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DURANTE A INVESTIGAÇÃO PARA A SÉRIE, O DIÁRIO DE RICARDO FOI ENCONTRADO
NINGUÉM SABIA QUE O DIÁRIO EXISTIA
Pode ler alto?
"Vou começar dizendo que nasci em 5 de novembro de 1968,
em Buenos Aires, Argentina,
em uma das melhores famílias que eu poderia escolher."
"Ou a pior, uma família rica.
Meu pai era um empresário conservador e bem-sucedido
que só se dedicava ao trabalho dele na fábrica."
"Minha mãe era uma mulher bela, com personalidade forte
e uma energia arrebatadora que sempre demonstrava."
"Assim começa a minha história."
Pensem que o número de estímulos
que uma pessoa tem hoje é infinito.
FELIPE FORT FILHO DE RICARDO FORT
Temos que ser
o estímulo número 1, aquele que escolhemos.
Conheço mais meu pai pelo que os outros me falam
do que por minhas próprias lembranças com ele.
Lembro que ele chamava a mim e a minha irmã
de bela e formoso.
Ele fazia o papel de pai e mãe ao mesmo tempo.
Eu te amo.
Quando nos perguntam sobre nossa mãe, eu sempre rio,
porque nunca sentimos falta de nada.
É uma pergunta que nunca nos fizemos.
Você não sente falta daquilo que nunca teve.
Então tem que ver exatamente, tem que guiar...
Queria poder contar minhas ideias ao papai.
Há uma história por trás de cada usuário...
Ele me diria o que achou...
ou como eu poderia melhorá-las.
Por que as pessoas iriam querer jogar isto?
Essa é minha carona.
Legal.
- Certo. - Até mais.
Tchau.
- Tchau. - Até mais.
Meu pai me dizia que era depressivo quando era criança.
MARTA FORT FILHA DE RICARDO FORT
Uma vez ele disse que meu avô Carlos
nunca disse que o amava.
Disse que nunca o abraçou.
Acho que os pais de antes eram assim.
Mas, para ele, foi doloroso, porque ele era uma pessoa muito sensível.
Olhe para a câmera.
Ótimo.
Meu pai era muito frio.
Nós nunca tivemos uma relação típica de pai e filho.
Marta, olhe para mim.
Ele saía às 8h, nos levava à escola
e depois não voltava do trabalho antes das 22h.
Ouvir o som das chaves dele na porta me fazia estremecer.
Talvez por isso ele era tão envolvido conosco.
Ele estava sempre nos pegando, beijando e abraçando.
Meu pai e meus tios foram criados com os costumes da época deles.
E meus tios se conformaram com esse tipo de família.
Mas meu pai, não. Ele sempre se sentiu diferente.
Chula era a cachorra favorita do meu pai.
Acho que ela se lembra dele. Dizem que cães nunca esquecem.
Eu te amo, Chuli. Amo você.
O papai estudou em várias escolas particulares de prestígio,
mas foi expulso de quase todas elas.
Ele acabou numa escola pública.
Os amigos dele dizem que ele nunca escondeu
ter mais dinheiro que os outros.
Ele ia com jaquetas compradas nos EUA.
Usava relógios caros. Ele sempre queria chamar a atenção.
Ele já era extravagante quando criança.
Todos diziam para ele não usar aquilo, pois seria roubado.
Ele disse que não ligava, porque podia comprar de novo.
Ultimamente, penso no meu pai o tempo todo.
Penso na infância, na adolescência dele.
Em como ele lutou pela liberdade dele contra a corrente.
Quando penso nele, tento entender
como era se sentir diferente naquela época.
Meu pai era escorpiano,
por fora era enérgico e extravagante, mas por dentro era inseguro.
Ele sempre buscava afeto e quem cuidasse dele.
Vivia rodeado de pessoas, acho que para se sentir amado.
Não!
Pelo menos 50 pessoas o visitavam em casa todos os dias.
Era estranho ter tantos desconhecidos em casa.
As crianças não são bobas. Elas veem as coisas.
Eu vi coisas que não escolhi vivenciar naquela idade.
Meu irmão e eu não gostávamos, e falamos para ele.
Meu pai convidava os colegas de escola para ir à casa dele
para lanchar.
Todos eles aceitavam porque era como ir à Disney World.
Mas era uma armadilha, porque ele os trancava no quarto dele
e os fazia ouvi-lo cantar uma nova música que tinha aprendido.
Na escola, ele não se interessava no que os outros garotos faziam.
Então para fazer amigos, ele levava chocolates todo dia
para distribuir entre os colegas de classe.
Eu sempre quis ser pai e dar aos meus filhos
o amor que meu pai não me deu.
Ele me ligaram um dia, eu estava... Era domingo, eu estava em Buenos Aires,
quando a bolsa da mulher rompeu em Los Angeles.
Então tive que ir para lá no mesmo dia.
No dia seguinte, ela passou por uma cesárea.
Eu estava lá no parto, eu os segurei. Cortei o cordão umbilical deles,
e depois eles passaram três semanas na incubadora.
Há enfermeiras que te ensinam a trocá-los, a alimentá-los,
como dar banho neles.
E nos últimos dois dias que você está no hospital,
quando vão tirar os bebês da incubadora,
eles colocam você num quarto com bebês, a noite toda,
para você se guiar, e lidar sozinho com as crianças.
E essa foi o teste crucial. Eu tinha que saber que era capaz.
Uma coisa é estar na clínica, onde você pega o telefone
e sabe que vão ajudar você.
Estar sozinho com os bebês, alimentá-los,
trocá-los, alimentá-los a cada duas horas. Você não dorme.
Eram dois bebês.
Um chora, o outro não. Aí o outro chora,
e o outro fica quieto. Acho que fiz inconscientemente.
Eu lidei muito bem até um ponto que liguei para minha mãe em Buenos Aires
e disse: "Mãe, não aguento mais. Não consigo."
E, um dia, decidi fazê-los dormir em outro quarto com babá eletrônica.
Quando ouvi um "bup", ouvi um barulhinho,
eu estava quase dormindo.
Quando fui ao outro quarto, vi minha filha, Marta, que tinha vomitado
e ela estava roxa. Estava sufocando. Ela estava morrendo, não respirava.
Para reanimá-la, eu a virei, comecei a bater nas costas dela.
Eu a virei, fiz respiração boca a boca.
Quando vi que ela estava respirando, liguei para a emergência.
Minha filha quase morreu em meus braços.
Para minha família, a coisa mais importante
sempre foi o trabalho e a fábrica.
E meu pai não queria saber de nada da fábrica.
Acho que para mim também é a última opção.
Não sei, gostaria de fazer outra coisa.
Essa fábrica era nossa segunda casa.
EDUARDO FORT IRMÃO DE RICARDO FORT
Minhas primeiras lembranças são de mim e meus irmãos
fazendo ovos de Páscoa em moldes de metal.
Os antigos moldes de metal, como eram feitos antigamente.
Nós nos divertíamos muito...
e nos metíamos em muita encrenca.
Quando eu era criança, eu ia à fábrica
e eu andava pela seção de chocolate e das embalagens.
Eu ficava brincando. Para mim, estar na fábrica era uma diversão
com o cheiro do chocolate.
Eu sempre digo que havia uma piscina de chocolate e brinquedos
onde eu nadava.
O grande conflito entre o Ricardo e meu pai
era que Ricardo não gostava de trabalhar
e isso irritava meu pai.
Quando Ricky tinha 14 anos,
a frase que ele dizia quando perguntávamos como ele estava...
era: "Estou aqui, esperando."
Eu dizia: "Esperando pelo quê?" Ele respondia: "Herdar tudo."
Ele não queria trabalhar, ele queria ganhar dinheiro rápido.
Desde criança, meu pai nos ensinou que precisamos trabalhar pelo dinheiro.
Uma das formas para ganharmos era lustrarmos os sapatos dele
e ele nos pagava por cada sapato que lustrávamos.
Ricky queria o dinheiro sem ter que lustrar os sapatos.
Ele nunca quis trabalhar.
Meu pai era uma pessoa rígida.
Se eu quisesse ter as coisas, eu precisava trabalhar para tê-las,
trabalhar na fábrica, claro.
Ele achava que nosso único sustento
só viria trabalhando na fábrica.
Ele não acreditava em mim como artista. Nem como empresário ou produtor,
ou cantor nem nada disso. Por isso quando ele faleceu...
para mim, eu renasci como a pessoa que eu sempre quis ser, o artista.
Em dado momento, Ricky parou de vir à fábrica.
Ele preferia acompanhar minha mãe
em desfiles de moda, cabeleireiro.
Ele era um bom amigo da minha mãe. Ele ficava com ela.
Às vezes, ele se vestia como Rafaela Carrá e eles cantavam juntos.
Eles faziam um show. Era muito divertido.
Ricardo queria dinheiro, mas meu pai não dava a ele.
Por isso Ricardo disse ao meu pai que tinha começado a sair com homens,
só para irritá-lo.
Meu pai não aprovava, mas ele nunca rejeitou o Ricardo.
Não, quando meu pai descobriu... A primeira vez que ele soube disso,
eu estava conversando com minha mãe e disse que estava bem,
que estava com um cara.
Eu ia ao psicólogo desde os 16 anos. Mas não tinha contado a ele.
Então meu pai... Eu estava discutindo com minha mãe
e ele me perguntou o que estava havendo. E eu disse:
"Olha, estou namorando um cara, gosto dele, estou bem, feliz,
não estou pedindo que entenda, mas que me respeite."
Ele me disse: "Não entendo, isso me enoja, mas respeito você."
Ele até me disse preferir ter um filho viciado em drogas
do que gay. Ele me disse isso.
E dei ambos para ele.
VOZ DE EDUARDO FORT IRMÃO DE R.F.
Um casal costumava morar no andar abaixo de nós.
Ricardo passava muito tempo lá. Às vezes o casal cuidava da gente.
Mas Ricardo passava mais tempo que nós.
Acho que aquele homem molestou o Ricardo.
Quando descobrimos, meu pai quase o matou.
Ricardo era uma criança. Ele tinha cinco anos.
Aquele velho era um filho da puta.
MAURICIO MAYER TREINADOR VOCAL
Meu pai me deu o nome da minha avó, claro.
Ele era muito próximo dela.
Ele tinha um amor forte por ela.
Uma vez minha avó disse que ele era a filha que ela nunca teve.
MARTA FORT MÃE DE RICARDO FORT
Eles amavam cantar juntos.
Sra. Marta Fort, minha mãe.
Sou uma mãe feliz. Ele cresceu comigo.
- Ela já está começando a contar história. - Só uma.
Um professor de Colón ia a minha casa me ensinar
a vocalizar, porque eu tinha uma voz lírica.
Meus filhos cresceram cercados de música.
Por isso tenho um gênio musical, um grande artista,
e fico maravilhada pelo filho que tenho.
Obrigada.
- Sra. Marta Fort. Minha mãe. - Obrigada.
Obrigado.
Havia um espelho enorme na minha casa
e eu pegava uma escova ou um desodorante
- e fingia que era um microfone... - Um microfone?
E fazia um show no espelho.
Eu fechava a porta do corredor
e começava a cantar, fazia um tremendo show.
E era todo dia,
era minha forma de praticar. Desde pequeno faço isso.
Minha mãe e eu sempre fomos próximos.
E, em certo momento da minha vida, minha mãe se afastou de mim.
Ela se afastou para eu não ser dependente.
Às vezes, ela ficava do lado do meu pai
para não me mimar.
Naquele momento, fiquei meio perdido,
sem afeto de ninguém. Porque eu não me dava bem com meu pai
e com ela, eu tinha todo apoio.
Foi... Aquilo foi difícil para mim.
Meu pai acreditava que se repetisse as coisas em voz alta,
elas se tornariam verdade.
Ele fazia muitas coisas ao mesmo tempo. Eu não sabia quando ele dormia.
Ele tinha várias ideias o tempo todo.
Não sei se ele era um bom pai, mas era meu pai e sinto falta dele.
Pensei muito em como prestar uma homenagem a ele,
sobre quais paixões nos uniam.
Meu pai gostava de carros e eu também, nisso somos parecidos.
Meu pai era fã de Rolls Royce,
mas, claro, ele nunca comprou um
porque disse que não poderia ir à fábrica com um Rolls Royce.
Lembro quando eu era pequeno, eu desenhava...
Eu ia à escola e desenhava a grade de um Rolls Royce.
E, hoje, tenho três deles.
Eu herdei um, e comprei os outros depois.
A vida flui de tal maneira, que te aponta na direção certa.
Acho que sou um ótimo pai. Talvez eu não seja
tão perfeito quando deveria,
no sentido de sempre cuidar dos meus filhos.
Não sou do tipo a levá-los e pegá-los na escola,
e ajudá-los com o dever de casa. Não faço isso.
Meus pais também não faziam isso.
Meus filhos são criados com muito amor.
Vejo meus filhos muito felizes, saudáveis.
Digo a eles que tenho muito dinheiro e que são milionários
e que sempre terão muito dinheiro.
Digo isso a eles para que tenham sempre em mente.
Quando eu era criança, eu era muito exposta.
Não é normal crescer com câmeras que te filmam o dia todo.
Isso me deixou ciente do que os outros diziam de mim.
Sou igual. Sou uma criança neste corpo
que eu criei para mim indo à academia,
talvez como forma de criar uma muralha ao meu redor para não me machucarem,
mas, por dentro, sou um garotinho dizendo: "Me aceitem, me amem."
Quando fiquei mais velha, percebi que eu era famosa e não sabia.
Falavam de mim na TV e em revistas.
As pessoas acham que por ter nascido
numa família rica, as coisas não te afetam.
Eles me criticavam por ser gorda, depois me criticavam por ser magra.
Em certo ponto, eu disse: "Vou ter o corpo que quero...
e se você não gostar, não olhe."
Estou preparando uma homenagem para meu pai. Ele queria ser artista,
e acho que eu também. Estou percebendo que não é fácil.
Antes, eu ficava deitada o dia todo.
Mas agora, estou feliz em poder me aprimorar.
Aprendi com meu pai que é preciso vencer a dificuldade.
Não há desculpas.
Mesmo que eu tenha que fazer milhares de aulas,
vou fazer o possível para alcançar o que quero.
Fazer isso é uma maneira de dizer ao meu pai
as coisas que nunca pude dizer a ele.
As pessoas geralmente não gostam de milionários.
Mas amavam meu pai.
Acho que foi porque ele realizou os sonhos dele,
porque ele era um milionário raro, um milionário diferente.
Ele não fazia as coisas que um milionário faz.
Ele não seguia regras.
Ele não era discreto nem protegido, não escondia o dinheiro dele,
e não tinha uma vida tranquila.
Ele fazia tudo a 1.000km/h.
Na estreia de Fortuna 2, na rua Corrientes,
eu estava orgulhoso do que tinha feito. Na noite de estreia, olhei para baixo
e não sei por que, mas imaginei meu pai sentado lá.
Eu, por outro lado, vejo meu pai na primeira fila.
Assistindo à minha vida como um show, me sinto próximo a ele.
Sinto que ele está ao meu lado.
Por isso gosto de pensar que tudo que faço é para ele ver.
Tudo o que fiz quando criança me custou muito. Ninguém me ajudou.
Bati em milhares de portas, estive com pessoas importantes.
E ninguém nunca me estendeu a mão.
Eles sempre fechavam a porta na minha cara.
Gravei demos e fui às gravadoras.
Eles me prometeram álbuns, depois me ferraram
ou me faziam assinar contratos que não davam em nada. Passei por muito.
Meu pai se libertou cantando, mas nunca foi levado a sério em casa.
Ele insistiu tanto que meu avô comprou uma passagem para Miami
para que pudesse fazer um teste com Palito Ortega.
As coisas não saíram como o esperado.
Mas o que importa se alguém canta bem ou mal?
O que importa é fazer sem medo.
NOSSA, NÃO CREIO. ISSO É ÓTIMO, MARDEL, VAI SER INCRÍVEL
É muito chocolate, certo?
Talvez até demais?
Ricardo Fort escolheu trilhar seu caminho longe desta fábrica.
Certo ou errado, ele fez o que queria.
Ele preferiu arriscar tudo para realizar seus sonhos,
que eram sonhos sem chocolate.
Quando ele teve que decidir o que fazer da vida, ele jogou uma moeda.
Se der certo, ótimo. Se não der, quem liga?
Chocolate!
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Se veio me perguntar o que é Ser milionária
Uh, oh, sinal de alerta Comandante deste circo maluco
Na cabeça das pessoas Só pensam em memes
Não deixe que se desculpem pelo que sentem Nas ruas eles dizem a você
Você é o presidente Comandante, oh
Para você o mais importante Foi sempre a liberdade, não chocolate
Chocolate...
ESCOLHA UMA PISTA
Mãe! Mãe! Tira a mão daí, porra!
Mãe, apagou todas as luzes
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate e eu não sei se
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
E não sei se eles querem chocolate
E não sei se Tanto chocolate eu não sei se...
Mãe!
Mãe!
Mãe!
Mãe!
Eu não sei se eles querem chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Não deixe que se desculpem pelo que sentem Nas ruas eles dizem a você
Você é o presidente Comandante, oh
Não deixe que se desculpem pelo que sentem Nas ruas eles dizem a você
Chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
Eles querem chocolate e não sei se Tanto chocolate e não sei se
Choco-chocolate eu não sei Se eles querem chocolate
Chocolate!
Mãe!
Mãe!
Tira a mão daí, porra!
Mãe, você apagou todas as luzes
Comandante, oh
Para você o mais importante Foi sempre a liberdade, não chocolate
Chocolate
Mãe!
Legendas: Marina Villar
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