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Original subtitles

Lembras-te?

- Não. Não acredito. - Eu não acredito que acabou, Güneş.

Não acreditas porque não estou fechada em casa

como há seis meses.

Estamos aqui por algo especial. Podemos falar sobre isso?

Na verdade, tenho outra história sobre o Deniz e a Güneş. Queres ouvir?

Não tens mais nada em que pensar hoje?

Como o quê?

Como casar!

- E? - E o quê?

Estamos a provar vestidos.

Não especulemos sobre a minha relação ou como acabámos.

Querida. Eu…

Eu escrevi a minha história de amor e adiei-a.

Nunca deixaria isto para o último minuto.

Planeei este dia ao mais ínfimo pormenor.

Não duvido. Temos mesmo de usar cor-de-rosa?

Özgen, isto é demasiado rosa. Não nos obrigues a usar isto.

Está bem.

Nada está a correr como planeei. Não há problema. Esqueçam o rosa.

- O que significa isso? - Nada.

O que não está a correr como planeado?

Espera lá. Estás a esconder-nos algo outra vez?

Outra surpresa? Conta-nos.

Para. Vais agoirar.

Não há surpresas de casamento. Está tudo bem.

Então, o que se passa?

Quanto ao noivo…

… prevejo um pequeno problema.

Mas, afinal, é só um noivo.

Haverá casamento. A noiva está aqui.

O casamento… é para a noiva.

É o meu casamento, certo? Vai acontecer.

O que significa isso?

- O quê? - Sim, estou aqui.

Estou aqui. Parece que estão todas prontas.

- Olá, querida. - Seja bem-vinda.

- Como está? - Bem, e a senhora?

Estou bem, mas… Ainda não estão vestidas.

Há algum problema com os tamanhos?

Não.

Assentam na perfeição. Porque haveria problemas?

Ela parece mais nervosa do que você.

Desculpa, quem é esta senhora?

A Mna. Şeyda é a organizadora do casamento.

- Para. - Querida.

Planeadora.

- Planeadora de casamentos. Sim. - E?

- E o quê? - Güneş Güner?

Olá.

Não me disse que ela vinha.

Mna. Güneş, bem-vinda. É um prazer recebê-la.

Então, vem ao casamento.

Podemos contar com a presença do Sr. Alfa?

Mna. Güneş, que tal uma colaboração? O que acha?

Estávamos a falar de vestidos.

Não estávamos, Beren?

Estavam a falar de vestidos.

Beren, vendemos todos os tamanhos. Encontraremos algo para si.

Ouça, Mna. "Planeadora de Casamentos" Ceyda.

- Şeyda. - Ela está a implicar comigo. Não acham?

Já agora, não vamos de cor-de-rosa.

Só para que saiba. É Ceyda?

Şeyda.

Está bem, mas ouçam.

Acho que não há problema nenhum.

Vai ser tudo tão perfeito como imaginámos.

- Certo? - O que disse?

- Vai ser perfeito. - Não ouvi. Repita, querida.

- Vai ser perfeito. - Ótimo. Ela é uma querida.

A ser tão amável no seu dia mais bonito e especial.

- Acreditas nisto? - Não.

- Olha, Özgen! - Dê-me a mão.

Ainda bem que lhe escolhi um vestido branco. Ainda bem.

Sem dúvida. Ótima escolha.

- Muito obrigada. - Ainda bem.

Ainda bem que é você.

As pombas já chegaram?

As pombas já chegaram ou não?

Alguém me ouve?

Mna. Güneş, volto já.

Não respondem? Porque me fazem gritar?

Contrataste-a? A sério?

- Eu mato-vos. - Que chata!

Eu mato-vos.

Vão fazer o que ela diz. Ela chama-se Şeyda.

Acenem e façam o que ela diz.

É uma guru do casamento. Gastei uma fortuna com ela.

- Eu mato-vos. - Tudo bem. Boca fechada.

Assim está melhor.

O que aconteceu com o Hakan?

- Discutiram? - Sim.

Não discutimos. Não sei. Ele anda tenso e rabugento.

Disse-me para fazer o que quisesse. Ele não vai envolver-se.

Não percebo.

Querida, lê o ambiente, por favor.

Porque achas que o Hakan não se envolve?

Porquê?

Alguém me ouve?

Quero saber se as pombas chegaram.

A Rádio Şeyma. Pronuncia bem.

Estou muito stressada.

Achas piada?

Desculpa.

Sei que estão em casa. Escuto.

Vai continuar durante horas se não responderes.

É melhor responderes.

Aí está ele.

Sei que estão aí.

Vou ver como ele está.

Se o sinal de rádio é fraco, tenho de vir aqui, Deniz.

Dá-me isso.

Acho que as pilhas acabaram.

É tarde. Vejo isto amanhã, está bem?

- Vai para casa. - Já agora…

Queria perguntar-te uma coisa.

Güneş? Onde estás?

No quarto. Escuto.

Recebido.

Estou no escritório. Escuto.

Deniz, não me apetece.

Então, o que faço? Visto-me?

Escuto.

Espera, já vou. Escuto.

Boa. Escuto.

Güneş.

Güneş.

- Estás acordada? - Não.

Acorda.

Güneş.

Acorda. Olha para mim.

- O que foi? Estou a dormir. - Bom dia.

O que foi? Larga-me. O que estás a fazer?

Deniz, estou a dormir.

Estou a postos. E tu?

- Ainda a dormir. Escuto. - Recebido.

Basta! Os meus filhos têm um brinquedo igual.

Arranjem outra coisa para fazer.

Estou farto de vos ouvir.

Já percebemos, está bem?

Merda.

Güneş, fizemos asneira. Güneş.

Vão fazer tudo o que ela disser.

Dizem "Sim, senhora" ou "Sim, Mna. Şeyda". Entendido?

Vá lá. Por favor.

Esquece isso. Temos de ir. Tenho de provar o fato.

A Özgen ligou-me sete vezes. Tenho de lhe enviar uma foto.

Porque não foste à prova com a Özgen?

Ela tem tudo planeado. Contratou uma planeadora rabugenta.

Não quero ter nada com isso.

Vai andando para a loja.

Não posso ir sozinho.

O casamento é daqui a três dias. Deixa isso, vamos.

- O Sr. Rauf também vai? - Sim.

De certeza que vai perguntar pelo trabalho de Londres.

- No meu casamento? - Vai chatear-me com isso.

Duvido. Ele só quer saber porque não foi convidado para a despedida de solteiro.

Ele perguntou isso?

Perguntou aos rapazes. O velho sacana.

Disseram-lhe que a minha vida era uma despedida de solteiro.

Vá lá, mano! Deixa isso. Fazemos isso depois. Anda.

- Não é assim que funciona, Hakan. - Então? Diz-me.

Qual é o teu problema? Porque estás tão tenso?

És minha testemunha e meu padrinho. Vamos. Isto pode esperar. Anda.

Tens razão. Estou tenso.

Porque estás tenso? Eu é que me vou casar.

Eu é que estou tenso. Tu não.

Tens estado ocupado com os preparativos.

Nunca te cheguei a dizer.

Eu e a Güneş acabámos.

Estavam juntos?

Acabámos de vez. Não há volta a dar.

Eu sei, a Özgen contou-me.

- Ela já te tem na mão, mano. - A sério?

- Vai. - Vamos.

Não me metas nisto.

Para que é este cartão? Tu não me conheces?

Calma, está bem? Não é para ti. É para o bebé.

Já estou chateada, Deniz.

Pela última vez, não faças nada antes de falar comigo.

Acalma-te, Umay. Não te zangues.

É uma conta poupança para o bebé.

Eu percebo, está bem? Também estás nervoso.

Mas eu é que carrego o fardo, Deniz. Está bem?

Sê compreensivo.

Acho que é porque não falamos. Vamos falar como adultos.

Está bem, vamos falar.

Porque isto não resulta. Assim não avançamos.

Somos adultos.

Temos de fazer com que isto resulte para o bebé.

Não podemos estar sempre em guerra.

Eu quero…

… que o miúdo cresça em paz, mesmo sem os pais juntos.

Não estou em guerra, Deniz.

Olha para ti.

Tu é que lanças mísseis.

Desculpa, mas és a menor das minhas preocupações.

Tenho mais em que pensar, não esperes compaixão.

Mas temos de ser compassivos, Umay.

Seja qual for esta relação, temos de seguir as regras.

Afinal, vamos estar na vida um do outro.

Sim.

Estragámos a nossa relação. Mas podemos tentar ser amigos.

Estás a falar a sério?

Sim, estive a pensar.

Se vivermos juntos, não poderemos proporcionar um ambiente pacífico ao bebé.

O que vamos fazer como amigos? Jogar às cartas?

E se viesses ao meu casamento?

Alguém tem de cuidar do Deniz.

Vais casar?

Com quem?

Com a Özgen. Não a conheces. É amiga da Güneş.

Não percebo…

Porque te passas tanto quando falas da Güneş ao pé de mim?

Vocês é que estão a dar muita importância a isto.

Ouve.

Tenho-te feito passar um mau bocado, Hakan. Desculpa.

Obrigada pelo convite. Começámos com o pé errado.

- Vamos recomeçar. - Então, vens?

Sim, vou.

Mas se me emocionar e começar a chorar, são as hormonas. Entendido?

Estou grávida. Não fiques com ideias. Não penses que também me quero casar.

Não faças nada, Deniz.

Está bem, Umay.

Agora tenho de mandar o noivo na sua viagem final.

Está bem.

Boa sorte.

Mas qual "viagem final"?

- Estás a fazê-lo por despeito. - Anda.

Só para me irritares.

Bem-vindos ao casamento de Özgen e Hakan.

Bem-vindos ao casamento de Özgen e Hakan.

- Sejam bem-vindos. - Olá.

Branco, tudo branco.

- Está como eu quero. - Bem-vindo.

- Copos… Bem-vindo. - Obrigado.

Cuida bem dele.

Que casal adorável.

Eu planeei o casamento. Se casarem, chamo-me Şeyda.

Tirem fotos aqui.

Anota os dados deles e contacta-os.

O que fazes aí parada?

- Circula. Vai lá - Certo.

Bem-vinda.

Fotografa toda a gente.

Bem-vinda. Arranja estas flores.

Boran! O que fazes aqui?

Güneş.

Porque estás aí parado? Anda cá.

Queria ver se estava tudo bem.

Estás bem, certo?

Conheces a Özgen?

- Se não me queres aqui, eu saio. - Não foi isso que quis dizer.

E não se trata de mim, mas da Özgen. Ela está a passar-se.

- Devido à azáfama do casamento. - Estou a ver.

Foi por isso que quis estar contigo neste dia.

Foi por isso que vim. Estava preocupado contigo.

Como amigo.

Boran

Vou fazer uma pausa dos artigos do Sr. Alfa.

Não precisas de fingir ser o Sr. Alfa.

Na verdade, não precisas de fazer nada por mim.

Sim. No início, foi bom.

Foste tão simpático comigo.

Mas não estou preparada para uma relação. Podemos ser só amigos, por favor?

Também te vou devolver o anel.

Güneş, ouve. Eu…

Está bem.

Tudo bem, como queiras.

Podemos falar mais tarde. Não há problema.

Num dia como este, tenta ser feliz.

Centremo-nos no casamento da tua amiga, sim?

Obrigada.

Só queria resolver tudo contigo.

Bom, vou ter com as miúdas.

- Sabes como elas são nervosas. - Sim.

Falamos no fim da boda.

Até logo.

Inútil…

Então, meu?

Furkan! Isto é uma merda.

Eu precisava de uma foto íntima.

Tudo bem. Eu trato disso.

Estúpido.

Idiota!

Fá-lo tu, se és assim tão bom.

Sr. Alfa?

Sem comentários.

Sem comentários. Eu percebo.

Como queira, Sr. Sem Comentários.

Sou a Şeyda, a planeadora.

A Mna. Güneş não o adicionou à lista.

Mas não se preocupe, eu adicionei-o como Sr. Alfa acompanhante.

Muito obrigado. É muito amável da sua parte.

Mas…

Eu e a Güneş vamos manter a distância. Devido às filmagens e assim.

Se pudesse guardar segredo, agradecia.

Com certeza. Pode confiar em mim. Não se preocupe.

Eu sei.

Já todos o viram desde a viagem à Capadócia.

Mas como desejar, Sr. Alfa.

Os meus colegas acompanham-no à mesa.

- Obrigado. - De nada.

Esperas que ande sempre contigo até o bebé nascer?

Tive de vir mais cedo, Umay. Tem paciência.

Fazemos isto para comunicarmos normalmente.

- Sem discussões, lembras-te? - Não estou a discutir, Deniz.

Vou ter com o Hakan. Ele também deve estar nervoso.

Quem mais está nervoso?

Ninguém. Ninguém está nervoso.

Ninguém. Vamos.

Está bem.

Estou a deixar-te nervoso?

Não. Eu perguntei se estavas nervosa. Não estás a deixar-me nervoso.

Certo. Talvez eu esteja nervosa porque tu também estás nervoso.

- Ainda não estás vestido? - Pronto. Calma.

Dá azar ver a noiva antes do casamento.

Hakan, vai preparar-te.

- Ozan, leva-o. - Porquê?

- O que devo fazer? - Espera.

Achas que estou nervoso? Vou vestir-me. Está tudo bem.

Está tudo bem. Adoro isto. Está tudo…

Sabes que mais? Nada disso. Está tudo bem porque eu trato de tudo.

Claro que está tudo bem, Hakan.

Özgen, por favor, fala baixo.

Aquela planeadora vai dar comigo em doido.

Gostava que te recompusesses.

Como? Não gostas de mim? O que foi?

Hoje é o meu dia mais feliz, está bem?

É por isso que não quero discutir contigo.

Não há nada para discutir.

- Não te preocupes. - Não estou preocupada.

Não estou nada preocupada, Beren. Nada preocupada.

Mas sabes o que me preocupa?

O teu discurso de casamento. Eu sei que não tens discurso.

Vai haver discurso?

Ótimo. Sabes o que fazer e onde ficar?

Então, diz-me, querido, porque não vieste ao ensaio.

Não é difícil. Fico ao lado da noiva.

Tal como eu sonhei.

Hakan.

- Anda. - Vamos.

Não fico ao lado da noiva? Onde fico?

Boran? Ainda não te foste embora?

Ia-me embora, mas a planeadora reconheceu-me.

Ela levou-me ao lugar do Sr. Alfa. Não quis discutir.

Não te queria pôr numa situação difícil.

Foi por isso que fiquei.

Para. Estou calmo.

- O que é isto? - Quem está a discutir?

É a Özgen.

- Espera. - Sem pressa. Não me apresses.

- Para. - Larga.

- Apressar-te? - Vais despentear-te.

Sabes que mais? Tens razão. Acho que nos precipitámos, Hakan.

- Tens razão. - Concordo plenamente.

Sim. Precipitámo-nos.

Devíamos ter-nos conhecido melhor.

Saber mais coisas sobre o outro.

O quê? Tens noção de como isso foi despropositado?

- Não estou mortinha por casar. Estou? - Nem eu.

- O quê? Não sei. - Hakan, vá lá.

Vamos. Isto é de mais.

Até ontem, a Özgen queria ser a donzela dos filmes românticos.

Aqui está ela.

Estás a insultar-me?

Sabes que mais, o Hakan, o tipo que decidiu casar há uma semana,

era um fodilhão.

- O que foi? É verdade. - Sabes bem.

- Não te metas. Estou a falar. - Desculpa.

Ele usou nomes falsos com as raparigas com quem dormiu.

Fikret, tudo bem?

Caraças!

Pronto, Özgen.

- Calma. - Idiota!

- Inacreditável. - Özgen, querida.

Sai. Chega de más vibrações.

Que tal uma infusão, Özgen?

Öz…

Eles estão a discutir.

Que estranho. O Fikret vai casar?

O Fikret? Tu… Como conheces o Hakan?

Perdi o voo por causa dele. Eu contei-te.

Ele não é o Fikret…

De que estás a falar, Boran?

Encontrei-me com ele para recuperar o telemóvel e a carteira.

É ele. O Fikret.

O Fikret foi quem

te tirou o telemóvel antes de embarcares?

Sim. É o casamento do Fikret?

Vou ver como está a Özgen.

Özgen.

Aonde é que ele foi? Fiko!

Ela trancou-se lá dentro.

Özgen, abres a porta, querida?

Özgen.

Ouve. Convidaste o Boran?

Porque convidaria o Boran? Ele apareceu. Disse-lhe para se ir embora.

Ele chama Fikret ao Hakan. Tanto quanto sei, o Fikret… Raios…

Foi o Hakan que nos impediu de ir à Capadócia juntos.

O que tem o Hakan que ver com o Boran?

Fui eu que lhe pedi.

O quê?

O que disseste, Özgen? Abre a porta e vamos falar.

Estão a ver?

Éramos tão românticos. Olhem só no que nos tornámos.

Meu Deus.

Ela não come nada desde manhã.

- Vou preparar algo, está bem? - Vai.

Özgen.

Özgen.

- Quero dizer-te uma coisa. Abre. - Não.

Özgen.

Desculpe.

É a irmã da noiva?

Meu Deus. Sr. Rauf, já nos conhecemos.

Num cocktail, no lançamento de um projeto do Deniz.

Sou a Pervin, chefe da Güneş.

E eu a perguntar-me de onde conhecia esta bela senhora.

A sua cara não me era estranha, como se a tivesse visto num sonho.

O senhor e as suas tiradas…

Espero que se esteja a divertir.

Mahir? Apresento-lhe o Sr. Rauf, o patrão do Deniz.

- Olá. - Muito gosto, Sr. Mahir.

- Igualmente. - O senhor…

- Bem, eu… - É o advogado do Deniz e da Güneş.

Sou advogado.

E eu sou arquiteto.

O Deniz e a Güneş bem precisam de um advogado

depois do desentendimento.

Vão mantê-lo muito ocupado, Sr. Advogado.

- Por favor, não diga isso. - É mentira?

Por favor.

Beren.

O que foi?

Eu também te entendo. Deve ser difícil.

O quê?

Ainda gostas de mim?

Tudo bem. Eu digo-te.

Sim, sinto algo por ti, Ozan.

Sinto…

Sinto nojo, por exemplo. Isso também é um sentimento.

Não stresses. Porque não relaxas?

Porque estás tão zangada?

Não me esqueceste?

Esqueci-te, Ozan. Esqueci-te.

Mas, por favor, lembra-me.

Eras assim tão idiota

quando estávamos juntos?

Credo!

Deniz.

Deniz.

O que foi?

Tenho de fazer um discurso.

Boa. Preparaste o discurso?

Não estou preparado para nada. O casamento está cancelado. Vamos.

Estás louco?

O que faço? Como escrevo um discurso? Não estou bem.

Respira fundo. Espera um segundo.

Vou saber o que a Özgen escreveu.

Sim. Eu trato do teu discurso.

Não te preocupes.

Eu trato disto.

Eu cá me arranjo.

Até já.

Sim. Trabalha para mim… Sacana.

Como?

Sou só um advogado, Sra. Pervin?

Não és advogado, Mahir?

Apresentei-te assim por respeito.

Então, a tua relação com o Rauf é apenas profissional?

Que mais poderia ser, por amor de Deus? O que pensaste?

Não sei.

Gostaria de um aviso,

para não ser como o Boran quando a Güneş e o Deniz se separaram.

Ouve o que dizes. Estás a imaginar coisas.

Pervin.

A Güneş e o Boran estão mesmo juntos? Diz-me a verdade.

Passaste o dia a repetir a mesma pergunta, Mahir.

Eu achava que o Boran era o Sr. Alfa.

Não havia dúvidas, foi o que disse no ficheiro, mas…

Ouve. Eu tenho uma reputação. As pessoas confiam em mim.

- Se for mentira, diz-me. - Sim, é.

Falei com a Güneş e ela disse-me que estava com o Boran.

Está bem.

Não foi o que me pareceu, mas tu é que sabes.

Ouçam só o advogado.

- Ele tem o caso controlado. - Não…

Estás com ciúmes?

Estás com ciúmes?

Diz a verdade. Centremo-nos em nós.

O que estás a fazer, querida?

Não faças isso.

Não estou a fazer nada.

Olha que eu perco a cabeça.

O quê? Por fazer isto?

Para. Eu perco a cabeça. Por favor.

Idiota.

- Divirtam-te. Cumprimentos. - Obrigado.

Quem és tu?

Furkan. Sou fotógrafo.

Os fotógrafos tinham de vir de preto.

Tenho o fato na mala. Vou já mudar-me.

Despacha-te. Toca a andar.

Toca a andar.

O que vamos comer?

Já conhecias toda a gente, Umay.

É isso?

Diz-me, em que estás a pensar?

Estou a pensar em comer fruta. Morangos.

Sabes o que vai acontecer, certo?

Vais falar,

a Güneş vai deixar-me e correr para os braços do homem que tu amas.

És um querido por pensares no meu futuro com o Deniz.

Estavam a falar disso. Ouvi dizer que és um anjo.

Excelente trabalho.

A Güneş está comigo, mas ainda ama o Deniz.

Sabes disso, não sabes, Umay?

- E continuas com a Güneş? - E tu com o homem apaixonado pela Güneş.

Temos algo em comum.

Temos?

Tal como eu e a Güneş.

O que é?

O que vos une?

Queres ser o Sr. Alfa e que a Güneş escreva para a tua revista.

Deixa-te de te armares em amante obsessivo. Não engulo.

O que queres, Umay?

Já não tens o Deniz?

Porque tens de reter o Deniz para ele não ir ter com a Güneş?

Porquê?

Queres uma bebida?

Desculpa. Disseste-me quando nos conhecemos no bar.

Não bebes álcool, não é?

Porquê? Passa-se alguma coisa?

Deixa-te de rodeios. Desembucha.

Os teus truques não funcionam comigo.

O emprego ainda é teu, se quiseres.

Pensa nisso. Talvez possamos fazer com que resulte.

Fazer negócios juntos?

Duvido muito. Diverte-te.

Özgen?

Vá lá, querida. Abre a porta, sai.

Nunca imaginei que seria assim.

O Hakan não costuma ser assim.

Querida, vamos falar cara a cara. Estás aí há demasiado tempo.

Tranquei-a para que ninguém entrasse.

Então, estás bem?

Não sei.

Tenho o vestido vincado, o cabelo despenteado

e a maquilhagem arruinada.

- Senta-te. Calma, vamos falar. - Nada está perfeito.

Tudo pode ser perfeito, Özgen.

Por favor, desfrutemos deste momento. Concentremo-nos nisto.

Eu amo mesmo este tipo?

Saberias se o amasses.

Neste momento, não sei nada.

Estou tão confusa.

Todos parecem estar a divertir-se, menos nós.

É como uma pedra no peito.

Não parece um casamento.

Parece mais um espetáculo de aberrações, onde serei gozado em palco.

Será que me precipitei? Porque me sinto assim?

Eu amo este tipo?

O amor é isto, Güneş?

Eu não queria muito casar. A Özgen é que queria.

Deixa-te de tretas.

Ninguém te pode obrigar a fazer o que não queres, Hakan.

Não é que não queira.

- Então? - Não é que não queira.

Não quero que seja assim.

Não éramos nós que nos devíamos divertir hoje?

Estão todos a divertir-se menos nós.

Não é o nosso dia, mano?

De que nos vamos lembrar deste dia? Da discussão?

Sinto-me tonta. Acho que não aguento até ao fim da noite.

Sinto-me desorientada.

Estou atordoado.

Não estou bem da cabeça.

Tenho a cabeça a mil…

Mas também me sinto mal.

Também o viste? Não sei.

Ele ama-me ou não?

Tu ama-lo?

O que significa isso?

Não amas a Özgen? É o que estou a perguntar.

Como sabes se estás apaixonada?

O amor não devia ser um milagre?

Onde ouviste isso?

Nos romances que lês?

Oxalá houvesse um livro de regras para isto, mas não há, Özgen.

Não há milagres.

Isso só acontece quando estão juntos.

O que o torna diferente

é o prazer milagroso que sentimos…

… ao fazer coisas banais.

Quando ele te abraça, quando te beija, se todos os sons desaparecerem…

Se não te importares com o que se passa à tua volta,

então é amor.

Se quiseres ir para casa e dizer-lhe a coisa mais trivial

que te aconteceu nesse dia…

Há momentos em que nos entendemos só com um olhar.

Há coisas que nos lembram um momento especial

e sabes como o deixam feliz.

Ficas entusiasmada

como se lhe desses a coisa mais valiosa do mundo.

As tuas prioridades mudam.

Só queres estar com ela.

Porque esses momentos fugazes juntos tornam-se o teu bem mais precioso.

Olhas para ele de longe, enquanto se encontra no meio da multidão.

Observas atentamente, com o teu corpo a formigar.

Se ela te abraçar no teu pior momento,

se se aceitarem como são e se divertirem…

- É amor. - É amor.

Ela viu o meu verdadeiro eu.

A Özgen é muito divertida.

É muito divertido estar com o Hakan.

Então, porque não desfrutas do teu casamento? Anda.

Sim.

Sim, vamos divertir-nos.

Tens razão. Anda. Tens toda a razão.

Muito bem, Sra. Olhos Bonitos. Vamos.

Mna Özgen, aceita o Sr. Hakan como seu marido?

Sim!

Sr. Hakan, aceita a Mna. Özgen como sua esposa?

- Bem, não sei. - Eu mato-te.

- Responde-lhe. - Sim.

Que susto.

As testemunhas atestam este noivado maravilhoso?

- Atesto. - Atesto.

Pela autoridade investida pelo presidente da câmara,

declaro-vos marido e mulher.

- Bravo! - Assino aqui?

- Onde? Vamos. - Aqui.

- Piso-lhe o pé primeiro. - O que estás a fazer?

Porque estou a aplaudir?

- Ele veio com a Umay. - Porque faria isso?

Juro que não sabia.

Eu sei, querida. Claro que não sabias.

Já viste o vestido dela? Exibicionista.

Isto é demasiado. Vou tirar.

Não. Mas o teu cabelo estava lindo.

És mais bonita do que eu. Esquece isso.

Quando é o teu discurso?

Não sei. A Şeyda estava a tratar disso. Ela não me disse.

O Hakan nem deve ter um. Vai ser embaraçoso.

Devia cancelar o meu discurso.

Não digas isso. Ele talvez tenha um.

- Vou falar com a Şeyda. - Está bem.

Muito bem.

Devem estar a falar do discurso e não tenho nenhum pronto.

Estás a stressar demasiado. Tenta sorrir um pouco.

Eu resolvo isto. Confia em mim.

Resolve de uma vez. Por favor.

Nada pode estragar este dia. Calma.

Vai correr tudo bem, mas sorri, por favor.

- Estás a dar nas vistas. Outra vez. - Ótimo.

Vai fazer o teu discurso.

Enche.

- Dá-mo. - Não posso. Precisamos dele.

Não sejas tonto. Devolve-me isso.

Não posso, Güneş. Tenho de ver o discurso da Özgen.

Vais ouvi-lo durante o brinde.

O Hakan não tem discurso. Deixa-me ver.

Não tem?

E depois? Então, terá de improvisar.

Veremos se ele está mesmo apaixonado.

Güneş, o que estás a fazer?

Estou a fazer o que tu não fizeste.

Estou a tomar a iniciativa.

Estou a seguir em frente. Pode ser?

Senão, sai-me da frente, Deniz.

De que estás a falar? Tenho culpa de não termos seguido em frente?

Chegámos a um beco sem saída, não foi?

Farias alguma coisa por nós sem esperares nada de mim?

Dizes isso estando com o Sr. Alfa Falso?

Não somos um casal.

Além disso, tu não tens moral nenhuma.

Entraste com ela de mãos dadas.

- Eu também não estou com a Umay. - Pois, claro.

Larga-me. O que estás a fazer?

Estou a fazer algo por nós.

Estás a irritar-me. Para.

Para.

Aonde pensas que vais?

O que queres de mim?

O que queres?

Bravo!

Alguém vai reparar. Devíamos voltar.

Não vejo isso a acontecer, Güneş.

Futura Noiva

Como chegámos a este ponto, Deniz?

Queres que pare?

- Quem era? - Quem?

Não sei, não vi.

Mahir. Espera. Aonde vais?

Umay?

Umay? Estás bem?

Achas que sou parvo?

Como assim?

O que se passa entre ti e aquele tipo?

Estás a ser ridículo, Mahir.

Estou a ser ridículo?

Mahir.

Disse para esperares. Mahir!

Eu sabia que não estavas grávida.

Não importa.

Sabes o que o Deniz e a Güneş estão a fazer?

Sei.

O idiota devia fotografar a Güneş comigo.

Está bem.

Eu ajudo-te.

O Deniz casa comigo. Ambos teremos o que queremos.

Está bem.

Tradução: Nuno Oliveira

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