All language subtitles for Bad.Men.Of.The.West.1974.1080p.BluRay.x264.AAC-[YTS.MX]

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Original subtitles

"Quando os homens s�o maus"

N�o, papai! Por favor! Eu n�o fiz por mal!

N�o fiz por mal!

N�o, papai!

Papai, por favor!

Eu te falei para n�o arrancar as frutas das �rvores.

Vai matar todas as �rvores!

Nunca mais fa�o isso, papai. Desculpe.

- Eu disse que podia ir? - N�o, papai!

Papai, eu n�o fiz por mal! Papai, chega!

Por favor, papai!

Harge!

N�o acha que j� bateu bastante no menino?

Por mais que bata nele, ele n�o cria ju�zo.

Kalig, venha. Quero falar com seu pai.

Harge, ele � s� um menino!

Na idade dele, eu trabalhava, e ganhava sal�rio de homem.

Tem tempo para ele crescer.

� muito mole com ele.

P�e umas id�ias malucas na cabe�a dele com aqueles livros.

N�o quer que ele seja um homem culto?

N�o tenho nada contra o aprendizado!

Contanto que ele fa�a a parte dele no trabalho.

Um homem precisa de filhos para trabalhar na fazenda...

at� de enteados.

Kalig tenta ser um bom filho para voc�.

Voc� n�o lhe d� a menor chance.

Voc� est� sempre defendendo o garoto.

O pai dele morreu quando ele era t�o pequeno.

Voc� � o �nico pai que ele conheceu.

Tem sempre que pensar em Kalig como um enteado?

Ele te chama de papai.

Est� gr�vida do �nico filho que eu tenho.

N�o pense assim. Pode ser uma menina.

N�o! E um menino.

A gente s� tem meninos na minha fam�lia.

E se o beb� for uma menina?

� melhor que n�o seja.

Eu acho que seria bom.

A gente a chamaria de Ethel May, como sua m�e.

Pare de dizer estas coisas!

P�e na sua cabe�a, n�o vai ser uma menina.

Vai ser menino. E vai se chamar Harge, como eu.

N�o � certo que o primeiro filho n�o seja menino...

para levar adiante o nome do pai.

Harge, quem me dera que n�o fosse t�o teimoso.

H� muito tempo para mais crian�as.

N�o quero te ver no sereno com esta tosse.

Pe�a para o Kalig tirar os insetos da planta��o de batatas...

antes de eu voltar.

Kalig!

Entre.

- Kalig, voc� est� bem? - Claro, m�e, estou bem.

N�o fique triste com seu padrasto.

Ele n�o entende a gente. Somos diferentes, eu e voc�.

Mas a gente se entende. � s� o que importa.

Sim, mam�e.

Aconte�a o que acontecer, voc� � meu filho...

e deve me procurar.

Eu te amo.

Eu te amo mais que qualquer coisa ou pessoa no mundo.

Nunca se esque�a disto.

Vai gostar mais do beb� do que de mim?

Meu Deus. Como seria poss�vel?

- Que tal um caf�? - �. Preciso de uma x�cara.

Harge, tenho m�s not�cias para voc�.

- Ela perdeu o beb�? - N�o, Harge.

- Sarah Ann, voc� disse... - Eu sei.

- Houve complica��es. - N�o entendo.

Sente-se, Harge.

Fiz tudo o que pude.

Achava que podia salvar os dois, mas n�o pude.

Sarah Ann ou o beb�.

E se eu disser, Sarah Ann, doutor?

N�o ser� por muito tempo, talvez um m�s, at� um ano.

Da� ficar� sozinho... a n�o ser por Kalig.

Com certeza n�o � algo que eu desejo.

N�o sei como vou lidar com ele, sem a m�e.

Ele tem uma coisa de mau.

Qual vai ser, Harge?

N�o tenho escolha, tenho?

Quero te ouvir dizer.

Salve o beb�.

N�o mate minha m�e! N�o!

N�o mate a minha m�e!

Kalig, n�o adianta. Ela n�o conhece ningu�m.

Voc� fica com seu pai.

Por favor, n�o deixe ele matar minha m�e.

Me escute. Sua m�e � uma mulher doente.

Se n�o salvarmos o beb�, os dois v�o morrer.

Eu te ouvi dizendo ao doutor para deixar minha m�e morrer!

N�o � assim, de jeito nenhum.

Sabe da tosse que sua m�e tem.

� muito grave. N�o vou dizer nada a ela...

porque n�o podemos fazer nada.

Ela se preocuparia com voc�, comigo e com o beb�.

N�o � verdade! Voc� s� quer o beb�!

Tem que acreditar que estou fazendo a coisa certa.

Eu te odeio!

Sua m�e n�o ia gostar de te ouvir falar assim.

Eu te odeio. E odeio o beb�, tamb�m.

Me enchi. Cale a boca!

Pare de agir como homem, ou vai levar uma surra de cinto.

Eu te odeio. Odeio o beb�.

Sim, eu odeio o beb�. E espero que ele morra.

Sim, tomara que ele morra.

Mam�e! Mam�e!

NASCIMENTOS - MORTES

SARAH ANN TALBOT - 12 DE ABRIL DE 1864

HARGE TALBOT II - 12 DE ABRIL DE 1864

Pensei que voc� estivesse arando o campo.

Este � o modo como me paga?

Eu nunca devia ter te aceitado.

N�o ia tirar, papai. Juro.

Vou ter que te endireitar antes que seja tarde demais...

sen�o vai ser uma m� influ�ncia para o Harge.

Eu s� queria contar, papai. Juro.

Voc� nunca vai aprender.

Vamos acabar com isto.

Vou te dar uma surra, que nunca vai esquecer.

N�o de novo, papai!

Ponha a lata de volta.

Levante-se e aguente isso como um homem.

Mandei p�r o dinheiro de volta!

Kalig!

O que temos aqui?

Achei papai na cozinha, morto.

Morto?

Seu pai morreu?

Kalig, isso n�o � poss�vel.

Ele est� morto sim, tia Myrtle.

Que aconteceu? Ele sofreu um acidente?

N�o, senhora, n�o foi um acidente.

- Como assim, Kalig? - Algu�m deu um tiro nele.

Algu�m deu um tiro nele?

Quem ia querer dar um tiro no seu pai?

O coitado do beb�!

N�o sei, n�o senhora. Mas deram.

Isso n�o faz o menor sentido.

Por que algu�m ia querer matar seu pai?

Para roubar seu dinheiro.

Todas as economias do papai sumiram.

- Tem certeza? - Sim, senhora.

Olhei no esconderijo do papai.

N�o tinha nada a n�o ser uma lata vazia.

Viu algu�m ou ouviu alguma coisa na sua casa?

N�o fiquei para olhar.

Harge estava chorando, eu o peguei...

e sa� de l� assim que juntei as minhas coisas.

Fez a coisa certa, garoto.

Vou preparar alguma coisa para voc� comer.

Quando seu tio chegar, vamos chamar o xerife.

Obrigado, senhora. Mas estou sem fome.

J� � bastante que possa cuidar do Harge.

O velho Anderson me ofereceu um emprego semana passada.

Com minha m�e e meu pai mortos...

eu posso cuidar de mim.

Sua m�e ficaria orgulhosa de te ouvir falando assim.

A mam�e entenderia.

Se n�o der certo com o Sr. Anderson...

sabe que o filho da minha irm� � sempre bem-vindo aqui.

Vou me lembrar disto.

Diga ao tio Calvin para n�o se preocupar...

com as despesas do enterro.

Eu cuido disso com o meu pagamento.

Pegue o telesc�pio. Sempre quis ter um.

Seu tio Calvin e eu nunca o usamos.

- Tem certeza? - Sim.

Muito obrigado. A senhora � muito legal.

Vai lhe trazer boa sorte.

Com o passar do tempo, o telesc�pio foi seu companheiro.

Nunca ficava sem ele.

MUITOS ANOS DEPOIS

Kalig! Eles est�o chegando!

Os outros homens de Harge est�o vindo do Norte.

Os Andersons...

tristes com a desilus�o de Kalig...

tratavam-no como um filho.

E Harge? Ele cresceu idolatrando Kalig.

Eram �ntimos. Kalig cuidava bem de Harge.

Mas depois, Kalig entrou numa carreira de crime...

levando Harge, ainda crian�a, com ele.

Sempre a lembran�a da m�e voltava � mente de Kalig.

Quando Harge se tornou homem...

ele organizou sua pr�pria gangue...

durante um dos muitos per�odos que Kalig estava na pris�o.

Eu acredito que durante os intervalos da pris�o...

Kalig come�ou a planejar e fomentar a sua vingan�a...

at� ficar obcecado em fazer Harge sofrer...

e pagar pela morte da m�e deles.

Apesar de que fosse �bvio para os outros...

Harge n�o conseguia ver como Kalig era realmente.

Um homem enlouquecido, que gostava de crueldade...

e de destrui��o.

XERIFE

PRIMEIRO BANCO NACIONAL DE NORTHFIELD

Chega disso. Pra tr�s!

Parado!

Abra!

Mais depressa! Mais depressa!

Harge, temos que ir embora.

Vamos!

- Harge, vamos! - Vamos cair fora!

Vamos!

Harge, � nossa �nica chance.

Vamos!

Harge! Harge!

Harge...

o quarto fica vazio sem voc�.

Logo n�o vai precisar de seu marido para encher o quarto.

Eu vou sempre precisar de voc�.

Quando tiver o pequenino em seus bra�os...

e ele estiver berrando e chutando, vai esquecer de mim.

- O pequeno n�o tem pressa. - Voc� � a m�e dele.

Diga para andar logo.

Por que Harge est� criando tanto caso por causa do beb�?

Beb�s nascem por aqui todo dia.

N�o sabe o que o incomoda?

- O beb�, claro. - N�o � o beb�, � Eva.

Eu achava que todos sabiam.

Harge nunca superou ter matado a m�e ao nascer.

O que vai fazer quanto ao homem?

Farei o que tiver que ser feito.

Se matar este homem, talvez eu morra, tamb�m.

E a crian�a tamb�m.

Est� dizendo loucuras.

� o que eu penso.

Por favor, n�o o mate. Deixe ele viver.

N�o tem provas...

s� a palavra de Kalig de que foi o homem que te traiu...

naquele servi�o do banco.

Dentro de mim h� vida.

Pela primeira vez, eu vejo que � diferente com voc�.

- Vejo que leva a morte. - N�o por muito tempo.

N�o me ouve. Nem agora.

Mas ouve Kalig.

Sabe que ele � cruel, mas, n�o...

Kalig foi bom com voc�, quando era crian�a.

Ele ajudou a te criar e te sustentar, ent�o, ele n�o erra.

Eva...

Muito antes de eu te conhecer...

havia algo que me importava muito...

at� mais do que ficar vivo.

Era meu irm�o.

Ele era uma grande parte de mim.

Como voc�.

N�o entendo porque n�o v� Kalig como ele �.

Que tipo de homem...

levaria seu irm�o de 9 anos num assalto?

� natural querer uma vida melhor para os que ama.

Minha m�e sempre dizia isso.

Sua m�e dizia muitas coisas.

- Tenho m�s not�cias para voc�. - E ent�o?

Sabe que Kalig chegou � cidade ontem?

Sim, eu soube. O grande Kalig, o c�rebro.

Ele est� pensando em um plano que quer realizar.

� uma coisa muito grande. Ele precisa de uma tropa.

Onde ele vai conseguir uma tropa? E um eremita.

Eu te disse que n�o tem nada com que esquentar.

O Sr. Kalig n�o deixa nada para o acaso.

Ele planejou a coisa toda at� os m�nimos detalhes.

E a�, Mungo! Cord! Fiquem com as m�os longe das armas.

Acham que eu ia deixar que me trocassem pelo Kalig?

Digam ao Kalig para Ir catar...

Kalig!

Uma bala resolveu o problema de Sharkey.

Mais algu�m tem um problema?

O grito longo e agudo do criminoso n�o vai parar...

at� que toda a humanidade perceber que a maldade...

s� serve para os animais. Que acha?

Eu te disse que Kalig pensa em tudo.

� um homem muito inteligente.

Sabe que ele estudou para Direito?

Muito bem, pode come�ar.

N�o se preocupe, Harge. Eu n�o vou morrer.

Quisera poder fazer algo para facilitar para voc�.

Os homens me disseram que Kalig veio para c�.

Eva, continua se metendo no meu territ�rio.

Apesar do que diz, eu desconfio de Kalig.

Tenho medo dele e do que possa fazer.

Quanto tempo para o Harge se livrar do virginiano.

Ningu�m vai mexer com o virginiano.

Aquele � o juiz Garth. Seria muita sorte peg�-lo.

O virginiano est� sempre com ele, como um guarda-costas.

Quanto mais esperarmos, mais duro vai ser.

Eu n�o vim pra c� para brincar com um telesc�pio.

Ajuda a evitar que a gente pule no escuro.

- Quando vamos pular? - Quando eu disser que � hora.

E se n�o gosta, cale a boca, ou v� embora.

Uma sensa��o calorosa, n�o �?

Tenho algo a dizer a voc�s.

- Cad� o m�dico? - Ele viajou, Harge.

- Por quanto tempo? - 3, 4 dias, talvez uma semana.

- Eva n�o pode esperar tanto. �Crian�as nascem todo dia.

- N�o o meu filho. - Vi algu�m em Isleta.

- Quem? - O homem que tem procurado.

� verdade. Kalig est� certo.

- Tem certeza? - Era ele. Certeza absoluta.

Bem, v� busc�-lo!

- Harge? - Traga-o para mim.

Leve Doud e Basset.

- Devia estar descansando. - Voc� precisa comer.

- Como se sente? - Bem, "mi hijo."

Eva, n�o vai ter nenhum m�dico.

Eu me viro.

� uma boa esposa. Sente-se.

- Que tem de jantar? - ="Chillis rellenos."

Vi os homens indo embora.

N�o foi seu irm�o, Kalig de novo, foi?

Algo para mim.

Tratar de se vingar do virginiano. E isso.

Eu fa�o o que fa�o. Te contei quando nos casamos.

Mas Kalig pode estar errado.

E se o virginiano n�o armou uma cilada...

para voc�s e xerife?

� logo, n�o? - Est� perto.

- Desculpe pelo m�dico. - Est� tudo bem.

Que foi isto?

Parece um punho.

Caramba, acho que � um punho.

, Sinta. E um pulso.

Eu sinto.

Soca como um menino.

Quer um, n�o �?

Eu quero o que voc� tiver.

Sim, mas espera que seja um menino.

Como voc� sabe?

A esposa sabe.

U�sque.

Me diga, eu n�o te conhecia?

Isso mesmo.

San Antonio, n�o foi? H� 6, 7 anos?

- Por a�. - Deixe te pagar um drinque.

Obrigado.

Vou estar nos fundos, se tiver outras perguntas.

Onde arrumou isso?

Uma garota que conheci me deu.

Onde ela est�?

Te conto toda a hist�ria.

Onde ela est�, porqu� e o que voc� deve fazer.

Estou esperando.

Mas saiba, se alguma coisa acontecer comigo...

n�o vai ser bom para a garota do seu chefe.

Nem um pouco.

Esta bem, mocinha?

Onde estou? Por que estou aqui?

Eles te mandaram atr�s de um homem.

Quando vai pescar, nem sempre pega o que quer.

A linha foi jogada, o anzol est� pronto.

Est� olhando uma isca viva.

Ela � apenas a filha de Garth.

O que quer? Responda. Quem � voc�?

Deixe ela ir. Entre e fique com minha mulher.

Se ela precisar de alguma coisa, ajude-a.

Ela n�o pode se virar sozinha e voc� � mulher.

Vai e ajude ela.

- Nem sombra do Doud. - Bassett salu para procurar.

Harge, tenho m�s not�cias para voc�.

Sarah Ann... ou o beb�.

Salve o beb�.

N�o mate minha m�e! N�o mate minha m�e!

- Que bom te ver! - Voc� est� bem?

Esquentei a cabe�a com voc�.

N�o me contam nada. Por que estou aqui...

Por minha causa.

Causou-lhe um trauma. Se queria me ver, era s� pedir.

- O que querem com voc�? - Eu gostaria de saber.

Bem, Harge? Acho que tenho o direito.

Vai ganhar aquilo a que tem direito.

L� dentro.

Eu te dei um trabalho.

Fico aqui at� descobrir o que est� acontecendo.

� entre eles.

Sente-se l�.

Do que se trata, Harge?

N�o vamos perder tempo. Vamos acabar logo com isso.

V� com calma.

Reconhece alguns destes rapazes?

Keeler, Bassett, Doud...

este � o Preble.

Vivemos do transporte de gado.

Um d�lar por dia e corpo do�do da sela.

Foi uma temporada pesada este ano.

Muitas horas, pouca grana.

Lembra de falar comigo sobre o banco em San Antonio?

Te contei que a gente ia assalt�-lo.

Eu at� te disse quando.

Te convidei para vir com a gente...

mas voc� j� tinha assinado um transporte de gado...

e que ia partir no dia seguinte.

Lembro tamb�m que tentei fazer voc� desistir.

E achava que tivesse conseguido.

Foi a �ltima vez que te vi.

No dia seguinte assaltamos o banco...

perto da hora de fechar.

Eles estavam a nossa espera.

O xerife e uma d�zia de homens.

Keeler e eu fomos baleados.

E o resto da gangue foi morta.

Lamento, Harge. Eu n�o sabia.

Espingardas prontas. Esperavam sentados.

Fomos dedurados.

Foi voc�.

Engana-se. N�o contei seu plano a ningu�m.

Ele teve a audi�ncia. O que est� esperando?

Ponham ele no galp�o.

- Sabe o que est� fazendo? - Ele vai esperar.

Por que n�o agora?

Tenho uma esposa e filho em jogo.

Preciso daquela garota. Preciso da ajuda dela.

Estou tratando de t�-la.

Vai ter.

Enquanto o mantiver vivo, ela vai cuidar bem de Eva.

Vai esperar que seu beb� nas�a e depois o mata.

Assim sem mais.

N�o pode deixar seu marido mat�-lo.

- Nem vai tentar impedi-lo? - N�o depende de mim.

� assunto do meu marido.

Tudo bem, mande eles come�arem.

Kalig, eu te sentenciei para 10 anos.

Mas s� cumpri 3 meses.

Por que n�o escreve o bilhete?

A resposta ainda � a mesma.

S� deu uma amassada.

A pr�xima vai despeda�ar o osso.

Isso ajuda?

Quisera poder te facilitar as coisas.

NASCIMENTOS

HARGE TALBOT Il, 12 DE ABRIL DE 1864

- Que aconteceu? - Tive visitas.

- Quem fez isso? - N�o � importante.

Importante � o que voc� vai fazer.

J� discutimos isto de uma vez por todas.

Se � a decis�o final, em que posso ser �til?

Preciso conversar com algu�m.

Converse com seus rapazes.

Porque estou preocupado com minha mulher e filho.

Os rapazes... h� coisas, de que eles n�o entendem.

Talvez devesse escolher melhor com quem trabalha.

�ramos amigos. Voc� e eu.

N�o importa o que pense, eu n�o contei ao xerife.

Me deixe terminar. Vai te ajudar a passar o tempo.

Recorde-se, Harge.

Pense em 7 anos atr�s.

Um de seus homens, se abriu com o xerife.

Bem, por que um membro da sua gangue faria isso?

A resposta �bvia � dinheiro.

O xerife deve ter pago por aquela informa��o.

N�o muito, mas um pouco.

Quem preferiria uns d�lares seguros do xerife...

do que os dois mil que ele teria...

correndo o risco de assaltar um banco?

Conhece seus homens. Pense bem.

Ele n�o � lindo?

- Meninos n�o s�o lindos. - Este �.

Se voc� acha, Harge...

Ent�o, � assim?

Se n�o fosse Elizabeth, n�o estaria com ele nos bra�os.

Tome. Durma um pouco.

Deve estar cansada. Descanse um pouco.

Ao amanhecer, eu te levo de volta.

N�o vou sozinha. Sabe disto.

- N�o tem op��o. - Ent�o, vai mat�-lo?

Acha que isso resolve? Esperar at� eu ir embora?

Obrigado pelo que fez.

HARGE TALBOT III

3 DE JULHO DE 1887

Para Harge II.

Para Harge Ill.

A ambos.

Bem...

N�o � da minha conta.

Mas se vai fazer uma coisa, ent�o, fa�a.

Quer levar as coisas em frente, n�o?

Quero tirar eles do caminho.

O que faria se tivesse mais do que uma coisa...

para cuidar por vez?

- Faria uma por uma. - Em que ordem?

- As primeiras coisas antes. - Bem...

� o que eu faria.

Como voc� consegue, hein?

Como fica b�bado t�o depressa?

Joguei minha �ltima garrafa. Acha que guardei?

A� j� est� bom. Vamos!

- Harge! - Dois cavalos sumiram.

Ele fugiu. Levou a arma de Keeler.

Bassett, pegue os cavalos. Doud, cuide deles.

AO VIRGINIANO

"SOU REF�M, QUEREM RESGATE. N�O CONTE A NINGUEM.

Siga as instru��es.

N�o deixe a Lei suspeitar do que voc� est� fazendo.

A prova de que estou bem ser� dada antes do pagamento.

N�o perca tempo levando minha autoriza��o ao banco.

Juiz Henry Garth."

Quem lhe deu este bilhete?

Acho melhor eu ir junto com voc�.

O juiz n�o quer assim.

O �nico modo de eu entregar US$100.000 em dinheiro...

� vendo pessoalmente se ele vai receber.

A� est� o recibo.

O homem est� l�, Harge.

A gente d� a volta.

J� est� bom a�, Harge. Pode parar.

Vou te levar comigo.

Soube que agora tem um filho. Ele n�o vai ligar se eu morrer.

Mas vai ligar, se voc� morrer.

Pelo bem dele, quer me ouvir?

Eu te ouvi. N�o provou nada.

Tem a prova, Harge.

Pense no que aconteceu depois do banco.

Nada aconteceu.

- Nos escondemos 4 meses. - Os que sobraram.

- Todos voc�s? - lsso mesmo.

Se fosse um dos meus, por que continuaria junto?

N�o ia querer que voc� desconfiasse.

Precisa cobrir os rastros.

A grana do xerife, deve estar queimando num bolso.

Algu�m foi embora, durante estes meses?

- A gente o pega, Harge. - � s� dar as ordens.

Algu�m foi embora?

- Sim, um foi. - Qual?

Bassett?

Soube que minha irm� estava doente.

Tive que ir. Por qu�?

Pode provar que tem uma irm�?

Ele pegou a droga dos US$500, e nos vendeu.

Quanto? Quando disse que lhe deram?

Por 7 anos tive este homem sob minhas vistas...

at� na minha casa.

Desculpe.

N�o entendo ent�o, por que ele voltou.

Ele precisava de voc�. Todos precisam.

Mas voc� n�o precisa deles. Tem tudo o que precisa.

Tem gente chegando, Harge. Tem que ir embora.

Seu rancho podia virar uma coisa boa.

� tarde demais. - Nunca � tarde demais.

Vamos!

Eu fico com isso.

N�o usaria para te deter. Est� vazio.

Jogou alto com uma arma vazia.

Se n�o tivesse vazia, n�o seria um jogo.

Harge, vamos!

Preble! Preble!

Ou�a...

N�o foi o xerife que me deu os US$500.

Foi... Kalig.

Diga isso a Harge.

J� deu. N�o tente se virar de novo.

- A� est� todo o dinheiro? - Onde est� Garth?

Eu conto.

- Est� aqui. - Podemos ir embora?

Garth n�o vai voltar com voc�s.

- O juiz foi sequestrado. - Toda a cidade sabe.

- Por que liberaram voc�s? - Meu dever � pegar o xerife.

Jogaram a vida de Garth no nosso colo e no da Lei.

Se eles n�o forem perseguidos, ele vai viver.

Eddie, me d� sua carabina.

- O que vai fazer? - O que voc� acha?

- Tamb�m vou. - N�o voc�, Eddie.

Volte � cidade e conte ao xerife.

Sim, chefe, mas..

Se ele se meter nisto, o juiz morre.

Vamos.

Monta como se fosse da cavalaria.

Eu desertei da cavalaria.

Depois de bater a carteira do coronel.

Roubou o rel�gio dele, tamb�m?

"Para Henry Garth, o homem no cavalo...

de algu�m que te inveja."

"Joseph Pulitzer." E isso?

Pulitzer.

Conseguiu isso em troca do qu�?

Uma dica sobre a carne no mercado de a��es?

Fiz uma pergunta.

O que seu ele invejava?

Seu dinheiro?

Ele tamb�m estava nha cavalaria.

Gostava de cavalos, queria ser um caub�i.

Eu queria ser um fuzileiro.

Ent�o, me alistei com um nome falso...

e fui parar na Cor�ia, lutando em 1871.

Depois que fugi da cadeia, voc� me convocou.

Dei provas no campo de honra, matando um fuzileiro-naval.

A quantia me deprimiu. M�seros US$400.

Duas horas antes de minha execu��o...

consegui esmagar o cr�nio de um sargento.

Um sargento da velha guarda.

Da� fugi num veleiro.

Vamos para o Sul.

N�o quer que o juiz ou�a minhas mem�rias?

Vamos nos mandar para o Sul!

Est� com sua parte. Por que n�o vai sozinho?

Sabe, sempre me interessei por arte.

Principalmente na arte da abdu��o.

E acho que um dos mais antigos crimes da civiliza��o...

poderia ser cometido, se eu achasse o homem certo.

E eu terei esta honra, por que te mandei pra cadeia?

Vingan�a? � uma palavra desumana para mentes pequenas.

Bem, eu imaginei que voc� fosse o �nico homem...

cuja assinatura poderia me trazer 100 mil em dinheiro.

- Sabe por que mandei o bilhete? - N�o estava pronto para morrer.

N�o devia se arrepender.

- S� um. - N�o ter me enforcado.

Sabe, o sequestrador que pega o resgate...

e depois mata sua v�tima, � um tolo.

S� faz aumentarem a busca.

Sou seu seguro...

enquanto estiver geograficamente a salvo...

- de persegui��o ou emboscada. - � um prazer trocar id�ias.

Meus colegas fizeram da conversa uma arte perdida.

� encrenca na certa, enquanto ele estiver vivo.

Enquanto eu estiver vivo, ningu�m vai tentar nada.

N�o vou esperar que tentem.

D� a parte dele.

N�o entendo o que deu em voc�.

Quando venho aqui, essa coisa me incomoda.

E me incomoda h� meses. Foi isso que deu em mim.

- Por que agora? - Por que n�o agora?

Nem sei como dizer isso, mas n�o tenho escolha.

� dureza dizer para um homem que seu irm�o o traiu.

Antes de Bassett morrer...

ele me disse que n�o foi o xerife que lhe deu a grana.

Foi seu irm�o, Kalig.

Ele te odeia desde o dia em que nasceu...

porque voc� matou a m�e dele.

Todos sabiam, menos voc�.

Por favor, n�o o mate. Deixe ele viver.

Est� falando absurdos!

Deixe Kalig ir embora.

Vamos sair daqui.

Vamos!

Lizzie Borden pegou um machado e deu 40 cacetadas na m�e.

Quando ela viu o que fez, deu 41 no pai dela.

Est� � vontade, juiz?

N�o apertem demais, garotos. N�o apertem demais.

Ele vai passar uma longa noite aqui.

Diga merit�ssimo, qual � a coisa que mais despreza?

Viol�ncia.

Ainda � seu assunto favorito.

Nunca vou me esquecer do serm�o que fez naquele dia.

Textualmente:

"O grito longo e agudo do criminoso n�o vai parar...

at� que toda a humanidade perceber que a maldade...

s� serve para os animais."

- Que tal? - Palavra por palavra.

- Mas palavras vazias. - Parecem ter causado impacto.

Lembro de outro discurso que fez sobre...

o ponto fr�gil do homem.

Parece que ficou remoendo muitas coisas desde aquele dia.

Com certeza.

Principalmente o fato de voc� ter constru�do um imp�rio...

gra�as � viol�ncia.

Cara, o triste e verdadeiro Juiz Garth.

Que piada para as formigas que te admiram.

N�o sabem que tem essa aur�ola porque...

pode se dar ao luxo?

Se s� tivesse um cavalo...

surgiria o selvagem que est� bem no fundo de voc�.

Existem viol�ncias que somos for�ados a cometer.

Como...

quando vai pirar e vai tentar me matar?

Te matar ter� que ser uma cirurgia legal.

Cirurgia?

Tirar voc� de entre os homens, pela Lei.

Voc� nunca sente remorso?

Se quer dizer uma apari��o por parte do assassinado...

N�o.

Eu julguei todos os tipos de criminosos.

Alguns expressam arrependimento.

Arrependimento? O assassino n�o pensa...

como o poeta e o romancista te fazem acreditar.

Lembro das hist�rias que meu pai me contava...

na hora de eu ir dormir.

Ele era de Salem, Massachussets.

Ele ouviu o argumento de Dan Webster...

de que qualquer assassinato impune...

tirava algo da seguran�a da vida de todos os homens.

Ele acreditava nisto.

Um pensamento lindo, mas basicamente desonesto.

Sinto pena do seu pai.

Nunca esquecerei seu olhar quando eu me despedi.

Ele me pegou roubando sua poupan�a.

Boa noite, hip�crita.

Parece que o juiz acordou.

Bom dia.

Eu disse bom dia.

Nunca me esquecerei das indignidades...

a que fui sujeito no tribunal.

Como quando me chamou de mesti�o s�dico.

Voc� dando uma de sumo sacerdote moral...

da justi�a honrada...

me chamando de parasita.

Eu acredito em come�ar o dia sociavelmente.

- Quinn? - Sim, senhor.

Traga ao juiz o caf� da manh�.

�Conhece este rio? - Intimamente.

�� dono dele? - Deste, n�o.

E � fundo.

Nadar ao lado dos cavalos n�o ser� dif�cil.

Tente alguma coisa na �gua, e sabe o que vai acontecer.

Sei o que vai acontecer, quando chegarmos ao outro lado.

Errado. Ainda tem uns dois dias.

- Dois dias? - Talvez at� tr�s.

Big Hole Mountains, n�o �?

Muitos bons amigos meus est�o enterrados em Idaho.

Deixarei que escreva seu pr�prio epit�fio.

- Deixo isso para voc�. - Vamos colaborar com ele.

Que estamos esperando?

Deixar os animais descansar, antes de nadar.

- N�o te perguntei. - Foi uma pergunta idiota.

Quer que eu atire em voc�?

Tente. Mas se n�o fosse por mim....

cem homens da lei estariam te enjaulando agora.

Sempre quis bater num juiz.

Certo, vamos nos molhar.

O seguro venceu.

Fique com o juiz. Cor, pegue o franco direito.

- S� sobrou voc�? - Sim, eu e Kalig.

- E os homens no flanco? - S�o enviados de Deus.

- Em quantos s�o? - N�o sei.

- V�o nos atacar a seguir. - N�o acho.

Juiz, d� um grito, avisando que est� bem.

Ouviu o Sr. Kalig.

Estou bem!

- Est�o me ouvindo? - Eu ouvi, juiz!

Ainda estou inteiro, filho.

S�o meus ajudantes. N�o v�o incomodar voc�s.

Vou tornar isto oficial.

Ei, vaqueiros, est�o usando a cabe�a.

Ent�o, n�o deixem que ningu�m nos atrapalhe...

e mantenham dist�ncia.

Que acha, juiz? Agora temos prote��o.

Sobramos n�s tr�s.

Cord, d� a parte deles.

Viu o que nos teria acontecido...

se n�o and�ssemos com nossa ap�lice de seguro?

� um g�nio, Sr. Kalig.

Quem mais teria pensado em deixar Garth vivo tanto tempo?

Seus vaqueiros devem estar no maior suspense, l� em cima.

Se atirarem, arriscam voc�, se esperarem, te perdem.

O lado perdedor est� sempre cheio de confus�o.

� uma droga viver em suspense.

� a vida da aranha.

Voc� se arrasta at� o de camisa marrom, � direita.

Voc�, o da esquerda. Eu pego o que est� com o juiz.

� o que tem que contar.

Eu sei, seu reflexo pode apertar o gatilho da

arma dele... e estourar os miolos de Garth.

Temos que atirar exatamente na mesma hora.

Como? N�o temos marcador de tempo.

- Dou um sinal.

- N�o vamos nos ver. - Olhem meu chap�u no ar.

Fiquem firmes em seus alvos, chequem suas armas.

Sua filha tem muita sorte.

Claro que ela ser� bem cuidada.

Sabe, gostaria que voc� fosse o meu pai.

Da� eu poderia herdar sua propriedade.

E ganhar rel�gios de ouro de jornalistas que me invejam.

J� vai escurecer. Da�, a gente atravessa.

Seus amigos desesperados devem ter se mandado...

por n�o terem como atirar.

Ei, vaqueiros vadios!

Por que n�o descem e d�o uma boa olhada?

D�em um tiro que seja...

e os bondosos miolos de seu c�o de guarda ungido...

v�o estourar nas pedras.

� nisso que deu tudo.

Sentimento, lealdade, reconhecimento, justi�a.

Um rel�gio...

com palavrinhas que nada significam nele.

Oh, palavras preciosas, mas s� para voc�, merit�ssimo.

Sabe o que acho de seu sentimento, lealdade e justi�a?

Kalig, voc� est� bem?

Aconte�a o que acontecer, voc� � meu filho...

e deve me procurar.

Eu te amo.

Eu te amo mais que qualquer coisa ou pessoa no mundo.

Nunca se esque�a disto.

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