrotaram tantas pessoas em uma se��o.

Foi assassinato.

Pobrezinha.

- Sorte voc� ter escapado! - Claro.

Claro!

Voc� amava �quele homem?

Quer ir � praia?

Mas eu preciso usar o banheiro.

Eu vou pegar lhe um urinol.

- Eu ficaria envergonhado. - Eu tamb�m estive doente, lembra-se?

Pegaremos algo que voc� possa dirigir.

Obrigado.

Que gostoso!

Assim voc� tem uma boa vis�o?

- Muito boa. - E a outra?

- Sim. - Volte �s 18 ou cobrarei extra.

- Voltaremos. - N�o diga que eu n�o lhe avisei.

- N�o quero encrenca. - N�o haver�.

Se hoje se tornar um seixo numa caixa

E borboletas douradas como vitrais,

Se esta noite tornar-se um punhado de cristais

De pingentes de gelo e uma boneca tecida de sonho,

Se eu tivesse objetos com vida dentro,

Pensamentos tran�ados em seda, mem�rias em vidro

Eu gostaria que suas visitas fossem braceletes de sangue

Um sorriso - um colar, um mero momento - um anel.

Quem escreveu isso?

Eu escrevi.

� lindo.

Se eu ficar bom, voc� teria um filho meu e se casaria comigo?

O qu�?

Eu gostaria de tudo isso.

N�o sou muito velha para voc�?

- Eu tenho 32 anos. - De maneira alguma.

Para al�m do mais, n�o me importo. Ent�o, diga-me.

- O qu�? - Se voc� quer ou n�o.

Veremos.

Veremos o qu�? Certificar-se que eu melhore?

Dr. Ceafalan disse que logo ir� tirar o gesso.

- N�o se fie nisso. - N�o me fio.

- O qu�, ent�o? - Sou uma mulher livre.

Eu gosto disso. Por que me colocar em pris�o?

A vida comigo seria uma pris�o?

Todo casamento �, pelo menos parcialmente.

Eu n�o aprisionaria voc�. Voc� seria livre.

Quando voc� me abra�a, � uma pris�o diferente.

Uma pris�o feita de flores.

- Como voc� v� nossa vida em Roman? - Em Roma?

Ro-man.

N�o, n�o.

Roman � uma cidade p�ssima, com pessoas apodrecidas por dentro.

As pessoas s�o est�pidas, sem paix�es.

Mortas, enquanto ainda vivas.

N�o sei. Estar�amos juntos.

Eu voltaria para a universidade, a n�o ser que eles apertaram o numerus clausus

Ou "numerus valahicus", como eles pomposamente chama.

Voc� poderia ir e trabalhar l�.

Ent�o, eu trabalharia por ambos, ter�amos duas ador�veis crian�as.

N�s nos damos bem.

Voc� � t�o crian�a.

N�o precisa me ofender.

Voc� fica me olhando com superioridade.

- Isso n�o � verdade! - Sim, �.

Sim ou n�o.

Eu n�o sei, veremos!

�timo.

Esperarei que voc� se decida.

N�o espere, isso me faz sentir pressionada.

Continue escrevendo poemas, sare e ent�o veremos!

Evite exageros excessivos...

- ou o tratamento ter� sido em v�o. - Entendido.

N�o force as coisas.

Perguntar n�o � for��-la.

N�o quero que voc� sofra.

N�o estou sofrendo de maneira alguma.

Alguns pensam que sofrer � a Eucaristia final.

Eles se espojam sofrendo, amam isso como um cetro interno

que os mant�m acima dos outros.

- Encontrei-me esse tipo. � normal. - N�o, n�o �.

N�o h� nada mais est�pido que o orgulho do sofrimento.

A maneira como eles se mostram suas cicatrizes de cirurgia...

Quando escuto um amigo sofrendo

eu espero poder fazer alguma coisa para a dor ir embora.

Por exemplo, como estou doente de qualquer jeito,

eu poderia ter longas convuls�es, que anulariam a dor de meus amigos.

Como um abscesso de fixa��o para o sofrimento.

N�o � por piedade ou caridade.

Mas como um honrado ato contra a estupidez da dor f�sica.

a despeito de minha dor e morte, tudo ao redor continuar� sua forma e volume,

e talvez um homem parar� na rua e acender� um cigarro.

Devemos voltar.

O que est� acontecendo?

Solange!

Nosso amor acabar� com certeza!

- Conosco. - Bem antes, como deve ser.

Solange, nada nunca termina. Amor muito menos.

Voc� vive no futuro, enquanto eu n�o tenho um.

Voc� se esquece que sou doente.

E voc� n�o tem motivo para ser triste.

Por favor, perdoe-me.

Voc� cheira a mar e l�grimas.

Os resultados finais da contagem de votos para dezembro de 1937:

Partido Nacional Liberal: 35,9%,

Partido Nacional dos Camponeses: 20,4%.

Em terceiro, surpreendentemente, o Partido Legion�rio: 15,58%,

e o Partido Nacional Crist�o, com 9,1%.

Senti minha cabe�a espremida dentro da horr�vel e dolorosa pris�o do cr�nio

Codreanu, � a nossa salva��o, enviado por Deus quando os tempos s�o dif�ceis,

Salve-nos de nosso desespero com sua poderosa Guarda de Ferro.

- Voc� est� curado? - Eles arrancaram minha perna.

- Eu n�o precisava mais dela. - Amputada?

Eu a usarei como um pau!

Vamos perfurar e deixar drenar.

Por que isso aconteceu? Voc� disse que eu estava melhorando.

Isso n�o � aritm�tico, pode ter certeza disso.

N�o � nada s�rio, � cur�vel.

Eu passarei.

Katty estava como voc�.

Depois do molde, eu a coloquei na cinta e agora ela est� bem.

Seja bom agora.

Calma agora, calma.

Feito, muito bem.

Muito valente! Eu pensei que voc� iria levantar o sanat�rio gritando.

Com tanto pus, o anest�sico n�o funcionar�.

- Eu apertei meu polegar. - Muito bem.

Atrofiado pela imobilidade.

Ou afetado pela coluna vertebral.

Anquilose do joelho. Precisa de uma cinta de extens�o.

Ou voc� n�o ser� capaz de andar.

Ou�a isso!

Ofere�o 5 mil lei para quem puder localizar

Mitica Tigaeru, conhecido como Haplea,

ou o Chrysler Imperial de 8 cilindros, modelo 1933.

- Este pa�s � um ninho de ladr�es. - � a pobreza.

Se a cinta n�o o endireitar, n�s precisaremos operar.

- D�i? - Sim.

Lamento, mas tem que ficar assim por um tempo.

Repouso total.

N�o mais idas para a sala de jantar.

Lamento pela festa de Ano Novo, sa�de em primeiro lugar.

Repouse!

cada dia nova dor, novo tormento, mais sofrimento, mais desespero

4, 3, 2, 1!

Feliz Ano Novo, Manu.

Fique bom.

Foda-se...

Foda-se...

uma nova luz interior cheia de tristeza

Entre.

Ol�, senhorita.

- Vov�, poderia nos deixar? - Claro, querida.

Sinto-me t�o bem aqui.

H� tanta paz neste quarto.

Isso me faz perceber qu�o sozinho estou no meu quarto.

Eu me senti s� tamb�m. Particularmente nos dois primeiros anos.

Ent�o, eu me acostumei.

Com a doen�a, com o gesso, com as ataduras...

N�o � estranho?

Que alguns se curam e outro, n�o.

Victor parecia estar melhorando, ent�o ele morreu.

Katty estava doente e agora est� bem.

Ernest j� foi embora...

Por qu�, eu me pergunto?

Por que alguns sobrevivem e outros n�o?

Eu continuo me perguntando.

H� muito parei de me perguntar.

Eu admiro voc�.

Admiro aqueles que s�o indiferentes � doen�a.

Eu me sentiria pior, se fosse t�o resignado.

- N�o penso assim. - Eu penso.

�s vezes eu acordo � noite e loucamente sinto meu gesso.

Poderia arranc�-lo, ranjo meus dentes, choro como um beb�.

Eu tamb�m era assim.

N�s todos somos.

Acordamos de noite e puxamos e perfuramos o gesso.

Depois de um tempo, voc� para de sentir.

Como diz o m�dico - tecido cicatricial.

- Voc� sabe o que � isso? - Sim, � quando os r�pteis mudam de pele.

� aquela pele roxa e amassada que se forma sobre uma ferida curada.

Como a pele normal, apenas insens�vel ao calor, ao frio, ao toque.

- Entendo. - Como os pacientes idosos.

Somos dessensibilizados ao sofrimento.

- Eu n�o. - Ainda n�o.

Somos negados at� mesmo o hero�smo da verdadeira tuberculose.

Tuberculose pulmonar - isso seria rom�ntico!

Mist�rios malditos!

Vamos espalhar um pouco de veneno de rato!

Pela manh�,

n�s o encontraremos, "suas garras em rigor mortis, juntas como em ora��o."

Embora eu n�o quisesse morrer.

Sil�ncio!

N�o toque!

Lamento, isso d�i!

- O que aconteceu? - Saia!

Nelu, ajude-me, por favor!

Bem agora?

- Nelu, leve-me ao m�dico! - Imediatamente.

- O que estava pensando? - Sinto muito.

N�o volte outra vez.

tantas vidas expiraram na escurid�o, ainda assim isso ficou denso,

sem tra�os das vidas que passaram a� dentro.

Posso fazer sozinho.

N�o precisa se cansar enquanto estamos aqui.

Mas � muito f�cil.

Eu posso fazer tantas coisas.

Voc� me falava sobre Samuel.

Ele veio com algum carneio kosher.

Eu n�o gosto que voc� n�o possa comer kosher aqui.

Voc� deveria seguir a tradi��o ao menos ocasionalmente.

Que seja.

Deixe-me lhe contar sobre ele.

Quando Sami foi para a cama e n�s ouvimos seu ronco,

fomos para o quarto dele com Efraim. Ele estava dormindo em seu quarto.

Em cima.

Efraim ficou embaixo da cama e eu enfiei-me no guarda-roupa.

Ent�o Efraim come�ou a balan�ar a cama e ir...

Lamento!

Do arm�rio, eu iria: "Buu!"

Sami pensou que era um terremoto, ficou assustado e...

- pulou pela janela. - Ele � t�o bobo!

N�o, ele estava com medo.

Ele passou horas sob os escombros ap�s o terremoto de 1910.

- E depois? - Ficamos assustado, tamb�m.

Ele estava deitado l�, como se tivesse morrido.

Mas apenas teve uma costela quebrada.

Ele teve sorte. E n�s, tamb�m.

- Ele ficou bravo? - Ele disse que nos processaria.

Ficou gritando, "Vou mand�-los para a pris�o!"

Tentamos pacific�-lo: "Sami, foi uma piada",

"voc� n�o pode brincar?"

Isto serve para mostrar o que uma brincadeira pode fazer.

Ele n�o nos desculpou.

Ainda assim, � burrice pular pela janela.

Burrice! Ele pensou que estivesse em casa.

A casa deles n�o tem dois andares.

Como Itzhak caindo no desfiladeiro...

- N�o! - Deixe-me dizer-lhe.

Itzhak cai em um desfiladeiro.

Ele se agarra num ramo e come�a a gritar: "Socorro!"

A voz de Yahweh cresce:

"Solte, dois de meus anjos ir�o segur�-lo!"

E Ytzhak: "Tem mais algu�m a� em cima?"

Agora, � kosher!

- Agora est� ensolarado. - Sol gelado.

Ainda est� frio.

Entre.

- Ol�, senhorita. - Ol�.

Aqui est� sua refei��o.

Manu tem se comportado?

Ele � um paciente bem comportado.

- Ele era t�o s�brio quanto crian�a. - Mam�e!

Ele costumava conversar com pessoas imagin�rias.

Qualquer bagun�a agitava-o at� as l�grimas.

Ele poderia chorar sem parar por nenhuma raz�o.

Agora ele n�o chora mais.

Mais tarde, ele recebeu pr�mios por tudo.

� verdade! Ele era t�o inteligente que assustava seus professores.

- E seus poemas! - Ningu�m os entendia.

- Um chocolate, senhorita? - Verdade, ningu�m entendia.

Pegue dois, talvez sejam g�meos.

- Obrigada. - Por favor.

- Tenha um bom dia. - At� logo.

Rachelica Nachmansohn!

Os chocolates.

Talvez eles fa�am o ch� ter um gosto melhor.

Vamos, ou perderemos nosso trem.

- Vamos! - Vamos ficar um pouco mais.

Frio.

Estou t�o feliz por poder v�-lo.

Eu tamb�m.

a futilidade encheu o mundo como o l�quido que escorre, e o c�u,

sempre justo, absurdo e indefinido, assumiu a cor do desespero

- O m�dico disse que ela piorou. - Como assim?

Sua perna direita inteira est� coberta em feridas e f�stulas abertas.

Oh, meu!

Eles podem ter que cortar sua perna.

- Isa sabe? - Ela n�o suspeita de nada.

N�o lhe diga ou ele ficar� doente.

Est� bem.

O m�dico disse-lhe que ela ter� que ir para outro hospital.

Para a cirurgia, para que ela possa ficar bem.

Ela est� feliz, ela pensa que est� t�o boa que curada.

Algu�m disse para a m�e dela?

Eu mesma liguei para ela.

- Pobrezinha. - Ela vai para o hospital

tal ego�smo, seguran�a e pequena mentira moral em olhar

um homem doente, sabendo que ele vai morrer em breve, enquanto n�o suspeita de nada

Vou lhe contar um segredo.

� meu maior segredo, n�o conte para ningu�m.

N�o contarei.

Vov� Leana e eu jogamos cartas todos os dias.

N�s n�o apostamos, mas em minha cabe�a eu aposto todos os dias.

- Querendo dizer? - Dias de vida.

Os pontos que eu ganho dela s�o acrescentados a minha vida.

E deduzidos da dela.

Entendo.

Eu ganhei cerca de 400 dias.

Mais de um ano.

Ela n�o sabe de nada, ela continua inchada.

E eu pare�o melhor a cada dia.

Sim, est� certo.

Se eu pudesse, acompanharia voc� na cirurgia, mas...

Katty ir�.

Ela n�o precisa de bengala agora.

Talvez eu ganhe nas cartas todos os dias da vida de Vov�.

Ela morrer� ao meu lado.

Quando eu melhorar, iremos dan�ar em um sal�o de dan�as.

O que me diz?

Sim.

Praticarei assiduamente em meu leito de morte.

Praticar!

sua morte foi minha morte e tudo o que eu vivi ent�o

ostenta a imobilidade de minha morte futura, fria e obscura

Est� muito ruim?

N�o fale bobagem. Vai sarar...

Troque as ataduras.

Veremos isso, n�o se preocupe.

Tudo feito.

apenas sua m�e envolveu-o assim, como quando ele era um menino.

Pare de mimar-me.

Quando eu morrer, n�o venha ao meu funeral.

Eu a pro�bo.

Voc� n�o morrer�. Vai melhorar, prometo-lhe.

Perdoe-me.

N�o estou pensando direito.

N�o gosto de reclamar, abomino sentimentalismos.

Est� tudo bem.

N�o, n�o est�.

De alguma maneira, voc� est� certo.

Eu pensarei sobre n�s e decidirei em alguns meses.

Voc� tamb�m deve pensar.

Eu j� lhe disse.

Reconsidere.

Eu tive um sonho.

Que sonho?

Sonhei que estava aqui, em meu quarto,

mas foi tudo estranho.

Ent�o eu caminhava nos campos

e encontrei um cavalo morto.

Podre.

Mas o cr�nio era espl�ndido, como marfim.

Branco, com grande, dentes amarelos colocados � tona.

Eu percebi que essas janelas eram as sobrancelhas daquela caveira.

Eu estava dentro do cr�nio do cavalo.

As fendas nas paredes eram as articula��es dos ossos.

E os livros l� eram os dentes.

Os dentes do cavalo.

Ent�o eu estava dentro do cr�nio.

Como acabou?

Isso foi tudo.

Eu estava no concreto.

Eu estava tremendo de frio.

E eu n�o sabia o que fazer.

Eu n�o acredito em sonhos.

eu estava no concreto, tremendo, e n�o sabia o que fazer.

D� isto ao m�dico, assim que chegar l�.

Seu pai estar� na esta��o de trem em Bucareste,

com uma ambul�ncia do S�o Vicente de Paula.

Eles far�o a cirurgia l�.

Volte para a recupera��o!

Muito obrigado.

Sinto muito, n�o temos condi��es para a cirurgia.

Seja valente!

todo meu desespero estava rindo dolorosamente dentro de mim

A Guarda e o Capit�o transformaram-nos em falc�es de ferro,

A Guarda, o Capit�o e o Divino Arcanjo.

Eu n�o passarei pela porta.

Venha c�!

Eu vou pegar daqui.

- Por favor, os p�s primeiro, n�o. - Por que n�o?

- � um mau press�gio. - Vire-o.

Deixe-nos passar.

Ele � inv�lido.

V�o para seus assentos, crian�as.

Daremos um jeito.

Sente-se.

- Do que ele sofre? - Deixe-o em paz.

Como o gar�om vai passar?

a sujeira caiu nas t�buas, e as pessoas suadas e cansadas

continuaram sua vida imperiosa

Legenda: Lu Stoker Sincronia: marinhojmc

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