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A flecha que abateu o javali...
saiu do arco do Sr. Ichimonji.
Bebamos a ele!
O velho animal matreiro...
surgiu de repente � minha frente.
O meu cavalo se assustou...
Antes de conseguir fazer pontaria, ca� no ch�o.
Pai...
devemos assar o javali?
Ele est� velho.
A sua pele � rija, fede.
Indigesta.
Como eu, velho Hidetora.
Teriam coragem de me comer?
Ficaria entalado nas nossas gargantas.
Se os acompanhei na ca�ada...
foi para refor�ar a nossa amizade.
Eu, tamb�m!
Eu fortaleceria ainda mais os la�os...
entre as casas de Ichimonji e Ayabe...
casando a minha filha...
com o seu filho Saburo.
Espere!
Essa tamb�m � a minha inten��o.
Senhor Ichimonji, o dia � prop�cio.
D�-nos a sua resposta.
Quem � que prefere para Saburo...
a minha filha ou a do Senhor Ayabe?
N�o � uma resposta f�cil.
Duas filhas...
para um filho.
� uma pena que Jiro, o meu outro filho, j� tenha mulher.
Kyoami!
Divirta-nos!
Da montanha long�nqua...
Da montanha pr�xima...
Quem vem l� a saltitar?
Mostrando as suas lindas orelhas?
Uma lebre!
Kyoami, apenas uma lebre?
Duas, penso eu.
A saltitarem at� aqui para serem comidas pelo Pai.
Suburo, que m�-educa��o!
Controle sua l�ngua!
O Grande Senhor est� cansado.
Retiremo-nos at� que ele acorde.
Isso n�o � pr�prio dele perante visitas.
Ele apenas finge dormir.
Ap�s o insulto de Saburo...
de que outra maneira poderia ele manter a postura?
A �nica coisa que fez foi ca�ar.
Nos tempos idos...
ele derrotaria um ex�rcito sem sequer perder o f�lego.
� descort�s para com os nossos convidados.
Kyoami, acorda-o!
O Pai preocupa-me...
Mal ronca, hoje.
Pai, o que se passa?
Estais doente?
Um sonho...
Tive um sonho.
Estava numa terra estranha.
Uma vastid�o selvagem.
Eu andei e andei, mas n�o encontrei ningu�m.
Chamei, gritei...
mas ningu�m respondeu.
Estava sozinho.
Sozinho no vasto mundo.
Senti um arrepio...
Que estupidez!
A voz de Taro fez-me despertar...
E ver as minhas adoradas crian�as.
Taro...
Jiro...
e Saburo tamb�m.
Pai, v�-lo assim me transtorna!
N�o est� certo.
Sil�ncio, Saburo!
Fique agradecido de termos o seu afeto.
Estou confuso, tamb�m.
Mal consigo acreditar nos meus ouvidos.
Normalmente tudo o que ele nos pede � a nossa obedi�ncia.
� afeto o suficiente.
Muito bem.
H� muito tempo medito sobre uma coisa...
e cheguei a uma decis�o.
Quero informar-vos.
Agora � uma boa hora para faz�-lo...
enquanto temos conosco...
os Senhores Fujimaki e Ayabe.
Tragam-nos!
Eu, Hidetora Ichimonji...
nasci naquele pequeno castelo nas montanhas.
Nessa altura, toda esta plan�cie...
fervilhava com batalhas constantes.
Muitos senhores combatiam por poder.
Com dezessete anos...
fiz o meu estandarte voar sobre aquele castelo.
Andei em guerras por mais de cinquenta anos...
e por fim a plan�cie era minha.
Ergui as minhas cores sobre a castelo principal.
Passei mais anos...
a lutar lan�a a lan�a...
com estes dois senhores.
Agora o momento chegou...
de aposentar os cavalos de guerra...
e largar as r�deas da paz.
Pois o velho Hidetora...
j� tem 70 anos.
Por isso, declaro hoje que cedo autoridade total...
sobre todos os meus dom�nios...
ao meu filho mais velho, Taro.
Meu senhor, isto � t�o repentino...
N�o de todo.
Pensei muito e arduamente.
Chega uma hora...
de nos retirarmos...
e passar as r�deas a m�os mais jovens.
Eu vos digo: essa hora � agora!
Esta � a minha vontade.
Taro � agora chefe dos Ichimonjis...
senhor destas terras.
Deixarei a guarida do castelo...
e irei para a torre exterior.
Manterei uma escolta de 30 homens...
e o t�tulo e ins�gnias de Grande Senhor.
Mas a verdadeira lideran�a...
recai inteiramente sobre Taro.
Espero que todos voc�s obede�am!
Obedecerei.
Mas ent�o, eu e Saburo?
O que pretende para n�s?
Dou a voc�s, Jiro e Saburo...
o Segundo e Terceiro Castelos...
com as suas terras adjacentes.
Voc�s apoiar�o Taro...
no Primeiro Castelo.
Eu serei vosso h�spede...
visitando cada castelo por vez...
vivendo os anos que me restam.
Lament�vel, a velhice.
Gostaria de falar.
Respeito os seus desejos...
e aprecio a sua confian�a...
mas gostaria que reconsiderasse.
Por qu�?
Apesar de ser o seu filho mais velho...
nunca poderia tomar o seu lugar.
� uma tarefa muito grandiosa.
Eu rezo sempre ao Deus da Guerra
"Que a sua vida dure 100 anos..."
"mesmo que isso signifique tirar alguns da minha."
Que discurso bonito.
N�o consigo usar palavras t�o melosas.
Ficaria envergonhado.
N�o sejas mal�volo!
Est� insinuando que Taro quer me bajular?
Pai... ignore Saburo.
Sou da mesma opini�o que Taro.
N�o gostar�amos de nada mais...
do que ficar sob a prote��o do seu escudo.
Mas para a sua serenidade, � a nossa vez de proteg�-lo
das amargas flechas da vida.
Bem dito, Jiro.
Tragam-me essas flechas!
Partam a flecha em duas.
Conseguem quebr�-la, n�o?
Juntem-nas...
e tente novamente.
Uma flecha sozinha � facilmente quebr�vel.
Mas n�o quando est�o tr�s juntas.
Onde quer que Taro tenha problemas...
se unirem os vossos esfor�os...
a casa de Ichimonji estar� a salvo.
Pai, mesmo unidas...
tr�s flechas podem partir-se.
Mais uma das tuas...
P�ra de dizer besteiras.
O senhor � que diz besteiras.
O seu plano � absurdo.
Sem d�vida, o senhor est� louco ou senil.
Cale-se!
Sou seu pai!
Que loucura disse eu?
Onde � que reside a minha senilidade?
Eu digo-lhe.
Em que tipo de mundo n�s vivemos?
Um mundo est�ril de lealdade e sentimento.
Estou consciente disso.
Pois deve estar, mesmo!
Derramou um oceano de sangue.
E n�o mostrou miseric�rdia, nem piedade.
N�s tamb�m somos filhos desta era...
alimentada por conflito e caos.
E o senhor conta conosco s� porque somos seus filhos?
Aos meus olhos, isso faz do senhor um tolo.
Um velho tolo senil!
Ent�o � isso!
Queres dizer que um dia...
esquecer�s que sou teu pai.
Ir� me trair.
Outra insensatez.
Um traidor trairia a si mesmo?
Ent�o falas dos teus irm�os?
Estar� ele com inveja de seu irm�o mais velho?
Saburo, � por isso que me calunia?
Irm�o ou n�o, cuidado com o que fazes!
A tua li��o das tr�s flechas foi em v�o.
A unidade dos tr�s filhos est� quebrada.
Zomba dos desejos do teu pai?
Ent�o n�o vale de mais nada o elo entre pais e filhos?
Muito bem, uma vez que assim desejas...
corto os la�os entre n�s!
�s um estranho para mim.
Fora da minha vista!
Tenha calma, senhor.
Calado, Tango.
O meu erro foi am�-lo demais.
Estraguei-o com mimos.
A culpa � minha dele ser arrogante.
Mas � tarde demais para arrependimentos.
Quando a carne � podre...
mesmo a nossa pr�pria carne...
tem que ser cortada fora!
Espere, meu senhor!
O amo Saburo � incisivo...
talvez mesmo desrespeituoso.
Mas as suas palavras s�o honestas e v�m do cora��o.
Considere bem. Chegar� � conclus�o...
que ele n�o est� enganado.
- Sil�ncio! - Eu falarei.
Desaparece!
Ficarei.
Desobedeces-me?
O meu dever para com o Sr. � de dizer o que me vai em mente.
Brandai a sua espada, n�o me mexerei.
Senhor, renuncie a essa insensatez.
A tua insol�ncia equipara-se � dele!
N�o o tolerarei!
Bano-vos a ambos!
Pai!
Que desgra�a!
O que � que faremos agora?
Sinto tristeza pelo Pai, n�o por mim.
O horror que o espera...
Tango, �s um idiota.
Por qu�?
Por me defenderes e seres banido.
O teu lugar � com o Pai.
Ele precisa de ti.
� uma miragem ou est�o nos perseguindo?
Espere, genro!
Porque � que fugis?
Genro, eu?
Ou�a-me!
Estais em desgra�a, exilado das vossas terras.
O Senhor Ayabe e eu...
assistimos a todo o incidente.
Sois um proscrito...
pouco mais do que um pedinte.
Perdoai a minha indelicadeza...
O que tento dizer...
n�o consigo encontrar as palavras apropriadas.
O significado � claro.
Nenhum senhor escolhe um pedinte...
para a sua filha.
Claro que n�o.
N�o... espere!
O Senhor Ayabe rejeitou o casamento.
Mas no meu caminho de casa comecei a pensar...
na vossa extraordin�ria conduta.
Gostei da maneira como se fez ouvir.
Tens o car�ter e a coragem.
Daria um �timo genro.
Por isso retornei...
mas voc� havia desaparecido.
A minha oferta lhe interessa?
Como posso saber?
Ent�o fique nas minhas terras...
enquanto pensa nisso.
Voc� tamb�m, Tango.
Sois honesto e leal.
Pode-me ser �til. Vir� tamb�m?
Obrigado pela sua genorosidade...
mas n�o posso aceitar.
Qualquer que seja o disfarce que tenha que adotar...
n�o deverei abandonar o Grande Senhor.
O que � que se passa?
As concubinas de Hidetora est�o fora do castelo.
E bloqueiam a comitiva de minha senhora.
Escandaloso!
Eu agora sou a senhora aqui!
Elas t�m que dar passagem!
As minhas mulheres ajoelharem-se diante da mulher de Taro?
Intoler�vel!
Por que � que diz isso?
Voc� deu-lhe a guarida do castelo.
� apenas natural.
D� as suas casas...
D� as suas terras...
A sua doa��o deu-lhe direito a um novo t�tulo...
Senhor dos campos de arroz.
Um espantalho!
Chamas-me de tolo?
N�o, o tolo sou eu...
por servir de traseiro e alvo de chacota.
Mas v�s sois outro por perder a sua guarida.
Sabes, Kaede...
a vista � mais agrad�vel...
agora que � minha.
Se bem me lembro...
um estandarte costumava estar ali pendurado.
Sim, o estandarte do meu Pai.
Tamb�m o seu elmo e armadura.
E onde est�o?
Devolvi-os ao seu dono.
A armadura n�o importa...
Mas o estandarte...
Meu senhor...
o estandarte deve sempre acompanhar o chefe do cl�.
Mas o Pai mant�m o seu t�tulo e ins�gnias.
Sem ele, voc� � apenas uma sombra.
O que � que queres dizer?
Meu pai foi bem claro
que agora estou no comando.
Nesse caso...
portai-vos como tal.
Querem o estandarte?
Rid�culo! Ele d� e depois o quer de volta?
S�o as ordens do Senhor Taro!
Vejam o senhor, uma caba�a ao vento.
Abanando para aqui...
Bamboleando para acol�...
Girando enquanto o vento sopra.
T�o l� no alto, pendurado vazio, na torre.
N�o � divertido?
Insolente! Vou-te ensinar!
Vejam o senhor, uma caba�a ao vento.
Abanando para aqui...
Bamboleando para acol�...
Girando enquanto o vento sopra.
T�o l� no alto...
Pendurado vazio, na torre.
Que engra�ado, que engra�ado!
Sou Ogura.
Tenho uma mensagem.
O Senhor Taro est� organizando um encontro de fam�lia...
para celebrar a transfer�ncia de poder.
Ele convida o seu honrado pai.
Voc� tamb�m, Senhor Ikoma.
O teu "encontro de fam�lia"...
somos apenas n�s?
Por favor, sogro....
n�o quer se sentar?
Tenho que me sentar abaixo de v�s?
Quem sou eu para voc�s?
O honrado pai do meu marido.
� tudo?
E o Grande Senhor...
est� morto?
N�o brinque.
N�o costumo brincar!
Conservo meu t�tulo e meu posto
J� se esqueceram?
N�o, claro que n�o.
Foi o senhor que esqueceu...
que me deu toda a autoridade.
O que � que queres?
Dei-te este castelo...
mudei-me, reduzi a minha escolta...
Eles podem ser menores em n�mero...
mas s�o suficientemente barulhentos.
O que significa essa can��o?
Com coisas assim...
Como posso ser respeitado?
Eles s�o guerreiros, sem instru��o quanto a maneiras.
Gostam de can��es c�micas.
As can��es c�micas podem ir longe de mais!
Aquela can��o faz tro�a de mim!
O meu guarda defendia a minha honra.
Ainda assim avan�ou e matou-o.
N�o posso permitir isso.
Desta vez, vou ignorar.
Mas tem que me prometer...
que n�o acontecer� novamente.
Ir� assinar isto...
e sel�-lo-� com o seu sangue.
"Juramento"...
Isto � um disparate!
Leia-o.
"Juramento"
"Em primeiro..."
"cedo a Taro Takatora os dom�nios de Ichimonji."
"Em segundo..."
"fa�o dele o �nico amo da casa de Ichimonji."
"Em terceiro..."
"Apesar de ser pai de Taro..."
"deverei me submeter � sua autoridade..."
"e agir de acordo com a mesma."
"Juro por todas as divindades."
"Que eu seja punido caso desobede�a."
Devo selar isto com o meu sangue?
Esta tolice?
Tudo o que cont�m...
foi proclamado por voc� mesmo...
perante testemunhas.
O que � que altera se o assinar?
�s um filho?
O que � que quer dizer?
Se isto � a atitude de um filho?
A galinha debica o galo...
e faz dele corvo.
N�o ficarei aqui.
Felizmente...
tenho outro filho.
Obrigada pela presen�a.
Nasci e cresci neste castelo.
Pertenceu ao meu pai.
Deixei-o para poder despos�-lo.
O casamento atenuou a desconfian�a de meus pais e irm�os.
desleixaram-se na vigil�ncia.
Hidetora assassinou-os.
Agora estou de volta ao castelo da minha fam�lia...
Como esperei por este dia.
Aqui mesmo...
a minha m�e p�s fim � sua pr�pria vida.
O Pai est� a caminho.
O meu irm�o mandou-o como uma encomenda.
Diz que o Pai tornou-se exc�ntrico...
e que seria insensato deix�-lo ficar aqui.
O conselheiro do Pai, Ikoma...
tem conhecimento dos planos do meu irm�o.
Esta severidade � incomum no Senhor Taro.
E voc�, meu senhor...
porque � que n�o faz nada?
Ele tem raz�o.
Voc� devia suceder ao Grande Senhor.
Taro � um elo fraco.
A aposta est� alta. Arrisque.
Ent�o estais todos dispostos...
a arriscar comigo?
Absolutamente.
Os c�es viram-se contra o dono...
que abandona uma persegui��o.
Fa�a soar a trombeta ou torne-se a presa.
Como os c�es ladram!
Devo diz�-lo, acho-o injusto.
Por ter nascido doze meses ap�s Taro...
ent�o toda a minha vida tenho que rastejar aos seus p�s?
- Vou libertar-me! - Bravo, meu senhor!
Calma.
Escutem-me.
Taro � facilmente manipul�vel.
A sua mulher, Senhora Kaede, � outra hist�ria.
De fato.
Ela seria um par perfeito para o senhor.
Por que n�o roub�-la?
N�o seja impertinente.
Antes de tudo vem meu Pai.
Ele ainda tem trinta guerreiros.
Cada um deles vale por milhares.
Em breve estar� aqui...
e eles tamb�m.
Alguma ideia?
Abram os port�es!
Hidetora est� aqui!
Procurarei por Sue primeiro.
Digam ao Jiro que quero v�-lo.
Sue!
Gra�as sejam dadas...
ao Para�so do Oeste
Louvado seja o Buda Eterno
em todas as suas manifesta��es...
Louvado seja Amida Butsu.
Sabia que estarias aqui.
Sogro!
Nada de cerim�nias...
Faz tanto tempo!
Deixe-me olhar para ti.
Ainda a mesma cara triste.
Quando te vejo...
parte-me o cora��o.
� pior quando sorris.
Destru� o teu castelo em chamas...
com teu pai e tua m�e dentro.
E tu ainda olhas para mim assim.
Olhe para mim com �dio!
Seria mais f�cil de suportar.
Odeie-me, eu lhe pe�o!
N�o o odeio.
Tudo � decidido nas nossas vidas ancestrais.
O Buda envolve todas as coisas.
Buda novamente!
Ele partiu deste mundo malvado.
Os seus guardi�es est�o no ex�lio...
tra�ado pela f�ria dos Asuras (dem�nios).
N�o podemos contar com a miseric�rdia de Buda.
A� est�s, Jiro.
Vim para ser teu h�spede.
Estou desiludido com Taro.
Eu sei de tudo.
Est� tudo na carta do meu irm�o.
Taro escreveu-te?
Ele diz que os seus guardas...
foram indisciplinados e vulgares.
Receb�-lo-ei com cortesia.
Mas n�o posso permitir aos seus guerreiros...
a entrada nas muralhas do castelo.
O que � isto?
Devo entrar sozinho...
deixando os meus homens apodrecerem l� fora?
O meu irm�o � o chefe do cl�.
N�o tenho escolha sen�o obedecer-lhe.
Se lhe desagradam as suas condi��es...
ent�o talvez seja melhor...
regressar e pedir desculpas.
Pedir desculpas a Taro?
Regressar?
Alto!
Senhor Kurogane. Senhor Shirane!
O que � que isto significa?
Senhor Ikoma!
Uma ordem de Hidetora.
"Chegamos repentinamente..."
"o castelo n�o est� preparado."
"Retirem-se e esperem l� fora."
J� chega.
Eu compreendo.
Tu tamb�m...
�s tal e qual como Taro.
Queres se livrar de mim.
Sou um grande transtorno.
Isso n�o � verdade.
Se estivesse sozinho, dar-lhe-ia as boas vindas alegremente.
O Grande Senhor n�o vai a lugar algum sozinho.
Renunciou ao seu poder.
N�o tem necessidade de uma escolta.
Apenas os p�ssaros e os animais selvagens...
vivem em solid�o.
J� ouvi muitas desculpas.
Abram os port�es!
N�o precisam se preocupar.
N�o � para os meus homens entrarem...
mas para eu sair!
Abram os port�es!
Agora feche-os!
N�o voltarei a ver-te novamente.
Jamais!
N�o h� ningu�m nos povoados...
nenhum gr�o de arroz nas casas.
Os camponeses levaram tudo e escaparam para as montanhas.
Meu senhor!
Temos que ir para o Terceiro Castelo.
Por sua causa, ele est� sem dono. O senhor poderia...
Imbecil!
Se eu pudesse fazer isso...
vaguearia pela plan�cie faminto?
Use a cabe�a!
Que tipo de recep��o teria...
eu, que bani Saburo, o senhor do castelo?
Por ordem do Senhor Taro Takatora...
Chefe do cl� Ichimonji...
tomo posse deste castelo.
Abram os port�es!
Sem o nosso amo, Saburo...
o castelo n�o � nada para n�s.
O deixaremos para voc�s.
Nosso �nico desejo � seguir nosso amo ou morrer por ele.
Ouvimos que ele est� com o senhor Fujimaki.
Vamos nos juntar a ele.
Abram caminho!
Hirayama Tango!
Tenho arroz, coalhada de feij�o, e ameixas.
Eu os segui...
e vi como sofreram.
Apesar de banido, ainda sou vosso vassalo leal.
� mesmo Tango?
Espere!
N�o aceitem caridade de camponeses.
Um samurai morrer� de fome ao inv�s de pedir.
Isso. Esses idiotas merecem puni��o!
Queimem as suas aldeias!
Espere, meu senhor!
N�o culpe os camponeses.
Ao inv�s de obedecerem ao decreto de Taro, eles fugiram.
Que decreto?
Que estais banido.
Quem quer que o ajude...
morrer�.
Agora compreendo.
Tentaste me avisar quanto a isto.
Desculpe-me, senhor.
Pode rir, Tango.
Do amaldi�oado Hidetora.
Rejeitado pelos seus filhos...
expulso dos seus castelos...
sem lugar para onde ir.
O senhor tem um lugar para onde ir.
O amo Saburo...
encontrou ref�gio com o Senhor Fujimaki.
V� at� ele.
N�o... n�o posso.
Como � que o poderia encarar?
Me ou�a!
Tudo o que Saburo quer � o vosso bem estar.
Se estou disfar�ado desta maneira...
se os segui at� t�o longe...
� tudo gra�as a ele.
Ele me enviou para os proteger.
Tenho not�cias.
Os homens de Saburo deixaram o castelo.
Foram juntar-se ao Senhor Fujimaki.
Agora a trama de Fujimaki � clara.
Primeiro leva Saburo...
depois os guerreiros de Saburo...
e depois o senhor em pessoa.
Os Ichimonjis combatem entre si.
E ele fica com as suas terras.
Isso � mentira!
Ele n�o � esse tipo de homem!
Temos que ir at� o Terceiro Castelo!
Mas o general de Taro tomou-o!
Ogura? Ele n�o nos tocar�.
Que cheiro � esse?
Um fedor de carni�a!
Ogura tem apenas alguns homens.
Podemos derrot�-lo facilmente.
O meu cavalo!
Isso mesmo, vamos l�!
"O Inferno est� sempre � m�o..."
"o que n�o se pode dizer do Para�so."
Fique aqui se est� com medo!
E ainda assim...
tudo o que fizemos foi dizer a verdade.
- O inimigo. - Eu sei. Chama Ikoma e Ogura!
� uma armadilha. Eles nos enganaram!
Estamos cercados, subjugados!
Estamos realmente no Inferno!
O Senhor Taro foi assassinado.
O qu�?
Assim mesmo.
Um tiro isolado da torre.
As circunst�ncias da guerra.
Os 3 deuses do destino s�o generosos para com o Senhor.
E o meu Pai?
Cometer� seppuku (suic�dio).
Estamos perdidos!
Prepare-se.
At� � vista, meu Senhor.
Voltem!
Senhor Jiro!
A morte � eminente. N�o vacile.
Escolheu este caminho. Agora siga-o.
Ele o leva at� o comando supremo.
J� n�o pode recuar.
Estar� louco?
Seria melhor para ele.
O que queres dizer?
Por favor, meu senhor...
recuperai a sanidade!
Num mundo louco, apenas os loucos s�o s�os.
O que est� vendo?
Perdoa-me...
Oh, excelente!
S� louco ele p�de ver seus crimes.
A beleza disso!
Vejo nesta plan�cie desolada...
Todos aqueles que destru�...
livres de nossas m�os, fam�lias numerosas...
uma a uma assassinadas...
Erguendo-se diante de mim...
Quem est� a�?
Viajantes afligidos pela tempestade.
D�-nos abrigo s� por esta noite.
A minha casa � muito pobre para visitas.
N�o pedimos por nada em especial.
Lamento. Tenho que estar sozinho.
Por que? Estais doente?
- N�o. - Ent�o nos deixe entrar.
Sinto muito.
Aquele que procura abrigo...
� o Grande Senhor dos Ichimonjis em pessoa.
Vamos entrar.
O nosso Senhor foi encontrado adoentado.
Est� completamente encharcado.
Traga-me alguma coisa para cobri-lo.
Tenho frio...
Tango...
Kyoami, alegre-se, ele voltou a si.
Que pena...
Estava bem melhor louco.
Ou�am-me.
Eu, Hidetora...
fui atacado pelos meus pr�prios filhos.
Fui tra�do pelo meu vassalo.
Isso n�o � o pior.
Por minha causa, os meus leais homens...
morreram em v�o.
Mas o destino funesto...
impediu a minha morte.
Eu, que devia ter morrido.
Voc� a�! Mulher!
N�o sou uma mulher.
Est� t�o escuro... N�o h� lamparinas aqui nesta casa?
N�o tenho lamparinas.
N�o h� necessidade delas.
O senhor n�o enxerga, � isso.
(ave chamada Tsuru = grou)
Tu �s o irm�o da Senhora Sue...
o jovem Senhor Tsurumaru?
Sim.
Tsurumaru?
J� faz bastante tempo...
Senhor Hidetora.
Voc� lembra de mim?
Como posso esquecer?
Eu era apenas uma crian�a.
mas como esquecer o homem...
que p�s o nosso castelo em chamas?
Que, em troca da minha vida...
me arrancou os olhos com uma l�mina?
Tento ser como a minha irm�.
Rezar a Buda...
e livrar-me do �dio no meu cora��o.
Mas nem sequer um dia consigo esquecer!
Nem sequer uma noite durmo em sossego!
Lamento n�o poder receb�-lo...
como � pr�prio para um Grande Senhor.
Felizmente... a minha irm� deu-me uma flauta.
Tocarei para voc�
Na falta de outra coisa qualquer...
dou-lhe hospitalidade, de cora��o.
� o �nico prazer...
que me resta.
Cunhada...
eis o cabelo de meu irm�o.
Ele morreu na batalha.
E infelizmente recai sobre mim...
trazer-lhe estas infelizes not�cias.
Ogura.
Onde est� o corpo do meu marido?
Com este calor...
seria muito desagrad�vel transport�-lo.
O queimamos onde estava.
Prestamos cerim�nias f�nebres num templo.
Ogura...
Onde est�o a armadura e elmo dele?
Est�s ca�oando de mim!
Eu os estou usando.
Certamente os reconhece.
Claro.
Mas n�o sonhei...
que os usasse t�o pouco tempo ap�s a sua morte.
Ent�o prefiro n�o ver.
Surpreende-me.
Pensei...
que o meu finado irm�o gostaria de me ver...
retornar ao castelo vestido com sua armadura.
Foi estupidez.
Perdoai-me.
Ajudem-me a tir�-la!
Cunhada...
estou prestes a ficar despido.
Senhores Ikoma e Ogura, trabalharam bem...
de forma a assegurar os nossos interesses.
Obrigado.
Estes presentes s�o um sinal de agradecimento.
S�o tamb�m um presente de despedida.
At� � vista.
O Senhor Jiro pensa ser insensato...
mant�-los a seu servi�o.
Homens que traem um amo poder�o trair outro.
Um ponto de vista razo�vel, n�o?
Podemos imaginar sua decep��o...
mas n�o guardem rancores.
Estamos combinados? �timo!
A Senhora Kaede est� aqui.
Mandem-na entrar.
As minhas desculpas pelas minhas palavras rudes.
Estou envergonhada.
O incidente est� esquecido.
Dizem que o seu pai enlouqueceu.
Isso dever agradar-lhe.
O que quer dizer com isso?
Falei com franqueza...
sem florear os meus pensamentos.
Perdoe-me se ofendi.
Deve odiar o meu pai...
pelo que ele fez � sua fam�lia.
Estou enganado?
Agora � a minha vez de falar com franqueza.
Estais t�o agradado quanto eu.
Senhor Jiro, sois agora o Chefe...
da casa de Ichimonji.
Este elmo � seu por direito.
N�o sou cega!
Assassinou o seu irm�o...
e roubou o seu t�tulo!
Prepare-se para morrer!
N�o...
Mesmo agora...
ainda nega?
N�o fui eu quem matou o meu irm�o.
Ent�o quem?
Fala! Quem foi?
Foi... Kurogane.
Hip�crita!
Deu a ordem mas n�o assume a culpas.
Um �timo l�der!
Rende-se t�o facilmente.
Agora lhe direi toda a verdade!
Sr. Jiro, a morte de meu esposo n�o me afeta.
O que me preocupa...
� o meu pr�prio futuro.
N�o serei uma vi�va com o meu cabelo tosquiado,
nem uma monja com a cabe�a raspada.
Este castelo era de meu pai.
N�o o deixarei!
Considere bem o meu pedido.
De minha parte, nada direi...
dos seus crimes abomin�veis.
N�o o repreenderei...
nem falarei contra voc�.
Se o fizesse, o reino se dividiria.
Mas lembre-se sempre...
que posso fazer isso com voc�!
� um acordo, Senhor Jiro?
Meu senhor...
Sim, cunhada?
Cunhada?
Depois do que acabamos de fazer?
Por direito...
deveria ser...
esposa.
Mas eu tenho uma esposa... Sue.
Serei meramente sua concubina?
N�o... n�o.
Voc� � meu...
e de mais ningu�m.
N�o chore, Kaede.
N�o ser� apenas uma concubina.
Enquanto a Senhora Sue existir...
Eu cuido dela.
Mas, como?
Vou repudi�-la.
N�o � isso que quero!
Depois do nosso �xtase...
n�o consigo suportar que outra mulher...
tenha conhecido o seu toque.
Tal mulher n�o pode permanecer viva.
Bem, veja s� onde estamos.
Se tudo tivesse corrido bem...
Tsurumaru viveria aqui.
Agora voc� se refugia nas mesmas ru�nas...
do castelo que mandou queimar.
A ignor�ncia � uma felicidade, de fato.
O vosso elmo, meu Senhor.
Enfeitado com estas pontas fica bem melhor.
N�o se parece da corte?
Aten��o, v�m a� dem�nios!
Dois deles!
Traidores! V�o pagar caro!
N�o, espere a�!
Deixe-nos explicar!
Poupem seu f�lego.
Sei tudo sobre a sua trai��o.
Morra, c�o traidor!
Jiro matou Taro!
A loucura salvou Hidetora.
Se ele recuperar o seu ju�zo...
ser� morto tamb�m.
Jiro assassinou Taro. O nosso Senhor � o pr�ximo.
Temos que lev�-lo at� o amo Saburo.
Se ao menos pud�ssemos!
Se falarmos em Saburo, ele foge.
N�o se atreve a v�-lo.
Visto desse prisma, est� s�o.
Senhor, o que pretende fazer de Saburo?
Queres v�-lo?
A �nica maneira � trazendo Saburo at� aqui.
Talvez ele consiga p�r juizo nessa cabe�a.
Voltarei com Saburo t�o depressa quanto consiga.
Tome conta dele.
Vejo que Kaede conseguiu enfeiti��-lo.
Se o senhor quer se casar com ela, concordo, mas...
Matar a Senhora Sue s� por causa disso?
Por vezes matar � necess�rio.
Mas matar por um capricho?
A ordem � descabida...
Terei que recus�-la.
Senhor Kurogane...
No segundo castelo...
existe uma reserva de sal?
Claro... por qu�?
Quando regressar com a cabe�a dela...
salgue-a primeiro.
Caso contr�rio, com este calor...
n�o seremos capazes de olhar para ela.
A Senhora Sue � t�o bonita...
que seria indelicado para ela.
Uma vez que ir� pessoalmente...
n�o haver� qualquer engano.
Fa�a-o como achar apropriado.
Por que ficar com este velho louco?
"Se a pedra onde te sentas come�a a rolar..."
"salta para longe."
"Ou rolar�s com ela e ser�s esmagado."
Apenas um tolo ficaria.
Que lugar � este?
O para�so!!
Pense nisso.
Toda a minha vida...
tenho cuidado de voc�.
Seja bonzinho...
Durma...
Eu, Kurogane, estou de volta.
Aproxime-se!
Obrigada por ser t�o r�pido.
Ao seu servi�o, minha senhora.
Aqui est� o objeto...
tal como me pediu.
Tenha a gentileza de examinar.
Ent�o, neste caso, serei a primeira a v�-la.
O que � isto?
As suas brincadeiras foram longe demais!
O que houve?
Imagine s�!
A Senhora Sue era uma raposa disfar�ada.
Chega de suas brincadeiras!
Isto � uma est�tua de um altar.
� muito astuta a raposa! Primeiro torna-se humana...
depois transforma-se em pedra.
Kurogane!!
Est� fazendo pouco de mim?
Certamente n�o.
H� muitas raposas pelas redondezas.
Diz-se que tomam a forma humana.
Preste aten��o, meu senhor.
Com freq��ncia tomam a forma de mulheres.
Na �sia Central, uma raposa seduziu o Rei Pan Tsu...
e f�-lo matar mil homens.
Na China, uma casou com o Rei Yu e pilhou a terra.
No Jap�o, como Princesa Tamamo,
provocou uma enorme devasta��o na corte.
Tranformou-se numa raposa branca com nove caudas.
Nunca mais a viram.
Mas algumas pessoas dizem...
que � bem prov�vel que ela esteja por aqui.
Por isso aten��o, meu senhor, aten��o.
Jiro, esta � a resposta que d� ao meu pedido?
Conspira com Kurogane...
para me humilhar!
N�o, est� enganada.
Intoler�vel!
� obra de Kurogane.
� sempre Kurogane!
� ele o seu �nico vassalo?
Um dia, ele � o vil�o que mata Taro.
No outro dia ele � o her�i que salva Sue.
Um monstro de duas cabe�as!
� este o seu "bra�o direito"?
At� que eu tenha a cabe�a de Sue...
n�o voltar� a ver-me novamente!
Irm�... esqueci a minha flauta!
N�o temos tempo de voltar.
Mas tenho-a desde a minha inf�ncia.
O que vamos fazer?
Kurogane disse que a perseguir�o.
V�o indo que irei buscar a flauta.
As suas pernas est�o cansadas.
Sou eu que devo ir.
Estamos perto das ru�nas do seu castelo.
V� para l� e ore pelos seus mortos.
Poder� nunca regressar novamente.
Tsurumaru, vamos em frente.
Tsurumaru, vejo o nosso castelo...
o que resta dele.
Para que lado, irm�?
Ali.
Onde?
Terra e c�u est�o em desordem.
Eu era o tolo e o fazia rir.
Agora a moeda virou-se.
N�o seja mudo, diga alguma coisa.
Voc� dir� as besteiras e eu direi a verdade.
Vamos ver no que vai dar.
Fale, velho!
Belo e branco � o ovo da serpente...
manchado e cinza, o ovo do pardal!
Isto � um castelo...
Aqui est� uma muralha.
O p�ssaro trocou o ovo manchado pelo branco.
Estranho...
O ovo choca, e dele nasce uma serpente.
Espa�o vazio acima da parede.
Por qu�?
Ent�o a serpente devora o pardal.
Onde estou?
Quem sou eu?
P�ssaro est�pido!
Saburo...
Perd�o.
Sou um verme, n�o me esmagues!
Quem se incomodaria em esmagar um verme?
Quem � voc�?
Algu�m est� chorando
Quem est� chorando?
Inferno!
O homem nasce chorando!
E quando j� chorou o suficiente, morre!
Saburo atravessou o rio.
Est� agora no campo Hachiman.
N�o faz sentido.
O que ele pode fazer com t�o poucos homens?
Mensagem do Senhor Saburo.
Ele est� aqui para procurar o seu pai.
Feito isso, ele partir� em paz.
Fujimaki est� na fronteira.
N�o me agrada.
N�o queria refor�os.
Deveria estar alegre.
Gra�as a Fujimaki...
o inimigo est� preso em Hachiman.
Podemos salvar o seu pai na plan�cie Azusa.
Sim, mas n�s os amea�amos l� em cima.
Um passo em falso poderia significar guerra.
Talvez eu tenha sido muito precipitado.
Minha preocupa��o apressou-me, acho...
que o meu genro ir� reclamar.
Se n�o sairmos daqui, ele n�o se zangar�.
Preparar para a batalha!
Meu senhor, isto � imprudente.
Deixe Saburo levar o seu pai.
Evite esta guerra.
Uma vez que ele tenha o Pai...
me acusar� de trai��o e atacar�.
N�o podemos abdicar de Hidetora...
mesmo n�o sabendo onde � que ele est�.
Nossa desorganiza��o ajuda os inimigos.
Fujimaki e Ayabe esperam pelo seu ataque.
Temos de nos defender, senhor, n�o atacar.
A Senhora Kaede espera pelo Senhor Jiro...
para celebrar a sua partida para a guerra.
Um Senhor da Guerra n�o corre para a sua mulher.
Fiquem longe!
Bem, o inimigo est� se reunindo.
� bom ficarmos preparados.
Tenham paci�ncia... Descansem os cavalos!
Desmontar!
Um elo fraco!
Kurogane manipulou-o novamente.
N�o.
N�o � hora para guerras.
As guerras s�o ganhas por l�deres fortes.
Por que temer Fujimaki e Ayabe?
O seu erro...
foi poupar Hidetora, louco ou n�o.
Para mat�-lo tenho de encontr�-lo.
Saburo sabe onde ele est�.
Sen�o por que diria que quer lev�-lo?
Envia-lhe uma mensagem.
Dizendo que pode reaver o seu pai.
Observe seus movimentos e ent�o envie os assassinos.
Estou perdido.
Toda a humanidade est�.
Este caminho...
Eu me lembro...
N�s j� o percorremos.
Os homens viajam sempre pelas mesmas estradas.
Se estais cansado disto, pule!
Meu Senhor!
Ali em cima.
Quem �?
Sue!
Irm�, aquela voz...
Estas ru�nas foram outrora um castelo.
Pertenceu ao pai de Sue.
Eu o destru�.
Por que estou aqui?
Por que Sue est� aqui?
E Tsurumaru, tamb�m!
Isto � um sonho?
N�o, isto � o Inferno.
O n�vel mais baixo do Inferno.
Montar!
Mensagem do Senhor Jiro!
Muito bem.
Ele diz que n�o atacar�.
Deveremos partir assim que tivermos o Pai.
R�pido, a caminho, senhor!
Isso denunciaria nosso paradeiro.
Esperem at� anoitecer.
Ayabe est� em movimenta��es.
Abutre! Est� cheirando sangue!
Fique calmo, meu senhor.
Ayabe est� s� observando...
assim como Fujimaki.
Est�o � espera.
N�o lhes d� uma desculpa para atacarem.
Ele quer o Pai, mas n�o faz qualquer movimenta��o.
O que estar� planejando?
Ela est� demorando tanto.
Vou ver o que a est� atrasando.
N�o, n�o v�!
Deixa a flauta pra l�.
Est�s agindo como uma crina�a.
N�o quero ficar sozinho novamente.
N�o ficar�s sozinho.
A imagem de Buda Amida...
te proteger� em vez de mim.
Irm�!
N�o demorarei.
Irm�!
Encontrei Kyoami...
chorando na plan�cie Azusa.
Onde est� o teu amo?
Perdoem-me!
Ele desapareceu.
Perdeste-o na plan�cie?
Agora n�o podemos esperar pelo anoitecer.
Vou at� � plan�cie Azusa.
Mantenham o inimigo ocupado aqui.
Dez homens sigam o Senhor Saburo!
Ele movimenta-se...
Dirige-se para a plan�cie Azusa.
Capit�o de Artilharia!
Leve os seus homens at� � plan�cie Azusa...
e prepare uma emboscada.
Uma recompensa para quem quer que mate Saburo.
Est�s louco?
Se quebrar a promessa, ser� guerra!
Ent�o que seja... � inevit�vel.
Saburo n�o � o nosso �nico inimigo.
E depois?
Se nos atacarem, retaliamos.
Tomaremos as suas terras...
e alargaremos as nossas.
Bonitas palavras, mas palavras n�o ganham guerras.
Onde � que est� o c�o ansioso pela ca�ada?
A Kaede tem raz�o.
Sois um rato com postura de mastim.
Kaede late e voc� abana o rabo.
Sil�ncio!
Para tr�s!
Se tens medo de lutar, deserte!
Se eu desertar...
pra onde tu irias?
Capit�o!
Tem as suas ordens... V�!
Mensagem para Senhor Saburo.
"Artilheiros inimigos aproximam-se, tenha aten��o."
Infantaria...
Em frente!
Pensa que � esperto.
Preparem-se, homens!
Vamos entrar nos bosques!
Aqui!!
Pai!
Que c�u!
Estou no outro mundo?
Isto � o para�so?
Pai!
Por que �s t�o cruel?
Por que queres me tirar do meu t�mulo?
N�o me conhece?
Pai!
"Pai"?
O que � que queres dizer com "pai"?
Espere... eu me lembro.
Eu tinha tr�s filhos.
Tu �s um deles?
Sim. Sou Saburo.
Saburo?
� voc�!
N�o tenho express�o para te mostrar...
nem palavras para me desculpar.
Me d� veneno para beber...
Que eu engolirei de boa vontade.
N�o fale assim.
Eu n�o o odeio, Pai.
N�o me engane com palavras doces. J� tive o suficiente!
Ele lhe parece um hip�crita?
� verdade, palavras doces freq�entemente enganam.
Mas, meu Senhor... olhe para ele!
L�grimas assim...
apenas podem vir do cora��o!
Venha comigo.
Viver� conosco...
e esquecer� este pesadelo.
Se ao menos voc� pudesse esquecer...
a minha crueldade para contigo.
Perdoe-me.
Sou um velho tolo e est�pido.
Pai!
est�pido...
Atacar!
O inimigo est� nos bosques.
A nossa for�a superior � in�til l�.
Ent�o vamos queimar os bosques!
Avan�ar!
Voltem! Voltem!
Recuar!
Temos vantagem.
Esmaguem-os!
Ayabe marcha sobre o primeiro Castelo.
Imposs�vel.
Ele est� ali na colina!
Aquelas tropas s�o um embuste.
Retirar!
Em frente!
J� chega.
Outra sauda��o!
Tenho tanto para lhe dizer, Saburo.
Quando estivermos sozinhos e sossegados...
falaremos, de pai para filho.
� tudo o que quero.
Nada mais.
Est� morto.
Eu sei quando algu�m est� morto.
Saburo...
Saburo... est� morto.
Voc�s e eu vivemos, mas Saburo...
N�o pode morrer.
Tenho hist�rias para te contar...
perd�o para te pedir.
Isto � justo?
Vais embora para sempre?
Afastem-se!
Est� escurecendo...
Velho tolo senil!
N�o chame de volta o seu esp�rito.
Ele j� sofreu o suficiente.
Senhor Saburo!
A vit�ria � nossa!
O inimigo est� fugindo com Ayabe em persegui��o.
Ganhamos!
Que desgra�a!
N�o parece poss�vel.
Saburo n�o est� aqui para partilhar isto.
Hidetora tamb�m partiu... por qu�?
N�o h� deuses... nem Buda?
Se existirem, me ou�am...
Voc�s s�o maus e cru�is!
Est�o assim t�o entediados a� em cima...
que tens que nos esmagar como formigas?
� t�o engra�ado assim nos ver chorar?
Chega! N�o blasfeme mais!
S�o os deuses que choram.
Nos v�em a matar uns aos outros...
vez por outra, desde o in�cio dos tempos.
Eles n�o podem nos salvar de n�s mesmos.
N�o chores.
� como o mundo � feito.
Os homens preferem a m�goa � alegria...
o sofrimento � paz.
Olhem para eles no Primeiro Castelo.
Festejam no meio de dor e sangue derramado.
Celebram o assassinato!
Senhor, ficaremos. V� para a torre.
Onde est� o Senhor Jiro?
De quem � essa cabe�a... de Saburo ou Hidetora?
De nenhum. S�o ordens da senhora.
� a Senhora Kaede o amo aqui?
Minha miss�o � servir ao Senhor, nunca a ela!
Raposa-dem�nio!
Suas intrigas destru�ram a casa de Ichimonji!
Tudo pela vaidade de mulher!
Vaidade coisa nenhuma.
Minha fam�lia foi vingada, o castelo destru�do...
Os Ichimonjis foram extintos...
Fiz tudo o que me propus a fazer.
Acalmem-se!
Meu senhor, prepare-se para morrer.
Eu, Kurogane, o seguirei.
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